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a saúde pública nem sempre foi da forma como conhecemos o serviço na história do Brasil ela tem sido marcada por sucessivas reorganizações administrativas e edições de muitas normas da instalação da colônia até a década de 1930 as ações eram desenvolvidas sem significativa organização institucional em Campinas não foi diferente no final do século XIX a cidade quase foi dizimada pela febre amarela após a fuga de milhares de moradores e pelas 3.000 mortes em decorrência da doença nesta primeira parte do capítulo sobre saúde pública em Campinas o Memórias da cidade traz a preocupação que surge conforme o município passa a ser urbanizado e como o problema foi enfrentado pela câmara municipal que a época também exercia a função de administrar o município [Música] que é uma cidade que ela estava em formação ainda ela não tinha nesse espaço de tempo 10 15 pessoas e ela teve uma imigração muito rápida né Não só por causa que ela é uma passagem do caminho de Goiás mas também o desenvolvimento agrícola que aqui vai ocorrer E aí vem pessoas de todos os lugares de eh várias nacionalidades e é um espaço geográfico muito complicado Hoje nós não percebemos Mas é uma cidade que se forma dentro de uma bacia hidrográfica nessa bacia nós temos o Córrego do Serafim o Córrego do a o Córrego Proença o Piçarrão eles vão se interligar e formam pequenas eh depressões isso é chamado de bacia O que ocorre como são corgos nós Rio mesmo temos só um que é o Atibaia que ele tem uma água corrente os corgos não tem uma água corrente tão rápida às vezes essas águas ficam paradas e essas bacias as águas ficavam paradas aí você vai ter uma certa a dessas águas e vai gerar o quê então eu tenho água limpa e água não tratada com essa população aumentando o que eu vou ter o maior número de fezes de urina falta de higienização que as pessoas não eram higiênicas para tomar banho isso vai se aglomerando nesse espaço urbano a presença de epidemias por assim dizermos ou a presença de doenças contagiosas é constante na idade desde pelo menos o período de criação da Vila né que quando começamos a ter os registros então nós tínhamos sim uma preocupação da câmara com o monitoramento de pessoas doentes que pudessem vir para a cidade Claro é um contexto e um tratamento diferente do que nós damos hoje em dia bastante diferente porque você tinha uma vigilância pode ser assim dizer naquele momento eh mas então na documentação você você encontra relatos de pessoas eh traduzindo um pouco o vocabulário que hoje nós entenderíamos com hanseniase com varíola entre outras doenças que eram monitoradas pela câmara O Primeiro Registro que nós localizamos no trabalho que realizamos até hoje com o nosso acervo data do finalzinho do século XVII mais precisamente 1799 não é exatamente uma preocupação que parte da câmara é o rei registro de uma correspondência do governo real eh indicando que as câmaras criassem eh subsídios para dentre outras figuras a vinda de médicos e cirurgiões em cada uma das vilas o levantamento que eu fiz na Câmara a partir da documentação deles que é riquíssima Talvez uma das mais importantes do estado de São Paulo era a partir principalmente dos documentos que eram envi pelos Edis pelos vereadores e que não constam propriamente dito nas atas da câmara então eram documentos esparsos como fosse anotações comentários alertas Então isso acaba dando um um contexto muito maior do que aconteceu em Campinas né Na época e das provocações também é um problema que até então ele passa a ser resolvido Já com a criação da Capela depois de 1774 nessa questão o eu tinha um corpo então para poder e Campinas é um bairro Rural nós estamos falando dessa época para sair daqui né que era a Campinas no Mato Grosso ainda eu tinha que levar o corpo a Jundiaí porque aqui eu não tenho um campo Santo então para ir para Jundiaí demorava de dois a TRS dias era feito um processo de empanamento no corpo esse processo se empan mesmo o pano nas pernas depois fechava pano no corpo depois nos braços na cabeça e levava na mão dentro de uma carroça durante dois TRS dias esse corpo ia podri ficando então ia soltando aquele sumo né cadavérico E quando chegava em judia aí o corpo já tava em várias situações Lógico que esse sumo acabava caindo e pessoas ficavam doentes aí Aí voltava para cá então o qual é a ideia nesse primeiro momento não precisa de um campo Santo 1784 por aí há uma grande discussão dos Vilares né que são os vilarejos as pessoas que moravam aqui porque olha não tem essa condição Eu quero um campo Santo aí Você mistura a religiosidade com a questão da saúde não dá para levar tal são pessoas entre aspas abastadas e daí aí a igreja em junde aí manda uma petição para São Paulo paraa cúria eem São Paulo fala tudo bem é um bairro Rural se aceita uma capela aí nós temos já havia a primeira missa ainda ia se fazer a capela eh não provisória a capela definitiva com a construção da Capela definitiva aí é que começa a enterrar esses mortos entre aspas Campineiros aqui lógico essa terra não tá tratada você não põe o tal dos Sete Palmos se colocava por cima e aí para piorar era um costume a época se enterrava dentro da igreja Lógico que isso contaminava a terra e todo aquele conjunto aonde tá a Basílica do Carmo hoje havia uma antes ela foi demolida em 1933 né Essa primeira igreja que ela tem uma estrutura de pedra e taipa era ali que se enterrava esses mortos depois não aqui não vai mais Porque não pode por uma súmula papal que veio da Itália Não mais na Europa se enterrava dentro das igrejas mas sim já no conjunto dentro de uma área Santa aí nós vamos ter as primeiras formações da Igreja do Rosário E aí do lado eu passo a fazendo os enterramentos lá então você tinha a capela do Rosário que é uma coisa e do lado hoje seria o edifício Colúmbia entre General Osório Francisco Glicério ali seria seria esses enterramentos você tem movimentos eh mais generalizados em um contexto até mais amplo de tirar os cemitérios por exemplo de áreas associadas às igrejas né então você tem mais no início do século XIX mesmo alguns movimentos eh querendo evitar que as pessoas fossem sepultadas junto à igrejas eh isso já gerou de novo em um contexto Mais amplo eh movimentos de resistência quanto a isso com a o a independência do Brasil teve uma legislação do Dom Pedro I né regulando essa questão de sepultamentos dentro das igrejas E aí Campinas a sua câmara ela adotou imediatamente essas recomendações Então ela procurou um terreno distante da cidade para fazer os sepultamentos e permitindo ainda o cemitério dos cativos a ser sepultados porque eles ficavam à margem de uma estrada da Estrada dos tropeiros a estrada da Campinas velha e aí eles vão fazer um cemitério a 1 km de distância isso inaugurado em 1829 Os Religiosos os abastados e as pessoas ligado ao baronato de café esse conjunto social era enterrado em quatro cemitérios que era o São Miguel e almas o o o da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição o dos não católicos já tinha um cemitério de estrangeiros que era o dos Protestantes dos não católicos curad Dars e interessante um cemitério público que não era público o cemitério público ele era da Irmandade da Nossa Senhora da Conceição mas separado do da do do cemitério principal ele estava dentro do que seria daquele terreno mas os desvalidos aí eram enterrados se jogava no Rio tá se jogava no Atibaia ou você trazia pra parte mais longe e enterrava a menos de sete palmos Então muitos desses corpos eram enterrados para trás do que um dia ocorreria seria a Vila Industrial tá naquela naquele momento eu não tenho Vila Industrial não tenho ferrovia mas era daqui para trás que se enterrava e com essa questão já a cidade crescendo e esses desvalidos sendo colocados entende-se começa a perceber que o ato de enterrar Por quê você tinha cachorros que vinham pegava ossos humanos e saía levando pela cidade carne purificada você sentia aquele cheiro as pessoas pegavam isso não tá mal enterrado Lógico que tudo isso se contaminava então diante dessa situação já paraa década de 50 do século X vem os cemitérios aonde hoje tem o trem a Fer vi aqui da Estação Cultura isso aqui eram cinco cemitérios então o cemitério público municipal né de 1829 foi construído onde hoje é a praça eh Castro Mendes ali na Vila Industrial Aliás ela foi Praça justamente para não ter que remexer o solo porque muito dos corpos lá já não tinha mais familiares que pudesse reivindicar ou pudesse fazer o translado então para não se constuir sobre o cemitério esse Campo Santo eles tiveram que eh transformar numa praça e o outro cemitério também que tinha era da Irmandade do São Miguel e almas esse que era mais simples ele aceitou um cemitério atrás do cemitério municipal então Ficou ali bom pensando nessa quantidade de cemitério a instalação da ferrovia de repente Eles já estavam próximo da eh da malha Urbana neste momento também já tenho a Santa Casa que é ligado direto à igreja católica e aí a santa casa com os mortos não é o hospital é uma santa casa o que é santa casa o que é hospital é bom diferenciar porque todo mundo acha que é um hospital não não era o nome já dizia santa casa então ela era pros desvalidos algum tratamento uma alimentação um banho uma atenção machuc para os órfãos e para as freiras cuidarem desses órfãos Esta é a Santa Casa né então acabava morrendo depois posteriormente já no final dos anos 90 do século X que ela começa a ter um atendimento hospitalar é o primeiro Hospital nesse sentido aí depois vieram os outros aí nessa sequência você vai ter a beneficência portuguesa para portugueses É lógico você vai ter o círculo italiano e Unite que tá ligado aos italianos né e o o último dessa formação vai ser a clínica né que era chamada Clínica Stevenson que seria o hospital Veracruz que eles pegam esse final do século XIX para tratar essa cidade doente por febre amarela tá tudo ligado à nossa geografia e essa a população que aqui está crescendo então o desenvolvimento da cidade tá ligado direto à falta de saúde teve a febre amarela é uma epidemia que ocorre no País É então nós vamos ter Rio de Janeiro Santos Salvador as grandes capitais que estavam no litoral por quê calor muita chuva e água parada isso até hoje ocorre só que Campinas Por que que o interior ele devasta né a partir de nós só pra gente ter uma ideia Campinas tinha nesse momento final de 1880 né que é os anos 87 88 89 até 93 que é esse período Campinas tinha 45.000 pessoas ficamos com 3.000 morreram em torno de 3.000 as demais foram embora ou foi para São Paulo capital ou ficou na região mogimirim eh eh Serra Negra Amparo áreas mais frias o que se sabia que o volume de água era que transmitia um tipo de doença mas qual e por a água entendia-se que era água mas até compreender isso vai ocorrer depois a água parada isso nós já sabemos Então eu tenho uma população com falta de higiene de um modo geral uma população suja que não tinha hábito de banho não tinha hábitos alimentares saudáveis esses enterramentos muito mal feitos um a cidade sempre vem tava e detalhe Campinas tinha uma temperatura muito quente era uma cidade de calor né ainda é e muito fria esse descompasso não dava para entender porque tinha época no momento que a febre amarela aumentava e tinha época que a febre amarela diminuía mas os Córregos que eram essas pequenas bacias que a água ficava parada então apodrecia ao mesmo tempo que a borda era água mais eh purificada no meio era água corrente então onde é que o mosquito egípcio fazia nessas bacias então um exemplo mais prático nós temos ali na Barão de Jaguara que foi a primeira canalização por causa da saúde a água sai lá da Ponte Preta ela vinha descendo o Barão de Jaguara ela encharca inundava o Largo do Pará continuava descendo chegava até a o Carlos Gomes inundava seguia o Córrego da da da hoje Avenida chieta colocava na Avenida orozim mas e tudo aquilo é água parada então para um criador de mosquito da ex egípto é enorme para uma população reduzida né não é uma população grande essa doença proliferou desde o finalzinho da década de 1890 a gente tem uma ação bastante forte da câmara ali praticamente toda sessão tem a discussão da epidemia de da epidemia de febre amarela que assolava a cidade e são diversas epidemias no decorrer da década de 1890 e essa discussão é muito constante é muito marcante Então os vereadores estão ali toda a sessão tratando de diversos assuntos eh relacionados essa situação São Paulo tava em torno de 41 42.000 a capital aqui tinha 45.000 justamente para desenvolvimento da ferrovia das tecelagens dos curtumes a ideia do Curtume também é extremamente eh maléfico pra saúde porque o sang jogava aí nós tínhamos também a aqui embaixo que infelizmente Hoje não tem nem Edifício que era do Ramos de Azevedo o matadouro Municipal tudo isso envolve e má saúde mas o que que acontece eu tinha 45.000 morreram 3.000 num prazo de 5 a 6 anos os outros 42.000 de fato foram embora as empresas saíram daqui a companhia moiana de estrada de ferro pega a sede que hoje nós chamamos de Palácio da Mogiana era ali ela pega essa sede inteira todo o seu conjunto leva para mogimirim passa administrar ferrovia de lá a Paulista que é outra ferrovia que tava aqui onde nós estamos na Estação Cultura essa era a estação da companhia paulista eles tiram toda a administração daqui e leva para São Paulo né companhia macard sai daqui vai paraa americana as tecelagens vão para São Paulo e aí esse conjunto industrial Nascente é essa prestação de ser tudo isso vai embora as pessoas vão embora muita gente volta para Jundiaí vai para Amparo Vai pra Serra Negra por começa o desenvolvimento a ideia a consciência que nas áreas mais frias eu não ficaria doente ainda não tinha o conhecimento da do mosquito mas que quando Tava fria a doença diminuía isso já era perceptível então daí então de fato 43.000 pessoas em 10 anos foi embora ficaram 3.000 pessoas sendo a maior parte médicos e os doentes que não tinham para onde ir não tenham para onde ir não tenho família não conheço ninguém aí esses Ficaram muitos deles morreram né que são Dr Quirino Tomas Alves a a nossa uma sequência deles que você tem em homenagens muitos morreram thas Alves foi um deles eles entendiam que havia um problema Esse problema era porque tinha muita água mas por o que que a água tinha a ver com isso a sujeira né então pela ciência daquela época sabia que isso era um contexto agora como eliminar isso limpando se eu limpo não vou ter problemas não e ainda se sabia que ao limpar o ambiente e organizar e fazer com que essa água corresse você eliminaria ratos eliminaria a a a a questão do aet egípcios e eliminaria a eliminaria as pessoas estarem fracas se a gente pensar bem a cólera morbo é uma doença urbana é Urbana Naquele tempo era uma doença portuária porque vinha assim em frequência agora a febre amarela ela era uma era caracterizada por regiões quentes né então quando eles eh estavam discutindo debatendo sobre isso eles tinham duas teorias importantes a teoria miasmática que era por cheiro por putrefação né Por tudo que que fosse um sopão que tivesse apodrecendo que causasse fluidos que é o termo que eles usam muito na época teria que ser eliminado teria que ser retirado e a contag essa era mais preconceituosa possível tudo que tivesse contato com o doente ou com o o o morto com o com o difunto ele teria o risco de se transformar em em uma doença Então essas duas teorias conviviam assim com frequência na época e eh e o cemitério ele abrangia as duas teorias então se você pensar bem por exemplo no cemitério é um ambiente favorável para essa putrefação ou essa deterioração do corpo e desses fluidos poderiam estar passando para para o cemitério e a contag dista pelo próprio ritual de sepultamento dos túmulos Então você tá ali pisando no solo Que que foi sepultado alguém então você tinha que ter algumas precauções já havia uma previsão de mudança de todos esses cemitérios em pacote né para o mais distância distante possível da Periferia Urbana então eles já estavam pensando aonde localizar um cemitério que pudesse ter a cap de abranger todos esses outros cemitérios seja os particulares como o público então eles procuraram lá pro lado do tanquinho para outros lados de de Campinas mas nenhum era favorável nenhum desses terrenos eram favoráveis por quê Porque eles poderiam contaminar o solo né o a a toda a questão freática de de Campinas porque essas águas iriam para os corgos e os rios Então tinha de se preocupar com o consumo dessa água e também pela questão também de ventos eles tinham muita preocupação com ventos eles achavam que o ventos era o um dos transmissores das doença que era o que poderia carregar os miasmas o cheiro né de putrefação então isso poderia incomodar e poderia ser um veículo para doença aí chegara a decisão de escolher os ter renos dentro da propriedade da família Proença aliás muito induzida aliás né por a a eles fizeram um jogo uma troca eu eu te cedo um terreno nos altos da da propriedade do dos Proença mas eu faço minha Capela como a principal a minha Capela monumental funerária ela tem que ser a principal desse jogo aliás t no eixo voltado para o sobrado da família né da família Ferreira Penteado e da família Proença É como se você fosse uma linha ligando né é uma linha de poder monumental sim e a a a a câmara aceitou tranquilo porque nessa emergência 1877 78 é a hora que vai ter a maior crise né da febre amarela justamente por essa concentração principalmente ali na Vila Industrial eles negociaram os terrenos atrás da Capela A Capela dos proensa como seria de frente né no fundo e de frente para a entrada Ela acabou ficando no meio do cemitério e as quadras reservadas para os o os atingidos pela febre amarela ficaram atrás nas quadras atrás da Capela e do cemitério do santíssimo e do Cemitério dos dos Protestantes Então essas quadras Elas acabaram tendo um papel de quadras temporárias Por que quadras temporárias porque a febre amarela não atinge classes sociais específicas ela é um pouco diferente da questão da eh da bexiga preta por exemplo que a sua origem é atribuída aos escravos de nação e ou a cólera morbo é também atinge toda ou qualquer população mas ela tem esse essas essa situação Então não é pobre pode ser pobre rico negro branco o pode ser Imigrante pode ser brasileiro pode ser português então não há uma especificação pr pra febre amarela se eles calculavam 10 anos de eh de carência digamos né de de período para fazer o o a a exumação então quando Desce essa data você poderia eh retirar os ossos restos mortais e levar para o seu túmulo o túmulo seja qual local que fosse do cemitério e essas quadras depois se tornaram áreas para eh sepulturas temporárias que eram de cinco em 5 anos para aquele que não tinha condição de construir túmulos como Campinas era uma uma um grande centro fundidor de fundição né e através dos Estrangeiros seja norte-americano como a lid erud ou senão dos alemães como a Mark Hard outras eh outras fundidoras eles pedem para fazer grades personalizadas né ou numeradas como fosse com datas para você definir melhor ajudar quem administra o cemitério a saber qual é o período que você possa fazer o remanejamento desses corpos então eles foram colocando os anos de sepultamento essas grades desapareceram das quadras eh destinadas à febre amarela mas não no cemitério eh dos Protestantes ou na quadra dos Protestantes elas existem resistem ainda como testemunho então São grades de ferro fundidas com datas e Cruzes também né porque eles não são muito apegado essa questão de Santos então a cruz é fundamental para eles e e é interessante que isso se repetem na no no cemitério e também na quadra dos eh da febre amarela depois elas vão se tornar parte do cemitério apesar de ser mais baixo menos monumentos e alguns monumentos antigos de alguns eh proprietários até pessoas importantes eh que preferiram não deslocar os os corpos Você tem uma série de reuniões eh que a câmara realiza na cidade de Valinhos nas atas dessa reunião dessas reuniões não fica Clara a razão pela Qual a câmara estava se reunindo em outro município mas é um conjunto ali restrito de reuniões que coincide justamente com este momento da febre eh da epidemia de febre amarela a primeira epidemia se não me falha a memória que a solou Campinas né então supõe-se que essa movimentação tenha ocorrido em função também da epidemia de FEB amarela a gente pode apontar determinados vereadores que tiveram uma atuação muito em decisiva em relação à febre amarela um deles é o José Paulino né o José Paulino inclusive apresentou relatórios tratando de todas as ações que a câmara havia tomado naquele momento nós temos Ângelo Simões Também na medida em que elas se recuperavam da questão da febre amarela os corpos né as pessoas estavam doentias ainda se estabelecendo o que que eu vou varíola Aí sim por questão de vírus né Outra doença que veio tudo nessa sequência né Por causa dessa questão geográfica a a ranzin também aí nós vamos ter a questão com os ratos que vão ser a peste bubônica e peste negra porque rato vai viver no meio da sujeira o o água podre a febre amarela é muitas vezes é entendida quase como se fosse a a única doença que estava assolando a cidade de uma maneira mais generalizada naquele período Mas você tinha como já comentei eh renias e mais pro passado mais pro início do século XIX embora seja ali uma questão constante você tinha varíola H registro de peste peste Bobônica no comecinho do século XX né 1918 gripe espanhola entendemos que seja gripe espanhola a documentação fala na gripe que assolava a cidade então assim eh com nos momentos de arrefecimento da epidemia de febre amarela você vê surgirem também medidas de tratamento de outras doenças que estavam assolando a cidade a câmara num certo sentido não parava de tratar dessas questões porque não não havia um momento de término você tinha naquele momento muito vigente uma teoria de miasmas né O que que eram os miasmas os miasmas em falando grosso modo eram entendidos como emanações de putrefação ã que transmitiam as doenças pelo ar tem um Largo do par parado a água já com sujeira chegava lá embaixo era o Lixão imagina o l a praça do do Carlos Gomes completamente retida de lixo com essa água suja com Esses mosquitos era de fato criador principal para todas essas doenças e rato aí eu vou ter todo esse contexto mas eu apontaria mais uma questão também e você tinha uma série de formas de tratamento por exemplo da água de despejo de dejetos e tudo mais ã que permitia uma proliferação maior de doenças aí existe uma teoria né de um pesquisador já falecido José Roberto do Amaral Lapa que ele afirma que a câmara tentando não só a câmara né mas algo mais realizado na época tentando se conter essas emanações de miasmas você acabava e essa teoria dos miasmas não é correta mas você acabava por exemplo Contendo a proliferação de vetores de doenças como a febre amarela né que é um mosquito então ao você evitar determinados lugar eh o acúmulo de água o acúmulo de lixo e tudo mais você imaginava que tava Contendo a proliferação de miasmas mas na verdade você estava Contendo a proliferação do mosquitos Preciso limpar essa cidade essa cidade tem muita água suja muita sujeira então foi contratado sarton Nino de Brito que era um grande sanitarista o engenheiro eh Paula Souza outro grande sanitarista tanto é que a câmara né tá perto ali do cemitério e ele que desenvolveu a ideia do projeto com o sart unino de Brito bem se eu fizer Se eu conseguir com que a água que está parada no centro da cidade ela escorrer para fora eu já tenho uma cidade mais limpa aí eu tenho o primeiro Córrego do saneamento que vai ser Avenida Anchieta que eu faço aquele aquela canalização e e até que Chamado Canal de saneamento e Orozimbo Maia se esses dois corgos se unirem a água correr essa água vai não vai deixar lixo e começaram a dar fazer leis proclamar que não podia mais jogar lixo pela janela não jogar lixo na Praça Carlos Gomes é a primeira urbanização da Praça Carlos Gomes ela foi inteira ali limpa e colocado grama para não fazer o encharque a mesma coisa foi feito no Largo do Pará eu tinha uma área lagati mas se colocou grama plantou para não formar um encharque por mais que a água subisse ela não ficava parada ela ficava na terra com essa ideia de canalização né e com esse conjunto você já começa a diminuir nós estamos aí com escravizados ou esse escravizados chegando também eh uma boa parte saudáveis mas outra não vai se misturar com esses Imigrantes nós estamos outros imigrantes não é só imigração do século XIX que vieram italianos e eh espanhóis poloneses e outros que nós tivemos aqui a maior parte lógico vai ser desses aí mas vamos lembrar que português também é um imigrante Né desde a Constituição de 182 depois eh quem era português poderia entrar no país como estrangeiro e eles também eram doentes e vinham e era a nossa formação veio de Portugal mas essa população também era doentia que estava chegando aqui e isso se proliferavam distantes disso mas o mundo Urbano ele está em formação então eu tenho comércio eu tenho a a a parte de prestação de serviço de uma população doente carente Então essa população ela se mistura lógico ela vai pra área rural E aí os senhores também acabam pegando doença aí isso se esparrama por todos é bem triste né porque a a essência é a febre amarela Porque tudo que ocorreu antes vamos pôr assim um termo mais popular se colocava embaixo do pano ou Eu Vou empurrar para esta área então eu tinha os varioloso né aquela da varíola e os renases eu empurro para cá hoje é o bairro da vilha Industrial muito próximo da estrada de ferro não tem mais nada isso já foi demolido praticamente nos anos 30 anos 20 do século XX ou seja tem mais de 100 anos que essas construções foram demolidas então eu pegava os doentes e mandava embora Quem era abastado ou ia iní inicialmente pros hospitais de sua origem Então se é italiano vai pro cículo italiano não que não atendesse mas mais os italianos Quem era da beneficência portuguesa mais os portugueses né aqui tinha uma sociedade que hoje praticamente sumiu a sociedade espanhola então esses Imigrantes eles ainda não tinham essas casas de saúde que tratavam a maior parte dos escravizados da população eram jogados aqui atrás se morrer morru eu não tenho nada is então você vê que a saúde É por mais que ela tenta ser humana naquele momento ela é segregator ela separa a gente tem a câmara atuando em relação a hospitais e a locais para tratamentos de doentes ã no decorrer de todo o século XIX inclusive em algumas situações tratativas com outros municípios até então dados os contextos da época Podemos dizer que a câmara durante o século XIX constantemente atuou sobre essas situações aí vem as a legislação de não jogar mais lixo na rua de ter o de coletar vacinação foi um grande problema as pessoas não aceitavam no Rio de Janeiro que tinha a ideia que o Osvaldo Cruz sobre a a a a briga da vacinação porque se comentava Por ignorância e por falta de conhecimento dessa população de um modo geral que a vacina ela não ajudava Mas ela te trazia doença era o contrário eles não entendiam que o a vacina era feita a partir de um vírus de um conjunto científico que eliminava a doença para eles estavam injetando a doença para as pessoas morrerem a câmara teve em constante contato com médicos com cirurgiões com pesquisadores inclusive você tinha médicos que estavam cendo a função de vereadores na Câmara né então você tem sim esse diálogo constante com o que se tinha de conhecimento científico médico da época a câmara em certo em certas situações precisou agir de maneira mais incisiva até por haver uma resistência da população a a algumas medidas propostas né Eh porque a câmara em determinados momentos precisava entrar no âmbito do particular então o fechamento de um poço é um poço você vai ter que ter uma tratativa com aquele cidadão eh dono daquele poço e assim por diante Você tem uma atuação muito forte inclusive no estabelecimento de legis sobre as construções você já tinha a câmara atuando sobre isso durante o século XIX mas nesse momento até pela organização administrativa do país você começa a ter leis regulamentando o que pode e o que não pode o que você pode construir o que você não pode o que você você tem que ventilar como você precisa ventilar estes lugares e os cortiços Foram sim um dos alvos atuação da câmara naquele momento é uma população doente uma população que vive no meio da sujeira aí eu vou ter os cortiços a regulamentação que vai ter OC correr de Cortiço O que que ela é para tentar regular naquele momento que as casas vamos lembrar que são casas de taipa que tem insetos no meio dos veios tudo isso então para regulamentar olha se essa cidade ela tem que ser limpa ela tem que ser limpa do modo geral Então não é só água que tá na rua as casas também tem que ser higiênicas e você não conseguia entrar nas casas e as casas eram verdadeiras questões nojentas por quê E o termon nogento é mais radical mas por eu Tinho casas pequenas tudo com quintal o que que eu tratava que era como porco galinha animais domésticos tudo com sujeira também né E aí para entrar na casa falar olha tem que vacinar imagina vocês querem me matar e todo um universo de Uma Mente então não mas é lei não e não não tem lei nenhuma não vou obedecer E aí ia pra Câmara Olha o Executivo tá fazendo que no caso a câmara tem que seguir isso senão você não pode morar aqui você vai embora daqui muita gente resolveu ir embora doente porque não não queria seguir a questão da Saúde alguns por meio de força da Lei e da câmara do executivo bem já que tá mandando eu vou obedecer aí que com essa legislação mais rigorosa é que as pessoas começaram a obedecer a câmara atuou frequentemente em relação à vacinação de novo desde o mais o começo do 19 né você tem por exemplo eh ofícios solicitando que se bus fasse lá no começo do 19 pessoas aptas para para exercer a vacinação né o que que era uma pessoa apta a vacinar naquele momento eh você pedia um médico ou um cirurgião ou na ausência dessas figuras a gente tem o registro do documento alguém que fosse Alfabetizado né E claro com o passar do tempo com o decorrer do tempo no século XIX você tem as transformações nesses procedimentos e tudo mais Eh você tem inclusive registros de correspondência neste caso indica-se que sim havia uma certa resistência a determinados procedimentos solicitando que as pessoas fossem obrigadas né que se criasse uma Norma obrigando as pessoas que foram vacinadas a a se apresentarem para poderem fornecer o pus vacío né porque o pus era retirado de uma pessoa para outra para que outras pessoas pudessem ser vacinadas nós entende eh se não me falha a memória a correspondência eh chega a mencionar que era necessário criar essa regra porque as pessoas se vacinavam entendemos que eram orientadas a retornar e não voltavam né então você havia Havia sim algumas resistências nesse sentido e da forma como a cidade o estado se organizavam administrativamente até vamos dizer er assim simplificando até o governo provisório de Vargas em 1930 a câmara tinha uma posição muito atuante em relação a todas as questões que diziam eh respeito ao município mesmo que nós estejamos falando ali depois da Proclamação da República que nós começamos a ter um desenho de separação entre executivo e legislativo essa é uma relação que ainda vai se transformando e que é muito diferente da que temos hoje então nós temos uma câmara com papéis eh podemos dizer assim muito mais incisivos em relação a essas questões o que se reflete na nossa documentação nas nossas atas então sim temos uma câmara extremamente atuante tanto para conter essas epidemias quanto para tomar medidas para evitar que elas eh voltassem a ocorrer com diferentes graus de sucesso quanto para uma recuperação do município eh a gente tem toda uma transformação do município que passa pela câmara porque a câmara era ainda é mas era com características um tanto diferentes o espaço onde se tomavam decisões eh muito práticas e ainda de novo sem uma separação tão Clara entre executivo e Legislativo mas sobre todas essas questões e aí você vai ver que a classe médica agora vai ser mais importante o papel da classe média por isso muito dos vereadores eram médicos e eles vão se tornar intendentes eles vão liderar essas equipes e E aí já tá dando um princípio para a república a república depois vai repensar esse papel a gente pensa assim nossa mas Campinas tem um papel tão importante assim para o Brasil tem muito Porque até então era para quase ser a capital do Estado de São Paulo toda essa experiência que se você a gente vê traduzido aqui no cemitério né Ela Vai resultar na condição republicana aí a pública divide os poderes e começa a dividir as funções né e e quais são as duas funções mais importantes de uma administração pública saúde e educação Isso só vai vir mais ou menos nos anos 10 pros anos 20 Quando você vai ter Ah ele ainda existe não como construção mas como instituição sim que é a Secretaria de Estado da Saúde na Orozimbo Maia aquele prédio dos anos 30 antes dele teve outros tá então é a referência que tem pra centralização toda questão de vacina junto com o município começou naquele espaço ali então aí você tem o primeiro ponto de referência que você tem que ir lá né então é aí que você tem que ir começar como esse Centro de Saúde depois a prefeitura foi nos hospitais que aí passam a ser hospitais começa a ideia a ideia nós estamos aí no início do 20 aía eh de atender esta população com recurso público Então passa aquela fase eu ponho todo mundo para lá quem puder eu cuido quem não puder vai embora depois que essa fase com a higienização ela começa a tomar um equilíbrio já no início do século XX aí essas instituições começam a tratar pessoas carentes aí o primeiro Hospital Público que nós vamos ter de referência vai ser a clínica Municipal que era nos anos 40 ali na Rua Barão de Jaguara como instituição [Música] municipal he [Música]