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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Estamos começando o estúdio Câmara ao vivo, quinta-feira, 18 de junho. Como vai você? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos juntos fazer desse um dia maravilhoso. E hoje vamos falar sobre relacionamentos. Que tal, hein? Olha, nunca foi tão fácil conhecer alguém, não é mesmo? Aplicativos, redes sociais, mensagens instantâneas e uma infinidade de formas de se conectar. Mas ao mesmo tempo, muita gente tem relatado dificuldades para dar o primeiro passo e iniciar uma conversa fora das telas. O medo da rejeição, a insegurança e as mudanças nas relações sociais estão transformando a forma como homens e mulheres se aproximam. De um lado, homens que têm receio de serem mal interpretados. Do outro, mulheres que gostariam de ver mais iniciativa, mas que ainda enfrentam julgamentos quando decidem tomar a frente da situação. Será que o jogo da conquista mudou? As relações estão mais respeitosas ou mais complicadas? É sobre isso que a gente conversa hoje com os nossos convidados que já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, mas antes eu quero convidar você para participar com a gente. WhatsApp na tela para você. Tá aqui, ó, 1997829377. Manda sua mensagem. O que que você acha desse eh dessa nova forma de se relacionar, né? Todo mundo muito pisando em ovos. Será que devemos ser assim mesmo? Ou está faltando um pouco mais de assertividade, uma comunicação mais assertiva, um entendimento mais aguçado ou mais orientação? Por que não? Vamos conversar sobre isso. Aguardamos a sua mensagem e agora vamos atualizar algumas informações do legislativo e daqui a pouquinho apresentar os nossos convidados para você. A Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Campinas realiza hoje, às 3 da tarde, uma reunião aberta ao público para discutir a escoliose idiopática adolescente. O encontro acontece no plenário José Maria Matozinho e terá como palestrante a fisioterapeuta Fernanda Furro, especialista no tema. A atividade integra as ações de junho verde, do junho verde, perdão, mês de conscientização sobre a escoliose. A condição afeta 4% da população mundial e atinge principalmente adolescentes do sexo feminino. Presidente da comissão, vereador Paulo Hadad, sempre eh ele destaca a importância, né, do diagnóstico precoce, que amplia as chances de sucesso do tratamento e pode evitar o agravamento do desvio da coluna. Na reunião, terá participação aberta ao público e também será transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, no Facebook, no YouTube da TV Câmara Campinas também. É muito importante você participar. Você percebe que é algo pra gente aprender também sobre a escoliose? Então participe. E olha só que interessante, né? O frio tá aí. Hoje tá mais frio que ontem e a temperatura vai baixar porque nós já estamos nos aproximando do inverno e a Câmara de Campinas destinou 166 kg de roupas, calçados, cobertores e outros itens de inverno pra campanha do Agas 2026. A arrecadação foi ontem e reuniu peças masculinas, femininas e infantis doadas em bom estado de conservação e que serão destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Essa campanha, gente, é promovida pela Prefeitura de Campinas com apoio da Câmara. E tem o tema, se não tô usando, tô doando. E ela segue até o dia 31 de junho. As doações elas passam por triagem antes da distribuição e essa distribuição atende eh inicialmente os abrigos municipais e depois a população em situação de rua, entidades parceiras e programas sociais do município. E a campanha, claro, conta com o apoio da TV Câmara Campinas também. E a gente agradece você que doou lá na Câmara, né, na portaria, na Avenida da Saudade. Ontem foi a primeira doação que nós conseguimos entregar e com certeza a primeira de muitas. Então, se você pode doar, chega lá, leva a sua doação, será muito bem-vinda. Vamos juntos aquecer o inverno da nossa gente. Previsão do tempo para hoje. É, não precisa falar muito. Sol de brigadeiro, sol lindo lá fora. Dia lindo para viver, gente. Olha, não chove não, viu? Mínima foi de 10, máxima de 20. Tá lindo para viver. Mas precisa se agasalhar, viu? Tem que se agasalhar porque tá frio. Vamos cuidar. principalmente aí quero chamar a atenção das nossas crianças, dos nossos idosos, né, que são mais suscetíveis a doenças do inverno. Então, precisamos nos aquecer. Tá bom, gente? Agora sim a gente vai para o nosso tema central. Nós vamos apresentar os nossos convidados, mas antes eu vou eh atualizar você do que que a gente tá falando hoje, né, do nosso tema. Olha só, estamos falando de relacionamentos. Durante muito tempo tinha um roteiro quase automático paraa paquera, né? O homem tomava iniciativa, a mulher aguardava a abordagem, mas aí as transformações sociais das últimas das últimas décadas acabaram mudando essa dinâmica. As discussões sobre consentimento, igualdade de gênero, respeito às escolhas individuais trouxeram avanços significativos, muito importantes, mas ao mesmo tempo criaram muitas dúvidas sobre como demonstrar interesse sem ultrapassar limites. E a gente precisa entender, a gente precisa nos atualizar sobre isso, a gente precisa conversar sobre isso para que a gente possa sim ter relacionamentos sadios. Então, por isso nós estamos aqui com dois psicólogos especialistas. vão nos explicar o que aconteceu e como a gente deve proceder para que a gente possa ter aí relacionamentos sadios e assertivos. Quero dar as boas-vindas e o bom dia pra Técsia Barreira. Ela é especialista, é psicóloga e especialista em comportamento também. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada, Rúbia. Maravilha. para completar o nosso time. Ele que chega para conversar com a gente sobre nosso comportamento, né? O psicólogo Rafael Felipe Oliveira da Silva. Rafael, seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigado pelo convite. Vai ser um assunto muito bom de debater aqui com vocês. Muito bem. Então a gente já começa com a Tércia e vamos falar do jogo da conquista. Qual que é a sua avaliação? Ela, esse jogo, ela, ele realmente mudou as pessoas ou então nós que mudamos, nós estamos mais seguros. Qual que é, o que que tá acontecendo? Qual que é a sua avaliação no comportamento do flirt? É, acho que tem mudado, realmente, como você pontuou, né? eh, já vem mudando e a nossa sociedade tá mudando. Então, eh nós estamos respondendo de uma forma diferente mesmo atualmente. Então, a gente tem sentido, né, como você trouxe essas questões na clínica. Uhum. Conversando com pessoas, né, essas dificuldades de se relacionar. E é importante a gente, acho que hoje a conversa sobre isso pra gente entender, né, como que a gente pode, fazer, como que a gente pode entender, se aproximar sem ser desrespeitoso, mas é possível. Isso é importante, né? Porque relacionamento sadio é bom e quando você eh convive com uma outra pessoa, você se relaciona, é tão gostoso, só que quando as coisas não estão alinhadas, aí fica ruim. E se é bom só para uma pessoa também não é legal. A gente pergunta pro Rafael sobre os homens. Os homens têm relatado eh sobre o receio de tomar iniciativa nos relacionamentos. Na sua avaliação, isso pode ser o resultado de uma maior conscientização sobre consentimento, né? Ou a gente tá falando principalmente de uma insegurança emocional? como o o que que você traz pra gente sobre essa insegurança, esse receio ou medo até ã da do homem se aproximar. A gente vai falar aqui primeiro do homem e da mulher, que é uma um caso em questão que chama a atenção, porque o homem ele está com medo de se aproximar da mulher. Será que está mesmo? Uhum. Olha, sobre as duas situações que você trouxe, né? Eh, eu diria que é um pouco das duas. Uhum. Houver, houve, né, com certeza, muitos movimentos, né, onde a gente debateu sobre limites, principalmente respeito às mulheres. Temos movimentos aí como MITU, por exemplo, né, que ficou muito eh popular justamente por ser um espaço onde as mulheres eh poderiam denunciar, né, sobre os casos de abuso que elas sofreram, casos de assédio e a partir daí esse movimento, né, ganhou mais visibilidade nesse sentido. E com isso eu percebi, né, um aumento na na fala, né, do dos homens de que realmente tá mais difícil de flirtar com mulheres. Eu não sei como chegar sem parecer eh ofensivo, sem que seja um assédio, né? Enfim. Mas antes de de voltar para esse movimento, eu queria só pincelar rapidinho sobre como eu observo toda essa cultura que é construída sobre o ser homem, né? Eh, na nossa sociedade há uma visão do homem, né, como sendo aquele que é ativo, né, aquele que faz. Então, desde pequenininho, o homem é ensinado que ele é a pessoa que vai prover, ele é a pessoa que vai ter atitude, né? como eh foi pontuado aqui, há um script, né, que diz que o homem que normalmente deve tomar a iniciativa na na hora do flirt. Então aí quando você vem com um movimento, né, que questiona esse status com, né, a forma como as coisas estão acontecendo e questiona também o papel que os homens estão tendo, né, no aumento de casos de assédio, uma insegurança internalizada de não ser suficiente, né, que vem dessa cultura já enraizada, acaba sendo o motivo por trás também de eh na diminuição dessa dessa tomada de iniciativa dos homens. há de fato uma maior conscientização eh política, né, e social por trás disso. Então, o movimento, por exemplo, MIT trouxe muito eh essa perspectiva pros homens, eles começaram a refletir sobre isso. Mas eu acho que também há toda já uma demanda de eh não consigo lidar com o fato de ser vulnerável, não consigo lidar com o fato de eh verem que eu não sou capaz. e isso acaba sendo eh disfarçado também por essa por essa essa fala, né, da conscientização política. Então, muitas vezes eu percebo que é mais uma vulnerabilidade também que acaba sendo mascarada também, né, por essa ideia de conscientização política. Que bom que isso tá sendo debatido. Mas é importante também a gente entender o ir mais a fundo nisso, né? Entender as nuances por trás de ser homem que essa demanda atual, né? Essas pautas atuais acabam também acobertando, por assim dizer. Só completando, né? Achei muito boa a sua fala, Rafael. Eh, acho que tem uma questão que é importante a gente trazer, que é a questão até do o Rafael trouxe o movimento, né? Mas de um modo geral tem a questão do feminismo, né? Então assim, importante até a gente entender o que que é o movimento feminista, né? Porque as pessoas têm concepções muito erradas do que que é isso. Então o movimento feminista, a ideia dele, né, é justamente de que a gente tenha eh direitos e deveres iguais. Uhum. Então não é que as mulheres vão oprimir os homens, né? Então acho que isso é importante porque quando a gente faz, traz esse olhar, a gente percebe que o homem também se prejudica nesse sistema machista, né, como o Rafael colocou. Então essas opressões, esse lugar como a a Valesca Zanelo, né, na prateleira do amor, ela fala sobre o dispositivo de eficácia, né, que o homem tá ali para prover nessa nessa vida, enquanto que a mulher tem esse papel do dispositivo amoroso, que é ficar em função desse desse homem, né, e que hoje esses movimentos todos sociais eles estão trazendo, né, essa clareza, essa segurança, eh, mas também mesmo inseguranças. Uhum. Por isso que é importante a gente estar falando sobre isso, conversando sobre isso, estudando o tema, né? Eh, eu tenho um podcast com uma com uma amiga, né, que a que é psicanalista e a gente fez uma gravação sobre relacionamentos na contemporaneidade. Então, chama, desenrola, vai beber quem quiser acompanhar e a gente fala sobre justamente sobre essas questões. Uhum. Muito bom. E aí quando a gente vai para a atualização desse mundo, né, a gente vai para paraa tecnologia, paraas redes sociais e o relacionamento, eh, ele mudou de uma forma bem abrupta, né? Hoje, se você for olhar, nós temos aí vários aplicativos de relacionamento. E esses aplicativos de relacionamento, essa tecnologia tem a ver, eh, Rafael, com tudo isso que nós estamos falando. Eh, também acentua esse medo de se relacionar, porque de repente se relacionar pela internet seria considerado mais fácil. H, você corre menos risco de ter a rejeição, você corre menos risco de ter julgamento. Será que é assim? Uhum. Eu avalio que sim, em partes há essa facilidade de se relacionar quando a gente fala do contexto digital, porque de fato, né, o você mandar uma mensagem para alguém, pra pessoa, né, é menos eh agressivo, por assim dizer. Exatamente. A a exposição, a vulnerabilidade que a gente tava falando é exponencialmente menor. Porém, dentro do contexto digital também a gente começa a se deparar com outras nuances, né? de enfim, eh, manipulações, às vezes uma uma mensagem que é mal interpretado, porque eu conversando com você aqui, você consegue entender a minha tonalidade, né, tudo isso, mas no meio digital tudo isso acaba ficando limitado. Então, a gente eh resolve um problema e ao mesmo tempo tem que lidar com outras situações decorrentes dessa dessa mesma atualização. Então, voltando pro contexto, né, que a gente estava falando do dos homens, né, de de não terem mais essa iniciativa. De fato, o ambiente digital ele facilita, né, esse esse movimento, mas em contrapartida, aquele mesmo fenômeno que a gente falou de quando as mulheres tomam iniciativa, essa esse fenômeno também tá presente na nas redes sociais e no meio digital. uma plataforma de namoro fez um experimento, né, no qual as mulheres e as mulheres que tomavam a iniciativa, né, eh semelhante à aqueles aplicativos de Mat, né, porém eles fizeram com que as mulheres dessem a iniciativa e muitas se sentiram mais aliviadas por tomarem a iniciativa, né, claro, né, com medo de a eventualmente serem assediadas, mas muitas também se sentiram pressionadas porque quando eh ocupavam esse lugar de ser ativa, de ser a pessoa que procura, né, eram taxadas, né, realmente como sendo desesperadas, né, como sendo devassas, enfim, né? Então, eh, a gente conseguiu solucionar várias questões, mas os estigmas eles também acabam se potencializando mesmo nesse contexto digital. E aí agora a gente tem que lidar de como com como a gente vai conseguir trabalhar com essa questão desses estigmas nesse contexto que vem mudando cada vez mais rápido. Exatamente. Vem mudando cada vez mais rápido, mas a gente traz, a gente carrega a nossa cultura, né? E e aí às vezes essa mudança ela ela ela está aí em choque com a cultura, que que coisas que a gente traz lá de trás. E aí a gente precisa, qual que é a sua avaliação, Tscia? a gente precisa romper padrões ou a gente precisa adaptar a cultura a esse essa nova forma de relacionamento. É, acho que é difícil a gente conseguir romper os padrões, né? Acho que esse é um desafio. Eventualmente algumas pessoas tentam de forma até meio que individual. Então assim, eu não eh né, pessoas que falam, eu não entro em aplicativo, já entrei, a experiência foi horrível, então isso não funciona para mim. Então ela tá tentando romper com esses padrões, mas é difícil porque em alguma medida, é como o Rafael colocou, né, é um ambiente que você tem ali uma segurança não só ilusória, né, mas até uma segurança física. Em contrapartida, existe também, né, muitas dificuldades nessa questão do aplicativo, porque eh a gente vai ficando num lugar de fazer muito checklist, né? Então assim, eh, precisa que o cara tenha da altura tal, né, até a altura tal umas exigências neste lugar que quando quando trazem isso para mim, por exemplo, né, na clínica e tem essa essas essas questões, eu sempre questiono, porque enquanto a gente ficar nesse nessa ilusão de controle, você não se abre de verdade pro outro, né? Então você fica tentando ter este controle, mas que no fundo é uma proteção para você. Você no fundo tá com medo de se relacionar, né? Tá com medo. Eh, eu gosto muito da Viviane Mosé, que ela fala para levar o corpo para dançar, né? Então, acho que às vezes falta a gente levar esse corpo para dançar, para ir, para sair, né? Então essa proteção acaba fazendo as pessoas ficarem muito em si mesesmadas, né? Isso. Então é difícil a gente a gente não como que a gente vai se relacionar com outro se eu tô me relacionando só comigo mesma, né? E e o não só os aplicativos, mas a rede social, o mundo virtual, ele favorece isso, né? Essa bolha de que eu alimento o que eu mesma quero, né? Então, eu vou vou tendo isso. Então, o aplicativo vai me dando isso, eh, as redes sociais vão me dando isso e eu vou querendo ficar em casa no streaming, no controle, assistindo aquilo, porque sair de casa dá trabalho. Olha só, gente, como uma coisa puxa outra, né? E essa essas eh opções, né, que existem, são várias opções que você pode encontrar lá no aplicativo. E é até estranho da gente falar, né? Vamos escolher, né? Escolher parece um um cardápio. É um negócio meio estranho, mas cada um, cada um sem julgamento aqui. Aqui se você gosta, se você faz isso, OK, a gente tá tentando ã aprender formas de se relacionar sem julgamento, né? de uma forma assertiva, com uma comunicação não violenta entre eh ambas as partes, para ambas as partes, porque as coisas estão tomando um rumo assim um pouquinho diferente. A mulher, se ela tomar atitude, ela é taxada, ela é julgada. O homem, se ele não tomar atitude, ele também é taxado e é julgado. Aí você vai para para os aplicativos, aí você escolhe, escolhe e acaba não escolhendo, porque quem muito quer nada tem, né? E aí quando você se vê, você tá lá sozinho e em casa, ocioso e meio perdido. Percebe? E essa e esse ficar em casa sozinho e dar-se conta disso é muito frustrante. Então, muitas vezes também as pessoas vão ficando amarguradas. Exatamente. E aí esse discurso de que tá muito difícil, né? Também você acaba nesse movimento contribuindo para isso, né? Porque a gente também em alguma medida tem dificultado isso. Exato. Então, uma sugestão que às vezes eu costumo dar é assim, tudo bem a gente eh acessar no aplicativo e conhecer a pessoa, mas quando você dera ao meta pessoa, sai desse campo virtual, porque ele realmente ele é muito segmentado, ele é muito difícil a gente se abrir. Exatamente. E se abrir é algo que hoje não existe mais. As pessoas estão cada vez mais fechando, né? Se fechando em uma bolha, se fechando para si mesmas. E assim, ã, será que a gente tá tendo muita informação e informações equivocadas sobre essa questão de relacionamento, né? Porque como antes não era assim, por que antes não era assim? porque não tinha tecnologia ou porque não tínhamos informação, porque o que será que acontecia? Porque os relacionamentos eram mais duradouros? Será que a cultura que a gente trouxe e que tinha aquele negócio de se casar e viver feliz para sempre e aguentar tudo e aceitar tudo? Relacionamento tóxico, abusivo, eh, a mulher que fica porque o homem é provedor e e ela tem que aguentar tudo, ela tem que cuidar dos filhos. E hoje não é mais assim. Que legal que a gente teve informação, que bom que nós estamos mudando a forma de ver as coisas, tanto o homem quanto a mulher, mas a gente ainda está no momento de aprendizado, né, Rafael? Uhum. Exatamente. Eh, pegando essa questão da das informações que a gente vem tendo, realmente há um choque cultural muito grande, né, entre o que se aprende culturalmente e o que se passa a ver nas redes. Ainda mais porque quando a gente tem um boom de informações, e eu gosto de falar que na internet todo mundo é especialista, a gente tá vivendo realmente uma uma época em que em que a performance ela tá muito em volga, então tudo que você vai fazer é para performar. né? Enfim, você não pode ter um hobby sem que você profissionalize isso de alguma forma. E pros relacionamentos isso não seria diferente, né? Acaba virando comércio, produto. Isso porque você se depara na internet com muitos gurus, né? Pessoas que se dizem especialistas em relacionamento, só que aí cada um fala uma coisa. Então, no mundo onde as pessoas estão cada vez mais voltadas paraa informação, né, e distantes de si mesma e tem muita gente dando muitas soluções, né, o que que é correto? E aí você estagna também, você não sabe eh qual o passo que você vai dar, o que é, o que é assédio, o que não é. Mas é aquilo, né? Eh, a questão de você ter a o aval da pessoa, né? É diferente de você ser passivo, então é saber entender o que é um limite, né? Isso é uma coisa eh que os homens ainda estão aprendendo a lidar, porque durante, né, a nossa história, né, enquanto sociedade, enquanto cultura, eh, sempre foi ensinado ao homem que o o mundo para ele não tem limites, né, enquanto que a mulher já foi ensinada desde pequena a ser mais contida, realmente, né, sempre ficando aquela figura de passividade. Então agora a gente tá aprendendo e ensinando os nossos homens o que é limite e por que ele tem que ser respeitado, né? Então eu entendo que há essa confusão, entendo que muitos homens se sentem perdidos, mas também não vejo que isso se possa ser uma desculpa para continuar fazendo, né, eh, atos que gerem sofrimento a mulheres, né? As as informações elas estão aí para que a gente possa refletir, né? Então, eh, quando a gente fala, né, sobre ter a questão do aval, né, e a questão, eh, de estar passando o limite de ser passível, eu escuto muitos homens falando também, ah, as mulheres querem respeito, então agora elas que venham atrás da gente, né? Mas aí é que tá, você pega uma discussão, né, que envolve ambos os gêneros e joga toda a responsabilidade para um gênero só. Então, né, já é uma manutenção do status qu e da forma como a gente age como sociedade, né, jogando as responsabilidades afetivas para as mulheres se resolver. Então, é mais uma artimanha, né, mais uma falácia de fuga, fuga de encontrar com a própria vulnerabilidade, né? E eu acho que essa é a principal questão, né, do tema de hoje, né, o relacionar-se, dar dar-se dar iniciativa nada mais é do que um jogo de poder. É um jogo de poder, um jogo de vulnerabilidade. Hum. Então, é com isso que a gente tá lidando, né, com homens que não entendem que o ideal para um relacionamento é a corresponsabilidade. Não é eu sempre tomar a iniciativa, mas também não é sempre deixar que o outro tome, né? Nós precisamos ter um diálogo, né? E eu vejo que, por exemplo, em relacionamentos eh homoafetivos, sim, por ter essa questão eh diferenciada da pressão social em relação ao gênero, é mais fácil você ver esse movimento da corresponsabilidade, né? Eh, então, realmente o que a gente tá lidando é com o patriarcado e os papéis de gênero que foram impostos por essa noção. E a gente tendo que aprender a lidar com isso num mundo onde informação é é negócio e tudo que é para para onde a gente olha tem uma informação nova falando sobre algo e a gente vai se sentir perdido mesmo com tudo isso. E a gente precisa de vocês para nos orientar até. É, eu acho que o Rafael foi muito assertivo na fala dele. E aí eu só vou sugerir, na verdade, um documentário para quem não assistiu da machosfera. Aham. Eh, porque acho que ali, né, nesse documentário, ele retrata exatamente tudo isso que o Rafael falou. Uhum. Então é uma pesquisa e ele vai entrevistando e vai entrevistando esses gurus, né, que que hoje, né, os coachings num lugar extremamente violento. Então uma linguagem totalmente assim assediadora, eh, que que coloca, né, é muito contraditório e hipócrita, inclusive, porque, eh, enquanto fica defendendo uma ideia de família e dessa manutenção de que o homem tem que ser o provedor e etc. eh, promove ali sites de pornografia, então coloca a mulher nesse lugar extremamente violento e subjugado. Então, assim, é um documentário forte. Uhum. Não, não gostei de assistir, né, nesse sentido de que mexe é difícil, é indigesto, mas é muito importante, porque isso tá acontecendo assim, eh, os adolescentes, né, estão acessando esse tipo de informação e sendo coptados por esses movimentos extremamente violentos. Então fica aí a sugestão, né? Tem também a série adolescência excelente, que acho que vale a gente refletir sobre isso, que é grave, né, Rafael? É muito grave e a gente precisa realmente tá falando sobre isso exaustivamente. É verdade. E se a gente para para analisar, né, nós estamos aqui eh eh falando sobre isso para adultos, né? E aí, como será o relacionamento dos nossos adolescentes, das nossas crianças que estão crescendo, que daqui a pouco são adolescentes, que daqui a pouco são adultos e vão se relacionar. Se hoje a gente já tem esse estigma, essa esse essa dificuldade, essa pressão, esse julgamento, né, entre as relações, qual a sua avaliação paraa relação de uma criança, um jovem hoje que tem uma um adolescente, vamos colocar, que vai ser um jovem que vai crescer, que vai ser um adulto, que vai se relacionar, como é que vai ser o relacionamento do futuro? Vai, vai existir relacionamento? Qual que é a sua avaliação? É isso, Rúbia. Eu acho que essa importância da gente olhar pros adolescentes é porque muitas vezes os pais eles ou, né, incentivam esse tipo de comportamento ou ali como na adolescência, né, eh o pai não dá conta de de acompanhar essa vida dos filhos nesse âmbito virtual. Sim. Uhum. E eles vão encontrar, né, os adolescentes vão encontrar esses gurus, essas pessoas para seguir, que, por exemplo, traga esse discurso de que é tudo culpa das mulheres, né, Red Pill total, né? Exatamente. Então, pessoas, né, esse movimento em céu que tá ali com os red pills, então são discursos que são violentíssimos e que muitas vezes as próprias mulheres acabam eh, enfim, né, por falta de muita consciência, por falta de acabam também eh entrando nesse tipo de então comprando esses discursos, né? Mulheres que falam: "Não, eu acho mesmo, eu queria que voltasse o tempo, eu só quero fazer bolo em casa. você oer é você colocar esse papel, você estigmatizar que esse é o lugar da mulher e esse é o lugar do homem, né? Homem que é homem é assim e associa essa imagem à violência, a coisas extremamente machistas. Então isso é problemático e os meninos, os adolescentes, nesse documentário da marchafera é muito chocante porque a gente vê os os homens com esses discursos violentos e eles saem na rua, eles têm milhares de milhões de seguidores. E aí os adolescentes abraçam, fazem foto, né? Então assim, eh você vê que aquilo realmente eles estão acompanhando isso, tão comprando isso, né? Então é uma raiva que se tem da mulher. Porque na verdade a raiva deveria ser direcionada ao lugar de eh eu não tenho eh não tenho condições de viver nesse mundo financeiramente, tá difícil, né? Então a gente entender o que realmente traz raiva e não a gente achar esse foco, né? E culpar que a mulher ela é só ela ser bonita. Essa é a fala, tá? É só ela ser bonita e ela consegue tudo que ela quer. O homem não, ele tem que ralar. Então assim, é tão distorcido, né? Mas você vê, existe raiva. E por isso que a gente tá falando aqui sobre a questão de como o patriarcado e o machismo prejudica os homens muito, porque eles ficam nesse lugar de como se eles tivessem que ser esses provedores. E gente, é muito difícil na nossa sociedade atual existia um provedor. A gente precisa juntar todos os APí de ter dinheiro. Quem disse que o homem ele precisa ser o provedor ali? eh eh de uma casa, de um sustento, de uma família que eles têm que tá ali 24 horas provendo. Gente, hoje as coisas são de outra forma. Nós mulheres estamos galgando a passos lentos ainda, mas a gente tá indo, né? E que bom que as mulheres também podem ser provedoras. E que legal se a gente juntar isso, né, e constituir aí uma nova forma, um novo sistema de de de relacionamento, de vida, algo mais assertivo, algo mais conectado, sabe? Acho que a gente vai demorar ainda um pouco, mas o caminho está sendo aberto. Aí a gente precisa filtrar as informações, filtrar quem a gente segue, cuidar com a hipocrisia, porque existe muita hipocrisia e nesse movimento todo de relacionamento que a gente fala, né, Rafael? Sim, com certeza. E a gente tá falando das mulheres, né, e do papel importantíssimo que elas têm em tudo isso, né? Eh, porém é importante a gente refletir que sozinhas, infelizmente, as mulheres dificilmente vão conseguir porque elas precisam justamente de quem se beneficia desse sistema para conseguirem, né, ter essa esse movimento de equidade. E por isso que eu falo muito também sobre eh o diálogo que a gente precisa ter com esses homens, né, deles entenderem a responsabilidade que eles têm nisso também. Porque se nós homens, a gente simplesmente sai de cena e deixa pauta todas para vocês num sistema que já oprime as mulheres, né? Assim, e da murra em ponta de faca, né? Não vai acontecer. Então nós temos responsabilidade nisso também, né? Então, eh, a Terceira trouxe muito do contexto familiar, né? Falando dos adolescentes, quantas figuras paternas, né, não tem esse movimento de conversar sobre os sentimentos com os filhos, né? Não, quantos pais, né, figuras ali do gênero masculino não demonstram essa vulnerabilidade. E quantas crianças crescem sem a figura paterna? Exatamente. Não é exato. E aí tudo isso acaba ficando é mais uma carga para as mulheres. Exatamente. Entende? Então a gente precisa primeiramente entender o papel do homem, a responsabilidade do homem nisso. E e enfim afirmar o por que é importante eles participarem também. Não é porque o nome é feminismo, né, que é uma pauta só das mulheres. É isso que a gente precisa entender e que é isso que muitos homens não entendem. Acham que é um tema que deve ser apenas eh debatido por mulheres. Uhum. É, não é porque o nome é feminismo que deve ser igualado ao machismo. Exatamente. Exato. Uhum. Uau, gente, que pauta forte essa. Nossa. E olha só que a gente tá falando só de relacionamento, de paquera, de um fl. Olha para onde fomos. Gente, é maravilhoso conversar com vocês. Há tanto ensinamento, a gente precisa aprender como nos relacionar, respeito, né? E e também a gente precisa medir a as situações. Nem tudo tão ao pé da letra, mas também nem tudo tão com sentido. Tem que ter um equilíbrio, né, T? Sim. E é e é o diálogo, né? É porque assim até isso e é tão também é tão pessoal, né? As pessoas têm interesses diferentes, as relações são diferentes, então não dá pra gente chegar aqui e trazer um modelo de relacionamento. Então que é o que também, né, os coaches muitas vezes fazem, implicam ali o modelo, coloca uma receitinha, você tem que seguir um manual, né? existe essa pluralidade, essa diversidade que é a beleza da, né, das relações. Então, exato, eh, dentro disso, né, a gente não vai falar hoje, mas assim, sobre a questão da das monogamias, das não monogamias. Então também existem temas que vão atravessar as pessoas de formas diferentes, né? E que isso tem a ver com a história de vida dessa pessoa, né? Com a cultura dessa pessoa, com, enfim, são é tão complexo e e a gente acaba simplificando, né, para para ter algum controle. Só que a gente perde controle, é, a gente acha que tem controle porque não temos controle de nada. Somos seres diferentes, enigmáticos, cada um com a sua particularidade, tentando sobreviver nesse mundo cruel, cheio de informação, de correria. E aí quando a gente para para analisar, a gente não está nem se relacionando, nem tendo conexões. Olha só que triste isso. Nem de amizade. Exatamente. Tá cada um na sua bolha. Mas que bolha é essa, né? Vamos furar essa bolha. Mas e aí? Se eu furar bolo, eu vou ser julgado, eu vou ser desrespeitado, né? Eu vou ter a minha privacidade invadida. Eh, o que que vai acontecer comigo? Percebe que é um medo, eu acho assim um um medo generalizado quando a gente fala da questão do relacionamento. Ninguém quer saber mais não, né? O pessoal fala assim: "Ah, não quero me relacionar". Aí tem gente cultuando muito a solitude, mas não sabe a diferença de solitude e solidão. E quando vê a tá no fundo do poço sozinho. Por quê? Porque não soube diferenciar. teve tanta informação, absorveu só aquilo que achava que era o correto, seguiu de repente uns coaches da vida e aí acabou no fundo do poço, tá lá depressivo, ansioso, gente, nós precisamos filtrar as informações. E um programa como esse que traz realmente especialistas que que estudaram, que tem ciência de tudo que estão dizendo, que são gabaritados, eles podem nos orientar. De repente você tá assistindo aí, fala: "Nossa, mas é verdade, eu não pensava assim". começa a seguir essa galera, começa a a seguir gente que realmente traz um conteúdo que tem o embasamento, principalmente quando a gente fala de melhoria, de qualidade de vida, né, Tia? Uhum. É, e acho que isso que você trouxe é importante, né? Então, é quem que a gente tá seguindo, né? Exato. E até a questão também do tempo na tela, isso também é uma coisa que tá tá dificultando também a os relacionamentos, porque as pessoas estão ficando mais ansiosas, não só por isso, nessa coisa mesmo de rolar o feed e TikTok, vídeos curtos, vídeos rápidos, isso também tem dificultado muito. Dopamina barata que não leva lugar nenhum, né? Eh, eu vi recentemente uma pesquisa falando que os filmes da Netflix, por exemplo, muitas vezes e séries, né, eles têm têm sido desenvolvidos para serem bem explicados, porque as pessoas têm assistido enquanto elas estão no celular. Então, assim, por isso que eventualmente se você tá prestando atenção, você fala: "Gente, mas eles já falaram disso, por que que tá falando disso de novo?" Por causa disso, as pessoas estão desatentas, né? E aí é isso. Então tem muita coisa que a gente a gente tem feito. Eu sempre procuro falar, gente, para além da gente estar reclamando de como tá, olha como você tá, né? Olha o que que você tá fazendo e como você tá vivendo o seu dia a dia, né? Então, eh, enfim, acho que até coisas que que eu costumo falar e sugerir paraa paciente que é tentar fazer ali uma meditação eventualmente, né? exercícios curtos, mas assim para você tentar sair dessa desse rolamento de feed e dessa, né, a gente tá sendo meio que atropelado e atropelando uns aos outros. Então esse julgamento na paquera também tem a ver com isso. Na hora que eu bato o olho e falo: "Ai, não, você nem deu chance, calma, calma, né? Já tá tudo armado ali." Então, acho que tem muitas coisas pra gente pensar. elevado, né? Exacerbado demais, né, Rafael? Sim, eu também, assim como a TC, eu digo que o autoconhecimento ele é muito importante para você aprender a se relacionar também e com a forma como nós vivemos atualmente, isso vem se perdendo, né? Até se diz que dá um exercício, vou falar um que eu dou também, que é o do caderninho, né? Sempre você tiver sentindo algo, alguma angústia, né? Pega um caderninho e escreva como se fosse um diário mesmo, né? Porque aí é uma forma de você ter um contato consigo mesmo de uma forma mais física, porque eu acho que é isso, cada vez menos a gente tá eh cada vez mais estamos perdendo o contato com nós mesmos, né? Eh, justamente por comprar discursos que vem prontos na internet e aí a gente, né, eh não sabe nem ao menos viver. E eu eu acho que a chave para isso que a gente tá eh debatendo hoje é justamente viver, experimentar, porque no mundo onde a gente vive de performance, né, o tentar ele é motivo de chacota, mas a gente só vive tentando, né, eh, tendo as experiências. Então, se você for for flirtar, né, vá vá de cabeça, vai de mente aberta, né, de coração aberto, peito aberto e respeite os limites que forem impostos, né? Mas é importante que você experiencia experiencie aquilo para que você entenda como se relacionar por si só, né? Até porque é uma é uma forma que cada um vai ter um jeito de se relacionar, né? A gente que é da fenô, a gente, né? Fala inclusive muito sobre isso, né? Do fenômeno, que é algo singular e e próprio de cada pessoa. Somos únicos, né? Então, ninguém é igual a ninguém. Então, o que de repente você pensa e o que é bom para você, não é o que eu penso e não é bom para mim. E tá tudo bem, porque é para ser assim, não é? Exato. É. E acho que complementando essa fala do Rafael, acho que tem uma questão que eventualmente, principalmente os homens, como você trouxe no começo, né? Acho que os homens eles estão muito perdidos mesmo, né, nesse momento, não só em relação à paquera, mas em relação a muitas mudanças, né? Porque é isso, em alguma medida, conforme a nossa sociedade vai evoluindo e as mulheres vão avançando nesse ocupando esses espaços, os homens vão perdendo esses espaços. E aí, gente, vamos, né, vamos olhar também para si e ver essas questões de de como que a gente pode coocupar esses espaços, investindo em estudos, em se capacitando, ouvindo as pessoas no ambiente de trabalho, né? Eh, também tem pesquisas falando sobre o quanto as mulheres são muito mais interrompidas do que os homens, né? Então, esse tipo de comportamento, ele vai sendo eh ficando feio. Não é legal, né? Então, assim, ter essa essa observação. E uma sugestão que eu dou encarecidamente, homens, procurem ajuda, né? Assim, procura uma terapia. Então, hoje acho que 80% das minhas pacientes são mulheres, né? Porque as mulheres procuram mais, porque as mulheres sentem, né? Mas, os homens também sentem, mas eles não sabem o que fazer com isso. Aprenderam que não podem sentir, aprenderam que não podem chorar, aprenderam que não podem ser fracos, percebe? E aí quando você fala assim, os homens e eh eles acham e sentem, pô, às vezes até pode ser que sim, que estão perdendo espaço, mas esa aí perdendo espaço. Qual o homem que está perdendo espaço? Será que é aquele homem que veio lá de trás? Lembra o homem das da época da da das cavernas, né, que puxava a mulher pelo cabelo, que era o provedor. Será que é esse que tá perdendo espaço? Então, se for esse, vamos eh trazer o homem mais evoluído, que de repente não é questão de perder, é a questão de unir, é a questão de estar junto. A gente não pode pensar na perda, a gente tem que pensar na na união, na conexão, na junção. Um pensamento que de repente pode demorar um pouco, mas que seria um pensamento e uma atitude assertiva. De repente você, homem que tá em casa e tá pensando assim: "Poxa, perdi espaço paraa mulher". Aí vem aquela raiva, né, do ser, do gênero, do ser feminino. Tenho raiva da mulher. Não é raiva da Rúbia, raiva da Andreia, não. É raiva do feminino. Mas espera lá, vamos estudar, vamos evoluir, né? Vamos entrar nesse, nesse movimento que de repente não é um movimento de disputa, é um movimento de conexão, né? de de seres que podem estar ali, ó, equilibrados juntos, não precisa um tá mais que o outro e experimentar outros sentimentos, né? Porque como você colocou, né, Rúbia, os homens eles sentem raiva. É o que é permitido ao homem sentir. Então, o homem não pode sentir medo, né? Porque o homem sente medo. O homem não pode chorar, o homem não chora, né? O homem não pode ser nem alegre, porque quem é alegre é gay, né? E aí, o que que é o ser homem? é o não ser mulher, né? Então, é a afirmação de ser homem é se distanciar de ser mulher. Nossa, então a gente tem que olhar para isso com esse cuidado, né? Então, vamos perceber o quanto que a raiva ela é fomentada nessa nesse discurso. E não à toa os homens são muito mais violentos, porque existe esse incentivo mesmo social desde pequeno, né? o que o que vem ouvindo, o que vai sendo dito, o como que ele vai introjetando esses sentimentos e o que ele vai fazer com isso. É só sentir raiva, né? Então é só isso que me é permitido. Até no divertidamente, né? O pai dela no divertidamente o pai é a raiva, né? A mãe é a tristeza. Então essa representação social nesse universo, né? Então o másculo é sentir raiva. E felizmente, né, Rafael hoje pontou bem muito bem as coisas aqui pra gente ser mais vulnerável, né, e para as mulheres também perceberem, né, que que a importância do homem ser vulnerável. Uhum. Então, mulheres, e a Kaká, a vulnerabilidade desse homemol, né? É verdade, porque às vezes o homem ele precisa de um acolhimento, ele precisa de um conforto, só que, nossa, eu tô aqui assim, ó, olhando para vocês, fico de boca aberta porque é é um é um um bate-papo tão gostoso. E aí falando do conforto que o homem necessita, ele precisa porque ele é um ser humano, gente. Só que aí por conta do gênero, é, eu não vou dar o conforto, ele não precisa ou eu não vou pedir porque eu tenho que ser forte. Poxa vida, Rafael. É. Eh, e eu diria até mais que é importante que os homens aprendam a receber, né, acolhimento de mulheres principalmente porque no meio masculino existe muito aquela coisa do coleguismo, né? E e a gente comenta, a mulher é vista, é a broderagem, a mulher é vista como um objeto, né, meramente sexual, mas quando você vai falar da afetividade do homem, né, do carinho, de tá lá, da presença, normalmente é direcionado aos amigos, né, aos colegas, né? Então, é muito comum você ver movimento de de homens que não conseguem acolher as demandas da própria esposa, né, falando de um relacionamento que é super compreensivo com amigos, né, que desabafa com amigos. Então, quando é que foi que nós homens também a gente aprendeu a fazer esse movimento? São questionamentos que a gente tem que fazer, né? Por que que a mulher é sempre reduzida a questão do do objeto, né? E a gente sempre procura parcerias com outros homens. né? E por que que isso acaba sendo eh paradoxal quando a gente fala também da questão da homofobia, né, de homens que eh condenam o relacionamento homoafetivo entre dois homens, né, e ao mesmo tempo não consegue lidar com o fato de que tratam melhor os amigos homens também do que a própria esposa. Então, a hipocrisia, né, e tudo isso vai gerando uma angústia também, porque se questiona a própria identidade, né? Uma vez que eu questiono o papel de gênero que me foi imposto e passo a agir de forma diferente, é uma parte minha que muda também. Isso afeta a minha própria identidade, né? Então, trazendo por esse essa questão mais fenomenológica, existencial, né? É aí que tá a grande angústia, né? A mudança da eh a dificuldade de entender que talvez eu não seja aquilo que disseram quem eu sou, né? Ou o medo de lidar com o que eu o que eu virarei a ser, o que eu irei me tornar, né? Então, todas essas angústias existenciais também estão presentes, né? Mas é muito importante que a gente traga realmente as pautas sociais para que isso seja dito da forma mais explícita possível, né? Eu entendo que a gente também tá no movimento de que não dá pra gente ficar nas entrelinhas e falar de a gente tem que verbalizar realmente o que tá acontecendo, o que tem que ser feito, porque eh pesando um pouco o clima, tem pessoas morrendo, né? Por conta de misogenia. Por conta de misia, né? permanência na ignorância, né? Porque nem todos os homens eles são de fato ignorantes. Eles escolhem ser ignorantes, né? Eles entendem que ali eles perdem um privilégio, né? Quando vão debater sobre isso e escolhem deliberadamente não fazer parte da discussão. Éim, né? É por isso que a gente tem que tomar cuidado também com esse discurso de que, ah, eu não vou chegar nela porque eu tenho medo de ser assediado. Será que não é um escudo que você tá usando para não lidar com o fato de que você tem que fazer parte daquela pauta, né? Participar dessas discussões, entender o seu papel dentro daquilo, mudar também a sua forma de agir, mudar a sua forma de agir, né? Porque é tão, pô, é tão elegante você saber receber um não, gente, tem coisa mais elegante do que um não que é bem aceito. Olha isso, entendeu? É isso, é se relacionar, gente, é viver. Nossa, vocês são maravilhosos, gente. Que conversa, que conteúdo, que que profundidade que a gente trouxe aqui de um tema que se você para para analisar, a gente tá falando de relacionamentos. A gente tá falando aqui, mas o relacionamento é feito por pessoas, né? Conexão de pessoas. E a gente não fala só de relacionamento eh eh entre de amor, né? não é de de eh entre homem e mulher é é amizade, é é carinho, é trabalho, é relacionamento. Nós somos seres sociáveis, a gente se relaciona o tempo todo, a gente tá se relacionando aqui, né? Eu e vocês, vocês de casa, vocês estão se relacionando conosco. Então, a gente precisa aprender e muito, né? eh eh a forma eh mais uma forma mais assertiva de se relacionar, se permitir ser vulnerável, se permitir ser acolhido em alguns momentos. É uma forma tão gostosa de conexão. Acho que é ser o natural, né? Ser o natural. Eu acho que que é isso, é o autêntico. É a gente para para pensar, a gente vive complicando tudo, né? A gente complica tudo, tudo, tudo, tudo e não precisa complicar tanto. É, analisa. É verdade. Vocês que que que analisam essa fenom eh como é que é? Fenomenologia. É difícil, é um travaalíngua, mas se a gente para para analisar assim, é tão parece tão tão natural. É só a gente agir naturalmente, né? Mas a gente complica. Mas é que a essa questão natural, né? Eh, isso tá permeado pela cultura, né? Então assim, muitas vezes eu trago, né? O que eu acho natural não é o que você acha natural. Olha aí. É verdade. É verdade. É complexo. Eu não acho que é simples. Eu acho que é complexo, mas é extremamente possível e vai tirar uma ansiedade enorme que você tem no peito, né? Uma depressão, como você vive a vida quando a gente vai caminhando pra vida autêntica. Autêntica. Que é essa a busca da nossa clínica, né? Nossa, gente, é isso mesmo. Olha só, né? Eu eu disse algo aqui que me chamou atenção. Falei natural. Por quê? Porque é o que eu trago. Mas o que eu trago não é o que você traz, não é o que você traz. Olha como nós precisamos de entendimento, não é? Porque de repente o natural para alguém seja aquele negócio estranho que você não quer para você. E aí, como é que você vai se relacionar? Olha aí, ó. Pega, pega a visão, gente. Que complexo, que complexo. Obrigada pelo ensinamento, né? Vamos lá. 94. Nossa, 94 já. A gente precisa responder algumas pessoas. O pessoal tá com a gente aqui participando. Vamos lá. Vamos até 9:10. Tudo bem para vocês? Até 9:10. Então vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Pergunta. Produção. Aline Fernandes do Castelo. Eu vejo pessoas conversando muito por mensagem, mas travando pessoalmente. A tecnologia enfraqueceu nossa espontaneidade. Vamos lá, Rafael. Olha, Line, eu entendo que sim. Eh, pegando o que a gente conversou sobre, por exemplo, as nuances, né, da comunicação. Quando eu converso com você, né, por mensagem, você não sabe a minha expressão facial, né, os meus gestos. Eh, enfim, e talvez a comunicação ela fique meio ambígua por conta disso, por conta dessa dificuldade de você ter todos os elementos, né, necessários para que você possa dialogar comigo. E a espontaneidade ela nasce disso. A partir do momento que eu posso olhar o outro como um todo, né, a partir do do meu ponto de vista, eu também me permito ser eh vulnerável, ser espontâneo a partir do meu eh da minha ótica também, né, daquilo que eu sou, né? Então, eu vejo, a partir do que eu vejo, eu posso me sentir eh eh posso sentir que dá para interagir da forma como como eu sou, entendeu? Então, a espontaneidade ela nasce realmente disso aqui que a gente tá fazendo, né? Do rosto a rosto, da gente tá conversando de uma forma mais orgânica, mais fluída, né? Para que a gente possa também trazer as nossas ideias com todos os detalhes que ela merece ser dita, né? A partir daías ideias, né? É, e acho que também, né, eh, completando essa questão que a Aline trouxe, eh, o, o virtual, essa conversa, gente, ela é ela é ela é totalmente um ambiente controlado, né? Então, é isso. Eu escrevi, hum, ai, não, não ficou bom, eu apago. É, então eu vou me tirando a minha espontaneidade na hora que eu converso, né? E isso tem acontecido de forma escalonada na hora que a gente vai, por exemplo, para Iá, né? Quanto que, por exemplo, agora você dá um, coloca lá na IA, a IA produz a arte, a Iá produz o texto, a IA produz isso, estão ficando não existe espontaneidade nesse e as pessoas já estão produzindo pela Iá respostas para mensagens, conversas entre pessoas, assim, então olha, olha que perigo isso. A gente tá desaprendendo a conversar e a ser espontâneo. Então, o ser espontâneo passa. Eu tenho medo da espontaneidade que eu não sei, né? Aí vai que a pessoa me pergunta alguma coisa que eu não sei e eu vou travar responder e daí não tem para para me ajudar. E aí a ansiedade, né, vai gerando essa ansiedade para esse encontro e eu vou travando e quanto mais eu não vou indo, mais ansiosa eu fico, porque aí é como se eu alimentasse esse fantasma de que deve ser horrível encontrar alguém, né? Muito bem, gente. Mais uma pergunta última. A gente tem que finalizar. Olha, o bate-papo aqui vai até meio-dia se deixar, hein? Vamos lá. A última. Vamos responder rapidinho, turma, que a gente precisa entregar. Rogério Almeida do Taquaral. Tem gente que evita qualquer aproximação por medo de parecer inconveniente. Esse cuidado pode virar bloqueio emocional, Técia. É, acho que é calma, deixa eu ler de novo. Uhum. aproximação por medo de parecer inconveniente. Aí você acaba, é, daí você acaba ficando bloqueada emocionalmente que você não quer conviver com ninguém mais. Então, mas aí, Rogério, eh eh tem a ver com o que a gente falou antes, né, em relação a essa questão da gente não ser espontâneo. Então, quanto mais, quanto menos eu vou indo a encontros, menos eu vou treinando, gente, porque é treino também, né? tá destreinado. Então eu vou criando esses bloqueios porque eu tenho medo, talvez, né, fica aqui de me expor. Então eh quanto menos eu me exponho, menos eu pratico isso e mais eu vou me bloqueando. Olha isso, gente. Uma coisa puxar outra. Vamos encerrar. Tá bom, tá bom, tá bom. Então considerações finais. Quero agradecer você de casa. Desculpa se a gente não conseguiu responder tudo, mas acredito que todo esse conteúdo aqui você pode assistir de novo. Tá lá no YouTube já disponível. assiste, repassa para mais pessoas. Gente, é aprendizado. Aprendizado sobre como a gente vai melhorar a nossa qualidade de vida, o nosso caminho, as nossas relações. Térsia, muito obrigada pela sua participação, considerações finais. Vamos lá. Eu agradeço muito pelo convite, né? Foi uma foi uma surpresa ótima encontrar o Rafael aqui, a gente ter esse diálogo, porque acho que ficou muito eh completo, né? Assim, acho que vale a pena a gente estudar esse tema e a gente, se precisar, né, pedir ajuda, inclusive psicológica, para olhar para esses sentimentos, né, essas angústias que você tá tendo. Então, ficamos aqui à disposição também de tentar fazer essa ponte e te conectar a outras pessoas. Maravilhosa, Rafa. Falei que eu ia terminar o programa chamando você de Rafa. Comecei chamando ele Rafael. nome, sobrenome, outro nome, outro nome, outro nome. Falei assim dele, falou: "Não, pode falar só o nome e o sobrenome, né?" Aí eu falei: "Não, pode deixar que o final do programa vai ser a Rafa". Rafa, obrigada, querido, pela sua participação. Gratidão por tanto ensinamento pra gente, viu? Eu agradeço pelo espaço de fala. É muito importante que nós, né, homens também tenhamos a capacidade e a oportunidade de falar sobre isso e de nos responsabilizarmos. É muito importante também que nós possamos escutar as mulheres e tudo que elas têm a dizer sobre a pauta, porque é isso, né? A gente não constrói uma relação sozinho. E também caso vocês queiram acompanhar a gente, né? Acho que vai ser muito legal. A gente pode ter vários momentos de diálogo, né? Então o meu @ épiscirfaelfelipe no Instagram, o meu é @terciareira também no Instagram. Maravilhosos, show de informação, show de conteúdo. Muito obrigada mais uma vez. E você de casa, muito obrigada pela audiência, pela companhia. Aí tá chegando aí, trazendo informações atualizadas do legislativo. Campinas, São Paulo, Brasil e Mundo. Ao meio-dia temos Câmara Notícia também com informações atualizadas para você. E amanhã no estúdio Câmara a gente vai falar sobre um tema que nós precisamos conversar. Vamos falar sobre o envelhecimento da população LGBT no Brasil. É um debate, gente, que une eh duas importantes datas do mês de junho, o Dia do Orgulho, LGBT, e o junho roxo. É uma campanha de conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. Então, amanhã a gente aproveita para discutir os desafios enfrentados eh por idosos LGBTQ a mais e como a solidão, o preconceito, o abandono familiar e a invisibilidade social, além das mudanças na relação entre famílias e parentes, pode estar deixando e esse envelhecimento ainda mais triste. e causando doenças psicológicas nessa comunidade. A gente precisa conversar sobre assunto. Vamos trazer aqui especialistas que vão nos ajudar a entender, a debater, a discutir e a seguir aí um melhor caminho, combinado? Um abraço para você, grande beijo, fiquem bem e até amanhã, se Deus quiser. 자.
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