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[música] Sejam bem-vindos a mais um Giro Ambiental. Hoje vamos falar sobre o programa Florestas do Futuro e um trabalho de recuperação florestal feito em uma fazenda em Jaguariúa, que recentemente foi reconhecido pela Companhia ambiental do estado de São Paulo, a CETESB, como referência em restauração ambiental no estado. E para explicar melhor esse trabalho, eu converso agora com a Tainá Stard, coordenadora de restauração florestal da Fundação SOS Mata Atlântica. Tená, muito obrigada por aceitar o nosso convite e seja bem-vinda ao Giro Ambiental. >> Olá, Camila. Muito obrigada. Eu que agradeço o convite e a oportunidade de estar aqui com vocês hoje. Que >> você explicasse pra gente o que foi feito na prática eh nessa fazenda em Jaguariuna que chamou a atenção da CETESB. Lá na fazenda do Aras Maripá em Jaguariúa, nós fizemos a restauração florestal de hectares de Mata Atlântica que anteriormente estavam degradados. Então nós recuperamos áreas de preservação permanente por meio do plantil de mudas, visando a recuperação dessa área, né, trazendo de volta a biodiversidade, a proteção de nascentes e a recuperação do solo, >> certo? E esse resultado ele foi obtido graças ao projeto Florestas do Futuro, né? Eu queria que você explicasse pra gente o que é esse projeto. O programa Florestas do Futuro, ele é um programa da Fundação SOS Mata Atlântica, que conecta pessoas, empresas e proprietários rurais eh em projetos de restauração florestal, visando a recuperação de áreas degradadas. E no caso do Áreas Maripá, a gente fez justamente isso, né? eh retrazer a floresta de volta para uma área que anteriormente estava degradada, >> certo? E esse território do Aras, anteriormente ele era dominado por pastagem, é isso? >> Isso, exatamente. A área era era dominada por pastagem. >> Como foi feito esse processo de restauração? Esse processo de restauração, ele foi feito por meio do plantil de mudas nativas de Mata Atlântica, visando recuperar essas áreas que anteriormente estavam dominadas por outro uso, que era o uso de pastagem. >> E no caso, o plantil foi feito eh no modelo de adensamento. É, o que seria esse modelo? Você poderia explicar pra gente também? Exato. O modelo de adensamento ele é você colocar mudas um pouco mais próximas umas das outras. Lá no Aras Maripá nós utilizamos um adensamento de 2 por 2 m. Então a cada 2 m nós tínhamos uma muda nativa. >> OK? E quantas espécies de mudas nativas foram plantadas num local? >> Ao todo, foram plantadas entre 80 e 120 espécies a depender da localidade. >> Certo? E qual a importância também de ter essa diversidade? >> A importância de ter essa diversidade é que isso torna a área mais atrativa paraa fauna, que é um grande, a fauna ela é muito importante para que a gente consiga trazer essa biodiversidade de volta, né? Então é por isso. >> E além da vegetação, quais outros ganhos ambientais essa eh recuperação traz pra região, falando de Jaguariuna e da região aqui de Campinas? Eh, esse tipo de projeto ele traz diversos ganhos ambientais, né, como ajuda a proteger eh mananciais de água, ele ajuda a trazer de volta a biodiversidade pra região. O Aras Maripá hoje é um fragmento verde na região de Aguariúa, então ele é muito importante justamente para essa questão de enfrentamento de crises climáticas. Ele funciona dessa forma hoje. >> OK. E além do Aras Maripá, esse projeto já foi implementado em outros locais? >> Sim, nós temos hoje 680 hactares em processo de restauração pelo programa Florestas do Futuro TCRA. >> OK. E voltando a falar da fazenda em Jaguariú, ela conta também com nascentes, né? Qual a importância dessa relação eh com do reflorestamento com a recuperação e a segurança hídrica? A restauração, ela vai fazer a proteção dessas nascentes, né, evitando que sedimentos cheguem até elas, evitando que a área ela receba resíduos de outras áreas para para as áreas das nascentes, paraas áreas de recursos hídricos. >> OK? E esse tipo de iniciativa, ele também pode eh contribuir para conter o avanço eh urbano eh desordenado? Na verdade, o que ele vai fazer é um eh vai entrar em equilíbrio, né, a questão das áreas antrópicas e as áreas rurais e as áreas também de floresta, né? É um é um grande equilíbrio entre todos esses setores. >> OK. Eh, e no caso, eh, esse projeto também, quais são os principais desafios que vocês encontram para colocar ele na prática? Bom, os desafios é realmente você encontrar essas conexões, né, entre pessoas que estão interessadas nos projetos, pessoas que estão interessadas em recebê-lo. É uma grande conexão entre pessoas e todas elas precisam estar em sintonia e eh visando, né, a boa recuperação desses ambientes. >> E como foi para vocês eh esse contato eh do projeto, né, de florestas do futuro com Aras? como que vocês fizeram essa ponte para conseguir implementar e colocar o projeto em prática. >> Essa conversa, né, ela aconteceu por meio de uma prospecção de áreas e com essa prospecção de áreas, o proprietário do Aras Maripa se colocou super aberto a conhecer o projeto, a receber o projeto e isso é crucial para que o projeto tenha saído como saiu, né? tenha sido reconhecido como ele foi reconhecido. Quando o proprietário ele acredita na causa, ele atua junto, nós só temos a ganhar, né? >> Certo? Eh, e no caso para outros proprietários de outras fazendas que queiram participar, como que faz esse contato? o proprietário, ele pode entrar diretamente em contato pelo canal de informações da SOS Mata Atlântica, se colocando para nos conhecer um pouquinho mais, conhecer um pouco mais sobre os nossos projetos e a gente entra em contato com ele para conversar um pouquinho mais. E também qual a importância eh desses espaços, né, no caso fazendas, como essa que era de pastagem, fazer esse reflorestamento, né, recuperar essa área. >> Esse reflorestamento ele é um ganho para todos, né? O Aras hoje é um espaço super importante pra região de Aguariúa com os benefícios ecossistêmicos que ele traz, né, com essa vegetação que foi recuperada. Ele também ajuda a proteger essas pastagens, né? Porque essas áreas restauradas elas vão proteger essas pastagens também um pouco da questão de erosão do solo, da questão do escoamento de como é feito a água em dias de chuva. Então o benefício é para ambos os lados, né? >> Sim. E esse trabalho também tem a ver com a recuperação da Mata Atlântica. Isso. >> Isso. Exatamente. A Mata Atlântica é um dos biomas mais degradados que nós temos no Brasil, né? é o bioma mais degradado que nós temos no Brasil. E essa recuperação, ela contribui muito justamente para que a gente recupere áreas que foram perdidas originalmente de Mata Atlântica. >> Sim. E o Aras já foi um sucesso, né? Quais são os planos daqui paraa frente eh do projeto? Bom, os nossos planos é aumentar essa escala da restauração. A SOS realmente tem essa esse anseio de aumentar a escala da restauração, contribuindo paraa recuperação desse bioma. >> Eh, e no caso, algo que eu ainda não te perguntei sobre o projeto que você queira acrescentar? >> Bom, acredito que seja isso, Camila. A gente precisa sempre pensar, né, em proteger o que permaneceu de Mata Atlântica, mas também recuperar o que foi perdido ao longo dos anos. >> E para quem tá em casa e não conhece o projeto SOS Mata Atlântica, você pode explicar um pouquinho também? >> Bom, a Fundação SOS Mata Atlântica, ela é uma ONG em defesa da Mata Atlântica que tem como missão inspirar as pessoas, né, a sociedade em defesa da Mata Atlântica. E ela esse ano completa 40 anos de existência e de trabalho nesse bioma tão importante para nós. >> Certo, Terná? Muito obrigada pela sua participação, por ter trazido aqui pra gente esses esclarecimentos referente ao projeto, essa recuperação que aconteceu nessa fazenda em Jaguariúna. >> Eu que agradeço, Camilo. Obrigada. >> Muito obrigada também pela sua audiência. E agora você fica com as informações e curiosidades do meio ambiente. Até o próximo Giro Ambiental. Um novo estudo mostra que a vida na Terra [música] se recuperou mais rápido do que se imaginava após o asteroide que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos. Pesquisadores da University of Texas [música] ating identificaram o surgimento de novas espécies de Planctton em menos [música] de 2000 anos após o impacto. O tempo é considerado surpreendente, já que normalmente a evolução de novas espécies [música] pode levar milhões de anos. >> [música] [música] [música]