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Ser Empreendedor | Personal organizers transformam organização em carreira de sucesso
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Ser Empreendedor | Personal organizers transformam organização em carreira de sucesso

79 views Publicado 27/04/2026 HD · 46:16
Resumo editorial

O Ser Empreendedor desta edição traz duas histórias reais de mulheres que largaram o emprego formal e construíram carreira como personal organizers em Campinas. A primeira convidada é arquiteta de formação que saiu da prefeitura para empreender, e a segunda tem nove anos de mercado depois de atuar na indústria automotiva. As convidadas explicam a profissão para quem ainda confunde com personal stylist ou personal trainer, deixando claro que a personal organizer é uma consultora de organização que pensa de forma estratégica a guarda dos itens da casa para otimizar tempo, reduzir desgaste mental e melhorar a qualidade de vida cotidiana. O programa traz dados do Sebrae regional, com 130 mil mulheres comandando pequenos negócios nas 22 cidades da regional de Campinas, muitas começando como MEI antes de estruturar empresas maiores. A conversa também detalha a clientela do setor, com 90 por cento de público feminino, faixas de preço e modelos de atendimento como dia de organização ou consultoria contínua.

Descrição do vídeo

No programa Ser Empreendedor da TV Câmara Campinas, duas personal organizers compartilham trajetórias reais de transição do emprego formal para o empreendedorismo. Priscila de Castro Nascimento Silva (@asuper.organizada), arquiteta que saiu da prefeitura, e Melaine Ferreira de Aquino (@organizecomaMel), com nove anos no mercado após indústria automotiva e MBA na Irlanda, revelam desafios e estratégias em um setor 90% feminino. Segundo o Sebrae, 130 mil mulheres lideram pequenos negócios na região de Campinas. 📋 Priscila de Castro: apaixonada por casas desde criança, descobriu organização como nicho na arquitetura. Ex-bagunceira confessa — chegou a misturar mamão com mochila e pular cama por pilhas de roupa —, questionou por que era organizada no trabalho e caótica em casa. Casamento com parceiro metódico e gravidez em 2019 aceleraram mudança: curso online com etapa presencial em São Paulo. Primeira cliente, cunhada indicada por amiga, rendeu 12 horas de closet em Araras (antes/depois viralizou). Pandemia e licença maternidade: home office, desafio YouTube 7 dias, curso 180 aulas filmadas em apartamento. Pediu demissão pós-lockdown, enfrentou realidade sem fila automática de projetos. 💼 Estratégias Priscila: visita técnica gratuita conquista confiança em era de golpes; cobra por acervo (bolsas/sapatos variam), mínimo R$80/hora inclui deslocamento/produtos. Leva colmeias plásticas, indica organizadores online. Diferencial: manual ilustrado com plantas/fotos antes-depois — diaristas mantêm. Expansão: perfumes "Casa Super Organizada" (frasco decorativo), colmeias em feiras (cross-selling). Pós-perda da mãe (2025), pausa curou com revista digital assinatura (inspiração em encontro empreendedor com Maria Eugênia): edições mensais informam/entretenhem, feedback "sinto paz". Hoje: 1 casa/semana (R$3-4 mil/mês), mira R$6 mil solo + equipe; equilibra com filha Juju. 🔄 Melaine Ferreira: 15 anos automotiva (técnica mecânica aos 14), inglês pós-30, intercâmbio Dublin (virou MBA administração, 3 anos), consultoria montagem redes lojas. Pós-publicidade/propaganda, buscou "felicidade em fins de semana": design interiores levou a organizer. Labs grátis família/amigos, troca serviços em grupos empreendedoras regionais gerou indicações. Baixo custo inicial (mesa dobrável, etiquetadora) retorna em 2-3 meses vs. franquias anos. Público A/B: mudanças (embalagem/desapego), bebês (quartinho), casamentos (rotina+treinamento funcionárias), manutenções. 8 passos residencial, 5S empresas; acompanham ou deixam chave. 📚 Dicas de Livros no Programa: Empreendendo Novos Caminhos (Tiago Marconi, Dialética Literária): CLT para independência, mentalidade, histórias reais. Desistir Não é Opção (Camila Farani, Gente): Shark Tank bastidores, resiliência, execução. Como Convencer em 90 Segundos (Nicholas Boothman, Universo dos Livros): persuasão via postura/voz para networking. Personal organizer vai além estética: estratégia funcional (macarrão perto molho), otimiza tempo em rotinas corridas. 130 mil MEIs femininos regionais mostram oportunidade. Assista histórias completas de superação! Deixe like 👍, comente sua transição empreendedora e compartilhe. Inscreva-se para empreendedorismo feminino e personal organizer Campinas. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Superação e determinação com um só objetivo, fazer dar certo. Essa é a ideia da maioria dos empreendedores. E quando a gente faz um recorte para as mulheres, muitas delas começam a empreender por necessidade e encontram nessa nova situação um novo espaço para tornar essa necessidade em uma oportunidade. De acordo com o SEBRAI em Campinas, nas 22 cidades que compreendem a regional são 130.000 mulheres que comandam pequenos negócios, muitas começando como MEI e depois estruturando as suas empresas. E quando a gente fala na profissão de personal organizer, a gente fala justamente sobre 90% do público feminino que está aí em torno dessa profissão. Por isso que hoje a gente vai conversar com a Priscila, que é arquiteta, vem aí de um serviço público e vai contar o que aconteceu na vida dela que ela decidiu empreender. Priscila, primeiro conta para nós antes da sua história, para quem tá em casa, falando do que é a personal organizer, o que é essa profissão, o que que faz. Conta pra gente. A, olho para lá ou olho para cá? Olha para mim, tá? Tá. A Personal Organizer, eh, porque vem um termo assim do inglês, então muita gente se embanana, mas é uma consultora de organização. E o que que ela faz? Ela traz para você um dia a dia mais prático, mas é para casa, não é para uma roupa, não é isso? Para uma roupa que você vai vestir, não seria personal stylish para para vestir. Para vestir para casa. Para casa, personalizer e pro treino, personal trainering. Então assim, só para ficar mais fácil o entendimento, né? Porque às vezes a gente acha que a organização eh, ah, eu mantenho todas as coisas no lugar, mas às vezes você está arrumada e não organizada. organização, ela é uma forma estratégica de guardar coisas para que você possa encontrar com mais facilidade. Então, por exemplo, você tem o macarrão, a lógica é que ele fique próximo do molho de tomate e aí você ganha tempo com essa junção de estratégia pro seu dia a dia ficar mais prático. E aí a gente, olha, uma coisa que parece tão simples, tão pequena, mas tem estratégia também. Sim. E aí a gente ganha tempo no dia a dia. Eu falo que a organização ela te paga diariamente quando você tá procurando um título de eleitor, uma carteira de trabalho e você sabe onde tá. Aí você sabe que você tem mais tempo para fazer outras coisas. Sim. Agora, como a Priscila, então arquiteta, que inclusive atuava na Prefeitura de Campinas, que é um serviço público, decidiu olhar para esse mercado de personal organizer. Como que foi a sua entrada nesse mercado, o seu interesse por esse tema? Me conta. Então, o interesse começou do seguinte, eu por pela formação de arquitetura, eu desde pequena sempre amei casa. As meninas amam roupa, sapato e eu sempre amei coisa de casa, eh, mostras de decoração, revistas. Então, sempre foi minha área de interesse. E aí eu fui pra área de de arquitetura. Mas dentro da arquitetura eu descobri esse nicho que é o nicho da organização. Por quê? Porque eu era bagunceira. Eu eu costumo falar que eu era uma ex-bagunceira. Muitas personal organizers tm a história de falar: "Nossa, eu sempre fui organizadinha metódica". E eu era bagunça em pessoa e eu era tão bagunceira que tem até duas histórias que são bem engraçadas, né? Eh, como eu fazia o estágio de arquitetura, eu levantava cedo, já montava toda a minha mochila, né? E aí eu ia pro estágio na prefeitura e tinha um outro estágio com uma arquiteta. A noite eu ia pra faculdade, então eu tinha que montar a mochila do dia e levei um mamão pro lanche. Aí eu esqueci o mamão na cama, porque eu montei a a mochila na cama. Aí a hora que fui dormir, tava a cama cheia de de mamão. A hora que eu voltei do nível assim que eu conto pras pessoas de bagunça que as pessoas não acreditam. E a outra situação, mas isso você morava sozinha ou morava na casa com seus pais? Com a minha mãe. É, quando ainda era solteira. E a outra situação foi que a minha mãe, ela falava assim: "Prcila, o seu quarto é tão bagunçado que eu vou mandar instalar um cipó, você pega o cipó na porta e já pula na cama, porque em volta da minha cama era roupa, era tudo misturado, né? Então eu era aquela pessoa que misturava ketchup com o projeto, tá? E e pro trabalho eu sempre fui extremamente organizada. Esse foi um dos motivos, né, de ser uma estagiária que passou a ser contratada pela organização. E aí eu sempre questionava, eu falava: "Por que que no trabalho eu consigo ser organizada, manter e na minha vida pessoal eu não conseguia?" Sim. Mas e aí, com essa inquietação? Foi que você começou, foi a pesquisa ou foi alguém que te falou por que você não faz para você usar na sua casa, eh, aprender a fazer essa organização? Como que surgiu então aí a Personal Organizer? Sim. Então, eh, nesse meu lado bagunceira, eu tinha uma madrinha que ela sempre foi extremamente organizada e às vezes ela falava assim para mim: "Ai, vai dar uma volta que eu organizo". E ela deixava o meu armário muito lindo, assim, muito organizado. E eu amava ver aquilo, né? Minhas peças todas organizadas, mas eu não conseguia manter no dia a dia. E aí quando eu casei, ficou muito sério, porque meu esposo era organizado e eu não. E aí eu falei, preciso mudar essa essa sacada. E aí que eu fui atrás de métodos que me ajudassem a organizar, né? E e eu falo assim, tem coisa pra mulher que é uma dor. Então eu vi aquele cestão de roupa para passar. Eu odiava passar roupa, eu falava: "Meu Deus, era uma dor". Eu olhava o cesto, doía. E aí quando eu fui fazendo a organização e vendo e vendo os benefícios de uma vida mais organizada, eu eu comecei a pensar, por que não ensinar pessoas a serem organizados, como tá trazendo tanto benefício paraa minha vida, né? Sim. Aí você foi o quê? Estudar. Estudar. Fez o quê? São cursos online ou presenciais? Isso aí eu fiz um curso online que aí ele terminava com encontro em São Paulo, né? Presencial mesmo. Então foi muito gostoso porque aí antes de eu terminar esse curso, apareceu uma cliente. Aí eu falei: "Meu Deus, mas eu não nem tava atrás de de cliente, uma amiga minha indicou, né, a minha cunhada. E aí eu falei: "Nossa, eu nem tava imaginando já ter cliente". Tanto que ela, quer dizer, você não tinha nem pensado em, não era um negócio ainda, não. Era uma leve ideia, mas não tinha nome, não tinha nada. E aí, eh, essa pessoa me procurou para você, para você ter noção, eu não tinha terminado nem o curso, a parte que ela queria do closet. Aí eu fiz um intensivão para falar: "Nossa, eh, vou terminar para poder fazer". Mas é claro que a a minha formação como arquiteta já me dá muita noção. Sim. de medida, de espaço, de quantidade, né? Então eu olho claramente uma quantidade de bolsas, olha o armário, falo: "Não vai caber". Isso desde sempre. Então essa noção de base de arquitetura me ajudou muito. E aí foi então fazer esse projeto com a primeira cliente. Fui aí peguei a minha madrinha, que é aquela organizada [risadas] e nós fomos e era em Araras ainda, só que eu não tinha aquela noção de, tipo assim, era muita coisa para organizar. Então a gente começou lá, a gente iniciou os trabalhos assim no relógio 7 horas e terminamos 7 horas da noite, 12 horas diretão assim para arrumar um closet. Para arrumar um closet. E a partir dessa experiência, foi aí que você percebeu que aquilo poderia ser um negócio ou não? Você escondeu isso lá e continuou tocando a sua vida? Não, aí que eu fiquei apaixonada porque você vê a reação da cliente mostrando cada gaveta, o benefício, mostrando que sobrou espaço. Aí nesse primeiro projeto eu já criei antes e depois e aí postava as pessoas, nossa, lá na hora que você teve esse insite, gente, ai, vou fazer o antes e depois não, eu sempre tive o hábito de tirar foto de tudo e depois de tudo organizado, então já formo antes e depois, né? Sim. E aí uma cliente muito bacana, né? Foi tão legal que ela ficou tão animada com o trabalho de personal organiza chamou as amigas para tomar shampoo e no closet no mesmo dia. Tão emocionada. Foi tão legal. Mas e aí você voltou pra sua vida, continuou tocando normalmente ou não? Foi a partir desse momento que você pensou isso dá um negócio? Então eu continuei trabalhando semanalmente, né, como funcionária pública e nos finais de semana ou férias eu organizava. Então assim, marquei muita organização nas minhas férias, que aí eu e meu esposo a gente ia lá e dava um trato porque ele me ajuda em serviço de maridos de aluguel e tal. Então a gente faz algo bem estratégico, né? Em eh agosto de 2019 eu engravidei, foi uma surpresa super boa, mas a gente tava eh planejando, querendo muito, né? E só que é um susto, né? Você toma aquele susto na hora. E aí, nesse momento, eu fiquei eh mais dividida ainda, porque eh a gente fala assim: "Ah, eu vou trabalhar grávida" tudo e foi, né? Fui trabalhando, fui levando a gestação até o final. Só que o que aconteceu que não tava previsto, é que e o final da gravidez começou a entrar no fim da no início da pandemia, tá? Então assim, por exemplo, acho que foi lá para abril, o meu médico já me afastou porque tava muito alto o nível de COVID, né? Porque foi depois do carnaval que começou a a ter mais casos, né? Então aí eu já comecei a trabalhar em home office. A minha bebê nasceu bem no meio do lockdown, quando mandou fechar tudo, falou: "Olha, a gente ainda vai decidir se o serviço essencial vai funcionar ou não. A gente tava indo pra maternidade". E e aí depois que eu tive a bebê, aí eu acho que tudo transforma. Você começa a olhar o seu dia a dia, ver a qualidade, porque a organização e o trabalho com organização, ele me dá vida, sabe? Quando você faz algo por alguém e você vê vidas transformadas, você recebe aquela paga daquela vida, sabe? Sim. E no dia a dia meu, eu amava o que eu fazia, só que era um trabalho muito metódico e sem criação. E eu me sentia viva, ajudando outras famílias, né? E aí com a minha filha e e esse sentimento de maternidade, eu acho que eu me senti mais envolvida ainda em ajudar LES a melhorar. Pandemia, mãe, como então surge naquele momento em que as pessoas mal saíram às ruas? a profissional, a gestora do seu negócio, o que que você fez primeiramente? Parece que aí a internet deu uma força. Sim, foi isso mesmo. Então, nesse desejo de eu quero passar a organização para as pessoas e as pessoas estavam no momento onde elas estavam muito focadas em internet, em vídeos de YouTube. Primeiro eu fiz na pandemia grávida, nesse home office, nós fizemos o desafio de sete dias de organização. Então, cada dia a gente gravava um vídeo, eu e o meu esposo, do que a pessoa tinha que organizar. E aí depois que a Juju nasceu, que veio a ideia junto com uma equipe da gente fazer um curso online de organização. Então, a gente montou uma equipe de filmagem, de edição e a gente gravou, gravamos 180 aulas e editamos organizando todos os espaços do meu apartamento, tudo, para poder incentivar outras mulheres a serem organizadas, sem precisar de personal organizer também, porque através do curso, até porque todo mundo tava em casa, as pessoas falavam assim: "Ah, e agora que eu faço com esse guarda-roupa que eu nunca olhei para esse espaço, eu não tinha tempo". E as pessoas começaram também a procurar assuntos como este na internet. Isso. Isso começaram a procurar e começaram a se incomodar. Foi uma época que as estatísticas mostram que nunca teve uma época que as pessoas se incomodaram tanto em est lares e sem ter aquele conforto do lar. Tanto que elas queriam reformar na pandemia, elas queriam o meu serviço de arquitetura. Eu cheguei a negar um monte porque elas queriam reformar porque tava vivendo em casa. E aí tava vendo que dentro de casa não tinha o conforto, não tava organizado. E aí você fez o curso, tava lá, continuou na prefeitura, então voltou da licença à maternidade. E aí toda essa mudança, essa reflexão que você fez nesse período, ela foi decisiva para que você, enfim, falasse: "Não, agora eu vou só trabalhar para mim, eh, vou só administrar meus horários e fazer o que eu mais gosto." Foi, foi isso sim, foi decisivo. Tanto que eu voltei, eu acredito que eu trabalhei no máximo uma semana e pedi para ser desligada e graças a Deus, eh, Deus colocou a mão e foi o que aconteceu. Mas eu tinha uma ilusão que é até bom paraa empreendedora saber, né, das realidades. Eu tinha uma ilusão de que eu ia sair e ia ter muito projeto. Falei: "Nossa, se eu tava trabalhando, aparecia projeto, agora vai ter muito projeto". E não foi a realidade, que daí veio aquela aquela dose de realidade diária e você fala assim: "Não, agora eu preciso correr atrás do meu ganho." E aí que começa uma jornada de redes sociais, divulgação, eh o boca a boca, às vezes fazer muita coisa de graça, né? Que você faz o projeto social para que aquela pessoa também possa te ajudar, divulgar, né? Dois lados. Então, nessa forma é que eu fui trabalhando, trabalhando e venho até hoje para divulgar o seu trabalho e conquistar os clientes. É, e conquistar os clientes. Por quê? Não é um trabalho muito barato o trabalho de personaliz a pessoa realmente quando ela quer eh ela, vamos supor, um closet fica que você trab por por ambiente, como funciona? Então, na verdade eu cobro pelo acervo, porque fica muito injusto se você cobrar por ambiente sabendo que tem mulher que tem mais bolsa do que outra, mais sapato do que outro. Ah, mas como assim? Pelo acervo, pela quantidade de peças? Mas como você vai saber? Isso então aí eu preciso ou que ela me mande foto, vídeos ou da visita técnica. O melhor dos mundos é a visita técnica, onde eu faço uma visita sem compromisso. Aí apresento todo o meu trabalho, mostro para ela como que vai ficar, né? Porque eu já dou dicas nessa visita técnica para que ela possa querer eu no lar dela, porque hoje a gente vive um país que tem tanto golpe, tanta situação que as pessoas têm medo de receber a gente. Então eu tenho que conquistar ela para ir na casa dela. E aí eu falo: "Olha, quando eu for lá eu já mostro algumas melhorias que você pode fazer, né, para melhorar o seu ambiente." E aí, por exemplo, assim, eh, o mínimo, o mínimo que uma personal organizer cobre é R$ 80 por hora, tá? E aí a [roncando] gente tem dentro desse trabalho a gente tem que incluir alimentação, produto organizador, deslocamento. Então, eu não cobro a hora, eu cobro o valor do projeto, tá? Por exemplo, quando você vai fazer a visita técnica, eh, você diz paraa cliente qual produto organizador ela tem que comprar para aquele espaço ou você tem os produtos organizadores que você leva e depois são incluídos nesse pacote? A única coisa que eu levo, que já tá incluído no pacote, são as comeéias organizadoras, que depois eu vou te mostrar, que são organizadores plásticos, tá? O restante, eh, eu falo para ela que ela precisa, às vezes, sabe o que que elas preferem? Elas procurarem na internet. E hoje tá tão rápido que de um dia pro outro chega na casa dela. Aí a gente organiza, você dá a dica de qual é o organizador que ela deve comprar, tamanho e tudo e elas providenciam. Isso. Até então você tinha um salário de arquiteta lá no serviço no na no seu serviço público. Você conseguiu superar esse valor? E em quanto tempo? Já que você falou: "Olha, foi aí que caiu a ficha que eu tinha que fazer X projetos para ter o retorno financeiro. Como foi essa tática?" Sim. Então, até hoje eu não consegui chegar naquele salário, tô no caminho. Mas o que eu consegui já hoje é ter projeto, porque diferente do trabalho de arquitetura que você tem que trabalhar CLT de segunda a sexta, o trabalho de organização você faz por um período e você administra aquele valor de entrada do projeto. Então, por exemplo, eh, eu fico uma semana inteira organizando, aí entra o montante e durante o ano eu vou administrando aquele montante, correto? Então, essa que é a importância da gestão da organização. E aí para ter um acréscimo do projeto, que eu acredito que toda Personal Organizer tem essa essa estratégia, o que que eu fiz? o curso online. Aí eu fui pra parte de aromatização, porque sempre que eu organizava, eu entregava um aroma pra pessoa ter aquele aquela experiência completa de ver as gavetas organizadas, o quarto cheiroso. E aí eu falei: "Por que não eu fazer o aroma, né?" E aí nasceu os perfumes da casa super organizada, que até eu mostrei pra minha filha, ela falou: "Nossa, mãe, parece um perfume da casa". Então, ficou chamando perfumes da casa, né? E aí isso também me dá eh uma conexão com casa e eu acho legal porque o produto ele te chama pro assunto, tá? Porque é outra coisa que eu vendo eh que são as comeéias organizadoras de gaveta, eu comecei a vender por quê? Para ir em feira. E aí na feira eu divulgo o projeto de organização. Ah, então você tem um como se fosse nesse um outro negócio. Ah, eu vou vender a a Colmeia, aí eu falo da organização e vice-versa. Isso. Tá. Tudo isso agrega valor a superorganizada. Sim. Agora, quando a gente pensa nessa gestão econômica, o que tem feito você eh onde você quer chegar? você acabou de me dizer, olha, eu ainda não ganho como arquiteta de 2020, mas eu tô no caminho. Eu queria que você falasse um pouquinho dessa dessas estratégias, do ponto de vista do negócio para que ele dê o retorno financeiro que você almeja. O meu maior anseio é ter uma equipe de organização, né? E aí crescendo cada vez mais, porque, por exemplo, eu posso ser uma gestora de organização que eu posso fazer duas, três casas ao mesmo tempo, entendeu? Então, por exemplo, eu posso ter uma equipe trabalhando numa casa e o outro em outra casa e eu gerindo. Hoje você faz o quê? Uma casa por dia, mais ou menos? Quantas por semana? Uma casa por semana. Uma casa por semana. Quatro casas no mês, mais ou menos. É, fica uma semana inteira numa casa. Só que não é todo mês que tem a casa que acontece, entendeu? E aí que entra o aroma, entra o PDF, entra o curso online. Você deixa para a sua cliente, para o seu cliente, um manual da organização para que ele possa manter aquele trabalho por muito mais tempo. Me fale um pouquinho desse desse pulo do gato também, que é algo que as pessoas falam: "E depois que ela foi embora, como eu vou fazer?" Sim. Então, eh, eu vi essa dificuldade porque como personalizer, a gente tem que ter uma forma de se destacar. Pera aí, por que que eu vou contratar a Priscila e não vou contratar outra personal organis? Porque tem muitas pessoas boas nesse mercado, né? E na rede social você consegue encontrar muita gente boa. O meu diferencial é o manual da casa organizada, que como arquiteta para mim é muito mais fácil entender a casa. Então eu desenho todas as prateleiras, todos os armários, as gavetas e marco tudo que tem lá. E tem fotos também de antes e depois. Então, por exemplo, eh, se você contratar uma diarista, até a diarista pode fazer a manutenção da organização com o manual. Sim. E a ideia da revista, olha, ela agora em janeiro de 2026, a Priscila pensou: "Por que não uma revista? Me fala da revista digital". falo sim. Então, eh, aconteceu algo muito triste o ano passado, né, que eu fiz dois projetos grandes, eu tava bem alta e aí finalizei o projeto, perdi minha mãe nesse processo e aí eu fiquei sem chão e falei pro meu esposo, falei: "Agora não quero nada, não quero aroma, eu quero ser dona de casa, sabe?" Mas você desistiu do seu negócio naquele momento? Eu não desisti, eu só queria uma pausa. Eu falei para, até brinquei com ele, falei: "Por 5 meses eu vou só eh fazer as coisas de casa, né? Me reencontrar, tá? E nisso começou acho que é junho, julho, agosto, setembro. Em setembro, três meses, já começou a aparecer pedido de aroma. Hum. Aí eu falei: "O aroma não vai poder parar". Continuei fazendo o aroma, tudo, mas eu ainda eu não tava mais postando, sabe? Eu tava com a luzinha bem apagada e as pessoas, poxa, Priscil, ela parou de trabalhar. É, é, é bem por aí. Aí eu fui no encontro de empreendedorismo e uma amiga que me marcou muito, né? Ela é até uma venezuelana, ela chama Maria Eugênia. Ela olhou no meu olhar, ela virou, fala assim: "O seu olhar não tem brilho". Ela: "Ela faz PDF, mulher, começa a fazer". E eu tava tomando banho e e veio uma inspiração divina assim, por que não fazer uma revista? Porque o PDF ele é uma coisa que você adquire um só e aí você não gostou, você não volta mais. Agora a revista ela tem um andamento nem sal. Sim. Tá. E aí foi que nasceu a revista super organizada com a ideia de não só informar, mas entreter, de poder parar e falar assim: "Olha, é o meu momento." Então assim, até ela foi uma das primeiras a assinar, a Maria Eugênia. E esses dias eu postei o feedback dela falando, eu sinto paz na sua revista, eu me desconecto porque é por assinatura. Então a é por assinatura e fica numa plataforma digital. É isso. Fica fica numa plataforma onde lá você acessa tudo da revista. Sim. E aí nessa revista para mim foi uma forma de me reerguer depois do que aconteceu com a minha mãe, porque eu comecei a sentir uma necessidade tão grande de exteriorizar e escrever. Sim. E aí a escrita foi me trazendo mais essa cura, sabe, desses desse momento difícil. Sim. Agora, passado esse momento um pouco mais estabilizado, qual é a avaliação que você faz hoje do seu negócio e onde você quer chegar? Então, hoje eu tô bem feliz com tudo que tá acontecendo, porque eu sempre tive a visão de que era um bom negócio. E todo mundo fala assim: "Nossa, prima, mas você tem capricho, você tem uma entrega, você tem um amor em tudo que você faz." Porque assim, por exemplo, os aromas, quando eu faço o aroma, é, a minha ideia de nascer os perfumes da casa foi para que fosse um frasco que a pessoa borrifasse na casa e não tivesse que esconder. Então você pode pôr um perfume do lado da televisão que ele é bonito. E tudo isso tem uma porção de entrega de amor. Então eu faço o projeto de organização, marco com a cliente até 5 horas. Às vezes eu fico até sete entregando, entregando, fazendo. Não, mas dá para fazer isso, dá para melhorar aquilo. E os feedbacks que eu tenho são incríveis, sabe? Eu termino o último dia com uma carta abençoando a família, a casa, os filhos, falando: "Olha como foi prazeroso organizar cada ambiente da sua casa, obrigado por confiar no meu trabalho e tal". E toda essa entrega de amor, eh, eu sentia que faltava uma coisa, a visibilidade, que é o que tá começando a acontecer agora para juntar o que a gente faz com capricho, com amor, com a visibilidade. Então, onde que eu quero chegar com tudo isso? É claro que a gente precisa ter a renda financeira, mas o meu desejo é que as pessoas entendam que a organização é um benefício. Hoje em média, com um projeto por semana, a sua renda fica em torno de quanto? Então, na verdade, assim, como eu te falei, não tem, não é todo mês que tem projeto, média, mas é uns 4.000, 3.000. 4.000. E financeiramente falando, você acha que dá para chegar até quanto? Olha, eu hoje eu pretendo chegar até uns 6.000 mais ou menos por mês sozinha, trabalhando sozinha. E aí depois com alguém que você dá aquele público que você falou: "Ó, tem uma equipe, eu só gerenciar". Então eu não consigo fazer sozinha, eu sempre tenho uma auxiliar, porque senão eu acabo levando muito mais tempo do projeto. Mas para conseguir fazer duas, três casas, por exemplo, numa mesma semana, aí sim. Aí seria legal, é essa ideia de ter as equipes, né? Porque hoje também eh entra uma questão que eu não consigo chegar a um ganho muito alto pela escolha que eu fiz, certo? Porque a minha escolha é ficar meio período com a minha filha, entendeu? Então eu balanceio muito a questão de projeto para eu ter esse tempo de qualidade com ela e é unir a maternidade ao empreendedor ao empreendedorismo. E aí conforme ela for crescendo, por exemplo, vai ter dias que ela vai ter balé, natação e essas atividades extras, eu também consigo me enquadrar nos projetos. Muito mais feliz agora. Muito, muito, muito, muito. Tá certo? Então, olha, o ser empreendedor fica por aqui, mas antes você acompanhe as dicas de livros sobre empreendedorismo. A gente tem o próximo bloco ainda, que é mais uma história inspiradora nessa profissão de personal organizer. Até já. E as dicas começam com empreendendo novos caminhos, como fazer a transição de empregado para empreendedor. Você está preso à segurança do emprego ou pronto para criar a sua própria trajetória de sucesso? No livro Revelações com os segredos para transformar a sua mentalidade, superar desafios e construir um império com histórias reais [música] e estratégias práticas. Thiago Marcone, convidados mostram como deixar a CLT para trás e alcançar independência financeira. Desistir não é opção de Camila Farani. Uma leitura do Mão na Massa para quem está na linha de frente do próprio negócio e quer empreender com os tropeços de quem já chegou lá. A autora, que é investidora conhecida do Sharktank Brasil, compartilha experiências reais do mundo dos negócios. [música] O livro traz bastidores, erros, aprendizados e conselhos diretos sobre resiliência, execução e tomada de decisão. Como convencer alguém em 90 segundos, tanto na vida pessoal quanto profissional, a persuasão é uma habilidade essencial [música] para transmitir credibilidade. Pensando nisso, Nicholas Botman ensina como usar elementos como expressão [música] facial, postura, atitude e voz para causar uma primeira impressão marcante. [música] Para empreendedores, essa habilidade é especialmente importante em negociações [música] comerciais, apresentações de projetos, networking e construção de parcerias. [música] Criar conexões rápidas pode fazer toda a diferença no crescimento do seu negócio. [música] [música] sair da zona de conforto para começar algo novo. É o que permeia o trabalho da Melane, a Mel, que está nesse segmento de personal organizer há 9 anos. Mas antes disso, ela já se aventurou por aí. Mel, me conta um pouquinho dessa sua história profissional antes de decidir trabalhar nesse segmento. Então, Mila, antes de me tornar personal organizer, eu trabalhei 15 anos numa indústria automotiva. Eh, comecei com 14 anos numa área completamente diferente. Fiz colégio técnico de mecânica geral, nada a ver, né, com com organização. E depois disso eu fui estudar inglês, eh, depois dos 30 anos, que já é mais em comum também, fazer intercâmbio depois, né? Ah, você veio fui fazer o intercâmbio porque depois que eu f eh saí dessa empresa que eu fiquei 15 anos, que daí eu tive a oportunidade de poder fazer o intercâmbio. E saiu da zona de conforto mesmo. Saiu da zona de conforto. Você fez intercâmbio onde? Em Dublin, na Irlanda. E aí eu fui para ficar um ano para fazer esse intercâmbio, acabei fazendo o MBA lá de administração de negócios e fiquei três anos no fim das contas, né? anos. Quando eu voltei, eu comecei a trabalhar como consultora de negócios, eh, para uma indústria brasileira e para montar uma rede de lojas no Brasil todo. Então, fiquei mais dois anos trabalhando eh nessa área até eu decidi então empreender, que daí eu tive contato, né, com montagem de lojas e de redes e de negócios. E eu decidi que eu queria a partir dali empreender. E começou a minha busca, o que me faria feliz empreender. Escrever, você fez tanta coisa. Inclusive, eu vi aqui que você é formada em publicidade propaganda. Eu sou formada em publicidade propaganda. E aí? Mas foi empreender em outra coisa totalmente diferente de tudo que você já havia feito. É verdade. Por como foi esse insite? Eh, eu comecei pela busca do que eu poderia trabalhar de sábado, domingo, à noite, se precisasse, e me sentiria feliz. E algo que eu gostava muito é a questão de decoração e de organização. A princípio, eu fui estudar design de interiores. Sim. e fiz o curso de design de interiores. E no meio desse caminho a gente começa a ter interação com áreas correlatas e veio o personal organizer. Eu fiz o curso, me identifiquei muito e seguindo as dicas ali do curso para iniciar na profissão, em menos de três meses já tava imersa nisso e dali pra frente ganhou meu coração e vivo da organização desde então. Então, nesse momento em que essa profissão ganha o seu coração, como que foi essa decisão de, olha, agora eu tenho que buscar alguns caminhos para empreender, para ter sucesso, para conquistar clientes, qual foi o caminho que você percorreu? Bom, primeiro eu avaliei que essa profissão de personal organizer tem baixo custo de investimento inicial e um retorno rápido, diferente de uma franquia e de um negócio que às vezes a gente leva eh dois a tr anos para ter o retorno do investimento. com essa profissão são 2 3 meses, né, para para retornar ao investimento inicial, tanto na capacitação quanto nos recursos que você precisa adquirir para iniciar, né, que são mesa dobrável, etiquetadora, enfim, as os materiais que você precisa para iniciar. Então eu me joguei de cabeça, fiz muitos laboratórios, no começo fiz trabalhos inclusive sem cobrar para que eu pudesse adquirir experiência e começar a ter indicações e ver se realmente experimentar na prática, né, se isso seria um trabalho legal. E uma falou com amigos, você usou rede social, você falou com familiares, quem foram esses primeiros clientes e até esses que você falou: "Olha, eu me disponho a fazer gratuito, depois eu faço um vídeo". para ser mais ou menos, digamos que a sua ali a sua fonte de propaganda para você mostrar paraas pessoas, olha como eu atuo. Primeiro foram a família, depois os amigos e depois eu comecei a a oferecer o meu trabalho dentro de clubes de grupos de empreendedoras, mulheres. Você buscou também esse caminho? busquei também esse caminho. Então eu comecei a a participar de grupos de empreendedoras e trocar serviços para que elas pudessem indicar o meu trabalho de maneira fidedigna, né, sabendo como funcionava e e que eu indicasse o delas. Então, começou através disso. Os grupos de empreendedoras da cidade, da região, me ajudaram muito no início. E o trabalho com amigos e família me ajudou a gerar confiança, né, de de poder praticar e ter e ter a eh o retorno deles sobre a experiência, o que eles achavam, para eu conseguir moldar melhor o trabalho para atender os clientes. Quem é o seu público? Meu público é classe média alta. e classe A mais. E esse público são pessoas que de vez em quando precisam do seu trabalho para se organizar, para organizar o closet, a cozinha e vários ambientes. São pessoas que acabaram de mudar e que não sabem como organizar tudo aquilo que tem no novo espaço ou vice-versa, porque às vezes a gente muda de um grande imóvel para um menor ou de um pequeno para um maior. Quem são essas pessoas que buscam a sua especialidade? São pessoas que vem valor na organização, que entendem que eh hoje a organização vai muito além da estética, né? traz praticidade, precisa ser funcional o dia a dia que a gente tá cada vez mais na correria com trabalho, com criança, com casa e a gente precisa otimizar o nosso tempo. Então, valorizar o tempo e entender que a organização ela vem como aliada para que você tenha mais qualidade de vida e tenha mais tempo de qualidade disponível é o primordial. Então, eh, algo em comum com todos os clientes são pessoas que valorizam esse caminho, né, que já tem isso como um norte. Eh, todas todos esses tipos de clientes que você citou são realmente os clientes que procuram por isso, mas para eh abrir mais o leque, a organização ela entra em vários momentos da vida das pessoas, né? Então, vai desde o nascimento de uma antes, vai, vamos, tá, preparar o quarto do bebê. É, vamos, vamos. O casal vai se casar, então a mudança dos dois para um, pro mesmo lar, né, pra mesma casa. Então, vamos pegar a cronologia aí de um casal. Então, depois me contratam para fazer a mudança, a rotina dessa casa, né, treinar a funcionária, como que faria a dinâmica dessa casa para ela funcionar legal em termos de organização, de limpeza, dos serviços e tudo mais. Então eles já começam com uma vida encaminhada, tudo tranquila. Aí vem depois um segundo momento, primeiro filho, ah, vamos fazer o quartinho do bebê e mudar a rotina, a dinâmica dessa casa para que fique prático e funcional naquele momento. Aí essa criança cresceu, passou 2, 3 anos, vamos fazer de novo uma manutenção e mudar a dinâmica nessa casa. Sim. Outro filho e tudo mais, né? Aí vai indo. Mudanças de uma de um modo geral t sido cada vez mais buscadas pelas eh pela profissional de organização, porque a gente trabalha tanto com a embalagem, o acompanhamento do pessoal do transporte, o direcionamento do de onde vai ser descarregado e tudo mais e desembalar e organizar. Então esse processo todo traz muita tranquilidade e mudança é o melhor momento, né, da gente ver tudo que a gente tem, fazer aquele desapego, né, ver o que realmente faz sentido, o que não faz pra vida nova. Então a gente já aproveita e faz essa triagem. Mas aí, Mel, as pessoas entregam a chave e saem ou elas gostam de acompanhar para justamente saber o que pode se desapegar ou não? Como que funciona nesse momento? Tem um pouco de tudo, é muito do perfil do cliente. Tem clientes que querem um acompanhamento para fazer a triagem e a gente chega antes do período da mudança e vai trabalhando ali de acordo com a disponibilidade da família algumas horas para fazer esse desapego. Então a gente tira tudo do ambiente, categoriza, aí os clientes, aí fica mais fácil de decidir, né, quando tem alguém uma e uma equipe profissional para ajudar nesse sentido. Então, ah, vai descartar produtos eletrônicos, onde que descarta? Tem possibilidade de venda? Não tem. Então, a gente dá um faz uma curadoria, né? E e aí, e esse trabalho é o quê? Você cobra por trabalho, por hora, é um pacote, como funciona isso? É um pacote, é por projeto. É projeto, é por projeto, seja da mudança ou seja da organização. Então, qual é o seu projeto? É um ambiente? É a casa toda? É um comércio, é uma empresa, porque também temos a organização voltada paraa empresa e ah para organizers, essa esse essa profissão também tem esse ponto de vista que não é sua casa. Então não tem uma metodologia de oito passos. Eu desenvolvi uma metodologia, na verdade de oito passos. E pra empresa é uma metodologia diferente da de uma residência. Hum. Paraa empresa, por exemplo, é utilizado 5S, que é a filosofia japonesa de organização que funciona voltado paraa empresa. Paraa residência já é uma, já são oito passos diferentes, né, para para entender a dinâmica daquela família e ver o que fica fácil e funcional. E por que que é personal organizer, né? Porque é algo personalizado, não tem copia e cola. Às vezes o que funciona na sua casa pode não funcionar na minha. Então, é importante entender a dinâmica daquela família para trazer realmente uma organização funcional para ela. Sim. Por exemplo, um projeto de dois cômodos a três cômodos em uma casa eh custa em média quanto? Não é pelo cômodo e sim pelo volume que vai ser organizado, tá? Porque já aconteceu de um uma um apartamento estúdio, né? o antigo kitnet sim sair mais caro do que um uma casa, por exemplo, por causa do volume que foi organizado. Hum. Então, quanto mais coisas a gente tiver que organizar, maior esse volume, mais pessoas na equipe tem que prever e mais horas. Ah, e você leva geralmente quantas pessoas com você? Eu dimensiono a equipe para que a organização aconteça independente do tamanho do imóvel ou do comércio da empresa para acontecer de dois a três dias no máximo. Tá? Então antes você faz a visão de triagem ou é enviado fotos, vídeos do local para que você possa ter essa percepção? É uma visita presencial. Faz uma visita técnica. Isso. Uma visita técnica. Aí nessa visita técnica, a gente avalia inclusive se vai ser necessário fazer uma triagem antes do período da organização. A triagem, por exemplo, ela é cobrada por hora, tá? Porque tem pessoas que são mais saudosas, mais apegadas com as coisas. Então, muda muito a dinâmica de uma pessoa para outra, né? de de tomar a decisão. Ah, isso daqui vai para tal lugar ou isso daqui vai ser descartado, isso daqui eu vou vender. Já tem pessoas que querem contar a história de de tudo que elas estão manipulando ali ou tem muita dificuldade de desapego. Então, por isso o serviço de triagem, que é separar o que vai ser doado, descartado ou vendido ou até mesmo consertado, ele precisa ser calculado por hora. Então, eu sempre sugiro de quatro em 4 horas para não ficar muito cansativo pra família. Hoje, em que estágio está o seu negócio? Hoje, eh, você diz do público, eh, por exemplo, olha, hoje eu tenho uma casa por semana, um projeto por semana. Hoje são eu consigo ter uma dinâmica com dois projetos. Como que é esse fluxo para você? Hoje eu não faço eh parcerias e propagandas. Hoje é totalmente orgânico. Eu tenho já uma procura pelo serviço. Então cheguei num num ponto que é gostoso, né, da profissão de quando a gente é procurada para executar esse serviço. E eu consigo atender até três projetos em simultâneo. E eu vou dimensionando a equipe para esses projetos. Quando eu falo que a gente organiza de e que leva de dois a três dias, inclusive com a curadoria, a compra dos organizadores para facilitar ali na manutenção da organização, eu vou dimensionar a equipe para dentro desse projeto, né? Então, ah, vai organizar uma casa toda e é uma casa imensa, eu vou colocar de uma a duas pessoas por ambiente na equipe e vou gerenciando essa equipe para que a gente consiga entregar em dois dias aí a média. Valeu a pena sair da zona de conforto? Valeu muito a pena. Foram muitos perrengues, não é fácil. A gente sabe empreender, não é fácil. Eh, exige planejamento e pé no chão e saber que é normal ter altos e baixos, mas se você se mantiver firme no seu propósito, né, e souber o que você quer realmente, não desvie do caminho e e acredite que não deixe de lutar, né, que que logo a bonança vem. E além de organizar, parece-me que também você estendeu em algo mais, levar esse conhecimento a outras pessoas. Como surgiu essa ideia do curso? Bom, como antes de empreender nessa área, eu era consultora de negócios, eu já ensinava muitos empreendedores a organizarem o negócio deles. Então, quando eu eu fiz o curso, eu já me apaixonei pela metodologia de ensino, como ensinar as pessoas a tanto a organizarem seus próprios lares como a empreenderem como personal organizer. Quando eu fiz o curso, eu já vislumbrava um dia dar aula. Eu falei: "Logicamente eu preciso ter muita bagagem, muita experiência e segurança para ensinar outras empreendedoras." Mas eu já tinha em mente fazendo curso que um dia eu ia querer trabalhar como como ensinando, né, como professora dessa profissão. E 4 anos depois eu abri o curso. Ele é online? Não, ele é presencial. Presencial aqui em Campinas mesmo. Presencial. Aqui em Campinas. Sim, eu cheguei a dar curso em Ribeirão Preto também e tenho planos de estender em algumas capitais e partir, mas por enquanto pro online é interessante, né? Porque hoje tá todo mundo, todo mundo falando, né, do online. Exato. Eh, isso é um plano futuro. Eu já fiz o lançamento uma vez do online que não deu muito certo, porque eu fiz em parceria com uma empresa e não foi legal a a maneira, a experiência. Experiência. Então, é algo que eu pretendo pro ano que vem, só o online, mas eu ainda vou continuar no presencial por enquanto. Perfeito. Então, muito obrigada pela entrevista e o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde a gente estreia na tela da TV Câmara Campinas e todos os nossos programas estão disponíveis na playlist do canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Até um próximo ser empreendedor. Agora เฮ [música]
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