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Ser Empreendedor | De hobby a r$10mil/mês: segredo velas artesanais explodem!
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Ser Empreendedor | De hobby a r$10mil/mês: segredo velas artesanais explodem!

60 views Publicado 30/03/2026 HD · 39:37
Resumo editorial

O programa Ser Empreendedor revela o crescimento explosivo do mercado de velas artesanais em Campinas e no estado de São Paulo, com dados da Receita Federal divulgados pelo Sebrae-SP mostrando aumento de MEIs ativos no setor de fabricação de velas, de 570 em 2021 para 1.685 no ano passado, saldo de quase 196 por cento de crescimento. Algumas cidades paulistas se destacam pela quantidade de microempreendedores no segmento, com forte presença na região metropolitana de Campinas. A entrevistada é uma terapeuta que decidiu unir o trabalho de bem-estar à produção de velas e incensos artesanais, com aplicação direta nos atendimentos de cromoterapia e aromaterapia que oferece. A produção começou para uso próprio, em busca de produtos confiáveis e não tóxicos, e evoluiu para comercialização a partir do interesse de clientes pelos aromas exclusivos. A reportagem mostra como o trabalho manual e a especialização em nichos específicos transformaram um hobby em fonte significativa de renda complementar para profissionais campineiras que combinam diferentes atividades autorais e terapêuticas em modelo de negócio integrado.

Descrição do vídeo

🕯️ Ser Empreendedor revela explosão velas artesanais! Dados Receita/Sebrae-SP: MEIs fabricação velas SP saltou 570 em 2021 para 1685 em 2025; região Campinas cresce forte com 48 na metrópole. Transforme paixão em renda: terapia + velas, artesanato caseiro vira sucesso! ✨ Caroline Ungri (@isauraaromasemagias) – Terapeuta/empreendedora: Incensos/velas para atendimentos (cromoterapia/aromaterapia ceras vegetais) Marca Isaura (brisa suave): Terapia/bem-estar + decoração aconchegante Atelier Convívelu; Instagram/feiras (Mulher Empreendedora Valinhos) Planos: Loja maior/produtos extras (pecinhas decorativas) 🕯️ Francilene Gouveia (@lenevelas.campinas) – Artesã full-time: Ex-farmácia manipulação; 1 ano+ negócio (cursos/testes família) Faturamento R$3 a R$4 mil por mês (invest inicial R$250 a R$300); meta R$10 mil Entregas pessoais; picos Dia Mães/Namorados/Mulher; coleções sazonais 💼 Taís Camargo – Consultora Sebrae-SP: Fórmula sucesso: Hobby vira oportunidade depois profissionalize Instagram vitrine: Poste sequencial/hashtags nicho (eventos/empresas) Escala inteligente: Padronize volume/qualidade (lembrancinhas) Expanda: Plataformas/feiras/body splash/difusores 📈 Mercado em chamas: Pós-pandemia: Bem-estar (acenda velas, não só decore!) Nichos quentes: Casamentos/maternidade/corporativo/sobrancelha Aromas personalizados: Idade/estação (doce jovem/amadeirado maduro) 🚀 Passo a passo: Teste família/amigos depois venda desconhecidos Mini-estúdio fotos manhã/luz natural Logística própria (pessoal/motoboy) Coleções sazonais + agregue produtos Apareça redes (humanize marca!) 💡 Lições ouro: Propósito antes do lucro inicial (bem-estar/aromaterapia única) Produção + comercial (3 dias produção/4 dias vendas) Qualidade constante (eventos exigem padrão) Nicho específico (lembrancinhas melhor que decoração genérica) Assista jornada real, transforme artesanato em império! Comente: seu hobby vira negócio? Segue @isauraaromasemagias/@lenevelas? Curta/compartilhe inspiração! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Olá, dados da Receita Federal em um levantamento divulgado pelo Sebrai de São Paulo aponta que o número de meios ativos no setor de fabricação de velas aumentou. de 570 em 2021 para 1685 no ano passado. A gente pode pensar em saldo de 195.6%. No estado de São Paulo, algumas cidades inclusive se destacam pela quantidade de microempreendedores que atuam no setor, que só perdem para a capital, que tem 578 meses ativos com esse propósito. E aqui na região de Campinas, nós também temos aí esse segmento em expansão. Por isso que hoje nós estamos conversando com a Caroline, ela que é terapeuta e decidiu unir a terapia, que já é uma profissão, já faz atendimento, a também produzir as velas. Caroline, me conta como que começou essa questão de você pensar. Eu já trabalho com as pessoas com a questão do bem-estar, mas eu posso empreender, ter esse propósito e, claro, ter a questão financeira, que também é bem importante. Me com certeza. Eh, eu comecei, na verdade, com incensos, né? meu meu caminho foi a partir dos incensos para eu precisava de um produto de confiança que não fosse tóxico e tudo mais para eu poder utilizar nos meus atendimentos. Então eu comecei a produzir para mim. Depois que eu comecei essa produção, eu sempre tive muito essa questão do trabalho manual. A minha vida inteira eu gostei disso, né? Então eu trouxe isso pro pro pra minha rotina ali dos meus atendimentos. A as velas vieram logo na sequência, bem pertinho assim, que são velas que eu faço moldadas à mão para fazer um trabalho de cromoterapia e aromoterapia, tá? Então eu trouxe esses elementos pros meus atendimentos. Com o passar do tempo, as pessoas começaram a pedir, ai o aroma é tão bom, é tão gostoso, eu não encontro incenso assim aí fora, nem vela. Enfim. E aí eu comecei a produzir para vender, né? abrir esse mercado. Isso foi em agosto do ano passado, 2025. E aí eu comecei todo esse esse processo. Aí fui me especializar um pouco mais na linha de produção, como que seria a melhor forma de produzir, qual o melhor material, porque até então eu fazia velas moldadas à mão, né? E era para você. E era para mim, tá? Exatamente. E aí para eu ter um produto de qualidade, assim como eu buscava nos incensos, para eu poder ver comercializar, eu fui estudar o qual o que, qual que era a melhor maneira de produzir, qual que era o melhor material na na nessa ideia do terapêutico, porque eu não quero um produto que é tóxico, eu não quero um material que seja prejudicial. Então eu fui conhecer as as ceras vegetais para não ter nada sintético. Enfim, a o meu caminho foi esse e hoje eu tô aí. E esse caminho que inicialmente você fez por conta dos seus clientes já na terapia, ele ultrapassou do ponto de vista de você olhar, não, além dos meus clientes, eu também preciso atender com a vela aromática aquele cliente que gosta, que tem essa questão de entender qual é o melhor, a melhor, digamos, e você até falou: "Olha, tem algumas coisas aqui que tem ervas e tudo mais. Você também busca esse cliente ou não? É sempre fechado para o cliente da terapia? Não, não é fechado não. Meu meu meu meu público é aberto, né, para todo para todo público, né? Quem tem aquela pessoa que busca só o o aconchego do lar, que a vela aromática é aquilo, né? Traz aquele aconchego, aquela aquela sensação de casa, de abraço, né? E então eu tenho esse público e tenho o público terapêutico que tá ali buscando o seu processo de autoconhecimento. Uma aromoterapia ela faz ela faz parte do processo de autoconhecimento, então também tem esse público. Então eu tenho esses dois nichos, tanto as pessoas que estão buscando se se melhorar, né, se compreender, se aprofundar em si mesmo e o público que tá eh buscando decorar a casa, trazer um aconchego, enfim, enquanto isso te trouxe de, economicamente falando, de renda a mais e um negócio que você já tinha, que é o atendimento terapêutico. Como foi? Isso foi um movimento interessante porque não não era algo que eu que eu que eu planejei, né? Foi foi assim, foi acontecendo. Eh, então eu a princípio eu não tinha muito essa ideia, essa essa questão de ah, tô lucrando com isso, não tô lucrando. O meu meu foco era produzir e vender. Eu na verdade nem tinha muito essa contabilidade. De começo, eu não tinha mesmo. Era assim, tô pagando os insumos. Eu eu tinha essa tava suficiente, foi muito então despretencioso. Ex. Exato. E depois e aí eu fui me estruturando, né? Eh, fui, fui, fui vendo a necessidade do da planilha, enfim, de pr fazer o negócio crescer, né? E aí eu comecei a ver que realmente os números são bem interessantes. Você disse que inclusive no início fez alguns cursos. Você fez os cursos relacionados à produção dessas velas aromáticas ou também teve que fazer um cursos de negócio, de planilha, de precificação. Me conta dessa trajetória. No curso das velas, eles eles falam sobre precificação também, já ajuda bastante. Mas eu sou formada em administração. Ah, então você [risadas] já tinha, eu já tinha, apesar de ter essa questão da da terapia, você já tinha então essa formação também de gerenciar um negócio, de pensar um negócio. E hoje, como você se divide? Você continua atendendo como terapeuta? Continua, continua. Aqui nesse espaço mesmo. Aqui nesse espaço. A gente tá aqui no convívelu. Eh, então eu tenho meu espaço de atelier e eu tenho a sala lá no fundo onde eu faço o atendimento, né? Então eu eu eu me divido aqui entre dois tempos, vai. Então período do dia eu faço os meus atendimentos, no outro período eu venho produzir, fazer toda essa esse trâmite de do comercial, que aí foi algo que eu tive que aprender, né? Sim. Falando em comercial, como buscar esse cliente, já que você disse: "Olha, não é só aquela pessoa que é o meu o meu cliente, o meu paciente aqui nesse espaço ou até como aqui tem espaço com outros atendimentos, são essas pessoas, eu também atendo fora. Como você busca esse cliente? Rede social. Eu tenho a rede social da Isaura, onde eu faço lá, né, as minhas minhas publicações. Fora isso, eu participo de feiras aqui na cidade, em São Paulo também. E então eu tô buscando os clientes por aí e também tô Mas aí você faz o quê? Envio pras pessoas, elas buscam a vela. Como que funciona isso? Você faz envi? Envio. Eu faço das duas formas. Por exemplo, se se a pessoa me encomenda eh pela rede social, ela é aqui da cidade, eu dou duas opções, na verdade três. Ela pode vir retirar aqui no Convivelu, ela pode retirar comigo lá na feira no Parque da Cidade que eu participo do outro final de semana. Feira da mulher empreendedora de Valinha. gente que aqui na região metropolitana a gente já falou aqui no ser empreendedor das feiras da mulher empreendedora de Campinas que é um projeto piloto e que recentemente veio aqui para Balos também participar da feira. Examente. Olha, eu tô gostando bastante, viu? É, é algo muito novo para mim, na verdade. Nunca tinha participado de feira, nem sabia como que funcionava tudo isso, mas tem sido uma experiência bem gratificante, porque você conhece muita gente, você vê as pessoas e como que funcionam, né, as pessoas, né? Eu tenho esse olhar terapêutico, então é é bem tem sido um movimento bem interessante e realmente tá criando um um movimento, uma amplitude para Isaura bem interessante e isso tem sido bem gratificante também. Você de casa deve estar ouvindo a palavra esaura. Aí para Isaura é bem interessante. E bem no começo da entrevista eu chamei Caroline e foi uma pergunta que eu fiz que eu achei que eu ia falar com a Isaura ou que o nome dela era Isaura Caroline, alguma coisa nesse sentido. Mas acreditem, não tem nada a ver uma coisa com a outra. Por que então Isaura? Vamos lá. Isaur é o nome da minha marca. E ela nasceu naquele momento que que eu falei, vou abrir pro público. Eu fiquei com esse nome na cabeça. Do nada esse nome veio na minha cabeça. Eu não é de ninguém da sua família. Ninguém. Eu não conheço nenhuma Isaura, tá? Nenhuma. Todo mundo pergunta: "É o nome da mãe, o nome da avó?" Não é. Eu não conheço nenhum Bizauro. Eu não tenho nenhum Bizuro próximo de mim. Mas eu fiquei com esse nome na cabeça. Aí eu falei: "Gente, por que que eu tenho pensado tanto nesse nome? Deixa eu pesquisar". Aí eu fui lá pesquisar a origem do nome e a origem e entre os descritíveis lá do nome Isaura tá falando sobre uma brisa suave. A hora que eu li isso, eu falei: "Nossa, tô tô comercializando incenso, velas aromáticas. Eu falo muito do aroma, da importância do aroma, como ele conversa com o nosso campo eletromagnético." Eu falei assim: "É isso, nasceu a marca a partir daí". Então, exaura, a marca exaura. Exatamente. Eu vou lá no bazar da Iaura. O que é Isaura? Já perguntei para você hoje. Quando você pensa nesse negócio que agregou também valor ao seu primeiro negócio, que é a terapia, eh, como é isso para você, economicamente falando como, não agora como terapeuta, mas como a administradora? Me conta. a administradora, ela ela vê o o ambiente completo, né? Então o potencial de crescimento é muito grande, né? Então assim, é um pequeno negócio que tem potencial e vem crescendo. Então eu tenho investido nisso, né, nesse potencial de de crescimento com a questão da da internet, né, dessa comercialização fora Instagram. Aí entra naquelas plataformas, né? Você tem causa virtual também ou não? Ainda não, Milina, você acredita? Mas você acha que é uma boa para pro seu modelo de negócio? Sim, é algo como foi tudo muito acontecendo, eu não tinha experiência nenhuma. Então eu tenho estudado as plataformas ultimamente para eu poder levar a Isaura para as plataformas, que é o meu intuito, né? Mas eu não quero fazer nada. a administradora falando, eu não quero fazer nada de qualquer jeito, então eu quero entender como que funciona bonitinho para eu sim poder pôr na plataforma. Tá perto, tá faltando pouquinho agora, Carol, o seu lado da aromaterapeuta, né? Como é a escolha do que você vai usar pro objetivo que ele se propõe quando a pessoa vai acender uma vela na sua casa, uma vela aromática ou usar algum tipo de incenso? Como é isso também? Como você se prepara? Inclusive, gente, daqui a pouquinho vocês devem, alguém já deve ter visto ou daqui a pouquinho vocês vão ver, ela prepara nesse ambiente que também é o o local de vendas, é também onde ela é o atelier onde ela produz tudo isso. Exato. Me fala desse processo. Esse processo eu eu eu caminho em paralelo, tá? Quem eu atendo, eu tenho um foco. Quem eu conheço na feira, eu tenho outro foco, porque eu não conheço a pessoa profundamente. Então você chega assim hoje, ah, eu sou a Mirna e o que que eu o que que é bom para eu relaxar? Eu falei assim, não sei, você que tem que me falar, não sou eu que vou te falar. Aí você vai me descrever um pouquinho de você, eu vou te orientar, tá? Tá. Eh, então assim, por exemplo, relaxamento, já que a gente trouxe essa palavra aqui, o que que quais ervas geralmente a gente fala sobre relaxamento? A gente vai falar quais ervas um um jornalista pode usar [risadas] depois de um dia tenso? Então, o que a gente vê muito de recomendação é lavanda. A lavanda ela faz esse processo, mas aí vem a terapeuta falar para você o quê? pegue a lavanda, seja um incenso de lavanda, seja um óleo essencial que você vai pôr ali no seu difusor para fazer esse trabalho de aromoterapia, que que você vai fazer? Você vai sentar pezinho no chão, de preferência sem sem tênis, sem chinelo, sem nada, porque a borracha ela é isolante, a gente atrapalha esse movimento de percepção do corpo, tá? Então você vai pôr seu pezinho no chão, sentar e só respirar, sentir aquele aroma e perceber seu corpo. Então você vai ver, relaxei ou me deu dor de cabeça ou nossa, eu senti que eu fiquei mais focada, eu fiquei mais desperta. Então a a erva ela conversa com o nosso campo eletromagnético. Nosso campo eletromagnético é como se fosse nossa digital, ela é única. Então, cada, cada cor vai conversar exatamente com o seu campo que é único. Sim. Então, fazer esse processo de percepção é muito importante. Por que que eu tô falando isso? Porque a lavanda, por exemplo, essa é uma éva que para mim, Caroline, me irrita. Eu fico irritada quando tem lavanda no ambiente. Então, tira todo mundo, porque às vezes você vai examente tem algum lugar, ai relaxar lavanda. outra coisa para ajudar memória, mas não é isso, não existe um é não não é um protocolo, uma receita pronta. Exatamente. Não é um protocolo, porque nós não somos um protocolo. Então assim, existe protocolo para tudo, porém a gente precisa saber como aquilo conversa. É que nem a comida, tem gente que tem alergia de ovo, tem gente que não. Tem gente que tem tolerância à lactose, tem gente que não. Por quê? Porque depende do nosso corpo que é único. Então o aroma, assim como a cor, a cor é a mesma coisa. Tem gente que não consegue, por exemplo, usar um vermelho, porque no campo eletromagnético a cadela já tem muito vermelho. Quando ela põe aquela cor, ela satura. Mas isso a gente já só vai saber fazer o nosso processo de autoconhecimento, de se perceber no dia a dia. Entendi. Né? Então o aroma é a mesma coisa. O que que eu sempre oriento é: "Ah, eu tô procurando ter foco." Eu falo assim: "Ah, ter foco, você vai conseguir com tais ervas, então você vai testar para ver se realmente aquilo te dá foco." Entendi. Porque pode ser que não que que não aconteça isso. Você já falou inclusive, Carol, sobre um próximo passo que pode ser as plataformas digitais, né? As lojas online. Fora isso, tem mais algum plano pro seu negócio? Ah, planos a gente tem vários, né? [risadas] Planos é algo assim, a cabeça não para nunca, né? Então, da Isaura crescer, virar uma loja maior com outros outros produtos, outra outros focos, tenho sim esse planejamento futuro, né, para longo prazo, médio longo prazo, sim, de crescer esse ambiente para eu poder ter um outro, né, devagarzinho eu já tô colocando um elemento outro, já tem umas pecinhas decorativas aqui, então tô indo por esse por esse prisma. Mas assim, devagar, consciente, com o pé no chão, para não fazer nada atropelado. Vou te falar, porque fazer atropelado já fiz muita coisa atropelada na vida. Tá certo. [risadas] Então, hoje eu aprendi com os meus tropeços. Então, a gente fica, a gente aprende, é, a gente aprende, né? É verdade. A vida ensina. Muito obrigada, viu, Carol? Eu que agradeço. E você aí de casa. Daqui a pouquinho a gente volta falando mais sobre questão das velas aromáticas e quem empreende nesse segmento. Mas antes, acompanha aí as dicas de livros sobre empreendedorismo e eu volto já já. E a primeira dica é o livro do artesanato ao empreendedorismo, um ebook Kindle de Jorge Nonaca, que é um abraço virtual para aquelas pessoas incríveis que desejam viver da arte, [música] mas não sabem por onde começar. De capítulo em capítulo, explorar desde a descoberta da paixão pelo artesanato até a construção de uma marca pessoal, superando desafios e celebrando conquistas. Empreendedorismo criativo de Mariana Castro. Capítulo a capítulo, a autora conta a história de startups criativas, entre elas a inexplorado, perestroica, mesa e cadeira, mandalá e flag, a partir de temas como o que é, como se tornou realidade, modelo de negócio e futuro. Uma leitura obrigatória para qualquer um que acredita ser possível transformar o mundo realizando o próprio trabalho com prazer, propósito e dedicação. A psicologia financeira de Morgan Rosell traz lições atemporais sobre fortuna, ganância e felicidade. O livro vendeu mais de 165.000 1 exemplares no Brasil no ano passado e segue entre os mais lidos no país, graças à forma como aborda a relação emocional e comportamental que as pessoas têm com o dinheiro. Para Rusel, o sucesso ou fracasso financeiro depende muito dessa relação que de um conhecimento técnico. [música] e o número de microempreendedores individuais ativos no segmento de fabricação de velas, inclusive as decorativas, alcançou números importantes na região metropolitana de Campinas. São 185 empreendedores com destaque para a metrópole, que aí tem 48 profissionais. Dentre eles, nós temos a Francilene, que trabalha com as velas. O negócio dela tem um ano e poucos meses. E ela vai contar pra gente porque investiu nesse negócio, que olha, ela funciona aqui na casa dela, como que ela faz essa produção, como ela vende, como ela chega até os clientes. Francilene, antes de você falar necessariamente das velas, me conta o que que você já fez na vida, o que que você fazia antes de fazer vela. fala um pouquinho da sua história para nós. Bom, eu sou a Francilene, [suspirando] eh, já fiz muitas coisas, muitas mesmo, desde produção, né, eh, em indústria. O artesanato ele sempre teve nesse tempo todo junto comigo, já tentei vender também eh l eh roupa, sabe assim? Eh, já fiz de tudo um pouco. Fez curso de farmácia. Isso. Técnica de farmácia. Isso. E nesse meio trabalhei, trabalhei com isso também. Eh, fazer a manipulação de sólido como dermato, né? Criação lá na farmácia. Isso. E depois eu comecei criar essa vontade, né? Porque eu sempre gostei do cheiro, de fragrância, do aroma, né? E e e da manipulação mesmo, né? da criação. Sempre gostei do artesanato. O artesanato é isso, né, de de criar, de de testar, de ver se ficou legal e enfim. Já fiz também caixinha de decopagem, de tudo. Sim. [risadas] Em que momento da sua vida que você decidiu eu vou viver disso? Porque fazer como um hobby, a gente sabe que milhares de pessoas têm n atividades como hobby, mas a partir do momento que você disse, eu vou eh me sustentar economicamente disso, que que tava acontecendo na sua vida? Então, eu tava precisando procurar algo que assim, não, eu quero fazer, eu preciso fazer. E eu decidi assim, eh, eh, junto, né, com a família, lógico, eh, começar a criar, começar a desenvolver, né, para para que dê certo. Sim. E a partir dessa decisão, quais foram as primeiras atitudes que você tomou para e já era vela já? E por que vela? Você falou: "Olha, então eu tenho que comprar isso, tenho que comprar aquilo, tenho que começar a fazer. O que que você partiu? Como foi isso?" Foi pelo aroma e pelo fragrância, né? Como eu gosto de de um ambiente bem aconchegante, eu falei assim: "Vela é aconchegante, né? Porque ela traz isso." Então eu comecei a a fazer curso, a pesquisar. Fiquei um ano fazendo curso, pesquisando, vendo tudo bonitinho para depois colocar em prática no no ano seguinte, correndo atrás de logo ou até mesmo de de fazendo os testes, né, passando pras famílias, para amigos. Mas até então, esses cursos, eles eram cursos para aprender a fazer as velas ou também curso de como gerenciar esse negócio para fazer as velas, né? Era fazer as velas. Já já entendia de caixa, de precificação, de tudo. Não, não. Eu fui aprendendo e correndo atrás disso depois, né? Fui aprendendo a prática porque eu gosto muito da produção, colocar a mão na massa mesmo, né? a precificação, eh eh tabela de preço, fornecedores, essas coisas foram eh eh consequência, né? Foram depois, foi um tempo que eu fui ver, mas foi a produção. Que momento então você inicia essa produção? Você disse: "Ah, no começo eu fui testando com amigos, com familiares em que momento você declarou: "Olha, agora isso é um negócio, eu tô vendendo e essa vela vale X." Quando foi isso? tem um ano e alguns meses. Deu um ano, um aninho. E esses mesmos familiares e amigos foram seus primeiros clientes ou não? Não, todos. Eh, praticamente não. A maioria foram desconhecidos mesmo. Mas como você conquistou esse público? Instagram. [risadas] Ah, é? Você então foi atrás de fez logo e fez uma conta no Instagram? Fiz uma conta no Instagram. Eu já tinha meu pessoal. Aí eu fui correr atrás para ver como que funciona, que também não é uma coisa fácil, né? Eh, tentar gerar ali um um profissional dentro do Instagram e e buscando o cliente, cada vez mais pesquisando como tirar uma foto, como mostrar o que que o cliente tava buscando. Ele queria só uma vela só para deixar dentro de casa ou para fazer um evento ou um casamento ou maternidade. Aí eu comecei buscar e e essa parte aí. [música] Aí foi o Instagram mesmo. Como que as as empreendedoras, geralmente são mulheres, começaram a perceber que era que algo que antes era corriqueiro, fazia para casa, fazia pra família, também é uma fonte de renda. Geralmente começa dessa maneira mesmo, né? Então eu descubro que eu gosto de fazer aquilo, começo a fazer para mim, percebo que começo a fazer para dar de presente e percebo que as pessoas gostam muito e que começam a a solicitar isso. A gente fala que isso é um empreendedorismo por oportunidade. Então eu vou enxergando oportunidades no mercado e começo a fazer as velas para poder vender. Uma outra coisa que acontece muitas vezes é que alguém vê que eu tô fazendo aquilo, uma amiga, uma outra pessoa que tá perto e fala: "Nossa, olha, ela tá começando a ganhar dinheiro com isso e eu tô precisando ganhar dinheiro". Então começa a produzir isso geralmente em casa, né? E depois vai evoluindo, vai crescendo esse negócio e vai para um atelier ou para um lugar maior, né? faz parcerias para ser maior. Eh, a gente percebe que, principalmente depois da pandemia, as pessoas começaram a pensar mais nelas e no seu bem-estar. E as velas elas trazem isso com os aromas, né, com a tranquilidade, com você poder ter um momento seu. Então, não só para, antes a gente usava muito para enfeitar e geralmente a gente não queimava a vela, a gente deixava ela lá bonitona, né, e não acendia. E hoje em dia a tendência é você acender, você utilizar essa vela. Então isso mostra que depois que a gente passou por um período que a gente ficava muito em casa sem, né, pensando muito para dentro, né, que agora a gente percebe também que esses momentos eles podem acontecer e as empreendedoras perceberam isso primeiro com elas e depois elas foram transformando isso em negócio. É tendência, cada vez mais a gente tem a busca de quais são os melhores cheirinhos pra gente colocar nessas velas, quais são as possibilidades de cores, de modelos, né? Então, maiores, menores, como que faz para colocar a vela? Eu até tenho uma cliente que ela falou: "Taí, eu fazia só a vela, agora eu já ponho dentro de um potinho porque senão queima. Pode queimar o móvel da pessoa que tá." Então, vai se aprimorando esses o tipo de vela. E cada vez que eu faço isso, eu tenho uma oportunidade maior de ganhar dinheiro, porque eu vou acrescentando coisas naquele produto. Inclusive, uma das empreendedoras entrevistadas, ela colocou que ela faz bastante, por exemplo, para lembrancinha de casamento, de chá de bebê ou até mesmo corporativo. É um nicho, é um nicho bem grande. E daí a gente fala que a pessoa tem que estar preparada para produzir um volume maior, né? Eh, geralmente as empreendedoras começam produzindo pequeno volume e quando elas partem para fazer divulgação para empresas, chá de bebê, casamentos, eventos em em geral, elas têm que estar preparadas para produzir um certo volume maior e elas têm prazo de entrega. Sem contar que aquelas velas elas vão ter que ter um padrão de qualidade. Por quê? Porque se eu vou fazer uma única vela, né, ela ah, eu pensei que ela ia ficar cor de rosa mais clara. Ah, mas ela ficou cor da rosa escura. OK, ninguém sabia, só tava na minha cabeça. Tudo bem, vou vender ela mais escura. Agora, quando eu vou fazer um eh um monte, ele tem que seguir esse padrão de qualidade e todas têm que tá iguais, né, para não ter esse diferencial. Então isso é importante quando a gente vai pensar em nicho. E o uso das redes sociais como vitrine nesse negócio de produção de velas artesanais. Ah, essencial, né? Todo mundo tá na rede social e eu brinco, né? Às vezes até quem quer vender corporativo, né, fala assim: "Ah, mas será que a empresa vai ver lá?" Eu falo: "Uh, mas atrás dessa empresa existem pessoas e as pessoas estão nas redes sociais". Então, é importante colocar, é importante ter eh postagens sequenciais para as pessoas poderem ver que você tem variedade, que você consegue atender aquelas propostas que estão ali. É importante você direcionar pro público alvo que você quer ter. Então, se é para empresas, vou focar em empresas. Se é para casamentos, a gente tem um nicho bem grande aí de casamentos, então a gente pode colocar as hashtags, né, direcionadas pros nichos que a gente quer atender. E também uma coisa que é essencial, muitas empreendedoras não gostam de aparecer nas redes sociais, mas a gente gosta de gente e a gente quer ver quem é essa empreendedora. Então é importante ela ser, né, a divulgadora, a influenciadora do negócio dela. A própria rede social foi te mostrando qual era o perfil desse cliente que você tinha que buscar. Exato. Isso aí eu fui lançando e as pessoas foi perguntando: "Ah, eu quero paraa maternidade, ah, eu quero para casamento, ah, eu quero só para colocar para dar para minhas clientes de sobrancelha, né, que às vezes é dona de salão, né, que querem dar pras clientes, né, um mimo de final de ano. E e foi foi assim, foi esses clientes que que vieram atrás, que venham a partir disso, você fez então coleções específicas que você às vezes lança inclusive lá na sua vitrine no Instagram ou você foi fazendo de acordo com essa demanda? Olha, Francilene, eu quero presentear as clientes do meu estabelecimento com um cheirinho tal. Como que é isso? Como que funciona? Então o cliente me procura e ele fala: "Olha, eu quero dar, né, a lembrancinha pro meu cliente, eu quero presentear, mas é um é um público feminino, vamos dizer assim. Aí eu tento criar algo ou até mesmo falo para ela, falei assim: "Você tem alguma inspiração? Você pode até ficar à vontade, né, para para falar para mim que eu vou tentar fazer o que realmente você quer. Porque o que eu tento fazer, Mirna, é personalizar o que o cliente quer, desde o cheiro, né, do do da vela, enfim. E como foi também você aprendeu ou você já sabia tudo sobre como montar essa vitrine, tirar as fotos corretas, na posição correta, que ela se tornasse mais atrativa para quem olhasse o seu Instagram. Como foi isso para você? Olha que eu tô apanhando ainda, hein? Ainda? [risadas] [suspirando] Mas como que você faz? Você criou um mini estúdio? Você tem um um cantinho aqui em casa? Aham. Sim. Eu eu tento pegar na parte da manhã, né? Na verdade, foram pesquisas, aí eu percebi que na parte da manhã é o melhor horário para se tirar uma foto, até mesmo com a luz do do do sol, né, com o tempo mesmo, e procurar o melhor lugar clarinho, branco, né, e postar as fotos. É isso. Você meio que pensou num estúdio. Isso. Isso. E a hora da produção, como que é a sua rotina entre produzir e vender? Eh, hora de produzir é um pouco difícil de falar, porque se se o cliente me falar assim: "Olha, eu preciso do produto pro mês que vem, então eu tenho que correr, né, com essa produção até mesmo para fazer os pedidos com fornecedores, né, antes para depois pegar a produção, mas eu tento pegar um uns três dias da semana, né, inteiro para fazer a produção." Sim. E os outros dias? Todos os dias eu vou atrás de fornecedor, faz as fotos, vou fazer as fotos ou eu vou criar algum alguma coisa que eu achei legal, eu faço uma criação, faço teste posto, entendeu? Sim. Ah, sim. E fora essa venda via rede social, você participa de alguma feira, alguma outra atividade que você expõe os seus produtos? Ainda não procuro. Eu procuro futuramente ir atrás sim de feira, porque eu acredito que artesanal é isso, né? Feira. E eu procuro, sim, eu procuro futuramente buscar essa área aí de do da feira. E hoje a pessoa que faz a encomenda da sua vela, eh, como que é isso para você? Você entrega pessoalmente, você envia ou por um entregador ou pelos correios. Como que é todo esse processo logístico desde o momento em que uma encomenda é feita a você? Olha, depois que a pessoa, depois de tudo pronto, né, eu já falo para ela que que vai ser entregue sim, da melhor maneira possível na data ou às vezes antecipado, né, que eu tento antecipar o mais rápido possível as minhas entregas. E eu acabo fazendo a entrega. Você mesma? Eu mesma. Eu às vezes prefiro porque eu acho assim, ai, tá tão bonitinho, tão arrumadinho que às vezes eu mesmo acabo entregando. Não dando para mim entregar, tem um entregador, né, meu próprio que ele faz as entregas. Mas é muito difícil para falar para você que eu acho que foi umas duas vezes que ele fez a entrega. Foi foi muito porque a maioria foi eu que acabei entregando pessoalmente. Qual é o melhor período de vendas das velas? Melhor período final de ano, época de Dia das Mães. Eh, a gente tá que passou do meio das mulher. Eh, tem também o dia dos namorados. Olha, eh, são essas épocas de de de comemorações. Isso. Mas aí você nessa época você já tem essa vitrine, você prepara algo especial pensando exclusivamente naquele mimo de época. Como que é isso para você? Eu já preparo feito, eu já tô preparando eh o mimo pro dia das mães, já tô deixando uma coleção especial. Isso é uma coleção especial, lógico, eu mostro já que já passou, né? Mas eu tenho ainda essa coleção especial que eu acabo montando, porque todo ano acaba eh eh sendo um pouco diferente, né? Até mesmo no aroma, até mesmo no jeito, né? As mulheres acabam mudando, né? E tem outras, né? Agora tem tem essa questão também do aroma do momento, do aroma da estação. Existe isso ou não existe? Existe. E tem da idade também, né? Tem da idade também, porque o aroma eh de uma certa idade, a mulher ela gosta do mais doce, não. Depois de uma certa idade ela gosta do mais amadeirado. Ou isso se for, por exemplo, para uma pessoa específica, né? Eu tô falando, mas se for para uma mamãe, né, para uma mamãe que tá ganhando da da maternidade, né, do seu bebê, aí tem um cheirinho específico que é o cheiro de maternidade. Mas assim, tem o aroma tem essa essa diferença de idade. Você no início investiu quanto para comprar os insumos? De 250 a 300 mais ou menos. Tá. Hoje, mensalmente, qual é o seu faturamento em média? É de três a quatro. Três a quatro. Onde você quer chegar? Quero mais. [risadas] Quanto mais? Tem que pensar em quanto mais? Uns 10. Uns 10. É, é para mais, né? Eu tô chutando assim, é, é, eh, é investimento, né? é correr atrás, é postar, porque hoje a a venda é isso, né? É postar, você faz tudo sozinha, tudo. Vende produtos, tira foto, anuncia, faz tudo, tudo, precifico tudo, pesquiso tudo, faço tudo. Por enquanto é eu, mas quem sabe, né? Mais pra frente. Sim. E para chegar nesses 10. E para chegar nesses 10, tá certo? Então, muito obrigada, viu? A gente vai mostrar aí mais um pouquinho desse mundo de aromas. E, aliás, eu eu esqueci de falar, eu tô aqui atrás, não é só vela que você faz, você faz que que é isso? É cheirinho difusor, que é daí é um um body splash splash. Ah, é pro corpo? É pro corpo. Ah, e por que que você também começou a fazer esse tipo de produto? Esqueci de falar, viu, gente? Porque as mulheres estão buscando isso, né? E esse pode pôr na bolsa? Pode pôr na bolsa, é mais prático, né? Por exemplo, esse foi pros dias da mulher, né? Tá. E e é bem mais prático. Às vezes não quer um um cheirinho para colocar na casa, mas ela quer para ela, né? Especificamente para colocar na bolsa, né? Como ou seja, é um negócio que hoje majoritariamente tem velas, mas que pode expandir para outros produtos. Sim, com certeza. Ah, então tá bom. Olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem estreia de um novo programa com novas histórias inspiradoras para você. Quer acompanhar outros temas que nós mostramos aqui? Vai lá na playlist youtube.com/tvcâmaracampinas e até o próximo ser empreendedor. [música]
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