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Giro Ambiental | Guerra EUA-israel-irã afeta migração de 1,5 bi de aves
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Giro Ambiental | Guerra EUA-israel-irã afeta migração de 1,5 bi de aves

32 views Publicado 09/04/2026 HD · 16:54
Resumo editorial

O quadro Giro Ambiental traz reflexão pouco usual sobre os impactos ambientais dos conflitos militares no Oriente Médio, especialmente nas rotas migratórias das aves que cruzam Israel anualmente. A região é considerada um dos maiores funis migratórios do planeta, ponto de convergência das aves da Eurásia que se afunilam ali antes de atravessar para o continente africano. O biólogo convidado explica que entre 500 milhões e 1,5 bilhão de aves cruzam essa rota a cada ciclo migratório, dependendo do período do ano, fluxo que está diretamente ameaçado pelos sistemas de defesa, pelos mísseis e pela alteração do espaço aéreo decorrente da escalada bélica entre Estados Unidos, Israel e Irã. A conversa contextualiza como conflitos humanos produzem efeitos invisíveis sobre ecossistemas planetários, com consequências que podem atingir populações inteiras de espécies migratórias, alterando equilíbrios biológicos em territórios distantes do epicentro da guerra, inclusive na América do Sul, conexão silenciosa que merece atenção da educação ambiental em Campinas.

Descrição do vídeo

Bem-vindo ao Giro Ambiental 🕊️, quadro da TV Câmara Campinas que revela conexões entre humanos e natureza! Nesta edição crucial, biólogo Vitor Filiputti (Pido) alerta: conflitos EUA-Israel-Irã destroem funil migratório de Israel, rota de 500 milhões a 1,5 bilhão de aves/ano da Eurásia à África. Mísseis, drones e explosões causam mortes silenciosas, desvios exaustivos e colapsos ecológicos. Assista à entrevista exclusiva, entenda impactos globais e compartilhe para conscientizar! 👇 Israel: Gargalo vital das aves 🌍: Região entre mar Mediterrâneo e deserto forma "esteira térmica" perfeita – aves planam com mínimo esforço em migração anual sincronizada por milhões de anos. Espécies: cegonhas, águias, abutres (solitárias); bandos pequenos; recordista falcão (22 mil km). Funil converge Eurásia para África – parada essencial para descanso/alimentação. Consequências da guerra 💥: Mortes diretas: Explosões noturnas (barulho/luz) desorientam; aves fogem ou voam exaustas. Desvios fatais: Evitam zona (iluminação, caos); perdem paradas – cansaço mata antes do destino. Evidências iniciais: Queda em chegadas à África; ciclo completo revela declínio décadas (60-80 anos recuperação). Cadeia ecológica rompida 🔗: Controle pragas: Aves comem insetos em plantações (trigo/milho) – pragas explodem, inseticidas sobem, colheitas caem. Polinização: Nectívoras espalham pólen/frutos sincronizados com migração – plantas sem sementes. Dispersão sementes: Frugívoras liberam via fezes em rotas precisas – ecossistemas colapsam África/Eurásia. Comportamento alterado 🧭: Evolução matemática otimiza energia – guerra quebra GPS natural (altitude, pausas). África sofre fome de polinizadores sem aves; pragas devastam lavouras distantes. "Conflito local afeta planeta – aves conectam ecossistemas". Curiosidades finais 🌊 Arraial do Cabo (RJ): Drone flagra 2 tubarões bijupirás com tartaruga-de-couro (maior marinha do mundo). Baleias cachalotes: Confirmado cientificamente (St. Andrews, UK): cabeçadas rituais (2020-2022, Açores/Baleares) – inspirou Moby Dick. Giro Ambiental une ciência e urgência! Curta ❤️ se ama aves/natureza, compartilhe contra guerras ecológicas e ative 🔔 para giros semanais: migração, oceanos, clima. Guerra afeta sua comida? Comente! #GiroAmbiental #MigracaoAves #GuerraEUAIsraelIran #VitorFiliputti #TVCC Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, sejam bem-vindos a mais um Giro Ambiental. No programa de hoje, vamos entender os impactos da guerra na migração de aves. Isso porque, enquanto o mundo acompanha os conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, com imagens de mísseis e sistemas de defesa no céu, existe uma consequência silenciosa que quase ninguém vê e que ameaça a sobrevivência de espécies inteiras de aves do mundo. Para essa conversa, eu recebo o biólogo Vittor Filiputi, o Pido. Pido, muito obrigada pela sua participação e seja bem-vindo ao Giro Ambiental. Olá, muito obrigado, obrigado pelo convite e com certeza é um assunto que é bem interessante, bem atual, né? Então vamos falar um pouquinho dele. Vamos lá, Pedro. Para começar, eu queria que a gente começasse a situar quem tá assistindo, porque Israel é considerado um dos maiores funis migratórios do mundo. Porque essa região ela é tão estratégica pras aves? Tá. Então, a pra gente entender fim migratório, a ideia é a seguinte, eh, todas as aves da região da Europa, Ásia, Norte, Sul, leste, oeste, elas acabam meio que se convergindo para essa região. E aí funciona, como o nome próprio diz mesmo, é um funil onde as aves se concentram para poder migrar e passar dessa região pro continente africano. Eh, então, traz aves de toda o que a gente chama de Eurásia, né? da região da Eurásia para poder fazer essa migração, elas se afunilam nessa região para poder fazer essa migração para pro continente africano, certo? E trazendo pro cenário do conflito, né? O que muda eh na prática, quais as consequências que essas aves podem enfrentar por conta desses conflitos? Eh, então, eh, todos os anos a estimativa é que cerca de 500 milhões até 1 bilhão e meio de aves, dependendo do período do ano e tudo mais, mas no geral a soma total, né, de todo o período migratório, pode chegar até 1 bilhão e meio de animais, acabam usando esse corredor e esse funil de migração para poder chegar no continente africano. E no final das contas, o resultado prático disso é que muitas dessas aves não conseguem chegar no destino, eh, não consegue atravessar essa região por conta do conflito e não conseguem chegar no destino final delas, que no fim das contas é realmente o continente africano, certo? E pra gente contextualizar também quem tá em casa, quais são essas aves que costumam passar eh nessa região durante esse período migratório. Ó, tem todo tipo de ave, desde aves grandes, como cegonhas, águias, eh, muito presentes na região, abutres, tem bastante também que usam essa região migratória, como aves pequenas, aves de bando, que a gente chama, né, que são aves, porque se a gente pega, por exemplo, águias, eh, cegonhas, eh falcões, gaviões, que tem muito na região, eles tendem a ter uma migração mais solitária, mas a gente tem muita ave de bando, que são aquelas aves que a gente vê migrando em grande quant quantidade, aqueles blocos grandes de ave migrando. Então, a gente tem todo tipo ali. Eh, eh, Falcão, tem um Falcão, inclusive, que ele é o recordista de migração do mundo, que ele passa ali por essa região do funil e todo ano ele migra, ele ele voa cerca de 22.000 1000 km saindo da região eh nativa dele até a região da do continente africano. Então, todo tipo de ave acaba sendo eh eh afetado por esse conflito que tá na região. E já existe eh evidências de mudança nas rotas eh migratórias dessas aves? evidência de mudança existe. Eh, a gente a gente tem como ter a visualização, apesar de ser um conflito recente ainda, esse tema ele ficou muito evidente por conta da da do das pesquisas que são feitas na chegada dessas aves e as visualizações e as análises feitas na quantidade de aves que chegam até o destino realmente já diminuíram, estão mostrando que estão sendo afetadas. Agora, os outros tipos de resultados mais amplos, visando o ecossistema e toda a conexão que essas aves têm com o ecossistema, por enquanto ainda é muito cedo para analisar. A gente sabe o que pode acontecer, a gente sabe o que pode acarretar, mas os resultados reais disso a gente vai ter, por exemplo, só no próximo ciclo ou no fechamento desse ciclo, quando essas aves não estão conseguindo chegar ao seu destino e fazer tudo que elas têm que fazer durante a migração, porque não é simplesmente uma migração, ela sai de um lugar e pro outro, ela tem uma conexão gigantesca com esses ecossistemas que ela passa. E a no fechamento desse ciclo, a gente vai conseguir perceber com mais clareza os resultados de tudo isso, certo? E além da rota, o comportamento também pode mudar? Elas podem alterar, por exemplo, a altitude do voo ou deixa de fazer paradas importantes durante o trajeto? Com certeza. É uma coisa que a gente tem que pensar é o seguinte, primeiro, o por que esse funil é importante? Se a gente pegar a região, de um lado a gente tem mar e do outro lado a gente tem praticamente uma região só de deserto. Então uma região muito quente. Essa região de funil que fica entre o mar e entre o deserto, ela forma uma corrente de de ar e com uma temperatura ideal pro voo dessas aves, principalmente as aves maiores. E elas aproveitam como se fosse realmente uma, dá pra gente comparar com uma esteira rolante, onde ela entra nessa massa, nessa corrente de ar e ela consegue fazer o menor esforço possível para voar o maior tempo ou maior eh espaço possível, com o menor esforço possível. E o que a gente tem que pensar é que essas aves evoluíram durante milhões de anos para fazer exatamente isso. Uma migração, na verdade, ela é um projeto meio que matemático. Então, é tudo pensado, é tudo já voltado para economizar energia, porque são longas distâncias e não dá para ficar parando toda hora, senão a meio que o a viagem não rende. E a gente tem um problema muito sério de que bem nessa região do conflito, em algumas áreas, são paradas de descanso dessas aves e paradas de alimentação dessas aves, que elas usam literalmente para recarregar bateria e poder voltar pro processo de migração. E aí quando elas chegam nessa área que elas já estão cansadas e que elas teriam que dar uma pausa para se alimentar, para descansar e para se hidratar, tomar água, tudo mais, elas não encontram esse lugar disponível para isso. E aí a tendência eh são duas. Primeiro ela tentar desviar dessa área de conflito que vai tá ali todo bagunçado, barulho, iluminação, explosões, eh, enfim, tem muitas á que matem essa migração à noite porque favorece de não ter predador, a temperatura é mais amena e aí todas as explosões, iluminação e tudo mais que tem no lugar ou obriga elas a desviarem do caminho e procurar um outro lugar para descansar. E isso naturalmente aumenta o espaço de voo delas. Ou elas acabam tocando reto, tentando passar por cima da área do conflito e não para para descansar. Tanto um um quadro, tanto uma situação quanto a outra acaba afetando essa ave e muitos muitas delas não chegam no destino final porque morrem antes literalmente de cansaço, porque elas elas não estão programadas para voar tanto tempo assim sem parar para descansar. E além desse não ter esse descanso, né, além desse cansaço extra, é o barulho também das explosões que acontecem nesses conflitos de caças, de drone, também podem desorientar essas aves? Com certeza. eh tanto o barulho das explosões quanto a iluminação das explosões, eh, tudo elas, eh, elas têm um sistema como se fosse um sistema de GPS mesmo. Eh, dentro dessa ideia de voar eh o o economizar energia no voo, a ideia é um voo máximo possível em linha reta e não ficar fazendo desvios para fazer isso. E quando essa iluminação, esses barulhos de explosões, eh, acontecem perto delas, a tendência é que elas não vão simplesmente fazer uma curvinha e passar. Às vezes elas voltam, às vezes elas fazem curvas de 90º e a à noite ou de dia isso pode desorientar elas e levar elas para outro lado. E quando elas se dão conta, elas já estão muito longe da rota normal delas. E além de tudo isso, isso também pode comprometer a reprodução dessas espécies? Com certeza, porque o período de reprodução das aves é um período relativamente curto e programado. Então, ele tá muito ligado e ele tá muito sincronizado com a a ideia da migração. Então, muitas vezes, se essa migração se estende, se essa ave chega cansada no lugar, eh, se ela chega desidratada, desnutrida, por conta desse aumento do período de voo, do aumento do tempo de migração, a última coisa que ela vai pensar é reprodução. E com certeza isso afeta diretamente nos nascimentos depois, né, que estão sincronizados com esse período. E aí que entra a ideia de que a gente só vai entender direitinho o que que acontece com essas populações no final de um primeiro, de um segundo ciclo, quando a gente conseguir ver a quantidade dessas populações comparadas com o período préflito, né, antes do conflito, certo? E também quando a gente fala sobre essas consequências da migração, quais são os impactos para outras regiões do mundo? falando de meio ambiente também, sabendo que as aves são importantes para polinização, dispersão de sementes, por exemplo. Eh, certo, são três fatores aí que a gente pode citar como exemplo, tá? O primeiro deles é controle de pragas. Então, muitas dessas aves quando param em determinados pontos para se alimentar, a ideia da da dessa sincronia da migração, ela é tão é uma catraquinha de relógio tão bem regulada que muitas vezes o período que ela para para descansar, ele choca exatamente com o período de reprodução de alguns tipos de insetos e naturalmente alguns tipos de insetos que se tornam pragas em plantações, plantação de trigo, de milho, eh, É, enfim. E essas aves parando para descansar, elas funcionam como controle biológico. Então, elas se alimentam desses desses insetos e elas fazem esse controle natural de pragas. Um efeito prático que isso dá é o aumento das pragas das plantações por diminuição das aves que se alimentam desses insetos. Aí o aumento dos de inceticidas, a diminuição na na no colheita e no resultado final dessas plantações. Então esse já é um resultado direto que até afeta nós seres humanos. A gente tem um um segundo resultado que é o resultado nas polinizações, eh porque muitas dessas aves elas são nectívoras, então são aves que se alimentam de de néctar. E aí, nesse momento que ela tá se alimentando, ela também tá fazendo o processo de polinização. Então isso acontece geralmente com aves menores. E aí de novo, se são plantas que dependem dessa polinização exatamente naquele período do ano, naquele período de migração, porque sincronizou também ao longo de milhares e milhares de anos com a migração dessas aves, essas plantas vão ficar sem polinização e vão deixar de gerar frutos e consequentemente sementes. E isso também impacta diretamente na população dessas plantas. E como um terceiro impacto importante, a gente tem a dispersão das sementes. Quando algumas outras espécies, que podem ser também frugívoras, elas comem as frutas e voltam a voar, voltam a migrar. Só que nesse período de voo elas vão defecando e as sementes vão sendo liberadas junto com as teses. E aí as sementes vão sendo espalhadas dentro de uma área que já é esperada até ecologicamente, não tendo a aveimentar da fruta, você tem uma menor dispersão de sementes e afeta também na população de várias e várias espécies de plantas. Nossa, são impactos que a gente nem imagina, né? E para finalizar, é o que esse cenário revela também sobre a relação entre conflitos humanos e o equilíbrio ambiental, o que essa perda de conectividade ecológica causada pela guerra, pelos conflitos, elas podem levar décadas para ser recuperadas. Essas aves podem levar décadas para se recuperar, certeza. Eh, eh, até um ponto importante que muitas vezes a gente pensa que o impacto gerado ele é somente no local onde o conflito tá acontecendo, mas no caso, por exemplo, da migração das aves, a gente tem que pensar que toda essa parte de polinização, conexão com o ecossistema, de maneira geral, acontece onde o conflito tá acontecendo, mas também acontece, por exemplo, no continente africano, aonde essas aves chegam. E se elas não chegam, toda essa dispersão, essa polinização, esse controle de pragas também não acontece num local que o conflito não tá acontecendo e que é muito distante da onde o conflito tá acontecendo. Então tem um impacto significativo não só no local do conflito, mas também em outros locais que às vezes a gente também pensa que não tem nada a ver. E sim, se você tem uma redução, eu falei, por exemplo, de que em todo um período migratório, a estimativa é que pode chegar até 1 bilhão e meio de aves passando pelo local, se você reduz essa população e você tem todo um ecossistema que depende desses 1 bilhão e meio de indivíduos que passam por lá todos os anos, para você recuperar tudo isso, você pode levar literalmente décadas. E essas décadas pode passar aí de 60, 70, 80 anos para poder chegar a números anteriores no números do pré-conflito. Pido, eu agradeço mais uma vez a sua participação aqui no no programa para contextualizar esse cenário de guerra que a gente nem imagina que acontece também por trás desses conflitos. Eu que agradeço o convite. Muito obrigado e precisando, estamos à disposição aqui. Obrigadão. Forte abraço. Obrigada. Eu agradeço também a sua audiência. Eu fico por aqui, mas você segue com as informações e curiosidades do meio ambiente. Até o próximo giro ambiental. Um vídeo nas águas de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, chamou a atenção nas redes sociais. As imagens captadas por um drone registraram um encontro incomum entre dois biju pirás e uma tartaruga de couro, considerada a maior tartaruga marinha do mundo. O momento foi flagrado pelo criador de conteúdo de turismo Eduardo, que costuma compartilhar imagens aéreas de destinos brasileiros. Um comportamento das baleias descrito por marinheiros há mais de um século e que inspirou o clássico da literatura Mob Dick de Herman Melville, mas que nunca havia sido comprovado, acaba de ganhar confirmação científica. Pesquisadores da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, registraram pela primeira vez em vídeo caixa lotes dando cabeçadas umas nas outras. As imagens foram captadas com uso de drones durante expedições realizadas entre 2020 e 2022 nos Açores, em Portugal e nas ilhas Baleares, na costa da Espanha.
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