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TV Câmara, Campinas. Boa noite a todas as pessoas aqui presentes. Eu sou a vereadora Guida Calisto. Estamos aqui no plenarinho da Câmara Municipal de Campinas. Eh, vamos iniciar aqui o debate, um debate com tema muito importante para nós, que é o tema do financiamento do SUS e a privatização do SUS Campinas. Para isso, nós convidamos aqui três pessoas, três companheiros que t acúmulo e tem acompanhado muito de perto essa essa agenda, essa pauta. Conosco a gente tem a presença do Pedro Ross, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp. Temos a presença também do companheiro sanitarista aposentado Roberto Marden, que é do Movimento Popular de Saúde MOPS Campinas. E temos também a presença do companheiro Lúcio Rodrigues, que é hoje o nosso presidente do Conselho Municipal de Saúde aqui de Campinas. também agradecer a presença, a disposição, disponibilidade eh desses três companheiros de estar conosco aqui debatendo sobre esse importante tema. Essa essa atividade aqui tá sendo gravada, né? Ela não tá sendo ao vivo, mas assim que ela entrar na na plataforma, a gente vai compartilhar, né, na plataforma da TV Câmara no YouTube. Nós vamos compartilhar esse esse link também, porque eu eu acredito que nós vamos fazer aqui um importante debate. Quero agradecer aqui a TV Câmera, agradecer aqui os funcionários dessa casa, né, os funcionários do cerimonial da TV, por tá por estar dando suporte aqui para nós, para que a gente possa realizar esse debate. Bom, esse é um tema de de muita relevância para nós, para quem é militante, que defende a saúde pública, para quem defende que o Sistema Único de Saúde precisa ser fortalecido. Então, para nós é um tema muito importante e é e também é muito importante para quem tem acompanhado todo o dilema que tem vivido a população de Campinas com relação ao serviço de saúde, né? quando essa população procura o serviço de saúde, quando essa população tem necessitado cada vez mais de um serviço eh com qualidade, de um serviço com com uma devida com a devida priorização, né, do governo, que muitas vezes a gente não vê isso. Ao mesmo tempo, nós sabemos que temos uma rede de saúde muito fortalecida a parte dos seus dos seus profissionais que enfrentam esse esse desafio também. Se a população tá enfrentando esse esse desafio, com certeza os trabalhadores também têm enfrentado muito isso no cotidiano do dos centros de saúde, de todos os equipamentos de saúde da cidade. Mas nós vamos então debater sobre esse esse processo, né, de financiamento e esse processo de desmonte que a gente tem visto no SUS Campinas. Então, eu quero primeiro chamar para poder iniciar a fala o professor Pedro Ross e agradecer mais uma vez, né, o professor é do Instituto de Economia e ele vai fazer uma fala inicial, depois a gente compartilha aqui com os demais da mesa. Professor, muito obrigada, viu? Obrigado, vereadora. Queria agradecer imensamente por esse convite. Eu, apesar de ser carioca, eu me sinto muito acolhido aqui em Campinas. Já faz quase 20 anos que eu moro aqui e tenho um carinho muito grande pela cidade e aceitei de pronto esse convite de estar aqui e debater esse tema, que é um tema também que me move e me mobiliza, né? move não apenas estudos e reflexão intelectual a partir do do meu lugar na Unicamp, mas também um uma vontade de ação e de participar desse desse debate. É o agudo que tá puxando aí, ó. Tá longe agora. Melhorou. Pronto. Eh, eu sou professor do estudo de economia da Unicamp. Eu sou um economista da macroeconomia, do desenvolvimento. Eu não sou um especialista em saúde. Então, o meu olhar sobre a saúde é a saúde como um instrumento de desenvolvimento. E eu também eh estou no conselhão, sou como conselheiro do presidente Lula no Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, trazendo também pautas eh relacionadas à saúde. Além disso, busco participar do debate público. Atualmente sou também colunista do portal Wall, mas trazendo essa perspectiva desse lugar onde eu falo, se você tirar o agudo, eu acho que melhora o o som, viu? Você tirar tira o agudo que melhora o o som do Eu não sei mexer aqui mexer o volume só o volume. Será que será que pode chamar o técnico? Tá bom. Isso. Chega o microfone. Não sei se tem esse Não, relaxa. Não, tudo bem. Estou às vezes sou eu que é da música também. Fica isso. Eu já eu já não gosto da minha voz ainda quando eu tenho isso aí. Pronto. Mas mas eu queria aqui fazer um argumento breve, um argumento sobre a saúde enquanto instrumento de desenvolvimento econômico. Então, tirar um pouco esse olhar da saúde, saúde enquanto gasto e olhar a saúde enquanto processo que movimenta a economia. E o segundo argumento que eu quero fazer é um argumento em prol da saúde pública, enquanto muito mais eficiente do que a saúde privada, né? Então, a saúde enquanto desenvolvimento, inclusive nós participamos de uma pesquisa que resultou num livro que é saúde é desenvolvimento. Não apenas saúde é um processo que leva, mas saúde é o próprio desenvolvimento. Até a finalidade do desenvolvimento, se a gente parar para pensar, é a saúde enquanto bem-estar, enquanto tempo livre, enquanto qualidade de vida. Mas a saúde também é um processo que não só melhora a vida das pessoas e, portanto, a sua produtividade, seu desempenho melhor nas suas funções sociais e as funções de trabalho, mas a saúde também é um setor que movimenta a economia brasileira. A demanda por produtos de saúde, não apenas os serviços, mas os medicamentos, é em torno de 10% do PIB brasileiro. Ou seja, é muito relevante e gera em torno de uns 15 milhões de empregos. E aí a gente pensa também em empregos diretos e empregos indiretos. No que que a saúde mobiliza? O que está na ponta, ou seja, prestação de serviços de saúde que acontece no município, esconde uma cadeia produtiva que emprega, uma cadeia produtiva que gera tecnologia, que gera comércio, que gera emprego em muitos outros setores além do setor da saúde. Então, a gente tá falando de medicamentos, de equipamentos, uma série de outros serviços. A gente tá falando de um setor que é muito intensivo em mão de obra e, portanto, emprega muito, é muito intensivo em tecnologia e, portanto, tem uma capacidade de desenvolver setores que são muito beneficiários para o desenvolvimento brasileiro. E é um setor onde o governo tem uma capacidade de fazer políticas públicas. Por exemplo, um maior, um dos maiores compradores do país, se não maior, é o SUS. É o SUS e a Petrobras. São os dois grandes compradores do país. Então, a demanda do SUS mobiliza uma cadeia produtiva, mobiliza emprego, mobiliza a renda. Então, pensar o gasto com saúde com essa perspectiva é pensar o desenvolvimento, é pensar a geração de emprego, é pensar renda. E eu acho que o setor de saúde ele é estratégico, ainda mais olhando para o futuro, porque o futuro nos aponta uma transição demográfica, onde a saúde vai ocupar mais e mais espaço no PIB brasileiro. Então, a necessidade de pensar o setor, ela é urgente e a necessidade de pensar o setor enquanto um setor público é mais urgente ainda. E aí eu entro no meu no meu segundo argumento, n saúde pública. E aí eu eu li inúmeros artigos apontando isso e comparando sistemas de saúde, ela é mais eficiente que a saúde privada quando se olha do ponto de vista sistêmico. No Brasil a gente tem em torno de 4% do do PIB de gasto com saúde. A gente tem um setor privado provendo em torno do mesmo da mesma quantia que é gasta com SUS, mas o SUS atende milhões enquanto o setor privado ele limita esse acesso. Em países onde o setor privado é predominante, geralmente o gasto público em função do PIB é muito maior. Em países onde o setor público é dominante, esse gasto é menor, ou seja, se usa menos recurso da sociedade e o acesso ele é melhor e a qualidade da saúde é melhor. Por exemplo, quando se compara Alemanha e Estados Unidos, os Estados Unidos gasta em torno de 18% do do seu PIB com saúde e a Alemanha gasta em torno de 9% do seu PIB. A saúde na Alemanha é melhor e dá acesso às pessoas, mais justa. né? É universal, é um sistema público. Evidentemente que há hábitos de consumo, a particularidades entre países, né? Se os Estados Unidos consome hambúrgueres e e shedar, pode ter tendências a ter um gasto maior com saúde. Mas os estudos controlam esses aspectos e mostram que o setor público ele é mais eficiente. E os motivos eles são também evidentes, porque se a gente pensar nos incentivos que tem dentro do setor privado de saúde, a gente vê incentivos que são perversos. A saúde não é uma mercadoria como as outras. É diferente da gente falar de outras mercadorias, de falar de comida ou de falar de uma bola de futebol que você tem um mercado, tem gente que quer comprar, tem você tem um preço, etc. A saúde não. Você senta em frente a um médico, existe uma relação de assimetria de informações. Se o médico fala que você tem um problema, que você deve fazer esse, aquele e o outro exame, você vai fazer esses exames porque você tem medo, porque você não tem o conhecimento. Se o médico tem incentivos perversos no sentido de te encaminhar para fazer esse, aquele, o outro exame e isso dá lucros para pr pra instituição que ele trabalha e para ele, você tem um problema. Qual é o incentivo que a saúde privada tem de investir em prevenção se ela lucra com a doença? Então veja, o sistema público é o sistema onde que é mais eficiente para lidar com a saúde. E a saúde não é uma mercadoria. Ponto. Nós temos que tratar a saúde em termos de bem-estar e não como uma mercadoria onde o setor privado vai lidar com ela de maneira mais eficiente. Então, a ideia de investir no público, ela vai, ela gera emprego, ela gera tecnologia, ela gera renda e ela é uma locação de recursos muito melhor do que a locação no setor privado. Então, pensar a saúde e pensar a saúde de maneira sistêmica é pensar o público, é pensar em prevenção, é pensar na escala. O SUS ele é essa maravilha que a gente tem hoje. Eu acho que a população brasileira reconhece isso até pelo processo da pandemia, porque ele tem escala. os os o o setor privado não tem a capacidade de fazer procedimentos que o SUS faz, né, e não faz com a mesma eficiência, certo? Então eu queria destacar esse argumento e trazer mais um exemplo. Ontem eu estive, teve a plenária do conselhão, estive com o presidente Lula em Brasília. Presidente Lula está no embate com presidente Trump. E ele quer mostrar o Trump que os os trabalhadores brasileiros, do ponto de vista dos direitos, estão melhores que os trabalhadores americanos e do ponto de vista da saúde estão muito melhores trabalhadores americanos, porque a saúde americana ela é privatizada. Então o acesso aos serviços de saúde ele depende de uma coisa que se chama dinheiro, né? E evidentemente nem todo mundo tem dinheiro, nem tem todo mundo tem capacidade de se proteger. Mesmo os mais jovens estão sujeitos a problemas de saúde, né? Eu tive um conhecido que foi aos Estados Unidos fazer um mestrado e quebrou uma perna, teve sofreu um acidente, foi levado ao hospital, teve uma cirurgia e no final ele tinha uma conta para pagar. Lá lá no nos Estados Unidos eles pedem para não usar a ambulância, para ir de Uber ao hospital, porque se usar a ambulância vai ter que pagar, ou seja, é de uma perversidade. Esse meu amigo, você sabe que ele voltou pro Brasil, foi embora, né, parou o mestrado porque a conta era muito alta que não dava para pagar. E eles ficam maravilhados de entrar num hospital aqui no Brasil e ser atendido como um ser humano, né? não é nem uma questão de ser brasileiro ou não ser brasileiro, mas um ser humano. Então essa esse aspecto precisa ser destacado e valorizado e pensar hoje a saúde como um investimento no futuro, pensar a saúde como um desenvolvimento, inclusive com com a capacidade de desenvolver tecnologia, cadeias produtivas. Aí entra todo um processo de política industrial em torno disso, de substituição de importações, substituição de equipamentos, substituição de medicamentos, de vacinas, que nos confere também a chamada soberania. Soberania sanitária. Soberania é um conceito amplo, né? A minha definição de soberania é a capacidade da gente guiar o nosso próprio destino. E quando a gente pensa em saúde, a gente pensa também na capacidade de lidar com ameaças sanitárias e de ter os instrumentos para lidar com o problema. E a pandemia mostrou isso muito bem, que na hora do vamos ver não tem o livre comércio, você trava o comércio disso porque os países não deixam por conta do problema sanitário. E aí a gente viu a necessidade da gente ter capacidade de responder a determinados processos. Então, pensar a saúde de maneira sistêmica é também pensar a soberania, é pensar o desenvolvimento, é pensar o emprego, é pensar o bem-estar. E no final das contas, o bem-estar e a própria saúde é o sentido desse processo de transformação que a gente chama desenvolvimento. Então eu faço essa fala que é uma fala bem geral, mas entendendo que ela tá ela contextualiza os problemas específicos que nós temos no plano do município e ela vocaliza uma necessidade da gente pensar e valorizar o público e pensar a saúde não como um gasto, mas como um investimento no futuro e como desenvolvimento, como emprego, como bem-estar e como renda. Obrigado. Obrigada, professor. Bom, vou então passar agora imediatamente para o Dr. Roberto Marden, fazedor de leis. Ele é doutor. Ele é fazer, ele é doutor por duas vezes. Obrigada, Roberto. Você ligou aí, né, o microfone. Tá bom assim? Bom, boa noite a todos, todas. Boa noite, Guido. Muito obrigado. Boa noite, Pedro. Falei para ele que eu conheço dos youtubes da vida. Eu adoro ficar ouvindo as coisas sobre saúde no YouTube. Assisto muito as coisas do Unicamp faço alguns cursos online com PMA. Então, conheço assim e gosto muito, adorei a sua, as suas falas. Eh, boa noite, Lúcio. Queridíssimo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Guida, queridíssima vereadora, vocês todos a presente. Então, eh eu vou eh falar principalmente de Campinas, mas até motivado pela fala do Pedro, etc. Já tinha também preparado assim, eu vou dar uma pincelada de como eu vejo o SUS hoje no Brasil, até porque Campinas não tá isolada do mundo, né? tem um contexto e o Campinas se encaixa nesse nesse contexto, tá certo? Então, me permitam dar uma essa passeada no SUS Nacional para depois a gente entrar aqui em Campinas. Eh, uma das coisas, de modo geral, o Pedro disse isso, mas assim que eu sou um dinossauro. Eu comecei na saúde, eu fui atendido, inclusive em função da idade, antes da existência do SUS, uma família pobre, já acontece histórias 500 vezes. Então, sempre que eu ia ser atendido era na base do favor, não tinha, meus pais eram pobres, não eram, não tinha carteira assinada, morava cidadezinha pequena. Então, quando vim para Campinas, mais de 40 anos, também era isso. A gente sempre era atendido na base do favor. Me formei, fiz concurso público, fui trabalhar no velho epis. Aí as pessoas tinham algum direito que quando desde que tivesse carteira assinada, tá certo? Mas eu dizia assim, eh, o conceito de saúde daquela época que definia inclusive a a a forma como era gestão, é saúde e ausência de doença. Se você está doente, eu sou o seu médico durante o momento que a sua doença persistir. Acabou a doença, não tem mais nenhuma responsabilidade com você. Aí vem o SUS. E o senhor coloca duas coisas que para mim foram marcantes e define todo o resto. Uma delas é a frase curtinha, mas absolutamente eh porque não muda só o conceito de saúde, traz um processo civilizatório, econômico, etc. para dentro da saúde. Saúde é direito de todos e dever do estado. Quer dizer, isso faz com que daqui paraa frente eu não sou mais atendido porque estão me fazendo um favor, não tô sendo mais atendido porque estão me fazendo caridade. Tô sendo atendido porque eu sou cidadão. Como cidadão eu tenho direito, até porque saúde eh passa a ser um direito humano fundamental. Isso trouxe, isso os traz. E aí o conceito de saúde, saúde agora não é mais ausência de doença. Saúde é fruto da cultura, da sociabilidade, da inserção de classe, dos do trabalho que você faz, do território que você mora, tá certo? Isso faz com que necessariamente eu tenho que mudar a forma de prestar assistência e a forma de gestão do sistema. Então, eh, o préus, essa coisa do favor, do, eh, da caridade. E aí vem o SUS e diz: "Não, daqui para frente você é direito, você tem direito e nós temos a obrigação de lhe prestar esse direito, porque saúde é um bem, é um direito humano fundamental, tá certo? Bom, isso tá na Constituição, mas é assim, na prática, eu diria que nem tanto, tá certo? A, eh, o SUS da Constituição, infelizmente, é melhor do que o SUS que nós temos. Por quê? Porque ao longo do tempo houve inúmeras disputas e tentativas de reduzir o SUS a um sistema pobre para pobre. O SUS deu azar de ter chegado no Brasil de fato no início dos anos 90, em 90, com as duas leis orgânicas, quando chega aqui também o neoliberalismo, neoliberalismo que está eh vistejando no mundo, entra no Brasil. Então, o SUS vai entrar nessa disputa, tá certo, do de um mundo neoliberal e o neoliberalismo aqui no Brasil com o Fernando Colo de Melo. Sim. Então veja uma coisa importante. O SUS quando nasce na Constituição diz que vai ter 30% da seguridade social como forma de financiamento. Se assim fosse hoje nós teríamos pelo menos 50%, em torno de 50% a mais dos recursos que nós temos hoje disponível pro SUS. Só que nessa disputa no neoliberalismo, não foi isso que aconteceu. Demorou pra gente conseguir garantir os 15% da eh receita corrente líquida. Foi uma uma briga, tá certo? Não só mais dos 30% de seguridade social, 15% da receita líquida, o que faz perder muito recurso no campo do do federal. E essa disputa vai se mantendo, tá certo? O acho que um um simbólico disso foi, por exemplo, o teto de gasto do governo. E, infelizmente, quando vem o nosso governo melhora com a cabo fiscal, mas também ainda continua sendo uma ameaça de redução de recursos pro SUS. Então, o SUS foi construído no eh num campo de de subfinanciamento, como eu pus lá. E não é acidente, não é, é uma decisão política, infelizmente, do Brasil, do Brasil, não do cidadão brasileiro, mas de uma casta que dirigiu o Brasil durante um bom tempo de construir um SUS com menos recursos do que seria necessário, tá certo? Eh, como o SUS foi municipalizado, e aí eu vou começar a falar de Campinas, o que acontece? Os municípios que tem que prestar serviço, tem o cidadão pegando no pé do secretário, acaba tentando suprir ou de alguma forma gastando mais, porque a pressão é maior. E aí isso faz com que os municípios também hoje estejam gastando em torno de 20 25% do seu orçamento. O Dá fala isso como assim um certo orgulho. Ah, nós gastamos, não é só ele. Praticamente todos os municípios do Brasil gastam em torno de 20 a 25% do seu orçamento, dado a baixa capacidade de financiamento do do SUS, tá certo? Eh, aí aí você pode pensar assim, tá? Então, Campinas gasta 20 25% do Ah, isso aqui, só um parêntese, mas o Pedro falou isso. Eh, o gasto público no Brasil é proporcionalmente menor do que o gasto público de outros países que têm sistemas universais também. Então aqui no Brasil a gente tá gastando 4 5% do PIB com o privado. Quer dizer, na verdade as pessoas colocam no privado 4 a 5% do do PIB e o o SUS é financiado com 3,5 e 4% do PIB. com essa diferença que o Pedro já só tô marcando enquanto suf prevenção, promoção, combate a epidemias, eh faz a maior parte das da da dos transplantes, etc, e atende 75%, o privado atende 25, fazendo muito menos coisa com praticamente o dobro do recurso que o SUS tem. Então, vejam aí a dificuldade que é fazer saúde pública no Brasil. E aí comprova o que o P tá dizendo, super eficiente. Com essa quantidade de recursos, eu consigo prestar atenção com muita qualidade em certos programas, alguns que são copiados, invejados no mundo, programa nacional de de imunização, transplante, o combate HIV aides aí, por aí vai. Então, com bastante eficiência, a gente consegue conseguiu montar um serviço público de muita qualidade, com bastante importante, apesar de de dessa dificuldade. E assim, eh, aqui em Campinas, Campinas apostou, resolveu achar que, na verdade, como fal, eu tenho dito assim que a gestão de Campinas é uma gestão técnico-burocrática. eh, neoliberal, ou seja, parte de um discurso oposto do que a gente tá dizendo aqui, que o SUS é ineficiente, que o público é ineficiente e é melhor entregar a gestão e mesmo realização de serviço a serviços privados, tá certo? Então, eh, fragmenta o cuidado entre várias empresas. Por exemplo, no Ouro Verde, de atar algumas coisas que eu pus aqui no Hospital Ouro Verde são mais de 20 empresas com mais de 30 contratos fazendo assistência naquele hospital. Quer dizer, é impossível que as pessoas consigam eh fazer eh saúde integral quando, por exemplo, a clínica tem um protocolo, a pediatria tem um outro protocolo porque é uma outra empresa. A enfermagem da clínica não tem o mesmo protocolo que os médicos da clínica, porque é outra empresa que contrata os enfermeiros. Então assim, como é que pode ser eficiente eh um serviço disso? Então, uma das das grandes problemas dessas terceirização, é exatamente isso, essa fragmentação do cuidado. Um segundo problema é a precarização dos trabalhadores. Assim, você vai olhar os o os contratos, é tudo pelo menor preço, até porque a lei exige isso. Eu faço eh, como é que se diz? as licitações e um dos critérios é quem oferece mais serviço pelo menor preço. Como é que eu consigo menor preço no mercado eh privado ou no na no capitalismo? Explorando o trabalhador, não vejo outra maneira de ou oferecendo serviço de baixa qualidade ou explorando trabalhadores ou os dois, o que na avaliação que nós temos feito no conselho acaba sendo os dois. Então isso faz com que haja grande rotatividade de de empregados. Eh, as contratações pessoas às vezes ainda é em formação, não se aposta na formação em serviço, na nas capacitações. E aí eu tenho um serviço que não pode ser de muito boa qualidade. E ao entregar a gestão para essas empresas privadas, tá abrindo mão de uma capacidade de fazer gestão, porque eu entrego, não sou eu que faço. Campinas tá especializada, como eu tenho dito, em fazer gestão de contratos e não gestão de serviço, gestão do sistema, gestão da rede, mas gestão de contrato. A a relação da do Mário Gat com a Secretaria de Saúde é contratual, uma autarquia pública e a Secretaria de Saúde. Contrato com as 20 empresas do Ouro Verde, contrato com as vários serviços que presta. Então, a secretaria, o secretário de saúde de Campina não é um gestor de sistema, não é um gestor que vai buscar eh integração, integralidade, etc. É um gestor de contratos. E aí, como eu tava dizendo, ele a gestão da Secretaria de Saúde é o zeiro e vez em dizer que se gasta muito aqui em Campinas com saúde e às vezes até culpabiliza o trabalhador. Nós gastamos muito, não produzimos, vocês reclamam da saúde, mas nós gastamos muito. São os trabalhadores que são ineficientes, trabalhadores que não se dedicam, não vestem a camisa, já expressões, já ouvi expressões desse tipo. E de fato aí eu assim, são duas eh é uma verdade, sem dúvida, mas ao mesmo tempo uma verdade que esconde paradoxos. Quer dizer, é verdade no sentido que gasta 24/2025 da arcadação municipal. É uma proporção grande. A lei exige 15%, a lei municipal exige 19, gastase 248. 24,8. Muito, tá? Eh, o orçamento foi de 2.280.000 em 2025. Só que quando eu divido isso pela população é de R$800 per capita ano. Se eu juntar o que a que a Unicamp gasta, o estado gasta aqui, talvez chegue a R$ 2.000 per capita ano. Esse R00 é abaixo da média nacional, diga-se de passagem. Média nacional nesse ano aí tá em torno de 2.000, 2000 qualquer coisa. Mas se eu juntar o dinheiro da Unicamp, dinheiro estado, talvez eu chegue à mesma média nacional, mas 1800 que seja 2000. faz as contas, vai dar uma garrafa de Coca-Cola, uma latinha de Coca-Cola por dia. É como se eu pegasse o correspondente, uma latinha de Coca-Cola, R$ 5. Tá aqui, se vira presidente do conselho. Com isso você vai, faz odontologia, você faz prevenção, promoção, toma vacina, compra remédio com equivalente a uma latinha de Coca-Cola. Então, embora o município gaste uma proporção alta, esse auto ainda é representativo de um subfinanciamento no saúde da saúde mesmo na cidade de de Campinas, tá certo? E além de gastar e eh de forma subfinanciada, gasta mal. Eu não tenho a menor dúvida disso, tá certo? Eh, Campinas todo, a cada três meses faz a sua prestação, a cada 4 meses faz sua prestação de de contas e mostra um alcance de metas vchaminoso, tá certo? Além de ter colocado metas muito baixas, grande parte delas alcança em torno de 65% delas, 35, 40% não são alcançadas. E essas metas que são alcançadas, só são alcançadas porque a meta é muito baixa. Eu brinco, eu tenho dito, é como se fosse uma corrida de salto de vara, só que pôs a vara aqui embaixo, todo mundo consegue saltar ou deveria conseguir saltar saltar a vara. Não é o que tem acontecido. Apesar dessa vara baixa, Campinas não tem conseguido. No último eh eh de 2025 ou nesse RDA, não me lembro, a gente selecionou 13 indicadores para acompanhar. Não, não escolhemos porque eram os piores, escolhemos porque era o que tem mais significado pra população, que é cobertura de atenção primária, cobertura de saúde bucal, mortalidade infantil, vacinação, etc. Dos 13, Campinas deixou de alcançar oito. Só alcançou os 13 mais importantes teve um alcance de 60 eh de 40 e pouco%. Então, quando falar: "Ah, alcançou 65, 70% das metas de metas que não nos interessa, as metas que interessam não são alcançadas". Então isso mostra que gasta muito proporcionalmente, gasta pouco em relação às necessidades e esse pouco que gasta é mau gasto, não produz o resultado que a população de Campinas necessita. Tá certo? Uma outra coisa que eu acho que vale a pena discutir, até porque a secretaria fica falando isso o tempo inteiro, é quem financia o SUS em Campinas. E aí assim, isso não é só em Campinas e tem uma certa razão de ser assim. Aqui em Campinas o município gasta em torno de 70%, aliás o SUS de Campinas é financiado em 70% pelo por recursos municipais, em torno de 22% com recurso da União e o Estado 4%, isso foi em 2025. Mas esse valor tem sido assim há décadas. Em algum momento eu ouvi um discurso da Secretaria de Saúde dizendo que houve uma piora substancial, que no passado, 20, 25 anos atrás, o município gastava 30% e o ministério 70. Isso foi piorando, foi invertendo. Hoje o ministério gasta 25, 30 e o município 70. Nunca foi verdade. Sempre Campinas gastou em torno de 60, 70% e o ministério em torno de 30, 25. Sim. Tá certo. Nunca foi verdade. Ou falta de conhecimento, ignorância, talvez. Sei lá qual dos dois ou os dois. Eh, o fato é, não é verdade e não pode ser verdade, porque o SUS foi construído para construir equidade. Campinas é a 10ma cidade mais rica do país. Tanto em PIB, tem o 10º PIB desse país recente da BGE 2023, quanto tem a 10ma arrecadação, porque nem sempre o PIB bate com arrecadação. Eh, a 10ª arrecadação per capita do Brasil. Ora, município mais rico tem que gastar mais para que o governo federal coloque mais dinheiro nos municípios mais pobres. Então isso que ele mostra é mérito do SUS, não é demérito. É óbvio que nós queríamos que o SUS nacional gastasse mais. Confirmei várias vezes. O SUS, sim, eu vou falar do estadual já já tô deixando um pouquinho de lado porque eu quero falar dele com mais ênfase. Tá certo? É óbvio que nós queremos que o SUS seja financiado, que tivesse os 30% da seguridade que tava lá na Constituição ou coisa que o o valha. Apesar disso, esta coisa de se gastar mais em cidades mais pobres e gastar menos em cidades mais ricas, tá dentro do que é o papel do SUS, construir equidade. Agora, a desgraça total está aqui em São Paulo. São Paulo gasta há décadas entre 1 a 4% do seu recurso do financiamento do SUS em Campinas. Esse é o financiamento que aí ele diz: "Não, mas nós gastamos com a Unicamp." Sim, gastar com Unicamp não é gastar com Campinas, é só parte. E a Unicamp é regional em torno de 40, 50% do atendimento de Campinas. É da Unicamp, talvez seja de Campinas. Gastamos com as Ames. Pois é, gastamos com as Amis, verdade. Só que as Amis também não são municipais e a gente tem pouco acesso. E além do mais, tudo privatizado. Se tem alguém assim e aí o conselhos, eh, os conselhos locais, como é que fala o controle social, não tem a menor possibilidade de interferir sequer de avaliar o que que esses serviços estaduais fazem. Então se perguntar pra gente, tem uma am aqui perto, que que ela faz, que que ela produz, qual o resultado do que ela produz? Não, não presta conta, é como se não tivesse nenhuma obrigação de prestar conta ao controle social. Então, além de não financiar, não presta conta, tá certo? Eh, e mesmos programas, ah, não sei o quê, o SUS Paulista, etc., tem pouquíssimo peso no financiamento, tá? Então não contribui, é é ausente. Ele é tão ausente que a gente até esquece que ele existe. Quase não criticamos. Exatamente. Porque é ausente criticar quem é ausente é muito difícil. A gente esquece que o estado existe, tá certo? O outro problema seríssimo de Campinas, que no meu ponto de vista é o mais sério de todos, a terceirização. E a terceirização aqui não é um acidente, é eixo estruturante do SUS Campinos neste momento. E na Constituição tá dizendo lá que iniciativa privada é complementar ao ao SUS. na a relação da iniciativa privada com SUS deveria ser de complementaridade. Ou seja, eu tenho um serviço, não tô dando conta, eu contrato um serviço privado para completar complementaridade até que eu possa e ter o meu serviço próprio, tá certo? Não é isso que tem acontecido no Brasil e aqui muito menos. Gasta-se em Campinas 52% do orçamento com terceirizações, 32, 31% com eh assistência, terceirização para assistência e 21% com atividades meio, segurança, recepção, entrega de medicamentos e por aí vai. atividades mes não é o guarda, não é a moça da limpeza, são atividades meio que complementam a assistência, a entrega de medicamento, homoxarifado, etc, etc, raio X e assim por diante. Então, 52%, se é 52%, a iniciativa privada aqui não é complementar, não pode, podemos afirmar isso, e é eixo estruturante da Secretaria de Saúde. estruturante que do meu ponto de vista eh a secretaria montou a prefeitura uma segunda secretaria para dar conta desse eixo estruturante que é a redeugate. A rede Mario Gate tem 72% de orçamento ou mais 72 do que ela prestou conta, mas mesmo ela disse: "Não, estão todos os contratos, estão os mais importantes." Esses contratos mais importantes consomem 72% do orçamento da rede Mario Gate. com contrato terceirizado. Então é isso. A outro problema que mostra o quanto a secretaria despreza o serviço público é o quadro de trabalhador. Tem mantido estável desde 2016 em torno de 4.000 trabalhadores na secretaria de saúde, 4000 e pouco, 6000 e pou 6800 na somando Secretaria de Saúde Rei de Mariugate hoje são 5.900, não é? Ah, então tá menor o SUS? Não, esse 1900 a menos tá sendo substituído pela iniciativa pela contratação privada, mas de qualquer modo caiu o número de trabalhadores. E na Secretaria de Saúde o número tem se mantido razoavelmente constante desde 2016, então de 4.000 e pouco trabalhadores. Ah, mas nós fizemos concurso, muito concurso, só para substituir quem quem se aposentou, quem pediu demissão, etc, etc. A rede não tem crescido. Ah, mas tá bom. A rede não precisa crescer. A população não tem crescido. Sim. Só que se eu tivesse uma base boa, só que essa base não é boa. Qual é a consequência? Baixa cobertura de atenção primária, equipes incompletas, o acesso extremamente difícil, filas e mais filas na nas postas de saúde, na na rede Mario Gart, etc. Não tem trabalhador suficiente, é tudo terceirizado, tá certo? Eh, outra coisa que o Pedro também trouxe na fala dele, que o SUS tem que se preocupar é muito, tanto do ponto de vista do cuidado a ser prestado, quanto do do custo, envelhecimento, as mudanças demográficas. que eu brinco falou assim: "Envelhecer faz mal à saúde. Envelhecer faz mal à saúde em termos de custo. É muito caro. Quando eu fui secretário de saúde Sumaré, naquela vez nós fizemos as contas, a gente gastava 60% do orçamento da Secretaria de Sumaré para cuidar de 10% da população, que era os 10% mais velho da cidade. Essa conta não era muito precisa porque a gente não tinha como calcular ela precisamente, mas não era distante disso, apesar da imprecisão dos cálculos. Eu não duvido que em Campinas, infelizmente nós não temos esse cálculo aqui também, esteja gastando em torno de 50, 60%. E olha que Campinas mais velhas do Brasil, 18% da população tem acima de 60 anos. Deve estar gastando aí 50% do orçamento, 60% com esses 18% da população. E a população tá envelhecendo. Que bom. significa que eu não vou morrer tão cedo. Vou ultrapassar meus 80 assim, espero e com saúde. Assim espero. Eh, só que esse subfinanciamento vai ficando mais subfinanciamento. Eu preciso de uma rede muito mais ampla, de muito mais cuidado, de muito mais atendimento domiciliar do que se faz hoje. No futuro, pessoas com 100 anos, 90 anos, 85 anos, vai ser comum, vai ser já é, mas vai ser mais comum. O Brasil tem um problema envelhecendo muito e nem tanto, com tanta qualidade de vida. Então, essas pessoas que estão lá com 100 anos, com 90 anos, tem que ser tratada no domicílio. Ele não consegue chegar, ele tem que ser tratado em hospital dia. Então, essa estruturação da rede não está sendo feita. Quer dizer, não há preocupação de Campinas com este futuro que tá aqui na porta, tá certo? A outra coisa que eu não vejo, nem pus aqui é a preocupação com as mudanças climáticas. Cada vez mais nós teremos pandemias e epidemias. Campinas tem um aeroporto, aeroporto que é porta de entrada aqui importantíssima no país, é porta de entrada, então, pros vírus, pras bactérias também. E eu não vejo preocupações com as mudanças climáticas, com essas possibilidades de pandemias e epidemias. Então, é uma uma cidade que se preocupa em terceirizar, se preocupa com o presente e não põe olhos no no futuro. São preocupações que me vêm e que eu acho que eu teria que pensar. Bom, o que que nós queremos assim, o que que o Conselho Municipal tem reivindicado há alguns anos? A Naiara foi presidenta e fazia isso com muito, se diz, com muita ênfase. Primeiro, recompô com único. Não dá para ter duas secretarias, não dá para ter o Mário Gate cuidando de uma parte estratégica da cidade, que é urgência e emergência, hospitais, e a secretaria cuidando só da atenção primária. As dois precisam eh conversar muito e separado não conversam. Concurso e carreiras. Para reverter a privatização, precisamos ter funcionário público, tá certo? Então, precisamos ter muito mais gente do que tem hoje na rede. Assim, já fiz as contas, os 4.000 funcionários que tem na Secretaria de Saúde não dá conta sequer da atenção primária. Se atenção primária consumiria 3600, 3700 desses trabalhadores e especialidade isso e aquilo. Então, precisa de muita gente. Fortalecer APS. Uma APS fraca significa muita gente descompensada, muita gente indo para pronto socorro, muita gente indo para UPA. Então, às vezes a gente vê uma briga, eu vejo desde sempre diminuída, ah, precisando construir uma UPA nesse bairro. UPA é quem tiver ouvindo unidade, pronto atendimento, pronto socorro, vou chamar de pronto socorro. Então preciso estão pronto socorro nesse bairro, porque as pessoas aqui não conseguem ser atendida quando fica doente. Se eu tivesse atenção básica funcionando e na quantidade necessária, a quantidade de UPA que nós temos hoje seria suficiente. Não precisaria de mais. Talvez precisasse uma na leste, não porque precisa da dela enquanto estrutura, mas para facilitar o acesso, só para facilitar o o acesso em termos de quantidade, nem precisaria cobrar. Então é, é só para fortalecer isso aqui da atenção primária, o conselho tem calculado que nós precisamos de 300 a 330 equipes na cidade, considerando coisa da vulnerabilidade, onde é mais vulnerável precisa mais gente, uma equipe cuidar de menos de 300 a 330, tá certo? Eh, tem 240. Essa diferença faz muita Ah, é pouca diferença gritante. 60 equipes dá para cuidar de 180.000 pessoas. Então é como se eu tivesse 180.000 pessoas descoberta na cidade. É uma cidade grande 180.000 cobrado estado. Não dá para o estado ficar nessa maciota investindo 1 2% dos seus recursos aqui, tá certo? Muito investimento físico. Nós temos 60 unidades, pelos nossos cálculosaríamos de 90. Falta pelo menos tr 30 unidades para cobrir todos os as regiões. E aí eu precisar de menos UPA. Se eu tenho uma cobertura de unidade básica, eu vou precisar de menos UPAs e fortalecer os controles, o controle social. Uma das características da gestão é usar o controle social instrumentalmente. Só serve para aprovar contas. As recomendações que a gente faz, as deliberações, nada, não tão nem aí com o conselho. Em linhas gerais. É isso. Eh, aí só porque eu gosto de frases feitas. Saúde não se compra. Falei, vou escrever um livro só com frases feitas. Saúde não se compra, não se vende. Direito não se isto em Minas Gerais. É isso. Muito obrigado. Obrigada, Roberto. Bom, agora a gente vai ouvir o Lúcio Rodrigues, que é presidente do Conselho Municipal de Saúde de Campinas. Boa noite, vereadora. Boa noite, professor Pedro. Boa noite, Roberto Marden. Boa noite a todos aí ouvintes e participantes do debate. Então, eh, ouvindo o professor e ouvindo Roberto, claramente deu para perceber que o que sobram e o que é necessário se dizer é quanto de serviço é prestado à população da nossa cidade com os valores que foram ditos, né? Afinal de contas, eh, os investimento do município, sem dúvida, ultrapassa os 20%. Mas conforme disse o Roberto, claramente o governo do estado não se coloca valores que deveria ser colocados. Hoje, por exemplo, tá em torno de 4%, mas muitos anos atrás era 0,5%, 0,8%, 1,2% a prestação de conta de verbas do estado, né? Hoje parece que ele chegou a 4%, mas deveria ser 12, né? Exatamente. Deveria ser 12 e não 4%. E mas mesmo assim o SUS é um dos projetos mais maravilhosos que já existiu, que tá existindo. Porque veja bem, o pouco que nós temos de financeiramente atende basicamente 75%, vamos dizer aí 160 milhões de brasileiros, dizendo que nós temos 213. E o restante de 60 milhões de brasileiros aí eles gastam mais do que o que o SUS gasta em todo toda sua extensão, fazendo assistência, prevenção, recuperação, proteção, né, urgência e emergência, principalmente transplantes, né, quanto importante a questão dos transplantes que é feito. Mas é interessante que além de todo esse trabalho que a gente vê e enxerga, a população que tem os seus convênios médicos, eles não consideram que eles fazem parte do SUS, só que eles bebem água, vai no comer, comprar carne, vai no mercado comprar seus alimentos. Tudo isso depende da vigilância sanitária, até a água que nós bebemos, né? Então, eu acho que é muito valoroso esse projeto do SUS, mas nós precisamos olhar e acompanhar com muita qualidade. E essa qualidade é o que falta hoje. Por mais que a gente se esforce, o controle social não consegue ter perna para tanto. Antes nós tínhamos uma rede básica e não tinha, era só guardas e os serviços de limpeza terceirizados. Hoje não é farmácia, é transporte, recepção, recepção, né? O o Roberto falou que lá na no Hospital Ouro Verde nós já passamos de 20 empresas, acho que 23 empresa contratada pela tal de Sejão. Sej vai contratando. Cada categoria que tem lá dentro é uma empresa. Bom, o que que acontece com esse monte de terceirização que foi colocado aqui, né? Só para vocês terem uma ideia, o próprio Rede Mario Gate, ele presta conta de 20, mas ele tem mais de 100 terceirizadas. Mais de 100 terceirizadas. Nós temos no mínimo 17 convênios com os filantrópicos, né? E temos aí uma quantidade imensa de contratação, de terceirização na própria rede primária, né? Bom, com isso significa que aumenta o trabalho do controle social, né? E nós hoje sabemos que muito das vezes a gente não tem perna para fazer o que é necessário. Nós tivemos aí, por exemplo, a pandemia, graças a Deus, nós tivemos trabalhadores da saúde para trazer o alento para nós, né? Mesmo assim perdemos muitas pessoas, amigos, às vezes parente, mas a gente tem que agradecer o trabalho dos trabalhadores porque não é tão fácil assim, não. Mas a gente sabe muito bem que fazer fazer saúde e ter saúde precisa de três coisas objetivas. Primeiramente, precisa de trabalhadores e trabalhadores satisfeito com o trabalho, não desmotivados, né? Nós precisamos de ter financiamento. Não pode ser um pedaço um e o outro reclamando, porque o outro não tá dando outro pedaço do do financiamento. Então a gente precisava arrumar uma forma de fazer com que os entes federados têm que repor o valor que deve ser reposto. estão reclamando do governo federal a todo custo, mas a gente observa que o governo estadual tá de vento em popa, de vento em popa, né? E a gente acha que a gente tem que de fato eh buscar exigir e cobrar mais condições financeira de finanças da área da do estado, principalmente. Eu eu tenho observado o seguinte, eh, no ano de 2018 teve as mudanças de governo e na entrada do governo Temer teve a reforma trabalhista. E a reforma trabalhista, ela atingiu diretamente as condições de organização dos trabalhadores, atingiu sindicatos, né, mas principalmente flexibilizou o modelo de trabalho, o sistema de trabalho, colocando trabalho intermitente, né, intermitente, como também a terceirização. não ficou apenas na terceirização nos meios, mas também foi por fim, né? Antigamente era só guarda e a limpeza. Hoje não. Hoje a tendente da recepção é terceirizada. O transporte é é terceirizado. Almaxarifada é terceirizado. Farmácia é terceirizada. Então, acabou trazendo muitas dificuldade para nós do ponto de vista da organização e da gestão. Agora, foi dito aqui, eu concordo plenamente, é que não se essa gestão não se valoriza o controle social. Nós temos um conselho municipal de saúde que não só nessa gestão que eu tô apenas há 4 meses, mas a gestão passada e a outra também não viu o secretário de saúde na reunião do conselho. Olha, se a gente tem um trabalho de organização da saúde, se tem um controle social, se o controle social debate as as dificuldades da saúde, é evidente que a secretaria tem que acompanhar o que tá acontecendo. Mas não só para ter alguém para levar recado, precisa ter o gestor de fato, que é o que nós reclamamos que o gestor não se está presente. Então essa é uma das questões muito complicadas para todos nós. E agora quero dizer claramente que nós estamos numa discussão muito importante na cidade, mas nós estamos vendo que não basta colocar na mesa e fazer a discussão. Nós precisamos ter uma organização para forçar a secretaria a buscar uma forma de trazer condições paraa população, que é o cumprimento de todos os trabalhadores no programa de Saúde da Família. a ampliação que o Roberto já acabou de falar das 246 para 300 equipe ou 330, se for atingir as áreas bem vulneráveis que nós temos e principalmente a ampliação da do número de de unidades de 69 para pelo menos 90 unidades. Se a gente tiver tudo isso e a gente conseguir cobrar da secretaria e implantar o mapa de vulnerabilidade, que dá direito a ter mais trabalhadores e menos pessoas a ser a ser atendida, aonde nós temos um grau de vulnerabilidade muito alto, que aqui nós temos em torno de 95, 98%, Campituba, Campo Belo, aquela região lá. Nós não podemos comparar essa região com a região do Cambuí, do Chapadão, onde as pessoas são muito mais, vamos dizer assim, com condições eh financeiras muito altas, vamos dizer assim, né? Enquanto muito das vezes lá no fundão tem uma família que tem quatro, cinco, seis criança, mãe solo, que precisa trabalhar e depende de bolsa família. Então, gente, é uma coisa muito diferente uma coisa da outra. a nossa luta do conselho. A nossa luta do conselho, nós vamos buscar os controle social a nível dos conselhos locais, dos conselhos distúd, mas a gente precisa ter mais perna do que nós temos, porque a gente não tá dando conta, não. Eu tenho reclamado muito a recebido muito reclamação da população, principalmente a questão da falta de marcação de consulta e especialidade. Tem uma uma das reclamações, por exemplo, que nós temos uma fila de 900 cirurgias de quadril para ser feita e quem faz aqui é única, exclusivamente o Mario Gat e nós fazemos cinco por mês. Então, se fizer a conta a gente vai ver que vai ter muitos anos. É, até paralisado agora cinco por mês. É cinco por mês que a Rede Mario Gate faz, enquanto nós temos 900 na fila. Eu fico muito preocupado porque tem gente que que perde a esperança, né? Perde a esperança, não consegue ter perspectiva de que as coisas vai ser resolvida. Então é muito complicado para nós. Eu vou finalizando dizendo o seguinte, nós precisamos garantir mais finança para a saúde. Nós temos a PEC 29, né, que cobra um valor maior, vamos supor aí não de 6%, mas de 10% da da do da renda do PIB paraa saúde. Evidente que não é tão fácil para nós tirar, para nós chegar nesse valor. Aí nós vamos ter que pegar aquelas emendas em positiva, aquelas emenda que o Congresso gosta de negociar com ela para utilizar na saúde, quem é que produz e quem é que faz, né? O executivo é para ser, é para ser, não é? Então eu acho que o executivo deveria ter esse valor das emendas, essas emendas lá, como é que ele chama? Impositivas. É, as impositivas, mas lá tem outro nome. Emenda Pix. É emenda Pix. Olha que chique, né? Tinha que colocar uma 50%. Não, e tem e e teve uma uma discussão anterior aí que era as emendas que não podia saber onde que ia, como que era. Hã, é a Pix, né? É a Pix, né? Então, tá muito bonito falar que é Pix, né? Mas eu quero saber como que vai resolver esse negócio aí. Então, gente, eu acho que o o a saúde é um bem-estar do cidadão e a valorização de riqueza que cada um de nós podemos ter é a saúde. Então, acho que a saúde precisa ser valorizada, não só a nível do governo federal, mas a nível do governo estadual também precisa colocar o valor que ele deve ser colocado, como o município também, né, reclama que tá gastando muito, mas gasta muito e gasta mal. gasta na terceirizações, sendo que hoje não atinge mais do que 34% em pagamento com folha de de trabalhadores. Nós sabemos que pode chegar a 52, mas por que que não tá chegando a esses valores para pagar os trabalhadores? Porque gasta o dinheiro na terceirização. E nós somos contra a terceirização, principalmente aquela chamada rede Mario Gate, né, Roberto? Porque nós sabemos que gastam muito dinheiro e a produtividade e a qualidade não tá sendo a altura. Tá bom? Na verdade, gente, a gente precisa de mais organização e mais luta. Sem luta e sem organização, a gente não consegue atingir os nossos objetivos. Acho que todos nós que estamos aqui deve pensar e valorizar o SUS. Não adianta você lavar a criança e jogar a criança junto com o balde fora. Tem que jogar só água suja e a criança ficar com condições de fazer a sua permanência. Agradeço a todos. Obrigado. Bom, vamos abrir. Alguém quer fazer alguma questão? Tá, então ela vai levar o microfone para você. Obrigada. Sou Naara, sou do Movimento Popular de Saúde e trabalho atualmente no mandato da Guida. Eh, primeiro, antes de fazer a pergunta, eu queria lembrar todo mundo que tá aqui que a gente tem materiais aqui que estão disponíveis que vocês podem levar. um que é um material da lavra do Roberto do nosso mandato, eh, e que diz respeito à reflexões sobre a situação em Campinas. E o outro é um material muito interessante também que é o é um jornal, né, que é dos estudantes de economia, que o Pedro inclusive ajudou a, vamos dizer assim, na origem desse jornal, ele ajudou a construir essa esse referencial e enfim a maneira como como esse jornal foi produzido e vem sendo produzido. Então, que tá disponível para vocês levarem aí e fazerem as suas leituras. Eu me inscrevi para falar de três questões que me chamam muita atenção nessa discussão que a gente tá fazendo aqui. Para mim, a questão tanto do subfinanciamento quanto da da privatização galopante do SUS eh são hoje eh vamos dizer, são tão na raiz dos problemas que que nós precisamos enfrentar. Tem outros, claro, mas esses dois eles estão meio eh como se deles você eh desencadeasse eh vários outros, mas eles são meio que estão na raiz dos problemas, na minha opinião. E eu queria fazer três considerações e alguns questionamentos. Primeiro o seguinte, a gente aqui no mandato a gente tem sempre feito visitas às unidades, conversado com gestores, com trabalhadores, com usuários. E uma das questões que a gente descobriu nesse processo de conversa, nessa recente privatização, né, não na recente privatização, mas no recente contrato de privatização das recepções, a gente descobriu, porque a secretaria falou com toda clareza e e sem nenhum pudor, que a como critério de avaliação, eles não usam a questão da rotatividade de pessoal para fazer fazer uma análise eh se afirma que tá contratada por eles, eh, tá tá é um não é um parâmetro, eles colocam claramente, falaram isso com essa disfarçatez, que a questão da rotatividade pessoal, que é altíssima, não é um critério de avaliação para eles que que deve ser considerado para dizer se a firma deve continuar ou não. Ou seja, a além do fato deles usarem o dinheiro com essa profusão mais do que 52%, eles ainda usam fazendo uma gestão de contratos totalmente ruim, precária, absurda, né? Onde eles nem utilizam esse critério, que é um dos critérios que em qualquer processo de gestão você olha pra questão da rotatividade pessoal. E hoje de manhã, inclusive, a gente teve numa unidade básica em que a gestora disse exatamente isso, que de fato na recepção dela não parou eh eh trabalhador e e ela acaba de e ela falando isso claramente, acaba de de fazer o processo de de capacitação, de orientação do que que tem que ser feito e a e a trabalhadora sai especialmente porque o salário é muito baixo e ela não tem por e ela tá tá numa situação de de muita pressão, né? Trabalhar na recepção é pesado para caramba. Então ela não tem por ficar, né? Então essa questão da maneira como, além de fazer, além de pegar o dinheiro público e entregar pra iniciativa privada, faz isso sem nenhum tipo de prurído e nem de competência eh técnica. quer dizer, faz e faz isso com a cara dura que Deus lhe deu. Isso é uma primeira questão. A outra questão eu queria trazer para nós mesmos que somos dos movimentos sociais, que somos dos conselhos, que somos dos partidos de esquerda, né, que que estamos na luta aí para para enfrentar esse esse essa situação, né, seja do subfinanciamento, seja da privatização galopante. como é que caminhos que a mesa pode lidar, inventar, pensar, propor para que de fato os conselhos eh a ação coletiva desse conjunto de forças que tá lidando com essa com esse desafio, esses desafios, eh no caso do conselho, ele se torne de fato deliberativo, ou seja, aquilo que ele eh propõe nas conferências que ele faz de resolução, que ele faz de de deberção, né, e de recomendações, né, como é que se torna eh de fato eh deliberativo, ou seja, a sua a sua fala e a sua força vire realidade, como é que a gente faz isso, né? que que que como é que a gente constrói isso pra gente inclusive não naturalizar que nós temos o tempo todo lutado contra esse essa realidade e a gente não tem conseguido que aquilo que a gente prega, aquilo que a gente defende e que a gente coloca inclusive na nas conferências e tal, que isso vire realidade, né? Então, eu queria um pouco uma reflexão em cima disso e e uma outra questão que me me incomoda muito é as a lei das OS, das OSSs, né, das organizações sociais de saúde, elas são de 98. A primeira, inclusive, que teve uma coisa fortíssima no estado de São Paulo, né? A lei que foi que foi a lei mãe que vai dar referência para as leis estaduais no Brasil inteiro. Eh, a nossa, por que que, né, o que que acontece que as bancadas estaduais e nacional, né, dos partidos de esquerda da eh não enfrentam desse ponto de vista, né? Não, a gente não ouve falar que eh tenha iniciativas no sentido de contrapor essa legislação, né, do ponto de vista do legislativo e também o próprio governo. Nós temos nós estamos indo, esperamos que a gente consiga, né, eh ir pro quarto mandato do Lula mais dois ou 1 e meio da Dilma. Quer dizer, por que que a gente não enfrenta essa questão do ponto de porque é uma questão que tá colocada, que a gente precisa fazer, né, massa crítica de debate, mas ao mesmo tempo iniciativa de de desprivatização do SUS, né? Quais são as iniciativas que que aí pensando do ponto de vista legal, mas tem outras, né? Mas eu tô fuçando um pouco por aí porque eu não vejo iniciativas nesse campo. Então eu queria colocar essas três questões aí. vocês alguém mais? Não, eu vou fazer em bloco para tá. Eh, eu eu fico assim, eu não quero ser pessimista, né, mas pensando que o que aconteceu em Campinas eh foi um assim eh proposital e politicamente construído eh pela direita. Eh, eu me lembro assim, eu trabalhava ainda, eu era apoiadora e e começou ter uns encontros no Roy Palm Plaza com empresários do setor de saúde. Eh, e na época eu eu questionei, né, até e e também pensei muitas coisas. Eh, o SUS era tão grande aqui em Campinas, né? Eh, inclusive eh eh fazendo políticas locais que vibraram políticas nacionais, né? E eu pensei na eh por que que a gente não tá indo lá também discutir eh com esses empresários eh a questão do SUS, o que que a gente quer entender o que tá acontecendo lá também, mas eh isso nunca aconteceu. era um um evento privado, eh, aberto para empresários do setor de saúde que acabaram, depois eu fui vendo, né, eh eh que eh trabalhavam com laboratório e são hoje terceirizados de nossos serviços em laboratórios, em eh imagem, eh tudo que que a gente tinha uma certa fragilidade, né? Eh, e assim, eh, foi proposital porque a questão do Ouro Verde foi uma questão assim que, eh, não me passa até hoje, eh, porque, eh, todos os equipamentos foi com verba pública, a população e os conselhos eh direcionavam para que se tornasse eh um hospital 100% público. Eh, e aos pouquinhos foi se vencendo essa essa resistência até de gestores, né? Eh, então, a força do capital ela é, na minha opinião, muito grande. Eh, e se a gente não tem gestores preparados para lidar com essa força, eh, é facilmente, eh, coptado, eh, entendeu? E e eu vi muito isso na questão da gestão do Ouro Verde. A inclusive que ganhou a primeira vez, eu era da Sudoeste. Eh, eh, eu cheguei, eu com outros gestores, chegamos a ser resistência lá. Ela era eh eh indiciada pelo Ministério Público por fraude e ganhou a licitação do Ouro Verde. Então, eu fiquei numa indignação na época, eh, porque eu sabia o que eh assim, a gente sabe o que vai dar isso, né? eh, a gente sabe, eh, por experiência de vida. Então, eu acho que é um projeto construído aqui dentro da cidade de Campinas. Eh, eu eu não não sei como eh além de tá trabalhando com a população um pouco isso, né, abrindo os olhos da população um pouco com relação a isso, como pará-los, né? Eh, porque hoje a gente tem um prefeito que tem a maioria na Câmara, os vereadores eles passam tudo que for necessário de olhos fechados, eh, praticamente só com a resistência de seis eh vereadores ali. Eh, então eu acho que se não tiver uma força nacional, né, porque se se acontece aqui em Campinas, que é uma cidade grande, eh, 10 orçamento da União, eu fico imaginando em cidade pequenas como que não é isso, né? Eh, o alguém tá virando dono do SUS, né? Eh, eh, com que critério, de que forma, né? Mas se ele mantém contratos importantes, ele acaba virando eh e direcionando eh eh inclusive questões religiosas, ONGs religiosas para trabalhar no SUS, que eu acho outro absurdo total, total, né? Eh, principalmente na saúde mental. Eh, e eu não vejo muito as pessoas eh que fazem, legislam, né? Eh, com exceção de alguns, né? eh se preocuparem com isso, é como se fizesse parte, eh, né? Eh, eu eu vou citar um exemplo que me comooveu muito, né? eh eh que foram os casos de HIV eh pós transplante no rio feito por um eh o exame de sangue era feito por uma terceirizada eh e um transplante de fígado feito no Albert Einstein. Eh eh eh eu fiquei assim muito chocada eh porque eh era um serviço comprado caríssimo do Albert Einstein, eh pelo SUS. Eh, e o paciente teve 1 milhão de problemas, né? Eu não vou citar aqui, mas eh foi eh passado na internet e tudo e tudo isso em função de serviços que, na minha opinião eh eles não se responsabilizam porque eles fazem convênio com o SUS eh para garantir uma verba, geralmente verbas para fazer reforma na estrutura privada deles, eh verbas fixas e não enquanto parceria eh de responsabilização. Eu falo porque eu fui gestora, eu precisei muitas vezes e discutir com a nível central, com a PUC, muitas coisas que aconteciam eh nesse contrato com a PUC e sempre era muito difícil porque o dinheiro eles sempre quiseram. Eh, mas na hora eh sendo uma instituição católica e e que eu tenho uma entrada até boa, né? Eh, eh, era sempre muito difícil, eh, né? e vinha dinheiro tanto da saúde do SUS eh, central para as reformas, que projetos que a secretaria fazia fez eh eh como da do Ministério da Educação. Então, era muito dinheiro para quando a gente ia pedir eh eh um alguma coisa a mais para acrescentar no contrato. Era não. Por quê? Porque eu vou atender isso só no particular. Se a prefeitura comprar a mais, aí tudo bem. Então, eu acho que isso vem acontecendo há muito tempo e eu acho que a gente deixou de enxergar isso como problema em algum momento que eu não sei exatamente quando foi e só se só piorou porque eles querem tomar conta e querem que o governo pague para eles. É uma questão de dinheiro, de de transformar a nossa saúde em mercadoria, em valor. Obrigada. Mais alguém aí? Nico, você vai falar? Eu vou. Vou fal vou falar rápido, embora eu tenha sido bem prolixo, porque é muita coisa que eu tenho me acompanhado, eu ia organizar melhor, mas não deu. Eu fiz um rascunho aqui. Eh, eu vou falar enquanto usuário, né, e e da minha experiência, da experiência da minha família e de alguns de alguns colegas conhecidos. Eh, tem o primeiro caso que é o caso da minha irmã, que é uma mãe atípica, né? A minha sobrinha tem paralisia cerebral. Ela nasceu na Unicamp e foi assistida, né, pela Unicamp, é assistida pela Unicamp, pela PUC e pelo centro de saúde. E tem sido uma briga muito grande lá. E aí, eh, acho que o Lúcio, alguém trouxe o dado do número do centro de saúde são 66 e o Deral 69. 69. O ideal seria 90. O Dr. Roberto falou, então, não foi o Lúcio que falou. Ah, tá. Enfim, mas eh então eu eu sei da realidade do centro de saúde do do território dela que é do s do São José e do meu que é do Jardim Cabaria. O resto eu não, ele é conselheiro do do São José. Ah, tá. Então, eh, não sei do resto e agora eu, eu descobri como que pede informação, que tem a lei de acesso à informação. Então, eu tô dando um pouco de trabalho para eles. Inclusive, eh, a minha irmã precisa de psicólogo, psiquiatra, né? Uma vez eu fui com ela no CAPS, do CAPS levou, jogou pro centro de saúde. O centro de saúde não fez nada porque não tinha médico, né, para atender a minha irmã, que é uma mãe atípica e tem a sobrecarga em função do tratamento da minha sobrinha, que é médico o tempo inteiro, terapia, não sei do que, ela não pode trabalhar porque tem que ter o cuidado integral. É algo muito semelhante com o que acontece com a população idosa, que o Dr. Roberto falou, né, que que também vai ter e vai ter uma grande demanda. Então assim, a partir de fazer requerimentos, acho que é pelo SIC, pela ouvidoria, marcaram lá um psiquiatra paraa minha irmã e eu inclusive fui junto para poder acompanhar, porque ela na questão, né, vulnerável que está, muitas vezes não sabe se colocar e não sabe entender e compreender aquilo, o fluxo da, né, das coisas, né? E aí apareceu um psiquiatra lá e ele tava bem cansado, nitidamente cansado. Eh, e ele disse que tava atendendo 11 centros de saúde, né? Eh, é, e acho que ele caiu ali de para-quedas, inclusive porque tinha uma técnica de enfermagem e o o o enfermeiro da unidade tava junto ali para acompanhar, enfim, e eu passar toda a demanda que ela tem, né? e a demanda da minha sobrinha, que é a demanda da família, inclusive de fazer a conexão eh com a assistência social, né? Depois a gente passou pela assistência social da unidade também, elevei todos os o as necessidades que elas têm, né? Eh, e aí falei da importância de dar continuidade, porque aí a gente entra naquele princípio da integralidade, universalidade, enfim, eh, de dar continuidade no tratamento da minha irmã para que não seja hoje e amanhã eh o esse doutor e depois não venha mais nenhum ou venha outro ou cada vez um e aí cada um toma uma conduta, cada um tem uma visão. Isso tanto do psiquiatra quanto de da equipe como um todo, né? por exemplo, ela precisa de acompanhamento com psicólogo e aí marcaram um psicólogo uma vez por mês e é insuficiente dado a complexidade do caso dela pelo princípio da equidade, né? E e é isso, né? Aí a questão, por exemplo, da da fila eh dos exames, eh, das cirurgias, a Guida, a Iara, a gente, né, tem tem a Guida tem apresentou um projeto de lei para dar transparência pra fila. Acho isso muito importante. Inclusive, tem uma vizinha que tá esperando uma cirurgia de quadril há há mais de 2 anos, já desmarcaram cinco vezes. Eu cuidei dela uma época, eh, ia lá, trocava fralda, fazia curativo, porque o centro de saúde não ia fazer o serviço na na casa e ela era sozinha, não tinha família, pai, mãe, né? a a vizinhança que acabava ajudando. Então, acho que é isso. Só para fechar a questão da da saúde mental, que é algo que eu tenho colocado muito com a com a Naara, com a às vezes falo com a Guida, né, da necessidade de cuidar da saúde mental dos trabalhadores, porque a gente vê aí a terceirização, a privatização, né, o sucateamento. Eu sou da educação, é algo que acontece na educação, acontece na saúde e acontece em todos os lugares. a gente fica cansado, sobrecarregado, adoecido, né? Os números crescentes aí de ansiedade, depressão, taxas de suicídio, é preocupante. Se nada for feito, daqui um pouco todo mundo vai estar maluco, todo mundo vai entrar lá na casa verde do Simão Bacamar, né, daquela obra, né? Então assim, se não se não fizer alguma coisa, vai todo mundo perder a sanidade, né? E acho que isso isso eh protege os trabalhadores e protege a população, porque ninguém consegue cuidar de ninguém se tiver doente, né? É isso. E aí por último, a questão de alguns programas eh municipais na na questão da saúde. Eu vou dar o exemplo do pai serviço, que é um serviço que tem sido sucateado. Eh, assim, a minha mãe usa, né? E e outras pessoas usam. É, mas que os carros são suficientes, os carros estão velhos, não faz manutenção, às vezes atrasa na hora de buscar, atrasa na hora de levar, enfim, eu e eu eu trouxe mais essas reclamações que se acho que se todo mundo trouxesse aqui ou levasse pros representantes lá, pro executivo, né, as coisas teriam que acontecer, porque não acontecem, né, infelizmente a gente que é resistência tem que tá aqui com pouca perna fazendo esse enfrentamento. Então, é essa a minha fala. Obrigada, Nico. Bom, eu vou antes de passar, eu vou aproveitar também porque aí a gente passa pros pros meninos aqui que estão na mesa, para os debatedores. Eu ia eu ia falar antes, mas eu dei oportunidade primeiro porque, né, a ansiedade das pessoas, tá todo mundo muito preocupado. Bom, primeiro a a Naiara falou que a gente tem feito algumas visitas em centros de saúde tanto do tanto pra gente fazer a devolutiva das emendas, né? Aqui em Campinas tem as emendas impositivas. Cada vereador pode destinar um eh 1,2% do orçamento para as políticas no município. Desse 1,2%, 50% é obrigatório ser para saúde, né? Eh, o nosso mandato a gente tem feito escolhido no primeiro ano nós escolhemos o Conselho Municipal de Saúde para ser o fórum eh que fizesse essa discussão da das das destinação, né, das nossas emendas. E agora o MOPS tem feito esse movimento, né? MOPS através da sua atuação no centro de saúde, nos espaços de saúde onde ele tem conselheiro. O MOPS tem feito essa essa discussão. No último ano nós tivemos uma dificuldade porque o distrito, né, tentou intervir e dizendo que teria que passar necessariamente pelo distrito. Nós, de uma certa forma bancamos isso. a gente até entende essa preocupação do distrito, né? Porque eh porque a princípio essa coisa da emenda é uma coisa muito muito complicada, né, gente? Se a gente for ver, né, olhar no grosso assim do do negócio, né? Porque se bobear acontece isso que acontecer e que acontece a nível federal. Ou seja, a as emendas pode virar curral eleitoral, as emendas podem virar eh aquela coisa do troco, né? A fraude pode acontecer com isso que acontece. Muitas vezes elas não são destinadas para administração pública direta, sim para entidades terceiras. E aí é onde acontece, né, a a possível fraude de corrupção aí, ou seja, de vir o troco, né, como as emendas PIC, as emendas eh do orçamento secreto, é isso. Secreto, do orçamento secreto. É isso. Veja, eu eu enquanto parlamentar eu quero dar publicidade para onde vai as nossas emendas, né? Eu faço questão de que o povo da cidade saiba que foi destinado para o serviço público, né, para para o atendimento, para fortalecer fortalecimento da rede da da rede primária. Só que o orçamento secreto não. E por que que não, né? Por que que ele chama secreto? Porque justamente se você for atrás do dinheiro, você vai descobrir, né, que ele não serviu na sua totalidade para atender o serviço público ou o serviço para a população. Na verdade, ele tá atendendo aí interesses privados, né, interesses que não é. E e esse dinheiro é orçamento público, ele tem que estar na mão do grupo que ganhou a eleição, que vencedor, para ele poder implementar o seu projeto, não na mão eh do legislativo, que o legislativo é para legislar e fiscalizar, não é para, né, para se para bocanhar o recurso público, que é orçamento público. Bom, enfim, então aqui em Campinas, eh, nós fizemos dessa forma, ou seja, a gente tem discutido com MOPS e nós estamos voltando no centro de saúde fazendo esse essa devolutiva, né? O que que a gente conseguiu destinar, eh, de em que PEC tá, se tá sendo executado ou não, se já chegou, se a licitação já finalizou, em que PEC tá. Então, a gente tem feito essa essa devolutiva. Pois bem, e aí nessas visitas a gente acaba eh se deparando com muita queixa, mas assim, muita queixa mesmo. E a gente vê muitas vezes a diferença às vezes de um centro de saúde pro outro que é no mesmo território, né? Hoje mesmo foi nítido, assim, a gente entrou no centro de saúde do Jardim Santa Mônica e em seguida entramos no centro de saúde do Jardim São Marcos. Assim, gente, é desesperador a diferença. E mesmo o centro de saúde do Santa Mônica, que a gente que atende uma população grande, a gente consegue perceber essa diferença e o quanto um ou outro tá sendo afetado quando se tem um centro de saúde com uma maior organização do ponto de vista da gestão também dos dos trabalhadores, você vê eh esse até o ambiente, né, o outro que tá mais atacado, mais desmontado, a população tá mais sofrida. Situação é muito grave, né? A gente consegue olhar inclusive na sala de espera isso. A gente vê toda essa precarização. E aí a gente debara, se deparou muito com essa questão que a Nera falou do contrato da recepção. É, é um absurdo contrato esse postos que tem que ter no mínimo três pessoas atendendo a recepção. Recepção é porta de entrada. Cep éonde o paciente vai adoecido, vai ali em conflito, vai ali sofrendo em sofrimento, pede o atendimento, não se tem, né? Eh, rotatividade altíssima e falta do profissional também é para ter no mínimo três profissionais. Não se tem já há mais de um mês que tem postos ali que não estão sendo repostos, né? Aí você vai falar com as vai ver as empresas terceirizadas. Empresas terceirizadas. Gente, olha, isso é uma, eu não sei, eu eu tenho um verdadeiro desespero com essas empresas. Essas empresas são tão picareta, gente, me dá vergonha, sabe? Vergonha, desespero. Às vezes você vê é a mesma, é o mesmo grupo. Eles abrem um CNPJ, contratam os trabalhadores, daqui um tempo, daqui um ano, no máximo, começa a parar de pagar o salário, começa a atrasar o salário, para de pagar o salário, some, desaparece, né? Fala que faliu, desaparece, não paga os benefícios. daqui aí fecha aquele CNPJ, daqui a pouco é o mesmo grupo, são as mesmas pessoas, abrem outro CNPJ, montam um outro nominho e contrata às vezes as os mesmos trabalhadores que daqui a pouco aí passam anos assim, 3 anos, esses trabalhadores não conseguem tirar férias porque de ano em ano elas mudam, elas dão esse golpe, desaparecem, param de pagar, aí automaticamente entra outra empresa ou só o nome, né, mas o grupo é o mesmo. As pessoas que estão por trás daquele nome fantasia é o mesmo, é desesperador isso e a maioria, principalmente Lúcio, nessas empresas terceirizadas de limpeza, são mulheres, mãe solo, mulheres negras, ganham salário de miséria, eh, não recebe o salário, não recebe o salário, trabalham seis por um porque às vezes o posto de saúde não abre, mas sabe o que que elas fazem? As empresas colocam ela em outro posto, em outro local, porque o posto de saúde não vai abrir, né? Então ali ela ela ali ela trabalha 5 por do, mas outro lugar ela vai trabalhar completar o seis. E olha, é uma picaretagem assim que me irrita profundamente, né? Essa coisa da falta do financiamento na saúde primária, a falta do fortalecimento na saúde primária, a gente fala isso pro secretário, a gente fala assim, a gente desenha, eu não sei se ele não entende para responder e aí vem com aquela mesma história, porque a gente gasta, a gente gasta muito, gasta muito, mas gasta muito mal. E isso é pensado, esse gastar mal, né? É muito pensado esse esse gastar mal. E aí eles falam assim: "A gente ampliou com verbas na saúde, ampliou com emenda impositiva. É isso que tá ampliando com emenda. Isso tá acontecendo. A cultura é a mesma coisa. Nós ampliamos o investimento na cultura. Mas é com emenda, gente. Eu fico desesperada porque isso isso é isso é nítido que não tem um um projeto, um planejamento, né, uma política pública pensada, né, para aquilo. Aliás, tem é essa do desmonte, eh, é essa da da do desmonte do ataque da saúde, do desfinanciamento. Aí entramos no último discutindo essa questão da tabela SUS. Aí agora entendi porque o Tarciso falou que ele dobrou, que ele pagava 0 vgul, é igual tá pagando quatro. Então por isso que ele dobrou, né? Dobrou, né? Ele dobrou, né? Ah, nós dobramos a tabela. E e mentira em cima de mentira, né? Quando a gente tem aqui na na nessa casa a prestação de contas, que é obrigatória, aí às vezes eles falam: "Olha, o eles eles reclamam, mas já ficou várias vezes nítido aqui que inclusive esses recursos da saúde não não é repassado diretamente paraa administração direta aqui. Ela ela é repassada para entidades terceiras que vão que vão atender o SUS de alguma forma, mas para cá direto não. Eh, e por bom, duas coisas por último, essa questão das cirurgias. Nós fomos essa semana no Hospital Marugate levar o nosso projeto de lei que foi Roberto que fez, né? Roberto aqui que tá aqui nessa mesa que elaborou. Nós fomos levar o PL que fala sobre o as filas do SUS, né, as filas todas, exame, cirurgia, consulta, especialidades, enfim. Aí, eh, ele me disse o seguinte, que nós temos que o Hospital Marugate está preparado para fazer 20 cirurgias por dia. Por isso que quando ele falou cinco por mês, eu quase caí ali. Falou 20 por dia. acontece que nós temos uma situação grave que são os trabalhadores eh uberizados, trabalhadores entregadores, né, de motos, enfim, que eles se acidentam demais e tem muito acidente na cidade durante todo o dia, muito, muito, muita situação de acidentes. Toda vez, toda vez que tem uma família, uma pessoa aguardando, esperando, e aí chega um jovem que sofreu acidente de moto, motocicleta, enfim, que são esses trabalhadores aí, eh, ele precisa suspender aquela cirurgia para atender. Aí o que que ele me disse? Olha, vereadora, nós temos uma possibilidade de ampliar esses 20, mas ele falou para mim várias vezes, olha, isso não vai resolver, não vai resolver, não vai resolver, mas a gente tem uma condição de amenizar, porque o Hospital Ouro Verde, ele tem toda a condição de também fazer essas 20 por dia. Ele tem lá todo, já tá totalmente preparado para fazer isso. Foi isso que ele me disse. Todo o sistema estrutural tá preparado para fazer isso, só que eu não tenho habilitação junto ao Ministério da Saúde e aí se eu fizer eu não recebo. Por isso, não tenho, eu não tenho como suportar isso a médio e longo prazo. Então eu precisar, eu preciso dessa habilitação. Bom, nós já entramos no radar para, né, junto ao ministério para tentar garantir essa habilitação para que tenha também essas 20 cirurgias lá no hospital eh Ouro Verde. Mas veja, ele falou 20. Aí ele falou assim, ó, ele acontece 15 acidentes, 17 acidentes por dia desses trabalhadores de moto. Mas eh o Lúcio falou para mim um dado de cinco por mês, que é a informação que eu tenho. Cinco por mês, gente. Aí tão tão me tirando de tonta, né? Porque não é possível. Essa essa conta não tá batendo. Quadril, né? Quadril. Tava de quadril. É, mas eles, mas eles falam que ali é para eles a maior demanda é essa. Ortopedia quadril. Ele falou muito de quadril, de quadril. Falou muito que precisa muito. Mas enfim, gente. Bom, então e a gente entrou nesse nesse radar também para ver se se ameniza. Aí aí eles disseram que tem todo um acompanhamento do MP por conta da fila do SUS, né? Ele falou que tá tá tendo que tá assim. Aí, Roberto, ele falou que a nossa lei praticamente é o que eles vão fazer, viu? Eu não acreditei, né? Quero ver para Mas assim, porque a nossa lei é uma lei muito completa, né? É uma lei, né? Com sistematização, com acompanhamento direto do usuário, enfim, né? Eh, ele falou que não, isso aqui é tranquilo. Eu fiz saí de lá. É, inclusive não só para cirurgia, mas para consultas especialistas, porque a demanda é muito grande, muito grande, consultas, exames, enfim. Então ele falou que não, isso aqui é tranquilo, terminando essa apuração que nós estamos fazendo, vai se resolver. E, e só por último mesmo, eh, eu vou falar aqui sobre um tema bem rapidão que foi esse debate, que é esse debate pela redução da escala de trabalho 6x1, que eu na hora que o Pedro tava falando tava eu tava lembrando que teve muito essa discussão da produtividade baixa, né, do Brasil, né? E e aí eh, e o Pedro falou muito dessa questão desse polo industrial, que é industrialização e principalmente a industrialização no setor de saúde pode inclusive melhorar esse esse processo, né, de industrialização, que é extremamente necessário, que isso também pode melhorar esse nível, né, de produtividade que a gente tem no país. E aí, Pedro, lembrando o quanto a gente sofreu na pandemia, né? Porque a gente não tinha luva para dar pros trabalhadores trabalhar, não tinha máscara, né? Então, quer dizer, eh, e a gente poderia potencializar isso no país, que esse processo de reindustrialização pudesse vir também a partir, né, dessa área da saúde, garantir que a gente, enfim, melhorasse esses níveis, porque se também não melhorar, não tem como melhorar a produtividade e toda essa conversa que não tem como diminuir a escala de trabalho de de se um. eh falar aqui porque a produtividade é baixa, não é a partir daí que vai se resolver, né, esse esse índice, esse número. Mas enfim, pessoal, agradecer aí vocês e eu vou voltar aqui para vocês, para vocês já fazerem o comentário, né, das coisas que foram faladas aqui e também fazer as considerações finais, tá bom? Pra gente finalizando. Quem quer falar primeiro? Pode ser da mesma ordem. Pode ser, Pedro. Bom, e eu queria primeiro agradecer pela riqueza da discussão aqui e e o convite Naaiara e a possibilidade e a oportunidade de estar aqui com vocês, com a vereadora, discutindo esse tema. E eu queria fazer só breves comentários, né? Primeiro, eu não sou um especialista na área, nem no município, aprendi muito com vocês, mas eu queria destacar umas questões mais gerais, né? A questão do subfinanciamento, eu acho que tem uma disputa importante ao nível federal também, né? Eu acho que apesar do SUS ter ganhado esse status de um patrimônio nacional depois da pandemia, há ainda muitos ataques ao SUS. Sim, né? Desde o o chamado teto de gasto que foi mencionado aqui, né? que já desfinanciou completamente o governo federal. a discussão depois o o o novo arcabolso fiscal também é limitador a despeito dos pisos constitucionais voltarem de saúde e educação. Mas inclusive no nosso governo, no governo Lula, isso entrou em discussão. Entrou em discussão porque o arcabolso fiscal tem um problema que é um problema inerente, constitutivo. Exato. Ele não simplesmente não cabe. Você tem o envelhecimento da da população, você tem o gasto com INSS e você tem dois gastos importantes que é saúde e educação com uma lógica orçamentária diferente, baseada na tributação e não no gasto, no crescimento do gasto anual, né? Então, a necessidade da gente fazer esse debate eh pelo pelo aumento do gasto público federal em saúde é também a necessidade de fazer um debate ante austeridade, ante arcabolso fiscal e eu espero que ele seja revisto para um quarto um quarto mandato do presidente Lula. Tem uma torcida aí. O outro comentário é sobre bom o tema da terceirização, os exemplos ilustram melhor que tudo, né? Porque no fundo é uma privatização eh disfarçada, porque o acesso continua sendo público, mas a provisão passa a ser privatizada e você desconstrói por dentro e com a precarização do trabalho, com a piora da qualidade. Então, a necessidade de combater isso também, ela é fundamental. E por fim, destacar e que houve uma questão sobre a força do capital, né? No fundo, o estado social ele compete com o setor privado, com o neoliberalismo. Teve agora o o Pix que o Trump atacou o Pix. A lógica dele do Pix ser desleal é a lógica de mesma lógica do plano de saúde que concorre com SUS, né? Exatamente. Ou do do setor privado de educação que que que concorre com o setor público ou do INSS que concorre com os fundos de previdência privado. Então, há sempre uma pressão e um lobby do setor privado para a desconstrução do público. É isso que move neoliberalismo. Mas hoje a gente vive um momento que o neoliberalismo tá numa crise fundamental. Tem múltiplas crises dentro dessa crise. Tem a crise climática, tem a crise da democracia, tem a crise da desigualdade e tem tendências como a questão demográfica que precisam ser destacadas. Então, há uma oportunidade de fortalecer uma outra visão de mundo, uma nova economia, uma nova forma de enxergar a sociedade e onde eu acho que o tema da saúde pode ser central como um politizador, porque as pessoas elas vivem esse processo, elas vão aos hospitais, elas sabem o que está acontecendo. Então eu acho que é um um elemento pra gente pensar enquanto engajamento, porque não não dá para fazer esse debate no abstrato. preciso fortalecer as organizações, as instituições, o debate público, as narrativas e ganhar essas narrativas, porque por mais que o SUS esteja de fato fortalecido depois da da pandemia e é muito difícil você ver um esses economistas neoliberais falando contra o SUS, no fundo eles falam a favor do SUS, mas não o SUS integr com a integralidade, com a universalidade. Eles pensam um modelo diferente, onde o o a lógica de mercado tá ali embutida. Então, é preciso fortalecer de fato uma visão alternativa e uma visão que de fato protege o público e a saúde como algo que não seja uma mercadoria, né? que a ideia da mercadoria é justamente abrir espaço paraa lucratividade. O que a gente quer, não, a gente é abrir espaço pro bem-estar e a saúde sendo aí então um meio para o bem-estar e um meio para o desenvolvimento. Obrigada. Pode ir, Lúci. Vamos aqui mesmo. Então, eu achei muito importante e concordo plenamente com a resposta da vereadora Guida a respeito da questão dessa rotatividade, né, na terceirização, mas eu acho que não é só rotatividade na terceirização. Nós temos um problema gravíssimo no município, até mesmo com os concursados, que é a questão do salário, por exemplo, do profissional médico, né? Em 2008, mais ou menos, iniciou uma uma tal de eh um delta que se colocaria pro profissional para lavar o carro porque ia lá pro São Domingo, não tinha asfalto ainda na época, 2008, e colocaram um delta, disseram que é pra questão da segurança, quanto mais longe, quanto mais de risco, mais esse delta seria um valor maior. E esse delta hoje que era começou lá com 250, 400 e 700 hoje tá 6 7.000. Só que o que que acontece? Não é salário. 6000 paramédicos. Hã? 6 7.000 para médicos. Para médico. Não entendi não. Mas não é isso, Roberto. Não, porque ele tá falando, os outros profissionais não recebem. Não, não. Para médico. Paramédico. Então, o que que acontece? Falou da impressão que todo mundo recebe seis. Não, não, não é, é para, para o médico, né? O que que acontece? Então, hoje, por exemplo, Paulíia Valinhos, a cidade vizinha menor, paga mais o salário do que Campinas. Então, isso é um problema. Isso é um problema para nós e eles reclamam muito. Então, tem também essa questão do cara fazer concurso público, sai daqui, vai pro outro lado e não fica em Campinas. Isso. Então tem essa questão. Eu também queria responder já diretamente sobre essa questão da privatização. Acho que ele já falou bastante e é isso mesmo. Se a gente não acumular força e não fazer discussão política e falar contra essa terceirização, gente, isso aí tá ganhando um espaço. Olha, não sei até onde nós vamos chegar. E é acho que é a Cida que falou, né? É S Cida o nome dela. Eliane. Eliane. Então, Eliane, você falou aqui sobre a questão da terceirização, depois você falou da responsabilização. Isso. Essa palavra é uma palavra bem grande, mas ela ela ela tem o mesmo peso da irresponsabilidade dessa terceirização, né? E a gente não sabe até onde vai chegar isso, né? Como pode tanto problema que nós tá recebendo? Quanto tanto problema? Poucos dias atrás a a pessoal de limpeza paralisou porque não tinha pagamento. É, né? Acho que a referência que você fez aí. Limpeza, gente, limpeza no centro de saúde, sem limpeza funciona? Não tem como. Então parece que ninguém valoriza a pessoal da limpeza, mas sem limpeza não tem como funcionar uma unidade de saúde. Então eu acho que tem uma irresponsabilidade muito grande essa questão da terceirização. Eh, e por último dizer o seguinte, eh, sobre essa questão do vínculo que você colocou do profissional lá do psiquiatra. E olha, nós ficamos dois anos sem psiquiatra. 2 anos. Não tinha psiquiatra. Quem fazia o atendimento era clínico geral. E nós sempre reclamando que eles não tinha condições de est fazendo receita e atendimento porque não tava na área específica, né? Mas a unidade de a a secretaria acha que é médico de família tem que resolver tudo e acabou. Eles falam isso, só que a gente sabe muito bem que tem especialização. Outra coisa, eh, a área de saúde mental não é só o cidadão que tá doente, ele vai arrastando todo mundo. E você falou ali que a pessoa não tem como trabalhar, tem que cuidar dele, tem que ir lá para saber o que ele tá falando, porque tem que auxiliar, tem que Você tá entendendo quanto de responsabilidade? Não é, não é pouca coisa, não é muita coisa. E aí nós temos um profissional para 11 unidades de saúde. 11. Chegou um profissional psiquiatra e ele fica na imutica em nenhum centro de saúde. E aí ele fica um dia num canto, um dia no outro, um dia no coitado. É o que ele falou. Entrei lá, ele tava cansado, parece que tava até meio perdido. Que que tem dificuldade de entendimento, ela falou: "Nossa, o senhor tá cansado aí. Tá vendo? Ele tava, ele tava café assim na mão. Gente, vamos nós vamos parar. Mas profissional não vai aguentar o rojão não, porque não dá, é muita coisa para um um só cidadão, né? Então para para terminar dizer o seguinte, olha, nós não temos outro jeito, nós temos que fazer mobilização. Então o que que eu posso dizer para você? As nossas reuniões no centro de saúde de São José, toda primeira quinta, hoje seria a reunião lá do São José. Hoje não é quinta, é a segunda já, né? É, então toda primeira quinta, mas a outra quinta foi feriado. Próxima ou ou veio para hoje, né? Segunda quinta. Então, eh, a, mas sabe qual que é o horário? Às 15 horas. Então, e a gente sempre questionou essa questão de horário de reuniões de centro de saúde e conselho. Por quê? Porque 15 horas no meio de semana é de judiar, não é? As nossas reuniões no São José era sábado, era uma briga danada que o o cidadão não queria fazer essa reunião no sábado. Os trabalhadores, os trabalhadores não queria fazer reunião no sábado porque o São José funcionava no sábado, depois deixou de funcionar no sábado por causa da UPA e assim uma coisa vai puxando a outra e vai complicando, vai complicando. Então, finalizando dizer o seguinte: nós do Conselho Municipal de Saúde, nós do Conselho Distrital, nós do Conselho Municipal de Saúde temos que cada vez mais fazer capacitação para questionar, se organizar e lutar contra essa terceirização e privatização da saúde, porque é uma coisa vai empurrando a outra, uma coisa vai empurrando a outra e e no final é aquilo que você falou, ninguém tá olhando mais, parece que fica uma coisa meio normal já. E vai indo e vai indo. Daqui a pouco nós não temos mais o SUS. Eu quero agradecer a vereadora, quero agradecer todos da mesa, Naara, por ter feito o convite, a todos presentes. Muito obrigado. Fiquei contente por est participando do dia de hoje. Obrigada, Lúcio. Roberto, eu vou tentar ser breve, eu sou prolixo. Quem que não é aqui? Se mais eh quando você fala da fragmentação da apresentação lá do Roberto, você não tá falando no microfone, liga. Ficou vermelhinho. Isso. Essa alta rotatividade, do meu ponto de vista, está no é centro, é estrutural das privatizações. Veja, do meu ponto de vista, as privatizações provocam quatro, no SUS, pelo menos na saúde, quatro resultados negativos e todos eles eh eh não é combinado, mas assim, o que causa isso é principalmente essa alta rotatividade, ó, fragmentação, tá certo? Se eu não tenho gente suficiente, etc. E rotatividade, eu contrata-se 20 empresas, como lá no Ouro Verde, etc. Então, uma fragmentação grande do cuidado. O outro problema sério que que provoca é exatamente essa desqualificação do trabalhador. Como é que chama isso? A precarização do do trabalho. Precarização mais rotatividade. Eu vou ter lucro se eu pagar menos. Então isso é o segunda, a segunda consequência negativa do a terceira eh consequência seríssima da da privatização. Até pus aqui para me esquecer. Eh, que aqui então a a o negócio do trabalho, a precisação do trabalho, a ausência de vínculo, se gente e na saúde só funciona com vínculo, não vou entrar no detalhamento do que significa. E o efeito simbólico que isso produz. Sim, a sociedade brasileira acredita pouco no SUS, acredita pouco. Tanto é que o sindicato fica reivindicando plano de saúde, tá certo? Eh, e aí respondendo as suas questões, Naara, de uma maneira bastante pessimista, eu fui envelhecendo, o povo diz que a juventude é bem esquerdista, à medida que vai envelhecendo, vai caminhando pra direita. Eu fiz exatamente o oposto. Eu nunca fui de direita, nunca fui de direita. Eu sempre fui de esquerda desde que eu me conheço, mas estou cada vez mais esquerdista. Fica. Tô fazendo, nunca fui de direita, nunca mei da direita pra esquerda. Caminhei da esquerda pra quase a extrema esquerda. Não vou chamar extrema esquerda porque também tem problemas com a Não, acho que não. E aí vem o tal do realismo capitalista que contamina, infelizmente o nosso partido. Sim, as pessoas não estão acreditando que podem superar o neoliberalismo, que podem superar o capitalismo, tá certo? Então, por exemplo, infelizmente, eu não queria falar disso em período eleitoral, mas não tem jeito, a gente tá negociando a tal da saúde única. O Ministério da Saúde tá conversando com o empresário sobre a tal da saúde única. Saúde única é engabelação. Engabelação. A gente pode explicar o que é saúde única. Ah, vai discutir a a coisa aí da do mais mais especialista com a iniciativa privada. Aí tem uma promessa que não é só até 2030, eu não acredito. Tá certo? Então assim, não tem eh eu não vi no governo uma discussão séria, importante, de ampliar o número de equipes de saúde da família. Se aqui no Brasil, Campinas precisa de 300, no Brasil precisa dobrar o número. Assim, eh, essa discussão não existe, tá certo? E aí assim, eh, isso afeta. Por que então que o conselho não é deliberativo? Porque não em sistemas neoliberais eu não quero democracia participativa. Em sistemas capitalistas eu não quero democracia participativa. Então desrespeita-se os conselhos aqui no Brasil, em todo lugar. A boa parte das negociações do governo federal foi feito passando por cima do Conselho Nacional de Saúde ou sem discutir com o Conselho Nacional de Saúde. Ora, então fica assim, o desrespeito aos conselhos é naturalizado, tá certo? E aí os conselhos são coptados. Tô falando da minha parte eh pessimista do momento. Bom, mas eu tô um tanto quanto institucionalista ao mesmo tempo. Tá certo? É paradoxal isso. Mas é então eh nós estamos chegando no momento eleitoral. Eu acho que uma das maneiras da gente avançar, ainda que os nossos partidos de de esquerda tenham caído nessa coisa do realismo capitalista, tá certo? como se o capitalismo não fosse nunca terminar, são muito melhores que qualquer governo de centro, de centro direita, de direita, etc, etc. Então, tem que votar nas pessoas de esquerda. Vou pegar o exemplo aqui da Guida e também posso citar outras vereadores de esquerda. A Fernanda Solto tem sido uma vereadora bastante combativa no campo da saúde. As iniciativas e mais iniciativas, por exemplo, você pega as emendas, já vou parar de falar, falei que são muito políixos, mas assim, as emendas parlamentares, se eu tava olhando para onde estão indo as emendas parlamentares dos outros vereadores, a maior de toda iniciativa privada foi paraa Santa Casa de Misericórdia, 2.600.000 na saúde, a segunda que deve ser a terceira é de novo iniciativa privada. A maior parte das emendas vai paraa cultura, vai para empresas privadas que fazem cultura, etc. Não aparece entre as 20 nenhuma instituição pública recebendo emenda positiva dos nossos vereadores. Nenhuma. Duas da saúde entre as 20, as duas privadas e não aparece nenhuma. Então assim, mas quem tem tentado distribuir as emendas pro serviço privado, fício público e nessa coisa da como se fosse um orçamento participativo, a Guida, o Paulo Búfalo tem todo o povo de esquerda, tá certo? Eh, a direita tem defendido um SUS, eu paro por aqui, de pobre para pobre, um SUS pobre para pobre. Não, não quer acabar com SUS. E por que que não quer acabar com SUS? Não quer porque o SUS eh compra medicamento, eh compra equipamentos hospitalares, constrói para caramba, dá emprego. Então eu não quero acabar com isso. É um grande mercado, tá certo? Mas eu quero este SUS para pobre. Eu quero que o resto vai consumir no mercado, tá certo? Localizar os mais poos. Isso é aí implanta o tal do custo. É o que que é o c mesmo? N é cobertura. Cobertura. Cobertura universal. O nome é bonito. Tá certo? Mas não passa. Isso de tentar implantar um SUS. Então, a minha recomendação, estamos chegando no momento eleitoral, quem quer um SUS mais forte, apesar do realismo do capitalista do nosso governo, infelizmente tem que votar na esquerda. Eu não tenho a menor dúvida disso. Menor dúvida disso. Aí a gente consegue. Por quê? Porque a esquerda, pelo menos, é mais porosa. A participação popular, tá certo? É bem mais porosa, com todas as dificuldades, etc. Mas é muito mais fácil reivindicar de um governo de esquerda do que reivindicar de um governo de direita, tá certo? Então, a única saída que eu vejo nesse momento para melhorar um pouco, não é a saída total, é votar em partidos de esquerda. momento preciso e eu sou pessimista no curto prazo e muito otimista no longo prazo. Eu acho que um dia não vamos chegar na nossa sociedade socialista e acho que nesse sentido a crise climática e a demografia vem a calhar porque não é possível a gente querer viver numa desgraça total como a crise climática tem pintado e como a própria demografia tem nos levado, tem forçado. Então, a gente chega no fundo do poço e não é possível que a gente queira viver nesse fundo de poço. E para sair desse fundo de poço só tem alternativa socialista. Nenhuma outra alternativa é possível. Então chegaremos lá onde nós teremos conselhos, mas não é tão já não. Acho que os netos talvez. É isso. Muito obrigado, Guida. Desculpe ter ser tão prolixo. Eu tento não ser, mas não consigo. Imagina, gente. Obrigada aí pela conversa, pela partilha. Eh, foi muito importante. Lembro que essa esse debate vai ficar gravado aí assim que sair no YouTube, porque vai demorar um pouquinho, né, Cecília, para ir pra plataforma, né? Acho que demora um pouquinho, uns dias, né? Uns dias, né? Com a TV, tá? Nós vamos eh aí depois a gente compartilha com vocês o link para vocês também compartilhar. Acho que foi muito produtivo o debate, muito rico, tem muita informação aqui, muito importante. Enfim, então agradeço aí, agradeço Pedro pela disposição, agradeço Lúcio e também Roberto, como sempre um parceiraço nosso. E o Nico, Denise, Eliana, obrigada. Obrigada, obrigada, gente. Tá encerrado então o debate. Obrigada. Vivo o SUS. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. TV Câmara, Campinas. M.