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de galho em galho eles passeiam em busca de alimento e quando encontram um pé de amora, fazem uma pausa para saborear a fruta fresquinha e assim eles vão se adaptando às mudanças do ambiente. Um estudo da Unicampou os hábitos alimentares dos macacos prego que habitam a mata a Santa Genebra em Barão Geraldo e identificou que o grupo passou a consumir uma quantidade muito maior de espécies vegetais exóticas do que há cerca de 30 anos. No quadro Elbicho de hoje, vamos entender os bastidores desta pesquisa que revela como a proximidade com o asfalto e o acesso a alimentos da cidade impactam diretamente a vida desses primatas. O João Vittor estava interessado, né, em ver o que eles comendo, principalmente para comparar com um trabalho muito antigo de 30 anos atrás. E aí começou a seguir os macacos e ao mesmo tempo também conseguiu algumas amostras de fees, né, no sentido de tentar ver sementes, achar sementes de plantas que eles estavam comendo, né, de frutos e tal. E aí o que ele viu é que porque na hoo lado tinha uma plantação de milho, era um milho experimental da Cajil. E aí os macacos caíam em cima do milho. E nesse sentido a dieta naquela época tinha as plantas da floresta e tinha também um um uns 30%, não sei, do milho. Só que agora não tenho milho. E aí o meu aluno falou: "Bom, então eles talvez ficam mais dentro da floresta e vão ter uma dieta mais, digamos, natural. E na verdade o que ele viu é que eles saem aqui pra região do bairro, né? Então tem nas árvores de de da arborização urbana, né? Então tem amora, tem várias outras plantas, então eles saem e comem dessas plantas, né? E e aí também viu que de repente, apesar da prefeitura fazer todo um esforço e de deles não da das pessoas não darem comida para eles, né? Mas assim, volta e meia ele via que tinha uma um macaco com um pão, né? Alguma coisa, umas bolachas e tal, né? A aí, mas o foco na verdade da do trabalho acabou também sendo nas nessas itens, nessas espécies, porque a mora não é daqui da nossa região, não é brasileira, né? Eh, da região da China e tal. Então, a introdução de que tem sementes que podem ser levadas paraa floresta e nesse sentido poderia até, digamos, atrapalhar, né? a reconstituição, a recuperação da floresta. Mas aí foi interessante isso. E assim, nessa pesquisa eles também viram essa questão da dos vegetais e várias outras também plantas, até mesmo as exóticas, né, que foram encontradas. Isso de alguma maneira traz algum malefício, né, para pros animais, principalmente pros macacos, já que eles buscam outros alimentos, né? Tá? Eu acho que em termos das plantas exóticas, que eles estão consumindo frutos, eh, não chega a dar problemas, né? A não, talvez problemas paraa floresta, porque eles vão estar levando essas sementes para dentro da mata, né? Já o caso de pão, enfim, desses ultraprocessados, isso pode dar problemas para a saúde deles. Quando eles sentem essa falta do alimento, daquilo que eles já costumavam, por exemplo, o milho, eles vão se dispersando para outros locais. Por isso que várias áreas urbanas encontra-se esses animais. Não, acho que nesse sentido acho que não. Eh, a dispersão normalmente é para em termos de outros grupos para formar outras grupos sociais. Aqui, como não tem corredores, é uma coisa mais difícil deles saírem, né? O que a gente tem visto, por exemplo, na região de Souzas, que tem várias fazendas com fragmentos que não são tão grandes, né? Porque aqui é o segundo maior fragmento, né, do município de Campinas. Mas, por exemplo, em Souzas tem fragmentos florestais com 80 ha. Aí a gente vê que tem um grupo, né, sozinho, não, né, não muito grande e que acaba comendo também milho, né, da produção da fazenda e aparentemente o pessoal não tem reclamado. Na na natureza, normalmente a gente tem uma estação de verão chuvoso com uma frutificação das plantas da mata muito grande, né? E depois a gente tem um inverno seco, eh, esse ano não tão seco assim, mas que que normalmente tem uma produção de frutos menor. Aliás, muitos dos frutos são frutos secos, daqueles que vão embora com vento de agosto, né, os grandes ventos de agosto. Então isso normalmente é uma um ciclo que eles enfrentam normalmente e esse esse ciclo inclusive pode regular a reprodução. Então, por exemplo, se a gente chega na estação seca o inverno e a gente começa a dar muita comida, fazer ah, bananas, várias outras coisas que o pessoal dá, né? Eh, aí eles podem não ter esses essa parte de emagrecimento e e depois ter um ter uma reprodução maior, né? Ter mais filhotes até. Uhum. Então, o ideal é manter mesmo essa dieta, né, dos frutos e também sementes, né? Como que seria essa alimentação realmente recomendada para eles? É, eles então na na época das sementes de, por exemplo, do jequitibá, eles têm comido jequitibá, depois tem vem a frutificação do jatobá. Aí eles também têm consumido frutos do jatobá. aqui na na no fragmento tem bastante daquele mamãozinho da mata que eles também consomem bastante. Então assim, em princípio eu acho que tem bastante comida. Então eles conseguem, né, se manter aqui mesmo diante dessa pesquisa, né, como que foi como orientador assim ver esse resultado? Eh, qual foi o cenário, né, que vocês encontraram aí diante dessa comparação de 30 anos, né, atrás? É, a gente ficou um pouco preocupado com a questão da introdução de sementes de plantas exóticas na mata, né? Ah, ou mesmo plantas cosmopolitas, por exemplo, a goiaba, né? É uma planta nativa, mas assim, em princípio aqui no fragmento a gente não teria ela naturalmente, mas o fato deles estarem comendo no bairro, trazendo, né? Eles também ah andaram comendo várias outras plantas dos quintais, né? Ah, e trazendo pra mata. Então, a gente ficou preocupado se isso poderia causar algum problema pr a a manutenção, né, das espécies da floresta. Mas por enquanto o resultado não foi esse, né, de preocupação ainda. Eh, realmente tem essa observação, né? É, a gente na verdade tá chamando atenção para isso, para o pessoal mais ou menos ficar atento e ao mesmo outras situações de orientação de arborização urbana, talvez então não fazer essas não trazer plantas exóticas, né? Embora quem é que resiste uma uma amora, né? Mas assim d poderia ser a jabuticaba, enfim, outras sementes, outras frutos com sementes nativas que talvez não desse tanto problema.