Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Nos últimos anos, o mundo tem acompanhado uma sequência de enchentes, ondas de calor, incêndios florestais, secas prolongadas, furacões e tempestades cada vez mais intensas. No Brasil, tragédias recentes, como no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e diversas regiões reacenderam uma pergunta importante. Afinal, por que os chamados desastres naturais estão se tornando tão frequentes? E para conversar sobre esse tema, recebemos hoje no Giro Ambiental o professor Raul Reis Amorim, do Instituto de Geociências da Unicamp. professor, seja bem-vindo ao Giro Ambiental e obrigada por aceitar o nosso convite. Bom dia a todos. Prazer estar aqui com você pra gente introduzir o tema quando se fala em desastres naturais, do que exatamente estamos falando? O que caracteriza um evento extremo como esse? Bem, eh, geralmente eu gosto de esclarecer uma questão que é importante, né? desastre é todo evento que afeta diretamente a sociedade, né? E isso pode ter uma origem relacionada a um processo deflagrado ou iniciado por um fenômeno natural ou por um fenômeno eh de origem social econômica, né? Como, por exemplo, rompimento de barragem também causa desastre, mas só que por conta de da origem defini como um desastre tecnológico, né? Então, o que se fala, chama de desastre natural, na verdade é um evento que causa danos à sociedade, que é deflagrado por um fenômeno natural, mas que só eh ocasiona ou forma um desastre propriamente dito, porque você tem uma estrutura social que não dá conta de absorver aquele fenômeno, né? E entrando na segunda parte da questão, que é o evento extremo. O evento extremo são fenômenos naturais que ocorrem com uma intensidade e com uma frequência cada vez mais intensa, né? Então, quando a gente eh observa esse cenário de mudanças climáticas globais, o que a gente tem percebido é que a atmosfera da Terra ela tem tido uma resposta totalmente diferente aos padrões normais, no do que nós denominamos de normais. climatológicas, ou seja, você até tem o mesmo padrão, né, em relação às médias anuais de chuva, de temperatura, só que eh em dados momentos, né, do ano, essa esse evento ou onda de calor ou tempestade, ele ocorre de forma muito intensa, num período muito curto e de forma muito severa. Então, se a gente for fazer uma análise estatística, né, eh os volumes de chuva eles não aumentaram tanto. O problema é a concentração deles. Eles passaram a ser mais irregulares. Nós temos mais dias quentes e secos e quando ocorrem as chuvas elas ocorrem de maneira mais intensa e mais concentrada, certo? Eh, e o que a gente pode apontar que mudou nas últimas décadas para que esses fenômenos estej acontecendo cada vez com mais frequência, como eu citei também inicialmente. Bem, a grande questão nesse caso tá relacionada a uma transformação, né, que a sociedade desencadeou da própria forma de lidar com o nosso planeta, né? Na verdade, isso é um efeito cumulativo. Se a gente for parar para analisar, ao longo dos séculos, a gente tem alterado a superfície da Terra. E para entender o sistema climático, né, a gente tem que entender que ele é todo conectado, ele há uma conexão entre o que se faz na superfície terrestre, né, e a atmosfera. E quando eu retiro a vegetação natural, removo as florestas, as savanas, né, consequentemente eu altero a forma como a radiação solar é interceptada aqui, né? Então eu substituo plantas por asfalto concreto, né? Eh, eu altero o curso dos rios, né? Então tudo isso vai alterar a dinâmica climática. Se eu altero o curso dos rios, se eu diminuo, por exemplo, o número de nascentes, se eu diminuo a vazão dos rios, né, consequentemente eu altero elementos chaves pro clima, que é o próprio ciclo hidrológico. Eu altero, eh, processos de evaporação, altero processos de infiltração, de interceptação. Então, muitas vezes acaba acontecendo eventos extremos como necessidades como as inundações, por exemplo. Por quê? local onde deveria ter uma vegetação responsável por interceptar a chuva, né, e infiltrar. Na verdade, acaba acontecendo o seguinte, eu tenho tudo isso impermeabilizado, uma parte disso impermeabilizado. Então, a água, que deveriam ter vários caminhos, elas acabam escoando com maior velocidade para dentro dos canais e isso faz com que ocorram com mais frequência, no caso, dando exemplo aí das inundações, n, a gente pode aplicar isso a outros fenômenos, as ondas de calor. Por que que as ondas de calor ela tem se densificado cada vez mais? Porque cada vez mais nós temos áreas urbanas, né? Então, a própria forma de absorção da radiação solar que converte a luz em calor se dá em materiais muito distintos, né? Cada vez mais eh, prédios espelhados, concreto, asfalto, né? Que fazem com que eu tenha uma alteração do que nós chamamos de albedo, né? ao invés de a gente refletir a luz, a a superfície refletir a luz, ela acaba absorvendo mais e ao absorver mais gera mais calor. E professor, muitas pessoas enxergam esses episódios como eventos isolados, né? Mas pelo que você tá me falando, a gente pode considerar que eles têm uma conexão entre si. Sim, eles têm conexão. Por quê? Porque na verdade quando a gente pensa na superfície terrestre, a gente tem que entender que os elementos naturais eles estão totalmente combinados, né? Se eu for pensar, ah, mas com o aumento das temperaturas eu vou diminuir os eventos de precipitação extrema, eu vou ter só ondas de calor? Não, eles são conectados pensando, se eu tenho mais calor, consequentemente eu vou ter mais evaporação. E quando isso chega, por exemplo, à superfície do oceano, eu tenho mais evaporação no oceano, né? Eh, se eu tenho mais calor na superfície do oceano, essa água vai ser mais quente. Então, eu vou conseguir deflagrar uma série de fenômenos, muitas vezes eh em cadeia, por exemplo, quando ocorre e furacões, ciclones na superfície do oceano, né, geram tempestades mais intensas que vão reverberar, por exemplo, em fenômenos em em cadeia, né? você tem um furacão, na sequência você já vai ter fenômenos relacionados, por exemplo, a inundações, né? Se você fizer uma análise desses históricos, vai ver que vem o furacão que chega ao litoral, mas isso empurra bastante chuva pro oceano. Outro outro exemplo que é bem interessante, né, é que a própria dinâmica da atmosfera, ela eh tem mecanismos muito distintos. Então, ao mesmo tempo que uma parte da superfície terrestre você tem a formação de ondas de calor, em outra você tem o desenvolvimento de outros mecanismos como frentes frias, né, zonas de convergência que geram umidade. Isso, por exemplo, eh, ocasionou, por exemplo, no Rio Grande do Sul, uma das grandes tragédias, porque no centro do país a gente uma grande onda de calor, né, que era tão intensa que impediu o avanço da frente Faria. Que que a Frente Farria fazendo? Ela estacionou lá. Isso toda a chuva que poderia ter se dissipado por todo o território acabou concentrada lá naquele cenário, por exemplo. E até que ponto eh desses desastres eh deixam de ser apenas naturais, né, e passam a ter uma relação direta com a ação humana? Quando a gente pode identificar essas diferenças? Olha, eh, o que eu aco a ressalva no começo de que os desastres são deflagrados por fenômenos naturais. Na verdade, assim, os cientos técnicos tem a necessidade de classificar isso, né, em relação à origem, né? Mas se a gente for parar para pensar eh o que de fato eh afeta e e causa grandes danos a a relacionadas a desastreadas pela sociedade, seja em áreas urbanas em que você tem maior concentração de atividades econômicas, que você tem maior concentração, né, de pessoas vivendo, mas também no meio rural. Então assim, o que que é o desastre natural? é quando um ou mais fenômenos naturais eles ocorrem de forma a causar uma desordem naquele sistema e isso pode eh ocasionar prejuízos, danos, né, que podem ser desde danos materiais a imateriais. Então, de fato, tem uma conexão, né? Porque para se definir algo como desastre, ele tem que afetar a sociedade. E onde está a sociedade são locais em que de fato, em algum grau você já tem uma transformação da paisagem pela ação humana, seja pro desenvolvimento da agricultura, da pecuária, seja como área residencial, comercial, industrial, eh produção ou geração de energia. Então, o desastre ocorre onde a sociedade atua. Essa é é é a questão chave. Então, tem uma conexão, certo? E, eh, nos últimos tempos, né, muitos especialistas têm falado também na desigualdade, eh, como esses desastres atingem as populações, né? Falado também sobre o racismo ambiental, eh, na sua visão, as populações mais vulneráveis, elas sofrem mais com isso? Sim. Na verdade, a grande questão eh tá associada a como determinadas parcelas da população respondem a esses eventos, né? Então, evidentemente que se você tem eh uma comunidade em que você tem boa infraestrutura, em que você tem os serviços públicos, vamos pensar, vou dar o exemplo associado ao que acontece muito no Brasil, são eventos associados à chuva. Então tem que ter uma articulação entre o evento e como aquela parcela da cidade ou da sociedade vai absorver o impacto dessa chuva. Então, ter uma infraestrutura adequada associada a sistemas de drenagem, seja boeiros, sistemas mais amplos de macrodrenagem ou mesmo a questão das obras de contenção, né, que podem acontecer nas encostas ou mesmo nas drenagens, é um efeito importante. E aí, muitas vezes o que acontece com as populações mais vulneráveis é porque elas ocupam áreas mais periféricas das cidades que no geral foram eh ocupadas historicamente de maneira espontânea, ou seja, a população vai adquirindo seus lotes, os seus terrenos, vai construindo, né, mas muitas vezes sem usar as técnicas de engenharia adequadas. Muitas vezes a população acaba aterrando áreas de margem de rio, fazendo cortes em costas, né? e isso consequentemente tornam aquela moradia mais frágil. Além disso, nós temos questões, né, associadas a como essa população mais vulnerável se estrutura, né? Geralmente elas são compostas por lares com bastante gente, ou seja, é uma são lares com numerosos em que você tem um número grande de crianças, de idosos. Muitas vezes o chefe da família eh são mulheres, né? Eh, claro, evidentemente que a gente historicamente tem um histórico de que mulheres e a população preta e parda tem menor acesso à renda, à escolaridade. Então, tudo isso, evidentemente, vai criar um conjunto de fatores que vai elevar a vulnerabilidade social dessas comunidades, associadas, evidentemente, a menor acesso à infraestrutura e a políticas públicas que as tornam mais vulneráveis esses eventos. Certo? Porque professor, hoje a gente pode afirmar que essas esses eventos climáticos tendem a acontecer com mais frequência. Olha, os números eles acabam nos trazendo isso, né? Se a gente observa o banco de dados de desastres eh naturais eh a nível global, a gente percebe que tem aumentado cada vez mais esses eventos. Eu vou dar, vou comentar alguns, alguns casos aqui no Brasil, só pra gente ter uma ideia. Eu vou pegar alguns exemplos de grande proporção, né? Se a gente pega os dados, né, e as ocorrências que têm eh sido definidas aqui no Brasil de 2020 para cá, nós tivemos grandes eventos, né? A gente vamos pegar começar 2021, né? Dezembro de 21, nós tivemos dois grandes eventos no sul da Bahia, né? um que atingiu mais o extremo sul, praticamente toda aquela região de Tamaraju, porto Seguro Nápolis, tipo 8 de dezembro e no final eh no Natal de 21, mais ao sul da Bahia da região Cacau de Peghelus, Tabuna, toda aquela região ali. Logo em 22 nós tivemos um evento bastante intenso, foi Petrópolis em 15 de fevereiro de 22. Aí no próprio julho 1 de 22, entre junho e julho, tivemos a região metropolitana de Recife e Alagoas. Depois 2023, de fevereiro de 23, o caso de São Sebastião, né? Aí na sequência temos o grande caso de de que atingiu praticamente todo o estado do Rio Grande do Sul e eh em 24. Então se a gente for parar para observar e aí eu poderia enumerar vários outros, né? Porque não, na verdade não é só a quantidade de eventos que aumenta, mas também o impacto e a dimensão que eles alcançam, né? Então, se a gente for observar, né, nos últimos anos, a gente tem aumentado a frequência, é, quantas vezes esse fenômeno tem se repetido, mas também o impacto que eu denomino de magnitude, cada vez mais áreas estão sendo afetadas, né? Então, o efeito dessas chuvas, eles têm desencadeado até muitas vezes o que nós chamamos de riscos híbridos, ou seja, ocorre a chuva e no mesmo lugar você deflagra diferentes tipos de fenômeno. Por exemplo, vou dar um exemplo concreto em Petrópolis. Petrópolis você teve deslizamentos, né, lá na região do morro da oficina, mas em um outro ponto da cidade, na região central, ocorreu uma grande inundação que tombou dois ônibus e matou uma dezenas de pessoas. em outro ponto da cidade ocorreu enxurrado, em outro ponto da cidade ocorreu alargamento, né? E aí muitas vezes se interfere no da forma até como os os desastres são notificados. Como é que a Defesa Civil vai eh identificar isso, né? Ela vai chamar, vai falar que foi inundação, que foi movimento de massa, que foi churrada ou que foi alaramento. Não, ela acaba classificando isso como tempestade eh convectiva chuva intensa, porque são vários fenômenos sendo deflagradas a partir dos eventos de precipitação extrema, né? E aí é o grande cuidado que a gente tem que ter como pesquisador de fazer a análise dos registros transcritos desses dessas ocorrências, porque há chuva em si, uma tempestade, não é? A chuva não é desastre, mas o que decorre dela sim. Então é lendo essas observações, a o descrito desses textos que a gente de fato consegue identificar que desastres se deflagraram a partir da chuva. Dos que eu citei de Petrópolis, quatro pelo menos, né? Movimento de massa, inundação, alaramento e enchurrada. Então, para entender o fenômeno, a gente tem que ir mais a fundo, não é só olhar a notificação. Por isso que eu digo cada vez mais frequente uma série desses fenômenos. Sim. E o senhor citou agora vários desses eventos que, infelizmente, ceifaram a vida de muitas pessoas. Eh, e você acredita que o Brasil ele tá preparado para lidar com esse novo cenário climático, que esses eventos vão acontecer cada vez mais? Na verdade, a gente precisa de fato eh de um processo grande, primeiro de compreender de que o fenômeno ele tende a se intensificar e ele não vai ser isolado, né? Então não vai ser só o Rio Grande do Sul, né, que vai ter a suscetibilidade de que ocorra isso. Na verdade, eh, nós estamos num país tropical, né? Estamos em um país em que diferentes sistemas atmosféricos geram chuva e, além disso, a depender de outros fenômenos externos ao território brasileiro, essas chuvas podem acontecer em épocas do ano distintas e de forma intensa. Por exemplo, ontem se anunciou na mídia que novamente nós estamos voltando a um cenário de uninho, né, que muda de a dinâmica atmosférica aqui no território brasileiro. Já se fala de previsão de mais chuvas intensas, por exemplo, no sul do país, né? Mas essa questão ela não tá para além. essa compreensão, ela também tá associada a diminuir a vulnerabilidade social, né, dessas comunidades, principalmente diminuindo aí o que se denomina de racismo ambiental, né, proporcionando a essas populações acesso à moradia, a infraestruturas resilientes a esse tipo de fenômeno, né, e evidentemente adaptar as cidades a essa esse novo contexto, né? Então, por exemplo, a gente tem a presença de rios urbanos. Esses rios urbanos, eles têm que tá eh na sua melhor plenitude para absorver e receber essa água que vai ser direcionada da cidade. Então, eh literalmente criar mecanismos, né, que permitam eh a sociedade absorver isso. nada. Eh, não, e não tô pensando só em obras de engenharia, não. Eu tô pensando mesmo em processos de recuperação de vegetação para aumentar a infiltração, né, que é um elemento chave, né? Se você aumenta as taxas de filtração, você diminuir isco aamento, isso consequentemente vai gerar muito menos impacto. Então, literalmente, a gente precisa fazer uma força tarefa, né, de forma em que eh adaptar as cidades a esse novo contexto. Muitas das obras de drenagem, elas foram construídas em outro período. Por exemplo, muitas cidades canalizaram seus rios há 30, 40, 50 anos atrás, em que o cenário, né, era diferente. Então, precisamos adaptar essas áreas urbanas, esses cenários, né, principalmente associados à drenagem, né, ao contexto atual. Isso é fundamental. Professor, pra gente encerrar, eh além do papel do poder público para eh conseguir eh um enfrentamento diante essa crise climática, qual também o papel da sociedade, né, da população, eh, para com o meio ambiente? É, eu acho que a primeira eh questão chave é que a sociedade ela tem que entender que ela pode participar de forma ativa, né? E de que forma pode fazer isso, né? Por exemplo, em áreas em que a gente tem a suscetibilidade, né, o perigo de que fenômenos, né, que podem deflagrar desastres eles ocorram, né, as comunidades elas podem atuar de maneira eh bastante ativa, né, pensando, por exemplo, em mecanismos associados à prevenção, né, ou mesmo eh mecanismos associados a eh auxílio entre as pessoas, as próprias comunidades, para tentar evitar as tragédias. Então, de que forma pode acontecer isso? eh a identificar ou criar ou buscar mecanismos para criar pontos de apoio, pensar rotas de deslocamento em caso de desastre, é identificar as moradias em que a gente tem pessoas mais vulneráveis, por exemplo, eh localidades, tem muita criança, muito idoso, precisa da ajuda, né, das famílias para poder, de uma certa forma se deslocarem, né, em um uma eminência da ocorrência de desastre. Isso eu tô falando num processo de de risco eminente de deslagrar, mas e a média e longo prazo, de que forma a sociedade ela pode atuar, né, buscando práticas mais sustentáveis possíveis, né? A gente sabe que alguns hábitos de determinadas comunidades podem intensificar ou acelerar esses fenômenos, né? Como, por exemplo, o descarte regular de resíduos, né? a alteração da superfície de maneira irregular, não utilizando conhecimento técnico, quando eu aterro uma área, eu corto encosta para ampliar o meu quintal, para construir uma parte da minha casa. Então, a ideia é combinar, evidentemente, práticas mais sustentáveis, mas também utilizar de de técnicas mais seguras na intervenção da paisagem, que muitas vezes eu, ah, eu vou tirar aqui meio m aqui do terreno para construir meu muro, mas a depender da forma como ele corta isso, ele pode, por exemplo, acelerar, né, aumentar a inclinação no terreno e acelerar, por exemplo, o escoamento da água, que em cadeia pode ocasionar uma tragédia muito maior, né? Então, eh pensar nessa articulação entre práticas mais sustentáveis, dar acesso a essas comunidades e essas populações, as políticas públicas essenciais e pensar também nas áreas em que esses fenômenos já acontecem, né? Então, criar mecanismos, né, de articulação entre as comunidades para que elas em si busquem essa resiliência, que elas busquem, né, eh, se articular para evitar danos, mortes, etc. Eh, professor, o giroental ele fica por aqui. Eu agradeço a sua participação e a contribuição com todos esses esclarecimentos e informações. Agradeço e muito obrigado pelo convite. Eu agradeço também a sua audiência e agora você acompanha as curiosidades e informações sobre o meio ambiente. Até o próximo giro ambiental. O aumento das temperaturas já está impactando a prática de atividade física no mundo. Um estudo da revista Lan Global Health aponta que o calor eleva o sedentarismo e pode causar até meio milhão de mortes prematuras por ano até 2050. A pesquisa analisou dados de 156 países e mostra que meses acima de 27,8º aumentam a inatividade, principalmente em países de baixa e média renda.