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Olá! De acordo com o SEBRAI, 10.4 milhões de mulheres são empreendedoras no nosso país. Dessas, 67% são mães. Isso significa que aproximadamente 6.97 97 milhões de empreendimentos são liderados por mães no Brasil. Para 77% dessas mulheres, a maternidade foi o ponto de virada para iniciar o próprio negócio. E no domingo, dia das mães, nada melhor do que falar sobre quem são essas mulheres. Por isso, no programa de hoje, nós vamos conversar com algumas delas. Uma é a Priscila, que inclusive ela há 10 anos pensou e hoje tem uma comunidade que trata justamente desse tema, trazendo mães com seus saberes e também, claro, com seus negócios. Priscila, me fala há 10 anos quando você pensou, o que que te motivou naquele momento, até porque você é uma funcionária pública que em tese você poderia falar: "Ah, eu tô tranquila, né, com o meu trabalho de funcionária pública". Quando que essa questão de ser mãe você teve esse outro olhar e falou: "Eu preciso trazer outras mulheres que também precisam ter esse olhar além do empreendedorismo". Sim. Em primeiro lugar, prazer, obrigada pelo convite. Bom, a comunidade de mãe surgiu desde que meu filho era pequeno, como você disse, né? A maioria dos empreendimentos maternos surge quando a mulher se torna mãe. E foi assim mesmo. Desde que meu filho era muito pequeno, eu sempre gostei muito de passear com ele, descobrir lugares novos, fazer viagens, apresentar esse mundão para ele, né? E eu sempre procurava programações culturais bacanas para proporcionar para ele. E ali na pracinha do bairro, em lugares que eu visitava, eu comecei a conversar com outras mães e perceber a dificuldade dessas mães em saber onde levar os filhos. Muitas mães reclamavam que não tinha programação gratuita de qualidade na região metropolitana de Campinas, que não tinha opções. E eu falei, gente, tem sim, vocês que não sabem. E aí sempre tive esse gosto de pesquisar onde ir, o que fazer, onde levar o meu filho. E eu vi que as mães às vezes não tinham tempo, não tinham interesse em procurar saber, né? Falei: "Quer saber? Eu vou socializar essa informação. Então, foi assim que surgiu o materno amor Eterno, que recentemente eu mudei o nome paraa comunidade mãe, que é um acróstico nos Então, no começo não era nem não se tratava de empreendedorismo, se tratava de serviços, de trocar informações facilitando a vida de cada uma dessas mães. Isso. Isso mesmo. Divulgação de onde ir, onde ficar, o que fazer com os filhos. Eu falo que eu virei uma agenda ambulante, né? Mas depois de um tempo, eu comecei a perceber que entre o grupo geral das mães, muitas começaram a empreender. Foi aí que surgiu essa vertente especial para as mamães empreendedoras. Nós sempre fazíamos encontros paraas mamães do grupo. Acho que a gente já fez mais de 30 encontros presenciais com programação para toda a família. Esse é o nosso diferencial, inclusive. Mas não específico, palestras, por exemplo, voltadas para temas relacionados ao empreendedorismo materno, mas principalmente na pandemia. aumentou muito o número de mães empreendedoras no grupo e aí eu percebi essa necessidade de fazer algo específico. Então, foi assim que a gente começou a estimular mais ainda o empreendedorismo materno. A gente quando fala de mãe tem uma característica bem importante, até porque o nosso programa muitas são mães, elas falam: "Olha, eu tive que sair da profissão, eu tive que rever a minha agenda. Hoje eu consigo conciliar o meu negócio com o horário de uma consulta do filho, o horário de levar para uma aula de balé, de piscina, o que quer que seja. Isso é natural. A maioria das mães, inclusive da comunidade tem também essa dor e começa a empreender para adaptar tudo isso. Sim, é fato. A maioria das mães que estavam no CLT, quando engravida, muitas vezes ou é mandada embora, demitida, ou pede demissão para ter mais tempo para ficar junto aos filhos, né? Sim. E diante muitas vezes uma necessidade dela na maternidade dela, algo que ela precisava pros filhos, quando encontrou o mercado, ela vê uma lacuna aí e começa a empreender justamente nesse segmento que foi o que aconteceu comigo também, no caso, como professora, né, um dos meus empreendimentos que é a fabriquinha de brinquedos inclusivos, eu criei justamente que eu precisava de materiais para usar com os meus alunos, com deficiência, para incluí-los realmente nas aulas e não tinha nada naquela época, já há 10 anos. E eu comecei a confeccionar meus próprios materiais. Isso acontece com as mamães de outros segmentos também. A partir dessa dor e desse olhar de mãe, além do olhar de educador, é claro que você pensou: "Poxa, eu preciso criar esses brinquedos e empreender com esse público específico justamente para facilitar não só o seu trabalho, mas de outras profissionais como você e também muitas vezes até pra mãe que queira esse material em casa." É isso. É porque muitas vezes se eu tô tendo essa dificuldade, é essa necessidade, outras também podem ter, né? Então numa ternamor Eterno a gente abriu um espaço para as mamães empreendedoras começarem a divulgar os seus produtos e serviços. Tem um cronograma fixo no grupo dias em que elas podem lá divulgar os seus produtos, serviços, seu empreendimento, né, de uma forma geral. E parece a Pri que vai contar pra gente que no decorrer desse caminho tomou uma proporção tão grande que hoje você tem, inclusive, me explica bem o que é que é o eu sou mãe empreendedora, é uma outra comunidade, é um movimento que é é em plena pandemia eu conheci uma pessoa que é a Mari Cerqueira num outro grupo do qual nós fazíamos partes juntas e gerou uma identifica na hora de propósito, né? Nós percebemos que nós duas tínhamos muito forte essa missão de ajudar outras mães empreendedoras. Então, nós criamos um movimento que se chama Eu Sou Mãe Empreendedora, que já tem 4 anos. E aí nós desenvolvemos várias ações para ajudar as mamães que estão começando a empreender, estão querendo fazer transição de carreira. Então, nós criamos workshops online presencial, nós criamos eh reuniões de network, oficinas ao vivo e tudo isso culminou num clube que a gente chamou de clube ESM, que nada mais é que um acróstico, né, de eu sou mãe empreendedora, mas também depois a gente percebeu que nada é por acaso, que esme pode ser uma abreviação da palavra esmeralda, porque para nós todas as mães empreendedoras são joias preciosas. Sim. E quando a gente pensa nesse movimento ESME, ele vai para além da cidade de Campinas. É isso. É, ele é nacional, na verdade até internacional, porque como a gente tem é internacional, porque como a gente tem workshop online, a gente já teve duas vezes participantes brasileiras morando em outros países que conseguiram participar. Então isso que é legal. no ESM e todas as ações elas são online, então podem participar mulheres de diferentes lugares. E aí quando a gente pensa nesse desenvolvimento profissional e também dessa troca das dores das mães empreendedoras, qual o que que você tem sentido? O online tem feito bastante diferença, mas ainda há momentos em que elas procuram eventos presenciais para aquele acolhimento um pouco melhor. Como é isso? Na verdade, acho que tem público para pros dois tipos. Até relato isso no Facebook. Vou contar para vocês. Nós temos as ações online que facilita paraas mulheres que estão em diferentes lugares se conhecerem, se conectarem. Aquela mãe, por exemplo, de um bebê pequenininho, tá na fase do purpério, tá amamentando ainda, ela tem dificuldade de sair de casa para participar de um evento presencial, às vezes em outra cidade. Então, para ela online mais fácil. Mas nós também temos aquelas mães que adoram olho no olho, pegar na mão, abraço. Para elas o presencial é muito mais gostoso. E aí eu criei esse ebook aqui, ó. Escrevi no ano passado, quando a comunidade mãe fez 10 anos, o mães das comunidades entre fraldas, tarefas e negócios, porque ser mãe é mais leve quando se está em boa companhia. E aqui em um dos capítulos eu falo justamente a diferença da comunidade online e virtual e ajuda essa mulher a ter esse discernimento de ver naquele momento para ela o que é melhor, as comunidades online ou as presenciais. Sim. Ele tá ele tá disponível onde? Ele tá à venda no Kwify, no site do Kwify. É um preço bem acessível, tá? E ele é bem interativa. Tá vendo aqui, ó? Tem as perguntas no final de cada capítulo para mulher parar, refletir, responder. Não é um livro para ler rápido, é um livro para ler aos poucos. E as perguntas às vezes também, dependendo do momento da vida que a gente tá, a gente responde diferente. Então é bem interessante. Lê mais de uma vez. Com certeza. Pode ler mais de uma vez. Agora aqui em Campinas no presencial e daqui a pouco a gente vai conhecer inclusive histórias de duas outras mães que fazem parte. Como que foi se aproximar dessas outras mulheres? No início era o quê? Um grupo de amigas suas e aí uma foi propagando pra outra. Como é esse chegar aqui? É muito interessante porque no começo era bem assim o boca a boca mesmo, né? Depois o a comunidade foi ganhando uma visibilidade até mesmo nas redes sociais e às vezes aparecem mães falo assim: "Nossa, como que você achou a gente?" Ah, eu vi no Instagram semana passada a gente participou de um evento em São Paulo e uma das meninas que foi pra gente com a gente disse que foi uma mãe de Curitiba que indicou para ela nossa comunidade. Então vai ganhando uma visibilidade que a gente nem tem controle, né? Eh, e essa questão também de que hoje você partindo daquela sua dor, daquela questão, olha, eu sou mãe, eu tenho que criar algumas coisas hoje, hoje que nem você falou, olha, eu já não tenho controle, mas você já pensou na sua responsabilidade como mãe empreendedora, envolver tantas mulheres com histórias tão distintas e ao mesmo tempo com problemas tão semelhantes? Sim, é uma responsabilidade, é um desafio. Eu tava conversando com as meninas agora a pouco ali sobre isso. A minha responsabilidade como gestora de um grupo, administradora de um grupo, que no WhatsApp nós temos quase 500 mães. Então assim, tem momentos que a gente tem que mediar assim alguns conflitos, por exemplo, a época da vacina tinha quem era contra vacina, quem era a favor de vacina e você tem que tá ali mediando sim o tempo todo, que são pessoas diferentes, com ideias diferentes, né? Mas todas foi respeitando a opinião de todas. É, agora uma questão muito importante, você falou que nos eventos presenciais vocês procuram criar um ambiente que inclusive tem esse acolhimento da mãe. Por quê? Muitas vezes quando a gente conversa com mulheres, elas falam: "Ah, eu empreendo na minha casa, mas eu não vou em uma reunião para empreendedoras porque eu não tenho onde deixar meu filho. Isso. E eu não tenho com quem deixar. Vocês também têm inclusive essa questão de olha enquanto você tá ali trocando experiências ou aprendendo alguma coisa, o seu filho tá sendo cuidado. Por isso que eu faço questão dos encontros atividades para todas as idades, para que todas as mães com os filhos de diferente idade consigam ir até o bebezinho. Então, enquanto as crianças estão tendo uma recreação, uma oficina, a mãe tá assistindo uma palestra, colocamos feira das mães empreendedoras, que é o diferencial em relação a outros grupos aqui da região que tem, por exemplo, happy hour só para as mães, tem o objetivo delas, mas o nosso é diferente. Hoje mesmo uma pessoa me procurou oferecendo o espaço dela para fazer uma ação pras mamães, mas na hora que eu vi tinha uma piscina, eu falei pro nosso público, não vai dar essa piscina aberta assim. Então é o nosso cuidado cuidado, essa curadoria você tem que ter, né? Sim. para olha piscina já é perigoso para as crianças tem que ter um monitor, tem tem que pensar em tudo isso. Ah, é uma responsabilidade muito grande, não consigo nem imaginar, né, acontecer alguma coisa ali. E outro diferencial também são as campanhas temáticas que a gente faz, as campanhas solidárias. Então, todo ano a gente realiza ações beneficentes na Páscoa, no Dia das Crianças, no Natal. Então, tem essa vertente também que eu gosto de falar que eu acho muito importante essa frente solidária de estar ajudando as instituições, as famílias. É muito bom. E para onde a comunidade vai, PR? Olha, ela tá crescendo bastante, só Deus sabe para onde vai. Esse ano a gente lançou uma plataforma que é a plataforma mãe, que é mais uma um lugar de visibilidade paraas empreendedoras, onde elas podem ter lá sua vitrine virtual, anunciar seus produtos e serviços e uma ajuda também para as mamães de saber onde ir. Então, a gente tem um guia local de anúncio dos estabelecimentos, os empreendimentos e a comunidade lá. As mães podem se apresentar, podem conversar, então é um espaço a mais bem acolhedor para as famílias. Não tem sede, não tem uma sede fixa e esses encontros a gente faz cada vez num lugar diferente. Priscila, mas aí me conta quem pode participar da comunidade mãe e quem pode participar da ESM? Pode participar dos dois, é de cada um, são públicos diferentes, detalha pra gente. A comunidade mãe é para todas as mães em geral. Tem mamães no grupo que estão desde a fundação, tem mamães novas chegando, é um grupo bem dinâmico, bem ativo, tem até vovós já no grupo de toda a região metropolitana de Campinas. No Clube ESM, a gente tem mamães empreendedoras de diferentes cidades envolvendo o Brasil todo. Sim. Então, olha, são plataformas diferentes que você pode entrar lá, fazer a sua inscrição, entrar em contato com a Priscila e também com as coordenadoras. A gente fica por aqui porque no próximo bloco nós vamos conversar com mais mães que participam desse movimento. Só que enquanto isso você confere a dica de livros sobre empreendedorismo. O ser empreendedor volta já já. Nessa edição especial, os livros também são dicas para mães que empreendem. Minha mãe é um negócio, traz histórias reais de mulheres que abriram suas empresas para ficar mais perto dos filhos. de autoria de Patrícia Travaços e Ana Conique, que viraram empresárias seguindo uma tendência mundial, o empreendedorismo materno, com tantos dilemas entre a profissão e a maternidade, elas mostram que viraram a mesa. Empreendedorismo materno, uma revolução na nova economia de Juliana Furtado, propõe reflexões sobre a atuação das mulheres mães na geração de novos negócios e reforça a necessidade de mudanças de percepção e de condições na dinâmica social diante de uma nova economia. A publicação traz um estudo do caso da Escola da Mãe Empreendedora, método de empreendedorismo criado para apoiar mulheres na construção de suas carreiras. profissionais independentes. E o livro Mãe Empreendedora sem culpa de Simone Rabusk é um guia que nasceu da jornada da autora para ajudar as mulheres a encontrar equilíbrio e leveza entre negócios e a maternidade. Ela compartilha estratégias reais e ferramentas práticas para que o leitor possa empreender sem abrir mão do que mais importa. E neste segundo bloco, nós vamos conversar com duas mães que participam da comunidade, falar sobre o empreendimento delas e o que as levou a participar, inclusive desse movimento. Patrícia, conta primeiro para mim quem chegou primeiro, a comunidade ou o seu empreendimento? O meu empreendimento. É, o que que você faz? Eu faço bolachas. Eh, tudo começou. Eh, eu trabalhava como um CLT, né? E aí eu tive um problema de saúde e eu tive que me desligar. Você já era mãe ou não? Eu já era mãe. Já era mãe. Você é mãe de quantos filhos? Eu tenho uma filha de 13 anos e sou mãe solo. Eu tive um problema no meu trabalho de saúde, tive que me desligar e o que fazer, porque o meu problema, eu não poderia trabalhar mais fora, porque as contas chegam, né? Pois é. E aí, eh, eu decidi numa vontade que eu tive numa época de comer uma bolachinha de goiabinha, fui em vários lugares e não achava a que eu queria. Fui mexer nos caderninhos de receita da avó, aqueles amarelinhos. Achei uma receita e fiz e assim matei aquele desejo, parecia grávida. e fiz e algumas amigas experimentaram e falaram: "Nossa, Pati, faz para vender, eu compro". Eu falei: "Não, gente, é só para matar à vontade." Como eu deixei de trabalhar, veio essa ideia. Comecei a fazer as bolachas, a vender tudo muito simples. Comecei a fazer alguns cursos e fui me especializando. Então, hoje eu trabalho só com as bolachas, faço as bolachas caseiras, tem as doces, as salgadas, as fitness e tenho as bolachas personalizadas também para vários tipos de eventos. E essas bolachas você vende nas feiras ou hoje você já criou uma carteira de clientes que, por exemplo, alguns impóos ou alguns estabelecimentos que você já deixa também durante a semana, como que tá isso? Então, quando eu comecei, era em casa para algumas pessoas, aí comecei a fazer feiras. Logo na minha primeira feira conheci a Priscila do Materno Amor na época, foi a minha primeira cliente na minha primeira feira. Eu tava ainda montando o meu espaço, um pouco insegura ali. Você jogou total, claro demais. É, ela passou, viu a bolacha, quis comprar. Ela ainda chegou, ai gente, com dinheiro, eu não tinha nem troco ainda. Ela chegou, ficou meio assim, pegou um folder, tal, a gente conversou e eu fiz a festa do filho dela, as lembrancinhas de aniversário. Mas você já tinha pensado, ah, eu faço lembrancinhas também ou na época ela que falou, por que você não faz a lembrancinha? Você fofaria? Como que foi essa conversa? Lembra? Não, eu até tinha algumas, mas era assim, era feinhas ainda, vamos ser bem sincera. Aí ela chegou, ela falou assim: "Ah, eu gostaria de fazer tal, deu a ideia". Eu falei: "Faço, fui com a cara e à vontade e fiz". E aí ela me chamou pro grupo, eu falei: "Não, vou participar e estou até hoje". No início por isso quando ela te chamou pro grupo, né? Você ainda tava não sabia direito que queria, vou entrar nesse grupo para ver o que que vai dar ou não? Você já sabia desde o começo? Não, eu quero entrar para fazer conexões ou não, se tinha muito essa ideia. Não, eu fui porque assim eu achei interessante, né? Porque eu tinha uma menina pequena, né? Sim. E adorava levar minha filha para passear em vários lugares e também pela parte, né, do pessoal tá vendo minhas bolachas. Então, acabei unindo o último agradável. E também um certo acolhimento com as outras mães também, que muitas às vezes acaba acabam tendo ali o mesmo o mesmo problema ou a mesma dúvida, as mesmas dores. Com certeza. E isso fez muito bem para você. Foi ótimo. Tanto é que nós estamos juntas até hoje, né? Participei de alguns eventos com ela. A gente na pandemia foi assim, eu acho que o momento que a gente mais se uniu, né? Nós fizemos várias campanhas aí, ajudamos várias pessoas e foi muito bom. E hoje, eh, eu tenho, eu deixo as minhas bolachas em alguns lugares, né? Faço também pela minha casa, eu deixo em lojas, em alguns outros estabelecimentos. Sim, eu tenho uma cozinha semiindustrial, né? e amo o que eu faço. Agora, como você consegue hoje conciliar a sua vida de empreendedora, as conexões que são propostas dentro da comunidade? Olha, eh, eu, é, assim, eu participo de muita coisa, né, no Materno Amor, eu faço parte de alguns outros grupos, mas a minha prioridade hoje é mais uma materna amor, né? Movimento Esm também, você faz parte ou não? Sim. Sim, mas assim é de é um pouco mais complicado estar mais presente porque eu tenho a filha sim hoje ela com 13 anos, então é assim pré-adolescente, né? Então você acaba sendo meio que Uber de filho, né? Mas assim, eu adoro, eu tenho um grande retorno, eh tudo que eu posso, eu participo, né, dos eventos. Então assim, é muito bom. Eu super super falo pro pessoal participar. E no começo a gente, você contou inclusive que tava lá na feira e a Pri, sua primeira cliente ali naquele momento. Desde que você veio pra comunidade, para além dessas trocas de vivências, você também conseguiu fazer conexões e negócios dentro do grupo? Sim, várias. Eu tive muitas clientes através do grupo. Sim, várias. E amigas também. Algumas vieram pra vida. Sim, com certeza. várias, várias. E a gente tem o grupo que a gente se reúne, né? Sim. E se tornam amigas pessoais mesmo, né? Então é muito gostoso, é muito bom, vale a pena participar, super vale a pena por vários motivos. E assim, eh, às vezes você precisa de uma informação, precisa de o médico, qualquer coisa, você entra no grupo, você tem retorno imediato. Então, é muito bom. Eu aconselho e toda vez que eu tenho uma amiga, até mesmo cliente, né, que não faz parte, a gente sempre dá um toquezinho, entra lá, você vai, ai, mas eu não tenho filho. Eu falo: "Mas sabe, tem coisas legais, tem sobrinho, né? Hoje a Prior às vezes é feito alguma feira das mulher das mães. Você participa dessas feiras também? Já participei bastante, sim. Já. Hoje é um pouco mais complicado porque eu falo, às vezes as feiras são de finais de semana porque é o momento que as mães podem estar indo. Então, eh, para mim é um pouco mais complicado, né? Mas vale a pena. Mas vale a pena. E algumas vezes eu participo, dependendo da data, porque normalmente final de semana é uma é o dia que eu mais tenho produção por causa de festas, né? Ah, porque hoje você fornece justamente para eventos. Sim, empresas às vezes tem os aniversários e eu gosto de fazer sempre mais assim de última hora para est bem fresquinho e eu faço a entrega. Então você faz todo o processo desde o produção até a finalização de tudo. Fo faço a compra dos meus produtos, eu faço as bolachas, eu decoro bastantealo. Graças a Deus. E daqui a pouquinho a gente vai conversar com mais uma mãe que participa da comunidade. Lembrando que nesse universo de empreendedorismo 77% são mulheres que após serem mãe e se verem como mãe, decidiram empreender. Tem gente que empreende desde cedo e que depois vai amadurecendo os seus negócios conforme a vida também vai mudando. A Fabiana é uma dessas pessoas. Primeiro, Fabiana, antes da gente falar exclusivamente como você chegou à comunidade, conta um pouquinho a sua trajetória como empreendedora que eu vi aqui. Olha, olha, ela já vendia, gente, produtos de catálogos ou consignados porta a porta aos 14 anos. Então, você sempre teve essa veia empreendedora, é isso? Sim. Muito obrigada pela oportunidade. Parabéns pelo trabalho. Sim. Eh, podemos dizer que é a coisa da do empreendedorismo, acho que nasce com a pessoa, né? Não, não dá para se forçar, porque quem dirá até antes disso, por que antes já vendia coisa na escola pros colegas? Saía com os catálogos do avô embaixo do braço batendo de porta em porta, pegava aquelas ã panos, chamava-se panos de joia, que nem era joia, eram semi, semijoias, e a gente saía vendendo. Naquele tempo, não era perigoso, né? Sim. confiava muito nas pessoas e acho que o pessoal tá marcava. Eu também acho que o pessoal tinha um pouco de dó, né? Que que essa pirralhinha tá fazendo aqui no meu portão vendendo as coisinhas dela? Mas na verdade tudo começou a ser sério, a ficar mais consolidado com a a doença do meu pai, que a gente teve que então se, né, adaptar, porque ele era o único que patrocinava o sustento da casa. minha mãe não trabalhava e a minha mãe não tinha condição de trabalhar cuidando dele. Então, sentimos a necessidade de sair atrás do sustento também. Então, começou aí a significar não só o empreendedorismo e no fato de do gosto da da coisa, mas também para ajudar em casa, para ter a renda, para eh não dar aquele trabalho pra mãe, né, ficar pedindo. Então, foi um pouco da necessidade que passou também a chegar. E eu vi aqui que hoje, olha, ela é multiempreendedora, não tem só um negócio. Me conta então hoje exatamente o que você faz e como você consegue de certa forma administrar todos esses negócios. Olha, hoje em em dia eu tenho a Arte Calçados, né, que já tem 50 anos em Campinas. Eu adquiri faz 20 anos, né, a marca e montei depois diss quatro lojas, quatro lojas físicas. Com todas essas crises e pandemia, a gente foi reduzindo o número de lojas. Eu tô com uma loja presencial e a a venda online. Não satisfeita. Montei eh há um ano, fez um ano agora em março, uma franquia de massas e congeladas. São massas mineiras, fio de Minas, massas prontas também pensando muito nessa coisa da mãe que não tem tempo, que trabalha, porque a gente vai fazendo ouvido, né? eh, tanto tempo no grupo de mães, a gente vai sentindo a necessidade, acolhendo essa necessidade. E eu queria sair da coisa do congelado por congelado, enlatado e trazer saúde, porque os nossas nossas massas são saudáveis, apesar de serem congeladas, elas são todas de produção orgânica, sem agrotóxico, tudo eh de produtos selecionados. Então a gente ia pôr também na mesa da família Saúde e nunca parei de dar aulas de informática. E professora de informática também. Olha, sim, eu comecei a a profissão, eu me formei em informática, né? Sou TI e também fiz eh economia, né? né? Tem as duas formações. Aí vi a necessidade de, além de trabalhar com a informática empreender nessas duas áreas. E com toda essa correria, em que momento na sua trajetória você se torna mãe? E em que momento você encontra a comunidade? O que que tava acontecendo na sua vida? Olha, eu sou mãe de uma médica já, né? e já adulta e uma fazendo engenharia de automação. Duas adultas. Então duas adultas. E vou dizer que não foi nada fácil ser mãe empreendendo, mesmo porque eh eu tinha eu era eu era a minha patroa e era também a empregada da empresa. Então assim, eh trabalhar dando aulas de informática com bebezinho, eu levava o bebê conforto, colocava o bebê conforto do lado e mamadeira e dando aula. E na verdade não tinha nem online ainda, como é hoje de for não tinha nem celular, né? Não tinha nem celular, a gente a gente trabalhava com os os computadores desktop, né? Então era um foi uma transição difícil, né? E eu eu tenho tenho relatos de pessoas que falar assim: "Nossa, eu resolvi ser mãe porque eu vi que você conseguia trabalhar e ser mãe ao mesmo tempo". Porque nós viemos de uma um paradoxo de que a mulher tinha que na maternidade tinha que escolher uma coisa ou outra, parar de trabalhar, né? Sim. E não foi, na verdade, foi exatamente o contrário. Com 15 dias da minha filhinha, eu tava trabalhando, né? Então, ah, não é saudável. Depende. Isso é muito de de como você leva isso tudo, né? Porque eu a levava junto, eu não deixei. Ela ela ela foi amamentada até 1 ano e meio. Então, assim, mesmo trabalhando, a amamentação foi uma coisa eh ininterrupta. Não, não deixei de fazer. A segunda mamou mamou por dois anos. dois anos. E aí quando você teve esse, você já tinha a loja de sapatos ou ainda não? Já tinha, já tinha loja de Dava aula ainda de TI, de informática. Dava aula de informática e tinha a arte calçados, a Fio de Minas, que é a franquia, que tem só um ano, que é a novidade, mais tranquila, que é exclusiva, digamos assim, o bebê novo. Mas e aí, Fabiana? Nessa caminhada, como você chega à comunidade? Olha, faz mais de 5 anos que a gente participa, trabalha junto. A comunidade materno amor Eterno, ela tem um acolhimento no início muito pessoal, né? Aquela coisa. Chamou, foi uma amiga ou foi Instagram? Foi, foi a própria Priscila. a prova a gente se encontrou porque a eu já fazia feiras, né, pela de calçados e a gente acabou se encontrando e e entendendo que essa relação seria muito, né, significativa. Mas hoje a coisa do do relacionamento das comunidades está tão aprimorado que lá dentro da comunidade você encontra uma pessoa que vai te dar um apoio na rede social. Ah, eu odeio informática, não sei trabalhar. Como que uma mãe vai ser empreendedora hoje sem a informática? Nós temos lá no grupo do Materno Amor cuida dessa área de e vai te dar um apoio com aquele olhar materno, com aquele sabendo que você não tem tempo de ir nas reuniões, você pode fazer isso online, pega o telefone aí que eu te explico, tal, aquela coisa. Então, dentro do grupo a gente tem um assessoria jurídica, assessoria social, psicológica, porque temos mais de todas as profissões e uma ajudando a outra. Então, assim, de tudo que o o a comunidade proporciona, a gente faz venda, a gente progride, a gente eh cresce intelectualmente, temos todos esses profissionais, porque todas mães, profissionais que uma ajuda a outra numa eh ajuda mútua, né? Sim. O movimento Esmo e você também participa ou não? Ainda não, porque assim tá meio tá meio muito, né? Tá um pouco muita coisa, mas já estamos caminhando, estamos participando. Hoje às 2 horas eu tenho uma reunião com uma das nossas eh mentoras aí na parte de redes sociais e vamos trabalhar e vamos trabalhar a plataforma. É porque é muito importante, não dá para fugir, né? Eh, ah, mas há 50 anos não existia isso. Há 20, quando você começou? falou: "Não, não." Então é resiliência e mudando e e trocando e, né, crescendo. quê, apesar de ser mãe de duas mulheres adultas, que talvez não demandem tanto de você quanto já demandou um dia, como você sente que essa sua experiência que, né, porque muitas vezes a gente inclusive conversou com mães que, ah, eu tenho filho com três, eu tenho filho pequeno, eu tenho Olha, a minha filha, de repente uma mãe fala: "Ah, eu tô passando por isso, eu não tô conseguindo produzir, eu não tô conseguindo vender, porque essa semana meu filho tá com problema, minha filha tá com problema de saúde ou não. Como que vocês acabam se auxiliando também na esquisito? Até porque você, olha gente, eu as minhas, eu já passei por isso, posso te ajudar em tal coisa. Também tem essa troca? Tem. É muito interessante. Às vezes a alguém tem nunca aconteceu com a a Patrícia, por exemplo, né, que nós conversamos agora a pouco, eh, mas aconteceu com outras mães que tinha lá uma encomenda de 200 doces e a pessoa cancelou e ela já tinha produzido. Então a gente no grupo eh compra essa essa demanda entre nós, a gente faz uma ajuda ali e tal, um preço mais acessível para ninguém ficar eh de fora, né? Ninguém se sentir sobrecarregado. Ah, tem uma feira que a gente vai. Então, ã, quem pode dar carona? Eu posso passar a te pegar, né? Ã, vamos fazer uma academia, vamos fazer alguma coisa. Quem vai junto? V, quem vai olhar a criança? Então isso ou até assim que você acabou de estritar a academia, às vezes, ah, na minha academia vai ter tal coisa, se você vende, você pode levar um dia de um evento específico, sempre abrindo portas também. Isso não tem preço, né? Porque esses essas comunidades, né, a nossa com certeza eh favorece muito, né, eh todo esse trabalho de eh apoio, né, não tem porque a família, por mais que a família ajude, a família ajude, ajuda na escuta, né, no jantar, no almoço, ela tá te ouvindo, mas não é a realidade dela, né? Essa não é a realidade do seu marido, do do da sua mãe, do seu pai. Eles têm os problemas dele. No nosso grupo todas vivem os mesmos problemas, as mesmas realidades. Então, para nossa ajuda multil, né? Acaba sendo até prazeroso, né? Por que não, né? Entendi. Muito obrigada pela sua participação. E olha só, todo domingo, 5:15 da tarde a gente tem a estreia de um novo programa Serpreendedor. Você pode também assistir aos programas anteriores lá na playlist do YouTube, youtube.com/tvcâmara, e você ouve, você assiste histórias tão inspiradoras como as que nós contamos aqui da comunidade mãe. เฮ