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Debate Público “Tecendo a Lei das Mestras e Mestres de Campinas em Diálogo com o Brasil"
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Debate Público “Tecendo a Lei das Mestras e Mestres de Campinas em Diálogo com o Brasil"

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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TV Câmara, Campinas. Boa tarde. Boa tarde. Primeiro eu queria dizer que é uma grande honra a gente estar aqui nessa nesse encontro, né, pra gente ir tecendo a lei dos das mestras e mestres aqui da cidade de Campinas em diálogo com o Brasil. Hoje a gente tem já alguns representantes aqui, né, que demonstram como a gente pode construir, né? A gente tá aqui com a Lua Mimirim, que é mestre de tradições. Muitíssimo obrigada pela sua presença. Temos também aqui a Alexandra Caprioli, que é a secretária municipal de cultura e turismo. Muitíssimo obrigada, secretária. Temos aqui o Tião Soares, que é diretor da promoção das culturas populares e tradicionais, Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural. Muitíssimo obrigada. Temos também o Pedro Neto, que é coordenador geral de articulação de políticas para as culturas tradicionais e populares do Ministério da Cultura. E temos aqui também, vou diversos representantes do setor aqui na cidade de Campinas. Então, a gente tem a mãe Célia Santos, que é secretária setorial de combate ao racismo do PT. Muitíssimo obrigada. Sua bção, mãe. Temos aqui o Vinícius deuaré, que é agente territorial de cultura, comitê de cultura do ministério. Muitíssimo obrigada pela presença. Temos aqui o Gabriel Rapace, que é o diretor de eventos da Secretaria de Cultura e Turismo aqui da cidade de Campinas. Temos o Douglas Menezes, que é diretor de cultura também da Secretaria de Cultura e Turismo aqui do município de Campinas. Temos a Larissa Rodrig Rodrigues, que é secretária parlamentar federal do deputado federal Alfredinho. Temos o Wellington Rodrigo Lorenzete, que é sacerdote do templo de Umbanda, pai Joaquim de Angola. Bça, pai. Temos aqui o Thago de Camargo, o mestre Formiga, mestre de capoeira do Instituto Ibeca. Muitíssima obrigada. Temos a Lívia Tosta, que é do terreiro da Valenita, representante. Muitíssimo obrigada pela presença. Temos a Luía Benedita de Arruda Silva, matriarca do quilombo Iracema. Aqui Iracema, daqui da cidade de Campinas. Muitíssimo obrigada. Temos aqui Ivani Vieira Lopes do Quilombo, também do Quilombo Iracema. Muitíssimo obrigada. Temos aqui o Carlos Quis, que é coordenador do ponto de cultura e espaço arte africana. Muito obrigada pela presença. Temos o Jonas Rocha Lemos, que é diretor de teatro grupo Evolução. Muitíssimo obrigada pela presença. Temos aqui outros representantes que vão que estão aqui inclusive para participar dessas atividades, que é o Marcelo das Histórias, que ele vai falar um pouquinho mais daqui a pouco. o Cauê Moreira, temos também o mestre Marquinhos Suplício, Simplício, perdão. E temos o mestre Rosa Sales, mestra Rosa Sales do samba de bumbo Nestão aqui. E gente, pra gente começar é essa atividade, né? Quem quiser que quem a gente esqueceu de anunciar, né? Peço ali pr para falar com as meninas ali atrás que aí a gente anuncia aqui também. Mas eu gostaria de convidar, né, a mestra Lu para uma mística cultural pra gente começar as nossas atividades aqui hoje. Mestra, muitíssimo obrigada pela sua presença. Obrigada. Boa tarde a todos. Tenho do povo e todas as vezes que a gente começa dentro do nosso povo eh essa conexão, essa energia ao ET. Gratidão ao ET. Eh, para começar, a gente sempre traz um canto pedindo autorização dos nossos ancestrais, autorização de quem esteve aqui antes de nós, autorização dos que caminharam para que a gente tivesse aqui. E é, eu vou trazer um canto do nosso povo, vou convidar meu esposo, que também é o vice-diretor do Etno Cidade, para me acompanhar e gostaria que vocês se conectassem com a gente aqui. É o ET. Orema de o de mar de marã pepor. Or de mar de marã. A et aander gratidão. e paraeté. Eh, eu espero que hoje seja uma tarde de conexão, de energia. Gratidão a todos vocês e eu saúdo não somente a minha presença física, mas minha presença ancestral com a presença ancestral e física de cada um de vocês. Aé. Muitíssimo obrigada, mestra Lu. Na sequência, já quero chamar aqui o mestre Marquinhos Simplício para fazer uma saudação cultural também aqui para nós, pra gente iniciar as atividades. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Nós queremos lhe abraçar com muita categoria. Quando vem, traz alegria, quando vai deixar saudades. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Nós queremos lhe abraçar com muita categoria. Quando vem, traz alegria e quando vai deixar saudades. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Sejam bem-vindos à nossa comunidade. Então assim, sejam todos e todas bem-vindos à nossa comunidade, né? Porque tudo começou. Foi no lago do Rosário, onde tudo começou. onde os pretos se encontravam com outros trabalhador. Vinha da estrada de ferro, vinha dos canaviais, dos terreiros de café. Na igreja se encontravam para louvar Nossa Senhora do Rosário e demonstrar a sua fé. Quando os barão perceberam o que estava acontecendo, demoliram a igreja, retirar ela do centro. Mesmo assim não impediram que o povo se encontrasse. Hoje a praça virou macro das manifestações da cultura popular. A feira de artesanato. Isso não é mentira não. Isso aconteceu de fato. E tanto é que estamos aqui hoje e não vão nos retirar desses lugares aqui como fizeram com a igreja. A igreja vocês tiram, mas a nossa memória e nós jamais. Então, todos e todas bem-vindos. Muitíssimo obrigada, mestre. O mestre deu, assim como alô, essas boas-vindas pra gente começar as atividades, mas eles ainda têm um papel muito importante para trazer aqui, né, contribuições para pra nossa lei, né, de das mestras e mestres aqui da cidade de Campinas. E para começar a falar sobre isso, acho que é importante a gente trazer quem apresentou isso pro por mandato, né, enquanto construção, ideia. Então, eu gostaria de chamar aqui o Marcelo das histórias para fazer uma apresentação do contexto histórico, né, um pouquinho de como isso surgiu, o percurso da construção das lei das mestras e mestres pra gente conhecer como a gente como a gente chega até aqui, né? Eh, só então desejar boa tarde a todos e todas. Eh, ô Marcelo, precisa do microfone. O primeiro a falar isso que a gente eh primeiro, boa tarde a todas e todas. Eh, pedir a bção aos mais velhos, a benção aos mais novos. Eh, ficar olhando para vocês dois aqui porque eu parece que eu tô olhando pro mestre Lumba. Então, pedi aqui a bção ao mestre Lumumba, que sempre também me orientou e me forjou e me formou. Não vamos entrar muito nesse assunto para não ter muita emoção. Vamos só no no na apresentação que eu vou tentar fazer uma apresentação muito rápida de quando de todo o processo que a gente construiu, né? Pode sair pra frente. Esse slide tá errado. Então, saudando esses mestres que são referências para nós nessa trajetória aqui em Campinas. Faltam, infelizmente já vai entrando mais, né? E é por eles, né? Eh, então vamos lá. Pode avançar, André. Então, a lei dos mestres mestres de Campinas é resultado de um processo de mais de 10 anos de mobilização. Surge surge muito de conversas, experiências fora de Campinas, experiência em Campinas, né? Eh, é importante dizer que na lei orgânica do município, quem não sabe, a lei orgânica é a lei mais importante que o município tem, né? Ela ela ela fala muito da preservação, das tradições, da memória, já tá na lei orgânica, né? Pode ir. Eh, aí fazendo essa linha do tempo, né, a articulação dos pontos de cultura, eh, Nina, Areté, mestre Marquin Simplício, eh, mãe Dr. Alessandra Ribeiro, né? Eh, nesse nessa conversa permanente, né, sobre a tanto as políticas municipais quanto as políticas federais, né, Campinas, Campinas também tem um marco importante 2013, que é a aprovação da lei do patrimônio imaterial, né? Eh, tá errado ali, tá material, mas é imaterial, né, que é um marco importante que vai salvaguardar eh várias manifestações. Depois, Campinas 2015 vai ter a primeira lei cultura viva, caritos ponto de cultura municipal do país, né? Em 2017, o C vai falar um pouquinho mais sobre o plano. A gente começa a fazer um debate intenso sobre o plano. Pode ir. Em 2020 a gente aprova o plano municipal de cultura, que é um plano próximos 10 anos. E lá essa articulação já coloca uma ação que o C vai falar, né? Ele tem metas e ações, já coloca o cadastro municipal dos mestres e mestres de Campinas e já coloca o programa de bolsas. Então nós estamos aqui dando continuidade a uma estratégia construída há mais de 12 anos, né? Porque às vezes parece que é um uma inspiração, né? eh, articulação. E aí desde 2023, aí agradecer você muito, Paola. E é o André que me chamou para essa missão e que é uma pessoa que eu tenho muito apreço, André. E ele falou: "Ah, eu vou trabalhar numa data da Paola. Vamos lá conversar com ela sobre aquele nosso sonho da lei dos mestres e mestres". Então, saudação, irmão. E aí a gente começa a conversar com a Paola, com a Débora e com toda a equipe e elas também apresenta a parceria pro deputado Alfredinho. E com isso aí 2024 a Paola apresenta o primeiro a primeira proposta, né? Essa primeira proposta a procuradoria da Câmara já deu uma procuradoria, os advogados da Câmara já deram umas sugestões para ela, né? E esse lugar nosso aqui também é um lugar pra gente escutar mais. a Paola e a equipe dela escutar mais e a gente avançar. Bom, 2025 a gente faz a mobilização, continua com a gente faz eh eh continua como fazendo ações de articulação e consultas, conversando não só com agora, mas também fazendo, né? Aí, como falei já, isso aqui 2025, a Câmara faz uma devolutiva sobre o projeto de lei. Ah, então a lei dos mestres ela está alinada a três níveis, né? Ela tem o plano municipal que o C ia falar um pouco melhor que é a meta 9, ação 9.9. Ela não tá lá lei dos mestres, mas ela fala cadastro dos mestres, fala bolsa pros mestres e mestras, né? Eh, tem a política nacional de culturas populares tradicionais do Micas lideranças aqui que estão percorrendo o Brasil. Por isso que a atividade de hoje chama-se tercendo a lei dos mestres em diálogo com o Brasil, porque eles estão passando por todos os estados, cidades e eles têm muito a contribuir com esse processo. E a Lei Nacional dos Mestres Gros atualmente tramitação no Congresso Nacional já tá na Câmara para dar uma desenrolada lá para ir pro Senado. os mecanismos que a gente tá definindo aqui da lei, né, que a gente tem desafios, né, definir os critérios nítidos de reconhecimento, construir o cadastro municipal dos mestres e mestres que dá a certificação, registro e visibilidade pública, a bolsa de transmissão oral como piso, não como teto, né? Vai sair um edital daqui, a Rosângela não tá aqui, eu não sei, mas daqui um tempo vai sair um edital aqui em Campinas com os recursos de cultura viva que vai ser uma experiência de oito ou 10 bolsas que a gente vai ter uma primeira experiência numa escala menor pra gente também ah percorrer, né, o setor público ver isso, nós experimentarmos isso e vai ser importante. Bom, a gente faz o ano passado com super apoio do mandato da Paola, com uma emenda da Paola e uma uma emenda do Gustavo Peta e do deputado Alfredinho. A gente faz esse festival. Agora eu vou pedir para passar o vídeo e eu tô concluindo minha fala. Depois eu vou voltar à apresentação para fazer um apaguz. Foram dois dias de encontros de memória e de futuro. O festival de cultura popular e tradicional bem as mestras e mestres de Campinas, que aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto, reuniu mais de 15 pessoas na sala dos Toninhos, fazendo pulsar tradição, criação e inovação em Campinas. Em cada canto, em cada dança, em cada coro, a cultura se fortaleceu. A feira criativa e solidária, a gastronomia ancestral, os torés e vivências indígenas, as batucadas do Jongos, os tambores, os sambas, todos se tornaram monumentos vivos que sustentam nossa identidade, nossa sociabilidade, nossa querida cidade. Durante o festival, gravamos mais de 150 depoimentos para a campanha da lei das mestras e mestres. Um dos momentos mais marcantes foi a roda de conversa conduzida pelo mestre Griol Marquinho Simplício e pela mãe Dr. Alessandra Ribeiro, com a presença de mestres e mestras de Campinas, da vereadora Paula Miguel, do deputado federal Alfredinho, da secretária de cultura Alexandra Caprioli e do diretor de cultura Gabriel Rapace. Ali reafirmamos a história, os objetivos e o caminho para a aprovação da lei. Homenageamos também mestras e mestres que fizeram sua passagem, mas deixaram sementes que florescem em nossos territórios. Este vídeo é um agradecimento a cada um e cada uma que construiu esse festival conosco. Em breve, lançaremos oficialmente a campanha da lei das mestras e mestres e queremos que você siga junto nessa caminhada. Entre no grupo de WhatsApp pelo link na legenda deste vídeo e faça parte da construção dessa história. Agradecemos as parcerias. Ponto de cultura Nina, ponto de cultura Crispim Menino Levado, ponto de cultura comunidade João Gudito Ribeiro, Instituto Latino-Americano de Promoção da Cultura Viva Comunitária e Ministério da Cultura e a Realização. Pontão Areté de Gestão Cultural, Sala dos Toninhos e Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas. Festival de Cultura Popular e Tradicional bênçã Mestras e mestres de Campinas. Uma celebração da vida, da memória e da força dos nossos territórios. Eh, volta, volta apresentação. Eh, como eu disse, o vídeo, o vídeo é ruim ver o vídeo que você sabe que ele não tá pronto, mas eu trouxe ele para dar um retrato. A gente ainda tá finalizando, tem um vídeo maior. Ã, esse evento foi possível por causa de uma emenda parlamentar da Paola. Foi possível também por causa de uma emenda parlamentar do Gustavo e do deputado Alfredinho. Bom, então o festival pode passar. O festival para nós foi um momento muito importante para além de trazer a questão da escuta da roda de conversa, a gente gravou 150 vídeos. Aí a Alexandra que tá aqui, ela chegou lá e falou assim: "Nossa, então eu assino um contrato com vocês que é o repasso chama Tem de Fomento para vocês gravarem uma campanha para fazer pressão sobre mim, né? Uhum. Mas no final ela acabou gravando um vídeo também, então ela já tem um vídeo dela lá declarando apoio, o Gabriel também que tá aqui também. E então vamos lá. Bom, esses são os resultados. a gente gravou mais de 150 vídeo, tivemos eh eh mais de 100 participantes na atividade, dois dias de gravação. Foi um marco importante. Hoje, pode fechar, hoje de manhã o pessoal do ministério, Tião e o e o Pedro estiveram junto com Alexandre, junto comigo com o vice-prefeito Vandão, eh, colocando a importância desse projeto e como que a gente pode juntar forças para avançar. E é hoje a atividade hoje à tarde é mais uma etapa que vai entrar nessa apresentação com mais um dia e mais rápido que depressa, dizer que teremos outras oportunidades para que a gente também vá ampliando. Sentimos que temos que fazer um debate à noite. Acho que podemos fazer um debate numa casa mesmo de um território cultural. E agradecer a Paola, agradecer a Alexandra, agradecer o pessoal do ministério, a todas as mestres mestres que estão aqui. E vamos construir isso com muitas mãos, porque não se aprova a lei sozinho. Queria agradecer o Marcelo. É, e de fato tá sendo construído, né, essa essa lei a muitas mãos. E acho que é muito importante, né, a gente tá aqui hoje reunido, né, com representantes do executivo municipal, do Executivo Federal, pra gente poder pensar em como que a gente integra também isso, as políticas nacionais. E antes de passar aqui pro Cauê, né, gostaria de anunciar também aqui que tá presente o Amilc José, o mestre Miró, né, com conosco. Gostaria de anunciar também a presença da mãe Samaia, sua bção, mãe. Temos aqui Carvalho, que é conselheira municipal de juventude. Muitíssimo obrigada pela presença. O Benedito Luís Amauro Júnior, que é contram mestre de capoeira, que tá aqui conosco também. Temos a Dandelara Pereira, que é vice-presidenta do Conselho da Comunidade Negra e coordenadora das bibliotecas de Campinas, né? Aqui, cadê a Danda? a bença. E agora eh passar aqui pro pro Cauê Moreira, que é o integrante do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Campinas, para fazer uma fala, né, sobre o o plano municipal de cultura, né, a política municipal relacionada às culturas tradicionais e a inserção, né, dos mestras, da política de mestras e mestres nesse processo, né? foi uma das coisas que a gente discutiu bastante aqui com a secretária, né, de como isso poderia ser somado ao plano municipal de cultura. Muitísimo obrigada pela sua presença. Eh, boa tarde a todas as pessoas presentes. Agradecer vereadora Paula Miguel, agradecer secretária Alexandra, Lu, Pedro, Tião, agradecer ao Marcelo também pelo convite, eh, e a todas as pessoas que vieram aqui nesse debate. Acho que é muito importante, como o Marcelo já introduziu, né, o debate, a gente vem construindo, acho que a construção, quando a gente chega no debate do plano em 2018, a gente vem com vários acúmulos da sociedade civil de lutas que vão sendo eh levantadas por diversos movimentos e essa é mais uma delas e acho que essa é uma luta que entra de maneira muito importante no debate do plano. É uma meta que acaba organizando em muitas pontos a questão do do achei que era o meu. É, mas é é uma é uma pauta que vai organizar muito do que a gente vai debater sobre preservação do patrimônio material, então reconhecimento do mestre, da mestra como eh o instrumento principal de preservação do patrimônio material do nosso município. E o reconhecimento e a destinação de recursos, ela é muito importante dentro dessa perspectiva, a partir do plano na meta 9.9 que a gente vai estabelecer a questão de criação de um cadastro e a criação de um programa de bolsas. Acho que é importante a gente tá também eh pensando esse dispositivo nesse momento. É muito fortuno, eh porque a gente tem agora com o novo marco do fomento uma possibilidade muito mais fácil de debate eh da implementação de um programa de bolsas dentro do município, né? A gente tem novos amparos legais que permitem que isso avance eh no município. A gente já teve vários debates, não só com Alexandra, mas também em gestões anteriores. Sempre esbarrava nisso, né? Ah, mas qual que é o instrumento jurídico que a gente permite? Acho que agora que o Marco também vem. Eh, o marco do fomento é uma legislação que foi aprovada eh pela vereadora Carolina, certo? Deputada, perdão, eh, deputada Carolina, que restabelece nova e simplifica muitos dos processos para processos de editais, bolsas, termos de fomento, enfim, vários mecanismos que são simplificados e que agora são permitidos. Eu acho que terminar é isso. Acho que saudar e e agradecer muito a vereadora Paola que fazer uma coisa que a gente no conselho vem pautando muito há muito tempo, que é eh que as os mandatos da Câmara, a vereça, ela se apodere do plano, ela localize no plano suas pautas, ela construa suas pautas a partir do plano. Eh, acho que isso é um movimento muito importante. Acho que isso é um movimento eh não só para essa lei, mas também para a construção do plano em escala, que mostra um caminho que é possível que a gente avance também em outras pautas. Então, também agradecer e é isso. E o Cauê lembrou inclusive de uma coisa muito significativa de quando a gente apresentou eh essa lei, que são os limites do legislativo, né? A gente enquanto eh Câmara Municipal a gente não pode criar despesa para prefeitura. Então, quando a gente fala das bolsas, né, a gente precisa ter aqui representantes eh do executivo que queiram, né, que topem isso. e a secretária tem feito muito isso, né, de abrir esse diálogo pra gente conseguir pensar nesse processo e também pensar junto com o governo federal, né, que já tem várias várias outras iniciativas, né, como eh o Cultura Viva, né, e outros modelos de bolsa de como a gente consegue eh pensar nesse fomento para esses para essas mestras, para esses mestres. E acho que é importante também salientar, né, de que essa iniciativa ela já foi apresentada eh em São Paulo, né, enquanto o deputado Alfredinho era vereador e a gente agora tenta trazê-la para para Campinas e aí, né, só salientar um pouquinho do que o Marcelo já tinha trazido, né, juntamente com a Areté, pra gente conseguir ter cada vez mais essa capilaridade no movimento, né? A gente sempre fala que nós somos uma um representante, né? a gente quer poder eh vocalizar aqui as lutas, mas quem sabe, né, o dia a dia, os desafios e como que a gente consegue, né, principalmente fomentar e qual política, né, cultural a gente deveria fomentar, são as são as fazedoras de cultura, os fazedoras de cultura, as mestras, os mestres. E pra gente para falar um pouco mais sobre isso, né, de como que a gente pode pensar no desenvolvimento do setor, né, e o percurso nacional da construção de políticas populares e tradicionais, gostaria de chamar aqui o o Tião Soares e o Pedro Neto, que vão dividir a a fala, né? Então, pra gente poder pensar em como que a gente consegue fazer com que todo esse esse espaço nacional também comine nesse processo aqui na cidade de Campinas. Então, muitíssimo obrigada pela presença de vocês. Eu sei que vocês são muito demandados no Brasil inteiro, né, e tiveram um tempinho para vir aqui pra cidade de Campinas. Então, muito obrigada mesmo. Eh, e a palavra tá com vocês. Eh, eh, vou eu, que a minha vai ser mais rápida. Primeiro, saudação tradicionais a todas e todos, a todas as mestras, mestres de todas as culturas, todas as tradições. Saudar Paola, Alexandra, Lua, meu amigo diretor de culturas tradicionais populares, Tion Soares, né, Marcelo André, né, e todas as expressões das culturas tradicionais populares que vemos aqui de alguma maneira, né, a capoeira Tiririca, o samba rural paulista, né? saudar aí as tradições dos povos originários indígenas, as tradições de matriz africana. O minheiro e popô, o minheiro e popô, o minheiro e popô, o minheiro e popô. Que a água que eu trago comigo possa se misturar com a água de todas e todos vocês. Que a água que eu trago comigo possa se misturar com a água de todas e todos vocês. Eu trago esse cântico do povo Iorubá e hoje lá no Ministério da Cultura junto com o Tião para de uma maneira muito breve indicar a o nosso eh a nossa proposta e o que tá sendo feito aqui, que é justamente misturar todas essas águas, todas essas águas diversas, né? E que a gente possa ter a partir disso uma água possível eh de ser bebida, né, por nós, mas não só por nós, por todas aquelas e aqueles que vão ficar aqui depois de nós, né, que é o que é a política pública de estado, né, algo que vai continuar para além eh de partidos do dia, para além de pessoas que estão aqui, para além, né, que vão ser perpetuadas, né? Nós temos Tião vai vai explanar de uma maneira muito mais detalhada eh acompanhado enquanto sociedade civil essa questão da lei de metras e mestres no Brasil como um todo. Há muitos anos, né? Desde do PL176 que Marcelo colocou aqui numa articulação nacional. Hoje estamos no Ministério da Cultura numa diretoria que tem uma atribuição para tatar de mestres e mestras criada pelo presidente Lula em 2013. Então, pela primeira vez na história do Brasil, existe dentro do Ministério da Cultura uma diretoria que tem como atribuição legal a a palavra cultura tradicional e popular e a palavra mestra e mestre das culturas tradicionais populares. Então, nós ficamos muito honrados em estar aqui, em misturar essas águas, em trazer todas essas experiências. Por fim, eu queria dizer que essa proposta de lei, e aí Paolo é muito feliz eh de se lembrar o nome do Alfredinho, n é porque nós estivemos lá também quando sociedade civil, né, Tião, com ele na proposta daquela lei da cidade de São Paulo. É muito bacana e lembrar o nome dele também, muito importante, e falar de algumas questões em comum para terminar a minha fala, né? Nós estamos falando aqui de mestras e mestres das culturas tradicionais e populares que pelo menos vão dar conta de 28 povos e comunidades tradicionais no Brasil, que é o número que o Estado brasileiro reconhece enquanto povo, povo e comunidade tradicional, né, no Brasil. Então, é importante dizer que aí que nele temos ali eh povos originários indígenas, povos de matriz africana, temos quilombolas, temos caiçaras, temos ribeirinhos, temos, né, hoje o estado reconhece 28. Essa lista ela vai aumentar, ela vem aumentando por uma articulação de outros povos e comunidades no Brasil, né? Mas hoje são 28, né? Ou seja, então a gente tem que eh ter, levar em consideração aí pelo menos esses 28 povos, né? E a outra questão são coisas incomuns, né? Que são eh princípios, princípios iguais, né? Então, pensar nesse processo entre nós, né? entre executivo, legislativo, judiciário e entre nós de todas essas culturas diversas, pensar no que nos une, o que nos une, né, que nos une não é a palavra de um a língua eh indígena originária ou a palavra de uma língua de matriz africana, né, ou uma ação eh de um de um de um povo imigrante como os japoneses, que nos une são os princípios. Nós temos em comum esses princípios, né? Quais Quais são? Um deles, por exemplo, a senioridade, né? Que é a questão dos mais velhos, a circularidade, a ancestralidade, a lacridade, a questão do uso sustentável do do meio ambiente, né? a questão da presença e da importância da mulher, a questão da cultura alimentar, enfim, nesses critérios todos, né, para essa lei ser potente como ela já é, a gente precisa levar em consideração isso que nos une mais do que as nossas especificidades, porque aí sim ele se transforma numa política pública de estado e ele pode fazer com que essa água possa ser bebida por gerações e gerações. Enfim, é isso, é uma honra estar aqui com todas e todos. Muito obrigado. Acabou. Tá bom. Primeiro pedir também permissão às nossas ancestralidades por aqui estar essa oportunidade junto com vocês, saudando aqui em primeiro ponto, primeiro lugar a nossa querida vereadora Paola, secretária de cultura. Alexandra, muita honra. ter estado com você pela manhã numa conversa tão saudável, né, colaborativa, eu diria pertencida, né, a essa causa tão nobre. Nossa maestra Lu, meu amigo Pedro Neto, André, Marcelo, obrigado aí pela deferência, pela sua luta, pelas suas lutas, são várias lutas. e dizer da minha felicidade de reencontrar a Débora Pereira, minha companheira de longas datas, né? Fomos, ela secretária estadual de mulher eu, secretária estadual de cultura do PT, do Partido dos Trabalhadores, com quem aprendi bastante. tá aqui hoje, inclusive inspirado numa das proposituras do nosso querido então vereador, hoje deputado federal Alfredinho, que com grande entusiasmo, mas também compromisso com as culturas tradicionais populares, né, apresentou aquela propositura e a e aprovamos por unanimidade em duas votações na Câmara Municipal de São Paulo, que infelizmente o governador Dória vetou como A Débora acabou de me dizer agora olha a Câmara de São Paulo tem uma peculiaridade que não pode se derrubar veto, alguma coisa nesse sentido, mas enfim, nós não perdemos nunca a esperança. E eu queria então cumprimentar todas as mestras, todos os mestres, todas as pessoas aqui presentes, dizer da honra de estar aqui representando uma diretoria das culturas tradicionais populares, que, como disse bem o Pedro Neto aqui, pela primeira vez se apresenta ao Brasil. como uma das das instâncias legitimadas ou legitimadoras para propor política nacional para as culturas tradicionais populares, especialmente para as mestres e os mestres desse segmento tão vulnerabilizado, tão marginalizado, tão deixado à margem da sociedade pelo próprio nome de culturas tradicionais e populares. A gente costuma dizer que nós evoluímos de folclore para a cultura popular e a nossa tendência é evoluir mais para o patamar da cultura, porque a cultura popular parece que seja uma cultura diminuta, né? Uma cultura menor, né? Só a autocultura pode ser inclusive retratada e rechaçada desta maneira ou forjada de uma maneira mais voltada para as belas artes ou autocultura, né? De modo que para eh trazer esse essa conversa de hoje à tarde aqui, especialmente para a lei de mestres e mestres, dizer das nossas andanças pelo Brasil com essa discussão. Primeiro a gente fez as escutatórias culturais pelo Brasil que dizia respeito a uma grande eh escuta sensível a respeito da construção de uma política nacional para as culturas tradicionais populares. Para tal, a ministra Margarete Menezes, né, que queria inclusive trazer o abraço e a saudação dela a todas as mestres dos mestres, especialmente a nossa querida vereadora, que, né, e editou, eu diria, propôs uma portaria, uma das mais amplas de participação popular, com 54 mestres e mestras de todo os estados brasileiros, dois por cada estado, para ajudar na contribuição da da da elaboração dessa lei, 18 ministérios envolvidos na na elaboração dessa lei. Por que 18 ministérios? Porque a cultura tradicional e popular ela é diversa e atravessa diversas narrativas, os diversos pensamentos. Há questões da saúde que somente o Ministério da Saúde pode resolver dentro da cultura popular e, portanto, está junto conosco a educação. A ideia é que a gente sempre presou da possibilidade ou ou de instar a educação se culturalizar, mas também instar a cultura se educar para que a gente possa trabalhar em conjunto nesse sentido. Portanto, esses 18 ministérios na construção disso, mas assim, eh, todo o sistema MINC na construção desta política, mas vários especialistas, pesquisadores e pesquisadoras na construção dessa política, com um fim específico de olhar com um olhar mais atento, mais sensível para essa proposição de uma política, pela primeira vez, uma política nacional para as culturas tradicionais e populares e, como não poderia deixar de ser, com atenção de atender as especificidades das mestres e dos mestres das culturas transpuladas. Nós hoje nós temos a política nacional cultura viva, uma política consolidada das lutas sociais desde 2004, 2014 passa a ser lei, etc. evidenciada e que trata, evidentemente, está estar postas ali a partir dos pontos de cultura, mas tem outros eixos que permeiam a política nacional para a cultura viva. Mas as culturas populares e tradicionais, ela tem suas especificidades e como tal, ela precisa de muita atenção. que só um governo democrático e popular pode acenar para este segmento tão maltratado, tão vulnerabilizado, como disse inicialmente, para trazer uma reparação social histórica. A eu considero a política nacional paraa cultura tradicional popular como uma política de cotas, porque é uma política de reparação social. E aí, portanto, Paola e Alexandra, vocês estão de parabéns, inclusive tocar esta lei aqui com exemplar para o Brasil como um todo, porque já vem, inclusive eh embasada e fundamentada e experienciada tanto pela propositura do do deputado Alfredinho, mas como outras leituras que vocês já fizeram, evidentemente, de outras proposituras que circulam no Brasil. Nós temos alguns estados brasileiros que tem lei de mestre, acho que são oito estados. Oito chama patrimônio vivo. Em alguns lugares, Pernambuco chama patrimônio vivo, no Ceará tesouros vivos. outras leis de mestres e mestres, que é o caso da nossa 1176, que está trambitando na Câmara desde 2011, também foi uma luta nossa circulando esse Brasil eh eh inteiro pela lei Grior, lei mestres e mestres, envolvendo centena de milhares de pessoas no Brasil aa e hoje tivemos uma aprovação ano passado na comissão de cidadania e justiça, está para um embrolio lá para ir pro Senado ou que se resolva na própria eh Câmara eh Federal, mas que se encontr aqui algumas experiências importantes. Portanto, o Ministério da Cultura, ele tem forjado, né, vários estados e vários municípios a criarem as suas próprias leis municipais, as suas próprias leis estaduais para que ela para que tenhamos uma política no chamado pacto federativo, que possa ter uma colaboração, né, do governo federal, do governo estadual, dos governos municipais para propor essas políticas que cheguem na base. Nós temos várias políticas que estão chegando na base, como a política a de branque, que chega nos nos menores e maiores municípios e que hoje com a institucionalidade da política nacional culturia de uma bolsa para mestre e médico, acho que já dá um ensaio necessário pro santo, como Marcela acabou de dizer aqui, para que tenhamos esta lei aqui que vai ser uma uma uma bolsa vitalícia e mensal. E esta este ensaio da cultura viva já nos pode já nos pode ajudar e contribuir para que essa praxe, eu diria assim, essa prática de de de exercício de execução desta bolsa possa ser facilitada aqui em Campinas. Eu dou um exemplo muito interessante sobre essa política eh que estamos propondo para mestre de mestres no estado de Alagoas. Estado de Alagoas, a gente começou a fazer um trabalho lá de de forjar a criação de leis, porque só tinha uma uma lei estadual chamada Tesouros Vivos, mas nenhum município ainda tinha trabalhado a a proposta de elaboração de leis. Hoje nós estamos 13 municípios já com leis elaboradas, com editais lançados já baseado nessa nossa proposta de que o estado brasileiro colabora junto com os os estados eh os subnacionais, que são os estados, né, da federação e os municípios, para avançarmos nesta proposição tão importante, tão imprescindível, tão urgente e necessária como é a lei para mestres e mestres. Então, tem esses três municípios. Agora, nós temos um estudo também do Ceará muito importante. A a então secretária Cláudia Leitão, que hoje é secretária do Ministério da Cultura e da Economia Criativa, ela fez um estudo que ela criou essa lei há mais de 23 anos lá em no estado do Ceará. E ela constatou naquele estudo, acho que eu tô aqui com o Bruno Gulá, meu querido docente lá da Universidade do Unilab, Bruno, antropólogo, meu amigo, tá aqui na na plateia, tímido, mas tá aqui na plateia, que pesquisa também mestre de mestre, notório saber. Bom, a Cláudia Leitão naquela ocasião lançou um livro 2024 e constatou, viu Alexandra, que a lei de mestre por si só ela não resolve o problema, né, né, situacional, financeiro, né, e situacional, especialmente do mestre, da mestra. E aí careceria principalmente dessas leis serem aperfeiçoadas, né? Não somente uma bolsa vitaliza para o mestre México, mas que uma política cultural ela pressupõe as suas várias transversalidades, as suas várias seus vários entrelaçamentos, seus vários encurtamentos, estreitamentos conceituais, mas sobretudo setoriais. E aí hoje eu trago uma experiência de uma lei que eu tive agora domingo lá no interior do Ceará, na cidade, uma cidade chamada Cascavel, tem quase 80.000 1000 habitantes que aí com essa nossa conversa ano passado, em setembro, ela disse a prefeita jovem, assim como a Paola e a Alessandra, jovens assim mais velho que sou eu. E aí ela propôs e e encaminhou esta lei. estão lançando já o edital das primeiras bolsas desta lei, garantindo uma bolsa vitalícia, evidentemente de um salário mínimo, mas sobretudo que os mestres e as mestras também adquiram uma carteirinha da secretaria ou da prefeitura municipal para que eles possam ter acesso com mais prioridade à saúde, à educação, ele e a família, né, o transporte público e aos bens culturais, aos bens comuns. para além da busca vitalícia, esta essa iniciativa que possa abranger-se, capilarizar, atender, né, incluir essa essa e essa camada social tão descriminalizada. Uma outra questão que esta própria lei e as outras leis estão eh forjando a ter é já instituir ali dentro do próprio município o título de notório saber, né? esse título de notório saber que é uma discussão que a gente tá fazendo nacionalmente e, portanto, criamos um consórcio nacional entre os institutos federais e universidades federais para que essas universidades possam criar resoluções próprias institucionalidade do notório saber nas universidades. Que seria isso? Que a mestra e o mestre ele certificado e titulado possa virar professor, doutor e como tal ser remunerado como tal. Nós temos hoje a Universidade Federal de Minas Gerais, que é uma das pioneiras nisso, nós temos 21 professores doutores já na Universidade Federal de Minas Gerais, dos quais seis dando aula na Universidade Federal da Bahia, né? Nós temos uma Pagé, nós temos um eh um mestre de acho que de samba, eu não não tô lembrado aqui as expressões, mas enfim, são seis que já dão aula na Universidade Federal da Bahia. E aí, mas como é? Você me perguntaria? Disse: "Olha, para ser professor como Bruno, você tem que fazer um concurso público e passa por várias etapas de seleção lá." E lá isto arrumar uma brecha nesse sentido de que o professor doutor ele entra lá o mestre e a mestra, como não tem essa mesma prerrogativa, mas tem uma toda tem toda uma um processo de seleção para tornar sem mestre mestre em cinco, seis etapas de avaliação. E aí eles são eles são remunerados lá pelo como professor visitante. Foi um artifício que eles conseguiram e hoje eu acabei de escrever um artigo chamado que agora é para rir. Não adianta a gente só reconhecer e só incluir. Nós precisamos remunerar. Portanto, vir, incluir e remunerar as mestras e os mestres das culturas tradicionais e popular. Porque de letras mortas nós estamos cheios já. A nossa Constituição, ela garante todos esses direitos desde 1988. E cada ano a gente vê essa esses direitos serem retraídos, diminuídos, né? E acho que essa nova lei, inclusive eh eh proposta aqui pela Câmara Municipal em conjunto com a Prefeitura Municipal, que hoje a reunião foi assim de uma felicidade, nós saímos lá todo muito emocionado, viu, Alexandra, com a com a reunião e o atendimento, o acolhimento do do Vandão, não sei se eu posso chamar esse nome, não sou tão íntimo dele assim, mas que mas que achei assim muito muito eh me senti muito bem acolhido. E que esse exemplo ele possa ser levado, e vou fazer isso para todo o território nacional, porque o legislativo, né, pode muito, mas e o executivo também, mas se fizermos juntos, aí a bola fica redonda e todos nós chutemos ao gol com muita felicidade. Então essa reunião de hoje de manhã, que acha que vocês vão conversar com a Paola e com o legislativo, ela avançará muito nessa proposição da lei de mestres e mestres das culturas tradicionais populares aqui em Campinas e com exemplo para para o nacional. De modo que essa outra lei que já cria também a proposição do notório saber ajudará nomeadamente aqui ter uma uma transversalidade ou uma parceria já de pronto com a educação. E a educação, nós somos o primo primo pobre da da gestão. A educação é a nossa prima rica, educação, saúde e acho que os movimentos culturais precisam se organizarem a partir desse reconhecimento dos mestres e mestres que representam a os nossos como sendo os nossos guardiães, os nossos condutores, né, da dos conhecimentos tradicionais, forjar nos municípios esse conhecimentos tradicionais dentro do currículo escolar, né? Acho que o mestre e a mestra não basta somente ir entreter, criar entretenimento dentro da da das escolas públicas, mas que estes conhecimentos tradicionais eles virem componente curricular dentro da do currículo das escolas, das universidades, dos institutos federais. Nós temos dentro das escolas uma na eh no no todo em toda a política de educação do Brasil chamado uma história do projeto político pedagógico, aonde reúne as comunidades, a classe docente e decente para discutir o projeto curricular que queremos. E aí nós precisamos então a partir dessa propositura, trazer esse debate para educação e incluir os conhecimentos tradicionais dentro do currículo da das escolas para que nós, os mestres e as mestres estejam dentro da sala de aula ou noutros espaços onde acontece a educação, que a educação não acontece somente na escola. Há muitos outros espaços educacionais que a gente precisa ser tratados como tal. O terreiro de um mestre e de uma mestra é um espaço legítimo de educação. Eu sempre gosto de copiar o o Piúba, que é o secretário nosso lá da da de literatura, que ele disse que todo o terreiro de um mestre é ao mesmo tempo uma escola, uma biblioteca e um museu. É uma escola porque é um espaço de transmissão de conhecimento. É um museu porque é um espaço de memória. A gente não pode discutir cultura sem memória, né? E é uma escola, o que mais? eh uma biblioteca, porque é uma é um espaço, né, de de conhecimento, né, que estão lá à disposição sempre é um livro ali aberto desse mesmo sentido. De modo que a a essa proposição da lei de mestre e mestre precisa instigar também a educação de visitar esses terreiros aonde onde a educação acontece, né? Aonde os mestres e as mestres possam ser legitimados, reconhecidos e tratados como esse seu poder de transmissão oral dos seus conhecimentos. E nós estamos perdendo a cada dia essa questão das nossas oralidades e da transmissão desses conhecimentos. Eu falei hoje de manhã lá pro vice-prefeito e paraa secretária, para todos nós que lá estávamos, dizendo das perdas das nossas identidades. O a cultura tradicional representa o nosso DNA nacional. E como é que nós não nos reconhecemos como esta base identitária? Nós perdemos, por exemplo, o eu sou nordestino e às vezes moro em São Paulo há 37 anos, tô em Brasília há quatro. Eu disse: "Olha, quando eu começo a perder o jeito de andar, eu volto paraa minha terra para eu mear pro mar direito, porque a nossa identidade ela precisa, é, é a base, né? Uma árvore sem a raiz, ela ela fica meio, né? Meio tosca, meio meio ruim, de modo que é eh eh nós estamos perdendo a nossa identidade, por exemplo, alimentar da das culturas alimentares, né? Nós não temos mais o hábito de ir para um lugar para conhecer a cultura alimentar daquele lugar, porque não existe mais. Nós estamos vivendo os fests foods, né? Aí reinvenção da roda nesse sentido. Falando com o Marcelo hoje disor, como é que nós vamos discutir uma política cultural se nós não trouxermos à tona a memória que se discutiu antes, né? Né? Nós estamos falando de ancestralidade, então antes de nós vieram várias pessoas. Portanto, não há nesse sentido nenhuma revenão de roda. E é esse o sentido maior que nos traduz a importância, a necessária e imprescindível implementação de uma lei no município, dos municípios, nos estados, e que o estado brasileiro, o governo federal, o governo estadual e o governo municipal se comprometem nesse sentido de trabalhar em conjunto, né? O Pedro falou da água aqui em Urubá, que se mistura entre as nossas águas e se torne, como quis o nego bispo, uma umas confluências, né? O rio, o rio com seus afluentes, com seus influentes, né? Com seus se torne esse grande rio que somos todos nós. É esse o sentido maior que dessas experiências circulares das escutatórias culturais. Falei da escutatória cultural que foi daqui do Ruben Alves de Campinas que ele disse: "Eu já ouvi falar muito de curso de oratória, mas eu nunca vi falar de um curso de escutatória." Então a gente baseado em Rubos, trouxemos esse negócio de escutatória para recolher, acolher de todos esses conhecimentos tradicionais a construção de uma lei que nos assegure esses direitos culturais, esses direitos ao território e à suas territorialidades. Porque somente, viu Paola e a Alexandra, vocês duas são as protagonistas, serão as protagonistas junto com o Marcelo e todos os movimentos. Uma lei que tenha a todo tempo, a todo sentido, no exercício da sua aplicabilidade, da sua execução, a participação social, a participação social e o controle social. Eu acabei de escrever um artigo chamado do cansaço participativo, né, que são desafio para política cultural, porque a gente tá discutindo mais velho a mesma pauta de 30 anos atrás. Aí alguém já me disseram um dia desse: "Poxa, tô cansado de participar". Você tá discutindo a mesma questão de agora, né, há 30 anos. Quer dizer, parece-me que não avançamos, já avançamos muito, nunca olhar o copos totalmente vazio, né? Mas assim, avançamos muito, mas uma lei para mestre e mestre, como a gente está pensando, ela precisa ter, evidentemente, essa esse aceno de estar junto o tempo inteiro, os governos, né, legislativo, né, executivo e a sociedade civil. sociedade civil como protagonista, porque a lei ela precisa transcender os governos, é uma lei de estado, portanto, independentemente de partido político, a gente vai permanecer nas lutas, não é? E precisa desses conhecimentos tradicionais. De modo que para concluir, eu queria deixar ainda mais um desafio, um recado. A implantação dessa política nacional para cultura tradicional e popular que já está sendo encaminhada para a Casa Civil ser assinada. E nós estamos trabalhando agora a ideia que eu chamei de monitoramento reflexivo. À medida que a gente discute uma lei, viu Alexandra e Paula, discute uma lei, a gente já pode ir executando algumas algumas questões dela. E nós estamos fazendo isso na na política nacional de cultura popular. À medida que está discutindo, mesmo antes do presidente Lula assinar a política, nós já instamos junto ao Ministério do Trabalho o reconhecimento do Código Brasileiro de Ocupações para mestres e mestres. pela primeira vez na história do Brasil, o mestre, a mestra tem tem a sua atua a sua atuação profissional reconhecida e que isso lhes dá direito a, né, no futuro, carteira assinada, previdência social, direitos trabalhistas, etc. Que são lutas que essa política junto com as pessoas começou a discutir. Reunimos com o Luís Marinho e o Chico Macena lá e conquistamos esse reconhecimento da CBO. Uma outra questão também que faz parte desse monitoramento reflexivo é o programa nacional para os festejos populares. Nós estamos fazendo uma criar um mapeamento nacional aonde há festejos populares do Brasil desse reconhecimento das festas. Nós não temos isso. E que esses festejos eles possam ser fomentado, articulado, calendarizado, né, e instituído e institucionalmente. Uma outra que é uma rede nacional de mestres e mestres das culturas tradicionais populares, Marcelo vai nos ajudar muito, né, que é um aplicativo, a ministra vai assinar por esses dias esses essas duas portarias. é um aplicativo que eh junta a internacionalização desses conhecimentos tradicionais mestre mestra, né? Porque dando uma uma interculturalidade tanto no Brasil como fora, né? Por exemplo, se o a territorialidade do samba de bumbo, né? Que foi uma das dos bens registrados que nós do Fórum de Cultura Popular, né? Fomos o protagonista, né? Fomos o o proponente naquela ocasião, o mestre eh mestre ao seu acompanhou muito isso, né? muito nossa memória, saudosa memória que estes estes eh eu pensei em no mestre e e me saiu um pouco emocionado. Programa eh eh o programa de mestres e mestres que possam e essa internacionalização eles possa se articular nas suas territorialidades, né? O batu de obrigada que faremos a visita amanhã e estando essas lutas, etc. possa se articular com outros movimentos do Brasil, fora pelas suas matrizes culturais e também depositar ali os seus vídeos, as suas expressões, seus depoimentos, as suas, né, os seus ofícios, seus fazeres e que isso e que isso institua ou instigue os estados brasileiros a criar políticas próprias para mestres e mestres das culturas tradicionais e populares. Então são algumas algumas iniciativas a priori que está se encaminhando que trazer para cá essa mensagem e essa felicidade honrosa de que se institui uma lei de para mestras e mestras das culturas tradicionais em Campinas e que Campinas pela sua condição pulsante, né, de uma região metropolitana única fora da de conurbada São Paulo possa dar esse exemplo para o Brasil. Eu acho que, viu, Marcelo, nós vamos fazer essa convocatória aqui de fazer o movimento nacional a partir de Campinas, né, a partir de hoje, o movimento nacional para que essas leis exemplificadas, aliás, fundamentadas com esta que se inicia aqui, porque vai ser uma uma uma uma condição junta com o executivo e o legislativo, que é a primeira vez que vai acontecer isso, né, que o o legislativo junto com o executivo possa implantar uma lei que ela já nasce de pé, já nasce forte, potente, pulsante do tamanho da região metropolitana de Campinas para esse exemplo nacional. Fica aqui à disposição de vocês para o debate. Eu acho que falei demais, mas era um pouco dessas questões que eu queria trazer. Obrigado, querido. Muitíssimo obrigada, Tião. ão trouxe diversas questões, né, da do fato da gente criar legislações próprias, né, a nível municipal, estadual, trouxe também o reconhecimento a nível municipal do notório saber, né, a questão da oralidade, da escutatória, né, que eu acho que é uma coisa muito significativa, mas eu acho que a o ponto mais central, né, é sobre o mapeamento dos festejos populares que a cidade de Campinas muitas muitas vezes tem muita coisa, mas fica muito localizada, né? E a gente tem uma uma dificuldade até mesmo de de encontrar isso de forma uma piada e ao reconhecimento profissional das mestras e mestres que muitas vezes precisam se dividir entre diversas outras eh profissões, além de continuar transmitindo as nossas tradições orais, né? E também antes de passar aqui para paraa secretária, né, gostaria de anunciar aqui a presença de, gente, se eu falar errado, podem me corrigir, tá? Eh, Nananci Camila Novasa Ruda, jovem mestra da rede afroambiental quilombo Iracema o Arruda, escola afroclimática, mãe beata de Emanjá. Muitíssimo obrigada. Sua bção, mãe. Eh, temos aqui também Robson Arruda, jovem mestre quilombo Iracema em Arruda, também da rede afroambiental, escola afroclimática mãe beata de Emanjá. Temos também aqui Robson Lodo e Rosana Bernardo do Espaço Cultural Trespe Tesp, ponto de cultura aqui da cidade de Campinas, que preciso fazer uma visita inclusive. Lodo, lodo. Tô minha vida toda tentando sair do lodo. Lodo. Temos aqui o Augusto Lima, que é assessor parlamentar do vereador Gustavo Peta, que tem sido um importante parceiro paraa construção também da da lei de mestras e mestras. Gostaria aqui de anunciar também a presença da mãe Zumba, que tá aqui, sua bção, mãe, um querido amigo aqui, o Micael também presente. Saudar aqui uma artista muito importante da cidade, Deus Anagô, que tem feito diversas atividades. E agora, sem mais delongas, passar pra nossa representante do executivo municipal, né, a secretária Alexandra Caprioli, que tem enfrentado, né, inúmeros desafios para conseguir avançar com a política cultural da cidade de Campinas e tem sido uma parceira também de escuta nessa construção. Muitíssimo obrigada, secretária. Paula. Ah, muito obrigada, Paula. Primeiro saudar aqui e hoje na nossa conversa, a gente ficou lembrando como a gente sente falta de pedir a bênção, né? E isso é um hábito que muitas das nossas culturas aqui fazem. Então eu acho que esse pedir a bênção, pedir a permissão, pedir que a gente possa estar nesses lugares, né? Ele é muito nos traz humildade e traz o reconhecimento de que a gente só está aqui, porque há uma toda uma construção que nos permitiu chegar onde estamos e e como vocês disseram, né, somos essa mescla de tudo que do que de tudo que está na nossa cidade, né? se se a gente é como sociedade, a gente é fruto de tudo que foi construído e que veio antes de nós e que nos permitiu estar aqui. Eu eh quem conhece um pouco a trajetória que eu tenho feito, né? Eh e o cuidado com quem eu tenho eh com que eu tenho pisado no território da cultura por não ser alguém que veio da cultura. Eu era uma espectadora da cultura. E a gente tem que tomar sempre muito respeito por quem já construiu antes. Então eu acho que um dos motivos pelos quais hoje eu posso caminhar junto de braços dados é pela humildade com que a gente chega nos lugares tentando aprender, tentando conhecer, né? E eu acho que teve muita gente, eu fico olhando, Marcelo, ficou emocionada porque vi muita gente que segurou na mão, eh, dando esse voto de confiança, entendendo que a gente tá aqui para construir. Bom, tendo dito isso, na verdade, eh, estar nesse lugar é de muita responsabilidade e eu não carrego ela sozinha. Quero saudar aqui o Douglas, diretor de cultura, o Gabriel, que segurou minha mão no dia um, né, desde quando eu cheguei aqui na secretaria, precisando desse eh me entender como como também parte desse espaço, a Danda e todas as pessoas que durante esse período foram esse acolhimento, né? Porque eu acho que a gente nunca para de aprender, mas para fazer uma uma mudança, para fazer uma transformação, a gente de fato precisa estar com as pessoas. E é isso que a gente tem feito o tempo todo, né? Eh, e as pessoas sempre brincam: "Nossa, eu te vejo em todos os lugares". Sim, eu estou, procuro estar em todos os lugares, eh, me aproximar, entender e assim, eh, eu acho que foi um pouco essa construção que eu que essa jovem vereadora, promissora, pujante, né, que que ela vem trazendo muitos desafios eh pro nosso relacionamento, porque a gente vem de eh talvez de lados muito diferentes, mas a gente só tem encontrado conexões Acho que a gente tem feito muitas conexões também. Eh, queria e Pedro eh dizer da alegria de receber vocês aqui. Eh, a gente recentemente acolheu em Campinas o Fórum Paulista de Pontos de Cultura. dizer do orgulho que é ter Célio Turino com a história que ele criou, vindo antes, né, acho que a gente também na secretaria tem nossa ancestralidade, né, de tantos gestores que construíram coisas que hoje a gente fica orgulhoso de colher junto, porque tudo é plantil, né? E a gente hoje também aqui vem plantar, porque acho que trabalhar nessa lei é trabalhar no plantil de algo que é muito justo, que é muito que é muito digno, né, que é o reconhecimento. A gente também, né, fala de perpetuação, de memória, quando a gente fala sobre o imaterial, sobre poder eh essa oralidade, poder resgatar essas histórias e trazer dignidade pros mestres, eh, poderem ter tranquilidade para passar as histórias e pra gente poder garantir que elas continuem vivas e intensas, eh, também é um plantil novo. né? Eu acho que a gente tá falando de histórias antigas, eh, e eu não tô cansada porque eu também tô nova nessa luta. Então, acho que tem isso, né, Ti? Tem muita gente que tá muito tempo nessa luta e ao longo do caminho a gente sempre vai eh trazendo as pessoas novas. Eh, queria aqui através da Luz saudar todos os pontos de cultura e todas as pessoas que militam na cultura e que fazem a cultura ser viva nessa cidade, né? A gente tem uma cidade que que é que é pujante, que floresce, que tem eh muitas oportunidades pra gente eh se orgulhar, né? E eu acho que quando a gente fala um pouco, e a gente falou isso hoje, aonde a gente vai ancorar esse esse processo, o Cauê trouxe muito bem. a gente acabou de passar por uma revisão, uma conferência de cultura, onde a gente faz uma revisão, um olhar desse plano, eh porque a gente tem reconhecimento de que a gente tá longe de alcançar muitas ações e daquelas metas que foram estabelecidas, mas eu acho que a gente tem um compromisso, um compromisso, um olho no olho com vocês de que a gente quer continuar eh avançando, né? E o plano ele dá esse norte, né? Ele já tem um reconhecimento, mas a gente tem outros reconhecimentos. Então, vários desses movimentos estão aí eh eh registrados como patrimônio imaterial da nossa cidade, né? Reconhecidos, estudados e e colocados. Mas a salvaguarda deles e e a gente comentou isso hoje, a gente reconhece o movimento, a gente não reconhece a personalidade, o mestre que foi que fez possível aquele movimento tá vivo, tá sendo passado de gerações, né? a gente já vê as novas gerações do samba de bumbo aí eh surgindo e, né, emergindo aqui, podendo garantir que ele vai ter perenidade, né, Rosa? Acho que é disso que a gente fala. Então, eh, eu acho que tudo que a gente tá falando aqui é construir instrumentos que nos permitam, eh, deixando muito claro, a conversa de hoje, ela mostrou que a gente sabe que precisa avançar. E a gente sabe que hoje a pavimentação do marco regulatório de de experiências que o recurso da PINAB nos dá, e eu vou dizer que a gente tem executado esse recurso com muita responsabilidade, porque ele é entregue a nós eh do município, mas ele é do movimento. E a gente tem feito isso com responsabilidade. E eu acredito ter esse balão de ensaio acontecendo nesse edital que sairá esse ano, podendo ter as bolsas, né, graças a um trabalho que acontece dentro do conselho, que aconteceu nas escutas a partir do que a gente ia fazer acontecer na PINAB, ele vai nos dar talvez o norte, como é que a gente começa a fazer isso acontecer na prática e não, a gente não vai abandonar, que eu acho que assim, eu, né, a gente segura um na mão do outro, né? Lê fala muito isso, porque a gente juntos consegue chegar a lugares que sozinho a gente não consegue. Então, é nesse sentido que tá aqui segurando a mão da Paola com a maior e respeito pela trajetória e pela luta que ela faz e segurando a mão do ministério e segurando a mão da Lua e de cada um eh de vocês que só faz isso, só faz pensar como fazer a cultura florescer, só faz pensar como fazer a cultura chegar a todas as pessoas, né? ela ter a o respeito, ela tá lá na Constituição, mas a gente sabe que tem um uma trajetória muito grande para ela virar verdade, para ela virar direito, né? Então eu acho que junto, né, segurando a mão, a gente vai chegar muito mais longe. E nesse nesse momento o que eu ofereço é as nossas mãos, a minha mão, as minhas duas, do Gabriel, do Douglas, de toda a nossa equipe, porque a gente tá aqui para entender como é que lá dentro a gente vai fazer essa trajetória, porque eu acho que o que a gente tá fazendo aqui, a, para além do reconhecimento, é construir o futuro que vai, eh, arrastar essa ancestralidade e essas memórias e a gente sabe que as nossas futuras gerações poderão viver aquilo que a gente está tendo chance de viver hoje. Então, com esse respeito, com esse olhar nos olhos, com esse com essa vontade de a gente plantar e poder colher, que eu trago aqui essa mensagem de que a gente não vai desistir as dificuldades. a gente sabe que as coisas eh importantes elas são árduas e e difíceis, mas agradecer todos aqueles que têm coragem de segurar a nossa mão no público e no privado, né? aquelas pessoas que estão conosco no público e aquelas que estão, né, sempre, em todos os momentos, com a gente, acreditando que a gente pode e que a gente é merecedor de transformar a a, né, essa cidade. falo porque Campinas é talvez aqui o celeiro de que todos nós bebemos, né? essa água que todos nós bebemos, mas que a gente possa se orgulhar de tudo aquilo que a gente tá construindo hoje, mas que a gente não tá construindo pra gente, a gente tá construindo para Campinas que a gente quer ter no futuro. Então, obrigada e vamos fazer esse caminho. Muitíssimo obrigada, secretária. Acho que a secretária ressalta muito bem qual é a importância da construção coletiva, né, da cultura, que é esse virar direito, né, apesar de tá garantida a nossa constituição, muitas vezes a cultura ela é vista como um segundo plano e os próprios investimentos, né, da cultura, ela ela demora a chegar, né, e a secretária, sem dúvida nenhuma, uma das pessoas, umas das grandes lutadoras aqui do município para que a gente tenha uma cultura diversificada, descentralizada, eh sem preconceito, apesar das pressões, né, com relação a culturas específicas, né, e tradicionais da nossa cidade. Então, secretária, muitíssimo obrigada pela sua presença, pela pela ocupar, né, essa secretaria e por dar oportunidade também da gente fomentar cultura que a gente acredita, né, e pela coragem também de tá à frente, uma das poucas mulheres ali à frente dentro da secretaria. E agora, eh, vou pedir licença aqui pra gente começar o nosso bloco, né, de mestras e mestres, né, que estão aqui conosco. Então, secretária, muitíssimo obrigada. Obrigada e Pedro, muitíssimo obrigado também. no permanecer aqui, chamar aqui conosco eh agora a mestra Rosa Sales para ocupar essa mesa que é do samba de bumbo Nestão. Pedir também para pro mestre Marquinhos Clício vir aqui conosco, dizer que são essas mestras e esses mestres que t mais a falar, né, na contribuição dessa lei, porque são são essas pessoas que vivem o dia a dia da cultura, né? Quais são as dificuldades, os desafios? Qual que é a dificuldade de você manter essa oralidade, né? Dificuldade de manter essa tradição, né? E antes de passar aqui para pra Lua Mimirim, gostaria de anunciar a presença do Carlos Fábio, o índio, que é o secretário de cultura da CUT, São Paulo. Aqui saudar também a Sibele Rodrigues, que é assessora da vereadora Guida Calisto. Muitíssimo obrigada pela sua presença. Pegar aqui o microfone. Só Lu, palavra tá com você. Gratidão. Gratidão mais uma vez. Eh, eu vou falar, na verdade, puxar um pouquinho mais pelo lado do sagrado aqui, porque eu percebi o quanto que a emoção tá presente, né? Mas isso a gente já vê o quanto que a ancestralidade tá aqui, tá caminhando em cada palavra, em cada pensamento. E a gente percebe que a gente chega num num tempo de que ouvir a ancestralidade, trazer isso muito presente pra gente é importante. Eu venho de uma comunidade que trazer as tradições, a oralidade, a escuta é comum, né? E isso é assustador, você chegar num território de contexto urbanizado e ver que isso tem que ser debatido para que a gente possa manter. Então, para mim é comum eu poder ouvir os meus mais velhos, ouvir a história dele todas as vezes, né? Eu vi que que o Tião citou que tão aí numa caminhada grande, que há 10 anos tava se debatendo isso, há 20 anos tava se debatendo isso e e pra gente é tão comum sentar e ouvir os nossos mais velhos. É muito comum isso. Hoje a gente vê que aqui se se o mais velho tenta dizer, o mais jovem diz: "Poxa, mas já ouvi isso de novo, né?" Ele diz: "Poxa, você já me falou isso 100 vezes". E para nós é tão importante ouvir o que ele tem a dizer todos os dias, porque a gente escuta de uma perspectiva diferente. A caminhada dele é a mesma. Ele sempre vai debater ou sempre vai contar ou sempre vai dizer a história dele com todas as letras, com todos os pontos, com toda a caminhada, com todas as paradas, com com toda a força, mas nós vamos ouvir de formas diferentes. Então, assim, eh é importante dizer que minha comunidade a gente traz essa escuta e essa fala todos os dias, né? Eh, nós temos, trabalhamos hoje com pertencimento, que isso também traz sobre território. Nós falamos muito sobre respeito, sobre eh a o equilíbrio e sobre a fé. Tudo isso traz dentro do nosso ancestralidade. É lembrar que hoje nós caminhamos com nossos ancestrais, mas que lá na frente os nós vamos ser os ancestrais. Nós vamos caminhar com eles na ancestralidade, né, e na espiritualidade, na força. Então, cada um de nós que chega hoje aqui debatendo e criando nossos espaços e gritando, nós estamos aqui na verdade a gente não tem que gritar desculpa. Desculpa por eu ser indígena ou desculpa por eu ser de matriz africana ou desculpa por eu ser do quilombo. Desculpa porque porque eu trouxe eh eu tô trazendo a ancestralidade do povo preto, eu estou trazendo a ancestralidade do Jong Rodas, né, mestra? Eh, a gente entender que essa caminhada tem que ser fortalecida por todos nós, sem pedir desculpa por quem somos, né? E sim, estamos fazendo essa caminhada para essas gerações que estão chegando após isso, após a gente ancestralizar a gente caminhar junto com eles e dizendo: "Eu estive aqui no físico e hoje caminho com eles trazendo essa força." Então, acho que é isso. É para mostrar um pouquinho da emoção aqui, que eu tô vendo que tá todo mundo nessa emoção, nessa coisa boa, essas lágrimas que vem, né? principalmente aí do Marcelo. Marcelo tá ali, achei que tinha saído, mas é isso. É, a gente vê essa emoção, porque o Marcelo é uma pessoa que ele constrói isso e constrói numa força tão ancestral que cada palavra que ele diz, ele sente isso. Então assim, é difícil realmente conter a emoção. Te amo, viu? Gratidão. Obrigada. Muitíssimo obrigada, Lu. Quero, acho que é que é isso, assim, é muita emoção quando uma lei é construída a muitas mãos, né, com diversos setores, né, e a gente vê de fato a concretude, o resultado depois de anos de trabalho. É isso que a gente sente, né? a gente sente essa essa emoção, esse grito que tava guardado no peito, né, e que a gente vê agora ele podendo transformar as próximas gerações. E agora eu gostaria de passar pra mestra Rosa Teles Thales, eh, dizer que ela tá tem diversas gerações aí futuro, né, mas tem também muita construção e resistência na cidade de Campinas. Então, mestra Rosa Thales, muitíssimo obrigada pela sua é Rosa Sales tá com T aqui. A benção aos meus mais velhos, a bênção aos meus mais novos, a bênção aos meus iguais. saudação à minha ancestralidade, aos meus encantados e dizer aqui que também eu já começo já com o coração apertadinho, né, quando a gente vai falar dessa lei, lei de mestres, em falar eh desses meus que se foram, né? É uma lei que ela vem, mas para mim, eh, falando na emoção, não chegou a aos meus mais velhos. Eh, há um ano atrás acabei de perder a minha mais velha, a Ernestina. Então assim, quando a gente fala desses nossos mais velhos, esse carinho da gente sentar nos nossos quintais e conversar com eles e ter toda essa esses ensinamentos que eles nos passaram, é dessa resistência que eles tiveram. Eh, e quando eu falo dessa minha tradição, da tradição de samba de bumbo, é uma história de mais de 100 anos que a gente vem trazendo. E não é só aqui da cidade de Campinas, mas também nós somos uma família eh do samba, do interior paulista. Então, a gente se encontra e se reúne eh nessas estamos nas sextas gerações, não só Campinas, mas também as outras gerações. Então, estando aqui, eh, é uma tarefa bem de grande responsabilidade para mim, porque nesse momento é me sinto à frente dessa tradição, desse legado, que quando as pessoas dizem que quando uma questão de mestre, eh, a gente fala, e isso eu aprendi com o meu, que o mestre ele não se intitula, mas ele é reconhecido pela sua comunidade. Então, eh, é um peso muito grande, né, pra gente representar eh uma determinada comunidade, principalmente de de tradição. E quando a gente traz não só eh essa essa legitimidade, essa esse legado, mas também a gente traz essa toda a nossa ancestralidade e essa toda responsabilidade e esse carinho de perpetuar e continuar essa trajetória. É a fala muito assim que me emocionou bastante, fala do tchão. Nós tivemos em Brasília. Eh, conversei com Margarete também essa sensibilidade que ela tem e desse carinho que ela tem eh com os mestres, aqueles que estão eh à frente da cultura e da transmissão da questão do patrimônio. E essa posição que eles colocam muito, não só pelo esse cuidado com esses nossos mais velhos cuidado com esses mestres, mas também essa questão eh posso dizer territorial, né, do quintal, porque os nossos mestres eles gostam de estar fazendo essas rodas nos quintais deles, das nossas casas, onde a gente se sente seguro. Então é essa necessidade também desse carinho, né, com esse espaço aonde ele se sinta seguro, né, seguro para essa transmissão. Então, eh, quando eu falo que me dói um pouquinho essa lei, eh, e essa questão da bolsa, a gente perdeu muitos mestres, né? a gente ness nessa perca desses mestres, é, a gente fala o quanto foi necessário essa política para eles de saúde, essa área da educação, essa paz de território, eh essa questão deles enquanto educação, enquanto está dentro desses espaços, eh, na qual se mantém ou se traz esse leve educação, quanto foi de importância para eles, o quanto eles participaram, vamos dizer, dessas academias, né? né? E não teve esse reconhecimento de enquanto, vamos dizer que para nós eles são os nossos doutores, né? E não ter tido esse reconhecimento. E nesses nossos atrás, como eles foram tratados como ou às vezes ainda até continuam sendo como tratados de objetos de pesquisa, mas enquanto eles estavam dentro desses espaços, eles eram os objetos de pesquisa, podemos assim se dizer, mas um objeto objetando, né? Um objeto de fala. Então, eh, esse reconhecimento é muito importante para nós, paraa nossa continuidade. Então, quando a gente, eu falo dessa gerações, dessas gerações que estão vindo, a nossa geração, elas também já estão com pezinho na universidade. As nossas gerações, eh, a gente lutou para que elas também estivessem na universidade também fazendo essa defesa dessa ancestralidade que elas carregam, né? Então a gente já sente enquanto nessa posição, a gente fica um pouco tranquilo com isso, porque lá a gente vai ter eles para fazer essa defesa, eh, também, vamos dizer, de igual para igual, né? De igual para igual. Então, dizer aqui que é um, eu acho que o meu coraçãozinho ele fica mais um pouquinho aliviado quando eu vejo essas iniciativas. Eu sei que eu, como diz Alessandro, eu não estou sozinha e agora eu tenho mais pessoas para segurar a minha mão. Então, agradeço ao Marcelo, agradeço a Paula, agradeço a nossa secretária Gabriel, diretor, agradeço o Tião em nome do pessoal de lá em Brasília, ao Pedro Neto que está aqui também, que sempre tá presente, né, nas nossas rodas. Pedro acompanhou eh com a gente quanto que foi doído essa trajetória nossa pro reconhecimento do samba de bumbo ser patrimônio em Brasília, né? ele ouviu bastante os mestres, que foi uma do posicionamento que a gente tinha havia colocado para esse reconhecimento que não não para nós não dava para ser um reconhecimento enquanto patrimônio imaterial eh pelo infâncimento. Então, foi um trabalho meio moroso também, foi um pouco doído. a gente sempre fala que dói para nós o tempo inteiro a gente tem ter que tentar est se legitimando e dizendo que a gente pertence à aquele território e dizendo que a gente traz eh essa tradição. E muitas vezes quando a gente fala essa bolsa ela vem, ela é ela é válida, claro, né? um passo, mas a gente já sabe de quantas vezes os nossos mestres eh usaram do seu, vamos dizer, seu salário mínimo para poder garantir esse território dele, esse seu quintal, né? Eh, muitos meses nós perdemos, eh, eu não queria estar citando muito, mas perdemos ao seu, perdemos a Enestina e sem, vamos dizer, sem essa bolsa, né, que poderia tá aí pra gente, quanto que a comunidade se reuniu, nós da comunidade, eu falo comunidade do samba, comunidade de família, para que a gente pudesse dar esse final, né, essa essa passagem deles mais tranquila por tudo que eles havia feito e fazem ainda por nós. Porque se eu tô aqui é por conta da minha ancestralidade e se eu estou à frente agora tanto do samba e também não posso deixar de dizer da minha mestra Raquel Trindade também de de Solano, né, do grupo Uruongos, que cria o grupo Urucungos e ela sempre deixou esse legado pra gente do pesquisar eh estar na sua fonte de origem, pesquisar a sua fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte. Mas às vezes quando a gente devolve ao povo em forma de arte, eh, através de muitos, eh, choros, né, através de muito muita dor, mas a gente tá aí sorrindo e apresentando em forma de arte. E muito me emocionou também quando nós tivemos o festival de Brasília, porque teve vários encontros, né, do patrimônio e nós fomos fazer o samba de bumbo, né, ministra presente e todos estavam muito no palco, né, quando eu falo essa apresentação artística, todos faziam no palco e nós pedimos para fazer no chão, porque nós fazemos o samba no chão, é estar com o público, é estar com as pessoas e meio assim, meio eles assim um pouco meio que com medo, né, da Mas pode deixar que o bombo ele vai abrir eh esse aché para todos. E nós fizemos no chão com quase 3.000 pessoas. O samba com quase 3.000 pessoas. Nós estávamos somente em 10 pessoas do samba porque eu não quis ir sozinha. Eu também juntei as minhas comunidades mais próximas para que pudessem estar indo comigo e pra gente fazer o samba. e pro nosso encantamento, Margarete Menezes Sambô, com a gente no samba de bumbo. E a gente ouviu muitas falas de que ela não se não assim não não ia muitas apresentações e participasse, mas assim com nós ela sambou o samba todo e pediu nossa ché, o nosso carinho e já deixando aqui um compromisso quando a gente fala dos festejos. Ela me indagou, perguntou qual seria o festejo nosso. Eu falei que o nosso do samba é 20 de junho e ela disse que faria o possível para estar presente. Bom, vou mandar o convite. Aé, gente, obrigada. Muitíssimo obrigada, mestra Rosa Sales. Acertei agora. Eh, queria dizer, né, que é na tá na sexta geração já, né, e ressaltando um pouco do que o Tião falou sobre a questão do reconhecimento, né, dizer que os mestre, as mestras e os mestres não estão sozinhos, mas que muitas vezes é difícil a gente também conseguir acolher e dar devida importância, né, para para essa cultura da cidade de Campinas. Então, a gente tá trabalhando bastante para que isso agora se torne uma legislação, né, que tenha garantia da valorização e não esse reconhecimento que muitas vezes a gente dá de uma forma marginalizada, como a gente diria, né? A gente precisa reconhecer, valorizar, incentivar e garantir que próximas gerações passarão por pedreiras menores do que as nossas, né? Tem uma mestra muito importante, né, que é Alessandra Ribeiro, que ela mandou um vídeo pra gente, né? Pedi pro André passar o vídeo dela aqui antes da gente passar a promessa. Beijos meus mais velhos, meus mais jovens, meus iguais. Tô muito feliz de estar aqui com vocês hoje. Eu sou Alessandra Herbeiro, mestre em liderança da comunidade João Budito Ribeiro. Também sou religiosa de matriz africana e hoje é dia do meu pai Ogum. Ogunhe para tacuri ogum. E é só por isso que eu não tô aí com as minhas mestras, meus mestres queridos, meus queridos amigos, do qual, em nome do Marcelo das Histórias, eu cumprimento todos vocês. Em nome de Tião Soares e Pedro Neto, meus queridos guerreiros nessa luta pela lei de mestres e mestres em todo o Brasil. Sejam muito bem-vindos na cidade de Campinas, na nossa casa. Em nome da nossa secretária de cultura, eu quero cumprimentar a todos os servidores públicos envolvidos nesse diálogo, nesse debate. Em nome da nossa querida vereadora Paola, eu cumprimento todos os vereadores envolvidos nessa nossa luta de fazer Campinas, sim, também a cidade que reconhece a partir da lei de mestres e mestres e que desenvolve uma política de importância. A gente sabe que esse nosso diálogo entre poder público, entre movimento social, mestres e mestras, ele vem de muitos anos. E não é à toa que Campinas é a cidade sede dos pontos de cultura. Foram sempre ações como essa, de compromisso com a nossa transmissão, oralidade, principalmente reexistência contra pagamentos, né, que nós corpos afroedígenas sofremos constantemente e comunidades tradicionais de cultura que sempre fez e fizeram que a gente ese de mãos dadas com todas as pessoas buscássemos avançar e reconhecer a figura do mestre. Então, esse debate público hoje, nessa terça-feira aqui na cidade de Campinas, na Câmara Municipal, é mais um passo de fortalecimento, mas principalmente nessa nossa conjuntura de mestres, poder público, secretaria de cultura, articuladores culturais como Marcelo e todos nós aqui de fato avançarmos e dissermos que sim. Campinas não é só protagonista nos seus fazeres, nas suas memórias e nos seus mestres. Mas ela também tem compromisso para manter vivo o patrimônio vivo enquanto os nossos mestres estão vivos. Então, um excelente debate para vocês. Contem sempre comigo, com meu compromisso e com o nosso eco em todo o país, que falar sobre a lei de mestres é estar em diálogo com o Brasil inteiro, mas é principalmente semear aqui no nosso município, na nossa cidade, na cidade onde a gente nasceu, na cidade que a gente leva pro mundo inteiro e pro Brasil inteiro. certeza que aqui nós também teremos segurança e nossos mestres poderão dar continuidade à sua memória, a sua transmissão de saber, aos seus grios, aos seus aprendizes, porque a cidade assina, reconhece e coloca em prática uma legislação que garante fôlego, reconhecimento e, principalmente valorização dos nossos mestres. Amo vocês. Um excelente trabalho para vocês. E como dizem, né, meus amigos lá do Maranhão, que não é do João, mas é do boi. Guarnece, batalhão, guarnece que a vida cresce. Os meus mestres não quer mais sofrer. A bênção, aché, cachoeira e bom trabalho aí. A mestra Alessandra sempre bom, né, ouvi-la, estar conosco. tem muitas atividades que requisitam a presença dela, por isso que ela não tá vi conosco hoje, mas mandou um vídeo que dá justamente esse essa conexão, né, para além dos limites do município de Campinas. E gostaria aqui de passar pro mestre Marquinhos Simplício, nosso mestre aqui, para também trazer a sua contribuição, né, de como esse projeto pode eh mudar a realidade da cidade de Campinas. E alguém que já conhece muito bem as dificuldades, né, de ser um mestre reconhecido, mas quando a gente fala de valorização e esse reconhecimento muitas vezes tem que se desdobrar. para continuar levando essa tradição. Muitíssimo obrigada pela sua presença. Nós que agradecemos. Eu peço minha licença para poder aqui falar. Abençoe todos os presentes, ó nosso paialá. Eu sou o mestre Marquinhos natural que de Campinas. Fazer sambia tirir que a capoeira é minha cina. Então assim, sábado agora eu tava lá no Amorim Lima, né, lá conversando com meu irmão mais velho, o Mcides. E aí um um dos rapazes lá falou assim: "Mas você tá em todas?" Eu falei: "Ah, é". Ele falou: "É, tudo lugar, eu tô vendo, sen tá em todas, né?" E o Mcis e a gente conversando, falou: "É, eu e meu irmão a gente, né? A gente roda por aí, tá?" É assim, tá? todas. E e aí a gente pensa, outro dia eu tava falando na conferência isso, a gente atravessa aqui a pista, né, sai de Campinas, a gente tem um reconhecimento imenso, imenso, né? E falou: "Ah, mas e aí como vocês puderam ver no início quando o Marcelo colocou todas aquelas todas as leis, eu participei de todas elas, tive presente de todas, todas, né? A gente veio da lei Griol, eu ajudei a construir, a escrever. 2008 passei fazer parte, né, da comissão que foi criada, comissão nacional de greos e mestre tradição oral do Brasil lá em Brasília na teia. Eu participei, só não participei de uma teia que é a segunda teia, né, que foi de Minas, né, eu não participei, mas demais eu participei de todas elas, né, vem a gente vem participando. E aí assim, com essa questão toda, né, a gente vem nesse movimento, nessa luta, nessa batalha pro reconhecimento. lembrou aqui a questão, até eu falei pro pro meu discípulo ali, né? Eu falei assim: "E o mais que leu a minha mente, né, do que eu até mesmo ia falar, porque o que acontece a universidade, né? Ah, pessoal, façam assim, ó. Ó, faz esse canudo assim e olhe, olha isso, isso. Agora sim, ó, pra gente não atrasar muito. Isso assim, eu na universidade, né, na Federal de São Carlos e eu fui fazer, né, dar uma vivência a respeito da pedagogia griú. E aí chegou lá uma doutora, professora doutora, chegou e falou para mim: "Mestre, o senhor é formado com a universidade?" Eu falei: "Simplício, né?" Eu falei: "A gente fala: "Não, sobrenome, né, da onde a gente vem?" Simplício. Aí ela falou assim: "Não, mestre, eu não tô falando dessa, dessa aí não, não tô falando. Eu tô falando". Eu falei: "Ah, é assim". Falei: "Olha, não, não tem". Aí era como nós tivemos aqui tudo assim, aí acabou o assunto, né? Aí chegou minha vez, eu eu lá tinha mais de 800 pessoas, né, entre alunos e professores, doutoras da universidade. Aí eu peguei, falei para eles fazerem essa dinâmica, né? Eu falei: "Então, falei: "Vocês parem de ficar olhando pra gente através de canudo e olhe através dos olhos da vida". Porque a vivência que a gente tem faz o quê? Cinco dias que vocês passem com a gente gravando, você vai lá, transcreve dentro da universidade e esse conhecimento de cinco dias lhe dá o título de de mestre, mestre, doutor ou doutora dentro da universidade e não vem e não reconhece a gente, né? Depois ela pediu perdão, pediu desculpa, ela falou assim que o que ela não tinha aprendido na vida dela, toda acadêmica, ela aprendeu naquele dia comigo e ela que ela falou que a partir daquele dia ela seria outra pessoa, porque ia parar de olhar as, né, pras pessoas através de canudo. Então, a gente vem nessa batalha faz um tempo, né? E não tem o reconhecimento dentro da própria cidade. Não tem. Fala, não tem, não tem. A gente vem batalhando, vem lutando e não tem. E aí assim a, né, os mestres, os mestres, os nossos, dão o título dentro da universidade. Veja só, né? E aí não tem esse reconhecimento pela universidade. Olha que coisa de doido isso, né? É coisa de doido. E aí eles até mesmo para vir sugar o nosso conhecimento, eles recebem até bolsa. Recebe até bolsa. Vários já veio atrás da minha pessoa e assim eu falei assim: "Qual que vai ser a contribuição, né? Porque eu pago aluguel, eu não tenho meu espaço próprio, né? Eu tenho que comer, eu tenho que me vestir. Qual vai ser? Ó, mestre, não dá para que o a bolsa ela só garante para mim. E aí eu posso pegar e pagar um lanche pro senhor, posso nos dias que eu tiver aí com o senhor. Ele tá me esperando até hoje. E teve assim, essa pessoa foi defender na USP o mestrado dele e ele falou que a Tiririca tinha morrido num dia mais. A aí na banca a orientadora dele, uma das doutoras falou assim: "Você acabou de assassinar tirir". E ele então e são essas coisas assim que essas pessoas fazem com a gente. E aí para mim não me estender muito, a gente faz assim te ver. Eu na conferência agora de cultura, eu estava lá, cheguei e fiz a inscrição patrimônio e memória, né, pro GT. Eu cheguei, nós estávamos mais ou menos umas três pessoas. André estava lá, a secretária também estava lá. Mas aí tava assim, eu entrei e uma pessoa falou assim: "Mestre, a o eixo da cultura popular que vai ser é do lado de lá. É assim, Rosa R, Rosa R. É assim mesmo, né? Então, desse jeito. É do lado de lá. Eu não falei nada, falei: "Ah, legal, J. Ah, não, mas você pode ficar aqui se quiser também. Aí eu tô lá, né, fal vou ficar aqui, né? Deixei tudo, os negócios rodou e foi para lá, foi para cá. Chegou um momento, né, que aí eu me apresentei, né, que todo mundo aí foi quando me apresento, eu digo, né, quem eu sou. E eu falei, falei então as pessoas, né, esses 500 anos vem falando aonde a gente tem que sentar. Falei: "Que que é isso? Aonde a gente tem que tá?" Eu falei assim: "Então, falei: "Eu não gosto dessa coisa de primeiro, né? Porque é é ruim, não é legal, tem que ser uma coisa assim que vamos chamar assim de corriqueira, né? Mas eu falei, falei: "Olha, eu cheguei aqui, me falaram que de cultura popular era para lá, que não era aqui, mas eu me inscrevi nesse eixo, eu falei por quê?" Falei para que as porque se as pessoas não sabem, eu sou o primeiro negro a sentar numa cadeira do conselho do Condepac. Eu fui conselheiro de patrimônio aqui. Eu falei: "Eu sou o primeiro". Falei: "Não gosto desse negócio. É primeiro, né? Não, tem que ser todos aqui. Tem que ser uma coisa natural, não tem que ser assim. É ruim fala: "Nossa, você viu lá que tem a você viu lá que é isso?" O Brasil, o Brasil é a segunda África. O Brasil 60, mais de 60% é negro. Agora um é que você fica achar que, nossa. Então, aí foi assim e depois foi decorrendo, ah, que acontece uma outra pessoa doidinha para chegar no 9.9, nove, que é essa lei nossa aqui, essa lei das mestres e mestres doidinho para chegar na hora que falou, ela começou a resmungar aqui, vai lá e levanta a mão e fazer assim. E chegou um momento que ela chega e fala assim: "Olha, não, essa lei não cabe aqui não, não é aqui que tem que ser discutido. Olha, eu não, eu eu fiquei, né, me segurei, fui tal, a gente se inscreveu, a gente é educado, né? A gente é educado, né? Me escrevi e tal. Aí o André, ele deu um parecer, né? falou assim: "Olha, pessoa, é assim, assim, assim, isso, isso, assim, assim, tu, tu, tu, tu, tu, foi." Aí também foi falou tal, a secretária Alexandra chegou, falou também, é uma pena que ela não tá aí para ouvir, porque ela chegou e falou assim: "Olha, ela até deu uma aula e mostrou como e da onde tirar o dinheiro para pagar essas bolsas ou pagar Mas ela até falou, falou, deu uma aula assim, ó, aí assim, assim, assim, a gente faz isso, aqui, assim, assim, assim, assim, assim, assim, assim. Aí daí depois foi minha vez de falar. Aí novamente, né, a gente tem que colocar essas pessoas, né, educadamente, né, a par do que tá acontecendo. Não é no lugar dela, não, a par do tá acontecendo, né? A gente respeita. é um ser humano. E a paz, olha, é assim, assim, assim, é isso, isso, isso, isso, isso. Ela aí eu retiro, eu desculpa. Aí pede, vem pedir desculpa, vem de novo. Só que assim, ah, a gente há pouco tempo teve outra perda, né? Seu Luísio, Jeremias, né? A gente teve, né? lá Chico, a gente teve, olha essa agora até assim, né? Eu fiquei e fiquei assim, né? Tô até agora a Sandra, né, Pedro? Sandra, né? Então falei que foi caramba, a gente arrepia, né? Coisa assim que a, né? Olha mulher negra preta que trouxe trouxe o vovô aí de lá para cá fez pérola, né, a eleição aqui, né, São Paulo teve e todo esse e o movimento, né, que ela que ela trouxe. Sim. Então a gente vem vem vindo nessa questão e a gente olha pros dias de hoje. Os dias de hoje que a madrinha do meu bumbo junto com dona Maria Est. Sim, a Rosária, 92 anos. Como é que ela tá mesmo? Ana Maria Miranda. A Ana Maria Miranda, nossa matriarca. Como é que tá mesmo? Nosso grande Tião Mineiro? Como é que eles estão mesmo? A gente aí a gente for Marcos Alberto Simplício, como é que ele está? Zeus, né? Eliseu da cruz. E assim a gente vai indo tem, olha, né? E assim, e são vários. Como é que eles estão? E aí eu vou trazer uma coisa assim que são todos a gente traz verídicos a da semana agora, né, que eu liguei porque eu vi o liguei, recebi lá uma uma nota, liguei pro Valdomiro Tchiro, Toiro, mestre dos tambores. Aí ele vendendo um jambê e uma alfaia, fazendo uma rifa para poder fazer uma operação de uma herne, porque ah, pelo susto seria um ano que ele ia ter que esperar, só que ele faz força, tem que afintar os tambores, tem que fazer todo e serrar, fazer tudo, usa e tá num ponto que tem que operar. Então, ah, eu vou encerrar, né, minhas falas dizendo assim, ah, só uma coisa que o pessoal muito aqui não sabe, a lei griou, ela na época não foi aprovada porque o relator falou que tinha que tirar o nome Griu. o então ele é evangélico, então não tem nada contra. Mas assim, a gente tem que tomar muito cuidado. Sabe por quê? Porque assim, minhas costas tão toda dolorida, tão minhas costas, ela tá tudo cheia de ferida, de tanto tapinha nas costas. É muito tapinha nas minhas costas, tá doendo demais. Então meu lema já vem vindo sendo há algum tempo que é sem tapa nas costas, sem tapinha nas minhas costas e aprovação da lei já. Sem tapinha nas costas e aprovação da lei já. Então é sem tapinha nas costas e aprovação da lei já, né? Então quando vim aí aí dói tapa dói, né? Então sem tapinha eu falei depois que tiver na prática aí pode me dar um abraço que eu aceito. Mas tapinha não, não vem porque tapa a gente sabe tapa violência. Então sem tapinha nas minhas costas que minhas costas tá tudo machucada e dói. Dói que nem sei o quê. Então assim, eh, encerrando, eu tô muito feliz. Eu tô feliz demais por porque eu acredito. Se eu não acreditasse, não estaria aqui. Então, eu acredito que em breve teremos aprovação dessa lei e como nós tivemos aqui, né, o comprometimento do nosso a gente, nosso camarada, nosso irmão que tá junto com a gente, né, sempre, sempre que não é que já teve Teve desse, teve desse outro lado, né, Tião? Teve desse outro lado e batalhou demais. E tá batalhando demais. Isso. E tá batalhando do lado de lá, como temos o comprometimento dele, de Pedro e de todos, né? E fazer aquela caravana, se possível. Eu não tô vendo, Gabi, o pessoal já foi embora. Mas assim, ah, não temos que provar nada para ninguém, é montar o bonde daqui de Campinas e a gente tudo ir para Aracuz para poder tá discutindo essa lei lá com essa turma. Então, é garantir o bonde e a gente levar é na nessa teia. Por quê? Porque um pouco tempo atrás teve o desmonte do Mink. Esse ano é ano de eleição. Não vamos não vamos cair na bobeira de deixar passar essa coisa. Sabe por quê? Lembra dessa frase? Abre a porteira, passa boiada. Demarcação não fizeram, lembra? Aí os caras vieram, então os carão vai dar mole. Por isso que tem que tá, né? Que assim é aprovação já sem tapinha nas costas porque dói. Obrigado. Muitíssimo obrigada, mestre Marquinhos. mestre trouxe muito da reflexão do que é também, né, a dificuldade da gente conseguir avançar com a lei dos grius, né, a palavra griou, né, isso foi uma das coisas que também eh foi dita quando a gente foi construir essa política de mestras e mestres, né, por isso que a gente inclusive escolheu esse nome, mas muitas vezes a gente escolhe algumas estratégias dentro do parlamento, né, até mesmo em negação com a nossa ancestralidade, muitas vezes, para que a gente consiga ter aderência e avanços políticos. Então, eu acho que esse é um dos maiores desafios que a gente tem, né, de como não apagar a nossa história para que a gente consiga avançar numa política pública, né, que realmente dê condições a gente transformar a sociedade. O mestre Marquinhos também lembrou de várias mestras, mestres, como estão, por onde estão, né? Eu acho que essa é a pergunta que fica. Como que eh os nossos aqueles que abriram caminhos pra gente estar aqui, por onde eles estão hoje, como estão hoje? Muitas vezes a gente lembra somente após sua morte, né? E aí vira memória, né? quando muito torna um nome de rua, um monumento, mas a gente precisa sempre ter esse reconhecimento, escuta em vida, porque é assim que a gente consegue ter essa transmissão das tradições orais, né? falou também eh das bolsas, né, que muitas vezes a própria universidade entende a importância das mestras, dos mestres, mas para que isso vire um objeto, né, de estudo, como trouxe a a mestra Rosa, né, de estudo para você ir lá olhar, né? E eu lembro da de uma fala que a Luana me fez, né, num outro espaço de como que era a perspectiva das crianças, a construção das crianças com a natureza, como essa relação e de como muitas vezes as pessoas não acreditavam, né, que era possível que essa transmissão de conhecimento começasse tão cedo, né, que começasse já ali dos mais velhos pros mais novos, os mais novos pros mais novos ainda. ainda e de que essa perspectiva do cuidado, né, ela fosse coletiva. E é um pouco isso que a gente precisa fazer na cidade de Campinas quando a gente pensa em política pública. Gente, hoje é um dia eh muito especial e significativo, né? Mas a gente tá inclusive no no limitezinho do nosso horário, né? E era um momento muito importante pra gente ouvir o executivo e principalmente o compromisso dessa dessa contição de política pública pro município de Campinas, né? Ouv também o Executivo Nacional, né, o Ministério eh da Cultura, o MINK, que veio sendo desmontado e a gente tá nessa política de reconstrução nesse momento. E como que a gente faz com que esse ministério que tá se reconstruindo faz 4 anos continue se reconstruindo mais paraa frente, né? A gente ainda tem muito a discutir sobre essa legislação. Eu acho que ela não se encerra hoje, pelo contrário, acho que ela se inicia hoje. A gente teve uma reunião muito significativa, né, que o André, o Marcelo, diversas outras pessoas participaram eh na prefeitura, né, onde ali foi assumido o compromisso da gente levar adiante. Mas essa lei precisa ir adiante nos moldes que o mestre Marquinhos falou, né? sem tapinha nas costas, sem masgar, que ela seja feita na sua integralidade. Então, queria pedir que todo mundo que tenha eh contribuições mais sistêmicas, né, que tenha ali modificações mais eh na legislação, né, que já foi feita, que já foi apresentada, a gente pode disponibilizar também, que concentre ali no André e no Marcelo, né, pra gente fazer esse processo de escuta coletiva. E a gente vai ter o desafio, né, de alinhar isso junto com o o governo federal, né, o Ministério da Cultura, para ver o que já se encaixa nos planos nacionais que foram construídos, como o plano de cultura viva, né, e outros planos pra gente também poder referenciar e como a gente também consegue encaixar isso no plano municipal de cultura e aí pedir pro Cauê ajudar a gente nessa construção de olhar a legislação. E antes da gente encerrar aqui, queria pedir pra gente fazer uma foto, né? Algumas pessoas já tiveram que partir, mas acho que a gente tá numa mobilização bem bonita aqui pra gente fazer uma foto grande aqui, né? pra gente conseguir encerrar esse momento também, eh, mostrando a resistência de quem tá diariamente lutando para que as mestras e mestres sejam reconhecidos, valorizados e que tenham a oportunidade, né, eh, de estarem dedicados 100% a transmitir as nossas tradições orais, culturais. É isso, gente. Muitíssimo obrigada. Vamos. Eu acho que é mais fácil a gente ir ali e aí fazer uma foto para lá. Os nossos fotógrafos. Você pode ficar é para cá mesmo. Isso. TV Câmara, Campinas.
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