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Giro Ambiental | Moda consciente: fast fashion, impactos e como consumir melhor
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Giro Ambiental | Moda consciente: fast fashion, impactos e como consumir melhor

115 views Publicado 04/03/2026 HD · 13:14

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Olá! Está começando mais um Giro Ambiental 🌱 e, no episódio de hoje, o tema é o universo da moda e do consumo consciente. 👕🌍 Você já parou para pensar de onde vem a roupa que está usando agora, quanto tempo ela dura e qual é o impacto desse consumo no planeta? ​ ​Para falar sobre isso, o programa recebe o geógrafo Gabriel Ferri, pesquisador de moda sustentável e criador do canal Planeta Pós-Pandemia, para esclarecer conceitos como fast fashion e slow fashion, além de discutir como as redes sociais influenciam hábitos de compra e descarte. 🎙️📱 ​ O que é fast fashion e por que preocupa Na conversa, fast fashion aparece como um modelo de “moda rápida”, com produção acelerada e peças frequentemente descartáveis, o que pode esconder custos socioambientais ao longo da cadeia produtiva. O episódio discute impactos que vão desde questões de mão de obra até a pressão sobre recursos naturais, resíduos e poluição, chamando atenção para o volume de roupas produzidas e descartadas no mundo. ​ Também é explicado que a reciclagem têxtil ainda enfrenta desafios de escala e viabilidade, o que faz com que grande parte das peças descartadas acabe em aterros e lixões. ♻️🧺 Por isso, o consumo consciente não é só “comprar menos”: envolve entender durabilidade, uso real, descarte e alternativas de circularidade. ​ Alternativas acessíveis: brechós e circularidade O episódio destaca os brechós como um caminho prático e mais acessível para reduzir impactos, prolongar a vida útil das peças e incentivar a circularidade. 🧥🔁 A proposta é simples: se a roupa ainda está em bom estado, ela pode continuar sendo usada por outras pessoas, evitando descarte precoce e reduzindo demanda por novas produções. ​ Curiosidade da natureza: leucismo em macaco-prego Na parte final, o Giro Ambiental traz uma descoberta científica: pesquisadores registraram o primeiro relato de leucismo em um macaco-prego da espécie Sapajus libidinosus, observado no Parque Nacional de Ubajara (CE). 🐒🔬 A condição causa perda parcial de melanina na pelagem, levando ao aparecimento de manchas brancas, e é diferente do albinismo, pois não necessariamente altera a cor dos olhos. Assista ao episódio completo e comente: qual mudança você considera mais viável para consumir moda de forma consciente — comprar menos, comprar melhor, ou comprar de segunda mão? 💬 ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, está começando mais um Giro Ambiental. E aí, você já parou para pensar de onde vem a roupa que você está usando agora? Quanto tempo pela dura e qual o impacto que esse consumo tem no planeta? Hoje o nosso giro é pelo universo da moda e do consumo consciente. Para isso, a gente recebe o geógrafo Gabriel Ferre, que pesquisa moda sustentável. Gabriel, muito obrigado e seja bem-vindo. Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui. É um prazerzão. Gosto muito de compartilhar sobre moda sustentável, sobre sustentabilidade na internet de uma forma cotidiana. Para quem não me conhece, sou o dono do canal Planeta Pós-Pandemia. E vamos trocar essa ideia porque tô bem empolgado aqui para todo mundo conhecer um pouco mais a fundo das suas roupinhas aí diárias. Legal. Gabriel, pra gente começar eu queria esclarecer algumas nomenclaturas. A gente ouve muito falar sobre fash fashion, né? Mas o que seria o fash fashion? Eu acho que em resumo assim, para não ficar muito maçante, muito chato, seria aquela moda rápida, descartável, que também não valoriza uma mão de obra, né, na cadeia. Então vamos falar da cadeia produtiva, né, que ela não é certificada. Normalmente ela é feita com muito petróleo através do poliésterando, essas fibras que são mais baratas pra gente vender, né? Só que a gente sabe que quando a gente coloca na máquina de lavar, principalmente elas duram muito pouco, né? Então esse fash fashion é mais voltado para para essa moda que a gente vê assim, que todo mundo usa uma roupa a cada semana e praticamente joga ela fora, né? Sim. E por que esse modelo de produção ficou tão popular nos últimos anos? As redes sociais têm influência também sobre esse consumo desenfriado? Com certeza. Ela se tornou popular nos últimos anos, principalmente por causa do consumo, né, nas redes sociais. Eu acho que as pessoas consumindo mais as redes sociais, elas vão ter mais vontade de consumir roupas que elas se inspiram em famosos, em pessoas. Então, acaba que essa moda rápido também é muito favorável. ao crescimento das redes sociais e a gente vê já diversos danos socioambientais provocados por essa produção e esse consumo exacerbado, né? Sim. Eh, você citou agora, esse consumo eh afeta, né, o socioambiental. Eh, as pessoas não imaginam, mas qual a especificamente esses eh impactos ambientais? a gente pode partir de uma ideia de principalmente exploração de mão de obra, né? A partir do momento que a gente tá pagando muito pouco pra produção desenfreada daquilo, a gente tá explorando uma mão de obra. Aqui tem um dado muito legal que eu vou pegar para você, não muito legal, né, mas também muito alarmante, eu acredito. A indústria têil é responsável por 10% das emissões de gases do efeito estufa. E além de tudo, hoje o mundo produz cerca de 100 bilhões de peças de roupa por ano. É simplesmente o dobro em relação aos anos 2000. Então são 3.000 peças por segundo em escala mundial. Então já pensou isso, né? Eh, 3.000 peças por segundo é um absurdo. É muita coisa que a gente tá colocando no mundo, assim, quando a gente pode ter outras soluções pausíveis para esse contexto, onde hoje a gente vê o enxerga muito o Fash Fashion como a solução final do mundo da moda e a gente tem muitas alternativas também que estão se criando aos poucos que, pô, a gente previne um pouco desses impactos socioambientais tão gigantesco, né, tanto na numa cadeia de produção com relação à exploração de mão de obra, muito da gente ver também costureiras ganhando poucos centavos, mínimos centavos a cada peça. E também no meio ambiente a gente tá falando de resíduos, né? A gente tá falando de lixo, a gente tá falando de emissão de gases, de defeito estufa, tal da poluição paraa produção também dessas roupas. A gente tá falando também, como eu disse aqui no começo, de poliéster, a gente tá falando de coisas que são que tem a sua matériapra e petróleo. Então a gente tem que trazer algumas soluções que sejam viáveis também financeiramente, né, pra galera e também que a gente deixe esses impactos aí tão grandiosos de lado. Sim. Eh, e você falou desse dessa produção desenfreada, né? O que acontece com a maioria das roupas depois que elas são descartadas? Infelizmente elas vão parar nesses aterros sanitários, nesses lixões, porque ainda reciclagem texil é uma dificuldade. Eu falo pelo Brasil e acredito que a nível mundial ainda a gente vê, ah, como a gente vai desfibrar aquilo. Isso ainda não ganhou uma escala pelo fato de não ser tão viável economicamente falando assim no momento pra gente reciclar essas fibras. Hoje compensa mais financeiramente para as empresas produzir algo como matériapra virgem do que a gente pegar e reciclar porque os maquinários eles acabam sendo mais caros. A gente também não tem leis e incentivos tão eficientes que realmente promovam essa circularidade e isente, por exemplo, impostos dentro de uma cadeia. Eh, e também você, a gente falou no começo, né, sobre esse impacto também das redes sociais que tem, né, esse consumo desenfreado, né, e além do impacto eh ambiental, tem o social, as pessoas eh cada vez consome mais eh e também descartam mais as roupas e o que compra, né? Sim, acabam descartando muito mais, como eu trouxe para você esses dados aí. E a gente não tem essa reciclagem, a gente não tem essa reciclagem das fibras, a gente não tem um uma circularidade. Eu diria para você que uma solução diante disso tudo que a gente pode criar são os brechós, né? São essas modas de segunda mão. Quando a gente tá falando de fast fashion, por que não circular essas peças se elas têm uma durabilidade um pouco melhor? que muita das pessoas quando eu posto sobre fecha e fashion nas redes sociais elas falam: "Não, não é assim. Eu já lavei diversas vezes e você tá muito equivocado e você tá muito errado. Então beleza, tá boa de qualidade, não quer mais usar, tira ela do guarda-roupa ali parada que tá empoeirando. Vamos circular um pouco dessas peças. É, você também citou um pouco anteriormente sobre a mão de obra, né, dessas pessoas que produzem essas peças. E quando a gente tá falando de uma peça muito barata, que tipo de custo tá escondido por trás desse preço que as pessoas pagam mais abaixo do mercado? tá escondido toda essa cadeia que a gente tá falando assim de exploração, eu diria assim, dos nossos recursos naturais, do nosso social, de todas essas vertentes mesmo que realmente a sustentabilidade tá interdependente dentro dessa entrega para nós. O que tá escondido ali é um valor que realmente é o que eu falo, né? Você não tá pagando, mas alguém com certeza tá. seja num perto de um lixão que está sendo, por exemplo, a gente vê o deserto do Atacama, né? Vamos usar umas situações, alguns também lugares na África ali que são utilizados como lixões dentro dessas atmosferas da moda, né? Então a gente exporta resíduo têxtil quando a gente podia vestir pessoas se isso tivesse qualidade pra gente queimar. Olha onde a gente chegou, né? É. E você falou sobre o slow fashion. O slow fashion é a moda sustentável e as suas costumam falar, igual você citou também, que ela costuma ser mais cara. Ela é mais cara por conta da matériapra que é mais limpa. Isso. Isso. O slow fashion é realmente essa moda contracorrente, como eu falei mesmo, do Fash Fashion. Enquanto o Fest FCH vai defender uma moda rápida, descartável e que também não recompense justamente as costureiras, o pessoal que tá na mão de obra, a gente vê que o slow fashion ele tá pagando mais pra costureira, ele tá se preocupando um pouco mais também com a relação da produtividade. Então, como eu falei, o slow fashion na maioria das vezes ele veio do petróleo, né? a gente tá falando com fibras mais que vão ser descartadas ali e elas não vão ter uma decomposição, eu diria, tipo assim, tão eh rápida quanto a matériapra vegetal. Vamos colocar numa escala que os dois demora muito tempo, tá? Então assim, nada é muito bom se a gente não circular de verdade isso, mas acredito muito no poder do Slow Fashion. E o outro ponto que você trouxe, é mais caro, sim, acredito que ela é um pouco mais cara, mas a gente tá trazendo cada vez mais processos e possibilidades para ela se tornar mais barata. Eu que já estudo isso já faz um tempo, eu vejo isso se tornando um pouco mais acessível pra galera, porque as marcas também estão se importando mais com isso. Então, vamos est falando, as lojas de departamento, as próprias Fash Fashion, já estão trazendo coleções ali que estejam mais ligadas ao consumo consciente, ao slow fashion ali, porque tem gente realmente se preocupando com esses dados, realmente a galera tá entendendo que ela pode mudar um pouquinho e tá ao seu alcance. Então eu costumo falar assim pra galera: "Pô, não tem uma grana ali por enquanto para investir no slow fashion. Vai na questão do brechó, ele é mais barato. Essa camiseta aqui, ó, por exemplo, ela é, essa camisa, na verdade, ela é de um brechó. Paguei R$ 12. Então ela pode ser fash fashion porque obviamente ela não vai tá sendo 100% feita com uma matéria para vegetal, 100% com eh a gente não sabe, por exemplo, quando a gente tá comprando no brechó, se a gente tá recompensando a costureira que passou lá antigamente na primeira mão, quando essa matéria prima era virgem. Então eu acredito que se você não tem uma grana, vai pro brechó, compra umas umas peças por lá, faz aquilo circular e depois se você tiver uma graninha e possibilidade de se você não tiver tá tranquilo também, tá de boa, fica no brechó. Se você tiver uma possibilidade um pouco a mais de quiser optar por essas marcas um pouco a escara, com uma qualidade melhor do produto, ela não vai encolher também. Então, eu costumo falar também que a durabilidade você coloca na máquina, ela fica igualzinha nas primeiras 20, 30 lavagens ali que você colocar e até na máxima assim, se isso se estender um pouco mais, então ela é um pouco mais cara, mas ela dura muito mais, então ela meio que equilibraria o seu bolso ali, o financeiro. Eu acredito que também a sustentabilidade precisa ser mais acessível. E só pra gente encerrar, eh, já tá terminando o nosso tempo. Eh, para quem tá de casa e quer começar a consumir de forma mais consciente, você falou aí amplamente sobre os brechós e bazares. São uma alternativa mais em conta. Então, isto isto são alternativa mais em conta. Eu costumo indicar bastante também no meu canal, no Planeta Pós pandemia, sempre falo bastante disso por lá. Trago também as marcas que confio, dois low fashion. Então, acredito que também para você mudar um pouquinho é importante você pesquisar ir atrás de tudo que você consome que você vai achar soluções que sejam viáveis financeiramente pro seu bolso. Perfeito, Gabriel. Muito obrigada pela conversa e por nos ajudar também a enxergar a moda para além das vitrines, né? Muito obrigado pela oportunidade. Me sigam lá quem puder, quem gostou um pouco desse papo, Planeta Pós- Pandemia e foi um grande prazer estar aqui. Muito obrigada, pessoal. O giro ambiental ainda não acabou. Você fica agora com as informações e curiosidade sobre o meio ambiente e sustentabilidade. Até mais. Cientistas brasileiros registraram o primeiro relato de leucismo em um macaco prego da espécie sapajus libidinosos. O pequeno primata foi avistado no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, e apresenta manchas brancas na pelagem. uma condição genética rara. Diferente do albinismo, o leucismo afeta apenas a pigmentação dos pelos, mantendo os olhos escuros. Com cerca de 3 meses de vida, o filhote vive na serra de Ibiapaba, sob monitoramento do ICMB. A descoberta é considerada inédita e abre uma nova oportunidade para estudos sobre mutações cromáticas em populações selvagens.
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