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Nesta Copa do Mundo, a seleção brasileira teve a segunda pior campanha da história. Em 1966, caímos na fase de grupos e agora em 2026 nas oitavas de final. O que significa essa eliminação? Por que aconteceu? Para isso e para as respostas, recebo aqui no estúdio o maior jornalista desta cidade, João Carlos de Freitas. Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, ter aceito o convite para participar aqui do Câmara na Copa. E essa eliminação paraa Noruega foi uma surpresa ou já era um risco que vinha sendo desenhado? Seja bem-vindo e boa tarde. Ô Gabriel, boa tarde a você. Esse de maior aí é sua conta, sua conta e risco. Mas é verdade. Depois eu sou obrigado a se passar um pix aí. Não temos outra alternativa. Mas boa tarde a você, a todos que estão no nos assistindo, ao público brasileiro triste, né? Triste. Cabis baixo e aqueles campineiros que além de tudo são ponte pretanos, né? Estão mais tristes ainda. Você imagine que situação. Mas diz que guerra avisada morre quem quer, né? Eh, a gente já tinha essa, nós que estamos no meio, né? Nós que acompanhamos às vezes o torcedor de Copa do Mundo, que é muito diferente, né? Copa do Mundo é uma festa do futebol, sim. Então, ela não é frequentada por aquele torcedor aío, às vezes até fanático, né, que tem um clubismo exacerbado. Ela é acompanhada por espectadores, né? É como é interessante a a frequência de Copa do Mundo. É como se tivesse num teatro divertido, né? prinmente as outras nacionalidades, eh, não tem aquela aquela emoção contida que a gente tem. É uma festa, fazem disso uma vez. Que quer que eu te diga? Faz muito bem, com certeza. Eu queria que aqui no Brasil nós fôssemos assim também. Quando você via muitos adversários trabalhando, se empenhando, levando a sério, né? França, por exemplo, há 12 anos tem esse trabalho. Outras, as a própria Argentina, né, com a sua coesão. Eh, e a gente não, a gente ficou trocando presidente de CBF, né, para saber, enfim, quem leva mais, né, porque você sabe que aquilo também é um enigma, né? Um enigma não, ali é ali é coisa, ali é casa da, não é mesmo? Enfim, como não é a pauta, vamos deixar para uma outra hora, mas ficamos lá, trocamos presidente, tivemos quatro treinadores e não formamos time. Uhum. Não conseguimos formar um time, né? O Ancelote que chegou aí como salvador da pátria, se eu não me engano, fez 17 partidas, ele repetiu uma, né? uma formação nem ano, quer dizer, não achou o time, eh, ainda teve azar que perdemos os nossos principais. Estevan hoje seria um jogador, né, dos principais o Rodrigo, Militão ali para trás, muito importante, o Wesley, que não parece, mas para mim foi o que mais nós sentimos, né, porque a gente jogou com reserva da zaga do Flamengo, que é o Danilo. Essa eliminação muda a forma como o mundo enxerga a seleção brasileira. A gente tá ficando cada vez mais comum. Muda sim, muda. Já está mudando. Quando que o Marrocos vinha nos atacar? É, quando, né? Essa vez nos atacou. Própria Noruega. Quando que a Noruega viria nos atacar? Quando que a gente imaginava, nós que somos do futebol, que nós íamos ter um jogo assim decisivo com 35%, né, de posse de bola. Posse de bola. Sim. Isso é um absurdo. Pior que a derrota, né? Pior que a derrota, porque a gente perdeu uma série delas. Vamos lá. Rapidamente perdemos para Argentina em 1990, nas oitavas também, mas jogando, jogamos muito melhor que a Argentina aquele gol do Caní. Perdemos eh mesmo aqui as últimas, as duas últimas nas quartas de final contra a Bélgica e contra a Croácia, perdemos jogando, né? Eh, que mais mesmo em 66, onde nós fomos eliminados na tal, perdemos as três, mas jogando. Ganhamos da Bulgária e perdemos da da Hungria e Portugal, mas perdemos jogando. Essa vez nós olhamos os cara jogar, né, Gabriel? Deu a bola pro adversário, quis explorar contra-ataque. Depois é, e eu não concordo com essa que foi opção, não. Não, porque foi uma opção, foi uma estratégia do treinador. Eh, se foi estratégia dele, é muita burrice. Desculpe aqui. Uhum. né? Mas não foi. Eu achei que nós fomos mesmo empurrado lá para trás. Eu achei que nós não tínhamos força. O Casimiro não tinha força de segurar o Bruno Guimarães depois que perde o pênalti. Ele ficou perdido. Não só ele, ele sumiu do jogo. O Carl Ancelot, ele foi contratado em maio de 2025, portanto, há um ano. Na sua visão, era tempo suficiente para ele dar uma cara à seleção ou foi pouco tempo? E eu já emendo, essa convocação foi dele ou foi da CBF? É isso. Isso, essa é a grande questão. Eu se eu com a minha sensibilidade, Gabriel, tanto que eu acompanho futebol, porque o Felipão assumiu as vésperas. Ah, o Zagalo quando foi campeão em 70 assumiu as vésperas. Já tivemos outros casos, né? Alguns, alguns fizeram ciclo, mas tô citando especificamente esses dois que foram campeões, tanto o Zagalo quanto o Felipão em 2002. Agora, agora ele assumiu com um ano, né, um ano antes, um ano e pouco, um ano e meio antes. Era tempo suficiente. Era tempo. Sob esse ponto de vista, o tempo era suficiente. Mas ele não achou. Eu não entendi. Eu eu eu não entendi se ele não entendeu ainda o jeito brasileiro de jogar. Uhum. Porque no Brasil não se joga em 4, nunca se jogou. Mesmo no tempo do velho Santos que se falava, não, Santos é 4 24. Jamais. Eu vi o Santos, o Santos da década de 60 contra o Boca em Buenos Aires, 1963. Eu vi o Santos em 442, só com Pelé e Cotinho à frente, uns dois pontas aqui fazendo linha de quatro. Eh, o Pelé vinha para ser um terceiro homem, às vezes vinha até o o Dorvó, às vezes vinha o Coutinho. Nunca você deixou dois no meio, como agora e a gente fez. Esse meio-campo fica aberto, né? Fica aberto, completamente vazio. E nós ficamos lá, você coloca Martinelli de meia. Ah, mas ele joga assim, né? no Arsenal, não sei, joga meio tempo, não é nem titular, né? E já e e é outro conceito, eles jogam com outro conceito. Nós brasileiros, nós temos que ter dois laterais, eh um ou dois volantes, um ou dois meias. É assim que nós somos. Eh, um ponta, outro ponta e um centroavante. Nós acostumamos, o nosso estrutura é simplesinho, é só isso. Agora, o que é que você tem que fazer? Você tem que achar os homens para ocupar essas essas posições. O famoso ele não achou. Achou ter convocado o Neymar se demonstrou um erro. A entrada dele no jogo da eliminação contra a Noruega foi forçada pelo tamanho que ele tem e aí não dava para deixar no banco. É, o Neymar é é um caso a parte. Eu eu não vou assim ouvi o Gabriel classificar como erro, até porque foi meio clamor, né? Uma parte da torcida brasileira fez um clamor. Tá bom, se você considerar que você tem 26 vagas, tá bom, não custa. Vamos levar, vamos levar o Neymar como levamos o Zico em 1986, não é mesmo? Agora o encaixe do Neymar, esse ficou aleatório porque eh ele ele entrou no último jogo, ele entrou, ele não sabia se ele ia ser o falso nove, se ele ia ser o meia, se ele ia ser o ele não sabia. Aí acertou o time, né? Saiu o Gabriel também. Quando entra o o Danilo, Danilo Santos, aí que se define que aí sim ele seria o falso nove. Então ele ficou ali eh transitando, pegando a saída de bola transitando, pegando um espaço vazio que ele teve um pouquinho de espaço para jogar, mas você vê que o time fica fica absurdo, fica mas que que que e agora o time fica sem por quê? Porque ele não jogou nenhum jogo com a seleção brasileira, né? Ele ele tava se arrastando no Santos aqui, né? Do jeito que todo mundo acompanhou. Eh, independente do talento dele, indiscutível. Sim. Mas não tinha, ele se sentia um patinho feio, não, não tinha lugar para ele jogar, ele não sabe, não se sentia eh como dizia a nossa querida Rúbia um dia desses lá numa gravação, ele não se sentia pertencido, né? Faltava pertencimento para ele, faltava pertencimento. Então, praticamente, a não ser no plano individual, mas ele foi uma figura que pouco ajudou, quase nada, né? pouquinho que ele jogou também não ajudou. Eu fiquei com uma fé quando ele pega uma bola contra Noruega dentro da área, eu me falei: "Vai Neymar, eh, tenta, pô, ele ele ele deu dois drible, ele deu dois drible em sequência". Falei: "Pô, agora vai abrir ele vai". Mas aí o time da Noruega já fechou, tal, ele já não tem mais aquele segundo, aquela rapidez, então não deu em nada. Mas no conjunto como association, não. Eh, não andou. Quero saber de você, João, quem continua na seleção e quem vai ter o fim do ciclo? Goleiro Alisson, acho que continuou. Sabe por quê? Porque ele é famoso, chama gol. Em três copas eu vi ele fazer uma defesa que foi agora contra Noruega. Eu não me lembro de uma grande defesa dele nas outras copas, mas bom sinal. Senal que as nossas defesas eram boas também. Mas não tem. Quem é que você vai pôr? Hugo Souza do Corinthians vai preparar. Não vejo, não vejo. Hoje só o Hugo precisa melhorar muito, né? Esse menino que foi testado, Bento não tem carisma, não tem e enfim, tem algum outro, o brasão, né, que ouviu falar do brasão, mas gente, pra seleção tá tá muito longe. Eu acho que continua ele aí continuam, né, os meninos aí. Danilo é o não, Danilo para fim de ciclo. Marquinhos, fim de ciclo, Gabriel Magalhães, esse continua. Douglas Santos, lateral esquerdo, não dá. eh, tá muito abaixo para uma seleção. Casemiro também fim de ciclo. Bruno Guimarães, eu acho que ainda dá para uma copa. Lucas Paquetá não, não, não mostrou o espírito de seleção. Acho que tá na posição dele, eu costumo falar o seguinte, naquela posição você tem que falar cinco línguas, não é o caso dele. Ele é um bom jogador, mas para resolver aquele problema tem que falar famosas hoje. Tem que tá ser até um pouco mais até mais. Gabriel Martinelli é jogador também bonzinho, tá, né? Mas bonzinho. Não, não é jogador para te resolver problema. Fez o gol contra o Japão, mas já não fez contra a Noruega. Você não é jogador para te resolver os problemas. Vini Júnior, esse continua. Rafinha, esse talvez, né? O Rafinha tem talento, é outro que também que tem que se impor mais, né? Poxa, o que ele faz no Barcelona, né? Então, talento tem. Eu acho que mais uma dá, né? Ali compondo Ryan. Ryan dá, lógico, 19 anos, né? Essa é a esperança que nós temos dele amadurecer. Tá cru. Mateus Cunha não dá, não é jogador, não. Não é no nível, não é no nível para pr pra seleção brasileira naquela posição, porque há posições que são nobres, 9, 10, 8, nobres, posições nobres, cara. Aí é são as famosas cinco línguas. Aí você vai pensar em Romário, em Ronaldo, em Ronaldinho Gaúcho, eh, em Rivelino no passado, em Zico. Você vai pensar em Sócrates, em Falcão, esses caras que são, né? E e não é o caso desses que estão aí para jogar naquela posição, seria um meia ou um centroavante. Ah, mas é falso. O Tustão era centroavante falso também, né? Mas era o Tustão era talentoso. É, não tem talento para esse nível. Para encerrar a minha lista, Hendrick, tem esperança? Eu é o que nós temos esperança de ele amadurecer junto com o Rayan. Eu incluiria o Víor Roque nessa lista pra gente amadurecer, né, para ver se amadurece. São as esperanças que nós temos aí. E e no mais é o Estevão, né, o Rodrigo, que a gente espera também que amadureçam mais. Agora rapidamente pra gente ir embora, né, que acho que você tá com tempo contado, nós estamos formando muito meinha de beirada. precisa parar com isso também. Tem que ter formar o meia lá para pra zona de meia, jogar ali, jogar ali para organizar o time, né? E tá surgindo, tem muito talentozinho tudo ali da beirada. Aí você põe para jogar jogo duro, vai porque não faz gol, né? É. Ah, porque ali o cara cisca, joga bonitinho. Geralmente joga o canhoto aqui do lado direito, às vezes o o destro joga lá do lado esquerdo, mas você vê, é cisca, a gente chama de couve, né? Fica ali picando couve. não são jogadores que que que eh atribuem peso, né, ao contexto, ao jogo. Então, tudo isso precisa ser analisado e pensar muito em categoria de base, porque todas as categorias, vamos falar aqui uma, a maioria dos clubes tem corrupção na categoria de base, joga quem paga e nós estamos deixando os talentos, né, se perderem. Isso tá acontecendo muito. Formar meia, formar laterais, eh, formar atacantes, número nove. Então, vamos lá. Meia, número nove e laterais. Isso aí, prioridade. Pra gente poder encerrar essa Copa. Deixa algum aprendizado pro futebol brasileiro? Ah, claro, quando você perde, né, nós perdemos, perdemos seis agora em seguida, né? Nós somos ex seis copas com ex em eliminação, não é mesmo? Então, cabe analisar uma por uma, né, evidentemente com peso maior na última. E se quisermos, se quisermos, eh, resgatar, nós temos que achar um jeito. A princípio, o melhor jeito de se pensar o nível dessa competição é você repetir 94, aquela feiura que, né, que que foi em 94, que nós somos campeões. Você repetia aí a essência daquilo para conseguir um título e depois retomar dentro de, por exemplo, 1982, que aquele lá é o nosso modelo. Ah, mas como é que joga o futebol brasileiro? Joga como jogou em 1982 e como jogou em 1970. Então, esses são modelos que a gente poderia se adequar. Tá velho, tá, mas a essência serve, né? Agora, eh, também ficar aí imitando ta case europeu, eh prestigiando muito jogador que joga porque joga na Inglaterra, porque joga na na Alemanha nessas ligas, mas são reservas. Hum. Outra coisa que eu também reserva que seja na Premier Leag não joga aqui na seleção. Eh, para jogar na seleção, ou joga no Brasil como titular ou joga na Europa como titular. Eu acho que reserva de qualquer time não leva, não faz seleções, como não fez a Espanha por muitos anos, como tá acontecendo na Itália, que também tá com o mesmo problema nosso. Então, priorizar ele. Ah, o que que você é lá? Você é lá no no Crystal Palace, se você é titular, tá? Então vem, né? no Arsenal que você é titular, então vem. Que que você é? Ah, sou banco, jogo meio tempo. Não, não. Você tem que est jogando. O de preferência protagonista, mas não é sempre que você vai achar o Ronaldinho, Kaká, Rivaldo, próprio Vini, o Neymar. Você não vai achar sempre essa turma, né? Então nós temos que repensar tudo isso. Gabriel, tem muito trabalho pela frente e eu não sei se o Ancelote será o cara capaz de fazer tudo isso. Vamos acompanhar esse ciclo, João. Muitíssimo obrigado, viu, pela aula que você deu aqui pra gente. E eu faço um convite para você e para você que está nos acompanhando, porque o feriado está chegando e, ó, tem muita música, tem teatro, tem estress no cinema e muito mais. A partir de agora é a agenda cultural na sua tela.