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Memórias da Cidade | A História das Mulheres em Campinas até o Século XX
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Memórias da Cidade | A História das Mulheres em Campinas até o Século XX

220 views Publicado 20/07/2025 HD · 42:35

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Neste episódio especial do programa Memórias da Cidade, você vai conhecer a trajetória das mulheres em Campinas até o século XX, a partir de documentos históricos preservados no Arquivo Público e no Memorial da Câmara Municipal de Campinas. O documentário estreia neste domingo (20), às XXh, e apresenta uma narrativa inédita, que resgata a memória da participação feminina na construção da cidade — desde o período colonial até a redemocratização do Brasil. Com base em registros raros, termos de vereança e leis municipais, o programa mostra que as mulheres sempre estiveram presentes na história de Campinas, embora por muito tempo tenham sido silenciadas nas narrativas oficiais. Entre os documentos, encontramos licenças concedidas a mulheres comerciantes, como Dona Sara Maria e Jezuína Maria, ainda no início do século XIX, revelando que mulheres pretas e pobres já exerciam atividades econômicas muito antes do reconhecimento formal de seus direitos. A professora Arilda Inês Miranda Ribeiro, historiadora da educação e membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas (IGHH), explica como as câmaras municipais — inclusive a de Campinas — também administravam as cadeias e como era comum que essas instituições funcionassem no mesmo prédio. Ela ainda fala sobre o uso do "rebuço" ou "bioco", uma vestimenta felpuda de lã que cobria o rosto das mulheres e foi alvo de leis proibitivas desde o século XVII. O programa também destaca o papel de figuras históricas como Carolina Krug Florence, fundadora do Colégio Florence, internato para meninas criado em 1863. A instituição educacional funcionava em uma chácara no que hoje é a Rua José Paulino e representou um marco no acesso das mulheres à educação formal. Outro nome importante mencionado é o de Antônio Ferreira Cesarino, que criou a escola Perseverança em 1860, com o incentivo de seu pai, que vendeu uma tropa de mulas para investir na educação do filho. Essa história simbólica nos leva a refletir sobre a importância do acesso à educação para meninas e meninos e o papel das famílias na transformação social. Com participação da ex-prefeita Izalene Tiene e da coordenadora do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Grazielle Coutinho, o documentário mostra também o avanço das políticas públicas e das legislações de proteção à mulher. São abordadas conquistas como a criação da Lei 9.029/1995, que proíbe a exigência de testes de gravidez para fins trabalhistas, e a formação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, composto atualmente por 28 titulares e 25 suplentes, entre representantes da sociedade civil e do poder público. A advogada Fábia Cristina de Almeida Bigarani, presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB Campinas, reforça que ainda há muito a ser conquistado, mas a história das mulheres de Campinas já é, por si só, um exemplo de luta e perseverança. Você sabia que a primeira vereadora de Campinas tomou posse em 1948? Desde então, 19 mulheres já ocuparam cadeiras no legislativo municipal. A atual legislatura (2025-2028) conta com cinco vereadoras, representando a maior bancada feminina da história da cidade. Este episódio é mais que um resgate histórico: é um convite à reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e sobre como a luta por igualdade se constrói com memória, voz e ação. Assista ao documentário completo e compartilhe essa história com quem acredita na força das mulheres e na importância de preservar a memória da cidade! 🗨️ Comente o que mais te surpreendeu nessa história! 👍 Curta, compartilhe e se inscreva no canal para mais conteúdos como este. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O papel da mulher no Brasil colonial era fortemente ligado à vida doméstica, com foco na educação dos filhos e na manutenção da casa. Elas foram peças fundamentais para a construção da nova terra, pois cabia à mulher a maternidade para que os portugueses e seus descendentes povoassem a colônia. A educação feminina, escassa e restrita a conventos ou ensinamentos domésticos, fazia parte de uma política de exclusão que consolidava o poder patriarcal. Durante os tempos do império, um pequeno número de mulheres se destacava diante da vida social e política, mas a maioria vivia em situação de inferioridade, submissão e violência. No final do século XIX, expressões femininas começam a ser notadas tanto na literatura quanto em outros setores da vida pública. Neste contexto, este episódio de Memórias da Cidade mostra a evolução da mulher em Campinas a partir de documentos registrados na Câmara Municipal, que à época exercia o poder de executivo e judiciário. Até o final do século XX, a gente mostra essa participação feminina não só no legislativo, como na sociedade organizada, através de conselhos e a criação de políticas públicas. [Música] Durante o século XVI, X, a gente sabe que a mulher tinha um papel na sociedade muito diferente do atual. E isso se reflete também na documentação. Elas não ocupavam cargos públicos, por exemplo. Então nós não vamos ver mulheres na nossa documentação assinando como vereadoras ou fiscais, secretárias, procuradoras. E isso se reflete também no conteúdo dos documentos, né? Embora a Câmara tivesse esse papel de cuidar da sociedade de Campinas na época, ela vai falar sempre de assuntos mais amplos e quando cita algumas cois alguns nomes, a gente percebe que a maioria desses nomes são masculinos, seja porque estão ocupando alguns cargos ou porque são as referências. A casa do homem, nunca a casa da mulher é muito raro a gente encontrar, encontramos, mas com muito mais dificuldade no número muito menor essas referências. [Música] O que que é embussado? A origem vem de busso, mas a ideia do rosto, né? Então, cobrir o buso, cobrir a face. Eh, e essa é uma denominação que tem ligado ao sistema patriarcal brasileiro. Esse sistema patriarcal brasileiro, ele vem, né, de de Portugal, né, as tradições eh luzos, eh, e que são tradições que exigem da mulher um acat ser acatada, ser regrada, não falar, não sorrir, não andar na rua à noite, principalmente as brancas, as brancas portuguesas. Então isso faz com que essas mulheres eh tenham que viver como hoje a gente diria que seriam as freiras, né? Então o e eh tapar o rosto para que os homens não vissem e elas fossem cortejadas ou lançaram um olhar demoníaco e possui-los. Então a ideia era da mulher no espaço doméstico, não espaço público, e quando saíssem à rua saíssem embussadas, ou seja, com essa vestimenta. Nós estamos aí no início do século XIX. é o início do modernismo, mesmo que no Brasil muito apagado, não existe ainda o Brasil independente. Então, a colônia que já está virando viceo, né? Porque nós já estamos nesse período aí há 2 anos com Dom João VI no Brasil, então essa esse vice-reino, ele precisa expandir. Então, Dom João VI chegando aqui com Carlota Joaquina, né? Você precisa de quê? de que as mulheres tenham sociabilidade, de que elas saem do espaço doméstico e vão pro espaço público. E elas têm que ir pro espaço público mostrando o seu rosto, mostrando a sua beleza para que elas possam casar com homens também doutos, financeiramente bem, né? Porque você não pode esquecer que nós estamos no período da cana de açúcar em Campinas e ela é muito forte nesse período, ela gera muita economia. Então é por isso que a Câmara fala assim: "Chega de mulheres embussadas, queremos que elas se mostrem". Em 1810, Campinas iniciando a sua vida, que não é nem Campinas ainda. Aí 1810 acho que vila de São Carlos, né? Em homenagem à Carlota Joaquina, que acabou de chegar no Brasil com o o Dom João VI, né? Então a vila de São Carlos, ela ainda não tem, ela tá começando, ela precisa que as mulheres casem e façam mais campineiros. A única possibilidade que a mulher tinha para viver, ou ela era casada, ou ela era uma freira, uma madre, não tinha outra condição. Eu tô falando da mulher branca, né? Não tô falando da escrava e nem da branca empobrecida, nem falo de Índia ainda, né? As indígenas, eh, os povos originários do Brasil não estão muito nessa história. O que que você tem em Portugal? As mulheres desde cedo, 100, 1600, elas vão pros conventos. E indo pros conventos, você não tem novamente a possibilidade, a mesma que eu tô falando nesse período aqui do século XIX, do início do 19, acontece em Portugal e nas colônias. A mesma legislação para tirar o a essas vestes que cobrem o rosto, elas já acontecem nas colônias, seja na África, Moçambique, Ilha da Madeira, Brasil, né? Todas as colônias vão viver essa mesma situação. Para você ter uma ideia, o primeiro convento que nós vamos ter no Brasil é nesse período de 1600 e pouco, que é o convento de desterro da Bahia. Ele foi, foi muito difícil abrir esse convento, exatamente porque aqui no Brasil eles não queriam que as mulheres ficassem nos conventos. Por quê? Essa é uma informação importante, porque nós temos pouquíssimos brancos portugueses no Brasil. havia todo um um medo de que nós nos missigenássemos. Lembram daquelas palavras de missigenação que é o branco, né, copulando, transando com a indígena? Não há nem amor nisso. E aí a criação de uma espécie que vão ser nós, a fonte dos brasileiros. Mas naquela época não era possível. Então veja, eh, é todo um processo anterior, proibindo as mulheres de ficarem eh nesses mosteiros, nesses nesses enclausulamentos, porque elas precisavam aumentar o número de portugueses aqui na colônia e nas outras colônias. [Música] Se a mulher ficava viúva, ela não era quem iria tomar conta das propriedades, nem iria ser a proprietária. Normalmente, se o marido não tivesse parêntese, seria algum primo, algum tio ou até algum sobrinho dela, entendeu? Que seria quem iria tomar conta das terras. ela acabava, vamos dizer assim, ficou viúvo. O sistema de servidão que ela tinha com o marido, ela acaba acabava tendo com sobrinho, com parente homem que tomasse conta das terras. Quando a mulher passou a ter o seu direito de propriedade como viúva garantido, ainda assim havia muito preconceito por aquela mulher ser propriedade proprietária. Então, muitos deixavam de trabalhar nas terras daquela mulher porque falava: "Ai, é a mulher que tá comandando." a não ser que ela tivesse um feitor de mão firme, que fosse muito cúmplice e muito eh companheiro em termos de de trabalho, né? Caso contrário, acabavam respeitando mais o feitor do que a própria proprietária. Elisão dar um jeito de forçar o casamento dela com algum proprietário de terra que era amigo do pai, que tinha o filho, etc e tal, para que aquele senhor que de repente ninguém se sabe se o se o falecido ou não era essa intenção, mas ele dizia: "Não, nós éramos muito amigos, então eu vou assumir também a administração da sua fazenda". [Música] Ela [Música] acabava deixando a menina, a filha, num sítio chamado sítio quilombo, que era na verdade como se fosse um refúgio para as não necessariamente as mães, mas os filhos. Ela retornou, ela queria ter contato novamente com a sua filha, só que exatamente nesse momento já não estava mais acontecendo um caso de maltrato, já estava sendo mesmo ameaça sua integridade física. Ela estava recebendo ameaça de morte e o marido estava ameaçando de levar a filha consigo. Por isso que ela foi procurar, caso extremo, ela foi procurar a câmera pedindo esse requerimento para que assim o juiz pudesse atuar em seu favor. E para ter certeza de que realmente ela seria ouvida, ela acabou contando, noticiando ao juiz que o marido tinha cometido um assassinato, embora com certeza ele estivesse bem protegido, já que ele, se ele estava na casa do tenente M, se ele tomava conta das tropas, etc e tal, ele já tinha um cargo de confiança. Mas assim mesmo, pela notícia do homicídio que ele já havia cometido, a Câmara se viu na posição de tomar medidas, mas até hoje não fica esclarecido se essas medidas de prisão foram por conta dos maus tratos, por conta de ameaça integridade física da Maria Jacinta ou por conta do homicídio que ele havia cometido. [Música] Quais as mulheres que nessa época eram presas, né? Eh, as prostitutas, as escravizadas e também as mulheres que sobreviviam ao adultério, aos quais o marido não conseguiu assassinar. Por alguma razão externa, essas mulheres que sobreviviam, elas eram encarceradas pelo crime de adultério. A cidade com certeza trazia um patriarcado muito forte, uma época feudal assim muito persistente, embora já tivesse atravessado o feudalismo, no qual a mulher ainda continuava sendo vista como objeto, no qual muitas mulheres ainda estavam eh escravizadas e as que conseguiram a sua liberdade ainda assim também eram tratadas discriminadas, né? né? E fora as outras mulheres que, como te falei, que conseguiam sobreviver, que eram as adúlteras, né, que conseguiam sobreviver aos crimes de contra honra. Não havia qualquer separação, ficava mulheres, homens, crianças, todos juntos em condições totalmente insalubres, em condições eh totalmente precárias, até mesmo de alimentação, até mesmo de preservação da vida. Na própria cadeia já havia justamente quanto mais for, pior vai ser o estado no qual a mulher é submetida à violência. Então imagine todas as violências que essa mulher era submetida. Nessa época os estupros eram muito comuns e muito naturalizados. Fechava-se os olhos para crimes bárbaros. Infelizmente [Música] esses lugares onde as lavadeiras faziam isso, não só em Campinas, como isso é uma regra geral dos costumes e é até muito anterior a esse período, eh esse lugar é um lugar da sociabilidade urbana. Eh, essas mulheres levavam roupas, levavam as crianças inclusive para para lavar os bebês, os, enfim, e todas ficavam no mesmo espaço. Nesse espaço, elas batiam a roupa na pedra ou, enfim, aonde era possível. Era um trabalho manual muito difícil, penoso, porque as condições climáticas eh às vezes eram, né, ou a água. Muitas vezes no Campinas tem um problema muito sério que é insalubridade. Eh, nos documentos que eu li, há muitas vezes uma palavra que hoje não é comum, chamado miasmas fétidos, que é a água suja. Uma das possibilidades desse dessa documentação de fiscalizar o lugar poderia ser por conta da água. Da água não está em condições de uso e era fundamental porque ali se lavava a roupa do senhor, da senhora, né? Então não era só a roupa da população mais empobrecida, você tem vários chafarizes, que é o lugar onde você toma água, né? Eh, aqui em Campinas nós tivemos vários lugares, então eles são eh não são esses lugares, exatamente porque nesses você vai lavar a roupa. Uma outra variável que eu acho que pode acontecer é que talvez isso que eu tô falando eh era um dos poucos lugares em que as mulheres se encontravam, era uma reunião social, lavar roupa. Outra era uma condição econômica. Eh, as mulheres tinham um poder econômico porque elas elas cobravam a a lavagem de roupa. Porque aqui nessa região, nessa época, ainda você tem muito o tropeirismo, que é o sujeito que vem do Sul, passa por Sorocaba, passa por Campinas, Mogimirim, vai sair em Franca, cai em Goiás ou cai em Minas Gerais. Esse é o caminho que Campinas percorre. Então esse tropeiro que chega aqui, às vezes ele se instala nesse período, mas muitas vezes ele tá indo embora, então ele precisa da roupa limpa, ele precisa de asseio. Ah, mas é provável que ali também gerasse alguns conflitos, algumas fofocas. Quais eram as profissões que as negras tinham? Então elas eram as que lavavam, elas que vendiam os doces na rua, porque você começa a ter o uma uma mudança das mulheres de ganho. Muitas vezes elas vão vender ou vão lavar a roupa e o dinheiro vai pro seu senhor, mas já começa a haver a possibilidade dela ter o seu próprio sustento, né? Então, normalmente são essas mulheres. É importante dizer uma coisa, eh, as mulheres brancas elas não poderiam fazer trabalhos manuais, né? Eh, havia legislações inclusive que proibiam as mulheres brancas de fazer isso para manter o status da mulher branca. Quando eu digo branca, não acreditem na cor branca. Eu tô dizendo a condição social, porque os portugueses de origem eles são mouros, eles são mais morenos, inclusive. Mas a ideia é manter esse status. Então, quando uma branca empobrecia, seja porque o marido morreu e não sabia escrever, porque normalmente eram analfabetas, ela esse ganho muitas vezes passava ou pros irmãos ou pro pop tabelião, né? havia muito isso. Então elas ficavam desenganadas e e não tendo dinheiro, elas só podiam fazer esses trabalhos que a gente tá falando, é de ir à rua, de fazer uma compra, de lavar uma roupa à noite no escurecer, porque aí no escurecer ninguém as via, né? Então, o trabalho manual é trabalho de escravo. Até hoje tem muito disso. [Música] Quando Dom Pedro estabelece essas escolas de primeiras letras, eh ele tá tentando dar educação pro reino dele, né? Eh, e veja, em 1827 você já sempre você tem que ver a história, o tempo histórico. 1827 você está já há 5 anos no Brasil. Brasil mesmo, né? Se bem que império, você muda de Brasil, colônia para Brasil império. As condições são as mesmas, são os mesmos portugueses no domínio. Mas Dom Dom eh Dom Pedro I, ele queria estabelecer a educação, a alfabetização e aí então cria esse decreto. O problema é que esse decreto ele não anda muito, porque não basta você fazer o decreto, você tem que fazer as condições escolares, né? E a educação é muito cara, sempre foi. E demora muito para ver o resultado. Então, eh, não havia ainda nenhuma, não era só na educação. Qualquer problema que houvesse na cidade tinha que ser reportado. Ele, a Câmara, fazia um papel importantíssimo. Isso é importante também pros historiadores trabalharem, né? Eh, ela é o ponto, o CERNE, aonde você tem todo uma documentação escrita em atas registradas, né? e os que podem dar o aval dessa situação. Então, não era só educação, mas basicamente eh durante muito tempo perdurou essa perspectiva de entregar esses relatórios às câmaras, o Custódio e a Jacinta Rosa. Hoje, inclusive, são nome eh de ruas no parque industrial. Eu tomei, fui lá com tive a curiosidade de ver se havia alguma homenagem a eles e a Câmara fez essa homenagem. Então, o Parque Industrial tem o nome desses dois primeiros professores que a gente tem aqui. Agora, vai mudando conforme a legislação. A experiência de educação na aqui em Campinas é muito ligada a uma iniciativa particular. E é isso que eu digo no no meu trabalho. Você vai ter essas escolas de primeiras letras, mas não são escolas, são aulas com preceptores, poucos alunos, né? Não há ainda uma edificação. Ele foi professor de desenho no colégio Florense, né, que era da esposa dele, essa alemã, a Carolina. Isso aqui só vai acontecer a partir de 1850. [Música] Era [Música] muito difícil ser negro aqui em Campinas, até porque cada senhor tinha 70, 100, 400 escravos, às vezes era muito. Mas há uma há uma coisa que acontece que não tá nesse nesse período e um pouquinho depois que é a escola eh da dona dos irmãos cesarinos. Cesarino. Então, Cesarino, Antônio Cesarino, olha que interessante, ele vem de Paracatu do Príncipe, Minas Gerais. Ele não é estrangeiro. Lá em Paracatu do Príncipe é o lugar da Chica da Silva, que as negras são empoderadas lá e tem educação, porque onde tem dinheiro tem possibilidade de instrução formal. E aí o Antônio Cesarino vem de Paracatu para Campinas e funda a escola dele do Antônio Cesarino e as irmãs Cesarino, as filhas dele, né, a mulher dele e o filho vão trabalhar nessa escola. E ele era negro, ele era negro mesmo, né? Eh, vocês podem encontrar às vezes alguns algumas imagens dele ou do filho depois que também é Antônio Cesariano Filho. Essas meninas elas são professoras nesse período aí de 1860, 70. Elas dão aula para claro que não é uma elite, mas é a população branca, principalmente esses que estão chegando e que estão conseguindo algum dinheiro. As meninas são professoras e são mulheres negras. Eu vi um estudo em que uma pesquisadora, ela vai estudar a escola do Antônio Cesarino, das irmãs Cesarinas, e aí ela ela chega na nos óbitos da nossa casa de misericórdia, né, que é a Santa Casa, eh a maternidade hoje. E nos óbitos aparece as duas filhas do Anson Cesarina, profissão, né, das que morreram, empregadas domésticas. O que nos leva a supor o seguinte, enquanto Antônio Cesarino estava lá no comando, elas eram professoras, quando ele falece, né, as meninas não conseguem mais manter a escola e aí elas vão ter que ser eh empregadas domésticas. Claro que elas teriam uma remuneração, até porque eram professoras, eh não são escravas, né? São livres e elas vão competir com as domésticas brancas. Então, olha, olha como é que cai a situação, o nível delas. Diferentemente do irmão, o irmão vai ser um grande, inclusive médico. É impressionante a diferença entre a ascensão do filho e das filhas. [Música] A economia que traz a educação, que traz a emancipação primeiro dos negros e depois das mulheres. As preceptoras que vêm pro Brasil, elas são europeias e elas vão pra casa dos senhores. Há um livro muito interessante, interessante que chama Os meus romanos, de uma preceptora. Eu até tenho aí, chama Ina Von Binzer. Ela vem para cá e ela vai ser preceptora. Ela vai, porque a educação da preceptora não é só o ler e escrever e e somar e contar. É a educação total. é como que se senta a perna, como que se come os pratos, os copos. Então é uma educação integral que a preceptora tem que fazer na casa, ensinar a tocar piano, ensinar a a declamar. Então a preceptora ela tem um papel fundamental, mas são para poucos. Então o senador Vergueiro, que foi um homem extremamente rico da fazenda Ibicaba, ele a a Inevizer foi ser perceptora lá, né? Mas aqui em Campinas, quando você olha no jornal, eh, quem vai se oferecer para ser preceptora? as meninas que vêm de fora, que vão paraas colônias, né, as antigas eh plantations, né, que que vem para cá para para trabalhar troca de e vê que o dinheiro não acontece, né, porque o imigrante é tratado como escravo, porque o o patrão tá acostumado com sova, laço e tronco, ele não consegue. O sistema de parceria, não tem parceiro, né? Então, essas meninas vão aqui para Campinas, saem das das fazendas e vão ser muitas vezes preceptoras porque elas sabem ler e escrever, né? Então, muitas vezes vem de fora a preceptora, mas outras oriundas da própria imigração eh europeia que vem fugindo, né, da da política, do liberalismo. Não são só os empobrecidos eh imigrantes que chegam em Campinas. Você tem eh eh muitos eh que nem vinham para Campinas, né? Eh, eu tenho o diário da Ana Cupfer que ela conta que uma boa parte não queria ficar em Campinas, queria ir paraa Argentina. E aí no caminho as pessoas demovem essa ideia, diz: "Não, vá para Campinas, é melhor, chega por Santos, né, rápido". Campinas ela tem um primeiro momento que é colonial, Campinas colonial, que é o o a cana de açúcar que traz muito dinheiro para Campinas. Sem engano dizer que Campinas nasce com o café. Não. Quem quem dá o suporte pro café é a cana de açúcar, né? Em 1820, se não me engano, tinha mais de 80 moendas em Campinas. Então, o a cana de açúcar faz com que Campinas tenha tenha solo para que o café chegue, que o café é imperial. E aí, eh, o professor Antônio Lapa, da qual eu me privei de de ter amizade, de trabalhar com ele, algumas cartas a gente trocou depois, ele dizia assim: "A Campinas Imperial dá lugar depois à burguesia industrial". E a burguesia industrial, então você tem a Campinas colonial, que é a cana de açúcar, Campinas Imperial, o café que dá a riqueza total e prepara solo para que os imigrantes chegam aqui pra burguesia industrial. Então, o que que a burguesia industrial vai precisar de trem, né, de eh escolas boas, por isso que também eles fundam, né, as escolas, a escola alemã, o Rio Branco hoje, né, a escola portuguesa, a escola, enfim, você vai ter muitas e o próprio colégio Florense, ele tem uma ascendência alemã. São escolas incipientes, elas só a deles não, né, a de Campinas, a das meninas, a o colégio Florence de da Carolina Florense, as irmãs dos Santos do Mon. Estudaram lá. Carolina era protestante. Eu cheguei inclusive a Florença procurar o túmulo dela e não achei porque eu procurei para fora e ela tá enterrada num cemitério protestante. Mas ela tinha que esconder, entre aspas, isso, as sete chaves, porque eh se via com maus olhos eh as os protestantes. A estrangeira, ela não poderia fazer escola para meninos. E a escola tinha que estar a no máximo duas quadras de uma igreja católica, mas as mulheres eram obrigadas a ficarem eh só com meninas. Então é um colégio em que ela é é um colégio de elite. Um aluno, uma aluna pagava a professora que vinha de fora, da França, da Alemanha, ela ia buscar essas essas professoras fora, né? Mas a Maria Monteiro, a Zica Monteiro, né? Ela foi descoberta no colégio, ela era aluna do colégio. Dom Pedro II vai lá e escuta, né? Porque ela tinha execução de de alunas com pianos a quatro, oito mãos, três pianos tocando, quatro pianos junto, elaborando uma música clássica. Então, Dom Pedro II vê Maria Monteiro lá, ouve uma garota, acha maravilhoso, volta lá, busca a Imperatriz, a Teresa Cristina para ouvir, volta no colégio, ele fica impressionado com a Maria Monteiro, dá uma bolsa de estudos e a Maria Monteiro sai do colégio Florence e entra na Itália num curso em Milão, se não me engano. Eh, e nesse curso ela já entra na segunda turma de tão avançada que era Encanto Lírico. A mulher era para estudar apenas como um verniz paraa sua educação. Ela continuaria com o objetivo que tá lá na colônia, no Brasil patriarcal, que é de procriar. Mas agora ela iria procriar, ela não iria, ela iria cuidar. A noção de maternidade vai ser dela. Então vai sair a negra escrava, né? E ela entra. Então ela precisa no refinamento educativo. Para você ter uma ideia, em 1838 chega as primeiras levas de piano em Campinas através da Banguê, que são eh carroças que vêm lá de Santos. Então, a pianolatria que vai dominar o século XIX em Campinas, ele só chega aqui em 1838. Mas por que que vem piano para cá? Quem toca piano nessa época? as mulheres, né, brancas que precisam ter essa educação mais esmerada para serem mães de família, não para serem vereadoras. Então, elas vão vão cantar bem, elas vão declamar bem. Então, a literatura faz sentido. Mais paraa frente a Júlia Lopes vai começar a escrever, né, nos jornais aqui de Campinas. Ela era de fora, mas morou, passou infância em Campinas. [Música] Não são muitas as negras que têm essa essa desenvoltura de Chica da Silva, até porque ela casa com um homem muito rico e o poder dele é tão grande que lhe dá essa ele dá essa liberdade a ela. Eh, mas não são muitas. A Minas Gerais é bem diferente porque veja bem, de novo eu volto a questão da passagem. Aqui é uma terra de passagem. Então, nessa passagem aqui é um lugar muito pobre no começo, é muito feio. Você vê, você ouve o você, você leu o coronel Quirinho dos Santos, eram casinhas desagradáveis, era um lugar feio demais. Ali o Largo da Santa Cruz era onde que eles paravam com os burrinhos, eh, e aí lavava as roupas. Provavelmente ali tinha um lugar de lavagem, você tem ali o a encosta do córrego, né? Eh, mas veja, eles estão indo para lá, você e economicamente nós temos eh um enriquecimento muito grande século XVI de Minas, né? Então, Minas Gerais, e quando eu digo Minas Gerais, não é Minas Gerais todas, eu tô falando de Ouro Preto, de Sabará, Congonhas do Campo, enfim, eh, Tiradentes, São João del Rei, esses lugares era possível a negra se destacar porque havia corria-se muito dinheiro, né? Esses portugueses que não queriam abrir mão do ouro, eles se apaixonavam por essas negras lindas, mulheres muito bonitas. A arcada dentária da negra, ela é muito forte. Então, às vezes vocês vem novelas ou filmes que mostram as mulheres brancas com 40 anos, com todos os dentes. Isso não, isso é uma é uma é uma é uma fantasia. Poucas conseguiam, a maioria já tava, principalmente porque a cana, os doces, doce de de abóbora, de laranja, de cedo, a gente tem esse depoimento que os os viagentes falam, de cedo as mulheres brancas perdiam os dentes, ficavam com care, né? A negra não. E a negra andava para cima e para baixo, ela cuidava da criança, ela cuidava da comida. Ela tá sempre esbelta, uma dentadura bonita, né? um rosto bonito. Isso encantava eh os homens, né? E aí muitos deles começavam a a ter uma relação sexual ou amorosa, né? Não queriam largar sua negra. E aí, muitas vezes essas mulheres conseguiram eh conquistar eh liberdade para serem mulheres. De fato, [Música] que a grande mudança que a gente vê aí nessa nessa documentação começa a partir das mulheres ocupando cargos de vereadoras. a gente já tá aí no século XX, a partir de 48, quando a gente começa a ter essas mulheres, especialmente quando elas ocupam o cargo como titular, já nos anos 60 para 70, que a documentação vai começar a se voltar um pouco mais paraas questões da mulher, das questões de gênero, procurando transformar um pouco essa sociedade para acolher melhor as mulheres no campo profissional, na educação e as próprias especificidades do gênero feminino. [Música] já começar a criar neles essa cultura, né, principalmente falando da desigualdade de gênero, eh, da questão da violência, das reflexões para essa juventude que tá iniciando. Então eu acho de extrema importância esse início de começar já não só com as meninas e meninas, mas já começar já desde os pequenininhos, trazendo para eles eh essa importância, né, de de estarmos assim todos pelos direitos iguais, vamos dizer assim. [Música] O 8 de março muitas vezes é visto como uma data comemorativa e a gente tem percebido cada vez mais que tem se pensado, usado essa data para refletir sobre o papel e os direitos da mulher. E nos anos 90 isso ainda tava bastante em construção. E a vereadora faz essa proposição de criar a semana da mulher usando o dia 8 como a baliza ali, para criar algumas atitudes, algumas eh alguns eventos na Câmara para conseguir colocar palestras, exposições e realmente debater esse espaço. A Câmara, ela tem também essa função de lugar de debate e lugar onde a população pode participar. A partir do momento que a Câmara também abre esse espaço para falar sobre o direito da mulher, ela tá trazendo esse debate tanto pro legislativo quanto pra população, porque a ideia da semana da mulher era abrir realmente pra população participar desses eventos, ser usar a Câmara como um palco para eventos que debatessem esse tipo de assunto. Então, é um recado de que a Câmara tava tanto e percebendo esse momento do debate, mas também convidando a população a participar dele. Não é um momento de de de comemoração, mas sim de reflexão e quantas coisas enquanto nós mulheres já avançamos e precisamos avançar cada vez mais. Por isso, a importância das políticas públicas, de movimentos sociais, da união feminina, para que a gente possa conseguir avançar cada vez mais eh com as nossas leis. [Música] Primeiro recado é eh não desejamos mulher, mulher fora do mercado de trabalho, mas para não ir contra constituição que dá direitos iguais a todos, então a mulher vai pro mercado de trabalho, OK? Mas a mulher vem pro mercado de trabalho de preferência solteira. Se tiver filhos, ela já vai saber que os horários que ela vai ser submetida ao trabalho, ela vai ter que ter alguém para olhar esses filhos. E no caso da mulher está gestante, ela tinha que apresentar nessa época um atestado que ela não estava, porque se ela estivesse, ela não seria nem contratada. E se ela engravidasse durante o período que ela estivesse trabalhando, ela seria demitida. A gente sabe que a moção é uma ferramenta do da Câmara para poder trabalhar com questões fora da Câmara, especialmente quando a gente fala de é atingir outras esferas como a federal. não caberia a Câmara para poder legislar sobre isso. Então, ela pede para que parem de pedir o atestado de não gravidez. Era uma prática muito comum que as empresas antes de contratar procurassem saber se a mulher estava ou não grávida. E as e até hoje a gente percebe que em entrevistas de emprego acontecem essas perguntas sobre você tem filhos, com quem você deixa seus filhos? quando, na verdade, a criação de uma criança deve ser partilhada pelos pais, né, tanto pelo pai quanto pela mãe. Essa moção, ela vem olhando para um direito da mulher como uma profissional que não pode ser preterida nos empregos por conta de um da da gravidez ou de ter filhos. Então, é uma preocupação realmente muito recente que só vem mesmo a partir dos anos 90. Claro que vinha sendo discutida essas questões de gênero, as questões do direito feminino há muitos anos, desde o século XIX a gente tem escritos feministas, mas a prática desses eventos, dessas desses direitos, eles são muito recentes. A mulher anteriormente tinha que fazer teste para comprovar que ela, né, não estava grávida. Ainda bem que nós avançamos essas políticas e é lamentável que precisou ter uma lei para que isso não pudesse existir mais. É lógico que ainda existem algumas coisas pensando no poder privado, na questão do trabalho, que enquanto direito da mulher precisamos ainda avançar. [Música] Nós tivemos dois mandatos do do Partido dos Trabalhadores, a Vanda Russo, que criou o Conselho da Mulher, e a Maria José Cunha, que também trabalhou muito a organização a partir das mulheres negras, dos negros, da consciência dessa eh maioria que se torna minoria na participação. A criação desse conselho foi extrema importância, né, dos avanços das políticas públicas para o município eh de Campinas. Então, é uma organização de um colegiado de mulheres onde a gente luta pela questão do direito das mulheres, né, onde a gente desenvolve e também elas pelos pela luta pelas mulheres no nosso município, né, onde tem a fiscalização da das pautas, né, da mulher. Então, a gente vê que a criação desse conselho traz um ganho para pra questão das políticas públicas aqui do nosso município. A sociedade civil, ela traz pra gente essa demanda, né, das suas necessidades, então para o poder público e por isso que a gente vai construindo em conjunto, né, as questões pelas pela questão das mulheres. a gente vê a necessidade da população, da sociedade civil e aí a gente vem aqui para dentro do poder público vendo o que a gente para poder executar as necessidades que elas trazem. [Música] A gente tem na Câmara um acervo muito grande de retratos desde o século XIX, pinturas de várias pessoas que passaram por aqui, vários ex-vereadores ou mesmo personalidades da cidade que foram importantes no desenvolvimento da cidade. Então, era comum que a Câmara usasse as fotos e os retratos antes de haver fotografias para fazer homenagens a algumas personalidades. Tanto que em 1956 é criada a galeria de presidentes em que todos os presidentes que passaram dali pra frente, desde 1948 até os dias atuais, tem seu retrato eh colocado nessa galeria. E a gente não tinha muitas fotografias de mulheres, imagens de mulheres entre esses homenageados, tanto lá no século XIX quanto a partir do século XX, a partir de 48. Então, a galeria de vereadoras, ela é uma forma de homenagear e mostrar que sim, as mulheres agora fazem parte da política, fazem sempre fizeram parte da sociedade, mas que elas têm conseguido permanecer cada vez mais públicas, diferente do que a gente via lá no século XIX, de ocupar espaços privados, a mulher tá ocupando espaços públicos e lutando pelos seus direitos. Então, a criação da galeria em 99, ela marca tanto esse espaço da mulher nesse momento, quanto também a história dessas mulheres que fizeram parte, que construíram esse caminho. [Música] Hoje em dia, esse preconceito não existe mais na lei, mas eh é muito comum as empresas terem esse tipo de preconceito. Ah, mulher tal, mas você tem famílias, tem filhos, pretende ter filhos. É muito comum as mulheres comentarem nas suas entrevistas de admissão esse tipo de coisa. Eh, me conta um pouco sobre você. Você pretende ter filhos? Você é casada há muito tempo? com a idade, então já há essa sutil discriminação contra a mulher. Essa criação de dessa questão das leis, das questão da da construção mesmo do conselho, é um é um espaço onde as mulheres vão que muita das vezes é silenciada. Então, através desse coletivo e dessa construção que essas mulheres vão ganhando vozes e colocando aí eh suas pautas em ação. Os conselhos é um um caminho, mas nós precisamos uma participação política maior. E a e é o momento é o momento de nós estarmos juntas defendendo a vida. A economia ela é fundamental. Eu vou dizer uma coisa para vocês que estão na atualidade, porque a gente tá falando lá de muitos 200 anos atrás. Eh, você, mulher, preste atenção, se você quiser ser emancipada de tudo que existe, estude, acenda economicamente. Geralmente é pela pel quanto mais você estuda, melhor você fica economicamente. Nunca pare de estudar. Eu sempre digo, quando eu termino essas conversas, que a melhor arma para uma mulher eh se igualar, né, ter equidade é através da educação. Por mais que o direito ao voto feminino venha desde os anos 40, 30, 40, a gente só tem essa uma quantidade pequena de mulheres ocupando. Então, se a gente compara com o acervo de fotografias do do da galeria de presidentes ou mesmo o acervo total da Câmara, elas ocupam um espaço ainda muito pequeno, porque ainda é uma dificuldade paraa mulher ocupar esses esses espaços, essas esses cargos. Embora hoje a gente viva um momento em que isso é cada vez mais eh falado, em que cada vez mais a gente tem os esforços como as cotas para cobrir essas esses cargos. ainda é um número muito pequeno, mas sim, ele acaba representando uma homenagem e um lembrete, uma um convite, a reflexão de qual é o espaço da mulher na sociedade atual. [Música] [Música]
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