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Memórias da Cidade: Imigração Em Campinas
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Memórias da Cidade: Imigração Em Campinas

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Neste documentário, o Memórias da Cidade trata da Imigração em Campinas com histórias, documentos e relatos que mostram como a contribuição dos imigrantes foi essencial para a construção de Campinas, transformando a cidade em um espaço marcado pela diversidade cultural e pela riqueza de suas tradições. Em Campinas, os primeiros povoadores efetivos eram portugueses e migrantes paulistas vindos da região de Taubaté, que se estabeleceram na região entre 1739 e 1744. No final da década de 1770 chegaram os primeiros africanos escravizados.Mais tarde, impulsionada pela expansão da cultura cafeeira e pelas transformações sociais que antecederam a abolição da escravidão, Campinas passou a receber novos grupos de imigrantes. Os primeiros colonos alemães chegaram na década de 1860. Já a partir dos anos 1880, teve início a imigração em massa, trazendo para a cidade italianos, espanhóis, portugueses, sírios, libaneses, japoneses e muitos outros povos que buscavam novas oportunidades, fugindo de guerras, da fome e das dificuldades econômicas em seus países de origem.

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Os primeiros imigrantes a povoarem o Brasil foram os portugueses a partir de 1500. Em Campinas, eles foram os primeiros povoadores efetivos, juntamente com os migrantes paulistas vindos da região de Taubaté e que se fixaram na cidade entre 1739 e 174. Os primeiros africanos escravizados chegaram à cidade no final da década de 1770 e em 1797, ano em que a freguesia foi elevada à vila de São Carlos, eles já somavam 700 que representavam uma parte massiva da população. Mais tarde, com a cultura cafeeira e o abolicionismo começando a ser discutido no Brasil, outros povos vieram para Campinas. Os primeiros foram os colonos alemães na década de 1860 e a imigração em massa passou a ocorrer na década de 1880 e em outros períodos motivada por guerras e fuga dos estrangeiros da fome e da miséria em seus países de origem. No Memórias da Cidade desta edição, nós vamos mostrar a história da imigração na construção de Campinas. Campinas também recebeu um contingente grande desses imigrantes. Nós tivemos os japoneses, é claro que a gente já tinha muitos portugueses aqui, né? eh e outras eh origens, alemães, franceses, árabes. Esse esses imigrantes eles vieram para cá, obviamente trazendo já alguma cultura, seja de técnica de trabalho na lavoura, seja de atividade industrial e até de comércio. Os italianos, por exemplo, se destacaram, é, com a mão de obra qualificada na parte de confecção, manuseio de pedras, mármores, por exemplo. Eles também vinham com uma cultura já mais ou menos de organização sindical. E tudo isso foi formando a sociedade campineira ao longo desses anos. Se nós formos traçar a presença de estrangeiros, né, não brasileiros no nosso acervo, olha, é difícil precisar uma data, porque a gente encontra frequentemente esses registros de pessoas, às vezes pontualmente ali. formos falar de registros mais massivos. Bom, a gente tem um livro de registro de naturalizações, né, que tem uma legislação específica, que trata dele bem específica. Curiosamente, é um livro que tem poucos registros ali, eh, não tem muitas páginas preenchidas, mas acho que, eh, se formos falar de imigração, ã, e imigração não, a imigração forçada, que aí nós estamos falando das pessoas escravizadas trazidas à força para o Brasil para trabalhar, né, em trabalhos forçados. Eh, então, não falando de imigração forçada, nós temos um documento muito interessante que é o livro de registro de casamentos. Ele foi eh batizado de livro de registro de casamentos acólicos, mas é um livro de registro de pessoas que não professam a religião oficial do Estado, que naquele momento, no século XIX até proclamação da República, era o catolicismo. Por quê, né? H, salvo engano, cas os casamentos eram registrados na Igreja Católica na década de 1860, se não me falha a memória, uma legislação imperial que estabelece este procedimento para você registrar os casamentos das pessoas que não eram católicas, de forma que isso tivesse efeitos eh cíveis, né? E estes registros guardados, alguns algumas minúcias ali, alguns procedimentos, eles precisavam constar na Câmara. Então, na Câmara de Campinas, nós temos este registro de casamento. É um livro bem preenchido, com muitos registros e são registros muito ricos, porque eles trazem n informações das pessoas, trazem nome do noivo e da noiva, trazem de onde essas pessoas vieram, trazem nome dos pais, profissão que essas pessoas tinham, quem realizou o casamento, onde realizou o casamento, quando o casamento foi realizado. Esses registros tem uma certa estrutura ali que sugere que o registro feito na Câmara, pelo menos em alguns casos, era uma cópia de uma certidão. E ã nessas cópias, via de regra, a gente tem ali registrado a eh o casamento realizado no lugar tal, com as testemunhas tais pelo pastor tal. Então também dá até paraa gente retraçar um pouco quem são essas pessoas que estão atuando neste momento. Este é um livro que nós estamos pesquisando um pouco qual que é a normativa que define a função dele, né? É o livro de registro de médicos, cirurgiões e tudo mais. O que a gente sabe é que, principalmente durante o século XIX, a gente tem uma carência desses profissionais na cidade, né? Ah, acredito que já tratamos em documentários anteriores de questão de vacinação, que é para vacinar você precisa de médicos, cirurgiões ou alguém que seja alfabetizado, né? Ã, não sabemos se esse livro às vezes surge, o livro de registro de médicos e cirurgiões surge para ter al para suprir essa demanda. não conseguimos localizar a legislação atrelada a ele até então, mas é um livro que traz eh também registros de estrangeiros que vieram exercer sua profissão de médico, cirurgião aqui em Campinas. Durante o século XIX, foi criada uma lei imperial falando sobre todo o processo de naturalização, quais estrangeiros podiam ser naturalizados e quais os procedimentos para isso. E nesse nessa lei eles diziam que esses registros, essas declarações de vontade de naturalização deveriam ser registrados na Câmara. Então, na própria lei, eles falam da necessidade de criar uma um livro na Câmara, haver um livro na Câmara para poder fazer esses registros das naturalizações dos estrangeiros que queriam se tornar brasileiros. Esse é um livro que, curiosamente, tem até menos registros do que outros livros que registram os estrangeiros. Então, o registro de católicos ele é muito maior até do que esse. É uma curiosidade. A gente sabe que Campinas recebeu muitos estrangeiros para trabalhar em lavouras. ou para fazer o trabalho mesmo dentro da cidade. Mas é um livro que tem poucos registros. Eles trazem alguns registros dessas pessoas que queriam se naturalizar, mas não é um número tão grande assim. Claro, passava a ter alguns direitos como cidadão, mas é mais voltado a essa burocracia da naturalização mesmo. A gente tem alguns nomes conhecidos nesses livros, como da família Langade, da família Krug, eh do próprio Dr. Ricardo, que também foi vereador. São pessoas que elas foram ficando na cidade, foram se estabelecendo, criando suas famílias e por isso eles também estão registrados nesses livros. Nesse livro, por exemplo, a gente tem dois eh duas dois profissionais da área da saúde, um francês e o outro irlandês. Então ele demonstra também que essas pessoas que estavam chegando ali estavam atuando na cidade. E tem alguns outros exemplos que não estão nesses registros que a gente sabe na cidade, como Carolina Florence, É Florence e muitos outros que criaram escolas que eh criaram que trabalharam com arte, que trabalharam em outras frentes aqui na cidade. O exemplo que vai saltar eh mais rapidamente a memória, o exemplo até eh um vereador que às vezes tinha algumas pautas polêmicas, eh o Dr. Ricardo Gampton Down, né? Sim. É um imigrante que foi vereador por diversas vezes e em que pesem os posicionamentos deles, que hoje em dia nos são bastante indigestos, podemos dizer assim, né? Eh, sim, ele era um imigrante que foi vereador, é um vereador muito atuante, mas eh com alguns posicionamentos, no mínimo bem complicados. As primeiras famílias de migrantes chegou no porto de Santos em 10 de agosto de 1856. O segundo navio vem em 18 de julho de 1857, trazendo uma outra leva de famílias, de migrantes que vieram para cá para trabalhar na fazenda Sete Quedas aqui em Campinas, onde é o Suí Park hoje, né? Eles vieram para trabalhar nas lavouras de café, trabalharam em média de 5 a 8 anos, dependendo das suas contas e dívidas de viagem e tudo mais. E aí assim, conforme foram quitando, né, suas contas, foram guardando algum dinheiro, que até então em 1860, o primeiro imigrante que conseguiu quitar suas dívidas foi Frederico Tameiros, né? ele consegue então eh pagar as suas dívidas e aí ele vendo, né, toda aquela situação dos imigrantes, ele mesmo, por conta própria decide procurar por um lugar aonde pudesse se estabelecer, aonde pudesse ter sua própria terra, né? Então ele sai da fazenda Sete Quedas com um facão na mão, um pequeno embornal comida e se guiando pelo sol, saiu no sentido no norte, né? e deixou um recado pros companheiros deles ali para pras outras famílias, que se ele não voltasse dentro de 30 dias, então alguém tomasse conta da família dele. Isso aqui era mato, não tinha assim absolutamente nada, né? Ele vem e acha esse lugar onde nós estamos hoje, uma área mais descampada, cercada por riacho, né, por alguns rios de terras boas. E aí então ele vem, descobre esse essas terras e aí ele volta lá pra fazenda Sete Quedas, eles se juntam num grupo de famílias e conforme cada um pode reservar um pouco de dinheiro, eles compram essas terras. porque era uma fazenda eh abandonada naquela época. Não tinha assim eh tinha uma propriedade, mas não tinha nada, né? Isso aqui era abandonado. Cada família, por exemplo, contribuiu com com o que podia, né? E dentro do que cada família contribuiu, eles dividiram as terras em lotes. Então, tinha família que tinha um lote maior porque contribuiu com mais. outra tinha um lote menor porque não pode contribuir com tanto. E assim então eles começaram a partir de 1861 a formarem aqui a a colônia alemã de Friburgo. Ao todo vieram 34 famílias diferentes para cá, entre 1861 até mais ou menos 1886 nesse período, né? Foram juntando, não vieram todos de uma vez, mas aí começaram a vir, né? vieram primeiro a família do seu Tameiros, depois vieram os Crembel, eh depois vieram Vendorf, eh Zur, vieram Armbrus e várias outras famílias que foram se juntando, né? E aí então nesse período ele ficou como referência de muitas famílias que ainda trabalhavam nas sete quedas, saíam de lá e se estabeleciam aqui. Em alemão se fala Fredburg, né? E eles escolheram esse nome porque Fredburg em alemão significa Castelo da Paz por causo, eh, vamos dizer assim, da harmonia que havia entre eles, da comunhão, da ajuda mútua, né, que eles tinham entre eles, de um cooperar com o outro, um ajudar o outro. Eles viviam isso. Tem algumas famílias suíças que se estabeleceram na época prcianos, que eram mais do do lado, vamos dizer, da dinamarca dessa parte, alguns austríacos pro meio, né? Mas a grande maioria, cerca de 11 90% eram alemães. Em dezembro de 1878, eles se juntam juntaram, né, algumas famílias, algum alguns membros dessas famílias e decidiram pela construção e formação de uma escola. E aí foi dado a largada, vamos dizer assim, em janeiro de 1879. adquiriram eh esse pedaço de terra aqui onde a gente tá, né? Uma parte do sítio do seu Nicolau Crem ou uma outra parte do sítio do seu Carlos Velendorf, que venderam um pedacinho cada um do seu sítio. E aqui então eles estabeleceram e construíram nesse período de janeiro a outubro de 1879 o prédio da escola eh alemã de Friburgo na época. Ela funcionou desde lá de 1879 até 1998, ininterruptamente. Mas aí eh foi parou porque na época o o o que era governador do estado de São Paulo, ele baixou um uma lei, um decreto que extinguia as escolas rurais, né? E como aqui a gente tinha um convênio com o Estado, o Estado retirou o convênio e aí a gente não tinha condições de manter particular, de forma particular, a escola. A sociedade escolar não não tem mais o ensino, mas a gente mantém, né, o nosso trabalho aqui hoje, eh, principalmente com o nosso grupo de dança. Nós temos um grupo de dança folclórica, né, chamado TG Group Fredburgo, né, que é grupo de danças de Friburgo, que eh substituiu, vamos dizer assim, essa parte da educação com a dança, mantendo assim a nossa tradição, mantendo assim o folclore, né, mantendo as danças, as festas que a gente faz, né, gira hoje em torno do grupo de danças que a gente tem. A maioria dos imigrantes alemães eram protestantes, né, de origem luterana na Alemanha e vieram para cá e trouxeram na sua bagagem a fé deles, né? E e aí por todo esse tempo, desde que eles chegaram no Brasil até 1880, eles não foram assistidos pela igreja porque ainda não havia pastor luterano na região, não tinha, né? era mais sul do país e alguma coisa ainda em Rio Claro, que é uma comunidade alemã mais velha que a gente, mais que que nós aqui. Mas aí então em em 26 de março de 1880, eh, aqui veio pela primeira vez um pastor luterano visitar eles, né? E aí então foi oficializado o primeiro culto luterano feito por um pastor luterano no dia 26 de março de 1880, que foi o pastor eh Johan Jacobzinc, que se estabeleceu depois em Campinas, ele fundou escolas em Campinas, tudo teve uma uma grande trajetória na área de ensino em Campinas e e faleceu e tá sepultado no cemitério da Saudade aqui em Campinas de 1880 até 1933 os cultos eram feitos aqui nesse salão, né? Eles não tinham construído ainda uma igreja, né? Acho que até por questões financeiras e tudo mais, mas daí em 1932 e o próprio grupo decide pela construção de um templo. Aí a própria sociedade escolar aqui cede uma parte aqui do terreno, né? aqui dentro mesmo. E aí então eles decidem construir a igreja em 1932, mas daí por causa da revolução na época, né, precisaram abortar toda a história. Mas é em 1933 lança-se a pedra fundamental da igreja em julho de 1933 e depois em abril de 1934 é inaugurada o nosso templo que a gente tem até hoje. Quando falecia alguém aqui nessa época, vamos dizer aí, de 1861, quando eles começaram a chegar aqui até 1880, eles tinham que se falecesse alguém levar para Campinas para sepultar nesse cemitério e daqui lá é 35 km. E como é que levava um defunto naquela época? Aí eles tinham aqui, quer dizer, a gente ainda tem guardado um andor que eles faziam que carregava no ombro o caixão feito de madeira, esse andor que colocavam no ombro e levavam esse essa pessoa falecida daqui até lá no ombro. em 1880, junto com a fundação da igreja, que a igreja começa de fato a existir por causa da vinda do pastor, eles então decidem também pela construção de um cemitério, né? E aí começa-se todo o trabalho juntar as famílias e vamos fazer o cemitério aonde vai, aonde não vai, até que eh uma família eh cedeu, doou um espaço de terra para que se construísse o cemitério. Na época eles escolheram o lugar mais alto do bairro, né? Simbolizando assim onde as pessoas iriam ser sepultadas mais perto de Deus, vamos dizer assim. O cemitério só passou de fato a existir a partir de 1886. Todo esse período de 6 anos foi um tempo que eles precisaram correr atrás de muita papelada, de muita burocracia na época. Na época eles aqui procuraram, né, seu Nicolau Krembel, seu Samuel Kembel, seu Hans Stepen, foram e procuraram eh na Câmara Municipal Bento Quirino e Francisco Glicero, que eram, né, da eram vereadores, presidente de Câmara e era a Câmara que tinha esse poder de chancelar, né, a construção desse cemitério. Aí eles foram com ele, a Câmara meio que os vereadores não quiseram se opor porque seria um cemitério protestante e não católico, né? Então tinha uma, como é que eu vou dizer assim, uma certa restrição a isso na época. Ela se exentou do negócio, tipo assim, essa responsabilidade não é minha, passou a responsabilidade pra Igreja Católica. E no fim foi parar em São Paulo nas mãos do presidente da província do estado de São Paulo. Esse também se esquivou e jogou essa incumbência na mão do bispo da época. Só que isso demorou 6 anos e foram indas e vindas para São Paulo a cavalo. No fim, o bispo aceitou. mas que o cemitério fosse dividido, que de um lado se sepultasse protestantes, luteranos, e do outro lado os católicos. O cemitério continua ativo, né? Ele a gente tem hoje aproximadamente quase 1000 pessoas sepultadas nele entre famílias de alemães e não alemães, né? E a gente ainda sepulta pessoas lá, famílias que ainda t, né, tem jazigos lá, né? Então, sempre quando falece alguém da comunidade ou que é relacionado aqui com com a gente, é sepultado lá. Na época eles fizeram uma festa aqui de em comemoração de de da dos primeiros anos, né, da da sociedade escolar, dos primeiros 10 anos da sociedade e tinha que se buscar uma bandeira que mandaram fazer em Campinas, né, e ninguém queria ir por causa da da febre amarela. Campinas tava de quarentena, fechada, aquela coisa horada toda. E esse meu tataravou na época, ele falou: "Não, eu vou buscar". E ele montou a cavalo e foi. Ele buscou a bandeira, trouxeram, fizeram a festa. Cinco dias depois da festa, ele foi sepultado. Ele morreu de de febre amarela em 1889, né? Então isso são histórias que a gente ouviu, que eles contavam também, né, da época em relação a a essa epidemia. Se a gente for olhar no cemitério, tem vários sepulturas assim, tipo assim, um foi sepultado hoje, outro amanhã, assim em sequências, tudo dentro dessa época aí da febre amarela, que também assolou a a comunidade, né? Não vou falar para você que isso tá em livro de história. Eu acredito que não, mas eu vou falar do que eu ouvia na minha casa, né, da dos meus avós que contavam dos seus pais, no caso dos meus bisavós, né? Eh, por exemplo, a minha bisavó do lado eh paterno, ela veio da Alemanha com 12 anos e ela chegou aqui no Brasil em 1887. Ela veio já numa leva depois, né? E e aí ela contava pro meu avô e a gente cresceu ouvindo ele contando essas histórias que a mãe dele quando veio de Santos até Campinas, né, eh numa viagem que demorava quase 7 dias para vir a pé, subir toda a serra do mar, aquela coisa arada toda. Eh, quando eles chegaram aqui, havia acabado de acontecer em 1888 a abolição da escravatura. E aí ela contava que eles quando se estabeleceram por aqui já eles vinham levas de de escravos libertos andando pelas estradas sem eira nem beira. iam, voltavam, dormiam pela estrada, dormiam num pasto onde dava certo. Muitos alemães vieram para cá, tipo assim, nós estamos indo pro paraíso e quando chegou aqui, eh, para mim resumir bem isso aqui, nós temos o discurso do seu Hans Stef em 1906 que ele fala exatamente isso, que quando eles chegaram no Brasil não vieram de braços abertos, pelo contrário, era muito trabalho, né? eh anos a fios trabalhando os colonos da época, sem nada ganhar, sem nada obter, até conseguirem quitarem a sua suas dívidas, as suas contas, né? E a grande maioria desses alemães assinaram os seus contratos, não aqui no Brasil, eles assinaram lá na Alemanha, porque havia um escritório aqui do Viscuondde de Indaiatuba na Alemanha recrutando essas famílias. Então eles já vinham de lá com os contratos assinados e aí você chegava aqui não era nada do que tinham prometido. Eles tinham que trabalhar, já vinham com essa sabendo que iam ter todo esse tempo, né, de de de trabalhar dessa forma, né? Aí o que que acontecia? Durante esse tempo eles também tinham que comer. Plantava-se um pouco, alguma coisa, mas muita coisa tinha que comprar de quem? Não tinha o Carrefur na esquina, né? tinha que a fazenda, a própria venda da fazenda. E aí, por exemplo, se 1 kg de arroz custasse, vamos supor, R$ 5, lá se vendia por 20. Então, muitos a a as contas, em vez de diminuir aumentavam. Aí o que que eles faziam? tinha que fazer um adendo de contrato, aumentava-se por mais 3 anos trabalhando de graça. Então, teve muita família que trabalhou de 5 a 8 anos de graça até conseguir. Aí quando receberam o primeiro dinheiro que conseguiram pegar alguma coisa na mão, eles guardaram para poder sair daquela condição. Os antigos feitores de escravos andavam a cavalo por meio dos imigrantes com chicote na mão e de cima do cavalo eles chicotavam os os imigrantes para trabalhar mais rápido, para o serviço render. Então, e eles não tinham ou era adulto, ou era homem, ou era mulher, ou era criança, não importava. Se tivesse na frente tomava chicotada e eles instigando para que se trabalhasse mais e mais e mais. a gente tem aí uma boa um bom número de pessoas ainda que frequentam, que são esses descendentes, né, de imigrantes aqui na nossa colônia. Então, a colônia alemã tem essa importância também na formação, né, da cidade como um todo, do do trabalho, né, na cidade de Campinas, né, na formação da cidade. Eles vieram trazendo bandas, trazendo um monte de coisa. Tanto é que 1800 e 78, Dom Pedro foi uma das primeiras vezes que esteve a Campinas, já tinha a banda ítalo-brasileira tocando em homenagem a Dom Pedro. Eles eram eh mercadores, né? Eles traziam as coisas para vender. Médicos, tinha alguns médicos, né? Então eles eles trabalharam aqui antes da grande leva de imigrantes virem pro Brasil e se dirigiram para Souzas e Joaquim Gídio. Foi o primeiro núcleo de italianos em Campinas. Depois, como eles eram naturalmente muito maltratados, né, na na terra, etc. vieram para a cidade e contribuíram enormemente para o desenvolvimento da cidade. Desde 1861, que foi a unificação, ela teve muitos altos e baixos. O Vêneto era a região mais rica da Itália, mas eh o que eles passavam na Itália, fome, eles até tinham o dinheiro, mas eles não tinham o que comprar por causa de invernos rigorosos. Eles não sabiam como, mesmo morando lá muito tempo, o inverno para eles era muito difícil. Eles perdiam lavouras, eh chuva, muita, muita geada, muito. Então eles já tinham eh eles não sabiam como lidar com isso. Governo brasileiro se aproveitou disso e soube do que se passava na Europa, principalmente na Itália, e mandava portadores lá na Itália eh dizer que se eles viessem trabalhar aqui na lavoura, que eles teriam casa, que eles teriam seguiriam a religião, que o que os filhos teriam escolas para estudar dentro das próprias fazendas. E essa eh eh vamos dizer assim, concorrência desleal, essa propaganda enganosa fez com que muitos imigrantes, muitos italianos principalmente viessem pro Brasil. A grande massa de imigrantes chegou aqui no Brasil na década de 1889, bem na época da febre amarela. O que o governo fez? Ele se preocupou com a colheita das fazendas de café. Ele não se preocupou com os escravos que estavam saindo e os imigrantes que estavam chegando. Ele se preocupou justamente com as fazendas. Eles chegavam na hospedaria em São Paulo, lá no BRZ, e lá já tinha um capataz da fazenda. Quando o barão não comprava o lote todo que chegava do navio, a maioria vinha já colocado paraas fazendas, mas tinha alguns capatazes que iam até a hospedaria em São Paulo para escolher os imigrantes. Como que eles escolhiam? Eles olhavam a orelha, o ouvido, abria a boca, que nem se você tivesse comprando um animal que fosse trabalhar no arado para você na fazenda. As czalas foram adaptadas por italianos morarem. Só que os italianos não viviam como eh os escravos foram obrigados a viverem dentro das fazendas. Nas censalas todos todas as famílias juntos, tudo ali num lugar só. Os italianos estavam acostumados com casas. Eles tinham as casas deles, as cama. E quando eles chegaram, eles entraram nas fazendas, eles começaram eh a notar que aquela história tinha sido mentira, que os capatazes e os filhos dos próprios barões tentaram fazer com as italianas o que os faziam com as escravas. Então, só que eles não conseguiram fazer isso. Então, a gente nas pesquisas, você vai lendo, eh, eles teve um capataz que um que tentou estuprar uma menina pequena de 4, 5 anos. O pai pegou essa criança, saiu, mas ele não podia reclamar pro chefe da polícia, porque o chefe da polícia era amigo do Barão. Muitas famílias eh italianas, mesmo as que vieram aqui pro Brasil, para Campinas, eh passaram, quando os maridos conseguiram sair das fazendas, elas tinham dinheiro guardado para ceder pro marido montar alguma coisa. O governo subdiziava a vinda deles, mas a maioria, os barões é que traziam, os barões é que iam buscar os barões. Até Campinas tentou ter na fábrica dos irmãos Bierremb ali perto do Cambuí ali, fazer uma hospedaria pros imigrantes, mas como eles já vinham já direto paraas fazendas, então não teve necessidade de fazer esse tipo de hospedaria que nem tinha em São Paulo. havia realmente um plano para se construir a Hospedaria dos Imigrantes, porque naturalmente Campinas estava numa fase de grande desenvolvimento, sobretudo a partir de 1870, que o professor José Roberto Amaral Lapa, que é a modernidade de Campinas os anos 70. Por quê? Porque houve houve o o predomínio das ferrovias paulista e Mugena que trouxeram muitos imigrantes para cá, não é? Ah, o o o próprio desenvolvimento da da da imigração, sobretudo italiana e alemã dessa época aí, né? Quer dizer, tudo isso enriqueceu naturalmente a cidade, que foi um polo de desenvolvimento cafeiro, não é? Campinas começou a produzir muito café, surgindo naturalmente uma aristocracia ligada à Terra, os famosos barões do café, barões de Tapura, Barão de Jaguara, não é? Tantos outros. Então, formou-se uma elite, uma elite cafeira. Campinas, a meca do café, né? a meca dos imigrantes, grande desenvolvimento urbano, não é? Isso naturalmente atrai os imigrantes e seria de bom ao vitre que nós tivéssemos uma hospedaria de imigrantes e chegou a ser construído nas imediações da vila industrial. Não deu certo. Não deu certo. Problemas políticos. problemas políticos de todo o nave que havia aqui na região de Campins. É o período em que o governo de de São Paulo eh tem uma política de estimular a imigração de de europeus, de trabalhadores europeus, né? Eh, obviamente que isso tem a ver, né, com o próprio processo de abolição da escravidão, o processo de segregação racial dos ex-escravos, né, porque na verdade eles eram mão de obra, poderiam trabalhar, mas enfim, né, em função do próprio contexto da escravidão e do e do próprio processo de de abolição da escravidão, que foi dessas pessoas, né? Eh, obviamente, e por uma visão eh eh que os que os eh fazendees enfim, que a elite tinha, né, que era uma visão racialista mesmo, racial, né, quer dizer, a ideia de que trazer o europeu branco, né, para trabalhar. Então, quer dizer, o houve essa política imigrantista que, enfim, passou a ser uma política oficial do Estado, né? Tá dentro de uma visão racista, enfim, né, de privilegiar o trabalhador branco europeu como uma forma de, né, como uma espécie de uma uma projeção de que é um trabalhador superior, mais capaz, etc, etc., né, por conta do do racismo que que eh segregou a população negra que foi que foi libertada a partir de 1888, né? A gente tem essa notícia de que houve uma hospedaria provisória no Largo Santa Cruz, né? E e esse documento, esse livro, né, ele comprova que de fato existiu essa essa essa essa hospedaria provisória, né? Ela ele tem os registros de pessoas chegando, né? Você vê que são registros realmente só dos maridos, né? Dos homens, mas certamente eles têm as famílias porque tem ali o número de filhos, etc. Certamente a família tá junto. Você tinha a ferrovia que vem e aqui a paulista que é em 1872, né? já tinha muitos anos antes, já 20 anos antes tinha sido implantado e daqui pro interior, né, havia ferre. Então você vinha, muitos imigrantes que vinham em quantidade, então precisava ter um local para recebê-los, para hospedá-los e direcionar os locais, mesmo as fazendas de Campinas, porque na verdade eh importante dizer, naquele período Campinas era o maior produtor de café, o maior município da província ou do estado, né, naquele momento já estado de São Paulo, né, o comecinho da República, era o maior produtor de café do do estado, né? Então, quer dizer, muitas fazendas aqui em Campinas, você observa no livro, né? Eh, absorvem aqui mesmo. Como nós como não havia hospedaria, então que acontece? Os imigrantes iam até até o Brás na hospedaria, depois eles iam para Campinas e na estação os imigrantes eram distribuídos. Então, era muito comum os barões do café, por exemplo, eh eh irem para para a estação. O o próprio Visc Viscon Daatuba, ele a regimentou ali muitos imigrantes. Como Campinas era uma cidade muito rica de ferrovias, de armazéns de café, de pequenas indústrias, naturalmente e ela ela ela se agigantou, se agigantou. Mas, infelizmente, não é, houve a questão da febre amarela, né? Houve a questão da febre amarela, dizimando maior parte da população. Segundo alguns estouradores, Campinas deveria ser a capital da da da província de São Paulo, perdão, província de São Paulo. Então, e isso realmente foi um desastre para a cidade. A Campinas somente vai se ressurgir nos anos 10. nos 10, nos anos 20 do século XX. Em 1920, o governo italiano baixou um decreto proibindo que viessem imigrantes pro Brasil, porque as famílias que ficavam lá, poucas cartas chegavam e numa dela tava escrito para um para uma família que era preferível estar numa prisão na Itália do que numa fazenda de café no Brasil. Então tudo isso foi chegando no governo italiano e ele baixou um decreto dizendo que só poderiam vir para o Brasil se a família estivesse aqui e chamasse alguém da Itália para vir. Fora disso, então foi aí que terminou realmente de voltar imigrantes, de chegar imigrantes para trabalhar nas fazendas eh eh no Brasil. De 1866 até 1890, a cidade de Santa Bárbara do Oeste recebeu muitos eh famílias de imigrantes que confederados, né, do sul dos Estados Unidos, que vem para cá eh e se instalam em Santa Bárbara do Oeste, porque, segundo, eh, diziam na época, era a cidade que mais parecia lá com Alabama. nos Estados Unidos. Em 1875 inaugura-se em americana a estação ferroviária e muitos deles vão morar ao lado da estação eh ferroviária, né? E a presença desses americanos vão vão eh ser chamado de vila americana por causa dos americanos, né? Que d a origem da cidade americana. E cerca de 10.000 10.000 imigrantes eh americanos. Então, a a relação com Campinas tem a ver com o colégio internacional que foi inaugurado aqui em 1869 para atender essas famílias ou os filhos desses imigrantes que moravam em Santa Bara do Oeste. Eduardo Len vem para cá para junto com com o George Morton para trabalhar, para dar uma assistência eh espiritual e educacional a esses filhos imigrantes, né? A presença desse marcista desses imigrantes americanos em Santa Bárbara do Oeste faz com que a missão eh do sul, missão presbiteriana envie para cá dois missionários para trabalhar estritamente com esses confederados, que é o reverendo George Morton e Eduardo Lane, que vão fincar estaca aqui em Campinas e vão organizar então o famoso colégio internacional. E tanto o colégio internacional em 1869, o colégio Maenzi em São Paulo, 1870, trazem a uma algo novo na didática, tragem trazem uma proposta diferente na na pedagogia, né? Começam, por exemplo, a formar classes mistas de masculinos com femininos, antes era separado, né? E tudo. Então são colégios que vão inovar na questão da pedagogia, da didática, não é? trazendo elementos novos na na na pedagogia, no ensino da criança. E a mas a marca registrada era a a composição de salas mistas de sexos masculinos com femininos juntos. Até então a menina ficava separado do dos meninos, né? Então, o colégio internacional e o colégio Main em 1870 surge a partir de classes eh infantis mistas, né, de meninos com meninas juntos ali. E só saiu de Campinas por causa da da epidemia de ferro amarela, que fez com que então os missionários americanos ali pensassem: "Então nós vamos sair daqui". Aí foram para para Lavras no no sudoeste, Minas Gerais, né? que tá lá até hoje, que é hoje o colégio Gamon que tá lá até hoje, né? Eduardo Lei não foi para para Lavas, ficou aqui para cuidar de suas ovelhas das pessoas que estavam morrendo. A igreja que Pritirã de Campinas, ela data de 1870, a mesma data igreja lá, certo? havia presbiterianos aqui que não tinham ligação nenhuma com a com a com o movimento migratório, né? Mas lá a igreja presbiteriana, ela é formada a partir da presença maciça dessas famílias que vêm para o Brasil, né? Eles vêm para para eles vieram para Vale do Rio Doce, Altamira no Pará e aqui resolve ficar aqui num ato heróico, bonito, né? Fantástico de um pastor que não não abandonou as suas ovelhas, né? Preferiu ficar em Campinas, né? Eh, então o local, nós estamos hoje aqui, o prédio aqui leva o nome dele, é difícil Eduardo Len. E é um um reconhecimento a esse nome do passado tão bonito, com um lastro com o nosso presidente hoje, bonito, né? de uma de uma postura de um alguém que não fugiu, ficou do lado das suas ovelhas, preferiu morrer aqui em Campinas e estar cumprir a sua função pastoral, missionar aqui em Campinas, mas também para tentar dar uma assistência espiritual ao pessoal que está na na cidade vizinha, né? Nós estamos falando de uma época que hoje a gente tá aqui a há 25 minutos, tá em Santa Barra do Oeste, naquela época era totalmente diferente, né? Mas eram cidades vizinhas, né? E então a, e aqui em Campinas começa a se formar uma comunidade presbiteriana muito forte, né? Eh, e lógico, eu eu vejo sim ligação com a presença desses eh eh imigrantes. Hoje o Colégio Internacional de Campinas eh o é o Instituto Gamo, tá lá em Labras, o Embrião foi aqui. Lá ele se desenvolveu a partir de uma de uma questão da da ferra amarela que acabou eles alternativa, né, por medo, enfim, acab acabou migrando para lá. o seminário presbiteriano, eh, não tem eh assim, ele é ele é de 1888, vem lá de de primeiro vai para Friburgo, no Rio de Janeiro, depois vai para São Paulo, depois vem para Campinas num terreno que foi doado pela família Lene, né? Esse terreno aqui, tanto o terreno do seminário quanto do Maquins aqui, ele foi totalmente doado pela família do Eduardo Leine. Os missionários sempre viram Campinas como uma cidade estratégica, né? Era Rio de Janeiro, São Paulo. Eh, você tem a presença desses americanos aqui na cidade vizinha, acaba justificando sim a presença dos dos missionários que vêm do sul em Campinas. Então, Campinas sempre foi vista como a cidade estratégica para eh do ponto de vista de da missão da igreja para evangelizar o interior de estado de São Paulo, né? Aí aqui a a a presença presbiteriana a partir do seminário acabou se consolidando e fazendo sendo um polo assim de de radiação da da fé reformada de vertente prbiteriana, né? o agente consular de Portugal em Campinas, que era o Ferreira Novo, que era o ele viu a necessidade de fundar fundar um uma entidade que pudesse atender essa vinda dos portugueses. A sociedade passou a fazer o o serviço que tava previsto, atender as pessoas, encaixar, só que aí eles viram que precisava de mais, precisava mais de alguma coisa. Campinas não tinha não tinha hospital, então o anseio era fazer um hospital dessa. Aí surgiu a ideia de fazer hospital. Tinha um hospital da irmandade, né, que era casa de misericórdia. O nome era bem esse mesmo, misericórdia, né? Então eles queriam fazer um hospital que atendesse as famílias portuguesas e também os a comunidade de Campinas. 1873 eles começaram a inaugurar a a sociedade, começaram a fazer eventos, leilões, né? saraus, eh, reuniões dançantes para enganar recurso para fazer um hospital. Então, ela veio com com o marido, conhecia o hospital, a Campinas, né, o Instituto Agronômico que já existia. E ela viu aqui na na frente essa essa praça, né? na verdade era um campo e a sociedade também pediu, como era um uma área meio abandonada, pediu para que transformu pra Câmara e a Câmara cedeu essa outra quadra aqui na frente. E nessa quadra ficou sendo o Largo Camões. Ela veio antes e depois ele veio para fazer a visita também ao Instituto Agronômico. Eles gostavam muito de botânica. O primeiro diretor jurídico foi Campo Sales, que foi presidente depois, né? Mário Gat era italiano, ele não era português. Então Mário Gat veio pro Brasil também nessa leva de eh de Santos para cá, desembarcou em Santos, veio para Campinas clinicar na beneficiência. Então ele passou alguns anos clinicando e ele achou interessante a forma como a beneficência foi criada, né? Então com o mod nessa mesma mesmo estatuto da beneficiência, ele reuniu os amigos italianos falar: "Vamos fazer o nosso o grupo italiano também". Aí foi criada o círculo italiano UNIT, que vem a ser a casa de saúde, né? 1908 foi a primeira leva dos japoneses que saíram do porto de Cobe e vieram para Santos. e eh vieram porque eh o Japão estava vivendo um período muito crítico, superpopulação, porque o Japão é um arquipélago pequeno, um pouco maior que o estado de São Paulo e tinha uma população muito grande. E foi no período do imperador Meide, que mudou toda a estrutura do Japão, que era de um país feudal. ele começou a modernizar e trouxe muitas, muitas mudanças. Então, muita gente que morava na zona rural foi pro pra cidade porque os impostos da classe camponesa eram muito alto e teve uma grande miséria. Antes eles já tinham ido primeiro pro Havaí, que é bem próximo, tinham ido já para Austrália, paraa Ilhaguan. pro México, pro Peru. A primeira leva que foi em 1908, que vieram hum 700 e tantas pessoas, 165 famílias, eh, foram mandados pro interior do estado. Aqui agora aqui em Campinas tinha uma uma fazenda chamado Floresta, que falam que era Indaiatuba, mas não ainda deve ser Itu, coisa assim, que ela tinha muito fazendeiro rico, né? era a linha ituuana, então eles ficaram lá. Eh, mas tem muito pouca pouco registro. em Campinas é a partir de 1918 que era um grupo de Okinaua, uma província mais ao sul, né, do Japão. Eles estiveram, eram 24 famílias, passaram por aqui também, mas não se fixaram, foram mais também pro interior. Muitosuanos trabalharam em estrada de ferra lá no Mato Grosso. E a notícia maior que a gente tem aqui é da família Irra, que é bem antiga, gusica, rirota, coisa assim. Mas a gente pode falar de uma col comunidade que você quer dizer japonesa, imigração japonesa em Campinas de fato, que cresceu e que ficou muito conhecida, foi só depois da guerra. O que contribuiu muito para que os japoneses conhecessem Campinas. foi a fazenda Tosan, a Monteideste, né, em 1927. Eh, mas a Cla não era de imigrantes, foi um projeto empresarial. a família Iwasak, que é a fundadora do conglomerado Mitsubishi, que agora, né, nossa, alcança tudo. Eh, eles estavam também nessa época já com algum poder no Japão. eram e a família Mitsubishi estava, o grupo Mitsubishi da família e o Azak estava assim crescendo muito e eles viram o Brasil como uma um investimento. Então eles compraram uma fazenda já formada de café em 1927. E isso e mandou um engenheiro agrônomo japonês para administrar tudo isso. E foi então os japoneses que moravam já no Brasil sabiam que em Campinas tinha esse essa fazenda Tozan. Voltou agora o proprietário e resolveu voltar a ao nome original e ele ele era Touro e o Azak. em 94. Ele foi o primeiro e o único eh elemento da da família e o Azak que veio pro Brasil, gostou e quis ficar. temos aqui em Campinas, eh, as pessoas vieram mesmo pro, eh, para trabalhar na roça, mas, eh, principalmente por causa da educação dos filhos e a proximidade com a escola, teve muitas famílias que resolveram vir paraa cidade. Então são os comerciantes, eles compravam um bar, principalmente nas imediações do mercado, eles tinham então uma banquinha de de pastel, eh lavanderia e o que mais que eles faziam? Os primeiros comerciantes eram, ah, teve até uma fábrica de balas auk na vila industrial. Naquele tempo era muito longe, né? Era realmente um sítio. A Fazenda Santa Genebra, tudo lá perto, onde agora eu ia ser. Eh, eles vieram e plantaram hortaliças, plantavam tomate principalmente e eles eh, então havia aquele grupo e havia o grupo também e que trabalhava no mercado e que morava também nas imediações do mercado, que era produzido e escado dentro do mercado. Aqui em Campinas nós temos cinco grandes comunidades japonesas. Os primeiros imigrantes de Campinas foram osuanos e eles têm até hoje uma sede aqui na no Jardim Olina. Eles são também eles além da cultura japonesa, eles têm uma cultura muito típica deles, né? Então mesmo para nós japoneses, é assim, é é um conhecimento extra, porque eles têm a cultura própria deles e também tem umas comidas diferente, umas danças muito bonitas. Então tem a quina que até hoje eles praticam lá muito futebol. Primeiro que foi foi de Tozan, né, que era a fazenda. Mas a fazenda Tosan vendeu parte das suas terras para um uns pequenos lavradores e que formaram a associação Pedra H da colônia Tosan. Então, muita gente confunde, acha que a colônia Tosan seria a fazenda Tosan. É totalmente diferente, sabe? É o rico e os pequenos proprietários, né? Então tinha associação de japoneses da colônia Tosan. Quando fala colônia, você imagina, né, uma comunidade japonesa. Não vou falar colônia. Colônia, uma aqui em Pedra Branca, eh, naquela quando pega a estrada, como que chama? Rodovia Santo Domon. Sim. Do lado esquerdo tem a pedra branca também, que formou uma comunidade de lavradores e que eles também plantavam tomate e hort frute, principalmente agora é por causa de frutas. A goiaba deles é exportada, então continua e tem também sua sede, tá? E também tem aquela parte hoje ainda é Campinas ou hoje é Campinas? Campinas ainda. É na divisa, mas é Campinas. Hum. É antes da da rodovia Bandeirantes do lado indo daqui, né? Prend do lado esquerdo. S. Tá. Depois tem a comunidade de Tosã Pedra Branca Macuco, que é na verdade na estrada lá da beira da da Anhanguera, que lá já seria Valíos, mas eh a vida toda dele girou também com a comunidade de Campinas, como a sede era lá perto do mercado e o pessoal a a vida girava em torno do mercado. Então eles fundaram essa sede lá onde atualmente é o supermercado a saí, mas eh era uma ruinha estreita, seniva, tudo. E eles eh nessa coisa de urbanização eh teve que ser, como fala? Ah, destruíram tudo, né? para abrir avenida e eles ficaram sem sede. Então, eh, por isso que compraram aqui e foi com o tempo é que foi crescendo. Muitas pessoas que eram pertenciam também à comunidade de Pedra Branca, eles também eh eram sócios do do NIP, são ainda, porque tem os dele na na comunidade Pedra Branca. É um sítio, é retirar, tá ficando cidade agora lá, né? E mas eles também frequentavam NIPO. Quando a Câmara institui datas comemorativas em homenagem a essas colônias, vamos dizer assim, de imigrantes, é uma forma de primeiro você reconhecer e deixar cravado também na história que esses imigrantes e depois seus descendentes ajudaram a transformar Campinas na cidade que é hoje. Primeiro, uma cidade hospitaleira, né? A gente recebe a todos de braços abertos, né? eh a convivência, até a missinação que isso propiciou de culturas. Hoje os hábitos da cultura campineira tem um pouco de tudo, né? seja da influência italiana, japonesa, portuguesa, espanhola, alemã, árabe. Isso faz a riqueza do nosso povo. fortalecer, obviamente esses vínculos, homenagear os ancestrais e dar conhecimento pro resto da cidade o que cada comunidade, né, deu de contribuição e contribui até hoje com a nossa cidade. เฮ
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