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Olá, [música] [música] sejam bem-vindos a mais um Giro Ambiental. No programa de hoje, vamos falar sobre um tema que cresce junto com a tecnologia, mas que também traz desafios importantes, o impacto ambiental dos data centers. E para discutir soluções inovadoras nessa área, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, o CPQD, lançou o projeto Ecos, que busca tornar esses sistemas mais sustentáveis. Então, para falar sobre isso, eu converso agora com o Fabrício Lira, gerente de ambientes e inovação do CPQD. Fabrício, muito obrigada por aceitar o nosso convite e seja bem-vindo ao Giro Ambiental. Bom dia, obrigado pelo convite, obrigado a todos os espectadores. Estamos aqui para discutir um tema tão importante, né, na nossa atualidade. Fabrício, para começar, eu queria que você explicasse pra gente o que é exatamente um data center para quem tá em casa e pode não conhecer esse segmento da tecnologia. Um data center é toda a infraestrutura crítica de tecnologia de informação que a gente precisa para armazenar os dados, os famosos dados que a gente utiliza no dia a dia, na internet, nas redes sociais. Todos esses dados precisam ficar armazenados. E a infraestrutura que armazena esses dados a gente chama de data center. A gente pode entender que são os cérebros digitais da nossa atual, né, vida social e virtual na internet. Isso. Por que esse tema, né, dos data centers se tornou um tema tão central quando a gente fala de meio ambiente? é um tema tão discutido. Hoje em dia, nós temos observado ao longo dos últimos anos um crescimento exponencial da do uso da inteligência artificial, né, na internet, em várias frentes, tanto para pelas empresas, né, as empresas cada vez mais utilizando os data centers para suas suas operações, mas também pelo cidadão, né? Hoje todos nós conhecemos os algoritmos, né? os algoritmos estão lá presentes no nosso dia a dia, tudo que a gente faz na internet, seja acessando uma rede social, seja fazendo uma aquisição, eles estão sempre ali, né, quer a gente perceba ou não. E os algoritmos nada mais são do que inteligência artificial, né, a nosso a nosso serviço, a nossa a nosso trabalho. Então, a gente precisa considerar que todo o uso da inteligência artificial ele demanda o data center, né? ele precisa ser armazenado, eh, tanto os dados quanto os algoritmos precisando dessa estrutura. Sem o data center, né, não é possível a gente ter todo esse uso e todo o crescimento da da IA que a gente tem percebido nos últimos anos. A grande questão é que essa infraestrutura, ela demanda muitos eh recursos paraa sua função, né, paraa sua operação. Um desses recursos é a energia, né? Então, dependendo do porte do data center, ele pode consumir o equivalente a uma cidade de médio grande porte como Campinas, na duração, né, que ele tiver operando. Por exemplo, no período de um ano, pode chegar a superar, né, o consumo de energia de uma de uma cidade de médio porte como Campinas, tá? Então, essa é uma infraestrutura muito importante paraa evolução da nossa sociedade, mas que demanda muitos recursos. Além da energia, água também, você precisa ter eh formas de refrigerar esses data centerses. O grande desafio, né, nesse processo todo é a eficiência no uso da energia e no uso dos recursos naturais, né? Então é por isso é importante que a gente consiga desenvolver tecnologias, inovação que contribuam pro aumento da eficiência energética, da eficiência da operação dessa indústria dos datacenters, né? a gente tem observado um crescimento muito significativo dessa indústria nos últimos anos, né? Eh, a gente tem uma projeção que o mercado brasileiro de data sensar a casa dos 10 bilhões de dólares até o final de 2030, né? É uma projeção e o Brasil hoje já ocupa, né, a liderança nessa infraestrutura em toda a América Latina. Então, a gente precisa ter uma atenção especial, porque é uma infraestrutura extremamente necessária, crítica pro nosso dia a dia, né, pro dia a dia do cidadão, do governo, das empresas, mas que precisa ter esse olhar atento devido a esse potencial de crescimento tão acelerado que a gente tem observado, né? E e isso tem um impacto ambiental importante, né? Esse crescimento, a gente precisa ter projetos mais eficientes. Então esse é o objetivo do projeto EOS, né? que vai posicionar inclusive a região de Campinas nessa vanguarda tecnológica com impacto global. E falando já especificamente sobre o projeto Ecos, eh, como que surgiu a ideia desse projeto e também qual o tempo de duração dele? Perfeito. Então, o projeto tá seu exatamente dessa visão da oportunidade que nós temos hoje para posicionar o Brasil como um ator importante de inovação nesse segmento, não só em nível nacional, mas como em nível global, por o mundo inteiro precisa dessa tecnologia. Então, se nós conseguirmos construir competências, infraestrutura, né, capital humano, pessoas qualificadas, eh eh capacidade de pesquisa nessa área, a gente tem uma uma oportunidade enorme, uma janela de oportunidade para posicionar o país nessa área. e Campinas também eh tem todos os recursos, todas as condições de desempenhar esse papel de liderança desse tema no país. Então, a partir da junção dessas duas visões, nós surgiu uma inspiração do projeto ECOS, né? A gente sabe que no final do dia isso vai implicar em dois aspectos. Primeiro, a gente precisa construir um ecossistema, tá? Então o ECOS tem o objetivo, antes de mais nada, de começar esse processo no Brasil, tá? Então é unir startups, data centers, eh universidades, outros centros de pesquisa em torno desse tema. Então a construção do ecossistema é o passo inicial. Eh, e a gente quer que esse ecossistema ele seja longevo e ele cresça, continue crescendo após o projeto. Então, ele foi, projeto foi estruturado com uma jornada de aceleração de startups de 24 meses, né? Nós vamos selecionar startups a partir de uma chamada pública. Essas startups vão ser apoiadas pelo CPQD, que tem hoje competência, pesquisadores, infraestrutura laboratorial para apoiar o crescimento e a aceleração tecnológica dessas startups. Também vamos ter o apoio de um hub de inovação que é o Tecoa, né? Esse hub ele foi criado com foco em sustentabilidade, inovação digital e vai apoiar todo o processo de de evolução de negócio dessas empresas. Como que elas vão conseguir atender os datacenters? Quais vão ser os modelos de negócio, né? Como é que eu vou conseguir ter um preço que viabilize que essas datas que essas empresas atendam os data centers no Brasil, né? e depois que elas possam expandir globalmente. Então, a ideia é que o projeto crie as condições tecnológicas de negócio e e atraia também os data centers. Então, logo no início do projeto, nós vamos fazer também um trabalho de atrair data centers parceiros, tá? [limpando a garganta] tanto data centers de grande porte quanto data centers menores. E esse é um aspecto importante também, porque no Brasil nós precisamos explorar toda a capacidade que o Brasil tem hoje de recursos naturais. Então nós vamos trazer no projeto Ecos reforçar o conceito dos datacentas regionais, que são os datacentes de menor porte que podem ser implantados em regiões como, por exemplo, o Nordeste do Brasil que tem abundância de recursos de energia renovável, seja eh seja eólica, né, seja energia fotovoltaica e outras regiões do Brasil que t abundância de recursos naturais, seja água e seja energia, né? Então, a ideia é que os mini data centers seja uma ferramenta importante pro desenvolvimento dessa indústria no Brasil, além de criar oportunidades locais, né? Então o projeto ECOS vai fortalecer esse conceito, né? Além de trabalhar com os data centers de grande porte, tá? Então é um projeto com uma visão estratégica e que a gente pretende também explorar, né, e posicionar toda a região metropolitana de Campinas como protagonista, como líder desse tema no Brasil, certo? E Fabrício já explicou um pouco que os data centers eles consumam eh consumir muita energia e água. Eh, como o projeto pretende na prática tornar isso mais sustentável? Ah, existem várias oportunidades. Por exemplo, a gente pode trabalhar em temas como eficiência energética, fazer com que os data centers operem de forma eficiente, mas mantendo, né, ou reduzindo o consumo dessa energia. Isso pode ser feito, por exemplo, através de algoritmos de inteligência artificial. Nós podemos usar a própria inteligência artificial para melhorar o desempenho dos data centers, como antevendo falhas, né, melhorando o controle desses algoritmos, né, é importante também a gente trabalhar a questão do resfriamento, ter técnicas de resfriamento mais eficientes, né? Isso impacta inclusive em novas abordagens pro reuso da água que tá sendo usada no resfriamento desses datacenters. Tem toda a questão de trabalhar eh aspectos como eh a alocar melhor os recursos de acordo com a flutuação porque da demanda, né? Então, nem sempre a gente tá consumindo todos os dados, eh, toda a capacidade do data center. Existe uma, existe uma flutuação. Então, a gente pode adaptar, né, a locação dos recursos de data center de acordo com a demanda. Quando quando os usuários não tiverem usando, eu não preciso ter todo data center funcionando. Eu posso, né, ativar partes do data center de acordo com o uso dos dos usuários, tá? Então, isso é uma forma de eh economizar a energia, né? Existem então várias abordagens, vários algoritmos que atuam em diferentes áreas pra gente conseguir, né, esse essa melhora, esse e essa redução do consumo de energia. Agora, existem aspectos também que melhoram o desempenho da operação do próprio data center, tá? Então, por exemplo, a gente a capacidade de tomada de decisão em tempo real. Então, quem opera um data center precisa ter condições de ter dados eh precisos, eficientes e em tempo real para que ele possa tomar uma decisão consistente. Se o que é que ele tem que fazer naquele momento para melhorar a operação do data center. Essa parte da do uso dos dados em tempo real também vai ajudar muito, né, para quem faz a operação do data center ter uma operação mais eficiente. No final do dia, né, a gente também vai criar condições para o melhor uso da energia renovável, né, eh, melhorar o uso das tecnologias fotovoltaicas, por exemplo, armazenamento de energia, inclusive uma área que o CPQD tem muita competência, essa parte de armazenamento de energia, baterias mais avançadas para data centro, o CPQ é um líder hoje nessa área no Brasil, né? E então a ideia é que a gente consiga trazer toda essa infraestrutura para de uma forma mais ampla melhorar o desempenho dos data centro. Fabrício, você falou já um pouco sobre a região de Campinas. Eh, você acredita que a nossa região vem se destacando nesse setor atualmente? Olha, Campinas ela é um destaque, né, na inovação tecnológica no Brasil. A gente brinca que é o nosso Vale do silício, né? Então ela ela tem liderança em várias áreas. Certamente data center não tá fora desse contexto, tá? Campinas hoje já tem algumas dezenas de data center, né? a gente tem alguns números aí na casa de 20, 30 datacentes relevantes e isso tá crescendo e a e a ideia é que cresça mais ao longo do tempo, tá? Eh, então a gente acredita que sim, né? Campinas tem todas as condições. O projeto Ecos, na verdade, vai acabar criando uma base para que toda essa indústria, tá, se conecte, que toda a capacidade de pesquisa e desenvolvimento da região, as universidades, os outros ICPs, né, que tem aqui, além do próprio CPQD, possam atuar juntos, né, com as startups e os próprios data centers para que a gente consiga ir ampliando esse ecossistema aqui na região, né? é um processo contínuo. Eh, o o projeto ECAS, na verdade, ele é o início desse processo, né? A gente brinca que ele é uma semente que vai iniciar o crescimento, né, a criação desse ecossistema aqui na região. Mas eu diria que tem espaço para todos, né? E é muito provável que essa indústria cresça também aqui, né, fisicamente em Campinas. Existe, lógico, um cuidado importante que a gente vai precisar ter com relação à disponibilidade de energia, né? Como eu falei, o consumo de energia é muito elevado. A questão também do acesso aos mananciais de água, quais são as alternativas pra gente trabalhar essa questão do resfriamento, né? Mas sem dúvida existe um potencial enorme que é importante que a gente também tenha o apoio das políticas públicas, tá? eh, inclusive na localidade, né, as políticas municipais que complementam essas ações que a gente tá trabalhando aqui e e até eventualmente a locação de recursos, né, para viabilizar a expansão da iniciativa, certo? E você citou que o projeto ele tem a duração de 2 anos, né, terá duração de 2 anos, mas também existe a possibilidade de ampliar o projeto, se ele der certo, se o resultado for positivo. Sim, com certeza. Eh, e essa primeira etapa do projeto, ele tem o início, né, a construção das bases técnicas de competência, identificação dos atores que vão começar esse processo. Mas a ideia é que com a atração de novos parceiros da própria indústria, a gente consiga captar mais recursos e que o próprio sucesso dessas startups ao se posicionar nessa indústria também gere novos recursos paraa continuidade do projeto. Ao longo do trabalho, um dos objetivos nossos é justamente a gente construir um modelo de negócio que permita que tudo que vai ser construído ao longo do projeto possa ter continuidade. inclusive uma missão do Hubcoa, né, que é a construção desse modelo de negócio perene. Mas a gente certamente acredita que com o sucesso dos resultados que vão ser encontrados, a gente vai conseguir atrair novos investidores e novos atores para aportar mais recursos no projeto. Então, por isso que a gente pode, né, e quer que esse projeto continue, mesmo que seja em outras fases, com outros objetivos, mas certamente ele tem esse potencial de expansão, eh, tanto em termos de escopo quanto no tempo. Fabrício, eu agradeço a sua participação aqui no Giro Ambiental e pelos esclarecimentos também sobre o projeto Ecos, que é tão importante. Eu que agradeço. Estamos à disposição. Obrigada a você também pela sua audiência. E agora você segue com as informações e curiosidades sobre o meio ambiente. Até o próximo giro ambiental. [música] Um estudo da Universidade Charles Darwin, na Austrália revelou que morcegos da espécie macroderma gigas [música] desenvolvem algo parecido com sotaques. A pesquisa publicada na revista [música] Ecolisou colônias separadas por [música] até 800 km. identificou variações nas vocalizações. Os cientistas [música] encontraram diferenças em sons sociais de conflito [música] e até de ecolocalização, indicando a existência de dialetos entre os grupos. เฮ [música]