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Giro Ambiental | Piracema e Defeso: pesca proibida na Bacia do Paraná
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Giro Ambiental | Piracema e Defeso: pesca proibida na Bacia do Paraná

146 views Publicado 10/02/2026 HD · 14:42

Descrição do vídeo

Estamos no período da piracema 🌊🐟 — fase essencial para a reprodução dos peixes — e, por isso, a pesca de espécies nativas é proibida em rios, afluentes, lagos, lagoas marginais e reservatórios da bacia do rio Paraná, que inclui a Região Metropolitana de Campinas ✅🚫🎣. No Giro Ambiental, a conversa é com Fábio Sussel, pesquisador científico do Instituto de Pesca (órgão da Secretaria Estadual de Agricultura do Governo do Estado de São Paulo) 🧑‍🔬🏛️. Ele explica de forma didática o que é a piracema (do tupi-guarani: “subida do peixe”) 🗣️🌿 e por que nem todas as espécies fazem esse movimento — apenas as chamadas espécies reofílicas, que migram rio acima para se reproduzir 🧭⬆️. Você vai entender também quais fatores naturais “avisam” os peixes que chegou a hora de reproduzir 🌡️🌧️🌞: Tamanho do dia (fotoperíodo) 🌞⏳ Temperatura 🌡️ Chuvas e aumento do nível dos rios 🌧️🏞️ Além disso, o programa esclarece uma dúvida comum: por que o peixe “precisa” nadar rio acima? 🤔🐠 A migração ajuda no ciclo natural de vida (ovos e larvas seguem rio abaixo encontrando alimento) e também ativa processos fisiológicos ligados à reprodução, tornando esse fenômeno um verdadeiro sincronismo da natureza 🌱🔁. Outro ponto importante: piracema não é a mesma coisa que defeso ⚠️📅. A piracema acontece dentro do período de defeso, mas pode ocorrer também antes e depois. Na bacia do Paraná, o defeso vai de 1º de outubro a 28 de fevereiro 🗓️🚫🎣, justamente para proteger os cardumes quando ficam mais vulneráveis e concentrados. ✅ Fiscalização e regras O Instituto de Pesca atua com pesquisa e extensão 🔬📚, e a fiscalização é feita pela Polícia Ambiental 👮‍♂️🌿, que intensifica as ações no defeso. Durante esse período: Pescador amador/esportivo não pode pescar espécies nativas 🚫🐟 Algumas espécies exóticas/alóctones podem ser pescadas (como tilápia, tucunaré e curvina) 🐟✅ Há restrições de apetrechos: rede e tarrafa são proibidas (não há seletividade e muitos peixes morrem) 🚫🕸️ Pescadores profissionais têm regras específicas para subsistência e limite de armazenamento ⚖️🏠 🌎 Atenção, Região Metropolitana de Campinas! O programa lembra pontos da nossa região com rios e confluências importantes — e reforça: é dever de todos preservar os rios e as espécies nativas 💧🤝🌿. Assista ao vídeo completo ▶️, deixe sua dúvida nos comentários 💬 e compartilhe para que mais pessoas respeitem o período do defeso e ajudem na conservação dos nossos rios 🔁🌊. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, nós estamos no período da piracema, em que a pesca é proibida para espécies nativas em todos os rios, afluentes, lagos, lagoas marginais e reservatórios da bacia do rio Paraná. que abrange a região metropolitana de Campinas também. E é para falar sobre esse período que acontece, porque ele é tão importante que nós estamos aqui conectados no giro ambiental com o Fábio Súcio, que é pesquis pesquisador científico do Instituto de Pesca, que é um órgão da Secretaria Estadual de Agricultura do Governo do Estado de São Paulo. Fábio, seja bem-vindo. Olá, uma satisfação. Vamos lá. O que é Piracema? Piracema, antes de mais nada, é uma palavra indígena do tupi guarani, que significa subida de peixe. Pira, peixe, e sema, subida. Porém, nem todas as espécies realizam a piracema, somente as espécies reofílicas, tá, Fábio? Mas o que são espécies reufílicas? São espécies que migram rio acima com o objetivo de se reproduzirem. Portanto, nem todas as espécies dos nossos rios realizam a piracema, como, por exemplo, a família dos ciclídios, que é a família da tilápia, do tucunaré, do Ócar, que é um peixe de aquário. Eh, o cascudo, a família dos cascudos não realizam a piracema. Aliás, o cascudo tem uma hidrodinâmica péssima para para nadar rio acima, né? Mas a natureza é sábia, eh, em todo em todo esse sentido, certo? Então, os peixes precisam fazer, os peixes eufílicos precisam fazer esse processo de migração rio acima. E para que a piraima aconteça, é fundamental correlacionarmos estações do ano com a fisiologia reprodutiva dessas espécies eufílicas. E aí, para ficar mais prático, a gente vai lá pro dia 21 de junho. O que que acontece no dia 21 de junho? o menor dia do ano. Ah, antes uma informação importante, existem três fatores fundamentais para que a reprodução dos peixes aconteçam. São eles tamanho do dia, temperatura e as chuvas. Então, quando nós vamos lá pro dia 21 de junho, nós temos o menor dia do ano, uma época fria do ano e com pouca chuva. Nessa época, o peixe tá rio abaixo, tá lá nas águas profundas procurando uma zona de melhor conforto térmico para ele. A partir do dia 21 de junho, que por sinal é quando começa o inverno, eh os dias começam a crescer lentamente, coisa de 1 segundo por dia, às vezes 2 segundos por dia, e vai crescendo, vai crescendo, vai crescendo até chegar 21 de dezembro, que é o maior dia do ano para nós aqui do hemisfério sul, né? conciliado a esse maior fotoperiodo que nós praticamente não percebemos, né? Estamos sob o efeito de luz artificial em nossas casas, nas ruas, mas os animais percebem isso de forma muito nítida. Eh, atrelado ao aumento do tamanho do dia, nós temos eh o aumento da temperatura também. E esses dois fatores vai mandando mensagens pro peixe. Olha, tá chegando o período de se reproduzir, vai se preparando aí. E aí que vem o terceiro fator, que são as chuvas, né? Ali no mês de outubro inicia a nossa estação chuvosa, começa a cair as primeiras chuvas. Com as primeiras chuvas, os nível o nível dos rios se eleva. Isso é um sinal pro peixe começar o seu processo de migração. O rio tá com maior volume de água, ele se sente mais protegido para tá nadando. E aí então que começam a migração para a fisiologia reprodutiva estar apta para que a piracema, a reprodução aconteça, certo? Esse movimento, Fábio, só uma coisinha, sem esse movimento que às vezes quem tá em casa não entende, por que que o peixe então ele não consegue se reproduzir lá naquele lugar que ele tá? Por que que ele tem que fazer esse caminho de volta? Ele não conseguiria hoje se reproduzir ali onde ele nadou tanto para chegar? Boa, Mirna. não consegue pelo seguinte fator, ele precisa, primeira estratégia da natureza é o seguinte, peixe, nade o máximo que você conseguir rio acima e solte os ovos fertilizados lá no alto. Depois, quando a larguinha nascer, ela vai encontrando alimento rio abaixo e vai se desenvolvendo. Porém, antes disso, tem um outro fator fisiológico muito importante. Ele precisa nadar para queimar energia. Quando ele queima a energia, ele libera o ácido lático. O mesmo que nós liberamos quando fazemos um esforço físico muito grande. Esse ácido lático vai agir lá sobre a hipófise do peixe, que é uma glândula que libera os hormônios da reprodução. Quanto mais ele nadar, como se ele tivesse fazendo esteira, né, nadando contra a corrente, quanto mais ele nadar, mais energia vai gastar, mais ácido lático e mais hormônios gonadotrópicos, hormônios da reprodução, que vão estimular o ovário nas fêmeas e eh o testículo nos machos. Então, isso é um processo muito sincronizado da natureza, muito perfeito. É coisa de Deus isso, né? E aí que os peixes então machos e fêmeas vão nadando, gastando energia, vem uma chuva forte, aumenta o volume, a pressão da correnteza fica maior, eles têm que nadar ainda mais intensamente. E aí que nem todos os peixes se reproduzem, todos de uma vez só. O período de defeso que é diferente da piracema. A piracema acontece dentro do período de defeso, mas ela também acontece antes e depois. O período de defeso é uma data que tem por objetivo defender os peixes para que eles possam cumprir o seu papel e se reproduzirem, que aqui na bacia do rio Paraná, que é a nossa bacia, começa no dia 1eo de outubro e vai até 28 de fevereiro. Lembra que a gente tem uma, nesse período, Fábio, nesse período a gente tem algo bem importante, que é essa questão da proibição da pesca, justamente para permitir essa reprodução dos peixes. Eu queria que você falasse inclusive de como tem sido isso pro instituto, né, Pesca, eh, já que a gente tem aí muitos rios nessa bacia, se há uma fiscalização maior nesse período e quais as orientações, inclusive, para as pessoas continuarem usando. Eh, inclusive a gente sabe que tem populações que dependem exclusivamente da pesca se, ah, não, olha, nesse período pode se pescar tal qualidade de peixe ou não pode se usar, por exemplo, a tarrafa. Eh, o que que acontece exatamente? O Instituto de Pesca, ele não é um órgão fiscalizador e sim um órgão de pesquisa e extensão, mas sim quem faz a fiscalização é a polícia ambiental. E sim, durante o período de defesa, esta fiscalização é intensificada. Por quê? Os cardumes estão vulneráveis, tá? Eles estão sempre perto as cachoeiras dos rios. E numa situação onde ele encontra-se sobre o efeito hormonal da reprodução, que ele tá disposto a se reproduzir a qualquer custo, mesmo que ele encontre predadores pela frente, como os humanos, principalmente, né? Então, é um período em que os cardumes estão concentrados e vulneráveis. E aí que algumas espécies podem ser pescadas, por exemplo, as espécies exóticas ou alóctum, que são aquelas que não pertencem à nossa bacia. No caso aqui da bacia do do Paraná, principalmente a tilápia, os tucunarés e a curvina, certo? Eh, pescadores profissionais podem pescar mesmo as nossas espécies nativas. para subsistência. Porém, eles nunca podem estocar mais que 5 ou 10 kg em casa, por exemplo. Pescadores amadores ou esportivos não podem pescar nenhuma das nossas espécies nativas. E claro que existe ainda essas restrições, como não pode pescar de rede e nem de tarrafa, porque aí não dá para selecionar quem é nativo e quem não é. E muitas vezes os peixes acabam morrendo na rede, então não é permitido pescar eh de rede, de tarrafas, de anzol, de galho, de espinhel no período do defesa. E a gente aqui no Giro Ambiental, inclusive já conversou com pesquisadores a respeito do dos efeitos climáticos também, por exemplo, nos insetos e no Instituto de Pesca. Aí vocês perceberam se há também essa questão quando se fala da piracema? Não, não afeta. Há uma estratégia da natureza em que cada ano a piracema é de um jeito e favorece algumas espécies em detrimentos a outras e depois isso se altera. O tamanho do dia é algo constante ao longo dos anos. Isto não muda, mas a temperatura e a quantidade de chuva muda. E é uma estratégia da natureza. Como eu disse, tem anos em que o maior volume de chuvas, portanto, o maior volume de água no favorece em determinadas espécies. E tem ano e tem anos que o menor volume de chuva e o menor nível eh dos rios acabam favorecendo outras. E tá tudo certo. A natureza é sábia nesse sentido. Ela sabe que tá fazendo o equilíbrio e todas as espécies estão tendo a oportunidade de se reproduzir. Olha para você aí de casa, se você é da região metropolitana de Campinas, a gente lembra que aqui a gente tem algumas confluências, por exemplo, a junção dos rios Jaguari e Atibaia, desembocaduras do rio Quilombo. Também temos aí a questão do rio Pirascaba, que na cidade aqui pertinho temos ali em americana o córrego olho d'água, que é afluente da represa salto grande, todos esses lugares, inclusive nesse momento, proibida a pesca. Proibido a pesca. Eh, a região aqui da Grande Campinas é uma região farta de rios, rios bons, com uma boa diversidade de espécies e é obrigação nossa preservar não somente os rios, mas também as nossas espécies nativas. Muito obrigada, Fábio. E lembrando que se o Instituto de Pesca tiver mais alguma pesquisa importante que queira levar até a população em casa, o giro ambiental está à disposição. Muito obrigada. Obrigado também. E olha, a gente fica por aqui, mas não antes não saia daí. Olha, sim. A gente tem agora informações e curiosidades sobre meio ambiente e a sustentabilidade. O início de 2026 registrou um fenômeno alarmante na Grã-Bretanha e na Irlanda. Centenas de espécies de plantas floresceram em pleno inverno. Segundo a Sociedade Botânica desses países, o evento é um reflexo direto de como as mudanças climáticas estão alterando os ciclos naturais. Os dados revelam a magnitude do impacto. 310 espécies nativas foram encontradas em floração contra apenas 10 espécies normalmente esperadas para esta época. Ao incluir as plantas não nativas, o total saltou para 646 espécies floridas. Pesquisas realizadas entre 2016 e 2025 confirmaram essa correlação entre o calor e esse comportamento. A cada 1.8º fahrenhe de aumento na temperatura, surgem em média 2.5 espécies adicionais em flor por local. Embora o cenário pareça primaveril, cientistas alertam que essa floração fora de época desequilibra o ecossistema e ameaça a sobrevivência das espécies a longo prazo. เฮ
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