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TV Câmara Campinas. Convidamos para fazer uso da palavra Elton Dudeman, pedagogo da Elecamp, a Escola do Legislativo de Campinas. Pessoal, bom dia. Uma saudação aqui inicial. Desejar boas-vindas a todos os nossos colegas de trabalho, visitantes e convidados para essa manhã especial. Temos hoje uma palestra muito importante para ajudar a compreender as mudanças normativas e de práticas eh por conta da NR1. Então, a gente faz aí um convite, a reflexão, a entendermos as questões envolvidas com essa norma de saúde e segurança no trabalho. Eh, também fazer um convite, quem se sentir à vontade, confortável, desejar sentar mais pertinho aqui da gente. Isso ajuda, né, até no acolhimento do nosso palestrante, a gente poder fazer perguntas, tirar dúvidas e aproveitem ao máximo essa palestra tão importante pro desenvolvimento da nossa organização, da nossa câmara e qualquer outro ambiente de trabalho no qual nós estejamos inseridos. Bom dia e boa palestra. Obrigada, Elton. Convidamos todos então a assistirem a palestra NR1 e saúde mental no trabalho, que será ministrada pelo psicólogo Eduardo Moita, especialista em saúde mental, mestre em saúde coletiva e professor convidado da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. foi presidente do Conselho Regional de Psicologia do Piauí, é especialista em Psicologia do Trânsito, vice-presidente da Associação Nacional de Clínicas de Trânsito, atuou no Departamento de Polícia Federal e é conselheiro penitenciário do estado do Piauí. atua há 22 anos na área de saúde mental em serviços de avaliação psicológica e psiquiátrica, diagnósticos, terapias e tratamento de transtornos mentais. Seja bem-vindo, Eduardo. Bom dia, gente. Tomaram café hoje? Não. Bom dia. Bom dia. Tá melhorando, pessoal. Eh, só explicando aqui algumas coisas. Eu sou Eduardo, sou psicólogo, faço esse trabalho eh de palestras, de fala, de sala de aula, principalmente com o intuito da gente falar sobre saúde mental. essa NR01 que tá posta hoje como lei. Eh, eu participei em diversos momentos da construção dessa norma, porque a Câmara dos Deputados e o Senado, ela faz propostas consultivas para quem é técnico e quem trabalha na área e principalmente quem trabalha e pesquisa sobre a temática. Semana passada eu fui chamado novamente na Câmara dos Deputados para contribuir com a construção do novo Código Brasileiro de Trânsito no quesito à avaliação psicológica, porque as pessoas fazem avaliação psicológica aos 18 anos de idade, quem é categoria amador, quem é categoria amador, quem não exerce atividade remunerada. E daí ninguém faz nunca mais um exame psicológico. Então o psicólogo que emitiu, a psicóloga que emitiu o meu laudo com 18 anos, eu tenho 50. Nunca mais eu passei por nenhuma avaliação. Então, a quem emitiu para mim me deu um laudo eterno e não existe laudo nenhum que seja eterno. Então, diversos momentos a Câmara e o Senado, tô elencando para vocês, vocês possam entender, elas chamam de forma consultiva algumas pessoas para que façam façam contribuições paraa realidade do Brasil para ajudar a construir normas técnicas, que é o caso da NR01, que a NR01, pessoal, ela não vem como um passe de mágica que a gente vai chegar aqui, dizer o que ela é, como ela funciona, bater aqui e tá tudo resolvido. Ela é um processo, né? E tudo aquilo que é processo demanda o quê? tempo, explicação, dúvidas, implementação, implementações, na verdade, correções, momentos que são característicos de cada entidade, de cada órgão, tanto público quanto privado. A Câmara de Campinas é de uma forma, pode ser que a Câmara de de São Paulo, capital, pense de outra forma e precisa implementar algumas coisas de forma eh diferenciada lá no Piauí, lá em Teresina, e assim vai. A NR01, ela vem como uma forma de iniciar um processo, né, que é um processo de riscos psicossociais, porque há muitos anos existem normas sobre segurança do trabalho, mas não existe não existe nada que trate de quê? Das questões psicológicas. E o que é que causou esse gatilho que a gente chama muito na psicologia, que é o disparo, a provocação. O que que fez tudo isso? Os dados de afastamento de quem? do INSS, que nós vamos no meio pro fim da palestra, eu vou apresentar os dados que são dados públicos, são dados que qualquer pessoa pode consultar para ver a veracidade dessas informações. Então, o que o que vem acontecendo no Brasil é um crescente aumento de afastamentos por questões psicológicas. E aí, pessoal, antes de entrar literalmente na na pauta, a gente precisa compreender alguns aspectos que são muito importantes na saúde mental. A Organização Mundial de Saúde, a OMS, que é o órgão máximo, né, que trata sobre pautas de saúde mental, fez uma pesquisa no mundo e colocou que o Brasil foi considerado um item que ninguém quer ser o primeiro, o país mais ansioso do mundo. Nós fomos considerados em pesquisas científicas com muitos métodos distintos, o país mais ansioso do mundo. E aí, paralelamente a este momento, a meta, todo mundo sabe o que é a meta? É quem regula, é quem é proprietária do Instagram, do Facebook, WhatsApp, nas nossas redes sociais. A meta diz que o Brasil é, qual é o país que mais consome as redes sociais no mundo? nós. Então, tem uns 2, 3 anos que vários pesquisadores, várias pesquisadoras estão tratando e pesquisando sobre a correlação entre consumo excessivo de rede social e ansiedade. Quantas vezes a gente aqui, ser humano normal, que nem eu nem ninguém tá acima do bem e do mal, a gente faz isso. A gente abriu rede social, olhou algum tipo de produto e ficou com vontade de comprar e até comprou. E depois disse: "Para que que eu comprei isso mesmo? Porque alguém bacana? Porque alguém bem vestido ou alguém bem vestida ou ou algum item, alguma coisa chamou tua atenção e tu comprou aquele produto?" O brasileiro ele é muito norteado, ele é muito orientado pelas redes sociais. em vários momentos da minha vida, de vocês também já deve ter acontecido. Fulano, onde é que você viu isso? Não, fulano tava na no Instagram, no Facebook dizendo, então você tá dizendo é verdade, mas de onde? Sabe assim, a gente muitas vezes observa, a gente escuta e a gente transmite algumas informações que a gente não sabe nem direito de onde vem. Rede social, ela é importante, ela comunica, ela leva uma série de questões, mas ela também adoece. E eu sempre falo sobre essa questão do do adoecimento, sobre qualidade de vida. A gente não pode nortear nossa vida pelas redes sociais. Nos últimos, nas últimas duas semanas, pessoal, o Brasil inteiro assistiu os telejornais locais e nacionais falando sobre feminicídio no estado de São Paulo, em diversos lugares. Foi matéria, foi matéria de diversos eh jornais. E quando a gente entra nas redes sociais, por curiosidade dessas pessoas que praticaram o crime ou da vítima, a rede social não tem nada a ver com o crime. As pessoas vendem em rede social aquilo que elas querem mostrar. Eu sempre converso com alunos, com alunas, com meus pacientes em consultório, cuidado, obrigado, cuidado com as informações de rede social. A gente só posta aquilo que a gente quer que os outros saibam. Então, uma um dos adoecimentos muito significativos, muito representativos no Brasil é esse consumo de rede social. E eu sempre venho orientando, gente, desliguem um pouco. Não é sobre fazer terapia, é sobre ter momentos terapêuticos. Momento terapêutico é aquilo que a gente faz, que a gente tem prazer, ir para uma academia, ir correr, tomar um café com amigo, tomar, assistir um jogo de futebol, assistir um esporte, sei lá, algo que você se sinta bem em fazê-lo. Eu sempre exemplifico, que na psicologia tem uma uma fala que na minha abordagem que eu vou falar sobre ela, que chama-se autorrevelação. É quando a gente fala de coisas da gente para que as pessoas entendam que existem mecanismos que não são só terapia. Eu coleciono brinquedos antigos. brinquedo antigo. E eu gosto de assistir desenho animado. Quando eu quero desligar de problema, eu assisto Simpsons, filminho do Chaves, que é da minha geração, porque aquilo me tira de qualquer, não vou assistir filme tenso. Se eu tô cheio de tensão, cheio de problema, eu vou assistir um filme da Segunda Guerra com morte, com holocausto, com aquilo não vai me fazer bem. E a gente precisa desligar. ser forte, ter uma uma certa firmeza no dia a dia, não quer dizer que a gente não tenha momentos de fraqueza, de tristeza. A gente precisa entender sobre isso. E a NR01, ela traz um pouco disso, essa busca para que a gente pare de buscar aquilo que a gente não tem e agradeça pelo que a gente tem. A gente tá o tempo todo buscando o que a gente não tem, né? Eu sempre falo muito sobre essa questão, eh, que antes de normas existem pessoas. Uma das referências no mundo sobre tecnologia, sobre empresas de ponta, é o Vale do silício. Todo mundo aqui já viu ou já assistiu ou já leu alguma coisa sobre o Vale do Silício. Sabe qual é a norma da Sabe qual é a o lema da maioria das empresas do Vale do Silício? Pessoas, processos e depois resultado. Quem tá em primeiro? Pessoas. Alguns anos atrás, eu assisti uma palestra de três, dois caras bamb bambanãs, pra gente não citar nome, internacionais sobre tecnologia. Um deles tem um filho de três, parece que um de na época de nove e um de 12. Nenhuma das três crianças tinha celular. A de 12 não tinha celular. É fácil? É. Não, até porque educar nunca foi fácil nem nos anos 20, imagina no século XX. E ele dizia na palestra que ninguém vai ser um desenvolvedor de softwares porque sabe mexer com 3 anos de idade, abrir um celular. Tem nada a ver uma coisa com a outra. os processos lúdicos de papel, de cera, de massinha, de pintura, de vivência, é que vão despertar a parte de eh de imaginação, de uma série de questões que são importantes, mas que a gente precisa entender que antes de existir qualquer coisa, a prioridade um órgão e uma empresa são as pessoas. Não existe nada muito bom sem que tenha pessoas usando aquele objeto, trabalhando aquele objeto. Cada cargo aqui representa uma história. Cada função carrega emoções, pressões e limites. A gente precisa entender o que é um limite. Todos nós temos limites dentro da fortaleza que a gente tem, né? dentro da força que a gente tem interior, mas a gente tem limite. Ontem eu exemplifiquei aqui, pessoal, eu fui diretor do maior hospital da do do da Secretaria Estado Municipal de Saúde do Piauí e fui gerente do setor de psicologia desse hospital, fui gerente do setor de Sidote, comissão interhospitalar de doação de órgãos e tecidos. E eu tava de fogo uma sexta-feira e me liga a enfermeira chefe do setor, disse, "Eduardo, pelo amor de Deus, corre aqui." Tinha tido um assalto a uma mãe, a um policial reagiu e matou uma criança na troca de tiros com bandido. A criança que a a arma matou a criança e a enfermeira chefe, que é quem noticia, quem prepara o boletim informativo pra família para dizer que morreu. Alado, eu não tenho condições de dar notícia. Ela tinha mais de 20 anos de exercício da enfermagem. Porque ela parece muito com minha filha, eu não não aguento pá. Lógico, ela entendeu o limite dela, porque se ela fosse dar aquela notícia, não tem nada a ver com ser forte, com ser fraco, com ser bom ou com ser ruim. Tem a ver com a condição que ela entendeu o que ela não tinha. a gente precisa entender nossos limites como ser humano, como gente. E ela entendeu e pediu ajuda. E aí eu eu tava indo praia, parei tudo, não viajei, mas à noite. Claro que a família todo mundo se chateia porque muda todo o ciclo, mas as pessoas precisam entender aquilo que a gente faz. Então, carregar emoções, todo mundo carrega. Essa máxima que as pessoas fal algumas pessoas falam, né? Ah, quando eu saio de casa, eu deixo tudo lá. Deixa não, ninguém deixa. Eu controlo, eu me equilibro, mas eu não deixo. A minha história não fica para trás quando eu entro aqui. Se eu tô bem em casa, é naturalmente que eu venha com outro espírito. Até o ser humano tem o nível consciente e o nível inconsciente. Até em nível inconsciente eu venho tranquilo, eu venho leve, eu venho de boa, né? na linguagem popular seria isso. Quando eu venho com algum problema, por mais que eu me esforce, o problema continua. Quando eu pego o meu telefone de volta para olhar o que é que falaram, eu vou em busca de entender o que tá acontecendo e nossas pressões e principalmente, pessoal, nossos limites. A gente às vezes sabe falar mais do outro ou da outra do que da gente mesmo. Em muitos momentos de terapia, quando eu atendo alguém, eu pergunto: "Me fala três virtudes e três situações difíceis do teu companheiro, da tua companheira. a pessoa fala bem rápido. Digo, agora me fala a sua. Ah, calma aí que eu vou pensar. Aí eu sempre pergunto, quer dizer, então que você consegue falar mais rápido de quem você consegue do que de você mesmo, das tuas características, não é de ninguém. Nós temos dificuldade do autoconhecimento e isso é muito importante para que a gente possa evoluir, porque a NR01, pessoal, ela vem trazendo vários vários várias pautas e o cuidado psicossocial ela ele começa com a gente, o próprio indivíduo, a própria pessoa. E aí eu fiz algumas perguntas. Quem aqui está se sentindo mentalmente exausto no trabalho? Quem já viu alguém adoecer e continuar trabalhando? Quando foi que cansaço extremo virou comprometimento? Tô cansado extremamente, mas eu sou comprometido. Eu sou comprometida. Quando foi que o silêncio virou profissionalismo e pedir ajuda virou fraqueza? Ontem também aqui eu exemplifiquei se se alguém que tá andando aqui no momento de sessão e esbarra aqui e torce o dedo, ninguém vai ter vergonha de parar para dizer que torceu o dedo para procurar um ortopedista aqui próximo para colocar um gesso ou fazer um raio X para torcer o dedo se quebrou. Mas quando a gente tá passando problema emocional, transtorno do comportamento, seja ele qual for, um adoecimento, a gente tem dificuldade em verbalizar isso, porque a gente tem medo do julgamento. E aí entra um item, pessoal, que eu sempre falo que todo psicólogo que estuda comportamento precisa entender que são fatores sócio históricos, onde a gente colocava há 30 anos atrás, há 40 anos atrás, onde nós colocávamos as pessoas que tinham transtorno, como era o nome do lugar que as pessoas iam? manicômio. Manicômio e presídio eram em muitos momentos irmãos. Era um castigo, era uma punição, não era um tratamento. Essa luta pela mudança desse parâmetro, desse entendimento da saúde mental, ela começa lá atrás. Tem tem um filmezinho que eu sempre de quem gosta de filme, o filme Ní da Silveira, que é sobre uma psiquiatra no Rio de Janeiro, que revoluciona alguns métodos de tratamento lá atrás. Ela ela ela era viva até um tempo desse. Tem até algumas palestras gravadas no YouTube dela falando sobre isso. Ela começou esse movimento da reforma manicomial que demorou 50 anos para acontecer. Então a nossa dificuldade ela é sócio histórica, é de 2000 anos. é de 1000 anos, é de muito tempo atrás, porque qualquer pessoa que tinha transtorno do comportamento, ele ou ele, eles eram afastados da sociedade. Eles não eram acolhidos, recebidos, compreendidos e tratados. O ser humano no mundo, em várias épocas, sempre ti sempre teve dificuldade de tratar os transtornos mentais. E todo ser humano, eu arrisco dizer, em algum momento da vida vai passar por transtorno, por perda, por morte, perda de separação, perda de morte, adoecimento, doenças que se arrastam por algum por alguns períodos da nossa vida, familiares, dificuldade financeira, vai mexer com o sono da gente, vai dar uma ansiedade, vai dar uma angústia, aquele no peito assim que a gente não sabe nem como descrever, porque ah, O transtorno do comportamento, ele tem uma questão que é bem complexa pra humanidade hoje, que busca muita objetividade. Como é a, como é a balança que eu peço, que eu meço, que eu peso sentimento? Qual é a régua que eu uso? Qual é o raio X que eu faço para ver o tamanho do amor que alguém tem pelo outro? Não tem. Qual é a medida que tem do sofrimento humano? Não tem. Não existe um equipamento que vai mensurar isso. E nós na nossa sociedade, cada vez mais nós estamos o quê? No modelo comparativo. No modelo que compara, que mensura, que quer medir, que quer expressar através de algo, né? Eh, uma situação. E sentimento não se mensura. Quando a gente tem filho criança, né, em qualquer parte do Brasil ou do mundo, que as crianças querem dizer: "Eu te amo tanto, mas quanto do tamanho de um elefante?" Que é que ela quer dizer com isso? Na medidinha dela de cabeça, o elefante é um animal gigante. Então é um negócio do tamanho do jacaré, porque vi um jacaré na televisão gigante. Do tamanho do cachorro do da casa do vovô, porque o cachorro é gigante. Do tamanho, então a criança do tamanho do ônibus, do tamanho de um caminhão, papai. Ou seja, a criança procura, porque ninguém consegue medir amor, ninguém consegue medir transtorno do comportamento, depressão, ansiedade, transtorno bipolar e burnout ou burnot, ninguém consegue. A mensuração disso é através do entendimento do diálogo. Por isso que as pessoas tanta dificuldade às vezes em acreditar, em entender, porque a gente nunca passou por isso. E o ser humano usa muito a medida própria, a régua própria para avaliar as outras coisas. Ontem eu exemplifiquei aqui, meu pai morreu de assente de carro e aí tem um tinha um outro amigo nosso que o pai tinha morrido, morreu há pouco tempo, com 92 anos. Aí a gente saiu para bater papo, fomos olhar uns animais numa num sítio, numa numa numa num aras e no carro um amigo nosso que não é do meio da saúde virou pro amigo fulano: "Apaz, tu tá tão triste." O Eduardo aí perdeu o pai dele com 59 anos, viu o pai dele sem cabeça dentro do carro e tá aqui, não sofreu tanto. Ó a medida. Quer dizer que o sofrimento de perder alguém tem que ser jovem sem cabeça e o outro com 92 anos você não vai sentir falta? Eu disse: "Ó, não é por aí não. Pai da gente, a mãe, o avô pode ter 200 anos, mas a gente quer que viva, a gente quer aquela companhia". Então essa mensuração de dor a gente faz de acordo com o que a gente entende do mundo. A gravidade de um acidente, ela não aumenta a dor de perda de alguém, mas na cabeça disse: "Ó, não é assim, não se". Aí eu fui conversar no carro, nós três conversando. Não, cara, não é por aí. O sofrimento dele é válido, porque as pessoas querem invalidar o sofrimento. E é igual d assim outra facada no peito quando você tenta invalidar a dor ou a alegria de alguém, a satisfação de alguém também. Quando alguém passa em alguma coisa, consegue alguma coisa, é bacana, beleza, não dá atenção para aquele sentimento. Então, a gente precisa entender que pedir ajuda nunca foi fraqueza. não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário, é um uma característica. Bom, aqui eu cheguei no meu limite, eu só posso ir até aqui. Eu não tenho condições de ir adiante emocionalmente. E a gente precisa compreender isso. O bom funcionário, a boa funcionária não é aquela que fique em silêncio, porque isso não é profissionalismo, isso é sofrimento desnecessário. Então, a NR01 quer apresentar para dirigentes, paraa empresa, para todas as pessoas esse processo de conscientização. Primeiro, como eu disse, NR01 não é um passo de mágica que alguém chega aqui, existe NR01, tem que fazer assim, não. Ela é uma construção, ela é um modelo. Em que momento da vida a gente passou a achar tudo isso normal? Se sentir cansado, tá tudo bem. Tá exausto, tá tudo bem. Tá deprimido, tá tudo bem. Não tá tudo bem. a gente precisa criar estratégias que eh melhorem esse essa questão. Ambientes adoecem quando as pessoas deixam de ser vistas. Que que acontece com isso? a gente começa a ter situações de banalização. Gente, o trânsito brasileiro é um dos trânsitos que mais mata no mundo. Quase todos os acidentes que a gente vê não são acidentes na essência da palavra. Se você colocar no Google ou abrir um dicionário e olhar a palavra acidente, em alguns momentos ela fala de casualidade e quase nenhuma. Tanto que o sistema policial seguros chama de quê? De sinistro ou de ocorrência, mas não chama de acidente. Acidente é só depois que a perícia fica pronta que ela vai dizer se foi ou não um acidente ou se foi algo provocado, né? Então a gente precisa compreender a dinâmica dos fatos. A gente precisa compreender que a banalização dessa questão do acidente de trânsito é porque toda esquina a gente vê um acidente. Aí passou a ser normal algo que não é normal. Da mesma forma que não é normal, não é correto a gente banalizar o acidente, não é normal a gente viver um processo de ansiedade como a gente vem vivido no Brasil e nos órgãos e nas nossas casas. Não é normal, não tá correto. A gente precisa parar e repensar. Esse modelo célere de resultados de é importante. Eu trabalho muito, mas tem meus momentos que eu desligo tudo, que eu paro, que eu vivo minha vida de forma procuro criar estratégias. Sim, a gente tem que criar estratégia. A gente vive num mundo dinâmico de trabalho, de correria, de tal, beleza? Mas a gente precisa ter nosso momento. Que eu disse para você, a gente precisa ter momentos terapêuticos. E os momentos terapêuticos não dizem respeito ao órgão ou à empresa quem trabalha, mas a nossas escolhas. A minha abordagem, pessoal, dentro da psicologia existem várias abordagens. A minha abordagem é a ACP, A de amor, C de casa, P de pai, abordagem centrada na pessoa. O meu autor, todo mundo conhece Freud, né? Freud é uma referência no mundo, todo mundo tem aquela brincadeira. Não, esse caso aí nem Freud resolve, né? sempre teve essas esses memes sociais, né? O Carl Rog é um americano que morreu há pouco tempo, nos aí nos anos 90, final dos anos 90 e é um cara que fala algumas teorias. Foi nessas teorias dele que eu mandei alguns textos na época da construção da NR01, que é falando sobre o cuidado sobre o indivíduo. Cuidado da saúde mental no trabalho é uma responsabilidade ética, legal e profundamente humana. Aí vem um texto do Car Roges. Pouco importa que o estímulo venha de dentro ou de fora. Pouco importa que o ambiente seja favorável ou desfavorável. Em qualquer uma dessas condições, os comportamentos de um organismo estarão voltados para sua manutenção, seu crescimento e sua reprodução. A experiência é a autoridade máxima. Que que ele quer dizer com isso? que o ser humano tá em primeiro lugar, que a nossa vivência, a nossa experiência, todo mundo aqui, quem fez faculdade, praticamente todos os cursos tem o a parte teórica e tem a parte dos estágios, que é a parte da experiência. A experiência é extremamente fundamental e a gente precisa refletir quais são nossas experiências, quais são nossas vivências no campo familiar e no campo do trabalho. O que é que tá acontecendo. E como eu disse, ele é um psicólogo americano, né, que defende que o ser humano, naturalmente nós somos positivos e que se move buscando autorrealização. A gente não é só grana, ninguém, mesmo quem gosta mais do que outros, a gente é autorrealização. A gente vive no mundo, a gente vive num mundo financeiro, no mundo capitalista, mas a gente gosta de elogio, a gente gosta de reconhecimento, a gente gosta de promoção. A promoção não é se a gente se mudar o salário e não mudar a patente, vamos falar entre aspas assim, né? A gente também cobra. Poxa, mas eu tô ganhando mais, mas não mudou nada. Eu não virei diretor, não virei um gerente, eu não virei um coordenador. A gente busca isso porque isso faz parte do do crescimento natural da vida. Todas as profissões, todas as carreiras, qual é a maior luta social de órgãos públicos e privados? a criação do plano de cargos, carreira e salário. Cargo, carreira e salário. Vê que o salário não tá em primeiro. Cargo, carreira minha e o salário dentro das universidades públicas, privadas, das instituições, tem a construção disso e é uma busca do Brasil, de muitas partes do mundo. Roger acreditava que o ambiente é é facilitador e essencial para o indivíduo desenvolver o quê? seu potencial. É isso também que a NR01 busca, é facilitar um ambiente de trabalho. Não é criar regra por regra, não é criar norma por norma, e sim construir situações que sejam boas de serem vivenciadas. A gente precisa compreender, pessoal, eh mudar nunca foi fácil e nunca vai ser fácil. implementar algo nunca vai ser fácil. Eu vou exemplificar aqui. Quem aqui lembra quando chegaram as regras ou quando chegou a regra sobre prevenção a incêndio, Ministério do Trabalho, os Tribunais de Contas, tanto CU, TCE, olha, vocês têm que apresentar aqui um plano, tem que alguém do ah, mas a gente aqui não vai poder contratar ninguém agora de bombeiro civil, beleza, mas tem que vocês pegarem cada uma pessoa de cada equipe, de cada lugar. para fazer o curso de quê? De prevenção. Aí o corpo de bombeiros vem pro órgão, ensina a apagar fogo de de fogo, fogo de elétrico, fogo de papel, fogo disso, fogo daquilo. Ensina a cortar a força quando tiver com fogo elétrico, porque vai cortar a força, vai impedir o o alastramento. Por quê? Foi uma dificuldade de empresas, não, isso é despesa, isso é muito dispendioso. Beleza, temos a regra, temos as normas. Será que na boat quis no Rio Grande do Sul, quando morreu aquele quantidade imensa de pessoas, será que se ali tivesse um plano de evacuação, essas portas que muitas vezes as pessoas acham que tem cinema, tipo ali, ó, que a gente chega e empurra e sai, será que teriam morrido tantas pessoas? Ou será que teria morrido até alguém? Será que se tivesse bombeiro civil ou equipe da boate treinada teriam pessoas morrido? Isso é um exemplo prático que a gente consegue ver. Quando a gente fala da NR01, ela é aquilo que eu disse, sentimento não se mede, não se pesa, não se bate raio X, não se faz outra som para ver se alguém tem transtorno ou não tem, né? Mas a gente precisa compreender que a necessidade da implementação da NR01, ela é a mesma de outras regras de segurança do trabalhador e da trabalhadora que já foram colocadas. e que na hora que a gente gera esse esse acontecimento gera mal-estar em muitas pessoas, dificuldade de compreensão, isso é bobagem, isso não funciona, isso não vai dar certo, nunca deu. Aquelas falas que a gente sabe, porque resistência sempre vai haver, pessoal. mudança é um negócio tão complexo. Há mais de 10 anos atrás, eu recebi uma pessoa no meu consultório, funcionária pública do estado do Piauí, que tinha uma vida normal, regrada, salário normal do estado, sua casinha, sua moto para ir trabalhar e tal, e que ela ganhou na mega cena, como se fosse hoje 1 milhão e meio, sei lá, de 1 milhão a 2 milhões hoje. E ela extremamente infeliz porque ganhou na mega cena. Ela nunca tinha participado. Participou de um bolão de um grupo lá de cinco pessoas e eles ganharam. Ficou meio sigiloso, né? Porque todo mundo que ganha às vezes, mas a família soube. Ela disse que nunca sentiu tanta dificuldade na vida dela como no dia que soube que ganhou. Foi um peso. Porque imagina vocês, todo mundo tem vontade, nossas brincadeiras, né? Eita, se eu ganhasse na mega cena eu ia embora. Aquela mega cena da virada, até quem não joga. Se eu ganhasse, mas nem jogou não, mas se eu ganhasse era a gente fantasia, né? Imagina você se às vezes receber um prêmio, ele tem peso. Imagina mudanças de lei. Por que que ela sentiu esse peso? Porque influenciaram ela. Ela comprou um apartamento em um bairro classe AA. Ela não gostava dos vizinhos. Os vizinhos não gostavam dela, segundo ela. Então, foi morar num lugar, começou a se sentir explorado por uma parte da família que que pedia isso. Paga meu boleto, paga isso, paga. E ela não podia dizer que não tem, porque todo mundo sabia na família que ela tinha, uma parte da família sabia que ela tinha ganho. E aí foi depois de muita orientação, muitas conversas, ela alugou o apartamento, voltou pra casa dela, permaneceu só com o carro dela, guardou o dinheiro, fez aplicação, aplica ele por um ano aí para ninguém, nem que queira você não consegue mexer. Pronto, ela foi traçar algumas estratégias, mas imaginam vocês que ganhar na Mega Cena Pesou, imagina implementar uma lei dessa no Brasil todo. É difícil, não é fácil. E a gente precisa refletir que ela é necessária, como foi no passado a colocação desses extintores que cá estão, como foi criar essas portas de saída de emergência. Isso é segurança do trabalhador, isso é segurança do local. E aí, pessoal, o Rogers falava num ambiente facilitador. Todo ser humano tem potencial de crescimento, mas precisa de um ambiente o quê? facilitador. E essas normas que foram criadas na NR01 é para facilitar a compreensão de todo mundo, facilitar a compreensão de todo mundo paraa questão das regras, pra questão da saúde mental. Ele fala aí em quatro pontos, né, que é a empatia, que é a escuta real. Pessoal, a escuta real no mundo atual, ela é muito complexa, porque a gente não escuta mais ninguém. Quantas vezes você foi, qualquer um aqui, precisa ninguém dizer que foi que aconteceu. Você foi conversar com alguém, quando você olhou conversando aquela pessoa, ela pegou o celular, você presta atenção, não tô ouvindo, é porque eu tenho que responder aqui no WhatsApp. Todo mundo já vivenciou algum momento ou já fez isso com alguém? A gente vive num mundo hoje que não tem escuta real. A gente não quer mais ouvir. A gente não tem tempo para ouvir, a gente não tem tempo para parar. As redes sociais entendem tanto isso, pessoal, que é que o WhatsApp criou no áudio, velocidade 1,5 e o dois. Aí esse eu quero que levanta a mão para mim. Quem de vez em quando bota no dois e tem que escutar três, quatro vezes no dois, mas não quer escutar no um. Eu mesmo faço isso direto. Eu boto no dois. Mas não consigo entendendo no dois. Aí eu escuto três vezes no dois. Poxa, não era melhor escutar uma vez só no um, porque se eu escutei três vezes no dois, eu gastei mais do que o tempo de um. Mas a gente quer entender rápido porque não dá tempo. E a gente precisa se policiar com relação a isso, se avaliar com relação, porque isso adoece. Ninguém fala, pessoal, na velocidade dois. Até tem, né, aqueles locutores, aquelas brincadeiras de futebol, né, alguns humoristas, né, chutou, tem aquelas brincadeiras, mas no mundo real não tem. Tem pessoas que falam mais rápido, normal, beleza? E tem pessoas que falam mais pausadamente, mas ninguém fala no dois. E a gente acelera, no mínimo, a gente bota no e-mail, né? Não é porque fulano fala devagar demais. Meu Deus, não tenho, não tenho paciência para ouvir. Deixa eu botar aqui. Então assim, a gente precisa compreender isso. O o a rede social entendeu a nossa ansiedade, que a gente não quer mais ouvir ninguém no, a gente quer ouvir no dois, no e-mail e não se iludam não, já saiu três. Aí é que ninguém vai entender mesmo nada que tá falando. Mas quem disse muitas vezes que a gente quer entender? A gente quer só ver se alguma coisa que nos interessa. Se não for, a gente para até de ouvir. Quantas vezes a gente já abri um áudio de alguém e no meio do caminho, ah, não, isso aqui é bestechada, depois eu escuto várias vezes. Todo mundo, ou a maioria, né? todo mundo, é muita gente. No período da pandemia, eu coordenei um hospital de campanha e no início da pandemia nós não tínhamos os acessos, o salário era novo da equipe. E um dia eu tava fazendo uma videochamada para uma família e uma outra família tã ligando, ligando e eu rejeitando. Primeiro eu deixei tocar, depois eu rejeitei, rejeitei. Quando terminou aquela quantidade de ligações, eu parei e disse: "Liguei de volta: "Oi, dona fulana, bom dia. Tudo bem? Tudo. Ô, doutor, tudo bom? É porque eu tô muito aperreado. Deixa eu dizer uma coisa pra senhora. Não adianta a senhora me ligar 30 vezes. Não vai fazer eu atendê-la. Sabe por quê? Eu não tô falando com a senhora agora. Se alguém me ligar agora, eu não vou parar para atender quem tá me ligando. Basta ligar uma. Por qu, pessoal? É extremamente compreensível na pandemia lá em setembro de 2020, alguém que esteja setembro não, isso era junho, alguém que tá sofrendo com uma mãe idosa que tá internada. Mas eu preciso, eu não posso mergulhar na ignorância, na grosseria, mas também não posso deixar que a ansiedade dela não seja tratada, né, entre aspas, não seja explicada. E eu fui explicar só e agora é a ligação da sua mãe. Então, se alguém ligar agora pra senhora, quando a senhora me ligar, basta ligar uma vez. Não precisa me ligar 20, 25 vezes. Acho que ela ligou. Eu vou retornar todas as ligações. Todas as famílias vão falar pelo meu celular. Ou o professor me diz: "Não, não precisa me pedir perdão, nem desculpa, não. Eu sei da sua ansiedade, a gente tá aqui para lhe ajudar." Agora, entenda só que não precisa me ligar. Ela nunca mais ligou. A mãe dela ficou lá uns cinco, se dias ainda, escapou, ficou, ficou bem depois, mas ela não insistiu. Ela ligava às vezes uma vez porque o normal era, a gente fazia chamada 9:30, mas às vezes alguma família demorava mais, então não era sempre com horário preciso, não era horário britânico de tal hora. E é o processo de ansiedade. E a os adoecimentos eles geram ansiedade, que é isso que a gente precisa entender com relação à escuta. A gente precisa ouvir as pessoas. Quando alguém me tratar assim de uma forma diferente, eu não vou me transformar no que eu não sou. Eu vou tratar ela do jeito que eu sou. Eu posso até não tratar, nem responder, mas eu não vou ser ignorante com alguém porque eu não sou ignorante, eu não sou vingativo, eu vou dizer a verdade, não. Na hora que der eu retorno. Oi, donigo, a gente precisa compreender isso. Não é sobre o outro, muitas vezes é sobre a gente. E essa questão da escuta é muito importante. E aí entra a questão da aceitação sem estigmas. O que é sem estigmas? sem estereótipo, sem rótulo, um nome bem popular seria o rótulo, aceitar algumas situações sociais que não dependem de mim. Não é sobre mim, às vezes sobre outra pessoa, sobre quem tá lá. A congruência, que é a liderança coerente, ser coerente naquilo que faço. Pessoal, eu disse para vocês, se é verdade, meu pai mor de acend de carro, eu não bebo e dirijo em hipótese alguma. É uma decisão minha. Quem faz, quem não faz, problema de quem faz e alegria de quem não faz. Mas e o essa questão da congruência é tão engraçado, sábado retrasado tinha um aniversário de 50 anos de um amigo em uma fazenda a 80 km de Teresina. Acho que uns seis amigos meus estavam também com motorista, da mesma forma que eu faço para ir pras festas. Por quê? Porque o exemplo, essa congruência, a liderança do grupo de amizade Eduardo, Eduardo, me dá uma dica de motorista que faz diária, fulano mandou os telefones, tinham seis amigos lá, fora eu mais mais um monte, né, que tem cargo público, tem um motorista e tal, mas tinham seis amigos com motoristas pago de área para não beber e dirigir na estrada. Porque eu converso muito isso o tempo todo, porque muitos problemas que nós temos, eles não são azar, eles não são casualidades, eles são provocados por nós mesmos. Nossa casualidade de problemas, ela é isso aqui. O resto a gente assume, né? O ambiente facilitador, que é o que a gente chama de segurança psicológica. Segurança psicológica, pessoal, não é ter psicólogo o tempo todo. É aquele que eu falei sobre processo terapêutico. A gente precisa entender que processo terapêutico, o ANR01 aqui pode se iniciar, podia, né, ter se iniciado não com a fala do Eduardo, mas com a contratação periódica aí de um educador físico para fazer pela manhã a ginástica laboral. Uma coisa simples que tira a gente do da cadeira, que faz a gente pensar, que faz a gente se mexer, que faz a gente suar, que sai da rotina. A NR01, ela não tá dizendo, turma, que nós vamos contratar tanto, não, não tem nada a ver com contratar fas preocupações. Quando eu apresentei algumas ideias, é, não tá tudo na personalidade de um psicólogo, de uma psicóloga, porque o mundo é feito de multi, não de uni. Não é uma única pessoa abençoada. iluminada que chega e bota a mão, tá lindo. Não é contexto, é grupo. Quem aqui é são paulino, levanta a mão. Quem aqui é flamengo corintiano? Nenhum desses times e outros times mais aqui que a gente tem. Ponte Preta. Quem aqui nossos times do coração, eles são bons não porque tem um jogador estrela, mas porque tem equipe, tem grupo, não se faz nada só. A coletividade, a coletividade ela é responsável pelo sucesso de algo. E a gente precisa compreender isso e falar um pouco aqui da cultura organizacional. Nenhum comportamento dentro de uma instituição acontece por acaso. Ele é aprendido, repetido e principalmente permitido. A gente precisa entender que não é sobre escrever algo, não é o que tá escrito no papel, que é valorizado. O que é tolerado muitas vezes é o que é ignorado. Entendam bem, se cria NR01, se chega aqui, se apresenta, todo mundo lê um edital, todo mundo assina que recebeu, mas só que ninguém começa a praticar essas mudanças de comportamento. A ideia das palestras de forma inicial, né, a palestra inicial da N01, ela tem como princípio básico levar essa compreensão de saúde mental, de risco psicossocial. Todo mundo entende que é obrigado ter extintor de incêndio. Todo mundo entende que alguns espaços de hospital tem a área que tem risco. Por exemplo, hospital que tem raio X. Quais são as mulheres que não podem trabalhar na área de raio X? Quem diz aí para mim? Grávidas. As grávidas. Por quê? Porque tem risco. Quem foi que decidiu isso? Um estudo que foi feito sobre área de risco, que é a área verde, a área amarela e a área vermelha. A área vermelha são áreas que têm risco de contaminação. É muito importante a gente entender, pessoal, existe um curso que eu fiz eh fiz aqui no Brasil, mas fiz fora também, chamado Psicologia de Emergências e Desastres. Esse curso ele trata de princípios que a gente faz ele o tempo todo e não e não percebe. Quem é que já andou de avião? Levanta a mão. Beleza? Quando a gente entra no avião, a comissária começa a dar as orientações, né? A partir de agora, telefone m avião. Aí disse: "Em caso de despessorização, máscaras cairão automaticamente. Coloque primeiro em quem? Em você. É egoísmo ou é sobrevivência? Sobrevivência. nos resgates. Caiu um avião na Serra da Cantar, beleza, o avião caiu. Equipe de busca suspende pelo mau tempo. A equipe não se coloca em risco. Então, na vida a gente tem que estar em primeira pessoa. A gente só é pai, a gente só é mãe, só sou psicólogo, só sou educador, só sou Se eu tiver vivo. É princípio básico, não é sobre egoísmo. A pessoa que a gente mais ama no mundo deve ser a gente mesmo. Ah, o amor de mãe, o amor de pai, ótimo, é show, mas eu só sou pai, só sou mãe, só vou amar se eu estiver vivo. É simples assim. A gente não pode inverter a ordem. No meu conhecimento, a roda grande nunca vai entrar dentro da pequena. É o ciclo da vida. E aí a gente precisa refletir, pessoal sobre esse aspecto da da do entendimento, vamos dizer assim, dessa questão da importância dos riscos. Quando a gente trabalha no local, eu não posso comprometer o meu trabalho para ajudar alguém se eu não terminei nem o meu. Nenhum resgatista de afogado resgata alguém aqui de frente. Pode ser a mãe dele. Porque com o que que ela vai fazer com ele? Empurrar ele para baixo sem querer para conseguir respirar. Existem técnicas. Então, na vida, a gente tem que aprender as técnicas de convívio. O que eu tô trazendo aqui para vocês é uma metáfora, é um símbolo, é uma simbologia de coisas reais, situações reais que a gente tem que entender que também tem isso na parte emocional, no nosso convívio, no dia a dia. Pessoal, um dia desse, uma pessoa diz: "Doado, tu vai conversar com um deputado, mas fulano de tal, mas ele é muito radical e ele é difícil de convencer." Eu digo, "Rapaz, se ele fosse fácil, não precisava da nota técnica. Era só a gente mandar um papel no e-mail da Câmara, do gabinete dele, ele ia ler. Show, tranquilo, bota para rodar aí que os técnicos dizendo. Trabalhar com quem é fácil é fácil, não tem dificuldade. Conviver só com quem é fácil é fácil, não precisa muita dinâmica. a gente vive ia viver numa no marasmo. A gente precisa entender que muitas coisas que a gente faz, que a gente diz para algumas pessoas, e aqui eu falo, pessoal, não é o tempo todo tá dizendo verdade para as pessoas, olha, eu vim aqui, não, não é sobre crença limitante disso, mas é sobre a gente aprender a conviver com as pessoas, que realmente não é fácil. é conviver no casamento, é conviver com a família, é conviver com amigos, é conviver com mãe, com pai, que todos nós temos grandes defeitos e grandes qualidades. Ou pequenos defeitos e pequenas qualidades, mas nós temos. Ou somente defeitos e qualidades, mas nós temos. Todo mundo tem. Só que a gente foi, eu falei aqui ontem de uma coisa importante. Alguém aqui sabe o que? Tem alguma Gabriela aqui? Alguma mulher, menina, mulher Gabriela? Não. Pronto. Alguém sabe o que é síndrome Gabriela? Quem sabe o que é que significa síndrome Gabriela? O que é? É da música. Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriela, né? Música assim. A gente não precisa ser sempre assim. A gente precisa quebrar. Tem muita coisa da minha mãe, do meu pai que eu amo e tem coisas que eu não quero repetir. Como minha mãe quebrou outros pontos do meu avô, da minha avó, sei lá, e por aí vai. É processo evolutivo. A biologia moderna fala hoje que nós não temos mais o rabinho na evolução, na escala da evolução, né? Não tem mais o rabinho para cair, não. O rabinho já caiu. A evolução agora ela é aonde? Emocional, não é cognitiva. Cognição de inteligência, né? Cognição meu cachorro tem. Eu tenho um cachorro que ele senta, que ele deita, que ele faz tudo, que ele ataca, que ele para, que ele faz tudo. Se meu, eu tive um papagaio na fazenda. Papagaio falava lá nos anos 80. Então, sentar, falar, comer, fazer cocô no lugar certo e falar algumas coisas, até alguns animais conseguem. A nossa diferença é o controle emocional. Então, essa habilidade de entender essas questões que a gente tá falando sobre os aspectos organizacionais, ela é fundamental. Entra um ponto, eh, quem constrói a cultura de um lugar, a cultura organizacional, as lideranças, as equipes, a comunicação e os processos. Se eu tiver uma liderança que não respeita os processos, os processos não vão acontecer. Exceção, pessoal, a gente faz o tempo todo, mas a gente não pode viver o que chama-se na na Constituição Brasileira do estado de exceção, né? A gente tem exceção. Exceção é para confirmar a regra, mas eu não posso estar o tempo todo para praticando a exceção. Cultura não é só decisão da diretoria, ela é forçada ou transformada nas pequenas atitudes diária. A mudança na Câmara de Vereadores de Campinas, na empresa X privada que eu dei, ela não vai acontecer só da diretoria, ela é um processo de cada um, de cada uma. Ela é um contexto, ela é uma dinâmica que a gente precisa compreender, né? A gente vai aceitar tudo. Qualquer projeto de lei que se que se aprove sempre alguns questionamentos, algumas perguntas, algumas dúvidas, algo que faltou, algo que às vezes é complementado. A própria normativa de segurança do trabalho, essa normativa, essa NRI aí, ela já existe há muito tempo. O que existiu agora na segurança psicossocial é a inclusão de aspectos que estão cientificamente comprovados, que é o crescimento de afastamento. Por quê? pro transtorno do comportamento do NSS. É dado, é informação. A turma quis falar desse tema 4 anos atrás, 3 anos atrás, simplesmente porque quis falar, não, porque gerou um peso muito grande dentro do sistema público do INSS. Cultura e a cultura influencia o clima. O clima influencia riscos psíquicossociais. Riscos, psíquicos sociais são obrigação legal, cultura é também responsabilidade jurídica. Quando a gente fala sobre suicídio, sobre uma série de temas que são muito sensíveis pra sociedade, você podem observar, nenhum canal, principalmente os canais de referência, eles vão dizer o método que alguém praticou suicídio, mas eles não vão deixar de dizer que alguém morreu, porque o suicídio ele pode gerar um efeito contágil várias pessoas repetirem aquele modelo ou a prática. É como se incentivasse. Aconteceu, pessoal no Piauí, em Teresina capital, o ex-prefeito foi um dos melhores prefeito do Brasil eleito que ele suicidou-se quando acabou a gestão. Foi prefeito oito vezes, foi eleito e reeleito e teve uma carreira fantástica, mas ele tinha dificuldades até hoje. O plano diretor que se conduz Teresina de ampliação da cidade e rodovias, ele é feito através do que o Firminou. Isso tem, acho que ele morreu tem 6 anos. Ainda hoje é plano diretor da cidade que o o prefeito teve um prefeito depois dele, estamos com dois anos do outro ainda hoje é o plano diretor é o plano que ele deixou. Mas o adoecimento ele está em todas as camadas sociais. A depressão ela é democrática. preto, branco, católico, evangélico, rico, pobre, gay, hétero, não tem diferença. Ela mata. E o que a NR01 quer tratar é exatamente dessas questões, que é estabelecer as disposições gerais, diretrizes básicas, todas as organizações que possuem trabalhadores vão ter que passar por algo nesse aspecto. A nova resolução, ela tem que entrar em vigor até o dia 26 de maio de 2026. Detalhe, pessoal, ela era para ter entrado em vigor quando? em 26 de maio do ano passado e ela foi e ela foi prorrogada para esse ano. Então, tentaram prorrogar de novo. Em janeiro tentaram prorrogar, só que não foi prorrogada. Ela tem que entrar em vigor pelo bem-estar, né, pelas questões de cuidado ou dos cuidados que são necessários dentro da organização. Isso vale pro público e para o privado. E logicamente que houve houveram aquelas queixas, né, de custo operacional, de tudo mais. Qual é o objetivo, né? A essência eh não mudou nos objetivos, porém foi fortalecida com foco. Foco em quê? gestão contínua de risco não é mais pontual integração, responsabilização, principalmente que ela não era clara para os empregadores, agora ela é valorização da prevenção como processo permanente. Todos os órgãos vão ter que ter uma dinâmica. Aquilo que eu disse para vocês, não é sobre terapia, é sobre ter momentos terapêuticos, é sobre ter uma dinâmica que gere uma segurança psicossocial dentro da instituição, dentro do órgão, dentro da empresa. A ideia é levar eh uma ideia de acolhimento, uma ideia de estrutura com relação aos riscos psicossociais. E aí ele cria, pessoal, o que a gente chamou de GRO, gerenciamento de riscos ocupacionais. É um processo de identificação, avaliação e controle de riscos ocupacionais. Bem simples isso. Será que o risco que tem dentro da Câmara de Campinas é o mesmo de um policial penal dentro de um sistema penitenciário? Será que o nível de estresse aqui tem estresse, mas é outro tipo de estresse aqui não tem estresse sobre a vida, sobre alguém tentar fugir, botar uma faca no teu pescoço e tentar escapar. No tema penitenciário tem. Então é a construção dessa dinâmica de riscos. Não é que não tenha risco, todo lugar tem risco. Tem risco de um choque, né? Mas será que o risco aqui de pegar um choque é o mesmo do cara que trabalha na terceirizada da companhia de eletricidade? Claro que não. A não ser que ele seja o eletricista aqui, trabalhasse com eletricidade aqui. Função dele é cuidar da parte elétrica. Aí, OK, a mesma coisa. E até aqui dentro, será que todo mundo tem os mesmos riscos? Não. O vigilante, o porteiro tem um tipo de risco, o assessor parlamentar tem outra. O quem constrói a dinâmica do o administrativo, o contábil, o jurídico, o médico do trabalho, cada um tem seus riscos e suas características. Da mesma forma que toda empresa faz aquela mapeamento de zona de risco. Então, esses riscos psicossociais vão ter que ser desenhados, deverão ser desenhados de acordo com cada função. Tem como objetivo o quê? prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A intenção dela é construir algo. Pessoal, a NR01, ela não ela não é uma um uma lei, uma norma eh ingessada que todo lugar vai ser do mesmo jeito, não. Cada lugar vai ter suas características, né? cada lugar tem sua suas suas questões. Essa estrutura, principalmente por meio do programa de gerenciamento de risco, ou seja, a GRO é criada, né, que é a o gerenciamento de riscos ocupacionais e na sequência, pessoal, ela cria a PGR, que essa PGR não é a Procuradoria Geral da República. Essa PGR é o quê? Programa eh de gerenciamento de riscos, tá? O que é esse programa? Ele ele operacionaliza a GRO, ou seja, ele cria estratégias para que a GRO entre em função. Que qual é o objetivo? Identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais. Aquilo que eu disse, eu não vou trabalhar riscos ocupacionais na Câmara de Campinas da mesma forma que eu vou trabalhar no sistema penitenciário, na Guarda Municipal, na companhia de eletricidade, numa companhia que trabalha com produtos químicos. Cada um tem suas características, porque o cidadão que trabalha com produtos químicos, medicamentos, ele tem que botar a máscara, ele tem que usar luva, ele tem que trabalhar tantas horas, tem que parar tudo, tirar a luva, sair, sai de um ambiente que não tem risco de contaminação, aí ele entra, vai, vai lanchar, depois ele descontamina, volta para ambiente químico. Então, assim, são características distintas. Cada um tem seus estresses, cada um tem suas dificuldades e cada um, cada uma vai ser tratada de uma forma específica paraa função que exerce. Deve ser elaborada e implementada pelo empregador com participação dos trabalhadores e aí assim é obrigatório a maioria. Por que a maioria? Porque tem algumas entidades como tem número de funcionários que não são obrigadas a implementar. tem uma, a lei criou uma norma de funcionários, que é um número bem pequeno. As microempresas são três pessoas, não vai ter essa dinâmica, até porque o organograma é diferente, né? Mas que que é muito importante é que a criação da NR01, ela é uma responsabilidade da gestão, mas tem que ter participação de todo mundo. É esse comprometimento, esse comprometimento que a gente precisa ter. Aí eu preparei um quadrinho assim, só dizendo, esse material que eu mandei, pessoal, esse material meu, ele é público. Depois quem pedir pode compartilhar, pode usar, pode ler, pode. Eh, todo meu material ele já é, como é que eu eu publico e já fica registrado que é meu. Então, quem quiser usar, tirar um trecho, não tem problema nenhum. A GRO, pra gente entender, né? A GRO, ela é um processo. A PGR é um instrumento e um documento ou um documento ou os dois, né? A GRO é mais ampla e estratégica, a PGR mais prática e operacional. A GRO envolve gestão contínua de risco e a PGR registra e organiza as ações da danada da GRO. Então, elas são irmãs, trabalhando o tempo todo, continuamente. A GRO eh gera orientação e ação de prevenção e a PGR contém um inventário de riscos e, principalmente o plano de ação. É um processo. O que que eu disse aqui que no Vale do Silício eles falam pessoas, processo e resultado. Quando eu tenho pessoas no lugar certo, trabalhando de forma correta, quando eu tenho processos estruturados, definidos, eu tenho resultados positivos. qualquer mundo que algo não funciona, quando você vai avaliar, faltou alguma coisa, faltou processo, faltou pessoas interessadas, faltou algo, não tem nada que dê errado, não, tudo tava ótimo, não é um contexto. É igual aquela aquela fala real que queda de avião nunca é um só motivo, é o somatório de um monte de coisa. A mortalidade quando cai um avião é um monte de coisa. Ontem caiu um avião em BH. Se ele tivesse numa área plana, provavelmente ninguém tivesse morrido, mas ele bateu num prédio. Morreram já três pessoas de seis. Então é sobre isso. E aí aquilo que eu falei agora quando eu comecei, né, pessoal? os tipos de riscos que existem, essas que estão em amarelo na primeiro tópico aí, antes dos riscos psicossociais, era é o que já existia na nosso planejamento trabalhista. Riscos físicos, o que que é? Ruído, calor, fio, vibração, radiações e umidade. Riscos químicos, poeira, fumos, névoa, gases, substâncias químicas. Riscos biológicos, vírus, bactérias, fungos, parasitas, riscos ergonômicos. Só uma curiosidade, qual é o maior afastamento que vocês acham que existia nesses três, nesses quatro, cinco itens aí nos anos 80 até o começo dos anos 90? Era os riscos ergonômicos, pessoal. lá nos anos 90 foi uma seleuma em todos os órgãos públicos e privados, uma um burburi, uma confusão, porque os órgãos tiveram que comprar aquele aquilo que hoje em quase toda empresa tem, cadeira com regulagem de altura e aquele local de botar o pé, né? Algumas pessoas embaixo da sua do seu móvel de trabalho, da sua bancada, não tem aquela cadeirinha que você põe o pé em cima, que você fica mais alto, mais baixo. Isso é sobre ergonomia. A maior, o maior afastamento nos anos 80 para 90 era o quê? Aler, lesão do esforço repetitivo. Bancários, datilógrafo, que era a profissão, né, que a pessoa datilografava de que é o digitador hoje, vamos dizer assim, que era nas máquinas. Então, a dinâmica mudou, deixou de ter esse risco ergonômico que eu falei aí, ó, postura inadequada, esforços repetitivos, levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho. O os riscos ergonômicos no passado eram quem mais afastavam as pessoas, né? Pessoas trabalhavam com carga pesada, pessoas que trabalhavam muito tempo sentados ou sentadas, o risco de acidente mecânico, né? Máquinas sem proteção, queda, choque elétrico, incêndio. Hoje para se trabalhar nesses o esse eu botei na sequência, pessoal, que foi existindo, tá? O último que foi incluído foram os riscos de acidente, esse esse risco de acidente mecânico, máquina sem proteção. Hoje em dia todo operador de máquina tem regra, tem que usar fone de você, a gente tá no aeroporto, é porque a gente não presta atenção, porque não presta, faz parte do circuito. Todo mundo que trabalha lá embaixo, perto dos aviões, tem aqueles tapa ouvidos, laranjinha, vermelhinho, depende da companhia aérea. Ali é para risco dele. Trabalha ou trabalha com fone, com aquele fone eh que tapa o barulho. trabalham de óculos porque pode de um avião cair alguma substância que pegue no olho uma combustível, algo do tipo. E agora que foi criado na NR01, que são tá em vermelho aí, riscos psicossociais, pressão por meta, excesso de trabalho, assédio moral, conflitos, falta de apoio, ambiente organizacional, o quê? adoecedor, a pressão, né, ela é distinta por método. O excesso de trabalho, ele é ele é ele é distinto em cada função, como eu disse para vocês, dentro do sistema policial vai ter uma característica, a quem trabalha com produtos químicos ou outro e assim vai. São várias situações distintas mediante a necessidade. O que é que a gente precisa compreender é que os riscos psicossociais são tão necessários nessa norma quanto os outros. Imagina vocês que num ambiente eh químico não tivesse essas regras de cuidado com poeira, com fumo, com neva, com gases, com substâncias químicas. Agora imagina vocês que a gente viveu até agora sem nenhum cuidado psicossocial com ninguém. Quantas pessoas verdadeiramente adoeceram eh por conta de falta de uma norma que regrasse as nossas questões emocionais. que eu disse para vocês, pessoal, ninguém sai de casa e ninguém sai daqui para casa e deixa tudo aqui. Não é assim que funciona. Nós todos nós somos o acúmulo das nossas experiências de vivência, de dificuldade, de alegria. Nós somos um produto do lugar que a gente tá. Não tem como a gente não ter em alguns momentos uma impregnação daquilo. Não tem como eu não trabalhar com coisa química e se não usar os equipamentos, eu não levar alguma coisa química para minha casa ou dentro de mim. Porém, quando é físico é fácil de ver. Se eu trabalhar com peso, se um risco biológico, se alguém pegar um vírus, é fácil, faz o exame de sangue, tá lá o vírus. Mas como é que eu vou mensurar a minha carga psicológica, a minha carga de pressão? De onde é que eu vou encontrar isso? É do comportamento. Tem uma coisa que eu sempre falo que às vezes as pessoas chegam pra gente e diz assim: "Ah, Eduardo, fulano, tu tu não não te vi no velório de alguém, detesto o velório". Aí eu deixo a pessoa falar, falar: "Pai, pois eu adoro velório." Ó, um velóiozinho dia de sexta-feira à noite tem nada melhor. Quem é que gosta de velório, minha gente? De cobra, de rato, de barata, de inseto. Só se alguém trabalhar com cobra, com inseto, ou com barata, mas no geral a gente não gosta. Velório ninguém gosta. Você não vai lá para achar bom. é uma das um dos poucos eventos sociais que não precisa de convite ou talvez o único. Ninguém convida ninguém para velório, você publica ali pra pessoa saber onde é que tá sendo velado. Ah, mas eu não sei o que dizer. Ninguém sabe, nem eu psicólogo às vezes sei o que dizer. Mas a pessoa precisa da sua presença, seu apoio. Às vezes não dizer nada é a melhor coisa. Às vezes pegar na mão de alguém, abraçar, se for tiver intimidade, claro, abraçar, dar um beijo, dar um cuidado ou simplesmente pegar na mão de uma forma diferenciada, você já ajudou do tanto que você nem imagina. Então, muita coisa a gente não sabe o que fazer, nem como fazer. No dia que alguém, eu acabei de falar aqui de comparação, no dia que alguém lhe contar uma história, nunca compare, nem nunca julgue. Só entenda, só escute. Se não souber o que dizer, fulano, fulana, eu não sei, nunca passei por isso. Você acha, a gente pode procurar uma ajuda para você? Eu posso, a gente pode ver um profissional para te atender. O que que você, o que é que você pensa em fazer? Lembrando de uma máxima que tem muito nas cidades menores e dos antigos, né? Nós temos duas orelhas e uma boca. A gente é muito mais para ouvir do que para falar. Então a o acolhimento é fundamental. A questão dos riscos psicossociais que a gente traz aí é que a gente precisa ouvir mais. A gente tá o tempo todo comparando. Eu faço a mesma coisa e não tô sentindo nada. Eu faço a mesma coisa. Muitas pessoas pegaram COVID do vírus mais forte, uns escaparam e outros não. Era fraqueza, não é? O corpo que respondeu de forma distinta. Então, a gente precisa compreender que emocionalmente também é assim. Não é porque eu faço o mesmo trabalho de alguém que eu vou responder e vou sentir a mesma coisa que aquela pessoa vai sentir. Isso é muito importante de ser entendido. O ser humano é individual. A gente vive no coletivo. Eufiquei time, não tem time que brilhe só. Toda vez que o Brasil vai jogar uma seleção que tem muita estrela, vai volta no com 20 dias, com três semanas, tá aqui de volta, porque é muita estrela e pouca coletividade. Qualquer qualquer tipo de esporte, qualquer tipo de trabalho que a grande maioria que tenha colete, que tenha time, que tenha grupo, ou existe grupo ou não existe, não vai funcionar. em qualquer atividade, no público e no privado, não tem distinção nisso. E aí a gente precisa refletir sobre essas questões do que que são esses riscos psicossociais. A Câmara esse ano ela é tranquila, beleza? Não tem eleição de vereador, mas no último ano da eleição de vereador a Câmara muda, as pressões mudam, as respostas, aprovação de lei, porque temos que demandar aqui. Vocês acham que essa esse monte de lei que aprova no ano da eleição federal, por que que é? É porque precisa perguntar pro povo o que que tá sendo feito e é um ano decisivo, tudo muda. Por que que a partir de de dia 31 de maio, algumas emendas, alguns recursos, porque não pode ser caracterizado como processo eleitoral, porque não pode rodar, faz parte. Correm com tudo para poder resolver. A pressão de quem trabalha no ambiente aqui, ela não é a mesma agora, é o mesmo daqui a um ano e pouco. Daqui um ano e pouco é diferente, porque vocês efetivos e comissionados, dependendo da função que estão, vão trabalhar de forma distinta. Eu fui conversar num gabinete de um deputado sobre o código brasileiro. Eduardo, vamos fazer aqui, tu me entrega logo, porque vai que o deputado não vai eleito, né? Então ela já tava pensando porque realmente ele pode não ser eleito, el não vai ser mais o relator. Se o relator não é eleito, ele deixa de ser deputado. Se deixa de ser deputado, não é mais relator. Óbvio. Então ou seja, as pessoas precisam compreender. Então a pressão fosse ano passado, não traz final de maio, dá tempo tranquilo. Claro que daria, não tinha eleição. Então essas pressões elas também têm uma variação de acordo com o período que a gente vive. Nem todo o risco deixa marcas no corpo, mas muitos deixam marcas profundas na mente, aquilo que eu disse, um dedo quebrado, eu chego aqui amanhã com quê? Com imobilizador, com gesso da forma antiga, né? Na mão, no braço, no pé. Uma morte, um sofrimento, uma dificuldade, aparentemente eu posso chegar do mesmo jeito, mas por dentro eu não vou estar. A gente, a gente também observa muito isso. Os riscos psicossociais, eles não estão expostos. Como eu já disse aqui pela quarta vez vou dizer, não, nós não temos balança, nem régua, nem raio X que vá mensurar essa esse sofrimento. É algo que a gente tem que tentar entender. Os riscos psicossociais são fatores relacionados à organização, gestão e relação de trabalho que podem impactar a saúde mental do trabalhador. devem ser identificados, avaliados e gerenciados no contexto da GRO e da PGR. A gente não tem nos hospitais, nos lugares que trabalham com energia, nos campos policiais, em diversos tipos de empresa, a área verde, amarela e vermelha, que são os riscos. Então, algumas funções em alguns modelos de empresa, a gente pode desenhar esse essa caracterização de riscos. Riscos o quê? Psicossociais. Quem tem muito prazo a cumprir é diferente. Ah, mas todos nós temos prazo. Ah, não. Beleza. Então é o grupo todo, todo mundo trabalha com prazo. Então a gente precisa compreender a dinâmica de cada instituição, de cada órgão, porque vai ser único. Os prazos, as metas, tudo isso influencia nessa avaliação da GRO. riscos psicossociais, né, que foram colocados lá, excesso de demandas e pressão por produtividade, jornadas prolongadas e falta de pausas, assédio moral e conflitos interpessoais, falta de reconhecimento e apoio institucional, baixo controle sobre o trabalho, ambientes organizacionais tóxicos. Pessoal, ontem uma pessoa falou assim: "Aqui é um ambiente político, a gente tem muita pressão política". A gente conversando aqui, né, no final, na no meu entendimento, nossa vida é política. Para eu fazer uma viagem longa, como eu tô fazendo alguns dias, eu criei toda uma estratégia política com a minha mulher. Nós vamos fazer assim, mas quando eu voltar e tal, qualquer coisa você vai para São Paulo na porque isso é política. É, é saber conciliar interesses. O que é política? É conciliação de interesses. A gente faz política na vida da gente o tempo inteiro. No Uber que a gente pega, no ônibus, no táxi, no garçom. A própria gojeta do garçom, ela é uma política. O gçom, você vai ser pro mesmo restaurante, você paga a gojeta direitinho, ele vai te atender melhor do que quem se nega a pagar. Quem se nega pagar o cover artístico do cara que canta. Não, lá vem aquele cara, tu é doido. Toda vez ele cria confusão na conta. Você não fez a política da boa vizinhança. A gente faz política com o nosso vizinho, com nossa vizinha, nossos familiares, faz um bolo, leva para alguém, faz uma carne, sei lá, convida para um churrasquinho. É política. A gente faz política. Então, o mundo gira em torno dos processos políticos, relacionamentos, relacionamentos trabalha política. Claro que num ambiente eminentemente político, ou seja, quase que exclusivamente político, a pressão política é maior, é óbvio, são interesses, são partidos, são visões de mundo, são ideologias partidárias e etc, mas tudo gera em torno disso. E a gente precisa entender aquela aquele princípio básico. Eu preciso estar vivo, eu preciso estar viva. Para eu ser o bom funcionário, o básico é estar vivo. Às vezes, quando eu faço o exame, eu tenho clínica de Detran no Piauí, de segunda e terça. E às vezes quando eu faço uma avaliação que alguém reprova, ah, mas eu vivo disso, eu faço, aí começa aquela ladaainha de que a vida que não sei o quê, que nunca teve acidente. Eu digo, eu não tô falando sobre isso. Só vai ter a CNH se o senhor tiver vivo e a sua condição de condução hoje está abaixa, sua atenção tá baixa. Eu vou conversar, explicar tudo que aconteceu, quais são as estratégias que ele pode fazer e tal. Em resumo, para ser condutor do CNH, CNH é para quem tá vivo, não é para quem morreu. Para ter um emprego na Câmara, na empresa X, no órgão, tal, condição básica tá vivo. Eu tenho que me colocar em primeira condição, mas no sentido de contribuição. Eu tenho que estar vivo, eu tenho que estar bem. Realidade institucional, porque que ela existe, né? crescimento dos agravos à saúde mental relacionadas ao trabalho. Por que que a CNR01 existe? Crescimento dos agravos a saúde mental relacionadas ao trabalho, aumento dos afastamentos por transtornos mentais e do comportamento. Nós vamos já chegar num dado estatístico aí. Impactos negativos na produtividade e no desempenho organizacional. Ambiente de trabalho pode apresentar conformidade formal, ou seja, tá tudo OK aparentemente, e ainda sim manter fatores de riscos psicossociais não gerenciados e com potencial de quê? De adoecimento. Ou seja, o que a gente tá vendo aqui é que é são realidades institucionais. Por que que a NR01 começou a existir? pelo número estrondoso, pelo crescimento assustador que houve de afastamento pelo INSS. E aí, gente, precisamos pensar o que que realmente existe com relação à implementação dessa norma. O que é que a gente pode fazer, não só para implementar por implementar, mas como tarefa individual de cada ser humano, de cada pessoa. Como eu disse, o nosso grande processo evolutivo que a gente vai ter na sociedade, no mundo, não vai ser mais cair o rabinho. O rabinho já caiu. É evoluir como gente, como ser humano, como pessoa, evoluir como funcionário, como funcionária. é criar estratégias que realmente a gente consiga eh fazer com que há algumas situações que às vezes não são tão legais, que elas mudem. A conformidade normativa, isso é muito importante, tá? A conformidade normativa não garante por si só um ambiente psicologicamente seguro. Riscos psicossociais podem permanecer invisíveis. Era para eu ter colocado entre aspas aí, mas sem efeitos não. Ou seja, os riscos sociais podem não aparecer, mas invisíveis eles não são. Estão aí para quem quiser ver. E a gente precisa entender que simplesmente apresentar as pessoas lerem as portarias, os memorandos, os e-mails, os informes, não significa que a NR01 vai entrar e que algo vai entrar nesse processo, como eu disse, de evolução. Então, a gente precisa eh refletir que não é só simplesmente botar norma, mas fazer com que essa norma funcione. Quer fazer alguma parada? Pode seguir direto, tá? Consequências dos riscos. adoecimento físico e mental, estresse ansiedade. Esse nome burnout, ele é uma um debate gigante aí na sociedade, porque se pronuncia ele em inglês e em francês, né? Mas a escrita é igual, tá? E no português também. Aumento da absteteísmo e da presenteísmo. O que que acontece? Esse item dois, o que é o absteísmo? Eu estou presente, mas fui embora. Eu saí. O segundo, eu estou presente, mas eu tô só de corpo. Quantas vezes a gente esteve nos lugares, na vida, com presente, ou seja, tô presente, mas minha cabeça está lá longe, ausente. Queda da produtividade, da qualidade de trabalho, aumento de erros, acidentes e retrabalho. Existem os acidentes e algo que eu produzo mal feito que eu tenho que refazer. Rotatividade de pessoas, né, que botou o nome em inglês porque foi uma uma um pesquisador americano que fez que é o TUNV. Impactos no clima na organizacional e nas relações de trabalho, custos financeiros e prejuízos institucionais, riscos jurídicos e trabalhistas. Aí tá aí em laranja, ignorar os riscos psicossociais, compromete a saúde dos trabalhadores e a sustentabilidade das organizações. Ou seja, quando a gente ignora os riscos psicossociais, é como se aqui agora não tivesse mais extintor, não tivesse mais saída de emergência, não tivesse mais risco de choque em algum lugar que porventura tenha perto de um gerador. a gente negligencia esses riscos psicossociais, porque muitas vezes a gente não consegue compreender e nem enxergar, nem ver. Em toda repartição, todo órgão que tem um gerador, não são todos vocês que vão poder entrar lá no lugar do gerador, porque a gente pode pegar um choque, a gente pode se machucar, porque a gente não sabe utilizar aquele equipamento. São os riscos. Então, tem alguns lugares que a gente tem no na nas empresas e nos órgãos que eles precisam ser classificados até sobre riscos emocionais. Responsabilidade na gestão de risco, ela é nossa, dos trabalhadores, da gestão e da instituição. Por que gestão e instituição? Porque as gestões mudam, a instituição permanece, principalmente em órgão público, né? Eh, quem é efetivo é efetivo, vai tá aqui por um bom tempo. Algumas pessoas que cá estão exercendo algumas atividades, algumas algumas chefias, algumas lideranças e até cargos, podem ser que não permaneçam por muito tempo. A prevenção é uma responsabilidade o quê? Compartilhada. é coletividade. A gente precisa compreender essa questão do compartilhamento das atividades. Caminhos práticos para prevenção. Relativamente simples, mas complexo de implementar. Assim, fácil de entender e na prática se torna um pouco mais complexo. Mapear os riscos psicossociais no ambiente e do trabalho, ou seja, escuta, o diagnóstico e nossos indicadores. Quais são os indicadores? Quantas pessoas se afastaram? Por que se afastaram? Em que setor essas pessoas mais se afastam. A gente começa a desenhar onde onde eu preciso, onde eu posso, onde eu devo, onde eu posso iniciar um trabalho, né? Quando quando eu pego os indicadores, indicadores é usado hoje em tudo. A pesquisa no mundo aqui político, pesquisa eleitoral é um indicador que alguém tá tendo voto. Quando eu pego uma pesquisa, eu vou ver mapear onde aquela pessoa que eu quero tem menos voto e mais voto, fortalecer, permanecer como tá e em busca de lugços, né? Então os indicadores são importantes para tudo. Em qualquer lugar que a gente trabalha, em qualquer método de pesquisa, de compreensão, indicador é fundamental. incluir esses riscos de forma efetiva na PGR, promover espaços de escuta qualificado e diálogo contínuo. Pessoal, os espaços de escuta qualificada não é obrigado ser com psicólogo. Às vezes aquelas rodas de conversa, aquelas reuniões no final de de uma sexta-feira, sei lá, a estratégia que cada órgão desenvolve, cada empresa desenvolve. Ah, pode ser com psicólogo, claro que pode. Pode envolver um assistidente social também. pode falar, pode ser uma equipe multi e interdisciplinar também, um psicólogo, um psiquiatra, um assistente social, um fisioterapeuta, um educador físico. Aí o céu é o limite quando a gente quer construir algo relativo a alguma coisa. Por exemplo, eu tenho numa empresa, eu tive numa empresa dificuldade de diálogo sobre a forma de trabalhar o método de sentar nos lugares. Quem vai orientar sobre postura é o Eduardo ou é um fisioterapeuta? Claro que é um físico, um educador físico, alguém do ramo da atividade, um médico ortopedista. Então, construiu uma equipe onde a gente foi apresentar sobre mudanças, sobre tal e na na sequência um um ortopedista e um fisioterapeuta mostrando os problemas e lesões que alguém vai ter depois de certa idade por sentar de forma inadequada, por postura e etc. Beleza? Então, cada lugar tem sua forma de trabalhar, tá? Promover espaços de escuta, que eu disse, né? qualificado. Diálogo contínuo, capacitar lideranças para uma gestão mais humanizada e preventiva. Estabelecer políticas claras de prevenção ao assédio e à violência e a violência no trabalho. Organizar o trabalho de forma saudável. Metas, jornadas e as pausas, né? Essa parte das pausas aí, pessoal, da jornada é muito interessante. Eh, no meio empresarial, no meio privado, todo mundo fala muito assim, quem é do ramo de empresa, de indústria, do Vale do Silício, né? E aí a máxima, todo mundo já teve a curiosidade, se não teve, alguns já aqui, acredito eu, de pesquisar como é o trabalho no pessoal que trabalha no Google, né, que lá tem, você tá aqui na sua mesa, do lado tem uma poltrona, de repente tu para, deita ali, tira um cochilo, depois você volta. É um modelo lá, lá funcionou. Mas assim, a gente tem que parar de às vezes de tentar entender os modelos pré-estabelecidos, não é porque deu certo no lugar que vai dar certo no nome na minha empresa, por exemplo, e entender que lá eles trabalham muito com meta e não com horário. Você tem que despachar aqui 10 processos. Se você fez 10 processos bem feito, acabou teu tua tua meta. Mas às vezes em lugares não, eu vou fazer aqui no tempo mesmo normal, porque se eu acabar 10 antes, lá vão ver que eu dou conta demais. Aí vamos botar mais cinco, aí eu vou fazer 15. Aí minha meta não vai ser mais 10, vai ser 15. E aí eu vou. Então assim, até isso tem que ter um processo de concentração geral de quem delega as atividades e de quem executa as atividades. O que é que realmente é bom? Poxa, se eu tenho 10 pessoas trabalhando e dois dão conta da meta muito mais rápido, é porque essas pessoas têm uma produtividade melhor. Que é que eu posso fazer? criar, aumentar a meta e aumentar uma produtividade financeira, não sei. Aí cada lugar procura criar sua estratégia. Organizar o trabalho de forma saudável, metas, jornadas e pausas, foi o que eu acabei de dizer. Monitorar indicadores como abceteísmo, afastamento e clima organizacional. Pessoal, o clima organizacional é muito importante, porque é muito ruim trabalhar em um clima malmorado, um clima pesado. Ninguém vive relacionamentos perfeitos, não existe. Tem hora que você tá jangado em casa, tem hora que você tá bem, tem hora que tá normal, tem hora que tá mais negro, normal, mas eu não posso ter corriqueiramente, deoturnamente, o tempo inteiro um clima pesado. implementar ações que de promoção à saúde mental e o bem-estar, ou seja, criar estratégias. De novo, a NR01 não é uma norma que vai ser igual do mesmo jeito, do mesmo método, n são empresas distintas, são órgão, a Câmara de Vereadores daqui é de um jeito, pode ser que a de São Paulo funcione de outro e aí o céu é o limite desde que comecem a executar de alguma forma com alguma estratégia e com documentos formais apresentados. Para além da norma, a NR01 não se limita a cumprimento legal. Ela propõe uma mudança na forma de pensar dos trabalhadores e dos gestores. Ela não é só para trazer o papel. Gerenciar riscos é sobretudo cuidar das pessoas em sua integralidade. Promoção de ambiente seguro inclui também cuidado com a saúde mental e com as relações. Eu não tenho que ser o melhor amigo de ninguém. onde eu trabalho, mas eu tenho que saber respeitar. Relacionamento é fundamental. Eu já recebi convites de pessoas que eu trabalhei e que eu não era melhor amigo, mas tecnicamente ele gostava de mim e eu gostava da forma dele. Nós não éramos amigo. A gente não saía no final do expediente para tomar chopinho, mas a gente se respeitava. Então assim, e é muito importante compreender isso. Gostar é diferente de respeitar. Gostar é diferente de me relacionar, não tem relação, tá? E aí eu trouxe dados, pessoal, que são agora de 2026, só para que vocês entendam porque essa danada da dessa NR01 começou a existir. O Brasil tem mais de quanto? 546.000. 546.000 meio milhão de mais de meio milhão de pessoas por afastamento em quê? Em que ano? 2025. Aí o que mais impressiona é isso aqui. Crescimento acentuado 2023 219, 20247, 2025, sendo que 2025, a estatística é de novembro, tá? 393, dezembro de, desculpa, dezembro de 24, isso. Dezembro de 25% superior ao total registrado em 2023% aumentou de 23 a 25. Seguramente em 2026 a gente passa de 100% em 3 anos de aumento nessa proporção aí que tá indo. Afastamentos por questão de saúde mental. Esse levantamento é de quem? Da Associação Nacional de Medicina do Trabalho. É um dado estatístico coletado aonde? No INSS. Então, observem esse afastamento. Quantos afastamentos nós temos hoje em ambientes que são inseguros? por pessoas queimadas, quase nenhum, muito pouco, por choque elétrico, por contaminação química e por doença mental, transtorno mental, tá aí. Então, por isso que existe NR01, não é? Como eu disse aqui para vocês, alguém iluminado, um mega iluminada que pensou e repensou e construiu. Não é em virtude de dado estatístico, de afastamento, de adoecimento. Quando a gente fala isso aí, a ideia que se tem é muito simples. A gente olha isso aqui quando não tem ninguém da família da gente aqui, quando a gente não tá aqui. Mas quando algo acontece com a gente, que a gente entra na estatística, a configuração muda. Eu me tornei um pesquisador sobre violência urbana. Por quê? Porque meu pai morreu de acend carro. Algo me motivou a pesquisar sobre um tema que é violência. A violência urbana, ela não é isolada. Isso aqui não é numa empresa só. Isso aqui não é numa região do Brasil. Não é só em São Paulo. É no Piauí, é no Rio Grande do Sul, é no Amazonas. É geral. é uma distribuição meio que igualitária no Brasil inteiro. Claro, algumas regiões tem mais porque tem mais trabalhadores, mas quando você pega a proporcionalidade tá no Brasil inteiro, tá espalhado no Brasil inteiro. Então, saiu há uns anos atrás uma pesquisa na Austrália que ela pega um motorista em frator e coloca o cara atrás de um muro. Nessa época, a Austrália tinha 400 mortes de trânsito por ano, só um dos melhores trânsito do mundo, mais seguros, né? E aí ela pergunta para ele, era o cara mais infrator. Quantas pessoas você acha? Ô, esse ano na Austrália morreram 400 pessoas. Quantas pessoas você acha que precisam morrer? Aí o cara que ser um número bom, o cara 50. Aí ele pega 50 pessoas da família do cara e bota para sair de trás do muro. Aí claro, 50 pessoas da minha família morrerem, eu não quero, não quero morro nenhum. E o cara se emociona. Por quê? Porque gera nele um entendimento que o número correto de mortalidade pro suicídio. Qual o número correto? Não, não sendo na minha casa, mais ou menos isso. Mas se for uma pessoa na sua casa, não é uma pessoa. Aquilo dá um efeito gigantesco em toda a tua família. Um afastamento, um transtorno do comportamento provocado pelo trabalho, ele não adoece só uma pessoa, ele adoece quem tá em torno. Se alguém aqui já conviveu com quem tem transtorno do comportamento, quando tá em uma situação de crise, muitas pessoas sofrem. Não é só quem tá doente, você fica preocupado, você fica tenso, a família toda se envolve naquele problema. Quem já teve parente com câncer, não fica só um doente de câncer, ficam várias pessoas sofrendo junto com aquele com aquela com aquele acontecimento. Na saúde mental é a mesma coisa, só que pelos fatores históricos, tal, tal, tal, que a gente já falou aqui, a gente tem dificuldade e tem uma uma um comportamento meio que de banalizar. Não é fácil de sair, porque se for uma doença que eu consiga ver através de exame, eu consigo, né, pegar num papel e ler algo que tá escrito. E socialmente a gente passou anos acreditando que adoecimento mental, que era frescura, né, palavra usada popularmente seria essa, que é besteira, que não é nada. Não é, é real a diferença que algumas pessoas não conseguem enxergar. Quase 15% dos trabalhadores tiveram pensamentos suicidas em 2025, mostra o senso de saúde mental. O Brasil tem 2.000 profissionais com afastamento paraor mental já nessa lista. Isso aqui são dados, pessoal, eh, do Ministério da Previdência, né, com mais de 15.000 benefícios. A gente tem diversos dados estatísticos falando disso. A gente passaria aqui dois dias só mostrando estatística disso. Quais são os tipos de doença, quais são as regiões do Brasil, quais são as cidades. Mas não é esse o intuito da gente quando fala da NR01. É só mostrar para vocês que a NR01, ela veio da mesma forma, com o mesmo pensamento, bem simples. Por que que nós temos esses extintores aqui? É para prevenir algo. Por que que nós tomamos vacina? Qualquer vacina sem entrar em mundo político, tá? Quando a gente nasce, toma vacina. Desde desde que eu me entendo de gente, nasceu meu braço até marcado de uma vacina que a gente tomava que feria o braço. Por que que existe vacina? para prevenir. A intenção do NR01 não é ser paladino da boa vontade do Não, é criar um processo que gere uma vacina, como algo préivo. Existe na saúde o que é preventivo e o que é pós-ventível. Preventivo que tá antes do da questão. Se já tem problema, beleza, a gente começa a tratar. mas começa a tratar o que já existe também para prevenir situações futuras. A intenção básica dessa dessa dessa NR01 é gerar prevenção, é gerar essa questão do entendimento de todo mundo, primeiro individualmente, que nós precisamos ter o cuidado psicossocial, consequentemente para quem nos chefia, para quem nos dirige, para quem nos gerencia, para quem cuida do dia a dia de uma gestão seja ela pública ou privada, é mostrar que custa muito, quanto vale uma vida. Não tem valor, é imensurável, é incalculável. Então, quanto mais a gente consegue atingir essas informações, mais seguro a instituição vai ser e mais produtiva ela vai ser. Tem coisas que não são gastos, que são investimentos. A saúde é um deles. A saúde, não tenha dúvida que é um deles. A gente precisa eh compreender essa dinâmica do cuidado. Sair do automático e da banalização das doenças, dos transtornos, compreender que existe, que acontece. Pessoal, todos nós aqui em vários momentos da vida, vamos passar por algum transtorno. Ninguém tá acima do bem e do mal. Às vezes acontecem coisas na nossa vida que fogem do controle, né? Eu sempre exemplifico, tipo assim, meu pai era psicólogo e médico, minha mãe é psicóloga, minha irmã é psicóloga, eu sou psicólogo, meu pai morreu. Você já todo mundo ficou bem fazendo terapia lá um com o outro, ninguém ficou, claro que fica mal, claro que não dorme, claro que tem dificuldade de relacionamento, claro que fica nervoso. É normal. O sofrimento emocional, ele não pode ser banalizado, mas a gente tem que entender que ele vai existir na vida. Não existe ninguém super feliz, super competente, que nunca errou, que nunca. Quando eu fiz o mestrado, eu fiz três provas. Eu passei em duas, mas uma eu não passei. Claro, nem não passa em tudo. Ah, mas eu nem queria mesmo. Queria, mas eu passei em outro que era tão bom quanto. Ótimo. Beleza. Doutorado, a mesma coisa. Fiz dois, passei em um, o outro dis assim: "Ah, nós vamos fazer, não precisa mais não, já passei no outro". Mas eu tava doido que ele disse assim: "Vem para cá também para eu para eu escolher". E a gente vive hoje, pessoal, no qual é, qual é o nosso grande adoecimento hoje social que esses dados também tratam? A nossa, o mundo pessoal, ele criou uma dinâmica muito céere, a gente não sabe mais esperar. Eufiquei aqui o WhatsApp, de verdade, tem alguém aqui, eu quero que levante a mão, que nunca escutou um áudio, pelo menos no e-mail, nunca. nunca botou num e-mail, não tem. Se tiver, pode levantar a mão. Não tem. Ninguém levantou porque a gente quer resposta rápido. A gente não sabe mais esperar. Sabe um exemplo que a sociedade vem adoecendo que a gente nem percebe? Tudo que a gente quer, a gente quer fast food, tudo rápido. Quais são as maiores notas na companhia de entrega do fast food do Food? Não são as melhores comidas, são as que entregam mais rápido. Porque alguém dizer que o sanduíche do M é mais gostoso do que um gourmê, eu não acredito que seja que uma pizza X de marca, né, industrializada é mais gostosa do que uma pizza de fermentação natural, mas a nota mais alta é das que entregam rápido. Quem mais vende no iFood é quem entrega rápido, porque a gente tá sempre com pressa. Aí é no Brasil, não. No na Europa o a entrega lá é Gluve. G é Gluve. G L O V O O G Gluve. E esse gluve, as notas mais altas sabe de quem são? Também das empresas que entregam rápido essas m essas esses fast foods mundiais. A gente tá muito acelerado. Quem é que vai lembrar? Algumas pessoas vão. Quando a gente viajava, como é que a gente fazia com as fotos? O que é que a gente levava para tirar foto? Uma câmera fotográfica, né? Algumas pessoas nos anos 80 já tinha filmadora que dava até para ver, levava máquina fotográfica. Você voltava com a câmera, você não sabia que foto deu certo, você não sabia o que aconteceu. Você trocou lá, tirou vários filmes, levava para revelar. Revelação inicialmente era 5 dias de espera, 4 dias, 3 dias. Revelação rápida, 24 horas. Eita guerra ligeiro, viu? 24 horas tá no ponto aqui. Revelação rápida depois 1 hora. E depois chegaram as câmeras digital. Quem aqui revela suas fotos quando viaja na câmera digital? Quem aqui tem álbum? Só que só eu mesmo. Mais um ali. A gente não revela mais foto. A gente filma coisas que a gente, a gente para uma viagem para filmar ou fotografar coisas que a gente nunca mais vai olhar. Eu tenho aí umas 5000 fotos no meu celular de lugares que eu já viajei. Às vezes no avião, quando não tem internet eu vou olhar. A gente não faz mais isso. E esse processo de adoecimento, de celeridade, ele está nos pequenos atos. Quando nossos pais ensinaram que quando a gente acordasse tinha que escovar os dentes, lavar o rosto ou tomar banho e depois ir tomar café, que não era o contrário, não era só sobre escovar o dente, era ensinar sobre regra, sobre saber esperar a hora do café da manhã, que em algumas casas mais antigas a gente só ia almoçar, tomar café quando o pai e a mãe já tava na mesa. Ninguém tomava café, tinha que esperar, né? Então aprendi algumas coisas. Isso é besteira? Não, não sei. Sei que antes era assim. A gente não espera mais. Nossas fotos são imediatas. A gente tira foto de coisa que a gente nunca mais vai olhar. A gente para de apreciar algum lugar para filmar o lugar. Eu já vi gente em show que não e a música tal. Tocou lá essa música, tu tocou, tu filmou. Ah, foi mesmo. Filmei. Deixou o show, se concentrou na filmagem para pegar o ângulo, pegar não sei quem. Então a gente vem vivenciando. Isso não é só sobre trabalho. Isso a gente traz para cá e a gente leva de lá, daqui para lá. É isso que a gente precisa refletir. Tem coisas que precisa dar pausa, dá tempo. A gente precisa trabalhar. O maior adoecimento hoje da humanidade e do Brasil é ansiedade. E ansiedade não está só aqui dentro, tá na nossa vida, tá nas nossas características. A gente precisa trabalhar isso para melhorar. Ah, eu tenho assim e sair da Cina Gab, não, mas sempre deu certo assim, eu vou continuar. Não, beleza, mas a gente precisa refletir sobre adoecimento. A NR01, ela é uma norma que traz reflexão. Ela não traz verdades, ela traz reflexão. Ela traz dados estatísticos. Cada um vai interpretar isso de um jeito. Eu trouxe um exemplo prático da boatequis que morreram muitos jovens. Se lá tivesse contenção, se lá tivesse o qu aquilo tinha acontecido, provavelmente não. Então, se a gente tem uma NR01, uma lei que bota extintor, que define lugar de risco, que define local de trabalho, esse essa questão pode sim salvar vidas. A finalidade do NR01 é como ter um instintor. O instintor é para evitar que algo pegue fogo, que as pessoas se queimam e morram queimados. A NR01 é evitar que alguns acontecimentos eh evitar que alguns acontecimentos aconteçam de fato nos locais de trabalho. Ambientes saudáveis não se constrói apenas com normas, mas com relações baseadas em respeito, escuta e responsabilidade. De novo, que eu já disse, a gente não tem que ser melhor amigo de ninguém. A gente tem que respeitar. seguir norma, regra, entender que e quando uma regra não tá legal, apresentar uma nova ideia, se ela for boa, entender que vocês trabalham num lugar que teoricamente é o que a gente mais precisa entender, o espaço democrático. A lei, a lei aqui passa quando ganha, quando volta mais gente ou menos. Claro que quando um número maior falta da maioria, a lei é aprovada municipal. Simples assim. Então, numa ideia de trabalho, se eu apresento uma ideia, tem 10 pessoas trabalhando, quatro estão comigo e seis estão contra, a minha ideia não foi aprovada pela maioria, ou seja, ela não é boa, não é construída daquela forma. entender que existe regra. Um espaço como esse aqui era é paraa gente entender mais do que outros lugares, porque isso se vivencia aqui o tempo inteiro. Vai passar uma lei quem o número de de vereadores que aprovar maior que o número que reprovar. Mais do que prevenir riscos, é preciso promover dignidade no trabalho. É sobre isso. É sobre dignidade. A NR01, ela quer trazer pras empresas públicas e privadas essa característica de dignidade, de respeito, de compreensão. Nós não vamos compreender tudo, mas é que eu disse para vocês, quando for lhe acolher alguém que você não faz ideia do que é um processo de depressão, de transtorno, fulano, eu não sei o que você tá sentindo, eu nunca senti isso, mas sou seu amigo, sou seu colega de trabalho, se não for amigo, o que é que eu posso fazer para lhe ajudar? Não vai não, isso é besteira, passa logo. Não é besteira e não passa logo. Não estabeleça juízo de valor daquilo que não lhe pertence. Julgar é o é o pior erro dentro do do espectro da questão de adoecimento emocional. A gente não deve julgar ninguém. A gente não deve gerar esse sentimento do que eu sinto é besteira, é bobagem, é infantilidade, é menor, é maior. Esqueça isso. Cada um tem um modelo. Reflexões. NR01 não é apenas um documento jurídico, é uma oportunidade de humanizar as relações do trabalho. A psicologia, sobretudo centrada na pessoa, que é a minha abordagem, que foi onde eu me baseei para apresentar, pessoal, algumas estratégias, é, pode oferecer ferramentas valiosas para transformar ambientes laborais em espaços de crescimento, pertencimento e bem-estar. A finalidade dela é essa. Ignorar os riscos psicossociais não elimina o problema, ele continua existindo. Apenas o torna invisível, entre aspas, silencioso e mais seguro. Cuidar de pessoas não é opcional, é responsabilidade. É o que eu disse para vocês, com a chegada da NR01, o processo de de psicossocial tem que ser o mesmo de prevenção incêndio, de cuidado químico, de cuidado tóxico, de tudo. é a mesma característica que tem num, vai ter que ter no outro. E aí, pessoal, eu queria abrir agora pra gente falar um pouco, escutar um pouco vocês, tirar dúvidas. Eh, em algum momento, se alguém se sentir que não queria me perguntar algo, meu Instagram é, meu Instagram é aberto. Pode adicionar e mandar pergunta que eu respondo depois. Quem agora quiser fazer perguntas, ontem muita gente perguntou sobre uma série de questões. A hora de perguntar, da gente elucidar aqui, explicar algumas questões da NR01, o momento adequado é esse. Tô aberto aí a perguntas. Obrigado. Tá. Bom dia, Eduardo, né? Agora falando em público que a gente teve aquela pequena conversa antes de de começar. Eh, gostei muito da palestra, foi um privilégio tê-lo como professor hoje. Obrigado. E para começar, né, tipo, eh, eu tenho algumas perguntas, eu acho, não sei se você prefere que eu faça todas e depois faz uma de cada vez. Uma de cada vez. Beleza. Então, o seguinte, você falou a respeito do Carl Rogers e que foi um uma das da das influências dentro da NR01. Então, pedi brevemente para você explicar, né? Já falou lá da coisa do ambiente seguro, né? Do ambiente, não é bem essa coisa, ambiente facilitador, né? Aham. eh pedir, né, para você se é necessário para uma compreensão mais profunda da NR01, se você sugere alguma leitura do Carl Rogers ou algum comentário ou simplesmente, né, você vê alguma alguma necessidade de um certo aprofundamento na visão de mundo dele. É, vamos lá. Quando a gente vai escrever, qualquer pessoa que escreve algo, a gente se se a gente escreve baseado em alguma doutrina, em alguma formação, em algum teórico, né? O que é o que é a formação ACP? abordagem centrada na pessoa. Pessoa. Se eu tenho um paciente, meu paciente é aquela pessoa, não é o pai dele, não é a mãe dele, não é a esposa dele, não é ninguém, é ele. Eu quando a gente escreveu sobre NR01, a gente se baseia no trabalhador, na função do trabalho. Então, da mesma forma que se desenhou um ambiente, por exemplo, cada ambiente, quando foi pensado sobre riscos físicos, foi pensado de acordo com a característica do ambiente. quando se escreveu sobre NR01, que não foi só o Eduardo, foram várias pessoas, tá? Várias pessoas que participaram dessas escritas, dessas dessas atividades. Eh, a gente pensou em centralizar a questão psicossocial. As abordagens humanistas são várias, eh, Gestalt, tem várias. A própria TCC, terapia cognitiva comportamental, ela é humanista. Ela baseia isso na humanização do comportamento humano, na questão de entender o ser humano como individual. Embora a gente trabalhe no coletivo, tem a mesma função, nós temos produtividades diferentes, sorrisos diferentes, choros diferentes, alegria, tudo é diferente. Então, a ideia é não descaracterizar e nem desmerecer o coletivo, que eu até exemplifiquei um time, não adianta ter uma mega estrela, qualquer time, qualquer esporte, qualquer atividade que tenha grupo, tem que ter, tem que ter a questão individual, mas a questão da humanização, que é o que a abordagem que eu sigo trata. Então, quando a gente escreve de acordo com que a gente estudou um período da vida, nós vamos escrever sobre as teorias que a gente conhece. E a NR01, ela é algo meio que independente. Ela foi criada, desenhada baseada na humanização, que a humanização também não é só do Rogers, é de diversos autores, de filósofo, de Platão. Aí você pode, te dou uma uma gama de leituras que tratam sobre esse processo de humanização até bem antes de Rogers, tá? Obrigado. Eh, em relação aos aos principais riscos, né, tipo dos transtornos que levam ao absenteísmo e presenteísmo, eh, você falou do do da ansiedade, mas também nesse bojo aí, além dos transtornos de ansiedade, a gente também tem transtornos de humor e transtornos de outro tipo? E se poderia dar mais ou menos assim de cabeça quanto seria a proporção entre eles? Não, quando a NSS fala, ele fala transtorno do comportamento. Aí a especificidade é tipo assim, o transtorno de ansiedade é o maior disparado, porque como eu disse aqui no começo, Organização Mundial de Saúde e diversos órgãos de pesquisa hoje do Brasil dizem que o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Inclusive eles, de novo fazem a correlação entre o uso acessível de rede social, porque rede social gera o quê? Comparação. Comparação gera ansiedade. Quantas pessoas aqui a gente vive num mundo de comparação. Quando a gente vai comprar um carro, gente, quantas opções a gente tem hoje nos anos, no século XX e nos anos 80, quando a gente queria comprar um carro, uma bicicleta, uma moto, três, quatro modelos de cada marca e duas, três marcas só. Então, hoje a sociedade tem um grande sofrimento porque a gente tá fazendo muita escolha. Se de repente eu quiser escolher um restaurante agora em Campinas, 10 pessoas vão me dar solução, vão me dar ideias aqui de várias comidas. Eu vou escolher um, eu vou deixar nove para trás, aí eu vou passar na porta do um de um. Ó, esse aqui foi o que o fulano falou, isso aqui era muito melhor. Então a gente também tem sofrimento, não pelo que a gente escolha, escolhe, mas pelo que a gente deixa para trás. a o nosso a nossa questão de ansiedade, de sofrimento, nós temos hoje em dia muitas escolhas o dia inteiro e isso gera sofrimento. Sofrimento que a gente percebe e sofrimento que a gente não percebe, que a gente vai carregando meio que acumulativo. Então assim, hoje o maior afastamento é pro transtorno de ansiedade e segundo transtorno do humor. Uhum. Certo? Beleza. Eh, ou eu vi na no ao longo da da palestra você citou o a questão do assédio moral e também do da prevenção ao suicídio. Eh, na NR1, eh, a gente tem eh diretrizes específicas pro tratamento dessas coisas ou elas são vão ser são tratadas em eh em separado? tratadas emadas e o órgão, o local vai criar possibilidade de acordo com a realidade do local. Beleza? Beleza. É tipo assim, como a NR01, ela não vai ser tão ingessada. A NR01, ela vai ser eh uma estratégia bem construída de acordo com a necessidade local. Claro, tem tudo. Foi o que eu disse, não é simplesmente escrever uma norma e chegar aqui e implementar. Tem que entender a as peculiaridades, as características do local. Beleza? E por fim, são mais duas perguntas, mas eu vou fazer elas juntas. Eh, eh, essa norma, ela se aplica também ao nosso corpo de terceirizados dentro da Câmara. a gente tem que ter alguma eh atenção para a implementação de políticas voltadas para ele. Obviamente não vai ser na totalidade porque eles são subordinados a outra empresa a outras empresas. E também como a gente tem muito público flutuante aqui na casa, a gente já teve algumas situações, né, tipo envolvendo pessoas com transtornos mentais. uma delas, né, tipo, subiu no nosso telhado e ficou andando aqui por cima e uma outra, inclusive chegou a entrar, né, tipo, foi visitar um um gabinete vereador e depois eh saiu dali, foi até eh fazer ameaças em outros lugares, né, tipo eh colocando em risco a segurança física, né, dos dos nossos colegas. Eh, gostaria de saber nesse caso é qual que seria a forma, se isso estaria dentro do bojo da NR1 e se haveria alguma sugestão, né, tipo de de como dar o tratamento para aquele momento específico. Pronto. Beleza? Primeira, NR01 é para todas as pessoas que trabalham no lugar. terceirizados da portaria fazem parte gente a gente, independente da função que esteja ocupando. Eh, pessoal da dos serviços gerais, os vereadores, o chefe de gabinete, osicos, todo mundo faz parte, todas as pessoas fazem parte disso. E com relação à prevenção, o que é que eu falo, pessoal? Aconteceu um episódio bem bem ser bem objetivo. Seis crianças morreram afogadas num rio que fica em Teresina. todas filhas de pescador e morando numa numa numa comunidade de pesca tentando ajudar alguém que tava se afogando, outro coleguinha se afogando. Quando existia uma situação de risco para alguém, quem é bom de resgate, quem sabe fazer resgate, chama-se corpo de bombeiros e equipe do Sambu específica. Quando acontecer qualquer qualquer lugar que você observar, alguém numa ponte, alguém numa situação de risco, você liga pro corpo de bombeiro. Um dos melhores eh profissionais de resgate do mundo é aqui em São Paulo, no Corpo Bombeiros, um coronel que tem aqui que faz assim. Então pode ser uma estratégia de contratar, convidar uma equipe do Bombeiros para fazer um pronto. Um exemplo claro da NR01. Câmara mandou um ofício pro Corpo de Bombeiros Capital São Paulo ou daqui, né, do comando daqui, perguntando quem são as equipes aqui que trabalham com resgate de risco de suicídios. Essa equipe vem para cá, convida as pessoas do mesmo jeito que a gente tá fazendo aqui e eles vão dizer para vocês qual é o método, qual é a forma. Primeiro chamá-los e aí quais são as conversas, o que se diz, o que não diz, não desafiar. Ele vai dar todo um roteirinho bacana, organizado para que se trabalhe, para que as pessoas tenham uma noção técnica, embora não vão fazer o resgate, mas os cuidados que tem até o corpo bombeiro chegar. É igual o SAMU, que é que a gente aprende quando alguém sofre um acidente. Se você não é médico, não é enfermeiro, não é da área, sofreu um acidente, não remova a vítima, não mexa na pessoa. Às vezes a gente remove por necessidade, né? Já já vi caso, mas você espera o samb chegar, que é quem sabe resgatar. Então, no caso, como você falou aí, alguém surto psicótico, Samu não é polícia. Doença mental, pessoal, não é caso de polícia. E para exemplificar isso, no hospital de campanha tinha um morador de rua, uma moradora, e ela surtou com quê? Com abstinência de droga, morador de rua. E ela saiu caminhando feito com acesso no braço, que foi que uma pessoa fez da recepção, a telefonista, foi lá, a gente tinha uma guarda municipal na porta da gente, né? Porque do das dificuldades que tinha gente que queria ser internada e não tinha vaga. Chamou a guarda municipal. Digo: "Não, não, não, quem vai sou eu buscá-la". E eu saí, aí a Guarda Municipal me levou no carro e eu, ela, ela tá em surto, ela não tá matando ninguém, ela tá em problema psicológico, ela não tá, não é sobre crime, é sobre conduta. Então, quando alguém chegar aqui ameaçando que você vê que tá em surto psicótico, quem pode fazer uma contenção, que deve fazer uma contenção é o Corpo de Bombeiros ou equipe especializada do SAMU. Fechou? Oi, Eduardo. Bom dia. Bom dia. Primeiro, eh, parabenizar pela sua palestra, pela abordagem, né? É muito bom a gente escutar a NR pela ótica da psicologia, né? Eu tenho escutado outras e é legal esse olhar humanista. Não, não é a minha abordagem. Eu sou psicóloga também, não é minha abordagem, abordagem, mas eu me identifico bastante. Eh, eu vou fazer uma pergunta mais basilar, né? Eh, ao longo da da sua apresentação, você apresentou alguns riscos psicossociais, só que assim, uma das coisas que a gente fica muito em dúvida, né? Porque dentro da NR1 não há específico quais são esses riscos psicossociais. E eu gostaria de eh perguntar para você que método que a empresa pode estar utilizando para traçar o seus próprios riscos ou tem algum modelo prévio que a gente pode est verificando com relação a isso? Essa é uma das perguntas. Eu tenho mais, tá? Tá, vou fazer, vou responder essa. Vamos lá. Eu falei aqui numa palavra indicadores. Quando a gente trabalha com gestão de saúde, como disse para vocês, eu fui responsável por uma um setor muito grande em Teresina, muito grande mesmo. Só para você entender, a Fundação Municipal de Saúde, ela ela tem de movimento financeiro 1.480.000 na época, hoje deve ser mais. Eh, a gente se baseia em indicadores. Indicadores em uma empresa pública e privada, elas são fundamentais. Quais são os indicadores com relação à Câmara? de Campinas. O que, quais são as queixas? Ah, a gente não tem, pronto, a gente começa a fazer um preparar documentos e preparar eh pesquisas internas para entender quais são os riscos. Quantas vezes episódio, como que ele citou, já aconteceu? Não aconteceu uma um cidadão que subiu, três pessoas já ameaçaram aqui. Pronto. Então vamos criar uma equipe que vai ser preparada, uma psicóloga, um assistente social, o médico psiquiatra, se tiver quem aqui interno vai, quem tem interesse também, que é muito importante, não é só sobre ter formação, mas é ter de ter interesse. Tem pessoas que têm formação, mas não tem interesse. Quem aqui tem interesse em entender como ajudar numa contenção ou no preparo de uma contenção de alguém que tá passando por uma situação de surto psicótico, né? Primeiro entender que é um transtorno, que não é um criminoso, pode virar um criminoso, mas ali ele tá em surto, né? E aí não existe essa essa esse desenho já pré-estabelecido. Eu vou mandar para você depois pode pedir que eu te mando toda a NR01 descrita e tem até alguns comentários que eu fiz na minha que eu vou questionar depois. Assim, tem muita coisa que eu acho que ficou faltando, mas pelo menos já é o pontapé inicial de começar a existir algo que a gente não tinha nada, a gente não tinha nada escrito, não tinha nada que garantir o trabalhador, a trabalhadora. Então eu vou te mandar a NR01, uma descrita, vou te mandar uns comentários que eu preparei, já até já mandei, já tá lá para ver se a gente consegue eh fazer o que a gente chama na nos projetos de lei, que são os apensados, né, que é colocar eh que são que eles alguns parlamentares chamam os penduricalos, né, são colocar complementos dentro da da normativa ou da lei. Beleza? Legal. Eh, e a segunda pergunta, ao longo da sua apresentação, você colocou sobre a questão da gente traçar os riscos psicossociais eh por função, né? Eu tenho uma dúvida, né, que ao longo eh de algumas outras falas, enfim, eh como a gente traça por função, né, se você tá às vezes num ambiente onde tem funções distintas, porque a gente olha muito também para essa questão ambiental para traçar esses riscos psicossociais. Eu não sei se ficou claro a minha pergunta. ficou, até porque também existe muitas mudanças de função dentro dos órgãos, né? Quando a gente é efetivo de um lugar, eh, por exemplo, eu fui, eu da prefeitura, eu já ocupei diversas funções, mesmo sendo de lá, já fui gerente de psicologia, já fui gerente do transplante, já fui diretor, já fui não sei o quê. Então, você ocupa várias funções. O que que é importantíssimo, pessoal, que a gente não tem a nível de Brasil? Nós não temos hábito de pesquisa, nós não temos ind os indicadores, nós não temos modelos construídos por nós mesmos. Sabe qual a ideia quando a gente quer fazer alguma coisa? A gente já quer que exista algo, só que cada empresa, cada órgão é de um jeito. Claro, existe um modelo basal, né, que eu posso te mandar o que eu tenho também sobre isso, mas o que que é importantíssimo entender? indicadores. Aqui na Câmara tem afastamento. Qual é o setor que mais teve afastamento? Quais são os tipos de função que mais pediram afastamento? Qual é o período? É perto das eleições, é depois que passa as eleições? O que que O que que acontece aqui dentro? É preciso que aqui dentro se desenhe o modelo próprio, porque é isso que a NR01 quer. Ela quer um desenho estruturado interno. Claro, ela quer que bote para rodar a lei, beleza? A norma, show, mas ela quer entender as características do local. Então vou, eu como, como atividade, eu acho que o princípio de começar qualquer implementação é a criação de indicadores internos. Deu para Deu sim. Eu agradeço muito a explanação, né? E pegando esse gancho, eu não ia nem fazer essa pergunta, mas aí acabou, né? Mas pegando esse gancho e aproveitando também o gancho do colega. Eh, então, olhando para para essa explicação, é o que a gente pode também tá olhando pros nossos terceirizados, no caso, né? A partir do momento que tá todo mundo dentro de um mesmo ambiente, a gente traça um eh faz esse mapeamento para todos que estão nesse ambiente. Isso. Vamos lá. Obrigada, Vi. Nada, tranquilo. Eu que agradeço. É, a gente pode, só os efetivos e os comissionados podem ter um surto psicótico. Só essas pessoas, só adoece quem tá em funções mais importantes, vamos falar entre aspas assim. Não, qualquer pessoa. Eh, a gente, ah, por exemplo, se aqui tiver vigilante, teoricamente os vigilantes passam pela NR07, que é outra portaria que é a de exame psicológico, eh, de para porte de arma, nem porte funcional. O vigilante ele tem um porte funcional. O porte dele é a fardinha, o o local e a arma. Há 22 anos eu faço exame de pó de arma pra Polícia Federal no Piauí e pro sindicato da PF lá no meu estado, eh, e pra federação lá em Brasília. Então, que que acontece? Algumas funções já passam por uma avaliação, essa você entende, mas tem outros aqui que nunca fizeram exame psicológico. Eu acho que palestras, estratégias, apresentação de ideias, falas são muito importantes e a gente precisa também eh criar estratégias pontuais. O que é que tá acontecendo com as mulheres? Quantas mulheres aqui da Câmara já passaram por algum tipo de assédio, seja ele qual for? Quantas mulheres aqui já foram vítimas em casa de alguma violência? Então é muito pontual. A NR01, ela quer trabalhar no espectro geral, amplo e específico, individual de cada órgão. Então é muito importante desenhar. Eh, por exemplo, será que as mulheres, todas as mulheres daqui sabem o que é um assédio? Sabem o que é ser abusada psicologicamente até pelo companheiro? Talvez não. Isso desperta nas pessoas o entendimento do seu direito, das suas questões. Então, vai muito além só do espaço do trabalho, vai sobre o comportamento da gente como um todo. Fechou? Valeu. Eh, bom dia. Bom dia, Eduardo. Muito obrigada, né, pela por compartilhar com a gente esse momento. A minha dúvida é, na empresa que nós trabalhamos, nós montamos um grupo de estudo, né, para fazer o levantamento voltado a identificar o risco psicossocial. E a minha dúvida é lá, eh, quem é o profissional que a gente pode pensar que tem a capacidade de validar uma pesquisa, visto que a gente não tem, né, uma pesquisa, não temos realmente o hábito de ter pesquisa aqui no Brasil, os indicadores, né? Isso, nós adotamos a pesquisa do COP Sock, né, para fazer lá. Só que agora pra gente fazer os indicadores, puxando os indicadores, que também estamos tendo dificuldades para ter esses dados na empresa, né? Eh, nós vimos que a empresa e essa pesquisa tem pontos cegos nas dimensões. Hoje que profissional que a gente poderia ter ou nós mesmo da comissão? Visto assim, a gente tem médico, nós temos médico trabalho, engenheiro trabalho, tem a técnica enfermagem, técnico em segurança de trabalho, representantes da empresa dentro desse grupo. Nós como grupo podemos fazer uma pesquisa, eh, criar essas perguntas e ser válido para NR1. ou realmente tem que ter um profissional que venha validar essa esse questionário pra gente fazer aplicação dentro da empresa. Bacana tua pergunta. Primeiro, vocês já têm que vocês têm interesse, ó, eu qualquer coisa na vida que a gente vai fazer tem que ter interesse, motivação. Quando a gente tem interesse, tem motivação, a chance dela dar certa quando a gente vai em busca de técnica é surreal de dela acontecer positivamente. O que é que eu digo? Muito. É importante ter pessoas que entendam sobre a condição do trabalho. Um técnico de segurança no trabalho, um médico de segurança do trabalho, um psicólogo do trabalho, um assistente social do trabalho. Eu sempre acreditei nas pesquisas não multidisciplinar. O que é que é multidisciplinar? É que são várias pessoas trabalhando e escrevendo alguma coisa. E o que é que é interdisciplinar? Eu escrevo junto contigo, tu escreve junto com outro. Então você tem cinco pessoas escrevendo mais ou menos a mesma coisa. Ela não é fácil a interdisciplinar. A multi é fácil. Eu faço um frankstin, né? Eu junto um pedaço de todo mundo, dou uma unida aqui, resumo e faço o entendimento. A Inter não, a gente escreve junto. Então assim, que é que eu falo muito, existe algumas instituições de ensino que aqui em Campinas tem que tratam muito dessa questão da segurança do trabalho. E aí você de repente buscar alguém se não tiver, né, se não encontrar vocês mesmos escreverem. procurar indicadores, procurar onde é que já aconteceu em algum lugar político, né, em alguma câmara, alguma assembleia legislativa do de algum estado, sei lá, a Câmara dos algum lugar que você sabe que qual foi o método que utilizaram e tentar o que a gente brinca nas importações, tropicalizar. O que é tropicalizar? você traz pra sua realidade, né, para cá e tenta começar esse processo. Vão acontecer equívocos, provavelmente vai ter alguma coisa que não vai ficar tão estruturada, vai, mas você tem que começar. O começo é muito importante assim, não é para desanimar, a gente não pode desanimar. Eu fiz aqui, não deu tanto, não, vamos fazer outra que essa aqui eu já sei onde foi que falhou. é sobre ter objetivo mesmo assim e entender que vai ter de você vai encontrar resistência igual que a gente fala assim, pessoal, essas pesquisas aqui que a gente apresentou do NS, só para você entender, existe um negócio chamado subnotificação ou não notificação. Todo mundo que tem o salar roubado vai na delegacia da queixo? Não. Então, todo mundo que passa transtorno, nem todo mundo pede afastamento, porque tem as pessoas que não estão empregadas. Então, o número aqui é muito maior, real. Mas eu tenho um dado, eu tenho algo para onde começar. Por mais que esteja incompleto ou que esteja faltando algo que alguém, por exemplo, outro exemplo, alguém sofre um acidente de carro, vai pro hospital, fica lá 5 dias, pega uma infecção hospitalar e morre. Ele morreu de quê? No laud do ML, de assistente de carro ou de infecção? De infecção hospitalar. Mas na verdade o que levou ele? Então, parece que a notificação tá equivocada, mas não, a causa morte é infecção. Mas o que é que levou ele paraa infecção? Entende? Então assim, as informações elas existem e às vezes não são do jeito que a gente gostaria, mas elas existem. Então, comece, faça, busquea indicadores. Eu sempre falo isso, mapeamento de e escolha, tipo assim, um plano piloto. Eu vou escolher aqui isso aqui, vou iniciar com isso aqui de forma mais simples, coesa, organizada. Vou pegar a informação de médico do trânsito ou de médico do trânsito, de médico do trabalho, de de um assistente social, de uma psicóloga, de uma de um de um terapeuta ocupacional que trabalha nesses lugares. Fal, não sei, pegar pessoas que tenham compreensão sobre o comportamento do trabalho, sobre a estruturação do comportamento do trabalho. Eu acho que isso, a probabilidade de você conseguir é muito boa. e de repente algum professor de alguma instituição que tenha interesse em pesquisar sobre isso e de repente até publicar, fazer uma publicação bacana em alguma revista, eu acho que que te te dá muita muita metodologia, porque a vantagem de um professor quando a gente faz algo na academia é que tem método, tem metodologia, não é que a pessoa não saiba, às vezes eu aprendi muito, aprendi muita coisa na universidade, na no mestrado e tudo, mas eu aprendi e método. Todo muito mais do que teoria. Algumas teorias eu já sabia, só aprendi a utilizá-las, entendeu? Mais alguma pergunta, pessoal? Podem perguntar. Não tenho receio. Tô aqui para responder. Oi, Eduardo. Bom dia. Bom dia a todos. Eh, sempre muito bom tratar temas como esse, né, que nos fazem repensar não só no ambiente de trabalho, mas também na nossa vida pessoal, que na verdade é uma coisa só, né? Eu não posso ser uma coisa aqui e uma coisa em casa. Mas aí talvez uma pergunta provocativa assim, eh, o quão genuíno você acha que vai ser a implantação da NR1 nas empresas? Eh, você acha que efetivamente a gente vai ter uma uma virada ou talvez nesse início vai ser ou evita a multa? De verdade, por gentileza? Eu acho que muitos lugares vão ser o Evita Multa, tá? Eu acho, eu eu vejo dessa forma, mas o que é que eu penso? Quando se criou acessibilidade, eu exemplifico, muitos esses vermelhinhos aqui que estão aqui do lado dos extintores, muitas vezes eles eles não foram aceitos porque gera custo. Tudo que gera custo é complexo. Você implementar uma norma dessa numa multinacional que tem 5.000 funcionários para todo mundo assistir, para criar indicadores, contratar profissionais para dizer: "Vocês acham que foi fácil criar os zoneamentos de riscos químicos? físicos lá atrás foi. Não foi feito do jeito que era para no tempo também não. Te dou uma norma, toda escola pública é preciso ter psicólogo. As escolas públicas de Campinas, de São Paulo, do Piauí, todas elas têm psicólogo nas suas unidades na proporção? Não, mas já tem, já começaram a contratar. Então, se inicia algo o que não, porque assim, se eu esperar o momento adequado, o céu de brigadeiro para decolar o avião, eu não vou decolar nunca, porque sempre tem nuvem, sempre tem chuva, sempre tem trovão, sempre tem problemas. A a NR01, ela nasce agora com, eu até acredito que no qual é o grande, uma pessoa me perguntou ontem como que os órgãos vão regular quem tá fazendo e quem não tá fazendo. As empresas privadas, o Tribunal Regional do Trabalho, que é quem fiscaliza as empresas, quem quando a gente é gestor de um órgão, o que é que todo ano a gente tem que fazer e apresentar no TCE? relatório de gestão. Então, nos relatórios de gestão, além de apresentar como a gente gasta, que licitação foi feita, como foi comprado, como foi pago, eu tenho que apresentar a o cumprimento de algumas normas, dentre elas agora NR01. Acredito eu que no ano que vem, relativo a 2026, né, nas prestações de contas, ela não vai ser cobrada da forma que é cobrado o risco químico, da forma que é cobrado o risco físico, mas ela já começa a ter aprovações do relatório de gestão com ressalva, que é que o TCE fala muito, né, quando aprova com ressalva. Então vai começar a ter um instrumento. Vão ter empresas privadas, públicas, que vão fazer mal feito, provavelmente. Mas eu tenho uma teoria, eu tenho que me basear no que existe, no que eu posso fazer, porque se eu for esperar o momento ideal, é muito pouco provável que existe um momento que agora vai, tem um momento, separou-se um dia, não, não tem. Que eu disse para vocês, foi, tem uma lei do Brasil que obriga toda escola pública a ter psicólogo. Todas já têm da forma que deveria, não, mas todas já têm alguma coisa. já começou o movimento, já tem 2, 3 anos aí contratando e definindo quantos o parâmetro de quantos psicólogos são em relação a alunos, a professores. Então assim, é preciso que comece. Eu acho, eu entendo, na verdade eu não acho, eu entendo que no início vai ser bem complexo, né? Mas eu acho que com o passar do tempo eu acredito que todo mundo vá se encaixar da forma que a gente tem hoje, os extintores, o zoneamento de risco químicos, físicos e etc. minha, meu entendimento, eh, e torço para que seja o mais rápido possível também. Mais nenhuma pergunta. Não quero ir agora não. Podem perguntar aí, gente. Obrigado. Espero ter contribuído a todos. Queria pedir uma salma de palma para vocês que ficaram aqui do começo até o fim. Às vezes tá em cadeira sentado, é cansativo, né? A gente tá falando, a gente não tem sono, mas quando a gente tá ouvindo a dá sono, é normal. Todo mundo tem. faz parte da vida. Obrigado, viu, mais uma vez e mais uma vez espero ter contribuído de alguma forma aí com todas as pessoas presentes. Obrigado. TV Câmara, Campinas.