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Giro Ambiental | Catar conchas na praia: Entenda impactos e orientação do ICMBio
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Giro Ambiental | Catar conchas na praia: Entenda impactos e orientação do ICMBio

145 views Publicado 19/02/2026 HD · 12:22

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Olá! Você sabia que aquela prática “inocente” de ir à praia e catar conchinhas na areia pode causar danos ao meio ambiente? 🐚🌊 Pois é: apesar de ser um costume comum, especialmente nas férias e em passeios com crianças, retirar conchas (mesmo vazias) interfere no equilíbrio natural das praias e de todo o ecossistema costeiro. Neste episódio do quadro Giro Ambiental, conversamos com Carla do Rosário, bióloga, para explicar de forma simples por que a concha não é só “enfeite” — ela faz parte de um ciclo ambiental e continua tendo função mesmo depois que o animal já não está mais vivo. ​ Por que pegar conchas pode desequilibrar o ambiente? 🔄 A Carla explica que as conchas são ricas em carbonato de cálcio, um mineral essencial para vários organismos marinhos (como moluscos e outros animais que precisam desse material para formar estruturas como conchas e esqueletos). Quando a concha permanece na praia, ela se desgasta naturalmente e ajuda a devolver esses elementos ao ambiente, alimentando ciclos naturais. Quando a gente leva embora, interrompe esse processo e reduz a disponibilidade desses materiais no ecossistema. ​ Além disso, fragmentos de conchas e outros elementos naturais podem servir de abrigo e refúgio para pequenos animais e participar da dinâmica da praia de várias formas. Ou seja: mesmo “morta”, a concha continua tendo papel ecológico. E isso é crime ambiental no Brasil? ⚖️ A entrevista também levanta um ponto importante: a discussão legal pode variar conforme o contexto (quantidade retirada, finalidade, comercialização e áreas protegidas). No entanto, independentemente da “linha tênue” jurídica, a orientação de conservação é clara: não colete nada do ambiente natural. O ICMBio reforça essa recomendação em campanhas e orientações ao público: “Pedaços de conchas, corais, ouriços e estrelas-do-mar servem de abrigo e devem permanecer em seu ambiente natural. Leve da praia somente memórias e fotografias.” Como mudar a cultura sem perder a graça do passeio? 📸 A mensagem do programa é simples e prática: Tire fotos e faça vídeos. Ensine as crianças a observar, registrar e devolver ao ambiente. Evite comprar artesanato feito com conchas ou corais, porque isso incentiva a retirada desses materiais da natureza. ​ O episódio ainda conecta o tema com a importância da educação ambiental e da cultura oceânica nas escolas, destacando iniciativas como o Currículo Azul, que busca ampliar o entendimento sobre o oceano e sua relação com a nossa vida. Então fica o convite: na próxima ida à praia, repense a “lembrancinha”. A melhor lembrança é aquela que não deixa impacto — e ainda ajuda a preservar a natureza para todo mundo. 🌎💙 ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá! Sabia que aquela prática de ir à praia e catar conchinhas na areia pode ser danosa ao meio ambiente? É isso mesmo. Tem um estudo, inclusive que fala sobre isso e algumas orientações a respeito. Pra gente entender melhor qual é os efeitos dessa prática, nós vamos conversar agora com a Carla do Rosário, que é bióloga e vai conversar com a gente justamente falando sobre isso, porque é tão comum, Carla, principalmente nas férias, quando a gente tá passeando com as crianças, geralmente se leva até uma sacolinha para ir pegando essas conchas que aparecem na areia. Por que que isso é considerado então uma prática que vai lá no futuro causar danos ambientais? Então, bom dia, né? Eh, é muito, é muito complexo, mas, eh, vou tentar explicar para vocês de uma forma didática. Eh, hoje nós temos esse ainda costume, né, das pessoas retirarem as conchas das praias. E entendo que isso também não é por maldade, né? a gente sabe que eh precisa ser eh as pessoas precisam conhecer o que está acontecendo em sua volta e também valorizar ou ter essa responsabilidade. Mas para que isso aconteça, elas precisam entender que retirar esse animal ou o esqueleto dele, a poncha, né, a mandíbula de um animal, seja qualquer espécie, ela precisa conhecer sobre aquele elemento, né, sobre aquele organismo. e as pessoas não têm tanto conhecimento. Então assim, eh, por que que hoje a gente pode falar que retirar as conchas das praias pode causar um desequilíbrio ambiental? Porque hoje entendemos, né, que temos algumas leis, entendemos também que temos especialistas trabalhando, buscando trazer pra gente mais informações e, claro, a educação ambiental também vem ganhando cada vez mais espaços. E hoje a gente entende que tirar esses animais da praia, seja vivo ou já o animal ali só o esqueleto, só a concha, ele traz sérias complicações. Mas qual é o motivo disso, né? Por que que traz as pessoas elas escutam falando que não pode e falar que não pode é muito pouco, né? As pessoas não querem saber. Ah, não pode. Eu não entendo por eu sempre peguei, né? Então, então tudo começa com um ciclo chamado ciclo biogeoquímico. Eh, ele, é claro, é um ciclo complexo, então não vou ficar aqui falando sobre ele, esse não é o objetivo, mas todo mundo que passou pela escola talvez lembre que existe o ciclo da água, né, ciclo do carbono, ciclo biogeoquímico, que faz com que esse ciclo vá ciclando, né, todos os elementos químicos minerais. Então, quando a gente fala eh especificamente de conchas ou animais como equinodermos, que a gente tem oriços, conchas ali, ou até mesmo alguns gastrópodes como eh caramujos, né, esses animais eles precisam de um elemento mineral chamado carbonato de cálcio. E esse mineral, o carbonato de cálcio, ele vai estar presente no meio ambiente. Naturalmente ele pode estar eh ser encontrado em roches sedimentares ou então ser então eh desmineralizado através de um processo de degradação natural, de um intemperismo, né, de um desgaste que ele vai voltando pra areia da praia, vai para o mar, né, bate as ondas, ele vai sendo ali eh desgastado com esse tempo e naturalmente ente ele vai voltando para lá e entra novamente no ciclo biogeoquímico. Acontece que quando eu retiro uma concha da praia que todo mundo pensa: "Ah, eu tô levando uma conchinha, né? Mas quando eu retiro essa concha da praia, eu não deixo com que esse elemento mineral, meu carbonato de cálcio, ele seja desgastado naturalmente, né, pelo ambiente e que ele volte para fazer o ciclo novamente para que os outros demais organismos, que não são suas conchas, possam utilizar ele através de quê? de absorção para a formação de seus esqueletos, suas conchas, até mesmo animais que têm mandíbulas, né, que na mandíbula nós também podemos ter dos animais o cálcio presente e diversos outros, né, animais e outros outras estruturas específicas. Então é é importante que a gente lembre que a concha, falando aqui da concha, mas outros elementos também que possam ter o elemento de carbonato de cálcio, ela precisa estar ali no ambiente, mesmo depois que ela já não esteja mais fazendo parte daquela conchinha, né? Eh, ela morreu ou não está mais ali? Agora, Carla, em alguns países, inclusive esse ato é considerado crime ambiental. No Brasil, na lei de crimes ambientais de 1998, ele não é exatamente um crime ambiental, a não ser que seja para quem transporta, comercializa, beneficia ou industrializa espécies provenientes de pesca ou coletas proibidas. Há uma linha tênue aí. É, eh, é bem importante a gente lembrar que nós temos a lei de crimes ambientais e temos também a lei de fauna, né? Então, existe também eh toda uma situação que precisa ser bem avaliada. Quando a gente tá falando de uma pessoa que pegou uma concha e levou embora, a gente não tem uma fiscalização para ver se a pessoa levou uma concha embora. Mas aí é muito importante a gente lembrar que existem duas situações. Pessoas que podem fazer grandes retiradas de espécies da praia. Isso para qualquer espécie. Não tô falando só de conchas, né? Seja espécies de restinga, seja da fauna, seja da flora, né? A lei de crimes ambientais, ela pode também estar amparando. Só que a gente precisa entender que existem comunidades ribeirinhas, né, que tem ali, né, a sua subsistência da pesca. Então, muitas vão utilizar o marisco, por exemplo, o saquaritá, né, eh, esses animais que vão fazer parte da sua vida, elas utilizam também para artesanato e tudo mais. Então é necessário também que aí pode entrar ICMB, pode entrar a lei de fauna, lei de crimes ambientais, amparando, né, essa situação, tá? Mas temos também outra situação onde pessoas comuns que não têm autorização, que vão fazer grandes retiradas, que caso denunciadas podem sim, né, ser criminalizadas diante dessas leis de crime ambiental e também a lei de falga, tá? Entendi. Agora, por exemplo, você falou inclusive do ISMB, a gente tem campanhas no país, inclusive a respeito disso, que fala justamente, ó, leve do ambiente, apenas memórias e fotografias. Que que a gente pode dizer então para que as pessoas que vão às praias brasileiras ou até fora do país, mas principalmente aqui no nosso país, eh que quando vê aquela conchinha, quando vê, fala assim: "Ah, mas não tem nenhum bichinho aqui dentro, vou levar para casa". Eh, como que é esse novo posicionamento? Mudarmos essa cultura, Carla? Eh, primeiramente, essa cultura, ela precisa ser internalizada nas políticas públicas dos municípios. Hoje a gente tem o currículo azul, né, já do ano passado, ele foi implementado para as escolas trabalharem a cultura oceânica, em várias instituições, inclusive. Mas o recado, além das políticas públicas continuarem a trabalhar a a cultura oceânica, a educação ambiental, o recado que a gente pode deixar agora aqui brevemente para as pessoas que estão utilizando as praias agora no final no final do ano pro início do ano agora, né, ainda vem carnaval, vai ter muita gente indo à praia, é que as conchas, eh, seja os mariscos, sejam os garossas ou Maria, Maria Farinha, que as pessoas chamam, eles são animais extremamente necessários, né, para esse ambiente. E quando eu retiro uma concha, posso estar tirando o refúgio de um outro animal, né? Todo elemento mesmo morto, ele faz parte do ambiente e ele precisa estar ali até mesmo para ser degradado e para voltar pro ambiente novamente, pro ciclo. E ele também pode servir de alimento para outro animal que se alimente também desse elemento. Então é importante que a gente lembre agora falando de conchas que ela também é moradia mesmo depois de morta para outros animais. Então, o que a gente pode deixar de recado é: tirem muitas fotos, façam muitos vídeos, né? Disseminem essas fotos e esses vídeos, mas não levem embora uma vida para ser morta, né? É necessário que ela esteja no ambiente de origem dela, tá certo? Então, Carla, fica aí o recado. Muito obrigada e até uma próxima oportunidade. Muito obrigada. É isso aí. Agora, gente, quando formos às praias brasileiras, principalmente, vamos ver de uma nova forma. Tire uma foto bem bonita, mas deixe então conchas e outros, como ela disse, esqueletos de animais ali, porque eles precisam desse retorno aí no mar muitas vezes ou até como abrigo para outros animais. Vamos repensar a nossa conduta. O giro ambiental não acaba por aqui não. Agora a gente fica com informações e curiosidades sobre meio ambiente e sustentabilidade. Pesquisadores da Universidade de Hutchers, nos Estados Unidos, desenvolveram a solução para a poluição plástica inspirada na própria biologia. Ao contrário dos plásticos sintéticos, polímeros naturais, como DNA, RNA e celulose não se acumulam no meio ambiente. E a equipe descobriu que o segredo está na química de suas ligações. A natureza utiliza truques estruturais que permitem que esses polímeros desempenhem suas funções e depois desapareçam com ligações que se rompem no momento certo. Ao copiar esse mecanismo, os cientistas criaram plásticos que se comportam da mesma maneira. A principal vantagem dessa inovação é permitir que os plásticos produzidos pelo homem se decomponham em condições cotidianas, sem a necessidade de altas temperaturas ou uso de produtos químicos agressivos para sua degradação. เฮ
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