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Olá, tudo bem? Um estudo publicado em revista científica amplia a compreensão sobre os impactos do Elinho e a oscilação sul sobre o Oceano Atlântico. Segundo pesquisadores, esse fenômeno climático pode determinar se a pesca aumenta ou diminui nas regiões da África e da América do Sul. E para que a gente entenda melhor o que é esse fenômeno, justamente esses impactos, nós estamos hoje no Giro Ambiental conectados com a Regina Rodrigues, que é professora de oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela que também aí é uma das envolvidas nesse estudo. Regina, seja bem-vinda aqui ao Giro Ambiental. E eu já vou perguntar inicialmente, quando a gente fala nesse é o ninho oscilação sul, eu recebi inclusive essa questão que tem uma nomenclatura. Já explique, vamos lembrar quem quem está em casa o que é esse fenômeno. Oi, bom dia. Obrigada por me receber. Eh, então, a, e aí foi excelente pergunta porque, eh, a gente pode fazer um análogo, eu sei que as pessoas conhecem muito bem esse fenômeno e os impactos que tem sobre a Terra, né, sobre o continente e no nosso clima. Então, eh, o eo, ele é um fenômeno oceanográfico porque ele ocorre lá no Pacífico Sul. Então, no Pacífico Sul, a gente tem os ventos, né, alíos, que empilham água geralmente para pra parte da esquerda, assim, pra parte onde tem a Indonésia. né, eh, do Atlântico, eh, do Pacífico Tropical. E e essa água quente, né, que fica empilhada desse lado, ela ela tá associada com nuvens muito eh altas de convecção, né? Então, quando ocorre o aninho, o que que é que que é esse fenômeno? ele enfraquece esses ventos e essa água se desloca pro centro do do oceano Pacífico. Quando há esse deslocamento, as nuvens também se deslocam e aí essa e essa essa mudança muda o clima global, né? Porque essa essas nuvens eh você pode entender como uma pedrinha no oceano, que quando você joga uma pedrinha eh as ondas, né, formam ondas que se afastam da pedrinha. Essa convexão no oceano é como se tivesse dando uma uma acutucada na atmosfera. Então, quando você muda aquilo, a cutucada muda de lugar e as ondas atmosféricas mudam de lugar e impactam o clima global. Muda tudo. Então, muda na América do Sul. Então eu vou trazer um um aspecto que todo mundo conhece, o elninho, quando ocorre esse ninho que é esse enfraquecimento do desses ventos e e essa essas nuvens se movem lá no Pacífico, que que ele causa no Brasil? chuvas intensas no sul e secas no norte e nordeste. Um um eh na nossa memória a recente, o ano de 2023 24 que nós tivemos inclusive as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca extensa na Amazônia, né? Então isso foi um impacto do Elninho intensificado pelas mudanças climáticas, né? Mas quem deflagou inicialmente essas essas mudanças, né? Eh, esse evento é um ninho aí que a gente, né, tá conversando. Então, os pesquisadores geralmente estudam muito impacto sobre terra, né, em secas precipitação. O que a gente fez foi estudar esse mesmo evento, esse mesmo, é, tipo de fenômeno e o impacto que ele tem sobre o Oceano Atlântico Sul, porque o, né, essas mudanças ocorrem sobre tudo, né, não é só sobre o continente, sobre o oceano, que por consequência vão ter impactos na nos ecossistemas marinhos e na pesca, né, que é o que geralmente afeta a nós ser humanos, seres humanos. Agora, doutora Regina, eh de que forma, até para quem tá em casa entender, eh, isso impacta diretamente, por exemplo, a na produtividade, a gente sabe que a gente tem, não aqui em Campinas, onde nós estamos falando, mas Brasil é cheio de populações ribeirinhas e nós temos também toda uma população que depende da pesca. Como que isso tem sido verificado por vocês? E qual seria o impacto quando a gente pensa na ponta e na sobrevivência dos seres humanos? É, então esses impactos, como eu falei, sobre a terra, né, que a gente vê bem, né, com a chuva intensa, eh, e na agricultura, por exemplo, o impacto da da seca, igualmente nos oceanos vai ser na pesca, né? Só que é muito mais difícil da gente eh eh rastrear esses impactos, como talvez você tenha visto ali no estudo, né? Eh, os impactos variam muito de lugar. É como é como eu falei, você vê é seca na Amazônia, mas é enchente no Sul. Igualmente no oceano, ele causa às vezes aumento da temperatura, né, e às vezes um resfriamento. Então, e aí cada espécie, né, de peixe, eh, cada região tem uma resposta diferente. Então, o que a gente viu que não é tudo ruim, né? Eh, tem lugares que a pesca, né, ou o ou a alguns peixes se beneficiam, né, durante o ano, anos de ainho e alguns lugares eh há uma uma decréscimo, então, na, né, uma da produtividade de certas espécies. Então é muito complexo, né? E a gente tem muito pouco dados dos oceanos comparado com da Terra, obviamente, né? A gente mora no continente, é muito mais fácil coletar dados, né? Eh, sobre a Terra do que no oceano, né? Porque esses impactos, inicialmente, nesse estudo, eles apresentam que seriam nos países da América do Sul e na África. Tem algum motivo especial? Então, tem um motivo bem importante que eh primeiro porque a gente focou no Atlântico Tropical e Sul, né? Eh, que que é bem menos estudado quando comparado ao Atlântico Norte e outros outras bacias oceânicas, onde países eh desenvolvidos eh são adjacentes porque eles têm muito mais dinheiro para pesquisa, então eles fazem muito mais pesquisas, né? E esse projeto, esse estudo foi um produto de um projeto financiado pela Comunidade Europeia, que que é que eh foi uma uma um acordo que o Brasil assinou, né, um de Belém, se chama Belém lá em Portugal, onde eh essa cooperação para ter um entendimento melhor do Atlântico como um todo, não só do Atlântico Sul, entre a Comunidade Europeia, países da África e países do do da América. América do Sul para incorporar conhecimento também do Atlântico Sul. E aí a gente recebeu financiamento da Comunidade Europeia, várias universidades do Brasil, né? Então foi um consórcio para e isso foi uma dos estudos que a gente fez de levantar todos esses estudos eh, né, de impacto do Elninho, porque assim, eh, esses trabalhos, esses conhecimentos são feitos localmente, né? uma universidade faz ali e no Nordeste, outra faz aqui. Então a ideia desse desse estudo era tentar resgatar tudo que já foi publicado, né, do impacto do eho no Atlântico Sul e incluindo então o lado da América do Sul, mas também tivemos colegas da África e olhando eh pra parte da África, né? Sim. Eh, isso também apontam duas coisas do ponto de vista científico, que é a necessidade de maior eh previsão orçamentária para que também se possa ampliar esse estudo, né, doutora? É, então aí eu gostaria de de mencionar um fato que eh, por exemplo, eh, todo a maior parte de de levantamento de dados oceânicos é iniciativa pública, né, não só no Brasil, como em todos os outros países. Eh, a gente tem muito pouco investimento de de eh empresas privadas, por exemplo, do setor privado, eh na coleta de dados. Só que os dados coletados nos oceanos, eles são super importantes, não só para esse tipo de previsão de pesca, mas de previsão de tempo e clima, né? Então todos esses esses produtos de previsão usam muito esses dados públicos e muitas das desses eh produtos de previsão eh são privados. Então, a gente chegou num ponto que a os governos hoje não têm mais dinheiro para investir em ciência, né? Eh, não tem mais um orçamento bom. Isso tem decaído não só no Brasil, isso é uma realidade que ocorre nos Estados Unidos, na Europa também, né? Países que eh tinha uma um investimento forte, isso tem decaído e a a a pesquisa no oceano é muito cara, né? Então, e a gente tá começando a ter um declínio em vez de ter um aumento na coleta de dados oceanográficos, que vai impactar inclusive previsão de clima e tempo, né? Por exemplo, furacões, eles são eles nascem nos oceanos, então a gente tem que ter um bom levantamento, né, de de dados físicos, eh, para isso e também para pesca, né? Então, vai muito além, né, a previsão de clima vai muito além de só eh coletar dados específicos para entender como ecossistemas marinhos estão eh se comportando e pesca, né? Porque se um dos primeiros apontamentos, inclusive desse estudo, doutora, é justamente a questão do manejo eh localizado. Me fala um pouquinho de como seria isso. É, então aí como você viu como eh os impactos, né, na no clima são bem diferentes, né, em dependendo de que região você tá, no oceano também, né, e as espécies eh sendo a tendo uma resposta também diferenciada, uma espécie no mesmo lugar pode se beneficiar e outra não. Então não, não, a gente não tem como é ter um uma varinha, né, uma bola de cristal, falar: "Olha, vai ser tem o ninho, então vai ter uma queda generalizada na pesca". Ou então é realmente necessita desse dado local, né, das espécies locais, das condições locais, como que aquele local eh eh reage a um a um fenômeno daninho e a laninha, que é o a outros outro lado da moeda desse fenômeno aí, né? Então a gente precisa realmente dos dados locais, não tem como fugir disso. Satélite não, dados de satélite não nos dão essa informação, né, infelizmente. Então a gente tem que realmente ter uma rede, né, o que seria ideal de uma rede de coleta desses dados, tanto abióticos e bióticos, né, eh ao longo de toda a costa do Brasil, tá certo? Então, D. Regina Rodrigues, que é pós-doutorada inclusive em oceanografia e atualmente é professora associada da Universidade Federal de Santa Catarina na área de oceanografia física e também coordenadora da subrede desastres naturais da rede clima, entre outras atribuições. Aqui o giro Ambiental está aberto para quando tiver novos estudos, nós estamos aqui e aí vocês podem com certeza ver falar aí desses avanços para nós. Doutora, obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada. E você que está assistindo o Giro Ambiental, não saia daí. A partir de agora, nós temos curiosidades e informações a respeito do meio ambiente e sustentabilidade. [música] Cientistas da Universidade de Was Anglia descobriram uma correlação entre o aumento da temperatura e alterações genéticas em ursos polares, sugerindo que os animais podem estar se adaptando a condições mais quentes. [música] O estudo publicado na revista Mobile DNA analisou as atividades dos genes saltadores, que são fragmentos móveis do genoma em ursos da Groenlândia. Os resultados mostraram que os animais do Sudeste, que vivem em um ambiente significativamente mais quente e com menos gelo, apresentaram um aumento drástico na atividade desses genes saltadores. Essas alterações genéticas estão ligadas a funções como estresse [música] térmico, envelhecimento e metabolismo, indicando uma resposta biológica às mudanças climáticas. [música] Um estudo demonstra que oscilações térmicas frequentes impactam diretamente o tamanho da colônia das abelhas, com meias expostas a picos elevados de temperatura e a uma maior instabilidade térmica interna, apresentaram uma redução significativa no número de indivíduos. Essa relação evidencia como o estress climático pode enfraquecer a população das colmeias, comprometendo a sua sobrevivência e produtividade. Além da redução populacional, esse estress térmico força as abelhas sobreviventes a redirecionar a sua energia. Em vez de coletarem néctar e pollen, elas precisam focar no resfriamento e na ventilação manual da colmeia. Esse desequilíbrio prejudica o estoque de alimentos e a nutrição das larvas, criando um ciclo de vulnerabilidade que pode levar ao colapso total da colônia, o que gerectos diretos na polinização de cultivos e na segurança alimentar. [música]