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Giro Ambiental | Crise climática no Brasil: pesquisa revela impactos e percepção popular
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Giro Ambiental | Crise climática no Brasil: pesquisa revela impactos e percepção popular

510 views Publicado 24/04/2026 HD · 15:45
Resumo editorial

O Giro Ambiental traz nesta edição os resultados de uma pesquisa do IPSOS encomendada pelo Instituto Talanoa que mede a percepção dos brasileiros sobre a crise climática e suas consequências cotidianas. A especialista em políticas climáticas convidada explica que oito em cada dez entrevistados já ouviram falar em adaptação climática, mas apenas 13 por cento dizem conhecer bem o conceito, indicando que o tema entrou no radar mas ainda precisa de aprofundamento. O dado mais impactante é que 24 por cento dos brasileiros já precisaram deixar suas casas em algum momento por conta de eventos climáticos extremos como enchentes, deslizamentos, incêndios florestais e ondas de calor. A conversa percorre o cenário pós-COP30, a urgência de o governo federal priorizar a agenda de adaptação e como Campinas e a região metropolitana podem se preparar para enfrentar episódios cada vez mais frequentes de chuva intensa, calor extremo e estiagem prolongada que afetam infraestrutura, saúde e a vida econômica.

Descrição do vídeo

No quadro Giro Ambiental da TV Câmara Campinas, análise de pesquisa IPSOS/Ipec, encomendada pelo Instituto Talanoa, revela que 24% dos brasileiros já precisaram deixar suas casas devido a eventos climáticos extremos, destacando a urgência da adaptação climática pós-COP30. Especialista em políticas climáticas, Raiandra Araújo, discute os achados: 81% dos entrevistados ouviram falar em adaptação climática, mas apenas 13% compreendem bem o termo, sinalizando necessidade de maior conscientização. No último ano, 48% enfrentaram ondas de calor, 42% falhas de energia, 35% tempestades fortes e outros escassez hídrica, impactando saúde, alimentação e mobilidade. 🌡️ Eventos reais: Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Minas Gerais, secas e cheias na Amazônia exemplificam danos inevitáveis. 70% acreditam que extremos estão aumentando, legitimando a adaptação como pilar ao lado da mitigação (redução de emissões). Adaptação envolve drenagem urbana, calçadas permeáveis, moradias seguras, energia resiliente e escolas com isolamento térmico. Plano Nacional de Adaptação de 2026 inclui 16 setores, como saúde, afetada por calor extremo, vetores de doenças (dengue), alagamentos e fumaça de queimadas. Populações vulneráveis sofrem mais: racismo ambiental agrava impactos em periféricas, pretos e pardos, comunidades ribeirinhas, crianças e moradores de rua, por falta de infraestrutura. Saúde é setor mais citado, com hospitais precisando de preparação. Pesquisa mostra legitimidade social, mas abismo entre percepção e ação governamental. 75% querem obras públicas adaptadas. De 2016 a 2026, preocupação com clima subiu de 1% para 18%. Assista ao vídeo completo com Raiandra Araújo do Instituto Talanoa para detalhes da pesquisa e caminhos para políticas resilientes. Deixe like 👍, comente: "Você já sofreu com eventos climáticos?" e compartilhe! Inscreva-se para mais sobre crise climática, adaptação e COP30. A adaptação climática é essencial para reduzir vulnerabilidades e proteger todos, priorizando os mais afetados. Fique atento às ações do governo. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, está começando mais um Giro Ambiental. Hoje vamos falar sobre os impactos da crise climática na vida dos brasileiros com base em um levantamento recente feito pela IPSUS IPEC, a pedido do Instituto Talanoa. E para comentar esses dados e ajudar a entender melhor esse cenário, a gente conversa agora com a Raiandra Araújo, especialista em políticas climáticas do Instituto. Raiandra, muito obrigada e seja bem-vinda ao Giro Ambiental. Obrigada, Camila. É um prazer táar aqui e fico à disposição para responder as dúvidas que vocês tiverem em relação à pesquisa e sobre a adaptação climática, que é o nosso ponto central aqui na Talan. Que bom. E Randa, para começar, eu queria que você explicasse eh pra gente qual foi o principal objetivo dessas dessa pesquisa que vocês pediram para IPS. Então, Camila, eh desde o último ano, a Tlanola vem eh trabalhando para que a adaptação climática seja uma prioridade, né? Então, a gente teve a COP 30 no passado, então a gente vem com essa série de pesquisas em âmbito internacional também, eh, muito focado também na América Latina para que a adaptação ela chegue a ser uma prioridade pro governo federal. E aí a partir disso, depois da COP 30, a Tela Nova, ela rodou essa pesquisa, né, em parceria com a IPSUS para entender qual percepção do brasileiro em relação à adaptação climática. E a partir disso, a gente consegue ter diversas diversas respostas em relação a isso. E aí uma das que chamou muito a nossa atenção, principalmente é que é um tema que já está no radar, né? O conceito de adaptação climática, ele já aparece ali no radar da população brasileira. Então, a pesquisa aponta que oito em cada 10 entrevistados já dizem ter ouvido falar no termo, embora a compreensão profunda ainda ainda está muito limitada e restrita a uma parcela menor da sociedade, né? Só 13% apontaram que conhecem o termo muito bem. E isso pra gente é um sinal também de alerta para entender como que a gente pode eh elevar esse conceito na sociedade civil para que também seja cada vez mais uma prioridade para o governo, né, e para que as ações estejam também voltadas a à adaptação climática. E Raiandra, a pesquisa também mostra, né, que 24% dos brasileiros já sofreram impacto direto desses eventos climáticos extremos. Eu queria que você explicasse também que tipo de situações são essas e o que isso revela sobre a realidade do país hoje. É, né, Camila, é um pouco chocante, né? Eh, a pesquisa, ela aponta que um em cada quatro brasileiros já precisaram sair de casa por conta de eventos extremos. Então, o que que a gente tá vendo aqui? Tecnicamente esse deslocamento, né, que a pesquisa traz, ele não é um fator isolado, né? Ele é um efeito incaçapa. Segundo a pesquisa, no último ano, por exemplo, 48% da população enfrentou ondas de calor, 42% tiveram falhas de energia, 35% falaram sobre tempestades fortes, outros sobre escassez hídrica. Então, a gente consegue ver eh que é um um impacto sistêmico, né? Ele mexe com a saúde, com a comida, ele mexe com a questão doméstica, né? na conta de luz, na mobilidade, e isso acaba empurrando quem é mais vulnerável para fora dos seus territórios. Então, é muito interessante que a pesquisa eh traz isso e é muito e é muito importante ver que as pessoas elas têm essa noção eh de que os eventos extremos, né, eles já são reais, eles estão impactando no seu dia a dia e que eles precisam de políticas que mitiguem, né, que mitiguem esses efeitos. E esses impactos a gente também pode citar eventos que a gente viu recentemente, né? Teve o caso do Rio Grande do Sul, a tragédia que aconteceu lá, né? Não, exatamente. A gente teve o Casa de Minas Gerais, então todos os anos na Amazônia a gente tem seca, a gente tem cheia. Então todos esses impactos ao longo dos anos é são reais, né? Que há um tempo atrás a gente falava apenas sobre mitigação climática, né? que é quando a gente ataca a raiz do problema, que são as emissões. Mas hoje, assim, quando a gente fala sobre política pública e para ser bem direta, para lidar com esses impactos que já são inevitáveis, a ferramenta central ela é adaptação. E aqui talou a gente fala muito sobre isso, né? que a mitigação e adaptação, elas são dois pilares eh inseparáveis do acordo de parede, que onde uma ataca a causa, a adaptação ela foca em reduzir os danos e vulnerabilidade. Então, adaptar eh não é um conceito só abstrato, é garantir drenagem urbana, calçada permeável para evitar alamento, eh, moradia em área segura, longe de encosta, uma energia que não cai a cada tempestade, que as escolas tenham isolamento térmico para onda de calor e que o território ele esteja verdamente preparado, tanto cheia quanto possível. Eh, e também um dado interessante que consta na pesquisa é que 70% das pessoas acreditam que esses eventos extremos estão aumentando. Então, você acha que a população ela tá mais consciente sobre esse tema da crise climática? Ah, sim, com certeza. A gente consegue ver pela pesquisa, né, que a adaptação ela já é essencialmente legitimada, mas a gente também consegue ver que ela ainda não opera como prioridade concreta, né? Então as pessoas elas já veem isso, elas já vivem isso na pele, né, no seu dia a dia e que como isso afeta o seu cotidiano. Ao mesmo tempo, elas também eh segundo a pesquisa, né, elas têm uma expectativa de quem deveria, né, estar levando essa agenda e trazendo as políticas públicas. Ao mesmo tempo, existe um abismo entre o que se vê e o que se espera, né? Então, segundo a pesquisa brasileira, ele sabe quem deveria estar no comando dessa agenda, mas ele não consegue identificar quem está eh então eh pautando e fazendo políticas públicas sobre adaptação, né? Então, como eu falei, ela tem uma legitimidade social, mas ela precisa sair do discurso de emergência para uma para uma capacidade de execução real e que proteja quem tá ali sendo mais enfetado por aquilo. Sim. E a gente sabe também, você já citou um pouco, eh, que esses eventos climáticos eles não afetam todas as pessoas da mesma forma, né? Como essa crise impacta, pode impactar fortemente as populações mais pobres, pretas e pardas principalmente, né? Sim, com certeza. Historicamente, as populações mais vulnerabilizadas são as que mais são afetadas pela crise climática, né? Isso a gente eh recorre, tem discutido muito ultimamente, o que é muito bom. A gente tem pautado muito a questão do racismo ambiental. e como que as populações mais vulneráveis elas têm sido mais afetadas em contraponto que as populações menos vulnerabilizadas têm sido menos afetada. De qualquer forma, todos nós estamos sendo afetados. Então, a gente tem eh a gente precisa fazer considerações eh mais prioritárias em relação às periferias, às zonas costeiras, né, a a as comunidades que vivem as margens do rio. Então, a gente entende que são essas pessoas que acabam sendo mais afetadas quando a crise climática chega, quando os eventos extremos eles chegam por falta de infraestrutura resiliente, eh por falta de não conseguir se locomover, por falta de mobilidade, né? Então fica muito claro isso pra gente cada vez mais eh como que isso tá sendo posto, né? Eu até tra dados que são interessante sobre qual é a percepção eh de quem as pessoas acham que tão sendo mais afetadas. Um dado que é muito interessante eh que também é trazido é que as crianças também são afetadas nas suas escolas, né? Quando tá muito calor, não dá para estudar em algumas escolas, as crianças, as as mulheres, né? eh os moradores de rua que também estão em situação de vulnerabilidade extrema, no qual eles passam mais frio ou passam mais calor. Então a gente consegue ver também que a própria sociedade ela também tem essa concepção de quem tá sendo mais afetado. Sim. Eh, e também um outro dado que cita na pesquisa é que a saúde ela aparece como um setor mais impactado. Eh, como essa crise climática também interfere diretamente na saúde da população. Com certeza, né? A gente tem onda de calor extremo no qual faz as pessoas passarem mal. Eh, a gente tem tempestade forte que também causa outras situações. A gente tem doença por mosquito, né? Então assim, se a gente tem falta de saneamento básico e chove, a gente tem alaramento, a gente também as pessoas ficam a par de vulnerabilidade. Então tudo isso afeta muito, fora eh queimadas, incêndios que afeta a qualidade do ar das pessoas, que a gente tem visto já isso, a gente vê isso na Amazônia quase todos os anos, a gente vê no Sudeste, agora a gente vê no Centro-Oeste, nas Queimadas, e como a qualidade do ar ela piora, como que afeta a vida das pessoas. Então tudo isso eh deixa muito claro que a saúde ela precisa de uma prioridade também quando a gente fala sobre clima e ab climática. E eu entendo que o governo ele tem cada vez mais olhado para isso a partir do seu plano nacional de adaptação à mudança do clima, né, que foi lançado agora em 2026, onde ele tem 16 planos setoriais e um deles é a saúde. Então é muito importante a gente ver como que eh não só afeta a vida das pessoas, mas como também os hospitais precisam estar preparados para eventos. Então são pessoas e infraestrutura, né? essas coisas elas precisam ser olhadas porque um afetam um infeito o outro e assim a gente eh vai vivendo esse essa essa essa essa esses eventos que são inevitáveis. Eh, e também você falou um pouco já sobre políticas públicas. Eh, você acredita também que a crise climática, ela tá começando a fazer parte das prioridades do brasileiro nesse sentido? Ah, com certeza. Como eu falei, eh, no começo desse ano, o governo brasileiro já apresentou seu plano nacional de adaptação à mudança do clima. Ele já tinha apresentado o Plano Nacional de Mitigação, né? Então, o Plano Nacional de Mudação do Clima eh para adaptação, ele tem 13 diretrizes nacionais. São nove objetivos nacionais, 12 metas, 16 planos setoriais que cobrem desde energia agropecuária, eh mobilidade e saúde e cidades. Então são mais de 800 ações de adaptação previstas até 2035, né? E aí na COP 30 a gente também teve uma um avanço muito inédito, né, que foi os estabelecimentos dos indicadores para medir o progresso global em adaptação que aconteceu agora em Belém, em novembro em Belém, né? Então foi um passo inédito internacionalmente e nacionalmente também é muito importante pra gente entender como que vão ser como que os municípios vão ser priorizados, né, para implementação de ações de adaptação, como que isso vai acontecer. Então é muito importante é que essa pauta seja elevada, mas a gente já consegue ver o governo federal trabalhando em relação a ela e eu espero que cada vez mais a gente consiga ser um habitativo e que tenha que que a gente consiga ter mais ações concretas, né? E Raiandra, pra gente finalizar, eh quais são os principais caminhos que você vê que o Brasil precisa seguir agora para enfrentar esses impactos? Então, a gente já tá no caminho, né? Então, a gente tem uma evolução da G internacional agora na COP 30. Então, eh, historicamente, ela tem influenciado o desenvolvimento de políticas nacionais como instrumento eh instrumentos como comunicação nacional e planos de adaptação elaborados no âmbito da FPLEC, né, que é a convenção de clima e que a partir daí já tem contribuído para orientar prioridades e estratégias de adaptação dos países. E a partir disso, a gente teve esse marco inédito na COP 30 que foi o estabelecimento de indicadores globais de adaptação. E um elemento central dessa decisão foi o reconhecimento de de que a adaptação ela é fortemente dependente do contexto local, exigindo indicadores que reflitam diferentes realidades territoriais, sociais e ecológicas. Então a gente já tem um caminho a partir do do cenário internacional. A gente desce pro nacional e a gente vê o governo trabalhando com plano de adaptação, planos nacionais de adaptação, eh plano de ação para resfriamento, né? eh, que o Pinuma e o MMA já estão trabalhando e agora a gente precisa que isso aconteça na prática. Então, a gente precisa de financiamento, a gente precisa de uma implementação qualitativa e de uma implementação que leve em consideração o território, que é muito importante que vi quem está na ponta, porque são eles que são as mais afetadas, né? É a periferia, são as comunidades indígenas, são os povos indígenas, as comunidades tradicionais. Então é muito importante para que os próximos passos nas nossas políticas públicas em adaptação sejam quantitativos. é ouvir o território, é ouvir o que processo e entender eh os municípios prioritários e focar numa implementação que seja realmente eh qualitativa, que haja avanço, que a gente não a gente saia do plano emergencial, né, para uma execução eh preventiva, né, e que eh e que a adaptação ela ganha força, né, quando ela ganha força quando ela é traduzida como proteção do cotidiano e não só como um disfunço. abstrato. Então eu acho que é isso. O debate climático hoje ele ainda é emocionalmente bastante carregado, ele é pouco acionável, a gente consegue ver que existe um trabalho para isso e a gente espera que as políticas elas consigam ser implementadas de uma forma justa, equitativa e qualitativa. Sim. E Randra, eu agradeço a sua participação aqui no Giro Ambiental para compartilhar com a gente mais informações dessa pesquisa que é tão importante. Eu que agradeço, Camila. Obrigada pelo por ter chamado a gente aí, a gente fica à disposição. Obrigado pessoal, esse foi o giro ambiental. Agora você fica com as informações e curiosidades do meio ambiente. Até o próximo programa. Insetos de aparência frágil estão ajudando a pensar o futuro da aviação. Pesquisadores descobriram que as chamadas Phantom Cran Flies, moscas guindas fantasma, comuns no leste dos Estados Unidos, conseguem voar quase sem bater as asas, [música] usando as pernas para se manter no ar. A estratégia apresentada em um encontro da American Physical Society e divulgada pelo site [música] e Science News mostra como esses insetos aproveitam correntes de arcendentes para economizar energia, um recurso escasso [música] em sua breve vida adulta, que dura cerca de uma semana apenas. Nesse período, eles nem chegam a se alimentar. เฮ [música] [música]
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