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Olá, muito bom dia para você que tá acompanhando a programação da TV Câ Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar. Na manhã desta quarta-feira. Estamos ao vivo, dia 17 de junho, metade da semana. Como você está por aqui? Tudo ótimo. Vamos conversar hoje sobre família. A família costuma ser o primeiro lugar onde buscamos apoio nos momentos difíceis. Mas quando uma pessoa da família ou um dos irmãos vive envolvido em conflitos constantes dentro ou fora de casa, essa relação pode se transformar em uma fonte permanente de preocupação, desgaste emocional e até sofrimento para todos ao redor. Muitas famílias convivem durante anos com situações que envolvem brigas, problemas financeiros, dificuldades nos relacionamentos, dependência emocional, química, comportamentos que exigem intervenções frequentes dos pais ou dos irmãos. Mas até onde vai a responsabilidade da família? Existe um limite entre ajudar e assumir problemas que não são seus? Como oferecer apoio sem comprometer a própria saúde? emocional. O tema de hoje é irmão que vive em conflitos. Até onde vai a responsabilidade da família? Vamos conversar sobre isso. Nossas convidadas já estão apóstos e você pode mandar a sua mensagem, WhatsApp na tela, converse com a gente. Você tem aí uma pessoa da sua família ou um irmão, né? Mais precisamente dito aí, o irmão que você precisa estar sempre intermediando, né? mediando os conflitos, sabe o que que tá acontecendo, tem alguma dúvida ou então alguma experiência que deu certo ou uma experiência que também não deu certo. Se quiser conversar com a gente, mandar pra gente eh a sua dúvida ou a sua experiência, compartilhar conosco, o WhatsApp tá na tela, 19978293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho nós vamos apresentar então as nossas convidadas que vão nos orientar no tema de hoje. Olha, gente, a Câmara de Campinas recebeu ontem o prêmio Inova Cidade, reconhecimento nacional a iniciativas inovadoras voltadas à melhoria da gestão pública e da qualidade de vida nas cidades. O legislativo de Campinas foi premiado pelo projeto Fortalecendo a Integridade, o controle interno como suporte estratégico na gestão de contratos, que destaca a reestruturação administrativa da casa e a implantação de um novo sistema de controle interno voltado à fiscalização, transparência e gestão de contratos. Entre 172 projetos inscritos de todo o país, a Câmara de Campinas foi o único poder legislativo brasileiro entre os premiados. A iniciativa foi reconhecida pela contribuição à integridade institucional, eficiência administrativa e proteção do interesse público. Então, mais uma vez aí parabéns ao legislativo de Campinas e a todos os envolvidos. Olha gente, mais uma informação chegando. A Câmara de Campinas realiza hoje, quarta-feira, às 6 da tarde, a 38ª reunião ordinária do ano. Entre os itens da pauta estão dois projetos de autoria do vereador Rebert Ganém, que serão votados em primeira discussão. O projeto de lei complementar 11 de 2026, ele prevê a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista, o TEA, como grupo prioritário nos programas habitacionais de interesse social do município. E também será apreciado o substitutivo total do projeto de lei 36/2025, que estabelece diretrizes para a proteção e acolhimento de animais resgatados em decorrência de desastres climáticos e ambientais. A proposta ainda determina medidas reparadoras por parte de responsáveis por atividades que causem desastres ambientais e estabelece sanções em caso de descumprimento. A reunião será realizada no plenário da Câmara de Campinas, transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelos canais oficiais da TV Câmara Campinas e do Legislativo. E você também pode acompanhar lá no plenário presencialmente a sócio se dirigir, perdão, até a Câmara de Campinas. no bairro Ponte Preta. Vamos à previsão do tempo. Então, minha avó sempre dizia: "Neblina que baixa sol, que racha. Quem saiu bem cedinho de casa, assim como eu, viu que tínhamos ou ainda temos, né? A gente tá aqui no estúdio, não sei, mas olha, ã, entre 6 horas e até às 7 da manhã, 7:30, uma neblina muito forte. E isso indica que teremos sim um dia de muito sol, céu azul de brigadeiro. Mínima foi de 12, máxima de 20º. Bora que bora. Então, estamos na metade da semana. Bora fazer desta quarta-feira um ótimo dia. E vamos falar então sobre famílias, né? Toda a família, gente, toda a família enfrenta dificuldades em algum momento, mas existem situações em que um dos filhos ou irmãos passa a concentrar grande parte das preocupações em casa. São conflitos que se repetem ao longo dos anos, problemas financeiros, dificuldades nos relacionamentos, desentendimentos familiares ou comportamentos que acabam exigindo atenção constante, né, da família. Com o tempo, muitos pais e irmãos passam a viver em função dessas situações. E surge uma pergunta bem delicada. Até onde vai a obrigação de ajudar alguém que parece estar sempre envolvido em novos problemas? É possível apoiar-se em abrir mão da própria vida? E quando estabelecer limites, deixa de ser egoísmo e passa a ser uma necessidade para preservar a saúde emocional. Tá bom? É sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, para nos ajudar a entender melhor esse assunto, a gente recebe Fernanda Lira Garcia, psicóloga e terapeuta familiar. Quero agradecer a sua participação com a gente aqui no Estúdio Câmara. Seja bem-vinda. Muito bom dia. Bom dia. Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui com você novamente e vamos esclarecer mais alguns conflitos familiares, né? Vamos mostrar outros conflitos familiares para poder sanar. Muito bem, a gente precisa de orientação. Nós estamos tentando contato com a Flávia, ela tá em São Paulo, ela é psicanalista e a gente tá tentando contato com ela pelo Zoom, mas caiu o Zoom e a gente vai aguardar nossa produção vai tentar conectar com ela de novo. Mas mesmo assim eu quero já agradecer, né, a participação aí da Flávia Anjos, psicanalista, que em instantes também eh deve estar com a gente. É isso, a gente tá ao vivo e a gente depende do quê? Da internet. Quando a internet não está muito bem, a gente acaba eh meio que ficando da mão, né? Mas tá tudo certo. Quero agradecer então mais uma vez, tá? A Flávia. Enquanto a produção vai tentando a Flávia, a gente já vai começando aqui com a Fernanda, porque a gente precisa entender quando a gente fala de um irmão que vive envolvido em conflitos constantes, ã, o que caracteriza esse comportamento? Como é que a gente diferencia uma fase difícil, né, de um padrão que passa a impactar toda a família? Porque eh se a gente parar para falar de fases, é um momento que vai impactar toda a família, sim, mas essa fase ela vai eh eh vai passar e esse problema vai ser resolvido. Isso é diferente daquele padrão que vai impactar toda a família e que não tem um tempo determinado para acabar. E é um padrão, né? Eh, a gente não fala nisso no transtorno ou num problema de saúde mental, é um padrão de comportamento. Sim, né? E é isso. A criança, né? às vezes já traz desde criança, não é uma coisa que que surgiu, né? É um comportamento que vai se vai se consolidando ao desenvolvimento do indivíduo, entendeu? Então são padrões que tem que aquela pessoa que já é um adulto, mas que não trabalha, que vive pedindo dinheiro emprestado, eh às vezes tá no vício, nas drogas ou no álcool, são pessoas que não têm, que não aceitam e não assumem as responsabilidades da vida, eh não assumem o que faz, né? As consequências do que faz, não assumem, né? Então são pessoas problemáticas dentro da família, porque são pessoas que a família acaba não confiando, tá sempre eh com pé atrás com aquela pessoa porque não sabe como vai reagir, às vezes tem um comportamento agressivo dentro de casa, né? Não respeita pai, não respeita a mãe, não respeita os irmãos. Então tudo isso tem que ser trabalhado em família para poder ajudar. Mas isso também tem limite. Uhum. Porque a gente não pode trabalhar com uma pessoa que não quer ajuda. E quando a pessoa não quer ajuda, fica difícil você trabalhar, você ajudar aquela pessoa, né? Porque é um comportamento que ela já traz, né? A gente vê assim que tem crianças problemáticas, né? que tem crianças que já traz essa esse comportamento difícil, que crianças que já começam a assumir com coisas de dentro de casa, começa a andar com indivíduos mais velhos, que não é de boa índole, começa a mexer, vai só experimentar a droga, o álcool e acaba sendo uma coisa diária, entendeu? Então tudo isso a gente tem que ver porque é um comportamento que começa na infância. Olha só, é interessante você pontuar isso, porque a maioria eh das nossas eh situações de comportamento a gente adquire lá na infância, né? E aí quando a gente fala sobre um irmão e eh é um irmão que traz assim eh esse padrão para dentro da família ou até uma outra pessoa da própria família mesmo, que acaba impactando todos em sua volta por conta desse padrão, né, de de problemas, de dificuldades, de não querer ajuda, de não buscar ajuda. a gente, se a gente parar para analisar, eh, acaba gerando um sofrimento para todos, né? Então, os primeiros sinais, como você disse, pode acontecer na infância. Quem de dentro dessa família pode eh entender que esses sinais são sinais de um possível problema lá na frente e como a gente faz para poder de repente ã prestar atenção nos sinais e direcionar, orientar para que isso seja cortado antes que essa essa criança se torne um adolescente, um jovem e um adulto que realmente vai parar e virar o centro das atenções dessa família, porque vai precisar que as coisas se organizem em volta, porque vai trazer aí uma série de problemas. Então, Ruben, isso começa a partir do pai e mãe, né? Quando é menor, os responsáveis legais são pai e mãe. Sim. Então, nessa hora, se os pais não têm condições, não têm pulso firme, né, eles podem procurar ajuda, né, ajuda profissional para orientar esse filho, para orientar, para dar um suporte para esses pais, para poder orientar o próprio filho. Os irmãos, eles podem ajudar, mas eles não têm obrigação legal. Sim, eles têm assim, eles podem ajudar desde que essa ajuda tenha um limite. Você não pode eh entrar na vida de uma pessoa que tem eh um comportamento difícil, porque você pode também se afundar com ela. Então, você pode ajudar, mas não tem nenhuma obrigação. quando menor, a obrigação é dos pais de buscar ajuda para orientar essa pessoa que tá com dificuldade de convivência, que tá com dificuldade de se colocar no mundo, né? Porque às vezes até o a maneira de agir é uma maneira eh contra o mundo, né? Porque ele vai contra as regras e disciplinas que a gente vive, que a gente vive com regras. Então é uma pessoa mais difícil de você conviver. Então você vai ter que procurar uma ajuda quando os pais não têm condições eh e conhecimento para ajudar esse filho, né, que tá em desenvolvimento e que traz toda esse esse comportamento difícil. Quando adulto, você também pode ajudar, mas também você tem que ter limite. Limite também é amor, viu? Porque se você põe limite, você tá amando, você tá tentando consertar um comportamento inadequado. Então, se você coloca o limite, você tá ajudando essa pessoa. Um exemplo, por exemplo, uma pessoa que vive pegando dinheiro ou vive no jogo ou ela, você não deve alimentar essa pessoa dando dinheiro para ela. Você pode ajudar ela dizendo: "Olha, eu posso te ajudar pagando um tratamento para você. um curso, alguma coisa que você cresça, que você amadureça, né? Que crescer, todo mundo cresce. O problema aqui é amadurecer, que você amadureça. Então nós vamos trabalhar para você amadurecer. Agora, aquela pessoa que não se envolve, né, entre aspas, não se envolve assim para ter sossego, continua dando dinheiro, facilitando a vida daquela pessoa, ela tá fazendo, ela é codependente daquela pessoa, porque ela tá ajudando a pessoa a usar droga, a pessoa continuar no jogo. Então, a gente tem que ter o cuidado de como você está ajudando. Você não pode ajudar a situação, você tem que ajudar a pessoa. Eu posso te ajudar com tratamento. Uhum. Eu posso te ajudar te acolhendo, né? Mas não alimentando um erro que ele já vem trazendo, né? Eh, se a gente para para analisar, as famílias elas sofrem e todos os membros dessa família, né, que convivem ali próximo a essa pessoa, acaba sofrendo também. E além de sofrimento, vem aquela questão da culpa. Aí eu pergunto para você, Fernanda, como que a gente faz com a questão da culpa? Por quê? Porque você tá diante de uma pessoa que tem problemas, que ela consegue transbordar esses problemas para os membros da família que estão ao redor dela. E aí os membros da família tentam ajudar, não conseguem ou entendem que essa ajuda não é suficiente e acabam trazendo para si a culpa. E essa culpa, ela vai se amontoando porque é um problema atrás do outro. E a família acaba se desestruturando. Como fazer com essa culpa, que é uma culpa que vai passando de um pro outro, né? Porque assim, tem um problema aqui, a tia tenta resolver, aí amanhã tem outro problema, a prima tenta resolver, depois tem outro problema, o irmão tenta resolver, mas ninguém consegue resolver porque não foram na raiz do problema. Então vai virando um ciclo vicioso e vai gerando uma culpa, é uma culpa generalizada dentro da família por conta de uma pessoa. Então por que que você vai carregar a culpa de uma pessoa e faz? Por que você vai carregar a culpa de uma pessoa? Por isso tem limite. Você pode ajudar, como tô colocando, você ajuda a pessoa eh levando ela para um tratamento, procurando ajuda profissional, procurando dar um caminho melhor para aquela pessoa. Agora, se essa pessoa não quer, como por que que você vai se sentir culpada? A gente se culpa pelos nossos atos, não pelos atos de terceiro. Ah, mas é dentro de casa, né? É um filho. Ah, é um irmão. É um filho, é um irmão. Mas tudo tem limite. Até pros pais tem limite. O pai pode criar 10 filhos, três filhos, um filho, cinco filhos, o que for, mas cada um é um. Você não tem eh como fazer que sejam todos iguais, né? Eu conheci uma família que era uma família eh um pai que era como é? Era um desembargador, né? Todo mundo na rumbou. criou os filhos falando, cada um tinha que escolher um idioma, cada um tinha que escolher uma profissão. E nessa criação toda teve um filho que foi paraas drogas. Uhum. Por que que ele foi paraas drogas? Se ele teve o mesmo amor, o mesmo carinho, a mesma atenção, tudo que os outros tiveram é uma incógnita. Você você não sabe o porque a pessoa leva a pessoa para esse outro caminho. Você não consegue perceber. Só se você for, né, tratar, mas se você olhar por fora o conjunto, você vai falar: "Mas teve tudo igual, por que que essa pessoa foi diferente?" Sim, né? E aí, e aí por que que você vai se sentir culpado se eu criei cinco filhos tudo no mesmo nível, na mesma coisa? Por que que esse filho deu esse passo errado, né? Por que que ele se mexeu, foi mexer com droga? a gente não sabe, a gente tem que buscar esse filho e ter um tratamento. Então agora o pai tem que ter um olhar atento, os pais têm que ter um olhar atento para ver aquele filho desde criança, o desenvolvimento daquele filho, como ele tá funcionando, se ele tá conseguindo seguir o desenvolvimento normal da vida. Você entendeu? você tem que seguir esse desenvolvimento, porque às vezes a criança ela ela se rebela contra uma sociedade ou contra a uma o ambiente em que ele vive, porque alguma coisa tá atrapalhando. Às vezes há uma cobrança muito alta daquela pessoa que ela não consegue. Então, já que eu não consigo, eu vou fazer tudo diferente. Eu vou fazer tudo ao contrário para eles me notarem, né? para eles verem que eu não tô conseguindo chegar no desenvolvimento que eles querem. Então tem muita coisa, Rúbia, que a gente tem que trabalhar com o indivíduo. Agora, como o nosso tema é como trabalhar essa família com esse esse indivíduo que tá com problemas de desenvolvimento ou o problema que teve na vida ali, as famílias elas não podem se sentir culpadas, tem limite, né? E como eu falei, o limite também é amor. Você tem que trabalhar à medida que você pode lhe ajudar, mas que essa ajuda não desgaste você. Exato. Que essa ajuda não ponha você em cheque. Uhum. Exatamente. E a maioria, você tem que ter cabeça fria. Isso é cabeça fria e e bastante entendimento, bastante discernimento, porque na maioria das vezes a família ela também e ela acaba se desestruturando psicologicamente a partir de uma situação dessa, de uma pessoa eh que trouxe um problema, que é um problema atrás do outro, a família se desestrutura porque vem a culpa, vem a frustração, vem a tentativa de resolver esse problema. o problema que foi um problema resolvido hoje, mas amanhã tem outro problema. E geralmente eh as mães, né, as mães, os pais, eu acho que que também passam por isso, mas acredito que as mães elas elas eh vivem com um sofrimento exacerbado diante, de repente de um filho que eh é o o centro das atenções aí dentro da família. Isso eh por conta de problemas diários, né? E aí a mãe ela acaba se culpando, ela acaba se frustrando. Mas é importante a gente salientar que às vezes, como a Fernanda colocou, eh vem é algo que vem lá de trás, né? Mas é algo também que pode ter sido desenvolvido ali na na fase da adolescência, na fase adulta. E essa pessoa, ela acaba se vendo em uma zona de conforto, se a família eh só vai pegando o problema e resolvendo, pegando problema e resolvendo. Então, por que que a pessoa vai dar o primeiro passo se ela tem uma zona de conforto onde todos os problemas da vida dela é resolvido por terceiros que estão ali dando suporte? Então, para ela fica mais fácil e aí passa a não querer resolver. É quando a Fernanda diz: "A pessoa precisa querer e a gente precisa estabelecer um limite". Dói? Ah, eu imagino que sim. Principalmente quando a gente fala de pai e mãe, principalmente quando a gente fala pelo responsável, né, por essa pessoa. Mas até que ponto você é responsável por a pessoa, por essa pessoa que está causando um problema dentro da família, né? até que ponto essa essa pessoa, ela não é mais criança, ela não é mais um adolescente, de repente ela é um adulto e ela é responsável pela própria vida e pelas próprias atitudes. E aí fica a questão por que a família tem que responder pelos problemas e pelas atitudes dessa pessoa? Então, é a questão mesmo do limite e a zona de conforto, que eu queria, Fernanda, que você explicasse pra gente essa questão eh da zona de conforto, porque muitas vezes nós familiares não percebemos que nós estamos sendo um problema na vida daquela pessoa que é um problema pra gente. A gente precisa às vezes se afastar e deixar a pessoa aí, impor para ela a responsabilidade que ela deveria ter tido desde o início, não é? Com certeza. Quando eu falei para você, começa de criança, vamos lá. Eh, venha para pra criança fazer um trabalho em casa, tal, e a mãe vai e faz. Uhum. Ou o pai vai e faz. Aí tem outra coisa, tá com dificuldade, a mãe vai e faz, né? E isso vai alimentando que alguém vai fazer sempre alguma coisa por ela. Por isso que eu falei, começa na infância. Uau! Porque é isso, às vezes a gente tá fazendo uma coisa tão simples, ah, é um trabalhinho de casa, mas é da criança, ela que tem que fazer, ela que tem que assumir o trabalho dela. Então, o desenvolvimento que eu falo é esse. As pessoas vão fazendo por ela, vão fazendo por ela, vão fazendo por ela e ela nunca vai assumir a responsabilidade da vida que ela tem que assumir, que é a vida dela. Ela tem que assumir a vida dela. Ela não pode deixar os terceiros ficarem pagando pelas coisas que ela faz. Então, quando eu falo a parte financeira, ah, mãe, me dá dinheiro, toma. Então, a mãe tem que falar assim, quer dinheiro? Começa a fazer o filho fazer as coisas dentro de casa. Vai assumindo, olha, você tem que fazer isso, vai dar banho no cachorro, vai lavar o quintal. E começa a mostrar para ele que é com o trabalho que a gente vai ganhando o dinheiro. Uhum. Porque não, a mãe vai dando dinheiro. Ai, teve um problema, eu gastei mais que eu tinha e aí a mãe cobre, né? Porque às vezes a mãe dá o cartão e você tem um limite no cartão e a mãe, gastei mais, tal, e a mãe vai e cobre. Qual é a consequência que ele gastou mais naquele cartão? Aquele adolescente? Exato. Então, por isso que eu falo, é uma coisa crescente. Então, esse adulto, ele tá acostumado que sempre alguém vai pagar ou vai suprir a necessidade dele em alguma coisa. Uhum. Quando eu falo que a pessoa começou a fazer, a jogar e a parte financeira e é um adulto que joga eh nesses jogos eletrônicos que agora tem e sim fica cheio de dívida e aí vai e paga e vai e faz. Não se deve fazer isso porque hoje você paga uma dívida de R$ 100, amanhã você tá pagando uma dívida de R$ 10.000. Uhum. Porque você alimentou isso. Por isso que você, quando a gente fala a culpa às vezes é de tanto ajudar, viu, Rúber? Não é a culpa de você de você pôr limite. Você tem que pôr limite, senão a família vai se afundar com esse indivíduo. A família não, ela, o limite da família é aonde você não vai me prejudicar. não vai prejudicar pai e mãe. Eh, existem eh também pessoas, adultos, que quando os pais são idosos aproveita dos idosos. Aí como os outros filhos devem agir, eles devem eh documentar tudo isso, porque às vezes tem que ter até uma interferência ali pro para aquele não ficar usando, não ficar tirando dos pais idosos, entendeu? Mas isso veio de uma criação de um comportamento inadequado que não foi trabalhado. E aí ele se torna esse adulto. Se não ser desde, por isso que eu falo desde criança que a mãe vem fazendo, vem fazendo, vem fazendo. Existem mães, que a gente às vezes chama também dentro da psicologia, só as mães terríveis que elas querem esses filhos dependentes dela. Por isso que elas fazem, existem mães que bancam a droga do filho para ter o filho ali perto. Poxa, para ter o filho perto, para ela controlar o filho, o medo do ninho vazio, o medo dos filhos saírem de casa, então eu vou controlar os meus filhos tudo aqui para ti. Eu faço tudo que eles querem para mim. Uhum. Entendeu? E ela não tem consciência do mal que ela tá fazendo para aquele filho. Verdade. Então, a super proteção, ela atrapalha também o desenvolvimento do indivíduo. E é aquele indivíduo que entra nessa zona de conforto. Por que que eu vou me esforçar se ao eu fazer assim, eu ganho tudo. Eu tenho quem pague as minhas dívidas. Eu tenho quem cuide da minha roupa, da minha comida, da minha da onde eu moro, de tudo. Por que que eu vou sair dessa zona de conforto? Não, quem vai querer sair dessa zona de conforto? Você vai querer sair dessa zona de conforto? Você vai querer trabalhar, pagar suas dívidas? Não, eu tô bem aqui, ó. Eu tenho tudo que eu quero. Por isso que muitos dizem, né, que tem uma fase, fases da família toda, né, que tem uma família que é bem abastada, depois vai diminuir dinheiro, dinheiro e vai ser um que não vai ter o dinheiro, porque teve uns ali no meio que fez a festa. Exato. Que não cuidou, que não trabalhou, que só gastou, que só foi usando o dinheiro que tinha, entendeu? Então existe esse comportamento de zona de conforto, mas é uma zona de conforto que não começou adulto, é uma zona de conforto que veio, né, veio trabalhando para ele falar, olha o ela falar também tem as mulheres, a zona de conforto para você tá ali, eh, não preciso trabalhar porque eu tenho casa comida e roupa lavada. É uma constância, né? É uma constância. Então, por que que eu vou trabalhar? Essa é a zona de conforto. Ai, os pais e as mães se os pais se sentem culpados, né? Como você falou, mais a mãe, a mãe tem que abrir os olhos, porque às vezes é a mãe com a super proteção que dá essa zona de conforto pro filho. Olha aí, sabe? É a mãe que eh depois quando se vê adulto, porque no desenvolvimento a mulher não percebe, a mãe não percebe, ela acha que tá fazendo melhor pro filho, que ela tá dando o melhor dela pro filho, mas não é. A gente desde pequeno, a gente fala que a partir dos 4 anos a criança tem que começar a arrumar a cama dela, guardar os brinquedos, guardar os sapatos, começar a ter a responsabilidade de fazer as coisas. Brincou, deixou os brinquedos no meio da sala, do quintal, agora recolhe. Você tá ensinando para ela que você brinca, mas você limpa. A consequência do que você faz, você tem que trabalhar. São pequenas coisas que não teve no desenvolvimento. Então se torna esse adulto de zona de conforto que não quer nada com a vida. Dá pena, viu? É, né? É verdade. Dá pena porque aí você a família se desestrutura total, né? E aí se em um momento, eh, claro que a morte acontece para todos, esse adulto que vive nessa zona de conforto, ele se depara com uma perda, né, que da matriarca ali que faz tudo por ele, como ele vai viver o restante da vida? Ele vai se perder. Então, é, é isso, a gente vai se vai se construindo, né? A gente vai se construindo desde a infância. E se você foi eh eh vive em um um ambiente familiar onde essa construção foi desestruturada e aí tem uma pessoa que é o centro das atenções, que eh de repente vive nessa zona de conforto, acredito que se você tem essa visão, né, esse entendimento, o legal seria direcionar essa pessoa para de repente uma orientação. terapêutica, para que essa pessoa ela possa entender, né, qual foi o caminho traçado por, qual foi o caminho que ela fez até chegar nesse estágio e tentar ressignificar essa situação para quem vive hoje em uma zona de conforto, paraa família que tem uma pessoa específica ali, que, né, precisa do cuidado, do apoio, eh, eh, e que traz o problema para todos da família. É possível ressignificar e começar uma vida nova daqui pra frente? Tudo é possível. Enquanto a gente tá vivo, tudo é possível. Enquanto a gente tá ali tentando ajudar, tem que levar para um profissional. Isso é muito bom, sabe? Eu vou relatar um, como você falou de morte, vou relatar um um caso que um caso que eu atendi já uma pessoa, um adulto já com seus 35 anos, 36 anos, eh era tinha ele e uma irmã, os pais eh são pais, a gente fala pais velhos, né, que tiveram filhos com mais de 30 anos, né? Hoje já é normal, mas naquela época não era normal, né? O pessoal tinha filho mais novo e era os únicos filhos de toda uma família, sabe? Eh, foi a única mulher que casou daquela família e que teve filhos. Então, era uma, eram foram crianças tratadas assim com muito mimo todos eles. Aã, a irmã se desenvolveu, se formou, hoje é uma advogada, tem a vida dela, casou, tem filhos, tal, não sei o quê. O rapaz ele ficou na zona de conforto, ele ficou até o pai morreu, depois a mãe teve eh Alzheimer e aí ele foi se perdendo. Aí ele começou a tratar de todo mundo, pôs todo mundo dentro de casa para pegar o a fonte de renda deles, que era aposentadoria para eles ir bancando. Uhum. Hum. Quando ele me chegou, ele tava nessa situação e aí ele achava que ele falava assim que a irmã dele tinha obrigação com ele. Eu falei: "Não, a sua irmã não tem obrigação com você". Hoje ele ele era um rapaz que tinha acabado de se formar em engenharia, mas ele não conseguia. O, o problema dele é que tudo sempre fizeram por ele. Então, ele não conseguia se colocar no mundo. Ele não conseguia saber como ele ia procurar emprego. Ele não sabia se ele sabe, era um homem inteligente, mas ele não tinha maturidade emocional, ele não sabia lidar com o mundo. E é uma dificuldade real. uma dificuldade real. E ele sofria porque ele não conseguia, ele não conseguia, por exemplo, os amigos ajudaram ele, vamos montar um negócio, né, uma uma uma negócio de engenharia, né, uma empresa de engenharia. Ele achava que todos estavam trabalhando para ele. Ele não colocava que ele era um membro para trabalhar ali dentro. Olha isso. Você para você ver como como atrapalhou a vida desse rapaz, essa zona de conforto que ele trouxe desde a infância. Sim, teve moto com 14 anos, carro com 16. Você vê que ele foi, eu quero, toma, eu quero, toma. Entendeu? Então era uma pessoa que ele não conseguiu se colocar no mundo. Por quê? Porque ele tinha dificuldade, porque todo mundo fez por ele. E ele achava que a irmã tinha obrigação. Ele foi bater na casa da irmã e a irmã falou: "Não, nós tivemos as mesmas oportunidades. Você podia ter estudado como eu estudei, você podia ter trabalhado com trabalho e você não quis. Olha isso. E eu não tenho obrigação com você." e ela realmente ela não tem obrigação com ele. Eh, e geralmente as pessoas elas eles acham, né, que que os irmãos, né, ou o pai ou a mãe ou os irmãos têm alguma obrigação, tem eh uma responsabilidade, né? Mas como você trouxe isso? Acho que é interessante a gente colocar que também essa pessoa que traz o problema pra família, ela sofre com isso. É interessante a gente pontuar essa questão do sofrimento da pessoa, porque de repente se você tá passando por isso, é interessante você entender que a pessoa também sofre e aí é legal você aproximar para que essa pessoa busque ajuda ou entender se essa pessoa quer ajuda, porque como você trouxe lá no início, não adianta você também oferecer ajuda para quem não quer ajuda, porque as coisas não vão se desenvolver. você chegar e falar: "Olha, eu sei que você tá passando por uma situação muito difícil. Nós vamos procurar um profissional e eu vou pagar para você fazer uma terapia, para você ter uma ajuda ou médico tal, ela a pessoa virar e falar: "Eu não quero". E aí? E aí faz como você já teve a resposta. Ela não quer ajuda, ela não quer sair da zona de conforto, porque a zona de conforto para ela é muito boa. Ela não quer, ela vai ficar na zona de conforto dela. E aí a família vira as costas, até que ponto vira as costas? Porque analisa, né? A pessoa, ela traz o problema pra família, a família reconhece, a família orienta e se dispõe a ajudar. Ajudar de que forma? Vamos lá. Eh, vamos pro caminho da terapia. Vamos fazer um reconhecimento e precisa de ajuda e vamos buscar ajuda. Nós estamos aqui para te ajudar. A pessoa vira e fala: "Não, eu não quero". Qual que seria a atitude assertiva dessa família? Virar, olha só que ã desafio, virar as costas para essa pessoa. Mas e aí? Faz como? E a culpa? E a responsabilidade? Como que a gente faz para? Mas qual é a culpa que você quer levar? A culpa que você fez tudo para essa pessoa e ela não cresceu ou a culpa que você falou: "Não, você tem que crescer e falar segurar o seu não." Qual é a culpa que você quer levar? Segurar o não. E aí, como faz? Você tem que segurar ou não. Olha, então eu tô teitando essa ajuda. Você não quer, então você agora vai viver por pela sua as suas eh responsabilidade. O que que você pode pelo seu trabalho, você vai se colocar no mundo do seu jeito. Trabalho e vai colocar. Porque se é é isso que é você tudo é uma escolha na vida. Qual é a sua escolha? fazer tudo para aquela pessoa e ela nunca crescer ou você falar: "Não, chega agora você tem que crescer. O momento de você amadurecer, você já teve tudo. Eu tô te dando a oportunidade de você ter uma ajuda profissional para você amadurecer e a pessoa falar: "Não, eu não quero". É porque ela quer ficar naquele jeito. Gente, que desafiador isso, né? A família precisa de orientação porque senão aí se desestrutura de uma vez, né? Porque você imagina a pessoa eh ofereceu ajuda, a outra não quer ajuda, a família não sabe como fazer, aí tem o medo de lidar com o não, tem o o a frustração de ter oferecido ajuda e a pessoa não querer receber ajuda. E aí também tem aquela questão, né? O medo. O medo. E aí eh que que essa pessoa vai fazer a partir de agora? Mas e a responsabilidade é minha? A responsabilidade é da família. A gente precisa ser forte nesse momento para de repente entregar essa pessoa para que ela possa, a responsabilidade ela é até a você o a pessoa adquirir eh maioridade. Sim. Depois a vida é dela, ela não responde criminalmente. Exato. Então ela vai ter que responder pela vida dela. Então os pais são responsáveis, a família é responsável até ali. Como que você vai se responsabilizar por uma pessoa que ou uma família que tem uma pessoa que mata, rouba, tal? Você vai se responsabilizar? Não é, gente, no diálogo aqui a gente conversando é algo interessante e no dia a dia, quem vive esse tipo de sofrimento, porque é um sofrimento, né, Fernanda, é um sofriento. Quem vive esse esse o dia a dia desse sofrimento, eh, acaba às vezes perdendo o sentido da vida, né? perdendo o sentido da vida, porque passa a viverã em prol dessa pessoa, né? Dessa pessoa que tá uma mãe, uma mãe que ela eh o filho tava preso. Uhum. E ela falou que ela já tinha feito de tudo para ajudar aquele filho. Sim. Mas que hoje ela até preferia ele lá dentro, porque como ele mexia com drogas, que ela falou assim, pelo menos lá, né? Até tá mais até cuidado. Aham. Entendeu? Porque eh na rua ela falou assim, foi era uma pessoa eh humilde que tinha muita que trabalhava muito. Quer dizer, você sabe que as pessoas as mulheres hoje, principalmente as mulheres mais humildes, elas têm que trabalhar para pôr as coisas e às vezes os e os filhos ficam a mercê da da sociedade ali, né, que vive. E ela falou, ela falou assim: "Fernanda, eu hoje não, eu já fiz tudo que eu podia fazer. Então hoje eu faço assim, eu vou visitar, eu levo as coisas para ele lá na lá na na penitenciária, mas eu não podia fazer mais que isso." Então ela lutou para ajudar o filho, mas ele não quis. Então você vai, como que você vai fazer? Carregar uma culpa? Não, ela e ela, graças a Deus, ela entendia isso. Ela falou: "Eu não tenho culpa". Eu não carrego essa culpa porque eu tenho consciência que eu fiz tudo para ajudar. Uhum. Exato. E que bom que essa pessoa buscou terapia. Ela buscou terapia. Que bom que essa pessoa buscou terapia, porque a terapia, gente, vai nos orientar, eh, nos ajudar a ressignificar e a entender que a culpa não é nossa. Porque carregar uma culpa por uma pessoa que vive numa zona de conforto e que não quer ser ajudada é uma culpa pesada. E a gente precisa entender que nós temos o livre arbítrio, né? a gente pode escolher viver da forma que a gente quiser, mas as consequências também elas são impostas pra gente de acordo com a vida que a gente escolheu. Então a gente tem que de repente se libertar desse peso, né? É fácil falar, eu imagino que não é fácil viver, né? é desafiador para todos da família, mas é interessante de repente você quebrar esse ciclo, quebrar essa, esse padrão que impactou a sua família e de repente ressignificar a esse tem muita família. Eh, é bom assim os pais, até os irmãos fazerem a terapia para ajudar a aquele que está tendo o conflito. Eh, tem pessoas, por exemplo, que elas acabam para abafar o problema, isso, entendeu? Para até às vezes assim, um irmão não quer levar para o pai não magoar, pros pais não ficarem magoados com aquele outro filho, sabe? E esconde. Isso é errado, esconder a situação, né? esconde. Então, por exemplo, enquando, principalmente quando é adolescente, né? Todo mundo quer esconder o que é adolescente, não pode. Tem que levar a situação, porque quanto mais cedo você leva a situação que tá tá tendo na família, o conflito que tá surgindo, você vai ter mais tempo para tentar ajudar, para tratar. Então, desde de cedo, ah, meu irmão fez uma coisa errada, ele roubou. Uhum. Né? pegou dinheiro da mãe, que são coisinhas, começa aqueles furtos em casa, às vezes é para usar droga e aí a pessoa, o outro irmão fala: "Não, não faz isso, mas não conta para ninguém". Uhum. E aí isso continua. Por quê? Porque ele viu que ele pode roubar e que ninguém vai. Tem um cúmplice ali, né? Não tem um cúmplice. Tem que a gente chama que é o o a pessoa que tá ali e o codependente, né? É aquela mãe codependente que banca a droga do filho. Olha isso. Entendeu? É aquela para Eu tinha uma mãe que ela falava assim que ela dava o dinheiro pra droga porque ela tinha medo que o filho roubasse. Poxa vida, delicado, desafiador e triste, né? E triste. É, gente, muito delicado. Estamos falando aqui ao vivo com a Fernanda, nossa psicóloga, nos orientando, né, nos ensinando eh quais atitudes tomar, o que a gente deve fazer diante de uma situação em que nós temos uma pessoa dentro de casa que é o centro das atenções por conta de problemas, né, ou um irmão que vive em conflitos. a gente colocou irmão aqui porque a maioria das vezes eh eh os irmãos mais velhos, né, eles tentam fazer o papel de mãe e pai ou então se já não tem mais os cuidadores, os irmãos mais velhos assumem, né, esse papel. Mas até que ponto você deve assumir o papel de cuidador de um adulto que precisa de ajuda, mas ele não quer, não está disposto a sair da zona de conforto. E aí são várias emoções, frustração, culpa, medo, né? E e a importância da terapia, do entendimento, do conhecimento, para que a gente possa ressignificar toda essa história e reformular e fazer aí uma nova estrada. tanto paraa família quanto para essa pessoa que às vezes nem percebe que ela é o centro das atenções por conta de ser uma causadora de problemas dentro de um ambiente familiar. Agora 8:58, produção me avisando aqui, temos duas eh pode ser duas, dá tempo, então então tá bom. Duas perguntinhas dos telespectadores, Fernanda, e aí a gente já vai para o encerramento, para as considerações finais. Eu acredito que esse tema é um tema bem delicado, bem desafiador. Que legal que a gente pode falar sobre isso, né? E tem um ponto que a Fernanda colocou aqui que eh as famílias acabam tendo a atitude de esconder essa situação, né? de esconder e quando o problema precisa ser mostrado, ele já tomou uma dimensão que é bem delicado você intervir naquela situação. Então, é importante eh não esconder, né? Se você tem aí no seu no dentro da sua família alguém que está passando por esse tipo de situação, chegue e converse com a mãe, com o pai, com o tio, exponha o problema de uma forma assertiva, tá gente? de uma forma assertiva, tentando eh encontrar dentro da família um uma forma, um meio para que esse problema seja sanado, mas não esconda, porque esconder o problema vai só crescer e aumentar ainda mais. Um ponto bem interessante para esse tema de hoje. Tá bom? Ah, pode colocar na tela então a primeira pergunta. Quem é que tá com a gente? Felipe Andrade do Jardim do Trevo. Olha só, Fernanda, tem gente que já Opa, coloca lá de novo, produção, que eu não consegui ler, por gentileza. Vamos ver quem é que tá conosco. Nós estamos ao vivo TV Câmara Campinas. Estamos falando aqui de pessoas que vivem em um ambiente familiar, né, com uma alguma pessoa que traz problemas e aí você quer intervir e não sabe como. Vamos lá. Eduardo Ferraz do Jardim Eulina. Algumas pessoas se sentem obrigadas a salvar o irmão toda vez que ele erra. Olha aí, ó. Existe um jeito de ajudar sem alimentar o problema. Vamos lá, Fernanda. Então, é não alimentar, tipo, né? Ele tá com uma dívida, você vai lá e paga, você tá alimentando o problema, né? Ele fez uma coisa errada, você limpa o espaço, tal, você tá alimentando o problema. Uhum. Como você, deve agir? cortar o problema. Você gastou mais, como vamos fazer? Você vai trabalhar para você pagar, você fazer a pessoa assumir as consequências dos atos dela. Isso é muito importante, gente, assumir as consequências dos atos. A pessoa tem que assumir, a pessoa tem que amadurecer e é amadurecendo, né? Eh, eh, você vai saindo desses problemas, entendeu? a pessoa que gasta demais porque tem alguém que vai pagar para ela, entendeu? A pessoa que é agressiva porque tem alguém que tá ali, não, não faça isso, tal, e ajuda, quer quer encobrir, eh, quer esconder o que a pessoa faz, entendeu? ou eh cai na no vitimismo da pessoa que aquela pessoa que se coloca como vítima, um problema não é meu. O problema é da sociedade, problema é do governo, o problema é do papai e da mamãe, o problema é do meu irmão que faz isso comigo, o problema é da minha mãe, o problema não, o problema é seu, é você que tá fazendo isso. Então não se, não tenha, não alimente esse vitimismo de ninguém. Mostre pra pessoa, não, o problema é seu, você fez, você tem que resolver. Eh, a ajuda ela é dura, porque é uma ajuda que você tem que ser muito franco com a pessoa, você tem que ser muito positivo com aquela pessoa, você não pode passar a mão na cabeça. Então, se você quer ajudar, é ou ajudar, procurar um profissional para ajudar e ser franco com a pessoa, sabe? Ser verdadeiro com a pessoa, mostrar pra pessoa que é ela que tá errada. Essa é uma ajuda, exatamente, né? Mostrar que ela está errada, não passar pano, não, né? E também não esconder, né? Se você viu o problema ali, vamos lá, ó. Eu vi o problema e vamos resolver esse problema, né? Mas na maioria das vezes a pessoa ela não vê que ela está errada e a gente precisa intervir para mostrar para ela que sim, ela está errada e que tem um novo caminho a ser seguido. Aí ela tem o livre arbítrio para Por isso que não é só você falar que você tá errada, é você fazer com que as pessoas assumam o que ela fez e pague as consequências daquele daquele ato, entendeu? Porque não é só você tá errada, mas você tá cobrindo. É, você tá errada, mas eu eu resolvo, né? Você tá errada, mas eu resolvo. Eu pago ali a sua conta. Eh, eu abafo aqui essa situação que você fez que não é legal. E aí você acaba fazendo o quê? Alimentando, alimentando os erros e trazendo consequências severas, né, pro futuro do convívio familiar, né? É isso. Vamos lá. E da pessoa também, né? É, da pessoa também. Exatamente. O 93. Mais uma pergunta pra gente e aí a gente já vai paraas considerações finais. Produção, por favor. Felipe Andrade do Jardim do Trevo. Vamos lá. Algumas pessoas evitam reunião de família porque sabem que um irmão vai criar confusão. Isso também é um limite saudável. Ah, interessante, hein? Vamos fazer uma reunião de família e vai ter a o cara, né? O cara que vai destruir a reunião da família. Que delicado. E aí? Eu não vou na reunião porque, né? Já sei como vai começar e terminar. Não convida, não convida aquele problemático, né? Mas às vezes até assim, às vezes é o irmão, às vezes é um tio que é chato, que aava ih, principalmente agora com esse negócio de política. Então aí cria aquela confusão porque todo mundo, um quer ter mais razão que o outro, sabe? Então, eh, uma das coisas é não crie conflito assim, confronto. Se a pessoa tá falando, deixa falar, porque se ela não encontra respaldo para briga, não vai ter briga. Uhum. Porque como você para brigar tem que ter dois, né? Exato. Então, quando a pessoa tá, eu nem vou falar nesse assunto porque eu sei que isso vai gerar confusão. Não fale Uhum. Hum. desse assunto fala de amenidades, mas aquela, ela é chata, ela tá tentando buscar conflito na na reunião. É difícil, mas é a família fazer cara de paisagem e não dá margem para degrau para essa pessoa subir, para ela brigar, para ela começar a discutir, para ela querer mostrar que tá certo. É não dar espaço para isso. Exatamente. Tudo que você alimenta cresce, né? Então daí você vai alimentar aí uma um uma desavença, uma contenda, com certeza vai acabar a reunião de família. Vai acabar. Então é aquele negócio, é evitar conflito, é evitar bater boca, é evitar da dar margem pra pessoa querer discutir. Nesse ponto, evitar conflito é sabedoria. Éé muito muito bom. 95 mais uma para encerrar ou já vamos encerrando? Vai me avisando aí, por gentileza. A gente já agradece você que tá aí do outro lado, a última Fernanda. Vamos lá. Thiago Ribeiro, Nova Campinas. Meu irmão briga com todos, mas eu ainda sinto pena dele. Como entender esse apego mesmo quando a convivência machuca? Eh, Thaago, hein? E aí, então, Thago, eh, você mostrando para ele, olha, seus amigos estão se afastando. Às vezes a pessoa até nem percebe, mas às vezes até adulto, sabe? Eh, tem adultos que ele se tornam tão chato que as pessoas começam a se afastar e não convidam mais para reuniões, tudo, porque ele é uma pessoa que ele sempre traz conflito quando tá todo mundo junto. Uhum. Você diz que você tem pena do seu irmão, que você que isso te machuca. Eh, busca ajuda, né? busca ajuda para você, para você saber como lidar com esse irmão, para você saber como você pode ajudar esse irmão. Se ele não quer ser ajudado, ajude-se você. Procure ajuda para você, para você se fortalecer, para saber lidar com seu irmão. Perfeito, Fernanda. Nossa, gente, eh, um tema bem interessante, um pouco difícil, né, de lidar com isso, porque eh eh de falar sobre isso, porque quando a gente fala de uma pessoa da família que causa problemas para todos que vivem ao redor, é um pouco delicado. E aí a gente, nós falamos aqui sobre eh oferecer a primeiro falamos sobre a criação, né, que vem lá do início. Aí depois em oferecer ajuda, em não abafar, né? Não tapar o sol com a peneira, como dizia minha avó, não esconder o problema eh e não alimentar essa zona de conforto e até se distanciar dessa pessoa. Percebe como é delicado até pra gente conversar sobre isso, mas ainda bem que nós temos conosco uma pessoa gabaritada, né? é uma psicóloga, terapeuta familiar, que entende, que trabalha com isso e que pode nos orientar como foi eh eh feito aqui no programa. Então, quero agradecer demais, Fernanda, pela sua parceria, por trazer o seu conhecimento, por orientar mesmo diante de um assunto tão complexo que é o que nós trouxemos hoje, né? Porque quem não vive não tem noção da dimensão que é esse grande problema no seio familiar. Obrigada pela sua participação. Muito obrigada a você, porque quando a gente faz esse tipo de programa, a gente consegue levar conhecimento para uma gama maior, não só dentro do consultório, né? Então isso é muito importante que as pessoas começam a ter conhecimento, porque o conhecimento ajuda muito a viver. Uhum. Então eu que te agradeço por eu trazer esse conhecimento e poder ajudar algumas pessoas a mais, né, mostrando como que funciona, né, o viver, né, como você pode viver melhor mesmo numa num ambiente tóxico, num ambiente conflituoso, mas como que você pode viver melhor ali dentro, se tratando, cuidando primeiro de si. Isso é uma coisa muito importante. Primeiro a ser tratado é a é você, né? Não é aquele irmão que tá com conflito, mas é você. Você tem que tá bem para você poder tratar o outro. Maravilhosa. Obrigada, Fernanda, mais uma vez pela sua participação, viu? E você aí de casa, obrigada por estar conosco. Quero lembrar você que a Íria tá chegando aí, trazendo informações atualizadas aqui de Campinas, do Legislativo Brasil e Mundo ao meio-dia Câmara Notícia e hoje é quarta-feira, então hoje tem reunião ordinária. Você é convidado para participar online, né, aqui pela TV Câmara Campinas e também no plenário da Câmara. Gente, então para fechar, o programa de hoje nos mostra que ajudar quem amamos é um gesto de carinho e responsabilidade, mas também nos lembra que ninguém consegue cuidar do outro de forma saudável quando abandona a própria saúde emocional no caminho. A família é um espaço de acolhimento, mas também precisa ser um espaço de limites, de diálogo e de corresponsabilidade. Afinal, apoiar não significa assumir sozinho o peso da vida de outra pessoa. A gente precisa reconhecer os próprios limites e entender que isso não é egoísmo. Muitas vezes é justamente esse equilíbrio que permite continuar oferecendo ajuda de forma consciente, respeitosa e saudável. Tá bom? Amanhã nós temos Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo e vamos discutir mais um tema importante que fala de relacionamento, né? Olha só, na chamada era do consentimento, muita gente diz que flirt, o flirt ficou mais seguro e respeitoso. Mas será que ele também ficou mais complicado? Por que tantos homens afirmam hoje ter medo de dar o primeiro passo? E por que muitas mulheres acabam reclamando da falta de iniciativa dos homens nos relacionamentos? O jogo da conquista mudou ou estamos apenas aprendendo novas formas de nos comunicar? Amanhã a gente vai falar, gente, sobre os desafios dos relacionamentos na era do consentimento e como encontrar equilíbrio entre respeito, liberdade e conexão entre nós, seres humanos, tá bom? Uma excelente quarta-feira para você. Fique bem, continue ligadinhos aqui na TV Câmara Campinas e até amanhã, se Deus quiser, com mais uma edição do estúdio Câmara. Beijo. Valeu. Tchau. Ciao.
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