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85ª reunião solene
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85ª reunião solene

13 views Publicado 23/03/2026 HD · 1:26:36
Resumo editorial

A 85ª Reunião Solene da Câmara Municipal de Campinas entregou o Diploma de Mérito Empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira a um empresário do setor de games em Campinas, CEO da Ilex Games, por proposição de uma vereadora campineira. A solenidade contou com a presença da gerente do Brasil Games Export Program, que reforça o papel da cidade como polo emergente da indústria nacional de jogos eletrônicos, segmento que cresce de forma acelerada no Brasil e ganha espaço no mercado mundial. A reportagem destaca a importância do reconhecimento institucional para empresários campineiros que apostam em segmentos inovadores da economia criativa, fortalecendo o ecossistema de tecnologia, criatividade e empreendedorismo que se consolida no entorno da Unicamp, do CPQD, do CNPEM e de outras instituições do polo tecnológico campineiro. A sessão seguiu o ritual tradicional com a execução do Hino Nacional e do Hino da Cidade de Campinas, reforçando a dimensão cívica e simbólica das honrarias concedidas pelo legislativo municipal a quem contribui significativamente para a economia e a identidade da cidade.

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Honraria: Diploma de Mérito Empresarial "José Bonifácio Coutinho Nogueira" Homenageado: Marcelo de Freitas Rigon Autoria: Vereadora Paolla Miguel

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TV Câmara Campinas. Senhoras e senhores, boa tarde. Iniciamos neste instante a 85ª reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de diploma de mérito empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira a Marcelo de Freitas Rigon. Por proposição da vereadora Paola Miguel. Convidamos para compor a mesa e para presidir esta reunião solene a vereadora Paola Miguel. Convidamos também para compor o dispositivo Patrícia Sato, gerente da Brasil Games Export Program. Uma vez composta a mesa de autoridades, convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem nosso homenageado de hoje. Por favor, recebam o CEO da Ilex Games, Marcelo de Freitas Rigon. Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra a vereadora Paola Miguel para declarar aberta esta reunião solene. Boa tarde a todas as pessoas presentes. Para mim é uma grande honra est presidindo essa sessão solene, né, e, né, para não sem mais delongas aqui, eh, eu declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com o diploma de mérito empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira, Marcelo de Freitas Rigot. Todos estão convidados a cantar em posição de respeito o hino nacional brasileiro com letra de Joaquim Osório Duquestrada e música de Francisco Manuel da Silva e o Hino da cidade de Campinas com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. Ouviram do Ipirangas mais bácidas de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos brilhou no céu da pátria nesse instante. O Senhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte em teu seio. Ó liberdade, desafio o nosso feito à própria morte. Ó pára, toda a graça salve, salve. Brasil com sono intenso, um raio vímido de amor e de esperança. A terra desce sem que o formoso céu risonhe límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza. És velha forte dois e o teu futuro espelho essa grandeza terra dourada entre outras vilas do Brasil. Ó pátria amada dos filhos e sas mãe gentil pátria amada Brasil. deitado eternamente meus esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo. Fuguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do novo mundo, do que a terra mais garrida, teus bisonhos e dos campos tem mais flores. Nossos bosques tem mais vida. Nossa vida no teu seio mais amores. Ó patriam casa. Salve salve. Brasil de amor eterno seja símbolo o lavar os tempos estelado e digam verde louro desta fómula. Faz no futuro e glória no passado. Mas segues a justiça clava forte. Verás que o filho teu não foge a luta, nem que te adora a própria morte, terra dourada, entre outras vilas do Brasil, uma pátria amada dos filhos desde só nas mãe amada Brasil. PR nossa divina promessa promessa seja nossa por indústrias cono Precisamos calhar agir precisamos calhar agir progresso. Progresso. Compra o povo que sabe os lros da glória acolher e com alma de luces. 70 a luz do trabalho vai colher. contra o povo que sabe os da glória, da glória. Todos vamos todos sentidos todos glória ao povo ao povo e sai da glória no pra, se a nossa conquista solicitamos que todos retomem seus lugares. Nós agradecemos a presença de todos nesta solenidade e relacionamos as seguintes presenças de autoridades que se anunciaram a este cerimonial. O presidente do Conselho de Cultura de Campinas, Rodrigo Dias Dias, Rafael Martins da Associaçames.br e membro do Conselho de Cultura. Cláudio Guzmão, coordenador de projetos criativos e games. Luciano de Assis, diretor do núcleo Softex Campinas. Diego Ferreira, presidente da associaçames.br, Delfim, curador do Cineclube Terracota, André Iud Terada, vice-presidente da Gameux e Isael Gabriel Silva Faria, presidente da Gameux. Enviou justificativa de ausência com cumprimentos ao nosso homenageado de hoje, a deputada estadual Ana Perugini. Convidamos agora à tribuna, vereadora Paola Miguel, para a homenagem da Câmara Municipal de Campinas ao agraciado desta tarde. Boa tarde mais uma vez. Quero aqui primeiro pedir desculpas pela alteração de de local, né? Nossa ideia inicial era fazer no planetário, mas teve as mudanças do tempo fizeram que os parques tivessem fechados e aí essa notícia veio hoje pela manhã. Então peço desculpas aí pelo por esse transtorno. Eh, queria agradecer a presença de cada um e cada uma de vocês que tá aqui presente nessa solene. Dizer que para mim é uma grande honra tá aqui nesse mês de dezembro. essa é a última atividade que a gente vai fazer do mandato, mas não poderia ser é diferente, né? E de ser pro Marcelo Rigon, né, que eu chamo carinhosamente de amiguinho muitas vezes. Eh, mas o Marcelo, ele é uma pessoa que é bairal em física pela Unicamp, psicanalista clínico pela Escola Brasileira de Psicanálise, tem mestrado pela Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Unicamp. Atualmente, né, quando a gente fez esse projeto, ele tava como eh presidente da Associação Paulista de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos. Em 2005, na SB Games, no Simpósio Brasileiro de Games, que ocorreu na cidade de Curitiba, participou das reuniões da fundação da Abra Games, Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos. O Marcelo também ele é o atual CEO da Elix Games, que possui um projeto eh na Softex, né, que iniciou em 2003, a empresa focada em jogos e aplicações, principalmente jogos educacionais, né, e já tem mais de 300 minijogos distribuídos. Eh, em 2014 ele iniciou uma uma diversidade no seu portfólio da IX, né, com produções originais e ao mesmo tempo mantinha uma linha de sustentação do fluxo, né, para que conseguisse ali manter a empresa. Eu não vou me recordar o ano certinho, né, que a gente se conheceu, mas foi ali no processo, se eu se eu não me engano, foi em 2017, 2016, quando a gente trabalhou juntos. na Fiberwork, né? Uma empresa desenvolvimento também, né? Foi quando eu conheci também o Wélcio. Eh, e naquele momento, né, o Marcelo sempre foi muito eh generoso e acolhedor, né? Então ele sempre teve uma característica de trazer muito, de ensinar muito, né, para todas as pessoas que passaram pela vida dele, principalmente na área de desenvolvimento. Tive oportunidade de trabalhar com ele naquele momento e depois em alguns outros eh projetos menores. Tem participei de uma game J também, mais ou menos naquele mesmo período. E desde então, né, todas as vezes que eu tenho uma alguma ideia, né, de desenvolvimento, de projeto, né, recentemente liguei para ele também para que a gente pudesse falar de um possível projeto de mestrado, né? Então, o Marcelo é essa pessoa que sempre abraça as pessoas, né, que ele abraça todo mundo. E acho que o currículo dele, né, muitas vezes não tem, não consegue expressar essa dimensão que é o Marcelo, né, e essa diversidade de conhecimento que ele tem, né, essa essa fortaleza de de paz e tranquilidade, né, que ele sempre é, né, e traz pra gente, sem dúvida nenhuma, uma possibilidade e outras visões do que fazer. E através dele eu conheci diversas pessoas que estão aqui, conheci o Delfim, passei pelo pelo Gamux ali, conheci outras pessoas que estavam naquele momento, né? Conheci a Milena também, conheci a Leila do Maresque, eh, e algumas outras pessoas a gente se encontrou, né, mais recentemente em outras lutas, né, como é o caso do do Rafael, como é o caso do Rodrigo, Dias Dias, né? Tô, já ouvi falar bastante da Patrícia, mas tô conhecendo hoje aqui. E o Marcelo, muitas vezes, eh, quando a gente pensa nele, não tem como a gente não pensar nesse processo de reconhecimento por todas as participações que ele teve enquanto vida pública. ele já participou, né, aqui no currículo, acho que traz bastante coisa de eh abertura de associação por espaço que ele passou, mas ele já teve eh no debate, né, de como que os games eles precisam sim entrar no debate da cultura, né, e é por isso que a gente tá aqui hoje. já foi para São Paulo, Brasília, ajudou na na redação de políticas públicas, de investimentos no processo de regulamentação, né? E atualmente ele tá concorrendo ao melhor jogo indica Latina pela The Ind Game Awards, né, que vai sair dia 18. Acabei de perguntar para ele se já tinha saído o resultado pra gente também poder comemorar, mas sai dia 18, né, o resultado. Espero muito que venha esse reconhecimento, porque a gente sabe que uma premiação muitas vezes ela não é um prêmio, né? Ela não é pelo fato de você ganhar ou não, mas é pelo reconhecimento do seu trabalho, pelo reconhecimento da sua trajetória. Ele que começou como físico, psicanalista, né? Deu falar, deu aula, né, para para muitas pessoas. ensinou muitas pessoas eh a desenvolverem na desbravou muito ainda o área de jogos, né? Iniciou o seu desenvolvimento em jogos muito antes, né? Da gente ter as ferramentas que a gente tem hoje. E hoje, né, a gente queria poder fazer um pouquinho de tudo que você já fez pra gente e retornar para você. Então, eh, esse diploma, né, de mérito empresarial, José Bonifácio Coutinho Nogueira, sem dúvida nenhuma, é só um pouquinho do que a gente, do que a Câmara pode fazer, Marcelo, por você. e conte conosco, conte conte comigo pessoalmente, mas conte com o nosso mandato, conte com a Câmara para que a gente possa cada vez mais pensar em políticas públicas para voltado para jogos, jogos educacionais e pra gente também conseguir trazer esse debate numa outra ótica que não é só dos jogos caros, distantes, dos jogos que muitas vezes são inacessíveis, que você precisa de grandes processadores e placas de vídeo, mas também de jogos que consigam reunir a família, dialogar, conversar, transformar, né? Então era é um pouco isso, né, que eu queria falar aqui, né? Então, o e que todo a trajetória seguinte da Iix, né, que esse essa essa é concorrendo essa esse essa a esse prêmio, que seja só o início de várias outras categorias que você vai conseguir concorrer, participar, vencer e que esse prêmio também seja o primeiro de muitos para que a gente consiga trazer esse reconhecimento tão importante da sua trajetória. E era isso, gente. Muitíssimo obrigada. Neste momento, teremos a entrega da honraria da Câmara Municipal de Campinas a Marcelo de Freitas Rigon. O homenageado recebe o diploma de mérito empresarial José Bonifácio Coutinho Nogueira por sua contribuição ao campo empresarial no município de Campinas. Parabéns, Marcelo de Freitas Rigon. Convidamos a mesa a retomar os seus lugares e convidamos agora a tribuna para seu discurso de agradecimento, Marcelo de Freitas Rigon. Eh, bom, são só 10 páginas aqui. Eh, o seguinte, vamos primeiro eu queria agradecer, né, por ter essa honra aí de tá recebendo esse diploma do mérito empresarial. Queria agradecer ao presidente da Câmara, né, Luiz Rossini e a vereadora Paula Miguel, minha amiga de alguns anos aí, né, que a gente sempre se conversa, se encontra em vários espaços, né? Eh, eu precisava assim, se eu fosse listar todo mundo que me ajudou a tá hoje aqui, né, assim como eu tento ajudar as pessoas também, muita gente me ajudou, é, na minha vida assim, então a gente teria que ficar o dia inteiro aqui, então não vai dar para listar, infelizmente, nome por nome de todas as pessoas que que me ajudaram, mas algumas pessoas são muito importante citar, né? Então, eh, primeiro eu queria agradecer a minha esposa, né, Milena, que eu consigo ter calma porque ela segura barra de boa parte das coisas que eu deveria estar fazendo quando eu tô dando conta de associação, de isso, de aquilo, eu compro todas essas brigas e eu preciso contar com o apoio dela, né, na minha vida. Eh, queria agradecer meus pais, né? Eles, infelizmente, não se encontram mais entre nós, mas eles foram muito importantes em toda minha vida, tanto pelo seu caráter, né, quanto os dois tiveram empresas, os dois ensinaram também muito. foi foi quem me mostrou que era possível viver nesse nesse perrengue de às vezes não saber como é que vai fechar o mês, né? Eh, inclusive o meu pai, né, ele ajudou a instalar o primeiro computador da Universidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul. na época ele curva cursava engenharia civil lá e aí ele se apaixonou pela computação e decidiu que isso ser a vida dele. E e aí eu sempre grudado nele, né, acabei absorvendo desde que eu aprendi a ler, né, a programar. Minha mãe brincava que em vez de me darem um chocalho, me deram um mouse, né? Então isso com certeza foi o que fez eu tá assim, por mais que que eu sempre tive uma veia meio artística, né? Eu sempre fiz eh dança, sempre fiz música, eu sempre fiz questão de est com um pé ali no artístico, o que fez eu escolher esse meio, né, dos jogos, da computação, com certeza foi influência do meu pai. Eh, e aí inclusive quando, né, eu cheguei ali no nos meus 18 anos, preciso de escolher uma faculdade, eh, um grande amigo dele também que também falecido, Dr. Edvin Haslinger, que era professor da da estadual do Mato Grosso do Sul, lá em Dourados, ele ele que me falou, falou: "Marcelo, você não vai fazer computação, você já tá aqui com a gente trancada aqui todo final de semana, discutindo códigos, tipo estrutura de dados e não sei o quê. Desde que você é criança, tipo, não tem para que você fazer um curso de computação. Tipo assim, a base você já tem, vai fazer um curso em que a lógica seja muito mais desafiadora para você, que vai te complementar. E aí foi um dos motivos que fez eu ir paraa física e e no final caí, né, no curso na física na Unicampalmente assim, foi uma sorte muito grande porque não só pela qualidade, né, da Unicamp aqui dessa instituição aqui na região, mas também porque lá eu acabei encontrando, né, que o meu irmão já fazia, tava no laboratório de ótica da Unicamp e ele acabou me apresentando nos professores. Assim que eu entrei na faculdade e eu comecei a trabalhar com o professor Lunazi que ele tinha um protótipo de televisão holográfica e que era um um projeto que dependia de computação também, só que o professor que trabalhava, que era parceiro dele na computação, tinha mudado para paraa estadual do Maringá. E na verdade o projeto tava morto porque não tinha ninguém da parte de computação. Então eu acabei fazendo uma iniciação científica desde o primeiro semestre da física. voltado à computação gráfica. Então, na verdade, acabou que a bolsa que eu recebia durante a física na Unicamp acabou fortalecendo esse meu meu direcionamento para área dos games. Então, ali na durante toda a minha graduação, né, eu fazia pós-processamento de imagem na física eh nesse laboratório de holografia. E então em 2003, quando tava terminando a física já, a gente decidiu, né? Inclusive a Leila tava no grupo de pessoas da da República onde eu morava, né? E que a gente ia tentar ganhar vida com jogos. Então, só que a gente falou: "Tá como, né? Era tudo físico, ela é filósofa, era tudo um monte de gente que assim, tudo umas coisas mais teóricas, né? E a gente não tinha muito a base de assim, tá?" Tá? E aí a gente precisa ganhar dinheiro também, não é só tentar fazer o joguinho, né? E e calhou que na Unicamp, próximo ali a Facamp, né, tinha uma incubadora do núcleo Softex Campinas, que até foi lá que eu acabei encontrando o Edivar, né, de Arpera Júnior, que é hoje diretor executivo do núcleo Softex Campinas e que virou um amigo meu de vida. A gente, mesmo quando a gente não tinha projetos junto, a gente eh parava cada do tr anos para tomar um café junto e ver o que que ele evoluiu na na área ali, né, das associações, tal, e o que que eu te tava vendo na área de games, né? E e no entanto assim, por uns 10 anos eu foquei em tocar minha empresa. Então essa veia mais política de fazer articulações acabou vindo depois. Eh, e só quando lá por 2014, mais ou menos, em que eu vivia batendo cabeça nos mesmos problemas e que é um problema que ainda hoje existe, assim, não foi selecionado, mas a gente tenta sempre tá ano após ano tentando melhorar, ajeitar um pouco mais esse processo, né, que é o quê das pessoas se conversarem. Eh, um dos problemas centrais da indústria de games é que a gente trabalha com pessoas assim, para fechar um jogo, você precisa de pessoas com perfis muito diferentes. Você precisa do programador, você precisa do escritor, você precisa do artista, você precisa do sound designer, assim, e todo mundo faz um trabalho gigante assim, às vezes 2 anos, 3 anos de produção. Então, eh, e é muito difícil as pessoal se encontrar. Eh, eu via muito nesse começo da minha carreira, 2003, né, que nem tinha um jogo chamado Impacto Alfa, que saiu nessa época. Eh, claramente era um monte de artista que o jogo era lindo, mas tinha uma série de problemas gravíssimos de programação. Por quê? porque eles não entravam na bolha dos programadores e do outro lado você via jogos que eram maravilhosos na parte técnica e no entanto era feio porque eles não tinham esse outro braço. E aí eu meio que comprei para mim um pouco essa briga, né, de tentar eh fazer as pessoas se integrarem mais. E é uma coisa que eu sempre, né, eh tentei criar essas pontes, né? Então, por exemplo, em 2014, acabou que depois de fazer um banco de 500 horas em um projeto, eu tinha uma grana para viajar para fora do país. Assim que a gente não tinha programas como Criativo SP hoje no estado de São Paulo, né, que ajuda você a custear uma viagem para fora, mesmo que você não tenha uma verba para pagar todo os custos da viagem, né, se você tem um projeto interessante e tal. Mas e aí eu consegui ir paraa GDC, né, que é um dos maiores eventos do da indústria que acontece em São Francisco todo ano ali mais ou menos em março. E lá eu, por um acaso, em 2014 era 20 anos de fundação da Independent Game e Developer Association, né, quer dizer, International Game Developer Association, e que era uma uma iniciativa que eu já acompanhava há muito tempo. E aí eu decidi, falei: "Pô, vou trazer para Campinas porque era um pessoal que o o mote deles é juntar os profissionais, o mote deles é fazer essa integração. Eles eles meio que tipo assim, tem uma vibe meio sindicato, mas é que eh mas não é assim, é mais laboral, né? É mais dos profissionais, não é voltado paraa empresa e é mais esse fortalecimento das pessoas. E aí que eu comecei, né, a montar o GDA Campinas. foi o primeiro pezinho nisso e desde esse momento eu não tentei fazer isso sozinho, né? Então, por exemplo, na fundação da GDA Campinas tinha o Bruno, que era uma das pessoas de diretoria do Gamux na época, tinha o Alan eh Carvalho, que foi uma das pessoas que fez o evento SBO Games lá em Santa Bárbara do Oeste. Então eu falei: "Tá, não adianta eu querer fazer uma coisa, tem um monte de gente começando sua própria iniciativa. Eu via todas as iniciativas que tinham na região e tentava juntar". Quando o Cesc começou a fazer eventos de jogos aqui em Campinas, foi a mesma coisa. Eu cheguei pro pessoal do CS, chamei e falei: "Gente, vamos caminhar junto em vez de você ficar batendo cabeça aí, eu aqui e tal". E e a partir de 2018 eu comecei a montar a Associação de Criadores de Jogos de São Paulo, que é AC Jogos SP, que é o que eu tô na luta até hoje assim e que tem essa mesma articulação. Inclusive foi muito importante, não, caro? A CJ jogos SP tá longe de ser o centro desse cenário político. A gente dependeu muito da Abra, da AC Jogos RJ. A gente tem hoje 22 associações, assim, nesse grande bolsão que a gente chama de conselho das associações de games do Brasil, eh, que a gente meio que tenta eleger um por estado e a Abra Games meio que é um dos nes nessa articulação atual. E a gente, isso foi fundamental pra gente conseguir o PL1852, que é o marco legal dos games, eh, de maio de 2014 2024. foi sancionado agora. Foi uma inclusive porque a gente teve uma briga muito forte contra as bets, né, e que eles tentaram, eles precisavam cooptar, né, o marco legal dos games para fugir da taxação das bets já na origem. E aí tinha todo um lobby com muita coisa envolvida ali, muito poderoso para tentar coptar o nosso marco, esvaziar ele e fazer como sendo o marco das bets, que aí se fossem tentar fazer com a coisa contra bet, teria que entrar games junto. E a gente conseguiu eh mesmo sem grandes atores envolvidos, a gente conseguiu juntar a galera que desenvolvia no Brasil inteiro e ficar lá acionando o senador, acionando o deputado e indo na Câmara, né? Quem conseguia ir paraa Brasília falar com as pessoas, assim, foi uma vitória absurda pro setor e que é só um primeiro passo, né? a gente, a gente se fala quinzenalmente, né, nessas reuniões para ver qual que é a próxima, né, porque o marco legal ele só é meio que uma carta em branco assim, né? muita coisa é tipo, ah, e a gente vai ver como vai regular os dev kits, a gente vai ver como e aí cada mês a gente tenta puxar uma dessas linhazinhas, vamos pautar isso e mas ainda vai uma década aí. Eh, para não me estender, tipo, também não ficar o resto da noite eu falando, eh, eu queria colocar o seguinte, né? Para mim esse essa condecoração não foi só pela condecoração. Eh, para mim isso também passa por um uma questão que é um problema que a gente precisa melhorar na indústria de jogos, que é eh e o fato de que o pessoal de games fica escondido nos seus redutos. E a gente não estabelece pontes com os outros entes aí, tanto a galera do audiovisual quanto a galera do do da cultura como um todo, né? É, às vezes é muito difícil a gente pleitear um espaço no conselho de cultura e não é porque é porque para eles a gente são de alienígena, a gente não tá nas conversas, a gente tá nas reuniões, então é difícil eles quererem ceder um espaço se eles não te reconhecem como parceiro. Eles não, você não, tipo, se a gente não tá do lado deles. E aí, por isso que eu tentei chamar várias pessoas que também não são da área de games, pra gente tentar fortalecer e talvez fazer aqui em Campinas, né, isso ser um pivô aí pra gente tentar fazer uma mudança nessa nisso que tá acontecendo. Porque, ó, Campinas, a fotografia foi inventada em Campinas em 1833, Hércules Florence, que era um francês, ele morava aqui. Ele mudou para cá em 1820, acho que foi em 1824. Eh, além disso, em 1887, o Instituto Agronômico de Campinas foi o primeiro Instituto de Pesquisa da América Latina, foi feito em Campinas. Eh, a gente tem os sírios. Então assim, Campinas na tecnologia ela é uma cidade gigante e tem um histórico de séculos, só que no entanto, a gente ainda não conseguiu colocar games nessa equação. E e tem tem cara, tem a Fatec Americana aqui do lado, a gente tem a PUC de Campinas. Aqui na Metrocamp é a gente tem a Unicamp, a gente tem universidades de excelência que acabam no final perdendo essas pessoas para outras cidades porque não tem um espaço aqui. Hoje, tipo, São Paulo acho que tá com três aceleradoras de game e aqui não tem nenhum desenho de uma primeira. Então assim, a gente precisa mudar esse cenário. Campinas tem 15 milhão e meio de habitantes. A região, é muita gente, é muito potencial que a gente poderia ajudar eh o pessoal daqui a crescer e virar um polo aqui também. Eh, e e hoje, né, assim, a gente tá num ponto muito de virada na indústria, né, assim, a gente, quando eu comecei lá em 2003, né, a gente, sei lá, eu acho que a reunião de fundação da Abra Games tinha esse número de pessoas assim, eh, e tinha gente, por acaso, a gente pegou na SB Games, tinha gente do Brasil inteiro na SB Game de 2004 e tinha meio que esse esse tanto de gente assim, eh, agora a gente já é milhares, né? Então, só que a gente, 85% dessas empresas ainda é uma pequena microempresa, né? Quer dizer, microempresa, né? Que fatura menos de R$ 360.000 R no ano. Então, mesmo a gente sendo milhares, a maioria não consegue pagar um salário direito no final do ano. E eu não tô falando do cara que é, sei lá, pejotizado. A empresa mesmo, a empresa como um todo, ela não teria nem condição de contratar essa pessoa para um salário digno, porque ela não tem esse faturamento. Mas a gente é reconhecido no mundo inteiro. A gente tem ganhado vários prêmios eh internacionais ali, tipo que é que o Paulo que o meu jogo que não é um dos melhores desse ano, que eu bato muita palma pro Real Clock, por exemplo, e e que acho que é muito melhor do que o Adventure of Sansara que eu lancei com a Tari esse ano. E no entanto, lá fora, a gente é reconhecido pela nossa criatividade, nossa capacidade de execução na indústria de jogos, mas a gente ainda tem muito que crescer internamente até para as pessoas não irem embora. A maior parte dos estúdios que começou lá nos anos 2000, quando eu comecei, não tão mais no Brasil, né? Eh, ou foram vendidos. Então, a gente precisa mudar esse cenário e fazer essas pessoas que crescem se estabelecerem, contratarem gente e se manterem aqui. E isso depende da gente se unir e lutar junto, gente. É isso. Eh, muito obrigado. Assim, só algumas. Então, queria agradecer muito toda a equipe da Ix Games. Assim, a IX nem existiria, né, se eu não tivesse tido pessoas fantásticas trabalhando comigo. Então, né, tem a a Carol, o Isael, a Leila, tudo gente que tá aqui. Eh, a Joana também trabalhou aí no out com a gente, né? Então assim, eh, tem muita gente fantástica que eu acabei encontrando no caminho, que continua caminhando comigo. Eh, e eu tenho que agradecer o Nossoft Campinas, que tem sido um parceiro gigante, o que eu falei, o Edivar faz pelo menos uns 20 anos que eu conheço ele, mais de 20 anos, e que tem o CPL, né, que é o cadeias produtivas locais. A gente só tem esse título, né, de o seu gestor das cadeias produtivas locais de games do estado de São Paulo, porque é uma parceria com o núcleo Sofx Campinas. Eh, então, eh, isso, isso tem sido cada vez mais forte. O pessoal da Jogos SP, então a Tami, Alessandro, o André, tipo, e todo mundo além também. O Guzmão sempre ajudou muito. O Tiro, tem assim, tem um monte de gente que tem ajudado muito nascer jogos, mesmo que não aceite colocar o nomezinho na diretoria lá nesses últimos 5 anos aí, assim, não fiquei sozinho, eu fiquei no nome sozinho, mas eu fiquei longe de estar sozinho na associação e ela não existiria mais se eu tivesse ficado sozinho. e também, né, a o pessoal da Abra Games, né, que tem sido um parceiro fantástico ao longo dos tempos e todos vocês, porque assim, eu sei que é complicado, tipo, tirar um tempo no dia numa quinta-feira para est aqui, principalmente o pessoal que vem de longe aí, né, tipo que pegar a estrada, não sei quer teve que sair, tipo, logo depois do almoço para tá cá, tá aqui, né, tipo, então é, é, podia estar trabalhando, né, e, e no entanto tirou um tempo para vir aqui que participar desse momento. Meu muito obrigado a todos vocês, gente. Nós convidamos agora à tribuna para seu discurso de homenagem alguns profissionais da área, começando pela componente da mesa, Patrícia Sato, que é gerente da Brasil Games Export Program. Tá ótimo. Oi, gente, boa tarde. Vocês podem ver que eu não tenho um papel preparado. Eh, para quem não me conhece, ou vocês não tm obrigação de saber, né? Eu sou a gerente do projeto de exportação Brasil Games, é o nome em português do projeto. É uma partezinha pequena da Abra Games, mas que para pra indústria de games como um todo é algo importante. É um projeto que a gente tem em parceria com a Apex Brasil já há 13 anos. E a gente ajudou mais de 390 empresas brasileiras a se internacionalizarem, exportarem os seus produtos e serviços. Mas, né, antes de a Patrícia, que agora está gerente do projeto, eu fui uma pessoa da indústria de games, formada em 2014, que não sabia para onde ia e o que fazer. Eventualmente eu achei meu caminho para dentro da BR Games. Eu comecei a atuar no projeto como produtor internacional, ajudando as empresas internacionalizar. Finalmente entendi o que era indústria e me marca muito a gente tá aqui condecorando por mérito empresarial uma das primeiras pessoas que me acolheu na associação. Então para mim eu tenho um voto pessoal do que Igon contribuiu com a minha carreira. mas também o voto do projeto, pelo que você contribuiu pelo projeto, porque é muito poderoso a gente ter esse tipo de reconhecimento, especialmente aqui a gente tem a presença de uma vereadora chamando um dos nossos desenvolvedores de amigo, quando até um tempo atrás a gente não tinha um reconhecimento de indústria. A gente fala muito, né, do negócio do marco regulatório dos games. A gente deu o primeiro passo a uma carta em branco. A gente vai decidir o que fazer, mas a gente esquece de falar como muitos países não t. É difícil você falar: "Vou ser dono desse bicho aqui que parece um ornito rinco. A gente não sabe bem o que que é. é cultura, tecnologia, entretenimento, é educação. Usa-se para treinamento. Para que que se usa games? Então, é muito difícil. E a gente ter vencido essa batalha dentro do Brasil para ter esse reconhecimento e começar a trabalhar, isso é algo que muitos países têm olhado para nós. E quando a gente vê desse jeito, é fácil você olhar, falar, né, uma coisa de políticas públicas, algo maior, algo que é federal, algo que mostra da estrutura do país. Mas para mim, trabalhando, vendo as empresas do Brasil Games, eu vejo vocês, você, porque quando tudo era mato, né, alguns poucos de nós brigando e batalhando e dando o tempo que a gente deveria est trabalhando, talvez para criar esse tipo de ação, não é fácil. Não é fácil você dedicar o seu tempo para entrar numa batalha que envolve sociativismo, mérito empresarial, sim, mas muito sacrifício em prol de algo que é uma visão. Mas eu vejo hoje a gente tem mais de 200 empresas que estão dentro do projeto de exportação. Vocês vão reparar, né? Eu falei o número, mais de 390 empresas que a gente já ajudou com o projeto de exportação. Então, para onde que elas foram? Algumas saíram do Brasil, outras acabaram, algumas persistem e a gente vê talento novo nascendo todo dia sem saber para onde ir. Então, é muito poderoso a gente ter momentos como esse que a gente se reúne, a gente lembra que essa indústria é feita de empresas e empresas são feitas de pessoas que se ajudam. Então isso é muito poderoso. É um privilégio enorme poder estar aqui hoje, poder testemunhar esse momento tão que é importante para você, mas que eu acredito que é importante pra indústria, importante pra região de Campinas, mas que eu também vejo como um passo que também engloba uma coisa maior. que quando a indústria de games se reconhece, a gente vê em nós a visão daquilo que a gente quer pro futuro, a gente consegue pra frente. É por isso que algumas associações persistem hoje e a gente continua sendo um dos países que mais cresce até hoje no mundo. Então é um privilégio enorme estar aqui com você, com todos vocês. Tenho um professor aqui, vários grandes amigos e é muito legal est celebrando com vocês esse momento hoje. Eu espero poder celebrar ainda mais os momentos de cada um de vocês, os jogos de cada um de vocês e as conquistas que cada um de vocês vai ter no futuro. E é isso. Nós convidamos agora para fazer uso da palavra aqui da tribuna o presidente do Conselho de Cultura de Campinas, Rodrigo Dias Dias. Eh, boa tarde a todas as pessoas presentes. Eh, parabéns, Marcelo. Parabéns, vereadora Paula, também por essa iniciativa. Quero manifestar primeiro minha eterna, minha enorme alegria da gente estar vivendo esse momento. Eh, ter um esse esse tipo de honraria pro mérito empresarial, pra área de games na cidade de Campinas. Isso é muito valioso, isso é uma coisa que eu acho que não tem tamanho. Eu compartilho muito te ouvindo, contando essa história. É uma trajetória muito parecida com a indústria do audiovisual, né, que eu antes de ser presidente do Conselho de Cultura, eu sou um cineasta e que vivia uma formação nos anos 90, quando parecia que não existia cinema no Brasil possível e que também não existia games, né? E então na faculdade eu até pensava, será que eu vou pros games ou pro cinema, né? Nenhum dos dois existe. E e agora eu penso como como agora tá um pouco mais distante, que isso é bom e ao mesmo tempo como a gente pode encurtar essas distâncias para poder potencializar toda essa força que existe quando você descreve os games como esse esse potencial de tantos profissionais de perfis diferentes, né, de de tantas oportunidades que se gera quanto disso no Reverber junto com o audiovisual. E eu fico muito feliz assim de ver esse reconhecimento vindo para uma empresa, para um profissional de Campinas e e já tendo e sendo reconhecido também, né? Então, eh por isso acho muito importante, né? Gosto quando você fala: "Que bom estarmos com uma vereadora aqui, como a Paola principalmente, que é que eu acho que a gente pode fortalecer. Então, não quero me alongar muito, mas eu acredito muito nesse diálogo que você tá propondo, nos instigando a a construir, porque o game é cultura, também é também audiovisual, é também entretenimento, é educação, é todas essas coisas e pode ser muito mais. Pode ser uma oportunidade de voltar a sonhar, uma uma oportunidade da gente reconstruir laços comunitários, uma uma possibilidade da gente voltar a imaginar coletivamente outros futuros, outras maneiras de ser. E eu acho que a gente tá precisando muito disso e trazer tanto lúdico em qualquer das dimensões que seja o poder jogar, eh, lembrar, não sei, eu lembro muito do de quando a gente jogava pertinho, dividindo, dividindo o mesmo espaço, os controles, o quanto o quanto, na verdade o a a o espelhamento para um digital não é um afastamento, pode ser um instrumento poderoso de reunião, de comunicação e de explorar essas diversidades de de maneiras de existir também. Então é muito interessante ver que nessa trajetória também tem muito desse contexto educativo. E eu acho que quanto mais a gente eh misturar essas barreiras, essas fronteiras, eu acho que mais rico fica esse ambiente, esse cenário, não só dentro dos games, onde eu não me meto muito, porque afinal fui pro outro lado, mas também entre essas áreas, né? Eu eu sempre fui um grande defensor do do dos games serem considerados audiovisual. Eh, batalelei desde o começo dentro do Conselho Consultivo da SPCINE para que os games fossem reconhecidos e tivessem linhas de financiamento na LPG. Aqui eu fui o grande defensor de que games tinha que entrar e tinha que ter previação especial da maneira que fosse, mesmo que não fosse o ideal, nunca é o ideal, mas que a gente possa começar a fazer de alguma forma. Então, eh, aceito esse convite para esse diálogo aumentar. É um prazer tá aqui vendo muitos rostos desconhecidos. Então, quero que a gente possa se vincular ainda mais, porque eu acredito que esse que esse momento é realmente importante, poderoso e a gente pode fazer vingar muita coisa. Eh, e se a gente conseguir trazer essas sinergias do desse desse fortalecimento, principalmente quando a gente pensa em indústria, a gente também teve um avanço importante no audiovisual, que o audiovisual entrou no programa da Nova Indústria Brasil esse ano. Então, também é uma é uma maneira e eu acho que a gente tem muito aprender com o caminho dos games, com essa luta, né? A gente tem um programa semelhante espelho na Apex também. Eu acho que tem coisas que a gente pode trocar e quando a gente pensa, principalmente, eu vejo muito importante esse esses olhares da da internacionalização e tudo mais e é muito difícil pensar em apoios concretos para interiorização, né, para pensar aqui de onde a gente tá se desenvolvendo e que o game possa ser jogado aqui pela população dessa cidade. E então é eu acho que também acho é o que me move um pouco no desafio e nesse momento estando aqui muito engajado nesse nessa nessa luta pelas políticas culturais da cidade pra gente também garantir que a gente não perca talentos, que a gente não perca os produtos também que estão sendo feitos, que eles possam ser explorados aqui também, antes de mais nada, que a gente possa usufruir e também ter orgulho, como a gente tá tendo aqui agora, desse dessa conquista. E realmente muita gente pode vir pela frente, eh, não só jogar, mas se espelhar nessas trajetórias e a gente desenvolver muito mais essa nossa cidade. Então, parabéns mais uma vez. Muito obrigado. Nós convidamos agora à tribuna Rafael Martins da Associaçames. E membro do Conselho de Cultura. Á, boa tarde. Agradecer ao Marcelo e a todos na pessoa da vereadora Paola Miguel. É um prazer e uma honra muito grande tá presente aqui. Eh, obrigado, Marcelo, pela surpresa de não ter avisado que eu ia fazer um discurso. Eh, vou fazer de conta que eu também não trouxe um papel que nem a nossa querida aqui, a mesa. Mas tirando essa brincadeira, eh, não, não me surpreende. Agradeço até o convite de vir aqui na tribuna e tanto enquanto na posição de conselheiro municipal de política cultural, eleito na pela Câmara de Cidadania Cultural, quanto atualmente eleito para compor a próxima gestão do Conselho Municipal de Juventude, eu me identifico muito com o seu trabalho. Eu não participei, embora com a Associação Games, a gente tá fazendo um caminho que tá se iniciando agora. Mas eu imagino tanto de trabalho que as pessoas não vêm e que só dentro da pele ali, é dentro dessa articulação entre o mundo empresarial, entre o mundo da comunidade dev games, né? eh o quanto que você não aprendeu de política e o quanto que sendo desenvolvedor e sendo esse entusiasta que você é, você se faz um educador, se faz um professor e principalmente de trazer paraas pessoas das comunidades eh setoriais e de segmentos de que a gente precisa se apropriar da política pública enquanto algo nosso, enquanto algo da nossa comunidade, seja a comunidade dos games, do hip hop, do skate, eh, de cada uma das comunidades, de cada um dos segmentos. Quanto mais nichado, mais a gente precisa se apropriar da política pública enquanto um campo que depende da nossa presença constante, que eu acho que é diferente de ocupar o espaço. A gente precisa eh integrar, se apropriar desses espaços. Então, eu tive participando aqui em Campinas em 2011, 12, 13, 14, da criação do projeto de lei que instituí o Conselho Municipal de Juventude. O prefeito sancionou em 2015 e 2019 só que eu fui participar da eleição do Conselho de Juventude depois de duas, três gestões funcionando. E hoje eu tô voltando pro Conselho de Juventude depois de duas gestões que eu participei, pulei uma, fui comissão eleitoral e tô ajudando outras candidaturas, outras pessoas. E lembra, Paola, quando eu me candidatei em 2019? Eu eu eu não faço noção, não precisa falar aqui agora, tá? Que que esse cara tá vindo me falar, vindo da onde, quem que é? Porque quando a gente tá fazendo algo que não é só pra gente, e eu vejo isso muito, não só nas imagens, mas desde a primeira vez que a gente conversou e se encontrou num seminário de games, a gente, embora não esteja falando com as multidões, a gente traz essa necessidade de muitas pessoas, de muitas coisas que nas nossas utopias a gente pensa assim: "Bom, hoje não tem muita gente participando hoje, não tem muita gente ali e aqui, mas eu sei que se eu ligar esse ponto, nesse ponto, naquele ponto, eu consigo, além de trazer essas pessoas, eu consigo mostrar para outras de que, ó, tem público, tem demanda, então, ó, eu tô oferecendo aqui, eu tenho essa oferta aqui. E como nem tudo é negócios, né, na verdade nem é tão lucrativo assim a gente entrar nessa utopia assim, mas eu deixo aqui o desejo e deixo aqui o entusiasmo e deixo aqui também a disposição e a provocação a outras pessoas que vão estar assistindo aqui ou de quem hoje entende que os games sejam esse meio de difusão, de organização, de participação constante, de valorização do próprio projeto. Deixa aqui não só a provocação, mas também esse incentivo e parabenizar Marcelo, Patrícia e Paola pela iniciativa de estarem promovendo esse tema que até então eh pouco, né, evidenciado. E eu não tô falando só de cultura, eu acho que é direitos humanos também. É direito da juventude, da infância, da adolescência, do esporte. Precisa ter política esportiva com games. Então não é só sobre games. E parabéns, pessoal. É isso. Excelente. Com a palavra agora o coordenador de projetos criativos e games, Cláudio Guzmão. Muito bem, boa tarde a todos. Eh, Marcelo, para nós é Rigon, né? Eh, excelentíssima vereadora Paola, obrigado. Eh, Patrícia, sempre bom táar aqui com vocês. Muito boa tarde. Eh, fiz só algumas anotações para não me perder. Eh, mas eu começo minha carreira em games na universidade como professor nos cursos de games, na formação, na capacitação. Em algum momento eu senti essa necessidade de empreender na área de games, de ter minha empresa na área de games. E é nessa hora que a gente depende quase que eh inevitavelmente de pessoas como Marcela, né? eh, que vão nos abrir. O que que é aquele campo? O que que é isso? A gente tem, a gente tinha uma afinidade por games, adorava games, dou aula de games. Agora, o que é empreender nessa área? Quem são os atores? Quem são as pessoas? Quem quem quem quem precisa estar comigo para que eu faça as coisas acontecerem, né? Eh, então o apoio, as mentorias, né? Essa certa sabedoria sobre o campo que você tá entrando depende de pessoas como Marcelo, né, ao qual eu me inspiro demais, né, desde sempre. Eh, eu não tenho muita clareza quando a gente se conheceu, mas eh a partir de determinado momento a gente ficou muito próximo, né? Eh, e a e é muito legal perceber as afinidades assim, né, o os papos, o objetivo, o propósito, né? Eu, como professor sempre pensei em como eh fazer com que meus alunos fossem melhores. Me sinto orgulhoso aqui com a Patrícia coordenando o maior projeto de games do país de internacionalização. Eh, e não sei se eu fiz certo, mas ela tá aqui. Eu a talvez eu tenha feito alguma coisinha, né? Então, é, né? Então o o os papos com Marcelo sempre foram curiosos, vamos dizer assim, porque a gente pouco falou sobre eh como fazer jogos, como que jogo é mais legal que o outro, o que que o que que é isso? Ao contrário, de repente ele vinha e surpreendia e falava assim: "Eu sou mestre congu, né?" Aí você fala: "Mas eu nunca soube disso". Ele falou: "Ah, mas eu também sou psicanalista." Falou: "Como assim, né?" E as conversas por aí vão, né? Mas tinha uma coisa que nos unia sempre, que é o propósito de fomentar uma indústria. E a gente sabe que fomentar uma indústria, indústria feita de pessoas, né? como a Patrícia comentou, e que uma indústria forte eh vai fazer com que games de fato tenha o papel de importância que ele eh eh de fato não é não é o papel de perto, desculpa, mas é o o espaço onde de fato ele pode contribuir com a sociedade, né? Então a gente precisa fomentar e eu como professor faço isso, né? Eh, não totalmente hoje, né? Além disso, além da minha empresa, de fato, há pouco eu assumi a coordenadoria de projetos criativos e games da Spcine, que é empresa de audiovisual da cidade de São Paulo. Eh, eu só queria citar um trecho porque ainda não decorei a missão, faz pouco tempo que eu assumi. Então, né, a Especínia tem missão de desenvolver, financiar e implementar políticas públicas para o setor audiovisual paulista. reconhecendo o potencial cultural, criativo e econômico do setor. Em 10 anos de que a Especine foi fundada, a nove ela investe em games. Então esse é um é um dado que eu não tinha, então eu tive agora e fiquei muito feliz e surpreso, né? E eu eh eu queria trazer o seguinte, que a Spcine só funciona ou qualquer ente público só funciona, só consegue chegar onde ele tem que chegar se houver pessoas como Marcelo que se doam em prol de um ecossistema do futuro de outras pessoas. Isso é muito legal, né? Então eu fico honrado, meu amigo, porque você nos inspira. Obrigado, vereadora Paula Miguel, mais uma vez obrigado à cidade, obrigado cidade de Campinas e todos os convidados presentes. Até a próxima. Nós convidamos agora à tribuna o diretor do núcleo Softex Campinas, Luciano de Assis. Boa tarde a todos e a todas. Eh, eh, o Marcelo citou a gente, né, citou especialmente o Edivá, que é o diretor executivo do núcleo Softex Campinas. Eu vim aqui falar em nome da nossa associação. O Nuc Softex Campinas é uma associação de empresas de software aqui de Campinas, tá? a gente tem 30 anos de existência, trabalha para auxiliar as empresas a melhorar seu desempenho, mas a gente acaba fazendo isso, fazendo pontes entre políticas públicas, as empresas e as universidades. E o Marcelo chegou assim, se aproximou da gente por conta da sua atividade empresarial e acabou, pela característica dele, né, de articulador, de um entusiasta de melhoria de ecossistema, acabou nos influenciando e nos cativando para abraçar a causa. E a gente embarcou com ele, na verdade, nessa aventura aí do CPL de games do estado de São Paulo. E se ele não tivesse com a gente, a gente provavelmente não faria isso, né? Então eu tô querendo aqui em nome do núcleo Softex Campinas fazer o reconhecimento Marcelo, parabéns. É, parabenizar a vereadora Paola por ter feito uma homenagem dessa que faz o poder público fazer um reconhecimento importante para as pessoas que estão, além de trabalhar e ter sucesso empresarial nas suas atividades, nas suas empresas, também trabalham para melhoria de ecossistema, sendo assim um um influenciador positivo para outras organizações, formação de mais gente. E essa é uma característica distintiva do Marcelo e que faz com que a gente entenda que que ele merece essa essa premiação e deixa a gente contente com isso. Então, Marcelo, parabéns. Estamos juntos nessa sequência de caminhada. Grato. Neste momento, assistiremos a dois vídeos de personalidades que não puderam estar presentes nesta cerimônia. O primeiro vídeo é de Pedro Zambon, doutor em políticas públicas para jogos e IGDA board member. E o segundo, perdão, Javela, diretor executivo da IGDA. Olá, eu sou o Pedro Zambon, pesquisador, consultor na indústria de games. Eh, também tô fazendo pós-doutorado na Universidade de Otrec, na Holanda. Eh, sou diretor, sócio, fundador da Savegame Dev, que é uma empresa de consultoria de games baseada em Campinas, e sou diretor eh, né, do Conselho de Diretores e da IGDA, da International Game Developer Association. E hoje, né, queria agradecer, né, a Câmara Municipal de Campinas pelo espaço, por essa homenagem. E eu queria falar como alguém que tá aí na indústria, né, há mais de uma década, um tanto mais de uma década e que tem acompanhado Marcelo nesses últimos anos e destacar, né, que essa homenagem é muito mais do que para uma pessoa, é um reconhecimento de um setor que através de sua liderança, né, é homenageado, mas e que é um setor que tem gerado muito para Campinas e muito pro Brasil e que tem crescido bastante nos últimos anos. Então, quem que é o Marcelo Rigon paraa indústria de games, né? Eh, eu queria colocar o Marcelo como uma liderança de referência. É alguém que junta, que cria pontes, que assume responsabilidades quando ninguém mais quer assumir e que sempre olha para além do imediato, né? Para além do lucro da própria empresa, mas sempre olhando para amanhã, né? para construção de comunidades e paraa criação de um ecossistema sustentável e que não e que depende, né, dessas ações colaborativas que não redém frutos eh no hoje, né? Eh, e dentro dessa, desse aspecto das ações colaborativas, associativas, o Marcelo, ele foi fundamental, não só eh como líder, né, nato que é, mas também constituindo, né, e construindo a Associação do Criatura de Jogos de São Paulo. Então, como presidente da associação, né, ele lidera, lidera a formalização dessa entidade que vem desse movimento que eh os vários estados do Brasil, sua dimensão continental tem criado entidades representativas locais aí para articulação de políticas públicas e que aliados Abra Games, que é a nossa associação nacional tem profissionalizado o setor e ajudado a construir iniciativas cada vez melhores aí eh para desenvolver ver eh essa indústria que é tão importante na inovação e na economia criativa, né? E um destaque que eu dou é o papel do Marcelo no reconhecimento do arranjo produtivo de games de São Paulo, que na sua ponte, uma ótima relação aí e com o núcleo Softech Campinas, que também foi importantíssimo nesse processo de reconhecimento, eh tem colocado o setor de games em destaque e no centro, né, como capital desse setor de games no estado, o município de Campinas, através dessa política aí da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo e que reconhece a importância desse setor, eh, junto aos vários polos que a gente aí tem pelo estado, eh, com o Marcelo como essa liderança que tem ajudado a construir essa governança desse arranjo produtivo. E destaco também, né, antes disso, a papel do Marcelo em criar um dos primeiros capítulos da EGDA no Brasil, que é International Game Devil Association, né, é que é o GDA Campinas, que posicionou Campinas no mapa, foi peça chave aí para trazer, né, IGA pro Brasil e que para além de um grupo de Meetup, ele é justamente conectar os criadores e criadoras de jogos brasileiros com uma rede internacional de desenvolvedores. transferindo conhecimento e colocando, né, eh, essas pessoas nesse mapa global da indústria. E justamente esse papel de criar uma comunidade local, fazer pontes, eh, que tem criado tanto impacto, né, no setor. É, destaco principalmente as pontes que o Marcelo cria com a academia, né, junto com aí grupos como Gamuxs, né, e na Unicamp, com outras instituições aí campineiras e por outros lugares. Eh, e sempre aproximando aí estudantes, índicees, empresas, academia, como a pessoa que consegue fazer essa essa ponte. E também não poderia deixar de destacar IX, né, que tá aí há mais de 15 anos no mercado produzindo jogos. Eh, destaco o Adventure of Sansala, que é que Sansara, que é a última criação deles, que foi publicado aí, é, pela Atari e que tá agora no Ind Game Awards, né, que é uma das mais prestigiadas eh nomeações aí, reconhecimentos e premiações e da nossa indústria como o melhor jogo da América Latina, único brasileiro indicado na categoria. Então, eh, deixo esse destaque aí também pela capacidade da empresa que o Marcelo lidera em criar jogos eh magníficos aí que estão sendo apreciados por pessoas no mundo todo. E concluo então, né, é, colocando justamente a importância, né, e o simbolismo desse momento, né, eh, que ele reconhece, né, o essa liderança. É, mas eu digo que não reconhece apenas por um mérito empresarial e seus resultados econômicos, mas também pela dimensão humana, pelo compromisso com a comunidade, pelo apoio aos mais novos na indústria, pela disponibilidade de aconselhar e abrir portas, eh, e por esse papel como fortalecedor de comunidades, né, organizador da indústria, abrir que é alguém que abre caminhos para aquilo que vem depois. Então, parabéns, Marcelo, aí pela trajetória e agradeço muito a Câmara Municipal de Campinas por reconhecer essa figura que ajudou tanto a transformar o setor de games, né, as políticas públicas pro setor de games e tão importante para Campinas, eh, nesse sentido e para esse setor. Muito obrigado. Boa noite a todos e a todas. É uma pena não estar aí com vocês, mas deixo aqui a minha homenagem. Jakor international game developers all aroundfilling sustainable care so in a number of ways. We provide a global network of industry professionals to connect with. We provide access to member discounts, member services and member benefits like exclusive events, discounts on products and services and more. We also provide mentorship. We have an entire platform dedicated to matching mentors and mentors and facilitating career development outcomes. In addition, we also provide educational and advocacy-based resources. Whether that's best practices, data points, industry reports and insights, you name it, the IGDA has got it. And last but not least, we provide solidarity. Among a community of 30,000 global developers. We have over 170 chapters which are local representations of IGDA as well as special interest groups which are global groups that come together over shared affinity, identity, discipline, advocacy interest and more. Overall, I am so thrilled to be talking today uh about a particular individual who's been a part of my own IGDA journey and that is Marcelo Highon. I first met Marcelo when I took a part-time job at IGDA as the manager of global development. It was my job to oversee all of the chapters, special interest groups, mentorship programs, so on and so forth. And through that time, I got to meet so many amazing leaders throughout the globe. Marcelo was one of those leaders. He was leading our IGDA Campinas chapter. And it was Marcelo who really supported my own connection to the greater industry within Brazil. You know for me based in the United States, it's always important for me to learn from and connect with developers everywhere. And Marcelo was always so kind, generous with his time, warm and welcoming. And I've gotten to meet him at many events since I started with IGDA. I'm so proud of the efforts and contributions that Marcelo has provided to the IGDA. And the great thing is when people do things under the IGDA umbrella and under the IGDA name, it's not out of personal advancement for their career. It's always to get back to the community. In fact, that is what makes our organization what it is today. It's that people want to get back. they want to contribute and I've seen nothing but true altruistic efforts from Marcelo Hugon. I've gotten to see Marcelo quite a bit since I first started IGDA and I have to say whatever award Marcelo is getting from any association or any agency or any government I immediately know he is deserving of it. And that is because Marcelo has contributed so much to not only his local game development ecosystem but across the globe as well. Being an IGDA leader, Marcelo was always connected to not only HQ, the global organization, but also his fellow chapters and special intro schools. When I've had chances to hang out with Marcelo, talk with him, I can also see the passion that he carries by really giving back to the future generations of game developers. It is no surprise that the game development ecosystem in Brazil has seen amazing strides from governmental support to the creation of new game developer communities to the maintenance and sustenance of existing communities like IGDA, IGDA Campina, So Paulo, Rio, you name it. We are just so thankful to know that a member of our community is recognized for the amazing work they're doing. On a personal note, I do have to say Marcelo is not only a wonderful leader. He's not only a great contributor to the game development industry, but even beyond professional speak. Marcelo, as I know him, is just an amazing soul. Every time I talk to him, every time I get together with him, I feel a sense of connection to spirit, to my spirituality. And I know that sounds a little woo, maybe even for a professional award, but the two are really intermixed because what we see in today's society is a disconnection of community. Even though there are more communities, there are more platforms that connect us, there are more opportunities to make friends, to network, to make connections, we see on a global scale a pandemic of loneliness and isolation, of anxiety and self-d people like Marcelo to be connectors with our industry. We need people like Marcelo to continueinding everyone in this industry that you are here for a reason. You belong in the games industry. And I say that because as a leader of IGDA, as just a good spirited person, Marcelo has always made me feel those things. Having a strong, stable community of professionals, inspirational leaders makes all the difference. And Marcelo is exactly that. So Marcelo, congratulations on the award that you've been presented with and to the Brazilian game developer community. I am so happy and excited to see how much progress has been made in just these last the last decade really, especially the last few years. We need more Marcelos and I think I'm probably speaking to a room full of them. Thank you all so much for your time today and again conratulations on all the amazing work that you're doing and I cannot wait to see you all at the next event in Brazil. Nós agradecemos agora também a presença do diretor de cultura da Secretaria Municipal de Lazer e Cultura de Campinas, Gabriel Rapace. Com a palavra agora a vereadora Paola Miguel para suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. É, eh, primeiro quero aqui agradecer a Secretaria de Cultura, inclusive, que ajudou a gente na organização do espaço. Quem sabe algum dia a gente consegue fazer o lançamento de um jogo seu Marcelo lá no Planetário, que era o sonho, né, da gente tá lá hoje. E antes de encerrar, né, e aqui fazer algumas lembranças das falas de vocês, gostaria de passar pro Marcelo, para ele também fazer as suas considerações finais e falar da importância que é a gente jogar, né, aqui também, né, e também de comprar os jogos pra gente fortalecer a indústria e fortalecer esse desenvolvedor, mas que também é empresário, que tem feito inúmeras coisas. Bom, gente, go novamente agradecer eh a todo mundo que tá aí e essa oportunidade da gente estar reunindo esse essas pessoas aqui, né, nesse nesse momento. E sobre teve várias coisas que eu que eu queria responder na hora lá, eh, que as pessoas estavam comentando. E que nem a primeira é que é o seguinte, para mim, né, todo jogo ele ensina alguma coisa, porque assim, a questão é o que você tá ensinando. Pode ser sobre aquela história específica, tá ensinando sobre como que aquele jogo, aquele mundo funciona, como que aquela mecânica funciona, mas em essência fazer um jogo, você tem que aprender sobre como ensinar alguma coisa para a pessoa. Não necessariamente é educacional no sentido tipo eh na da do da formação, né, da pessoa, assim, mas ele tem esse potencial intrinsecamente. Assim, esse é o processo de jogar, porque uma coisa, inclusive, que o Caio Chaou, né, que o jogo, né, você precisa, você precisa realmente ser aquela pessoa. É diferente de um filme, né, que você tá assistindo e você fala, sei lá, ah, ele, sei lá, tomou um tiro, né, o o Iron Man lá, o Homem de Ferro, tomou um tiro daquele inimigo. Quando você tá jogando, é você que tomou um tiro, é você que caiu. Então, eh, inclusive isso é até um um uma dificuldade intrínseca, né, paraa gente desenvolvedor, porque se a gente faz o mundo aberto, você tem um monte de escolhas que você pode fazer, como você consegue fazer aquela pessoa ter aquele sentimento naquele encontro que você planejou. Então assim, é é uma batalha eterna de como você conduzir a pessoa na experiência emocional que você quer e como ao mesmo tempo fazer ela comprar que ela é aquela pessoa, porque senão a pessoa acaba se desligando do jogo. Se ela percebe, sei lá, ela é uma pessoa que saiu matando todo mundo na cidade e aí toda vez que vai falar com alguém, ela é o grande herói salvador da humanidade, né? A pessoa sente essa desconexão e acaba desapegando do jogo, né? É. Então, eh, isso é algo muito difícil e faz parte dessa natureza, eh, de, de guiar a experiência da pessoa, de comunicar isso, né, e que por isso, né, como a gente tem, a gente estuda muito esse meio, né, eh, ele acaba tendo muitas aplicações, né, eu comecei com com jogos educacionais, né, mais de 300 jogos que eu já fiz na minha vida ali, e jogos sérios também, né, de treinamento, tal. Então, eh, e para mim o mote da ilhax sempre foi, né, onde diversão é coisa séria. Eh, porque não necessariamente, tipo assim, porque a gente leva muito a sério essa ideia de o que que a gente tá colocando na cabeça da pessoa, né, nesse momento, né, da, eh, na ilha que a gente sempre questiona muito o que, né, o que que sobre o que a gente tá falando, né? Eh, e e até por isso, né, assim como eh no Brasil, né, a gente a gente tem aumentado muito, né, a aqui, né, o de empresas de jogos que tem a gente é acho que o 14º mercado de games aproximadamente aí em termos de consumo, né, da Só que a gente em termos de uso a gente acho que é o quarto, assim, a gente usa muito jogos, só que a gente em termos de dinheiro que gasta na plataforma ainda é pouco, né? né? Mas a gente ainda tem um grande preconceito de achar que jogo é coisa de criança. E isso eh eu acho que isso com o tempo vai passar sem até por quê? Porque cada vez mais a a geração da das crianças vivem nos jogos, né? Vivem ali tendo uma interação com o jogo, né? Que na minha época não era tão fácil, gente, assim. E olha que isso era uma coisa boa de ter nascido em Dourados, Mato Grosso do Sul, né? Que é do lado do Paraguai. Eh, às vezes pra gente era mais fácil do que se vivesse em São Paulo ter acesso. Então eu tive alguns videogames que eu joguei porque a gente nem pagava imposto de importação, né? Dourados teoricamente a menos de 100 km em linha reta da fronteira é considerado zona franca. Tem uma briga judicial disso, sempre teve, mas a questão que você sempre pode tentar argumentar isso se alguém aprender o que você comprou assim morando em Dourados. Então, a gente sempre teve esse benefício de um acesso facilitado à tecnologia, que para mim, que acabou indo paraa área de games, foi fantástico. Eh, mas não era, eu via que não era a realidade das pessoas, nem lá e nem aqui, do pessoal dos anos 80, assim, era um privilégio você ter essa, essa conexão e hoje não, hoje todo mundo tem um celular na mão. Então, eh, procurem procurem jogos brasileiros, né, e vocês podem até se surpreender. Tem um amigo meu de também de longa data aí que também é lá de Dourados e que também mora aqui em Campinas hoje, que um dia eu falei para ele, né, falei: "Ah, não, o pessoal do Nights of Pen and Paper, né?" Falou: "Mas esse jogo é brasileiro?" Falei: "Sim, ele jogou tipo horas e horas esse jogo que é um dos jogos que tem no celular também e tal". E e ele não te fazia a menor ideia que esse jogo era desenvolvido por um brasileiro, porque a gente tem um pouco esse preconceito de que coisa brasileira é pior, né? E eu acho bom a gente tentar ativamente procurar para ver que não, que hoje os jogos brasileiros são fantásticos, eh, são maravilhosos e e que eles estão, tipo, em todos os lugares assim, tipo Campinas, Bauru, São Paulo, todos esses lugares têm desenvolvedores muito bons. E acho que uma coisa que ficou nítida aqui na fala de de todo mundo, né, que passou, eh, é de como o Marcelo ele fortalece a comunidade, né, desenvolvedores de games, a comunidade que ele tá inserido na cidade de Campinas, como ele abre caminhos, né, pros novos que estão chegando, né, o quanto que ele eh faz muito esse trabalho mesmo de de acolher as pessoas, né? Acho que muitos aqui trouxeram essa reflexão, né, de como ele é acolhedor, de como ele abriu caminhos, né, e de como ele fortalece um ecossistema, né, de como ele realiza pontes, conecta pessoas. E quero aqui reforçar, né, eh, colocar nosso mandato à disposição. A gente sabe que no âmbito municipal tem algumas coisas que a gente ainda tem dificuldade de avançar na política eh de jogos, né? Porque precisa de uma regulamentação federal, né? muitas vezes uma regulamentação estadual, mas aquilo que a gente puder avançar no sentido de legislação, mas até mesmo de de conectar a comunidade, né, de realização de atividade, de eventos, a gente quer poder fazer isso assim, né, e também fazer o debate a partir aqui do, né, do Gabriel, do Rodrigo, né, do Rafael que tá dentro do Conselho de Cultura, que a gente possa cada vez mais fortalecer os nossos desenvolvedores aqui da cidade de Campinas, mas da região metropolitana de Campinas, né, a gente, a cidade de Campinas tem um debate se a segunda, né, ou a primeira eh maior cidade do Irã na capital, né, do do estado de São Paulo. Eh, mas é a maior cidade interior do Brasil, sem dúvida nenhuma. Eh, e a região metropolitana circulam mais ou menos 3 milhões de pessoas, assim. Então, a cidade de Campinas, ela é muito importante em todos os cenários culturais que a gente tem, desenvolvimento e o polo tecnológico que o próprio Marcelo já trouxe aqui. Então, aquilo que a gente puder fazer para fortalecer, ampliar e cada vez mais divulgar, né, o os jogos e outros envolvimentos, né, não só os jogos digitais, mas jogos também de tabuleiro, né, que eu sei que o Marcelo também já se aventurou bastante nessa área. A gente tá aqui para isso. Então, quero mais uma vez agradecer cada pessoa que veio aqui nessa nessa tarde noite, né, para est fazendo esse essa singela homenagem ao Marcelo Rigon, né? E com isso eu declaro encerrada a presente reunião solene. TV Câmara, Campinas. M.
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