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Olá, bom dia. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando. TV Câmara Campinas ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Sexamos, sexta-feira, dia 3 de julho. E hoje vamos conversar sobre a nossa nutrição, a nossa alimentação. Um tema bem interessante. Quem será o vilão? A gordura ou o carboidrato? Então, durante anos, a gordura foi apontada como principal responsável pelo ganho de peso e pelas doenças cardiovasculares. Depois, os carboidratos passaram a ocupar esse lugar, impulsionados por dietas da moda e promessas de emagrecimento rápido. Mas aí a gente pergunta, será que existe mesmo um único culpado? Bom, a ciência mostra que não. Tanto as gorduras quanto os carboidratos são importantes para o funcionamento do nosso organismo. O desafio está na qualidade da alimentação e nos excessos. é literalmente o equilíbrio. E é sobre isso que a gente vai conversar hoje. Você aí de casa, participe conosco, mande a sua opinião. Gordura ou carboidrato realmente são os grandes vilões, né, da alimentação. Então, manda sua mensagem pra gente. Nós, eh, estamos com o WhatsApp na tela para você. 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los e vamos com informação. Olha, gente, a Câmara de Campinas segue em período de recesso parlamentar até o início de agosto. Durante esse período não ocorrerão sessões ordinárias nem reuniões das comissões permanentes. que apesar disso, os gabinetes dos vereadores e também os setores administrativos continuam funcionando normalmente para atendimento à população e desenvolvimento das atividades legislativas, tá bom? E olha só, uma nota de saúde. Campinas ampliou as ações de prevenção a controle das doenças respiratórias durante o inverno. Então, a Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da vacinação dos grupos prioritários e orienta a população a procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes. A vacina contra a gripe continua disponível nos centros de saúde para os públicos definidos pelo Ministério da Saúde, tá? Então, faz o seguinte, eu já tomei a minha dose para eh a gripe. E aí, se você tá em casa de bobeira, cuida de você, vai até o centro de saúde mais próximo da sua casa e faça a sua imunização, disponibilidade para você. Então, vai lá e vamos nos prevenir, tá bom? Previsão do tempo para hoje. Como é que será que fica o tempo hoje? Não, né? Hoje, amanhã e depois, sexta, sábado e domingo. Sexta-feira, mínima 13, máxima 26. Hoje sol entre poucas nuvens, então tá tudo bem, temperatura agradável. Pro sábado nós temos sol também com algumas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado, mínima 15, máxima 24. Domingo também, domingo é o grande dia, né? Ai gente, vamos lá. Mínima 14, máxima 23. Domingão nós temos aí um dia bem gostoso também e temos o jogo do Brasil, né? Conta pra gente, vai torcer para o Brasil? Será que a gente vai conseguir passar dessa? Bom, até o final do programa a gente comenta sobre isso também. Mas agora nós vamos ao nosso tema central, gordura ou carboidrato. Quem é o vilão? Bom, com tantas informações circulando, muita gente tem dúvida ainda sobre quem realmente ah o que, aliás, realmente faz bem a nossa saúde, enquanto algumas dietas eliminam os carboidratos, outras condenam as gorduras. Mas os especialistas alertam, o segredo não está em cortar um único nutriente, e sim no equilíbrio na quantidade dos alimentos e na prática de hábitos saudáveis. E aí, como que a gente faz? Como separar a ciência dos modismos, né? E quanta moda se inventam por aí e quais as gorduras e carboidratos podem fazer parte de uma alimentação saudável. É isso que a gente vai aprender, entender com os nossos entrevistados que estão estão aqui hoje para esclarecer as nossas dúvidas. Então, a gente dá as boas-vindas à nutricionista clínica funcional Paula Folê. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Bom dia. Oi, Rúbia. Bom dia. Eu que agradeço a a oportunidade de estar aqui para conversar sobre esse tema que é tão importante, tão relevante e que causa e gera tanta polêmica aí nas redes sociais. E hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre eh carboidrato, gordura. Vamos ver se a gente consegue absolvê-los dessa culpa aí que o pessoal fica colocando em cima dos alimentos. Verdade, né? Aí agora para completar o nosso time desta sexta-feira, a gente recebe o endocrinologista Dr. Walter Minicut. É isso, doutor. Bom dia, seja bem-vindo. Prazer te receber aqui no estúdio Câmara. Muito obrigado, Rubi. Prazer em estar aqui no estúdio Câmara e para falar desse assunto tão importante, não é? Que quer dizer, quem é o vilão, mas o vilão do quê, né? Uhum. Hum. O vilão da obesidade, que era um assunto que se falava até 20 anos atrás, muito pouco. Uhum. Hoje você sabe, segundo as últimas estatísticas brasileiras, que mais de 30% da população brasileira é obesa e quase 60% tem sobrepeso. Quer dizer, e é um drama porque isso se junta com uma série de outras doenças, não é, Rúbia? É, principalmente o diabetes. Uhum. Houve uma explosão de do diabetes desde que há uns 20 anos atrás a gente começou a olhar essas duas patologias andando juntas. Sim. Não é? Eh, e a obesidade sendo o grande predecessor, na maior parte dos casos, diabetes do tipo dois. Muito bem. Vamos conversar sobre isso, então. E aí, você que tá em casa, participa com a gente, porque isso é uma dúvida, né? Acho que da maioria da população, a gente vê dietas, a gente vai ao médico e aí somos bem orientados, mas a gente às vezes não consegue seguir a orientação, né? É bem delicado manter a disciplina pra gente poder fazer uma dieta. E aí, às vezes, a gente corta o carboidrato de uma vez, às vezes a gente corta a gordura de uma vez, o nosso corpo começa a reclamar, a gente não entende o que que tá acontecendo. E aí a gente vai permear pela ciência, doutor, a ciência, né, passou um tempo falando da gordura e depois o carboidrato. E aí isso trouxe eh algo pras pessoas que entenderam que o grande inimigo das dietas seria o carboidrato e a gordura. Mas agora já não é mais assim. Estudos avançaram e ah nos trazem que a gente precisa manter o equilíbrio. O nosso corpo, ele precisa dos dois. Se a gente cortar um só, a gente vai entrar em algum tipo de deficiência? Sem a menor dúvida. E e como você falou bem, essa história da da gordura como sendo o grande vilão, não é? Começou a acontecer na década de 60, século passado, 60, 70. E os americanos foram os grandes responsáveis por essa mudança. Sim. Porque houve uns estudos que tinha várias dificuldades, problemas, né, que acabaram apontando como se a obesidade fosse causada e as doenças cardiocirculatórias, principalmente pelo excesso de gordura na dieta. E na verdade até aquela ocasião a dieta não era tão americana, não é? Como é agora. E depois disso, então, houve uma mudança começando por lá, pelos nossos irmãos do norte, na dieta, adicionando mais carboidrato, gorduras artificiais, margarina e os alimentos foram a indústria de alimentícia, que é, embora é o grande vilão aí da história, eh, acabaram produzindo produtos que se tornaram mais apetitos. Uhum. Que é essa dieta de de refast food, sim, que teve um impacto muito grande, né, nesse bem de peso. Muito bem. Então, respondendo rapidinho, porvor, ah, eu acho que nenhum fator, nem uma coisa, nem a outra, nem a gordura é responsável, nem o carboidrato responsável e os dois são responsáveis dependendo de quanto exatamente e de como você mistura e com o que você mistura. Se você não botar aí verduras e legumes, alimentos que nos remete mais para trás pra dieta que a tua avó fazia. Sim. e que eh também a minha sua bisavó e minha avó fazia. Exatamente. A coisa fica melhor, né? Quanto mais a brasileirar voltássemos a sair de uma dieta com essa pegada americana, melhor pra saúde e menos ganho de peso. Muito bem. E quando a gente fala de uma dieta abrasileirada, né, ô Paula, o tradicional arroz com feijão, ele chegou a virar um monstro, né, de muitas dietas por conta do carboidrato. Eu não como arroz, eu não como feijão, só vou comer salada, né? Então esse medo e eh esse receio, ele tem um fundamento ou a gente acaba demonizando a comida de verdade? Porque eu cresci comendo arroz e feijão. Quem não? Brasileiro. Arroz, feijão, salada, bife, batata frita. é o básico do Brasil. E aí de repente as pessoas, ah, não, não vou mais comer arroz e feijão. Estamos demonizando algo que nos nutre de verdade. Sim, Rúbia, injustamente a gente tá demonizando o arroz com feijão, que é uma combinação brasileira, né, que é patrimônio da nossa cultura e além disso é uma combinação muito nutritiva, né? Então, o arroz e o feijão eles têm um perfil de aminoácidos que se complementam. E se a gente adicionar nesse a esse prato, né, uma porção de vegetais, então de salada, de legumes, uma boa fonte de proteína, né, então uma carne, um frango, a gente tem uma refeição completa e diferente do que muitas pessoas pensam, baixa em caloria. Nesse exemplo de prato que você citou, Rúbia, a única coisa que eu não colocaria no dia a dia aí do nosso do do no dia seria uma batata fita, mas arroz, feijão, carne, salada é uma combinação perfeita. A gente pode comer sem medo, sem medo de engordar. Muito bem. E na sua avaliação como nutricionista, gordura e carboidrato. Bom, eu vou lá visitar você no seu consultório, na sua clínica e vou pedir uma dieta. Mas aí eu já chego falando assim: "Olha, eu não vou comer carboidrato porque eu não vou comer, ó, não vou comer arroz, não vou comer pão, não vou comer macarrão". E aí você só vou comer uns quatro ovos. Exato. Tá bom, só quatro ovos aí. E aí? Eu não quero carboidratos na minha dieta. Nutre, o que que você fala para essa pessoa, Rúbia? Isso acontece demais. Paciente chega no consultório morrendo de medo de comer arroz, de comer pão, de comer batata. E aí eu converso com ele, eu monto esse cardápio junto com esse paciente, explico, né, a importância de todos os nutrientes. Então assim, a gente ã a gente não precisa ter medo de comer nada. O que vai ditar se a gente vai engordar ou se vai emagrecer ou se vai manter o peso é a quantidade e a frequência desses alimentos. Então, se eu tiver uma alimentação que é a base apenas de carboidrato, então come pão no almoço, no jantar, eh no café da manhã, é óbvio que eu vou acabar engordando. Mas se eu incluir, se eu manter o pão apenas uma vez ao dia, incluir boas fontes de frutas, de vegetais, de fibras, a alimentação fica completa. A gente consegue usar e consumir todos os grupos alimentares sem precisar fazer restrição nenhuma. E eu vou falar uma coisa, as pacientes elas ficam assim incrédulas que elas conseguem emagrecer mesmo comendo pão, batata, carboidrato, macarrão, enfim. Então o segredo é realmente ter esse equilíbrio. Muito bem. É assim, gente, a busca pelo emagrecimento rápido ajudou, né, a popularizar estratégias alimentares radicais que eliminam grupos inteiros dos alimentos, ainda mais agora com rede social, né, todo mundo sabe tudo. Mas pesquisas continuam demonstrando que dietas extremamente restritivas, elas costumam ser difíceis de se manter a longo prazo e frequentemente elas levam ao efeito sanfona, né? você consegue por um determinado tempo, depois você ganha tudo que você perdeu de novo. Agora eu pergunto pro doutor, nosso endocrinologista, na natureza, doutor, é raro a gente encontrar eh alimentos que misturam muita gordura e muito carboidrato, alimento da natureza, né? O doutor falou da indústria, por que que a indústria ela cria produtos assim que são eh mistura, né, o carboidrato eh e o carboidrato e o a gordura gordura. Opa, fugiu. E o nosso cérebro, ele não consegue resistir a isso. Tem algo que está ligado nessa mistura eh feita pela empresa e uma sensação de de bem-estar, alguma coisa assim no nosso cérebro. É, então, eh, Rúbia, realmente essa combinação na natureza, gordura e carboidrato ao mesmo tempo, poucos alimentos quase nenhum tem, não é? Uhum. Porque na verdade a natureza nos entrega geralmente alimentos em encapsulados, a banana, maçã, quer dizer, as frutas e mesmo a carne, a carne que tem mais proteína e gordura eh não tem carboidrato, não é? E e o que que acontece? Por que que os para onde nós por que que nós chegamos na obesidade, entre outros fatores, muito por culpa do ultraprocessado, dos alimentos ultraprocessados, que lá a nossa amiga que tem o programa de televisão, que eu gosto muito dela, a Rita Lobo, a Rita Lobo, bate sempre nisso e ela tem razão, porque por que que a gente come ultraprocessado? Por isso que você falou, quer dizer, a indústria sabidamente ao longo do tempo, não é, dos últimos no fim do século passado até hoje, né, tem feito esses alimentos que são saborizados, não é? Com cheiros adicionados de cheiro e que fazem com que se tem uma saciedade imediata e que logo, por conta, principalmente de carboidratos, você tem uma liberação de insulina. e que metaboliza rapidamente, guarda isso rapidamente e daí já te dá uma sensação de fome. Uhum. Que normalmente não aparecia quando antigamente se comia essa dieta do arroz com feijão, que como vocês falaram foi demonizada, não é? E ficou feio comer arroz com feijão, então, não é? E e a combinação, como a Rúbia falou, a Paula falou, de dois para um, né? uma de feijão. É uma bela combinação do poucos países do mundo tem uma combinação nutricional tão fantástica como essa, se é que tem algum, né? Exato. Exato. Não tem. Muito bem. Agora, eh, alguns produtos, doutor, fala sobre os produtos industrializados, né? Alguns produtos prometem ser zero gordura. Aí a gente entra numa confusão. Se você vai ao mercado e se dedica a ler os rótulos, gente, pode preparar aí o dia inteiro e vai faltar tempo ainda para você ler o rótulo, né? Porque zero açúcar, mas eles prometem ser, mas são carregados de açúcar para manter o sabor, né? Enquanto outros zero açúcar também apresentam altos teores de gordura ruim. E aí, como é que a gente faz para identificar isso para para não cair nessas armadilhas? Ou então a gente elimina, Paula, de uma vez esse negócio de zero açúcar, zero isso, zero aquilo, light, processado, ultra processado, gente, é muita informação para você fazer uma nutrição que poderia ser com arroz, com feijão, um bife e uma salada, não é? Não, Rúbia, a gente realmente tem o complicado básico, mas é o seguinte, hoje em dia as pessoas elas acreditam que pelo fato do alimento ser zero açúcar ou ser zero gordura, que ele é mais saudável que um alimento comum, né? Vou usar esse novamente esse exemplo do prato de arroz com feijão. Ah, e na verdade não, né? Porque esse tipo de alimento sem açúcar, sem gordura, trata-se de um alimento industrializado, processado ou ultraprocessado. E aí eu vou dar um exemplo de algo que acontece. Então, se a gente pegar um chocolate, é um chocolate que não tem açúcar, né? Mas em contrapartida, para ele ter aquela textura e um gosto agradável, o que que a indústria faz? adiciona uma quantidade extra de um tipo de gordura ruim, fazendo com que esse alimento é se torne pior do que se a gente for comparar com o alimento tradicional que teria açúcar, né? Porque a qualidade dos ingredientes que foram colocados nesse chocolate DI é muito pior. Então assim, o que que a gente precisa fazer para conseguir eh entender o que comprar quando a gente tiver no mercado, né? Então o nosso grande aliado é o rótulo do alimento, né? Então, se a gente lê a lista de ingredientes, a gente consegue ter uma boa ideia do do de se esse alimento faz faria bem ou não. Então, por exemplo, a lista de ingredientes deve ser a mais curta possível, porque quanto menos ingredientes a gente encontrar naquele alimento, mais natural ele é. Uhum. Outro ponto importantíssimo é o seguinte: a lista de ingredientes, ela tá em ordem decrescente, ou seja, o primeiro item da lista é o que tem em maior quantidade. Então, se nós estamos pensando em gordura em açúcar, o ideal é que se esse alimento tiver gordura e açúcar, que esses ingredientes estejam lá pro final da lista, porque eles eh porque necessariamente eles vão estar em menor quantidade. Eh, outro ponto que a gente também precisa se atentar quando for comprarmos produtos industrializados é os nomes ocultos do açúcar que a gente encontra nesses alimentos, né? Porque além de açúcar a gente pode encontrar nomes como xarope, como melado, como melaço, enfim. Mas assim, eh, olhando o rótulo, a gente consegue ter uma ideia de como esse alimento pode impactar na nossa saúde. É, é um tempo que a gente dispensa para poder ler o rótulo e que vai impactar na nossa saúde de verdade. Então, se você opta, né, por esses produtos, importante sim você entender que vai ter que ter um tempo para ir ao supermercado e olhar, ler o rótulo, fazer as comparações e aí sim levar o o alimento que vai te proporcionar aí uma nutrição eh correta, né? Agora, doutor, vamos lá, vamos cortar totalmente a gordura ou o carboidrato, né? Essa essa é a pegada do programa. Então a gente corta a gordura ou o carboidrato vai fazer emagrecer, porque sem sem carboidrato, sem gordura, vai emagrecer. Legal. Aí tem o efeito sofona também, não é tão legal assim. Mas esse corte de um dos dois pode fazer o nosso metabolismo adoecer, doutor. E de que forma? Sem a menor dúvida. Você cortando gordura, diminuindo muito gordura, você vai diminuir a absorção de algumas vitaminas lipossolúveis A, D, E. que são fundamentais para pra vida. Uhum. Não é? E daí você vai acabar se se for esperto ou alguém te der informação, colocando isso na forma de comprimidos para dentro, né? tentando fazer um retomar um o metabolismo que tá alterado. Da mesma forma, quando você eh tira muita carboidrato e que você passa a praticamente não comer carboidrato, tanto uma dieta como outra emagrece. Até eu costumo brincar que a dieta até a dieta da raspa do cabo de vassoura emagrece. Privar-se de comida. Sim. Hum. Não é dá emagrecimento. Mesmo nas novas canetas, das canetas famosas que todo mundo tá conhecendo, o que ela faz, entre outras coisas, é o emagrecimento. É por conta de que você passa precisar comer menos, ter menos impulso, inclusive para para alguns determinados tipos de comida, não é? Então, mas tanto uma dieta como outra, tanto a dieta eh pobre em carboidrato como a pobre em gordura acaba levando a perda de peso e a fraqueza, desânimo, pior do humor, entre outras coisas, que ela de cabelo e daí você não resiste e volta a comer. Aham. Hum. E daí volta a comer para botar para dentro tudo que tá faltando, não é? Exag exageramos. Agora, eu acho que uma coisa importante se falar aí, sim, é que ah, por que que nós comemos esses alimentos ultraprocessados? Primeiro porque a indústria faz e faz propaganda e tudo isso. Segundo, porque é fácil. É. Uhum. E as pessoas, principalmente as mulheres, estão com tripla jornada de trabalho e não dá para chegar em casa depois trabalhar 8, 10, 12 horas e andar de de ônibus ou que seja e tomar conta dos filhos, fazer comida, lavar roupa e uma hora dessa, se tiver bem de dinheiro, chama o iood. Exatamente. Por que não é isso? Não é? Uhum. Principalmente agora depois da na época dos jogos. É verdade, né? Agora, a dieta, a gente precisa aprender, na verdade, fazer eh um planejamento e uma programação para poder cozinhar, né, para poder preparar aí a nossa comida, né, Paula? De repente, eh, por mais a gente sabe da vida corrida de todo mundo, né, e tudo bem se você, né, pede um iFood, não tem problema. E tudo bem também se dá tempo de fazer aquele macarrão bem correndo, sabe? Aquele um bem rapidinho ali que você faz aquele bem, aquele bem, né? E aí tá tudo certo, industrializado. Exato. Porque você tá com fome. Então o que que você quer? Você quer matar fome. Ok. Beleza. Um momento. Sim. Só que daí de repente é importante a gente parar e analisar que um planejamento seria interessante. Ah, mas eu não tenho tempo. Ah, a gente consegue, né? Porque assim, de repente, cozinhar um um uns legumes, é, você faz a higienização, corta, coloca na panela, deixa cozinhando enquanto isso, você vai fazer outra coisa. Então a gente precisa de um planejamento para que as coisas aconteçam, né, Paula? Rúbia, com certeza. Então, hoje em dia, como o Dr. Walter falou, eh, a gente é muito sobrecarregada, é trabalho em casa, é trabalho fora, então ninguém tem tempo. A realidade é essa. Então, a gente precisa se organizar e se planejar para que as coisas sejam mais fáceis. Hoje em dia, assim como a gente tem conversado, tem muita comida industrializada, mas tem muita praticidade e facilidade que nos ajudam a comer saudável. Então, vocês comentaram do Food, tem boas opções no Food também, é só olhar com carinho, com cuidado. Eh, além disso, no mercado a gente consegue encontrar vegetais que já estão higienizados, que já são cortados. Eh, a própria eh proteína, a gente já encontra proteína higienizada, cortada. Então, realmente, a gente precisa eh lançar mão de algumas facilidades que a indústria traz pra gente, né, no que tange alimentação saudável e ter esse planejamento, porque se não tiver, a gente vai cair naquele naquele automático, né, de pedir uma besteirinha ali no iFood, de comer uma coisa ultra processada, industrializada, enfim. Então, tem que ter realmente esse planejamento e aproveitar as coisas boas que são que a indústria tem trazido pra gente. Exatamente. E conhecer também os produtos, né? Porque olha só, eh, vamos lá, uma maçã. Eu vou comer uma maçã e aí depois eu vou sentir fome, porque é é impressionante. Você come. Eu já nem eu não gosto muito de comer maçã justamente por isso. Eu tô com fome, eu como maçã, mas aí rapidinho eu já sinto fome de novo. Poxa vida, eu acabei de comer, né? Por que que a maçã ela dá essa sensação de fome? E aí, eh, em contrapartida, castanha, aveia, né? Isso deixa a gente com uma sensação de barriguinha cheia. Então, doutor, o que que acontece com a maçã? Então, antes de voltar, só voltando aí na indústria que faz, eu acho que uma coisa importante que a indústria fez para nós agora, né, que tá chegando aí, é a máquina de fazer arroz, né? Ah, é a panela de arroz já já facilita. E se em cima você botar uns legumes também? Ah, verdade. Andando vapor, chique. Vapor. E aí, é rapidinho, sem tanto estresse. Tô falando isso porque eu tô tentando tardiamente aprender. Se adaptar com ela é maravilhosa, doutora, porque eu acho que é uma falha que a maior parte de nós homens temos, né? De não ajudar muito na história da comida. Mas voltando pra maçã, a maçã, sim, que que acontece com ela? Se você comer ela com casca, hã, a sensação de fome demora para parecer. Ah, ela é muito, é muito digerível a maçã, né? E ela tem e ela tem muito carboidrato de de absorção rápida e por isso que dá assim, você come daqui a pouco você tá com fome mesmo. Muito bem. Encontra par é em contrapartida daí Paula, a aveia, as castanhas, elas dão uma sensação, né, de que a barriguinha tá são aleaginosas, né, essas castanhas, principalmente gostosas, nutritivas, ricas e nutrientes, mas gordura caras. É, e caras, é exatamente isso mesmo. E os carboidratos, né, tem os integrais que continuam sendo considerados aí uma importante fonte de energia pro organismo. As gorduras boas, elas estão presentes em alimentos, né, como azeite, castanha, abacate e tem o papel fundamental na nossa saúde, tanto cardiovascular quanto hormonal. Agora, o azeite, todo mundo fala do azeite, né? O azeite de oliva. Tem aquele que eh que tem um óleo de soja e junto, tem aquele que é 100%. Tem gente que fala que o azeite de oliva a gente não pode aquecer. Tem gente que fala assim: "Tô fazendo dieta, pega um pratão de salada lindo e vai lá meio lro de azeite. Paula explica pra gente: "O azeite ele é vilão? Ele não é. É a gente que não sabe medir, estamos fazendo tudo errado. O que que acontece com azeite, é seguinte, o azeite é, sem dúvida nenhuma, a melhor gordura que a gente tem, tanto para preparar os alimentos, tanto para temperar. O que acontece é que a gente não deve exagerar, né? Então assim, como é uma gordura, a gente tem que usar o mínimo possível. Mas assim, o azeite ele é tão bom porque ele tem muitas propriedades, né? Então ele é um tipo de gordura que a gente chama de monoaturada e tem propriedades antioxidantes, antiplaquetárias. Então, pensando na saúde cardiovascular é um excelente alimento. E aí com relação a esse mito, né, de eh aquecer se pode, se não pode, se fica tóxico, é o seguinte: quando a gente aquece o azeite, ele perde um pouco dessas propriedades nutricionais, mas isso não quer dizer que ele fica tóxico, tá? Então, de fato, mesmo aquecido, ele continua sendo a melhor gordura que existe pra gente cozinhar e pra gente comer. E aí aquele exemplo que você deu, Rúbia, né? Eu vejo às vezes v almoçar no restaurante, eu fico reparando, né, o pessoal enche de azeite. Não, não é para colocar um pouquinho ali de azeite, só para temperar, só para dar um gostinho ali na comida. Muito bem, doutor. A gente falando em azeite, lembrei da minha avó e do meu avô. Você sabe que eh eh eu convivi com eles quando pequena e eu nunca vou me esquecer da carne na lata, né? A carne de porco na lata. que tinha uma gordura, tem aquela gordura que ele que tinha ali naquela lata que eles temperavam o feijão, aquilo ficava cheiroso demais, era delicioso. Eu passei a minha infância comendo assim, a a banha, né, que eles falam, a banha do porco e tal, isso é saudável, porque existe um mito, né? Antigamente, lá atrás, na vó e no vô, a alimentação era essa. Sim. E e hoje as pessoas consomem ainda esse tipo de gordura e esse tipo de gordura realmente ele é benéfica pro nosso organismo? Então, eh, eu te diria que a classe média para cima consome muito pouco esse tipo de gordura animal, não é? A não ser quando vai numa churrascaria. Eh, mas então no dia a dia pouco, mesmo no nos ultraprocessados, não é verdade, Paulo? Ah, é que também se se consumiu muito a sua avó e meus antepassados também, porque era um jeito de você conservar. Exato. Conservar o alimento sem que ele perecesse, ele deteriorasse, não é? Então era uma boa saída. Além disso, dava uma quantidade importante de calorias para quem tinha o trabalho braçal e que andava. Meu pai, por exemplo, pro trabalho, ele dava aula numa escola, duas escolas, ele andava 16 km para chegar lá, né? Até que comprasse seu carrinho e daí parasse com isso. Então, ah, eu acho que esta mudança também é cultural. Entendo, não é? Uhum. E não é que a gente quer comer mal se fosse uma comida. Agora também cada vez mais a população escolhe os alimentos que a indústria já fez a propaganda, né? Agora mesmo no na Copa do Mundo você vê que ninguém tá fazendo propaganda de salada e verdura. É verdade. Nem de nem de banana, nem de batata. Até que batata que é muito bom, não é? Olha, frita sim, mas daí você não tem para onde ir, você vai ganhar peso mesmo. Uhum. Eh, comendo mal e andando pouco, fazendo pouca atividade física e isto vai gerar doenças cardiovasculares e diabetes, hipertenção e por aí vai. Muito bem. Ô, doutor, eh, tem alguns alimentos que mexem com a nossa ansiedade, mexem com o nosso metabolismo e a partir e eh desse movimento do metabolismo pode sim eh mexer com a nossa ansiedade. Como que funciona esse mecanismo? Então, você tá querendo falar de de dois hormônios, né? A grelina e a leptina, né? hormôio da fome, mas e a leptina da saciedade e e quanto de e desses alimentos ultraprocessados e chocolate, sorvete e xisbúrger até, eh, acabam te enchendo mais, bloqueando sensação de fome e te dando prazer, né? Porque o centro de fome e da saciedade no cérebro, eles estão muito próximos. Sim. Tanto é assim e e de prazer tá muito próximo. Tanto assim que as canetas eh parece que interferem também, parece não interferem também não só no centro de saciedade como de prazer. Sim. Tanto que se fala, começa a se falar que a dá uma ironia. você diminui também não só a fome Uhum dessas canetas, como para algumas pessoas, pelo menos eu diria que para maioria, um pouco a muito, diminui os prazeres. Uhum. Olha só. Então isso tá muito imbricado, né? É muito fácil a gente explicar falando de um hormônio ou de outro. Sim. Uhum. Eh, mas todo o sistema eh de de de saciedade, de fome, de controle de apetite e de prazer estão muito próximos do cérebro e tem muito impacto que ainda vai ser falado mais útil, não é verdade? Uhum. Pois é, a gente precisa eh eh essas canetas, né, já que o doutor tocou no assunto das canetas, é qual que é a avaliação que o doutor faz? é um grande aliado paraa obesidade, para quem eh eh eu penso que, né, não tenho ciência disso, mas a pessoa que sofre com obesidade, porque obesidade é uma doença, então quem sofre com obesidade, quem já tentou de tudo, que não conseguiu, que tem realmente esse sofrimento e que até pensa em uma cirurgia bariátrica, ã, quando ela encontra um médico que ela está eh cercada de profissionais, né, que estão gabaritados para essa orientação e ela começa a utilizar essa caneta e ela começa a perder peso, ela começa a a de repente desenvolver uma uma saúde melhor. Isso é é realmente benéfico, né, doutor? Mas a gente precisa entender que o uso indiscriminado também só para emagrecer uns quilinhos aí não tá dando certo, né? Até ganhar dinheiro demais pode ser maléfico, né? Aham. Mas eh não resta dúvida que do ponto de vista de saúde as canetas mudou uma chave que mudou o modo que se trata a obesidade e até o sobrepeso em alguns casos e com a diminuição de patologias associadas que ocorrem. Então eu te diria que as can a GLP1, soma GLP1 mais, né, que são as duas canetas que tem, elas são um grande eh recurso para melhorar o o o sobrepeso, a obesidade e as doenças associadas. E aí eu tô falando da da que eu trato mais, que é de diabetes, tipo dois, principalmente ela melhora o tratamento, melhora a perda de peso, só que tem alguns problemas. Primeiro tem a coisa que se faz aí vendendo canetas que faz de conta que tem alguma coisa que você não sabe da onde veio, né? Eu uso a venda de forma indiscriminada, né? de forma indiscriminada e de produtos que você não sabe, não tem garantia de que o que tá lá dentro é o é a semaglutida ou é a terceepatida mesmo. Tá escrito que é, mas muitas vezes pode até ser, mas vende fábricas onde você não sabe qual é o grau de pureza daquilo e tudo mais. Isso é um ponto. O outro ponto é que ele não é um remédio que você toma e resolve o problema. Sim, ajuda a emagrecer e muito. Aliás, muita gente perde músculo porque perde rapidamente demais. Toma doses muito altas, perde rapidamente demais, não faz musculação, que é crucial, tem que fazer. Não dá para emagrecer com saúde, porque se você perder rapidamente, 1/3 da tua perda de peso vai ser de músculo. Olha só. Então, você pode até continuar obeso. Uhum. E ter sarcopênico. Quer dizer, sarcopenia é é a falta de de musculatura ou perda de musculatura, né? Então, ah, eu te diria que sim, são grandes remédios, eh, mas que precisam ser dados de uma forma cautelosa. Eh, não, não são milagrosos, embora possam fazer um milagre para quem a vida inteira tentou emagrecer e que estava indo muitas vezes para uma cirurgia bariátrica que também melhora, mas que é muito definitiva. Por outro lado, as canetas e o tratamento tem que ser mantido. Exato. A gente não tem até hoje, agora tem orfoglofosina, que é um comprimido que talvez não tem no Brasil ainda, que talvez eh consiga manter a perda de peso. Sim. Mas ainda nós estamos reféns dessa história. E agora como fazemos? Perdeu o peso, tudo peso que queria. Uhum. Bem, ficou bem. E realmente a obesidade é um drama paraa maior parte das pessoas, principalmente adultos jovens, paraas mulheres também, pros homens eu diria que muito, porque aumenta muito o risco do diabetes, doença, cardiovascular também nas mulheres. E mas daí como faz para ter, né? Ainda ainda essa pergunta não tem uma resposta Uhum. satisfatória. Entendi. Paul. Olha, adicionalmente, eu acho que como que a gente faria para manter o segredo tá na alimentação. E aí o doutor comentou, né, do das moléculas que a gente encontra nessas canetinhas, né, GLP1, Jeep. E quando a gente pensa na alimentação, muitos alimentos quando a gente consome fazem com que o nosso corpo produza esse GLP1 e esse GIP, que são essas moléculas que a gente encontra nessas canetinhas. Então, eh, proteína, boas fontes de gordura, todos esses alimentos quando a gente faz o consumo adequado, fazem eh eles estimulam a produção dessas moléculas que são encontradas nessas canetinhas. Então, assim, o segredo tá de fato na alimentação. Exatamente. É, essa é uma boa, porque na verdade isso daí o o Gelip e o Jeip são, mas eles tem assim uma gente já tô alimentado, né? Quando você se alimenta já tá bom. Só que você acaba na caneta ela dura mais que as canetas têm uma semana de duração. Então, e a gente se acostuma com aquilo, se acostuma. Uma um um algo bem legal também, de repente é aprender nesse momento em que você tá eh tendo menos fome, né, aprender a se alimentar e fazer uma reeducação alimentar também, né, quem sabe acho que não alimentação, fazer uma uma educação alimentar. Tô aqui com com uma nutricionista que pode corrigir. É é crucial, é crucial. emagrecer mesmo tomando canetas e fazendo uma dieta torta, não vai, né? Não vai, não tá certo. Você vai ter perda, você vai ter perda de cabelo, você vai ter alterações de pele, de humorum e de tudo isso. Você precisa de uma dieta equilibrada, vitamina, seis minerais. Faça estendo fazendo dieta ou não fazendo dieta. Isso sim, eh deveria ser parte da vida de todos nós, né? É que a gente não aprendeu a fazer isso. Exato. Não é, mas sempre é a tempo de aprender, né? Bora aprender, então. 8:47. Produção me avisando aqui que temos algumas perguntas para os nossos convidados. Então pode colocar na tela pra gente, por favor. Produção, sexta-feira, hein, gente. Bora que bora. Dia lindo lá fora. Sérgio Rocha do Parque Prado. Para quem quer melhorar a alimentação aos poucos, qual mudança pequena costuma trazer mais resultado sem virar uma dieta radical, né, Paula? Olha aí, melhorar a alimentação aos poucos, fazer uma reducação meio que devagar, né, aos pouquinhos. Eu acredito muito nessa transformação gradativa. Eh, algo que eu sempre converso com as pacientes no consultório, que parece que é simples, mas que muda a chave, muda o jogo, é, eu sempre brinco o seguinte: Não existe ninguém que é magro e saudável para sempre, que não coma salada e legumes duas vezes no dia, tanto no almoço, tanto no jantar. Então, se você tá buscando emagrecer, tá buscando ter um estilo de vida mais saudável, é obrigatório, é inegociável. você vai ter que comer os vegetais, tanto no almoço como no jantar. O consumo desses alimentos, quando a gente consome salada ou os legumes antes da refeição, antes do arroz, do feijão, da carne, a gente já fica mais saciada e satisfeito. E aí consequentemente você não vai precisar comer aquele montinho, né, de arroz, de feijão, enfim, de macarrão, de macarrão, você já vai ficar mais satisfeita e aí vai caber menos desse desse desse grupo de alimentos. Então, essa seria a primeira dica e a segunda dica seria sempre pensar nos nas refeições, é, de maneira combinada, de maneira com que ela seja completa. Então, uma refeição para ser completa, ela deve conter esses três pontos. Primeiro, os vegetais, que podem ser salada, legume ou frutas. uma fonte de carboidrato, que pode ser um pão, uma batata, um macarrão, uma aveia, uma tapioca e uma fonte de proteína que pode ser um leite, um iogurte, uma carne, enfim. Então, quando a gente começa a enxergar esses alimentos dessa forma, né, as refeições dessa forma, a gente tá se alimentando de uma forma de uma maneira mais completa, evita com que a gente fique com fome, né, come a maçã e fique com fome logo em seguida. Eh, então essas seriam as duas dicas que eu daria aí para quem tá buscando eh mudar, melhorar o estilo de vida, mas sem sem fazer com que seja muito radical. Muito bem. 8:49. Mais uma pergunta na tela pra gente, por favor, produção. Vamos lá. Quem será o vilão, né, gente? Não tá em vilão não. O negócio é equilíbrio. A gente percebeu aquilo. O negócio é equilíbrio. Agora manter o equilíbrio é desafiador, mas a gente consegue. A Luciana Barros do Jardim do Lago. Olha só, doutor, eu sinto muito sono depois do almoço. Isso pode ter relação com a quantidade de carboidrato ou com a forma como o prato foi montado? E agora sono depois do almoço? Eu também sinto. Se eu como bastante eu sinto. Essa é uma pergunta de 1 milhão de dólares. É. Mas eu diria que é muito mais é Luciana, né? É Luciana Barros. Aham. Luciana. Eu eu diria que é muito mais por conta da quantidade de gordura que você eh ingere. Olha a gordura no almoço. Uhum. Eh, embora também se for uma dieta muito rica aí em carboidrato de rápida absorção, você pode ter um pico de glicose e depois uma diminuição por causa da liberação de insulina que acompanha esse pico e fazer uma chegar próximo de hipoglicemia. Uau! Não diria que fazer hipoglicemia, porque hipoglicemia não ocorre nas pessoas que são normais e que não estão tomando medicação. Mas daí pode ser isso, basicamente e o volume também da comida. Sim. Esse sonho tem um trabalho que você vai ter de ir com como é que você acorda na de manhã. São uma série de fatores, né? É, né? Esse soninho, doutor, depois do almoço assim que a gente sente, é natural todo mundo sente isso ou tem alguma coisa errada quando a gente sente esse sono? Eh, eu acho que não, não tem essa coisa errada, mas isso é muito, é dependente muito de como é o seu estilo de vida, quando você come, qual é seu peso, qual é, como é que foi o seu, se você pegar uma pessoa com excesso de peso importante, geralmente ela faz, ela é um, é um roncador. Ah, perfeito. Noturno. Uhum. Eh, e daí, e o ronco significa microdespertares. Uhum. e como ou micoafogamentos durante a noite, né? Então esse sono nunca é reparador. E daí você come e tem essa esse processo da digestão e também o sono que que está lá armazenado, vamos dizer assim, né? Uhum. E e que piora. É, eu tenho experiência assim minha mesmo que o o dia que eu me alimento eh um pouquinho mais, né? Eu tento manter a dietinha. Então, o dia que eu como lá minha saladinha, né, os meus legumes e uma carninha, eu fico bem. Agora na quarta-feira, que de repente você come um pouquinho mais, né, tem ali uma alimentação mais rica em gordura, dá sono. Mas é um sono às vezes que incontrolável. Daí fal, daí você tem que dar uma paradinha. É, aí tem que dar uma paradinha, toma um cafezinho, respira e volta, né? Porque é impressionante como dá sono. É, eu queria falar uma coisa. Tem mais um pouquinho? Tem. Eu acho que uma coisa, algo que embora a gente esteja nessa dificuldade, né, ou é o vilão e a gordura ou o carboidrato, eu acho que é os dois dependendo da quantidade, dependendo do tipo de gordura, do tipo de carboidrato, não é? Mas nós não falamos de um de um outro ponto eh que é fundamental, por favor, doutor, que é além que é a alimentação, é o sono e a atividade física. né? Nós somos bípedes que fomos projetados para andar muito e estamos muito, embora tenha toda a onda da academia, quem faz muito academia vai duas, três vezes por semana lá e fica meia hora conversando muitas vezes, né? Uhum. Então, a gente deveria, e eu tô me colocando junto, eu faço também desse jeito, eh, a gente devia fazer mais atividade física, eh, e, e botar isso como um hormônio de, não é um hormônio, mas um fator de manter-se mais jovem possível. É verdade. E mais livre de doenças. Exatamente. A obesidade e ocidentarismo aumenta risco de diabetes, de doença cardiovascular, de depressão, de alteração, enfim. Pois é, a atividade física tá sendo prescrita, né, na receita médica, né? Se você para para analisar, você vai lá, doutor fala: "Ô, poxa vida, vai fazer isso, faz isso, faz isso". Aí atividade física, né, para poder acho que completar todo esse ciclo, né, de bem-estar, de de qualidade de vida, de saúde, a gente precisa. É desafiador, sim, principalmente quando a gente chega na menopausa. Doutor, como é difícil paraa academia, hein? Que que acontece? os hormônios ficam tudo bagunçado, a gente entra aí num num ápice de não entender mais nada e aí a academia vai ficando em segundo, terceiro plano, mas a gente precisa mais ajuda. Se você for pra academia, Menopausa realmente eu acho que é um impacto muito importante na vida de todas as mulheres, né? Você pode dizer que não é, não tem nada, mas só não reclama da menopausa, mulher que não reclama de nada. Sim. e que, mas que ela sente exato, né? O impacto dessa privação hormonal, mesmo quando se toma hormônio. Sim. Eh, e aí eu tô falando de hormônio aceitar, eu não tô falando de pellets, essas coisas aí que são muito discutíveis, nem são discutíveis, não são não são boa medicina, mas eh daí tem essa transformação, né? Exatamente. É bem delicado. E é tema para um outro programa com vocês dois, porque a menopausa tem uma alimentação diferenciada, né? Tem a questão do do dos hormônios, da reposição hormonal. Vamos combinar a produção para trazer os dois aqui para um outro programa pra gente falar de menopausa, tá? Mas temos mais uma pergunta, mais duas. Então bora. 8:55. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Produção, o pessoal tá participando com a gente. Gordura, vilão, gordura ou carboidrato. Quem é o vilão? Nenhum dos dois. É equilíbrio, gente. Leandro Costa do Ponte Preta. Vamos lá. Nutri. Pessoas cortam gordura, mas viv vivem beliscando doce. Isso mostra que a alimentação pode estar desequilibrada em saciedade. Olha, Leandro, né, Leandro? Sim. Eh, a gordura, ela é um nutriente que traz muita saciedade pra gente. Então, se a gente consumir em quantidade pequenininha, vai trazer uma saciedade adequada pra gente. Então, tem muita gente que começa a fazer dieta por conta e começa a querer comer muito pouquinho. Então, come um ovo no café da manhã, um grelhado com salada ali no almoço e aí chega à tarde, bate aquela fome desesperadora, aí a pessoa começa a querer beliscar, aí consegue segurar, come umas duas castanhas, chega em casa morta de fome, cansada, que que ela faz? Pede uma pizza e come a pizza inteira. Então, é isso. Isso acontece quando a gente tá fazendo uma alimentação que é pouco equilibrada, né? Então, sempre lembrar daquilo que euentei, montar as refeições de maneira com que elas sejam completas para evitar com que você fique com vontade de ficar beliscando ao longo do dia ou com vontade de comer o mundo quando chegar em casa depois do trabalho. Nossa, gente, até os rebocos da parede, né? Tem que tomar cuidado com isso aí. Não adianta você mantém, mantém, mantém o dia todo. Uau, consegui. Aí chega em casa. Ah, agora ó, pé na jaca e bora, vamos embora comig. Mais uma pergunta pra gente, produção. Pode colocar na tela, por favor. Agora essa pergunta vai pro doutor. Vamos lá. Simone Azevedo do Parque Industrial. Olha aí, doutor. Sinto que depois dos 40 é quase impossível emagrecer. Olha, não é só você não, Simone. O metabolismo realmente desacelera. Eh, e desacelera tanto ou os hábitos pesam mais? Esse negócio de metabolismo, doutor, desacelerar, acelerar e depois dos 40 e não consegue mais. É a queixa de muitas mulheres, né? É, não, não resta desculpe, não resta dúvida que à medida que o tempo passe, embora 40 anos seja muito pouco ainda, você ter começa a ter uma diminuição do metabolismo. E eu diria que a maior parte das mulheres, principalmente, sentem isso depois dos 40 anos, aquela dificuldade de perder mais peso ou de se manter no peso, que é piorado na menopause, né? Sim. Eh, o que tem que fazer aí é realmente aumentar a atividade física, entender que isso acontece e que eh não é porque você engordou um pouco, você tem falta de força de vontade, né? Sim, verdade. E sim que é um processo que realmente ocorre e que não é patológico. É só faz parte do faz parte do do organismo do funcionamento da mulher, né? E é bem, não era só da mulher, do homem também. É que a mulher quando ela quando ela perde quando ela ganha peso, geralmente ela ganha mais em quadril e coxas e o homem ganha na barriga e daí ele pode ficar com aquela perna forte se ele ainda for um um futebolista ou se mesmo que um alguém que faz esporte de fim de semana, mas ele é gordo porque o abdômen dele tá mostrando isso. Sim. É andropausa e a menopausa, né? Tema de programa, a gente precisa entender sobre isso porque não tem como fugir. Todos vamos passar, não é? É isso, gente. 8:59. Dá tempo para mais uma? A gente já vai pro encerramento. Produção, vocês que mandam aí, time. Oh, mais uma. Muito bom. Camila Nogueira, vila industrial. É verdade que fruta engorda por causa do açúcar natural? Como explicar a diferença entre o açúcar da fruta e o açúcar dos produtos? É, pois é. Então, e agora? Essa é para nós dois. É, então vamos os dois. Vamos lá. Manda ver. Fala. Depois eu vou falar uma coisa. Eu quero aprender também porque eu não sei mais o que comer, gente. Eu como melão, melão, melão, depois eu enjoo. Como melancia, melancia, melancia. Gente, o que vai determinar se você vai engordar é a quantidade e a frequência. Agora eu costumo falar que ninguém ganha peso, fica obeso porque exagerou num consumo de fruta. A gente fica, as pessoas ficam obesas porque elas exageram no consumo de alimentos processados, de doce, de fast food. de sorvete, chocolate. Então assim, oke milkshake, exatamente esse açúcar, né, que a frutose que a gente encontra nas frutas, ah, ele tá permeado ali na fruta com as fibras do alimento. Então, o impacto desse açúcar, dessa frutose no nosso organismo, não vai ser tão grande por conta das fibras. Agora, quando a gente tá vendo o açúcar que é adicionado num produto alimentício, a gente tem aquela combinação que a gente já até conversou aqui dos alimentos que ficam hiperpalatáveis, porque além da gordura da do açúcar adicionado, a gente tem a gordura adicionada. Então é essa combinação que realmente se a gente consumindo uma frequência muito grande, numa quantidade grande também pode fazer com que a gente ganhe peso. Então e e uma coisa que eu queria falar e que é pouco levado em conta é a história do da fruta, mas não da fruta em cima do suco de fruta. Então se você pegar um copo bom agora no o copo não é mais o americano, é o grande, um copo daqueles de copo brasileiro mesmo, daquele suco de laranja chega a ter aí umas 200 calorias. 200 calorias são seis colheres de sopa ras de arroz. Sim. Então, exato. Então, não comi nada, mas só tomei um copo de suco e mais alguma coisa. começa a marcar, entra no aplicativo de contagem de carboidrato e de gordura, porque daí você também passa a enxergar algo que a gente não tá acostumado a ver. Sim, verdade, né? E quantas laranjas, né, foram precisos para fazer um copo, né? E a gente no no correria do dia a dia a gente costuma não. Ah, é saudável. Eu botei morango também, claro, saudável. Daí botei um pite também, mas sa você vai colocando lá e aquilo vira uma boa calórica. E no suco não tem a fibra, né? no tema, então muda realmente essa absorção. E realmente nós precisamos de vocês para nos orientar, né? Porque a gente vai levando, vai levando e daí a gente vai pegando informação daqui, dali, é um bombardeio de informação e de repente você não conversou com a pessoa que estudou, que tem a ciência para te dar a informação correta. E aí essa é a nossa proposta aqui do estúdio Câmara. fazemos uma psicoeducação, trazemos informação com eh convidados que realmente, né, são gabaritados para nos orientar, para, de repente mostrar para você que você pode virar a chave, mudar o caminho para ter uma vida mais saudável, para fazer uma nutrição, né, diferente do que você está fazendo agora. A gente precisa lembrar que a gente fala: "Ah, vou almoçar, vou jantar, vou me alimentar". Mas a gente tá nutrindo o nosso corpo, né? E tem uma grande diferença aí. A gente precisa pensar, ver com óleos de nutrição, o que que você tá se nutrindo do quê, né? É importante a gente falar sobre isso. Agora, 92, vamos encerrando, então, uma discussão bem interessante. Carboidrato e gordura. Quem é vilão? Ninguém, né, Paula? Ninguém. Eu acho que a gente conseguiu chegar à conclusão de que nem carboidrato nem gordura são os vilões da nossa alimentação. Quem é vilão é dick vigarista, né, coringa, mas os alimentos não são os vilões, contando que a gente consiga ter esse entendimento de quantidade, de frequência. Maravilhosa. Obrigada pela sua participação mais uma vez com a gente aqui, viu? Tudo de bom e um bom fim de semana para você e bom jogo para nós, né? Vamos lá, doutor. Que satisfação recebê-lo aqui no nosso programa. Acredito que tem muito pra gente conversar ainda. Vou pedir pra produção entrar em contato com o doutor, porque eh queremos o doutor de volta para nos orientar, para nos ensinar, para nos explicar o funcionamento, né, do nosso metabolismo endocrinologista. Gente, olha, não tenha dúvida. Aliado endocrinologista com nutricionista, poxa vida, qualidade de vida. Então eu agradeço o convite, estúdio câmera e quero que você lembre que e isto também perpassa, tá junto com diabetes que hoje é uma patologia. Nós temos no Brasil mais de 12 milhões de pessoas com diabetes. É uma enormidade que sofrem grandes complicações, não por causa do diabetes, mas por causa do jeito que ele é tratado, eh, postergado, no enxergado direito e que a gente tem que atuar. Eh, tenho a Sociedade Brasileira de Diabetes tá fazendo uma um projeto junto com o governo federal para explicar mais sobre o que é diabetes, como se trata, como é que a gente faz para impedir amputação e cegueira e insciência renal por e doença cardiovascular, por conseguinte, no nas pessoas com diabetes. E isto tem que ser cada vez mais pensado. Ah, não é só um diabetes, não é só. Uau, doutor, muito bom. Precisamos falar sobre isso. Outra eh eh opção aí para o pessoal da produção, né? Sugestão de pauta, tá, pessoal? Porque precisa falar sobre, a gente precisa entender como tudo isso funciona. Doutor, quero agradecer mais uma vez a sua presença com a gente aqui. Muito obrigada, viu? Obrigado. E você aí de casa? É isso, gente. Discussão sobre gordura e carboidrato mostra que a alimentação saudável vai muito além da busca por um único vilão. O equilíbrio, gente, continua sendo o caminho mais seguro para quem deseja preservar a saúde e manter os hábitos, né, eh, sustentáveis ao longo da vida, equilíbrio, tá? E não esqueça da atividade física. Ô, gente, no próximo programa a gente vai, na segunda-feira, né, nós vamos falar sobre o legado emocional que estamos deixando aí para os jovens, né, que valores a gente tem transmitido, como ensinar que conquistas exigem esforço, escolha e muitas vezes até abrir mão de algo que a gente quer tanto hoje para alcançar algum objetivo de amanhã. Então, na segunda-feira, a gente vai discutir os desafios das diferentes gerações, os impactos nas relações familiares e como preparar jovens para a vida em um mundo de mudanças tão rápidas. Então, não perca, a gente te espera na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do Estúdio Câmara. E assim a gente vai chegando ao final do nosso programa. A gente agradece a sua companhia, a sua participação, mas antes de ir embora, claro, quero deixar um recado especial para você aí. Domingo tem Brasil em campo. Então capriche na torcida, vista sua camisa, mande boas energias pra nossa seleção, porque convenhamos, gente, segunda-feira tem estúdio Câmara, segunda-feira sempre tem seus desafios e ninguém merece a gente começar a semana com cara de derrota, né? Então vamos lá. Segunda-feira todo mundo com sorriso no rosto, muita resenha e de preferência que a gente possa comemorar aí a vitória do Brasil, combinado? Olha, a gente vai ficando por aqui. A ÍRA tá chegando aí, trazendo informações atualizadas para você. Gabriel Castro ao meio-dia com informações também no Câmara Notícia. A programação de final de semana da TV Câmara Campinas está um sucesso, feita com muito carinho, muito profissionalismo de toda a nossa equipe do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado. Então se cuide, bom fim de semana, bom jogo e até segunda-feira, claro, com boas notícias. Valeu, gente. Tchau, tchau.
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