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Olá, [música] [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara. Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo no ar. Manhã de segunda-feira começando tudo de novo. E vamosora fazer dessa semana uma [música] semana espetacular. Dia 25 de maio. Vamos falar hoje sobre um fenômeno que muita gente vive diariamente, mas nem sempre consegue identificar. [música] Vamos lá. Olha só, você já percebeu que às vezes você nem está com fome, [música] mas basta ouvir alguém falar de comida ou então você sentir um [música] cheiro ou assistir um vídeo de receita para imediatamente [música] você ficar com vontade de comer. Então esse comportamento tem nome, vem sendo e cada vez mais discutido por especialistas em [música] saúde mental e alimentação. é o chamado food noise ou [música] ruído alimentar. São pensamentos constantes e repetitivos sobre comida que podem [música] interferir na nossa rotina, nas nossas emoções, na ansiedade e até na relação da pessoa [música] com o próprio corpo. E é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, eh, esse ruído alimentar acontece com você. Participe com a gente, mande a sua mensagem, compartilhe a sua experiência. Você [música] vai ao supermercado com fome? Nossa, é um grande problema. Então conta pra gente como é que é o seu comportamento referente [música] a esse ruído alimentar. Então você tá trabalhando, tá tudo OK, você não tá sentindo fome, mas aí você [música] sente um cheiro daquela comida gostosa que tá sendo preparada lá na cozinha e imediatamente [música] dá aquela fome louca e você não sabe o porquê disso. Nós vamos tentar [música] entender e descobrir sobre esse comportamento. 1997829377 é o nosso WhatsApp, tá na tela para você. Nossa produção já está [música] apostos. Então, mande pra gente a sua pergunta, a sua mensagem, a sua experiência e compartilhe conosco. Os nossos convidados também já estão [música] aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, mas antes vamos atualizar sobre as informações do legislativo. [música] A Câmara de Campinas terá uma segunda-feira marcada por debates sobre transporte público, saúde e votação de projetos do executivo. [música] Às 10 da manhã, a Frente Parlamentar de acompanhamento da licitação do transporte público realiza [música] a reunião para discutir o andamento da concorrência do transporte coletivo em Campinas. O encontro será conduzido pelo vereador Rodrigo da Farmadi, que contará com a presença do presidente da [música] INDEC, Vinícius Riverete, e o secretário de transportes, Fernando de [música] Caires. O objetivo é esclarecer as etapas da habilitação das empresas vencedoras e os próximos passos [música] até a homologação do contrato. Às 2as da tarde, a Comissão de Educação e Esporte promove a quarta reunião ordinária deste ano no plenarinho [música] para analisar pareceres de seis projetos de lei. Entre eles a proposta do vereador Benelima, que proíbe homenagens oficiais a pessoas condenadas por [música] crimes ediondos. E às 17 horas às 5 da tarde, por iniciativa do vereador Paulo Hadad, acontece a primeira parte [música] da 31ª reunião ordinária que será dedicada ao Maio Verde, uma campanha [música] de conscientização sobre a doença celíaca. E logo após, às 6 da tarde acontece então a 30ª reunião ordinária da Câmara. Os vereadores votam em primeiro turno o projeto que reestrutura o plano de cargos [música] da CETEC e a proposta que autoriza Campinas a aderir ao Sistema Nacional [música] de Esporte. A sessão será realizada no plenário da Câmara, transmissão pela TV Câmara Campinas, [música] também pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube e você está convidado para participar presencialmente no plenário. Muito bem, a agenda OK. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje, segunda-feira. Como é que será que fica o tempo aqui em Campinas? Eu estava esperando a chuva de ontem, que não apareceu, né? Mas hoje, segunda-feira, mínima de 17, máxima de 24º. De acordo com a previsão do tempo, nós teremos aí um sol com um sol, nuvens e à tarde pancadas de chuva. Essa é a previsão do tempo para o nosso início de semana, pra segunda-feira. E vamos simbora. Vamos falar de ruído alimentar. Eles existem e os gatilhos estão por toda parte, nas redes sociais, nos comerciais, no estress do dia dia, na privação alimentar e até nos hábitos automáticos que a gente cria ao longo da vida. Afinal, o que que é fome de verdade? O que é vontade emocional de comer, né? Está comendo as emoções e como que a gente faz para silenciar esse barulho mental sem cair nas dietas radicais ou na culpa, né? Então, para aprofundar esse tema tão atual, a gente recebe aqui dois especialistas. A gente já começa então dando as boas-vindas e o bom dia a terapeuta ocupacional, especialista em saúde mental e transtornos alimentares, Gláuscia Sobol. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Eu agradeço muito a oportunidade de estar aqui com todos vocês e vamos aí falar desse assunto tão importante que é esse ruído alimentar para poder ajudá-los, né? É essa a nossa intenção no dia de hoje. Maravilha. É um assunto muito importante e uma situação que acontece comigo, contigo aí em casa, e a gente precisa entender. E é por isso que nós também convidamos para completar a nossa dupla de hoje. Eh, ele é especialista em nutrição esportiva e também exercício físico, Júlio e Cai Sarigioto. Seja muito bem-vindo, Júlio. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia. Muito, muito obrigado pelo convite. me sinto extremamente eh, enfim, grato por isso e espero que eu possa contribuir um pouquinho com os todos os que vocês estão assistindo, né, de maneira positiva aí. [limpando a garganta] Muito bem. Então, vamos lá. Olha só, alimentação deixou de ser apenas uma necessidade fisiológica há muito tempo. Hoje comida também representa recompensa, conforto emocional, prazer, memória afetiva e até alívio para momentos de ansiedade. O problema é que quando os pensamentos sobre comida começam a ocupar espaço demais na nossa rotina e passam a controlar os nossos pensamentos sem que a gente perceba, aí poderemos estar entrando em um outro viés referente à alimentação, referente à nutrição. Então a gente começa com a Gláuscia porque a gente precisa entender o que é exatamente esse ruído alimentar, né? Tem diferença entre a fome real e a fome despertada por esse ruído? O que acontece? Uhum. Tem diferença, sim. E o que acontece é que fome eh nós pensarmos que é um construto socultural, tem a parte do prazer, né? Tem a parte eh fisiológica. O nosso corpo sem sentir fome, ele não recebe a energia através dos alimentos e nós ficamos doentes com isso, né? Então é um tema muito complexo, porque todos nós crescemos numa família e cada família tem a sua dinâmica. É uma questão sistêmica. Às vezes a criança tá se alimentando e os pais forçam para que ela coma mais, né? E sendo que o papel dos pais aí é oferecer o alimento e não ficar forçando. Então tem uma série de coisas que vão sendo construídas ao longo do tempo. E aí esse lugar da fome vai sendo ocupado por questões comportamentais que foram apreendidas, né, com escutas de outras pessoas. Às vezes quando tá mais mocinha, eh, escuta assim: "Olha, você ficar gordinha, você não vai casar", né? Então tudo isso já vai começando esse ruído alimentar na mente da pessoa. E dentro da parte clínica, ruído alimentar eh não é um diagnóstico clínico. Só para vocês saberem, o que existe é o que nós chamamos dentro da psiquiatria de ruminação, tá? Então esse seria o termo correto, só para vocês saberem, né? Eh, e um psiquiatra ou mesmo eu como terapeuta ocupacional, ao receber um paciente, eu consigo diagnosticar se ele está com uma ruminação ou não. Porque o que que acontece? A ruminação, ela vai tirando da vida da pessoa a autonomia ao se alimentar, né? Então, realmente a vida dela passa a ser pautada nesses pensamentos que vão vindo o tempo todo. E temos que avaliar se essa pessoa tem um quadro de depressão associado ou não, se ela tem uma ansiedade instalada ou não, né? Então, como vocês estão podendo ver, tem variáveis que precisam ser avaliadas por um profissional que tenha uma especialização nessa área. Tá bom, pessoal? Muito bem. Agora, eh, ô, Júlio, o ambiente ele influencia esse comportamento de ruído alimentar? Porque, por exemplo, eh, ir ao supermercado com fome. Ou então você tá em casa e aí ou você acaba de chegar em casa, nem tá com fome, mas você sente aquele cheirinho delicioso de comida, de repente sua barriga começa a roncar o e daí dispara uma fome que você fala: "Poxa, mas eu não tava com fome". O que que acontece? Eh, o ambiente influencia esse comportamento e por que que a gente tem esse comportamento? Eh, sim, o ambiente influencia esse comportamento, bem como as emoções. Então, acredito que todo mundo já estou a falar a respeito de est comendo com aquela fome emocional. Sim, né? Então isso é um pouquinho diferente da fome real que a gente fala que seria a fome fisiológica, igual a foi citado anteriormente, que é aquela fome que faz com que você consiga ingerir os nutrientes a partir da sua dieta para que você não adoeça. Uhum. Então, seja de macronutrientes, vitaminas, propriamente carboidratos, proteínas e etc. E quando essa parte emocional ou o cheirinho, né, vem, você acaba despertando uma outra coisa que não necessariamente é aquela fome fisiológica, que a gente chamaria talvez de do ruído ou até mesmo dessa questão da fome emocional. Ah, uma dica que eu dou para as pessoas, né, que quando elas estão no meu consultório e relatam, né, que não sabe diferenciar a fome real ou a fome eh emocional, alguma coisa assim, eh eu sempre falo para elas, espera um pouquinho, se aquilo veio o cheirinho, você ficou com vontade de comer o bolinho, fica na frente do bolo, conta alguns segundinhos, pensa se realmente é qual o tipo de fome que é, tenta identificar isso em você. E se você chegar na conclusão que aquilo de fato é uma coisa que você quer ingerir e que você tá com uma fome, aí você acaba comendo sem peso e sem culpa. Olha só que interessante, né? Você ficar diante daquele prato que tem aquele aroma maravilhoso e ficar olhando para ele [risadas] e tem você tem que ter um autocontrole para entender se você está realmente com fome ou se é uma fome emocional. Ó, grande dica. Adorei. Vou fazer isso também porque esses cheirinhos, esses e eh esses aromas, né, de alimento que que de de cozinha, principalmente na hora do almoço, gente, quem é que nunca chegou na casa da avó, por exemplo, e sentiu aquele cheiro, fala: "Nossa, hoje eu vou comer tudo que tiver aqui", né? Então, eh, a gente precisa diferenciar, é bem interessante, é o ensinamento. Programa de hoje mais uma vez para você entender a diferença, né, da fome de verdade que vai nutrir o seu corpo e da da fome das emoções, desse ruído, né, eh, eh, que você um ruído alimentar que aparece e você não sabe diferenciar. Agora, Gláuscia, eh, pessoas ansiosas, né, ou com compulsão alimentar, elas sofrem mais com esse tipo de pensamento constante, essa rotina acelerada, o excesso de estímulos, né? Eles aumentam esse problema? Sim, aumentam. E o que que acontece? Naturalmente no dia a dia nós fazemos mais de 200 escolhas alimentares, por incrível que pareça, né? Por se acorda de manhã, eu vou tomar café com leite, café com chocolate, vou tomar leite puro, vou comer pão com manteiga, vou esquentar? Que tipo de pão que eu vou comer? Olha já quantas decisões, né, em relação à sua alimentação. Você faz a mesma coisa vai acontecer eh no almoço, no jantar, lanchinhos do meio da manhã, do meio da tarde, né? Então uma pessoa, qualquer pessoa já vai passar por uma situação dessa de ter que fazer muitas escolhas, certo? a pessoa ansiosa e mesmo quem tá com uma compulsão alimentar, ela vai fazer isso, mas de maneira acelerada e ainda vai ter a parte comportamental que vai colocar um julgamento daquilo que ela está comendo, né? Então vai vir uma culpa que vai deixá-la mais ansiosa. Depois que comeu eh mais culpa ainda, vai ficar indecisa às vezes na hora que tá comendo, né? A compulsão já é um pouquinho diferente porque a pessoa ela vai comer escondida, ela pode ser planejada ou não, né? As quantidades são muito grandes, tá? A ingesta calórica é muito alta, é um quadro bem sério que precisa ser muito bem avaliado e muito bem tratado. E nessa questão toda, o que nós precisamos fazer eh entrar em contato com o que nós chamamos da da fome real. Então, preciso desenvolver o que nós chamamos de intercepção. É como que eu me conecto dentro de mim mesma para entender o que eu estou sentindo nesse momento. Vai um pouco de encontro com o que o colega Júlio já citou anteriormente. E hoje em dia nós temos técnicas para fazer isso. Uma delas é o comer com consciência, né? A consciência alimentar. E só que tudo isso exige essa essa conexão consigo mesma. Não é uma coisa rápida, mas é um hábito a ser desenvolvido, porque daí esses ruídos vão começar a diminuir. Então tem solução, pessoal, isso que é importante. Muito bem. Você quer completar, por favor? Eu queria fazer uma pergunta até eh, [limpando a garganta] quando você citou a respeito de que as decisões alimentares, né, a pessoa acaba tendo 200 decisões por dia. Eh, caso essa pessoa tenha um planejamento alimentar, você acha que isso pode contribuir de maneira positiva para esse ruído? Uhum. Olha, tem um lado que sim e tem um lado também que precisa ser visto, que a pessoa ela pode estar até com cardápio, que eu acho bem interessante, porém ela precisa aprender a se conectar, a entender os diferentes tipos de fome que existem. Então, por exemplo, do meu consultório, eu vou trabalhar a fome do olhar, a fome do nariz, que é o cheirinho, a fome do ouvido, quando você escuta uma pipoca, uma latinha de refrigerante sendo aberta, a fome da boca, que é essa fome que quer crocância, né, que é alimentos às vezes palatáveis, como açúcar, gordura E aí nós temos a fome do coração que entra essa fome que é do conforto, a fome do estômago que é a fome, digamos assim, que o estômago ronca, né? Ela é a fome mais fisiológica. E temos a fome celular, que tem estruturinhas dentro das nossas células do corpo, como a mitocôndria, que ela precisa ter energia para ela, eh, a gente tá aí se movimentando, raciocinando, trabalhando. Então, ela vai mandar sinais, né, pro corpo que tá acabando a energia dela. Então, tudo isso a pessoa pode começar a entender. Então eu acho muito interessante começar com hã tendo uma dieta, mas porém ela precisa ir desenvolvendo essa parte da intercepção, tá bom? Para não ficar também só refém de dietas, né? Para ela começar a fazer escolhas mais adequadas, eh, com a fome que ela tá, entender o tamanho da fome, né, Júlio? Se é uma fome leve, moderada, muito alta, severa, como é que é isso dentro de mim? Muito complexo esse negócio de fome, né? Eu não sabia que tinha todo esse tipo de fome aí, né? Fome do olfato, né, gente? É, é fome visual. Fome. [risadas] Que impressionante. Muito bom. Olha só quanto ensinamento. E aí, qual a fome que você sente? Conta pra gente agora. O corpo ele pode confundir aí os sinais de fome, como vocês já muito bem pontuaram. Uma dúvida, ficar muitas horas sem comer, Júlio, piora esse ruído alimentar? Porque tem gente que faz jejum, né, por porque é é propósito, né? Vai lá, faz o jejum mesmo e o jejum intermitente porque é bom ou porque foi indicado, enfim. Mas esse esse determinado tempo que se passa sem alimentação, esse ruído ele piora? Aparentemente sim, alguns trabalhos, né, até mesmo quando você citou o jejum, eles já mostram que a restrição alimentar por um período prolongado pode aumentar os episódios, por exemplo, de compulsões, compões alimentares e etc. Mas uma coisa muito comum é que hoje também, não sei se por causa da rede social ou alguma coisa assim, as pessoas tendem a ter dietas muito restritivas, então horas sem comer, eh dieta sem carboidrato, né, que é somente acaba ingerindo proteína, proteína, proteína, proteína. E todos esses fatores, quando você acaba gerando uma restrição excessiva, seja de alimento ou de algum nutriente específico, você pode vir agravar essa questão do fluid noise. Uhum. Tá? Então, é uma uma outra dica que eu iria dar para vocês é que quando vocês se alimentarem, preste atenção na mastigação de vocês. É um fator tão simples, mas que se você prestar atenção e mastigar de maneira suficiente, vai contribuir de maneira positiva pra questão da saciedade. E é muito comum as pessoas não mastigarem o suficiente, né, sete, oito vezes cada lado da boca por garfada, por exemplo, eh, e acabar sentindo fome logo após o almoço. Sim. Entendeu? Então, uma outra dica também é nas refeições maiores, antes de fazer o prato principal, coma um pratinho de salada com pepino, comum a folhas, mastiga bastante e aí posteriormente você inicia o prato principal prestando atenção novamente na mastigação. Muito bem, muitas dicas importantes pra gente seguir, hein? Olha, eh, você falou da questão dos estímulos, né? Então, hoje os estímulos relacionados à comida, eles estão em todos os lugares. Se a gente abrir o celular aparece vídeo de comida, tem propaganda de lanche, tem sobremesa, tem alguém experimentando eh diferentes alimentos e muitas vezes a gente nem tá com fome, né, antes daquele estímulo que a gente recebeu pelo celular, né? E aí de repente você olha aquele prato gostoso, aquela pessoa comendo de uma forma assim tão prazerosa que você fica com vontade de comer também. Então eu pergunto eh se as nossas eh se as redes sociais elas aumentam essa questão eh eh do ruído alimentar, porque é nítido, gente. Eu não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo acontece. Às vezes eu não tô afim de comer, não tô nem pensando em comida, mas aí eu dou uma olhadinha assim no celular, Gláuscia, e de repente fala: "Nossa, né, vou procurar alguma coisa para comer". Mas é pelo simples fato de ter visto aquilo. Então, a rede social aumentou todo esse fenômeno. Aumentou. Aumentou sim. E eh aí vem o que eu tava falando antes dessa fome do olhar, né, pessoal, que na verdade cai na questão que gera uma vontade. E vontade não é fome. Igual o colega Júlio colocou, você vendo aquilo, você espera geralmente uns 3 minutos é suficiente para a vontade sumir da sua frente, né? Mas se você fica conectado em excesso, vai aumentar esse ruído alimentar dentro de você. E aí a chance de você acabar consumindo o produto é muito grande. E o que que acontece? a indústria alimentar a da ela trabalha com essas fomes aqui que eu citei. Então, ela faz produtos geralmente ultraprocessados para cativar esse esse consumidor. Então nós precisamos ficar muito atentos também aquilo que tá sendo mostrado, ter desenvolver esse senso crítico para entender que isso é uma propaganda, é um marketing que precisa vender aquele produto, mas que o seu corpo naquele momento não tá precisando daquilo, né? E a indústria alimentícia ela trabalha muito com essas fomes, principalmente a da boca, né? com muito açúcar, muito, muita gordura palatáveis, o visual de tudo aquilo ali para te cativar. As cores influenciam bastante também, né? Tudo, tudo é bem assim, é bem complexo, como você citou. Agora falar falar de comida perto dos horários das refeições, né? Eh, desperta mais vontade de comer. Eu em mim, sim. Não sei em vocês. As redes sociais a gente viu que é um gatilho, né? e ir ao supermercado com fome realmente faz a pessoa comprar mais. Qual que é a percepção de vocês? Vamos lá. É, então quando você vê ao mercado com fome, realmente você acaba comprando mais coisas do que necessariamente você deveria, digamos assim, né? Então quando você for ao mercado, preste atenção se você vai estar com fome ou não. A minha sugestão é você não estar com fome, porque vai favorecer em duas coisas. Você vai acabar comprando somente o suficiente e vai economizar um pouquinho de dinheiro, né? e muito, hein? Você acaba comprando coisas em excesso, isso vai prejudicar um pouquinho a sua saúde. Então, se você tiver sem fome, tente ir no mercado em horários não próximos das grandes refeições, então não próximo do almoço, não próximo do jantar, tentem no meio da tarde, se for possível, ou senão após o jantar. Isso pode ser estratégias que possam favorecer essa questão também do consumo alimentar. eh e fazer uma lista de compras, né? Eh, isso eu oriento também bastante os meus pacientes. falo que o domingo, fim de tarde, domingo à noite, organizar o que você acha que vai comer no decorrer da semana ou até mesmo você faz isso no sábado para poder dar tempo de comprar e no domingo se organizar para preparar algum dos alimentos que você idealizou, que seu nutricionista prescreveu para ter aquela semana organizada. Então é muito importante fazer a lista de compras, viu pessoal? Fiquem atentos aí. É, exatamente. Tá na listinha ali, você já vai, tá tudo planejadinho, fica mais fácil de seguir, né? É isso mesmo. Agora, em muitos casos, comer é deixa de ser apenas uma resposta física do organismo e passa a funcionar como uma válvula, né? Uma válvula de escape emocional, como vocês muito bem pontuaram. A pessoa come porque tá cansada, come porque tá frustrada, come porque tá triste, come porque tá sobrecarregada. E isso eh quase acontece de forma automática. [limpando a garganta] O porquê, Glauso, o cérebro ele cria associações automáticas entre as emoções e a comida. E e esse ato que a gente tem de forma automática, ele é eh eh inconsciente. Então, o nosso cérebro ele faz uma descarga de emoções. Uhum. Só que as emoções precisam ser nomeadas para que elas virem sentimentos. E muitas pessoas não conseguem nomear e não conseguem perceber essa descarga de emoções no corpo. Também precisamos trabalhar isso, né? sentir como que esse corpo fica, como que eu traduzo isso para entender o que é a emoção, o que é o sentimento e o que de fato é uma fome, não para ver se é tá indo paraa fome emocional, para aqueles outros tipos de fomes que eu já coloquei aqui. Então isso é algo que pode ser também aprendido e o cérebro ele faz essa descarga no piloto automático, né? Realmente é uma coisa que eh paraa maioria das pessoas tá no inconsciente, mas a a pessoa tem que trazer isso paraa consciência. Então, é esse o trabalho que eu faço muito no consultório para a pessoa voltar a ter esse controle, né, da situação, senão isso vai ficando cada é uma bola de neve, né, pessoal vai crescendo, vai ficando cada vez mais descontrolado. E é isso que não é interessante, né? Exato. Exato. Muito bom. Agora, pro nosso nutricionista, tem alguma alimentação que ajuda a gerar mais saciedade, mais equilíbrio? E pode ser que nos ajude também a diminuir esse ruído alimentar do dia a dia? O que que você indica? Como que a gente deve se alimentar de três em 3 horas mesmo, né? Se eu tomo um café eh da manhã, daí eu só vou almoçar, pensa, tomo café da manhã e vou só almoçar, nossa, eu vou comer tudo que tiver e mais um pouco e aí depois eu não como nada à tarde, só vou jantar. Será que tá certo? Ou comer de três em 3 horas? Tem um alimento que sacia mais que o outro? O que que a gente deve fazer para eliminar esse ruído ou então tentar minimizar? Em relação à distribuição das refeições do seu dia a dia, isso depende muito de cada pessoa. Sim. Tá. Mas normalmente as pessoas que têm mais essa questão do ruído, eu sugiro ter refeições um pouco mais frequentes. Então refeições, por exemplo, uma fruta, um iogurte, alguma coisa nesse sentido, pode ajudar bastante. Alimentos que vão favorecer na saciedade estão mais relacionados, por exemplo, com fibras alimentares. Então a gente fala de frutas, aveia, verduras, né, saladas e etc. E também proteínas. Então, quando você acaba ingerindo uma quantidade maior de proteína, de fibra, aquilo tende a te deixar mais saciado por mais tempo. Uhum. E também, né, como eu falei anteriormente, a questão da mastigação é muito importante. Sim. Tá. E pensando um pouquinho mais além, quando a gente se alimenta, eh, essa alimentação modula a nossa microbiota intestinal. Uh, e hoje a gente sabe que a nossa microbiota intestinal ela é responsável por sintetizar, por fazer diversos metabólitos ali. Então, entre esses metabólitos, tem alguns neurotransmissores que estão relacionados com hormônios que, por exemplo, da felicidade, o hormônio do sono, o triptofano, que é o aminoácido, né, que vai favorecer também a questão da qualidade do sono. Então, você melhorando o sono, talvez esses episódios possam vir diminuir. Então, a alimentação modula microbiota que a microbiota produz alguns neurotransmissores, algumas proteínas ali que vão interagir com o nosso corpo a posterior. Nossa, impressionante. Tá tudo interligado, né? Uhum. E a alimentação também interligada com a nossa saúde mental e a nossa saúde física, gente. Então é importante mesmo a gente entender um pouquinho para de repente eh levar ter uma qualidade de vida um pouquinho melhor. Agora, qual que é o momento em que de repente a pessoa deve procurar a ajuda de um profissional? Gláusia, quando a gente fala da questão do ruído alimentar, o que que a gente pode identificar que ã mostra pra gente, olha, eh, saiu do normal, né, e você precisa agora buscar ajuda de um profissional. eh o ruído alimentar, que seria essa ruminação constante, eh, quando ele fica num nível em que a sua vida vai parando, então a vida social você vai diminuindo, porque os pensamentos não te deixam nem sair de casa para ir num restaurante com amigos, comer uma pizza com amigos, né? eh durante o trabalho ou durante o seu período que produtivo do dia, em que você também não consegue se concentrar nas tarefas que você precisa realizar, porque você tá o tempo todo com aquele pensamento te perseguindo. É uma como se fosse uma perseguição mesmo do pensamento, tá? eh, sai daquelas daquela questão de tá na refeição e tá escolhendo que vai comer, mas essa preocupação vai ficando desesperadora e vai trazendo um sofrimento muito grande pra pessoa. E geralmente às vezes um familiar percebe, tenta conversar com essa pessoa, um amigo, né? H para dar um toque assim, olha, acho que você tá precisando ver um profissional que possa te ajudar. Então, para quem tá passando por isso e ainda não tá nem se percebendo nessa situação, também se abra para escutar o que alguém vem falar para você. você, todos nós temos alguma rede de apoio, algum amigo, algum familiar que possa, né, falar: "Olha, tô preocupada com você, né? Acho que você tá muito obsessiva com isso." Então, precisa realmente nesse momento buscar ajuda, né? Porque a vida vai parando, sabe? Uhum. O que começa um em um simples ruído alimentar, aquela questão de você sentir o cheiro e despertar a vontade de comer pode se transformar, desencadear aí em situações preocupantes. Então, é por isso é importante a gente se perceber, né, Júlio? Com certeza. Muito bem. Agora vamos, então, o pessoal tá avisando que nós temos algumas perguntas e você que mandou mensagem pra gente agora fica atento que os nossos profissionais vão tentar te orientar aí. Então pode mandar pra gente a primeira produção. Vamos ver quem é que tá conosco. Sandra Ramos do Castelo. Olha só, às vezes como um doce de forma automática enquanto trabalho no computador sem nem sentir o gosto. Como quebrar esse vício de mastigar por puro stress e distração? Olha só, hein, Sandra, você pode responder ela, Júlio, por favor? Eh, então, Sandra, eh, essa questão de você acabar comendo de maneira sem perceber, Aham. tá? Para você tentar melhorar isso daí, seria interessante talvez você interromper um pouquinho o seu trabalho, prestar atenção naquilo que você tá comendo, tá? Vê se de fato, né, contar os minutinhos que a gente citou anteriormente aqui, se é aquilo que você quer, tá? caso eh uma outra estratégia talvez que possa auxiliar você, não aconselho isso para todo mundo, tá? Isso a gente precisa ver de maneira meio que específica, mas é colocar um chiclete na boca nesse momento, um chicletinho mais eh sem açúcar, um pouquinho com um paladar mais doce. Talvez isso possa ajudar nessa questão eh de você tá comendo sem perceber. Uhum. interessante a gente eh dessa questão de extração aí eh a gente precisa ter consciência, né? Ter consciência do que nós estamos fazendo. E geralmente esse negócio de computador não é só você não, viu? Você que mandou mensagem pra gente. Eu acho que tem muita gente que passa por isso que você só vai jogando para dentro. Você às vezes não sabe nem que você tá comendo. E quantas vezes você já terminou de comer e você não percebeu quando você vai olhar: "Poxa, mas cadê a comida que tava aqui?", né? você simplesmente engoliu. E isso é por quê? Porque de repente você não está presente, né, na na sua alimentação. Você tá prestando atenção em outra coisa aí, principalmente na frente do computador, na frente do celular. E é bem interessante que a gente se atente nesse movimento que a gente faz. E é importante, né, Gláuscia, é aqui e agora estar consciente, né? É, é, eu até também sugiro que se a pessoa puder se convidar de maneira amorosa, feche os olhos, né, com a coluna ereta, coloque os pés no chão e faça umas cinco respirações, né, sem forçar nada, respirações normais para ir acalmando um pouquinho essa mente. para ela ver se realmente ela quer esse chocolate ou não, se ela quer se alimentar naquele momento ou não. E se ela decidir que sim, que ela consiga morder um pedaço, deixa derreter na boca, sinta, sinta esse alimento e sinta prazer naquilo que você tá comendo, porque também eu não quero que você tenha culpa depois, né? que do jeito que você colocou a sua pergunta, não sei, me veio uma sensação que de repente vem essa culpa de tá comendo esse chocolate dessa maneira, né? Ã, então esse o alimento chocolate é muito demonizado, né, no geral. Sim. E é um alimento, né? Então, como todo alimento, nós precisamos saber degustar, sentir prazer, saber por que tá comendo. Então, é bem a consciência alimentar, é o mindfulness na alimentação. Maravilhosa. Muito bom. Agora 8:56. Vamos com mais uma pergunta, por favor. Produção, quem é que tá com a gente? Pode colocar na tela, por gentileza. você que tá participando, mandando sua pergunta, sua experiência, né, para os nossos convidados de hoje, o Marcos Silva do Taquaral. Depois de um dia tenso e cheio de problemas, é comum o cérebro implorar por uma pizza como recompensa? Por que que a comida virou principal calmante pras frustrações da nossa rotina? Claro que sim. Vamos lá. Geralmente as pessoas estão, como o Júlio citou, não estão dormindo bem. Então, já acordam o dia, já acordam um pouco irritadas, né? Qualquer coisa que vai acontecendo no dia vai aumentando essa irritação. E as pessoas também às vezes não tão praticando atividades de prazer, né? Então, às vezes não tão tendo contato com seu divino interior, não estão tendo de fato contato com presença eh na sua família, consigo mesmas, né? Então, precisa ver como que tá essa agenda para distribuir trabalho, período de lazer, período de silêncio, né? É pr tá para dar uma revigorada pra comida não sair um pouco de cena, porque você tem outras coisas, escutar música, ler um livro, começar a se convidar para outras experiências, né, Júlio? Também, né? É, eu acho que, né, para complementar um pouquinho, é manter o equilíbrio na vida como um todo, sabe? Não somente se dedicar ao trabalho, trabalhar de maneira orcahólico, né? Uhum. sei lá, 15 horas por dia. Sim. Mas o mais interessante eh seria o equilíbrio entre as tarefas, entre o prazer, entre o trabalho. Isso acredito que vai auxiliar bastante nessa questão, nessa vontade, nesse conforto que acaba indo, como o telespectador citou, a pizza, né? E uma outra coisa muito importante também, o sono. Gente, tentem dormir bem, priorizem 8 horas de sonos. de sono e bem dormida, se possível. Se você acaba não dormindo tão bem ou seja por pouco tempo, ou seja de uma má qualidade, né, com diversos despertares eh durante a madrugada, isso vai piorar ainda mais esses sintomas, se assim podemos dizer. Uhum. Muito bem. Tá vendo só, Marcos? Não tá sozinho não, viu, Marcos? Tem muita gente que no final do dia assim, o cérebro fala assim: "Piza, pizza, pizza, pizza". Né? É, é algo assim que você tem como eh um carinho que você vai fazer para você, mas é importante a gente manter o equilíbrio e tomar cuidado, porque não é todo dia, né, que vai te fazer bem você eh ingerir aí um pedaço de pizza. É gostoso, é, mas a gente precisa manter o equilíbrio, tá bom? 8:59, mais uma para cada um e a gente já vai pro encerramento. Agradecendo você que tá aí do outro lado, os nossos convidados também nos orientando hoje sobre esse ruído alimentar que acontece com a gente. E às vezes a gente nem sabe o porquê. Precisamos identificar qual é o tipo de fome que estamos sentindo. Isso nós aprendemos hoje aqui no programa, hein? Olha o Sérgio Ferreira do Jardim Proença. O hábito de beber refrigerante zero ou usar adoçante o tempo todo engana o cérebro ou acaba aumentando a vontade de comer açúcar? Como o paladar reage a esses produtos? Vamos lá, nosso nutricionista. E agora? Essa é uma boa pergunta, né? Obrigado, Sérgio. Eh, uma coisa que eu sempre tento falar aos meus pacientes é que conforme você acaba comendo mais doce, mais vontade de doce você acaba tendo, tá? Então, uma das alternativas [limpando a garganta] é nesse sentido, ã, se você tá com vontade de comer um bolo, por exemplo, o refrigerante talvez não sane essa vontade, tá? Então, seria mais interessante você comer um pedacinho de bolo, sentir prazer naquilo, que é para matar essa sua vontade para e não substituir por um refrigerante, que possivelmente você vai tomar um refrigerante passado um tempo, um dia, dois dias, talvez, a vontade do bolo vai retornar. Então, eh, isso pode ser que aconteça. Cláusia, tem mais alguma coisa para você? Eh, tem que entender o quanto que a questão do doce na sua vida, né, Sérgio, a sua relação com tudo que é doce. Porque se nós vamos numa festa de aniversário, por exemplo, é interessante que você coma o bolo do parabéns lá, né? E não saia da festa com essa necessidade, com essa vontade, né? Eh, porque é o que nós chamamos também de uma fome social, que ainda tem mais essa. Uau! [risadas] A fome social acho que tá presente na vida de todo brasileiro, né? Outro momento aqui só para falar dela, né? Então, nós temos que estar com muita atenção, na verdade é sempre desenvolver essa intenção de ter atenção. Uhum. Né? que é um convite, como eu disse lá atrás, para poder entender aquele meu momento, né, para eu poder fazer escolhas eh que são adequadas para aquele meu momento e depois não ficar com aquele ruído ou porque eu não tomei o refrigerante, ou porque eu não comi o bolo. Aí sim vai substituir pelo adoçante para fazer de conta, para tentar enganar. Já recebi pacientes até que para enganar a fome vão bebendo copos d'água, água, água, água, água, água. Se o corpo tá com fome física, tem, ele tem que ser ouvido e ele tem que ser contemplado. Então, eh, tem que ir aprendendo a separar tudo isso, né? Sim. É bem complexo. E [limpando a garganta] só [risadas] para acrescentar também, muitas pessoas acabam utilizando, por exemplo, como a gente usou o o bolo, né? acabam substituindo o bolo por um um bolo fit, aquele que acaba usando farinhas eh de linhaço, alguma coisa do tipo. Só que dois fatores aí que podem comprometer um pouquinho sua saúde. Primeiro é que às vezes esse bolo fit tem mais calorias, pode ter mais gorduras, por exemplo, que um bolo de chocolate que você tá com vontade de comer. E o segundo ponto é que aquele bolo fit que você tá fazendo não vai ter o mesmo paladar daquele bolo da sua avó que você tá pensando. Exatamente. Então você vai acabar comendo uma quantidade maior de calorias ali e consequentemente a vontade não vai passar. Uhum. E depois você vai querer aquele bolo novamente. Então a minha sugestão novamente, se você tá com vontade de comer o doce, coma um pouquinho daquele doce. Não precisa exagerar. Preste atenção na quantidade, mas como aquilo que você tá com vontade. Isso é um sentimento de culpa, né? Isso. Muito bem. Agora eu gostei da fome social, né? A fome social é uma beleza. Fome social acho que vem lá de trás lá, porque o brasileiro é cultura do brasileiro se reunir, fazer o quê? Comer, gente. É comemorar. Comemorar. Aí, ó, olha só. Comemorar. Então, é comer. Só que precisamos comer com consciência, né? E aprender a lidar e controlar o nosso ruído alimentar. Mais uma então pra gente encerrar, produção. É isso. Bora que bora então. Vamos lá. Estamos ao vivo. TV Câmara Campinas no estúdio Câmara. Patrícia Gomes do Jardim Chapadão. Passar o dia inteiro pensando no que vai comer na janta mostra que a mente está sofrendo com ruído alimentar. Como treinar o foco pra comida não ser o centro dos pensamentos? Tem gente que acorda e já fala assim: "Que que a gente vai fazer para jantar? Isso é um ruído alimentar, Glaus. [risadas] Olha, isso também pode ser uma falta de planejamento anterior, [risadas] tá? Não vamos colocar a culpa toda só em ruído alimentar, né, Júlio? Vamos ver aí como que vocês estão se organizando no dia a dia para contemplar as refeições que o corpo do ser humano necessita para ter saúde, ser ativo, né? Uhum. ser até feliz. Sim. E então eu não com não posso dizer que isso daí seja um ruído [risadas] alimentar. Para mim é mais falta de planejamento, de organização mesmo. E você, Júlio? É, eu acredito que se você tiver um planejamento alimentar, no caso, uma dieta, talvez você saber o que você precisa ingerir no seu jantar, isso pode ajudar bastante você, no caso, principalmente, né, nesse exemplo que a Patrícia veio citar pra gente. Muito bem, valeu, Patrícia, obrigada pela sua participação. Você que participou conosco, muito obrigada por estar com a gente e conversando hoje sobre ruído alimentar. Eh, é um tema que envolve comportamento, emoções, saúde mental e alimentação. A gente entende que, eh, deu pra gente entender hoje que nem toda vontade de comer significa fome de verdade. E foi muito bem explicado que temos vários tipos de fome e a gente precisa aprender mais sobre isso e também aprender a identificar gatilhos emocionais, que pode ser o primeiro passo pra gente construir uma relação mais equilibrada, né, com a comida. E isso faz parte do nosso dia a dia. A gente precisa aprender a lidar com toda essa situação. Quem sabe isso melhora a nossa qualidade de vida. Eu quero agradecer os nossos convidados, então, pela presença, pela entrega, pelos ensinamentos aqui. Júlio, obrigada pela sua participação. Considerações finais. deixa uma mensagem aí pros nossos telespectadores. Eh, a mensagem que eu queria passar para vocês, resumidamente, pensando na área da nutrição, você que sofre com esse ruído alimentar, a minha dica é, novamente, pare na frente do alimento, espere alguns segundos e quando você for almoçar ou jantar ou qualquer outra refeição, preste atenção na mastigação. Isso vai fazer toda a diferença e vocês vão observar. Muito bem, nosso nutricionista dando a dica para você. Eu vou seguir, hein? ficar na frente de um bolo de chocolate olhando para ele. [risadas] Será quanto tempo será que a gente consegue? É um desafio para você que tá em casa. A comida que você mais gosta na hora que você tá aí achando que tá com fome, fica na frente dela e se segura. Vamos ver quanto tempo você consegue. E daí quando passar os 3 minutos, será que você vai querer comer ou será que já conseguiu dar uma equilibrada? É, fica aí um exercício para você fazer em casa. Quero agradecer demais também a nossa convidada que participou com a gente. Muito obrigada pela sua presença, Gláuscia. Tudo de bom para você e assim, que importante a sua visão sobre a alimentação e e sobre a questão da nossa saúde mental também referente a esse ruído alimentar. Muito obrigada pelas dicas, pela entrega e pela sua presença. Obrigada. Obrigada a todos vocês que estiveram aqui conosco. Eh, espero ter ajudado um pouco cada um de vocês. E para finalizar, eu vou trazer também uma um uma outra colocação que é muito importante para quem está passando por essa ruminação ou por essa ruído alimentar, né, que é a questão de desenvolvendo a autocompaixão. Então, em vez de ficar muito com a questão da culpa, se comeu ou queria comer, né, é começar a fazer eh votos para você mesmo de que tá tudo bem, eu vou conseguir, isso vai passar, né? Ter um diálogo mais autocompassivo, gente. Isso dá uma outra reunião aqui com todos nós, né? Mas é muito importante ir mudando essa linguagem interna e fazendo esses convites amorosos. Esse é é um é um grande uma grande maneira de, aliás, são pequenos atos que vai que vai acabar trazendo um grande resultado aí na sua vida de menos sofrimento. Tá bom? Maravilhosa. Maravilhosa. E é verdade. A gente tem que se olhar com autocompaixão, né? A gente tem que ter o amor que a gente sente pelo outro, pela gente também. E é um tema de programa com certeza. E vocês estão convidados para mais vezes. Muito obrigada pela participação de vocês, pessoal de casa também. Lembrando que eh nós temos ao meio-dia Câmara Notícia [música] e a Íria também tá chegando aí, trazendo informações atualizadas para você. às 18 horas nós temos reunião ordinária. Você pode participar ao vivo presencialmente lá no plenário, assistir aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. [música] E a agenda da da Câmara de Campinas está recheada e você sempre fica por dentro de tudo que acontece no legislativo aqui na TV Câmara Campinas. Combinado, [música] gente? Amanhã, a partir das 8 da manhã, nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. E amanhã a gente vai discutir um comportamento cada vez mais comum [música] entre jovens e adultos. Mais um comportamento, hein? Será que hoje em dia a diversão precisa envolver cerveja? [música] Olha só, em tempos de Copa do Mundo, festas, encontros e confraternizações, [música] o consumo de bebida alcoólica acaba virando quase uma obrigação social. [música] Mas até que ponto eh beber para se divertir é uma escolha ou uma pressão do ambiente? A gente vai falar amanhã sobre exageros, influência social, [música] saúde emocional e os impactos do consumo frequente da cerveja. Sim, nós vamos direcionar a cerveja no dia a dia. É um debate atual, necessário, que envolve famílias, amizades e comportamento. E eu acho que é um debate bem pertinente, principalmente agora que nós já estamos chegando aí na comemoração, né, da Copa do Mundo. Brasil escalado, vai jogar logo em breve e já tem gente fazendo planejamento aí para assistir o jogo e, claro, tomar cerveja. Então vamos conversar sobre isso amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. [música] Uma linda segunda-feira para você, uma semana maravilhosa e a gente se vê amanhã, se Deus quiser. Beijo, tchau, tchau. Fique bem. [música] [música] [música] [música] [música] [música]