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Palestra "Capacitismo e Quebra de Barreiras"
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Palestra "Capacitismo e Quebra de Barreiras"

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TV Câmara Campinas. Senhoras e senhores, bom dia. Sejam bem-vindos à Câmara Municipal de Campinas para a palestra Capacitismo e Quebra de Barreiras, promovida pela Escola do Legislativo de Campinas, Elecamp. O encontro busca trazer reflexão e debate sobre o capacitismo e suas manifestações nas instituições públicas, além de incentivar a adoção de atitudes inclusivas e atendimento adequado e respeitoso. Convidamos para compor a mesa de abertura e para presidi-la o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luís Rossini. Convidamos também o corregedor deste legislativo, vereador Carlinhos Camelô. Cham vereador da Câmara de Sumaré, César Bianque. E convidamos agora o nosso palestrante de hoje, Rodrigo Giunge. Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra para as boas-vindas o presidente, vereador Luís Rossini. Bom dia. Bom dia. Bem, quero dar as boas-vindas a todos que vieram participar dessa palestra sobre capacitismo e quebra de barreiras. Cumprimentar aqui o vereador Carlinhos Camelô, que é o nosso corregedor, mas também é um militante dessa causa. Ele tem trazido debate, tem promovido ações, né, para aprimorar as políticas públicas, voltadas pessoas com deficiência de todos os tipos. Então, daqui a pouco ele vai dar uma saudação e agradecer a presença aqui do Cesão, que é vereador na cidade de Sumaré, veio acompanhar também esse trabalho e umas boas-vindas e já agradecimento ao Rodrigo, né, que vai fazer uma palestra para todos nós aqui, cumprimentar os servidores, os nossos visitantes hoje aqui, Star 21, nossos atletas do Guarani, sejam sempre bem-vindos. Eh, rapidamente, eh, eu acho que discutir esse tema, né, o capacitismo, que é uma forma de preconceito, de discriminação, que muitas vezes leva a pessoa a olhar alguém com deficiência com uma certa inferiorização. Às vezes isso gera barreiras, bloqueios até eh, que a gente não imagina e dificulta muitas vezes que essas pessoas possam desenvolver suas autonomias, ner suas capacidades, inclusive em ambientes de trabalho. Então, pra gente compreender melhor isso e pra gente fazer dessa Câmara, né, como exemplo, um local onde todos sejam incluídos, respeitados, independente da sua condição, é que a Elecamp tem promovido eh palestras como essa. Já quero na pessoa da Nell e toda a equipe da Elecampa iniciativa. Tenho certeza que vai ser um momento de bastante aprendizado, crescimento para todos nós. Bom dia, boa palestra a todos. Obrigado. Convidamos para suas saudações o vereador Carlinhos Camelô. Bom dia a todas, a todos. Gostaria de cumprimentar presidente dessa casa, Luís Carlos Rossini, e agradecê-lo. Cumprimentor meu amigo vereador de Sumaré, César Cesão, e também o Rodrigo Giungi, que é o palestrante dessa manhã. E gostaria aqui de agradecer a cada um. Sempre falo que essa casa tem lutado bastante nesses temas. Tem vários vereadores que são ativistas e colocam aqui vários projetos de leis nessa casa, como um meu vereador que foi aprovado aqui, que foi do na questão do autismo, na questão do laudo. Tem um também aqui na casa aqui que é sobre deficiências invisíveis, são aquelas que as pessoas não conseguem enxergar. Então a gente tem trabalhado para que isso aconteça nessa casa. Eu falo para sempre comento no no nos discursos meu, eu falo que essa casa não precisaria tá aqui aprovando leis para garantir o direito dessas pessoas. As pessoas deveriam se eh da mesma forma não ter que aprovar a lei para que garanta o direito dessas pessoas, a inclusão dessas pessoas. Então para nós aqui, infelizmente a gente tem aqui que trabalhar, colocar os projetos de lei e garantir o direito dessas pessoas. de mais uma vez nessa casa aqui, cumprimentar essa casa nessa manhã cheia aqui com vocês todos aqui. Uma boa palestra a todos vocês. Mais uma vez agradecer aqui o Rodrigo Giúe e Deus abençoe a cada um de nós. Passamos a fala para o vereador César Bianque. Bom dia. Bom dia a todos. Agradecer o convite do nosso parceiro Carlinhos Camelô. Obrigado ao presidente da casa, Rossini. agradecer também o Rodrigo Giúe, especialista na causa. Eh, agradecer a todos que estão presentes, que vem fazer parte aqui, que dão atenção nessa causa muito importante que é da inclusão. A gente faz um trabalho na nossa cidade também, estamos abraçando a causa. Então, viemos aqui para que todos juntos ouvir o nosso amigo Rodrigo Junge, que é especialista na causa, é para que a gente possa estar ampliando o nosso conhecimento, para que possamos de alguma forma tá levando isso para para o nosso município, que possa ajudar essas famílias que t essas essas pessoas dentro de casas que eu sou um deles, tenho um filho com síndrome de Dal. Eh, eu sou, eu até me emociono em falar porque eh como Deus é bom na nossa vida, colocar essas pessoas no no nosso caminho. Então assim, hoje tento levar no meu mandato em Sumaré eh um dilema que a gente ouve muito. Estamos vivendo na pele essa causa que é viver para incluir. Então viemos aqui para ampliar nosso conhecimento, para que de alguma forma possamos ajudar essas famílias. Obrigado. Um bom dia a todos. Nós agradecemos a participação da mesa de autoridades que nesse momento se desfaz. Na sequência, daremos início à palestra com o tema Capacitismo e Quebra de Barreiras, que será ministrada por Rodrigo Giúche. Rodrigo é gestor público, especialista em desenvolvimento humano, neurociência e comunicação. Hoje atua como coordenador de acessibilidade para pessoas com deficiência na Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social da Prefeitura de Campinas. Ele também é idealizador do projeto Pode Cativar, entrevistas e conteúdos sobre inclusão e acessibilidade e dos programas Star S21 Futsal Down e Starsa, que são ações sociais inclusivas e atividades esportivas adaptadas para pessoas com deficiência intelectual, síndrome de DAL e transtorno do espectro autista. Lembramos a todos, por favor, que assinem a lista de presença para recebimento do certificado que estará disponível em breve na plataforma Moodle. Uma boa palestra a todos. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Tudo bem? Vamos lá. Bom, meu nome é Rodrigo Giúe. Eu sou um homem de pele branca, cabelos castanhos. Tenho uso barba grisalha. Estou usando uma camiseta preta com o logo do pó de cativar no peito, uma calça preta e um sapato preto e branco. Meu sinal em Libras é a letra R com os dedos aqui na barba. Pessoal, é um prazer ter todos vocês aqui. Quero primeiramente já agradecer a Elecamp Dani, em nome da Dani, pelo convite, pelo apoio, pela confiança para estarmos aqui hoje compartilhar um pouquinho das histórias. agradecer o vereador Carlinhos Camelô por estar aqui presente, Cesão, Rossini, acho que já foi, né, o Rossini por estar aqui também e principalmente agradecer a cada um de vocês, pessoal do Podcativar, do Stars 21 em Starsia, pai Cuzi, obrigado, gratidão sempre, guardinha presente, mães, famílias e os servidores da Câmara, né? Eh, a ideia é a gente bater um papo, passar um pouquinho para vocês de algumas coisas. algumas vivências minhas aqui nesse nessa jornada, tá? Sem verdades absolutas, mas com algumas reflexões. A ideia é que todo mundo saia daqui com mais dúvida do que quando chegou, tá? Não é para resolver problema de ninguém, não é para tirar dúvida de ninguém ou dar certeza sobre algo. A gente conversar um pouquinho de fato e desconstruindo algo já. Eh, quando eu faço aqui três movimentos, primeiro, sempre que você tiver em público, fale fora do microfone primeiro para se tiver uma pessoa cega no ambiente, ela vai saber para onde olhar, porque aqui tem um sistema de som que tá mandando som por todos os lados. Se eu falar só no microfone, ela vai ficar olhando pra caixa de som. Ela se orienta pela minha voz. Segundo audiodescrição. Quem sou eu? As pessoas que não têm visão têm o direito de participar também e de entender quem sou eu. E para Libras, né, um sinal que a gente dá através da comunicação também, uma forma de se comunicar. Essa é uma barreira que também a gente vai falar um pouquinho depois, tá bom? Mas isso é importante. E o mais importante, eu não tenho que perguntar se alguém precisa, eu tenho que fazer. E hoje vai ser sobre isso, sobre atitudes que eu descobri e venho descobrindo. S, eu comecei nessa jornada lá atrás. Não sou uma pessoa com deficiência, eh, como eu não tinha ninguém próximo e surgiu um desafio na minha vida que era para começar um trabalho como gestor público na Prefeitura de Campinas. Até então era na Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência. Houve uma alteração, hoje se chama Coordenadoria de Acessibilidade para pessoas com Deficiência. também estou como presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e hoje aqui falo eh nesse local de fala enquanto presidente também, tá bom? Enfim, mas as histórias vão se misturando e vocês vão perceber um pouquinho disso, tá? Que eu venho aprendendo. Ô, Rossine, perdão, não tinha te visto que você tava aqui ainda, tá? Já faço a correção aqui. Perdão. Tá me ouvindo, né? A visão vai falhando, tá vendo? Isso a gente vai falar também, se tudo der certo, viu gente? Eu quero trazer uma boa notícia. Todo mundo que vai ser com vai ser pessoa com deficiência em algum momento da vida, tá? Então não é porque não é comigo, porque não aconteceu comigo, que não são dos meus, que não possa acontecer comigo. Se der certo, todo mundo vai ser pessoa com deficiência, porque eu acredito que todos vamos ficar velhinhos, vamos começar a ter mobilidade reduzida, vamos começar a ter problemas de visão, de audição. Só um retorno aqui. É, o meus 40 já bateu, só tirei o óculos porque agora para olhar de longe, que eu de perto o braço ficou curto, né? O celular já tá difícil. Eu queria fazer um combinado com vocês antes aqui do seguinte, eu vou abrir um tempo no final. Eu combinei com a Dani, que é pra gente acabar por volta das 4:30 da tarde, né, Dani? Mais ou menos. Só isso aí, tá bom, né? Brincadeira, gente. Pode ficar tranquilo, não é tudo isso não. Mas aí eu vou abrir, no final eu vou abrir um espaço para quem quiser fazer um depoimento, uma fala, uma reclamação, qualquer coisa, pode ficar à vontade, tá? Só pra gente seguir. E se alguém for dormir também, por favor, não ronca para não atrapalhar o coleguinha do lado, tá? Só isso. O resto a gente vida que segue, tá certo, Gui? Agradecer aos nossos atletas aqui, ó. Meu capitão Gui tá aqui com a gente. Vitão, Rafinha, representando o Du, representando o Guarani. Show de bola. Bom, vamos lá, pessoal. Eu também sou professor de Muai e lá atrás, quando eu comecei nessa jornada, eu estava dando uma aula também na época numa academia comercial à noite. E aí começou, começaram a acontecer algumas coisas que eu vou dar o nome de deência. As coisas foram acontecendo e eu não consegui explicar muito, mas eu decidi em um determinado momento que eu ia tirar os meus planos, ia deixar os planos de Deus acontecerem na minha vida. Mudei um pouco. Fi se a mudança tá vindo, ela tem um motivo. Então vamos aceitar. E um dia dando aula na academia comercial à noite, uma mãe parou e me perguntou. Ela falou: "Professor, você dá aula para pessoas especiais?" Eu falei: "Eu dou. Todos os meus alunos são, né? Já trabalhava, já tava trabalhando. Então primeira coisa que a gente aprende, né, Souzi? Falei: "Dou, dou aula sim". Aí ela falou: "Não, não é isso. É que minha filha tem síndrome de Dal." Falei: "Tá, não, sem problema. Como é que eu trabalho na prefeitura, né? E a gente não usa mais o termo pessoas especiais. Já vamos guardando aí, tá gente? Não se usa termo pessoa especial, já caiu em desuso. Todos somos especiais. E eu falei para ela o seguinte, eu falei: "Olha, eu enquanto educador a obrigação é minha fazer com que ela queira estar na minha aula. Não, ao contrário, a gente tem invertido os papéis. Então, eu vou propiciar um ambiente para ela que acolha, respeite o tempo dela e que ela possa participar. E isso aconteceu. Ela tá aqui. Eh, eu não sei se tem laser point aqui ou não, mas enfim. Na parte de de baixo tá destacada a Ingrid, que é a minha 01, costumo brincar. Ela tá comigo e com a Jaque, minha esposa, e a nossa turminha agora de crianças, que nós fazemos um trabalho de para crianças carentes no condomínio aqui de Campinas, tacanos, não sei se alguém conhece, ali na região dos Amarais, tá? Hoje a gente tá fazendo um trabalho social lá de aulas de Muai, tá certo? Então, começamos ali a trabalhar com o esporte inclusivo e hoje, depois de quase 3 anos, 3 anos e meio mais ou menos, a Ingrid continua com a gente, tá? A Ingrid faz tudo que o outro faz, não. E tá tudo bem, né, Suzi? Eu aprendi se tá tudo bem com a Suzi, tá gente? Eu vou falar ele um monte de vez aqui. É bom que você tá aqui, porque você me ajuda. Ela faz no tempo dela, do jeito dela e tá tudo bem. Tem que ser assim, tá? Mas ela participa e ela quer ir paraas aulas. Isso é o mais importante. A Deuscia foi trabalhando e aí surgiu em Campinas uma um estúdio que fez um um concurso para quem tivesse a melhor ideia de um podcast que tivesse mais engajamento, ia ganhar oito episódios. E aí eu pensei na época, eu falei: "Pô, eu tô aprendendo tanta coisa nova que para mim é novo, mas se torna tão um corriqueiro". E quando a gente vai conversar com as pessoas que não são do meio, elas começam falar: "Nossa, é desse jeito" e causa surpresa que era a mesma surpresa que eu tinha lá atrás. Falei: "Cara, é importante a gente ouvir especialista, médicos, psiquiatras, psicólogos, mas esses profissionais eles estão dando apoio muitas vezes pras famílias, como o Cesão falou, a gente sabe que o processo é bem complexo, né, Suz? Inclusive quando recebe a informação, a forma como é passada a informação, não há uma preparação da da equipe médica, por exemplo, de como abordar. Poucos médicos têm essa sensibilidade. Não tô fazendo crítica à classe médica, mas isso é um fato que é relatado por muitas famílias, tá? Pra gente. Eh, eu falei, pô, por que não conversar com pessoas de verdade, né, do dia a dia? Quais são seus desafios? Quais são os seus eh obstáculos? suas frustrações, quais são suas conquistas, né, pra gente tentar romper a bolha, parar de pregar para convertido e falar com as pessoas que realmente estão no dia a dia. E nós nós fizemos essa proposta e ganhamos os oito episódios. Ontem nós fizemos o episódio 45º, é isso, né? 45. É isso, né, gente? Olha, não é meu forte. foi com a com a Cris, secretária do Conselho Municipal dos Ges da Pessoa com Deficiência, que descobriu o autismo na fase adulta também. Então foi bem bacana. Depois se vocês quiserem dar uma olhadinha, tá lá no YouTube, @podcativar podcast. Ouvindo histórias a gente vai se desdobrando e foi a melhor maneira de aprendizado. Vocês falaram para mim: "Ah, Rodrigo, qual formação que você fez?" Ah, eu sou formado em administração, fiz pós desenvolvimento humano, neurociência, comunicação, tô agora numa pós de psicologia positiva e tal, mas os meus maiores professores foram elas, as mães. Não tem como negar. Tem algumas aqui, Line, Jice, Bia, Zuzu, que tá escondido ali atrás e tantas outras mães que compartilharam histórias. Eu falei: "Pois a gente precisa dar voz a essas histórias. E aí foi de onde surgiu gente avançar, tá? O Guarani, tendo conhecimento do outro time de Campinas que montou um projeto, que tem um projeto, ficar quieto, fala isso, não. Pode falar isso não. Eh, não. Fazendo just a Ponte Preta que tem o o S21, um projeto fantástico de síndrome de Dal Futsal também, tocado pelo Maurício e o Peixotão. Duas pessoas fantásticas. Eu costumo dizer, o Maurício foi o foi a primeira palestra que eu vi na prefeitura. Eu cheguei em setembro na prefeitura, que é o mês da pessoa com deficiência. E no meu meu primeiro dia estavam acontecendo palestras no salão vermelho e quando eu cheguei lá era o Maurício com o Rafa, o filho dele fazendo a palestra. Então assim, me marcou muito e naquele momento, principalmente porque o Maurício e o Rafa contando o que que o Rafa fazia. O Rafa é barista, faz café, eu só sei tomar e olha lá, ainda tomo com açúcar, o povo me xinga. Eh, o Rafa, ele já correu uma maratona, ele é palestrante, ele joga a bola. Eu falei: "Bom, quem é a pessoa com deficiência aqui? Eu não faço nada do que ele faz. E aí, será que não é uma questão de percepção do que eu tô tentando encaixar outra pessoa e quais habilidades que ela tem? Obrigado. Então, o Guarani e o através do Eric Franco, nosso vice-presidente Marcos Lena, né, por indicação do Carlinhos, me chamaram para montar esse projeto, o Stars 21, que hoje é uma grande família. Estamos a prestes a a completar 3 anos, né, Zuzu? Disse, estamos desde o início, Alan, o Nei, o pessoal sempre dando um ser um apoio. Por que que eu falo que é uma grande família, gente? Porque são as famílias que conduzem o projeto. A Dir tá ali com a gente. Silvio, o marido da Dir tá ali também, que é um dos dos apoiadores na parte técnica. O Nei tá lá atrás também. Quando a Elene não proíbe ele, né? Ele tá lá. Brincadeira. O Day tá sempre com a gente. E nós criamos lá. Inclusive tenho aqui o Vitão, né, Vitão? Fica de pé pro pessoal te ver, Vitão, nosso craque. Rafinha, vem cá, uma salva de palmas. Rafa, aproveita que é sua hora. Deusa. Vem cá. Esse aqui é o Vitão. Você depois o Gui vem. Vem cá você. Quando a gente fala que é a gente fala de Stars, foi proposital nome porque são nossas estrelas, né? O 21 pela questão da trissomia, da síndrome de D, mas que são eh são motivo hoje de propósito pra gente, né, dona Rafa? Dá um bom dia, Rafa. Eu te amo, gente lindas. Então, quer dar um bom dia? Bom dia. É isso aí. Podem sentar lá agora. Obrigado. São por eles. O que que é o Stars 21, gente? é um espaço de pertencimento. Ali não é questionado a sua habilidade, sua destreza, se você é melhor ou pior. As medalhas que nós temos são diárias de evolução. E uma das maiores que me chacoalharam no início foi o dia que eu encontrei a Dirce na PAI. Essa história eu conto sempre, eu já tenho direito adquirido, tá gente? E nós nós estávamos conversando e a Dirce veio me agradecer sobre o Edson ali também. Edson, perdão, Edson, você fica escondido aí, você me mata, você me derruba, vocês me derruba, tá vendo? Vocês fica escondido, o olho não tá. O Edson, pai do Vitão, que tá aqui com a gente e também tá na comissão técnica lá do Stars. E tem falar da família do G que tá aqui. O G não tá aqui, mas a família tá ali, a mãe e o pai do G estão aqui para acompanhar com a gente também, que é nosso atleta do Star Stia. Nós chega lá. Calma aí. Um dia na pai a disce pegou, me encontrou lá e falou: "Rodrigo, eu preciso agradecer o que vocês fizeram". Imagina, a gente não fez nada, né? De jeito nenhum. A Dirce é a mãe do Airton. O Airton, gente, ele é um jovem com síndrome de D. Ele tem baixa visão, baixa audição, eh comprometimento de mobilidade, não é oralizado, não verbal, algumas questões, né? E desde o primeiro treino eles estão com a gente. E o Silvio sempre puxando pela mão, sempre acompanhando, né, Dirce? A Dirce por perto e assim a gente não questiona, quer participar, vai entrar na quadra e vai participar. Mas pra gente, a gente cria uma expectativa muito grande no outro, nos nossos filhos, nos nossos atendidos, nos nossos pares. Eu sempre acho que o outro tem que fazer mais. Eu nunca respeito o tempo, o espaço do outro. E eu nesse pensamento também, né, pô, o Aton vai poder fazer mais, mas aí como eu sei que na condição dele já estava fazendo o melhor dele na minha cabeça, ele não ia fazer mais, mas ele estava ali. Mas isso de um, se vou ser sincero para vocês, era frustrante ali no comecinho. E quando a D veio agradecer, eu falei: "Pô, não faz muito sentido o agradecimento, mas tudo bem, né? uma mãe falando, ela falou que um dia eles estavam na Decatlon, como de costume, para ir fazer compras. E o Silvio, pai do Airton, falou: "Olha, vai lá fazer suas compras, pode ir lá ver o que você quer e eu vou ficar chutando bola com o Airton". Ela achou estranho, né, Jess? Mas foi quando ela voltou, ela viu o Aton chutando bola pro Silvio à distância com força e direção e a bola chegando no pé do Silvio. Aquela frase ecou na minha cabeça até hoje, disse: "Eu nunca pensei que meu filho fosse capaz de fazer isso. Hoje, graças a Deus, eu tenho ouvido mais vezes essa frase e acho que é por isso que a gente cria propósito de fazer com que as pessoas façam aquilo que não é esperado delas, dar espaço para elas com coisa simples, gente. Ninguém precisa ir até a lua para ser reconhecido, mas a gente precisa reconhecer a capacidade de cada um de estar onde quiser estar. É o direito. E a gente vai falar um pouquinho sobre direito também. Após a criação do Star 21, a deência continuou operando e nós somos convidados a criar mais um programa lá no Guarani. Dessa vez nós criamos o Stars Tea voltado para pessoas no espectro autista. Gui, temos aqui nosso capitão. Ô Du, falar nisso, vem cá, Du. Eu não sei porque você ficou pra parte de trás também, que você não viu aquela hora. Vem cá, vem cá. D um bom dia. O Du fugiu. Fala um bom dia, Edu. Bom dia. O Du é nosso craque do Stars 21 também. O Gui, nosso capitão no Star Steia. Dá um bom dia aí, Gui. Bom dia. Calma que daqui a pouco tem mais, tá? Se prepara. Vai lá, senta lá. Eu gosto de pôr o Guas enrascado. Vocês vão entender o porquê, né, Gu? umas ou várias várias e vai piorando. Fica perto de mim que você vai ver só. O programa Stars é um pouquinho diferente do Stars 21 Futsal D. Futsal DAL a gente começou na ideia de trabalhar com futsal apenas. O Starsteia hoje ele envolve capacitação dos funcionários do Guarani, campanhas de conscientização como nós fizemos no último jogo do Guarani com a entrada dos dos atletas e dos assistidos. A Paica esteve presente, a da Camp e a Pestalose, os assistidos. Eh, ali a gente já ouviu mais uns, eu não sabia que meu filho podia, eu não sabia que era possível, isso foi muito bom, né? E também atividades adaptadas esportivas e teremos nosso primeiro camarote também do interior do Brasil num estádio de time profissional para atender o público autista. Camarote sensorial está em construção ainda, tá? Precisamos acabar logo que senão a gente não vai ser mais o primeiro, né? Precisa dar uma acelerada lá. Mas vamos, vai dar certo. Eh, lá no Starsteia a ideia era começar com atividades esportivas adaptadas e nós começamos com futebol, tá? E aqui eu queria fazer um parêntese, por isso que eu falei do Gui, porque a gente cria, busca criar ambientes, né? Já levamos, o Gui tá famoso, tá gente? Ele foi na Band lá, falou com o Batista, né, Gui? Ele o Neto representando o Star Steia. Então o pessoal tá, a ideia é essa, por eles para terem visibilidade, tá bom? Essa é a nossa galerinha. Ó, o G tá lá na foto, hein? O G não tá aqui porque tá na escola. Ele e o Aiton, mas estão lá. E o nosso pessoal do apoio também. Bom, na guardinha que temos inclusive representante, cadê a minha querida? Ah, tá aqui, perdão, Kelly. Tudo bem, Kelly? A Kelly tá aqui da guardinha. Nós criamos um programa de muitai, um projeto muitai para todos. Eu peguei aquele expertise de lidar com as pessoas com deficiência e nós juntos fomos fazer um projeto um pouco maior e lá são pessoas com todos os tipos de deficiência. Então eu não crio mais uma caixinha, eu sou contra caixinha, tá gente? Eu trato de especificidade, mas não trato de caixinha. Nós precisamos no Stars Teia porque é um público específico. Nós precisamos no Stars 21 porque é um público específico para aquela atividade. Mas a ideia não é criar caixinha, tá? E lá no Moitai para todos foi isso, porque nós tínhamos todas as especificidades ali. E aí vocês vão me falar: "Mas como que o menino da cadeira de roda tava chutando no Moitai?" E quem falou que ele precisa chutar? Ele precisa participar. É um dos melhores boxeadores da turma. Ele usou a capacidade que ele tinha, a habilidade que ele tinha. Vamos boxear. Ué, por que que a gente olha pro que falta? Primeira coisa, eu olho pro que falta. Aqui mostrando uma adaptação. As meninas que não tinham eh questão de mobilidade para ficar de pé, faziam os movimentos sentados e quem podia fazer de pé fez de pé e tá tudo bem. E aí cabe ao profissional, o professor se adaptar. Ele se adapta, entende qual que é o público dele para daí sim passar a atividade que todos possam participar. Tá bom. Temos ações lúdicas lá no Bodrini também. O tonto ali sou eu. Palhaço. É de palhaço. Vitão. Na realidade é porque assim, eu já já em um tempo muito distante eu já me me vesti de super homem, mas o shape já não dá. Eu pensei no Homem-Aranha, mas aí se eu fosse de Homem-Aranha, se eu abaixar rápido, o joelho não deixa subir. Se subir rápido demais da labirintite pega e cai. E falei: "Então, como a Jaque sempre me chama de palhaço, ela nunca toma muito feliz não quando ela fala, mas ela me chama". Aí eu falei, "Pode ser um sinal divino, né? Então vamos, temos algumas histórias, foi algo muito bom, fica para um próximo capítulo. Eh, mas aqui uma coisa que pega muito no Boldrini, que me pegou muito e me desconstruiu, porque assim, a gente sempre fala: "Ah, é bom você ir lá no Boldrinho porque você aprende a dar valor na vida". Gente, esse é o maior erro que a gente pode cometer um pensamento desse. Eu, enquanto ser humano, eu não tenho que olhar para outro ser humano que, na minha percepção está em uma condição pior do que a minha para eu poder valorizar minha vida. Eu tenho que valorizar minha vida por quem eu sou, pelas condições que eu tenho e pelo que eu posso fazer para mim mesmo. É assim que a gente se valoriza e não olhando pro outro que tá pior. E lá no Bodrinho a gente aprende isso também. Tem muita gente que tem medo de ir no Boldrinho falar: "Ah, eu não dou conta de lá". Gente, eu já vi muito mais amor, sorrisos sinceros no boldrini do que em ambientes que eu achava que ia encontrar esses sorrisos. Então, desconstruam isso também, tá? Essa é uma das poucas verdades que eu vou falar para vocês hoje. Isso tudo se tornou o projeto pode cativar. E aí a gente leva as palestras com essa de capacitismo, tem a a palestra sobre eh propósito de vida. Também faço algumas reflexões sobre essa jornada. Essa palestra voltada muitas vezes para famílias atípicas. Ju que tá aqui já participou lá na camp, né, Ju? A gente já fez com a Daamp, com algumas entidades, a SUS e falou que ia fazer com as mães, mas ainda não reuniu, né? Tá vendo? Não sou só eu que tô no débito com você não, viu? Mas eh já levamos em algumas entidades, porque é muito importante também trabalhar rede de apoio. E quando a gente fala de rede de apoio, gente, a gente precisa entender. A pessoa com deficiência tem os direitos dela, mas existe uma rede de apoio ao redor para poder fazer com que esses direitos aconteçam. E aí a gente fala dos pais, as mães, falamos de tios, tias, avós, falamos dos irmãos, né, Bia? Isso aqui é um tema que a gente ainda vai abordar, que a gente esquece dos irmãos, os impactos dos irmãos. Temos profissionais da área lá no Guarani, uma visita, o pessoal da Camp foi lá e assim você pode observar eh o manejo ali daqueles profissionais autistas nível três de suporte que precisam de um acompanhamento bem com muito comprometimento e você vê um manejo, um cuidado e uma forma que acontece e tudo flui. Mas esse profissional também precisa de saúde mental para trabalhar. E quando a gente fala de rede de apoio, gente, a gente não pode esquecer que tem o nosso colega de trabalho também. Quantos aqui, por exemplo, na Câmara, que esse foi o intuito inclusive da palestra, trazer um pouco de conhecimento interno, quantas pessoas aqui são neurodivergentes? Quantas pessoas têm algum tipo de transtorno, tem algum tipo de deficiência e estão aqui para produzir e tá tudo bem. E elas têm que produzir, elas têm direito de produzir, porque elas têm coisas boas para entregar. E a gente tem que respeitar o tempo de cada um de execução. Não é porque você consegue executar uma determinada tarefa num tempo X que o outro é obrigado a executar a mesma tarefa no tempo y, né? No tempo X também ele vai fazer no Y e tá tudo bem. É assim que funciona, porque com certeza ele tem outras habilidades que você não tem. Essa é a diversidade humana. A gente precisa entender que o ser humano é diverso. Ninguém quer igual. Não adianta criar caixinhas para colocar todas as pessoas na mesma caixinha, pessoas essas que não são iguais. Como que a gente vai fazer isso? Não faz sentido. Princípio de loucura isso. Tá bom. Dito isso dos projetos todos, falar um pouquinho direcionado pra parte prática da coisa. O que é a deficiência de fato, né? A deficiência ela vai ser uma condição que vai afetar a habilidade da pessoa entre realizar tarefas e cotidianas, comandar, ouvir, falar, se relacionar. Existem algumas perdas em alguns sentidos. Ela pode ser temporária ou permanente, pode ser causada por doença ou genética, tá? Vamos lá, vamos fazer alguns recordes aqui que é importante, gente. Quando eu falei que, ah, não é porque não aconteceu com você, que você não precisa se preocupar, porque você não é uma pessoa com deficiência, porque tudo pode acontecer na vida. O dito, nosso vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, que deveria estar aqui, mas não está porque tá no MP lá em São Paulo. O dito, por exemplo, ele é cego total. O dito ficou cego aos 42 anos de idade. Ele estava em um churrasco com os amigos, tomou uns Danone a mais e pulou na piscina. Quando ele pulou na piscina, ele abriu o olho involuntariamente, né? Tava tinha tomado um um pouquinho a mais da conta. Quando ele bate na água, o impacto fez com que ele tivesse o descolamento de retina. Ele já subiu, ficou tudo branco, não enxergou mais nada. Audito deixou de ser uma pessoa digna, uma pessoa produtiva, pelo contrário, hoje ele produz muito mais, ele mesmo fala, né? E tá em todas, né? Suzi já foi presidente do Conselho de Assistência Social, tá no Conselho do Idoso. O dito tá em tudo quanto é lugar. Esse não tem jeito, produzindo demais, mas aconteceu. São dois beneditos em Campinas, o Dito e o Benê. O Benê, ele é o presidente do Centro Cultural Luiz Briley, também cego. Ficou cego em um acidente de carro. O carro que ele estava bateu atrás de um caminhão. Os estilhaços do para-brisa cortaram os olhos dele e ele perdeu a visão. Ah, não vai acontecer comigo, entendeu? Eu tô bem. Espero que não, tá, gente? Tôando praga e ninguém aqui, não é nada disso, mas é porque é natural da vida, nós estamos vivendo, as coisas acontecem e a gente precisa entender isso. Ah, mas como que doença? Vou dar um exemplo para vocês. O Cis da nossa querida Márcia, que era presidente do conselho até há pouco tempo atrás, ele faz o atendimento a surdos cegos em Campinas. A Márcia, ela teve um grande desafio para conseguir identificar essas pessoas. Ela falou que até em ponto de ônibus, dentro dos ônibus colocava que tava precisando de assistidos porque ela sabia que existia um público, mas não conseguia acessar esse público. E aí a Márcia falou para mim, Rodrigo, você não acredita, mas de eh sur do cego, que nasceu sur do cego, eu só assisti dois até agora. Os demais eles foram adquirindo. Você fala: "Mas como assim? Algum acidente, né, como esses que eu coloquei?" Não. Diabetes, por exemplo. Quem não controla aí? né? Você vai perdendo a visão daqui a pouco. Ah, já perdi a visão mesmo, não tem problema. Vou tomar um guaraná, vou tomar comer um escolachar um pouquinho aqui na gordura, não vou fazer exercício, nada. E daqui a pouco a audição também vai embora. A maioria dos assistidos do CAIS perdem os dois sentidos por doenças. Lembra que eu falei? Dá para refletir um pouco, né? Será que é tudo isso mesmo? Bom, e eu preciso contextualizar rapidinho para vocês uma questão histórica aqui pra gente entender um pouquinho do mundo da pessoa com deficiência, pra gente chegar aqui onde nós estamos hoje. Pessoa com deficiência, eh, que daí é o que a gente ouve, né, principalmente com autismo, né, agora é modinha, agora todo mundo é autista, né? Vamos lá, vamos desconstruir um pouquinho isso, gente. Pessoa com deficiência sempre existiu desde o início. Vamos imaginar lá na pré-história, era um grupo que tava correndo para não ser comido pelo bicho ou que tava correndo atrás do bicho para comer ele. Isso era pré-história. Precisa se alimentar e se salvar. Só isso. Pessoas com deficiência nesse momento. Fica para trás e virou isca do bicho enquanto eu corro. Deixa. Não, não acompanhou o bando. Azar. Vai ficar para trás. Vocês imaginam qual seria o primeiro sinal de civilização que foi encontrado? Isso aí se é verdade total assim, não tá, mas é a minha e acabou. Eu que tô dando a palestra, então vai ser comigo mesmo. Tá bom. foi encontrado um osso humano, um fêmor calcificado. E aí fizeram os testes de carbono e jogaram lá pra data, lá no meio da pré-história. Aí tem um grande ponto, vocês podem falar: "A roda é o fogo, as armas e tudo mais, não. Por que que isso é o primeiro sinal de civilização? Hoje, com toda a tecnologia que nós temos, se alguém se machucar, quebrar uma perna, com todo o repouso, vai levar aí uns 30 dias, 30, 40 dias, mais ou menos para dependendo da fratura, certo? Imagina você na pré-história sem entender o que tá acontecendo, tendo que fugir dos bichos para não ser comido e precisando se alimentar, se proteger do frio, da chuva e tudo mais por um período de tempo indefinido e com muita dor, sem saber o que tá acontecendo, tendo que ficar parado. O que que aconteceu? Alguém ficou para trás para ajudar a cuidar. Essa foi a conclusão que eles chegaram, porque o osso só calcifica vivo. Você tem que estar vivo para calcificar. Então, para achar um osso calcificado, alguém ficou para cuidar de alguém que se machucou. Primeiro sinal de civilização. Aí a gente começa a falar de cuidado. Eu preciso cuidar. Eu preciso dar apoio. Eu não faço pelo outro, mas eu faço para o outro. é um pouquinho diferente. A gente precisa quebrar também essas barreiras. A história vem se desenvolvendo e aí a gente tem um fator chave na história. E aqui toda vez, mesmo ele sendo meu mentor, Jesus é meu mentor. Isso não é negociável, né, Thaago? Como a gente falou desde o início do projeto, eh a gente usa ele muito e as referências até para exemplificar o amor de fato, mas aqui eu não falo enquanto religião, tá? Entendam. Mas ele foi um ponto chave na nossa história registrado em livros fato. Quando Jesus vem, ele tira as pessoas da margem da sociedade. Pessoas que é eram indignas de estar na sociedade, eram colocadas para fora. E ele começa a resgatar essas pessoas. Aí ele usa o advento da divindade, obviamente da cura, mas não é o caso, mas para mostrar que essas pessoas poderiam e deveriam participar desse mesmo ambiente. Então ela ele traz de volta pra sociedade. Isso é um ponto de rompimento. A história vai se desdobrando, obviamente, e aí não vou detalhar tudo para vocês para não ficar algo cansativo, mas o povo esquece também como ele ensinou lá atrás, né? E aí vem cada um de um jeito. Aí você vai pegar a Idade Média, por exemplo, que a aí todos vão lembrar dos filmes. Eu tenho Corcunda de Notridame, eu tenho Os Bobos da Corte, que geralmente eram pessoas com nanismo, e o termo errado que era que é utilizado ainda hoje, o anão, tá? Desconstruam isso também. Não existe anão, existe pessoa com nanismo que são usados para entreter o rei, né, os nobres da época. Então você ainda coloca, eu trago a pessoa com deficiência para dentro. que Jesus mandou, porém ela vai ficar aqui para animar a gente. Não, você tá aqui dentro, você tá comigo. Existe uma diferença entre chamar, convidar pro baile e chamar para dançar. São coisas diferentes. E a ideia é que a gente chame para dançar, não só para vir no baile, tá? Ops, perdão. Fato importante na história mais recente, Segunda Guerra Mundial, nós temos alguns desdobramentos. Primeiro, muitas pessoas, muitos soldados, heróis de guerra voltam mutilados paraos seus países de origem. E aí, até então, você não olhava pra pessoa com deficiência como capaz. É, é o coitadinho, vitimismo ali, aquela coisa. Mas quando os soldados voltam da guerra, e agora o que que eu vou fazer? Ele é um herói de guerra e eu tenho que acolher. Então você começa a evoluir nos tratamentos tanto psicológicos que são necessários, nos tratamentos sobre amputação, mutilação, você precisa criar as próteses, os acolhimentos, as instituições. Então você começa a evoluir. A gente não precisava de uma guerra para isso, né? Mas enfim, é o instrumento histórico tá registrado, não tem o que fazer, aconteceu. E nessa mesma, nesse mesmo período, existe um outro fator que aí impacta muito aqui vocês, um psiquiatra austríaco chamado Hans Hasperger. Agora eu vou entrar numa área aqui que é complicada porque eu tenho uma especialista na minha frente, mas vamos lá. Esse psiquiatra, ele fez eh alguns estudos durante a vida dele e ele identificou comportamentos dentro dos transtornos. E um dos comportamentos havia a questão da socialização, diferentes formas de lidar com os estímulos, mas ele começou a identificar altas habilidades em algumas pessoas. Ó, vocês já devem ter ouvido falar o termo que não se usa mais. Ah, ele é autista Asperger. Foi devido a esse estudo que Hansperg fez e começou a identificar as pessoas com altas habilidades em nível um de suporte e que aí já existe a lenda e os estudos, que aí a gente começa a ficar na dúvida do que é fato ou não, mas eh há uma há uma grande um consenso isso em muitas pessoas, estudiosos. Então a gente ainda cata desde que seja desconstruído, que esse estudo também foi usado por Hitler na Segunda Guerra para para usar para fazer eugenia, separar a raça, quem era digno ou não de sobreviver. Então, de uma forma ele também foi um instrumento para poder matar muitas pessoas que não eram dignas. Então, se esse aqui é digno, ele tem alta habilidade, ele vem trabalhar com a gente dentro do nosso projeto aqui de dominação do mundo, né? E o que não é, tchau, né? Então, hoje a gente fala só de autismo, não é grau de autismo, tá? Não é qual outras coisas que o povo fala? Você severo, leve, essas levero é o pessoal fala assim: "É leve, moderado ou severo, né? Grau alto de autismo." "Lev para quem, gente? Já vai, né?" Leve para quem? Tudo depende, né, de quem tá carregando o fardo, né? para falar se é leve ou não. Não tô dizendo que o autismo é um fardo, tá? Só tô falando, fazendo analogia, já deixando claro aqui. Hoje o que nós dizemos é níveis de suporte. Nós temos o nível 1, dois e três de suporte, tá? Geralmente as pessoas em nível um de suporte são pessoas que vão ter interações, vão ter fala, vão participar, mas elas têm prejuízos na interação em algum aspecto que vai colocar ela dentro do espectro autista. Por isso que é chamado de espectro, porque é algo muito amplo. Então, quando vocês verem algum colega de trabalho fala assim: "Ah, eu fui diagnosticado autista". "Ah, mas você não parece autista. Ah, mas você fala comigo? Você olha no meu olho, ah, você me abraça. Quem falou que não pode? Mas com certeza essa pessoa tem alguns prejuízos. Isso foi estudado. Não é assim, ah, eu vou ali no médico ali da da clínica popular, nada contra elas, porque eu também frequento, tá? Mas eu vou lá, eu passo por um neuro, ele vai falar, eu vou falar, eu acho que eu sou autista por causa disso, disso, disso. Eu não gosto de sair de casa, eu não gosto de olhar no olho das pessoas, eu não gosto de abraçar, eu não gosto de interagir. Ah, então acho que eu tô dentro do espectro autista, né? a gente começa a trabalhar com essas coisas, depois a gente começa a querer laudar todo mundo também, né? Um erro que a gente comete gigantesco, né? Não tem tamanho, mas acontece. Às vezes a gente acerta também, né? O olhar vai ficando meio clírico, mas mas eh não é isso que define se a pessoa está no espectro ou não. A pessoa tem que passar por uma equipe multidisciplinar, envolve neuro, fono, too. Vai ser investigado por um período de tempo. Um laudo completo hoje ele vai ter 60 páginas da vida da pessoa, entendem? Então você fala assim: "Ah, meu colega falou: "Ah, falou que é autista". Duvido. Ih, isso aqui tá é só para conseguir sair mais cedo do trabalho. É só para justificar faltas. Gente, não coloque a sua verdade no outro. Existe três verdades. Eu costumo dizer a minha, a sua e a verdade de fato. Então, cuidado, sem nenhuma verdade absoluta. Não tentem entender a dor do outro. E a gente vai falar isso aqui também daqui a pouco. Em 2006, a ONU e as pessoas com deficiência fazem uma reunião para definir alguns pontos. pontos importantíssimos. Um deles que a gente vai falar daqui a pouco também é sobre a questão como elas queriam ser tratadas e outros direitos também. Em 2006, a ONU estipula que todos os países deveriam em 10 anos apresentar um plano de inclusão das pessoas com deficiência. Em 2015, no apagar das luzes, o Brasil cria a LBI, lei brasileira de inclusão. Então, se vocês não sabem, essas falas, por exemplo, que são ditas, ah, mas ele é tão normal, não parece ser autista. Ah, aquela pessoa não tem direito de participar desse espaço. Ah, ele não vai conseguir estar aqui não. Ele não tem como chegar porque só tem escada. Isso é crime, se chama capacitismo, tá? E nós não podemos nos calar. A LBI, ela tem o objetivo de promover e assegurar em igualdade de direitos liberdades das pessoas com deficiência, visando sempre a inclusão social e a cidadania, tá? Por que que eu fiz esse contexto histórico? Comecei lá na pré-história, né, em 2015, há 11 anos esse ano completa, depois de uma história inteira de prejuízos, de abandono, retalhação, esquecimento, assassinatos. Depois de tudo isso, há 11 anos, as pessoas com deficiência passam a ter direitos de fato. Ah, Rodrigo, mas tem a Constituição. Vamos lá. Se só a Constituição fosse suficiente, desculpa vereadores, mas vocês não precisariam estar ocupando os cargos que estão hoje, certo? A Constituição por si só não é suficiente e nós estamos na casa que faz as leis e hoje eu estou numa posição que eu tenho que executar essas leis. Isso é a sociedade. O que não é permitido e que não é admissível é que na casa que se faz as leis, nós não consigamos cumprir as leis. Isso é inadmissível. A LBI, ela tá aí para ser cumprida, certo? Eu falo que é a mesma coisa, né? Eu sonho que o dia que não precisa existir a minha função lá na prefeitura ou que não precisasse ter um conselho da pessoa com deficiência ou que a gente não precisasse fal fazer palestra para falar sobre os direitos da pessoa com deficiência. Eu sonho com esse dia, é o mundo perfeito, a gente não precisa existir. Mas infelizmente isso e cotas são coisas necessárias enquanto a sociedade não for justa, porque alguém sempre vai ficar para trás, tá? E aí, gente, eu queria contar uma historinha para vocês aqui para contextualizar um pouco mais. Eh, a gente tem o hábito muito de julgar, muito rápido, mas alguém tem a noção, tirando as mães, obviamente, o que é ser uma mãe atípica, uma mãe de um autista, uma mãe de uma pessoa com deficiência. Existem estudos que mostram que a uma mãe autista, ela tem foi feita uma o estudo, né, para entender o perfil psicológico dessa mãe e comparam-se ao estado de atenção e pressão psicológica um soldado em guerra, porque ela não tem horário de expediente para terminar. Ela não tem sábado e domingo, não tem férias, não tem muitas vezes apoio, rede de apoio, porque aí os senhores que estão comigo aqui nesse espaço, temos que pedir perdão paraas mulheres e mães. Isso aqui a gente vai falar, né, eh, de forma pelos outros, porque eh estudos mostram pra gente, pela nossa experiência, que 80% dos casos de mães atípicas são mães solo, que quando recebe o diagnóstico, o companheiro vai embora. Aí uma mãe que já não tem rede de apoio porque, gente, eu não tenho filhos, mas quem tem sabe, né? Fala que ela quem quem quem como que é quem pariu que cuide, né? Um negócio assim. Os filhos da gente só a gente que consegue dar conta de tudo. Imagina numa mãe atípica com uma criança autista, por exemplo, que muitos estímulos desregulam ela e ela não tem apoio, não tem da da avó, do vô, da tia, do tio, ninguém faz nada, ninguém consegue ajudar e ela tá sozinha, aí ela não tem como ir trabalhar também, porque não tem com quem deixar e aí ela entra num ciclo, porque se eu não tenho com quem deixar, eu não tenho como trabalhar. Se eu não tenho como trabalhar, eu não tenho como pagar. E como que essa pessoa se alimenta? Como que ela vive? Ah, não. A gente tem o BPC Loas, né? Todo mundo conhece um apoio do governo importantíssimo. Importantíssimo. Ele prevê um salário mínimo pra mãe, para quem tá ali, né? Pessoa com deficiência. Não é uma aposentadoria de pessoa com deficiência. Tá diferente. Só que tem um problema que isso aí é uma coisa que a gente precisava levar. Aí aí eu peço apoio e colaboração dos senhores parlamentares. Precisamos levar com urgência para cima. Porque tem que ser no nível federal. Se uma mãe, nós já tivemos casos lá onde eu fico na coordenadoria, um dos setores que eu coordeno é o centro de referência da pessoa com Deficiência. E nós já tivemos casos lá no Centro de Referência da Pessoa com Deficiência de mães que tiveram BPC cortado porque ela fazia atividades externas, bolo, salgadinho, qualquer outra coisa para complementar renda. E porque entra Pix na conta, o governo vai e corta, porque você não pode ter uma segunda renda. Quem sobrevive com R$00, você não paga nem aluguel. Terapia, esquece. Se não tiver instituições como a pai, capestalose, da camp, a pai, sese, a fundação, esquece. Se essas instituições não existirem, não vai. Ela tem R$. Gente, para sobreviver. Não dá nem a saída do mês. Mas isso ser a renda per capta da família por menos que um quarto do salário. Exato. Tem que o classificatório ainda. Você tem que juntar a renda de todo mundo. Não pode dar 1/4 salário mínimo. Ou seja, divide por quatro. Aí as contas tão boa de quem aí? R$ 350, R$ 400. Ou seja, somar o dinheiro que todo mundo ganha. Você dividir pelas cabeças que tá dentro de casa, não pode dar mais R$ 400. Dá para viver bem, né? E aí, gente? Um dia eu recebi uma mãe lá no centro de referência que eu fui fazer o cartão dela bem acessível. Nós temos um instrumento em Campinas, para quem não conhece, instrumento de identificação da pessoa com deficiência. O Gui, você tá com o seu, né? Presta para mim um segundinho, por favor, seu cartão. Esse aqui é o cartão bem acessível feito lá no centro de referência da pessoa com deficiência. Ele tem a identificação da pessoa com deficiência, o nome dela, o CPF, a validade, que ainda a época quando foi feito o sistema, ainda existia uma questão de validade, né? E graças à lei do vereador Carlinos Camelô, hoje não é mais necessário renovação de laudo para serviços públicos municipais de deficiências irreversíveis. Isso já é um ganho muito importante. As mães e famílias não precisam ficar se humilhando no médico para poder pedir revalidação de algo que que a gente gostaria que mudasse, mas não vai mudar, né? Infelizmente o cego não volta a enxergar. Pessoa com síndrome de D vai continuar sendo pessoa com síndrome de D, o autista continua sendo autista, tá certo? E atrás tem o sid da pessoa. Isso aqui é um instrumento, eh, é uma lei municipal, tá? Então, cumpra-se. Não tem, ah, eu não aceito, tem que aceitar, tá certo? Tem, temos alguns órgãos municipais ainda que não aceitam, por incrível que pareça, mas tem que aceitar. Hoje a gente fornece inclusive com o cordão do quebra-cabeça para autistas ou do girassol, que inclusive temos o da da Rafinha aqui. Presta o seu Rafinha. Obrigado, hein? Te amo. O da Rafinha com o cordão do girassol que identifica deficiências, as demais deficiências ou deficiências ocultas também. deficiências ocultas, como o Carlins falou na apresentação, aquelas que não são possíveis de se identificar de cara. Por exemplo, uma pessoa surda, nós já tivemos casos e aí não é, não vou colocar em julgamento o fato, tá? Mas teve um caso de uma pessoa que tava caminhando pelo centro e ela era surda e teve um uma ordem de parada por uma por um guarda municipal. a pessoa não, obviamente não parou porque ela não ouvia, continuou andando e aí a ação da guarda foi imobilizar essa pessoa. É complexo. Eu entendo também que o trabalho também não é tão simples da guarda, mas a gente precisa criar instrumentos então para identificar. Um deles é o cordão do girassol, por exemplo, tá? Essa mãe, ela foi lá fazer um curso, um cartão comigo e aí ela foi me contar a história dela, um momento desabafo. Ela tava com menininho autista, aqueles bem enérgico, né? E lá no CRPD a gente fala: "Ó, fica à vontade, só não deixa entrar no elevador, cai da escada, o resto tem brinquedo, tem tudo, pode bagunçar à vontade, né? Que é um momento de descompressão para aquela mãe, só que você vê que ela tá tensa e eu tava fazendo o cartão dela e ela tensa ali, né? Ai meu Deus, meu filho, porque ela é julgada a todo momento. Eu falei: "Pode ficar tranquila, não se preocupa." Ela falou assim: "Olha, Rodrigo, eh, não dá para ficar tranquila. Sabe por quê? Um dia eu estava no, eu precisei no supermercado, eu não tenho rede de apoio, passando é uma situação difícil em casa financeiramente. Eu não tenho como trabalhar por causa dele. E eu precisei no supermercado porque a gente não tinha mais o que comer em casa. Só que para mim é um desafio gigante ir com uma criança no supermercado. Gente, vocês filhos típicos, você já vai querer tudo. Imagina uma criança que num supermercado tudo desregula ela. Estímulo visual, cheiro, barulho, tudo, né? Mas ela topou o desafio porque não tinha outra escolha. Ela tinha que ir para aquela missão e ela foi. Ela se desdobrou para fazer o mais rápido possível as compras dos itens básicos dentro do que ela conseguia comprar. comprou e foi pro caixa. Quando ela chegou no caixa, o menininho já estava totalmente desregulado, né? Gritando, esperneando, batendo. Geralmente quem tá assistindo olha, ela fala: "Ah, não tem educação, falta dar uns tapa, né? Geralmente é isso aí que o pessoal fala, né?" Mas ela deu uma vacilada e o menininho virou para trás e deu um tapa num menino de uns 15, 16 anos que estava atrás dele. Nesse momento, o pai, dizer pai, né? O senhor que acompanhava começou a agredi-la verbalmente falando um pouco de tudo que vocês imaginarem, que ela não tinha educação, que ela não sabia cuidar do filho dela e que se o filho dele revidasse, ela falou tentando se justificar. Ela falou: "Pô, mas eh meu filho é autista, ele não fez por querer, não fez por mal". Fala: "Agora tudo é desculpa paraa falta de educação". Essa foi a frase que ela ouviu. E aí, gente, tem duas situações que me pegam muito nessa história. Quando ela me contou, me pegou muito. Primeiro, o ambiente do supermercado não é um ambiente silencioso. Concordam? Então, tinha mais gente. Se estavam numa fila é porque tinha mais pessoas também, não estavam sozinhos no mercado. Numa situação de emoção, a conversa nunca é no pé de ouvido, né? Nunca aquela assim não vem cá ou não faz isso não. Ele cometeu todos os crimes possíveis contra a mulher, contra a pessoa com deficiência e tudo mais. Mas e quem tava ao redor? Não fez nada. Ô amigão, pera aí, o que que tá acontecendo? Ninguém se meteu. Aquela história que a gente tinha, os mais antigos, né? A gente aqui da nossa geração para trás, briga de marido de colher, não mete a colher. A gente já descobriu que não é assim, né? Que você entra no meio, sim, protege. Por que que a pessoa com deficiência não? Não é problema meu. Ah, é essa mulher não sabe educar o filho dela. Ninguém fez nada, ninguém tomou nenhuma posição e ela, mais uma vez ela estava sozinha. Ela não, ela falou para mim o seguinte, ela falou: "Olha, Rodrigo, minha única solução naquele momento foi aos prantos abandonar minhas compras, ir embora para casa com fome com meu filho." Essa é a sociedade que a gente vive. Isso que é o justo, né? Se eu não sou mais forte, problema é seu. Se você não tem meritocracia para est aqui, problema é seu. Se você não consegue produzir o suficiente, problema é seu. Se você não acompanha o desenvolvimento da empresa, problema seu. Da sociedade, do time de futebol, problema é seu. Eu não vou me envolver. Será? Ô, gente, pelo amor de Deus, tá? O Ceará veio no automático, tá? Não é pela que ela trende, não, perdão, mas guardem essa mãe porque tem um pouquinho mais dela ali na frente. Lembra quando eu falei lá da ONU e aqui eu quero pegar para vocês porque isso envolve o dia a dia de vocês? As pessoas com deficiência. Como nós nos referimos a pessoa com deficiência? Não é alejado, pessoa especial, deficiente, nada disso. Primeiro pelo nome, né? Papai, mamãe, titio, titia, vovó, vovô, sei lá, alguém da família escolheu um nome para você. Pode ser que você não goste dele, não acha bonito e tudo mais, mas foi escolhido. Então, respeito primeiro chamo pelo nome, não é? Características. Segundo, se eu não souber o nome, se eu estou aqui coletivamente falando, por exemplo, pessoa com deficiência. Ponto. Por quê, gente? A condição não define a pessoa, ela continua sendo uma pessoa de direitos, uma pessoa com chapéu, uma pessoa com óculos, uma pessoa com deficiência, uma pessoa em cadeira de roda, uma pessoa com espectro autista, dentro do espectro autista, com transtorno do espectro autista, uma pessoa com deficiência visual, uma pessoa sempre, o que vem na frente é o que manda e quem manda é a pessoa, sabe? A gente precisa desconstruir isso, principalmente nas falas. Isso é muito, muito importante. Parece pouco, mas se fosse pouco, não teria sido tratado numa reunião da ONU que juntou o mundo inteiro para conversar. Então não seja você o especialista da coisa, especialista de Facebook ou de de Instagram, de X para falar que é isso ou é aquilo. Você a gente segue, tá? Tem alguns movimentos de mudanças sobre isso, tal, mas o oficial ainda é isso aqui, tá bom? Simples assim. E aqui eu queria falar com vocês agora um pouquinho de algumas barreiras, que é onde a gente vai entrar na de forma prática no nosso dia, como que a gente resolve. Bom, barreira arquitetônica é algo mais fácil, que tá mais visível, tem rampa, tem tudo, né? Tem elevador e tudo mais. Aí um dia, há pouco tempo atrás, agora, eu estava fazendo uma palestra numa escola estadual, crianças do sexto ano, então é 11, 12 anos, acho que é isso, né? Já tô perdido já que esse negócio mudou tudo, né? E aí eu fiz essa pergunta paraas crianças, perguntei para eles, falei: "Gente, eh, se tiver uma porta aqui e tiver uma pessoa na cadeira de roda e a pessoa não conseguir passar pela porta, como que a gente faz?" Joguei pr as crianças, né? Aí um não, vamos pegar no colo. A outro, ah, não, a gente segura em dois. E foram dando sugestões. Aí teve um menininho do lado que falou assim: "Usa marreta". Todo mundo riu. Todo mundo riu. Tava na sala. Eu falei: "Vocês estão rindo? Ele que tá certo. Se a porta não atende, você quebra ela. Você não faz a pessoa se encaixar na porta. Isso é físico, mas também é psicológico." Da mesma forma, ninguém tem que se adaptar aos espaços. Os espaços se adaptam às pessoas. Sou meio contra a adaptação de espaço porque significa que a gente não pensou na concepção, mas existem espaços que já estão prontos, já estavam quando a gente chegou aqui. Então, por exemplo, a Câmara já estava aqui, então a gente precisa pensar na acessibilidade para que todos venham aqui. Então, eu tenho que adaptar. Mas não é natural isso, viu, gente? Porque tem prédios ainda hoje saindo que não se preocupam, os terrenos estão diminuindo, né? Todo mundo terreninho pequenininho. Que que eu faço? uma casa sobrado. Quero ver quando ficar velho sofrer algum acidente que não puder subir escada, o que que você vai fazer? Vai dormir na sala, né? Teus quartos ficou tudo em cima. Ninguém mais pensa nisso. Então é necessário continuar falando, principalmente pessoal de arquitetura, engenharia, design para pensar nesses espaços também, tá? Mas a marreta ainda funciona, tem que ser ela, tá? Aqui eu preciso dar um uma explanação um pouco melhor para vocês entenderem um conceito. Isso é um conceito. A gente trabalhou por muito tempo em desigualdade. Tem o muro, cada um tem seu tamanho. O problema é seu, se vira. Lembra da do contexto histórico? Se vira para assistir o jogo do outro lado. No segundo quadro foi um momento que nós, vou dizer que nós estamos até vivendo ainda. Momento de igualdade. Bonito, né? Vamos pregar igualdade para todo mundo. O que que é igualdade? Eu dou um cachote para cada um para assistir o jogo do outro lado do muro. O grandão já tava assistindo, vai assistir mais confortável ainda. O que tava com a estatura média consegue assistir e o estatura baixa não conseg não continua vendo. Não tá vendo, não tá participando. Certo? O que que nós lutamos hoje por equidade? Essa é a luta que nós temos. Esse é o momento que nós viemos, vivemos de luta. Nós ainda estamos na igualdade, mas precisamos lutar por equidade. Eu olho para cada um, paraa sua necessidade específica e vou dar instrumentos para que essa pessoa participe. Se a pessoa ela não precisa de cachote, eu não vou dar um cachote para ela. Se ela precisa de três, eu vou dar três. Se ela precisar de um, eu dou um só. Mas todos participam, todos assistem o jogo. E qual que é o mundo perfeito? tira o raio do muro. Por que que existe um muro? E quantos muros nós não criamos no nosso dia a dia? E aí eu faço com que a pessoa se vire para participar, para assistir. Será que a gente tá criando mais muros ainda? Eu tenho que tirar. Põe um alambrado lá, todo mundo assiste o jogo da forma que quiser, sentado, de pé, agachado, como quiser, mas tá assistindo, tá participando. Essa é a sociedade que a gente luta. Vamos chegar, só Deus sabe. Mas vamos que vamos. Nós temos barreiras eh comunicacionais também. E aí é onde a gente usa Libras, usa tecnologia assistiva hoje, né, muitos aparelhos, eh, por exemplo, celular faz leitura de tela. Então, o cego hoje muitos deles, o dito, por exemplo, fala que é um que o dito é cego e fala: "Ah, Libras, eu não aprendi ainda não. Eu sofro com o Brailey, né? O Braile eu sofro com ele." Mas é uma das formas, algumas coisas podem facilitar. Alguém já viu um celular de cego? Já participou alguma coisa, né? Você já viu, né? Tcha o 2x do WhatsApp? O dele deve tá num 10x. Ele passa, ele toca na tela, ele faz a leitura da tela toda, faz. Outro dia eu tava com o dito lá e Rodrigo, vou pedir Uber, fica aqui comigo aqui do lado da prefeitura. Fazito, quer que eu peço para você? Falou: "Não, ó, já pedi, aceitou carro tal, placa tal, tá tanto tempo daqui". Falou: "Só que agora você me ajuda aqui que eu não consigo ver ele chegando, né? Tá tudo bem". Ou seja, tá tudo bem, cada um faz sua parte, né? É muito legal. Então, é uma das ferramentas que temos. Mas existe uma ferramenta que é muito mais importante pra gente quebrar barreira de comunicação. A comunicação, empatia. Todo mundo já ouviu falar de empatia. Hoje em dia em rede social é bonitinho falar, né? Empatia é legal para caramba, né? Aquelas frases prontas e tudo mais. Mas eu vou falar uma coisa para vocês. É utópico empatia. É sonho. Você não consegue sentir a dor do outro. Você não consegue tá na pele do outro, você não consegue viver o que o outro vive. As dores são individuais, as lutas são individuais, as guerras são individuais. Não tenta pensar, chegar pra pessoa, a pessoa tá sofrendo, fala: "Ah, eu sei como você tá se sentindo". Você não sabe como ninguém sabe como você tá se sentindo quando você tá mal. Até sem explicação. Às vezes, às vezes, às vezes a gente nem sabe por, mas nós estamos mal, certo? Então, empatia foi um negócio que eu comecei a desconstruir na minha mente depois de um tempo, porque ainda existe as formas clássicas, né, dos estudos da neurociência sobre empatia, mas que na prática não existe não. Ninguém aplica isso. O que a gente precisava era ter compaixão. E aí eu vou explicar para vocês porquê. O que que ela envolve? comunicação, entendimento de uma situação adversa, comunicação e ação, que é um exemplo disso. Outro dia, o dito, uso bastante o dito, tá? O dito, ele estava ao lado de uma rua ali perto da prefeitura com a sua bengala, parado ao lado da rua. Veio uma pessoa toda empática, toda cheia de boas intenções, uma pessoa pronta para ter a sua salvação garantida, seu terreno céu conquistado. Ela chegou, pegou o dito pelo braço, levou pro outro lado da rua, toda feliz, porque um cego do lado da rua quer atravessar a rua. Quando ela chegou do outro lado com o dito lá, toda empolgada, ela falou: "Meu amigo, posso fazer mais alguma coisa para te ajudar?" Ele falou: "Pode. Por favor, me leva de volta para lá que eu tava esperando o Uber". Ele falou: "Cara, fui sequestrado, irmão. Por o que que faltou nisso? Ela não foi empática. Ela não teve empatia, ela não se colocou na situação do outro. Cadê a comunicação? Ela poderia chegar do lado dele e falar: "Meu amigo, tudo bem, você precisa de ajuda para atravessar a rua?" Ele fala: "Não, obrigado. Eu tô aguardando Uber". OK. Não fazer nada é uma ação. Mas por que com a pessoa com deficiência a gente toma decisão por ela? Por que que acontece isso? Eu eu chego aqui para Susi, eu vou falar Suz, você quer um gole d'água? Fica à vontade. Tá bem, filho. Tá, tem uma aguinha. Fala, Sus, você quer um pouco d'água? Vai falar: "Ok, não, obrigado. Tá bom. Aí com a pessoa com deficiência, que que eu faço? Eu cato a água e jogo na cara dela. Que é isso? Eu pego uma pessoa na cadeira de roda, se ela tá subindo aquela rampa ali, eu não chego. Posso te dar um apoio? Não, eu vou lá, pego a cadeira de roda e empurro. Gente, cadeira de roda é extensão do corpo da pessoa, não toca sem autorização, sabe? A gente tem alguns hábitos de fazer pelo outro quando eu acho que o outro é incapaz. Já aconteceu o caso, o cara tava treinando no estacionamento com a cadeira de roda, porque ele ia participar de uma competição, veio outro para empurrar e falou: "Não, me larga, cara, ô, sai daí, tô treinando braço aqui". Ué, por que que você põe tudo na sua visão? E aí nós temos barreiras atitudinais. Um dia na aula de Moitai com a Ingrid, um dos da da época, um dos meus colegas que era instrutor, eu tava ensinando ele a conduzir aulas e tudo mais, ele foi dar um apoio, eu falei: "Olha, faz com a Ingrid". A Ingrid, quando ela vai dar o soco, ela faz assim, ó, literalmente ela faz, ela faz isso e tá tudo bem. Ela vai dar ajoelhada, ela faz isso aqui, tá tudo bem, é o jeitinho dela. No primeiro movimento que ela fez, ela fez assim, ele pegou e se jogou no chão, fez uma cena. Eu tava do lado dele, eu falei: "Levanta, respeita ela. Aqui não é, não é teatro, não é filme de kungifu, nada disso. Levanta e respeita ela. Isso já ficou para todos. O o o o Aton treina karatê. Com certeza ele não faz o cati todo pronto lá, mas ele faz do jeito dele e tá tudo bem. Eu falei que ia falar bastante tudo bem. tem direito, tem direito adquirido. Queria quebrar alguns preconceitos aqui com vocês com relação ao capacitismo propriamente dito. Tô quase acabando já, gente. Daqui a pouco abro um pedacinho para vocês. Eh, bom, para definir bem, para ficar entendido o que que é capacitismo de forma inequívoca, é a discriminação que se baseia na ideia de que pessoas com deficiência são inferiores ou menos capazes, levando a preconceitos, estereótipos e exclusão social. Isso é capacitismo. Qualquer coisa que se enquadrar nisso é crime. Que fique claro, isso no ambiente de trabalho é crime. Para quem tá num lugar que faz as leis, só fazer não é suficiente. Elas precisam ser cumpridas também. Então, vamos dar o exemplo. Isso serve para nós lá também na prefeitura, tá? No executivo. Não é só vocês que sobra isso, não. Para nós também, tá? É, a gente dá o exemplo, né? E depois a gente vai levando adiante isso também. Ah, eu tive uma fala fora de contexto, gente. Pecar por não conhecer, OK? Repetir depois que conheço é uma decisão, né? Ninguém tá eh livre de cometer um erro. E não é porque você escorrega que você é uma pessoa capacitista. Isso pode acontecer. É por isso que a gente tá tá aqui trabalhar. Ah, Rodrigo, mas você não erra, pô, para caramba. Vire e mexe. Eu erro. Como eu falei para vocês, hoje eu sei menos do que eu quando eu sabia, que eu achei que eu sabia quando eu comecei lá atrás. Então é isso, processo de aprendizado constante, humildade pra gente aprender e reconhecer, tá? E aí aqui, ó, eu queria desconstruir algo com vocês. Gui, vem cá, Gui, queria trazer algo para vocês aqui. Guinos capitão tava lá. Sábado passado comigo, nós fizemos um jogo, nosso primeiro amistoso, né, Gui? Com o Pulo Futsal, time profissional foi lá jogar com a gente, fazer um dia de interação. Uhum. Ganhamos bonito, né, Gu? E aqui eu quero contar um pouquinho para vocês de cenário. A gente fala de muitas verdades absolutas, né? Que nem eu falei sobre o autismo e tudo mais da gente, eu vou usar o autismo de exemplo, tá? Mas eu vou trazer algumas alguns questionamentos, algumas desconstruções, porque todo mundo vai falar que ah, mas meu colega é de trabalho, ah, não posso ler, não posso falar mais alto, eu não posso fazer barulho, a, eu não posso isso, não posso aquilo. Um monte de eu posso, né, Gui? Sábado tinha muito barulho lá. Sim, tinha muita gente gritando com você, Gui. Sim, inclusive eu, né? Aham. Tivemos abraços lá, Gui, de Vitória. Sim. O ambiente tava tenso, desafiador assim para você? Não muito. Não muito, mas tava fora do do confortável. Sim. Então tá bom. O que que a gente sempre aprende com autista? Ah, não pode tocar. Ah, eu não gosto de abraço, não gosto de tato, eu não gosto de barulho. A, eu ponho a mão e saio correndo. Sim, tem pessoas que não conseguem, não consegue. Mas eu consigo. Mas você consegue. Mas eu consigo. Exatamente. Agora tá vendo agora. Por que que eu tô falando isso, gente? A gente na nossa cabeça, a gente cria uns ambientes que eu vou pôr essa pessoa dentro desse ambiente. Lá no sábado a gente criou, né, pessoal, o ambiente mais desafiador possível e menos inclusivo possível pro autista. E era um jogo do Star Steia, barulho, agitação. As famílias na arquibancada gritando, o Tasso, que é o nosso superintendente, falou que tava ouvindo lá de baixo, tava mais animado que jogo do Guarani. Bom, convenhamos, né? Também tava, realmente estava mais animado. Concordo com ele, porque tá difícil assistir jogo do Guarani ultimamente. O pessoal vai ver a gravação depois. Eu tô enrolado, mas tava um barulho gigantesco, tudo tensão. Nós estávamos nervosos, todo mundo querendo que desse tudo certo, tudo acontecendo, exigindo muito, não respeitando o tempo, espaço e nada, e tudo deu certo. Foi um dia legal, muito. Que que você achou desse dia? Que que você achou desse dia? Incrível, maravilhoso, intenso. Mas não era um dia preparado para autistas? Era nem um pouco. E tá tudo bem. Os autistas também, os autistas também tem que aprender que nem sempre tudo vai dar do jeito que eles querem. O Gui, gente, para vocês entenderem, quando eu conheci o Gui, eu fiz uma live com a Bia há um ano atrás, exatamente, lá na barbearia Estação Campinas, um parceiro nosso. Eles têm o Felipe lá, que é um barbeiro especialista em atendimento para autistas, fazer um trabalho muito legal. O Gui tinha uma sensibilidade, né, Gui, com o cabelo que não gostava de cortar, tocar e tudo mais, né? era cabelo comprido e que gerou muitos problemas para ele por muito tempo, né? De anos inteiros, dois anos inteiros de bullying, de bullying na escola dos amigos, os colegas, na família de tio sem graça, né? Que do tio do pavê, né? Que vem, quer passar a mão, que quer falar, o porque que não corta o cabelo, sempre tem, né? E nós fomos contar essa história, porque o Gu tava conseguindo cortar o cabelo lá com o Felipe. E naquele dia o Gui, eu chamei ele para participar do podcast que nós estávamos, eu e a Bia batendo papo, não foi de jeito nenhum, não me conhecia, né? Não. 15 dias atrás, mais ou menos 15 dias atrás, nós fizemos o segundo. Dia 20, dia 2. Dia 2 de abril, ó, eu já, nossa, já passou mais. Dia 2 de abril. o dia de luta pela conscientização do autismo, né? Nós fizemos novamente o podcast lá na barbearia e aí trouxemos uma outra mãe e fizemos um bate-papo com café da manhã e o Gui tava lá também. No final do podcast eu chamei o Gui para participar. Ele veio, participou e contou. Algo Gui mudou nesse período? Óbvio que mudou porque todos mudamos. Mas o que que fez o Gui tá mais próximo? A confiança em você. Você mostrou ser uma pessoa confiante. Você conquistou a minha confiança. Você me quebra. Era para eu falar, não sei. Você me quebra. A gente cria vínculos. Eu acho que eu não contei para vocês do Pod Cativar quando eu comecei lá. O nome era Podcast, mas o cativar era do Pequeno Príncipe mesmo, de criar laços, de mostrar o quanto somos importantes uns para os outros. da uma conversa do príncipe com a raposa. Hoje o pode é de poder, a gente pode sim fazer. E o criar vínculos é isso, permanecer nos ambientes, respeitando o tempo de cada um, ajudando com as ferramentas que a gente puder ajudar, às vezes não atrapalhar também uma boa ajuda, mas isso é criar vínculo e aí você percebe que as relações mudam, porque todos nós precisamos uns dos outros. Ela fala: "Ah, eu não preciso de ninguém, não. Sou sozinho nesse mundo." Você precisa de dois para existir. Você precisou de uma equipe médica, mas nem que você foi parido no meio do mato, você precisou de alguém para te ajudar, porque senão você ia morrer ali. Você vai precisar de gente, a vida todinha. Precisou de gente para construir hospital, para você se tratar, para você estudar, de gente para construir isso aqui, para você trabalhar. Você vai precisar de gente quando morrer para te preparar o corpo. E a gente costuma dizer, isso é piada interna dos homens, né? Mas todo homem fala, né? A gente precisa ter quatro amigos na vida, pelo menos, né? Cada um para cada do caixão, né? Mulher não fala tanto, mas os homens fala isso, né? Pelo menos é antigamente tem seis. É, hoje já já ajuda, né? Fica mais leve. Mas tá fininho, pô. Você não vai ter problema. Eu eu seão ali nós vamos ter que, né, Cezão, nós estamos passando da da idade já. É, então nós vamos precisar arrumar bastante amigo, né, para carregar, que senão nós estamos enrolado. É sobre isso, gente. Todos precisamos de pessoas ao nosso redor e a gente precisa respeitar o tempo dessas pessoas porque não é igual o nosso. Obrigado, viu, Gu? Eu queria passar rapidinho aqui para vocês algumas coisinhas sobre comportamentos e falas que promovem capacitismo. E não pra parte prática exata do dia a dia. Sei que vocês nunca fizeram isso, tá? Vocês nunca se comportaram dessa maneira, mas é só pra gente deixar registrado, porque tá gravando, né, Dani? Então precisa deixar registrado, né? Mas se fizer também não tem problema, não. Precisa ficar envergonhado não, tá? Que é o momento pra gente saber o por não fazer. A gente tem o hábito de olhar paraa pessoa com deficiência e de imaginar que ela tá pedindo caridade sempre, que ela precisa de caridade a todo momento. E não, às vezes ela só precisa de uma informação. A gente olha pra pessoa com deficiência e imagina que ela é um ser de outro planeta quando ela entra no ambiente, quando ela executa algo. Então, misericórdia. Vocês nunca ficaram tensos quando, principalmente quem trabalha com público, quando chega uma pessoa com deficiência, fala: "Ai, meu Deus, e agora? O que que eu faço? Para onde que eu vou?" "Ai, meu Deus do céu, né? Eu fico abaixado, fico de pé, eu faço mímica, o que que eu faço?" Bate um desespero na gente. A gente não pergunta pro outro: "Como eu posso te ajudar?" Lembra a parte da comunicação? E aí a gente começa a ver quando ela executa que ela é um superherói, que ela e não sabia que ela era capaz para executar essa tarefa. Nossa, que incrível. Parece um milagre. Meu Deus, que superação, gente. Infelizmente é superação porque a sociedade exclui, a sociedade cria barreira, a sociedade não permite participação. Então, realmente é uma superação. Mas não deveria ser assim. Deveria ser algo natural, um ambiente que acolhe a todos. Ou a gente infantiliza, né? Eu tenho uma história lá do Stars. Essa foi o o Chico me chamou, me puxou a orelha um dia. Por quê? A gente, por hábito, a gente além de infantilizar, a gente, eu chamo eles de crianças, minhas crianças chamava, né? Faz tempo que eu não falo, vou falar aqui pela licença poética, tá? as nossas crianças do Stars. Aí um dia o Chico, que era nosso treinador à época, ele é educador físico da PAI, ele fal chegou assim: "Ô, Rodrigo, deixa eu dar um toque no você, chama de criança, não, porque o Luiz, que é o nosso capitão do 21, ele tem a sua idade e toda vez quando, tanto é que a gente faz festa de dia das crianças, se fizer que a gente tava combinando, vai ser a festa, mas os adultos do atletas adultos vão fazer a festa pros atletas criança." Eu falei, faz sentido. Eu tô infantilizando ele. Ele não é uma criança, tem 43 anos. E aí, será que a gente não tá infantilizando também, colocando a pessoa com deficiência numa redoma de cuidado, de proteção? Pera aí. Deixa acontecer. Se não tiver colocando a vida em risco, deixa acontecer, deixa errar. Qual o problema de errar? Ninguém aqui nunca errou. Eu nunca fez uma tarefa que precisou ser refeita. Desculpa aí, hein? Ou eu sempre vou dar a oportunidade, mas eu coloco a pessoa com deficiência naquela situação de que, ah, eu já tô deixando você vir em trabalhar aqui, mas trabalha aí no atendimento no balcãozinho ou trabalhar na guarita. É sempre assim. Casos graves, empresas colocam pessoas com deficiência geralmente para cumprir cota, coloca para ver planta o dia inteiro. Isso acontece, tá gente? Ou paga para ficar em casa, isso também acontece. Isso não é clusão. Calc cento só e ou eu escolho, né? Eu faço a seleção do do meu PCD favorito. Eu pego o surdo para trabalhar na prensa, porque daí já não vai ter mais perda. Eu pego o autista nível um de suporte com altas habilidades para trabalhar na área de TI, que precisa de foco hiperfoco e execução. Eu pego a pessoa com síndrome de D e vou colocar na recepção porque fica na cara da empresa, fica bonitinho ali, né? Sou uma empresa inclusiva. Mas essa é a habilidade dela. Essa é a habilidade dessa pessoa ou eu tô definindo aonde ela vai ficar. Eu não posso ser o dono, não posso ser o chefe da empresa só porque eu tô numa cadeira de roda. E aí eu não posso ser um gestor aqui da prefeitura porque eu estou no espectro autista ou porque eu não tenho visão? O Edinho que tá na biblioteca municipal, servidor público, ele é cego, ele tá na biblioteca, faz trabalhos fantásticos. Quando precisar de impressão em Brail, é só levar as folhas para ele, porque a prefeitura não tem dinheiro, então não tem folha, né? Mas tem que daí leva as folhas para ele, ele faz. Um cara fantástico, autônomo, produz, ah, falta visão, tá? Mas sobra um monte de coisa para ele que eu não tenho. Por que que a gente fica só delimitando o outro? E aí tem aquelas frases que a gente sempre fala, né? Fala, mas foi sem querer. Mas foi, foi sem querer, mas foi. Você parece, você não parece ter uma deficiência, você é tão normal. Pessoa que tá no espectro autista geralmente ouve isso demais. Lembra quando eu falei das deficiências ocultas? Isso acontece muito. E aí aqui eu queria fazer um parênteses com vocês sobre o que é normal. Sabe aquela mãe do mercado antes de ir embora, ela fez uma frase que eu nunca gostaria de ter ouvido, juro para vocês. Mas aí eu sei que eu eu confio no meu mentor e ele me guiou para dar uma resposta adequada. Ela falou assim: "Rodrigo, um dia meu filho vai ser normal?" Gente, vindo isso de uma mãe, dói muito, porque sabendo da história de tantos, tantas violações e o anseio, né, daquele sonho do bebê Johnson que todo mundo prega e que não veio, mas será que um dia ele vai ser normal? Eu falei para ela a seguinte resposta. Eu falei: "O que que a senhora julga ser normal? Porque hoje a nossa sociedade, você tem filhos que não respeitam os pais, jovens que usam drogas, matam, roubam, adultos que são eh eh que se envolvem com corrupção, que são desleais nas relações profissionais, pessoas que são trapaceiras, assassinos, líderes religiosos das mais diferentes frentes, toda hora envolvido em alguma coisa errada. Esse é o nosso normal de sociedade tá virando normal. A senhora espera isso dele? Eu falei que não. Eu espero que seu filho seja extraordinário e que ele consiga replicar todo o amor e carinho que a senhora tem dado por ele. Ela me deu um sorriso, me abraçou e foi embora. Foi a melhor resposta que eu podia ter, porque aquela mãe não sorri mais. o quanto os músculos da face dela precisaram trabalhar para ela conseguir sorrir. E esse sorriso tá marcado na minha memória até hoje. A gente tem a capacidade de fazer o outro sorrir, de dar pertencimento, de permitir que o espaço seja dele, mas o que eu faço? Eu faço outro chorar. Eu mostro que ele não é capaz de estar ali. Dar uma de João sem braço. Quem fala que uma pessoa biampada ela não, ela se exime de culpa? E a gente usa esse tipo de frase para falar quando a pessoa tá se eximindo de culpa. Ah, não, não fui eu que fiz. Ah, você tá dando uma de on sem braço. Mas por que a pessoa que não tem os membros eh superiores, ela nunca assume responsabilidades? São frases pá, mas isso é tonto. É porque você não tá na situação. O dia que você tiver do outro lado, aí você vai ver que não é tão assim. Não temos pernas para isso. É mais normal no meio corporativo, né? Quando a gente não tem equipe suficiente, a gente fala: "Não temos pernas para isso, tá? A pessoa que tá na cadeira de roda não pode participar, ela não tem capacidade de executar uma tarefa ou participar de um projeto. É isso que eu tô dizendo. Estou mais perdido que segiroteio. Olha, gente, vou falar uma coisa para vocês. Se entrar alguém dando tiro dessa porta aqui, eu tenho certeza que o dito vai correr para cá e a gente é capaz de correr errado, correr para cima do tiro, que a gente vai confiar na visão e nessa hora você precisa da audição. Então assim, não faz sentido nenhum. Óbvio que se tiver saindo dos dois lados ou como eu falei no início, caixas de som e vai ficar perdido igual a gente, como todo mundo vai ficar perdido. Isso é natural, tá? Nem sempre a visão. A gente tava conversando aqui de um caso que aconteceu ontem na na no centro da cidade, né? uma pessoa que assim tomou a decisão errada, ela era cega, não, ela foi e acabou sofrendo, né, uma agressão. Então, a visão ela também engana a gente. O você está surdo, geralmente as mulheres não ouvem isso. Vocês falam com a gente, né? Quando a gente não responde os homens, a mulher fala: "Tá surdo, não tá vendo o que eu tô falando?" É, mas isso aí também não se faz, tá, gente? Você está surdo também é uma forma de capacitismo. Eu tô relacionando aqui não dar atenção, não respeitar ou não participar por uma decisão minha tá me qualificando igual uma pessoa surda. A pessoa surda, ela vai participar da mesma forma, usando Libras ou outras formas de comunicação que ela desejar, tá? O esse aqui me pega muito. A gente costuma usar bastante, né? Principalmente quando a gente tá muito nervoso. Até esses dias eu vi uma pessoa, eu ia postar o conteúdo dela e eu parei no no final porque ela usou essa esse terma terminologia Deixa eu ver aqui se eu consigo melhorar aqui. A gente entra rapidinho na questão eh que vocês falam que a gente fala muito, a virou moda ser autista. Gente, até 20 anos, até 20 mais ou menos, né? Suzi eh, até 20 anos atrás, mais ou menos, você fala assim: "Ah, não tinha a gente na nossa época de escola, quem tá nos 30, 40 aí, aí não tinha autista na minha classe". Mas tinha aquela pessoa que tinha uma deficiência, uma dificuldade de aprendizado, tinha aquela pessoa que não se comunicava bem, tinha aquela pessoa, aquele amiguinho que não saía de casa. E aí, muitas vezes tratado como retardo, retardo mental. O o SID 10 ainda no F70 ainda põe retardo mental leve. No CID 11 que já tá entrando em vigor, graças a Deus sumiu a nomenclatura também, tá? Então é uma nomenclatura oficial, inclusive retardo mental leve. E a gente usa isso de conotação sempre para alguma pessoa que não tá cumprindo algo que a gente pediu, porque a gente julga que ela fez algo muito fora da curva. Então fala: "Você é retardado". Mas isso tá ligado diretamente à deficiência intelectual. E a deficiência intelectual, ela pode estar associada ao autismo, pode estar associada à síndrome de Dal e outros transtornos. E desculpa, nenhum deles se não é pela condição que tem comportamentos ruins. O ser humano é ruim por si só, tá? Então, por favor, não usem. E você fala: "Você não usa?" Usei muito. Hoje eu me policio bastante, principalmente no trânsito, porque quem já andou de carro comigo sabe que eu sou meio estressado para andar no carro. no carro. Eu não brigo com os outros para fora, mas comigo, quem tá do meu lado sofre. A Jaque fica doida comigo, né? Porque quem ficar do lado eu fico reclamando direto, né? Vai fazer o quê? Pelo menos arruma briga na rua, Souzi? Tem, tem que externar também, né? que senão eu não aguento. Pessoas com deficiência são uma inspiração para nós. Como já falamos, se ela tiver tendo que se superar muito para chegar no mesmo lugar que você, não é que ela é, ela é melhor, obviamente, porque ela tá tendo que fazer muito mais, né? Mas é porque o ambiente não tá criando o as condições corretas, certo? Então não tem nada de inspiração não. E aí aqui para encerrar eu precisava só de uma folha sulfite em branco. Esqueci de pedir no começo. Ainda bem que tem um impressor aqui do lado. Se não tiver, lascou. Ufa. Estamos salvos. Tem uma. Obrigado. Vou só vou pegar um aqui para Ô Du, vem cá, Du. Dá uma força aqui. Eu falei bastante dos outros aí, tirando a história do começo do projeto, mas eu queria contar um pouquinho para vocês de algo da minha história. Você vai me ajudar segurando o microfone para mim, beleza? Eh, porque a vida, os mais antigos aqui, né, vão saber Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresa. É quase isso, tá? Mas eu preciso contar para vocês um pouquinho da minha história. Tô nessa jornada agora há quase 5 anos. E o que que aconteceu quando eu vim? Eu não sabia para onde eu estava indo e foi exatamente como se tudo tivesse se acabando para mim, porque no primeiro momento a gente não entende a deência. A mudança ela assusta, ela deixa a gente preocupado, mal, bravo, se achando menosprezado. E e sinceramente foi isso que aconteceu. Só que a jornada agora preciso da sua ajuda, Du, segura aí para mim. Chegou aqui em cima aqui. Beleza. Beleza. Então tá bom. Só que a jornada tem que ficar mais perto aqui, segura firme aí, cara. Oxe, tá fraco. Ou você fazer mais exercício de flexão lá. Sou. Não sou não. Vamos lá. O que que aconteceu nessa jornada? Eu fui descobrindo, me reinventando, me desdobrando, mas ainda era uma folha em branco. E gente, eh, a gente tem um um hábito muito legal na vida, né? a gente se deixa levar pelo ego. E aí a gente começa a, quando as coisas começam a acontecer e na nossa cabeça dá certo, a gente meio que vai ver pondo o nariz para cima e se torna uma seta, né? Porque eu quero chegar no topo, eu quero estar no alto sempre. E foi isso que foi acontecendo. A vida foi se desdobrando, as coisas foram acontecendo, dando eh consistência, como vocês viram no nos projetos, as atividades foram dando certo. A gente vai, o ego vai inflando, né? o balãozinho vai crescendo e a gente começa a imaginar que o céu é o limite e que agora eu posso fazer o que eu quiser. Aí teve um um dia, ou melhor dizendo, uma noite, eu estava saindo de uma reunião e tinha uma segunda reunião que seria no dia seguinte e eu resolvi fazer um caminho diferente do que eu fazia. tava aqui na região. Inclusive eu geralmente eu precisava Segura aí do segura firme aí. Pode segurar. Eu precisava ir pra região ali de Sumaré e eu peguei a moto e ao invés de ir pela rodovia, que eu sempre pego ali aqui da Ban Presmaia, vou pra rodovia, eu resolvi ir por dentro. Na Kidaban, eu virei, eu vou para cá hoje à noite de moto, a gente não passa no centro, né? Evita, né? E naquele dia eu começ pensamento acelerado, ego inflado, tô fazendo algo importante, a vida tá melhorando, nossa senhora, ninguém me para mais. Isso é natural do ser humano, né? A mente estava muito acelerada e o meu minha mão também, para ser sincero para vocês, eu estava voando literalmente tanto com a moto quanto com o pensamento. Não vou falar para vocês assim, voando irresponsavelmente. Óbvio que eu tava acima de uma velocidade seria mais adequada, mas aquela noite a gente vai passando o semáforo, vai indo e tal, mas o pensamento tava em voo, tava com o pensamento em voo em tudo lá na frente do que acontecer, para onde nós estávamos indo. E Deus, gente, ele continua fazendo a deência acontecer na nossa vida. No meio lá da Avenida Brasil à noite, eu subindo um pouco mais rápido do que devia, uma pessoa na minha frente resolveu virar sem me avisar, não deu certa. E numa noite, numa segunda-feira de maio, eu bati com a moto no meio, no meio do carro. Pode deixar. Obrigado. Fica aqui, fica aqui. Não vai embora não. Eu acertei o meio do carro com a moto, voei por cima do carro. Eh, foi um momento muito difícil porque dá aquele primeiro clarão e você acorda no chão e tenta levantar e não consegue porque as costas, já tinha batido muito forte as costas no chão e a primeira coisa que vem na mente é deu ruim. A gente trabalha com pessoa com deficiência. Falei agora. Aí para não atrapalhar muito o processo, voltei pra posição, tentei mexer os pés, tava mexendo, falei: "Bom, então vou ficar quietinho para não estragar nada, né?" Bravo para caramba, porque tudo tava parando, meu mundo tava indo para baixo novamente. Primeiro pensamento que vem, pô Deus, por que comigo? Tô tentando fazer coisa boa? E parei, parei, fiquei quieto, falei: "Não tenho direito de falar isso, eu tô aqui ainda." Gente, aconteceram duas situações nessa noite. A primeira é que eu fui pro pra UPA lá do padre Anchieta, não conseguia me mexer. Gente, tem buraco nessa cidade, hein? Ave Maria. O asfalto não é o tapete que a gente imagina não. Quando você tá numa prancha do resgate, você identifica quanto dói cada cada lombadinha e parece que eles vão com uma vontade danada quando tá carregando a gente, né? Nada contro pessoal, pelo amor de Deus, me ajudaram para caramba naquele dia. Mas que doeu, doeu. E quando eu cheguei no hospital, eu tava com a mão muito inchada lá na UPA, mão muito inchada e tal, né? No mínimo quebrei a mão, trinquei bacia, quebrou alguma coisa, tá tudo lascado. Fiz todos os exames, os procedimentos. O médico veio e falou para mim: "Olha, pode ir embora para casa, está liberado". Falei, mas preciso gessar a mão aqui, né? Tem que fazer um repouso. Falou: "Não, você não tá com a mão quebrada." Falei: "Não, mas doutor, dá uma olhada aqui o tamanho que tá". Ele falou: "Não, eu amassei o carro. Você vê o carro, ficou tudo amassado na porrada. Meu histórico de atleta que não tenho me salvou". Aí falou: "Não, você não tem nenhum osso trincado, pode ir embora. Só dali já era, né, total. Mas isso não foi o mais importante. Apareceu uma pessoa naquela noite, uma motogar, que organizou tudo ali, o que tava acontecendo e tal, e ela chegou para mim e falou assim: "Viu, meu amigo, desacelera". Gente, isso bateu tão forte em mim que até hoje eu lembro dela. Eu e eu só sei que ela existe porque a Jaque também viu quando ela chegou lá, a menina. A gente só errou de não pegar o contato dela. Eu não tava em condições, né? Mas alguém podia ter pego, né? Eu não pegaram. Mas foi tão tão forte o que ela me disse que eu na hora até pensei, falou: "Você conhece minha vida, filho?" Porque assim, quantas vezes a gente tá mais acelerado do que a gente deve? Quantas vezes a gente deixa de viver o aqui e o agora? Quantas vezes a gente deixa de ter um momento de um abraço, de um cuidado, de um carinho, de dizer um bom dia, de participar? Quantas vezes a gente a gente deixa para est acelerado no que vai acontecer daqui a pouco? Quantas vezes a gente deixa de viver? E naquele momento ela tava me lembrando que eu tinha mais uma chance de vida, mas desacelera. Hoje, cada vez que o balão começa a inflar, eu continuo lembrando dela do desacelera, tento controlar, né? Porque assim, naquela noite ela me fez lembrar de quem realmente eu precisava tá olhando, para quem eu precisava estar olhando, que a gente costuma esquecer quando as coisas estão certas, quando elas dão certo, quando a vida funciona, mas ele sempre teve ali. Seja na hora que você foi amassado, seja na hora que você foi esquecido, excluído, ele sempre teve ali e ele vai continuar ali. A gente que esquece, a gente que não vive, a gente que deixa para lá. Fico pensando no que vai ser daqui a pouco, no que vai ser de mim quando eu conquistar o emprego, quando eu conquistar a promoção, quando eu entregar aquele trabalho. Mas eu sinto dizer, vai chegar uma hora que você não vai conquistar algo, que não vai dar tempo e tá tudo bem. Por isso a gente precisa viver hoje, né, Dani? Tem hora que a gente não vai ter como colocar as pessoas que amamos na caixinha que a gente imagina e vai tá tudo bem porque vai, ela chegou no limite dela. Não adianta pôr mais uma terapia, não adianta pôr mais um exercício, pôr mais uma atividade, porque ela já chegou no limite e tá tudo bem, Suz. O que a gente precisa entender é respeitar que todos temos nossos limites e temos direitos de estar aqui. Temos obrigação de fazer com que as outras pessoas queiram estar aqui na nossa presença. O mundo fica mais leve, gente. Porque no final da história, quando você tá vendo sua vida passar rápido, naqueles naquela fração de segundo que é isso que acontece quando você percebe que talvez você não vai continuar por aqui, quando tudo isso acontece, você passa a dar valor na coisa certa. Esses dias eu vi um videozinho de um menino que tava sendo perseguido, um Uber perseguido, assaltando, tentando parar ele, dando tiro contra o carro dele. E ele começa a gravar uma mensagem e ele grava a mensagem falando o quanto amava a esposa e os filhos. Quando você tá em perigo, quando a coisa tá difícil, você não vai lembrar do seu carro, da sua casa, do seu trabalho, do seu cargo, de quem você é. Você não vai lembrar de nada disso quando você tiver ali no finalzinho da jornada. A única coisa que você vai ser capaz de lembrar é o quão importante você foi para as pessoas que estiveram ao seu redor. E que tenha sido muito importante, porque você tem capacidade de fazer isso. Só precisa acreditar. Acreditar primeiro que nós temos a luz que nos guia sempre. acreditar que só existe um caminho. E aqui, novamente, não falo sobre religião, eu falo sobre a gente praticar o amor de fato como ele foi descrito. O amor que respeita, acolhe, compartilha, colabora o amor que de fato vive, tá certo? Essa era a mensagem que eu queria deixar com vocês, uma mensagem de reflexão, que não tenham certezas absolutas, mas reflitam. sobre os seus próprios comportamentos, porque você só consegue mudar o mundo se você se mudar primeiro para depois conseguir mudar o mundo de alguém. Um passo de cada vez, um passo, um golpe. Moita ensina isso pra gente também, tá certo? Gente, vou deixar aqui meus contatos. Quem quiser escanear, fica à vontade. Muito obrigado. Que Deus abençoe a todos vocês e estamos junto. Contem comigo sempre. Obrigado. Obrigado. E aproveitar aqui a eh não, só pedir para isso, gente. Depois eh eh eu vou abrir aqui um minutinho. Podemos abrir uns 5co minutinhos só. Eu sei que estouri o tempo, mas quem quiser fazer alguma fala, alguma coisa, tá tá disponível. Eh, quem eh quem puder escanear esse Qcode, ele manda para uma pesquisinha rápida de um minutinho sobre a palestra pra gente continuar desenvolvendo conteúdo que possa colaborar aí com todos, tá bom? Boa noite. Eh, boa, é, boa, bom dia. Ainda eu estou ontem ainda. Boa noite, bom dia para todos. Eh, eu quero agradecer aqui pela oportunidade de estar aqui. Seu nome é muito lindo, maravilhoso, Rodrigo. E eu também chamo Rodrigo, Rodrigo Israel. E eu quero agradecer pela essa oportunidade, por essa palestra maravilhosa e eu e você como um coordenador da acessibilidade, eu quero dirigir essas palavras eh para o senhor e também eu esperava que tivesse alguns vereadores aqui, mas eu acredito que você pode interceder por nós a esse respeito. Então eu quero aqui fazer algumas descrições pela questão da acessibilidade. Eu sou Rodrigo Israel. Sou uma pessoa negra de 52 anos, cabelos grisalhos eh número dois. Eh, e sou também PCD que eu fui eh passei eh fui atropelado por um ônibus, quebrei o meu férma com fratura exposta e diminuiu aqui e o minha meu fêmor e também tive uma lesão no meu joelho esquerdo e tive que tirar o minisco. E hoje eu sou casado com a Josiane e ela está grávida de 5 meses e temos uma filha de 2 anos e 5 meses. Eu sou advogado, sou especialista hoje na parte de aposentadoria. Eh, o caminho me trouxe até a isso, né, o INSS, pela questão da minha situação e hoje eu entendo as dores dessas pessoas. E eu sou também um pedagogo, educador social que hoje represento a Arroeira Project, que é uma associação, é um projeto social que promove o desenvolvimento social e a erradicação da pobreza através da musicalização infantil em creches, ONGs, escolas e nos lugares que me dão acesso. E assim eu vou junto com alguns amigos que participam desse trabalho voluntariamente. E o que que acontece hoje? O Dr. Rodrigo, ele falou de uma frase eh, então tá bom. Então, Rodrigo, ele falou de uma coisa aqui, é convidar as pessoas para dançar sendo ela perceder é interessante, mas tem que ser um pouco mais além. é convidá-las também e dar acesso para que elas possam fazer parte dessa dança. Então, o que que eu tenho visto diante todas essas situações é que eu tenho ido em algumas igrejas, tenho ido, por exemplo, em alguns órgãos públicos que ela acaba tendo essa viés que a pessoa tem um acesso para estar ali eh assistindo, mas não participando. E quero agradecer aqui que hoje aqui nós já temos aqui na Câmara aqui uma plataforma que dá acesso essa acessibilidade. Mas isso, por exemplo, ela tente que ontem mesmo eu estive lá no teatro do centro de centro de convivência e eu ali estive participando com o pessoal da orquestra e eu vi que há teve dificuldade, por exemplo, para pessoas que têm eh dificuldade na mobilidade de estar na plataforma. Então, as pessoas têm acesso para acessar e assistir aquela apresentação, mas ela não tem essa facilidade para acessar a plataforma e até mesmo fazer uma apresentação. Isso eu tenho visto de forma geral, tanto nos órgãos públicos, em todos os lugares que tem uma plataforma que dá o poder de uma apresentação, o poder de uma fala, como também nas nossas igrejas que nós falamos que são inclusivas. Então eu quero colocar isso daqui porque a lei da LBI, né, da 13.146 de 2000 e 2025, ela fala dessa questão que é para fazer o quê? trazer a igualdade e a inclusão. E essa inclusão, ela tem que ser assim de uma forma plena, para que todos possam gozar desse direito de cidadania. Então, eu agradeço a todos. Muito obrigado pela fala. Obrigada pela explanação. E realmente, como eu falei, as barreiras arquitetônicas ainda têm que ser trabalhadas. Nós temos muitos espaços e a ideia desse encontro é isso mesmo, olhar pros espaços de uma forma diferente, né? Pra gente começar a questionar. Temos que questionar, né? Tem muita coisa para mudar ainda. Mais alguém gostaria de fazer alguma uma fala? Fique à vontade, tá, gente? Dani, pode deixar, pode deixar. Ah, ficar de pé, Dani, para todo mundo te ver, tá? Obrigada. Obrigada, Rodrigo. Eh, eu acho que você traz uma vivência e faz muita diferença a gente ouvir de pessoas que conseguem minimamente calçar esse sapato e andar junto, né? Eh, essa experiência agrega muito conhecimento. E eu quero falar como servidora da Câmara mesmo, né? Eh, quando a gente conversou sobre a importância de abrir a Elecamp, eh, os servidores aqui sabem que a gente tem trazido essa temática em outros momentos, né? e você veio somar isso. E também aqui nessa casa de leis é um assunto que eu tenho acompanhado muito na atuação de vereadores e de reuniões de comissão. É, mas eu acho que o que fica, de tudo que você falou e que eu gostaria muito de enfatizar, em especial pros servidores dessa casa, é que quando a gente olha pra pessoa com deficiência, a gente vê um arcaboço legal, né, de respaldo de ações, de garantia de direitos, o que a gente não vê é acesso real a esses serviços que estão garantidos em lei, né? eh como mãe que vivencia a situação da deficiência. E aqui eu tenho muitas mães que vão somar essas vozes, né, com com essa fala. Eh, a gente vê, e eu vou fazer aqui uma comparação, né, desde muito cedo a gente começa a brigar por uma inclusão escolar, por exemplo, vou dar um exemplo da escola. E quando a gente olha todo o cenário da escola, a gente vê que a escola é um ambiente que não pensa fisicamente, né, na pessoa com deficiência e e nos recursos, nos suportes. Então, muita coisa que é garantido na lei não acontece de fato, porque a gente não tem suporte real, né? E a gente briga eh a vida inteira da na escola dos nossos filhos, né, pela educação de qualidade, pela adaptação de espaços de conteúdo, recursos humanos, enfim. Eh, e a gente esquece que essa criança que a gente brigou a vida inteira, ela cresce, né, e aí ela vai estar no mercado de trabalho e o cenário não muda. É o mesmo da escola. E é aqui que eu quero falar pros servidores da Câmara, né? Que bom que as pessoas neurodivergentes, que bom que as pessoas com deficiência estão chegando nesse lugar como servidores públicos, porque são eles que vão mudar a nossa visão para que mude a realidade do serviço público, do ambiente, do atendimento à pessoa com deficiência. Porque eh esse mesmo cenário que a gente vê na escola, que faltam os recursos, que faltam as adaptações, nas instituições públicas e privadas, a realidade é a mesma. E a gente só vai mudar o nosso olhar quando a gente ouvir essas pessoas, ouvir a realidade, ouvir e entender, né? Eh, compreender essa essa vivência, porque eh não dá mais para ignorar quando a gente olha os números, né? Quando você falar eh autismo agora tá na moda, que a gente ouve muito isso, é uma realidade que eles estão chegando. Que bom que eles estão chegando, que bom que estão eh que os diagnósticos sérios estão acontecendo, né? e as pessoas estão entendendo muita coisa que eh não entendiam antes. Eh, diagnóstico sempre vai ser eh ponto de partida, não de chegada. E que bom que que isso está acontecendo. Eh, mas eu vejo assim que nós estamos num momento que quando você olha lá no censo, 2 milhões, quase 25 milhões e de autistas no Brasil, eh, diante de uma população de 14.000 14 milhões de deficientes no Brasil, não é tão minoria assim, né? A gente só vai olhar como minoria se a gente comparar o tanto de brasileiro que a gente tem. Mas 14 milhões de pessoas são 14 milhões de pessoas e eles estão em todos os lugares. Então hoje quando você olha também para um número que se for real de cada 31 nascimentos, um vai ser autista, eh daqui a pouquinho a gente tá igualando ou virando esse jogo, né? E vai chegar um momento que a gente não vai não não ninguém mais vai ter falta de conhecimento, né? Informação a gente tem. Então assim, impossível nesse cenário você não conhecer um vizinho, você não ter um colega de trabalho, você não ter o amiguinho do seu filho, você não tem na sua família. Então, não é mais momento, Rodrigo, e falo como instituição pública, não é mais momento de negar, não é mais momento de ignorar a presença dessas pessoas, é momento de compreender, aprender com eles e mudar o meu olhar como servidora pública. Quando eu mudar o meu olhar, eu mudo a minha instituição. Então, acho que a Câmara Municipal está precisa estar nesse caminho. Acho que o objetivo de trazer pessoas que convivem com isso e trabalham com isso é mostrar esse lado para que as pessoas consigam minimamente entender, parar de julgar, parar de de não se envolver, né? De porque a a eh essas pessoas existem, elas estão conosco e que bom que chegam no mercado de trabalho, porque a maioria não chega, né? com essa escolaridade precária que a gente vive brigando, não chegam no mercado de trabalho. Que bom que a gente tem neurodivergentes aqui, que bom que a gente tem autistas aqui e a gente precisa aprender com eles e entender como a gente pode ser uma instituição melhor. Com certeza, né? Só para Olá, como a gente ainda não almoçou, então continua bom dia, né? que boa tarde. Depois que a gente almoça, eu sou Adriana do Instituto OPDO. Eu sou mãe atípica de uma pré-adolescente de 14 anos com perda auditiva e também sou psicóloga da área de RH. Eh, o que eu tenho para dizer é que a gente precisa falar mais desse assunto de forma mais natural para que a sociedade comece a pensar, né, de uma forma diferente. Eu tenho várias ideias sobre isso, veio refletindo eh nos últimos anos e assim, ninguém fala de deficiência eh na gestação para as mães. Prepara-se as mães para tanta coisa, é pro refluxo, é para isso, né? A gente se lê tanto na nessa nesse período e ninguém fala sobre isso, né? E de que se vai acontecer seu filho, ninguém sonha, né, naquele âmbito, nesse momento de mas vai acontecer, é natural. e ela tá preparada com emocional e ela consegue entender um pouco daquela realidade. E se ela for abençoada com um filho deficiente, ela vai saber lá quanto diagnóstico, quanto mais cedo for você de aceitação, né, e da medicina, mais chance você tem de começar rapidamente todas as terapias necessárias e o seu filho vai poder crescer e ser o que ele quiser depois, né, dentro do mercado de trabalho, de autonomia de acordo com a necessidade dele. E se você não tiver um filho deficiente na sua gestação, mas você vai saber criar o seu filho para ser amigo de um. Isso faz toda a diferença. Hoje eu como mãe típica, eu sei como que é difícil para essas crianças muitas vezes não terem, né? Desculpa, imagina. É, as crianças a gente ensina tanto para eles quanto pequenos, quanto mais cedo, melhor. Eles entenderem como é que funciona o cérebro do meu amiguinho, como é que ele anda, como é que um deficiente visual joga bola. Eles têm essa curiosidade. Vamos mostrar para eles, né? E vão ser crianças que vão conviver com esses deficientes, vão ser amigos deles e quando crescerem e tiverem um colega de trabalho deficiente, vai tá tudo bem. Se eles tiverem um cliente deficiente, vai tá tudo bem, né? porque eles souberam ao longo da infância já naturalizar, já ser um um amigo que ele tinha e vai tratar diferente. Então a gente começa a mudar nossa sociedade começa de pequeno e hoje os adultos estão doentes todos, né? E eu como falando de RH, as empresas têm muita dificuldade às vezes de olhar para isso, né? Então eh a gente tem esse projeto de tentar olhar, né, paraas pessoas com eficiência além do seu CID. né, para colocar exatamente o que o Rodrigo falou, a pessoa certa no lugar certo e poder tirar o melhor deles para que todos fiquem felizes, né? Porque quando eles estão no lugar certo, se sentindo úteis, eles eh contribuem muito mais, né? E são felizes aí na na vida deles, que não é a nossa referência não serve muitas vezes, né, para para eles. A gente entendeu que faz eles felizes, às vezes não é a nossa referência. Isso vale para qualquer filhos, mas os filhos especiais, os filhos atípicos, eles mostram pra gente muito mais. Isso nos ensina de que é eles, né, em primeiro lugar. Tá bom? Então é isso, gente. Obrigada. Pessoal, eu vou precisar encerrar, só vou dar a última que Kelly, né? E a Kelly pediu aqui eh só explicar para vocês. Eh, a ideia da gente, principalmente mostrar a câmera cheia, assim, ter bastante gente aqui, é para incomodar mesmo, sabe? Para mostrar que é um assunto que tem que ser mais debatido, tem que ser mais falado. Não é com essa horinha de palestra do Rodrigo aqui que não sabe nada, que vai resolver o problema. Pelo contrário, é como eu falei no começo, a ideia de trazer essas reflexões para que tudo isso seja levantado e mais questionado, mais observado durante o dia, tá? Eh, eu só queria pedir para vocês depois se a gente, quem quem puder, quem quiser, óbvio, se a gente pudesse fazer uma foto aqui com todo mundo, né, que vocês acham? Pode ser? Ah, você vai chamar, então? Tá bom, só para não ir embora. Ninguém foge, não. Tá bom. Oi, gente, bom dia. Meu nome é Kelly. Hoje aqui eu tô representando a guardinha de Campinas. acho que todo mundo conhece, né? Uma instituição que está há bastante tempo na cidade. A guardinha, ela tem vários serviços, tá? Eh, o mais conhecido é o de jovem aprendiz. Com certeza que todo mundo lembra da guardinha por esse serviço, né? Mas nós também temos o PEI, que é o polo de empregabilidade inclusiva. É uma política pública do estado de São Paulo. Várias instituições aplicam essa política no estado todo. Na região administrativa de Campinas, que é composta por 90 municípios, é a guardinha que aplica essa política pública. Então, eh, empregabilidade inclusiva, nós estamos lá para apoiar. trabalhamos em três frentes, apoiamos o município, as empresas e os candidatos, tá? Eh, esse trabalho é um trabalho desafiador. Eu acho que muito dos desafios que nós temos lá, algumas pessoas trouxeram aqui, que é a questão da escolaridade, porque a gente não tem ainda as instituições preparadas para formar essas pessoas. é um mercado de trabalho que quer oferecer apenas vaga operacionais para essas pessoas. Então, a gente também tem esse trabalho de incentivar as empresas a abrir vagas que saem do do operacional, que vão pra área técnica, pra área estratégica da empresa, né, pra área analítica também. Tivemos a grande felicidade de ontem, de ontem receber seis vagas eh analíticas. E aí isso também traz um desafio para nós, que é buscar esse profissional no mercado, que nós sabemos que existe esse profissional, mas que muitas vezes ele tá sem estímulo porque ele bate na porta das empresas e as empresas não acolhem esse profissional por diversas questões. Então nós estamos lá para fazer o emprego apoiado. Nós acompanhamos desde o início, onde a gente faz uma entrevista inicial com esse com esse candidato, todo momento do processo seletivo, se ele foi eh aprovado no processo seletivo, nós o acompanhamos durante todo o tempo dele na empresa e também apoiamos a empresa nesse processo, né? Por isso que se chama emprego apoiado. O PE está disponível para todos e todas. Nos procurem. Nós precisamos do apoio das entidades e da sociedade. Nós precisamos desses profissionais. Nós estamos lá não para olhar o sid. Nós estamos lá para entender o perfil, identificar o potencial desse candidato e apresentar paraa empresa a potencialidade desse candidato. É isso. Nós não somos um RH, nós somos um emprego apoiado. Nós queremos mostrar para a empresa o potencial que o candidato tem e para o candidato que existe mercado de trabalho que vê o potencial que ele tem. É esse o nosso trabalho lá. Então, nós precisamos da divulgação e do apoio de toda a sociedade civil pra gente fazer esse diálogo, expandir esse trabalho, apresentar esse trabalho para as pessoas, porque essa política pública ela existe e a gente precisa se empoderar dela. É muito importante. Quando a política existe, a gente precisa usar, né? porque foi um desafio conseguir e manter e nós temos. Então o PI está aberto. Amanda Sena, que é a nossa coordenadora, que também faz parte do conselho lá junto com o Rodrigo, está disponível para conversar com todos e qualquer pessoa para falar sobre o projeto e para implantar essa política pública aonde for necessário, tá bom? Obrigada por me ouvir. Acho que é isso, né? Gente, obrigado mais uma vez a todos e a todas. Espero que não tenha sido muito cansativo, que tenha sido uma manhã que levante reflexões. Coloco à disposição de vocês. Projeto pode cativar Sumaré também. A gente já tem iniciado algumas parcerias para lá. A ideia é romper barreiras porque os problemas parecem engraçado. A gente fala assim: "Ah, mas Sumaré, que que Sumaré teve?" Eu tava lá em Sumaré numa entidade conversando, o pessoal lá fala assim: "Olha, muita coisa que a gente não tem aqui, a gente manda para atendimento lá em Campinas". Cão falou, né, seu filho tá no CES aqui. Quer dizer, será que a gente não precisa olhar também ao redor, né, para entender que dá para resolver outros problemas e fazer parcerias e e cada um cuidando, né? Cada um cuida, cuida do outro e a gente vai longe. Então, mais uma vez, muito obrigado pela atenção e comprometimento de cada um de vocês estarem aqui. Espero, Dani, poder voltar outras vezes, né, e e ser tão bem recebido quanto fui dessa vez. em nome do Podcativar, de todos aqui dos projetos, agradecer muito a Elecampa, por esse trabalho, por essa sensibilidade que eu sei vocês enquanto servidores estão estão buscando aí para transformar e ser ser exemplo para Campinas. Obrigado mais uma vez, viu? Em nome da Câmara Municipal de Campinas, agradecemos a presença de todos os participantes e do palestrante Rodrigo Giúge no evento de hoje. Convidamos os presentes para uma foto final. Assim, por gentileza, pedimos que todos venham aqui à frente do plenário, por favor. Quebrei a cerimonia. TV Câmara, Campinas.
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