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Olá, muito bom dia pra você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas, Estúdio Câmara no ar, terça-feira, 2 de junho. Como vão as coisas por aí, tudo bem? Por aqui tudo ótimo e hoje nós vamos conversar sobre um desafio que faz parte da vida de todos nós. O tema de hoje é conversas difíceis. Sim, elas acontecem entre pais, filhos, casais, amigos, colegas de trabalho e até entre pessoas que se gostam profundamente, mas mesmo sabendo da importância do diálogo, muitas vezes a gente acaba escolhendo o silêncio. Tememos os conflitos, julgamentos, rejeições ou simplesmente nem sabemos como expressar aquilo que sentimos e nem sabemos como começar essa conversa. O problema é que aquilo que não é dito raramente desaparece sozinho. Pelo contrário, ressentimentos se acumulam, mal entendidos aumentam e as relações acabam sendo desgastadas ao longo do tempo. Então hoje nós vamos entender por que conversar pode ser tão difícil para tantas pessoas e quais estratégias podem tornar esses diálogos mais saudáveis e respeitosos. Então participe conosco, o WhatsApp está aqui na sua tela, Manda pra gente a sua mensagem 19 97 829 3776 Enquanto você manda a sua mensagem Dizendo se você tem dificuldade Para iniciar um diálogo Muito importante, se você de repente Já ficou em silêncio por conta De pensar como o outro Vai reagir diante Dessa conversa difícil Tem uma experiência, tem uma dúvida Compartilha conosco, as nossas convidadas Já estão no estúdio, daqui a pouquinho vamos Apresentá-las, enquanto isso tem um convite especial para você. A Câmara Municipal de Campinas convida você para participar de uma importante discussão sobre o futuro da cidade. Na próxima terça-feira, dia 9 às 7 da noite, será realizada uma audiência pública para debater o projeto de diretrizes orçamentárias para 2027. Esse é o momento de conhecer, discutir e contribuir com as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. A sua participação é fundamental. As opiniões e sugestões ajudam a definir os rumos dos investimentos públicos em Campinas. Então, você pode participar presencialmente no plenário da Câmara ou então acompanhar a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas, no site da TV Câmara Campinas. Durante a transmissão você também pode enviar perguntas ou sugestões por meio do formulário que está disponível no site campinas.sp.leg.br. A sua voz faz a diferença. Participe. Audiência pública no dia 9, terça-feira, às 7 da noite. Vamos com a previsão do tempo chegando para você. Hoje teremos o quê? Um dia de sol, céu azul de brigadeiro, que beleza, mas tá frio, então se agasalhe, não esqueça da hidratação E vamos embora para mais um dia com mínima de 11, máxima de 22 graus E agora sim, a gente volta ao nosso tema central, hoje a gente fala sobre as conversas difíceis Muitas vezes nós evitamos determinados assuntos por medo de perder o afeto do outro, gerar conflitos ou enfrentar situações desconfortáveis. No entanto, quando problemas importantes são ignorados, eles tendem a crescer, aumentando a ansiedade, os ressentimentos, os desgastes emocionais. Então, para a gente aprender a conversar de forma clara, respeitosa, empática, a gente precisa conversar com pessoas que realmente sabem do assunto, entendem para discutir esse tema. Então, por isso quero apresentar a vocês a psicóloga Mara Coutinho, está com a gente aqui no estúdio. Muito bom dia, seja bem-vinda, obrigada pela sua participação. Bom dia, muito obrigada pelo convite, é um prazer estar aqui. Prazer é todo nosso, temos muito o que conversar, hein? Será que vamos ter uma conversa difícil hoje? Vamos lá, para nos ajudar também a fazer a dupla com a Mara Coutinho. Nós convidamos a psicoterapeuta de casais, famílias e adultos, a Lígia Maria Aguilera. Lígia, bem-vinda, ela participa pelo Zoom. Seja bem-vinda, bom dia. Muito obrigada, Rúbia, bom dia. É um prazer estar aqui com vocês, eu que agradeço. Muito obrigada. Prazer é todo nosso, então vamos aos nossos estudos, né? Porque com essas duas profissionais a gente precisa entender e com certeza esse estudo de hoje vai perdurar por toda a vida. Mara, vamos lá. Por que uma simples conversa pode ser percebida pelo cérebro como uma ameaça emocional? O medo de rejeição, do julgamento, tem relação nessa necessidade de pertencimento? Com certeza. Você trouxe um aspecto muito importante de nós, seres humanos. Nós queremos ser aceitos e reconhecidos. O reforço no dia a dia, para que a pessoa se sinta bem, é ter a validação. muitas pessoas sentem a necessidade de terem a validação do outro. E aí uma vez que surge a necessidade de conversar aspectos que vão em confronto ou vão trazer ideias diferentes, eu sempre costumo dizer que a principal chave é a gente evita conversas difíceis porque nós não sabemos nos posicionar. Porque uma conversa difícil ela nem sempre, na verdade a maioria dos casos, não é ruim. Ela vai ser proveitosa para ambos os lados, mas o como é o que conduz o qual vai ser o aproveitamento dessa conversa. Exatamente, né? Quantas vezes nós temos que tomar uma decisão a partir de uma conversa e aí às vezes a gente até perde o sono porque você sabe tudo, mas você não sabe como iniciar a conversa. Então a gente vai aprender. Olígia, por gentileza, no consultório, no dia a dia, o que costuma machucar mais os relacionamentos, as pessoas que te procuram? Aquilo que foi dito de forma inadequada ou aquilo que nunca foi dito? Olha, o que nunca foi dito é muito complicado, porque ninguém tem bola de cristal para adivinhar. Muitas vezes, quando aos conhecermos a pessoa com quem estamos relacionando A gente supõe, a gente faz proposições Imagina o que o outro está sentindo, o que o outro está pensando Mas nunca é a verdade A verdade a gente supõe quando o outro pensa E o outro pode saber a verdade quando a gente expressa E muitas vezes, quando a gente supõe, tem um equívoco, não era bem assim, não era isso que estava acontecendo, nós somos seres muito complexos para simplificar as coisas na hora de uma resolução. E a conversa é fundamental e que seja verdadeira, que possa ser confiável. E esse é o aspecto mais difícil, porque a gente aprende, pelo menos dentro da nossa cultura, a agradar, a só falar aquilo que agrada. E muitas vezes a gente acaba sabotando a verdade Com medo de não agradar E é onde a coisa acaba complicando E como você disse Não dizer, não falar, não expressar Só vai gerando transtorno Porque aquilo que não é dito não é resolvido E realmente se acumula Como você disse, realmente se acumula dentro da gente Perfeito, né? Curioso a gente perceber que muitas vezes a gente evita uma conversa para preservar uma relação, mas o silêncio, ele também comunica. E muitas vezes ele comunica distância, insegurança, falta de conexão. Omara, como que a gente diferencia uma pessoa que é naturalmente reservada, porque tem aquelas pessoas que são reservadas, que não gostam muito de falar, Ou, como que a gente diferencia essa pessoa, que é naturalmente reservada, daquela pessoa que aprendeu a silenciar os sentimentos por medo, por experiências dolorosas do passado? Porque tem a diferença, né? Tem, e tem a história de vida do indivíduo. Então, muitas vezes, quando você é criança, você aprende a se comportar, a gente vê das antigas gerações o quanto, às vezes, até o olhar de uma pessoa mais velha inibia a conduta daquela pessoa quando criança. Então, ela cresce, ela vai se constituindo como pessoa e aprendendo que, muitas vezes, ela precisa ficar no lugar dela. Então, fique quieto, enfim, né, calha a boca, enfim, então, dependendo da educação, do ambiente que você vive, porque a gente traz uma visão muito da biopsicossocial, então, o seu ambiente social, a sua interpretação de vida e como você se tornou essa pessoa na sua vida adulta, isso vai trazendo, muitas vezes, resquícios no ambiente de trabalho, nas relações amorosas, isso vai interpretando todo o cenário da sua vida. E isso que a gente traz no aspecto é que no final, quando você não consegue estabelecer a conversa difícil, quando você não consegue desenvolver essa postura de trazer o seu ponto de vista, de saber dizer não, quantas vezes a gente chega dentro de várias situações, a gente fica, se sente um pouco desconfortável em falar não, em pôr os nossos limites. Então, quando a gente fala de conversas difíceis, a gente precisa trazer um aspecto de que é uma relação de ganha-ganha. Quando eu não me posiciono, quando eu não estabeleço os meus limites, eu estou, na verdade, trazendo para a relação global ali na minha volta, falta de ganhos. a gente não consegue evoluir não consegue se desenvolver a partir do momento que a gente não consegue treinar e aí a gente entra na questão do comportamento, o comportamento ele é treinável, então pode ser que a primeira vez a gente sinta que a gente, poxa, passei um pouco do meu limite, será que eu poderia falar de uma forma diferente aí você vai treinando a sua comunicação, o seu posicionamento e quando você menos perceber as conversas difíceis, na verdade é a sua principal ferramenta para alinhar a expectativa. Muito bem. Agora, as conversas difíceis acontecem em várias situações. Então, vamos começar falando das conversas difíceis entre as famílias. A gente percebe que é para ser um lugar onde as pessoas se amem, não é? E por que justamente nesse lugar nós temos um bloqueio quando precisamos iniciar uma conversa difícil. Lígia, por gentileza, explica para a gente, por que dentro da família é um dos pontos mais difíceis de se iniciar uma conversa que precisa ser iniciada? Olha, Rubi, vocês estão muito bem, né? A diferença entre os ambientes. O ambiente profissional, ele só acontece na vida do ser humano quando ele está preparado para trabalhar. Então ele tem uma expertise, ele tem um treinamento de habilidades que o capacita para estar no cargo, para estar numa função, num trabalho. E você está lidando com pessoas que não fizeram parte da sua raiz, não fazem parte da sua história. E o envolvimento emocional é muito pequeno. Dentro da família, a gente nasce e cresce dentro do referencial familiar. E o aprendizado emocional, a gente não aprende na escola, a gente não desenvolve uma expertise, a gente não desenvolve a inteligência emocional de um modo didático, vamos dizer assim. A gente aprende a lidar com as emoções no copia e cola. Copia da mãe e cola, copia do pai, que copiou do avô, que copiou do bisavô, da avó, que copiou da tataravó. E é um mosaico as nossas expressões emocionais. Se a gente não para para se autoconhecer, identificar e escolher quem come e de que modo a gente quer ser emocionalmente, nós estamos no processo automático de expressar o copico alto. Então, muitas vezes, a minha mãe era muito brava, a minha mãe era um pouquinho menos brava, mas eu aprendi e acabo sendo brava também. Então são reações automáticas, como também a cara feia, o outro começa a falar que está incomodando e as conversas afetivo emocionais, a gente olha muito a expressão, a expressão do corpo, a expressão, a fisionomia e à medida que as pessoas vão mostrando desagrado ou alguma coisa assim, a pessoa insegura emocionalmente vai achando mais dificuldade ainda. Sem contar que no ambiente de trabalho existe uma hierarquia de autoridade que quando a gente entra, a gente já sabe o que tem que galgar e o que tem que respeitar. Nas famílias, a autoridade deveria exercer um torchamento, uma confiança, uma segurança, culturalmente acabou sendo muito diminuído, né? Então, hoje, implementar autoridade acabou sendo até uma virtude, quando, na verdade, a gente precisaria saber acolher as autoridades, para que, como ela mesma expressou aí no estúdio, o posicionamento, se eu não sei quem é a autoridade, qual é a minha autoridade, no contexto da conversa, fica muito desafiador. Principalmente no ambiente emocional, porque a base dos desentendimentos é a suposição do desrespeito. Excelente, a gente vai aprendendo aos poucos sobre conversas difíceis, e olha só que interessante, a gente para para pensar, Mara, conversa difícil exige vulnerabilidade, a gente tem que estar disponível para ser vulnerável nesse momento, e também exige escuta. E agora? Será que quem eu vou conversar está disponível para me escutar realmente? E será que eu estou disponível para apresentar a minha vulnerabilidade diante dessa pessoa? É bem complexo, explica para a gente o impacto dessa vulnerabilidade e dessa escuta que precisa existir diante de uma conversa difícil. Eu sempre parto do princípio que a pessoa precisa entender o contexto e determinar o objetivo. Então, quando você vai partir para uma conversa difícil, seja ela no seu relacionamento, com um ente familiar, no trabalho, você precisa primeiramente entender quais são os pontos que você deseja abordar e estabelecer o objetivo e o consentimento do outro. Porque você trouxe um ponto muito importante. As pessoas, elas não pensam ou não estabelecem o como, não analisam o como e muitas vezes tentam uma conversa difícil fora de um contexto onde o outro não está disposto a ouvir e traz as informações de uma maneira onde parte muito da subjetividade, da interpretação. cada um entende as relações e os comportamentos de uma maneira muito subjetiva às vezes o fato de você encontrar uma pessoa e a pessoa está atrasada e passa rápido, dá um bom dia rápido, você pode interpretar que é um bom dia seco, hum, aquela pessoa não está no bom dia, foi uma interpretação totalmente sua, isso talvez não seja a realidade, na verdade a pessoa só estava com pressa, então quando você vai criar, estabelecer uma conversa difícil, seja em determinado ambiente Você traz para a pessoa, olha, eu preciso ter uma conversa com você, quero trazer o meu ponto de vista, quero trazer o que está afetando a nossa relação, mas primeiro, queria saber se você está disposto a ouvir, se nesse momento você consegue e está disposto, está aberto a ouvir o meu lado, se a gente quer sair, vamos sair juntos nessa relação com o objetivo de sair melhor, seja em relação do trabalho, com o paro, até mesmo na família. Então, quando você estabelece o que a gente diz, uma diretriz, um consentimento, você está disposto, topa sim ou não. A outra pessoa, ela para e entende que aquele momento, é como se fosse um quadre, aquele momento ela precisa se comprometer com aquilo que ela aceitou. Quando vai para essa conversa, essa conversa tem um diálogo muito mais aberto. Quando você traz o aspecto da escuta, é muito importante, porque cada pessoa, como a doutora mencionou, cada pessoa tem uma visão de mundo diferente. Então, ela falou da questão da cópia, do pai, da avó, é exatamente o que acontece. O outro indivíduo teve as suas referências e a sua forma de visão do mundo, a sua interpretação e as suas expectativas. Afinal, conversas difíceis muitas vezes é sobre expectativas que não foram alinhadas, que foram depositadas para pessoas que não precisam ou não têm recurso para atender essas expectativas. Então, por isso que é muito importante que você estabeleça um ambiente, um objetivo, tenha um consentimento e alinhe as expectativas. Então, essas ferramentas vão te ajudar muito a concluir boas conversas difíceis. Muito bem. Vale a gente lembrar que uma conversa saudável, mesmo sendo difícil, não tem vencedores, né? Tem pessoas que entenderam o posicionamento uma da outra, e para que isso aconteça, tem a vulnerabilidade, como a Mara explicou, essa questão de a pessoa ter o momento certo, né, e os dois, ambos estarem dispostos a ouvir. Agora, como nós devemos nos comunicar, Lígia, diante de uma conversa difícil, diante de um início de uma conversa difícil? Porque a gente pensa em tudo que a gente vai falar, mas às vezes nós não pensamos na forma que a gente vai se comunicar. A partir do momento que você abre a boca, você pode estar ali colocando um muro entre você e a outra pessoa e essa conversa não vai evoluir. Então, eu gostaria que você trouxesse para a gente a questão da linguagem assertiva, da comunicação não violenta, se isso é importante ou não, e como que a gente deve abordar o primeiro ponto a pé inicial para uma conversa difícil, quando a gente já tem tudo planejado. Tem um momento certo, a pessoa está disponível para escutar, e aí? Qual é o primeiro passo? Você abordou uma coisa importante, Rubem A comunicação não violenta Que é uma abordagem de psicologia Do Marshall Rosenberg Ele entrou no Brasil pelo caminho do jurídico Pelo caminho do direito Através da atuação de advogados E de pessoas fazendo a mediação Mas o Marshall Rosenberg desenvolveu isso como um projeto de psicologia, de comunicação realmente no ajuste dessa interação além da mediação. E o aspecto fundamental que ele coloca, uma das ferramentas, é a observação no lugar do julgamento. Essas duas palavrinhas são diferenciais e muito importantes. Quando você expõe para o outro uma observação, a observação é um fato. Se eu estou dizendo que hoje está frio e é um fato, eu posso mostrar pela temperatura, de 11, 12, 13 graus, que está abaixo do que nós estamos acostumados, isso é um fato, não tem contestação. Agora, quando eu falo que coisa ruim esse frio, aí já é um julgamento, eu estou julgando e isso pode ser contestado, porque quem gosta de frio acha bom, não acha ruim. Então, essa diferenciação no início da conversa, ela é fundamental. Como a doutora Amada explicou, tem que ser planejada essa conversa difícil e você iniciar essa conversa atento aos fatos observáveis e não contestáveis. Se você já entra com palavras subjetivas que expressem julgamento, desencadeia no íntimo do ser humano a dor de perda. Quando nós seres humanos somos julgados, a gente já acha que vai ser condenado, é óbvio. E aí, isso nos desencadeia as suposições de perda. Então, quando eu inicio uma conversa já julgando, eu já coloco outro pontaparede e vem reações, porque ninguém quer perder. Porque, como a doutora Amara falou, tem que ser uma conversa de ganha-ganha. Para a gente sentir que existe a possibilidade de ganhos, é para se discutir observações e não julgamentos. Não sei se ficou claro, se faz sentido. Sim, sim, faz todo sentido. Estamos aqui falando de conversas difíceis, a forma de abordagem. E aí, as nossas especialistas nos explicando que nós temos de ter um planejamento, sim, nada de executar uma conversa difícil na hora que você quer, né? Ah, não, vem cá, eu quero conversar com você agora. Não, não é assim, a gente precisa ter um pouquinho de calma, paciência e fazer uma análise, se o momento é realmente oportuno para você iniciar essa conversa difícil. Agora, tem uma questão bem interessante, Mara, que eu quero que você explique pra gente, a questão da sinceridade e da agressividade, né, que também tem a ver com a comunicação não violenta, porque, de repente, a pessoa que vai conversar, ela quer ser sincera demais, mas quem está recebendo aquilo está entendendo como se fosse uma agressividade. até que ponto a sinceridade é importante, a gente precisa moderar a sinceridade quando nós vamos para uma conversa difícil, ou a gente pode ser sincerão mesmo e dê no que der? Jamais, a gente tem que olhar muito para o como, por quê? Porque se a gente vai num aspecto onde a gente não se comunica entendendo quem está do outro lado, primeiro, vamos partir do pressuposto que a gente não tem conversas difíceis com o nível de pessoa onde a gente não tem uma relação então se eu tenho uma conversa difícil com o meu parceiro, com a pessoa da minha família ou por exemplo, o meu líder ou liderado isso significa que algum nível de relação a gente já tem de conhecimento e estabelecer papéis ali, então se eu tenho o meu papel a outra pessoa tem outro papel o que que acontece? o meu nível de sinceridade em não pensar em como eu vou trazer essa conversa difícil a outra pessoa pode interpretar como um ataque e aí é onde começa, sai de um objetivo que a gente tinha de estabelecer uma relação ganha-ganha e a gente sai desse objetivo e vai justamente para aquilo que a gente fala que foi só uma interpretação, enfim uma confusão se tornou, poxa, a pessoa interpretou diferente, eu meio que ataquei ela, ela me retribuiu o ataque no mecanismo de defesa, porque é normal e natural, e sai de um racional e passa uma conversa totalmente desregulada e emocional. E é engraçado porque em alguns momentos a pessoa fala mas peraí, como que a gente chegou aqui? Como que uma conversa X trouxe a gente pra tudo isso? Quando você pensa que não, a pessoa já tá falando em separar a outra, já tá falando então me demite, e aí sai de um controle. Então, o que a gente tem que fazer? Eu sempre falo que a comunicação é responsabilidade, sim, do que a gente fala, porque o outro precisa entender o que a gente está falando. Então, você tem que ter a não depositar que, olha, eu estou falando e entendo o que você quiser. A responsabilidade é sua, eu falo o que eu quero e você entende o que você quiser, porque eu não tenho controle nisso. Não. Trazer uma conversa difícil, muitas vezes, é você trazer contexto exemplos, mas de uma conduta onde o outro não se sinta atacado, e sim que você faz sentido pra você você tá conseguindo entender? Você entendeu do que que eu acabei de falar? E a pessoa ela traz, ah, eu entendi que você quis dizer tal coisa e aí ela fala assim ah não, mas não era isso que eu queria dizer aí você entende, aí você chega numa linguagem que o outro entenda porque muitas vezes uma relação onde eu sou filha, ou eu sou irmã ou eu sou irmã mais velha, tudo dentro de uma família ou dentro de uma organização de uma empresa, existem contextos. Um liderado, por exemplo, não vai se sentir confortável, às vezes ele nem tem o nível de consciência, de entendimento daquilo que ele está recebendo de informação. Então você tem que se adaptar a uma linguagem do outro, porque você tem um nível, um nível de conversa, um nível de postura e de compreensão de consciência. o outro talvez tenha um nível menor, esteja em desenvolvimento não entende muito bem o que você está querendo dizer então como diz Lacan na psicanálise, a comunicação ela é realmente um desafio entre nós seres humanos então o máximo que a gente consegue de se colocar no lugar do outro trazer contexto, trazer situação e perguntar, você está entendendo o que, para ir adaptando a conversa aí a gente não parte para um ruim que é se sentir a agressividade que você mencionou, se sentir ataque e o outro saindo com o mecanismo de defesa. Muito bem, vamos aprendendo aos poucos aqui, mas vale a gente lembrar que o corpo fala e também falando, claro, se comunica. Ok, aprendemos a comunicação não violenta, aprendemos o momento correto de iniciar essa conversa, Mas, Lígia, não aprendemos a ter postura neste momento da conversa tão difícil. A Mara citou aqui a palavra postura e me veio à cabeça o seguinte. Vamos conversar. Cruza os braços. Ou então, quando a pessoa está falando, Você faz aquele movimento que a pessoa entende que você está desdenhando dela Esse é um ponto muito importante Porque muitas vezes nós que não temos tanto entendimento assim como vocês Que são especialistas na área da saúde mental A gente não para para analisar que o nosso corpo A nossa voz, a nossa comunicação solta uma coisa Mas o nosso corpo, ele fala totalmente outra. E quem está recebendo isso vai entender. Então, explica pra gente, Lígia, vamos ter uma conversa difícil? Olha, quando a proposta vem dessa forma, olha, eu preciso ter uma conversa com você e não vai ser fácil. É muito natural que a pessoa cruze os braços ou já joga o corpo para trás, já adquira uma posição de defesa, né, mas como a doutora Mara falou, a coisa precisa ser combinada, né, com as duas partes, não pode ser uma imposição, olha, eu quero ter uma conversa difícil com você e vai ser agora, sem dar tempo para o outro se preparar, sem perguntar se o outro também está querendo ter essa conversa, Então, quando a gente fala, do ponto de vista emocional, impor, fica muito complicado, porque você até pode, você pode fazer o sincericídio, ser sincero de forma hostil, como foi falado agora há pouco, e pode impor o momento que você quer ter a conversa, mas aí você não vai poder apostar no resultado, porque o outro lado reage, o outro lado também, você dando ou não o direito a ele de reagir, naturalmente ele vai reagir, ele pode reagir de forma a bater de frente, dizer não quero, olha o que você está falando não me interessa, não estou interessado nem um pouco, Ou ele pode simplesmente se calar, o que eu falo que é o passivo, a pessoa se cala, escuta tudo que você está dizendo, entra por aqui, sai por aqui e fica por isso mesmo e a pessoa não qualifica o que foi conversado. Aí, passa um pouco, você chega na pessoa e fala, mas eu te falei isso, isso e isso. Por que não houve mudança? Porque o outro foi obrigado a ouvir e não participou do acordo de transformação, que é conversa difícil de lidar com você. E aí não vai acontecer, não tem isso de você impor e achar que vai acontecer. Então, a conversa de filhos, elas realmente precisam ser entabuladas de comum acordo. Se não for de comum acordo, não vai ter resultado. Muito bem. E se não for de comum acordo também, pode acabar gerando na pessoa que é convidada para conversar vários sentimentos, seria uma ansiedade, taquicardia. Isso acontece, principalmente quando a pessoa é pega de surpresa. Então, como que a gente faz para poder controlar esse sentimento e chegar a ponto de falar, não, agora eu não quero, não estou disposto a conversar. É delicado, porque quando a gente precisa negar algo, a gente às vezes diz sim pra alguém pra dizer não pra gente e a gente tem que aprender muito, nos ensina por favor com certeza quando é você que recebe o convite de uma conversa difícil é muito importante que você entenda também qual que é o objetivo e por exemplo, vou dar uma situação de trabalho então o seu líder, o seu chefe ele chega pra você e fala ó, preciso te dar, a gente precisa fazer uma reunião, preciso te passar um feedback e tudo mais, para a gente alinhar sobre suas entregas ou sobre a sua performance. Nesse momento, o contexto já é, eu vou receber informações sobre o meu trabalho, como que eu... Aí começa já, como você mencionou, taquicardia, ansiedade, preocupação, vou ser desligado. Então, a nossa cabeça, ela sente as nossas emoções, elas alimentam os nossos pensamentos. Então, quando a gente não consegue separar uma coisa da outra, o racional, os fatos, do emocional, como nós estamos reagindo àquilo, a gente confunde muitos papéis. Tem pessoas que sofrem muito com antecedência para chegar àquele momento daquela conversa de forma desnecessária. Quando tem a conversa, ela fala, ah, é só isso? Ai, nossa, esperava muito mal. Então, a gente cria cenários muito ruins e está tudo bem, o nosso cérebro foi comandado para criar cenários negativos e catástrofes, porque o nosso cérebro é inteligente para nos colocar em sistema de defesa, ou seja, evitar que a gente sofra, que a gente tenha um ataque cardíaco e tudo mais, então ele vai nos preparando com cenários negativos e catástrofes. Por isso que a gente tem uma visão muito forte, a gente tem pensamentos muito negativos, porque a gente está sempre se preparando para o pior. Só que, quando você olha para os fatos, você traz o seguinte, bom, eu estou numa relação onde eu preciso conversar, a pessoa me chamou para conversar, o que de pior pode acontecer? Então, reflita, bom, de pior pode acontecer a gente não ter uma conversa, um diálogo, e isso for desdobrando em um término, ou em a gente não se falar mais, ou eu ser desligado. Então, se de pior isso pode acontecer, o que eu posso fazer então? dar o meu melhor pra essa conversa, separando o emocional, então assim, isso daqui eu não vou inflar as coisas, eu vou entender, vou ter uma escutativa, vou colocar o meu momento, como você falou, o posicionamento muitas vezes é, olha, eu não consigo falar muito bem agora, hoje não tá pra mim, eu não tô me sentindo bem, hoje eu tive um dia cheio no trabalho, a gente pode conversar tal horário, tal dia, então ter esses acordos e esses alinhamentos pra você estabelecer o seu limite, também é uma questão de posicionamento. o outro entende que você está respeitando aquele momento que ele está te demandando. Então, houve um convite de uma conversa difícil, você analisa se você está preparado para ela, emocionalmente, mas também principalmente com fatos e dados, qual é o objetivo daquela conversa, com quem vai ser, e automaticamente você traz o devido respeito para aquele momento. Olha, agora eu não vou conseguir ter essa conversa, mas vamos conversar em tal momento, em tal horário, que eu vou estar disponível e aberto para essa conversa. O outro se sente ainda assistido, se sente aceito, então isso é muito bom. Como a gente precisa aprender a forma de nos comunicar, né, todos os dias, a gente aprende um pouquinho, eu fico feliz da vida com isso. Agora 8 horas e 43 minutos, produção me avisando aqui que nós temos algumas perguntas do pessoal de casa, então vamos ver o que o pessoal de casa fala para a gente sobre as conversas difíceis. Nós estamos aqui com a Mara e com a Lígia nos orientando, né? Eu já peguei algumas dicas aqui para a gente levar para a vida, porque as conversas difíceis existem e, de repente, na verdade, é um momento em que você pode definir e ajustar muitas situações que você está vivendo mediante uma conversa difícil que, de repente, ela foi adiada por muito e muito tempo. E se a gente levar em conta as dicas que nós recebemos, pode ser que a gente consiga dar uma virada de chave ainda hoje e ter aquela conversa que a gente protelou por muito tempo atrás e não conseguiu executar. Agora, 8h44, pode colocar na tela pra gente, produção, por favor, a Carla Mendes do Jardim Proença. Antes de qualquer conversa difícil, meu coração dispara aí, ó, e as palavras somem, fico travada, mesmo tendo tudo, ensaiado tudo. Isso é ansiedade ou simplesmente falta de prática em me comunicar? Olha só, vamos passar isso aqui pra Lígia, né, porque a Mara já falou um pouquinho, então, sobre essa questão da ansiedade que vem. Olígia, responde a Carla por gentileza. Ela fala que o coração dela dispara e as palavras somem, esse branco que dá, esse coração que dispara, tem gente que começa a suar, é bem delicada essa situação, principalmente envolvendo as conversas difíceis. É bem delicado mesmo, Rúbia, pensando na Carla, porque o que acontece? Nessa hora ela se sente uma criança diante de uma autoridade hostil, e aí as palavras somem, o coração dispara. Normalmente, Rupert, nós precisamos amadurecer A gente amadurece fisicamente, automaticamente, infelizmente Ninguém queria envelhecer, mas o corpo vai e envelhece Mas do ponto de vista psíquico, emocional Do ponto de vista social e do ponto de vista espiritual A gente escolhe amadurecer E existem situações que a gente fala, a vida foi tão difícil que o outro, em vez de amadurecer, amargou. Porque a escolha pelo amadurecimento, e o que é amadurecer emocionalmente? É se autoconhecer e desenvolver a autoconfiança na pessoa que você é. Você não vai conseguir ser o seu vizinho, você não vai conseguir ser a sua amiga, você não vai conseguir ser a sua prima, sua tia, você só vai conseguir ser quem você é. E aí, voltando lá na fala do doutor Amara, a dor da rejeição é uma dor muito grande. Quando você se conhece, você se aceita e amadurece emocionalmente aceitando quem você é. E aí diante das conversas difíceis, você só tem o desafio de compreender o lado do outro, porque o seu lado você conhece, você está segura de quem você é, você está segura do que você quer, de como você quer conduzir as coisas da melhor forma para a sua própria vida. Agora, quando você não tem esse autoconhecimento e ainda cresceu num ambiente de autoritarismos, você fica muito perdida mesmo. Nossa, lá vem o outro me oprimir. Lá vem o outro exigir de mim. Ou se eu falar e o outro não aceitar, como eu fico? E aí entram todos esses conflitos dentro de nós na hora da conversa. E dá branco mesmo. na taquicardia, dá todas as consequências ruins. Muito bem. Autoconhecimento, né? Autoconhecimento é a chave, mas para a gente chegar ao autoconhecimento tem uma estrada muito longa a ser percorrida, até porque nós estamos em movimento, né? Nós estamos, somos pessoas mutáveis. Hoje você está de um jeito, amanhã você já está de outro, amanhã você tem consciência de outra coisa, e assim a gente vai seguindo, então, o autoconhecimento, eu penso, me corrija se eu estiver errada, mas o autoconhecimento ele é por toda a vida, a gente está em fase de conhecimento, né, de nós mesmos, todos os dias, é isso, e a gente precisa trabalhar isso em nós, para que a gente possa, de repente, passar por uma conversa difícil, né, e ter aí o domínio, Pelo menos de nós mesmos, para não suar tanto, para não dar tanta taquicardia. Já passei por isso, sei que é bem delicado e é constrangedor, não é legal não. Mas se você tem aí o seu autoconhecimento, de repente você consegue fazer o autoequilíbrio também. 8h48, mais uma pergunta na tela, agora a gente direciona para a Mara, vamos ver quem é que está com a gente, manhã de terça-feira, falando de conversas difíceis no Estúdio Câmara, o Carlos Eduardo do Nova Europa. Olha só, interessante, minha filha de oito anos me fez uma pergunta sobre morte, que não soube responder. Fiquei mudo, mudei de assunto e ela percebeu. Fugir de temas difíceis com crianças pequenas faz mal para elas a longo prazo? Interessante, Mara, explica para a gente, por favor. Muito interessante. A criança, ela está buscando conhecer e desbravar o mundo. Então, fugir de uma conversa difícil com uma criança não é o melhor caminho, porque quando ela não tem informação, ela vai dar um jeito de descobrir. A criança é inquieta, se ela precisa descobrir sobre o mundo, ela vai tentar um, depois ela não consegue com esse adulto, ela vai tentar o outro, até matar a curiosidade dela. O mais importante, nesse caso, quando a gente está falando de crianças, precisa investigar de onde vem essa curiosidade. Então, pergunte. Olha, por que você deseja saber de onde você ouviu falar? Porque muitas vezes a criança pode ter ouvido, visto algum vídeo, ter visto algum comentário, algum assunto despertou esse interesse dela. Você está investigando primeiro de onde está sendo essa fonte de curiosidade, que é muito importante. Depois disso, quando a criança traz o contexto, onde ela ouviu, de onde foi a professora, foi coleguinha, enfim, aí você busca dialogar com ela com a forma que ela consiga entender, muitas vezes com analogia, com símbolos, com historinhas, então para a criança entender que dentro daquele nível que ela tem de comunicação e entendimento do mundo, você está sanando aquela dúvida. Veja, é sempre importante a gente trazer o nível da idade que a criança está Porque conforme ela vai evoluindo na vida, ela vai crescendo Ela vai subindo aquele nível de consciência que ela está passando por aquele estágio Então, por exemplo, quando é muito pequenininha Ela vai entender o mundo em um certo nível ali Então ela vai conseguir captar informações e aquele diálogo Por isso que os desenhos vão evoluindo também nos jogos. Quando ela vai crescendo, ela vai questionando mais, mas ela já tem um repertório da idade dela, que ela já adquiriu, e ela vai aprimorando aquele conhecimento e vai absorvendo mais. Então, quando a doutora mencionou sobre maturidade, é isso. Converse com a sua criança, entendendo de onde vem a curiosidade daquela conversa. Não fuja da conversa difícil, mas traga para ela aquilo que ela vai conseguir suportar. Então, aquilo é suportável para ela de entendimento, então eu vou conversar aquilo que ela suporta para a idade dela, e aí conforme ela vai crescendo, ela vai suportando mais informações daquele tema. Maravilhosa! Olha aí que legal, gente. Aprendendo até a ter conversas difíceis com as crianças, que é muito importante também. A gente precisa aprender e saber como conduzir. Vamos lá, 8h51, mais uma pergunta então, produção, a última para a gente encerrar, pode ser? Então tá bom, vamos lá. Maurício Leal, do Parque São Quirino. Consigo ter conversas difíceis com qualquer pessoa, menos com a minha própria mãe. Com ela, viro criança de novo, engulo tudo, saio calado. Por que a gente regrede tanto diante de certas pessoas específicas? Olha só, Lígia, o Maurício, né? Responde ele, ajuda ele aí, por que que isso acontece? É um certo respeito? É o que a gente aprendeu lá na infância? É, é uma mistura disso tudo, e até porque, diante da mãe, ele não cresceu, né? Ele continua sendo menino. Então isso é normal E principalmente se a mãe tem uma postura muito de autoridade, muito forte E não dá esse espaço para atualizar o filho Para olhar o filho como adulto e não como criança E toda a conversa, Rúbia, é uma interação É uma via de mão dupla Eu falo, escuto, o outro fala e escuta Então, diante da mãe dele, ele continua um menino, ele não se tornou um homem. É muito importante, porque as mães também têm uma dificuldade de atualizar os filhos, né? As mães veem os filhos eternamente como crianças. Eu mesma, com toda a minha experiência, com toda a minha maturidade, de vez em quando me impulso, eu viro para a minha filha e falo, você não pode fazer tal coisa. E a minha filha já é mãe de três, então ela já é adulta, eu não poderia falar com ela dessa forma, mas a gente faz isso no impulso. mãe dificilmente vai lidar com o filho no padrão de maturidade que o filho está mas cabe ao filho buscar e trazer essa imagem pra mãe olha, a minha filha fala muito isso pra mim mãe, eu já sou adulta mãe, eu tenho minha filha, eu sei fazer hoje eu aprendo muito com a minha filha muito bem, olha só que interessante isso que você trouxe, Lidia, porque comigo também acontece isso, e às vezes eu sou lembrada de que a minha filha já é uma mulher, e às vezes a gente não lembra, né, e quando é coisa de mãe pra filho, na maioria das vezes acontece, mas importante também a outra pessoa se posicionar pra dar aquela viradinha de chave, falar, opa, peraí, alto lá, não é assim, e a gente se ajusta e segue o caminho, né? 8h54, mais uma ou a gente encerra a produção? Vocês que mandam aí minha direção querida Mais uma, Andréia Souza Do Jardim Aurélia Depois de qualquer conversa difícil Fico horas revivendo tudo Achando que falei tudo errado Que magoei, que fui grossa Essa ruminação toda é normal Ou indica algo que preciso trabalhar em mim É, eu acho que isso acontece com a maioria das pessoas Porque comigo também acontece O que você me diz, Mara? Olha que interessante Essa pergunta veio justamente pra gente fechar chave de ouro. Porque aquilo que a gente mencionou sobre conversas difíceis tem que ter uma abertura e um acordo, certo? Também tem que ter um fechamento. Então, quando você vai construir, quando você vai fazer uma conversa difícil com alguém, é importante que no final vocês tenham um fechamento de entendimento. A conversa difícil é terminamos, conversamos e agora? O que a gente vai fazer? Qual é o nosso plano de ação? O que você entendeu? Como você se sentiu? Faz o fechamento. Que seja com seu filho, com seu líder, seu liderado. Se a outra pessoa não fez o fechamento, faça você. Então, olha, fazendo, recapitulando isso aqui, então a gente conversou, entendi o seu ponto, você entendeu o meu ponto, como é que você se sentiu, ficou alguma coisa que eu te ofendi? Não, não, não, tudo bem, estamos resolvidos, o que a gente pode, vamos melhorar então nesse ponto? Vamos. E aí você encerra. Quando você encerra uma conversa difícil, você não sai dela com exatamente com isso que a nossa cliente, né, falou. Então, o que que acontece? A gente não cria, não começa a criar ali cenários, interpretações que não são realistas. O nosso cérebro, ele pode nos sabotar, a gente tem fantasias que a gente alimenta, então vamos sempre partir pro onde eu adquiro, onde eu extraio a informação real daquela pessoa que eu tive a conversa difícil. Muito bem, começou, termina, né, termina e manda a informação que, ok, fim, a gente conseguiu, essa ação foi completada, guarda na caixinha e segue a vida, mais ou menos isso. Gente, 8h56, a gente vai encerrando por aqui, eu quero agradecer demais a participação de vocês duas, né, que dupla, enquanto ensinamento hoje, você aí de casa, eu, todos nós, aprendendo a como fazer o planejamento para termos uma conversa importante ou uma conversa difícil. Então, muito obrigada, Mara, pela sua participação, pela sua presença e por tanta troca com a gente, assim, foi maravilhoso, gratidão. Eu que agradeço e quero fazer um convite para quem quiser também me acompanhar. A minha, sou psicóloga desenvolvedora de pessoas, voltada para o ambiente também de carreira e crescimento profissional. Então, o meu arroba é seja.lider, para você que está em casa e quer ir também para o Instagram, para a internet, lá você me encontra, seja.lider. Ali, acabou, a gente vai trocar muitas ideias e te convido para você também, chegando lá, a gente me dá um oizinho, que a gente vai criar esse relacionamento por lá e ter conversas difíceis também. Muito bem, porque é a partir de conversas difíceis que a gente começa a alinhar toda a nossa caminhada. Isso é muito bom, gente. Conversas difíceis são importantes. Quero agradecer muito a Lígia, que participa com a gente, está em Barão Geraldo, friozinho por aí, né, Lígia? Obrigada mais uma vez pela sua participação, tão cedo com a gente aqui no Estúdio Câmara, mais uma conversa muito proveitosa. Gratidão pela sua presença. Eu que agradeço, Rubia. Muito parabéns por esse programa de vocês, da TV Câmara. Fiquei muito feliz de conhecer. Vou divulgar, achei bastante interessante e pertinente Porque conhecimento não ocupa lugar e ainda nos facilita com a compreensão da vida, né? Eu não tenho nenhum arroba para seguir, mas tenho minha página de terapia de casais, de atendimento no Google, Lígia Maria Aguilera. É só buscar lá que acho meu contato. Muito obrigada, que Deus abençoe vocês e esse programa lindo. Amém, muito obrigada. tudo de bom pra vocês também você de casa, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia e é isso gente, ter conversas difíceis nem sempre é confortável na maioria das vezes não é mas muitas vezes é justamente o desconforto de hoje que evita o sofrimento de amanhã o que é dito com respeito pode construir pontes o que é guardado por tempo demais, pode se transformar em distância Dor e ressentimento. Pense nisso, tá bom? Um grande abraço para você, mais uma vez obrigada às nossas convidadas e a você aí de casa, lembrando que ao meio dia temos Câmara Notícia com informações do Legislativo, do que aconteceu ontem na reunião ordinária, tudo atualizado para você, Gabriel Castro e toda a nossa equipe de jornalistas, deixando você muito bem informado, lembrando também que a Íria está chegando já já, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, Brasil, Brasil e mundo, cotação do euro, dólar, também trazendo informações sobre a nossa seleção brasileira, que já pegou o avião rumo à Copa do Mundo, e olha que eu vi bastante matéria de ruas pintadas, acho que está todo mundo já entrando nesse clima de Copa do Mundo, né? Sensação de pertencimento, isso é tudo de bom. Então, você acompanha a nossa programação, porque também temos o Câmara na Copa, trazendo muitas informações da Copa do Mundo para você. E é o seguinte, gente, olha, tem um convite bem especial pra você, porque amanhã, a partir das 8 da manhã, a gente traz um tema, o desafio do primogênito. Você aí de casa, tá com o segundo filho, né? Chega um bebezinho em casa, que delícia! Mas a chegada de um novo bebê pode transformar completamente a dinâmica da casa. Mas e o filho mais velho? E aí, já pensou nisso? A gente vai tentar entender por que surgem crises de ciúmes, regressões comportamentais, birras e pedidos de atenção após a chegada do irmão caçula. Também vamos discutir como os pais podem acolher essas emoções do primogênito sem ignorar os desafios da rotina com um neném recém-chegado. Então, amanhã a gente fala sobre o desafio do primogênito. Você em casa se identificou, então não perca Estúdio Câmara amanhã, a partir das 8 da manhã, ao vivo. E a Câmara de Campinas convida você para participar de uma importante discussão sobre o futuro da cidade. Na próxima terça-feira, dia 9 de junho, às 7 da noite, será realizada uma audiência pública para debater o projeto de diretrizes orçamentárias para 2027. Esse é o momento de conhecer, discutir e contribuir com as metas e prioridades da administração municipal para o próximo ano. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas. A sua participação é importante e fundamental. As opiniões e sugestões da população ajudam, sim, a definir os rumos dos investimentos públicos na cidade. Então, participe. Pode ir presencialmente no plenário da Câmara ou acompanhar a transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo YouTube da TV Câmara Campinas e também pelo site da TV Câmara Campinas. E durante a transmissão, você também pode enviar perguntas e sugestões por meio do formulário disponível no site campinas.sp.leg.br. A sua voz faz, sim, toda a diferença. Grande abraço para você, uma ótima terça-feira. Se planeje para as conversas difíceis e até amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto