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Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações
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Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

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Resumo editorial

O programa ao vivo Estúdio Câmara discute um sentimento silencioso e extremamente presente na vida de muitas pessoas: o medo do erro. Em uma sociedade cada vez mais marcada pela cobrança por desempenho, produtividade e perfeição, errar passou a ser visto quase como sinal de incompetência, gerando ansiedade, autocobrança excessiva, insegurança e sofrimento emocional. O programa investiga por que errar incomoda tanto, de onde vem essa dificuldade de lidar com falhas, e como criar uma relação mais saudável com fracassos, críticas e frustrações.

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[música] [música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo nesta manhã de sexta-feira, dia 22 de maio. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos juntos fazer desta sexta-feira um ótimo dia. E hoje a gente fala sobre um sentimento silencioso, mas extremamente presente na vida de muitas pessoas. O medo do erro. Quantas decisões deixam de ser tomadas por medo de falhar? Quantas pessoas vivem presas à necessidade de acertar sempre, evitando riscos, mudanças [música] e até oportunidades por não suportarem a possibilidade de fracasso. Em uma sociedade cada vez mais marcada [música] pela cobrança, por desempenho, produtividade, perfeição. RAR passou a ser visto [música] quase como um sinal de incompetência e isso tem gerado ansiedade, autocobrança excessiva, [música] insegurança e sofrimento emocional. Mas afinal, por que errar incomoda tanto? De onde vem essa dificuldade de lidar com falhas, críticas e frustrações? O tema do programa de hoje é esse, o medo do erro. Então participe com a gente, mande sua mensagem, nosso WhatsApp tá na tela. Você sente que o medo de errar já impediu alguma [música] decisão importante na sua vida? Você tem medo do erro? Conta pra gente. Os nossos entrevistados já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Enquanto isso, você vai mandando a sua mensagem aí, compartilhando a sua experiência referente ao erro. Você tem medo de errar? você paralisa a [música] sua vida por conta desse medo. Vamos lá. 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo e daqui a pouquinho a gente apresenta os nossos convidados do programa de hoje, combinado? Vamos lá, então. A próxima segunda-feira uma análise, uma, aliás, uma série de reuniões no legislativo. Às 10 horas, a Frente Parlamentar de acompanhamento da licitação do transporte público vai debater os próximos passos para a concorrência do transporte coletivo após a habilitação das empresas vencedoras. Também às 10 da manhã, a Comissão de Política Urbana vai analisar um projeto que cria um sistema de alertas para informar a população sobre o cronogramas da coleta seletiva e também do serviço [música] de catatreco em Campinas. Às 2 da tarde, na segunda-feira, a Comissão de Educação e Esporte discute, entre outros projetos, uma proposta que proíbe homenagens do poder público municipal a pessoas condenadas por crimes ediondos. E às 6 da tarde acontece a reunião ordinária no plenário da Câmara e todas as atividades são abertas à população e transmitidas pela TV Câmara Campinas, também pelo nosso canal no YouTube e você pode participar, combinado? Agora vamos com a previsão do tempo para este final de semana. Como é que começou o dia aí na sua casa, hein? Tem um solzinho, tá nublado. Pois é. De acordo com a previsão do tempo, hoje, sexta-feira, mínima 21, máxima 15, nós teremos aí um dia eh com o sol, mais períodos de nublado e à noite já com muitas nuvens, porque no sábado, aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva, à tarde e à noite. Tem a previsão aí de temporal para Campinas, tá bom, gente? Eh, a mínima do sábado, 16, a máxima 22º. E aí no domingo 17:22 temos um dia eh que vai ficar aí com nuvens, um pouquinho de sol, mas com chuva a qualquer momento, tá? Essa é a previsão do tempo para este [música] final de semana aqui para a nossa metrópole. Vamos embora então agora para o nosso tema central, apresentação dos nossos convidados. [limpando a garganta] a gente fala do medo do erro, que vem sendo cada vez mais discutido por profissionais da saúde mental, especialmente em uma época marcada pela comparação constante, pela pressão, por resultados, né, e pela necessidade de demonstrar sucesso o tempo todo. Muitas pessoas convivem com a sensação de que já não podem mais falhar, seja nos relacionamentos, na carreira, nos estudos ou até na vida pessoal. E aos poucos, o erro deixa de ser encarado como aprendizado para se transformar em motivo de culpa, de vergonha, paralisação emocional. A gente precisa entender o que é o erro e se ele faz parte da nossa vida. Isso é importante errar. Vamos discutir os impactos psicológicos então dessa cobrança de não errar e entender [limpando a garganta] como construir uma relação mais saudável com as nossas falhas, com as nossas imperfeições. É por isso que hoje temos dois especialistas que vão trabalhar com a gente durante essa hora de estúdio Câmara. E lembrando que você também pode participar, tá? A gente dá as boas-vindas ao Guilherme Romangueira, especialista em psicanálise clínica e também psicoterapia. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada. Obrigado. Bom dia. Eu que agradeço. Trabalho já com desenvolvimento humano há bastante tempo. Minha primeira formação é na área da educação. Então essa parte do erro, do de como a gente pode usar isso a nosso favor e tudo mais, bastante interessante e vamos falar sobre isso. Maravilha. Muito bom ter você aqui e vamos prestar atenção nas orientações dos nossos profissionais. junto com a gente também recebemos aqui pelo Zoom a Iun Pinheiro. Ela é psicóloga clínica, orientadora profissional, participa com a gente mais uma vez aqui no estúdio Câmara compartilhando, né, o seu conhecimento e nos orientando. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você, Yunce. Bom dia, Núbia. Tudo bem? É um prazer falar com vocês. Eu sou psicóloga clínica, tenho mais de 26 anos de experiência, sou neuropsicóloga, psicopedagoga e trabalho com estimulação de áreas do cérebro, redes neurais, MDR e terapia cognitivo comportamental para eh remodelar padrões eh de comportamento, coisas que a gente tem e não consegue mudar. e também sua especialista em traumas, né? Eh, para que as pessoas possam viver a vida de uma forma mais livre, uma vida que faça sentido. Maravilha. É o que a gente busca, é o que a gente precisa, o entendimento para que o nosso caminho ele seja mais leve, né? E para que a gente possa dar sentido nas coisas. E aí muitas pessoas acreditam que precisam acertar o tempo todo para serem valorizadas, aceitas e até reconhecidas. Então, eh, com isso, qualquer falha, ela passa a ser vista como um fracasso pessoal. Mas se a gente analisar profundamente, a gente percebe o oposto. Quando você erra ou se sente arrependido, o nosso cérebro ele entende que precisa mudar de atitude no futuro. Você percebe quando você erra, você fala assim: "Bom, eu errei agora, mas eu não vou errar mais". Né? Mas ultimamente nós temos uma pressão por não errar em nenhum momento da vida. Será que isso existe? A gente começa com a visão da psicanálise, a visão do Guilherme. Por que Guilherme, que o erro ele costuma provocar eh tanto sofrimento emocional nas pessoas, porque esse peso do erro, já que é público e notório que todos nós podemos e vamos errar em em qualquer momento, em algum momento da vida, e que de repente o erro pode nos ensinar a não cometer o mesmo erro novamente. Por que esse sofrimento emocional? Então, na verdade, a gente tem vários fatores sobre isso, né? Isso vem desde nossa da nossa criação, digamos assim, do que a gente vai aprendendo, da nossa educação, mas a gente tem uma influência social muito grande também, porque hoje a gente é acostumado a se ver pelo olhar dos outros, né? E isso é natural. a gente se constitui também pelo olhar que o outro tem da gente. Só que muitas vezes esse olhar acaba sendo muito julgador e punitivo. A gente vive numa sociedade punitiva, né? Onde o erro ele é penalizado, onde quando você faz alguma coisa que não está de acordo a própria criança ali e tudo mais já tem às vezes, né, muitas vezes um castigo, né, seja em casa, na rua, na escola, em qualquer lugar. Então, sempre tem uma punição que vem daquilo e aí a gente não gosta de ser punido e a gente vai se limitando e aquilo não traz um aprendizado, né? Você não deixa de fazer tal coisa porque você entendeu que aquilo não é bom. Você deixa de fazer tal coisa porque você não quer ser punido e não quer sofrer as consequências daquilo. E a gente vai se limitando cada vez mais. Hoje em dia, ainda mais com a internet, com os cortes, né? Se a gente errar alguma coisa aqui para alguém fazer um corte e isso viralizar ou alguma coisa, a gente vai cada vez mais pisando em ovos. se limitando e achando que é isso que define, mas não é isso que define, né? Então, se a gente errar, a gente tem o direito de errar. Não é isso que vai definir quem eu sou, a minha capacidade, nada disso. Da mesma forma que os meus acertos não me definem. Eu sou uma junção dessas coisas. Eu sou uma possibilidade do que vai acontecer, né? Uma, se a gente parar para pensar uma criança aprendendo a andar, né? ela vai cair e se ela não cair, talvez ela não aprenda a andar direito. Se tiver sempre alguém segurando e dando a mão para ela, ela não vai ter autonomia para conseguir se movimentar direito quando ela precisar correr ou algo assim. Isso não vai acontecer. Então o erro ele, mais do que fazer parte, ele é necessário pro aprendizado e necessário pra gente corrigir aquilo que precisa, não para ser punido, mas para aprender com aquilo. Excelente. Muito bom. Já deu para dar um norte pra gente aí. Agora a um se completa falando pra gente dessa pressão pela perfeição, pelo desempenho constante e como que isso afeta emocionalmente eh um se principalmente jovens e adultos, né? Porque a gente vive hoje em um mundo que exhala a perfeição, principalmente nas redes sociais, né? perfeição por tudo quanto é lado, mas mesmo a gente sabendo que é um recorte, a gente entende que é perfeição e isso afeta, né, o nosso emocional. Quero saber de você, qual que é a sua avaliação referente a a essa imposição de perfeição o tempo todo. Eh, sim. Eh, como o Guilherme falou, a psicanálise ela traz um conceito muito importante, né, de Freud, que é a pulsão de morte, que é a nossa, ele chama pulsão de morte, a nossa repetividade. Não são eh mesmo coisas que às vezes a gente quer mudar, quer aprender, mas quando a gente vê, a gente tá fazendo e tá fazendo de novo, tá fazendo de novo e repete. Então, assim, essa cobrança excessiva do ponto de vista da neuropsicologia, é o que acontece? Nós temos áreas no cérebro, amídala cerebral, e elas ficam mais ativadas, como se fossem inchadas, ativadas mesmo diante de erros, eh, de críticas, de perda, de rejeição, que isso passa pelo olhar do outro, como Guilherme falou. E assim, essa situação, ela ocorre no nosso cérebro para nos proteger. Porque quando a gente erra ou tem alguma ameaça que é sentida como aparente, o cérebro então ativa não só uma área, mas determinadas áreas como um sistema protetivo. Foi assim que nós evoluímos e sobrevivemos. Só que o que acontece é que esse mecanismo que em determinadas situações foi eh sentido e vivenciado como algo útil, ele acaba como se fosse colando. Ele acaba sendo uma forma de pensar e agir em várias situações e situações que às vezes não precisam mais ser assim, mas o cérebro ainda entende isso como uma ameaça. E aí quando isso ocorre é o que a gente chama de hiperativa cerebral. e fica em nós acabamos eh ficando em estado de ameaça o tempo todo. Eh, em jovens isso acaba sendo um pouco mais presente, porque às vezes há um excesso de comparação, há um excesso de eh uso de eletrônicos, uma que faz com que haja uma eh tendência a ter pouca tolerância. frustração. Esse futuro é um pouco incerto para eles, porque as questões profissionais ainda estão se redesenhando e nós vivemos uma sociedade muito que compara, que cobra, que é acelerada. Então isso faz com que eh a nossa, não só de jovens, jovens, adultos, eh a nossa mente moderna vive num estado constante de comparação, eh, de autodesempenho, de autocobrança. Então, mesmo quando algo dá certo, o cérebro muda de foco e fala assim: "Não, não é suficiente. que você fez ainda não é suficiente. E aí esses estados de insegurança e de autocobrança são sentidos como mais intensos. Muito bem. Olha só como a gente entende, né, a explicação dos nossos profissionais e a gente nós mesmos, acho que acabamos nos fazendo uma autocobrança referente ao erro. Mas tem um um fato curioso e também doloroso, né, que acontece tanto no ambiente de trabalho, eh, quanto nos relacionamentos afetivos. Eh, a gente pode acertar, vamos lá, ó, pensa comigo, a gente pode acertar 99 vezes, mas eh as pessoas e nós nós mesmos vamos nos lembrar exatamente daquela única vez que a gente falhou. Percebe isso? Parece que o erro ele fica gravado na pedra ali, escrito para sempre, enquanto o acerto é esquecido no dia seguinte. Então eu pergunto pro Guilherme, por que que isso acontece? A gente acerta, acerta, acerta. Um erro vai perdurar por toda a vida e vai trazer pra gente uma angústia, uma culpa e de repente até um julgamento das pessoas. Mas a gente acertou a vida toda. A gente só errou uma vez. Por que isso acontece? Então isso é curioso porque acho que eu só faria uma pequena correção na sua fala que às vezes o acerto não é esquecido no dia seguinte, é esquecido poucos minutos depois. Vida, eu tô tentando ser mais generosa. [risadas] Só que não necessariamente isso seja algo que que a gente precise levar, né? Porque a gente sabe, como eu falei, não é isso que vai definir nem nada disso. Porém, até pelo fato da gente viver em sociedade, da gente querer ser aceito onde a gente está, da gente querer mostrar o nosso potencial, nossa capacidade e tudo mais, a gente se preocupa com a opinião dos outros. Aquela coisa de falar que, ah, não, porque a gente não tem que dar valor à opinião dos outros, ah, não tem que levar em conta isso. A gente dá, a única coisa que a gente tem que filtrar, né? levar em conta a opinião de quem importa pra gente, de quem quer o nosso bem, não quem tá só julgando por julgar. E aí muitas vezes quando a gente comete esse erro, a gente acaba se sentindo retraído, se sentindo inferior, só que na verdade não é necessariamente um sentimento de inferioridade muitas vezes, porque isso acaba, a gente pode ter o sentimento ruim, se sentir para baixo e tudo mais, só que quando a gente se culpa e a gente não se permite fazer mais ou a gente acha que a gente não deveria ter feito aquilo e fica remoendo demais, esse sentimento de inferioridade, na verdade ele pode ser visto como uma superioridade mascarada de inferioridade. Porque a partir do momento que eu valido o que o outro falou sobre o meu erro, sobre a minha incapacidade e coisas nesse sentido, eu estou me sentindo uma pessoa que eu não deveria ter errado. E quem que não pode ter errado, né? Quem que teoricamente acerta tudo, né? E aí vai na crença de cada um e tudo mais, mas uma força superior, Deus, Buda, quem quer que seja, eu me coloco na mesma prateleira que eles. Se eu acho que eu realmente não deveria ter ter errado, eu tô me sentindo superior e não inferior. Então a gente trata muitas vezes como um sentimento de inferioridade, coisas assim, mas na verdade não é. eu não me permito errar porque eu acho que eu deveria ser perfeito. E esse perfeccionismo atrapalha tudo. Esse perfeccionismo atrapalha no ambiente de trabalho, atrapalha numa relação, seja ela familiar, conjugal, eh, de amizade, qualquer uma delas, porque a gente não se permite errar, a gente fica preocupado com o que o outro vai falar. E isso muitas vezes, ao invés de aproximar, porque, ah, não, se eu for perfeito, a pessoa vai me querer por perto, isso distancia. Até porque se eu cometer um erro que eu ache, nossa, vão me julgar muito, vai ser muito cruel isso, eu posso sentir vergonha de assumir isso na frente de todo mundo. E ao invés de eu buscar uma ajuda nesse grupo, que seria o meu grupo de apoio, eu vou buscar fora dali. Eu vou buscar em algum lugar que a pessoa não me conhece, que ela não vai me julgar, para que naquele grupo eu continue com aquela visão, com aquela sendo aquele personagem que não erra. Então eu vou buscar algo fora, ao invés de buscar algo ali aonde eu construí as relações, aonde eu posso me sentir acolhido, aonde eu consigo ter um um desenvolvimento melhor, seja afetivamente ou até mesmo racionalmente. E aí isso também desenvolve, né, quando a gente é muito julgado pelos erros, os erros são muito apontados e tudo mais. isso desde da infância e a gente precisa tomar cuidado com isso em relação às crianças e tudo mais. Quando eu não permito errar, quando eu julgo demais, quando eu puno esses erros, mesmo os pequenos erros, isso vai favorecer com que essa pessoa tenha uma tendência a mentir quando for necessário. Ao invés, porque ela sabe que se ela assumiu o erro, ela vai ser julgada, ela vai ser punida. Então, eu não quero ser punida, eu vou dar uma contornada nisso, eu vou falar de uma outra maneira, eu vou mentir, eu vou esconder para que eu não sofra as consequências daquilo. Então esse peso emocional, ele vai vindo de várias maneiras e aí ao invés da gente se sentir acolhido, a gente vai fugir daquele lugar que teoricamente seria o lugar de um um porto seguro, digamos assim. a gente vai não vai se sentir mais seguro nem ali e cada vez mais a gente não vai se expressar, a gente vai se sentir muito eh engessado sem se sentir sem poder ser vulnerável no sentido bom da palavra, né, de você estar ali se expondo e podendo ser quem você é mesmo. Muito bom. Olha só, Yunce, eh, ouvindo o Guilherme, eh, e, e, eh, diante do questionamento que eu fiz para ele, né, eh, porque nós acertamos várias vezes, 99 vezes de acerto, uma vez de erro, somos julgados e rotulados aí por um tempo indeterminado. E isso vai trazer pra gente consequências, né, eh, pra nossa saúde mental. Como assim? Vamos colocar aí jogador de futebol que tá em alta agora, né? De repente o cara é bom, jogou e tal, fez sucesso, já deixou muita gente feliz, mas ele vai lá e comete um erro. Gente com a rede social, antes o julgamento existia, mas era um pouco mais, né, diminuído. Mas agora o negócio está explosivo, todo mundo se sente no direito de julgar o erro do próximo, né? No jornalismo, nós também temos essa situação, porque como nós estamos sempre em eh eh expostos, né? Se você acerta, acerta, acerta, uau. Agora, se você cometeu um erro, vira um grande problema, uma exposição infinita aí nas redes. Eu gostaria que você trouxesse pra gente a visão e a avaliação da neurociência, ah, da terapia cognitivo comportamental referente a o que esse, essa situação pode ocasionar pra pessoa que cometeu esse erro. E referente ao julgamento também das pessoas, por que que as pessoas se sentem no direito de julgar um erro cometido uma vez, sendo que a pessoa que cometeu esse erro, ela acertou diversas vezes. O acerto não conta nesse momento? É, eh, N, aí você trouxe muitas questões juntas e muito importantes. A primeira, eh, nas redes sociais, ã, a gente vê recortes de beleza, desempenho, felicidade, produtividade. Ã, basta o Instagram, né, parece você vai ficar rico fácil. Então são eh [risadas] isso aumenta eh sentimentos de autocobrança, sensação de fracasso, ideia de que nunca somos bons o suficiente, né? E aí o que que acontece também na rede social? É aquela lógica da recompensa rápida, uma curtida, um comentário e aí aquilo vai passando e o nosso cérebro ele eh com isso, ele acaba pouco a pouco desenvolvendo uma pouca tolerância à frustração. E mesmo a gente sabendo que aquilo não é real, há uma falsa ideia. Eh, porque a liberação de dopamina, eh, de que eu posso conseguir aquilo e de que aquela vida ela é real na quando na verdade não é. E aí essa falsa eh essa dificuldade de frustração, de tolerância à frustração, não ocorre só com a gente, ocorre também no julgamento com o outro. Às vezes o outro faz alguma coisa que eu não, né, um jogador, alguma pessoa da mídia. E aí é muito mais fácil, mais confortável eu sair da minha realidade e julgar aquilo que eu às vezes não consigo em mim, não elaboro em mim, aquele eu ideal, eu acabo às vezes posso ter a tendência de julgar o outro por aquela minha mesma medida. E ao passo que eu erro, porque é normal a errar, é normal assim o fracasso, mas é como se eu colocasse uma lupa como para o meu erro, porque esse é o mecanismo protetivo que a neuropsicologia traz eh para eh o cérebro faz isso como mecanismo de proteção, como você mesmo disse a gente acerta 99%. Uma vez que a gente erra, aquilo é sentido como maior. Então isso repetidamente vai trazendo algumas crenças negativas, vai formando. O que que é uma crença negativa? É uma forma de ver, pensar e agir no mundo. É como eu colocasse um óculos verde e eu vejo tudo verde. Eu falo: "Mas vocês não estão vendo isso daqui?" E aí a pessoa: "Não, e o nosso cérebro é bem criativo, né, para eh gerar essas crenças desde pequenos. São as situações da infância, são situações que vão se formando. E quais essas crenças? Não sou capaz, não sou bom o suficiente, às vezes tanto de desempenho quanto da questão moral. vou decepcionar as pessoas, eu não posso eh falhar. Eh, eu sempre vou falhar e eu tenho que ser bom o suficiente o tempo todo. Então, essas crenças, em síntese, vão influenciando da forma como nós pensamos, eh, agimos e, e, principalmente, reagimos perante as situações da vida que nos atravessam. Muito bem. Olha só, né? O erro faz parte da vida. A gente precisa, bom, a gente precisa aprender com os erros. Será mesmo? É assim que funciona? Tem, tem como construir uma relação saudável com os nossos erros, Guilherme? O ideal seria que sim. O problema é se a gente vai conseguir fazer isso, porque eh como a gente já falou, eu e a uns falamos, a sociedade que a gente vive acaba trazendo pro lado punitivo, acaba trazendo pro lado de apontar os erros, de você às vezes não se sentir confortável com isso. Então assim, a gente acaba se limitando por causa disso, mas o ideal é que a gente melhore, que a gente aprenda até na era que a gente tá agora, né, de inteligência artificial e coisas assim, se a gente parar para pensar, olha, eu querendo me meter um dia, eu não não entendo, mas se a gente parar para pensar, essas bases de dados de todas essas inteligências artificiais, elas são alimentadas o tempo todo. Por quê? Porque eles estão, elas estão aprendendo com as informações novas, com o que vem acontecendo e até mesmo com informações erradas que elas já deram, né? Tanto é que é obrigatório lá depois quando você faz uma pesquisa, tá lá inteligência artificial, consulte para ter certeza da resposta, algo nesse sentido. Então ela não tem uma um eh não é uma certeza, uma de de uma resposta certa ou algo assim. Muito pelo contrário, tem esse aprendizado, né? Até um, sei lá, um robô aspirador de pó, né? Ele vai reconhecer a planta da casa e tudo mais e ele vai aprender onde estão os móveis e ele vai se especializar em limpar a sua casa. Se você tirar ele dali e levar para outro lugar, ele não vai saber. Então esse aprendizado que a gente acha que a gente não pode ter ou que a gente tem que acertar o tempo todo, tá em tudo lugar. Só que a gente não se permite. A gente acaba sendo julgador demais conosco. Até pelo que aun falou, né? a gente julga a atitude dos outros e se sente julgado. E aí quando eu não assumo, quando eu não me permito errar, eh, eu não não é nem nem me permito errar. Quando eu erro, eu não assumo os meus erros, eu me acho perfeito, né? Ou tento parecer, passar essa imagem de perfeito, eu vou focar no erro dos outros, né? Porque se eu não tô conseguindo subir, é mais fácil eu puxar para baixo. E aí vai entra esse ciclo, né? de você, além de ser punido com os seus erros, você tenta também apontar o erro dos outros para você se sentir menos pior, digamos assim. Então, tudo isso vai acontecendo de uma forma em que ao invés da gente aprender, a gente vai só reproduzindo padrões, né? E o ideal seria que a gente conseguisse absorver isso, entender o que aquilo traz e para você poder fazer algo de positivo com aquilo, né? Tem tem uma, eu tive uma professora que eu amava de paixão e uma das coisas que ela falava, eh, ela falava, vou entrar num num ponto que mais uma vez eu não entendo muito, mas só uma explicação rapidinha, se eu tiver falando besteira, me corrijam, né? Não é problema. Mas eh ela falava sobre as nossas experiências e aí o ponto que eu não entendo muito é a parte matemática da coisa, né? Eh, se a gente parar para pensar nos números modulares, nos números eh de valores absolutos, né, que são aqueles números representados pelas barras verticais, assim, eh esses números surgiram quando você tinha que pegar distância entre uma reta, né, do ponto zero ao ponto um, a distância é um, né, mas do ponto zero ao ponto menos um, a distância ela também é um. Ela não pode ser uma distância negativa. Mesmo que você ande de ré, você percorreu do ponto A pro ponto B. Então não não existe distância negativa. Então aí o número modular vinha daí do valor absoluto do número, independente do sinal que você colocava na frente dele, positivo ou negativo. Então a distância do ponto 0 ao -1 ou do -1 ao z0 é 1 e não menos. E aí ela falava que a gente teria que fazer isso com as nossas experiências também. o que a gente vivenciar e tudo mais, a gente teria que colocar essas barrinhas de módulo entre essas experiências, entre essas coisas que aconteciam, porque ela só se tornaria positiva ou negativa de acordo com o que a gente fizesse com ela. Então, não adianta eu querer achar que os meus erros vão eh foram algo ruim que aconteceram ou que foram positivos, porque eu só aprendo com os erros. A gente aprende muito com os erros, mas a gente aprende com os acertos também, né? Então, o que vai acontecer a partir das minhas experiências, o que eu vou fazer com aquilo, é isso que vai me proporcionar algo de bom ou de ruim na minha vida, das minhas próximas experiências e coisas assim. Então, eu pegar aquilo, eu não aceitar alguma coisa que aconteceu, eu não me permitir errar e tudo mais, muitas vezes pode me colocar para baixo pela preocupação que a sociedade tem, que a sociedade tá me apontando, tá me julgando. E não precisa ser daquela maneira, né? Eu posso me sentir, posso entender que aquela situação aconteceu e eu vou tentar fazer o melhor possível com ela. Excelente. Perfeccionismo. Agora, eh, tem muita gente que acha que perfeccionismo é uma qualidade, né? E aí se a gente para para olhar no perfeccionismo, gente, quem é que é perfeito, né? Acho que é igual você trouxe, né? Cada um com sua crença, mas se a gente fosse perfeito, acho que a gente não tava nem aqui, né? Porque a perfeição não está aqui nessa terra, né? Tá lá em cima ou onde você entender que esteja. Mas a perfeição, meu ponto de vista, é que para nós ela não existe. E aí quando a gente fala de perfeccionismo, a gente fala de procrastinação e a gente fala de ansiedade, eu quero perguntar pra Iuns se existe, né? E e por muitas vezes as pessoas elas acabam deixando de agir muitas vezes pelo medo de falhar. Por quê? porque elas sentem eh que elas precisam ser perfeitas, então vem o perfeccionismo. Depois elas sentem a ansiedade por conta do medo da falha, medo do erro, e aí acabam procrastinando, acabam não executando determinada tarefa ou ação porque o medo paralisa. Então, eu gostaria que você trouxesse a sua visão pra gente referente a esse medo de falhar e a paralisação que isso causa nas pessoas. Eh, Núbia, você explicou bem resumido, mas muito bem o ciclo da autossabotagem, eh, que é justamente isso. Eu, eh, me cobro e aí, eh, ao me cobrar excessivamente, a minha mente entra no estado de hiperativação. E aí quando nós temos esse estado de hiperativação, o nosso cérebro interpreta aquilo como um problema. E aí quando nós temos um problema, só há três eh eh situações que nós fazemos. Luta, Uhum. que é ir para cima de com toda a força, fuga ou fugir da situação ou paralisação, que é você não conseguir reagir diante daquela situação. É, também tem uma quarta e que é a você se como se você se subjugasse aquela situação, ou seja, não, aquilo é maior que eu, eu não vou dar conta e aí eu volto pra paralisação. E aí depois que a gente faz isso, repetidamente começa a crescer, a originar como uma plantinha, aquelas crenças negativas de que eu não sou bom o suficiente e o cérebro é bem criativo, né, para criar. Eu não basto, o que eu faço não é certo, eu não faço nada certo. E isso gera assim ansiedade. Gerando ansiedade, isso gera autocobrança. Há um excesso de cortisol na minha corrente sanguínea que faz com que esse ciclo vira um ciclo, né? Eu me cobro, sinto ansiosa, paraliso, não consigo fazer o que eu quero. Ao fazer o que eu quero, eu não consigo. E aí isso gera de novo a sensação. Nossa, não faço nada certo, não consigo fazer as coisas. a ao ir pro celular para conseguir às vezes a mídia social para conseguir sair um pouco desse sentimento ruim de que gera em mim e aumenta a dopamina e por e aí eu me comparo e vejo, porque ninguém posta o que tá ruim, que tem vários problemas, todo mundo posta uma vida perfeita e aí eu me comparo e falo: "Nossa, só eu porque aí vem esse sentimento mais pesado ainda. Só eu que não consigo fazer as coisas. Então, assim, como uma dica prática, vou tentar resumir eh ao final do dia e durante o dia fazer pequenas pausas da respirando para que [limpando a garganta] se lembre o que você não fez, mas do que você fez. Eh, outra coisa que dá bastante certo é pensar ao final do dia três coisas, eu consigo lembrar de três coisas que funcionaram, mesmo que sejam pequenas coisas, e aí evitar tomar decisões em momentos de raiva, em momentos de tristeza, em momentos de ansiedade, porque essas emoções que são naturais, mas essas emoções intensas, elas acabam diminuindo a nossa capacidade de avaliar as as situações de uma forma mais equilibrada. E aí acho que um ponto é importante com relação à mídia social e as situações sociais que a gente vive é não se comparar, tentar não se comparar, eh pensar o que que isso cabe na minha vida, não na vida do outro. Ah, o outro consegue fazer assim, não, isso é o outro. Eu sei o que eu passei, eu sei pelo que eu tô passando e eu vou tentar ter uma mente mais compassiva comigo. O que que é ter uma mente compassiva? É pensar: "Tá tudo bem, eu o que que eu aprendo com esse erro?" Ah, OK. Eu posso aprender isso, isso, isso e ver. Tem muita coisa que eu não sei, tem muita coisa que eu sei. Então, prestar atenção também nas coisas que eu sei. E aí, para conseguir prestar atenção nas coisas que eu sei, eu tenho que perceber os meus limites, os meus limites mentais, os meus limites físicos, porque às vezes o corpo na exaustão e há um monte tarefa de coisas, a ansiedade traz: "Nossa, eu tenho que fazer tudo agora". Não é o contrário. Você tem que parar, respirar e olhar o que é prioridade. Agora terminou aquela tarefa, respira, anota, se gratifica. Respirando, pequenas pausas. Vai olhar o céu, respira, para um tiquinho para que você perceba, olha, eu fiz isso aqui, não foi muito bem aqui, pode melhorar. Como que eu vou buscar melhorar isso aqui de pouquinho? Eh, e falar como eu falaria para alguém que eu amo, falar comigo mesmo, como eu falaria com alguém que eu amo. OK? Olha o que você fez. Não vamos ver só o que você não fez, né? E aí pensar o que que eu posso compreender nessa situação, o que que eu posso aprender com esse erro e quem qual é a minha rede de apoio, quem que eu posso procurar ajuda, né? Eh, eh, e como que eu posso ter uma mente mais compassiva que faça sentido comigo mesmo? Que ensinamento, vocês são espetaculares, gente. A vida é movimento, a gente aprende a todo momento. E a Iuns e o Guilherme estão trazendo pra gente aqui dicas, ensinamentos de como a gente ter uma autocompaixão, né? eh mediante aos nossos erros, porque ah faz parte da vida e infelizmente o julgamento também faz, porque nós vamos ser julgados pelos nossos erros. Mas aí eh o que deu para entender o que vocês trouxeram é a gente não precisa dar atenção ao julgamento. Nós precisamos nos acolher, ter uma autocompaixão e comemorar as nossos os nossos acertos e as nossas vitórias, porque afinal de contas um erro não define quem somos. 8:44. Temos algumas perguntas dos telespectadores. A gente vai até às 9. Então vamos lá, vamos começar com as perguntas e a gente vai direcionando aqui pros nossos convidados. Eu agradeço você que tá em casa, que tá acompanhando o nosso programa. Eu sei que você também erra e tá tudo bem. Eu também erro, nós erramos, não somos perfeitos. E a gente precisa aprender a lidar com tudo isso, tanto com os nossos erros quanto com o julgamento alheio. Renato Dias do Proça. A vergonha de admitir um erro bom faz algumas pessoas sustentarem uma mentira, que foi o que você trouxe, Guilherme, por meses. Porque o orgulho de querer estar sempre certo destrói o diálogo. Então, o erro encaminha para mentira. É impressionante. Eu não tinha visto com essa sua visão ampliada, por gentileza. respondeu, Renato. Então, na verdade, essa questão do orgulho, né, de eh de tá sempre certo, destruir o diálogo, é justamente pela pelo fato de eu não conseguir olhar a situação, de eu não conseguir me entender como uma pessoa, como um ser humano que sou passível de erros e de acertos também, lógico, mas eu me colocar eh numas num lugar de superioridade. Eu acho que eu não errei. Apesar de saber que eu errei de ser um erro bobo, como o Renato coloca, eu vou sustentar aquilo para que eu não seja visto como alguém inferior, para que eu não seja julgado. E muitas vezes, e aí eu digo, não vou colocar que é sempre assim, mas em grande parte para não ser punido, porque eu, como eu falei, a nossa sociedade é punitiva, né? A criança erra, muitas vezes ela tem um castigo, ela tem uma uma sanção ali que ela que vai ser colocada para ela, por mais que seja pequena ou algo assim. E a gente não quer ser punido. Então, a gente não quer perder privilégios, a gente não quer perder minimamente aquilo que a gente gostaria de fazer. E isso vai criando na nossa cabeça uma crença de que vai ser sempre assim: "Ah, se eu errei lá quando criança e eu apanhava, eu ficava de castigo ou qualquer coisa nesse sentido, eu acho que a cada erro que eu cometer, as consequências vão ser ou iguais ou piores, de acordo com o tamanho do meu erro. Sim, por mais que seja um erro bobo, como ele coloca, eu vou vou sustentar, porque eu prefiro sustentar aquilo. Eu prefiro me colocar numa situação de que eu não errei ou ao invés de aprender com o erro, justificar aquilo, né? Então eu vou ficar, não, eu errei, mas foi por causa disso, foi por causa daquilo. ao invés de falar: "Não, eu errei, vou tentar não fazer de outra maneira". Não tinha visto por esse ponto de vista que você me alertou agora, que você falou, então vou tentar fazer, mas sempre a gente busca justificativa para se colocar num lugar de que não, eu não errei, não foi assim, evitando uma punição, evitando um julgamento, evitando que o outro me aponte o dedo, até porque, né, acho que foi na minha na minha primeira fala, coloquei: "A gente existe pelo olhar do outro. Se o outro não me olha, se o outro não me reconhece, se o outro não me valoriza, eu não sinto, não me sinto pertencente. Então, a gente precisa sustentar uma imagem, sustentar muitas vezes um personagem para que aquilo se mantenha e para que eu mantenha também o lugar que eu imagino, que eu ocupo naquela relação. Muito bem. Eu acho que vale a gente ressaltar também que essa questão eh eh do erro, né, e não assumir o erro e acabar mentindo por conta de um erro bobo, você vai ter que sustentar isso por muito tempo. E aí de repente você não vai conseguir sustentar isso. E quanto mais você tenta justificar, as coisas vão piorando, né? Quanto mais fala, pior fica. Então, de repente assume o teu erro aí, tá tudo bem. Sou ser humano, erro e desculpa, né? Não vou tentar não errar da próxima vez, combinado? Vamos lá. 8:47. Agora mais uma pergunta, a gente direciona pra IUNC, a Mariana Costa do Jardim Olina. Muitos profissionais experientes recusam promoções, verdade isso, promoções ou vagas melhores por acharem que não estão 100% prontos. O medo de falhar novo cargo é o maior inimigo do crescimento? Ó, bem pertinente a pergunta da Mariana Costa do Jardim. Eu li em é sim. Eh, o medo de falhar ele ocorre eh porque tem a ver com também aquela resposta que o Guilherme falou, eh, eu imagino um eu ideal. Nesse eu ideal, eu vou colocando várias listas, né? Ah, um profissional perfeito, ele tem que isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso. Então, quando eu olho esse eu ideal com esse eu real, esse eu ideal que a minha mente cobradora eh trouxe junto com o meu eu real, o que que isso revela para mim, né? pode revelar aí nessa pergunta que é muito propícia o eu não sou boa o suficiente, eu não tô pronta. Então, mesmo que às vezes o outro me reconheça como alguém que está pronta para uma promoção, eu mesma não ou eu mesmo não me reconheço neste local. E aí então o meu autojulgamento, a minha autocobrança, não precisa ninguém eh me prejudicar, eu mesma faço isso. E aí então é importante o que que qual que é a crença negativa? Quais as crenças que estão inconscientes, subjacentes a esses pensamentos? Eu não sou bol suficiente, eu não sou capaz, eu sou um fracasso. Eh, então aí nesse sentido, quando isso ocorre e é o nosso cérebro, como eu falei lá atrás, é bem criativo para imaginar eh crenças negativas e para nos falar eh verdades que são disfuncionais, que são modos de pensar e agir disfuncionais, eh tentar quando esse pensamento vir na mente, pensa Não, eu tô aqui passando por uma dificuldade e nesse determinado cargo exige isto, isso, isso que eu não sei de uma forma efetiva. Como que eu poderia elaborar um plano de ação? Que que é um plano de ação? é um método que seja eficaz para eu desenvolver essas habilidades. Eh, e aí eu vou quebrar essas habilidades em pequenas. Não, eh, eh, eu não vou porque a mente pensou tudo ou nada. Normalmente, quando a gente tá nesses sentimentos de desvalia, a gente sempre pensa, eu sempre faço isso, ou seja, eu sempre erro, eu não faço nada certo. Nada dá certo. Eu não sou capaz, esse emprego não é para mim. Então assim, é uma régua muito punitiva. E aí é importante eu criar metas reais. Eu consigo parar meia horinha por dia para desenvolver essas habilidades. Como que eu vou desenvolver essas habilidades? Eu posso ler, eu posso fazer um curso, eu posso conversar com pessoas que me ajudem. Então, e aí lembrar das coisas que eu sei e não só das coisas que eu não sei. Muito bem. Mais uma vez a gente volta, né, na autocompaixão, né, no amor, no carinho de tratar você como você trata o outro, com o carinho, com a aquela dedicação que você tem ao outro, faça com você também, né? Eh, de repente e eh cuide do seu erro, né? Cuide do seu erro e e faça dele uma escada para você subir, né? mais um degrau. E eu acho que a gente precisa mesmo estar de olho nos nossos erros, mas supervalorizar os nossos acertos, né? Afinal de contas, não somos feitos só de erros. Tá bom? Agora, 8:52, a gente precisa encaminhar paraas considerações finais, produção, é isso? Ou a gente tem mais uma pergunta? Tem, temos perguntas, mas dá tempo para colocar ou não? Fala aí comigo, por favor, né? Ah, dá tempo para mais uma, então tá bom. Marcos Silva do Taquaral. Há pessoas que sofrem por dias remoendo uma fala errada ou uma atitude boba que tiveram numa reunião de família. Por que a mente tem tanta dificuldade em esquecer os pequenos erros? Ah, nos aprisiona, não é? Vai lá então responder Guilherme o Marcos, pra gente encerrar. Então, a gente a gente tem mesmo essa facilidade, né, de remoer as coisas. Nós temos tendências masoquistas, né, que é aquela aquele prazer que a gente sente em nos fazer sentir dor, seja uma dor física ou psíquica. Então, todo mundo tem essa tendência. Alguns desenvolvem mais, outros menos. E aí, por conta disso, né, a gente acaba valorizando demais os erros também pelo perfeccionismo. Ah, eu devia ter acertado, eu devia ter falado de tal maneira, não devia ter feito tal coisa. Isso se a gente levar como um aprendizado que esse ficar remoendo vai me levar a ter uma atitude melhor na próxima vez, tudo bem. O problema é que isso muitas vezes paralisa e não deixa a gente seguir no que a gente deveria fazer. Então, seja uma fala mal colocada, seja um erro bobo ou qualquer coisa assim, a gente pode relembrar, a gente vai relembrar, até porque o nosso, a nossa cabeça, ela valoriza mais isso, né? No sentido da gente, é como se fosse uns traumas, né? aparece uma forma mais fácil para que a gente pense naquilo, só que a gente deveria levar aquilo como um direcionamento e não como algo que vai me puxar para baixo, né? Até uma uma metáforazinha que eu acho muito interessante nesse caso, ela é muito maior, mas não vou falar ela agora e para não tomar tanto tempo, mas falando bem por cima, né? Se a gente fosse um capitão de um navio, né? O erro ele não pode ser a âncora que vai fazer o navio parar e a gente não vai conseguir chegar no nosso destino. O erro ele tem que ser o farol. O farol ele existe numa travessia no meio do do oceano e tudo mais para nortear a rota de quem está saindo de um ponto para ir pro outro. Então esse farol tá ali para eu saber, ah, eu tô aqui, então me localizei, né? Às vezes se falhei um equipamento ou qualquer coisa assim, eu sei que o farol tá ali, eu sei a posição dele e a partir dali eu sei aonde eu tenho que seguir a minha rota. Então, esses erros, sejam bobos ou não, que a gente remoi, ele tem que funcionar como um farol e não como uma âncora para fazer você paralisar, ficar para baixo e não conseguir se desenvolver a partir daquilo. E uma coisa que muitas pessoas têm muita dificuldade, né, eh, e às vezes faz com que a gente remoa um pouco menos, é chegar pro outro e simplesmente pedir desculpa, assumir o seu erro, falar: "Ó, não devia ter falado isso, me desculpe". Eh, sem querer justificar, não devia ter falado isso mais aquilo que eu falei na fala anterior, sem justificar, simplesmente a desculpa pela desculpa. Não deveria, não gostei, não, não achei legal a minha atitude, vou na próxima vou tentar melhorar. E a partir disso a gente tem uma evolução com esse norteamento do farol. Uau! Olha só, fechando com chave de ouro o nosso programa, a nossa semana, aprendendo que errar, errar faz parte da experiência humana. nenhuma trajetória construída apenas por acerto, gente. E aprender a lidar com imperfeições talvez seja um passo importante para uma vida emocionalmente mais saudável. Quero agradecer os nossos convidados de hoje. Guilherme, muito obrigada pela sua participação, considerações finais, foi super muito bom. Eu que agradeço o convite pela primeira vez, a confiança. Eh, foi muito gostoso participar aqui, conhecer você, a IUNS. agradeço e desculpe por qualquer erro. [risadas] Ah, maravilhoso. Olha isso, obrigada, querida. Tudo de bom para você e obrigada mais uma vez pelo sim, né, ao nosso chamado para nos orientar referente a a tudo que nos move, né, uma psicoeducação assim de eh é muito importante que a gente realiza aqui mediante ao aceite de vocês. Então, mais uma vez, muito obrigada. Obrigada, viu, Núbia? Obrigado, Guilherme. Também eh nós não estamos prontos, né? Eh, e aí é só lembrar que nós merecemos acolhimento, não apenas nos dias e nos momentos que a gente acera, mas também nos dias que a gente tenta. Então, muito, mas muito obrigada mesmo. Tente, eh, eh, conte sempre comigo e obrigada pela oportunidade. Um excelente dia para vocês e ótimo final de semana. maravilhosa. A gente vai encerrando então o nosso programa desta sexta-feira, né? Eh, os nossos programas aí da semana, fechando com chave de ouro, trazendo muita informação para que a gente possa levar uma vida mais leve, né, uma estrada mais fluida e aprendendo com os nossos erros, combinado? Na segunda-feira a gente volta a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no estúdio Câmara e aí na segunda-feira a gente fala sobre o ruído alimentar. É isso mesmo. Você já sentiu isso? Eu acho que já, porque eu já. Você já sentiu? Olha só, que não estava com fome, mas aí bastou alguém falar de comida ou abrir um pacotinho, sabe? Aquele barulhinho de pacote, né? perto de você para acordar o seu estômago. Então, no programa de segunda-feira, a gente vai discutir sobre aqueles pensamentos constantes e intrusivos sobre comida que acabam dominando a rotina de muitas pessoas e porque os gatilhos perto do horário das refeições são tão perigosos. E mais, porque ir ao supermercado com fome pode ser [música] um grande erro estratégico? Afinal, a fome é fisiológica ou apenas o cérebro nos pregando peças? Vamos entender como silenciar esse barulho e retomar o controle da alimentação. É, então fique ligadinho com a gente. Estou deio Câmara na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo. Agora 8:58. Quero lembrar você que daqui a pouquinho a Iria tá chegando aqui trazendo informações do legislativo e também da nossa metrópole, enfim, do Brasil, do mundo. Informações atualizadas. Meio-dia tem Câmara Notícia com Gabriel Castro e a programação de final de semana da TV Câmara Campinas foi produzida com muita responsabilidade, com muito carinho de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você. Então te convido para ficar ligado, conectado com a gente aqui na TV Câmara Campinas também no final de semana, combinado? Grande abraço, cuide-se, desculpe por algum erro e até segunda-feira, se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música]
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