TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Palestra – Campanha Janeiro Branco: Cuidar da Mente é Reescrever a Vida
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÕES

Palestra – Campanha Janeiro Branco: Cuidar da Mente é Reescrever a Vida

6 views Publicado 29/05/2026 HD · 2:41:28

Descrição do vídeo

Estresse, depressão e ansiedade motivam o ciclo de palestras Cuidar da Mente é Reescrever a Vida, ação da campanha Janeiro Branco promovida pela Escola do Legislativo de Campinas (Elecamp) na Câmara Municipal. O presidente Luís Rossini abre o evento e passa a palavra à jornalista Margarete Bruno dos Santos e aos palestrantes Isabela Brito, Caterine Perz e Daniel Salvador, que tratam de saúde mental e cuidado integral. Também compõem a mesa Nelli Monteiro Castanheira, diretora da Elecamp e presidente da APEL, e Robson Rodrigues, subsecretário de relações institucionais.

Transcrição completa do vídeo

128 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

TV Câmara Campinas. Boa tarde a todos. Sejam bem-vindos à Câmara Municipal de Campinas para o ciclo de palestras Cuidar da Mente é reescrever a vida. Ação educativa relacionada ao janeiro branco voltado à promoção da saúde mental e incentivo a práticas de cuidado integral promovida pela Escola do Legislativo de Campinas, a Elecamp. Convidamos para compor a mesa de abertura, primeiramente, o presidente da Câmara Municipal de Campinas, o vereador Luís Rossini. E convidamos também os nossos palestrantes de hoje, Margarete Bruno dos Santos, Isabela Brito, Caerine e Daniel Salvador. Nós também gostaríamos de relacionar as presenças aqui da Nelli Monteiro Castanheira, diretora da Elecamp e também presidente da APEL, Associação Paulista de Escolas do Legislativo e do Robson Rodrigues, que é subsecretário de relações institucionais daqui da Câmara Municipal de Campinas. Com a palavra para boas-vindas o presidente, vereador Luís Rossini. Boa tarde. Boa tarde. Com energia assim, vamos responder para criar uma energia positiva, uma vibração boa. Vamos ou não? Boa tarde. Boa tarde. Como é que vocês estão indo de 2026? Espero que todos tenham recarregado as baterias, renovado as energias, né? programado mais um ano que eu tenho certeza que vai ser fantástico. Depende de nós. Nós temos um ano inteirinho pra gente fazer dele o que a gente quiser e puder, né? Certamente pedindo as proteção, proteção de Deus, né? Mas quero primeiro cumprimentar a Elecamp na figura da Nelli, a nossa diretora, por essa iniciativa. Nós estamos retomando os trabalhos, as atividades da Câmara e também da ELECAMP, da escola. E o mês janeiro branco não podia passar em branco. Eu acho que é o mês importante, né, para voltar à atenção paraa promoção da saúde mental. Esse é um aspecto que às vezes o nosso dia a dia a gente não se dá conta, né? Mas hoje talvez as doenças mentais sejam uma das maiores preocupações da sociedade, estress, depressão, ansiedade. Meu Deus. Então, a gente refletir sobre isso e como a gente cuidar da nossa saúde mental, eu acho que é fundamental. Portanto, eu já quero agradecer aqui à disposição eh das dos nossos palestrantes, a jornalista Margarete Bruno dos Santos, a Dra. Isabela Brito, a Dra. Caterine Perz e o Dr. Daniel Salvador, que vão desenvolver essa reflexão com a gente. Eh, um dos objetivos da ILECAMP, além de cuidar da capacitação permanente da qualificação dos servidores da casa e o que tem feito a Câmara de Campinas hoje ser uma referência e conquistado prêmios graças à competência técnica da nossa equipe, tanto dos servidores de carreira também, quanto os comissionados. Mas é também promover eventos como esse para levar não só pros servidores, mas paraa sociedade. Eu já quero agradecer aqueles que vieram, que não são da Câmara e que vieram participar desse momento. Eh, a discussão, debate e reflexão sobre temas como esse. A missão da Câmara vai para além de simplesmente aprovar leis, acompanhar a execução do orçamento, fiscalizar o executivo. Eu acho que enquanto instituição pública, representando o poder legislativo, a gente tem que também desenvolver outras ações e a gente tem que estar cada vez mais próximo da sociedade. E eventos como esse possibilitam isso, né? Então, por isso, mais uma vez cumprimentando a nossa equipe da Elecamp, todos os servidores da casa dando as boas-vindas nesse início de atividade de 2026 e agradecendo os palestrantes. Esperamos que a gente tenha uma tarde bastante positiva, produtiva, né, de aprendizado. Eu tava comentando aqui, ó, essa coisa de poder da mente é fogo, né? Eles conseguiram fazer até chover aqui dentro. Mas são são coisas que às vezes acontecem. Foi bom acontecer hoje antes da sessão. Imagina se fosse na segunda-feira a gente retomando os trabalhos, né? Mas eu acho que vai dar para isso não vai atrapalhar aqui e nem tirar o brilho desse momento e desse evento. Então, bom trabalho a todos. Obrigado pela presença. Vou lá ficar no cantinho ali assistindo também, tá bom? Obrigado. Um abraço. Nós passamos agora a palavra para saudações iniciais dos nossos palestrantes. Primeiramente a Margarete Bruno dos Santos. Eh, boa tarde a todos. Eh, meu nome é Margarete Bruno, sou jornalista, escritora capelã e é uma honra eh fazer parte deste momento eh tão importante que é para falar sobre saúde mental. Eu sou uma pessoa diagnosticada, eh, com autismo e depressão. e falar sobre saúde mental para mim que tenho esse diagnóstico e tenho dois filhos também com autismo e TDH. Eh, é uma questão que eu levo, posso falar muito a sério e é um compromisso que eu tenho eh com a sociedade, pois eu sei o que é viver desse lado com esses sintomas eh que fazem parte aí do espectro do autismo com a depressão. mãe de duas crianças que vivem no espectro com esses transtornos é um desafio diário e isso não me limita a pensar somente na minha trajetória, mas de alguma forma ajudar aqueles que estão passando ou conhece alguém que está vivendo aí depressão, né, ansiedade ou perder alguém querido e que está vivendo desafios que acabam refletindo na saúde mental. Contando um pouco da minha história, né? Eu tenho aí 42 anos, eu antes tive diagnóstico de transtorno eh bipolar e também depressão, ansiedade. Passei por várias internações e tratamentos que eu não posso dizer que foram errados, mas prejudicaram muito eh a minha vida. Passei por estimulações eh magnéticas, transcrani transcraniana, quase passei por a eletro e muitas medicações, mas através do diagnóstico do meu filho mais velho, eh, teve um olhar sobre a minha pessoa e falaram: "Não, até o momento você não teve nenhuma melhora, né, tendo esse outros diagnósticos. né? Vamos passar aí pel uma avaliação neuropsicológica. E assim foi levado ao psiquiatra que com um olhar, né, ainda mais eh atento e assim ficou o diagnóstico do autismo. E hoje entendo, né, algumas coisas que aconteceram e acontecem na minha vida, mas eh esse momento é para levar esperança. É que apesar dos sides, eu sempre falo isso, nós não estamos limitados, podemos fazer de tudo isso, né? Quem está passando por isso ou conhece alguém, é algo diferente, um renascimento, um reflorescer, né? A vida tem estações e assim, né? É a nossa, assim como tem um verão, inverno, outono, né? Na primavera também podemos fazer de tudo isso algo positivo. E mesmo com esses sides que eu falei, eu nunca parei, nunca desisti dos meus ideais. Consegui com muita dificuldade ter uma formação em jornalismo, com muita dificuldade ter duas pós-graduações, mesmo cansada, o meu cognitivo consegui, né? Agradeço a Deus que eu passei na Unicamp para mestrado, na minha área de literatura também, que eu sou escritora. E isso é um olhar, é dizer tudo é possível. aquele que crê, aquele que tem esperança mesmo na dor, mesmo na adversidade. Eu sou grata, né, Aneli, por ter aceito esse projeto ao Dr. Daniel Salvador, a todos, né, que irão participar aí da palestra, né? Eu quero aqui me limitar e deixar e aos profissionais da área da saúde mental para aprofundar sobre esse assunto. E nunca esqueçam, apesar de todos os problemas, apesar de todas as dificuldades e dos sides, sempre é possível renascer, reescrever a história. Obrigado. Passamos agora para suas saudações iniciais a palavra à Isabela Brito. Bom, eu sou Isabela Brito. Eu sou psiquiatra e psicogeriatra. Agradeço ao convite da Elecampo, diagnóstico na psiquiatria, que é um assunto extremamente importante e ainda a gente vê alguns preconceitos, alguns estigmas mesmo no século XX. Então, espero poder ajudá-los a compreender um pouco mais sobre o papel da psiquiatria, né, hoje em dia. Obrigada. Passamos agora a palavra para Caterine Per. Oi. Alô. Tão me escutando? Eh, meu nome é Cerine Per Ramos. Eu sou psicóloga e psicanalista. Eh, trabalho no consultório e também atuo como psicólogo hospitalar no HC. Então, hoje eu vim falar um pouquinho sobre depressão para vocês. Vim lá de São Paulo e é isso. Então, dentro de janeiro branco, né, que é sobre a saúde mental, o mês da saúde mental, vou falar um pouco sobre depressão, tá bem? E por fim passamos a palavra para Daniel Salvador. Boa tarde a todos. Eh, agradeço muito o convite, né? Eh, sempre para mim uma grande oportunidade de poder falar sobre saúde mental, né? Eu sou o Daniel Salvador, sou psicólogo, especialista em neuropsicologia e atualmente eu atuo com avaliação neuropsicológica, que é um exame que ajuda bastante as pessoas a a entenderem o funcionamento mental, a ajuda também a profissionais entenderem algumas questões de diagnóstico e tratamento. Então espero hoje contribuir bastante sobre esse tema de saúde mental que é muito amplo, mas com dentro do meu a minha área de atuação poder contribuir com essa reflexão, tá bom? Uma boa tarde. Vamos aos trabalhos. Agradecemos a participação da mesa que neste momento se desfaz e na sequência daremos início à primeira palestra que será ministrada por Margarete Bruno dos Santos com o tema saúde mental e vida real. Uma jornada de desafios, esperança e superação. Margarete Bruno dos Santos é jornalista com pós-graduação em escrita criativa em neurociências, filosofia e linguagem. é também teóloga, capelã e psicanalista em formação. Ela quer falar de lá, de lá mesmo. Eh, boa tarde. Eh, no início havia comentado, né, um pouco da da minha história em relação à saúde mental, a busca pela saúde mental. Eh, tudo iniciou, né, já na na minha pré-adolescência, né, alguns sintomas eh já estavam ali na infância, mas como vim de uma origem muito humilde lá no Maranhão, né, com os pais lutando aí pela sobrevivência da família e muitas coisas passaram desapercebidas pela falta de conhecimento, pela luta diária dos meus pais, fui crescendo. Eh, alguns sintomas foram aí, posso dizer, eh, tomando conta do meu dia a dia, prejudicando, né, os meus estudos, a minha interação, eh, socialização. E aí meus pais vendo toda a dificuldade, o que tava acontecendo no início, eles não entendiam. Era algo muito novo. Eles buscaram ajuda quando já eu estava nas tentativas de suicídio. Aí então foi uma busca intensa por melhoras, internações, medicações. Posso dizer que eu vivia muito dopada, né? tive que parar um pouco os estudos e na minha cidade, quem conhece aí minha história, né, em Raposa, Maranhão, era um caso impossível, irreversível devido os sintomas a tudo que estava acontecendo na minha vida. E foi uma situação muito difícil também para os meus pais, um sofrimento muito grande para os meus irmãos, para os amigos. E eu não tinha mais esperança. Mesmo sendo uma pessoa cristã, eu achava que não tinha jeito, que aquilo seria algo irreversível. Anos foram se passando, diagnósticos foram surgindo, né, como a depressão, a bipolaridade, ansiedade e tentativas não foram uma, nem duas, nem três. Eu tentei diversas vezes contra a minha vida, porque eu não aguentava mais. E mesmo diante de tudo isso, vinha a fé, né? A fé estava tomando conta do meu coração e eu olhava para mim e dizia: "Não, Deus não me colocou aí também nesse mundo para isso". E o tempo foi passando, né? consegui, tive um casamento, dele, surgiram três crianças e através, né, do meu filho mais velho, que foi eh aparecendo dúvidas, questionamentos se de fato era um transtorno bipolar, eh, depressão, né? E levando isso para o psiquiatra, que era novo comigo, ele ficou até recioso por questão de ética, né, pelo um histórico que já sempre os médicos diziam que era aquele transtorno bipolar, mas mesmo assim ele me ouviu. Eu sou muito grata. ouviu, né, o meu esposo e fomos buscar ajuda. E aí passou, passei pel uma avaliação neuropsicológica, que aí poderia ser um um autismo, né, ter uma depressão. E assim foi levado para o psiquiatra, que sempre muito atento me acolheu, acolheu minha família e aí com o tempo, realmente foi eh visto que é um autismo. E tudo isso começou a se encaixar, né, nesse quebra-cabeça bagunçado. Comecei a perceber, né, entender muitas coisas para as pessoas que vivem, né, diariamente comigo. é muito difícil, né? E pelo que eu vivi, pelo que eu passo com meus filhos, pelo pela história de pessoas da minha família, de pessoas queridas que eu conheço, pessoas amadas que também já partiram porque não aguentaram o sofrimento. E o meu tio, há mais ou menos 2 anos, ele também cometeu suicídio aos 74 anos. Eh, nunca ninguém levou a sério o que ele falava quando ele dizia que ia tirar a própria vida, mas até que um dia ele fez. Eu tenho um sobrinho de 15 anos que no final do ano passado até agora já tentou três vezes contra a própria vida. E isso me dá mais forças para lutar para apesar de, apesar da luta, apesar do sofrimento, da dificuldade que é ser uma pessoa no espectro, apesar da luta que eu passo com os meus filhos, eu olho para eles e digo: "Eu tenho que continuar, eu vou ficar firme. preciso fazer algo porque um dia eles serão os adultos, né? Às vezes uma criança autista é mais fácil de entender. Um adulto, né? Vem muito julgamento. E eu preciso. Deus escolheu a Margarete. Deus escolheu Isaque, Samuel, Isabel para fazer parte dessa história. Então, se ele confiou que eu posso ajudá-los, assim farei todos os dias da minha vida. e também pelo meu sobrinho e por tantas outras pessoas que estão passando por lutas. A minha dor não me faz parar e tentar também por outras pessoas. Também é o momento de refletir que mesmo com tantas lutas e dificuldades, é possível sim conquistar, é possível sim lutar pelos sonhos e esquecer aí, né, como sempre meu psiquiatra juntamente comigo fala, esquecer os sides, ter fé, confiar no profissional e seguir e assim mim, eu continuo e digo, ter dificuldades, tecidos, não importa. Temos que ter sempre a fé, tomando conta do nosso coração, fazer o tratamento, não ter vergonha, porque muitas pessoas têm vergonha de admitir uma depressão, um pensamento, suicida e sofre, sofre, né, devido os estigmas, aos preconceitos. Sabe porque quer fazer cena, é uma birra, quer chamar atenção, mas não é. Só quem vive isso sabe quanto é difícil. E para uma pessoa chegar no limite, no extremo da dor e dizer: "Eu não quero mais estar aqui". É muito sério. Então, as pessoas, né, levam a sério e acolhem quando há uma doença física, né? Quando há um câncer. Meu pai teve câncer, faleceu e as pessoas levam a sério, ah, tem uma diabetes, né, outras doenças, mas quando se trata de saúde mental, algumas pessoas falam: "É falta de fé". É porque faz corpo mole, eh, quer chamar atenção, mas não é. E a mensagem final é: Se você está passando por isso, não tenha vergonha. E se tem para com isso, busque ajuda a profissionais, a médicos, psiquiatras, psicanalíticas, psicólogos para acolher, para ajudar. E você pode vencer, você pode prosseguir, continuar e conquistar os seus objetivos. Você não está aqui à toa nesse mundo. Há um propósito na vida de cada um. Obrigada. Agora assistiremos a palestra Por dentro da mente, o que a neuropsicologia revela sobre a nossa saúde. mental que será ministrada pelo pelo neuropsicólogo Daniel Salvador. Formado em psicologia pela UNESP, o palestrante possui especialização e residência em saúde coletiva pela Faculdade de Medicina de Marília em Neuropsicologia pelo Albert Einstein, al mestrado em saúde coletiva pela Unicamp. cara ali, eu acho que Pronto. Pois é. Boa tarde, pessoal. Tava falando aqui da, a gente quer colocar uns slides para poder facilitar, mas acho que o janeiro e chuva, não sei não. Eu acho que vai ser sem o a parte por enquanto visual. Aí brincar ali. Quando eu terminar minha palestra vai funcionar. Eh, Lady Murph. Bom, eh, primeiramente, assim, prazer, sou Daniel. Eh, sou psicólogo de formação e tenho especialização em neuropsicologia, né? Importante entender isso, por quê? Para avisá-los que eu vou falar sobre saúde mental a partir do olhar da neuropsicologia, né? A a Margarete fez aqui um depoimento vivo, né, do que é isso. Eh, então não há profissional que consiga falar de saúde mental melhor do que os próprios pacientes, das pessoas que vivem isso diariamente, né? Nós profissionais eh temos o privilégio às vezes de escutar uma história de vida, né, com uma uma particularidade, uma uma sensibilidade maior do que outras pessoas, porque afinal esses pacientes, essas pessoas contam histórias, intimidades aos profissionais de saúde mental que às vezes, muitas vezes, nunca são compartilhados com pessoas da própria família, né? Então, por isso que eu costumo dizer que nós somos pessoas privilegiadas de poder acolher e escutar essas histórias. Não que seja fácil, né? Mas é muito importante saber que nós estamos nesse lugar. Bom, eh eu ia começar falando sobre a a o papel da saúde mental na nossa vida, né? Entendendo assim, por que que falamos tanto sobre saúde mental? E atualmente é um tema que está muito em alta, né? A Margarete mesmo falou alguns anos atrás, alguns pensar assim há 15 anos e 20 anos atrás, era muito mais forte a questão de saúde mental é igual a loucura, né? Então é algo que eu quero me afastar. Eu não quero falar, não quero falar sobre saúde mental, não quero falar sobre as minhas questões de saúde mental, os meus problemas. Inclusive, se a gente pensar na na geração do das pessoas que nasceram eh na década de 50, 60, se quando eu pergunto, eles falam: "Quando era criança não tinha nada disso. TDH, autismo, deficiência intelectual, a gente falava que era o lá, né? Era esse que eu conseguia reconhecer". Então, as divisões entre o que é saúde mental e o que era a doença mental, eh, eh, era uma uma linha bem larga, né? era bem distante. Então, a maioria das pessoas segue a vida, continua. Se você tá em condições, continua. E aí a gente vê alguns relatos quando começa a perguntar, é isso, né? Ah, mas na escola eu lembro que não conseguia completar o ensino fundamental. Ah, no trabalho fulano tinha alguma dificuldade. E hoje quando eu pergunto assim, tem alguém na família com alguma questão de saúde mental? as pessoas, os pais das crianças ou os próximos pacientes adultos falam: "Olha, ninguém diagnosticado, mas que tem alguns sempre tem um primo, um tio ali que é um pouco diferente, sempre tem, né? Então quando a gente fala assim: "Ah, hoje tem mais diagnósticos, né? tá aumentando o número de TDAH, de autismo. É uma reflexão, uma discussão que a gente tem muito e é bem atual, mas também assim os métodos de diagnósticos melhoraram, né, as intervenções, o conhecimento da população mudou muito. Então isso tudo também faz diferença, né? As crianças hoje são observadas pelos pediatras com outro olhar. Se essa geração que eu estou falando segue a vida. Naquela época o pediatra, bom, tá andando, tá brincando, tá falando, segue a vida. Hoje já não. A criança tá falando, mas qual a qualidade dessa fala? Ah, não acredito. Tem. Olha só que maravilha, hein? Agora sim. E como é que funciona isso aqui? Frente, esse pr Ah, é simples. Ótimo. Então, vamos lá. Bom, então eu tava falando aqui, né, que saúde mental influencia o que na nossa vida? A Margarete trouxe aqui o exemplo claro de tudo isso. Porque que nós falamos tanto em saúde mental, né? a a quando nós não temos a nossa saúde mental em equilíbrio dentro das condições necessárias, isso vai afetar o nosso nossa forma de pensar, vai eh determinar, né, mudar as nossas decisões, vai mudar o nosso comportamento, vai trazer sensações desprazerosas. Então, por isso que a gente busca sempre ter uma boa saúde no campo mental, não somente do físico, né? Por isso que ela ela é importante. E hoje eu quero falar um ponto que é para mim importante, não é o único, mas é muito importante do que eu quero falar hoje, que é a questão da autonomia. Por que que é autonomia, né? Existem outros nomes mais técnicos e bonitos. Aqui eu vou chamar de autonomia para ficar mais fácil, tá? Que podemos falar de comportamento adaptativo, desenvolvimento, enfim. Mas aqui eu vou falar de autonomia. Autonomia é o que nós queremos ter, que é a nossa capacidade de poder transformar o meu mundo. Isso que é a plena saúde. Em resumo de tudo, é isso. Se tem algo que está na minha vida ao meu redor, com pessoas das coisas, da casa, seja o que for, eu quero ter a independência, a autonomia, a capacidade de poder transformar isso e mudar. Estamos numa Câmara, Câmara Municipal, aqui é um lugar do quê? de transformação. Transformação do quê? Da sociedade, da vida, né? Só é possível fazer isso se eu tiver autonomia. Uma criança pequenininha com meses de idade, qual que é a autonomia dela? Uh, pequenininha. Ela é totalmente dependente da mãe. Sem a mãe, essa criança morre. Ela não sobrevive. Conforme ela vai crescendo, ela vai conseguindo mais autonomia, capacidade de transformar o seu mundo. O brinquedo não tá do jeito que eu quero. Vou lá, mudo ou pego e faço alguma coisa, transformei meu mundo e ficou a o meu desejo, as minhas necessidades. E aí onde eu quero chegar, uma pessoa que nasceu e está em plena saúde, a expectativa é que ela tenha autonomia. E quando a pessoa tem um transtorno mental, ela tem autonomia. Hum. Aí começou a conversa. Porque a as questões dos transtornos mentais elas ou tiram ou então elas prejudicam a nossa autonomia, a nossa capacidade de transformar o mundo. E tá aí o relato da Margarete que ela falou qual que era a dificuldade, né? Vou trazer muito você porque você é o exemplo, né, vivo que está aqui e que bom que tem que ter, porque eu acho que quando a gente fala de saúde mental sempre tem que trazer as pessoas que estão vivendo, eles conseguem dizer sobre isso, né? Então, quando tem um transtorno mental, seja qualquer um, depressão, transtorno de ansiedade, eh, TDH, transtorno espectro autista, elas vão transformando na forma negativa a nossa autonomia, nossa capacidade de transformar o mundo. Então, ó, autonomia, a capacidade de decidir, planejar e agir, né, e a transformação do nosso mundo depende do bom funcionamento mental. E quanto maior o sofrimento mental, menor tende a ser a nossa autonomia. E aí quando nós falamos de autonomia, a gente estava falando, que eu tava falando da régua, né, que é que mudou muito, nós tínhamos há um há uns anos atrás falava sobre transtorno mental. Então, quem tem um transtorno mental tinha uma ideia que eu acho que hoje já mudou bastante isso, né? Eh, a reforma psiquiátrica muda bastante, as relações que nós temos hoje com a saúde mental, os tratamentos hoje não é mais só hospitalar, internações, existem outras formas de tratar. Então nós tínhamos essa ideia de transtorno mental, mas depois da pandemia, interpretação minha é de que as pessoas começaram olhar não somente para as questões de transtorno mental, mas também a um ponto que é o sofrimento mental. Eu não preciso ter um transtorno mental para perceber que a minha qualidade de vida poderia ser melhor e que eu poderia ter mais condições de aproveitar todo o meu potencial no trabalho, nas relações, na vida social, seja em qualquer lugar. E aí o tema sofrimento mental entrou para as conversas da sociedade. Por quê? Porque na pandemia, quando as pessoas se isolaram, tivemos dois casos. Há pessoas que eu conheço e não são poucos que falaram: "Foi a melhor fase da vida, porque eu não tinha que falar com ninguém. Eu não gosto de socializar, eu não gosto de interagir com as pessoas. Faço por quê? porque é necessário, mas eu não gosto. E quando foi a pandemia foi ótimo, eu ficava no meu quarto, trabalhava do computador, tá maravilhoso. São as pessoas mais introvertidas, pessoas que têm dificuldade de socialização e tudo mais, mas há outras pessoas que são muito sociais, precisam da interação social, precisam conviver com outras pessoas. E aí o que aconteceu na pandemia? Sofreram, mas sofreram muito. Foi muito difícil. E você fala para eles, fala: "Nunca mais, não volto nessa, nessa fase nunca mais". Bom, acabou a pandemia, voltou a socialização. O que aconteceu? As pessoas que estavam felizes lá, porque eu tô aqui no meu quarto escondidinho, tem que voltar pro social e aí sofrimento, ansiedade lá no alto e, né, sintomas de pânico e tudo mais. E aqueles que eram sociáveis sofreram durante a pandemia. Então, veja assim, atingiu a questão de saúde mental grande parte da população. Por isso tô falando, não necessariamente elas tiveram transtorno mental, transtorno de ansiedade, transtorno depressivo, transtorno espectro autista, não necessariamente, mas sofreram. E aí esse tema entrou em pauta de poder falar sobre o sofrimento sem ser julgado ou com medo de ser julgado, né? Então essa diferença que eu queria trazer assim primeiro o que é o sofrimento mental e o que é o transtorno mental, tá? Nem tudo que a gente passa necessariamente é um transtorno mental. Eu posso ter uma ansiedade. A ansiedade faz parte da vida, aliás, ela é necessária para nossa sobrevivência. A outra condição é ter um transtorno de ansiedade. Isso é bem diferente. Por quê? Porque significa que o nossos sintomas, esse sintoma, está muito alto, ele é bem elevado, o sofrimento bem grande. Ele está presente num grande período da minha vida, não é? Não é hoje eu estou ansioso. Não, eu estou durante meses muito ansioso. E aí o que que ele causa? Por causa da ansiedade, a minha autonomia é prejudicada. Eu tenho dificuldade de sair de casa por causa da ansiedade. Eu não consigo trabalhar de forma efetiva ou nem consigo trabalhar por causa da minha ansiedade. As minhas relações em casa, com a família, com os amigos, estão prejudicadas por causa da minha ansiedade. Aí nós temos uma condição para o transtorno de ansiedade. Então a ansiedade está presente em todo mundo e aconteceu muito nessa época de pandemia. Se a gente perguntar, talvez aqui grande parte vai falar, se eu perguntar alguém aqui ansioso, a galera vai levantar a mão aqui, porque a ansiedade faz muito parte da nossa vida. E nos tempos atuais a a o nível mais elevado de ansiedade está presente na vida das pessoas, mas isso não quer dizer que tenha algum transtorno mental. Só estou querendo dizer, lembrando que eu vou falar sobre autonomia, né? Então, autonomia que é o nosso meu tema hoje que eu vou falar para minha contribuição de saúde mental. E essa curva aqui, que bom que funcionou, porque eu queria mostrar muito esse desenho, só aqui lá não tá, não sei se quem tá na na à minha esquerda aqui consegue ver bem, mas eu posso ir traduzindo aqui. É um um uma figura que ilustra como é que desenvolve a nossa autonomia. Então eu coloquei na na no eixo X, né, que é o de baixo aqui, eh, a idade, né, conforme da esquerda para a direita, vai aumentando a nossa idade. E no eixo Y, aqui na na vertical é a nossa autonomia. Conforme eu vou adquirindo idade, vou ganhando experiências de vida, qual que é a expectativa? Que eu ganhe mais autonomia. Isso combina muito tanto com o nosso desenvolvimento físico quanto com o nosso desenvolvimento mental. Então, uma criança de menos de 2 anos está aprendendo a falar: "Já anda, mas anda muito mal. eh, consegue pegar coisas, mas com pouca habilidade. E assim, conforme eu vou crescendo, 4, 7 anos, 10 anos, eu vou ganhando mais autonomia, lembrando, maior capacidade de transformar o meu mundo. O desenvolvimento cognitivo, nosso desenvolvimento cerebral, ele vai dessa mesma ideia. Eu vou, meu vocabulário vai aumentando, a minha capacidade de explicar os meus pensamentos e as minhas emoções vai melhorando, a minha inteligência, minha capacidade de raciocínio e solução de problemas também vai aumentando. E isso acontece junto com o crescimento cerebral até aproximadamente, varia para cada pessoa, mas até aproximadamente 24 anos de idade. Por isso que crianças, adolescentes não usem drogas, não usem bebidas alcoólicas. Por quê? Porque interfere no nosso desenvolvimento. E se tá mexendo no meu desenvolvimento, mexe no quê? Na minha autonomia. Aí vem a parte que é que eu não gosto muito. Nós desenvolvemos nossas habilidades até aos 24 anos. Então veja que a curva ela é crescente e depois dos 24 até os 35 varia para cada pessoa, há uma estabilidade. O que significa que eu não vou adquirir novas habilidades, eu vou aperfeiçoar as nossas habilidades desenvolvidas. Atenção, inteligência, memória, capacidade de solucionar problemas, vocabulário, línguas e tudo mais. Então, uma criança de 4, 5 anos para ela aprender, fala português, nasceu no Brasil, para ela aprender inglês, facinho. Já de 25 a 30, nem tanto, nem tanto, mas talvez consiga, mas não tão fácil quanto a criança de 3, 4 anos. Bom, aí vem a parte que eu não gosto. Passado dos 35 anos para baixo, começamos a perder nossas habilidades cognitivas. É natural. Triste, mas é natural. Eu falo triste porque eu já estou nessa fase. Eu estou observando a a os me minhas habilidades desaparecendo. Eu tentando segurar elas com as mãos e já não é mais a mesma coisa. A minha capacidade de decorar nomes já não é mais a mesma. A minha habilidade de lembrar as coisas onde eu deixei já não é mais a mesma. A minha capacidade de prestar atenção em coisas, se ela não for muito no meu interesse, eu excluo rapidamente da minha vida e não presto mais atenção. Isso é o processo natural. Então, a gente começa o declínio cognitivo, tá bom? Eh, isso é o suficiente para acabar com a nossa autonomia? Espero que não, porque nós temos pessoas com muita eh o andar da da idade bem avançada que é compensada nessas habilidades por experiência de vida. Agora chega o ponto. Bom, o que acontece quando tem o transtorno mental? Vamos pensar primeiro o transtorno do neurodesenvolvimento. O que que é o do neurodesenvolvimento? São os transtornos relacionados ao desenvolvimento cerebral. Quais são eles? O autismo, o transtorno do espectro autista, é um deles. O TDH, transtorno déficit de atenção, hiperatividade é outro. A deficiência intelectual, né, o transtorno do desenvolvimento intelectual é outro, é mais um deles. O transtorno de aprendizagem é mais um, né? E nós temos outros transtornos de comunicação e demais, mas eu vou destacar esses que são os principais aqui para não confundir muito. Esses transtornos. O que acontece nessa curva? Ela já desde o início da vida ela desenvolve, mas ela vem uma curva abaixo, por baixo daquela linha. Então a criança apresenta suas habilidades de autonomia com atraso em relação às demais. Isso vai variar para cada uma delas, né? Porque tem crianças que vão conseguir com uma curva um pouquinho abaixo e outras muito abaixo. Por isso que a gente classifica, por exemplo, teia, nível 1, dois ou três. Por quê? O nível um significa, né, com com menos características, menos sintomas, ou seja, tem mais autonomia. Autismo nível dois, mais grave, tem menos autonomia e o nível três, menos ainda. Então, aquela curva mais baixa ela fica. Por que que é importante isso? E saber antecipadamente, porque nessa fase, nesse momento que a gente vai entender para os pais que qual que é a expectativa de desenvolvimento de autonomia que essa criança vai ter na vida adulta. que aí que eu falo assim, a criança hoje tá com 7 anos e quando ela chegar lá com seus 25 anos, tragédia, pai e mãe faltou, qual que é a capacidade que essa criança vai ter de estar na vida de uma forma independente? Aí depende. Se ela tiver saudável, total. Ah, talvez eu não quer, foi cuidada pela avó, foi mimada. Isso é outra história, isso é comportamento. Eu quero saber se ela tem a habilidade suficiente para desenvolver a sua autonomia. Se tem um autismo nível três, é baixo, é prejudicado. Então, provavelmente será uma criança, né? Não é uma determinação, mas é provavelmente uma criança que dependerá de alguém ao longo da vida, tá bom? E do outro lado, né? Aí nós temos na fase adulta depressão, ansiedade, transtorno de ansiedade. E aí são esses transtornos que não estão relacionados com o neurodesenvolvimento, mas elas são temporais. Eu posso ter por causa da da de um momento, pode ser a pandemia, por exemplo, e desenvolveu um transtorno depressivo. Eu vinha bem, socializava, cuidava da minha vida financeira, trabalho, tudo mais, mas por causa da depressão, eu perdi essas condições. Aí foi lá na Dra. Isabela, Karina, Catarina, Karina Catarine, fez o tratamento, melhorou, ficou legal e voltou a sua autonomia. Essa é a expectativa, porque é no momento da vida que ela tem uma curva para baixo. E o outro lado da vida, na terceira idade, o que que nós não queremos que aconteça? Que esse declínio cognitivo seja acelerado. Alzheimer, Parkson, outras demências, né? Ele acelera o declínio cognitivo, que é o que nós não queremos. Então, eu tenho 40 anos, não tenho, tá? Mas se eu tenho 40 anos, o exemplo, ah, e aí minha memória está falhando, será que eu tenho Alzheimer? Não, calma. Talvez você comparando com você mesmo, só significa quê? Que a sua memória já não é mais a mesma de quando você era criança, adolescente. Mas se comparado com a população, vamos supor uma mulher 45 anos, comparado com outras mulheres de 45 anos, a gente vai ver que a habilidade é a mesma, tá dentro do esperado, só não é mais tão eficiente como era antes, tá? Então, por isso que nós olhemos muito e eu gosto dessa ilustração, porque a gente consegue ver bem como é que funciona, né? Bom, alguns sinais que podem acontecer quando a gente perde a autonomia, né? Nosso dia a dia. Como eu falei, um dos pontos que é mais afetado, tomada de decisão. Eu tenho dificuldade em tomar decisões. Decisões que eu estou falando, decisões simples. Não é porque eu sou um diretor de uma grande, uma multinacional, tem que tomar uma decisão que vai impactar. Não, isso seria uma decisão muito difícil. É uma um lugar que você está complicado de de e complexo de tomar decisão. Fala decisões pequenas do dia a dia. Ora tomar banho, ah, das refeições, vai no supermercado, como conseguir fazer as compras. Tudo isso está relacionado à autonomia e isso pode ser prejudicado quando a gente tem algum transtorno mental. problemas de memória e atenção e aí começa a esquecer fatos muito importantes da vida, situações que vão acontecendo, esquece a agenda e coisas que eu dou importância, mas não consigo lembrar ou prestar a atenção e eu vou vendo que tinha essa habilidade antes e não desenvolveu ou aquela pessoa que tinha de um transtorno neurodesenvolvimento não conseguiu atingir a a habilidade necessária comparada à ideia, né, a idade e a dependência excessiva de outras pessoas. pessoas, a pessoa quando começa a ter uma dependência da outra, lembrando, se eu estou dependente de outra pessoa, eu tenho menor autonomia, tá bom? E aí eu chego da Como é que eu contribuo com isso, né? Essa é a minha parte. Como é que a gente identifica se a pessoa tem um transtorno mental mesmo ou é um sofrimento mental? Porque eu estou falando aqui isso e e aí no dia a dia de cada um pode ser muito difícil que eu começo a falar, se eu trouxer exemplos aqui, né? Quem nunca esqueceu onde guardou a chave? Aí de novo começa um monte de gente levantar a mão. E se eu fizer um jogo aqui, né, quem tem ansiedade, pum, a galera já começa a falar e, né? Quem consegue lembrar de tudo que faz no dia da agenda? Falei: "Ih, caramba, pera aí, tá bom, vai, aceita, eu tenho um transtorno mental, vamos lá, né?" Não é bem assim, né? Como eu falei, a o desempenho cognitivo ele oscila ao longo do dia e no tempo da vida. Depende se você dormiu bem, depende da sua alimentação, depende da atividade física que você realiza. Se esses três pontos estão ativos, você está criando condições saudáveis para o seu corpo, né? Não faça atividade física, um corpo mais sedentário. Eu gasto mais energia para fazer atividades físicas do dia a dia. Lavar a louça, arrumar a casa, organizar meu quarto, eu gasto mais energia do que o necessário. Então vai faltar para outra área. Se a alimentação não é a saudável, é a mesma coisa. E se o sono não tá adequado à sua necessidade, a mesma coisa, eu começo a falhar nas questões cognitivas, mas provavelmente eu vou conseguir manter uma boa autonomia. Somado a isso, se tiver uma ansiedade, aí eu talvez a minha autonomia começa a ser prejudicada. Então, por isso que falam tanto atividade física, alimentação, sono adequado, porque ele é o básico para fazer isso. É claro, uma pessoa que tá no transtorno depressivo vai conseguir fazer isso? Provavelmente não. Ela vai ter muita dificuldade de levantar, ir até uma uma academia ou um parque para fazer um passeio, manter uma alimentação saudável, porque ela vai buscar recompensas imediatas, né? Bom, e aí como é que a gente identifica isso como profissional para poder ajudar as pessoas a identificar essas questões, né? A escuta qualificada, o que que é isso? é um profissional que tem a habilidade, a capacidade, a experiência de conseguir reconhecer na nas falas dos pacientes ou a forma como ele se apresenta sinais característicos de algum transtorno mental. Isso é uma experiência, uma expertise que os profissionais vão conseguindo, que é com a experiência os estudos, porque os dois têm que andar juntos, só o estudo não vai ser suficiente. E se for só a experiência vai virar, né? Não, bom, não vou falar, senão vai pegar mal, mas virou uma pessoa, né, sem a qualificação adequada. A observação é muito importante porque há movimentos de corpo, há expressões que as pessoas fazem, há maneiras como elas se apresentam desde o andar até os tipos de roupa que trazem sinais que podem ser características de algum tipo de transtorno, né? Então tudo isso também é considerado e é muito importante. E aí chega num ponto que eu estou falando, tem a experiência, tem a qualificação do profissional, mas chega numa hora que é ainda é subjetivo, que a gente nós vamos pegar os profissionais e falar assim: "Bom, eu psicólogo enxergo dessa forma e a Dra. Isabela fala assim: "Olha, eu como psiquiatra eu tenho esse outro olhar e a gente conversa com uma fono, ela fala: "Eu já vejo de outro jeito". E aí nesse campo da subjetividade, entre a divisão, o que é um sofrimento mental e o que é um transtorno mental, tem uma um momento que fica difícil de tomar essa decisão. E aí que é onde eu entro, que é a avaliação neuropsicológica, porque é uma forma que a gente tem de poder trazer mais eh quantificação, mais dados concretos para poder tomar uma decisão se é um transtorno mental ou não. se for um sofrimento mental, qualificar que transtorno mental é esse, né? Então, é um exame que é um exame que consegue identificar quais são as habilidades e as dificuldades do funcionamento mental. E aí é onde a gente faz na nesse exame, né, o desempenho que a pessoa tem de atenção, de memória, de capacidade de raciocínio, né, enfim, quais são as habilidades que ela apresenta que são suficientes para exercer a sua autonomia ou quais são as áreas que estão prejudicadas, que não conseguem, né, permanecer, manter a autonomia. justamente isso. Bom, e como é que é feito e eh essa avaliação, né? A avaliação ela é primeiro uma entrevista onde é possível identificar essas características características que eu tava falando, né, de observação, de análise, né, entender o a queixa que a pessoa traz, em que área que está isso, se é um sofrimento mental, se não é, se isso faz parte da personalidade dela. Muitas vezes a pessoa é assim. E se a gente tirar algumas características dessa pessoa, eu estou tirando parte da personalidade dela e o que nós não queremos. A individualidade ela é muito importante, né? Ah, e aí vem o ponto que é o diferencial, que são aplicação de testes psicológicos. Então são baterias de testes que a gente consegue fazer hoje, né, que eu falei que trazem novas tecnologias para poder avançar e identificar transtornos mentais, questões de sofrimento mental, as habilidades e muito mais. Então são testes que conseguem avaliar a capacidade de raciocínio, né, atenção, memória e tudo mais. Muitas vezes a pessoa que é muito comum de acontecer, a gente escuta os pais falando assim da criança, ó, o João lá, o o menininho, eh, ele é muito inteligente, eu não acho que ele tem nada, né? Eh, mas a escola reclama, a escola professora fala que ele não para, quer e tudo mais. Eu acho que o professor exagera porque e ele é inteligente. Bom, inteligência é um fator, ela não é toda, mas como nós nos relacionamos com as pessoas, nós estamos avaliando o nível intelectual da outra pessoa a todo momento. E vocês fazem isso, fizeram comigo, vocês só não perceberam, né? Aí se eu faço com vocês, ô, mas ele é neuropsicólogo, né? Ele sabe não. Vocês, o ser humano faz isso com o outro a todo momento. É que não foi nomeado dessa forma. Eu já no meio, sei disso, faço consciente e aviso, estou fazendo, avaliando, né? Eh, e faço com o meu filho, inclusive, que ele é meu maior cobai, porque ele é uma criança e todos os testes que chegam eu aplico nele primeiro e depois eu coloco em prática. que gosto e vejo a importância disso. Mas quando eu avalio o nível intelectual, isso me coloca num lugar de adaptação, que é depende do vocabulário que a pessoa apresenta, dependendo da forma da vestimenta que ela usa, os movimentos corporais que ela faz, tudo isso induz, né, a resposta que ela coloca, o raciocínio que ela exerceu. Eu logo penso, ela é inteligente. Se ela é inteligente, o que que eu espero, né? Tudo isso que vocês fizeram, só que sem nomear, que eu eu posso conversar com ela e trazer conteúdos que estão de acordo com a idade. Se eu estou conversando com uma criança de 10 anos, eu vou adequar o meu discurso, o meu conteúdo para uma criança de 10 anos. Se eu estou conversando com um adulto, adequar um adulto de 30, 35 anos, seja qual for. No entanto, comecei a conversar com uma pessoa, ela tem 20 anos de idade, ela apresenta um comportamento mais infantilizado, aí eu já começo a mudar e falar de uma forma mais infantil com ela. O que que eu fiz? A adaptação a partir do nível intelectual. É isso que define a pessoa? Não é. Não é isso que define a pessoa. Isso mostra parte de todo o funcionamento mental, mas nos dá dicas. Então, por isso que é importante mensurar isso. Nós eh equilibramos as nossas relações a partir da idade que a pessoa tem de acordo com as habilidades. Então, o que é comum de acontecer, a criança, por exemplo, tem um nível intelectual satisfatório, às vezes acima da média, mas em outras habilidades é muito baixa. Por exemplo, TDH, nível intelectual satisfatório, que é o que todos os professores falam, ela é inteligente, mas por que raios ela não fica sentado na carteira? Por que que ela não fica lá? E eu sento com ela, explico. Olha, quando você levanta, você atrapalha o coleguinha. Quando você faz isso, não é legal, porque você se prejudica, você se atrapalha, você não presta atenção, tudo mais. A criança fala: "Entendi, legal. Então, combinado, combinado. Virei as costas". O que que ela fez? Pum. Levantou e fez tudo de novo. Mas acabei de te falar de novo, fulano. Por quê? Porque há habilidades que estão dentro do esperado e outras que estão abaixo do esperado. O mais comum a mãe falar: "A criança ela me testa, ela me desafia." Por quê? Porque eu falei para ela, fulano, não sobe nesse sofá. Nós estamos na casa da visita aqui, não é para você subir. Que que a fulano faz? Vai lá e pum, sobe. Aí eu chamo atenção, puxo a família. Ah, tudo bem, não tem problema. E pensa, menina infernal, né? Subiu lá e sujou o meu sofá, mas não fala. Por quê? Adaptação social. Eu não posso falar isso que eu causaria um constrangimento. Se eu não tenho essa habilidade, são outras questões. O esperado que eu tenha essa habilidade. Eu não vou falar pra pessoa, né? Eh, eu entro na casa de alguém, não repara na bagunça, o que que a gente faz? Não, imagina, relaxa. Pensei que nojo, mas essa mulher não lava a casa, não é possível, mas não falo. Por quê? Adaptação social, eu preciso manter algumas habilidades de socialização para manter o respeito, convívio e tudo mais. Então, isso são habilidades que a gente vai adquirindo. Agora, uma criança de 3 anos entrou na casa, entrou na minha casa lá, foi fazer visita, olhou, falou: "Nossa, tio, que chão sujo, olha minha minha, tá até suja. A gente vai dar risada". F. Ah, é bonitinho. Eu vou pensar, filha da mãe, né, pô? Mas, eh, a gente vai aceitar. Por quê? Porque uma criança de 3 anos não desenvolveu essas habilidades sociais. Ela fala o que pensa. Ela não tem a capacidade de regular os seus comportamentos. Ou seja, certos comportamentos são inesperados na escola, na vida social, na casa de outras pessoas. No meu quarto, talvez eu possa pular na minha cama, mas no sofá dos amigos dos meus pais, eu não posso fazer isso. Uma criança de 8 anos é para ter essa habilidade? Sim, é esperado que ela faça desse jeito, que ela não suba, que ela não faça certas perguntas, que não comente certas coisas, porque é esperado que ela já desenvolveu essas habilidades. Se ela não desenvolveu essas habilidades, ou seja, criança de 8 anos entrou na casa da visita, pum, já subiu coisa, abriu geladeira, derrubou coisas e tá lá, pai e mãe gritando, para de fazer isso e tudo mais. A criança para, explico, você não pode fazer isso, olha o que você tá causando. A criança, entendi. No momento seguinte ela faz de novo. Ela tá desafiando. Depende, porque se ela desenvolveu as habilidades, quer dizer que ela tem uma questão de comportamento. Às vezes a educação não foi efetiva, ou seja, a forma como os pais ensinaram realmente fracassou, não funcionou da forma como deveria. Ah, pode ser que uma questão comportamental que ela tá replicando um comportamento que ela assistiu, viveu em casa e tudo mais. Agora, se a criança não desenvolveu esta habilidade específica, ela vai fazer e você pode explicar de formas diferentes que ela vai entender. Ela vai se autoanalisar, mas ela vai analisar depois que ela fez. Subiu, tal, tal, que que você tá fazendo? Hum, fiz errado, né? Sim, mas fez de novo. Fez da mesma forma. E aí eu olho, mas ela é inteligente. Por que que ela faz isso? Porque nosso funcionamento mental para exercer nossa autonomia não é apenas o raciocínio, ele é importantíssimo, mas não é o único que opera. Quando eu estou no trânsito, alguém faz uma me fecha, eu fico enfurecido, fico com muita raiva. Minha vontade é de descer, apontar o dedo, pegar um pedaço de madeira, bater naquele cara que tá no carro lá, fazer horrores. Eu tô com a razão porque eu estou dentro da lei e ele estava errado. Eu tenho a razão, né? Ah, eu tenho raiva que me dá motivação e determinação para fazer isso. Por que que eu não faço? Porque eu sei que é errado. Eu sei que vou trazer prejuízo. Eu me coloco em risco. Eu não sei o que a pessoa vai fazer. O que que me impede nessa hora a não fazer esse tipo de besteira? Uma coisa chamada controle inibitório, que é uma área do nosso nosso cérebro cognitiva que regula os comportamentos, as emoções e os pensamentos. Se ela funciona bem, nessa hora que o raciocínio saiu de jogo, a raiva dominou todas as minhas decisões, meu controle inimitório fala: "Op, fica aí dentro, não sai daqui, buzina, xinga, dá outra saída, mas se colocar risco, você não vai fazer". Esse é o controle inibitório. Veja, não é consciência, eu não estou atuando como consciente nessa hora. Olha o que eu estou fazendo, deixa eu controlar. Ele agiu e de repente você pode ter pensar, falou: "Nossa, na hora não sei o que foi, mas eu não fiz". Quem foi foi o controle inibitório. E se a pessoa tem um controle inibitório prejudicado, o que que vai acontecer? Quem que segura essa pessoa? O controle inibitório dela não tá funcionando. Aí é a hora que alguém tem que ir lá com o corpo. Falou: "Fulano, não, segura, você não vai fazer isso e tudo mais". Crianças fazem isso. Crianças de 3, 4 anos não tem o controle inibitório desenvolvido. Então elas fazem coisas por impulso, aquilo que dá vontade. Dominado, tomando decisões pela raiva, pela alegria, pela felicidade, pela tristeza, seja o que for. É assim que domina. Então, o nível intelectual pode estar muito bem, mas ele não é o único que opera nessas regiõ nesses momentos da vida. E aí, por isso que a avaliação tem trazido tanto, tantas contribuições para as questões de saúde mental, né? Traz maiores precisão pros diagnósticos, porque eu consigo entender as questões de impulsividade, hiperatividade, atenção, né, as habilidades de socialização, né, tudo separado que não é somente o intelectual, entendendo que há outras habilidades ah operando, né? Ah, consegue ajudar a tratamentos mais adequados. Por quê? Bom, se eu sei quais são as áreas prejudicadas, eu sei quais são as áreas que já estão dentro do esperado, eu consigo saber se é uma questão comportamental, ou seja, ó, escola, professora, pai, mãe, vamos exigir mais essa criança, ela tem capacidade de fazer isso, né? A gente pode cobrar isso, não é um problema. Ou não, não, isso aqui a gente não vai cobrar, porque se eu cobrar, eu não vou cobrar uma que uma criança de 3 anos aprenda a escrever a as letras e se ela não fizer, eu vou lá dar bronca nela e vou bater nela. Não faz sentido isso. Eu vou colocar ela em sofrimento. Agora, uma criança de 8, 9 anos mostrou que tem todas as habilidades suficientes, tá bem desenvolvida e a chega fala assim: "Ah, não quero escrever, eu não sei escrever. Ah, pera aí, não. Aí vamos conversar, é diferente. Você precisa fazer isso, vamos lá, vou motivar você, estamos juntos e tudo mais. Aí eu vou cobrar essa pessoa, né? ou até como um vídeo que me contaram agora de uma criança adolescente de 15 anos que eh fez um escândalo, pulou no chão, fez uma coisa por causa de um iPhone e aí foi pra internet, gravaram e colocaram na internet. Por que que fez isso? Porque não é esperado que um adolescente de 15 anos faça um um espetáculo de birra por causa de um celular. Por quê? Porque eu espero que ela tenha nível intelectual, eu espero que ela tenha a capacidade de controle inibitório bem desenvolvido, que é bom, tô enfurecido, tô frustradíssima, mas no meio do shopping, eu não vou que cai no chão aqui e sair chorando, não vou fazer isso. Então são habilidades que eu espero que ela tenha, vai pra internet por quê? Como uma do tamanho de 15 anos dessa forma. Mas se for uma cria, um adolescente com uma deficiência intelectual ou com um autismo ou com outras questões, aí pode ser que essas habilidades, como estava falando, não foram desenvolvidas e ela tem comportamentos mais infantilizados, que seria nível intelectual alto, mas habilidades para regular as suas emoções, seus comportamentos, como de uma criança de 6, 7 anos. Então, sabendo quais são essas habilidades, o tratamento fica mais acertado. Eu consigo saber, né, pros terapeutas ou médicos, quem for, saber exatamente o que precisa ser eh trabalhado, né? Além da última coisa que é a valorização do autoconhecimento, que hoje muitas pessoas vêm para poder entender quais são as habilidades e quais são as dificuldades. E é uma parte interessante porque muitos na hora que entende assim: "Puxa, eu sempre me achei burro porque eu na escola eu tinha dificuldade, né? No trabalho eu não consigo exercer, fazer trabalho simples. Eu procrastino tudo, eu deixo tudo pra última hora, né? Eh, detesto ah o óscio, detesto ficar parado. Então, eu tenho que sempre deixar na adrenalina, deixar pra última hora. E aí eu eu funciono, só que daí o resultado, o desempenho cai, né? Eh, e aí quando vê os resultados fala: "Não, inteligente eu sou, sou muito inteligente, olha, não imaginava isso. Agora entendo onde tá a minha dificuldade e eu posso trabalhar em cima disso, né? Ah, até como no caso da Margarete falou aqui do do exemplo, né, que muitas vezes a pessoa trata por muito tempo uma depressão, uma ansiedade, tal, não tá errado, tem isso, mas por trás de uma depressão, de uma ansiedade há alguma outra condição que foi difícil de ser identificada, né? E aí que o tratamento fica falho, né? Bom, quando solicita-se isso, né? Aí é um ponto de de interesse para para profissionais e tudo tudo mais, né? Legal isso, Daniel. Teixa interessante, mas quando que vai ser indicado isso? É, todo mundo vai ter que fazer, né? Eh, não, não há essa necessidade, mas geralmente pede-se quando quê? Há uma dúvida, porque se for um autismo nível três, não vai ter dúvida, a gente vai olhar e vai saber, falar: "Olha, é grave e sabemos as condições que ela que a criança tem de prejuízos". Mas e uma criança de autismo nível um ou de uma criança não autista? Aí já começa a ficar mais difícil e aí começa essas divisões de opinião que é eu acho que tem o profissional fala isso, o profissional acho que não tem. E aí os os exames conseguem trazer e tirar essa dúvida, né? A sobreposição de sintomas, que é muito comum saber se é uma mania ou se é uma hiperatividade, né? Eh, isso também às vezes é muito difícil identificar apenas pela entrevista ou pela observação clínica e o exame vai poder ajudar também, né? A capacidade de identificar o que não pode ser observados, né? que aquilo que eu não consigo ver, a pessoa me relata, me conta, mas eu não sei se o adulto tá criando uma estratégia compensatória, ou seja, ele tem aquela dificuldade, mas ele criou formas para poder superar isso ou se a dificuldade de fato dela, né? A a influência da autopercepção, porque também hoje a gente passa por essas questões, a pessoa leu, acho que eu trazer só esse último ponto assim, eh leu na internet o que é o autismo, leu o que que é o TDH. Se eu trouxer a lista para vocês aqui do que é o TDH, o que é do autismo, eh 50% vai falar que tem autismo, 50% vai falar que tem TDH. Inevitável isso, não tem como. Por quê? Porque as questões de saúde mental são características humanas. É diferente de uma pessoa falar assim: "Olha, fiz o exame lá, meu pulmão tá com uma mancha aqui na natural. tem uma bactéria, uma pneumonia, por isso tá com isso no seu no seu pulmão. Isso não é do humano. Agora, em saúde mental não são condições humanas, são características humanas. Como eu falei, quem que não tem ansiedade aqui? Todo mundo é para ter ansiedade, faz, ela faz parte. Eu só não quero que ela fique alta o tempo todo, mas ela é necessária. Então, quando pega o a TDAH, quem é aqui que tem uma atenção 100% que nenhum momento se distrai? E se alguém falar aqui, levantar a mão, eu falar assim: "Olha, duvido". Porque eu tava aqui falando, eu vi que você deu uma distraída. Todo mundo aqui faz isso. Tem uma hora tá falando, eu tô falando aqui, a pessoa tá dá uma viajada. Faz parte do ser humano, porque eu gasto energia para prestar atenção. Eu moro eu preciso descansar e eu faço isso sem perceber. Então tô aqui prestando atenção. Tá interessante, tô gostando. Deixa eu relaxar um pouco. Pera aí. Ah, deixa eu voltar agora. Agora tô descansei. Volto pr atenção. É assim que funciona. Bom, aí li lá TDH. Dificuldade de prestar atenção na palestra do Daniel. Pô, eu tenho isso. Eu tenho porque eu não prestei atenção 100% na palestra do que ele falou. Característica humana. Ah, situações de impulsividade, comportamento impulsivo. Ah, chega meia-noite eu acordo, eu vou lá na Shopee, nossa, eu compro um monte de coisa que não precisava, mas compro de forma impulsiva. A impulsividade faz parte do ser humano, né? Ou então vou lá na geladeira, salto e como. Eu não precisava comer, não tava com fome, mas fui lá e comi. Quando percebi tive um autocompulsivo. Aí depois me arrependo, tal. Mas são condições humanas. Tá aí do autismo. Vou em eventos sociais e festas e tudo mais, saio exausto. Não queria ter ido para isso, não gosto e tudo mais. Ih, acho que eu, né, tenho uma dificuldade aí, né? Ah, tem interesses restritos. A pessoa, vixe, eu assisto o mesmo filme várias vezes, adoro filme, assisto o mesmo filme. Não gosto de ver filme novo, eu gosto de ver o mesmo filme de sempre, né? Enfim, eu vou lendo as características e a gente vai se identificar. Por quê? Porque é ser humano, né? Eu eu falo às vezes nas entrevistas que eu faço com as pessoas, a pessoa começa a me contar um pouquinho. Eu falei: "Aí você faz isso, isso isso é desse jeito mesmo. Falei: "Não é que eu adivinhei, é porque eu já entendi aonde você está e qual característica humana. Agora, se me trouxerem um um outro animal, eu não vou saber. Eu conheço o ser humano." Bom, e como é que é feito isso? Aí vamos, vou dar um exemplo agora, só para ilustrar. Vamos supor que são 50 características. listraram, listaram aqui 50 características de autismo, 50 características de TDH. Bom, e aí, qual que quem que vai ser? Todo mundo vai ter que ter tudo isso, n? Todo mundo vai ter isso, mas lembra que é transtorno mental? Eu preciso ter o sintoma presente na maior parte do tempo e eu tenho que ter, eu sei o que você vai fazer, já tô acabando já. Eh, eu tenho que ter o sintoma presente a maior parte do tempo, eu tenho que ter ele eh muito forte e por causa dessas características, ele tem que afetar a minha autonomia, tá? Então, ah, das listas lá que eu vi do TDH, eu tenho elas, mas você tem quantas? Ah, às vezes eu tenho 10. Bom, elas estão presentes na maior parte da sua vida? Não, isso pode ser que sim, elas estão. Elas atrapalham a sua vida, a sua autonomia? Ah, não, isso não. Eu sigo minha vida normalmente. Bom, então critério já que não é um um TDH, já estamos falando por aí agora. Não, eu tenho 10 características, elas estão presentes na maior parte do tempo, são intensas e atrapalham a minha vida. Bom, aí falta um outro fator. Eh, foi numa convenção, eu vou dar um número fictício, não é bem assim, tá? Mas só para facilitar o entendimento, houve uma convenção que falou: "Dessas 50 características, você tem que ter 30 para falar que é TDH. Dentro dessas condições que eu falei, você tem quantas? 10. Então não vou falar que é TDAH. Te atrapalha? Atrapalha. Causa sofrimento mental? Causa o sofrimento mental. É TDH? Não, não é assim que funciona. Agora, como é que a gente entende essas características? Se tá dentro ou não. Esse é o desafio dos profissionais de saúde mental e principalmente dos serviços de saúde, tá? Não é tão simples e tão fácil fazer isso. Bem, bom, como prometido, falei que eu tava finalizando, finalizei aqui, né? Obrigado pela pela oportunidade de poder falar, da trazer minha contribuição em saúde mental aqui para vocês e acho que depois teremos perguntas, espero que tenha esse espaço também que vou responder com maior prazer, tá bom? Muito obrigado. Bom, dando prosseguimento ao nosso evento, passamos agora a palavra à Isabela Brito para a palestra Psiquiatria, a importância do diagnóstico, do tratamento adequado e a desmistificação do uso de medicação. Isabela Isabela Bigete Brito é médica psiquiatra e psicogeriatra com residência em psiquiatria pelo Hospital Regional de Presidente Prudente. Bom, vamos lá. Então, eu sou psiquiatra, sou psicogeriatra, que é a psiquiatria que cuida mais os transtornos mentais em idosos e também atuo como supervisora voluntária no ambulatório de psiquiatria geriátrica e neuropsiquiatria da Unicamp. Bom, vamos lá. Acho que é para cá. Eh, coloquei algumas manchetes pra gente ver o quanto esse assunto é extremamente relevante, seja nos meios de comunicações mais comuns que a gente tem, né, BBC, Estadão, quanto também da do IPq, né, do departamento de psiquiatria. Então, crise de saúde mental, o Brasil tem o maior número de afastamento por ansiedade e depressão em 10 anos. Segundo a OMS, o Brasil é líder global em quantidade de pessoas ansiosas. Número de brasileiros com transtornos mentais preocupa especialistas e o Brasil tem as maiores taxas de transtornos de ansiedade no mundo. Então assim, eh hoje é um dia bastante importante pra gente poder refletir sobre isso e o quanto isso impacta, né, a nossa nossa vida, né, o nosso cotidiano. Bom, o que que é um transtorno mental, né? O Daniel falou muito bem agora na na última palestra. A gente tem que pensar que o transtorno mental ele vai causar prejuízo e sofrimento significativo na pessoa. Isso pode impactar a capacidade, né, como a gente tem os transtornos demenciais ou outros transtornos psiquiátricos. E também ocorre uma significativa eh perturbação tanto na cognição, na regulação emocional ou no outras partes do comportamento humano. Então, transtorno mental é um sofrimento e uma incapacidade cognitiva, emocional ou comportamental. E ela não deve ser uma resposta esperada a um estressor ou perda comum. Ou seja, seria o sofrimento mental, né, como um luto, uma perda de um ente querido. Isso é humano. Então a gente não classifica como transtorno mental, lógico, quando a gente não fala de um luto patológico, né, que é totalmente diferente. E nós também devemos reconhecer as diferenças culturais. É extremamente importante isso. Nós precisamos ter essa empatia também com outras culturas e também não corresponde a desvios sociais de comportamento. Isso é bastante importante também. Bom, em relação ao diagnóstico na psiquiatria, eh eu digo pros pacientes que é uma especialidade um pouco mais diferente das outras clínicas. a gente se baseia em uma namnese. Nessa anamnese, nós precisamos tirar todas as informações do paciente. Então, quando o paciente chega, eh, ter esse primeiro contato é bastante importante. Como o paciente se veste, quais são os jeitos que ele senta, né, que ele gesticula. Isso já vai dando algumas pistas pra gente pensar em alguns diagnósticos. Além disso, eh, é muito importante o histórico pessoal. Poxa, esse paciente faz uso de substâncias. Eh, como que é a rotina desse paciente? Como que é a história familiar? Tem alguém com algum transtorno psiquiátrico na família diagnosticado? Porque muitas vezes a gente pergunta: "Ah, tem alguém com algum diagnóstico?" Nossa, é todo mundo. Mas e diagnosticado? Isso é muito importante por conta das doenças psiquiátricas, ter um componente genético bastante importante como autismo. E também a gente pode se utilizar de instrumentos de rastreio. Então, na psicogeriatria, a gente usa bastante testes eh de rastreio cognitivo, minimalimental. Então, a gente também pode se utilizar de escalas para complementar a nossa avaliação. Então, quais são os conceitos fundamentais pro diagnóstico em psiquiatria? Então ele está essencialmente relacionado ao sofrimento ali, seria e ou a perda de funcionalidade, tá? Deve se diferenciar do sofrimento mental ou esperado do sofrimento humano, que é normal a gente ter ansiedade, né? a gente tá triste, mas o que vai diferenciar isso é a quantidade de tempo que esse sintoma se prevalece e também o quanto isso acaba incapacitando a a vida do indivíduo. E além disso, não se deve caracterizar hábitos culturais atípicos em transtornos mentais. E em relação à parte, né, dos conflitos sociais, devem ser parte de estudo de outras áreas do conhecimento. Bom, e o tratamento em psiquiatria? Eh, o tratamento ele não é somente medicamentoso, né? O paciente muitas vezes ele procura o consultório querendo uma cura rápida, uma resposta rápida e não é desse jeito, né? Muitas vezes os antidepressivos viorais, eles demoram de 10 a 14 dias para fazer efeito. Então a gente também precisa conversar muito bem e explicar o que que ele vai esperar da medicação, possíveis efeitos colaterais, eh se esses efeitos colaterais eles podem desaparecer ou não. Então assim, é muito importante a gente também explicar pro paciente sobre a medicação. E além disso, eh, exercício físico, assim, não tem como a gente passar por essa palestra sem falar sobre isso. Eh, exercício físico. Quando a gente também vai conversar com o paciente sobre exercício, não adianta simplesmente eu falar para ele fazer, eu preciso ver se tem uma motivação para isso. Então, exercício físico, parte cognitiva, parte de atenção é extremamente importante, tá? Psicoterapia também ajuda e muito, porque por mais que a gente tenha medicação, né, eh nós também temos a parte de pensamentos ruminativos, pensamentos catastróficos, eh isso falando, né, a parte de sintomas ansiosos. Então a gente consegue reestruturar muito bem essa parte cognitiva com ajuda da psicoterapia, né? Então é um dos pilares também extremamente importante, sono. Não, não tem como falar de sono, né? Sono é assim, ele é essencial tanto pra gente conseguir ter uma boa atenção no outro dia, pra gente ter uma retenção também, né, da das informações, uma boa memória, o sono ele é crucial. e espiritualidade, independente de religião, né? Se você tem uma motivação para você viver, seja uma fé, algo que te motive, também é um dos pilares assim cruciais pro tratamento. E a alimentação, né? alimentação saudável é, né, muito muito importante. Não tem como falar disso porque alimentos com muitos açúcares, muitas gorduras, são alimentos inflamatórios e também pode prejudicar a nossa saúde, tanto física quanto mental também. Bom, e quais são os benefícios do tratamento? Porque a minha função aqui é tentar convencer vocês de que a psiquiatria é extremamente importante e que vocês precisam pedir ajuda, né? principal é redução significativa dos sintomas psiquiátricos. Então, a minha função é tentar reduzir ao máximo aquele sintoma que tá causando prejuízo pro sofrimento. E, além disso, prevenção de recaídas e recorrências. Para quê? Para melhorar a estabilidade do humor, para que o paciente consiga ter uma vida plena e satisfatória, tá? Reduzir o sofrimento também não tem nem como a gente falar de redução dos sintomas. E também a gente reduzir o sofrimento do paciente, assim, é totalmente lincado. E promover a maior autonomia, né, que o Daniel falou bastante sobre isso, maior autonomia, uma reintegração social e melhorar a qualidade de vida. Psiquiatria é isso, é melhorar a qualidade do vida do paciente dentro daquelas características que o cerca, tá? e melhora do funcionamento interpessoal, social. O convívio social é extremamente importante paraa nossa memória, é um dos fatores protetores, né, para doenças neurodegenerativas. E assim, não tem como falar de psiquiatria sem falar de todos esses benefícios do tratamento. E além disso, o que que o tratamento na psiquiatria faz? Ele reduz o número de hospitalizações e custos de saúde, diminuição do risco de mortalidade e diminuição do risco de suicídio, né? Como teve a Margarete falando sobre isso, é crucial porque o suicídio ele tem como um dos principais fatores de risco o transtorno mental. Vão ter duas fotos agora que eu achei super interessante, que são números assim muito importantes pra gente pensar e refletir o quanto a saúde mental não tratada impacta no nosso dia a dia. Então aqui eu vou ficar um pouco de costa para ver se eu vou dar uma lida para vocês. Então, no mundo, 800.000 pessoas tiram a vida todos os anos. E no Brasil, 11.000 pessoas tiram a própria vida todos os anos. No mundo é a segunda maior causa entre jovens de 15 a 29 anos. E aqui no Brasil é a quarta maior causa entre os jovens. E a cada 30 pessoas, cinco já pensaram em suicídio. Então, assim, são dados muito intensos pra gente poder pensar e refletir o que que tá acontecendo. Além disso, 328 milhões de pessoas no mundo, ou seja, 4% da população global tem transtorno de ansiedade, mas somente uma a cada quatro pessoas afetadas recebe tratamento. Então, é um grande problema o acesso dessas pessoas à psiquiatria e 26,8% da população, ou seja, 56 milhões de brasileiros sofrem de transtorno de ansiedade e mulheres e jovens de 18 a 24 anos, são os mais afetados. e 11,5 bilhões de dólares foi o valor movimentado no mercado global de tratamento dos transtornos de ansiedade em 2024. E o que que acontece? Será que todo mundo tem acesso ao tratamento psiquiátrico? Mas por mais da psiquiatria, a gente tem uma eficácia bastante relevante. Somente 6,9% dos indivíduos com transtornos mentais recebem um tratamento efetivo. O que que é tratamento efetivo? Remissão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, tá? E quais são as barreiras para que isso aconteça? baixa percepção da necessidade. Ainda assim, tem pessoas que acham normal tá se sentindo daquele jeito, muitas vezes não tem acesso à informação para saber que o que ela tá sentindo é realmente algo que acontece ou será que pode ser alguma doença, algo em relação a isso e baixa o contato com serviços mesmo em quem percebe a real necessidade. Isso em torno de 34,1%. E apenas 47% dos que recebem tratamento minimamente adequado atingem critérios de efetividade, ou seja, não chega nem a 50%. E em relação ao tratamento na psiquiatria, muitos chegam no consultório com receio de tomar medicação. Ah, essa medicação vai causar algum vício, por quanto tempo eu vou tomar essa medicação, né? E os psicotrópicos, eles são indicados conforme critérios, diagnósticos e a clínica da paciente do paciente. Será que realmente está necessário a gente iniciar uma medicação? esse sintoma tá realmente provocando um prejuízo, uma diminuição da qualidade de vida. Isso tem que ter uma conversa muito firme com o paciente para ver se realmente aquela medicação pode ajudar ele, tá? E além disso, a gente tem estudos de eficácia, de segurança para que uma medicação ela seja disponibilizada no mercado, né? as medicações na psiquiatria, a gente sabe que existem efeitos colaterais, mas a gente precisa escolher uma medicação que seja totalmente adequada pro paciente, com o mínimo de efeitos colaterais pelo menor tempo possível. Lógico, tô falando de transtorno bipolar, muitas vezes esquizofrenia, que tem que tomar medicação pro resto da vida, mas dependendo alguns outros transtornos, a gente sim tem até pacientes que recebem alta e isso é frequente até na psiquiatria. Então, e por que que acontece esse estigma, né? Porque muitas vezes o que que sai nas redes sociais? os prejuízos, acaba saindo muitas vezes, né, a parte de publicidade de dos medicamentos com maior ênfase nos riscos e menos benefícios. Aí aquela pessoa, ela já vai totalmente contaminada, né, pro pro consultório. Então, na psiquiatria é fundamental abordar o tratamento como parte de um plano terapêutico integrado. A gente precisa trazer o paciente e discutir as possibilidades de tratamento com ele, justamente para ter adesão, né? Então, temos que ter psicoterapia, intervenções psicossociais e monitoramento dos efeitos efeitos adversos, porque podem existir. Mas como que a gente pode fazer isso? O que que a gente pode propor pro paciente para minimizar esses efeitos colaterais? Será que os benefícios do uso da medicação não seriam superiores a esses efeitos colaterais? E é isso, pessoal. Eh, eu espero que eu possa ter trazido um pouco da psiquiatria, um pouco da importância dessa especialidade, que o principal alvo é restabelecer a qualidade de vida, eh proporcionar um um maior convívio desse paciente com as outras pessoas, isso dentro das limitações dele. Então, acredito que seja isso e depois se tiverem algumas dúvidas a gente pode conversar. Obrigada. Obrigado. Por fim, finalizando o nosso ciclo de palestras, recebemos Ctherine Perez para ministrar entre feridas e palavras, elaborar para reviver. A palestrante é formada em psicologia e trabalha na área clínica desde 2016, atendendo adultos, adolescentes e crianças na abordagem psicanalítica. Além disso, atua como psicóloga hospitalar no Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas. debaixo do aqui, né? Tá. Obrigada. Olá, boa tarde. Como vocês estão? Que bom. Bom, então, primeiramente eu queria agradecer principalmente a Margarete, né, mas a Elamp também e a Câmara que deu essa oportunidade tão bacana de est aqui nesse dia hoje e a vocês, claro, que fazem parte disso. Bom, então o título que eu dei paraa minha palestra é Entre feridas e palavras, elaborar para reviver. E aí a gente vai entendendo ao longo da palestra o que que isso quer dizer, né? Esse título tão comprido. Vamos lá. Então, quem sou eu? Bom, Catarine Peres Ramos, né? meu nome, eu sou psicóloga, sou psicanalista e palestrante. Atuo nas áreas clínica e na hospitalar também, que nem já apresentaram um pouquinho. Então, a gente tá aqui por conta do janeiro branco, né, que é um mês eh que tá tratando sobre saúde mental, de conscientização da saúde mental. E eu poderia falar sobre muitos temas, né, porque saúde mental é muito amplo, mas resolvi trazer um pouco do tema da depressão, né, especificamente, porque é algo que está super em alta, né, depressão e ansiedade é uma das coisas que a gente mais fala, ouve falar e na mídia e tal hoje em dia e sente na própria pele também, né? Vocês conhecem esse rapaz? Sim. Bom, é o Ktin, quando era jovenzinho, né? Eh, o vocalista era, né? vocalista da banda Nirvana, que aliás na minha adolescência foi muito importante, não sei na de vocês, mas o que eu vou trazer aqui, eh, ele cometeu suicídio, né, em 94, jovem, tinha 27 anos ainda. é uma idade que a gente fala que é uma idade perigosa, né, que muitos jovens com essa idade acabam, enfim, cometendo suicídio, principalmente entre nesse mundo artístico, né, nesse meio. E aí procurando sobre o Kurt, eu achei uma entrevista no G1. Eh, na época o rapaz que fez a entrevista não era do G1, mas ele publicou lá, tá publicado lá. E o Ch, ele fala sobre uma dor insuportável de viver. Essa entrevista foi dada em 93, um ano antes do suicídio dele, né? Então aqui tão algumas frases dele: "Fazer shows para 100.000 pessoas vestidas com a camiseta da sua banda e que não estão nem aí para o que você está tentando dizer com a sua música". Dor de ver minha imagem explorada por meus empresários, minha esposa, minha família. ver a garotada toda ser manipulada pela indústria de entretenimento e descobrir que eu, no fundo, sou eu mesmo uma ferramenta, um instrumento de dominação da garotada usado pela indústria. Bom, gente, ele e tava claro que ele não estava bem, né, nas letras das músicas, nas entrevistas que ele deu, enfim, era um sofrimento muito grande que tava sendo ali colocado. Meio que não sabiam o que fazer, né? Não teve um direcionamento para um tratamento, não teve nada disso naquela época. Aqui é ele, né, já mais velho. E uma das últimas frases dele nessa entrevista é: "Mas o que acaba comigo é não ter reais motivos para estar triste". Afinal, hoje eu tenho uma banda. Tenho dinheiro, fama, sou adorado por multidões. Me sinto mal agradecido. Hoje sou mais triste do que quando eu era um ninguém, um nada na minha cidade. Porque às vezes a gente tá falando de depressão, de ansiedade, e daí as pessoas dizem: "Mas você tem tudo, né? Você tem uma família maravilhosa, você tem um emprego, enfim, o que que te falta? Por que que você tá assim? Você não tem motivo para est assim, mas não diz respeito a isso, né? São outras coisas que levam as pessoas a ficarem depressivas e a cometerem suicídio muitas vezes. Aí eu queria ouvir vocês. Vamos ver se vai funcionar. Eh, queria que vocês participassem, se vocês puderem, claro, tem um QR code aí na tela. Se vocês puderem responder o que é depressão para você em uma palavra, uma frase, algo curtinho assim, não precisa de grandes elaborações. Vou esperar um pouquinho. Vocês estão conseguindo acessar? Sim. Que bom. Bom, gente, no final eu vou mostrar o resultado, tá? Por enquanto segura aí. Não vou mostrar agora porque aí a gente vai refletir juntos e tal e aí no final vocês vão ver o que vocês colocaram e vão comparar com o que vocês estão pensando, né, no antes e no depois. Tá bom? Vou seguir aqui, mas podem ir fazendo. Então, eh, falando um pouco da geração Z, né, que, enfim, tá na na mídia aí direto. Essa daqui são algumas matérias. Você joga no Google Geração Z, é o que aparece. Então, o que que dizem? É frágil ou vive o período mais difícil para ser jovem? Hiperconexão e medicalização do sofrimento. Anda tão triste que achatou a curva da felicidade. Mas será que é só a geração Z, né? Não é, não é. A gente também tá na mesma sociedade que eles, né? Então, por mais que se aponte o dedo, que pense que, ah, não, mas esse pessoal que eles não se encaixam muito bem nos ambientes de trabalho, não sabem conviver com as outras gerações, esse pessoal que cresceu no meio da tecnologia, eles não tiveram vivências reais, por aí vai, né? O que a gente ouve falar muitas vezes até pensa, né, também. Então, não são só eles, estamos nós também nessa sociedade, convivemos, né? E o quanto é difícil, né, que a gente possa também olhar pra gente mesmo e poder reconhecer que acontece com a gente, acontece com as pessoas próximas a nós, acontece com as outras gerações também, né? Não é só a Z. pandemia e saúde mental. Meus colegas já trouxeram um pouquinho, né, eh, do quanto que durante a pandemia a gente falou sobre saúde mental, né? Acho que teve um boom, aí se falava, mas teve um grande impulso com a pandemia, né, esse tema e o quanto que as pessoas passaram a prestar mais atenção em si mesmas, nos outros. Então, a gente teve muito mais contato, seja pela mídia, seja por contato direto com as pessoas, enfim, foi um período de muitas perdas, muitas mudanças. Então, tudo isso trouxe esse tema da saúde mental, né, lá em cima à tona. Eh, e aí que vem janeiro branco, setembro amarelo, né? Surgem aí eh muitos desses meses coloridos, né, de atenção pra gente ir falando, prestando atenção. Então, em que sociedade que nós vivemos, que isso influencia muito, né? Estamos num capitalismo desenfreado, estamos numa busca de lucros e resultados e o aumento do custo de vida, né, entre outras coisas. Esse daqui são só são alguns pontinhos pra gente pensar, mas é uma sociedade de muitas exigências, né? É muita pressão, é muito produza, faça, performe, né? Cadê você? no meio de toda essa gente, se mostre, vá, faça. Ah, sim. Seja macro. Pois é. Pois é. Então, é muita pressão e a gente se cobra também, além dos outros cobrarem da gente, né? Resultado, crise de saúde mental. Brasil tem maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 10 anos. peguei essa notícia, tá no G1, mas tava no no IPQ ali também. E por quais motivos estamos tão ansiosos e depressivos, né? Que que tá acontecendo? Tem os motivos que são externos, digamos assim, que diz respeito ao contexto que a gente vive, a nossa sociedade, e tem os motivos internos que diz respeito a cada um. né? Então aqui estão alguns deles, questões familiares, mudanças sociais, mudanças tecnológicas, mudanças econômicas, conflitos amorosos, lutos, problemas no ambiente de trabalho, só uma pinceladinha, né? Mas tem muito mais. Claro. Vocês conhecem esse filme, Sociedade dos Poetas Mortos? Sim. Alguém aqui não viu? Levanta a mão, por favor. Ótimo. Está nos streamings, tá? Se vocês quiserem ver depois dessa da apresentação que eu vou fazer, acho que é interessante. Eu vou explicar rapidamente do que se trata o filme. Quem viu não conte, não dê spoiler, por favor. Mas eu vou contar um pouquinho. Eh, uma escola só de garotos, né? que são jovenzinhos ali meio que no ensino médio. E tem o professor, um professor novo que entra que interpretado pelo Rob Williams, que também cometeu suicídio, né, infelizmente, um grande ator, mas ele entra nessa escola e ele transforma assim o ensino daquela escola, porque os meninos estavam acostumados com aquela aula. Ai, tá bom, já sei o que que vai acontecer, vem o professor, blá blá blá, fala fala. E ele vem, ele ele causa assim, né, nas aulas. Ele faz os meninos subirem em cima da cadeira, ele traz poesia, ele faz eles se interessarem por arte. Então é muito bonito, muito bonito. E enfim, contei assim um pouquinho por cima e agora nós vamos ver uma cena do filme, tá bom? É bem rapidinha. Se puder dar play, por favor. Obrigada. back We're trying very hard to understand why it is that you insist on defying us. Whatever the reason, we're not going to let you ruin your life. Tomorrow I'm withdrawing you from and enrolling you in Brght military school. You're going to Harvard and you're be a 10 more years make a term you don't understand you have opportunities that I never even dreamt of I not going to let you got to tell you what I feel me what you What is it? Is it more of this this acting business? Pon fog É, esse é o antes. Ih, não consigo mais voltar aqui. Pera aí. Ah, consegui. Que que vocês acham que acontece depois dessa cena? Só quem não viu o filme, por favor. Que que vocês acham? Ele se mata. Ela não viu o filme. Quem mais? Mais algum palpite? É, você tem razão, ele se mata. Eh, o pai passou por cima, né, do das vontades e dos desejos daquele menino. Não escutou e simplesmente sufocou ali o que era um desejo, né, uma vontade, enfim. Então, é isso que acontece no filme. É bem triste, gente. Então, se vocês forem ver, preparem-se. Mas é bem bom também. Acho que ensina muito. Hum. Deixa eu ver aqui. Não está. Foi bom. falando de saúde mental, de depressão, enfim, trazer esses dois temas, o silêncio e a negação. O silêncio porque é muito difícil as pessoas falarem primeiro sobre elas mesmas, né? Ainda mais sobre temas delicados, sobre fragilidades, sobre sensibilidade. Então, quanto que as pessoas se calam, né? Se vocês forem pensar, acho que muitos de vocês, por exemplo, mesmo com as pessoas mais próximas, tem dificuldade em dizer: "Olha, eu não tô bem, eu tô passando por tal coisa, eu tô sofrendo muito e olha só o que tá acontecendo, né, de poder falar sobre si, das suas próprias fragilidades." Então, o quanto que existe ainda o silêncio, né, sobre esses sofrimentos? E a negação é uma outra ponta, né, também que o quanto que as pessoas negam que elas precisam de uma ajuda profissional, por exemplo, né? Ah, não, mas isso daí é uma bobagem, isso vai passar, é só um momento, é uma coisa pouca. ou não, eu vou num bar, eu tomo uma cerveja ali com um colega e tá tudo certo e depois vai ficar tudo bem. É só só desabafar aqui só um pouquinho e tá tudo bem. Ou ah, não, eu vou procurar uns tratamentos alternativos. E assim, gente, ir no barco, o colega, procurar tratamentos alternativos, não é que seja ruim se isso for terapêutico para você, se isso for bom para você, mas não substitui um acompanhamento profissional. não substitui uma psicoterapia, não substitui um psiquiatra, né? Então é a gente poder também separar as coisas e perceber quando chega num limite que você precisa pedir ajuda, né? Então o que que é psicoterapia, a análise, o que que elas nos dão? É um espaço de escuta diferenciado do que um familiar, um amigo pode dar, né? Uma oportunidade de rever e relembrar sua história. Questionamentos surgem, você começa a se perguntar sobre muitas coisas e esse é um dos objetivos, né, da psicoterapia. Não que a gente se feche em achismos nossos, mas sim que a gente possa criar questões, né, elaborações sobre o que acontece na nossa vida e outro posicionamento frente à vida, né? Acho que isso é assim maravilhoso o que a psicoterapia faz, é a gente poder lidar de outra forma com o que acontece com a gente. Bom, a depressão ela é um termo vinculado à psiquiatria, ela é um diagnóstico, né? E lógico, hoje em dia ela tem sido muito falada, mas antigamente com nosso querido, pelo menos meu Freud, eh ele não falava de depressão, né? Ele falou um pouquinho sobre luta e melancolia num dos textos dele, mas ele vivia em outra época, era 1890, 1900 e pouquinho, então era outra época. E não se falava de depressão, falava da depressão como um afeto que tava em outros transtornos, mas não ela como um transtorno propriamente dito, né? Ele tava preocupado com a histeria, começou os estudos dele com isso. Ele se preocupou com as neuroses de guerra, que hoje a gente chama de, né, estress póst-traumático, por exemplo. Então, eram outros tempos e as pessoas sofriam de outras coisas e se falava de outras coisas e se estudava outras coisas. Outro querido meu, Jaques Lacan, que veio um pouquinho depois, anos 60 ali, 70, ele vai falar que a depressão é uma renúncia do desejo, covardia frente ao próprio desejo, recusa do que vem do inconsciente. Então, eh, ele vai dizer que as pessoas não conhecem os próprios desejos, elas não entram em contato com isso, não entendem o que elas realmente querem, tontade e não vão atrás disso, né? Então, vai se ficando cada vez mais em si mesesmado, né? E a depressão pode surgir, por exemplo, eh, nessa renúncia desse desejo que não se sabe sobre ele e não se vai atrás. Então, vou ficando em casa, vou deixando os contatos, né, com os outros, vou deixando interesses. Aí eu trouxe o Deus EOS, que é da mitologia grega. Ele tem duas facetas. O Eros é o Cupidinho, né, mais conhecido. Vocês devem já, enfim, a gente vê por aí bastante, né? Enfim, eh, as duas facetas, uma delas é a faceta de criação de laços afetivos. Ele flecha as pessoas, as pessoas se apaixonam, as pessoas criam laços, mas também tem a faceta da separação do término, porque uma coisa não vem sem a outra. Você só pode, por exemplo, fazer um laço com outro se você antes for um indivíduo, né? dois indivíduos acabam, por exemplo, fazendo ali um par, uma dupla, um casal, né? Precisamos terminar ciclos para que outros comecem. Então, as duas coisas estão juntas, né? E aí, para criar, iniciar, desejar, é necessário que nos deparemos com a falta. Se eu tivesse tudo, se existisse um ser humano que tivesse tudo, que tivesse a completude, para que que ele ia buscar outras coisas, coisas novas, interesses? Se ele tem tudo, se ele Eu aqui estou na perfeição, na completude total plena, eu tenho por buscar alguma coisa na vida? Não, se eu tenho tudo, né? Isso não existe. Isso não existe esse ser humano, tá? Então é preciso que a gente parta de uma falta. para que a gente vá atrás, né, de desejos, para que a gente queira outras coisas, para que esse desejo circule. A gente vai dizer na psicanálise que o desejo ele circula, né? Ele não fica num objeto, tá num objeto, depois de um tempo vai para outro, vai para outro, vai para outro. A gente vai querendo coisas diferentes ao longo da vida. Quem topa ir atrás do seu desejo tem também que topar, se deparar com a falta. Então, para além daquela falta inicial para que eu vá atrás de algo novo, para que eu tenha desejo e vá atrás das coisas, também temos que saber que quando a gente se depara com esse objeto de desejo, ele não vai ser todo, ele vai, pode ser uma pessoa, pode ser um trabalho, pode ser várias coisas, tá? ele não vai ser todo. Então a gente vai se frustrar com aquilo que a gente encontrou, porque enfim, expectativas versus realidade, né? E vai ter suas faltas também ali. Então a gente tem que ter uma falta que a gente topa antes para ir atrás do desejo. E quando a gente encontra um objeto de desejo, a gente vai ter faltas ali também. P não era bem assim. Eu tinha pensado tal coisa agora que eu cheguei aqui, mas não é não era isso. Exatamente. Gostei. Gostei. Legal, mas tem suas faltas, né? Então, gente, momentos finais. Chegamos aqui na nossa conclusão. Eh, diria para vocês, né, que é importante, então, que primeiro a gente entenda quais são nossos desejos, que a gente vá atrás deles e que pelo menos essas esse ciclo aqui de palestras hoje, né, que a gente possa ter se escutado mais, escutado o outro, que a gente possa se observar mais a partir disso e procurar ajuda, né, se for o caso. Então, acho que é essa mensagem que queria trazer para vocês aqui hoje. Hum. Vamos ver as resposta. Será que a gente consegue ver? Será que o Elton consegue ver? Olha só, deu certo. Fiquei feliz. Primeira vez que eu tento usar isso. Eh, o que é depressão para você? Olha só, o que tá maiorzinho foram as respostas que mais surgiram. Então, tristeza profunda, né? Um peso carregado sozinho, sozinho na multidão. Não saber viver um sentimento, falta de sentido, é uma doença na escuridão, dor insuportável que para, solidão, vida sem sentido. Uma e uma doença, não uma vontade. Falta de energia, perda de esperança, falta de motivação, vazio, luta com o passado, fraqueza. apatia, tristeza, angústia. E agora no finalzinho, o que que vocês acham? Vocês têm a mesma ideia do que a depressão? Algo mudou aí? Alguém quer falar alguma coisa? É, eu eu seja profunda, né? Sim. Eu defino assim. Uhum. Uhum. Tá. Bom, acho que algumas pessoas continuam, né, com a mesma ideia. Talvez outras tenham pensado outras coisas novas, né, depois de todas essas palestras e falas e tal. Mas é isso. Acho que é bacana a gente poder ver, né, as respostas dos outros. E é isso. Dá para voltar lá no no meu só para fechar na apresentação ali em cima. Obrigada. Muito obrigada. minha rede social. E é isso, gente. Obrigada por hoje. Foi ótimo. Ah, não. Agora todos os palestrantes convidam a plateia para um bate-papo sobre os assuntos abordados nesta tarde. aqui. Você tá lembrando dela aqui que a palavra tá aberta para quem quiser perguntar. Boa tarde, meu nome é Daniele, eu trabalho aqui na Câmara, na Escola do Legislativo, e eu gostaria de perguntar para o Dr. Daniel, eh, o seguinte, eh, na literatura e a gente vê com relação à sintomatologia, definição, tratamento, etiologia, uma diferença entre doença, transtorno e síndrome. E a minha pergunta é, eh você falou várias vezes, doença mental, doença mental mencionando os transtornos, você faz essa diferença? Existe na prática essa diferença entre doença e transtorno ou não? Tá. Eh, é, eu falei aqui de doença mental, acho uma ideia de não foi uma construção de uma palestra tão teórica assim, né? Eh, mas assim, doença mental não é o termo mais utilizado atualmente, tá? Então, eh, foi se utilizado, a gente entende popularmente o que é isso, mas o termo mais adequado e mais utilizado, transtorno mental, né? É assim que a gente fala, eh, pensando em termos técnicos, teóricos, né? Ah, há uma diferença. Então, você falou de sofrimento mental, transtorno mental e síndromes, né, que você tava doença e transtorno e síndrome. Perfeito. Ah, por que que não se usa doença, né? Porque uma doença tá muito ligado àquelas condições que eu falei mais clínicas médicas, né? Então, eh, eu adquiro uma uma bactéria, um vírus, isso vai me causar, e a Dra. a Isabela aqui vai poder falar muito melhor do que eu, eh, que na saúde mental, né, foi pensado que, como eu disse, são características humanas, né, que trazem desajustes, disfunções, eh, no dia a dia. Então, doença mental não faz mais não faz muito sentido, porque se eu tenho uma doença, tenho-se uma ideia de que existe uma cura da saúde, da da doença mental. E não é bem assim que funciona. Não é porque eu não quero, porque os profissionais, não é porque não é assim que funciona na vida. há certos tipos de transtornos mentais que são relacionados a adaptações, outras que são eh habilitações que você consegue, outras são reabilitações, enfim, são várias formas diferentes, né? a as síndromes se diferenciam porque elas estão mais voltadas, não características humanas, mas condições a a a formação, a as questões genéticas e aí utilizas mais e esse termo. Há literaturas que não trazem tantas distinções sobre isso, transtorno mental, síndromes, mas a o consenso é que sim, são diferentes, né? Então você fala, por exemplo, síndrome de Down. Há um fator genético que determina certas condições, formações do corpo e neurológicas e tudo mais. Quando você fala transtorno mental, não tá relacionado essa morfologia, a forma como corpo, mente são formadas, mas sim características que podem estar voltadas tanto do desenvolvimento quanto das questões ambientais. Então é dessa forma que vai se diferenciando entre uma e outra. Eh, talvez a Dra. Isabela pode responder melhor do que eu essas características porque tá na mais na base dela, né? Mas só queria diferenciar assim, eu falo doença mental, falei alguns momentos aqui para poder ficar um termo popular para entender, porque eu não queria trazer um termo, uma ideia tão teórica, tão formal e atrair mais a atenção de vocês, como eu tava falando antes, é o que o que eu mais queria, tá? Mas tem diferença sim. Tá bom? Só só complementando, eh, é isso mesmo. A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. Então, vamos supor, a gente tem uma síndrome demencial. Qual é a etiologia dessa dessa síndrome? Pode ser um Alzheimer, pode ser corpos de Levi. Então, seria, explicando de uma forma mais genérica, um termo mais amplo pra gente conseguir reunir características dentro de um mesmo espectro, entendeu? Mais ou menos isso é só comproveitar. Às vezes até usam, né, a síndrome do pânico, às vezes usam esse termo, não é o mais é seria o transtorno do pânico, né? seria mais adequado. Eh, boa tarde. agradecer aqui a todos, né, os palestrantes, que é um tema muito importante, né, que a gente tá recebendo e que quanto mais a gente puder ter informação e evoluir como ser humano pra gente poder tratar dos outros, os nossos colegas no dia a dia, é sempre bem-vindo. Aí a minha pergunta vai para você, é uma coisa assim que é bem corriqueira e que eu queria saber duas coisas, como que a gente pode fazer. Eu acho que aqui isso serve para todo mundo, tanto para em casa ou quanto pro quando a gente tem colega, a gente tem intimidade, que é igual você falou, às vezes a gente não tá bem e a gente vai desabafar e a gente fala assim: "Eu não tô bem hoje, eu não tô legal a minha situação". E e ao invés de o colega ou a irmã, porque eu já passei por isso, tá gente? Por isso que eu toco nesse tema da gente receber um ser olhado com ai como que eu não sei a palavra, mas com seriedade no que a gente tá desabafando. A pessoa olha, mas como você tá Não é uma reclamação, é um desabafo, é diferente. Como que você tá reclamando? Você é tão bonita, você é saudável, você já viu quantas pessoas que tem no hospital, você tem um trabalho por isso, não sei, gente, vem um balde assim, vem uma dor, uma tristeza, que aí a gente começa a fazer silenciar e aí desse silêncio a gente vai ficando quieto, se afastando. Às vezes a gente quer falar, não, não é nada, não, tô bem, é só hoje. E aí é onde a gente chega na parte que a outra doutora falou que muitas pessoas acabam o quê? Se suicidando porque não teve o colo, né? Então o que que a gente faz pra pessoa respeitar o nosso desabafo? E o que que a gente faz também quando a gente não é respeitado? Como que a gente lidar pra gente não adoecer mais do que a gente já tá quando as pessoas tratam a gente desse jeito? Me opa, me escutam? Tá. Eh, as pessoas não, elas não estão acostumadas a escutar, né? A gente começa por aí, né? As pessoas geralmente elas querem falar, elas querem falar delas e a escuta dos outros é muito precária ainda, né? Então é difícil. Eu acho que assim, a gente pode, quando a gente quer ser ouvido, né, a gente pode pensar para quem que a gente tá falando, né? Será que essa pessoa tem uma boa escuta ou não? Ou ela vai vir com aquele balde de água fria para cima de mim. Você pode também dizer para ela: "Olha, você não tá me escutando, né? Eu tô te falando. Você tá dizendo o que você acha, você tá vindo para cima com, né, enfim, respostas prontas, digamos assim. Mas você não tá me escutando. Agora, eh, tem essa escuta que é de pessoas próximas, queridas, né, com quem a gente ali se sente bem para compartilhar. E tem também a escuta profissional, né? Aí também, eh, tem que ver até que ponto, né? Até que ponto que ah consigo levar minha vida, consigo tocar minha vida ou não. Já passou ali de um, né, um limite? já tá um sofrimento muito grande, já tá uma angústia muito grande, eu preciso de ajuda, né? Então, poder saber onde que tá, em que ponto que tá, né? Acho que mais ou menos por aí. Eh, obrigada pela minha própria experiência, né? Muitos, até hoje isso acontece. Eu hoje já escolho as pessoas para que eu possa, quem eu posso desabafar? Meu psicanalista, psiquiatra, porque existe o preconceito, né? Se não é todas as religiões, mas algumas é falta de fé. Aí você fala: "Nossa, mas eu tenho fé". O que tá acontecendo? Eh, às vezes na família, por exemplo, na no pós-parto, eu tive depressão pós-parto, porque no meu caso é uma depressão recorrente, então é a vida toda, tô tomando medicamento, né? Às vezes ajustado ou não, mas vai seguindo. E eu já, no meu caso, eu sou atenta aos sinais. Então, quando eu já vejo, olha, vou lá no médico, no psicanalista, me ajuda. Mas na depressão pós-farto, como assim você tem uma família tão linda, tão seu filho, olha só, e você não tem, não consegue, é uma coisa assim inexplicável, eh, do meu tio, ele sempre falava, ninguém ouviu. E as pessoas diziam: "Ah, quem quer cometer suicídio não fala, vai lá e faz". E ele falou minutos antes e foi para casa e aconteceu. Então, já o meu sobrinho, ele desabafou pro meu outro, pro meu outro sobrinho maiorzinho, aí eu vou dar um jeito na minha vida. E tentou com medicamentos. E eu também, às vezes, eu já cheguei a escrever uma carta há muito tempo, né, falando os motivos, mas tem a questão, eu acho que a sociedade ainda é o que nós estamos tentando trazer, já é um passo, eh, trazer isso como um, não como um erro, não como frescura ou falta de fé. Eh, quanto mais debates acontecerem e quanto mais eh a mídia falar, né, sobre isso, os estigmas, os preconceitos vão caindo. Eu tenho uma grande amiga que ela perdeu alguém querido e ela não tá conseguindo nem sair de casa. Na própria família fala: "Para de besteira, ele já morreu, você fica aí, ele tá morto". Entendeu? Então, e eu longe dela, né? Eu falo, tento ajudar, eu disse assim: "Olha, vai no médico, vai lá, conversa com psicol, ai tenho vergonha, vão falar que eu sou louca." Então falei assim, faz então remoto, ninguém vai saber, só você e o profissional, mas não fica assim, porque pode chegar num limite que nem você vai aguentar e pode acontecer algo horrível. Então assim, eh, saber com quem vai desabafar, porque muitas pessoas não vão entender, infelizmente, procurar ajuda mesmo profissional. Obrigada. Boa tarde. Meu nome é Cristiane. A minha pergunta pros doutores. Eu queria assim saber se o transtorno mental ele tem cura ou com as medicações ele só melhora a condição, né, de quem tem esse transtorno. Porque me eu já convivi com pessoas com transtornos mentais e eu gostaria de saber. Bom, eh existem eh do transtornos, né, psiquiátricos que a gente vai precisar de tratamento por toda a vida, né? O transtorno bipolar é um deles, eh, uma doença bastante desafiadora, falando entre doença e transtorno, né? E existem sim transtornos, vamos supor, transtornos de ansiedade, uma ansiedade leve e moderada. a gente fez uso de medicação, tá, o paciente tá bem, vamos tentar retirá-las. Mas se você não tiver um suporte tanto de psicoterapia, tiver uma vida estruturada, fica muito difícil a gente tentar remiti-lo completamente. A ansiedade ela vai tá ali, mas como que a gente vai reagir diante dela? Entendeu? Então assim, existe, vamos supor, transtornos depressivos. Se a gente deixa para tratar muito depois, quando fica muito mais grave ou faz uso de medicação para medicação, a chance da gente conseguir remitir é muito baixa. E isso tem estudos, né, vão diminuindo a porcentagem. Então, por isso que é muito importante, eh, quando tiver os sintomas, sejam eles aqueles que te tá causando sofrimento, precisa procurar ajuda, porque se você vai, geralmente as pessoas procuram quando não tá realmente aguentando mais e isso pode ficar cada vez mais difícil. Então, assim, ah, existe cura. Desde que a pessoa consiga ter uma vida totalmente estruturada, consiga se organizar muito bem, parte de estilo de vida também, eh o meio também que ela vive. Então, depende de muitos fatores pra gente falar sobre cura, mas o que a gente espera é que melhore a qualidade de vida dessa pessoa. vamos supor, um transtorno depressivo leve, eh, a gente consegue remitir sim, mas essa pessoa ela precisa ficar atenta porque, querendo ou não, ela pode estar mais vulnerável determinadas situações, mas ela também precisa se eh ficar um pouco mais forte e resistente com outros tipos de eh vamos supor, meios terapêuticos, né? psicoterapia, exercício físico, alimentação. Então, a gente precisa eh deixar esses pilares muito bem estruturados pra gente saber lidar com os acontecimentos ao longo da nossa vida. É, tá, só queria complementar, acho que também depende um pouco assim, juntando com a resposta anterior que eu dei, né, depende de qual lógica, qual prisma você coloca, né? Se você vier numa lógica que é a uma cura e que é uma ausência de sintomas, aí não vai acontecer nada disso, porque não é assim que funciona a vida humana. Não tô nem falando transtornos mentais. Agora, se você pensa numa lógica, no no de de um prisma, eh, aonde eu vou pensar as questões de autonomia, qualidade de vida, né, necessidades que eu tenho que ter para exercer as minhas funções da vida, aí sim é possível. Eh, há casos, quando falou, transtorno bipolar, é muito difícil, difícil, mas há casos pessoas que estão tomando a medicação, estão fazendo tratamento e vivem uma vida eh boa. Eh, ah, mas ela não tem não. Altos e baixos todo mundo vai ter, faz parte da vida. Mas pensando em termos de autonomia, tá trabalhando, tá tendo uma relação familiar satisfatória, tendo vida social, tudo bem. Há pessoas que não tm nenhum transtorno mental, que não tem essas condições, essas qualidades, nem por isso tem um transtorno mental. Então, por isso que a ideia de doença, né, juntando outra forma, não faz sentido, porque não é uma um sintoma que você adquire e aí você toma uma medicação tratamento e você elimina esse esse sintoma. É mais uma lógica, né? você não vai eliminar a ansiedade. Ansiedade faz parte da da vida, mas encontrar um ponto de equilíbrio. A a ideia do tratamento vem mais nessa nesse sentido, né? Obrigada. Eh, complementando também, sem fazer isso. Ah, é, eh, bom, a medicação, ela, como eles falaram, né, vai fazer exatamente isso. Ela vai amenizar, né, os sintomas que estão ali e atrapalhando, né, digamos, a pessoa ali com a vida dela cotidiana. Ah, então, né, vai conseguir ter uma vida com mais qualidade. Mas a psicoterapia ela traz esse outro lado, né, de poder criar ferramentas, te dar ferramentas para que quando, por exemplo, saia a medicação, né, pensando aí num tratamento de começo, meio e fim psiquiátrico, quando sai a medicação, que essa pessoa esteja estruturada, né, eh, porque se ela tiver na mesma realidade, fazendo as mesmas coisas, da mesma forma que ela estava quando ela começou a medicação, vai ficar difícil, né? Porque aí vai tirar a medicação e ela tá, ela se encontra no mesmo contexto, né? Então, para sustentar ali um bem-estar fica mais complicado, né? Então, a acho que a psicoterapia ela vem nesse sentido de dar ferramentas para que a pessoa possa se estruturar e se sustentar. Oi, boa tarde. Meu nome é Tamires. Eu vou trazer um pouquinho do contexto do que a Adriana falou com referente a parte de escuta de empatia. Um pouco sobre a pergunta que foi feita ali, transtorno, sínclope. Eh, sua mãe de uma adolescente de 17 anos, né? Minha filha há uns 4, 5 anos aproximadamente faz acompanhamento psicológico. Então aconteceu devido a um luto que ela passou e ela não soube como lidar e acabou desenvolvendo o transtorno de ansiedade. E como mãe, eu não sabia como lidar com a situação, porque quando vem as crises, a gente não sabe como reagir para tentar amenizar o que eles estão passando. Então, eu procurei uma psicóloga para poder fazer um tratamento para dar um suporte dentro de casa quando essas crises aconteciam. É claro, consequentemente, e aí é um ponto de vista meu, todo mundo, na minha opinião, aí vou entrar no detalhe que a Margarete disse, né? Ah, é, vou procurar um psicólogo, sou louca. Não, gente, acho que a psicólogo é importante para todas as pessoas. Eu acho que se eu pudesse dar um conselho, eu falaria: "Vai". porque é uma pessoa neutra que vai est ali para te escutar, que vai ver fora daquilo que você tá vivenciando. Ela não vai tomar partido de nenhum dos lados. E consequentemente foi uma profissional que me ajudou muito também, que eu tenho cinco pivas do vagal, então alguns gatilhos que me traz eh a questão do desmaio. Então vem minha filha naquele desespero sem saber o que lhe dar. Também era um dos gatilhos para mim. Então, imagine você ter que dar o suporte para uma pessoa e ao mesmo tempo tá se preocupando se você vai ter um suporte para aquilo que você tá passando. E ver a minha filha também, hoje ela faz acompanhamento com uma psicóloga especialista em TCC, eh, transtorno comportamental cognitivo. Por quê? recentemente. E aí foram dois episódios que a minha filha teve um uma explosão de raiva. No primeiro, eh, ela pegou uma tesoura e ela acabou com a porta de um guarda-roupa para ela não fazer isso com alguém. E no segundo ela com dificuldades na escola com a amiguinha, ela teve um uma crise de raiva em casa comigo que eu não soube como resolver. E aí eu recorri a uma psicóloga ali de emergência para tentar acalmá-la, que ela pegou e falou: "Ou eu faço alguma coisa comigo ou eu faço com a minha amiguinha". E aí eu pergunto para vocês nessa situação, porque como mãe é difícil lidar com isso. E a gente tá vendo que muitos dos jovens estão passando por essa situação de ansiedade, crise de ansiedade. Isso tá muito em alta. Então, queria saber um pouquinho da opinião de vocês que são profissionais quanto a isso, tá? Obrigada. Eh, é uma situação tanto quanto delicada, né, que que você traz. Que bom que você sentiu à vontade para compartilhar aqui. Eh, mas acho que também aqui do nosso lugar, por não conhecer, né, a sua filha, por não conhecer você, a sua história de vida, fica um pouco difícil, né, de entrar em muitos pormenores, né, assim, muito detalhadamente, né, mas acho que você fez o melhor que você pôde, né, que foi procurar auxílio. Então isso já é um passo, né, ótimo, maravilhoso, porque assim, ela tem a estrutura, ela tem o suporte e também, enfim, não sei como que é a sua relação também com a psicóloga, se ela fala com você, se ela, né, te passa um pouquinho, claro, não do que tá acontecendo ali, mas, né, que te dá algum suporte, mas acho que é isso, é poder fornecer, é, é o principal, fornecer a escuta, né, você com sua filha, né? Eh, você poder estar ali presente, aí você poder escutá-la, perguntar se você pode fazer algo por ela, né? Porque é um processo dela que ela vai ter que percorrer esse caminho, né? Ir elaborando aos poucos. O luto não é fácil, né? às vezes é um período muito longo ali que a pessoa fica elaborando. Então acho que essas são as coisas que você, né, poderia assim colocar como ponto importante, né, mas fica difícil também a gente, né, entrar muito, né, claro. Sim, sim, sim. Uhum. Acho que é isso. Os colegas podem complementar um pouquinho. Acho que é o tema assim, a adolescência, né, e as dificuldades que eles passam, né, eh são gerações de diferentes que a gente confronta hoje de ideias e valores que são muito muitos diferentes. Eh, os adolescentes hoje, acho que a ideia que que a Catarina trouxe aqui, né, de ah, há uma geração mais frágil e tararã. H, não sei se vai ser essa conclusão que nós teremos no futuro. Não sei, não tô falando que não é, mas não sei se vai ser essa a melhor solução. Ah, porque eu escutava do do meu pai de que a geração dele era mais forte. Eu acho hoje que a minha geração é mais forte do que o meu filho. Então, pera aí, tem algo aí que não sei se é bem assim, né? Ah, isso nos traz uma expectativa de que eles tolerem certas situações com uma resposta muito rápida, né? H, e que às vezes não tá dentro da expectativa, eh, aliás, as habilidades que eles conseguem apresentar naquele momento. Há uma geração que, de fato, eh, e acho que é bom isso, que eles têm a a algumas alguns privilégios que a geração anterior não teve e a expectativa do desenvolvimento é isso, que a gente melhore as condições. Afinal, eu quero que o meu filho tenha condições melhores do que a que eu tive. E eu, meu pai queria que eu, minha mãe queria que quisesse, queriam que eu tivesse uma condição melhor do que a deles. Então, alguns privilégios eles vão ter. Isso traz uma questão de treinamento à frustração diferente, né? É, isso é é uma uma consequência do que nós estamos falando. A gente vai entender que eles devem aprender a partir do trauma e da frustração. Bom, é uma forma. Há pessoas que falam: "Eu aprendi através do trauma. Isso me trouxe aprendizados e eu acho que eu tenho que transmitir isso para os meus filhos". É assim que você acha que funciona? tá funcionando, porque eu não vou estar no lugar superior dizer isso é certo ou errado, funciona para vocês. Aí é outra história. Estou falando apenas da da expectativa do que eh esses adolescentes lidão com as dificuldades do dia a dia. Agora, lado dos adultos, né? Eh, no caso do do dos pais, da das mães, né? que é a dificuldade, que é aí que é a diferença entre mãe, pai, amigos e terapeutas, de conseguir suportar o sofrimento do outro, entendendo que é uma fase de transição e necessária para as correções e e ajustes do nosso funcionamento mental. E isso no lugar de mãe, de pai, é muito difícil. Por isso que às vezes também cuidar de quem cuida também é fundamental de entender. Essa é a minha angústia. Eu também estou vivendo o luto, mas eu estou corrigindo como adulto dessa forma. E essa esse adolescente diante dos recursos que ele tem, como é que ele vai atravessar esse luto, aprender dentro das características e condições que ele tem? Entendendo que não é, porque se for aquilo que eu falo autismo, deficiência intelectual, tal, tal, aí o tratamento é diferente, mas entendendo, não é uma um adolescente saudável, por que que tá tendo crises emocionais de ansiedade tão intensas? Bom, porque aquela realidade que ela está atravessando e tá muito difícil para ela, está insuportável para o corpo. Ela vai conseguir atravessar essa expectativa. Eu estou acompanhando. O que que a mãe deve fazer? Acolher, abraçar, eh, e suportar e tudo mais. Esse é o papel de mãe e de pai. É a mãe que tem que falar alguma coisa? Não, ninguém precisa falar, precisa ser escutada. É isso que falou. Não, não precisamos ter uma ideia de que eu tenho que falar alguma coisa. A pessoa está me contando algo muito interessante, muito eh que que eu falo para ela? Às vezes nada, escute, mas escute. Não fique pensando o que você vai falar. Então, às vezes ela tá precisando desse tipo de de acolhimento. E aí, como eu sempre falo, pai e mãe não é terapeuta. Pai e mãe é pai e mãe. Terapeuta, terapeuta, professora, professora. Professor não precisa ser terapeuta. Ah, professor tem que fazer lá, não tem nada. A professora tem que ensinar, né? Por isso tem os lugares do dos terapeutas e o lugar de pai e mãe. Dentro do lugar de pai e mãe estou conseguindo fazer que é o quê? dar as melhores condições possíveis dentro das minhas eh capacidades, a melhor condição para o filho, para ele se desenvolver e que ele chega na vida adulta, que se eu faltar, ele vai conseguir. Consigo, tô fazendo isso? Estou. Tá sendo fácil? Não, ele tá eh agradecendo? Não tá, mas eu estou tranquila que é o que eu posso fazer agora e entender que tem fases que o ser humano às vezes é a história de cada um que ele vai ter que atravessar. Bom, eh, eu ia falar sobre isso, acolhimento, né? A gente, ela muitas vezes a gente não precisa falar nada, mas só de você estar ali do lado dela, eh, isso também é uma forma dela estar sendo ouvida e estar tendo voz para isso, né? Então é muito difícil, né, a gente falar o que tem ou não. Nós não conhecemos a história de vida, mas eh a ponto de chegar a essas explosões, ela tá externalizando algo que tá causando muito sofrimento a ela. Então o que você pode fazer? papel, papel de mãe, acolher, gerar uma relação de confiança, né, para que ela possa contar com você e você oferecer todas as condições possíveis, né, pro tratamento dela. Eh, e também que você está fazendo o que está dentro dos seus limites, né, do seu possível para você conseguir ajudá-la. Mas precisamos ficar muito atento, né? A gente existem sinais, se ela tá fazendo isso, algo, não tá bem, então hora de procurar ajuda. Mas acredito que o acolhimento assim é a peça fundamental. Só um eh não lembro se você falou se faz um acompanhamento. Você também, né? Que ótimoa, na verdade, eu tenho acompanhamento para ajudar com as críes dela de ansiedade pós músculo. O problema é que ela já faz um acompanhamento e eu também fui buscar um acompanhamento para ajudar com as crises que ela teve pós-luto, né? E recentemente foram esses casos de explosões que ela hoje faz um acompanhamento com uma especialista em transtorno comportamental cognitivo para tentar amenizar isso. Tanto que que tá dando certo tudo, mas eh ela já faz sim e eu também. Ótimo. Porque assim aqui não entro como profissional que eu não sou da área, mas das da experiência, porque foi um sofrimento muito grande para os meus pais. Eu nunca vi o meu pai chorando. Eu vi com o que ele passou comigo. Então assim, vendo também os meus filhos quando eles entram na crise do autismo, eu também agora já sei lhe dar também. Eu sei o que eles sentem ali, tanto seja numa crise explosiva ou quando eles ficam quietinhos ali. Então, muita gente não soube lidar, não culpa ninguém, né? Porque é difícil mesmo, né? Então também você não não sei porque tem a culpa, né? Eu olho também paraos meus filhos, por mais que eles fazem façam terapia aba, tem a culpa, né? E então assim, que bom e que você está sendo acolhida. assistida, porque você também precisa ser cuidada, né, por profissionais. E é um essa, como os profissionais aqui falaram, é adolescência é um momento muito difícil porque parece que tudo ali explode, né? Até as questões de problemas, seja de ordem mental, psiquiátrica, mas esse é o caminho certo, né? E eu desejo, né, que tudo passe para vocês, tá? Sinta-se abraçada, tá bom? Acolhida. Isso. Eh, eu gostaria de fazer uma pergunta, eh, baseado numa, pegando o gancho de uma pergunta anterior que ela fez, que às vezes você vai relatar, conversar com alguém e as pessoas acabam não levando a sério, né? Principalmente hoje os adolescentes por conta da internet estão recorrendo a IA chat GPT. E eu queria saber para vocês assim, qual é o são são os riscos e se tem algum benefício, porque como tá ali 24 horas, a pessoa não precisa marcar com ninguém, não vai ter julgamento. Então ela conversa com a IA e a IA responde com ela, ela sente acolhida. Então quais são os benefícios que existem e quais são os riscos para isso? Não sei. Eh, acho que a Iá, ela quase como se fosse uma comunicação, né, que ela abre ali um espaço. Claro, não é uma pessoa real, né, mas te responde, te escuta e te responde de certa forma com limites, né? Então, acho que tem um certo acolhimento, principalmente é e a vai falar muitas coisas que a o que a pessoa quer ouvir, meio meio que assim, é bem superficial, né? Então, não é como uma elaboração, um trabalho que você vai fazer, né, num psicólogo que tá te acompanhando. É superficial, é mesmo que é meio uma resposta padrão assim, vai que poderia dar meio que para qualquer pessoa, né, qualquer caso. Então, não existe ali uma elaboração, um trabalho de fato, né? Para isso, eh, você precisa de tempo, paciência, entrar em contato consigo mesmo. Uma outra pessoa que está ali, que está preparada para te ouvir de um lugar, né, enfim, específico, que ela estudou e tal. Então, acho que tem essas essas diferenças. Engraçado, acho que as pessoas, algumas pessoas têm a ideia de que ir na terapia e vão lá expectativa que o psicólogo vai falar e aí descobre lá que é o que ele não fala que faz efeito, né? Que que traz alguma solução. Eh, eu vou contar um caso de uma uma uma amiga que tava não tinha um transtorno mental, não tinha nada. E ela me contando, ah, agora estou fazendo terapia com o chat EPT. Eu olhei e falei: "Legal, mas veio falar para mim". Eu falei: "Cara, cada um, cada um encontra os seus meios, não tem problema nenhum. E tudo bem. Três meses depois veio ela. Comecei a terapia de verdade com a Europsicóloga. Falou: "Ah, que interessante, por será, né?" É porque tem limitações. É óbvio que tem limitações, né? Eh, eu não acho que vai precisar fazer estudos e tanta criação de teoria para mostrar que ela vai ser insuficiente para isso, porque é meio óbvio, né? Ela escreve muito bem, ela é ótima para corrigir textos. Eu uso bastante o chatt, a inteligência artificial. Eh, mas há uma condição na na na estrutura, na técnica, né, da da da psicoterapia, que aí tá longe de de ser substituída, né? Porque não é a ideia do que o terapeuta fala, mas é como ele constrói, ele conduz um diálogo e uma conversa, que é basicamente estruturar uma condição que é subjetiva para que você consiga falar e trabalhar e refletir sobre conteúdos muito difíceis de serem falados. Isso exige muita técnica e muito treinamento, inclusive do terapeuta conseguir se afastar do que é dele, do que da outra pessoa, que pode ser ela falar algo, fala: "Nossa, eu eu discordo completamente, mas eu e ele para essa pessoa, o que que é é esse manejo, essa técnica a IA não nem é interesse deles fazerem isso, não precisa. Agora, se for para eh organize minha agenda do dia, ótimo, legal, ela vai conseguir fazer, você vai conseguir executar, não sei, é outra história, mas ela vai conseguir organizar isso. Ah, tem tais situações que eu geram muita ansiedade. O que que eu posso fazer para poder diminuir a minha ansiedade? Ela vai fazer legal, vai te dar dicas bacanas e algumas dicas pode ser que vão servir para alguns momentos, outras dicas vão ser inúteis. E assim como se você for lá uma dieta para eu poder emagrecer, eu quero perder 5 kg até o carnaval. Ela vai te dar várias dicas para você fazer. Você vai conseguir executar? Talvez não. Dicas para poder fazer um treino de de musculação, de caminhada, ela vai te passar tudo. Agora, dicas para poder não ter mais ansiedade ou diminuir a ansiedade, ela vai te falar, vai executar. Pouco provável. Aí no caso, como trouxe agora, e essa complexidade que tem na vida no a psicóloga falando assim: "Olha, calma, preciso entender a IA não vai conseguir." Então eu nem acho que vai precisar de estudos para mostrar. Olha aí, cuidados com a IA. a população mesmo vai entender suas limitações, igual o exemplo que eu tive da minha amiga lá que fez, funcionou nas duas, três primeiras coisas que a IA falou para ela, foi legal, funcionou, mas depois disso, que você começa a aprofundar, não é bem assim que funciona as relações humanas, né? Eh, tava pensando aqui, a gente também tem que ver por que essa pessoa recorreu a IA para fazer isso, né? O que que tá acontecendo? Porque para você recorrer ao como um objeto de terapia, acho que tem muita coisa por trás, né? E em relação a substituir parte de de um psicoterapeuta, né? De um terapeuta, eu acredito que isso não vá acontecer. Não tem como a gente reestruturar, né, uma sessão eh por uma inteligência artificial, né? Não, não existe um vínculo, não existe uma conexão, você só está passando, né, recebendo aquela informação totalmente na lateral. E também ela vai falar coisas que vão te beneficiar. Então, o que que tem por trás disso, né? Eu acho que a gente precisa entender o porquê desse uso, porque muitas pessoas estão recorrendo a isso, elas precisam ser ouvidas ou elas precisam receber determinadas informações que seriam elogios. O que que tá por trás de tudo isso, né? Aí ela é uma excelente ferramenta, mas tem que existir um limite e tem que existir também um uma ponderação assim no uso dela, né? Mas como parte de ter um terapeuta, isso acontece com alguns pacientes, mas a gente tem que entender o porque que tá por trás de tudo isso, tá? Eh, só complementando, né? Porque muitas vezes, em alguns momentos, a psicoterapia não vai ser uma coisa: "Ai, que delícia, eu vou lá e vai ser maravilhoso e que alívio." Não, você vai tocar em questões muito profundas e que dóem muito, né? E é difícil, é difícil de você procurar ajuda, é difícil de você sustentar uma psicoterapia, um processo. Então aí, ah, ela tá lá, se ela me fala qualquer coisa, tiro isso daqui, desligo esse negócio, tchau, né? Não, não vou ficar escutando, ah, não quero mais, tá bom. Se você tá numa psicoterapia, você pode ir embora também, mas é diferente, né? Então, acho que é isso. Última pergunta para encerrar aqui no cantinho, gente. Olá. Um profissional. Então, eh, na verdade, hoje a IA ela já tá com algumas travas, então, quando você faz algumas perguntas para ela, ela já traz a informação ela não eh abona um profissional mesmo capacitado da de referência e tudo mais. Isso até mesmo na questão básica de uma dieta. Eh, você pode colocar lá que você faz um tratamento com o nutricionista, que ele passou uma dieta low carb e você quer só uma dica, ela vai te trazer aquela dieta e embaixo ela vai colocar: "Olha, não, você procure um especialista na área." Então, já tem essas travas. É, é claro que a empresa também ela quer se tirar responsabilidade, né? Eu vivo agora teve um processo porque teve uma um adolescente que cometeu um suicídio e ele buscou na Iar as formas. É que existe hacks, né? A formma de você quebrar esse código de defesa. Essa essa amiga que eu falei, ela quebrou porque ela tava se achando o máximo. Ela conseguiu quebrar e falou: "Não, ele vai é para ir pro fundo na raiz do problema. Eu acredito que foi." Aí na hora que chegou nesse problema, ela falou: "Não quero mais, né? Você foi longe demais, né? Não é tão fácil assim você trabalhar com questões profundas, né? Então, por isso que a técnica é importante para você ir aos poucos e conseguindo aprofundar cada vez mais em temas tão difíceis, né? Posso? Olá, meu nome é João João Vilhetes. Eh, gostaria de agradecer pela palestra, pela pelos assuntos que foram tratados aí. E eu gostaria de perguntar ao professor, opa, Dr. Daniel, eh, naquela curva que você apresentou que eh se disse que bom, até 24 anos você tem, digamos assim, um processo contínuo do aprendizado. Aí depois você tem um declínio. Qu quanto é que isso afeta ou não na autonomia, nesse desenvolvimento da autonomia para pessoas na situação em que esse declínio começa a acontecer, digamos assim? eh pessoas com mais de 24 anos que por algum motivo, bom, desenvolveu pouco ou não desenvolveu essa autonomia, eh ela vai ter mais dificuldades para eh adquiri-la, uma vez que ela já está na fase de declínio do no processo de aprendizado, o processo cognitivo. É, aquela imagem é legal porque ilustra um pouco a nossa vida assim, né? Eh, pensando assim a partir dos que eu falei, né? A a estimativa, 35 anos aproximadamente, a gente começa a perder funções cognitivas, né? Ou seja, a atenção começa a diminuir a memória, né? O raciocínio e tal. Eh, não quer dizer que a pessoa fica sem memória, esquece as coisas, ou seja, colocou uma água no fogo e ela esquece. Qu risco de pegar fogo na casa. Não necessariamente isso, é sensível e geralmente a própria pessoa que consegue perceber e traz o relato, fal, nossa, a gente justifica geralmente tô cansado e eh mais responsabilidade no trabalho, tal. Tem isso também, mas eh é provado que o o as funções cognitivas elas começam a decair, inclusive os testes mostram isso. Então é natural, não é um problema isso. Há pessoas com 80 anos que moram sozinha, não problema nenhum com com isso. Por quê? Porque ela tem autonomia. Ela demonstra capacidade de a a de prever riscos, né? Ela tem capacidade de de se alimentar, de ter a as suas necessidades básicas em pleno funcionamento. Enquanto ela tiver assim, ótimo. Agora, chegou no momento no qual essa pessoa com com que pode ser com 80 anos, ela já traz riscos para sua própria vida ou pra vida de outros, né? Eh, porque a sua análise, seu juízo crítico, né, que analisar riscos e perigos já tá prejudicado, né? eh não consegue exercer funções básicas como higiene, alimentação, eh eh locomoção, ir para um lugar e conseguir retornar para sua casa eh sem nenhum perigo, nenhuma, nenhum prejuízo. Se isso começa a ser afetado, aí nós temos que observar eh se há algum tipo de transtorno nessa pessoa, porque na média as pessoas com 80 anos exercem sua autonomia, a não ser que tenha alguma condição que interfira nisso. uma questão física, uma questão mental e tudo mais. Se estiver em plena saúde, as pessoas com 80 anos exercem bem isso. O que acontece quando a pessoa tem já de base um TDAH, um autismo ou outras questões do neurodesenvolvimento, aquela curva há uma expectativa que ela sempre venha mais baixa e que o ápice dela, que é o ponto mais alto, não seja equivalente ou igual à maioria das pessoas, tá? Não só as pessoas normais, a maioria das pessoas. E aí, por isso há uma expectativa, uma previsão de que que na vida da terceira idade, da da do idoso, ela vai ser uma queda acelerada, vai ser mais rápido a perda de autonomia do que outras pessoas, do que a maioria. Isso é expectativa. Por quê? Porque a expectativa também que novas tecnologias vão se desenvolvendo, novos tratamentos, isso vai melhorando a qualidade de vida, não só a expectativa, que é os anos de vida que a pessoa vai ter. Então tudo isso é uma previsão, não é uma determinação, não é uma dizer o que vai acontecer, mas se não fizer um tratamento adequado, TDH, autismo, tal, há uma probabilidade dela ter menor autonomia na vida adulta. E a gente vê isso em alguns idosos que nunca foram diagnosticados, que tem 60 anos e a autonomia dele é como se fosse uma uma um idoso de 90 anos de idade. Isso às vezes acontece. até a Isabela, que é da área dela também pode falar da aí como é que é isso. Eh, falando dessa parte, né, de cognição, de memória, quando a gente vai envelhecendo, a gente vai tendo uma diminuição na velocidade do processamento das informações. Esquecer a ponto de causar prejuízo não é normal. O que a gente tem são pequenos esquecimentos, eh, coisas do dia a dia, mas logo você consegue recordar e isso não causa prejuízo, não altera funcionalidade, tá? E a gente só tem uma uma demência quando isso impacta muito a qualidade de vida e o funcionamento e a autonomia da pessoa. E a gente não pode esquecer também que a menopausa a gente tem alterações hormonais e isso também pode dificultar a parte da memória. Então assim, são muitas coisas que podem alterar parte de atenção, memória, eh parte das nossas funções, né, executivas, mas a gente pode ir melhorando isso e tentando amenizar isso com estratégias do nosso dia a dia, né? Então, sono, reparador, né? Pessoas que não dormem bem, tem muita dificuldade da parte de reter informações também. Isso lá na frente a gente não sabe o que que vai ser. Então, a gente pode fazer, ter medidas hoje em dia pra gente poder prevenir até síndromes demenciais, exercício físico, convívio social, alimentação. Então, a gente está envelhecendo, mas o que que a gente pode fazer para para tentar amenizar, né, tudo isso? Eh, só complementando aqui da mais uma vez do relato, né? Eh, eu tive o diagnóstico do autismo já com uns 30 e poucos anos e eu sempre tive dificuldade de aprendizado, né? Reprovei na quinta, na oitava série, tenho dificuldade com números. Meu raciocínio não é tão rápido assim, né? Apesar da minha formação, né? Exigiu muito, né? Mas consegui. Então assim, a questão é até na avaliação lembro que foi falado é como eu gostava muito, eu gosto muito de livros, é uma coisa que acho que é o hiperfoco, a leitura, livros, livros, livros. Então isso me ajudou muito. Então eu sou uma pessoa que faz, eu leio bastante, então isso aí depois disso eu comecei sempre quis escrever, então comecei a produzir. Então assim, a leitura, eu não sei se a pessoa tem um hábito, né? Isso ajuda. Às vezes eu tiro-se da da experiência um eh fazer coisas diferentes. Às vezes na casa eu fico modificando coisas para eu tentar fazer trabalhar mais o meu cérebro, sabe? Então assim, da do que eu vivo. Então na também na no histórico da família da minha mãe tem muito eh Alzheimer, né? Então já minha mãe também já tá aí no início, mas também ela tem 82 anos, meu pai também teve tias. Então, eh, aí chegou um tempo que eu estava até desesperada, né? Eu fiz assim, graças a Deus, nada disso, mas da minha rotina eu sempre tento fazer coisas diferentes, ler bastante e também tem a questão do esporte que é muito bom se puder, né? Então, tentar trabalhar, né, essa máquina aqui de alguma forma, né? Eh, são ferramentas, né, que a gente vai encontrando, né? E claro, cada pessoa vai ter suas preferências, seus gostos, enfim. Então tem que ver também o que que faz sentido para cada um, né? Que nem a Margarete gosta de ler. Então isso ajuda muito, né? A amenizar um pouco esse declínio, né? Para não ser tão brusco, para não ser, enfim, tão rápido, né? Não é que não vá acontecer, mas são estratégias, são ferramentas ali que vão dando um suporte ou, enfim, contato social. Isso é muito importante. Se tem um hobby que gosta, essas coisas vão criando ali, né, uma almofadinha em volta para para proteger e enfim, são ferramentas. Bom, encerrando aqui, nós agradecemos os palestrantes pela exposição, pela contribuição, que foi muito, muito enriquecedora. E também gostaríamos de agradecer o público que tá aqui, né, pela presença de todos e lembramos que para ser na lista de presença, para recebimento do certificado, que em alguns dias ela vai estar disponível na plataforma Moodle, onde fizeram a inscrição. OK. Boa tarde a todos. Obrigado. TV Câmara, Campinas. M.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do REUNIÕES

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
2:14:35

Palestra: Mídias Sociais para Vereadores: Estratégia, Conteúdo e Conexão com a População

2:14:35

Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade II

43:39

40ª Reunião Solene

29:50

35ª Reunião Solene

50:19

21ª Audiência Pública 2026

1:58:53

Debate Público sobre o Financiamento do SUS

1:18:28

1ª Reunião Extraordinária da Comissão Permanente de Relações Internacionais

2:21:50

Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade

2:04:12

Palestra "Capacitismo e Quebra de Barreiras"

1:41:06

8ª Reunião da CEE Políticas Públicas Voltadas às Pessoas com Alguma das Neurodivergências

2:00:26

Debate Público “Tecendo a Lei das Mestras e Mestres de Campinas em Diálogo com o Brasil"

1:02:50

Debate Público | Eldorado vive: 30 anos de luta por terra, dignidade e reforma agrária

13:33

1ª reunião extraordinária da comissão permanente de educação e esporte

1:54:25

2ª reunião ordinária da comissão permanente da mulher

5:41

2ª reunião ordinária da comissão permanente de política urbana

13:12

2ª reunião ordinária da comissão permanente de mobilidade urbana e planejamento viário

10:09

1ª reunião ordinária da comissão permanente de administração pública

1:33:18

1ª reunião da comissão de defesa dos direitos da criança, do adolescente e da juventude

1:26:36

85ª reunião solene

1:41:25

Seminário em comemoração ao dia mundial das doenças raras

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
12:52

Na Tribuna

3:44

Câmara Notícia | 91ª Reunião Solene 2026

13:57

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

18:31

Notícias do Legislativo

9:37

Notícias da Metrópole

52:37

Câmara Notícia

20:46

Histórias de Vida | Aparecido Góes

12:40

De Olho na Educação | Mulheres na Física Quântica