TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Ser Empreendedor | Do projeto ao reparo: design de interiores e construção civil
Em destaque · HD Vídeo · SER EMPREENDEDOR

Ser Empreendedor | Do projeto ao reparo: design de interiores e construção civil

143 views Publicado 01/03/2026 HD · 31:55

Descrição do vídeo

Olá! No Ser Empreendedor, a gente mostra histórias reais de quem decidiu se reinventar, criar oportunidades e transformar experiência em negócio. No episódio de hoje, o tema é design de interiores e construção civil — dois segmentos que caminham juntos e exigem visão, técnica, relacionamento e muita capacidade de adaptação. ​ 📌 Logo na abertura, o programa contextualiza o cenário do setor: o mercado de design de interiores segue em trajetória positiva, enquanto a construção civil enfrentou uma estagnação em 2025, e para 2026 há projeções mais moderadas de crescimento, com influência direta de fatores como juros e inflação. ​ 🏠 Parte 1: Andreia Araujo — do CLT ao escritório de interiores A primeira entrevista é com Andreia Araujo, que trabalhou por muitos anos no varejo de decoração e decidiu investir em conhecimento técnico para atender melhor profissionais do setor. Com o tempo, veio o “start” do empreendedorismo: ao perceber que design de interiores parecia “caro e inacessível” para muita gente, ela começou a construir um propósito de levar soluções de projeto para quem tem casa, mas quer transformar em lar, especialmente em pequenos espaços. ​ ​Durante o papo, Andreia conta como foi a transição: o período de projetos paralelos (os “frilas”), o impulso que a pandemia deu para a visibilidade online e o papel das redes sociais para alcançar o público certo. Ela compartilha, com transparência, como foi começar com poucos recursos (basicamente um notebook e muita vontade), como surgiram as indicações e a fidelização de clientes, e como o planejamento ajuda o cliente a evitar desperdícios e gastos maiores em obra e decoração. ​ O episódio também aborda um tema essencial: os desafios e barreiras enfrentados por uma empreendedora negra no mercado, a cobrança sobre preço e valor do trabalho, e o objetivo de crescer construindo equipe e abrindo portas para que mais pessoas pretas ocupem espaço no setor. ​ 🧱 Parte 2: Deny Motter — obras, reparos e organização de profissionais No segundo bloco, o programa muda a lente para a construção civil do dia a dia: reforma, pintura, demolição, retirada de entulho, pequenos reparos e execução completa com apoio técnico quando necessário. É aí que entra Deny Motter, empreendedor que explica como começou recrutando profissionais e organizando serviços mesmo sem dominar, no início, a parte técnica — aprendendo na prática, formando equipe e ampliando o portfólio com o tempo. ​ Ele comenta os bastidores de captar clientes: listas de transmissão no WhatsApp, presença no Instagram/Facebook e o poder da indicação. Também fala sobre dores comuns do setor (prazo, limpeza, desperdício e qualidade), além do desafio de montar e manter uma equipe comprometida quando o mercado aquece. ​ Outro destaque é a iniciativa de fortalecer a categoria: Deny cita a criação de uma associação para dar mais representatividade a profissionais autônomos da construção civil (como pintores, pedreiros, eletricistas e encanadores), incentivando boas práticas, uso de EPI, contratos e parcerias de capacitação. 📺 O Ser Empreendedor vai ao ar na TV e também está disponível no YouTube da TV Câmara Campinas. Assista até o fim e compartilhe com quem está pensando em empreender ou se reposicionar no mercado! ​ 💬 Agora conta pra gente: você se identifica mais com o universo do design de interiores ou com o da construção/reformas? Você já empreende ou quer começar? Deixe seu comentário, curta e compartilhe! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

26 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, hoje no Serpreendedor nós vamos falar sobre design de interiores, construção civil, como essas pessoas se reinventam nesse segmento e decidem partir por alguns campos que existem nessas duas profissões e setores. Olha, para se ter uma ideia, o mercado de design de interiores, ela mantém trajetória positiva, apesar de nós termos tido uma estagnação na construção civil em 2025. a gente tem aí investimentos significativos, embora o crescimento do PIB do setor possa ser um ritmo um pouco mais lento devido à manutenção de juros, porque a gente sabe também que tem tudo a ver com o mercado. Mas bem antes disso, a Andreia, por uma questão ainda com o CLT, resolveu estudar para trabalhar e depois percebeu que ela tinha era uma veia empreendedora. Andreia, me conta essa história. Exatamente isso. Foi exatamente esse ponto de partida. Eu trabalhei muito tempo em loja, trabalhei 15, 20 anos no total no loja no ramo de decoração e vi que esse mundo fora do CLT também era para mim. Mas até então me conta essa aquela aquela questão de falar, olha, eu tô trabalhando no em uma loja de decoração, preciso estudar e lá você foi fazer algo técnico. É isso. Isso. Isso mesmo. Mas não foi lá que alguém falou: "Ó, dá para empreender nesse segmento?" Não, não, de forma alguma. Lá eu passei a entender que eu precisava melhorar tecnicamente para atender o pessoal da loja, os arquitetos, design da loja que compravam na loja. Com o passar do tempo, eu despertei essa vontade de ser empreendedor empreendedora. Sim. Mas isso também veio de um start familiar, vamos dizer assim, né? O que que aconteceu? o empurrãozinho. A minha avó um dia falou para mim que ela queria também ter um espaço projetado nas palavras dela. Sim. E esse espaço projetado era o que eu fazia, mas ela achava que ela não tinha acesso a isso, que isso é caro, né? Então isso foi aonde me despertou de verdade, a trazer o design de interiores também para quem acredita que não tem acesso. E aí você fez esse projeto pra sua avó? Sim, eu fiz esse projeto pra minha avó. E a partir desse projeto, você continuou CLT? Você já partiu para empreender? O que que você fazia nesse período? Não, a partir desse projeto eu continuei trabalhando no CLT. Eu tinha um plano de carreira, sabe aquele famoso plano de carreira que a gente acha que é o certo, mesmo sem saber muito bem, porque empreender não é fácil, eu precisava ter um pouquinho mais de base, tá? Então, o que que eu pensei? Eu preciso continuar aqui um tempo, projetar isso pro futuro para então poder sair. Eu precisar, mas já tava pensando numa transição de carreira já. Sim, já ali já me despertou esse start, me despertou a vontade de ajudar quem precisa também e acha que não tem acesso, mas para isso eu precisava ter uma reserva de emergência, por exemplo. Então foi onde eu montei esse plano de carreira, trabalhei no CLT e também fazia alguns projetos bem timidamente, não explanava muito, era bem tímido. aquilo que é você conhece em casa como bico. Eu fazia uns bicos. Exatamente. E depois, claro, a gente já fala profissionalmente, fazia uns frilas. Uns frilas. Não, atualmente é frilans. É, atualmente é frilan. Isso mesmo. Sim. Mas aí então eu falei, tá começando a acontecer um cliente aqui, outro ali. Mas ainda era tímido, né? Eu ainda tinha medo porque começar do zero é muito difícil. Sim. Eh, e infelizmente nem sempre a gente tem acesso ao conhecimento de como começar. Muitas vezes a gente só começa. Foi o meu caso, confesso. Foi, foi o meu caso. Passou um tempo, veio a pandemia. Na pandemia, como a gente sabe, a construção civil deu uma aquecida boa, a gente ganhou mais visibilidade, mas aí a loja aqueceu também, porque a loja não fechou decoração, construção civil, era considerado inclusive de primeira necessidade e tudo mais. Exatamente. Fechou um período curto, né, que foi no pico mais elevado da pandemia, mas pro outro lado, o meu escritório começou a ganhar visibilidade. A internet nos trouxe isso, né? Eh, eu falo muito que as redes sociais me ajudou a chegar onde eu cheguei e ainda quero chegar muito mais. E naquele período, então, você intensificou o uso das redes sociais. Exatamente. Eu usei a ferramenta que eu tinha para alavancar o outro lado, que era design de interiores, falando com o público que eu queria falar. Em que momento você então falou: "É hora de me dedicar exclusivamente ao meu negócio?" Quando eu entendi que eu não conseguia ser 100% para um, eu decidi parar, começar do zero e ser 100% em algum dos dois. Mas você pediu demissão? Sim, com a cara e com a coragem. 15 anos de loja, é isso? 15 anos de loja que todo mundo pensa: "Poxa, eu vou perder meus direitos. Você chegou a fazer alguma negociação?" Não, não fizemos. Não fez? Foi com a cara e com a coragem. Car e a coragem. E aí, me conta. E aí é como todo mundo sabe, tem a fase difícil, tem a fase que você levanta um pouquinho, mas tudo isso eh com muita persistência. Já abriu um escritório? Ficou um tempo trabalhando em casa? Esse processo foi como? O começo do empreendedor não dá para chegar chegando não. Eu fiquei um tempo em casa, trabalhando de casa para também ter um respirar um pouco, né? Porque como você sabe, eu comecei do zero, então eu precisava respirar, me organizar, saber como era ser empreendedora. Então esse cliente chegava até você em função das postagens. Exato. Em que momento que você percebeu que além das postagens você tava ganhando uma carteira de pessoas que indicavam Andreia para também fazer a sua obra, a sua decoração? Quando começou a cair essa ficha em você? Olha, boa pergunta. Eu acho que a ficha caiu quando eu tive a mesma cliente me procurou novamente. Foi aí que eu entendi de fato que sendo bem honesta, que eu era capaz. Sou boa naquilo que eu faço. Alguém me procurou de novo. Exato. Foi quando essa cliente, ela me procurou para fazer uma casa, depois ela me procurou para fazer o salão de beleza dela e até hoje eu continuo com ela. Foi aí que eu entendi de fato que esse negócio era para mim. E trabalhando com pessoas da classe, como que eu vou dizer, menos favorecida. Talvez. Sim. Você tem aquele cliente que talvez, como você disse lá atrás, eu fui ajudar minha avó e ela na simplicidade dela pensava: "Isso não é para mim e isso é paraa gente muito rica". Exato. E como é então você conquistar esse cliente que, claro, ele não é rico, não é milionário, mas ele pode sim ter acesso ao seu serviço? Conquistar esse cliente é também um formiguinha. A gente vai trabalhando dia a dia. A gente precisa mostrar para ele que eu sou acessível e que ele precisa do meu trabalho. Como mostrando para ele onde é que eu posso atuar na vida dele e transformar a vida dele, porque a casa também é uma dor. Sim. a gente tem que trazer a cura para ela. Eu acredito muito nisso. Ah, é porque às vezes quando você não se sente bem com alguma coisa que te incomoda, parece que aquele não é um ambiente que de certa forma te sustenta, te engrandece, te renova, né? Isso. A casa tem que ser acolhedora. Então, e a gente sabe que o público ali, que é o que eu atendo, casas e apartamentos pequenos, é o meu público. A gente sabe que esse público quer ter um lar de revista, mas ele não sabe como chegar nisso. É aonde eu entro. Eu ensino que é possível com planejamento, com tem itens que você olha que é caro, mas a gente consegue ter aquela mesma referência com um item com custo menor. Então eu estudo muito para trazer esse melhor para esse público. E hoje, Andreia, você lá atrás abriu mão inclusive de direitos trabalhistas. A gente lembra que foi com a cara e com a coragem e abriu seu negócio. Você tinha dinheiro para investir? Quanto você investiu? Ou era Andreia e o seu notebook? Era Andreia, um sonho e o meu notebook. Sim. Eh, eu não tinha uma reserva, como eu disse, eu comecei a fazer um planejamento, mas as coisas aconteceram de uma outra forma, né? A pandemia adiantou isso. Exatamente. A pandemia adiantou bastante isso. Ganhamos muita visibilidade com as redes sociais. Então eu aproveitei o momento, vou encarar. É a minha hora. E hoje a gente fala do ponto de vista de olha um sonho, tenho clientes e ao mesmo tempo eu abri o programa inclusive falando desse mercado da construção civil. Teve um boom na pandemia. Depois a gente tem questões da inflação que as pessoas começam a investir menos em construção civil, por consequência, muitas vezes até no design ou não, você que vai me dizer. Mas em termos econômicos, eu queria que você falasse hoje eh qual é hoje a sua renda mensal, uma média. Bom, obviamente o design vai ficar sempre por último nessa fase, quando começa a oscilar bastante a economia, nós arquitetos, design, nós ficamos para trás. Isso é fato. Por ainda assim é visto como luxo, nem sempre como uma necessidade. Eu entro na casa, depois eu resolvo. Exato. Aí não sabe resolver, não é? É aí que a gente entra. Então, eh, eu acabo dizendo que isso é algo que está implantado na cabeça das pessoas e que está errado, porque se você tem um bom planejamento, você entra com básico, pelo menos. Sim. Não faz de qualquer jeito e gasta duas ou três vezes mais, tá? Economicamente falando, hoje, qual é o seu faturamento? Hoje nós temos uma média de faturamento de 10 a 20.000 mensal mais que se você fosse vendedora. Não, não, não. Ser vendedora na construção civil ainda ganha mais. Na época onde eu trabalhava, sim. Tá. E mesmo diante disso, como você se coloca nesse desafio de empreender diariamente e quais são os seus planos? Eu me coloco como promessa, como vontade de crescer. Eu tenho esse negócio como uma promessa para mim, como uma vontade de crescer e eu vou fazer acontecer. Hoje o faturamento é esse, mas amanhã pode ser outro. O meu sonho é mais uma vez trazer lar a quem acha que tem. Porque as pessoas têm casa e não lar. Então agora eu vou entrar numa questão que às vezes quem tá em casa não entende, mas quem sabe da história brasileira entende. Você acha que nesse desafio ser uma empreendedora afrodescendente teve um peso inclusive no seu segmento? Tem tem um peso maior? Tá. Sim, porque infelizmente nós ainda somos vistos como trabalho que custa pouco para não dizer escravo, né? Então a gente ainda assim é visto no mercado como posso pagar mais barato e não é assim. Nós estudamos o mesmo que o outro estuda. Sim. Não tem diferença. Quando você vai fazer uma prova, você é avaliado da mesma forma, correto? Não é? Então esse peso ainda é grande. As portas também não são abertas como é aberta pro outro público. Sim. para uma mulher branca, para uma designer branca ou para um homem branco, um designer branco. Exato. Se você for avaliar, existe bem poucas designer negras no nosso Brasil. Sim, sim. Assim como arquitetas. Pensando em todo esse contexto, quero que você refaça a resposta. Onde a Andreia, que é uma empreendedora em Campinas, interior de São Paulo, quer chegar? Eu quero chegar ao topo. Eu quero chegar longe, eu quero fazer história, eu quero trazer pessoas pretas para trabalhar comigo. Eu hoje faço sim questão de ter esse pessoal na minha equipe, porque eu quero crescer junto. Eu quero que eles cresçam junto comigo. Então, amanhã eu quero ter um escritório maior com equipes trabalhando comigo, prestando um serviço de qualidade para Campinas e região. Então, a gente quer o nosso povo crescendo juntos, tá certo? Olha, e você vai acompanhar aí um clipe, inclusive durante a entrevista a gente viu alguns trabalhos da Andreia. você vai acompanhar um pouquinho mais desse trabalho e na sequência a dica de livros sobre empreendedorismo e depois eu volto com mais ser empreendedor. Corporativo como o esporte molda grandes líderes. Escrito por César Cota José, a partir de sua experiência como CEO para América Latina de uma multinacional aliada à rotina intensa de exercícios físicos, este livro transforma a relação entre as atividades esportivas e a alta performance em método prático estruturado. A obra traz uma matriz que associa 65 modalidades esportivas com 20 habilidades diferentes e apresenta o chamado índice de potencial esportivo profissional para avaliação estratégica de aprimoramento profissional. As perdas no caminho de Renata Seudim. O livro oferece um relato íntimo sobre como equilibrar ambições profissionais e o desejo de formar uma família. Nele, a autora, que é doutora em gestão de inovação e mentora de carreiras, compartilha uma década marcada por tentativas frustradas de engravidar, perdas gestacionais e desafios pessoais enquanto construía uma carreira de sucesso. Com uma perspectiva sensível e otimista, Renata defende a importância do planejamento familiar para que as mulheres possam tomar decisões conscientes sem renunciar aos projetos profissionais. A arte de empreender do zero, como tirar do papel e construir um negócio com propósito. Nascido em Minas Gerais. O autor conhecido como seu Elias saiu do zero e vem conquistando todo o Brasil, onde construiu um império e tem formado milhares de pessoas, sempre com estratégia, excelência e uma filosofia poderosa de fazer o básico bem feito. Sem fórmulas milagrosas ou frases de efeito, o autor revela bastidores reais de crescimento, liderança, empreendedorismo, vendas e muito mais. Tudo testado em campo e validado no mercado. E neste segundo bloco a gente vai falar de construção civil e reforma, mas em uma outra perspectiva. Nós vamos falar de obras, pequenos reparos e até grandes reparos. e como as os empreendedores têm se especializado nisso, até porque a gente teve uma pequena retração no setor no ano de 2025 e para 2026 há uma projeção de crescimento entre 1,8 a 2.3% por diferentes questões, incluindo também a questão que trata aí da inflação. Mas o D não chegou agora nesse setor não, ele está há 10 anos pelo menos. Deni, me conta como que foi essa questão de trabalhar com esse setor e mais que isso, em que momento da sua vida profissional que você falou: "Eu vou empreender com isso". Bom dia, Mirna. Tudo bem? Eh, olha só, eu sempre tive uma vontade de empreender, sabe? Meu pai, ele era negociante, teve engenho de pinga, teve lanchonete, mas eu mesmo segui aquele caminho de fazer faculdade, eu fiz sociologia, fui dar aula, mas tinha aquela vontade de prender e nunca deu certo. Eh, eu sempre fui muito de participar de movimentos sociais também, então conhecia muita gente nos bairros, tal, e eu tentei unir essa preocupação social com a questão do empreendedorismo. E como eu tinha conhecidos na área da construção civil, eu falei, na área da constução civil tem muito trabalho, tem a pintura, tem o acabamento, tem aquele serviço mais pesado de demolição, de construção de alvenaria. E eu pensei, né, quanta gente que a gente conhece que tá desempregado, que faz esse biquinho muitas vezes por conta, né, mas não tem assim um canal ou alguém que os organize de uma forma melhor para que eles possam trabalhar. E aí eu comecei, né, a recrutar essas pessoas, comecei sem entender nada, tecnicamente falando de construção civil. Exatamente. Sem entender nada. Inicialmente a gente fez os serviços mais básicos, principalmente limpeza de terreno, demolição, retirada de entulho e pequenas pinturas. Sim. E aí foi surgindo, né, a proposta. Olha, eu queria trocar o piso de casa, eu queria construir um quartinho no fundo da minha casa. E na medida que a gente vai conhecendo os profissionais, né, e vai pegando confiança também, a gente vai ofertando serviços maiores. Então a gente começou a crescer, começamos a agregar pessoas mais experientes, né? E aí a coisa foi foi dando certo e a gente tá nesse movimento agora já mais consolidado. Qual é o tipo de serviço? Então você disse, começamos com pequenas limpezas de terrenos, pinturas. Hoje o que a sua empresa oferece na área da alvenaria a gente constrói uma casa, se for necessário, né? Aí faz construção também, fazemos construção, mas aí a gente se faz uma conversa com o engenheiro, sempre tem, né, alguém que acompanha, o proprietário contrata, né, e a gente executa a obra, tá? Eh, pintura, né? muitas pinturas em escola, igrejas, eh casas mesmo, né? Condomínios. Então, a gente faz essa parte de pintura, acabamento, que aí vem o piso, revestimento, né? Hidráulica, elétrica. Então, nessa parte da construção civil, desde a construção até o acabamento, a gente faz tudo. Sim. Tinha um um problema que eh era os pequenos reparos, né? Porque geralmente o pessoal gosta, ninguém quer fazer. É difícil, né? O cara quer pegar o serviço pelo menos para uma semana, para um mês, né? E às vezes é uma coisinha pequena. Então a gente também tá conseguindo atender essa parte. Então a gente tem um grupo que é especializado. Ó, eu tenho um pequeno reparo para fazer na minha casa. A gente faz. E aí nós estamos tentando inovar e colocar mulheres, sabe? principalmente para mulheres que moram sozinhas, às vezes elas querem ser atendidas por mulheres. Então a gente tem profissional ainda não são todos os serviços que elas fazem, mas estão fazendo alguma coisa e a gente vai aperfeiçoar isso. Cada um e cada um desses profissionais que atua junto com você, eles são me também são. A gente trabalha num é como se fosse uma cooperativa, apesar de não ser, né, organizado nem registrado como cooperativa, mas a gente se se ajuda, né? Então eu eu recomendo para que todos abram o mês, né, e que desenvolvam suas atividades e a gente vai organizando. E aí quando vem trabalhar com você, por exemplo, olha, você vai trabalhar 5 dias na pintura de um determinado lugar, ele recebe por aqueles cinco dias. Isso a gente já combina antes, né? Quanto que você quer na diária ou no mês, mostra o serviço e aí a gente eh faz o pagamento, né? E como aqui que é uma igreja que depois a gente vai mostrar as imagens, emitimos a nota fiscal, tudo direitinho e aí todo mundo fica feliz. Naquele período de pandemia, Deni, eh como que ficou? Porque todo mundo fala que foi um período muito bom para a construção civil. Inclusive, nós conversamos no primeiro bloco com uma designer de interiores, que ela justamente deixou o CLT nesse período para atender eh clientes que, como as pessoas começaram a ficar mais em casa, começaram a a prestar mais atenção na sua casa e queriam mudar alguma coisa. Aham. No caso também desses reparos, isso também teve um boom naqu naquele ano? Teve, teve sim. Foi um momento importante e é um momento que a gente cresceu bastante e a gente teve uma experiência interessante também nas escolas, porque as escolas estavam vazias, né? Sim. Então os diretores aproveitavam para pintar, para fazer reformas. Então a gente atendeu muitas escolas municipais principalmente, né? Aquele serviço de que é contratado direto pelo diretor, que não precisa participar de escola. Isso. Isso. Então foi um período bacana para que aproveitou também para fazer esse pequeno reparo. Que no dia a dia às vezes pintura de sala de aula, né? Fizemos muita coisa nesse sentido. Foi bacana. E como esse cliente chega até a sua empresa? Esse é um desafio, né? Porque o empreendedor ele tem que entender de tudo, né? Tem que executar o serviço, tem que divulgar e aí entra essa parte do marketing. Eh, a princípio são os contatos que a gente tem mesmo, né? a rede de relacionamento. Então, eu montei listas de WhatsApp, aquelas chamadas listas de transmissão, né? Eu consegui montar quatro, cinco listas daquela da 200 e poucas pessoas, dos conhecidos. E aí a gente sempre manda, pelo menos a cada 15 dias para não perturbar muito, né? Uma imagem, uma foto, né? E aí você manda o quê? O que vocês estão fazendo? Isso. O último serviço, aquele que tem uma imagem mais legal, a gente manda. e também usando o Instagram, Facebook, as redes sociais em geral, mas eu acredito que o que tem mais resultado é esse. Mas nem sempre é o cara que eh recebe, que pede o serviço. Às vezes ele indica, indica, né? Então eu recebo um telefone, ó, fulano me indicou, diz que você trabalha com isso e tal, mas porque ele recebeu essas mensagens. Eh, mas aí é o desafio, né, de ampliar, de tentar colocar no Google, né, fazer uma coisa mais profissional, mais quando a gente fala de rede social e como você disse, você coordena a empresa, você cuida das redes sociais e tudo mais, alguns segmentos têm uma maior facilidade para captar clientes usando a internet. Na construção civil é idem ou não? Não, eu acho que a internet é fundamental pra gente. Sem internet não teria como trabalhar. Eu cheguei a fazer panfletos, fiz umas duas caixas, mas não entreguei desde o começo, tá lá, entreguei muito pouco, porque o que funciona são as redes sociais. Eu acho que na construção civil tem a vantagem de que o serviço ele é demorado, né? Sim. Apesar que nós temos muita preocupação de dar o prazo exato pro cliente, porque uma das coisas que a gente vê é que na construição civil tem aquela coisa do desperdício, da falta de prazo, né? eh, e da sujeira. Então, esses três pontos eu sempre recomendo. Olha, quanto tempo nós vamos gastar, tem que falar pro cliente e executar naquele período, deixar tudo limpo e também não desperdiçar material. Mas aí você me perguntou da das redes sociais, a vantagem, o que que é? É que a gente não precisa ser como um vendedor de roupa que tem que vender todo dia, é que todo dia tem que mostrar ali uma peça nova, desfilar e tudo mais. É, então você tendo um serviço a cada 30 dias, tá de bom tamanho. Muitas vezes tá executando um, aparece o outro. você se programa pro próximo, né? Então é uma coisa mais nesse começo que você fala nessa montagem das equipes, já você começou montando várias equipes, no começo era só uma, hoje você tem várias, dependendo do trabalho. Inclusive nós estamos gravando aí uma igreja que você fez, está fazendo ainda uma obra nessa parte, numa parte desse imóvel. Enquanto isso, tem outra equipe fazendo em outro local ou você termina um para começar outro? Não, a gente trabalha às vezes com três até quatro locais diferentes. Agora, nesse momento, nós estamos aqui, estamos pintando um prédio ao lado da SIC ali no centro de centro de Campinas. Mas já estamos com outro serviço para começar no dia 23, que é demolir uma casa e eh construir uma outra, né, no mesmo local. É, no mesmo local. E outros os outros orçamentos eh rodando. A gente trabalha até três, quatro trabalhos simultaneamente, né? E esses atendimentos pequenos que às vezes surge uma coisa aqui que a que daí é um outro perfil de profissional que você tem que procurar também. Profil. É, exatamente. Eu já tenho eh um senhor que ele é aposentado que ele trabalha só com isso. Ele gosta disso. Você tem como se fosse uma carteira de clientes para fazer esses pequenos serviços. Exatamente. Conforme o serviço a gente indica o tipo de profissional, né? Então, serviço menor eu já deixo para ele que ele gosta de fazer, vai, faz com calma, eh, pode ir à tarde, pode de manhã, ele não tem essa preocupação, né, de pegar o serviço para ficar a semana inteira. Então, é profissional ideal para isso. Nessa trajetória de empreender nesse setor, qual foi o seu maior desafio? Olha, os recursos humanos é difícil você montar uma equipe qualificada, né? E nessa área também tem muita queixa, né? Porque a pessoa às vezes cobra um preço e depois no meio da obra pede um preço maior, não executa com aquela qualidade que o cliente deseja. Então para você ter um grupo de profissionais que faz com qualidade no tempo combinado, eh num preço justo, não é fácil. E e muitas vezes falta, né? Quando aquece o mercado também é difícil você achar um pedreiro, um azulejista, alguém que faz um acabamento. Então também existe um compromisso. Se eu se eu tô gerando trabalho também você não vai me deixar na mão e pegar um um outro, né? Então, a gente faz uma parceria e a gente conseguiu montar um grupo bacana, de qualidade, num preço justo e que tá tem essa responsabilidade de se manter junto com a gente por por um bom tempo. Inclusive, eu soube que nessa trajetória vocês, inclusive encabeçado por você, montou uma associação para empreendedores exclusivamente desse setor. Exatamente. Porque a gente percebeu que existe o sindicato da construção civil que representa os trabalhadores de carteira assinada, né, aqueles que trabalham para as grandes construtoras e o sindicato das grandes construtoras, né? Mas o empreendedor autônomo não tem essa representatividade nesse e em vários setores, né? Mas no caso específico desse, a gente tem uma estimativa que existam mais de 5.000 profissionais hoje na região metropolitana, desde eletricista, encanador, pedreiro, pintor, que não tem representatividade nenhuma. Então a gente montou essa associação para pensção para que eles, né, tenham um trabalho de qualidade, de responsabilidade e tal e também ver os direitos deles, né? Então essa segurança no trabalho, muitas vezes esse pessoal não tem. Então uso de EPI, EPI, muitas vezes tem pessoas que os contrato, depois deixa na mão. Então quanto mais organizado, ajudar a fazer um contrato de prestação de serviço. Exatamente. Parcerias de repente com eh SEBRAI, SESI para dar formação, curso. Então tem um caminho longo, é difícil a gente ter tempo para tocar, mas devagarzinho, cada dia a gente anda um pouquinho, tá? tá caminhando. Quando você pensa no futuro do seu empreendimento como um empresário, um empreendedor, o que que você almeja? Ah, a gente sempre quer crescer, né? Eu espero que a gente vá crescendo com sustentabilidade, né? Dando conta do do dos serviços que a gente consiga, mas eu espero que possa crescer, né? O céu é o limite. Vamos ver onde a gente vai parar. Com certeza essa entrevista vai ajudar um pouquinho na na divulgação. Ah, tá certo. Então, e no ser empreendedor, a gente mostra toda semana pessoas como Denveram empreender em algum segmento, eles já colhem frutos disso, outros ainda começam a caminhar. E você encontra todas essas histórias no YouTube da TV Câmara Campinas. A estreia na TV é todo domingo às 5 horas da tarde. Mas claro, você pode conferir todos os nossos programas lá na playlist do youtube.com/tvâaracampinas. E até o próximo ser empreendedor.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do SER EMPREENDEDOR

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
30:53

Ser Empreendedor | Faturando na Copa

52:17

Ser Empreendedor | Empreendendo com experiência gastronômica

44:46

Ser Empreendedor | Boteco raiz

36:36

Ser Empreendedor | Mães empreendedoras: histórias de sucesso em Campinas

42:16

Ser Empreendedor | Bazar das bias: empreendedorismo feminino em ação!

46:16

Ser Empreendedor | Personal organizers transformam organização em carreira de sucesso

33:48

Ser Empreendedor | Segredos das barbearias de sucesso em

44:11

Ser Empreendedor | Como transformar arte em negócio e viver da criatividade

34:17

Ser Empreendedor | Empreendedorismo adolescente: transformando paixão em lucro

39:37

Ser Empreendedor | De hobby a r$10mil/mês: segredo velas artesanais explodem!

32:38

Ser Empreendedor | Empreendedoras confeiteiras na Páscoa

42:26

Ser Empreendedor | Março da mulher: empreendedorismo feminino na moda em Campinas

33:07

Ser Empreendedor | Empreendendo com cabelos afro: beleza, identidade e força

42:22

Ser Empreendedor | Estúdios de podcast na pandemia e franquias

33:31

Ser Empreendedor | Biscoitos artesanais e cookies caseiros viram negócio em Campinas

50:17

Ser Empreendedor | Gin artesanal e vinho: negócios que deram certo em Campinas

34:15

Ser Empreendedor | Brechó de móveis e antiguidades: como transformar história em negócio

44:31

Ser Empreendedor | Saúde e Bem-Estar: negócios que crescem com propósito em Campinas

42:06

Ser Empreendedor | Negócios com vinhos: de r$ 870 a marcas próprias e inovação

31:28

Ser Empreendedor | De 20 kg a 2 toneladas: a virada empreendedora de Sivaldo Amorim

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:03:23

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia