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Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade
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Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade

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TV Câmara, Campinas. Bom, agora daremos início à palestra NR1 e saúde mental no trabalho, que será ministrada pelo psicólogo Eduardo Moita, especialista em saúde mental, mestre em saúde coletiva e professor convidado da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. foi presidente do Conselho Regional de Psicologia no Piauí, é especialista em Psicologia do Trânsito, vice-presidente da Associação Nacional de Clínicas de Trânsito e atuou no Departamento de Polícia Federal e Conselheiro Penitenciário do Estado do Piauí. Atua mais de 20 anos na área de saúde mental em serviços de avaliação psicológica e psiquiátrica, diagnósticos, terapia e tratamento de transtornos mentais. Nós reforçamos que a lista de presença encontra-se ao fundo do plenário, para quem ainda não assinou. E desejamos a todos uma excelente palestra. Obrigada. Bom dia. Boa tarde. Almoçaram não, pessoal. Boa tarde, gente. Boa tarde. Tá melhorando, pessoal. Eh, eu queria iniciar aqui a minha fala me apresentando novamente. Eu sou Eduardo, sou psicólogo. Eu atuo na área de saúde mental eh há mais de 20 anos, né? sempre estudei sobre comportamento humano e principalmente sobre violência urbana. Vários fatores que causam o adoecimento emocional das pessoas no Brasil e no mundo é a violência urbana. A gente atende, a gente pensa só que a violência urbana é meramente só essa violência que a gente vê na rua, roubo de relógio, celular, tiro, facada, não. Violência urbana envolve muitas coisas, dentre elas até a própria violência psicológica e algumas questões. É essa NR01 que a gente vai falar agora sobre ela, ela é uma um apensado, vamos dizer, ela é uma inclusão das pautas de saúde mental, das pautas de saúde mental dentro das pautas de saúde que já existem no Ministério do Trabalho há muito tempo. Todo mundo sabe que os locais de trabalho eles possuem aquele zoneamento, área verde, área amarela e área vermelha, né? em hospitais, tem zona de contaminação, tem riscos pro pros funcionários, para paciente, para as famílias que visitam. Se você vai num local de indústria, também tem a mesma coisa. Se você vai em empresas, entidades, também tem essas classificações de zoneamento de risco. Mas se preocupava, as pessoas se preocupavam, pessoal, só única e exclusivamente com o quê? Com os riscos eh físicos e não com risco com os riscos psicológicos. Vamos lá. Trabalhar como policial, trabalhar no corpo de bombeiros, o homem bombeiro, a mulher bombeiro, o homem policial, será que tem o mesmo nível de estresse das outras profissões? Isso não era olhado, não? Será que trabalhar dentro de um IML com cadáveres, ver criança morta, ver adulto morto, ver pessoas mutiladas? Será que o nível de estresse dessas pessoas é o mesmo de quem trabalha no seu escritório tranquilo, sem imagens chocantes? Provavelmente não. Por mais que a pessoa tenha uma vocação, consiga trabalhar, tem pessoas que falam: "Eu jamais trabalharia nisso, né? E até quem trabalha nisso também tem um nível de estresse maior." Aqui não foi falado, mas eu fui diretor da Fundação Municipal de Saúde de Teresina. Fundação de Municipal de Saúde seria a secretaria municipal. Obrigado. De saúde do município de Teresina. Teresina é uma cidade parecida com Campinas assim inúmeros de 1 milhão de habitantes. Mais ou menos 600.000 eleitores. Aqui vocês têm 800 e pouco. E mais ou menos 1.200, quase 1.300.000 habitantes tem Campinas. E lá o município ele é gestão plena. Gestão plena é que o município tem mais recurso paraa saúde do que o próprio estado. A a portas abertas lá é do município. Então o maior hospital do estado não é do estado, é do município de Teresina. E aconteceu um episódio, alguns estados têm isso, alguns municípios têm isso, eh, no Brasil, não é só Teresina, a o serviço, os CAPS lá são do município, a maioria, as UBS são do município e e os hospitais de base mais fortes são do município, que é o que chama de município com gestão plena. Não é só Teresina que tem esse modelo, mas voltar para que interessa. Teve um episódio, eu tava no hospital, na época ainda como gerente do setor de psicologia. Dentro do hospital ocupei duas funções que foi gerente do Sidote, Comissão Interrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecido, onde a gente conversava com as pessoas para fazer captação de órgãos para as doações e como gerente de psicologia também. E aí me ligaram, eu tava de folga, eh, tava de folga. ia praia, me ligaram, eu tava com as malas dentro do carro. Eduardo, a gente precisa de ti. Porque aconteceu a morte de uma criança vítima de assalto. A polícia chegou e a criança morreu. E a enfermeira que tinha que dar a notícia, a criança parecia adivinha com quem? Com a filha dela. Então, ela tinha 20 anos de hospital, mas a condição dela, ela dis não tenho condições de dar e foi me explicar. digo, não, vamos preparar aqui a equipe pra gente noticiar a morte da criança, que na verdade a criança chegou praticamente já morta no hospital levada pelo SAMU. Então, mesmo com muita experiência, essa volta que eu dei para vocês, mesmo com muita vivência, às vezes tem episódios que alguns funcionários nessas áreas críticas que mexem muito com a emoção, às vezes não conseguem dar. Nem toda notícia de fatalidade é igual para quem comunica. tem pessoas. E a grande habilidade do ser humano não é dar notícia, notícias ruins, é saber a hora que a gente não consegue dar, que é isso que a NR01 trata. Não é porque a gente fez algo a vida toda que a gente vai permanecer sem alguma marca sobre aquilo. Ah, nos anos 80, nos anos 90, quando se falava em saúde, em afastamento de saúde, quem aí arrisca chutar qual era o maior afastamento de saúde no passado e qual era a área que mais afastos funcionários mais se afastavam? era lé levando lesão esforço repetitivo. Geralmente bancários, por movimentar muitas mãos, contando cédula, papel, escrevendo, era maior afastamento dos anos 80. Qual é o afastamento maior hoje no Brasil? Eu vou trazer esses dados para vocês. Saúde mental. No INSS, o maior afastamento é de saúde mental. Por quê? Porque a gente, o, a Organização Mundial de Saúde, pessoal, ela colocou algumas informações eh sobre a saúde mental, que são muito interessantes. Qual é o país que foi eleito negativamente o país mais ansioso do mundo? Qual é o país no mundo que foi o eleito mais ansioso do mundo? Alguém sabe? Chuta. Hã? O Brasil. O Brasil foi considerado o país mais ansioso do mundo. Consequentemente ou paralelamente a meta, quem sabe o que é a meta? Todo mundo, né? Facebook, Instagram, WhatsApp, etc. A meta diz que o Brasil é o país que mais consome rede social no mundo. Nós somos os maiores consumidores. Então, tá se estudando aí nos últimos 2 3 anos essa correlação que já encontraram várias entre o consumo excessivo de rede social e os transtornos de ansiedade. Então, só paraa gente introduzir e você e a gente compreender uma coisa importantíssimo na vida. Alguém aí sabe o que é a síndrome? Tem alguém com o nome Gabriela? Mulher aqui tem alguma mulher com o nome Gabriela? Não, né? Alguém sabe o que é a síndrome Gabriela? Eu nasci assim, eu cresci assim. Você sempre assim? Gabriela é a música da de uma novela, a música baiana. A gente na vida precisa um pouco buscar sair da síndrome Gabriela. A gente tem um hábito de dizer: "Não é porque é assim". Então, as questões de saúde mental, mas ninguém nunca falou disso antes, mas as coisas mudaram, a dinâmica social mudou, a celeridade mudou. E eu vou falar de exemplos aqui bem simples, bem banais, que a gente até sabe, mas às vezes a gente não lembra. Por que que a gente tá tão ansioso? Porque a gente tá tão acelerado. A gente precisa lembrar, pessoal, que antes de antes de normas existem pessoas. Eu vou falar também mais na frente, mas vou citar logo agora. No Vale do Silício, que é considerado o berço da tecnologia, da inovação, das descobertas no mundo, ele tem, eles têm uma fala lá que é sempre assim: pessoas, processos e resultado. Quem tá em primeira mão, pessoas. Não existe nenhuma organização, não existe nenhuma empresa, nenhum órgão, nenhuma entidade que não priorize pessoa que vá ter bons resultados. mesmo que tenha bons processos. Então, a valorização pessoal, a valorização das pessoas é de suma importância para o bom andamento de algo. E aí quando você tem a questão de pessoas, processos, a gente vai ter resultados. Quando a gente investe em pessoas, quando a gente tem uma modalidade, a gente fala disso, a gente tem esses resultados. E quando a gente veste a roupinha da síndrome Gabriela, ah, eu sempre fiz isso assim, sabe? Tudo bem, mas agora mudou. E mudar não é fácil. Nenhum tipo de mudança é fácil. A gente precisa entender, como eu falei agora a pouco, cada função carrega emoção, pressão e limite. Eu falei da enfermeira, ela tinha 20 e tantos anos dentro do hospital de urgência de acidente, ou seja, ela só vê coisa ruim. Mas um fato de uma criança mexeu com ela. Por quê? Porque parecia com a filha dela. Simples assim. E depois analisando a filha dela, eu nem achei que parecia tanto, mas ela achou. quem tem que achar ela. Então, a percepção de algo de de algum de algum acontecimento, ela é muito individual, ela é muito pessoal e a gente precisa compreender isso e respeitar isso. Quem aqui de vocês já se sentiu exausto no dia a dia de trabalho? Provavelmente todo mundo. Em algum momento da vida, a gente fica exausto e não tem problema. faz parte do ciclo. A grande dificuldade que a gente tem às vezes é querer ser forte demais, querer ser comprometido ou comprometida demais com algo, não demonstrar o que tá sentindo. A maior dificuldade hoje do século XX das pessoas é pedir ajuda pelo medo de julgamento. Sabe por quê? Porque quando a gente abre qualquer rede social, a gente só vê alegria. Já foi exemplificado em várias palestras que eu participei e que eu ministrei palestras, casos de rede social, onde a mulher e o companheiro estavam colocando fotos lindas, maravilhosas, horas antes do cara matar a mulher. Nos últimos dias aqui em São Paulo, os telejornais de nível nacional só falaram pautas de São Paulo de um item, feminicídio, assassinato de mulher, geralmente companheiros e ex-companheiros. E tudo isso, pessoal, a gente não entende, mas tudo isso é interligado. Não existe violência urbana isolada. Quem estuda o fenômeno de violência entende que é um é uma interligação. Saúde mental tá ligada a tudo isso. E a gente precisa entender uma série de questionamentos que eu fiz aí. Quando foi que o cansaço extremo virou comprometimento? Desde quando tu tá exausto e ter que trabalhar isso é ser comprometido ou comprometida. Não, isso é adoecedor. Isso faz mal. Isso não contribui. Quando foi que o silêncio virou profissionalismo? Não, não vou falar nada porque, cara, se eu falar aí vou me achar fraco. Aí pode ser que vem ter uma promoção, eu já não tenho direito a essa promoção. E a gente começa a negar os sentimentos com medo de quê? de se sentir eh diminuído ou diminuído em algum aspecto. Profissionalismo e pedir ajuda. Muitas vezes parece que quem pede ajuda não tem profissionalismo. Parece uma fraqueza. Enquanto em que momento a gente começou a achar isso normal? Desde quando pedir ajuda pareceu fraqueza? Pessoal, eu tenho certeza absoluta aqui que se alguém tiver caminhando aqui, andando e esbarrar aqui, ó, e torcer o dedo, ninguém vai ter vergonha de dizer assim: "Preciso parar aqui para ir no hospital que eu quebrei meu dedo". Mas se a gente tiver algum acontecimento emocional, a gente tem dificuldade em dizer, em verbalizar. Tu é doido. Isso é em qualquer lugar do Brasil, na menor cidade e na maior cidade. E aí entra uma coisa que a gente psicólogo, estuda muito, que são o que a gente chama de fatores sociohistóricos. Há 30 anos atrás, há 35 anos atrás, há 40 anos atrás, não muito distante, quando alguém tinha algum problema, algum transtorno do comportamento, para onde essas pessoas eram levadas? Manicômio. Manicômio. Tem visita, é tudo normal, é bacana. Isolamento é coisa terrível, porque o modelo de saúde mental era o modelo de exclusão, de condenação, sem você ter matado ninguém, só porque você tem algum tipo de doença ou algum tipo de transtorno. Esquizofrenia era tratada de manicômio, não tinha tratamento. O tratamento era remédio, né, onde as pessoas tomavam a medicação para ficar igual um zumbi, para acalmar. Tinha até um apelido nesse dessas medicações em todos os hospitais psiquiatras do Brasil. Sossega Leão, né? O Sossega Leão era para acalmar, mas não acalmar, era para dopar as pessoas para que os meus sentimentos não sejam. A gente tem vários filmes nacionais muito bacanas. Em alguns momentos o filme é um pouco pesado, que eu sempre falo para as pessoas que querem entender um pouco o que era saúde mental no Brasil, assista o Nise da Silveira. É um filme nacional, bonzinho, rápido, tem alguns momentos pesados, porque é um filme que fala de doença, de manicômio, de situações pesadas, né? Mas só pra gente entender que isso é um dia desses. A NIS morreu há pouco tempo, que era uma psiquiatra que revolucionou, uma das que revolucionou esse sistema. Então, por esse motivo, eu queria dizer que a gente tem essa dificuldade de pedir ajuda emocional pelo medo não do da internação, que não tem mais internação hoje em dia, mas o medo do afastamento que as pessoas vão ter de mim. Ah, não. Se eu quebrar meu dedo e botar um gesso, eu não tenho nenhuma vergonha de vir trabalhar e de dizer como é que eu quebrei o pé, como é que eu quebrei o dedo, como é que eu torci a mão. Mas se eu tiver doente emocionalmente, algo ruim tiver me acontecido, eu vou ter dificuldade em em dizer, em de verbalizar. Mas isso, pessoal, não é aqui em Campinas, nem vocês, não. Somos todos nós. E à medida que a gente vai falando sobre isso, a gente vai desmistificando algumas coisas. Todas as pessoas na vida vão passar por algum transtorno em algum momento de perda, de separação, de de dificuldade financeira. A grande, o que faz a gente melhorar, o que faz a gente superar, o que faz a gente vencer e aprender a conviver com as características é a medida que a gente trata ele de forma correta. Se alguém torcer o dedo, como eu citei aqui, quebrar o dedo e não for tratar, o dedo vai provavelmente cicatrizar com algum tempo, às vezes, muitas vezes, e vai ficar de forma errada, o dedo vai ficar torto, vai acontecer alguma coisa. Emocionalmente a gente também vai ter problema se a gente não tratar. Não passa nada só. Essa dor emocional, o sentimento emocional, o sofrimento, ele não passa só. E aí eu cito que ambientes adoecem quando as pessoas deixam de ser vistas. Eu nunca esqueço, pessoal, eu moro no mesmo prédio há 13 anos. E assim que eu me mudei, com alguns dias eu desci para falar com os porteiros, né, me apresentar, né, porque eu eu fui o segundo morador do prédio. E passou-se o tempo uns dias, dei eu deixei meu telefone lá embaixo porque eu viajo muito e às vezes pode chegar uma encomenda ou alguém. E aí um dos porteiros eh me ligou um dia bêbado numa festa e chorando. Por quê? Porque eu ah, depois de ele me ligou um ano depois que eu me apresentei, porque eu fui o único morador que já pegou na mão dele. Veja a assim, todo mundo passa pela portaria porque algum momento a gente não sai de carro pela garagem, mas as pessoas não se cumprimentam mais. E à medida que a gente vai eh um prédio classe X, tal, que as pessoas se acham diferenciados, as pessoas não cumprimentam o porteiro e talvez seja a pessoa que a gente mais precise no dia a dia para receber encomenda, para e isso causa um adoecimento nas pessoas, isso gera adoecimento. Então assim, a medida que a gente cuida de algumas coisas, que a gente entende algumas coisas de comportamento, a gente melhora e a gente também se trata no que diz respeito a isso. Eu tô explicando isso para vocês, para que a gente entenda que são situações bem simples da vida, bem corriqueiras e que mexe com as pessoas. Às vezes a gente ofende alguém num ato que a gente julga como simples, mas a gente precisa entender que a medida ela é individual. Quando lá no passado, há uns anos atrás, me convidaram na Câmara dos Deputados em Brasília para colaborar com a NR01 da saúde mental, dentro da psicologia tem um um estudioso que todo mundo conhece como Lego, que é o Freud, né? Freud é um dos pensadores e tal, mas o meu é o Carl Rogers, é outro cara, é um americano dos anos 60 que desenvolveu uma abordagem chamada ACP, abordagem centrada na pessoa. A pessoa é meu objeto principal. Quando eu tenho meus pacientes no consultório, meu objeto é ele. Não é a esposa, não é o filho, não é a demanda que ele traz. Eu centralizo o meu foco nele, porque a esposa dele não é minha paciente, o filho dele, o trabalho dele. Então eu vou tratá-lo, vamos conversar para ver se a gente consegue desenvolver aquela realidade. No hospital, quando eu atendia alguém que perdeu a perna, gente, a perna não vai nascer de novo. Eu tenho que trabalhar com o construto, com a realidade que eu tenho e tentar sobreviver e tentar melhorar naquilo que eu tenho. E aí o Car Roges fala algumas coisas muito interessantes. Cuidar da saúde mental no trabalho é uma responsabilidade ética, legal e profundamente humana. A nossa grande diferença pros animais, pessoal, não é inteligência, porque papagaio fala, cachorro senta, levanta, pega droga, né? A nossa grande diferença pros animais é essa habilidade de humanização, de entender as pessoas como elas são. E embora eu possa entender, pode ser que tem alguém que eu não queira conviver. Não existe perfeição. Importante entender isso. Tem pessoas que realmente a gente não consegue conviver e tá tudo bem. Eu tenho só que respeitar. Isso é obrigação. E aí o Rogers coloca uma frase: "Pouco importa se o estímulo vem do de dentro ou de fora. Pouco importa se o ambiente seja favorável ou desfavorável. Em qualquer uma dessas condições, os comportamentos dos organismos estarão voltados para a sua manutenção, seu crescimento e sua reprodução. A experiência é autoridade máxima. a experiência autoridade máxima, porque por mais que que eu saiba de muita coisa, eu não vivia a experiência daquele meu paciente. A experiência dele é que vale. Em quase todas as formações de de universidade, a gente tem o campo de estágio, é experiência, que às vezes, quem aqui pode me confirmar, não, meu campo de experiência de estágio foi bem melhor do que a teoria. Eu aprendi muito mais na teoria, no campo de estágio do que a teoria. Quando a gente estudou química na escola, todo mundo vai lembrar em algum momento de alguma experiênciazinha que fez. Às vezes não lembra nem que composto ela, mas lembra da experiência, porque a experiência marca. A teoria a gente escuta, aprende muitas vezes, mas a experiência é que marca, que é igual a questão do processo educacional. A fala é importante, mas o exemplo motiva, né? O exemplo classifica. Então, como eu disse, Carl Roger era um americano, né, com a abordagem sentada na pessoa, defende que o ser humano é naturalmente positivo e que se move buscando autorrealização. Todos nós buscamos autorrealização na teoria do Rogers, autorrealização profissional, familiar. A gente, o ser humano é, o Rogers coloca, o ser humano é essencialmente bom. Isso não quer dizer que ele não possa ser ruim, mas a gente nasce. Eh, vocês podem até observar na teoria uma prática. Quando algum criminoso comete um crime, ele quer sempre justificar porque cometeu, como se pudesse, mas eles querem justificar, explicar porque mataram alguém, porque eu tô, ou seja, ele não quer ser rotulado como ruim. Ele quer dizer que ele fez algo porque algo faltou para ele, mas ele não quer aceitar a realidade. Roger acreditava numa coisa que tá na NR01, que o ambiente precisa ser o quê? Facilitador. A gente precisa ter espaço necessário para facilitar o bem-estar e desenvolver. E o que é esse ambiente facilitador? Todo ser humano tem potencial de crescimento, mas precisa desse ambiente facilitador. Habilidades. Todo mundo tem uma habilidade. Todos nós temos habilidades. E a gente vem sempre de um de um modelo educacional que é o modelo conteudista. conteúdo. Bom aluno é aquele aluno que tira nota boa. O cara pode ser um capeta ou uma capeta, mas bom é quem tira nota boa. Dificilmente um aluno de escola vai ser expulso, a não ser por coisas graves, se tiver nota boa, porque as escolas são mensuradas muitas vezes pela aprovação aonde? No Enem, no vestibular do ITA, no vestibular da Maquense, não sei aonde, na UnB em Brasília, são as universidades que têm grandes referências, mas a gente não sabe o que é que tá por trás. Quando alguém fala só sobre inteligência, eu digo: "Olhe, um dos homens mais inteligentes do mundo, que a gente, eu e um grupo já estudamos sobre os processos de inteligência, Pablo Escobar, alguém tem dúvida que ele é inteligente?" que ele era um gênio, mas do mal, mas é um gênio. Sereial killer. Quase todos eles são superdotados, mas são serial killer. Uma coisa não impede a outra. O grande lance hoje que eu vejo da humanidade, pessoal, é a habilidade emocional, o autocontrole. Quantas pessoas já acabaram com sua vida em virtude dessa impulsividade, dessa agressividade e da falta de controle? Isso é falta de habilidade emocional. Quantas pessoas às vezes, pessoal, têm a necessidade de estar dizendo verdades pros outros. Eu vou voltar lá e vou falar aqui porque eu tenho que dizer isso aqui, eu tenho que desabafar e apresentar e jogar aquilo. Então assim, a gente precisa compreender que é muito importante nesse processo de adoecimento. Primeiro ponto, pra gente ajudar alguém, eu tenho que tá bem. Se eu não tiver bem, eita, se eu não tiver bem, eu não posso ajudar. Tem alguém aqui que fez, já fez o curso de prevenção incêndio aqui na na Câmara. Um dos princípios básicos que a gente aprende quando faz o curso é saber para que que cada extintor daquele serve, né? Um de água, que é para e que quando é fogo de de eletricidade eu tenho que combater com espuma, não com água. Existe um curso que a gente faz no Brasil. Aqui em São Paulo a gente já teve alguns cursos desses. Eu fiz cursos fora daqui do Brasil e fiz um eh em Goiânia que chamada psicologia de emergências e desastres, que a gente aprende a falar com as pessoas ou com equipes que estão sofrendo em algum momento. Equipe do Trade Center nos Estados Unidos, Brumadinho em Minas e n situações de diversas de diversos momentos. Mas um princípio básico de qualquer equipe de resgate é que ela nunca se coloca em risco para resgatar ninguém. Porque se ela se colocar em risco, ela pode morrer. Todo mundo já viu. Avião cai não sei onde. A equipe suspende as buscas devido ao mau tempo. Ali não é por egoísmo. Quem já andou aqui de avião, a comissária fala assim: "Em caso de pessoação, máscaras cairão automaticamente. Coloque primeiro em você. É sobrevivência. Então, a gente precisa compreender que alguns momentos da vida, mesmo que eu queira ajudar alguém, eu tenho que estar bem para ajudar, senão não não ajudo. Eu não conheço ninguém, pessoal, que gosta de velório, não conheço, de cobra, de lagarto, de barata, de inseto. Quando alguém fala: "Não, não fui pro velório porque eu não gosto". Disse: "Rapaz, pois eu adoro. Um velóriozinho. Dou valor demais. Sexta-feira à noite é meu, é meu dis: "Moça, eu vou lá para eu vou lá para ajudar alguém, para abraçar alguém. Eu não vou lá porque eu gosto do velório. Então a gente precisa compreender que algumas coisas que a gente faz na vida, a gente não faz só porque gosta, a gente faz porque é necessário. Ah, Eduardo, mas eu não sei o que falar. Não fale nada, porque nem às vezes nem a gente às vezes sabe o que falar, mas abrace, pegue na mão, dê algo, ofere um olhar para alguém. Então, muitos momentos que a gente vive, a gente precisa aprender, pessoal, isso que eu citei aí, ó. Empatia, escuta real. Não é terrível quando a gente chama alguém para conversar e a gente começa a conversar, ela contando aqui uma história da minha vida para ela, ela pega o celular e começa a falar com alguém no WhatsApp. Eu digo, tô falando contigo, presta atenção aí. Todo mundo já fez isso com algum amigo, com algum parente. Presta. Não, eu tô ouvindo. É porque eu tenho que digitar isso aqui porque é urgente, né? Assim, as respostas são essas. O o contexto social do brasileiro pode ser em São Paulo, no Piauí, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul, ele é muito parecido. Nós temos grandes diferenças culturais e grandes semelhanças de comportamento. Dentre elas é essa. A gente não faz escuta real com as pessoas. Rapaz, que foi? Não, pera aí. Ele me falou alguma coisa, mas eu não lembrei que na hora eu me distraí. Isso é comum demais. Então, o Carl Roges fala dessa empatia. A empatia é essa escuta real. Esse entendimento é saber ouvir e saber ficar calado, só ouvir. Aceitação sem estigma. O que é estigma? Preconceito. Opinião própria anterior, congruência e ambiente facilitador, que é a segurança psicológica. O ambiente facilitador, pessoal, nem sempre ele é teórico. Nós ajudamos, nós na vida toda, nós já ajudamos muitas pessoas sem nem perceber que estávamos ajudando. Mas a gente precisa refletir sobre isso. E aí vem questão de cultura organizacional. Nenhum comportamento dentro de uma instituição acontece por acaso. Não existe casualidade nesse aspecto. Ele é ele é aprendido, repetido e principalmente permitido. Já dei uma empresa privada do Paraná me convidou para uma questão sobre a sédio moral eh e até a séde sexual falar sobre isso, né? Quando tem uma empresa, um órgão, tem muito assédio, seja de que natureza for, ele é um comportamento que foi permitido em algum momento, que foi banalizado em algum momento. E isso acontece em qualquer lugar do mundo. Essas falas sobre repetição de comportamento, ela é comum no mundo. Os lugares que já começaram a trabalhar isso antes, logicamente vão melhorando, né? Cultura organizacional é o jeito que as coisas realmente acontecem no dia a dia. A cultura organizacional não é o que tá escrito no organograma, no planejamento estratégico, nada disso. Ela é o que realmente acontece no dia a dia e às vezes eh ela não é igual ao que tá escrito. Eh, a gente a gente precisa entender o quê? O que é valorizado dentro da empresa, dentro do órgão. A gente precisa entender o que é tolerado e muitas vezes pior ainda, o que é ignorado. Aquilo que passa desperceb, não, isso é bobagem ou então finge que não vejo. E aí eu sigo meu minha fala. Quem constrói a cultura da empresa? Quem constrói a cultura do órgão, quem constrói a cultura da entidade? liderança, equipe, comunicação e processo. Vocês vem que o processo aí tá por último. E mais alguma outra coisa que alguém pode pensar e de repente citar. Cultura não é só decisão da diretoria, da presidência, do chefe, do superior hierárquico. Ela é falçada e transformada nas atitudes do dia a dia, nas atitudes diárias, naquilo que a gente faz no dia a dia. Pessoal, ninguém vai vir dar uma palestra sobre NR01 com passe de mágica, como um grande iluminado ou iluminada botar aqui e resolver tudo. Não. É processo, é aprendizado, é mudança. Só para que vocês entendam, há 15 anos atrás, eu atendi lá no Piauí uma moça que ganhou na Mega Cena e estava infeliz porque ganhou na Mega Cena. Já ouviram falar nisso? Não era um, não era assim um dinheiro que ela pudesse parar de trabalhar, mas algo como se fosse hoje assim 15 milhão e ela tinha uma casa própria num bairro popular, tinha uma moto e um emprego razoável de salário bom, nível médio no estado. E ela, primeira coisa, ela comprou um, um irmão fez ela comprar um apartamento na zona nobre da cidade, que não tinha nada a ver com ela, comprar um carro que já foi quase metade do dinheiro e mobilhar, lógico, o apartamento, né? E ela queria fazer uma viagem para X lugar. Ela escreveu o sonho dela ir para Disney, ela foi paraa Disney. Desde criança pensava nisso e ela disse que não se sentia bem naquele apartamento, naquele lugar, naquele prédio. E que a gente começou a conversar sobre isso e que se sentia também explorada por quem? Pela família, que apareceu parente de todo lado, paga meu cartão, me ajuda aqui com a escola do fulano e por aí vai. Isso eu tô exemplificando. Existe vontade, né, que todo mundo, até quem não joga, tem vontade de ganhar na mega cena. Mas para vocês entenderem como às vezes algumas situações, por melhor que elas possam parecer na aparência, elas causam alguma dificuldade e escolher é difícil. Tem um autor que fala que hoje o grande problema da humanidade são as escolhas. Lá nos anos 70 para 80 a gente tinha Fusca, Brasilha, cinco, seis carros, cores, seis cores. Hoje nós temos 300 carros. Quer comprar uma roupa, tem 500 lojas. Ainda tem internet física e eh virtual. Então, a dinâmica mudou. E escolher da escolher dá problema, porque quando você escolhe uma coisa, você deixou quantas para trás? Meu Deus, eu não devia ter comprado esse carro. Comprei essa roupa, mas boa mesmo era aquela roupa tal. Quem aqui nunca passou por isso? O poder da escolha. Quando a quando a gente escolhe uma coisa, nós deixamos outras tantas para trás. Então essa questão dentro da NR01, ela é muito, um exemplo bem específico que durante a nossa vida nós vamos ter que fazer várias escolhas. E aquilo que eu escolhi naquele dia era o certo naquele dia. E não é porque no passado se fez o comportamento no local de trabalho de uma forma que vai ser continuado fazendo pro resto da vida. A gente precisa entender que a gente é processo evolutivo. Tem uns dois autores aí, uns três da da biologia que tem uma brincadeira falando sério, né? Que o homem não vai mais cair o rabo, nem a mulher. O rabo já caiu. Para quem acredita na evolução, a gente vai evoluir aonde agora? Cognitivamente? Não, emocionalmente. A capacidade de se adaptar a a um local, a um trabalho, a uma dinâmica, ela é não é mais cognitiva, não é sobre inteligência. é sobre a habilidade emocional. E é isso que a gente precisa entender nas nossas nas nossas atividades diárias. A gente precisa entender que muita coisa influencia. Todos nós aqui somos um pedaço de uma história que quando a gente se une, a gente tem uma história aqui coletiva. Um órgão desse, ele é a história de todos vocês, de todas juntos. Todo mundo carrega essa história que quando a gente, as pessoas falavam no passado, ah, não, quando eu saio da minha casa, os problemas ficam lá negativo. A gente acha que fica. Ah, quando eu saio da Câmara, tão tô nem aí, eu pago tudo lá fica, não fica. A gente carrega às vezes sem perceber, porque o ser humano tem um aspecto consciente e um aspecto inconsciente. Então, a gente carrega muita coisa. Então, o clima, a cultura influencia o clima. O clima influencia os riscos psicossociais. Os riscos psicossociais são ob são obrigação o quê? Legal. A cultura é também responsabilidade jurídica. Por isso que a NR01, a NR01 era para ter entrada em vigor em maio do ano passado. Se vocês me perguntarem se no Brasil 10% das empresas públicas e privadas, órgãos, tem tem vão conseguir implementar NR01, não vão, mas é preciso que comece. Tem que ter um start. Esse start, pessoal, da mesma forma que a gente tem o texto segurança do trabalho, da mesma forma que algumas pessoas da Câmara receberam aquele treinamento sobre manusear incêndio, as pessoas aqui vão precisar. E a NR01, pessoal, não é só o Eduardo vir aqui falar de teoria, de coisas bacanas, não. A NR01 é um processo NR01, que tem que ser implementado um dos aspectos, por exemplo, a ginástica laboral x vezes por semana. O ambiente seguro de escuta. São várias estratégias que ela coloca como importante, porque ter saúde mental, pessoal, não é só ir para terapia, não. Eu costumo dizer que existe aquilo que é terapia e aquilo que é terapêutico. O Eduardo aqui na minha vida pessoal, eu coleciono brinquedo antigo e carro antigo. Carro antigo eu tenho um povo que é caro, né? Mas brinquedo antigo eu tenho vários da minha época e brinquedos mais antigos. Então, às vezes no domingo, domingo eu não tô falando, boto tudo fora, vou limpar. Isso é terapêutico. Tem gente gosta de ir pro parque, tem gente que gosta de ir pro basinho, para um café, bater papo com amigos, caminhar, nadar, correr. Aí cada um tem modelos terapêuticos diferentes e tá tudo bem. A gente vive numa sociedade que é importantíssimo eu ser super eh eu ser super ativo, produzo horrores, escrevo 20 artigos por por mês, quase um por dia, durmo só x horas. Na minha na minha na minha vida, pessoal, eu sou filho de pai e mãe psicólogo. Meu pai era psicólogo e médico. Meu pai já faleceu de acidente de carro. Minha mãe é viva, tem 78 anos. E eu era, eu era, não, eu sou hiperativo, só que na minha época, eu vou fazer 50 anos, não existia o diagnóstico de TDAH. Então o Eduardo era o quê? Não, Eduardo era o capeta, mas eu era aquele caso, eu só tirava nota boa, não é expulso nunca. Podia jogar a bomba dentro do vaso sanitário que não morreu não. E colégio de freira que eu est Não teve nadinha. Isso aí é da da infância, é tudo normal. Não era, só que não tinha diagnóstico. Aí com o passado tempo, estudos e tal, aí chegou o diagnóstico e quando chegou comecei a fazer tratamento. Nunca tomei remédio porque não precisou, mas se precisar também eu tomo numa boa. E a gente melhorou, mas eu tenho uma dificuldade. A palestra aqui era hoje, 13 horas. Vocês já sabem que dia eu cheguei aqui? Ontem, 6 da manhã, porque o meu nível de organização, ele tá ligado a meu TDH. Por mim eu tinha 26, mas a mulher não deixa, né? Que que você vai fazer sexta? Não é só segunda. E não é isso é assim. Aí a gente tem que aprender a trabalhar com a gente. Isso na psicologia, quando a gente expõe algo nosso, chama-se autorrevelação. É para que todo mundo entenda que todo mundo tem suas dificuldades. Mas não é porque eu tenho uma dificuldade que eu não vou trabalhar. Não é porque aqui existe algum tipo de dificuldade que eu não possa modificar dentro do comportamento social que existe aqui dentro da Câmara, do Senado, do da empresa privada X, multinacional. Todas as empresas têm suas dificuldades, mas a gente precisa entrar nesse espírito evolutivo. Isso aí que eu citei no começo da síndrome, como é o nome? Gabriela, de mudança. E a NR01 propõe isso, que são questão de exposições gerais, diretrizes que a gente chama de diretrizes básicas. Todas as organizações possuem seus trabalhadores, eles precisam ser valorizados, se sentir como tal. Eh, gente, de verdade, uma das coisas que mais me motiva muitas vezes na grande maior, não é o dinheiro, não é a grana, é o reconhecimento. Ninguém para 4 ou 5 dias, 20 dias, 30 dias para escrever um artigo, pagar em dólar para publicar numa revista, porque acha bom, não é? Porque a gente busca reconhecimento profissional. Revista científica, ela é paga. Se for boa, ela é em dólar. numa média de 3.000, 4.000, um artigo para publicar, só que você passa a ser visto por pessoas que entendem do tema há muito tempo, pessoas mais experientes e você. Então, nem sempre o que motiva um funcionário, um colaborador, uma colaboradora, é grana. É um certificado. No final, você foi eleito o funcionário padrão 2026, 25. Isso sozinho não. A gente também quer ter reconhecimento financeiro. É óbvio, a gente vive daquilo que a gente ganha. Mas muitas pessoas valorizam na mesma proporção a grana ao reconhecimento. É muito ruim, pessoal, trabalhar num lugar e não ser reconhecido ou não ser reconhecido. Essa norma que eu falei agora aí, ela entra em vigor quando? Agora, dia 26 de maio de 2026. Várias empresas, vários órgãos públicos me procuraram no Brasil para a gente começar a apresentar esse início de ideia da NR01. E a NR01, pessoal, ela vai, embora ela tenha todo um desenho que depois eu vou deixar tudo que eu tô aqui, pessoal, isso é público meu. Depois eu mandei aqui pra equipe da Câmara, quem quiser pegar para ler com calma também. Todo, todo material meu ele é público e não tenho, não pode. Quem quiser pegar, usar um dia em algum lugar, tirar um pedaço, de boa, não tem problema nenhum. Tudo isso que eu faço, eu já registro antes. Então é é um material que eu classifico como material público. Qualquer pessoa pode usar se quiser, pode tirar foto, pode guardar, pode, né? que a intenção quando a gente produz o material, ela é única, ajudar as pessoas em algum aspecto, passar algum tipo de informação. E aí, turma, voltando para essa questão que eu tava falando, que eu falei um pouco agora, quais são os objetivos dessa danada dessa NR01, né? Qual é a intenção? Qual é o qual é o foco dela? Eh, gestão contínua de risco não é mais algo pontual, isso é para ser permanente. Já, já imaginou, pessoal, saúde mental se fosse igual um extintor que todo dia se guarda e se põe no lugar? Não, deixa os extintores lá que se um dia precisar eu vou lá, compro e venho apagar o fogo. Dá certo. Quando chegar com extentor, o fogo já acabou. Não tem o que, não tem mais o que apagar. Então é para ser um processo contínuo, não é mais algo pontual, integração com todos os programas e e normas, os program, o o sucesso e uma derrota, ela é do grupo. Falar aqui dos homens e das mulheres que gostam de futebol. Os grandes times não são feitos por uma única estrela. Toda vez que tem um time, seleção brasileira, que tem um, tem que ir fulano porque toda vez que vai assim com estelismo, vai e volta sem nada, volta mais rápido que eu queria. Qualquer time, qualquer seleção do basquete, do futebol, qualquer coisa que tenha grupo, se tiver estrelismo, afunda. Não, não, não vinga, não funciona. Por isso que é importante essa palavrinha integração. Uma pessoa com problema de saúde mental aqui dentro, no na sua equipe ou em outra equipe, qualquer um deve e pode ajudar. Porque o sucesso de um, ele é coletivo. Aqui ninguém funciona só, né? A integração dos programas e normas, responsabilização que precisam ser mais claras pro empregador e mais claras pro empregado, mais objetivas, mais desenhadas, mais estruturadas. valorização da prevenção como processo permanente. Como eu disse para vocês, qualquer hora do dia ou da noite, acredito eu, que a gente chegar aqui, esses dois extintores estão aqui. Qualquer dia, da hora do dia ou da noite, vai ter na guarita um policial, ó, um vigilante, uma ou um agente portaria ou uma monitorando, porque aquilo funciona 24 horas por dia. Então, o processo de valorização, a integração, a gestão, ela é um processo contínuo, ela não é para ser um dia. Uma palestra que está sobre a NR01, ela é o início de tudo. Ela é o despertar, porque algumas pessoas depois vão botar no Google, na IA, para entender o que é NR01. É normal, é para isso que ela existe, para gerar provocação, gerar busca de conhecimento, entender um pouco do que a gente faz. E aí entrou a danada da GRO, porque nós brasileiros adoramos esses símbolos, essas abreviações, né? O que é a GRO? Gerenciamento de risco ocupacional. Essa GRO já tinha algo parecido quando a gente olhava só os riscos físicos, gerenciamento de riscos físicos, GRF, ela já existia na na processo de que é aquilo que eu disse para vocês, se você chegar num hospital, o lugar que se se faz raio X, nem todo mundo entra por conta do risco de quê? O que é que no raio X pode ter risco? Radiação. Mulher grávida, pessoas que tm algum tipo de alguns tipos de comorbidade não passam alguns setores de hospital que tem radiação pelo risco da radiação. Então, quando se cria esse gerenciamento de risco ocupacional, é para entender quais são os riscos que os riscos que existem. Eu falei aqui, será que a vida da gente aqui, minha, de vocês, da maioria, acredito eu, será que ela é tão arriscada? Será que ela é tão estressante quanto de um policial que trabalha com operações especiais, quanto de um policial que trabalha dentro de um presídio policial penal? Então assim, eh, aí a gente precisa entender, isso não quer dizer que aqui não tenha risco, que aqui não tenha problemas, que aqui não tenha dificuldades, mas são riscos e situações bem distintas que a gente precisa compreender essa dinâmica para entender o processo, que o processo contínuo é o que é identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais. Quando eu vou construir esse primeiro ponto, o processo contínuo dentro policial, ele é diferente do que construir aqui para vocês. Se eu vou pôr indústria de medicação, que as pessoas vão manipular objetos de grande risco de contaminação, também é outra situação. em outro laboratório que não tenha risco de contaminação, mas possa ter risco de perda do material, é outra avaliação. Então, às vezes dentro de espaços que a gente entende como semelhantes, às vezes eles são diferentes. Depende muito da característica do exercício daquela função. Tem como objetivo prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Vocês conhecem alguém? Alguém aqui não precisa ninguém levantar a mão. Só pensem, tá? Que já adoeceu pelo modelo de trabalho de algum lugar. Todo mundo conhece alguém. No passado. Diz assim: "Fulano, fulano estudou tanto que ficou doido. Todo mundo, se fosse idade menor, esse menino fulano era inteligente, mas estudava. Não, meu filho vai estudar não, senão ficar igual fulano que estudou tanto que ficou doido. Tem nada a ver com isso. Ele tinha algum distúrbio que aí o gatilho aconteceu alguma coisa na vida que levou a esse fato. Mas a gente tem, pessoal, uma ideia que algumas coisas geram gatilho, embora às vezes a fala popular seja equivocada, mas algumas coisas geram gatilho. Quando alguém tem depressão, que que comete o suicídio, algo aconteceu, um gatilho que despertou na mente daquela pessoa aquele processo. Então, quando a gente fala desse negócio de prevenir acidentes e doença relacional do trabalho, eu preciso entender a vida de um órgão, de uma empresa, para eu entender onde é que ali pode existir gatilhos. A gente vai prevenir tudo? Não, não existe nada 100%. Nada. Nada é 100%. Não existe medicação que seja 100% eficaz. Pode ter 96, 94. O das medicações mais eficazes que o ser humano usa é o anticoncepcional. E ele não é 100%. Tô falando daquele de farinha que às vezes engravida, não. Tô falando anticoncepcional. Por quê? Porque tem questões orgânicas, tem um monte de coisa que envolve tudo isso. Então a gente precisa entender essa questão e prevenir essas doenças. Que que a gente precisa entender? Estruturar essa dinâmica da GRO, levando em consideração o que, pessoal? Tudo aquilo que envolve a empresa. E aí a empresa tem características e funções diferentes. Programa de gerenciamento que é operacionalizar a GRO nas organizações, identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais. Eh, quando a gente é administrativo de um órgão, é uma coisa, vocês aqui, quando a gente é um chefe de gabinete, quando a gente trabalha num gabinete de um político, a dinâmica, embora seja muita coisa semelhante, mas é muito específico. Ó, não pode falar assim com eleitor, não, né? A gente tem, existem dinâmicas diferentes dentro do mesmo lugar que a gente trabalha, porque são situações muito semelhantes que vou diss para vocês. Culturalmente o Brasil se parece muito. Algumas coisas que a gente vivencia aqui em São Paulo, em Campinas, lá no Piauí, em Teresina também tem, mas aí tem coisas que são distintas lá. Então a gente precisa compreender isso. Às vezes no mesmo espaço de trabalho, eu preciso entender isso, que é a questão da obrigatoriedade para maioria das organizações. 96% dos modelos organizacionais do Brasil vão ter que passar por uma reestruturação interna para essa questão da NR01, que não é eh obrigatoriamente eh palestras, são várias estratégias que a gente precisa ter, às vezes desenvolver um plano de cargos e carreiras e salário dentro da instituição quando ela não tem. E aí eu digo para vocês 10 exemplos. criar as atividades de de eh educação física durante o dia, atividades físicas, fazer parquinho, fazer campo de de de descanso. Uma das experiências que eu tive assim como psicólogo muito interessante foi, como disse, no Vale do Silício, que é quando a gente vai conhecer algumas empresas multinacionais. Tá aqui a tua mesa com teu computador, aí do lado ali tem um pé bolim, tem um sofá. A gente não pode confundir, pessoal. produtividade com hora de trabalho. Tem pessoas que são muito mais produtivas, né? Só que toda organização precisa ter regra, ter definição. A gente precisa valorizar a equipe, mas a gente também precisa ter definição de funcionamento. E aí eu coloquei no último deve ser elaborado e implementado pelo empregador com participação de todos, sem exceção os trabalhadores que estão em ativa. A INR01, ela não é uma iniciativa só de quem é gestor, ela depende da gente, ela depende dos funcionários, ela depende do corpo da empresa. E aí eu coloquei um quadrinho pessoal comparando aí a GRO com a PGR, né, que a PGR aí não é Procuradoria Geral da República, tá? O que é a GRO? A GRO é o processo. O que é a PG, o que é a PGR? é o instrumento, é o documento, é aquele que a gente construiu aqui, é aquele que a gestão da Câmara construiu e apresentou. O que é a GRO é mais amplo e mais estratégico. O que é a PGR é mais prático, mais operacional. Tá escrito, tem que seguir aquilo. Envolve gestão continuada de risco, registra, organiza as ações da GRO. A GRO orienta as ações de prevenção, ou seja, a GRO é que vai orientar a PGR. Isso é um desenhozinho que eu sempre faço para ficar nas na nos órgãos, nas empresas, para que as pessoas entendam como é a dinâmica. Ela parece simples, mas não é simples, porque trabalhar com pessoas nunca foi simples e nunca vai ser simples. Uma vez eu dei uma entrevista pro jornal, acho que foi jornal aquele do meio-dia da Globo, e aí a pessoa, o jornalista perguntou sobre processo educacional, se é mais difícil. Nunca foi fácil educar. Quem aqui tem teve avô, avô, bisavô, eita, que no meu tempo era muito mais fácil, né? Toda vez o tempo passado é mais fácil ou mais difícil, depende de quem vê. Então, a mudança de comportamento, essa reestruturação, ela é fácil e ela é muito difícil. Depende de quem, do olhar de de quem eh entende. E aí, pessoal, eu trouxe, como eu falei aqui, dos extintores, tipos de riscos, né? Os riscos físicos, ruído, calor, vibração, radiação, umidade, etc. O risco químico, poeira, fumo, néva, gás, substâncias químicas. O risco biológico, vírus, bactéria, fungos, parasitas, etc. Os riscos ergonômicos, né? postura inadequada, esforço repetitivo, levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho. Esse risco ergonômico foi o que eu exemplifiquei para vocês aqui no começo, que era o maior causa de afastamento dos bancários no passado. Eh, quase toda empresa que a gente chega hoje em dia tem aquele aquele apoiador dos pés, né, embaixo da mesa. Por quê isso, gente? Vocês não imaginam que eu escutei de algumas pessoas bem que tem muito tempo de serviço prestado, como foi difícil convencer alguns órgãos públicos e privados a comprar aquele apoiador do pé. Não, isso é muito caro porque realmente tava começando e o preço dele quando se inícia qualquer produto que é lançado no lançamento é mais caro do que depois, né? E aí a pessoa falando exatamente disso, como teve resistência de uma coisa que hoje toda empresa que você chega, todo órgão tem aquele apoiador do pé. Empre e cadeira que regula a altura não é muito caro, nós não temos a menor condição. Acessibilidade, querem acabar com a gente, não tem como ninguém entrar, fazer rampa, ninguém, ninguém nem anda, as mesmas conversas. Então, quando se falou dessa questão do risco não, isso aí custa dinheiro demais, mas aí foram ver os custos de onde? do INSS. Infelizmente muitas coisas são motivadas não pela vida, mas pelo prejuízo que acontece. E aí começou a debater isso lá uns 10 anos atrás. que a primeira vez que eu participei na Câmara, acho que foi uns 8 anos atrás, com o senador, que não é mais nem senador do do Rio de Janeiro, que ele me chamou e pediu, a gente começou a conversar sobre isso. Então, pessoal, implementar riscos psicossociais, que aí eu escrevi, botei ele em vermelho, porque ele que entra agora, né? Ele não tinha antes nas nossas normas de trabalho pressão por metas, excesso de trabalho, assédio moral, os conflitos, fato de apoio, né? Uma falta de apoio no dia a dia, o ambiente organizacional acedor, pessoal. Aí também tem um assédio sexual, porque o assédio sexual entra dentro do assédio moral, né? porque ele pode ser classificado também eh como assédio eh sexual também entra nessa questão. Que que é importante a gente falar aqui, pessoal, disso aí? Eh, eu coloquei a palavra conflitos. Conflito a gente sempre vai ter. Quem foi a pessoa na vida de vocês que mais, quando a gente começa a nossa vida, quem foi a pessoa que mais brigou com a gente na nossa vida inteira? Pai e mãe. E são as pessoas que a gente mais ama na vida. Um casal que dizer, não, a gente não briga, pois tá errado. Não tem casal que não briga. Vocês concordam com tudo, aceitam tudo, convivem com tudo. Não é normal. Divergência é normal. Então aqui dentro vai ter divergência, é normal. O que não é normal, o que não é aceitável é o formato que da da forma de tratar a divergência. A gente precisa compreender isso, divergir. Massa. OK. Show. Trabalhar essa divergência, bacana. Agora, impor, criar conflito sobre ela, trazer verdades absolutas. Muitas pessoas têm um verdades absolutas na vida. E de novo que eu falei no comecinho, a gente precisa sair de dentro da síndrome Gabriela, porque todos nós temos em alguns momentos essas verdades absolutas construto. Não, mas isso aqui já me ensinaram. fulano que trabalhou aqui, aí vende um currículo, não sei o quê. Eu acho horrível quando alguém vai falar comigo, não, eu sou fulano de tal fulano e eu tenho esse currículo assim, assim, assim, não, tá certo. Sim, senhor. Às vezes eu nem fujo aqui da cabeça, eu desligo para não ficar ouvindo quando a gente vai apresentar. Eu não fui ler meu currículo inteiro, que eu fui diretor, que eu fui secretário, que não precisa. você vai apresentar o que é básico naquele assunto. Então, nessas questões de risco, nem todo risco deixa marca no corpo, mas muitos deixam marcas profundas aonde? Na mente. É isso que a NR01 quer apresentar. Se alguém tiver trabalhando aqui no dia a dia e cair algo sobre o pé, sobre a mão, vai ficar uma marca, vai já um gesso, vai ter que fazer uma cirurgia, mas no momento que alguém cria algo, isso é um processo contínuo. O adoecimento emocional, ele não acontece muitas vezes em um único ato, ele é o somatório de acontecimentos. Por isso que é importante. Todos nós, pessoal, temos responsabilidades um com o outro. é um coletivo, é um time. Quando a gente consegue começar a entender isso, a gente realmente evolui. Aí vem que são fatores relacionados à organização, gestão, relação de trabalho, o impacto que muitas situações podem gerar na saúde mental dos trabalhadores. devem ser identificados, avaliados e criada uma forma, né, de gerenciar as dificuldades. Eh, em muitos momentos, pessoal, a gente troca de equipe. Uma vez a gente fez uma reestruturação em uma em uma empresa que a empresa tava passando por diversas situaçõ, não tinha nem RNR01, era produtividade, que um time era fantástico, era um banco, tá? Um time era fantástico e o outro não. Vamos misturar. Porque a equipe não é do fulano, a equipe é do banco. A gente tem um hábito, às vezes como professor, às vezes eu misturo. É igual matar alguns alunos. Tem uma turma de 40, tem um grupo que sempre faz, só tira 10. E aquele outro grupo, eu digo: "Hoje aqui quem vai dizer o grupo sou eu." Não, não sou eu aqui o grupo agora vou montar. E aí eu misturo as pessoas vez por outra, uma vez uma menina me disse: "Professor, eu gostei porque a gente, eu nunca tinha pensado que fulano era tão boa assim e o grupo era perdido, então consegue se organizar. Muito importante, pessoal, às vezes a gente sair de dentro da casinha e procurar conhecer o outro e às vezes precisa de uma mãozinha, não é imposição, né? Não é? Quando eu faço isso, acho que num no ano inteiro, no semestre inteiro, eu me de cinco, seis trabalhos que a gente faz, eu misturo uma vez a turma. O resto é por livre iniciativa, mas a gente precisa dar oportunidade para as pessoas se conhecerem e às vezes a gente tem que dar uma mãozinha. Riscos psíquicossociais, o excesso de demanda e pressão por produtividade, jornadas prolongadas e falta de pausas. Qual é a universidade? Qual é a escola que não tem intervalo? Todas t todas têm essa demanda de troca de turno. Qual é a função que não tem eh alternância? Não, a gente precisa entender que o excesso de demanda e a pressão por produtividade, ela não é legal. Pressão faz parte, né? A gente tem uma pressão. Quando eu falo aqui, pessoal, são as situações exacerbadas. Obrigado. Eh, pressão a gente tem o tempo todo. A vida dá pressão na gente, mas assim, são tem pressões que são adoecedoras. Eu não tô falando pressão do dia a dia, horário para cumprir trabalho, não. Isso aí tem, vai ter sempre na nossa vida. Nós temos horário para tudo. Eu vou pegar um avião, o avião espera por mim? Claro que não. O avião tem um horário dele. Então, a vida tem essa questão da pressão de horário, né? Se eu chegar com duas malas, a empresa vai deixar eu viajar? Não, deixa seu pagar. Então, tudo tem ordem, tudo tem regra. Às vezes, quando alguém me exemplifica, eu digo: "Me diga, quando tu vai viajar, tu o avião vai na hora que você quer ou você vai na hora que o avião quer?" Então, o mundo funciona assim. O sinal vermelho tá vermelho. Em processo educacional infantil é a mesma coisa. A criança tá de férias. Ah, tá de férias, não, tá de férias, mas a vida continua. Tem que ter hora para não é que vá acordar para ir pra escola de mãe, mas tem que ter regra. Então, dentro de uma empresa, a gente não pode confundir o excesso de demanda com a demanda natural. Em qualquer órgão público que tenha política no meio, quando chega esse ano é um ano o quê? Esse ano para cá não, porque aqui é municipal, é diferente. Mas na Câmara eu vou vou conversar com os deputados às vezes aí, tá? Esse ano tem que ver porque eu já tô pensando aqui, se ele não foi eleito, como é que eu vou fazer? Porque vai mudar, porque ela é assessora, ela não é efetiva da casa. Muitos não são efetivos da casa. Então existe uma pressão natural da vida. que faz parte do ciclo natural de tudo, né? E a gente tem que às vezes diferenciar e cabe também a gestão e a gente também como funcionário e funcionária entender o que é que é essa pressão por produtividade acessível e o que é que é natural. Vocês acham que num ano como esse ou daqui alguns algum algum alguns anos aqui, alguns meses, quando começa a eleição para vereador e para prefeito, o gabinete funciona igual? Claro que não. É ano eleitoral, então as demandas mudam. Jornada prolongada e falta de pausa. Assédio moral e conflitos interpessoais, falta de reconhecimento e apoio institucional, baixo controle sobre o trabalho. Ambientes organizacionais tóxicos. Pessoal, acho que uns 20% dessas terminologias na época foi eu que apresentei para um dos senadores, estava construindo a NR01 nessa construção. Como agora, semana passada eu passei dois dias inteiros dentro da Câmara ajudando o deputado federal Coronel Vieira de Pernambuco, do PL e o deputado federal Áurrio do Progressista do Rio de Janeiro no novo Código Brasileiro de Trânsito. Porque uma das coisas que eu escrevi foi sobre acidente, sobre mortalidade no trânsito. E a nessas construções que a gente vai fazer, algumas coisas que a gente diz pro parlamentar, eles querem porque entendem, outras eles não entendem. Então, algumas coisas que estão escritas aí sobre esse excesso de trabalho, jornada, assédio moral, foi escrito por mim ou por mais uma duas colegas que trabalharam comigo, nós trabalhamos juntos nesse período que era para apresentar, porque a gente às vezes não sabe o que dizer, nem o que falar, nem o que escrever. Então, é importante a gente ter essas contribuições. E nesse aspecto da da das realidades, da construção de de termos, eh, a gente precisa apresentar e adaptar. Então, algumas coisas ficaram, outras saíram, né, e outras foram inclusas. Então, a realidade institucional, crescimento dos agravos a saúde mental relacionados ao trabalho. Ou seja, o que é que levou a NR01? Foi porque o Eduardo, a Maria, o Chico, o Antônio, alguém convenceu o parlamentar? Não. Foi porque o governo federal nos últimos anos percebeu o afastamento das pessoas. Eu vou chegar num dado aí lá na frente que vocês vão ver o número de afastamentos por questões psicológicas, por transtorno do comportamento. E aí tá dizendo transtorno dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, impactos negativos na produtividade, no desempenho organizacional. E o maior que eu acho, pessoal, não foi o impacto nada disso, nem número de de adoecimento, foi foram os afastamentos, porque ele impacta diretamente o INSS, ele impacta uma instituição, ele impacta a instituição, o órgão, a empresa, seja pública ou privada, né? Porque dentro dos públicos também tem os seletistas que não são estatutários. Então, quando se afasta, ele se afasta pelo NSS, a partir de 30 dias vai pro NSS. Então isso impactou muito. Então fez a e claro também tem a sensibilidade porque eles podiam também ir protelando isso por um tempão e não foi protelado. A única coisa que pediram ano passado foi para prorrogar para esse ano, mas esse ano ela entra, dia 26 de maio, ela entra em vigor obrigatoriamente para as empresas. Conformidade, né, formal e principalmente os fatores de risco, riscos psicossociais. É o que a gente tá vivendo. Todo mundo conhece. Todo mundo. Se a gente perguntasse, vamos chegar também nesse dado já, todo mundo conhece, todo mundo já viu dentro da família, dentro dos amigos, alguém que já se afastou por questão psicológica. E a gente precisa entender e apoiar. Às vezes uma uma sempre uma orientação que eu dou para as pessoas, às vezes às vezes a gente julga sem saber que está julgando. Nunca compare ninguém. Uma vez aconteceu comigo ao inverso, tinha uma pessoa chorando porque o porque o o pai tinha morrido. Aí a pessoa olhou, disse: "É, pai, o do Eduardo foi muito pior. O pai dele morreu com 59 anos. Ele ainda viu o pai dele dentro do carro sem cabeça. Quem disse que a dor da pessoa é menor ou maior do que a minha? Porque meu pai morreu jovem. Essa dor não se mensura. Sentimento não tem balança, não tem régua, não tem medida. Cada um sente de um jeito, que a grande dificuldade das pessoas entenderem emoção é porque a emoção não se mede, sentimento não se mede. Como é que uma criança quer verbalizar? Eh, você não tinha do tamanho de um jacaré, tinha o tamanho de um elefante, porque na cabecinha da criança é um objeto gigante que para ela demonstra uma metáforazinha infantil que ela não sabe nem o que é metáfora, nem símbolo, mas para ela demonstração. Então, sentimento, dor, alegria não se mensura, não se mede. A gente, a gente fala é gigante muito, mas você não tem essa, essa mensuração. Então, quando a gente fala dessas questões de sofrimento dentro da empresa, eu não tenho como mensurar que fulano faltou, porque a bisavó dele morreu com 120 anos, ele tá sofrendo e o pai do fulano morreu com 40 e ele veio trabalhar no Não é por aí. Então, nunca comparem sentimentos. Fulano passou por coisa muito pior. Porque que você tá assim? A, meu Deus, eu sou eu sou fraco mesmo. Eu tenho que morrer porque se fulano passou coisa pior e eu tô passando isso. Eu sou sou um fraco. Sou um fracassado. Sou uma fracassada. E aí gera um sentimento que pode gerar um gatilho ruim na pessoa. Não comparem ninguém. Não façam juízo de valores. A comida preferida de alguém pode não ser a minha e tá tudo bem. A medida de alguém de sofrimento não é igual a minha e continua tudo bem. A gente não pode, não deve, por dentro, pode fazer um monte de coisa, né? Mas a gente não deve ter esse pensamento de julgamento que a gente acha que não tá julgando, a gente acha que tá o quê? Ajudando. Não, de foi um exemplo para ele. Tu é doido. Eu vou, eu exemplifiquei que tu sofreu muito mais. Teu pai, teu negócio era muito pior. Disse: "Não, pô, mas o meu é pior para mim. Pode ser que para ele pior tenha sido perder. Você não sabe que momento ele tá vivendo com o pai, com a mãe, com avô, com tio. Você não sabe. A gente não sabe. A gente tem um hábito de de comparar aquilo que a gente entende que é correto. E não é assim. Eu sempre falo, se você vai falar com alguém que tá sofrendo, diga só o seguinte: "Tô aqui, sou seu amigo, sou sua amiga, conte sempre comigo." Pronto, basta dizer isso. Não faça comparativo, não faça sugestão. Tô aqui para lhe ouvir. Você quer me falar alguma coisa? Tô aqui para lhe ouvir. Às vezes tem gente vai conversar com outro, fala mais da de si do que do da pessoa que que você foi ouvir. Pô, pera aí. Aí entra naquela máxima que quase todas as avós diz: "Meu filho, você tem duas orelhas e uma boca. Fale menos e escute mais". Então, quando você vê que alguém tá sofrendo, que alguém tá passando por algo, se você quer gerar um acolhimento, ouvido e silêncio. Não precisa que tu acha não, eu não sei lhe dizer porque eu nunca vivi isso, mas conte comigo. Bora procurar uma ajuda, bora procurar um especialista, bora. Do mesmo jeito que quando alguém torce o pé, fulano tem um fisioterapeuta ali e uma já foi na minha casa, é top, é bom. A gente não oferece as coisas, a gente oferece diarista, tá? Diarista de casa boa, vamos levar pra tua para limpar. Por que que você não oferece a possibilidade de alguém procurar uma ajuda psicológica? Não é ofensa nenhuma. Mas a gente vive o modelo social que eu falei há 40 anos atrás. As pessoas eram afastadas da sociedade, eram condenadas a viver isolado. Com a reforma psiquiátrica dos anos 80 para 90, a gente vivenciou um novo modelo, só que o preconceito é de 2000 anos com relação às questões da saúde mental. E a NR01 tem como finalidade isso, fazer esse momento aqui, todo mundo pensar sobre a importância de ter sanidade mental, de ter equilíbrio e entender que mesmo com a sanidade todos nós temos problemas, passamos por transtorno, por dificuldade e tá tudo bem à medida que eu procuro ajuda. Conforme idade normativa não garante, né, que é importantíssimo criar norma não garante nada. O Brasil tem uma teoria que não vejo no resto do mundo, que é dizer assim: "Essa lei não pegou". Como é que uma lei não pegou se ela é lei? Lei é lei. Não existe lei que não pegou. Então a gente precisa entender que a conformidade normativa não garante por si só um ambiente psicologicamente seguro, mas ela é o início de tudo isso. Ela é o gatilho. Riscos psicossociais podem permanecer invisíveis, mas seus efeitos não. O ambiente adoecedor pode muita gente não tá percebendo, mas ele tá causando problema. E é isso que a gente precisa compreender e trabalhar para que não aconteça. Consequência dos riscos, né? O adoecimento físico e mental, estresse, ansiedade, burnout, que também é uma Esse burnout aí, pessoal, já foi tema de discussão, porque burnout tem duas leituras do nome, né? inglês e francês. E às vezes as pessoas ficam debatendo horas para você ver como a turma também viaja, como se o nome correto é burnout ou burnout. Todo mundo entendeu. É uma é uma questão de adoecimento, né, que causa um sofrimento. O aumento do absteteísmo e do presenteísmo. O que é que significa isso? O afastamento. Quando alguém se afasta, é o abst. Ficou em casa. E quando eu estou aqui, mas não estou presente, tô só o corpo, né? Essa questão é muito importante a gente entender. Tem muitas pessoas que não se afastam, não entra na questão do abceteísmo, mas estão afastadas do mundo real. Então, só o corpo presente, ele não tá, ele ou ela não tá ali. Queda da produtividade, da qualidade do trabalho, aumento de erros, acidentes e retrabalho. Ou seja, o que é o retrabalho? Eu fiz uma planilha toda errada, foi mandado eu fazer um levantamento aqui na Câmara. Eu não prestei atenção e eu não consegui terminar e vou ter que refazer tudo de novo. Isso é um retrabalho. Rotatividade de pessoas, né, que é um nome em inglês que significa rodar, sair, se afastar, impacto do no clima organizacional e nas relações de trabalho, custos financeiros e prejuízos institucionais, riscos jurídicos e trabalhistas. Ignorar os riscos psicossociais compromete a saúde dos trabalhadores e a sustentabilidade das organizações. Ou seja, eh, órgão público ele não quebra, mas ele cria uma imagem ruim. Qual é a imagem que muitas pessoas acham que tem do funcionário público de produtividade alta ou de baixa produtividade? baixa. Qualquer pessoa que teve o prazer, eu falo sempre isso, de conhecer como funciona a Câmara e o Senado, vai ver o rojão, que é aquilo ali. É uma loucura. Começa 7 da manhã, não começa 8:30, 9 horas, os que vão mais cedo, mas vai até 2 da manhã. várias votações da Câmara e do Senado e várias dinâmicas de de comissões especiais ou comissões permanentes, elas vão até à noite, 10 da noite, 11 da noite, meia-noite. Todo mundo aqui já viu alguma votação de importante que termina 11 da noite, meia-noite, 1 da manhã, duas entra noite adentro. Então assim, mas muitas pessoas acham que em Brasília ninguém trabalha, mas trabalha muito. Todo mundo não, todo mundo, eu não sei que é todo mundo, é muita gente, né? Mas que dentro da Câmara os funcionários no Senado trabalham muito, dentro do STF, dentro do STJ, todo mundo trabalha muito, trabalha. Mas então a empresa privada ela quebra porque as pessoas param de ir. A empresa pública ela cria rótulos, ela cria imagens e muitas vezes elas não são boas quando a gente não consegue eh entender esses riscos e a dinâmica do trabalho fica mal feita. Eu sempre falo isso, pessoal, e vinha conversando aqui no no Uber quando eu vinha para cá. Eh, não é só porque eu fui diretor de um hospital público, não é porque só porque eu fui da saúde como um dos principais gestores. Alguém sofreu um acidente em qualquer cidade do Brasil, tirando se você tiver o Einstein, o HC, um plano específico desses tops, você vai para hospital público, de lá você decide para onde você vai. Se você chegar na maioria dos hospitais privados, não vai ter algumas especialidades médicas e vão estar todos de sobreaviso e às vezes não dá tempo deles chegarem e no público vai ter o hospitais, o hospital de portas abertas de Campinas, São Paulo capital, São José dos Campos, qualquer hospital que seja portas abertas para trauma, se você sofreu acidente, vai para lá, porque lá tem todo mundo. Mas qual a imagem que as pessoas têm do serviço público que ele é ruim e não é? Os melhores psicólogos e psiquiatras do Brasil trabalham nos CAPS, centro de atenção psicossocial. Mas se disser para alguém para ele procurar uma ajuda num caps é quase uma ofensa, porque parece que eu tô empurrando para algo que não tem. E as pessoas estão muito enganadas com relação a algumas questões do serviço público. Não falo de Teresina no Piauí, não. Nem tô falando do Brasil. Psiquiatras bons estão nos CAPS, psicólogos bons estão nos CAPS, enfermeiras, assistente social, essa turma toda, eh porque tem fazer um concurso, tem que passar em algum momento e são pessoas que estudam para isso. Então eu sempre falo isso, a gente cria essa volta que eu dei aqui é para explicar isso. Empresa privada, ela quebra quando ela cria uma imagem ruim. A empresa pública ela fica só com aquele estigma e que a gente vai repassando. Ah, não, tô trabalhando, não, trabalho lá na Câmara, não. Mas bom demais. município lá é tranquilo lá não. E não é tranquilo, tem problema, tem dificuldade, né? As pessoas trabalham muito também, mas cria-se uma imagem muitas vezes em algum, não tô dizendo que é o caso daqui, nada disso, mas que cria imagem do serviço público. Essa imagem do serviço público, ela é geral no Brasil. Muitas pessoas acham isso e na verdade não é isso na minha na minha humilde leitura. responsabilidade na gestão de risco, trabalhadores, gestão, instituição. A prevenção é responsabilidade compartilhada. Que foi que eu falei agora a pouco, pessoal, sobre time? Quando você tem uma grande estrela em um time, seja do que time for, esporte coletivo não é individual, órgão não tem individualidade. Se tiver individualidade, eu tenho uma super pessoa que produz tudo, que faz os textos pr pra Câmara, que participa das sessões, que isso, que isso, e aquela pessoa não adoece, não tira férias e no dia que adoecer, quem vai fazer aquilo tudo? Eu sempre falo, eu até posto muito isso em rede social, ajudar um colega não cria concorrência, cria respeito, cria admiração. Então, a medida, a NR01, ela fala um pouco disso, dessa dinâmica de ajudar quem precisa, de só um minuto, de colaborar com o espírito de coletividade. A NR01, ela não vem como um passo de mágica chegar aqui na Câmara como ser iluminado e trazer verdades absolutas, modelos adequados e tá tudo bem a partir de agora, todo mundo não. Ela é um gatilho positivo para que as pessoas comecem a pensar sobre o seu trabalho e como pode melhorar. Quando a gente melhora, pessoal, alguém aqui a eu quero que levante a mão. Quando tava estudando e aí o pai ou a mãe vinha assim, estude que esse estúdio é para esse estudo aí é para você, não é para mim não. Você não tá estudando para mim não. Alguém aconteceu isso alguma vez na na casa, um pai ou a mãe? É. Então, quando a gente melhora aqui dentro, quando a gente melhora como pessoa, a gente não tá melhorando pra instituição e tá melhorando pra gente. É sobre o nosso papel. Eu me preocupo muito com coletividade, porque a imagem que a gente, que o coletivo tem, ela é muito também voltada para essa questão. A imagem ruim de alguém, quando um psicólogo faz alguma coisa ruim em qualquer lugar do Brasil, ah, tu é psicólogo, né? Ah, aquela psicóloga lá deixou o flor, viu? aquilo queira queela tá a pessoa tá me vinculando aquele ato. Quando acontece qualquer coisa aqui eh em um órgão, as pessoas vinculam a gente a essas questões. As pessoas julgam, será que ele também não é do mesmo jeito daquela mulher lá que deixou a pessoa tá tá tal, faz esse comparativo, né? faz essa análise. Caminhos práticos para prevenção, pessoal, que eu apresentei aí, mapear os riscos psicossociais, né, no ambiente de trabalho, escuta, diagnóstico, indicadores. Esses indicadores são fundamentais. Esses indicadores, eles estão em todos os órgãos públicos e privados. Indicadores não é para rotular ninguém, é pra gente saber por onde começar, onde é que tem a dificuldade pra gente poder começar por lá. incluir esses riscos de forma efetiva na PGR, promover espaço de escuta qualificada e diagnóstico contínuo. Quando a gente tem uma equipe que tá tendo dificuldade das relações, a gente precisa sentar. Conversas difíceis, pessoal, sempre serão difíceis no casamento, na família, com irmão, no trabalho não é diferente. A gente sempre precisa ter conversas difíceis. Conversa difíceis é primeiro escutar tudo. Eu sempre dou uma dica, uma orientação quando for conversar com alguém, um temática, adoro tablet, adoro tudo isso, mas leva uma caneta e um papel. Quando alguém disser alguma coisa, anota. Anota. Quando a pessoa terminar de falar, dê tempo ao tempo e faça a sua apresentação daquilo que você entende. A gente precisa entender que esses riscos, esses indicadores, essas conversas difíceis, elas fazem parte desse processo evolutivo. Quem aqui nos seus relacionamentos pessoais também, não precisa ninguém levantar a mão, tava tendo, pai, tenho que conversar. Quando foi ter uma conversa super difícil, de repente a conversa mudou, ficou bacana e a coisa se encaixou. Ou de realmente você viu que aquilo não dava certo? A conversa difícil, ela serve para muita coisa, não só para eu saber que eu quero ficar, mas saber que eu quero ir, que eu quero ir embora. Mas ela é preciso, porque a gente não pode ficar preso em algo que não tá legal. A coisa que mais me incomoda quando eu visito instituição é quando eu percebo que alguém não tá feliz, que alguém não tá bem, mas não quer sair porque não, porque a tal da zona de conforto, né? Ela não é confortável, ela não é boa, mas eu não quero sair dali. E a gente precisa refletir sobre isso, sobre vida. O que é que eu tô fazendo aqui no mundo? Qual é meu objetivo? Eu sempre tento dar o melhor de mim. Então, todo mundo busca tentar dar o melhor de si. Eu tô dando o melhor de mim. Então, pensar sobre isso. Promover espaço de escuta qualificada e diálogo contínuo. Foi isso que eu falei. Esse diálogo é muito importante. Uma coisa que eu brinco muito, pessoal, vocês sabem quanto tempo foi a reunião que decidiu o fim da Segunda Guerra? 36 minutos. Uma curiosidade, se em 36 minutos um bocado de gente bem vestida se sentou e decidiu que a guerra tinha que acabar, por que que eu vou ter reunião de 2 horas? Então, a gente precisa objetivar. Eu posso até ter reunião de várias horas, dependendo de uma temática. Tô exemplificando isso como didaticamente como uma brincadeira, mas uma brincadeira real. A gente precisa compreender essa essas essas esses entendimentos eh de objetivar o que a gente tem para fazer e o que a gente tem para dizer. Capacitar a liderança como uma gestão mais humanizada e preventiva. Estabelecer políticas claras de prevenção ao assédio e a violência no trabalho. Organizar o trabalho de forma saudável, metas, jornadas e pausas. Monitorar indicadores como absterísmo, afastamento e clima organizacional. Implementar ações de promoção à saúde, mental e bem-estar. Pessoal, chegou, tá? Só, só terminar isso aqui que é pra gente parar pro intervalo, né? Vocês desenjoarem um pouquinho da minha voz. Eh, a gente precisa compreender, pessoal, que dentro desse dessas questões que a gente tá falando aí, isso são estratégias. A gente não começa, eu sempre digo isso, ninguém que planeja construir uma carreira, um prédio, uma casa, ninguém começa do telhado, a gente começa da base. Quando a gente traz isso aqui, que eu tô trazendo para vocês, é a base de onde todas as ideias no que diz respeito à saúde mental dentro das instituições começa. E é difícil, algumas pessoas julgam como bobagem, como besteira, porque na verdade às vezes a gente, aquilo que a gente não conhece, que a gente nunca sofreu, a gente não consegue entender. A a questão da saúde mental, quando eu nunca vivi nada, eu não tenho nenhuma dificuldade, nunca vivi, tive perto de quem eu amo com dificuldade, a gente acha que é besteira, que é fácil, que é tranquilo, mas no momento que a gente vivencia alguma coisa, a gente começa a entender. Então, o governo federal como um todo há muito tempo, há muitos anos, isso não é da agora. Essa prática da da NR aí já vem sendo revisada há um tempão, passou na mão de muitos parlamentares, de muitos governos. Aí ela já vem sendo discutida há muito tempo. Ela parece um pouco com o Código Brasileiro de Trânsito. Todo ano tem ladaainha, tira a carteira, renovação automática, não sei o quê, volta, tira o psicológico, bota o psicológico, bota o médico, aumenta, aumenta prazo. Por quê? porque tá todo mundo sempre estudando e pensando em alguma coisa para melhorar em algum aspecto. E foi observado basicamente isso, que nós nosamos com forma de sentar, que tem que ter a cadeira na altura certa, a posição de colocar o pé, que não nos preocupamos com a prevenção ao incêndio, que nós nos preocupamos com várias coisas, menos com a com o ponto que tem gerado o maior número de afastamentos no trabalho, as questões psicológicas. E a gente vai dar uma pausa agora e a gente volta em quanto tempo? 10 minutos. É 10 minutos. 3:20 a gente volta aqui, tá? Obrigado, viu, gente? Até já. Pessoal, vamos lá voltando, gente. Só pra gente retomar aqui, eh, e entrar aí numa próxima finalização. Tá pertinho já de acabar. Pessoal, uma coisa importante pra gente pensar que eu tenho repetido sempre nas minhas falas aí sobre a NR01, é que a NR01 ela vai além da norma. Eh, eu tenho eu tenho uma teoria que tudo aquilo que é obrigado é ruim. Tudo aquilo que você faz obrigado não é legal. E tudo aquilo que a gente faz com naturalidade, né? Nem tudo que eu faço eu gosto, mas não faço obrigado. A gente tem que distinguir o que é obrigado e o que é que eu não gosto tanto, né? A ideia da NR01, ela não se limita a cumprir uma lei, cumprir algo legal. A NR01, ela propõe uma mudança na forma de pensar com relação ao trabalhador e ao trabalho. Pessoal, só refletindo aqui com vocês de mudança. Quando veio o fim dos manicômios de internação, foi uma loucura, literalmente. Isso não dá certo. Isso é um problema. Onde é que vai botar? O que é que vai fazer? Toda vez que a gente muda algo, muitas vezes a gente sente a dificuldade social. E a NR01, realmente ela não é o item fácil para muitas pessoas entenderem, não, mas ela é necessário. Então a gente precisa pensar na NR01 como uma mudança na na forma de pensar o trabalho. Se a gente botar no dicionário para quem é da minha da minha idade ou um pouco menos ou um pouco mais, a palavra trabalho tem um significado que não é tão legal, né? O significado da palavra trabalhar, ela não é legal. Parece algo que é meio obrigatório. Na nossa vida muitas coisas que a gente faz, a gente faz porque precisa fazer. Nem tudo que eu faço eu gosto na vida geral, mas muita coisa eu preciso fazer. Com relação a NR01, é isso. A gente precisa repensar. Não é que da noite pro dia tratar e criar estratégia de saúde mental vai ser algo prazeroso, fácil de fazer, não é? Falei para vocês, quando foi implementada a ideia de prevenção a a incêndio, aita, a empresa tal, só inventam coisa para dar despesa. Agora nós vamos ter que ter tantos bombeiros civis. Você não entra em um shopping, em um lugar que não tenha eh tantos metros quadrados, X lá que dá referência, que não tem um bombeiro civil. Todo shopping tem, alguns bancos, tem algumas entidades, órgãos públicos tem. Pessoal, será que na boate quis que morreu aquele monte de gente, uma quantidade imensa de jovens, será que se tivesse bombeiro civil, algumas pessoas não teriam escapado? Será que se tivesse tido o cuidado na construção de algo de prevenção à vida? Então, isso aqui é uma prevenção à vida, é uma prevenção ao adoecimento que a gente vai chegar nos dados que vocês vão ver em breve. Então, uma forma de mudar, né, de refletir sobre o trabalho. Não é verdade absoluta, não é algo que vai ser igual em toda instituição. Gerenciar riscos é sobretudo cuidar das pessoas e da sua integridade. A gente saiu de uma máxima que a questão de saúde era só seu bem-estar. Puramente. Não, o que é a saúde? Ausência de doença. Conceito aí dos anos 60. O que é saúde? Hoje tem uns 30 umas 30 uns 30 conceitos distintos, mas muito parecidos. Saúde é muito mais do que não ter doença. Saúde é o nosso bem-estar físico, psíquico e social, que é isso que a NR01 vem propor, tá? Promoção de ambiente seguro inclui também cuidado com a saúde mental e as nossas relações. Pessoal, viver um relacionamento a dois ruim é terrível. Viver num trabalho onde eu me dou mal com meus colegas também é terrível. É um sofrimento bem parecido, é algo que eu preciso conviver. E aí os dados que eu disse para vocês, o Brasil tem mais de 546.000 afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde pela segunda vez em 10 anos. Recorde de quê? No Brasil ou do mundo? No mundo. No mundo. Ou seja, as pessoas estão vendo as coisas. Imagina vocês que vários órgãos públicos e privados tivessem pegado fogo. Isso é de ouro. E morreram diversos funcionários queimados. E nossos governantes não estão fazendo nada por isso ou não fizeram nada por isso. A NR01 é mais ou menos isso, é colocar uma estrutura eh de de apoio de construção psicossocial para que as pessoas não morram, não adoeçam e não morram de problema de saúde mental. Então é é bem é bem interessante a gente refletir numa linguagem simbólica, metafórica, né? que é mais ou menos isso. A NR01 chega agora na nossa sociedade como alguns anos atrás chegou a prevenção a incêndio, como a porta de emergência, todo mundo criticava donos, donos de estabelecimentos públicos e privados. Todo mundo serve só despesa, não serve para nada. Quantos quantas pessoas já escaparam em cinemas no mundo inteiro porque o cinema tinha saído emergência, teve algum incêndio? Isso é uma coisa prática, todo mundo vê. A grande questão é que eu disse, sentimento, adoecimento emocional, eu não tenho nem régua, nem balança, nem ultrom, nem raio X, que eu bata lá e encontre o problema. Não funciona assim. Mas funciona. Será que isso aqui não é um raio X simbólico do que tá acontecendo no Brasil? Será que isso aqui não significa nada? Tá tudo certo? Tá tudo bem? Permanece tudo como tá? Porque tá tudo maravilha, é normal, é cotidiano, faz parte. 546.000 pessoas pedirem afastamento por saúde mental. Agora, ó, esse registro aí, crescimento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Medicina do Trabalho, todo mundo sabe, são aquilidades para fazer aqueles exames admissionais e exames demissionais. Registro da NSS mostra um crescimento acentuado de afastamento por transtorno no triênio. 2023 219.000 224 367 de 219 para 367 2025. Isso feito em dezembro tá do ano. Não tinha, desculpe, em novembro não tinha finalizado o ano não. 393.000 mesmo dezembro volume 2025 aumentou 79%. Ou seja, gente, olha esse crescimento. Se isso não é um sinal de que algo tá acontecendo dentro das instituições, dentro dos órgãos, dentro das empresas. Não precisa aquela história, como eu disse aqui, numa numa linguagem simbólica, numa metáfora, se tantas tantas lugares morreram várias pessoas queimadas porque não tinha saída de emergência, já pensou se ninguém fizesse nada para construir acessibilidade, construir saída de Já pensou se ninguém fizesse nada sobre isso aí, pessoal? Isso aí tá mostrando agora, mas se eu pegar o a quantidade de afastamento dos anos 80 é lá embaixo. A gente vive numa sociedade que não sabe mais esperar. São fatos simbólicos que t muito significado. A gente vive num sistema, vamos lá. Antigamente a gente viajava nos anos 80 para 90 e nós levávamos o quê? Para registrar o a viagem? Levava o quê? Podem falar alto, pode gritar mesmo. Levava o quê? Uma câmera, né, de filmagem. Algumas pessoas tinham. e uma máquina de fotografia. A câmera era bacana que eu ainda consegui olhar que foi que eu filmei pel aquele a máquina fotográfica. Eu não sabia como ficou a foto, como a foto está, qual o resultado dela e nem se ela ficou preta, queimada, né? E aí eu levava vários filmes e a gente ia tirando foto. Quando chegava, pessoal, levava para quê? Para revelar. Revelação rápida antigamente, 24 horas. pessoa um dia todinho você esperar para ver uma foto. Detalhe que você esperou a viagem toda e detalhe quando chegou não foi no mesmo dia porque chegou no final de semana, tá cansado, tal. E depois e primeiro era uma semana, cinco dias para a foto ficar boa, depois revelação rápida, 24 horas, depois revelação muito rápida, 1 hora. Então a gente aprendia a esperar, a gente tinha um modelo educacional natural. Quando nossos pais ensinavam a gente de manhã a acordar, primeira coisa a fazer, que que é para fazer quando acorda? Lavar o rosto e escovar os dentes e tomar banho, né? Dependendo da do frio, do lugar e tal. Mas era mais basicamente isso. Aquilo não é sobre aquilo só sobre escovar os dentes, lavar o rosto, tomar banho. Aquilo a gente aprende regra de espera, de conduta, de um monte de coisa. Então, a foto ela ensinava muita coisa pra gente. A principal, aprender a esperar, controlar a ansiedade. O ser humano hoje do século XX, em qualquer parte do mundo, ele vive uma síndrome, chama síndrome da baixa tolerância à frustração. A gente não sabe se esperar. Se você for num lugar, diz assim: "Não, tem que esperar aí uns 20 minutinhos à mesa." Não, não vou esperar. Vou para outro restaurante, não posso esperar não. Só o tempo que você deslocou pro outro são os 20 minutos. A gente não sabe mais esperar. Se você chegar num consultório médico, se você chegar para conversar com o que você, a gente não sabe esperar. E foi esse modelo de ter resposta rápida para tudo. Tudo tem que ser rápido. Fast food, comida. É mais rápido o sanduíche da letra M ou um sanduíche desses gourmê? Claro que é o da letra M. fast food é na mesma hora. Qual é o que é mais bem feito assim em termos de sabor? E cada um tem um gosto, mas qual que vai ter mais produto? O fast food. Então a gente vem sendo educado sem perceber com relação a essa baixa tolerância frustração. Não sabe mais esperar. A gente se frustra por tudo. O WhatsApp ele é extremamente adoecedor. Meu WhatsApp ele não tem horário que eu entrei a última vez, não tem risquinho azul. Eu não falei, eu fui coordenador de uma área COVID no Piauí e às vezes as pessoas e na no auge da pandemia a gente não tinha muita as prefeituras, os estados, ninguém conseguiu construir nada rápido. Então a gente passava boletim médico, boletim de pelo meu WhatsApp, pelo do médico do enfermeiro, ia resolvendo, né, dando resposta, dando, humanizando a situação. E uma vez eu fazia chamada de vídeo com uma paciente dentro da área COVID e danou-se uma família pam ligando e eu rejeitando. Ligava eu rejeitava, ligava. Primeiro eu deixei tocar, né? Insistiu fiquei, eu rejeitei umas 20 vezes. Quando eu terminei a chamada com a outra, eu saí, dona fulana, bom dia. Tudo bem com a senhora? Porque eu não posso entrar no mundo dela de ansiedade. É ela que tem que sair da ansiedade. Eu não posso ser grosseiro porque eu tenho que entender um pouco a ansiedade que ela vive com a mãe lá dentro internada. e que a Covid matava, que a Covid matou, que tal, beleza. E eu disse, ó, deixa eu explicar pra senhora. Senhor, tá ligando pro meu número pessoal. Quando a senhora, eu tô falando com a senhora aqui, pode ter uma outra pessoa me ligando. Eu não consigo falar com 20 pessoas pelo celular ao mesmo tempo. Só se for uma conferência. Eu tenho que passar. Quando a senhora me ligar uma vez, pode aguardar que eu vou retornar todas as suas ligações. A senhora me ligar uma vez ou 30, não vai acelerar eu dar o resultado. Eu tava falando com uma família aqui. Agora eu vou começar a sua. Se outra família ligar, eu também não vou interromper para falar com outra família. Cada um tem o seu horário. Ou doutor, pelo amor de Deus, me perdoe. Não, tá tudo bem. Você me pedir perdão nem desculpa não. Eu entendo o seu sofrimento. A gente precisa só aprender a lidar com ele. A ansiedade ela é um cavalo, um cachorro zangado. Se eu não aprender a domá-la, ele vai me dominar, vai me morder, vai me derrubar, vai acabar com minha vida. Ansiedade adoece. ansiedade é responsável por diversos transtornos do comportamento, dentre, dentre elas, a síndrome da ansiedade, o transtorno de ansiedade que eu não consigo ficar em lugar fechado, eu não consigo pegar avião. E a gente precisa aprender a trabalhar ansiedade é um dos principais fatores de adoecimento. E a gente tá sem com esse vivendo esse mundo de ansiedade por conta desses exemplos que eu dei do sanduíche, da máquina de fotografia, a gente não espera mais. A gente não sabe mais esperar. A gente quer tudo rápido. A gente não anda mais de ônibus, a gente anda de avião. Eu cansei de ir para lugares assim, eu adoro dirigir. Aí eu disse: "Meu amor, não dá para gente ir de Vamos, vamos de cá, vamos nada." Eu disse, vamos de avião para ir ligeiro. Quer dizer, até eu, qualquer um, ninguém tá acima do bem e do mal nos sentimentos de ansiedade. O que a gente precisa aprender, é que eu disse do cachorro e do cavalo, aprender a lidar, aprender a domar aquilo, porque senão a gente vive o tempo todo se chateando, se decepcionando, se magoando, se doendo por questão de ansiedade, que é isso que a NR01 tá apresentando aí pra gente, aprender a lidar com algumas coisas, dentre elas a mudança, que é a implementação dessa mesma norma, por conta de quê? Tá aqui o dado do NSS não tem um erro. É mais fácil ter gente que não se afastou, que se afastou e que não entrou com processo do que alguém que entrou aí não tendo. É adoecimento, é doença. É porque a gente acha que doença é muitas vezes é o câncer, é o infarto, é o colesterol alto, é a pressão arterial com problema, porque esse a gente consegue ver através de exames que eu pego no papel. E como eu disse no início, o sentimento não existe medida, não existe exame que eu vá fazer e encontrar aquele resultado. Então a gente precisa pensar, refletir, raciocinar por que a gente cresceu tanto? Porque cada dia que passa a gente tá mais rápido. E veja vocês inventaram um carro elétrico. Não quero nada. Carro elétrico passa 6 horas, 8 horas para carregar. Não, mas isso aí agora tem um carregamento rápido, 2 horas. Hoje tem carga de carro elétrico que é 35 minutos alguns modelos. Não, ainda aqui, mas no no mundo. Eu vi um na Europa de 15 minutos para carregar 80%. Quer dizer, cada dia que passa a gente sabe menos esperar. Eu não tô dizendo que tem que esperar o dia a noite toda carregando, não. Não é isso. Mas assim, a dinâmica do processo é muito rápido. A gente vai comprar um carregador de celulares. Cadê aquele carregador da cabeçona? Por quê? Não, porque aquele ali a energia carrega mais rápido. Mas tu não vai passar a noite dormindo. Qual é a diferença do da noite ele carregar em 20 minutos, em 1 hora ou dele levar quatro? Tu tá dormindo, o telefone tá desligado lá carregando. Mas a gente pensa muito, não, mas é para quando eu for ah sim, beleza, mas de noite não precisa. Pode ser o carregamento lento, mas a gente quer tudo resposta rápida. A gente pega o iFood, só como exemplo para vocês entenderem, sabe quem tem as maiores notas do iFood no Brasil? As empresas que entregam a comida mais rápido, não são as melhores comidas, mas são as mais rápidas. A gente pega na Europa é o gluve, G L O V O Gluve, que é o mesmo iFood, as melhores notas também na Europa. Não tô falando que é só o Brasil que é assim, não. É o mundo tá assim. as as notas maiores, as as empresas de comida que entregam mais rápido. O tempo de entrega é mais rápido. É primeiro a entrega mais rápido, segundo que não cobra taxa de entrega, que é aquela aquele meme que tem, né? Eu compro um produto no Mercado Livre por R$ 500, tem ele por R$ 420 e a entrega é 15, mas eu prefiro pagar 500 porque não tem taxa de entrega e é o mesmo produto. Só para dizer que eu não paguei taxa de entrega. Então, a gente às vezes vive algumas situações que a gente precisa repensar. Eu sempre falo isso. A hora de mudança de comportamento, ela é na hora que eu entendo que precisa mudar o comportamento, não é segunda. Qual é o dia oficial de começar a dieta? Segunda-feira. Por quê? Onde é que tá escrito? Por que que eu não posso começar a academia, dieta na terça, na quarta, na quinta? não tem nada escrito, mas criou-se isso porque é o hábito de botar paraa frente, de querer não aceitar algumas coisas que a gente precisa mudar. E essa dinâmica aqui que eu falei da da NR01, ela tá acontecendo por conta disso aí, pessoal. Eu acredito, como eu disse para vocês, não é porque um grupo de gente que pesquisa, apresentou e as pessoas entenderam que saúde mental é importante. É, não é por conta disso aí, ó. Quase 15% dos trabalhadores tiveram pensamento suicida nos últimos 25 anos. Mostra senso de saúde mental. Tem uma uma umas campanhas na Austrália. Qual é o número máximo? Duas campanhas lá, bacana de trânsito e de suicídio. Qual é o número adequado de mortalidade no trânsito? Zero. Mas uma pessoa respondeu que tinha que baixar de 300 para 50. Não é a mortalidade na Austrália. 300 pessoas morreram no ano na Austrália. Não, acho que se baixar para 50 tá bom. Aí o pesquisador pegou 50 pessoas da família dele. Aí o cara o cara se emocionou e chorou. Por quê? Porque quando é com a gente, o número é zero. Quando é com o outro, tanto faz. Eu não sinto nada pelo outro. Então, qual é o número correto de de morte no Brasil por suicídio? Seria zero. Porque só impacta a morte quando a gente tem alguma ligação com quem morreu. Na hora até impacta alguma coisa, a gente sofre, mas a nossa vida com 20 minutos, meia hora a gente nem lembra. Mas quando é dentro de alguém próximo da gente, a gente sente isso. O Brasil tem mais de 2.000 profissionais com afastamento por transtornos mentais. Mais de 2.000 profissionais disso. Então assim, todos esses dados aí são dados reais, dados públicos, né? São dados que não é o Eduardo que pesquisou, são dados de NSS. E que a gente precisa pensar seriamente sobre esses aspectos. A gente precisa refletir seriamente sobre isso. E a forma que se encontra hoje no Brasil é a questão da NR01, é a implementação da NR01. NR01 era para ter sido implantado até 26 de maio do ano passado, foi modificado e colocado para esse ano. E esse ano tinha uma proposta na Câmara para adivinha para quê? para prorrogar por mais um ano. Para prorrogar por mais um ano. Então, a prorrogação por mais um ano, pessoal, é levar esse sofrimento adiante, é botar paraa frente algo que tá acontecendo. Cadê aqui? Vem aqui nesse dado aqui. Esses dados eles são muito sérios. Se a gente pensar aí nesse crescimento, quanto é que vai dar em 2026? Vamos lá. Se eu saio de 219 para 367 e de 367 para 293. Se a gente fizer uma projeção aí nós vamos para mais de 500.000, talvez 500.000 afastamentos a previsão para 2026. E observem que ela ela tá crescendo, ela tá aumentando muito. Ela deu um pulo de 23 para 24, de 219 para 367. Se a gente botar 2024 a 202 e ali 2025 25 era só até só até novembro. Não contou nem novembro todo e nem dezembro todo. Então esses dados aí são dados que a gente às vezes não sente ele porque ele não tá na nossa casa. Por isso que eu falei daquela dessas propagandas que a Austrália fez com trânsito e com suicídio. No momento que ele chega na casa da gente, a gente acha que isso aí tá que a NR01 tá certa, que realmente tem que ter um modelo de atenção psicossocial, dinâmica interna. Por quê? Porque a gente tá sentindo que é aquela máxima, né? Pimenta no olho do outro é refresco, é gelo. Tem não é o meu olho, não tô sentindo. Então, mas como a gente trabalha corporações, como a gente trabalha entidades, órgãos públicos, empresas, aquilo que eu disse também aqui já algumas vezes hoje, empresa é equipe, órgão é equipe, a gente não é só. E a mudança ela começa muitas vezes não é no outro ou na outra, é na gente. É a gente pensar na mudança que a gente precisa. Pessoal, o ser humano ele é tão complexo que a gente fala assim, sabe? Na terapia à vezes fala qual é o maior defeito do teu esposo? Esse, esse, esse. E qualidade? Esse, esse imediato. Me fala agora do teu. Ah, pera aí que eu vou pensar. Como é que eu sei descrever mais minha esposa do que a mim mesmo? É porque a gente não para para pensar na gente. A gente não reflete sobre a E aqui, pessoal, eu gosto muito de falar numa coisa. Ser humano, ele não tem, na minha opinião, muitas vezes, nem defeito, nem qualidade. A gente tem características. Às vezes, ser verdadeiro demais é bom, às vezes não é tão bom. Ser simpático demais, às vezes é bom, às vezes não é tão bom. Ser retraído, às vezes também não é só ruim, às vezes também tem um lado bom. Então, a gente precisa compreender que a qualquer momento nas nossas vidas isso pode estar perto da gente ou com a gente. A medida que a gente não faz nada, que é o que a gente chama na psicologia do efeito contágio, quando às vezes, por que que não se noticia mais o suicídio e não se diz mais a forma que alguém cometeu, nem onde foi, para não gerar o quê? Ideia, para não incentivar. Você fala sobre suicídio, mas você não diz quando algumas pessoas morrem. A gente tem, pessoal, um caso no Piauí, o prefeito de Teresina, o ex-prefeito suicidou-se, dos melhores prefeitos para um cara assim, tem 8 anos, quatro, com 2, 6 anos que ele que ele deixou a prefeitura, que ele suicidou-se depois e ainda hoje o plano diretor da cidade é o que ele deixou pronto. tem plano diretor lá para próximos pros próximos 20 anos de a escola municipal tinha notas altíssimas de Enem, de tudo, só que ele ele adoeceu e a gente sempre vincula a mortalidade, o suicídio a dinheiro, né? E não era o caso dele, era doença, adoecimento, sofrimento por vários fatores, várias questões. Não deixou lá, não ficou no ostracismo. Ele era conselheiro do TCU, auditor, desculpa, do conselheiro, não, auditor do TCU, que ele era concursado. E ele foi pro prédio lá e pulou e morreu quando voltou a trabalhar. Então assim, por que que isso aconteceu, né? e sempre foi uma pessoa extremamente voltada para as coisas que a gente levava para ele. Saúde mental, eu nunca levei uma temática para ele não acatar imediatamente, mas ninguém nunca conseguiu ver quem ainda era da equipe, que aquilo do acate dele era ele tentando também entender algumas coisas para evitar com ele. Esse adoecimento que a gente vivencia ao longo da nossa vida, eles estão ali naqueles dados do NSS. A gente não sente tanto porque ele não tá aqui, que ele não tá aqui provavelmente na gente, mas na hora que ele chega na gente a gente entende porque que NR01 é importante, porque criar fluxo de trabalho é importante. A gente só vai saber a necessidade do extintor no dia que ele for o quê? Usado. A gente torcepa. A gente só sabe que o seguro do carro é bom quando a gente precisa, que o corretor do seguro é bom quando precisa. a gente vai ter uma noção. Então, a gente tá vendo isso aqui, esses dados. Então, a gente precisa refletir o que é que eu vou fazer, o que é que a instituição pode fazer para melhorar essas informações, pra gente começar a ter a redução, a diminuição, a redução dessas informações. Ambientes saudáveis não se constrói apenas com normas, mas com relações baseadas em respeito, escuta e responsabilidade. É o que eu disse para vocês. É, não adianta baixar uma portaria da NR01 com 1001 estratégias, com 100 pensamentos, com 100 construções, se eu não tiver adesão. E aquela brincadeirinha que eu falei aqui também hoje, falando sério, que o brasileiro adora, né? Não, essa lei aí não pegou. Como é que não pegou se é lei? Então, a gente precisa fazer com que as coisas aconteçam. A lei não pegou porque eu não quero seguir. Então a gente precisa entender que a NR01 foi pensada com o intuito de outra coisa que não fosse o bem-estar das pessoas, seja no campo da das empresas públicas ou das empresas privadas, tá? Mas do que prevenir riscos é preciso promover dignidade no trabalho. É um processo de reconhecimento, é um processo de entender. Por exemplo, todo mundo, gente, a o conflito que foi quando houve a implementação da lei de portadores de necessidades especiais, que era assim que a lei tratava no início, né? Todo concurso tem que ter tantos por centas PCDs, tem que ter isso, tem que ter essa dinâmica. Não, isso não precisa. Mas é muito fácil a gente falar de algumas coisas quando a gente não tem, quando a gente não é um PCD sobre os acessos, sobre dinâmica, sobre uma série de coisas. a gente sempre avalia aquilo que a gente vê ou aquilo que a gente sente. E a NR01, a intenção dela é promover essa estratégia do nosso bem-estar, é promover uma dinâmica que gereh, não vou dizer o entendimento, porque a gente ninguém vai entender tudo, nem a gente tem nossas dificuldades. Eu tenho, todo mundo aqui tem. Como eu disse, ninguém tá acima. Obrigado. Ninguém tá acima do bem e do mal. Ninguém. Nem eu nem ninguém. Juiz de valores, crenças limitantes que todos nós temos, mas a gente não pode viver na síndrome Gabriela. Não, eu sempre pensei assim, eu não vou mudar isso aqui não. Inteligência é quem muda, não é quem que permanece no mesmo pensamento. E a finalidade dessa desse propósito da NR01 é essa. E aí vem a questão da das reflexões, né? NR01 não é apenas um documento jurídico, é uma oportunidade de humanizar as relações de trabalho, é melhorar as estratégias de trabalho. De novo, isso não vai acontecer da noite pro dia. Isso é um processo. Lembrando a frase lá do Vale do Silício. Em qualquer órgão são pessoas, processos e a gente tem um resultado. Pessoas, processo e resultado. sempre pessoas em primeiro lugar, processos em segundo que vai nós vamos ter resultado. A psicologia, sobretudo acentada na pessoa pode oferecer ferramentas valiosas para transformar ambientes laborais em espaços de crescimento, pertencimento e bem-estar. É muito bom quando a gente trabalha num lugar que a gente se sente pertencente ao lugar. Claro que em alguns momentos a gente tem mais animação, menos animação. Nem toda hora a gente tá todo tempo feliz, alegre, dando pulo, saltitante, mas a gente tem que entender que eu preciso me sentir bem onde eu tô. Ignorar os riscos psicossociais não elimina o problema, apenas torna invisível, mas invisível pros olhos dentro da gente, ele continua lá silencioso e mais perigoso. Ou seja, toda vez que a gente ignora os riscos psicossociais de um lugar, as consequências vêm. E já faz muitos anos, desde o começo dos anos 2000, que a dinâmica social vem ignorando esse adoecimento e o resultado nessas informações do INSS, esse número de afastamentos. Cuidado das pessoas não é opcional, é responsabilidade. Talvez por isso, sendo muito sincero, é que a NR01 entrou em vigor, porque isso não tava acontecendo de forma natural. Claro, tem diversas empresas que já tinham estratégia, por exemplo, aqui mesmo. Isso não, isso não precisava estar acontecendo agora, podia acontecer lá em junho, mas aqui começou um pouco antes até da obrigatoriedade, justamente pensando em a gente começar a trabalhar as estratégias aqui, não é o resultado. Quando a gente fala em doença, pessoal, algumas coisas que a gente sofre são sintomas e não são doenças. Quando a gente faz o exame de sangue, que dá glóbulo branco ou vermelho baixo, ali não é uma doença, ali é um sintoma de algo que tá acontecendo com a gente. A gente tem que tratar. Muitas vezes o que tá acontecendo com a gente, a a NR01, não é? Ela vai tratar alguns pontos sociais para que não dispare esses gatilhos em muitos espaços. Vai, vai aconte vai conseguir em tudo? Não, não existe tudo, nem existe nada. O tudo eu não conheço. O nada também não. Sempre tem alguma coisinha. E a gente nunca chega no ponto, como eu disudo, das medicações. Qual é a medicação que é 100% eficaz? Nenhuma. Então a gente, só pra gente refletir sobre isso, essa mudança da NR01, ela apresenta uma questão que é muito, muito importante, que é esse momento de abertura, de percepção do que é que a gente quer pra gente. É muito importante a gente compreender que a responsabilidade da NR01, ela não é só dos gestores, ela é de todos nós. Até pra gente, a palavra cobrar é chata, né, assim, é estranha, mas até pra gente se pronunciar em alguns momentos, cobrar, pedir que ela comece a entrar em vigor. Da mesma forma que se você entrasse aqui e tivesse dois extintores vazios numa linguagem também simbólica de novo aqui, você iria pedir só lá na lá na lá lá na no plenário para ser instintor. É bom providenciar para lá, né? Porque pode acontecer qualquer coisa. Nunca pegou fogo, mas a gente não sabe. Então o adoecimento é isso, é prevenção. O que que custa mais? Aplicar vacina ou fazer um tratamento de poliamelite? fazer o tratamento. Sem dúvida. Vacina é isso. A NR01, ela vem com uma estratégia semelhante a uma vacina. Só que não é vacina porque a gente já tá doente há muito tempo. A sociedade brasileira tá adoecida há muito tempo, mas ela vem prevenir para algumas pessoas que ainda não adoeceram. A estratégia dela é apresentar eh estratégias, né? O primeiro passo é a apresentação dela. O segundo passo é começar a construir o documento que vai regrar a a implementação dela depois começo da da implementação e aí à medida que vai trabalhando a NE01 vai encontrando dificuldades, semelhanças com outros lugares e vai botando em prática. A NR01, pessoal, eh parece com processo de educação familiar. Ninguém em casa teve a mesma educação do irmão. Ou a gente ficou um pouquinho mais de castigo ou ficou um pouquinho menos. A NR01 em algumas empresas precisa de alguma adequação, um olhar mais sensível para uma doençimento. A outra não. A outra é aprimorar alguma coisa assim. É cada momento tem, cada empresa vai ter suas características. Ela não tem um engessamento total, ela é uma construção da do órgão ou da empresa privada. E aí, turma, eu queria abrir aqui para vocês, quem quiser fazer pergunta, é muito importante assim tirar alguma dúvida até sobre a NR01 ou algo que vocês entendam que é importante sobre saúde mental para que a gente possa eh sanar aí ou explicar algo que vocês tenham que eu tenho deixado em aberto, alguma coisa que eu falei que vocês queiram que não concorda ou que entende ou que quer perguntar, a hora é essa. Ah, sim, pessoal. Eh, eu posso depois passar meu contato tanto de celular, as minhas redes sociais estão aí. Quem quiser fazer qualquer pergunta, eu respondo todo, todo mundo que manda mensagem eu respondo. Às vezes eu demoro assim no máximo um dia, mas eu respondo todo mundo, porque às vezes eu tô em palestra, tô em aula ou tô em deslocamento, mas eu não deixo ninguém sem resposta, tá? Olá, professor. Boa tarde, pessoal. Eu sou enfermeira do enfermeira do trabalho do município de Valinho. Tô aqui representando. É um tema muito pertinente lá também. A gente tá com algumas estratégias também. Eh, primeiro, eh, a gente sente algumas dificuldades por ser eh, órgão público, né? Porém, a gente tem que começar de algum de algum começo, sim, né? E eu participei do congresso em São Paulo também sobre NR1, riscos psicossociais. Então, a gente tá tentando também implementar algumas coisas, porém é difícil. Hoje que a gente tá com muita dificuldade, eh, o absenteísmo que é muito grande, né? Eh, a gente recebe muitos atestados de profissionais psiquiatras, eh, com diagnóstico de burn, burnout, enfim. Eh, e eu aprendi muito eh com os profissionais médicos peritos, que a gente faz as perícias também lá, eh, que esse esse diagnóstico, vamos supor, eu tô passando com por dificuldade, eu vou no meu psiquiatra, conto tudo lá para ele, pro meu psicólogo e aí ele já emite um laudo, um diagnóstico. E só que ele não conhece o meu posto de trabalho, entendeu? Então aí cai lá pra medicina do trabalho, cai lá pra nossa área e a gente rebate, porque quem conhece o posto de trabalho é a medicina trabalho, a equipe multe lá dentro. Então assim, a gente contesta um pouco estes diagnósticos, entendeu? Então, esta é uma dificuldade que a gente está tendo eh com os profissionais assistenciais e a medicina ocupacional em contrapartida. Eh, vamos lá. como a gente falou aqui sobre saúde mental, eh, na hora que se constrói um diagnóstico de afastamento, na hora que você pode ter distinção em entendimentos, eh, vários transtornos do comportamento são muito parecidos. Então, às vezes, quando tem alguma questão que você falou do ah, o entendimento, eu acho que a gente precisa, de verdade, eu falo muito isso, eu já dei muito atestado, eu já fui parecerista de outros atestados, vocês entenderem, eu passei vários anos fazendo concursos públicos de quem vai usar arma de fogo, polícia, né? E eu fui responsável até de alguns concursos no Brasil. E quando a gente diz que alguém não pode fazer, você tem que sustentar. né? Então é muito importante assim, eu tenho que estar apto para aguentar, vamos dizer assim, faz parte do meu trabalho, aguentar que alguém me questione. Eu tenho que ser questionado, não tem problema nenhum, eu vou explicar aquilo que eu sei. De repente, se a pessoa entender que eu tô errado, ela procura outro profissional, vai atrás de uma segunda opinião e desfaz ou mantém aquilo que eu entreguei. Eu sempre falo isso. Quando a gente se coloca em público, quando a gente assina um documento, a gente tem que tá pronto ou pronta para receber questionamento. Vamos supor, eu fui responsável no dentro de um órgão por 1 bilhão 400 milhões em compra e salário e tudo mais. Se o TCE me chamasse para conversar, o que que eu tinha que fazer? Eu tinha que ir lá. é minha obrigação. Então, se eu dou um laudo, um atestado, assincmento de compra, de venda, qualquer coisa que eu faça, que é público, eu tenho que tá para responder. Se eu tô tranquilo, não tem problema. Beleza? Eh, os últimos laudos que me questionaram, ninguém conseguiu entrar na justiça, todo mundo entrou e ninguém ganhou. Por quê? porque tava embasado tecnicamente eh naquilo que eu construí, dizer que a pessoa não tem a habilidade emocional de usar uma arma de fogo. Acabou-se. E eu sempre explicava que cognição é uma coisa, habilidade emocional de controle é outra. Eu posso ser um superdotado e ser um psicopata e passar no concurso para delegado, para promotor, para defensor público. Minha habilidade emocional não tenha nada a ver com o meu controle de não matar ninguém. Então assim, quando um que que é importante não vai existir um roteiro, sendo bem objetivo com você que diga que por aqui vai dar certo. Ser humano, adoecimento não é como uma regra. Quando você comprar uma geladeira nova, você aguarda 6 horas porque ela veio balançando e tem o gado geladeira, você guarda lá, depois você liga na tomada, depois de mais 6 horas você põe as coisas dentro e aí dá tudo bem, a geladeira vai estar gerada, vai gerar os produtos. ser humano não tem um roteiro que a gente, cada caso é um caso, cada caso vai, ah, vai ter semelhanças, muitas, vai ter diferenças também, muitas, dentro do mesmo espectro que você apresenta ali, dentro do mesmo diagnóstico, porque o ser humano é único, a resposta dele é diferente. O que que é importante? proximidade, não ter dificuldade de diálogo. Eu acho que isso é determinante para que a gente consiga, vocês consigam realmente construir um modelo, né? É como uma entrevista, nem uma entrevista psicológica, pessoal, ela é estruturada, ela é só semestruturada. Eu faço uma pergunta, mas ela é meio que aberta. Aí a resposta que a pessoa me dá pode me abrir outras perguntas. Ou seja, o que é uma uma entrevista de saúde estruturada? Como é seu nome? Tá tomando o quê? Dormiu que horas? Tá tomando remédio? Não, isso aí, tá tudo pronto ali. Não tem meio padrão, né? E a semestruturada é quando eu falo agora o que que você falasse o que é que você sentiu? Que horas sentiu? Alguma coisa aconteceu para vocês. Sim. Então assim, vão ter respostas dentro da mesma pergunta e ainda pode abrir para um monte. Então é muito importante a equipe ter diálogo e não ter dificuldade de reconhecer. Ó, eu me enganei. Primeiro momento eu pensei que era isso aqui, agora realmente é isso aqui. Vamos aqui com a equipe multi, né? Tanto que CNH, você faz exame médico e psicológico, reprova uma vez, reprova a segunda, depois você vai para uma junta, porque a junta é uma equipe que vai discutir um novo teste e também vai pedir os testes dos dois primeiros para entender se o que foi feito tá correto. Mais ou menos isso. Boa tarde. Boa tarde. Boa tarde. Meu nome é Gleisson, eu sou aqui da Câmara do Cerimonial, né? Uhum. E eu tô com uma dúvida porque eu acredito que seja um trabalho multissetorial, né? Não, não adianta um grupo pequeno se reunir, querer resolver o problema da Câmara inteira. Aham. Então, eu queria saber se o senhor sugere que seja montado algum comitê, um grupo com pessoas dos gabinetes, das diretorias da Câmara paraa elaboração desse PVR ou teria que ser focado em algum setor específico, por exemplo, RH, os psicólogos. Bacana. Primeiro, a NR01, a implementação dela, isso a gente conversou muito lá na Câmara, ela não é uma atividade exclusiva do psicólogo. O que que é ideal? O mundo ideal é você montar através de um RH, uma equipe que vá construir, fazendo como é que se constrói uma dinâmica de implementar algo novo? é entendendo as necessidades do órgão e através de uma equipe que eu disse para vocês, não sei se você eh ou observou assim, eu falei, por exemplo, o que que é faz parte da NR01? Atividade laboral pela manhã, uma atividade física, baixar, serventar, a cada três vezes na semana tem atividade laboral, é obrigatório, não é ofertado. Então é palestra também, eh, campanha do setembro amarelo de Assente de Trân. Não, aqui tem um cara que morreu do daqui na na Câmara morreu uma pessoa de acidente. Então gera um gatilho aqui para falar do maio amarelo. É novembro azul da equipe masculina porque o homem se cuida menos do que a mulher em aspecto de saúde. Isso é uma, isso é dado estatístico, não adianta discutir. É falar do outubro rosa, é falar do setembro amarelo de prevenção a suicídio. Então assim, são várias estratégias que é que que pode ser feito? Constrói-se um comitê, uma ideia, constrói-se um comitê, apresenta, também não tem nada pronto com relação a a orientação, porque a Câmara faz parte, né, da eh da do sistema de prefeitura de todos os municípios. É assim, e aí observa se já tem alguma coisa. Se já tem, busca, traz para cá e implementa. Se não tiver, constrói um grupo aqui composto por diversas pessoas, de preferência que tenha uma noção de RH. E aí procura orientação de psicólogo, de médico do trabalho, de fisioterapeuta do trabalho que trabalha com reabilitação, de educador físico, de assistente social, de de advogado, para entender um pouco que é que pode e o que é que não pode na dinâmica das contratações, é criar uma estratégia própria para cá. Não existe nenhuma diretiva que vai dizer assim, ó, tem que ser assim, assim, assado, dessa, dessa forma. Cada implementação da NR01 pode ter uma característica. Lembrando de novo que eu sempre falo isso como psicólogo para não parecer que foi construída uma coisa para psicólogo. É a palestra que que a gente acabou de dar aqui. Se tiver um assistente social que trabalha com medicina do trabalho, pode dar a mesma coisa. a repetição dessas dessas falas, trabalhar grupos individuais para eu percebi que o grupo eh da mesa de da mesa da presidência tá tendo problema de de relacionamento, sentar todo mundo é ter alguém de RH que entenda de relacionamento, que entenda de como construir, fazer, acabar com essas dificuldades de relacionamento. Eu acho que isso é básico. E entendo também que é importante ter um núcleo de médico do trabalho e de psicólogo que trabalha essa parte organizacional para ajudar a construir eh essa dinâmica da da implementação da NR01. Obrigado. Valeu. Foi no meu nome é Priscila. Eu também sou servidora aqui da Câmara, assistente social. Eh, apesar de hoje minha atuação tá bastante ligada, né, a fluxos administrativos. Eu e os psicólogos acabamos fazendo essa esse acolhimento, né, enfim, em várias demandas que podem nos solicitar. A minha dúvida é muito a respeito, assim, estamos num órgão público que também é um órgão político, né? E a gente sabe que algumas decisões, né, naturalmente perpassam por escolhas mais políticas, né? E às vezes justamente essas escolhas, hã, que abrem aí um canal de maior dificuldade de atuação, né? Porque muitas vezes se tem um se cria, né, um um clima de de profunda insatisfação ou de ou um sentimento talvez de injustiça, frustração, talvez, né, eh, adoecimento. E eu percebo que assim, tanto eu quanto os meus colegas, né, apesar que eu não posso falar por eles, mas a gente esbarra nisso, né? Eh, como fornecer um atendimento bom, né? Eu acho que assim, a parte humana é o básico, né? Uma escuta atenciosa, mas na prática concretamente às vezes dá uma frustração, porque você fala: "Eu posso atender com maior carinho, com maior profissionalismo, mas o problema tá lá, né? Não, eu não tenho uma resposta pronta. E aí, assim, eu sei que não tenho uma resposta pronta, mas alguma luz, como mediar um um bom atendimento, né, um RH humano com questões que vão esbarrar também em decisões que fogem ao nosso controle. Beleza, gente? Tem uma coisa que eu acho interessante, que é a questão política. Primeiro que eu gosto muito, apesar de não fazer parte de partido, de nada, eu sou fã de política. Eu acho que a gente não sabe, mas todo mundo aqui é político de alguma forma. A gente faz política da boa vizinhança com a família. O marido quando quer, quando eu quero alguma coisa com minha mulher, que eu tenho que fazer uma política antes, tenho que ligar, só eu vou fazer uma viagem aqui de trabalho, mas quando a gente voltar, vamos combinar. Isso é política. A gente faz política, a gente troca. Todos nós somos interesseiros. Todos nós somos interesseiros. Ninguém ama sem ser amado. A gente vai embora. Ninguém trata bem. Você não vai ser ignorante, mas você vai parar de se comunicar. Todos nós fazemos política o tempo todo. A questão da política partidária, política de órgão que envolve política, é que envolvem outras questões. Mas qualquer empresa multinacional que você entender, que você conhecer, que você trabalhar, você vai ver a política dentro dela. Por que pessoa A foi promovida e a pessoa C não foi promovida? Embora os índices da pessoa A estejam e inferiores da pessoa C. E assim, começa esses debates, eh, e aí envolve muita coisa, relacionamento. Então, a arte de fazer política no nosso dia a dia, ela coloca a gente e tira. Muitos lugares que eu ocupei, passei, não era só porque eu era técnico razoável, bom, não. É porque eu tinha um jogo de cintura para lidar com as dificuldades maior do que alguém que concorreu comigo, senão ele tinha ficado ou ela tinha ficado. Então essa dinâmica que a gente tem de política, ela é real em qualquer lugar. Aqui é um pouco diferente. Eu até falei isso aqui antes, que o esse ano não é um ano tão turbulento aqui, porque não tem eleição municipal, então não mexe tanto com a Câmara, mas tá mexendo com Brasília. Os gabinetes estão diferentes, a dinâmica do Senado, porque um um três quartos, né? Não, três 1/4, na verdade muda agora. São dois, três senadores, dois são eleitos e todos os deputados federais. Vai ter uma troca. O que que a gente pode dizer sobre isso? a gente precisa entender a dinâmica do lugar. E existe uma coisa que eu sempre entendi que ela é primordial para que coisas ruins não aconteçam de vários aspectos. Diálogo, insistir, pedir, pedir para conversar, pedir para se reunir, pedir para falar, expor seu ponto de vista. Todas as vezes que eu expus meu ponto de vista, ele deu certo? Não, mas eu expus. Eu não posso me queixar que eu não tentei. Eu tentei, eu ganhei todas, claro que não, mas eu sempre dispus. Então, como assistente social, a NR01 existe porque tudo tá bem ou porque tava não tava legal? Então a NR01 ela vem para colaborar com esse momento que a gente vive, porque se percebeu que só através de orientação não ia haver momentos como esse aqui de questionamento, né, de reflexão. Então botaram, criaram, será que se tirar os sinais das cidades todas, todo mundo vai obedecer ou vai ter acidente? Isso. Então, al às vezes se cria uma norma, uma lei, uma dinâmica numa cidade, num município, no país com a intenção de regrar, porque as pessoas não estavam conseguindo se regrar sozinho ou sozinha. E aí se cria uma norma que é pra norma colaborar e dar uma diretiva, uma luz, como você disse, que é o seguinte, é dialogar. A arte, a arte da política do convencimento, ela não é fácil, nunca foi e nunca será. Implementar mudanças é extremamente complexo, mas dá para fazer de uma vez. Não, aí de novo entrou uma ansiedade. Ah, mas eu queria começar agora porque agora eu vejo que é importante, porque tô perdendo tempo. Não, a mudança ela vai acontecer, como eu falei da fotinha lá na revelação. A gente tá tirando uma foto, vai voltar de viagem, levar para revelar, aguardar a revelação. Algumas fotos vão prestar, outras vão estar queimadas. Mesma coisa aqui. A NR01, tudo que botar nela vai dar certo? Não, não vai. Vai falhar, porque faz parte, a gente é humano. Então, a gente precisa desmistificar e não deixar de buscar a plenitude, o completo, mas entender que ele é o completo, ele é complexo e ele não vai acontecer tudo o tempo todo, entende? Então assim, busque o diálogo, insista no diálogo, peça o diálogo também. Às vezes quando a gente vai dialogar, a gente já vem com muita coisa pronta. Eu já fui convencer muita gente de muita coisa. Quando eu cheguei no lugar, a pessoa me convenceu e eu vi que eu tava errado. Aí também entender se não é realmente não é por aqui, não, é outro caminho. Então é mais ou menos isso. É entender que a NR01 foi pensada porque a coisa não tá legal, que ela não tem condições de ser implementada a toque de caixa, tá? bota aqui, não, ela é um e que cada lugar vai ter suas características e para ela ser implementada, iniciada, necessita do uma palavra única, diálogo, essa construção do diálogo permanente, que nem toda hora você vai dar certo e nem toda hora eh vai funcionar, mas que você vai tentar toda hora. Beleza, presidente. Boa tarde. Me chamo Raíça, também trabalho em Câmara. Desculpa, ansiedade. Eh, a nova redação que vai ser a partir agora de 26 de maio, eu queria entender, na verdade, como que vai ser essa fiscalização, eh, como gerenciar riscos de algo não palpável, entre aspas, assim. E eu já conversei com o professor, já já conversamos sobre grudar na prefeitura para entender como que eles vão trabalhar, enfim, mas ainda gera essa essa dúvida, a gente não sabe como fazer ainda, a gente não tem uma equipe dentro da Câmara para nos ajudar. Beleza, vamos lá. Eh, o que é que todo órgão público produz pro TCE? Um documento relatório de gestão. Todo órgão produz relatório de gestão. nos relatórios de gestão do município para o TCE, da Câmara, do das secretarias, né, das diretorias, ele vai ter que ter na construção dos relatórios de gestão, na prestação de contas que vi o relatório de gestão, ele vai ter que ter a algo, um item específico para NR01. Eu acredito que no ano que vem, eu acredito que no ano que vem o TCE e o TCU ainda não vão entrar de forma muito forte porque começou a valer agora, mas eles já vão eh gerar ressalva para alguns gestores que não fizeram nada o ano inteiro. E aí esse aquele órgão vai ficar com a luzinha amarela, né, naquele ano, porque no ano passado, 2026, ninguém fez nada. Então, 2027, como é que vai ser? Então, na na iniciativa privada vai ser pelos tribunais do trabalho, as fiscalizações dos fiscais do trabalho. Isso não quer dizer que o órgão público não possa receber fiscalização do Ministério do Trabalho ou da Secretaria de Trabalho, mas quer dizer que a forma de controle do público vai ser pelos relatórios de gestão. Foi o que eu o que você tá falando foi uma das coisas que a gente conversou muito nessa construção. Como é que a gente vai cobrar o que não dá para ver através do documento desse evento aqui? Esse evento aqui foi feito, organizado, gerou uma série de documentos de contratação. Então tá lá apresentado. A gente começou aqui, começamos antes. Então cada órgão vai ter que ter sua característica de construção disso. Mais alguma pergunta? Podemos encerrar. Gente, obrigado. Foi uma satisfação estar aqui hoje com vocês pela manhã. Espero ter contribuído. Qualquer dúvida que tenham, eh, meu meu número é 86, o prefixo Piauí, 981357600. 86 9 81357600. E as redes sociais estão aí. Quem quiser fazer alguma pergunta depois que não se sentiu à vontade para perguntar, pode perguntar que mais tarde eu respondo com certeza. Obrigado, viu gente? Bom dia e bom ano. TV Câmara, Campinas.
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