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As câmaras municipais do Brasil têm origem nas tradicionais câmaras portuguesas existentes desde a Idade Média. Durante todo o período do Brasil colônia, elas existiam apenas em localidades que tinham o estatuto de vila, condição atribuída pelo reino de Portugal. É desde esse período que há documentos na Câmara de Campinas relacionados à cultura da então vila de São Carlos, que se tornaria anos depois o município de Campinas. Neste documentário de Memórias da Cidade, conheça o contexto de cada um desses documentos que fazem parte do arquivo público do legislativo campineiro. Neles, os costumes, tributos a grandes personalidades como Carlos Gomes e Francisco Glicério, datas, honrarias e iniciativas da Câmara no contexto cultural. [Música] Portugal e Algarve não tinha sido unificado até aquele momento com aquela unificação que eu passo a ter o reino maior territorialmente de Portugal, porque eram dois reinos separados. Tinha o reino da Galicia, que é o reino de cima. Então tinha a Galícia, Portugalos e Algarve. E Brasil um momento que o Brasil é parte deste reino, como você também vai ter Angola, Moçambique, tudo é Portugal. No conceito europeu, não há uma coisa separada entre o Isso é muito americano, do continente americano, o que é territorial. é formado por um país. O que não é, não é desse país. Isso é muito americano. Na Europa não. Nós estamos falando de um país europeu cuja colonização nossa é europeia. Então o que que ocorria quando Portugal e Algarve se unifica? Eu tenho outros estados. É a lei federal que rege as outras, tá? Então, vamos imaginar que eh em Brasília naquele momento chegou e falou o seguinte: "Olha, dia 15 de novembro passa a ser uma data específica para comemorarmos a fundação do Brasil." Tô dando um exemplo, tá? Não, não é nada real. Um exemplo, todos os estados e as cidades brasileiras, a partir deste documento feito pelo governo federal, vão ter que fazer uma atividade festiva, trazendo no paralelo, foi o que reino de Portugal fez. Olha, foi unificado Portugal e Algarve. Todo o reino, todo o reino significa Brasil, Moçambique, Angola, Madeira, Funchal, tudo que pertence a Portugal, independe da onde está, tem que comemorar. Este documento trata disso. Nós somos um estado português antes da independência, né? E mesmo em 1822 que você vê que há há um período. Então nós temos a primeira ideia do império, né? E depois a segunda, a primeira foi Dom Pedro Isa a a Dom Pedro I. Isso se chama casa real. A nossa casa real, ela nunca foi distinta, ou seja, ela nunca foi separada da casa real de Portugal. Então, a casa real de Portugal é dos Bragan e Orleãs, que continua até hoje, né, essa ideia desta casa. Não houve outra interferência no Brasil para poder eh se formar, além dos Oleãs e Bragança, foi feito dos Estraburgo, que é uma casa austríaca. Então, a casa real brasileira, ela origina, ela se mantém da casa real portuguesa mais a casa austrica. Então, a nossa bandeira, o verde é Orleans e Bragança e o amarelo é da o austríaco. Essa designação ela vai mudar em 1889, que se criou uma bandeira a partir de tirar o símbolo da coroa portuguesa e e colocar a questão do do do céu, né, da do Brasil, do Rio de Janeiro naquela época, com o termo positivista, ordem e progresso. O que a bandeira tem a ver com isso? Ela vai representar exatamente esse momento que nós estamos falando. Isso vai ser a partir da primeira eh questão, quando 1822 Dom Pedro I fala: "Olha, eu vou ser um país diferente, porém eu continuo com o império, mantendo a mesma casa real". [Música] O Mor Z Gomes era uma pessoa importante na cidade, mas ele trabalhava pra música da igreja, né? Ele era mestre de capela, que era a pessoa responsável pela música nas cerimônias. Não era nada de padre, mas era leigo, mas trabalhava na igreja. Então eh era um caminho assim perto, né? Aí, porque a igreja era onde atual matriz do Carmo, então o quartinho é que você tá falando era bem pertinho, né? ser fácil para [Música] ele. Campinas, na verdade, até então não dava valor a Carlos Gomes. Ele precisou, ele começou eh indo a São Paulo, eh, a cavalo, junto com o irmão, o Santana Gomes, que era um exímio eh violinista, e o Carlos Gomes tocava a pedra. E os dois se apresentavam nas repúblicas dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Quando ele saiu daqui, ele saiu, ele já foi para pro Rio de Janeiro. Do Rio ele foi para para Milão. Ele assinou isso em 1895. Por quê? Porque a região amazônica era muito rica, estava lidando com a o latex, com a borracha e trazia muitas divisas em liberina. Quando ele veio, em, como já te falei, em fevereiro de 1896, quando ele chegou em Lisboa, ele percebeu que tinha um probleminha aqui na língua e os médicos constataram que ele tinha um tumor maligno na língua e o aconselhar. Carlos, você não pode atravessar o Atlântico? Ele falou: "Não, se eu te se eu tiver que morrer, eu quero morrer no céu do meu Brasil." Colocaram ele numa residência maravilhosa, convocaram uma junta médica de 23 médicos para tratá-lo e chegar à conclusão que ele não tinha solução. Ele ficou lá 5 meses. Nesses 5 meses, ele conseguiu fazer o regimento interno do Conservatório de Belém do Pará. Quando Carlos Gomes morreu, o Pará preparou um túmulo futuoso para ele lá no cemitério da Soledade. Mas a Câmara Municipal de Campinas enviou um ofício ao então presidente do estado, que era o governador Campos Sales, para que pedisse pro Lauro Sandré que o corpo fosse transladado para para São Paulo e para Campinas. Campinas até então tava não tava dando muita importância para isso e eles escreveram vários artigos, certo? Dizendo que exigindo que o corpo de Carlos Gomes viesse para Campinas. E isso que motivou os vereadores. O navio saiu de Belém do Pará no dia 8 de outubro, já dois meses praticamente da morte de Carlos Gomes. E o navio parou no Rio de Janeiro e o corpo foi velado no rio. Emoção a toda a cidade nas ruas em Santos. E de Santos para Campinas, ele veio de trem até São Paulo e foi velado por 2 horas na Estação da Luz. E de lá ele veio para Campinas, certo? E ele veio para Campinas e foi velado num cemitério na na Catedral Metropolitana com a presença do governador do estado, secretário de estado, toda representação política e social importante da época. E tanto que os trens colocaram o transporte de graça para trazer o público, sabe? Então foi uma uma poteosa. A Câmara foi importante porque a Câmara exigiu a presença junto ao campo Sales, você entende? Então, partiu da Câmara Municipal de Campinas, né, através dos vereadores da época, foi criado duas comissões, uma comissão da Câmara, que a Câmara viu que que o povo exigiu, a Câmara veio, de, né, e essa comissão popular, que foi a população, tanto que eles fizeram abaixo o Sinado para ganhar dinheiro para poder construir, porque a princípio o projeto era um túmulo de Carlos Gomes no cemitério da Saudade, cemitério do Fundão na época e e o monumento, mas por questões financeiras optado por um projeto só que era monumento, túmulo, quer dizer, monumento e túmulo ao mesmo tempo. Foi uma iniciativa do Centro de Ciências, Letras e Artes, mas claro que a Câmara colaborou, né, porque o Carlos Gomes era uma figura assim marcante, né? E e tem nós temos aqui o livro das Ezéquias, ou seja, as pessoas que foram lá e assinaram e tal. Certamente membros da Câmara estão nessa lista. É um livro, não é uma uma folha, duas, é um livro mesmo que tá lá indicado as pessoas que estiveram presentes, né? Certamente presidente da Câmara deve ter vindo os outros vereadores que era um momento muito especial pra cidade. Autorizou a pedido do Barão de Ataliba Nogueira que era o grande líder ao lado de César Berrebate que que foi a a representando o povo e a Câmara atendeu esses apelos, você entende? Tanto que chegou num determinado momento que a Câmara aprovou um valor muito grande para projeto. Foi o ato que que notabilizou, que deixou a Câmara honrada por pra história toda, sabe? E aí a cama sumiu. O autor do projeto, Rodolfo Bernadelli, a princípio o monumento seria e chegou sem até dar a a pedra fundamental no largo da catedral. Era para ser ali. Mas aí o Rodolfo Bernadelli veio com o Barão de Ataliba Nogueira e olhou o local e falou: "Aqui não pode porque a igreja a igreja vai anular a imagem do", né? Aí eles vieram andando pela cidade. Quando chegaram ali naquele local, ali antigamente era cadeia e a Câmara Municipal era ali. Você entende? Era ali, era cadeia, Câmara Municipal, Palácio de Justiça, Júri, tudo era ali. E a Câmara tinha dupla competência, legislativa e executiva. O presidente da Câmara era praticamente o prefeito. Eles tinham derrubado. Quando Beradelli viu aquilo tudo limpo e viu a a imagem linda da igreja do Carmo, ele falou: "É aqui". Tanto que você vê a estátua do Carlos Gomes, a face dele tá voltada pra igreja. E ela manda esse esse esse hino que é uma peça que ela escreveu agora, uma compositora pra banda, né? Então é porque uma coisa que é ser o lado externo, né? Tem que ter uma coisa, né? Uma coisa, então a banda de música aquela escreveu, mas ela mesma fez um arranjo, uma redução que a gente fala para piano, que é o documento que nós temos daqui, né? no Museu Carlos Gomes. Ela escreveu, fez a redução. O César Berbaque trouxe Santos do Mou. Santos do Mou lançou a pedra fundamental, você entende? Sim. E e foi uma festa foi uma coisa assim maravilhosa, você entende? Sim. Só a presença do Santosão que estava no auge. O fim do século XIX teve aquelas epidemias de febre amarela. Então, 195, 45 era quando a cidade estava se reerguendo, né? Então, a Câmara participava bastante nesse nesse nessa recuperação da cidade, né? Nós ainda estamos numa uma transição muito lenta, tá? entre o que era o segundo império e a república. Campinas vem tardiamente nesse contexto, a o executivo nosso, de fato, ele se consolida a partir de 1913. Esta década entre 13 e 19 são 7 anos. Historicamente é um período lento, ainda mais naquele momento. O que que acontece hoje? Vamos fazer também um paralelo hoje. Eh, não mudou muito. O executivo tem que mandar a diretriz orçamentária, né, pra Câmara, pra Câmara poder aprovar um dinheiro que vai circular pela cidade, pelo poder executivo, porque depende do legislativo aprovar ou não. Neste momento isso era ainda mais forte, porque todo o trâmite e legal do financeiro não tinha nem o executivo ainda implantado corretamente, ele estava sendo implantado, mas toda a questão financeira obrigatoriamente passava pela Câmara, era a Câmara que assinava. O cemitério ele não foi feito pelo executivo. Lembra que o cemitério é de 1879? Toda essa negociação de terrenos, de compra, doação, venda, quem fez foi a Câmara em a partir de 1879. Então, é a Câmara que tem que detém o poder de definir o que vai ser ou não, que vai se investir ou não. Como o cemitério foi feito à própria Câmara, qualquer intervenção artística ou técnica cemital tinha que passar pela Câmara. Neste caso aí o monumento a Francisco [Música] Glicelli. O Teatro São Carlos é o nosso municipal, só que ele recebeu o nome de São Carlos por causa da vila. Ele era muito pequenininho e muito ruim. Ele era chifrem. Ele veio ainda da formação da cana lá alguma coisa de café. Quando esse café chega, ele estoura. Pô, nós temos um teatro chinf porque não tinha banco. As pessoas tinham que levar os bancos para poder sentar. Ele era muito pequenininho. Não vamos derrubar isso e vamos construir num teatro municipal. Tanto é que o nome Carlos Gomes só foi dado a ele já nos anos 40, 50, porque era Teatro Municipal São Carlos, depois teatro municipal já o novo edifício que foi demolido em 65 e esse edifício que era teatro municipal passou a ser designado teatro municipal Carlos Gomes. Então nós estamos falando de dois prédios diferentes no mesmo espaço com várias legislações a respeito dos dois edifícios. O teatro São Carlos, ele era do município, só que ele era, entre aspas, isso ele era terceirizado. Então as companhias pagavam pro município para poder utilizar o município, que aí no caso é a Câmara, tá? Ele constrói o edifício, mas ele terceiriza não só a construção. Então, houve doações para que se erguesse o prédio e a administração não era do município, mas o terreno e o edifício era. Tudo bem? Quando ele desapropria de fato essa desapropriação, ele quer dizer o seguinte: "Olha, a partir de hoje não vou fazer mais nada, a não ser que o próprio município organize". E aí o município organizando as atividades não ficava mais para as companhias de teatro. Então, quando ele, essa ideia de municipalização, hoje nós falamos o seguinte, esse prédio eh privado, eu vou municipalizar, então vou lá, eu desaproprio e pago o proprietário, sigo toda a legislação, ele passa pro município. Nessa questão não, nessa questão não é essa municipalização, é a ideia do uso. Aí olha, o uso vai ser a Câmara que vai fazer agora. Não vou ter mais companhia de teatro participando disso, eu vou organizar. E daí eles desapropriam. Por que que eles fizeram isso? Porque o pessoal começou a questionar aonde é que os contratos existentes das companhias de óperas de teatro iriam realizar os espetáculos, sendo que o município não tinha mais um edifício, porque eles queriam construir um edifício maior que era o teatro municipal Carlos Gomes. Os dois estão no mesmo lugar, só que um é demolido em 22, demora aí 7, 8 anos. Aí são as grandes confusões, porque e os contratos? Não, mas agora tá municipalizado. Eu defino a ideia dos contratos. Em 31, 32 já tem o o projeto feito. Eles começam a construção para que em 33 já tivesse o edifício eh para ser inaugurado, pelo menos parte dele fosse utilizado. Ele vai est em ordem mesmo lá para 35, 36. Nós vamos pegar aí uma legislação diferente, que ela não é do município, por isso que não vai aparecer na Câmara em si, mas ela vai aparecer na Constituição Federal, principalmente quando Getúlio Vargas está no seu segundo mandato nos anos 40. O que que ele faz? Eh, a distância entre o executivo e legislativo vai se ampliando. Então, ess isso começa nos anos 10, nos anos 20 ela se mantém estável. Mas nos anos 30, 40 isso se distancia enormemente por meio da legislação. Essa legislação federal de Getúlio Vargas cabe ao município, ao executivo qualquer atividade cultural, onde você começa a ter o Ministério da Cultura, Secretaria de Cultura, tá? secretaria que vai ser de esportes, Secretaria de Educação, elas vão se permeando. Cada hora elas tá de um jeito, mas você tem essa atividade. Então isso se descola, né, da Câmara. Então é o executivo que faz a proposta e ah aí você entra no financeiro, que é a Câmara que vai aprovar as contas da prefeitura. Mas quem propõe não é mais a Câmara. Você tá vendo que distancia, porque antes era a Câmara que aprovava, a Câmara que financiava, a Câmara que administrava, agora não. É o executivo por meio das suas secretarias. E a Câmara aprova a verba ou não dentro daquele [Música] contexto. Campinas é reconhecida no Brasil e fora dele também. por muitas manifestações e muitos expoentes da cultura, né? Eh, você citou o Carlos Gomes, nós temos uma medalha, Carlos Gomes e o Carlos Gomes é uma referência cultural da cidade, né? Ele de uma grandeza, né? o que ele conseguiu conquistar e produzir, né, na área da música clássica, um grande compositor e uma forma de conferir medalha Carlos Gomes a artistas da área da música eh não só reconhecer esse legado e a importância de Carlos Gomes paraa nossa história, pra nossa cultura, mas também estimular, né, esses artistas da atualidade que através do seu talento ajudam também a promover a cultura. no nosso município, divulgar a nossa cidade. Além da medalha Carlos Gomes, nós temos, por exemplo, a o diploma Noel Rosa, que é conferido a sambistas. Nós temos em Campinas assim o que a gente chama vários sambistas da velha guarda, né? Nós temos eh cantores, compositores, músicos. Nós temos instituições que promovem o samba, que mantém a tradição do samba viva na nossa cidade. E o samba é uma demonstração, talvez mais genuína da cultura brasileira. Então, a criação e a entrega do diploma Noel Rosa visa exatamente isso, valorizar quem faz cultura através dessa modalidade que é o samba para valorizar artistas na área da literatura. Guilherme de Almeida, que era campineiro, também é uma referência na literatura com grandes obras, né? Ele um paulistano que defendia, né, os valores de São Paulo, mas também através das suas obras ele mostrava esse traço de brasilidade que ele tinha e manifestava nas suas obras. ao outorgar um diploma, Guilherme de Almeida, a quem faz literatura na nossa cidade, poesia, que escreve livros, né, de das várias manifestações literárias, é uma forma também de homenagear esse grande nome campineiro, Guilherme de Almeida, mas também reconhecer e valorizar aqueles que se dedicam a essa esse tipo de arte, né, na cultura. Hércules Florense é tido como pai da fotografia, né? E a gente tem através da medalha Hércules Florense o objetivo de também reconhecer, valorizar aqueles que fazem arte através da fotografia. A fotografia tem passado por várias transformações, né? A chegada da tecnologia, inovação tecnológica, que substituiu aquelas câmeras fotográficas a filme, né? que você tinha que revelar uma dificuldade, exigiam além da arte de habilidade de tirar foto, escolher o melhor local, iluminação, ângulo, né? Todo cuidado na revelação dos filmes. Aquilo era, hoje você tem a tecnologia que facilita. Nós temos muitos fotógrafos de talento na cidade de Campinas. Então, com essa medalha a gente procura também reconhecer e valorizar o papel desses profissionais que são artistas. A Câmara tem procurado, através dessas medalhas, fomentar, estimular, apoiar todas as manifestações culturais na nossa cidade e fazer com que Campinas continue cada vez mais sendo reconhecida eh pela sua produção cultural. é um papel importante da Câmara. A Câmara tem acompanhado todo o processo de desenvolvimento, tem procurado reconhecer e valorizar as iniciativas que são importantes, que que assim que na verdade determinam a identidade da cidade. Nós temos vários eventos culturais incluídos no calendário oficial da cidade e na área da cultura. Nós acabamos de sair da semana da comunidade italiana, né? procurando mostrar a força da cultura, tradição italiana na formação da nossa cidade. Mas nós temos também da comunidade portuguesa, da comunidade japonesa, a festa do Japão, né, da comunidade peruana, espanhola, francesa. Então são datas festivas que procuram também reconhecer a contribuição que as diferentes culturas deram também através da cultura, né, pra formação da identidade da nossa cidade. A festa do boi falou, né, que mantém viva uma tradição, uma lenda daquela história do escravo Toninho, escravo de Barão Geraldo de Rezende, que numa sexta-feira santa eh foi colocar o arado no boi e o boi falou: "Hoje é dia santo, não é dia de trabalhar", né? Isso se tornou uma lenda, um folclore até, mas que mobiliza a região de Barão Geraldo, as famílias. É quando foi fundado e criado, constituído o cemitério da saudade. Lá em 1811 haviam cinco cemitérios espalhados pela cidade. Eles foram todos reunidos no único no cemitério da saudade. Hoje o cemitério da Saudade é um museu a céu aberto. A ideia do coral, na verdade, foi de fazer eh um e seria mais voltado para uma saúde e qualidade de vida dos funcionários, né? Bem-estar físico, mental social deles, né? E a gente pensou que seria nesse formato. Apesar dele ter esse formato, a gente foi fazendo apresentações, eh, durante o desenvolvimento do coral, a gente foi eh fez essa apresentação em escola, universidade, igreja. A gente se apresentou inclusive no teatro Castro Mendes. Foi bem legal. E na verdade a gente, eu apresentei na época pro meu chefe, né, que era o Garaci, e ele ajudou a fazer essa intermediação com a presidência, apresentar o projeto e a presidência foi muito receptiva e acabou gerando uma resolução. Foi criado um coral e ele funcionou por muito tempo, né, até até a pandemia que interditou eh não só o coral, como vários projetos. Depois com as apresentações, né, a gente viu que o coral ele leva o nome da Câmara a muitos espaços externos e internos também, né? A gente se apresentou inclusive pro Parlamento jovem, houve várias apresentações aqui na casa, né? Então a gente levou eh a gente tinha como ensaio do Carlos Gomes, inclusive. Então assim, a gente tanto levava externamente o conhecimento que era um coral da Câmara, né? quanto produções como eh ensaios e e canções que a gente levava como Carlos Gomes, que é uma referência aqui paraa cidade de Campinas, né? O Cine Câmera nada mais é que a exibição de um filme seguido de um debate, de uma discussão, né? A gente pensou que eh como a função da casa é debater temas de interesse público, né? a gente achou que ao exibir filmes, né, também a gente contribuiria com debate sobre temas relevantes paraa cidade, mas também pro pro país, né? Então foi um pouco essa ideia de trazer eh o audiovisual para casa, né? E a gente sempre fazia esses formatos, sempre tentando convidar os diretores para falar também, para fazer essa mediação com o público, né? Então, a gente exibia um filme e debatia depois com o diretor, com algum convidado, eh, que tivesse ali alguma relevância com relação ao que foi exibido, né? Os diretores são muito recepíveis eh para vir aqui debater, né? E Campinas tem um acervo muito interessante do audiovisual, né? Que não é muito, eh, conhecido, mas tem uma produção intensa e de muita qualidade, né? Então, a gente sempre que possível a gente privilegiou eh os diretores, as diretoras da região, né, para trazer documentários sobretudo, né, para para discutir esses temas que tavam eh eh fervescentes assim no no cenário, né? A gente sempre buscou eh exibir mais de uma obra, né? Como era um curto, geralmente era um curtametragem, a gente selecionava um ou dois curtas que tivesse alguma relação temática, né? eh, que fossem diferentes entre si, mas que conversassem, tivesse um um diálogo entre eles. Então, foi buscando um pouco isso e buscando também diretores e diretoras regionais, né? a gente casou essas duas propostas e aí a gente pensava sempre a curadoria do mês seguinte com essa relação. Muitos deles não conheciam inclusive a casa, não tinham uma relação aqui eh muito estreita com o legislativo ou com os vereadores que defendem mais eh estão mais ligados à pauta da cultura, né? Então, foi muito interessante trazê-los para cá, né? Eles também eh conheceram um pouco mais a TV Câmara, alguns exibiram depois documentário, fizeram parcerias com a TV Câmara para exibição de suas obras, né? Então foi uma relação muito muito interessante com eles e e envolvendo o legislativo, né? Porque o legislativo realmente ele não é associado imediatamente à cultura, né? Eh, então até foi uma dificuldade trazer as pessoas para cá para que elas assistissem, né, a a as a sessões do CICAM, né, né? Esse foi um desafio. Eh, mas foi muito gratificante. A gente trabalhou fortemente na comunicação e e a gente foi fidelizando um público para que eh que tinha interesse nesse tipo de proposta, né, para que eles eh viessem outras vezes e participassem mais. teve uma sessão bastante especial, né, que foi eh exibindo sobre o um curta do Adonan Barbosa, né, e veio também um grupo musical que era o grupo do China, do Sinésio, né, que que trabalhava aqui conosco. E eles fizer apresentaram o curta e tocavam uma música do Nejan, então veio um grupo, né? Então entre uma uma exibição e outra eles colocavam músicas e contavam causiran. inclusive um dos integrantes da do conjunto deles eh esteve com a Doniran na época e contou sobre ele, né? Então, foi uma sessão bastante musical, né? eh, tanto na tela quanto ao vivo. Então, foi muito interessante, foi muito gostosa assim de participar, embora que haja muitas apresentações, inclusive musicais, né, no plenário, mas não é imediatamente associado à cultura eh para o acesso da população. [Música] เฮ [Música]