Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, seja bem-vindo a mais um Giro Ambiental. O café é uma das culturas mais importantes do Brasil e também um dos produtos agrícolas mais presentes na mesa dos brasileiros. Mas assim como outras atividades agrícolas, a produção também gera emissões de gases de efeito estufa. Pensando em tornar essa produção mais sustentável, pesquisadores do CPAGR da Unicamp desenvolveram uma ferramenta capaz de calcular a emissão de carbono nas lavouras de café. E para explicar como essa ferramenta funciona e quais impactos ela pode trazer para café e cultura, eu converso agora com o pesquisador do Cepagre, João Paulo da Silva. João, seja bem-vindo ao Giro Ambiental e muito obrigada. Eu agradeço. Eh, bom dia a você e a a toda audiência e paraa gente é uma satisfação poder difundir esse esse importante trabalho que a gente desenvolveu dentro da Unicamp, certo? Eh, João, para começar, conta pra gente como que surgiu a ideia de desenvolver essa calculadora de carbono pra produção de café. Legal. Eh, a gênese dessa ferramenta, ela veio de outras frentes que a gente já explorava eh numa parceria entre Unicamp e Embrapa, Agricultura Digital, para monitor, eh, para criar métodos e ferramentas para monitorar a a estimativa de emissões de gás de fete estufa em atividades agropecuárias. Então, a gente começou esse trabalho eh inicialmente em 2011 com uma ferramenta para eh agropecuária, que ela automatiza uma metodologia para eh que cria regras para quantificação dessas emissões. Então, a gente desenvolveu essa ferramenta para atividades agropecuárias em geral, depois uma ferramenta para florestas e a partir do crescimento, do interesse dessas ferramentas, uma cooperativa de caféicultores, né, a Coxupé, eh nos procurou pra gente poder também desenvolver uma versão desta ferramenta especificamente para a caficultura, que é aí a o cultivo de interesse e de grande importância econômica para ele. João, na prática, como essa ferramenta funciona? Essa ferramenta, ela funciona, eh, a gente tentou desenvolvera de forma mais simples possível para diminuir o desafio de quem tá no campo, sejam produtores ou técnicos paraa aplicação dessa dessa metodologia. Então, ela ela funciona eh pela inserção de informações da atividade agrícola que extensionistas e produtores conhecem, como a aplicação de adubo nitrogenado sintético, a o consumo de combustível, o padrão de uso e mudança de uso do solo dessa dessa propriedade. Então, com esse tipo de informação, a gente consegue alocar as emissões de cada uma dessas categorias em escopos, que esses escopos eles dizem respeito à responsabilidade sobre essas emissões. Então, existem emissões que são de responsabilidade do produtor, que são oriundas das decisões tomadas dentro da lavoura. Existem emissões que são relacionadas à compra de energia para o funcionamento dessa atividade econômica e existem outras emissões que dizem respeito à cadeia eh de valor que envolve eh a fabricação de insumos que são aplicados dentro da lavoura até o transporte dessa dessa produção. E também um ponto importante do estudo foi analisar o carbono armazenado no solo. É porque essa parte é tão importante para que dê um impacto ambiental na café eicultura. Exatamente. É o o carbono no solo, ele é a contraparte das emissões que a gente que a gente consegue contabilizar na propriedade. Então, a aplicação de adubos nitrogenados sintéticos, o consumo de combustível, ele gera emissões para a de gás de efeito estufa para a atmosfera. E uma forma de deixar a atividade agropecuária eh de forma sustentável é a gente quantificar o quanto desse carbono ele é mitigado e estocado no no solo. Daí a importância da agropecuária para a sustentabilidade e para combate às mudanças climáticas, certo? E como essas informações também podem ajudar o produtor rural no dia a dia? Eh, de que forma a ferramenta contribui eh para um manejo mais sustentável, sem reduzir a produtividade desse produtor? Muito interessante essa pergunta. Eh, a metodologia ela eh prevê a gente identificar essas fontes de emissões e além de identificar essas fontes de de emissões que que são mais sensíveis, são mais altas, a gente a partir disso consegue identificar oportunidades de mudança do paradigma produtivo para paradigmas mais sustentáveis, por exemplo, com a substituição de adubos nitrogenados sintéticos por eh opções eh alternativas, né? E com com isso, eh, o produtor consegue, além de reduzir o seu o seu custo, ele consegue aí fazer essa contribuição paraa redução da da mudança climática que é promovida pelo aumento da concentração desses gases de efeito estufa na atmosfera. E um outro benefício que se que a gente também pode elencar é que com o aumento da matéria orgânica nesse solo, a gente aumenta também um um uma propriedade do solo que é a capacidade do solo de trocar CS, que é a CTC. E isso promove a redução da necessidade de inserção, de aplicação de de novos adubosos, aumenta a disponibilidade dos nutrientes que já estão no solo para absorção pelas plantas. Isso reduz o custo. E um ponto interessante também do estudo é que o manejo sustentável, ele pode até melhorar a qualidade da bebida, né, do café. Como que isso acontece? Então, eh essa parte ela tem a ver também com a maior disponibilidade de nutrientes, que aí a planta consegue ter todos os seus processos fisiológicos aí suprido com as suas necessidades e isso se reflete na qualidade do fruto e na qualidade da da bebida, certo? E agora que a ferramenta foi desenvolvida, quais são os próximos passos? Ela já tá sendo usada pelos produtores? Essa ferramenta, ela foi desenvolvida numa parceria com uma a cooperativa de café cultores de Guachupé. Então, a própria cooperativa eh está fazendo a aplicação desse dessa metodologia, dessa ferramenta com seus produtores, mas quem faz essa aplicação são os técnicos extensionistas. Então, é uma parceria onde o produtor ele não vai ter que necessariamente, nesse caso, eh fazer a aplicação da ferramenta. A gente forneceu o treinamento para os técnicos e os técnicos estão coletando essas informações para que depois elas sejam agregadas e analisadas como um conjunto de produtores, porque essa cooperativa ela tem eh milhares de de produtores que que fazem parte, né, dessa dessa associação, desses que são os cooperados. e a gente vai eh está aplicando sobre um recorte desses produtores para analisar o impacto que eles têm hoje e a partir daí traçar metas de eh ampliação da sustentabilidade dessa produção. E além do café, essa ferramenta pode ser usada em outras produções, outros meios de produção? Sim, essa ferramenta especificamente a gente desenvolveu pro café, mas nós temos versões para pecuária, para que funcionam de eh com uma ferramenta só, que é a versão para pecuária, soja, milho, feijão, arroz, trigo e temos também uma ferramenta para eh florestas, que aí a gente vai consegue contabilizar espécies madeireiras, espécies e espécies frutíferas. E também um ponto eh importante que você citou já um pouco sobre o carbono, né? No caso, eh quando se fala da emissão do carbono, isso é quais fatores que entram na conta? eh, principalmente a mudança de paradigma produtivo dessa dessa produção. Então, quando a gente eh faz a transição, que é a supressão de uma mata nativa para uma produção agrícola, eh, qual seja, a gente promove a perda desse desse carbono do sistema. Então, existe uma emissão que está relacionada à decisão de suprir essa essa eh essa vegetação nativa. Mas quando a gente faz, por exemplo, a conversão de um sistema de cultivo convencional para um plantil direto, por exemplo, a gente tem uma alteração nessa dinâmica na taxa de emissão ou de remoção desse desse carbono na atmosfera. E esses valores eles podem ser tratados de forma mais abrangente, ou seja, um fator que ele consegue atender vários vários tipos de transição e várias eh alterações da dinâmica desse desse cultivo, mas que não são tão precisos, mas a gente pode fazer ter fatores até em escala de campo muito detalhado, que aí necessitaria ser feito um trabalho bastante específico com pesquisadores, especialistas na área. Então, a gente tem camadas de detalhamento que a gente pode contabilizar esse carbono, mas que isso tem a ver principalmente com o paradigma produtivo, né, que são eh plantil direto, cultivo convencional, cultivo consorciado e e entre outros. Certo, João, sobre a pesquisa, tem algo que eu não te perguntei que você queira acrescentar? Sim. Eh, esse método nós desenvolvemos e nós atualmente estamos trabalhando na nas publicações que serão submetidas a revistas eh científicas com revisão por pares para a gente conseguir validar eh cientificamente eh esses dados que nós que nós levantamos para poder disponibilizar isso também para avanço da literatura de científica sobre o tema que tem crescido muito eh de alguns anos para cá. sempre foi um tema de de preocupação dentro da ciência, mas isso agora eh está em uma esfera econômica e com impacto mais direto à sociedade. Então isso é muito importante que a gente faça esse essa comunicação com a comunidade científica pra gente atestar o nosso trabalho e promover novos experimentos. Certo? Perfeito, João. Eu agradeço a sua participação aqui no Giro Ambiental pelas informações que você repassou pra gente sobre essa ferramenta tão importante. Eu que agradeço o interesse e seguimos à disposição paraa colaboração. Certo? Qualquer novidade sobre essa ferramenta, você pode est convidado para voltar aqui e conversar com a gente. Muito obrigado. Bom dia a todos. Agora você acompanha as novidades do meio ambiente e eu fico por aqui. Até o próximo Giro Ambiental. Pesquisadores em expedição na Estação Ecológica Rio Acre registraram um fenômeno raríssimo, o encontro de dois exemplares de palmeira albinos. A descoberta [música] intriga a ciência por ser o primeiro registro de albinismo para esta espécie na literatura especializada, conforme aponta a professora Rita Portela da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que estuda o tema há 20 [música] anos. O fato de as palmeiras não possuírem clorofila significa que elas são incapazes de realizar fotossíntese para produzir o próprio alimento. Embora ainda sejam indivíduos pequenos, os pesquisadores notaram que eles já estão desconectados do fruto, o que indica que as reservas iniciais de energia da semente já não são a fonte principal de nutrição da planta. O destino dessas palmeiras fantasmas agora é o foco do estudo. O próximo passo da equipe é os exemplares para descobrir por quanto tempo conseguirão sobreviver e como será a evolução biológica, uma vez que o albinismo total em plantas costuma ser fatal por conta da ausência de energia.