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Hoje, no giro ambiental, vamos falar sobre um reconhecimento importante conquistado pela Sanasa. A empresa ficou em primeiro lugar na categoria enfrentamento da escassez hídrica no prêmio Ares PCJ, práticas de destaque em saneamento, da Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. E para entender melhor esse trabalho, os desafios da segurança hídrica e as soluções adotadas em Campinas, eu converso agora com Diego Pinto da Gerência de Integração, controle e desenvolvimento tecnológico da SANASA. Diego, seja muito bem-vindo ao Giro Ambiental e muito obrigada. Boa tarde, um prazer poder falar com vocês. Obrigado pelo convite. Prazer também poder compartilhar aí um pouquinho de como que a Sanata tem feito esse trabalho. Perfeito, Diego. Pra gente começar, eu queria que você explicasse eh o que é esse prêmio, né? E qual o trabalho da SANSA que foi reconhecido. Bom, foi a primeira edição desse prêmio. Prêmio que foi promovido pela Aris PCJ e a agência reguladora dos serviços, né? Então, todo o município, no Brasil todo, tem diversas agências reguladoras que são eh responsáveis por fiscalizar e regular o serviço de saneamento. E aqui na nossa região, eh, nós temos nós somos associados à áreas PCJ, né, consórcio público que faz esse serviço. Então, esse esse prêmio foi a primeira edição, como eu disse, tinham três categorias e nós participamos com com um prêmio, né, na categoria enfrentamento da escassez hídrica. Então, é um trabalho que nós fazemos já há muito tempo aqui na SANASA e decidiu, né, a as ações executadas nesse trabalho que nós temos aqui, elas iam muito ao encontro do que do que pedia, né, do que tava estabelecido nesse nesse prêmio. Então, nós submetemos o trabalho e tivemos a felicidade aí de ser de ser premiados com o primeiro lugar, certo? E o prêmio ele destaca, né, o chamado plano de segurança da água. O que é exatamente esse plano e como ele funciona na prática? Perfeito, né? O plano de segurança da água, o PSA, sigla, né? Eh, essa terminologia foi cunhada pela OMS, a Organização Mundial da Saúde, pela IWA, que é a International War Association, uma instituição do setor água, a maior instituição do setor água no mundo, né? Então, essas são instituições internacionais que desenvolveram essa eh vou chamar de é uma estratégia uma de avaliação e gestão de risco associado ao sistema de abastecimento de água. contempla toda a a bacia, todo o processo, né, desde a água lá na fonte de captação, no nosso caso aqui em Campinas do Rio Aquipaia, passando por todo a etapa de tratamento, reservação e distribuição na rede. Então, todas essas etapas, elas são eh eh são previstos ações sempre preventivas, focando em eh focando em ações preventivas para que para garantir a segurança da água. Então é ela ela a diferente de um modelo tradicional, vamos dizer assim, que se preocupa com ponto final, fazer um controle de qualidade no ponto final, esse modelo de gestão de riscos que a que a OMS preconiza, ela estabelece múltiplas barreiras de segurança ao longo de todo o sistema, como eu disse, para que você tenha uma maior assertividade, maior controle em pontos de controle, eh maior assertividade em pontos de controle crítico para conseguir para atender esse esse objetivo garantia de segurança da água. E Diego, a SAN NASA, ela trabalha com uma abordagem, nesse contexto de escassez hídrica, uma abordagem reativa. Você poderia explicar pra gente também como que isso funciona? É, na verdade é a abordagem, ela é preventiva, né? o a a o o modo mais tradicional que seria esse reativo. E o PSA, o plano de segurança da água, ele pressupõe justamente essa mudança de paradigma de tirar do reativo para ir pro preventivo e próativo. Então a ideia que ele propõe é justamente agir antes, agir na prevenção. Então assim, eh, estabelecendo as múltiplas barreiras, como eu falei, eh, estabelecendo os pontos de controle crítico ao longo de todo o processo do sistema de abastecimento de água para que esse condutor tem muito mais assertividade. Então, eh, tudo que diz respeito à qualidade da água, a quantidade da água, ou seja, a disponibilidade do recurso e também excelência do serviço, tudo isso tá incluso dentro de um desse sistema de avaliação e gestão de risco que o PSA propõe. Então, aqui na nossa região, eh, importante dizer, né, Campinas, a gente tá na bacia hidrográfica do dos míos da SK, capivaria, a bacia do PCJ. E a gente aqui a a região ela é caracterizada pelo estress hídrico, né? é conhecido essa característica, essa essa essa esse fator da nossa região. Então, é uma região de estress hídrico, é uma região altamente urbanizada, industrializada, bastante populosa. Então, eh ações que que vão mitigar essa esses possíveis problemas, esses desafios com a com a com estress hídrico, estão previstos também no plano de segurança da água, certo? você já falou um pouco, você poderia citar pra gente quais são esses trabalhos de que vocês fazem para eh conseguir prevenir eh esse problema de escassez no município? Claro. É, então, como eu disse, né, como a gente faz, a gente primeiramente faz um mapeamento desses riscos, né, como eu falei, tanto no quesito de qualidade da água, disponibilidade da água, tudo o que é mapeado dentro de uma matriz de risco é elencad ações de prioridade. Então, as principais ações que vem sendo tomada na atual gestão liderada pelo presidente Manuelito, eh, dizem respeito, por exemplo, a desde a captação, arofite captação, estruturação das áreas de captação e adução de água, eh, a setorização na rede de distribuição, a melhor setorização, a a trabalho com com perdas, com inteligência artificial no controle de perdas na rede de distribuição, eh, construção de novos reservatórios, 20 novos reservatórios foram construídos nos últimos anos, aumentando significativamente nossa capacidade de armazenamento. Eh, por exemplo, estudos também, eh, estudos com possibilidades de reuso. Nós temos em Campinas hoje duas EPAR, estação produtora de água de reúo já funcionando e uma terceira já em retrofit. E assim que essa terceira ficar pronta, a gente vai ter um nosso afluente tratado já vai corresponder 50% desse tratado total em nível de de purificação, de nível de EPAR, vamos dizer assim. Então assim, esses estudos com reuso, eh, enfim, então são várias ações eh para poder mitigar os possíveis riscos de desabastecimento. E você já falou um pouco sobre o uso de inteligência artificial. A tecnologia, ela tem sido uma aliada importante no saneamento? Quais são as ferramentas, além da inteligência artificial, como você citou, eh, que tão eh sendo utilizadas pela empresa? Sem dúvida. Eh, essa a ferramenta plano de segurança da água, eu acho ela é muito muito eh como que eu posso dizer, muito eficiente no que no sentido de ser de poder ser replicada em diversos cenários, seja empresas de grande porte, médio porte, pequeno porte, com recursos pequenos, médios, grandes, com tecnologia, sem tecnologia. É claro que tendo tecnologia, isso vai ser um pilar a mais para dar um grande suporte nisso. Então a gente tem feito muito isso nos últimos anos. a gente tem focado bastante na integração entre os setores, porque não se faz o plano de segurança da água sem essa integração. Ele pressupõe as ações do plano de segurança da água pressupõe uma transversalidade de ações. Então, como a gente envolve diferentes setores aqui no no na empresa na SAN NASA, que fazem parte do processo de abastecimento de água, integrar esses setores é fundamental para executar as ações do plano e a tecnologia ajuda muito nisso. Então, um grande exemplo que nós temos aqui é a sala de situação. A sala de situação, ela fica na diretoria técnica, liderada aqui pelo Marco Antônio. E essa sala ela consegue ela ela é multitelas, ela tem diversos sistemas operacionais, ela consegue integrar diversas ações em tempo real que acontecem na empresa. É como traduzindo aqui um centro de comando em tempo real. E aí o que a gente tem feito bastante nos últimos tempos é trazer tudo que ela já conseguem entregar de tecnologia e de efetividade nas ações, trazer todas as a parte das ações de qualidade e segurança da água dentro do processo, utilizando essa estrutura que essa NASA já vem construindo. Você já falou dos estudos, das ações de trabalho de vocês, mas para quem tá em casa, as famílias em casa, como que esse trabalho impacta diretamente essas pessoas também? como que elas podem perceber essa diferença das ações da SAN NASA. Perfeito. Olha, eu acho que a gente pode falar tanto em números, eu acho que é eh eh o número sempre vai ser uma resposta muito muito direta, mas a gente pode falar também em num ativo eh não tão quantitativo, não tão numérico, que é a confiança do consumidor. Então, como pelos números, eh, a gente leva vai apresentar o trabalho. Então tem diversos indicadores e registros que nós monitoramos, desde a quantidade de amostras que sãoados para garantir a qualidade da água que supera o exigido pela pela norma que é do Ministério da Saúde, a portaria 888 do Ministério da Saúde. A o padrão de qualidade, o índice de conformidade ao padrão de potabilidade tá em 99%, eh a continuidade do abastecimento 99.9%, 9% o índice de reclamações quanto à qualidade e quanto a disponibilidade de água tão mantendo zero. E assim, sempre comparando com outros pares do mercado, né, a gente faz uma comparação não só com o que a gente tem aqui dentro, como também com outros pares do saneamento, pelas municipais, estaduais, privadas. Eh, o índice de perdas na distribuição de Campinas é referência no Brasil. Então assim, diversos números mostram, colocam a NASA não só num patamar de liderança, como até retratado nos últimos indicadores e trata Brasil últimos anos, quando até as experiências internacionais que a gente tem, gente, hora que a gente olha os números dessa NASA e conta com o número de empresas de países que estão em que o saneamento já é superado, o saneamento não é mais um problema como é no Brasil de forma geral, a gente vê que felizmente em Campinas a a gente tem uma empresa, a gente tem números que estão de igual para igual com as melhores cidades da Europa, por exemplo. Então essa parte de números é muito significativa e que reflete, né, na na qualidade de vida da população. E outro é a própria satisfação do consumidor, a confiança que o consumidor de Campinas tem na água que ele recebe, né? Eh, tanto em pesquisas também a gente pode constatar isso e experiências que eu tenho fora de Campinas que a gente vai levar o trabalho, vai apresentar e representar a gente entende até a que outras cidades, outros municípios não tem a mesma confiança. O consumidor conversando com eles, eles eles conversam com a gente, tem essa mesma confiança que a gente percebe que tem aqui em Campinas. Então acho que o melhor benefício, né, o plano, ele pressupõe a garantia da segurança da água, mas é refletido diretamente no dia a dia do consumidor do, né, do consumidor final. E um outro ponto bastante importante, eh, o plano de segurança da água, todas as condições que estão, eh, implicadas nele, o objetivo principal, ele é norteado sempre por objetivos de saúde pública. Então a gente tem um contato próximo devido, que é o departamento de de vigilância sanitária aqui de Campinas e eles também tm indicadores e registros que vão mapeando e vão mostrando como é que tá essa distribuição de doenças de todos os sentidos, né, de todas as distribuições de doenças que existem, mas para nós que mais interfere é a água. E a gente acompanha isso e assim eh tem nenhuma ocorrência registrado com relação 5 meses nos últimos anos. Então esse acompanhamento de perto com também faz é muito importante. E falando também sobre sustentabilidade, esse prêmio que vocês receberam, esse reconhecimento também reforça o compromisso que vocês têm com a sustentabilidade? Ah, sem dúvida. É, é o que a gente fala também, né? Eh, recentemente essa NASA tem ganho bastante prêmios, tem sido bastante premiada e reconhecida em várias frentes de trabalho, né? várias frentes de atuação, mas e pra gente é motivo de muita satisfação, muito orgulho para nós que estamos eh na SAN NASA. Esse prêmio, não só esse que, né, que nós estamos falando agora, mas diversos outros que nós que a SAN NASA recebeu, é fruto de fato de um trabalho coletivo. Aí somos quase 2.000 colaboradores. Então assim, é é muito gratificante não só receber esses prêmios, ver essa NASA recebendo, mas saber que, de fato, as ações que levam os prêmios, elas estão elas vão de fato ao encontro de de algo sustentável, de algo que tem a ver, tá ligado diretamente com o ODS6, ODS13, que são os objetivos de desenvolvimento sustentável, né, previstos. Então, vale destacar dentro disso, né, dentro desses objetivos, né, o quando a gente fala do marco legal, que prevê a as metas para cumprimento até 203 no Brasil, a SANASA já atingiu em 2023. Então, a SANASA atingiu 10 anos antes metas estabelecidas pelo marco legal. Então, assim, eh, as ações vão totalmente ao encontro dessas eh de relações sustentáveis, né? E pra gente encerrar, Diego, eh, que mensagem você deixa também pra população, né, sobre a importância do uso consciente da água? Qual o papel deles também? Sem dúvida. É isso, essa palavra de estudo, é o consumo consciente, né? A gente sabe que a água é um recurso eh é um recurso, é um bem, né? é um direito de todos, mas ela realmente não tá disponível a pronta entrega sem tratamento. A gente sabe que as bacias hidrográficas da nossa região e de diversas regiões do Brasil, elas sofrem o impacto da da ação antrópica e natural. Então a gente existe um trabalho muito grande para que a água chegue de fato lá do do da bacia hidrográfica até a nossa torneira. Então a gente fala bastante, tem sido bastante veiculado sobre o sistema cantareira. Então, trazer isso pro público lego, né, que a gente tem a disponibilidade de água que tá aí no nosso rio aqui, mas ele faz parte de um sistema complexo de gestão hídrica, que tá cada vez mais eh sendo e preparado, ampliado, mas que faz parte do sistema que muitas cidades dependem disso. Então assim, fazer essa gestão de recursos hídricos, tanto da disponibilidade do recurso, quanto da qualidade da água que chega pra população, é um trabalho que envolve eh diversos atores nesse cenário aí e enfim e de grande importância. Aí pro consumidor final, de fato, a importância dele receber uma água de boa qualidade, segurança e fazer o uso consciente disso para que realmente isso seja eh o um o maisico para todos possível. Exatamente. Perfeito, Diego, eu agradeço aqui a sua participação com a gente, pela sua companhia, por compartilhar com a gente eh todas as informações sobre esse prêmio tão importante que a Sonasa recebeu. Obrigado pela oportunidade. Quero também reforçar aqui e agradecer a Ares PCJ pelo pela publicação do prêmio, reforçar o papel, né, da das agências reguladoras que além de fiscalizar e regular também exchacer com os regulados. a gente teve experiências recentes, por exemplo, em países mais desenvolvidos, em que o, de fato, o agente regulador ele faz uma uma parceria e isso acaba sendo um um um booster mesmo, acaba sendo um uma ação de propulsão de qualidade, de níveis de qualidade e segurança da água. E agradecer pela oportunidade aqui pela nossa diretoria técnica o Marco Antônio, nosso presidente Manuelito, pela oportunidade de est realizando e poder representar essa NASA nessas oportunidades. Agradeço mais uma vez. Obrigada também pela sua audiência e você fica agora com as informações e curiosidades do meio ambiente. Até mais. O tubarão, considerado um dos maiores predadores dos mares, pode ser mais sociável do que se imagina. Um estudo revelou que tubarões touro são capazes de formar relações sociais com indivíduos específicos. A descoberta contraria a ideia de que esses animais vivem de forma solitária. A pesquisa foi conduzida por cientistas de universidades do Reino Unido e por instituições de FIG. A pesquisa foi conduzida por cientistas de universidades do Reino Unido e por instituições de FIG. Os pesquisadores analisaram o comportamento dos tubarões em ambiente natural. O estudo identificou padrões de convivência entre os animais. Segundo a autora Natasha Marose, os tubarões demonstram preferências sociais semelhantes às humanas. Eles podem formar vínculos, manter proximidade e até evitar certos indivíduos. O comportamento indica a existência de relações sociais estruturadas entre esses animais.