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Ser Empreendedor | Empreendendo com experiência gastronômica
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Ser Empreendedor | Empreendendo com experiência gastronômica

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Resumo editorial

No quadro Ser Empreendedor, conhecemos a história de uma jornalista campineira que virou referência no setor de buffet para eventos em Campinas. O mercado de buffet em eventos cresceu 29% entre 2024 e 2025, com expectativas positivas para 2026 em eventos empresariais, sociais e corporativos. A entrevistada saiu da TV e da assessoria de comunicação para fundar um buffet em Barão Geraldo, começando com festas residenciais e expandindo aos poucos a operação. A reportagem aborda os desafios de empreender no setor, a importância da marca própria e o equilíbrio entre paixão pela cozinha e gestão do negócio.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

No programa Ser Empreendedor, histórias inspiradoras mostraram como mulheres transformaram coragem em oportunidade ao deixarem para trás a estabilidade da CLT e outras carreiras para investir no próprio negócio. Entre os cases apresentados está o da empresária Taís Picchi, que apostou no empreendedorismo para construir um buffet marcado pela excelência, criatividade e acolhimento. Sua trajetória revela os desafios e conquistas de quem decidiu empreender com propósito, transformando eventos em momentos memoráveis. O programa também trouxe a história das sócias Betina e Viviane, da Table For You, que vêm se destacando no mercado com as elegantes mesas de grazing food. A proposta vai além da alimentação: une estética, sabor, conexão e compartilhamento, criando experiências únicas para eventos corporativos, celebrações e encontros especiais. O episódio reforçou o protagonismo feminino no empreendedorismo e mostrou como paixão, inovação e autenticidade têm impulsionado mulheres a conquistarem espaço e reconhecimento na Região Metropolitana de Campinas.

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Olá! [música] [música] O mercado de bffet em eventos teve um crescimento robusto de 29% entre 2024 e 2025 e as expectativas são positivas para 2026 ainda nesse segmento. Lembrando que nós temos eventos empresariais, sociais e corporativos, mas a gente tá conversando com alguém que passou por diversas fases e que não está nesse mercado hoje. Eu tenho uma história, é a Thaí. Tá aí, seja bem-vinda ao Serreendedor. E antes da gente falar hoje dessa expectativa, do ponto de vista do negócio hoje, eu quero saber inicialmente como você entrou nesse negócio. Até porque, gente, Thaís é jornalista, mas bem antes do jornalismo ela já tinha uma paixão. É verdade. Eu brinco que eu sou a jornalista que virou croquete. [risadas] Mas eu cozinho desde muito novinha. Tem foto minha cozinhando sozinha assim com 9 anos e minha mãe tinha loja de festa, então ela fazia os bolos, os doces, então tava sempre enfiada em evento, em comida. Sim. E aí foi passando o tempo, chegou na hora de fazer faculdade, que que eu vou fazer, que que eu não vou fazer, super indecisa. Eu falei: "Ah, vou fazer jornalismo, adoro jornalismo, quero fazer TV". Parará, parará. Fui, fiz, trabalhei um jornalismo com área de eventos, fui paraa TV, trabalhei na TV, tudo mais, não sei quê, saí e tava com a minha minha assessoria de comunicação e eu tinha um cliente que era uma casa de carnes lá em Barão Geraldo e ele falou assim para mim: "Ô, Tata, você não conhece ninguém que faça uma maionese, uma farofa, um vinagretezinho para vender aqui de final de semana?" Eu falei: "Eu faço [risadas] isso porque era o cliente da assessoria de comunicação." Sim. Aí ele como você não sei que eu falei não vai ter nada a ver. Uma coisa uma coisa, outra coisa outra coisa. Eu faço os dois, não tem problema. E aí eu fui e aí eu ia, imagina faladeira, né? Ficava lá de sábado, domingo, ô, experimenta, leva, não sei que foi. Aí a pessoa falou assim: "Você faz evento?" Falei: "Faço, faço evento sim". Aí foi o primeiro, porque mas até então [risadas] você não tinha benção, não tavaando não. Não era fazia uma comidinha, não sei que durante muito tempo ainda ficou assessoria de comunicação e o os primeiros passos do buffet, né? E quando você percebeu que era a hora de se concentrar no buffet, apesar de amar a comunicação, como que foi esse trânsito? Ah, eu acho que despertou uma paixão assim, sabe? Falou: "Nossa, eu eu curto isso". Gosto de cozinhar, vou atrás de outros outros clientes para ver se eles não querem vender, vou atrás de outras pessoas para fazer evento. E aí as pessoas que estavam no evento gostaram, já pediram outros. E aí foi dentro de um condomínio lá em Barão Geraldo e aí o pessoal ficou sabendo, aí já foi para outro e foi indo. E aí eu falei: "Ah, gostei". Aí meus clientes de assessoria foram diminuindo porque é muito é muito cíclico, né? assim, você tem aqueles clientes fixos, mas tem muito cliente que entra por uma para uma ação pontual e depois sai e aí você já não prospectava mais. Tava prospectar. Aí eu falei assim: "Opa". Aí eu fui atrás de montar um logo, de criar uma marca e fazer realmente aquilo aquilo dar certo, aquilo virar. E no começo era que tipo de bifeira? Já era social? Era corporativo? Era mais social, era mais festas residenciais e a gente nasceu fazendo festa residencial. a gente ama, é até difícil eh às vezes abandonar ou porque às vezes são festas muito pequenas, entendeu? Sim. E aí às vezes o pessoa, o cliente que já é cliente nosso falar: "Ai, você não faz?" Fala: "Ai, hoje você não faz mais". Faço, faz [risadas] aí. A gente tenta encaixar porque vem muito evento grande. Então, às vezes você com evento pequeno, eh, fazendo uma um uma uma gastronomia, uma culinária muito específica, acaba demandando muito tempo, muita energia e precisa de mim lá. Então a gente tenta organizar, ah, vamos, você consegue fazer na sexta, vamos tentar fazer no domingo, que aquele domingo não tem o evento, porque geralmente os sábados são eventos maiores. E desde o início você sempre ia em todos os eventos? Hoje você consegue ainda fazer isso ou não? É, sempre fui em todos. Aí o bifê foi crescendo, crescendo, crescendo. Meu marido era da área comercial, saiu da área comercial e falou: "Tata, eu vou com você". Falei: "Bora, bora, mas é para somar, sim, entendeu? Vem para pra gente somar, vem para para". E foi o que aconteceu. Trouxe o conhecimento dele da área comercial. E ele também já trabalhou com cozinha também. Então ele tinha um certo um certo entendimento. E aí ele começou a ir nas festas comigo, você tá louca, não é pouca pouco funcionário, a gente quer mais funcionário, vamos fazer assim, vamos fazer assado. E aquilo foi gerando frutos e foi crescendo. Então hoje ele também, se precisar, ele toca um evento, eu toco outro. A gente tem outras equipes que são capazes de tocar evento sozinhos. Então eu tento pelo menos ir em quase todos passar pelo menos, porque quando tem muito evento durante o dia, sei lá, tem cinco eventos no mesmo dia, não dá para eu estar no cinco, mas eu tento pelo menos me organizar para dar uma atenção pro cliente para tá lá. Ou então o pessoal da área comercial que fez o contato também consegue dar uma passadinha, porque isso a pessoa tá investindo, né? A pessoa tem ali depositando não só dinheiro, mas energia, sonho, um monte de coisa. Ela quer a sua atenção, ela que precisa de atenção, entendeu? Você precisa tá lá. Agora a gente tá falando aqui, essa gravação é no espaço que hoje a Thaís tem o Fetê, mas essa história não começou aqui, começou como tantas outras histórias de empreendedores brasileiros dentro de casa, empreendedoras femininas, principal, principalmente, [risadas] é verdade. Que vai falar unir a maternidade, empreendedorismo também. Sim. Que que acontece? Quando eu comecei com o bffet, o meu filho mais novo tinha um ano e pouco. Eh, hoje ele vai fazer 18. Então, assim, eu já delegava os cuidados, educação dele do final de semana para alguém, ou para minha mãe, ou para minha sogra, para alguma cunhada, mas alguém tava lá porque eu não tava presente. Falei: "Não, não dá para eu eh montar um negócio fora que seja desconfortável para ele ficar, que não seja o ambiente dele durante a semana. Porque eu para mim enviável, entendeu? Então vou trazer a cozinha, minha cozinha industrial para dentro da minha casa. Então a gente mora aqui perto, tenho tinha uma edícula lá no fundo, tem uma edícula e que lá a gente transformou em cozinha industrial. Sim. Por quanto tempo vocês ficaram lá? Uns 14 anos. E por que decidiram que era preciso separar a casa do trabalho? Porque as crianças crescem, o espaço diminui [risadas] e o bif foi crescendo, foi tomando conta não só do espaço que eu tinha designado para ele, mas praticamente de toda a casa. E aí a gente não perde um pouco da identidade familiar estando dentro de casa, porque era um negócio grande. A gente chegou a cozinhar para 400, 500 pessoas numa cozinha ridícula, entendeu? Perfeito, tudo organizadinho, tudo tudo dentro das normas, mas dentro de uma cozinha menor. Então, foram vindo outros desafios, né? E ali junto com a rotina da família também. Junto com a rotina da família. E o momento você tem que abrir mão de uma coisa ou de outra, entendeu? A criança, ah, eu preciso fazer tal coisa, preciso de tal lugar, preciso e você tá ali no meio da cozinha orientando e você tem que pegar, sair, levar, voltar, entendeu? Muda um monte de coisa. Às vezes eu ficava até de madrugada cozinhando, imagina barulho de panela, cheiro de comida e as crianças queriendo dormir, precisando descansar. Na teve momentos que o André, quando ele tava na área comercial, ele trabalhava em São Paulo. Ele chegava para cá de final de semana, tava eu lá cozinhando, ralando até tarde. Quantas vezes ele foi na cozinha, tava assim, ó, [risadas] enrolando croquete. Então são coisas que eu acho que vem pro bem também. Não podemos falar: "Ah, é ruim". Não, não foi ruim. Foi espetacular. Mas graças a Deus a gente cresce e precisa expandir o negócio, né? E como foi a pandemia? A pandemia foi um caso à parte. Eh, eu falo que durante a pandemia o meu mote era quem é visto é lembrado. Então, a gente não podia deixar de ser lembrada pelas pessoas. Então, de final de semana a gente fazia feijoada, o pessoal vinha buscar feijoada, fazia paelha, o pessoal vinha buscar paelha, fazia muitas, vendia porçãozinha fechada. Eh, hoje que tá super na moda, as grazing box que as pessoas presenteiam, eu já tinha um sonho de fazer isso bem antes da pandemia, mas por conta do volume de eventos não dava conta. Na pandemia eu falei pro André, falei: "A gente vai fazer isso agora. É agora, é agora, vamos." E ninguém fazia. Nossa, bombou, bombou. Foi super legal. A gente chegou vender mais de 300 boxes num feriado, tipo, ah, dia das mães, dia dos namorados, assim, porque quem é vista é lembrado. Então, a gente tinha que manter as coisas funcionando até pra nossa sanidade, né? Sim. Não tem como. A gente a gente conseguia atender, a gente atendia de lá. Aí, mais pro final a pessoa falava: "Ai, você não fez um evento aqui?" Nossa, no começo a gente ia de face eh como é? Face shield lá, máscara. Aí você falava: "Nossa, não dá para cozinhar com isso, não dá". Aí a gente foi se adaptando, foi tirando a máscara. Muitos clientes faziam: "Ah, eu preciso fazer, mas eu tenho minha avó que é velhinha. Você, se eu pagar, você faz o teste?" Pá, fizemos 300 testes para fazer evento em empresa também, em casa de família. E a gente foi se virando, né? Foi sobrevivendo, sobrevivendo. Sobrevivendo. Naquele período, você chegou a fazer algum tipo de empréstimo no governo federal? Porque eu lembro que naquela época nós tivemos eh algumas linhas de crédito para empreendedores ou não foi necessário? Não, não, não, até era, mas eh a gente não conseguiu, não não deu certo, mas a gente pegou alguma coisa outra de banco para ir podendo pagar aos poucos, porque as contas continuavam, né? Sim. Tinha criança na escola e por aí vai. E hoje, qual é o modelo de negócio que a gente pode dizer que seja o carro chefe do buffet? continuam sim e eles estão, apesar do volume de eventos grandes terem diminuído, eh, ter diminuído, ele a gente continua fazendo, eh, parte de casamento, de corporativo, mas sem deixar de lado a nossa raiz. Sim. que é o residencial, que é aquela coisa que você atende o cliente no tete a tete, muitas vezes a gente cozinha na frente dos clientes. Então, mas eh são os eventos grandes mesmos que tão que estão entrando aí, que a gente ama fazer. [risadas] Há 16 anos, a gente pode dizer que a gente estava bem no começo dessa questão de usar a rede social pros negócio e hoje isso tá bombando. Nesse quesito, a comunicação ajudou muito quando você tá no [risadas] Instagram, usa qualquer outra rede social. Ajudou, ajudou, ajudou, ajudou, até porque eu gosto, né? Então para mim não tem muito, independente da formação, [risadas] ela ama falar, né? É, então aí não tem muita dificuldade, né? ligar a câmera. Tem gente fala assim: "Ai, tá isso? Pelo amor de Deus, me dá umas dicas". Falei: "Dou, mas não se preocupa, não. Ligou a câmera, você olha e fala aquilo que você sabe." E uma coisa gostosa da rede social que eu acho que agrega muito pra gente hoje e que é o jornalismo diferente da da época que eu fiz, é que você consegue ser descontraído. Sim. Antes a gente tinha que ser muito formal, então acho que a rede social trouxe isso até para aproximar quem fala de quem ouve. Sim. Então, ah, errei. Ah, vixe, errei. E continua falando, tá valendo. Porque eu acho que essas ferramentas elas servem para unir o seu público com você, né? Então, é legal errar. Ah, a pessoa vê, por exemplo, já chegou a vezes de você dizer: "Errei essa receita?" Já fui fazer, não foi na rede social, fui fazer um programa de TV, coloquei lá no liquidificador, tudo bonitinho, na hora que ligou, faz explodiu o negócio. A gente deu tanta risada, aí a entrou, falou: "Ah, isso no ao vivo é isso mesmo, é ao vivo". Falou: "Ah, gente, vamos limpar porque acontece, filho, pode acontecer, ó, o liquidificador é pequeno pro receita. Vamos fazer de novo." E foi super legal. Foi a receita que a gente mais teve visualização. Sim, porque a gente não é perfeito, né? E as pessoas querem saber o que é verdadeiro. O que é verdadeiro. E eu acho que isso a rede social jogou no nosso colo, sabe? Apesar de ter muita coisa fake, muita coisa falá, mas eu acho que o verdadeiro cai no nosso colo pra gente destrinchar, sabe? para fazer as pessoas verem que dá certo, que dá errado, que pode tentar e que é isso. E nesse meio agora a gente tá aí com essa questão de muita gente usando a inteligência artificial para divulgar os seus negócios e até para otimizar os negócios. Você também já tá usando? Sim, um pouco. Eu sou um pouco porque assim, como eu faço tudo muito personalizado, eu gosto mesmo os eventos grandes, eh, eu costumo falar a pessoa: "Ah, que que você, qual que que você deseja? Que que você precisa?" Aí ela me fala: "Ah, então esse que vocês tá pensando não funciona. Vamos fazer assim, assim, assado." Isso a inteligência artificial não faz. Entendi. Entendeu? Ela não calcula a quantidade de comida que eu vou servir pro evento, porque cada evento uma vai mais, uma outra vai menos. Eh, mas ela ajuda sim. Às vezes você precisa de uma inspiração, de algum cardápio, você fala: "Ah, e aí, que que você acha?" Aí fala: "É legal". Mas tem sempre o nosso toque, entendeu? não é a minha principal ferramenta de de uso comercial e nem para montagem de cardápio, nada, mas ela é sim um auxílio quando a gente precisa. E esse espaço, você disse que há 1 ano e meio, 2 anos mudou para cá. Sim. E hoje aqui é só a cozinha ou não? Aqui, por exemplo, essa sala para receber os clientes, mas tem outras funcionalidades também. Aqui é o nosso, eu falo que é o nosso cantinho, porque aqui a gente recebe os clientes para fazer degustação. Isso foi uma coisa muito boa, porque cozinhando lá da de casa não tinha como. Então você, o cliente vê que você é real, que você tem um espaço, que você tem a sua cozinha e é gostoso receber aqui. Aconchegante. A gente fez para ser aconchegante, apesar de faltarem algumas coisas ainda, o objetivo é ser aconchegante e acolher as pessoas que estão vindo aqui. Então isso é super legal. A gente vem, faz as degustações, tudo. A nossa cozinha fica aqui, a nossa área de congelamento. Temos mais duas salas lá no no fundo que quando as pessoas me procuram para fazer tipo um coworking. Ah, tá, eu queria fazer uma reunião, é só de diretoria, eu não quero fazer aqui na empresa, tem o espaço lá, salas são tem banheiro privativo, a gente consegue servir o cof, consegue servir um almoço, depois um happy hour. E também tem toda a área externa daqui que a gente faz evento para até 70 pessoas. Sim. Então, bem funcional, bem funcional, bem funcional. Agora eu abri falando dessa expectativa para 2026, baseado no crescimento entre 2024 e 2025. No entanto, a gente sabe que tem, apesar de muitas oportunidades, tem vários desafios, preços, né? a gente falar lá da dona de casa quando ela vai precificar com fazer a compra do dia a dia. Mas e para vocês que trabalham nesse segmento, qual é o maior desafio nesse mercado? Eu acho que essa oscilação de preço mesmo, porque a nossa margem vai diminuindo, porque eu não consigo colocar o que teria que colocar, entendeu, de margem de valor para poder repassar pro cliente. E aí, e aí a pessoa fala: "Nossa, mas é tudo isso". Eu falei: "Mas vai no mercado, a gente não tem muita saída, apesar de comprar de fornecedores direto, ter parceria assim, não adianta. tem coisa que que vai subir o preço mesmo e você uns você consegue segurar, outros não. Então eu acho que esse é um grande desafio. E junto com ele tem um outro problema. Pós pandemia, as pessoas descobriram que elas sabem cozinhar, que elas sabem costurar e às vezes tem muita experiência e elas caem no mercado e um cardápio que você cobra X, a pessoa cobra metade. É outro tipo de serviço. É outro tipo de serviço, mas o cliente que busca preço acaba pelo menos tentando. Pode já acontecer de tentar e voltar comigo. Mas tem também essas pessoas que começam dessa forma e não conseguem se manter no mercado. Não, não conseguem. Mas é uma coisa que vai pipocando, vai entrando, vai saindo, daí volta, daí sai, entendeu? Então esse é um desafio que a gente bate na tecla da qualidade mesmo, do tempo que a gente tá no mercado, do tipo de material que a gente usa, dos insumos que a gente eh utiliza para pra produção das comidas, porque faz diferença. [risadas] Sim. Inclusive você disse que cozinha desde criança, mas eu vi aqui que a produção deixou que você não só cozinha, você vendia as coisas na escola. Fala um pouquinho dessa alma empreendedora. E uma dica para quem tá lá em casa e se inspira, por exemplo, na sua história e pensa: "Poxa, mas eu tenho tanto medo de empreender." É, empreender não é fácil. Eu não vou mentir, não vou falar para você: "Ah, vai que é tranquilo". Não, não é tranquilo e mas é muito gratificante, sim. Você leva umas porradas de vez em quando, mas a gente sobrevive. A gente sobrevive porque do mesmo jeito que a gente leva porrada, a gente brilha do outro lado, né? Mas eu sempre eu brinco que eu nasci empreendedora, eu adorava desde pequena, gente, como eu gostava de vender as coisas. Então eu trabalhava, minha vizinha do lado de baixo de casa, que era muito próxima a nós, fazia chocolate. Tata, você não quer levar para vender na escola? Ah, eu quero. Pegava o chocolatinho que ela fazia, levava, zerava, acabava. No outro dia tinha, tinha eh tia vendi tudo. Que que eu faço? Aí ela fazia me chocolate. Aí eu vendia tudo no outro dia. A comunicação aí a vendedora nata. Vendedora nata. E aí mesmo em empresas eu era assim, eu ia atrás daquilo que eu queria, entendeu? Aí eu tinha uns 12, 13 anos. Minha mãe teve loja de festa numa galeria aqui em Campinas. Eu falava assim: "Tia Teres, eu não posso vir trabalhar com você?" Ela tinha uma loja de presentes assim em geral. Pode, Tata. Aí todo Natal, 12, 13 anos, Natal, e férias de julho, eu tava lá vendendo com ela. Porque você quis? Porque eu queria. Passava cartão na maquininha, lembra? Saiu carbonoso. [grito] Nossa, era divertidíssimo. E acho que como eu falava bem, era uma moleca, né? O pessoal ia procurar. Ai, a três não tá aqui hoje. Ela falou assim: "Tata, mas você vende tanto, quando você vem aqui melhora tanto." Então, sempre foi. Sim, sempre fui, sempre fui. Vendi aí uma época a escola fez campanha de reflorestar lá lá do muro de fora da escola. Aí ia plantar primavera. Imagina sair colhendo calho galho de primavera. Perguntei como que fazia. A gente fez um monte de muda. O que que eu vendia de muda de primavera para colocar no muro da escola? Você não faz ideia. E na época do da faculdade, a mesma coisa. que foi, não, não teve como escapar disso assim. E vale muito a pena. Vale. É, foi o que eu falei, é difícil, mas vale. Ah, não pode desistir. Às vezes você tenta num negócio, é aquela coisa que eu falo assim, é transição de carreira, as pessoas têm um pouco de medo, mas você não precisa fazer uma transição abrupta. O meu não foi abrupto, o meu foi indo. E nesse percurso eu fiz outras coisas que eram além do jornalismo e além do bffet, entendeu? Eh, eu e meu pai a gente tinha sócio de uma empresa de, eu era da área de comunicação quando eu tinha assessoria e ele da área comercial. Fui com ele um tempo vender software, entender de tecnologia da informação e vai, você vai procurando onde você se encaixa, porque às vezes não é só o dom que basta. Sim, entendeu? Você tem que ter o dom, OK? Mas você pode gostar de uma outra coisa que te desperte, você faz melhor, você vende melhor e só agrega, não faz, não faz com que você perca sua identidade, não faz. Muito pelo contrário. Às vezes você tem um hobby e esse hobby vira uma paixão e pode ser um negócio. Quanta a gente não faz crochê, trabalha durante a durante o dia e à noite, faz crochê, vende bolsa na internet, qual momento que ela vai parar, né? Essa é a dúvida. Não para, vai indo, vai indo. Uma hora o mercado vai te falar, vem. Vem que a gente precisa de você aqui. E aí é hora de respirar fundo e enfrentar. E vai que dá certo. Dá certo. Muito obrigada, viu? T que agradeço. E olha só, o ser empreendedor neste primeiro bloco fica por aqui. Você acompanha agora dicas de livros sobre empreendedorismo e na sequência a gente volta com mais uma história inspiradora. A gente começa com eu empreendedor, um guia de empreendedorismo para você que ama o que faz, mas não sai do lugar. Neste ebook, o autor mostra a sua metodologia, como tijolos na construção de um empreendimento sólido apresenta um método prático, fácil e eficaz. Se engana quem pensa que abrir o próprio negócio é sinônimo de não precisar trabalhar mais. Muito pelo contrário, é preciso estar disposto, dedicar-se para obter resultados, compreender o seu negócio e estar preparado para os desafios que surgirem. Sem dinheiro, como construir uma startup com pouca grana? Nesta obra, Bruno Perim traz um guia prático e direto de como empreender, sem grandes valores para investir. O livro é de fácil [música] leitura e foca em estratégias práticas e efetivas. Ele apoia os primeiros passos do empreendedor, já que reúne dicas essenciais [música] para garantir a saúde de um negócio. Agre doce, o sabor de empreender com as próprias mãos. Neste livro, Masel Lima conta sua improvável e emocionante trajetória rumo ao empreendedorismo e leva ao leitor uma mensagem de esperança, determinação e resiliência diante das adversidades. [música] [música] E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre bifez. Olhe, eu estou num negócio totalmente diferente. Lembrando que esse ano a gente tem muito feriado, muitos eventos e com o setor de festas e eventos em alta, empreendedores percebem que cada vez mais há uma exigência em cardápios que saem do convencional. Eu tô aqui com a Betina, que antes da gente falar especificamente desse negócio, tem uma trajetória também, assim como no primeiro bloco de formação em uma coisa, acabar fazendo outra. E hoje esse negócio aqui que eu acho que vocês viram aqui no fundo que é experiência na gastronomia. [roncando] Betina, me conta em que momento, o que que você fazia antes. Eu já vi aqui que você é nutricionista, você trabalhava com nutrição, como surgiu então trabalhar com esses produtos? É uma loucura, né? quando a gente olha a nossa trajetória e tudo que já aconteceu e como nos trouxe até aqui. Eh, mas eu nunca trabalhei com nutrição. Eu fiz nutrição porque sempre foi uma paixão, mas eu sou formada, né, também ciências contábeis, mas trabalhei a minha vida inteira no mundo corporativo. Então, 24 anos eu trabalhei com no em banco, né, no sistema financeiro. Então, a nutrição eu fiz numa determinada época da vida, porque era algo que eu sempre, né, almejava e ficou ali guardadinho. E aí a vida foi caminhando, as coisas foram acontecendo, eu passei por um burnout muito severo e aí eu tomei como decisão, né, em em fazer realmente uma transição de carreira. Você fez a transição para esse negócio ainda trabalhando no mundo corporativo ou naquele momento do burnout você disse para vou recomeçar a minha vida profissional. Não, durante o processo do burnout, do tratamento, eu não, naquele momento, eu a única certeza que eu tinha, eu falo que assim, era o que eu não queria mais pra minha vida, tá? E aí tem alguns negociáveis que a gente faz com a gente mesmo que não dá para abrir mão. Mas eu tinha sim muita esperança em voltar eh para onde, né, para pro banco e as coisas continuarem, né, não pensava ainda em empreender. Mas quando eu voltei, eu, né, fiquei um ano e meio me tratando, né, eh, e quando eu voltei, as coisas não aconteceram da forma com que eu esperava. Quer dizer, tudo tava do mesmo jeito. Tudo do mesmo jeito. E, infelizmente, né, eh, as coisas acontecem, né, de uma forma assim que que era para acontecer também. E aí eu optei por pedir para, né, para para, enfim, para sair. E aí, nesse momento, né, e nesse afastamento, foi quando eu reencontrei a Vivi, né, que e a gente voltou a conversar. A Vivi também tava passando por um processo, né, de burnout, ela já havia saído também da empresa. E aí nós começamos a Ela já estava no outro. Você não é aqui do de São Paulo também? Você é de Minas? Sou de Minas também. E aí vocês se encontraram lá em Minas ou aqui? Nós nos reencontramos aqui, mas a nossa amizade é de anos. É de anos. Nós estudamos juntas, né, no colegial em Minas. E aí nós nos reencontramos. A gente nunca perdeu o contato, né? A gente era muito, sempre foi muito amiga, mas a vida seguiu as coisas, né, para cada uma ali, né, trabalhando essa vida insana da gente de mundo corporativo, né? E aí a gente se reencontrou nesse nesta fase, nesse período. E aí a Vivi já tava um um passo à frente, né? né? A Vivi já havia saído da empresa, a Vivi já estava tocando ali um negócio na casa dela e aí a gente começou a conversar, conversar sobre o empreender. A gente começou a amadurecer algumas ideias, projetos, já sabendo que para mim poderia ser uma das alternativas, né? você começar a empreender e buscar algo próprio. E aí foi amadurecendo, as coisas começaram a acontecer, a Vivi já tava lá com o impório e quando, né, eu voltei pro banco e vi que realmente não haveria possibilidade de eu continuar e aí eu optei por fazer o desligamento, eu falo que as coisas acontecem de eh eh eu sou muito religiosa, né, sou muito crente em Deus e e eu tenho certeza que tudo foi uma ele foi pavimentando, né, a minha trajetória da Vivi também. E aí foi muito engraçado porque eu já era cliente da table. Eu sempre ganhei muitos presentes da table até no momento em que eu trabalhava no banco. E a através da minha terapeuta que é amiga, né, muito amiga, né, da da de uma das sócias, das exócias, das ex-sócias, isso, desculpa, das ex-sócias. E aí a gente conversando, né, já não tava não num momento de terapia, mas num momento mais informal, eu fiquei sabendo então que as meninas estavam, né, começando a amadurecer a ideia de de vender a empresa, porque uma das sócias mora nos Estados Unidos e gestão de um negócio, né, hoje, ainda mais hoje que a gente tá aqui, a gente sabe o quanto é importante, né, essa questão das duas estarem juntos e a a gente entendeu ali super o momento delas e foi quando começou o namoro, né? O namoro da foi da terapia, a partir da terapia. E aí nós começamos a conversar, conversando, né? Enfim, mas aí na hora que a sua terapeuta comentou sobre essa possibilidade, você já pensou na Betina? Na hora vai ser minha só na na Betina é você. Desculpa. Mas na hora que você passou pela terapia e veio essa possibilidade, você já pensou na BV na hora? Ah, na mesma hora, né? Porque a gente já tava ali totalmente conectada, já pensando em fazer algo nós duas juntas. E aí a gente já teve a certeza, na verdade, né? Porque a Vivi também já conhecia a Table e a Table já é uma, já era, né, naquele momento uma empresa muito consolidada, né, no mercado de Green Food. Ela já tava ali mais ou menos com uns tr anos de empresa e ela, né, e é o nome muito forte, né, ela é uma sempre foi uma referência eh no varejo aqui na região para esse conceito do grazing food. Então nós não tivemos dúvida, né, que isso seria um um bom um bom negócio para nós. E aí quando nós estivemos na empresa, fizemos ali um período de análise e identificamos que as oportunidades do negócio estavam muito ligadas com as nossas fortalezas, então isso nos deu muita segurança pra gente dar esse passo, né, para poder começar o empreender, porque não adianta também a gente romantizar o empreendedorismo, né, porque não é fácil você começar hoje uma empresa do zero. Nós sabemos os desafios que tem, né, no no negócio como um todo. O que que é importante a gente fazer, mas já era um negócio validado. Exato. Construir uma carteira de clientes, isso é muito complicado. E a table tinha o que é o mais difícil, que é ter um nome, que é ter uma carteira de clientes, que ter um negócio já forte. E aí nós viemos então agregar ao negócio com as nossas fortalezas de, né, de gestão do negócio. Aí sim trazer uma uma visão mais eh dinâmica mesmo, trazendo uma questão ali mais pavimentada para números. E naquele momento, para que vocês assumissem o negócio, foi feito um trabalho junto aos clientes, aquela carteira para eles entenderem que agora tinham novas pessoas à frente do negócio ou não foi necessário? Não. Sim, nós tivemos um cuidado muito grande com isso, porque nós sabemos a o quanto eh uma transição, né, na sociedade, isso é algo que pode reverberar de uma forma positiva ou uma forma negativa. Então, nós tivemos um cuidado muito grande. nós eh estivemos à frente da empresa por um ano sem falar, né, que a gente que a empresa havia feito esse processo para que as coisas pudessem acontecer de uma forma muito natural. E aí nós começamos a visitar os principais clientes, nós começamos a a falar com alguns clientes, né, enfim, e isso eh foi de uma forma muito tranquila essa essa passagem. A Líia e a Dani, as antigas sócias, nos deram um apoio assim fundamental, porque isso para nós foi muito importante, o apoio que elas nos deram no início e estiveram com a gente também durante um período. Elas não, a gente, né, comprou a empresa, mas elas mantiveram aqui conosco, eh, nos dando todo esse apoio. E a isso foi muito bom, porque foi feito de uma forma muito gradativa para que os clientes também tivessem, né, e em mina vivia uma referência e uma segurança, né, porque a relação de confiança é muito importante entre empresa e cliente, né? Nós entendemos isso, ainda mais que nós viemos do mundo corporativo, a gente sabe da importância, né, do do atendimento ao cliente, enfim. Então isso aconteceu e e foi uma das coisas que eu vejo que deu muito certo, né? Porque os clientes não viram de uma forma negativa, mas sim entenderam, né? A Dani Alí é super conhecida aqui na região, então isso é muito legal também. Mas e elas estão aqui com a gente o tempo todo, né? como foi também porque vocês têm colaboradoras, o time você teve que renovar, você manteve aquele time, como vocês fizeram no interno? Nós mantivemos o time por completo, né? Não, não mexemos na estrutura e até hoje, né, até semana passada o time tava 100% aí conosco. Quem não está mais foi por decisão própria, não por decisão da empresa, porque acho que enquanto gestão também, né, eu ia vivir, nós trabalhamos com gestão de pessoas a vida toda, né, e eu tinha um cargo de regional, então lidava com grandes equipes. Então, nós sabemos da importância de cuidar das pessoas. E foi aí que ressurgiu, ou na verdade aquela nutricionista que tinha estudado, que sempre amou nutrição. Foi aí que você conseguiu colocar isso para fora dentro desse negócio, dessa proposta de eh viver ou oferecer essa experiência ao cliente? É, eu falo, eu falo assim que a vida da gente é uma, é uma caixinha de surpresas, né? E quando veio essa possibilidade da table, pensar que tudo que eu sempre amei ficou guardado numa caixinha, mas agora poderia tá ali nos ajudando e muito. Foi muito importante porque eh tanto na questão hoje a nutrição ela é você ela é muito ampla, né? você tem tanto a parte de gestão de uma que é a cozinha, então ali você entender dos processos, né, da dinâmica do da da cozinha para, enfim, desde o recepcionar o alimento até o preparar. Isso a gente trabalha com cozinha, 100% cozinha, né? Sim. E e até para trabalhar também com as particularidades de cada cliente, né? Hoje nós temos eh clientes que têm intolerância, né? clientes, a gente e seja no varejo ou em evento, que a gente precisa atender aquele cliente com o cuidado que ele precisa. Então, quando você, né, tem, né, o, eu falo a você pode falar com propriedade, é algo que traz segurança também pro cliente, seja em qualquer das situações, eh, o cliente se sente muito mais seguro em em fazer aquela, né, eh, a tomar aquela decisão por saber que por trás existe uma profissional que tá ali cuidando dele, né? Porque é bonito, é gostoso, mas tem que ser também seguro, né? Então isso é importante. Agora, Betina, você tomou essa decisão em função de um burnout que agora inclusive que é algo que tem se falado sobre, né, como prevenir, como trabalhar isso, eu creio que como empresária, como empreendedora, você tenha muito trabalho e muita responsabilidade, mas é um outro contexto. É um contexto que diferente de um de um cargo CLT, né? Você tem uma jornada muito intensa também no empreendedorismo, até pode chegar até mais intensa que no CLT, né? Mas é diferente quando você faz algo que é seu, que você faz com amor, que tem um propósito. Então o que aconteceu comigo, né, na empresa, eh, tava totalmente voltado àquele meio, né, a gestão. Então, as pessoas que estavam ali, né, a pessoa que estava ali. que no nosso negócio a gente pode trabalhar 12 horas, 20 horas por dia que não tem uma exaustão física, não uma exaustão mental. E o e e o problema da saúde mental, ela tá muito voltada, principalmente, né, em questões aonde envolve assédio. Sim, né? Eu nesse tempo também, né, que que eu fiquei afastada, eu fiz uma especialização eh em uma certificação internacional, né, de CO, que está totalmente relacionado à ciência da felicidade na empresa. Então, hoje a gente olha, né, o Burnout como uma doença eh aonde existe uma carga, né, realmente intensa de trabalho, mas está totalmente voltada em situações aonde, infelizmente tem questões de assédio. Sim. Isso eu falo que é a gota d'água, né? Porque diferente de um cansaço físico que a gente descansa, o mental você não consegue recuperar com o final de semana. E se você permanece ali naquela situação onde traz, né, o o eu falo aonde a doença está instalada, né, é é complexo, né? Então, no nosso negócio é a gente traz, por mais que seja uma empresa pequena, com poucos colaboradores, a gente trata como se fosse uma empresa grande, eh, respeitando aqui as particularidades de cada uma das meninas. Eh, claro, sempre olhando pro que pro melhor, desenvolvendo, lógico, os pontos que elas precisam desenvolver, mas ressaltando principalmente o que cada uma tem de fortaleza, né? Porque eh é isso que faz com que as pessoas se sintam valorizadas. Sim. E aí a gente, né, preocupa tanto com elas, mas também com a gente, né? E aí eu e a Vivi a gente se complementa muito, a gente se ajuda muito. Então, eh, na mesma forma que elas trabalham nas fortalezas, eu e a Vivi também dessa forma, na gestão do nosso negócio. A Vivi toca áreas, né, aonde ela domina e eu fico com as horas onde eu tenho mais também expertise e isso faz com que seja prazeroso, né? E a gente se complementa o tempo todo. É. E falando em complemento, daqui a pouquinho a gente vai bater um papo também com a Vivi e vai contar a parte dela nessa história e da arquitetura e experiência na área comercial para este negócio. A Viviane, como a Betina já contou, é a amiga que, como se diz, também comprou a ideia e elas estão nesse mercado. Como foi para você o convite da Betina? Foi uma coisa que você falou, olha, não esperava ou era algo que você já procurava? Me conta. É, eu acho que quando é natural entre duas amigas, né? Então foi tudo mais fácil, porque pra gente empreender, eu tinha esse desejo, mas eh a insegurança, o medo do que é o novo, mas como nós éramos amigas e tinha uma relação muito de confiança, eu acho que isso foi primordial. Na época você fazia o quê? Eu era vendedora na área comercial, é gestora de contas numa área comercial, fiquei 20 anos numa empresa. Então eu tinha gestão de equipe e aí eu tive burnout, o todo hoje no mundo corporativo, né? Quase todos temos. Sim. E eu resolvi sair da empresa e queria buscar algo novo. Mas você já tinha saído, então? já tinha saído. Eu já tinha saído e tava vendendo as coisas de Minas, como nós falamos. É, olha, ela vai contar, ela já me contou em off aqui, que como ela é de uma cidade do interior de Minas Gerais, ela já tinha o hábito. Primeiro mineira que gosta de fazer festa e receber, receber pessoas. Segundo, ela trazia as coisinhas lá de Minas, é, de uma cidadezinha chamada Cavacos. Exato. É um distrito de Alterosa. E aí você trazia já os produtos de lá, coisas de Minas. E por ter essa facilidade comercial e gostar de receber, então quando eu saí do mundo corporativo, eu resolvi vender as coisas de Minas. Sim. E quando encontrei a Betina, nós resolvemos eh tentar fazer o e-commerce, porém com essas com esse coisas de Minas, porém a gente tinha a expertize e a bagagem de eh administrar e gerir uma empresa, mas nós não tínhamos a carteira de clientes e a recorrência de compras. E o produto de Minas, a maioria são produtos artesanais. Então, nós tivemos muita dificuldade com relação a prazo de validade, a buscar o queijo da canastra, então a logística. E neste período foi onde surgiu a oportunidade da Table, que já era uma empresa existente, porém eh não tava com uma gestão, com foco de gestão. Elas atuavam muito bem, porém no na venda varejo. E aí nós analisamos a empresa, entendemos que era viável. e enxergamos um potencial muito grande nessa questão do da experiência, do viver o a a table de uma forma diferente. Foi onde nós criamos a parte de eventos, a parte corporativa, focar mais eh no atendimento de eventos, que é onde hoje a table tá crescendo bastante. Então naquele momento, e a empresa já tinha uma carteira de clientes com determinado nicho. Quando vocês expandiram, fizeram essa pulverização dos serviços, esses clientes também migraram ou vocês conquistaram novos clientes? Como foi? Acho que tem os dois cenários, né, Mirna? Porque tem o cliente que ele já conhecia e quem conhece uma tábua como essa, eh, é algo que surpreende. É, você olha e fala: "Uau, eu brinco eh com muitos dos clientes que eu atendo. O salame no supermercado você vai encontrar. O que muda é a forma como nós entregamos esses produtos." Então, as pessoas que já tinham a experiência de receber amigos e comprar uma table, ela também migrou para essa parte de eventos. E lógico que nós trouxemos uma bagagem do mundo corporativo, que é isso ninguém tira da gente, que é são a as amizades, o seu nome, o que nós construímos. E a gente foi linkcando essas duas coisas. Eu confesso que eu conheci o trabalho da Betina e da Vivi em um evento corporativo que eu participei com uma proposta que eu nunca tinha visto. Pode ser que seja até comum, mas eu nunca tinha visto. Me conta que proposta foi aquela. Gente, olha, é uma experiência incrível. Exato, Mirina. Isso eh a tela terrí é uma novidade nossa e é uma das experiências. Então, quando a gente fala em surpreender, não adianta eu fazer sempre mais do mesmo. E aí nós aproveitamos a minha expertise de arquitetura, a Betina com a parte que ela é nutricionista. Então ela chega com a ideia e fala: "Ó, eu não sei o que você vai fazer, mas se vira para que nós precisamos e aí eu vou uma tela comestível, uma obra de arte comestível. No começo a gente ficou até com um pouco de dó porque ia, né, desfazer aquele quadro lindo, mas era saborosíssimo e a gente merece. Sim. Mas aí, eh, e como quando vocês apresentam uma proposta daquela pro cliente, como ele fica? Como é encantar também esse cliente que naquela experiência vai encantar outras pessoas? Exato. E eu acho que é o surpreender. E é o como eu estava te falando, não dá para eu entregar sempre o mesmo. Então agora nós estamos na época de a próxima data comemorativa é dia dos namorados, depois vem a Copa. Então, os bastidores aqui já trabalhando para o que nós vamos entregar na Copa de algo diferente, com a nossa proposta de surpreender, com a nossa proposta de experiência, de entregar beleza mais sabor. Então, eh, eu acho que a gente sempre tem, ou seja, a Copa vai ter um cardápio especial, é isso? Não vai ter um produto para copa. Talvez eu tenha um produto, talvez eu faça alguns adereços na tábua. Por exemplo, no Natal eu tenho uma table que é de Natal, ela tem uma vela comestível. É, foi o que teve no ano anterior. Eu vou cortar o queijo bri num formato de pinheiro, correto? Dia dos namorados. Eu tenho uma table em formato de coração. Então eu acho que a gente buscar a dá um spoiler da Copa, hein? Dá um spoiler aqui [suspirando] que que vocês estão preparando? Eu acho que tem que ser algo colorido, amarelo, verde, amarelo. E a pirâmide, que é a nossa, é um outro produto nosso que é uma bolsa, porém vão ter itens para atender a a normalmente vai fazer a entre amigos, então vai ser não só uma tábua, mas eu tenho uma pirâmide que aí eu entrego várias camadas com petiscos para petiscar ali durante o jogo. E como é conquistar esse cliente que busca quando recebe alguém ou às vezes até ali na família eh surpreender as pessoas? Eh, o surpreender tá muito no carinho. Então, todos os dias com a equipe, nós temos reuniões semanais, a gente tem e reunião de alinhamento e eu acho que a gente entregar o carinho naquela tábua, no produto que você tá montando, e muda a totalmente a forma. Então, às vezes a gente tá ali com uma uva que não tá muito bem posicionada, a o cuidado de colocar uma flor. Então, a gente, eu acho que isso é uma entrega que surpreende, porque vê que ali teve carinho, que teve intenção, que teve um cuidado. Sim. Eh, o a questão da gente escrever os cartões à mão, então as pessoas gostam muito. Uma identidade da table. Toda semana a Betina vai ao Seasa e nós compramos as astromélias. O quê? A astromélia é essa flor aqui. Essa florzinha. Então eu entrego, eu faço uma embalagem bonita e eu coloco uma aste de astromélia. Então, é como se a pessoa tivesse recebendo um presente mesmo. Então, eu acho que é esse cuidado constante do início, desde a manipulação, eh, o a o preparo, o pré-preparo dos produtos até a entrega final. Vocês estão há 2 anos e meio, é isso, com o negócio. Desde então, qual foi para você o maior desafio? Eh, eu acho que a gente enxergar uma empresa como o como empreendedor, a parte mais importante maior desafio é processos. Processos e uma boa gestão de pessoas. Processos que eu mostrei o livro para você que é uma ficha técnica. Eu tenho que ter segurança de um produto que eu estou entregando pro cliente, que tem um controle de qualidade, de quantidade, de eh eu ter produtos que são qualificáveis, mas eu tenho que ter um padrão. Ah, hoje você me entregou com um tipo de queijo ou com uma certa quantidade, eu vou te falar que essa tábua atende eh 10 pessoas. Amanhã essa mesma tábua atender 10 pessoas. Então isso não pode acontecer. ficha técnica. Então, ter padrão eh para receber o alimento. Então, hoje a gente vai receber o, a gente trabalha com produtos muito perecíveis, então eu vou receber um queijo, eu tenho temperatura correta, as nossas geladeiras são controladas, a câmera fria e até a orientação pro cliente de como ele tem que manter esse esse produto refrigerado até o momento do evento também, né? Exatamente isso. E muitas pessoas, Mirna, procuram a gente para eh ah, chega aqui, você tem uma vitrine com o produto montado. Eu não posso, porque se eu manipulei esse alimento hoje, amanhã ele não serve para consumo. Então, a gente tem que ter todo esse cuidado. Agora, para os eventos corporativos, que muitas vezes inclusive acaba exigindo a presença de vocês nesse local, como que é também organizar todo o trabalho da equipe que prepara e depois finalização no local e apresentação desses produtos. E aí, mais uma vez a gente entra no processo, é o processo na gestão do evento. Então, nós temos aqui a Mari, que faz o comercial e eu faço a parte de eventos. Se eu finalizei com o cliente, eu vou desenhar tudo. E arquiteto a gente fala muito desenhar, né? [risadas] Mas eu vou desenhar ali todo o o evento. A Mari passa pra cozinha hoje. Elas estão aqui no preparo de um evento, então elas vão eh ter que nomear tudo pra gente, mandar tudo eh separadinho. No evento a gente chega e faz somente a finalização. Então, no evento eu vou eh as tábuas vão a maioria prontas e no evento nós somente finalizamos. Eh, tem valido a pena para você? [roncando] Com toda a certeza. Onde vocês querem chegar? Aí é uma pergunta desafiadora, mas eu acho que assim, quanto mais experiências a gente puder proporcionar, que é o que nós falamos de uau, de surpreender, de mostrar esse carinho e mostrar que é uma empresa feita por mulheres, que nós eh podemos conquistar o nosso espaço e que a gente consegue fazer uma entrega e a gente merece. Foi o que nós falamos no começo, né? Nós somos merecedoras. Exatamente. Somos merecedoras. Muito bem. E assim a gente encerra o ser empreendedor de hoje. Lembrando que todo domingo tem estreia [música] às 5:15 da tarde na TV Câmara Campinas e depois todos os programas ficam disponíveis na playlist youtube.com/tvcâmara. Até um próximo ser empreendedor. เฮ [música]
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