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Álvaro Ribeiro. A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que tá aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando estúdio Câmara ao vivo hoje, quinta-feira. dia 2 de julho. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Vamos conversar hoje sobre a permanência das meninas no esporte. Você sabe que tem uma pesquisa recente que foi encomendada por uma marca eh de produtos de higiene pessoal e essa pesquisa constatou que uma em cada duas meninas ao redor do mundo abandona a prática esportiva na adolescência. No índice de abandono verificado entre as jovens de 11 a 17 anos representa o dobro do observado entre os meninos. De acordo com esse estudo, o principal fator para essa desistência é a baixa autoconfiança corporal, com 69% das meninas afirmando já ter deixado ou pensado em parar as atividades esportivas por inseguranças relacionadas à aparência física. No Brasil, esse cenário é ainda mais preocupante. O número salta de 74%, o equivalente a três em cada quatro meninas. O futebol historicamente ele é visto como um espaço predominantemente masculino e está entre as modalidades mais impactadas por essa realidade, com 60% das meninas deixando de praticar o futebol ao longo da adolescência. em um momento em que os holoes se voltam, né, para os grandes eventos, como a Copa do Mundo que a gente tá, a Copa do Mundo que a gente tá vivendo e a Copa Feminina do ano que vem, acredito que debater os desafios enfrentado pelas meninas torna-se urgente para que a gente possa estimular discussões sobre autoestima, pertencimento e permanência. E é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Então, participe com a gente. O WhatsApp tá na tela para você. Você conhece, né, os fatores que influenciam a participação e a permanência das meninas no esporte? Alguém aí da sua casa, da sua família, já teve uma iniciação esportiva e de repente do dia paraa noite falou: "Não, não é para mim, não, não vou mais". E poderia eh ser uma pessoa que pudesse ter uma perspectiva bem positiva no esporte, né? Uma menina, mas por algum motivo ou então pela baixa autoestima decidiu parar com esporte. Então conta pra gente se você tem essa experiência, se você tem uma dúvida. Nós estamos aqui com as nossas convidadas já no estúdio. Daqui a pouquinho nós vamos apresentá-las. Enquanto isso, você vai mandando a sua mensagem e já já a gente fala sobre a permanência das meninas no esporte. 199729377. Esse é o nosso contato. Nós estamos aguardando a sua participação. Vamos de informação. A Câmara de Campinas entrou em recesso parlamentar, tá gente? o período em que ficam suspensas as reuniões ordinárias e os encontros das comissões permanentes. Apesar da pausa nas atividades legislativas em plenário, os gabinetes dos vereadores e os setores administrativos seguem funcionando normalmente. O atendimento ao público continua sendo realizado de segunda a sexta, das 9 da manhã e 6 da tarde. Previsto na legislação, o recesso legislativo corresponde ao período em que não ocorrem sessões ordinárias, nem reuniões das comissões permanentes. Durante esse intervalo, os vereadores mantêm as atividades nos gabinetes, incluindo também o atendimento à população, a elaboração de projetos e demais trabalhos parlamentares. A retomada das reuniões ordinárias está prevista para o dia 3 de agosto. Muito bem, vamos lá, gente. Olha, vacinação. Você adolescente de 15 a 19 anos que ainda não recebeu a vacina contra o HPV, tem mais tempo para se imunizar. A estratégia de resgate aqui da cidade de Campinas foi prorrogada até o dia 31 de dezembro, seguindo a orientação do Ministério da Saúde. Essa campanha, gente, é voltada a jovens que perderam a faixa etária recomendada para a vacinação, que é entre os 9 e 14 anos. Em Campinas, a cobertura vacinal do ano eh do ano passado, 2025, chegou a 93,9% entre as meninas e 77,3% entre os meninos. A vacina HPV, ela previne diversos tipos de câncer e verrugas genitais e também está disponível nos centros de saúde da rede municipal. Para atualizar a sua carteirinha de vacinação, basta ir até o centro de saúde mais próximo da sua casa. Se não tiver a carteirinha, isso não é motivo para que você não se imunize, pode ir sem a carteirinha também, tá certo? Vacinação disponível. Previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o tempo hoje. Cadê o inverno que estava aqui? Ah, já já ele aparece. Mas hoje o que temos é sol, né, predominando. Nós temos aí um céu azul de brigadeiro. A mínima 14, a máxima 27º. Dia lindo para viver, né? Vamos embora então. Bom dia para mim e para você. E agora a gente volta então ao nosso tema central. A gente fala da permanência eh das meninas no esporte. a gente sabe que a infância é marcada pelo direito de brincar, né, e de correr livremente, mas a transição para adolescência, ela impõe uma barreira de gênero invisível no esporte, enquanto os meninos encontram estímulo e validação social para continuar jogando, bora que bora, vai fazer um gol e tal, as meninas elas acabam enfrentando um esvaziamento silencioso de suas quadras e também das equipes. aos 14 anos as taxas de abandono feminino disparam, né? Mas pesquisas continuam mostrando quando as meninas permanecem envolvidas nas atividades, os benefícios vão além dos campos, das quadras. Esses benefícios são capacitação, eh desenvolvimento de liderança, hábitos saudáveis, resiliência emocional, disciplina, como transformar os vestuários, escolas e clubes em ambientes acolhedores. Essa é a nossa pergunta. Como capacitar treinadores e pais para incentivar uma relação mais positiva com o corpo quando a gente fala da permanência das meninas no esporte? Então, a gente tem aqui duas pessoas assim que são ponto chave para nos ensinar e para explicar pra gente o que acontece, porque as meninas elas eh iniciam o mundo esportivo na vida esportiva, mas elas acabam desistindo. Então, a gente dá as boas-vindas à psicóloga do esporte, Duda Rea. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. É um prazer estar aqui. Muito bom dia para você também. Obrigada mesmo por estar com a gente, porque a Duda vai fazer dupla com a educadora física, a Giovana Airold. Ela trabalha com meninas, ela tem experiência em esportes de alto rendimento e é uma vivência disso que a gente vai falar hoje aqui no programa. Então, preste muita atenção, porque tem alguns pontos que ela vai passar pra gente que de repente a gente nem se atenta na fase de transição, de crescimento da vida dessa menina. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Bom dia a todos. Espero que o papo hoje seja bem instrutivo para todos nós. Vamos lá. A gente começa então na área da psicologia. Duda, a gente trouxe no início o estudo global, né, que apresentou que a baixa autoconfiança corporal, ela é o principal fator de desistência e atinge 74% das meninas do Brasil. A avaliação psicológica da puberdade, as pressões estéticas da sociedade, elas se tornam realmente barreiras muito pesadas dentro do ambiente esportivo quando a gente fala do público feminino. Sim, com certeza. Tem a questão que ao longo da adolescência as mulheres, as meninas passam por uma mudança hormonal muito significativa e a gente chega até dizer que a gente tem chega não, a gente tem um esquema no nosso cérebro da nossa imagem corporal. Quando acontece essas mudanças, a gente precisa adaptar. Então, o nosso cérebro adapta a nossa imagem corporal e aí a gente demora um tempo a mais para conseguir reconhecer quem somos nós, né? Depois de todas as as mudanças hormonais que acontecem. Ah, muito interessante, porque tem aquela fase da vida das meninas, nossa, né? Que a gente fica meio assim, né? Quem eu sou? Para onde eu vou, o que que eu quero, né? fica meio confusa e de repente pode ser nesse momento em que você iniciou aí um um uma atividade esportiva e aí você acaba desistindo também, né? Mas a Giovana que tem essa vivência, tem uma experiência de mais de duas décadas na área esportiva aqui em Campinas, Giovana, como é que você enxerga essa escassez de ligas, né, volt ligas de base voltadas especificamente para o público feminino na faixa dos 11 aos 17 anos? Vale a gente lembrar que tô falando eh não só aqui de Campinas, né, mas é algo assim global, porque essa pesquisa que é que nós trouxemos, ela foi feita só no Brasil, mas em outros países e todos os países relatam a a baixa, continuidade das meninas no esporte após aí eh a puberdade, vamos colocar assim, como é que você avalia essa falta de repente de de eh treinamentos de e entendimento, de repente até do educador físico para essa mudança corporal que essa menina está vivendo nesse momento. É, então, eh, eu acho que a questão das ligas, né, que nem você falou, das competições, enfim, eh, voltada pro público feminino, vai depender da demanda, né? Então assim, quando não há demanda, não tem como, né? Não não existe essa oferecer porque não vai ter gente para participar, né? Então a a questão é anterior às ligas, é o que a gente tava começou a conversar aqui um pouquinho antes, né? Eh, nessa fase, quando a criança eh a menina, né, entra na puberdade, ela tem uma série de transformações corporais, né? E se a gente comparar eh, que não tem como não comparar, né, o o as transformações eh no corpo feminino, no corpo masculino, o homem, enquanto ele ganha força, massa muscular, a menina vai ganhar gordura, né? Ela ela ganha curvas. Então tudo isso é normalmente, não com todas, né? é um aumento de peso, é um desequilíbrio ali na forma dela correr, na forma dela eh saltar. Então assim, ela já tem que se reorganizar paraas mesmas coisas que ela fazia. Então, eh como eu venho eh da ginástica artística e na ginástica artística isso é muito muito visível, né? Então, quando ela passa por esse momento, ela perde, é como se ela perdesse um pouco da coordenação motora dela, porque o centro de gravidade dela altera também com com a questão do peso, né? Os os membros podem crescer desproporcionalmente neste momento, porque ela tem um estirão muito mais cedo que o menino, né? Então ela, por exemplo, eh para ficar assim bem eh ilustrativo, né? que a ginástica como tá em alta, acho que todo mundo consegue visualizar bem. Eh, as paralelas, né, as barras paralelas, ela tem uma abertura X eh, possível de você fazer. Então a menina quando ela cresce, ela vai fazer o mesmo movimento, só que às vezes ela não consegue mais fazer o movimento porque ela tem que mudar o ângulo, olha isso, de movimento que ela faz, porque ela perde essa coordenação. E as e muitas vezes eh elas vão assim, ah, enfrentar essa situação do tipo, ai, eu não consigo mais, eu não sou mais capaz, eu não rendo mais a mesma coisa. Então precisa ter todo um apoio, inclusive psicológico, né, para ela entender que isso vai retornar, pro treinador também entender que ela vai voltar a ter a performance. Ela precisa de um tempo para readaptar o organismo dela, o corpo dela para as atividades que ela já fazia antes. E isso vai ser para qualquer modalidade, né? Então, por exemplo, no basquete, ela eh arremessava, né? E agora já o o braço cresceu um pouquinho, eu perdi, eu tô um pouco mais pesada, eu não consigo saltar tanto para fazer uma bandeja. Então assim, tudo isso ela sente perder a performance, né? Só que aí tem que ter todo um trabalho por trás, tanto do treinador, né? quanto do de um psicólogo para poder dar essas sustentabilidade para ela, para não pera lá, eu consigo voltar ao que eu era. É um é uma fase de transição. Então essa fase de transição é difícil e é aí que a gente perde. Olha isso, gente, muito interessante, né? Porque eh você tem essa vivência, conseguiu ilustrar muito bem pra gente e se a gente para para analisar, a gente passa por isso o tempo todo, né? É uma fase que a gente tá falando aqui que é a as meninas, né? né, a permanência das meninas no esporte, mas analisa você, você eh treina, faz algum tipo de esporte ou até uma academia mesmo, né? Você vai, você parou e o tempo passou e daí para você voltar é desafiador, né? É desafiador. Agora você imagina uma menina que ela tá iniciando a vida, né? que ela tá buscando algo e aí se depara com toda essa mudança e não tem uma estrutura, né, nem familiar, nem psicológica e também eh de repente do professor. Não, não, não, ele não tá preparado para trabalhar com isso. E aí ela acaba largando o esporte. Tem um dado bem alarmante desse estudo que nós trouxemos. Eh, esse eh eh eles entrevistaram 4900 crianças e adolescentes em países como Brasil, Canadá, Alemanha. E essa entrevista mostrou que o futebol lidera a evasão das meninas. 60% das meninas, elas desistem dos campos na adolescência e isso reforça o peso de preconceitos, rótulos que são ultrapassados aí em modalidades historicamente vistas como masculinas. A gente tem a Copa aí o ano que vem, né, das meninas. Eu quero só ver o que que vai acontecer. A Copa do Mundo tá aí, tá todo mundo torcendo dali Brasil para tudo. O pessoal para até de trabalhar, né? Agora e na Copa Feminina, será que isso acontece, né? Então, Duda, além da imagem corporal, esses dados mostram que barreiras como aumento do de custos, as pressões sociais geram também esse esgotamento mental. Por outro lado, as meninas que praticam esporte, elas registram eh taxas de transtornos mentais, depressão e ansiedade muito menores. Então, do ponto de vista psicológico, como que o esporte atua como um escudo, né? Um um escudo mental dessas meninas, porque se a gente para para analisar, o esporte, ele nos traz algo que a gente vai levar pra vida, não é? Sim. E que ultrapassa, né, o esporte. a gente usa no dia a dia, mas ele entra ali com muito em aspecto de coletividade. A gente aprende a viver em comunidade, a gente aprende a lidar com as adversidades, a gente aprende a ter resiliência, disciplina e são eh aspectos que a gente leva para a depois do esporte, né? Então a permanência é muito importante e quando a gente fala dessa saída do futebol é muito o aspecto cultural. a gente não vê como é algo frequente mulheres, meninas estarem jogando futebol, né? Quanto de propaganda estão se fazendo pra Copa do ano que vem. Então isso elas acabam sentindo que elas não pertencem ali e isso faz com que elas não tenham motivação para ficar. E os estudos mostram muito que as as meninas elas têm uma motivação diferente dos meninos. Os meninos eles têm uma motivação que a gente chama de motivação extram. Uhum. que é aquela pessoal de ganhar, de fazer gol, de se sentir bem. As meninas já t uma motivação mais extrínseca daquela de tá no coletivo, de ter amigos, né, de ter um bem-estar social. E quando elas não se sentem pertencentes dentro desse ambiente, elas acabam saindo, né? Não apenas pelo corpo, mas também por essa questão. É verdade, né? Como que você avalia essa questão aí, Giovana? Eh, da Copa do Mundo, vamos colocar assim, né? A gente tem aí a Copa do Mundo das Mulheres o ano que vem. Qual que é a expectativa sua assim? Você que trabalha com esporte, que tá dentro do esporte, assim, que tem uma vivência, são mais de 20 anos, então você tem um uma visão diferente da nossa. Qual que é a sua avaliação? Você acha que o Brasil vai parar também pra Copa do Mundo Femino, infelizmente não. Olha aí, ó. Tá vendo só? Eh, é assim, eh, eu acho assim, a gente, eh, é um, é um universo muito complexo, né? Porque assim, se você pensar no profissionalismo, o que a gente vê eh a mesma coisa que a gente vê no na nas profissões de modo geral, né? O homem que joga futebol ganha muito mais do que a mulher que joga futebol. né? É, o o futebol feminino ainda muitas vezes é amador. Agora que o Brasil tá dentes clubes e não sei quê, por por conta do quê? Não é por conta porque ai nossa, vamos fazer o futebol feminino não, porque foi uma obrigatoriedade, tipo, ah, tem eh a CBF, né, do futebol, sei que teve algum incentivo para os clubes que tinham feminino e masculino também. Então assim, não é por por uma coisa assim que é legal, vamos fazer, tem que sempre existir uma a mais para poder alavancar, sabe? E a gente vê inclusive a falta de eh ídolos, né, do esporte. O quanto se fala de Neymar, o quanto se fala de Marta, né? O quando se fala de Vin Júnior, quem conhece as meninas que estão no na seleção brasileira de futebol? E não é só o futebol, é em na maioria das modalidades. No caso da minha específica, tá o contrário no momento, né? Mas, né, da ginástica artística, o feminino tem se destacado mais que o masculino, mas de maneira geral, eh, a gente não tem tantos ídolos. Quantos ídolos de natação a gente teve, femininas, tênis, a gente lembra sempre de nomes masculinos, entendeu? Eu fiquei muito feliz de um jogo eh da Copa agora que tinha mulheres aptando, porque isso também é uma forma, porque às vezes eu posso não ser atleta. Uhum. Mas o esporte vai me dar uma coisa que eu gosto tanto, que eu vou viver no ambiente do esporte. Então eu vou ser um árbitro, eu vou ser um uma pessoa que assiste o esporte, uma pessoa que consome o esporte. Então a gente tem que manter as pessoas no esporte. Não só para ser atletas, para terem um bem-estar de vida lá na frente, para consumirem o esporte, para se envolverem no esporte nas diversas esferas que o esporte oferece. Exatamente. É verdade. E isso carece de pessoas femininas. A gente vê, por exemplo, quantas treinadoras femininas existem nos esportes coletivos que o time é feminino. Normalmente é o time feminino, o treinador é masculino mesmo assim. Então assim, por que que essas mulheres não estão envolvidas lá no treinamento, no no num competitivo, no ser no ser treinador, ser uma treinadora, né? Então assim, eh eu eu falo na ginástica, a gente ainda tem uma vantagem, na ginástica artística tem uma vantagem que existe um regulamento que quando você leva uma equipe não pode, você pode ter dois treinadores, mas você não pode ter dois treinadores homens. ter uma mulher, pelo menos uma mulher. Então, já são algumas coisas que ajudam a manter as pessoas dentro do esforço, porque se eu não vejo perspectiva de chegar no alto rendimento como um treinador, como por que que eu vou buscar isso, né? Então assim, carece também é uma estrutura toda que carece olhar um pouquinho mais pro lado feminino. É algo que a gente traz como cultural. Você analisa isso, a psicologia consegue trazer pra gente isso é algo que tá enraizado, é é que vem de história. O que é isso? Por quê? Você vê a a Giovana relatou tantos pontos onde falta a presença feminina e essa falta de repente é o incentivo e eh essa essa presença de repente seria o incentivo para as nossas meninas continuarem dentro do mundo esportivo. E muito bem colocado pela Giovana, não precisa ser atleta, né? Mas vai ser uma uma um árbitro, vai fazer parte desse mundo, né? vai ter essa sensação de pertencimento. Mas e aí a gente esbarra lá na história, a gente esbarra lá na infância, na cultura? É mais ou menos isso? Com certeza. É algo multifatorial, né? A gente já conversou do corpo, da autoestima, a o que a Giovana pontuou que precisa ter primeiro meninas para depois formar ligas, né? Então tem essa, mas assim, a gente encontra na família, a gente antes do programa tava conversando que os meninos desde pequenos são eh convidados a jogar futebol, seja em brincadeira, né, ali na rua, não necessariamente dentro de uma escolinha, mas as meninas já não são tão propensas. são, eu acredito que são mais para ginásticas, que considerado um esporte mais feminino, eh, do que para um futebol, por exemplo, que é historicamente muito masculino. Eu também trabalho muito com o automobilismo, né, o esporte do automobilismo. Então, eu também vejo como a presença masculina tá muito grande. Então, esses esportes que tradicionalmente, historicamente são masculinos, é mais difícil a gente ver a presença e é mais difícil até os próprios pais ou familiares incentivarem, porque eles não vem tantas pessoas. Então eles acham que, ah, não faz sentido, talvez ir para um balé é algo mais artístico assim, mas a gente agora tá cada vez mais nessa comunicação vendo que a gente pode abrangir o leque de possibilidades, né? Não tem, esperamos que não tenha mais essa segregação do que é um esporte feminino, do que é um esporte masculino. Muito bem. Agora, Giovana, eh como o papel eh dos pais, né, da da da família em si, dos técnicos, treinadores, educadores físicos, qual é o papel dessas pessoas eh no incentivo dessas meninas que fizeram a iniciação esportiva e estão já nessa fase de transição e de repente pode ser que desista. Então, qual que é o papel? A gente precisa incentivar, mas de que forma, né, os orientadores, os professores de educação física, os técnicos, treinadores, enfim, hoje eles já já têm essa visão que essa menina ela pode estar desistindo por conta da baixo autoestima. Qual que é a sua avaliação disso? Olha, eu não sei se chega a ter essa percepção, tá? Eu acho que hoje as pessoas já têm, lógico, muito conhecimento, já tem eh mas eu não sei se no dia a dia ali eh chega a ter essa percepção, ah, eu acho que ela não tá se encaixando, não sei quê. Eu acho que muitas vezes, tanto que as equipes quando elas começam a entrar pro pro alto rendimento, elas sempre tem um psicólogo junto. Olha a importância da psicologia. Então assim, as as equipes maiores, eh, por quê? Porque é o psicólogo que vai detectar esse tipo de coisa, sabe? Olha, tal menina, tá não tá se se inserindo bem no grupo, né? O psicólogo vai fazer, né? Você pode ser melhor que eu. É dinâmicas que vai detectar esse tipo de coisa que vai trazer pro profissional de educação física para ele eh reorganizar o grupo dele, né? Então são eh ferramentas e informações muito importantes para que isso aconteça, né? No caso da família, eu acho que a família tem que sempre incentivar, sabe? Eh, eh, quando eu trabalhava com com competitivo, eh, tinha uma psicóloga que falava: "Não, você eh tem que terminar ciclos". E eu sempre levei isso muito a sério, sabe assim? Porque às vezes no meio do ciclo, assim, no meio do ano, no meio do semestre, fala: "Ai, tô cansado, às vezes é nessa idade também começa as cobranças escolares, ai vestibular, é isso." E sabe assim, precisa de nota na escola. assim, termina o ciclo. Se durante as férias você não pensar mais no esporte, não quiser voltar, aí provavelmente você realmente tá decidido. Agora, se você para no meio do ciclo, você não tem certeza se aquilo é realmente um esgotamento do esporte, é um esgotamento da vida mesmo, do de tudo que tá passando ali naquele momento, né? Então a gente sempre fala assim: "Não, se é para parar, finaliza o ciclo, reflete e volta". E assim, no caso da ginástica, né, que eu mais minha minha área aí, tive muitos e muitas e muitas meninas assim incontáveis que assim, ai nossa encontra anos depois eu desisti tão cedo, né? Ai que dó assim que triste. E não é por falta da gente falar, a gente fala, fala com a família, fala com a Olha, pensa bem. Aham. Porque às vezes que nem eh a criança vê, ai nossa, mas a minha amiguinha já tá conseguindo fazer isso, eu não tô conseguindo ainda. Assim, calma, cada um tem seu tempo, cada um tem o seu desenvolvimento, você vai chegar lá também. Então assim, eh, às vezes, eh, o imediatismo também causa essa evasão, né? Tipo, ah, eu não tô conseguindo e pronto, né? É mais fácil desistir do que enfrentar, né? É verdade, né? Se a gente para para analisar, é assim mesmo. Eh, o esporte traz algo que é a constância, né? É a disciplina. E quando a gente fala de disciplina e constância, é a nossa vida. A gente tem que ter disciplina, a gente tem que ter constância. E eh a questão psicológica que a Giovana trouxe pra gente aqui, você concorda, o que que você traz na questão dessa desse negócio das meninas de achar que não vão conseguir e de repente desistir? e o esgotamento, né, de completar o ciclo, porque isso acontece com todo mundo, principalmente agora a gente tá na metade do ano, gente, tem gente que tá cansado, precisa dar um tempo para poder continuar, né? Isso pode acontecer também eh nessa questão das meninas aí eh na permanência no esporte. Então, acho que faz todo sentido na questão psicológica, não é? Com certeza. E são diversos fatores, né? as meninas iniciaram ali, não por vontade própria, mas ali, ah, a família gostaria que iniciasse. Então, às vezes ela já não queria pertencer à aquele esporte. Mas eu acho, completando o que a Giovana falou, a gente precisa proporcionar espaços de acolhimento, né, e chegar e conversar com essas meninas e entender que que você acha que tá acontecendo, por que você acha que você quer sair, é porque você não tá rendendo como antes, é porque alguém tá fazendo algo que você não consegue fazer. Porque o esporte ele nos ajuda a lidar com as frustrações, com a diversidade, né? Então depois dessa desistência que a Giovana falou, que muitas pessoas voltam e falam: "Ah, não queria ter desistido". A gente sabe que a vida no esporte como atleta é curta, né? Então depois a gente tem que procurar outras eh carreira ou outros ambientes pra gente pertencer ali dentro do esporte. Então, tentar entender com essas meninas o que que tão fazendo elas saírem, se é a questão do corpo. E tanto é que quando a Giovana menciona que tem que ter uma treinadora mulher, eu achei muito importante, porque às vezes a gente sente mais a vontade de falar algo do nosso corpo para uma mulher do que para outra pessoa, né? até pela questão da familiaridade, da compreensão. Então eu acho que promover esses espaços, inclusive os pais perguntarem, os familiares do que tá acontecendo, porque a gente falou que também é uma fase da adolescência. Adolescência é uma loucura de hormônios, né? A gente sempre fala que os adolescentes ali são meio rebeldes, mas eles estão tentando se descobrir, né, como eles são, onde eles pertencem. Então, para eles também tá tudo demais, é, eh, tá tudo elevado. Então, ter um pouquinho mais de paciência e acolhimento, acho que ajuda a entender o que que tá passando na cabeça deles. Excelente. Eh, acolhimento, paciência, a sensação de pertencimento e tomar também o cuidado, Giovana, eh, em relação à expectativa, né? Eu crio uma expectativa em cima do meu filho que ele vai ser o mega master jogador de futebol, porque quando eu era pequeno eu jogava o futebol e eu não consegui continuar. Mas agora eu tô com meu filho aqui, ele vai pra escolinha de base e ele vai se despontar. Então você vai, filho, você vai. E aí a gente a gente transfere, né, a nossa vontade para os nossos filhos e tem aquela expectativa que o filho vá cumprir algo que só tá na nossa cabeça. A gente tem que tomar cuidado com isso também, porque isso pode ser um dos motivos da baixa permanência no esporte. E aí a gente tá falando não só das meninas, mas também dos meninos. então da baixa permanência eh das crianças e adolescentes que iniciam, fazem a iniciação esportiva por conta da vontade do pai, do cuidador, né? Eu quero que você faça isso e a criança pega e vai, mas daí não consegue se manter. Exatamente. O que acontece enquanto criança, eu acho que ela não e ela não tem muita percepção assim, sabe? Eu tô fazendo porque o pai tá querendo, né? É, ah, eu tô ali no ambiente, tá gostoso. Eu não tenho percepção de tipo, ai, aquele é melhor que eu, eu sou melhor que não tem essa perce conforme vai crescendo, vai falar assim: "Nossa, mas que que eu tô fazendo aqui? Todo mundo faz e eu não sei ainda, sabe? Sim, começa a perceber, começa a ter essa percepção também de que talvez aquele esporte não seja adequado para aquela pessoa no sentido, vamos lá, competitivo, tá? Porque assim, o que eu o que eu falo muito eh vou voltar na ginástica porque é mais fácil para mim um exemplo, né? Eh, a ginástica ela tem um estereótipo, né? Tem algumas quebras de estereótipo, sim. Hoje em dia a gente já tem ginastas altas e tal, mas a gente tem um corpo mais delgado, mais magro, né? Mas que que a gente fala? Muitas vezes, a mãe fala: "Ah, mas a assim, a ginástica de iniciação é para todos, qualquer um pode fazer". Então, assim, basta também a gente colocar cada coisa no seu quadrado. Eu falo assim, né? Tipo assim, não, eu não, tudo bem, você pode não ser que vá lá pro alto rendimento, que vá pro competitivo, mas se você gosta, se você aprecia fazer aquilo, você está no lugar certo, sim. Você tem que permanecer ali, sim, porque aquilo está te dando prazer, né? Então você tem que fazer independente das eh regras de de estereótipos de cada modalidade. Não sou baixinha, eu quero jogar vôlei. Tudo bem, vai lá e joga. Bem, mas você saiba que você vai jogar por por recreação, que você tá ali, que é a pessoa depois que a gente conversou, que vai ser um consumidor, que vai ser alguém que vai olhar pro esporte com outros olhos, que vai incentivar seus filhos a fazer esporte, que vai ter uma vida saudável na vida adulta, porque tá acostumada a praticar esporte. Então, isso tudo a gente tem que ver. A gente, principalmente quem trabalha com iniciação esportiva não pode descartar ninguém, porque as pessoas não são descartáis, todos têm direito à prática. Agora, se você tá falando de uma prática voltada a autorrendimento, aí sim a gente precisa ter alguns cuidados, não é porque a pessoa não possa, porque, por exemplo, uma pessoa que não tá adequada àquela prática pode se lesionar. Uhum. vai ter frustrações porque ela não vai acompanhar. Então vai ser eh mais malefícios do que benefícios. Então quando a gente vai pro autor rendimento, a gente precisa ter esse olhar cuidadoso. Mas a iniciação é para todos em qualquer esporte. Eu acho que todos poderiam e e deveriam eh experimentar a iniciação esportiva, né? Eu tive vivência dentro do esporte, joguei vôlei por acho que 6, 7 anos, viajei e e participei de campeonatos e assim, você sabe que eu trago essa experiência de de jovem eh paraa minha vida, sabe? Me ensinou eh bastante a persistência, a aprender a a ganhar e a perder também, porque não é todo dia que você ganha e também não é todo dia que você perde e e tá tudo bem perder. De repente, se você perdeu, é uma oportunidade que você tem de melhorar, né? De melhorar, de ver onde que você tá errando e de melhorar para na próxima, de repente pode ser que você ganhe, pode ser que a gente tem que aprender a lidar com as frustrações. E eu acredito que o esporte é algo assim que traz eh eh isso e e a gente leva pra vida. Então, por isso que eu digo que acho que todos deveriam participar, ter a oportunidade de iniciar, né, o esporte, participar de uma iniciação esportiva, a disciplina, né, eh, a sensação de pertencimento, a questão social, gente, são inúmeros benefícios que o esporte traz pra vida da gente. Então, a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente coloca aqui a permanência é das meninas nos esporte, por a gente tá falando dos benefícios, mas também tem o outro lado, né? A menina que não se encontrou, a menina que não teve de repente o apoio, a menina que de repente não teve a visão da família, do treinador, a questão psicológica, ela pode sair frustrada, né, desse momento que de repente poderia ser o divisor de águas. E a gente precisa cuidar com a saúde mental quando a gente fala dessa frustração, não é? Com certeza. É o que a gente tava retomando, né, da entender primeiro por que aquela menina está ali, né? Ela quer tá ali. Na, como a Giovana apontou na infância, é importantíssimo ter iniciação esportiva. São vários benefícios. Até a Giovana pode explicar mais do que eu sobre a questão motora, né, que a gente desenvolve ali no esporte, mas na adolescência entender é o esporte que ela queria tá, ela se identifica, ela vê potencial ali, né? Porque tem a nossa, a gente fala até de autopercepção, a gente se encontra naquele ambiente, a gente se encontra se desenvolvendo ali, embora a gente fala que os hormônios estão muito modificados e muito a acentuados, eh, elas têm a própria capacidade de perceber e elas vão desenvolver. Então, eh, eu sou sempre a favor da comunicação, então tentar entender o que que tá acontecendo, né? Se às vezes ela perde um jogo ou algo e foi muito frustrante para ela, como que ela pode recuperar daquilo ao invés de ela pedir para sair? Ou acontece alguma coisa mais, algum comentário de alguém da torcida, né? Como que a gente pode acolher esse atleta e integrá-la novamente, mostrar ali, eh, fortalecer a autoconfiança, a autoestima dela, né? É, o atleta, quando a gente fala em atleta, tem que tá psicológico bem preparado. A gente vê isso, né? É, aí na, principalmente agora na Copa, gente, o que que é isso? Haja psicológico, né, Gilvana? É, eu queria apontar uma coisa que que eu me pegou na sua fala, que além de tudo aquilo que você falou, eh, o esporte traz também um momento de exposição. É, exatamente. Exposição. Então, eu tô numa competição, eu tô sendo exposta, todo mundo vendo o que eu estou fazendo. E tem gente que gosta, tem gente que não. Exatamente. E hoje ainda mais em rede social. Eh, eh, tem os dois lados, né? Eh, é mais difícil você se expor, porque as pessoas ficam atrás dessas, né, tipo assim, eh, atrás de um tablet, atrás de um celular, elas se expõe menos, né? E na hora de fazer um um jogo, na hora de apresentar, na hora, pode não ser uma competição, um festival que seja, você tá de diante de uma plateia, você se expõe, né? E e isso para adolescente muitas vezes é difícil, porque assim, eh, eu, eu falo, eu brinco com a minha filha que tem já 17, assim, o celular é uma maravilha, mas também se alguém filmar alguma coisa errada sua ali, fica pro resto da vida. Então, assim, ai, filmou uma jogada que a menina errou, mandou pro outro, mandou expôs. Então assim, é uma exposição, lidar com isso é difícil também, né? E por outro lado, estar aberto a se expor é muito grandioso também, né? Então assim, a gente tem que pensar nos dois lados. Tem a parte que pode trazer uma frustração, mas tem a parte também que, poxa, olha que bom, eu tô me expondo aqui. Eu tive uma atleta que eu um relato da mãe, depois ela fez fisioterapia e tal, tinha que apresentar um trabalho na faculdade e tal. A mãe falou assim: "Mas tá nervosa? Por quê? Você fazia série na trave que tem 10 cm assim, você tá com medo de apresentar um trabalho, entendeu? Então assim, eh, foi um exemplo direto da questão, né, do quanto o esporte ajudou ela. Pô, é verdade, pô, se eu fazia isso, por que que eu não vou apresentar o trabalho na faculdade com segurança, sabe? Então, o esporte também traz isso, por exemplo, eh eh como meu filho joga basquete, então eu acabo tendo um pouquinho ali também com basquete. Assim, eu vejo, né, eh, quando eu comecei a viver o universo do basquete, a hora que o o o menino tá ali para cobrar o lance livre, que a a torcida inteira vaia, contrário, pai, eu f assim, nossa, coitado do meu filho, né? Só que a hora que o outro vai, eu também faço isso, né? Mas então assim, é a questão da exposição e ele lidar com aquele lidar com isso tudo em volta e tentar fazer o dele certo, né? O dele, eu falo de modo geral qualquer atleta, né? Sim. Então isso é uma exposição, é um foco que vai trazer pra vida, é um benefício que nada que não seja esporte vai trazer. É verdade. É verdade. É verdade. É só o esporte. de algo assim que quem teve oportunidade de de participar, né, de de viver aí o esporte em algum momento da vida, eu tenho certeza que você vai lembrar para e pensa aí nos momentos que você passou dentro de quadra, enfim, e aí traz pra sua vida de hoje, né, eh, quantos momentos atuais o esporte esteve presente e você nem se lembrou que foi a partir de lá, né, da quadra, de repente que você trouxe essa segurança, eh, esse empoderamento esse insistir, né, e e aprender a lidar também, né, com tudo que nos cerca, eh, os comentários, eh, a torcida gritando no seu ouvido, você ter que focar ali e executar e fazer o que você está ali para fazer, a disciplina. Então, acho que o esporte é algo assim que a gente leva pra vida mesmo e todos deveriam ter essa oportunidade, principalmente as nossas meninas, né? E a gente precisa falar sobre isso para que de repente possa virar a chave, alertar um aqui, outro ali. Acho que cada um fazendo um pouquinho, quem sabe a gente consiga. A gente vai ter uma visão aí o ano que vem, né, com a Copa das Meninas, então das mulheres, a Copa Feminina. Qual que é a sua avaliação, Duda? O que que você pode trazer pra gente eh na questão psicológica eh da Copa das Meninas, né? Como que você vê isso? Você vê como uma evolução, você vê como algo que ainda falta muito, né? E tem também a questão das marcas, dos patrocínios, né? Que é algo que no mundo do esporte é pesa bastante e a gente sabe que parece que agora esses patrocinadores estão começando a virar os olhos aí para o o público, né? a o a as atletas, as mulheres, principalmente agora no futebol. Vamos ver. Me parece que tem aí grandes patrocinadores já fechados com a Copa das Meninas. Então isso é algo a cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, todo ano. Campanha do agasalho 2026. Presente no inverno e em todas as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa. Particip doe roupas em bom estado. Realização. Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Prefeitura de Campinas. Como posso saber se tenho zumbido no ouvido? O zumbido, ele é um som constante que tá dentro do ouvido ou na sua cabeça que não vem proveniente de algum ruído externo. Então, muitos pacientes percebem uma cachoeira, um grilo, uma cigarra, eh, uma panela de pressão. Todos esses são tipos de zumbido. Essas viagens aéreas, viagens aéreas, elas são tem um regramento bastante específico, né? é uma das poucas situações em que consumidor muitas vezes ele vai perceber que algumas aplicações, né, há um pouco mais de rigor com o lado do consumidor quando, claro, quando ele não é culpado pela pela pelo atraso, pela demora, pelo cancelamento, a companhia aérea deve providenciar uma forma de ele chegar, por exemplo, uma passagem aérea, ele uma forma de colocar ele em outro voo disponível de forma que ele chegue no seu destino rapidamente. Se isso não for possível, ela deve custear pelo menos o tempo em que essa pessoa ficou no aeroporto. Ela deve custear ã deslocamento, se houver necessário, se for necessário, eh hotéis. Então, o consumidor quando ele não é culpado por esse por essa mudança, ele tem o direito de eh receber todo o suporte da companhia aérea até que ele consiga chegar com segurança no seu destino. E eventualmente, claro, se esse fato não foi um fato externo, por exemplo, a empresa, a companhia aérea também não é responsável por as condições meteorológicas, às vezes, né, o tempo acaba causando esse problema. se a empresa não é culpada, mas ela ela ainda é assim, ela é obrigada a fornecer ajuda ao passageiro, mas se ela foi culpada, se ela teve algum tipo de culpa nesse atraso, se houve, por exemplo, um overbooking, alguma coisa assim, então aí o passageiro pode até buscar uma indenização a mais por aqueles prejuízos que ele possa ter tido. O ideal primeiro é que o consumidor ã tenha registrado aquilo que ele tem dentro da bagagem, né? O ideal mesmo é que se tire. A gente sempre fala o ideal, porque às vezes não é exatamente o que a gente faz, mas eh o ideal é que você tire uma foto, né, da sua da sua mala para se ela for perdida você poder fornecer paraa companhia aérea. O importante é que você tenha a nota fiscal dos de alguns produtos, porque existe um valor mínimo, né, de indenização pela bagagem, mas às vezes ele não cobre determinados produtos que você possa ter na sua bagagem. Então, produtos que não são aqueles produtos comuns, produtos que cedam esses valores, né, esse valor mínimo fixado, é importante que se tenha nota fiscal, ã, eventualmente tirar foto de dentro da mala, daquilo que foi colocado dentro no momento de de empacotar a mala. Então, todo tudo que você conseguir produzir de prova com relação a ser indenizado pelo que tinha dentro da mala é muito importante. Também é muito importante você guardar as comprovantes de todas as despesas que você teve por conta da perda do estravio da mala, porque muitas vezes o consumidor pode ter que adquirir algum produto no seu destino, né, para substituir aquele que foi extraviado com a mala. Então também é muito importante que o consumidor tenha esses comprovantes. Mais uma vez, se ficar comprovada aí uma negligência, uma culpa da da companhia aérea, é possível. E também dependendo do transtorno que tiver o consumidor, ele pode pedir uma indenização adicional por essa perda ou extravil. o consumidor ele tem que ser eh atendido nas suas eh nas suas necessidades. Então vai depender muito do tempo do atraso, né? As companhias devem tentar realocar os passageiros em outros voos para ver se eles chegam ainda que um pouco atrasados, né? Não, não da forma como eles gostariam no seu destino, mas deve ter uma realocação do dos voos num primeiro momento. e também aquele tempo que o que o dependendo do tempo que o passageiro ficar, aquilo que eventualmente pode causar transtorno para ele, alimentação, e hotel, e deslocamento, se ele se ele tiver, por exemplo, ã, se ele tiver que voltar, né, pro hotel, alguma coisa assim, Pia, e aí, quem sabe possa voltar ao esporte novamente, né? Precisa ajustar tudo, tem que ter aí um equilíbrio. 8:52, mais uma pergunta pra gente, produção, pode colocar na tela, por favor? Vamos lá ver quem que tá conosco. A Michele Azevedo do Jardim Amanda. Como as pessoas podem evitar que os meninos dominem a quadra e as meninas fiquem só observando? Ai ai ai. Michele, você sabe quando eu jogava vôlei, eu adorava jogar com os meninos, né? Eu adorava dominar quadro dos meninos. Aí no caso da Michele, Giovana, ela tá perguntando nas escolas, né, como pode fazer isso? Porque os meninos eles têm um um uma coisa assim pro esporte que só vão, né? E aí vão dominar a quadra e as meninas vão ficar lá meio quietinhas. Tem que fazer igual eu, entra para jogar com os meninos, vamos se embora. É, tem isso também. E tem também a questão da própria estrutura da escola, né? É criar regras para que isso não aconteça, né? Por como por exemplo, ah, não, as segundças e quintas as quadras são das meninas, aos outros dias é dos meninos. Então, assim, basta também as pessoas que estão responsáveis pelos espaços entenderem e acharem esse equilíbrio, né? É verdade. E as meninas não fiquem só observando não. Se os meninos estão jogando, entrem para jogar com os meninos. Ué, é isso. Se não tem o equilíbrio lá de alguém que tá cuidando lá da quadra, ah, fala: "Não, vou jogar junto". E pronto, invadam a quadra, meninas. Invadam a quadra. É isso. 8:54. Mais uma pergunta pra gente. Pode colocar, produção, por favor, na tela. Sabrina Nogueira, Parque Prado, como acolher uma menina que quer voltar ao esporte depois de ter desistido por vergonha ou insegurança? É, esse acolhimento é fundamental, né? Porque olha só, ela quer voltar, ela desistiu, mas ela quer voltar. E aí vai, esse quer voltar aí vai, ela vai encontrar uma barreira, né, para essa volta. muitos fatores. Às vezes ela tem vergonha de voltar para mesmo espaço, né, e falar: "Poxa, eu saí daqui, como que eu volto agora?" Mas eu acho que às vezes a gente fica muito preocupado de como acolher, mas eu acho que é mais simples do que a gente imagina. É muito uma sensação de passar segurança e falar: "Você quer voltar? Você quer voltar para onde você começou? Você quer procurar outro lugar? Você quer procurar outro esporte? Tentar ver outras alternativas e conversar, né? Às vezes talvez sejam difícil para as meninas eh verbalizarem o que tá acontecendo, mas se a gente ir com um jeitinho perguntando e acolher falar: "Olha, pode ser difícil você retornar para esse mesmo lugar, mas eu vou estar aqui." A gente conversa, a gente incentiva quando você voltar. Eh, e o esporte demonstra isso, né? Resiliência, persistência. Então, desistir e retornar já é um valor do esporte. É, isso acontece e eh com frequência, Giovana. acontece, acontece. E às vezes é o que o que a Duda falou também, às vezes a pessoa gosta do esporte, tá ali naquele esporte, mas não tá no espaço adequado. Procurar um outro lugar que tenha eh o esporte também pode ser muito benéfico, né? Eh, então assim, às vezes ele tá a a ela, ele, né? a criança tá ali ou o adolescente tá ali praticando, mas não é o grupo que ele se sente pertencente. Às vezes mudar não quer dizer perder, não quer dizer, ah, eu vou para um sou menos. Quer dizer, eu vou ser feliz. Isso, entendeu? Então, às vezes assim, eh, o que eu vejo assim, não, os pais eh, de maneira geral assim, não, quero estar no clube top. Se eu não tiver no top, eu não quero. Mas tem, será que o clube top tá sendo benéfico? pro meu filho, para minha filha. Será que se ela tiver em um outro ambiente ela não vai estar mais feliz e vai tá fazendo esporte do mesmo jeito, entendeu? Então assim, tem avaliações que tem que ser feitas pela família, né? É. E a sensação de pertencimento, ela é bem importante nesse momento, né? Porque se você tá num lugar que você não se sente pertencente, a desenvolver ali é bem pesado, é bem desafiador, né? É. Acaba que não desenvolve, né? Ela não tá ali, tá ali sim com tentando respirar, porque ela não se sente bem ali. E vamos lembrar que as meninas, a motivação delas para continuar no esporte é o pertencimento, né, mais do que os meninos. Então é sempre importante que elas se sintam integradas ali dentro desse grupo. Muito bem. 8:57, mais uma pergunta, temos mais duas e aí a gente já vai para as considerações finais. Estamos ao vivo estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas hoje falando da permanência das meninas no esporte. Adriana Teixeira do Ponte Preta. Vamos lá. A presença de mulheres treinadoras faz diferença para que meninas se sintam mais seguras e representadas no esporte? Vamos lá, Giovana. Olha, representadas eu acredito que sim. Seguras acho que não necessariamente, tá? Porque assim, tem muita menina que às vezes gosta do espelho masculino que às vezes não tem em casa. Ah, olha isso. Então assim, eh eh então assim tem essa questão também do que eu trago da minha casa, né? Então, mas eu acho que a questão de se sentir representada, sim. Só que aí a gente eh falando assim de treinadoras, eh a gente vê que também que a gente falou lá atrás, existem barreiras, né? A gente vê poucas treinadoras, né? Até por conta da vida, né? E lá na frente, a vida adulta, né? A mulher quer ter um filho, ela vai ter que se reorganizar. Como que eu vou viajar para competições, ficar um mês fora, deixa o filho? E não sei, né? Então assim, tem um a estrutura nossa cultural, enfim, é mais complicada paraa mulher se manter na carreira eh esportiva também pós, né, pós- atleta, né, como treinadora também. Não é tão simples, né? Então assim, são diversos fatores aí que a gente pode passar dias conquistando. É desafiador, né? Já ser ser mulher já é um desafio, né? E aí a gente tá aqui, né? Firme e forte. Aí, aí você eh eh tem aí a criança e a criança é inserida no mundo esportivo e aí vem mais desafios e a gente falando sobre como manter essas meninas, porque a gente percebe uma grande evasão no mundo esportivo dessas meninas quando chegam à adolescência. E aí a gente precisa lidar com isso e de repente e se reestruturar, né? fazer com que essa menina tenha aí a resiliência para poder seguir. Se de repente não deu aqui na ginástica, vai tentar um basquete, não deu, vai tentar um vôlei, vai tentar um handball, vai tentar uma natação, mas continua tentando, sabe, né? Continua buscando, continua, porque eh isso vai trazer para ela uma a tal da resiliência que a gente fala, né? Isso é importante pra vida, não é? Sim. E tem as modalidades artísticas também, né? B são esportes e por mais que tenha essa característica, a um estereótipo de ser mais feminino, entra como esporte e é plausível, não? Às vezes a gente tenta encontrar problema onde não tem, tá tudo bem você ir lá e e ter contato com esses esportes. Exato. Uhum. Muito bom, gente. Mais uma perguntinha, por favor. Vamos lá ver quem que tá conosco. Agradecemos você que tá aí do outro lado, tá participando com a gente aqui no estúdio Câmara. Estamos ao vivo falando da permanência das meninas. no esporte. Eh, tem mais produção? Se tiver, pode colocar na tela. Senão já me avisa aqui que a gente já vai pro encerramento. Ah, tem mais uma. Bruno Carvalho do Jardim do Trevo. Tem adolescentes que sentem vergonha até de correr na frente dos outros. Olha aí, esse medo de olhar do olhar alheio pode virar uma barreira emocional. Uau! Bom, eu vou começar com a Giovana, porque a Giovana lida com essa galera e assim, tem mesmo, tem a tem assim, é, tem aquela medo da frustração, né, e de errar na frente do outro, né, que a gente falou da exposição, inclusive aí no caso da ginástica, volto de novo lá nela, né? Às vezes tem as meninas mais velhas assim, quando a gente tem apresentação, ai eu não quero tal, não sei quê, mas por que que você não quer, ai eu tenho medo de cair. F assim, mas eu falo mas todo mundo cai até a na Olimpíada as atletas caem, você pode cair também que tá tudo certo, mas você vai treinar para não cair, né? Então assim, eu acho que é um pouco de quem tá ali também, como lidar com a situação, né? Eh eh a gente ainda um pouquinho dentro disso, né? até às vezes a a questão da da vestimenta do esporte, né, que nem às vezes um um menino mais gordinho, uma menina mais gordinha tem ai não, não quero pôr o o colã, não quero pôr ficar de shorts e correr porque minha barriga não sei, sabe assim? Então assim, são coisas que a gente às vezes não vê, mas que a criança pela imagem que a Duda já falou, que ela tem a imagem dela, tem medo de se expor, né? Então a gente tem que achar mecanismo. Ah, então tá, então você não tá se sentindo bem assim, então vamos ver como que a gente vai fazer para você também participar, mas de um jeito que você se sinta confortável, né? Então acho que é é importante esse olhar. É muito bem. E esse e esse eh eh coloca de novo a produção, ô produção, a pergunta pra gente na tela. Esse medo, ó, o medo do olhar alheio pode virar uma barreira emocional? Pode, mas eh é bom pensar que assim, se a gente reconhece, principalmente ali na infância e na adolescência, é ótimo que a gente pode trabalhar nisso mais rápido. Então o que a Giovana falou da exposição, a gente comentou das redes sociais, hoje em dia, mesmo quando nós não estamos competindo, né, estamos por fora, a gente vê o quantos atletas são criticados. Então as meninas também sentem sentem que elas podem ser criticadas dessa forma. Além dessa questão eh da fase mesma da puberdade dos hormônios, o corpo começa a mudar e elas começam a se sentir mais vistas, né? Então, às vezes existe esse receio, eh, a questão da vergonha, né? o medo de errar, de fracassar, até na frente das pessoas importantes, de família, treinadores. Mas o que a gente pode fazer em relação a isso é muito no que a Giovana falou de o acolhimento, de como conversar, a questão das vestimentas, a questão eh de incentivar e falar assim: "Vamos tentar, se você não quer correr na frente de pessoas, vamos tentar correr num lugar que seja mais privado, tentar achar outras possibilidades, mas ir quebrando essa barreira, né? Porque no final do dia o mundo é exposto, né? A gente tá em exposição a todo momento. É verdade. Muito bem, meninas. Poxa, que interessante a nossa conversa. E a gente percebeu que realmente eh as meninas têm aí uma grande tendência em abandonar, né, o o mundo esportivo, mas que é importante que a gente persista, que é isso que o esporte nos ensina, né? Persistência, resiliência, disciplina. E são coisas que a gente leva para a vida. A permanência das meninas no esporte não é apenas um debate, não sobre o desempenho físico, é sobre autoestima, saúde mental, é formação das lideranças de amanhã, né? A gente combatendo as barreiras que afastam a as meninas do esporte, a gente cria uma sociedade mais justa e mais saudável. Então eu quero agradecer a participação da nossa psicóloga Duda. Obrigada, tá? por nos explicar, por nos orientar aqui, por trocar com a gente e eh tantas informações interessantes quando a gente fala de nós, né, mulheres, meninas no esporte. Sim, eu que agradeço e também aproveitar para reconhecer vocês, o estúdio Câmera e a Giovana por estar aqui pra gente trazer um tema tão importante, né? então começar algumas mudanças e trazer a conscientização sobre isso. Muito obrigada, Giovana, mais uma vez obrigada pela sua participação, né, aqui no estúdio Câmara, Giovana, com essa vivência esportiva, sempre quando a gente fala de esporte, é importante trazer alguém também que que tem essa vivência para poder falar o que acontece nesse mundo pra gente poder de repente se ajustar, se equilibrar. Se eu tenho lá uma menina, um adolescente que tá nesse mundo do esporte e ouvir, né, uma uma dica de Geovana, de repente pode ser que eu consiga fazer com que essa adolescente continue inserida nesse mundo, que é um mundo maravilhoso. Então, obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Eu não, assim, para mim, falar de esporte é sempre uma alegria e espero ter contribuído, né? E a gente agradeço a Duda também por me ajudar em alguns momentos. aí falar algumas coisas que trouxe outras informações, ajudou a gente levantar outras informações aí. Espero que a gente tenha contribuído bastante pro público. Ai que legal, gente. É isso, né? né? Falamos de esporte, estamos vivendo, né, esse momento esportivo aí, eh, eh, no mundo todo, mas a gente precisa lembrar que nós ainda temos essa barreira aí das meninas no esporte, a, a permanência delas, mas que bom que logo em breve, num futuro não tão distante, essa essa barreira, esse muro, ele e eh possa ser eh derrubado, né? Então, assim, a gente espera. E aí estamos na expectativa, né? expectativa aí da Copa do Mundo Femin o ano que vem. com certeza voltaremos a falar sobre esse assunto. Eh, lembrando que a Íria tá chegando por aí, trazendo informações aqui de Campinas, do Legislativo, eh, do nosso estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Nós também temos Câmara Notícia com Gabriel Castro que traz eh o Câmara na Copa. Gente, é bem legal porque fala eh eh dos jogos, traz informações atualizadas e também traz até receitas, né, das cidades sedes aí da Copa do Mundo. Então não perca, tá? E a programação da TV Câmara Campinas está sendo produzida sempre com muito, muita responsabilidade, muito carinho, especialmente para você que tá aí do outro lado, tá bom? No próximo estúdio Câmara, a gente vai discutir um tema que gera aí muitos debates, dúvidas em academias, consultórios e cozinhas também. Olha lá, gordura ou carboidrato. E aí, você prefere qual? Quem é o vilão? A gente vai tentar desvendar aí os mistérios, né, os mitos e verdades sobre a nutrição e o emagrecimento saudável. Amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um grande abraço para você, fique bem, se cuide e até amanhã. Ciao. Ciao. A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, todo ano. Campanha do agasalho 2026. presente no inverno e em todas as estações do ano.