Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, [música] o ser empreendedor de hoje vai falar sobre quem tem o seu próprio negócio com brechó. Mas olha só, esse brechó é diferente, não é aquele de roupas que muitas vezes a gente tem essa ideia de que é a única forma de ter esse modelo de negócio. Eu tô falando de um brechó de móveis. E para isso nós vamos conversar com a Tânia Irata. Esse negócio fica no Parque Industrial, no município de Campinas, aqui na região metropolitana. E ela que está há 23 anos nesse negócio vai contar pra gente. Tânia, me conta inicialmente como tudo começou, como que você falou, gente, vou fazer um brechó de móveis. Então, eh, começou assim, a minha sobrinha, Luciana Iata, né, ela falou: "Minha amiga tem um, quer montar um brechó, você tem um espaço, vamos juntar todo mundo". Aí a juntou, né, eu e a Lia, e aí a gente começou com roupas, só que aí de repente apareceu uma mesinha, uma cadeira, aí eu fui vendo que, né, que dava certo. Aí fui pegando mesa, a cadeira, fui abrindo, fui aumentando e aí virou um brechó de móveis com roupa, ainda com roupa, ainda com roupa. Começou naquele modelo tradicional, tradicional. E então aí depois a Lia teve que mudar e aí continuei com o brechó, com roupa, consegui nada, tudo. Já era aqui nesse espaço, já sempre aqui, tá? Ah, aí depois veio a minha madrinha Leniata, né? Ela montou o cantinho da Leni, que ela tem peças excelentes, ela trabalha até hoje e e continuando sempre consignato e sempre a gente se reunia aqui toda a tarde, tomar um café, um bolo, sempre foi aqui, virou ponto de encontro. E então aí depois da como quando veio a pandemia, aí eu a gente teve que parar, né? E aí eu passei a vender só pela internet. Então aqui agora é assim, mas eu pretendo voltar de novo a atender o público aqui. Aqui então é uma espécie, digamos que de depósito. Você posta as peças lá nas redes sociais e e recebe os interessados com hora marcada. Isso. E também na teve época que eu aluguei aluguei peças pro filme Vai Que Dá Certo, aluguei pro filme da vida do Renato Russo. Da Você lembra qual era a peça? Ah, o Renato Russo é o filme da vida dele. Tem várias peças. T tá então uma que a gente vai procurar lá no filme, tá? Pode procurar no filme. A do Renato Russo tem TV, tem aparelho de som, tem duas cadeiras da época de 1970, né? E o Vai que dá certo já era mais novo, mas é uma maravilhoso aquele filme é maravilhoso. Até estrado de cama, porque foi gravado aqui perto também e eles vieram pegar até estrado de cama, né, para colocar. Então eu sempre aparece, eu alugo também. É. Ah, então tem isso, mas em que momento então dessa trajetória empreendedora que você passou também a ser referência dessas pessoas que buscam uma peça rara, por exemplo, para rodar um filme, para fazer uma peça de teatro? Me explica desde 2015. Desde 2015. Quem contou sobre você em algum lugar? Então, foi o Existia um brechó no centro, ah, que chamava brechó, será que tem do Roney? E eles sempre procuram, ah, foram lá no centro da cidade, que era mais. É. Aí o Ron falou assim: "Não, eu eu conheço uma pessoa que eu acho que tem essa peça que você vai te interessar". E aí deu certo. Aí eu comecei a alugar e não parou mais. E a partir disso, um produtor vai falando pro outro, um vai falando pro outro e sempre assim, um vai falando pro outro, nada assim, porque eu não sou muito assim da rede, né? E então, eh, um vai falando pro outro e graças a Deus em São Paulo, eu também sou bem conhecida em São Paulo, a cidades vizinhas aqui, eu vendo também na casa das pessoas para não precisar trazer para cá, porque hoje tem essa facilidade, né? Sim. Mas como que é esse modelo de vender na casa das pessoas? Por exemplo, eh, a pessoa tem uma um jogo de jantar, acabei de vender um jogo de jantar inteiro, tá? Aí não cabe aqui e e a pessoa precisa desocupar, precisa mudar. Então aí eu posto nas minhas redes, eu tenho grupos, né? E aí eu vendo, a pessoa vai até lá, retira, negocia e eu ganho a minha porcentagem. Sim, você acaba sendo essa intermediadora. Isso. Na realidade isso tem um nome, né? Chama corretora de de móveis. Deóveis de móveis imóveis, não é? De móveis. Eu descobri há pouco tempo. Então eu faço isso, né? Sim. E às vezes a pessoa não sabe que valor, às vezes a peça vale pouco e a pessoa quer mais caro, mas eu pesquiso e aí com o tempo, todo esse tempo que eu já tô trabalhando, então eu tenho já uma, eu já sei quanto vale isso ou aquilo, né? Tem coisas que precisa pesquisar, né? Tá. Sempre que as pessoas pensam em móveis ou algumas peças mais antigas, se falava anem antiquário. Antiquário. É, não é um antiquário. Não é um antiquário. Antiquário é coisas assim muito específica e são peças que tem que ter no mínimo 49 anos, né? E no meu caso, como eu comecei com móveis antigos e usados, então foi isso. O meu é antigos e usados. de vez em quando aparece umas peças que assim tem mais de 100 anos. Tenho aqui peças de mais de 100 anos. Tenho aqui nesse momento. E então, eh, varia muito, né? Eu tenho eh bengalas, eh muita, muita variedade, né? Só que agora aqui é só onde eu guardo e eu recebo a pessoa. A pessoa vem, né? Gostou? Ela marca, leva. E quem é essa pessoa? Então, Tânia, quem é esse público alvo que vem aqui buscar uma peça específica ou que se interessa quando você publica lá na rede social? Então, pessoas normalmente colecionadores, a maioria colecionador, porque o meu preço é um preço legal, não é aquele preço assim muito alto. E então a maioria é colecionador, colecionador de tudo, de xícara, pires, máquina de escrever, máquina de de lavar, eh, prato, geladeira. Tem gente que ama uma geladeira antiga também. Aí sabe se eu não tenho produto, eu vou atrás pra pessoa. É, tanto que o você falou de geladeira, eu lembro que recentemente algumas marcas de de eletrodomésticos, inclusive eles começaram a fazer aquela linha retrô. Sim. Sim. Então, quem é o seu público alvo? Qual é o público que você atinge quando você então posta lá nas redes sociais? Quem é essa pessoa? Então, essas pessoas são colecionadores às vezes, mas tem pessoas normais também que tá procurando uma uma peça usada, acaba olhando lá e vê, ah, cristaleira antiga, vê a uma batedeira antiga de 1950, aí é colecionador. Aí a pessoa vem, aí eu eu conheço gente assim que tem que paga R$ 10 e tem gente que paga R$ 5.000. Entendi, né? Então, tem doutor, tem diretor de empresa, tem eh gari, eu tenho um gari que que ele é excelente daqui do parque, ele é aposentado, ele ama tudo quanto é disco antigo, ele vem atrás os aparelhos de som, ele coleciona, sabe? Então assim, tem um gari, tem o doutor, tem o advogado, tem tudo. Sim. Quando você pensa nessa curadoria das peças, como ela é feita? Então, eh, a, a pessoa me manda o que ela tem, aí eu vejo a idade, tudo, dá para eu já analisar pelo tempo e aí eu faço uma pesquisa e falo: "Olha, sua peça vai ser vendida tal para esse valor, a minha porcentagem é essa e aí você aí a gente vendeu, já vende, já fecha o negócio. Às vezes o negócio é fechado na casa da pessoa. Hoje tem é mais fácil porque tem Pix, né? Então é direto com a pessoa. Então nesse caso desses materiais, dessas peças que estão aqui, esses não são consignados. Esse você comprou e hoje estão disponíveis para vender ou tudo aqui é consignado? Metade do que tá aqui, graças a Deus, hoje tá indo embora para Foz do Iguaçu e era meu, né? E aqui tem muita peça consegnada. Eu fiz uma parceria agora com o Marcos lá do Antiquário em São Paulo e então tá tá vindo bastante peças assim bem bonitas mesmo. O que que tá indo embora para Foz do Iguaçu? Para Foz do Iguaçu tá indo essa peça. É vendido para lá? Não, ele vai ele tem. Ou vai ter outro antiquário lá? Outro antiquário? Não, desculpa. Outro brechó. Não, ele trabalha com isso. Ele compra, restaura e tem uma uma loja lá em Fos do Iguaçu. E onde ele te achou? Ele me achou no Marketplace. no marketplace. Então hoje você tem o quê? Você tem um Instagram? Eu tenho, mas eh eu Onde você posta então? Eu posto no brechó da Tânia. No Face. Brechó da Tânia. No Facebook. E no meu Facebook também. No meu da Tânia Irata. E aí nesse marketplace do Facebook que o pessoal lá do Sul te achou. É que me achou. E eles são assim e são, eu falo que é pessoa importada, né? Porque ele é rabino. Sim, né? E e o funcionário dele é argentino. Quase todos os funcionários são da Argentina. Todos eles são de lá. Certo. Então, e aí eles vão levar as peças, vão restaurar e vender para um outro público lá. Para um outro público lá. Eh, e o mês passado eu peguei uma um umas peças que de uma cliente que é foi o tataravô dela japonês que fabricou. Ele veio do Japão e ele fabricou no estilo de lá. São peças lindas, feitas assim, com todo cuidado, coisa mais linda, sabe? Sim. E inclusive esse senhor comprou, vai para lá, olha, né? E e peça assim que tem ele, ele fez em 1940. Muita são peças lindas. Então, é uma peça com uma história. É, tudo tem uma história. Tudo essa máquina tem uma história, essa essa peça tem outra, esse pezinho aqui tem outro. Então, e você tem que conhecer a história de cada uma também. Às vezes eu tenho que conhecer tudo e às vezes até da família. Ah, é, tem isso também. Família. É, porque às vezes e herança, esse que eu acabei de de vender agora, que é o jogo de jantar, o japonês, tá? O japonês. Esse que eu acabei de vender, é uma herança. Hum. É uma herança. Inclusive, eu achei três joias escondida. [risadas] Uau! É, mas eu chamei ele, ele veio buscar. Ah, ele veio buscar. São e era três anéis assim de ouro mesmo. Sim. É coisa fina mesmo, mas tava dentro de uma caixinha japonesa, pequenininha lá dentro no fundinho da, sabe? Então essas coisas acontecem, essas histórias é essas histórias aí. E nessa nessas mais de duas décadas trabalhando com esse negócio, Tânia, quando você abriu mais despretenciosamente, que era para um público ainda não tinha rede social na época, não tinha internet, era o porta aberta, tinha o celular tinha acabado de chegar. É, era porta aberta no início. Me fala um pouquinho dessa evolução, como que é tudo isso para você pensar que lá daquela questão, vamos vou abrir essa portinha aqui para vender algumas coisas e hoje esse negócio grandioso que você tá inclusive vendendo para fora do estado. Sim, eu eu eu para mim é é tudo muita novidade, né? Porque a é tudo era tudo anotado no papel. Eh, eu cheguei aí no Sebrai fazer um para ver como é que fazia, se melhorava, né? E ele falou: "Não, pode continuar assim, tá bom, né?" E era tudo no papel, tudo anotado, recibo tudo um pedacinho de papel igual lá 1900, né? Sim. E aí depois foi vindo aí e veio o celular, depois veio a maquininha de cartão para vender, mas não funcionou. Aqui funciona é no papel, no papel. No papel. Hoje funciona no Pix. no Pix, mas no papel, tá certo? No papel. E essa evolução toda de para mim é muito, foi muito bom porque se não, eu não preciso trazer nada para cá, eu vendo direto na casa da pessoa e é muito mais fácil hoje, né? Mas o papel continua. E o futuro do seu negócio? Ah, eu eu espero voltar a abrir as portas aqui de novo com uma parceria que eu vou fazer agora com Antiquário e continuar vendendo. É isso aí. Olha só, no bloco seguinte a gente vai continuar falando sobre brechós. Não saia daí, só que antes fique ligado nas dicas de livros e filmes e outras produções a respeito de empreendedorismo. Eu volto já já. As três leis do desempenho de Steve Zffron e David Logan é uma das dicas. No livro, os autores formularam as leis que permitem ao leitor encontrar o caminho para reescrever o próprio futuro e o futuro da organização em que atua profissionalmente, produzindo níveis de desempenho e resultados antes considerados impossíveis de alcançar. Incansáveis de Maurício Benvenuti traz como empreendedores de garagem engolem tradicionais corporações e criam oportunidades transformadoras. Neste livro, o autor descreve como um novo grupo de empreendedores vem contagiando toda uma geração com ideias brilhantes e trabalho duro. Apaixone-se pelo problema, não pela solução. Este é o livro de Uri Levine, o cofundador do aplicativo Waz, que dissemina o pensamento empreendedor para outros fundadores, gestores e colaboradores do setor tecnológico para que eles possam [música] construir as suas próprias empresas altamente valorizadas. Levine oferece uma visão interna [música] da criação e a venda do A e de seu segundo unicórnio, Amovit, revelando [música] a fórmula que levou essas empresas a competir com gigantes e veteranos do setor. [música] [música] E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre esse mercado de móveis, mas a gente vai além. Olha, agora a gente vai falar sobre antiguidades que traz um modelo aí bem refinado também de negócio e que teve um boom no estado de São Paulo pós pandemia, que atualmente conta com mais de 4.000 estabelecimentos entre bazares de móveis usados e antiguidades. Só que o negócio do Flávio, que é o nosso entrevistado, surgiu bem antes da pandemia, que tem uma história bem legal. Flávio, me conta o que que você fazia, como surgiu essa história de trabalhar com antiguidades. Bom, eu trabalhava em outro segmento, segmento de produtos de higiene e limpeza. Em 2013, vendo esses programas de Hills da TV, eh, eu comecei assistindo caçadores de relíquias e comecei a brincar, comprar algumas peças antigas e vender. Eh, inicialmente peças pequenas, né, porque a venda era feita já pela internet. Mas como era isso? Você, como que as pessoas sabiam? ou você na sua outra profissão ia naquele lugar, via uma peça e já fazia o negócio, já comprava aquela peça, como que surgiu isso? É, como eu rodava bastante na outra profissão como vendedor, eu acabava visitando alguns lugares que achava peças antigas, às vezes até bazares mesmo, bazares beneficentes também, já garimpava alguma coisa na internet. Sim. E aí começou a comprar essas peças e vender. E aí eu vi que era um negócio interessante, que dava ter alguma lucratividade, né? Embora não dependesse disso na época. Aí eh, hoje, gente, o Flávio, ele também atua não só nessa compra e venda, ele faz também a restauração de algumas peças. Como surgiu então o Flávio restaurador de peças? Fez algum curso? Como que foi essa história? Não, na verdade, eh, as peças que inicialmente eu restaurava, eu mesmo lá lá atrás, né, entre 2013, 2020, eh, sempre peças pequenas e fui aprendendo, eh, sozinho de curioso, às vezes pesquisava na internet, via alguém fazendo, né, passava num lugar ou outro, perguntava. Então, começou dessa maneira. Aí após eh 2020, dezembro de 2020, quando abrimos a loja, eh veio inicialmente um restaurador que ficou mais ou menos uns do anos, apenas um restaurador fazendo o trabalho pra gente. E hoje a loja conta com três pessoas que fazem os restauros. Eles são os três freelance que trabalham eh para mim e ocasionalmente para algum outro. Mas aí você disse, em 2020 eu abri a loja. Desse 2013 até 2020 você então manteve a sua outra profissão. Sim. Em que momento dessa trajetória, Flávio, você chegou e falou: "Não, agora eu vou parar de fazer outra coisa e vou me dedicar exclusivamente a esse negócio". O que que tava acontecendo? O que que te deu esse despertar? Ah, na verdade, e esse desejo de ter uma loja já tinha desde lá de trás, né? Eu nessa nesse período de 7 anos aí eu também fazia a feira. Então expus aqui na feira do Guanabar, expus na feira do Centro de Convivência, fazia encontro de carro antigo, então já tinha alguma coisa aí o interesse de ter um negócio efetivamente. Aí em 2019 a esposa e aposentou da Unicamp e aí a gente abriu, resolveu se aventurar aí e abrir a loja em 2020. Abrimos em dezembro de 2020. Parece que tem inclusive uma curiosidade, gente, a respeito do nome dessa loja. É isso? Sim. Isso tem um fato bem curioso, realmente. Eh, quando eu comecei a comprar as antiguidades e chegava em casa com as peças, as duas filhas falavam pra mãe: "Ô, mãe, lá vem o pai com outro treco velho". E aí acabou que a gente acabou usando isso como um nome da loja. É um nome fácil de guardar. A gente achou bem interessante, de boas ressonância, né? Então, foi assim que surgiu. E aí eu fui tocando eh com a com a outro eh com outro negócio, com outro negócio até setembro de 2024. Então eu fiquei 4 anos trabalhando em dois lugares, até porque a gente teve uma pandemia aí no meio que foi bem quando você abriu a loja ou foi depois daquele início? É, nós a pandemia começou em 2020, né? fevereiro de 2020, março de 2020, nós abrimos em plena a pandemia. Eh, na pandemia as pessoas buscavam mais as suas peças, até porque muita gente ficou em casa e naquele período eu lembro que, por exemplo, quem trabalhava com construção, reforma, na internet bombou pessoas e ensinando inclusive a restaurar os móveis de casa, alguma coisa de casa. começou aquilo, faça você mesmo também no seu negócio surgiu essa questão, essa demanda foi maior. Sim, isso era um lance bem interessante da pandemia porque como as pessoas ficavam muito em casa, elas queriam ter a casa mais arrumada, então tinha sim uma procura grande de peças para decoração de um modo geral e entre as peças decorações as antiguidades. Então foi bem interessante eh os anos que seguiram aí 2021, 22 até 23, né? a pandemia eh foi bastante movimentado na internet as compras. Quando você decide efetivamente em 2024 ter uma loja e dedicar-se exclusivamente a esse negócio, daqui a pouco vocês vão ver, inclusive eu vou falar um pouquinho com a Valéria, que é a garota propaganda aqui do antiquário. Eh, que tipo de conversa vocês tiveram até para procurar esse ponto, para pensar em que público vocês iam atender? Até porque, gente, eu conversei um pouquinho antes com o Flávio, ele me disse: "Tudo começa pela internet, as pessoas vêm aqui depois de ter esse primeiro contato visual com a peça." É isso mesmo. Sim, é isso mesmo. É, na verdade, eh, nós abrimos a loja em 2020. Ah, 2020. Mas eu tocando os dois negócios. Aí, logicamente que quando chega uma hora que a gente tem que decidir ou uma coisa ou outra, né? E como a gente viu que tava crescendo aqui a loja, eu acabei decidindo. Sempre tem o pé atrás, porque de 2020 a 2024, a Valéria que ficava aqui, eu ficava também, mas a Valéria que tava em tempo full time. É, e a gente sempre tem uma preocupação de deixar um negócio de 27 anos, 30 anos para começar um novo, mas eu acabei decidindo por fazer e foi está dando certo. Sim. Agora a gente pensa o quê? Quem tá lá em casa fala como é viver a renda, porque até como o nosso programa é sobre empreendedorismo, a gente também tem que falar em números. Para você abrir o negócio, quanto você investiu? Você já fez sua conta? Olha, eh, nós começamos de forma, eh, bem humilde, eu diria, porque como eu tinha um tanto de peça em casa, eh, quando abrimos as a loja, as peças que eu tinha em casa vieram pra loja. OK. Eh, e foi até um caso curioso, né, porque parecia ter um monte de coisa, mas quando chegou na loja, que era loja, tinha muito pouca coisa. E nós começamos com dois cômodos da casa. Sim, a casa tem três quartos com dois comos. Hoje tá tudo cheio. E daí a gente foi devagarinho vendendo e comprando, vendendo e comprando. E aí para formar o estoque que tem hoje, [risadas] essa questão houve um grande investimento, um aporte de dinheiro, na verdade, R$ 100.000 ou menos. Não, de jeito nenhum. Po, de R$ 10.000. Bem menos R$ 10.000. É. E é um dinheiro que ele vai se refazendo. Vai se refazendo, sim. Hoje, quando a gente pensa nessa vitrine que você até mencionou, como que é esse processo de pensar numa peça, falar: "Não, é essa peça que a gente vai colocar nas redes sociais para vender? Como que funciona esse processo?" Olha, nas redes sociais nós fazemos muito a hora do garimpo, quase todo dia é hora do garimpo. A hora do garimpo é o qu? Uma live, eh, não, é uma postagem Ross no Instagram, tá? que é hora do garimpo, um store, na verdade. E esse horário do garimpo, o que é? É sempre peças novas que estão chegando na loja. Eu compro praticamente todo dia. Se não compra porque não acha para comprar, mas todo dia a gente tá procurando para comprar. Todo dia tem gente também oferecendo peças e então tudo que entra novo entra nessa hora do garimo. É tanto que agora a pouco, gente, antes da gente começar a gravar, a Valéria tava aqui mostrando, ele falou: "Pede mandar a foto da peça". É, maioria das vezes é assim, muita coisa dessa maneira. Vem via Google, né, via Instagram, via Facebook, que os as pessoas que t coisa para vender nos descobs e oferece. Então a gente começa pedindo uma foto no WhatsApp e aí começa a negociação. Muitas vezes vai ver a peça, muitas vezes compra até pela própria internet, pelo mesmo. Sim. E como é hoje vocês manter a renda e manter a loja? Valeu a pena sair daquela daquela rotina, daquele batidão de representante comercial para est hoje à frente desse negócio que, pelo menos a gente tá conversando aqui, parece que é um negócio bastante prazeroso, mas a gente também tem que pensar no recurso financeiro. Sim, é realmente eh a gente vem eh mantendo as contas da casa, tem a faculdade da filha que são pagas com a renda tirada aqui da loja, né? Eh, eu ganho menos do que eu ganhava como representante comercial, porque tinha 20 e poucos anos de representação, mas também tem a questão da qualidade de vida que melhorou muito, é muito menos estress, né? Muito mais e prazeroso trabalhar com isso do que um negócio que eu tava há 20 anos aí já cansado do mercado, né? Então agora vocês fiquem aí com alguns takes das peças maravilhosas que tem nesse antiquário que fica aqui em Campinas na Paula Bueno, até inclusive como que foi escolher esse ponto? Já era um imóvel que vocês tinham ou não? Não, não. Esse imóvel é locado. Aí a gente pensou eh em localização, né? Então procurou eh Taquaral, Guanabara, Botafogo. Procuramos nessa região próxima ao centro de Campinas e aí acabou dando certo essa casa. Ela tava fechada há bastante tempo. Aí nós locamos, eh, fizemos uma pequena reforma e estamos aí. [música] Bom dia, pessoal. E hoje o nosso bom dia começa aqui na nossa garagem mais charmosa da internet, nesse armário de Narnia. E a Valéria é quem é a narradora dessas histórias que levam as pessoas a conhecer a fundo e a pensar como eu posso ter uma peça dessa na minha casa. Valéria, você que quando se aposentou lá da Unicamp falou: "Agora vou com tudo trabalhar com o meu marido". Como que foi essa coisa também de de repente virar até blogueira, influencer nessa divulgação? É. Aí no começo foi um pouco difícil porque eu não sabia como fazia isso, né? Aí eu fui aprender, fui mexer no Instagram mesmo. Você teve que fazer algum curso ou não? Eh, não, fiz, fiz, na verdade, fiz dois cursos no Sebrai com uma questão do, uma vez era do Instagram e TikTok e uma vez de empreendedor e para empreender mesmo, né? Tem canal no TikTok também? tem, mas ele não tá assim muito ativo, mas a gente mais com Instagram, mas a gente tem lá no TikTok também, porque acabei fazendo quando eu fui lá pro Sebrai, certo? E aí aprendi, fui aprender coisas, técnicas, comecei a seguir algumas blogueiras que o que que elas ensinavam e aí a gente foi fazendo, tá? E como que essa ideia surgiu de fazer com que as pessoas passeiem pelo ambiente aqui? do antiquário. Na verdade foi um primeiro vídeo lá atrás, acho que foi de 2023, que eu fiz um vídeo eh porque tava sempre a mesma coisa, aí eu fiz um vídeo assim, vou fazer um negócio diferente e entrei filmando, falando: "Aqui a nossa sala, aqui isso, aqui aqui". E o vídeo bombou. Hum. Aí falou, deu certo, deu certo. E aí então desde então eu venho fazendo esses tipos de vídeo. Não é todo dia que a gente faz o vídeo na casa inteira, né? Às vezes eu faço algumas coisas e aí surgiram algumas coisas que a gente tem hoje, tipo a garagem mais charmosa da internet, né? Veio como veio uma garagem que é toda arrumada, toda bonitona, eh, tudo em ordem e para a gente, eh, o pessoal garimpar, né? Certo? A hora do garimpo, que é a que surgiu o ano passado, foi quando chega uma peça, quando chega a peça já restaurada, pronta e a gente vai colocar ela na loja. É como se fossem quadros, uma programação. É isso. Então é a hora do garimpo, a garagem mais charmosa. Charmosa. E aí eu tinha que agora a eh não tá tendo mais na ao meio-dia eu fazia os gar eh os achadinhos do treco velho, que eram pecinhas miúdas que eu punha na mesona e aí dava assim uma hor bop nessa hora dos stories. Isso sempre nos stories, tá? o que é o que o lugar do Instagram que mais vende. Então eu sempre vendi muito assim. E aí eu meio-dia, como na verdade eu tirei porque como comecei a ter problema na hora do almoço de ter que sair e tal, então começou a ficar difícil. Eu aboli o a hora, os achadinhos, mas no meio da tarde às vezes eu faço aí o achadinho agora tem um outro horário. Tem um outro horário. Geralmente é no meio da tarde vários stores que eu faço de que eu chamo assim de garimpinho e já avisando que a gente vai ter o garimpo às 5 horas da tarde. E aí às 5 horas a gente entra, vou ver até o que que tem aqui de store. É. E às 5 horas entra. Olha, esses stories de ontem foi um sucesso. Su Ah, tá. Foram várias peças. Hoje, eh, na verdade, a loja mudou um pouco o perfil. No começo a gente tinha muita peça pequena e vendia muitas peças pequenas. Hoje a gente, o nosso grande forte, olha esse cantinho que a gente tá aqui, você colocou, só que a cadeira tava num outro ambiente aqui do outro lado, que é uma parede linda que daqui a pouco vocês vão ver também. Como que você escolhe tudo isso, esse posicionamento? Você quem arruma tudo aqui. Eu que arrumo tudo. Vou lá no Pinterest, pego as as inspirações e venho colocando. E tem hora que não dá muito certo, tem hora que dá muito certo, né? O que dá muito certo, você continua. É porque às vezes é assim, a gente não tem o lugar ideal. A aqui você vê tem uma luz muito boa, então eu consigo fazer muita coisa aqui, muita foto boa, muita filmagem boa, né? Mas lá na sala já é mais difícil. A Copa também no final da tarde tem uma luz boa. Então é por isso que a gente faz o garimpo sempre na copa com o chão. Esse chão faz o maior sucesso que é o o bem vintage, tá? E aí a gente vai fazendo assim e cada dia conquistando mais clientes e não necessariamente os de Campinas. Vocês atendem a toda a região? É, e até gente de fora. Muita gente de fora. Teve algum caso assim que você fala assim: "Nossa, esse me marcou que eu postei, aconteceu isso, o cliente era não sei de onde." Tem alguma coisa que você pode lembrar de uma curiosidade? Tem muita gente de fora. Nós mandamos muita coisa para um cliente em Manaus que ficou doido com as porcelanas que eu tava colocando. Comprou muita coisa e assim e era assim caixas e caixas que eu mandei para ele. Eh, foi muito interessante, né? Eh, mas a gente atende muito eh Minas Gerais, BH, eh, região do Triângulo Mineiro, eh Goiânia, Distrito Federal, né? Brasília, tem muito cliente em Brasília, ã, Rio de Janeiro, sim, né? Eh, e aqui São Paulo e Campinas, né? O interior um pouco. O interior tá começando agora a conhecer a gente. Sim. Era essa vida de aposentado que você tinha feito planos ou tudo mudou? Não, tudo mudou. [risadas] Não tinha nada disso. E tá sendo bom. Tá sendo bom. Muito bom. É muito bom trabalhar é outra coisa, né? Porque você tinha pensado em algum dia ser empreendedora junto com seu marido? Não, nemum nem um pouquinho. Mas tá valendo a pena. Tá valendo a pena. Ah, tá zoia. Então, olha, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo às 5 horas da tarde a gente tem sempre um novo programa com estreia e, claro, com reprises durante a nossa programação. Mas você quer ver o programa por inteiro, perdeu, quer ver nossa playlist? Vai lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Até um próximo ser empreendedor. [música] [música]