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Giro Ambiental | Apocalipse dos insetos: desaparecimento que coloca o planeta em risco
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Giro Ambiental | Apocalipse dos insetos: desaparecimento que coloca o planeta em risco

83 views Publicado 21/01/2026 HD · 15:44

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🐞🌍 Você lembra da última vez que viu um vagalume? No Giro Ambiental de hoje, o alerta é sério: o planeta vive um fenômeno silencioso conhecido como “apocalipse dos insetos”, marcado pelo rápido declínio de populações fundamentais para a vida na Terra. Para entender por que insetos como abelhas, formigas, borboletas e vagalumes estão desaparecendo, conversamos com o professor Paulo Oliveira, docente titular de Ecologia do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 🧠🌿 Durante a entrevista, o especialista explica de forma clara e acessível: 🔹 A importância dos insetos para a polinização e produção de alimentos 🔹 Por que o sumiço dos insetos afeta diretamente nossa qualidade de vida 🔹 O impacto do uso excessivo de inseticidas 🔹 Como a fragmentação de florestas e as mudanças climáticas agravam o problema 🔹 O papel das formigas e cupins na regeneração dos ecossistemas 🔹 O que cada cidadão pode fazer no dia a dia para reduzir os danos 📉 Estudos publicados em revistas científicas internacionais, como a Science, reforçam que a perda da biodiversidade de insetos é global — e seus efeitos vão muito além da natureza, chegando à nossa mesa, às cidades e à economia. 🌳🏙️ O programa também aborda a relação entre urbanização excessiva, impermeabilização do solo, enchentes e ausência de áreas verdes, mostrando como cuidar da natureza é cuidar das cidades e das pessoas. 👉 Assista ao episódio completo, reflita e compartilhe. A preservação do meio ambiente começa com informação. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, o giro ambiental de hoje começa com uma pergunta: Qual foi a última vez que você viu um vagalume? Cada vez mais pesquisadores se preocupam com o declínio das populações de insetos, drama global que avança silenciosamente chamado apocalipse dos insetos. Para que a gente entenda melhor o que isso significa, qual a importância dos insetos e quais as causas e os impactos no ecossistema, nós estamos conectados com o professor da Unicamp, Paulo Oliveira, que é professor titular de ecologia do Instituto de Biologia da Universidade. Seja bem-vindo, professor. Muito bom dia. Muito feliz de estar aqui para conversar com vocês. Primeiro, eu comecei com o pessoal lá de casa falando sobre a questão do vagalume, né? E eu queria que o senhor falasse, a gente tá falando de uma população de insetos, mas o vagalume ele é um exemplo daquilo que existia no cotidiano, inclusive da das áreas urbanas. E hoje a gente, pelo menos em área urbana, faz muitos e muitos anos que eu não vejo um, viu, professor? As pessoas comentam muito isso. As borboletas também estão sumindo dos bairros urbanos, viu? Eu moro no Cambuí. Dificilmente eu vejo uma borboleta voando nas nossas ruas. Os vagalumes, então, nem pensavam. Eh, mas quando a gente tá falando desses insetos, quais são assim eh parâmetros que a gente pode avaliar da primeiro que quando a gente pensa, por exemplo, senso comum, fala assim: "Poxa, por que que existe barata? Por que que existe mosca? Por que que existe?" Queria que o senhor começasse então pela importância dos insetos pra vida como um todo. Tá bom. Tá certo? Todos nós quando pensamos em insetos, a gente olha sempre o lado ruim dos insetos. Mosquito, barata, bicho que nos incomodam, OK? E a gente esquece que os insetos são responsáveis por cerca de mais de 50% da polinização das nossas plantas, que ao serem polinizadas, as flores produzem os frutos que vão passar no mercado, vão passar no supermercado. Então, quando a gente entra no supermercado para comprar as coisas que vão parar na nossa mesa, a gente esquece que aquilo é um produto da natureza e que é produzido em grande parte pela bicharada que ocorre naturalmente na natureza, especialmente os insetos, abelhas, moscas, bisouros e também vertebrados como beijarflores, morcegos, etc., que polinizam as flores e que vão produzir os frutos que vão ã parar na nossa mesa. Então, a gente tem as populações urbanas, nós que vivemos na cidade, temos que enfiar na cabeça que a nossa qualidade de vida e o nosso bem-estar depende do bem-estar e da saúde da natureza que nos rodeia. Então, recentemente saiu uma pesquisa na revista Science sobre essa questão que você tá levantando, o desaparecimento recente dos insetos. Eles fizeram uma pesquisa nas ilhas Fige, lá perto da Austrália, na Oceania, e eles descobriram-me, né, que nos últimos 300 anos as sucessivas chegadas do homem através das grandes navegações, trazendo insetos invasores, trazendo inteticidas, alterando o ecossistema natural dessas ilhas, causaram a estão causando o desaparecimento de cerca de 80% das espécies de formigas dessas ilhas. OK. Novamente. Ah, professor Paulo, por favor, formiga é um bicho chato. A gente tem mais é que matar e sumir com as formigas. Quem gosta de formigas? Quase ninguém gosta de formiga. Incomoda muito. Pois, vou fazer um desafio para você, Mina. Imagina que você tá na floresta amazônica. Imagina agora, mina, que você tem uma capacidade de Hércules de colocar numa bolsa a bicharada que você encontra na floresta amazônica. Tá bom? Combinado. Você pega essa bolsa e põe numa balança. 1/3 do peso dessa bolsa, Mirna, são formigas e cupinhas, que são bichinhos pequenininhos, mas que são obrigatoriamente sociais. Eles vivem em colônias. Então, embora pequenininhos, eles são tremendamente abundantes e tremendamente importantes pro funcionamento da floresta. São esses bichinhos que aeram o solo, que faz a água quando cai da chuva entrar no solo, se tornar disponível para as plantas. eles que ajudam a decompor a matéria orgânica que chega no solo da floresta e assim por diante. Então, as formigas e os cupins, como os outros bichinhos pequenos, tem um papel no funcionamento do ecossistema da floresta tremendamente importante. E os outros insetos juntos com formigas e cupins são tremendamente importantes, como eu disse, na polinização das flores, na defesa das plantas contra os insetos herbívoros que comem as flores, as folhas. Sim. Na predação da dos bichos que estão no solo da floresta, no enriquecimento dos nutrientes no solo da floresta e assim por diante, tornando os nutrientes novamente disponíveis para as plantas. Quando o senhor fala, por exemplo, nesse estudo feito lá nas ilhas de Fige, quando a gente pensa aqui mais perto de nós, o que esse estudo demonstra? Isso é algo isolado ou não? bem perto de nós, por exemplo, na Amazônia, que o senhor acabou de mencionar, nós também estamos tendo esse, digamos, não é um fenômeno, esse acontecimento que é o desaparecimento silencioso de insetos. E o que isso nos causa? É um alerta. Então, os principais alertas são o uso excessivo indiscriminado de inteticidas, a destruição dos ecossistemas naturais, as mudanças climáticas, a poluição luminosa que afeta a vida dos insetos. Então, e a fragmentação dos ecossistemas naturais, Mena, permitindo que entrem espécies invasoras que prejudicam os bichos que vivem naturalmente na floresta. Vou te dar um exemplo importante. Aqui na Unicamp, nós fizemos uma pesquisa na Mata Atlântica, que era um cinturão contínuo na costa brasileira de florestas, não é? A Mata Atlântica vai do Nordeste até o sudeste do Brasil, fazendo um cinturão de floresta na nossa costa. Antigamente, hoje a Mata Atlântica exige sob a forma de retalhos, fragmentos eh intercalados por zonas urbanas, agricultura, etc. Isso, o fato da floresta existir sob a forma de fragmentos permitiu-me, né, que muitas espécies invasoras que não são nativas da floresta invadissem a floresta. E o que que a gente descobriu? A gente descobriu na Mata Atlântica que existem várias formigas grandes que são tremendamente importantes na germinação das sementes dos frutos. Quando os frutos caem no solo da floresta, Mirna, com a polpa ainda aderida às sementes, a chance daquele fruto da semente fungar por causa da umidade do solo é muito grande. Essas formigas removem a polpa dos frutos, deixam a semente limpinha e impedem que elas funguem e não germinem. Então, a remoção da parte carnosa, gostosa das dos frutos quando chegam ao solo é tremendamente importante paraa germinação e dispersão das sementes no solo da floresta. Isso ajuda a regeneração da floresta, porque as sementes vão germinar e as árvores vão se perpetuar. OK? O que que isso tem a ver com o retalhamento da Mata Atlântica? Quando a Mata Atlântica é fragmentada, um monte de formigas invasoras, entre aspas, viralatas, invadem a periferia da floresta e prejudicam essas formigas grandes, exigentes, nativas da floresta, que fazem esse serviço benéfico às plantas, ajudando as sementes a germinarem. Então, essas formigas invasoras tão prejudicando a fauna nativa da mata atlântica que ajuda na regeneração da floresta através da germinação das sementes e da dispersão das sementes no chão da floresta. Foi isso que os pesquisadores descobriram, Mirna, nas ilhas Fig, lá perto da Austrália, que as sucessivas chegadas do homem nos últimos 300 anos nas ilhas Fig trouxe um monte de espécies invasoras para as ilhas que prejudicou a fauna nativa das ilhas que está desaparecendo em consequência da agricultura intensiva, do uso de ceticidas, da chegada de espécies invasoras que prejudicam a fauna nativa das ilhas. Espero que eu tenha sido claro. Muito claro. E agora para encerrar, professor, eh, o senhor falou inclusive de algo que tá no cotidiano da maioria das pessoas, algo simples na área urbana, que é o uso, por exemplo, de inteticidas. Esse eh na área urbana, por exemplo, o que que cada um de nós pode fazer? Claro, as pessoas, a gente tem aquela coisa, eu não quero conviver com insetos, mas para ser menos prejudicial a essa, a esse chamado apocalipse dos insetos. Se é muito natural que a gente use intenticidas nas nossas casas, põe telas nas nossas janelas para que não entrem os bichos que nos incomodam. Eu acho isso perfeitamente normal. Não tenho romantismo nenhum com isso. A questão é o uso excessivo de inteticidas. nas zonas próximos às florestas, aos ecossistemas naturais, que acabam prejudicando a fauna dos insetos, que são potencialmente benéficos para nós mesmo. Então, quando a gente prejudica as abelhas, nós estamos prejudicando muito a bicharada que faz os frutos ocorrerem, que as abelhas são alguns dos principais polinizadores das plantas que vão parar, da dos frutos que vão parar na nossa mesa. Então, ao polinizarem as flores, você tem os frutos que se desenvolvem a partir da fecundação das flores, que ocorre porque a bicharada traz o grão de póle no seu corpo, faz a flor ser fecundada e produz o fruto. Então, as pessoas têm que entender que o que vem parar na nossa mesa depende da saúde e da permanência e da proteção dos ecossistemas naturais que existem na nossa volta. Outra coisa que é preciso entender é que quando chove tremendamente no verão e as nossas cidades que são feitas de cimento ficam lotadas de água, inundadas, cadê a natureza perto das cidades para absorver essa água? Cadê os parques urbanos que deveriam absorver essas chuvas torrenciais que chegam nas nossas cidades? Tá tudo cimentado. Então tem que entender também que as nossas enchentes existem nas cidades que nós estamos vivendo em ilhas de cimento, sem florestas urbanas, sem parques urbanos para absorver a água das chuvas que chega no verão, na nossa época das chuvas. Isso também é influenciado pelo desmatamento excessivo das regiões em voltas às zonas urbanas. Espero que eu tenha sido claro, Mirna. Bem claro, professor. Fica aí o alerta pra gente, né, que acompanha, para você que pode aí mudar o seu dia a dia, para quem mora nas regiões próximo a essas áreas. Então, professor, muito obrigada. Parabéns pelo estudo, né? A gente acabou de conversar aqui com o professor Paulo Oliveira, que é titular da matéria de ecologia, olha, do Instituto de Biologia da Unicamp, à Universidade Estadual de Campinas. Até uma próxima, professor. Muito obrigado, Mina. Muito obrigada. E fique por aí. O giro ambiental não acabou. Nós temos agora notícias e informações a respeito de sustentabilidade e meio ambiente. Um tubarão monstruoso rondava as águas do norte da Austrália durante o período cretácio, na era dos dinossauros. [música] Pesquisadores analisaram enormes vértebras encontradas em uma praia perto de Darwin e identificaram a criatura como o mega predador mais antigo conhecido na linguagem moderna de tubarões, existindo 15 milhões de anos antes de espécantos. Com cerca de 8 m de comprimento, esse ancestral do tubarão branco moderno habitava o que era o fundo de um antigo oceano. A região de Darwin, rica em fósseis marinhos pré-históricos, tem sido crucial para a descoberta de criaturas como os plesiossauros e os ectiossauros. A pesquisa foi publicada na revista Communications Biology. เฮ
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