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Foniatra diferencia transtorno e dificuldade de aprendizagem em Campinas

Juliana Bertoncelo, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, detalha no Saúde é Vida sinais de alerta no desenvolvimento infantil.

Por Redação TV Câmara Campinas
Otorrinolaringologista Juliana Bertoncelo fala sobre transtornos de aprendizagem no Saúde é Vida, da TV Câmara Campinas
Otorrinolaringologista Juliana Bertoncelo fala sobre transtornos de aprendizagem no Saúde é Vida, da TV Câmara Campinas

A otorrinolaringologista e foniatra Juliana Bertoncelo, coordenadora de ambulatório e membro do Departamento de Foniatria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial, explicou a diferença entre transtorno e dificuldade de aprendizagem no programa Saúde é Vida, exibido pela TV Câmara Campinas em 26 de outubro de 2026.

Segundo a especialista, quando uma criança apresenta baixo desempenho escolar, o primeiro ponto a avaliar são fatores externos: o acesso adequado à escola, a alimentação da criança e o método de ensino utilizado em sala de aula. Para Juliana Bertoncelo, esses casos caracterizam dificuldade de aprendizagem, e não um transtorno.

Quando a gente tem alterações do neurodesenvolvimento, alterações que são neurológicas e que causam uma dificuldade persistente no dia a dia acadêmico de leitura e de escrita dessa criança, nós estamos falando de um transtorno.

Mesma área cerebral da linguagem comanda leitura e escrita

A foniatra explicou que a área cerebral destinada à linguagem, localizada principalmente no hemisfério esquerdo, é a mesma responsável pela leitura e pela escrita. Por isso, segundo ela, acompanhar o desenvolvimento da linguagem desde a infância é essencial para identificar sinais precoces de possíveis transtornos de aprendizagem.

Juliana Bertoncelo listou marcos de desenvolvimento que devem ser observados por pais, educadores e profissionais de saúde:

  • resposta a sons ainda durante a gestação;
  • contato visual com a mãe durante a amamentação, logo após o nascimento;
  • balbucio, conhecido como mamanhês, por volta dos 4 meses;
  • lalação, com sequências como pa pa pa, por volta dos 6 meses;
  • primeiras palavras entre 9 e 10 meses;
  • palavras isoladas com 1 ano de idade;
  • frases com pelo menos duas palavras aos 2 anos.

Segundo a foniatra, a atenção a esses marcos de fala e linguagem é o primeiro passo para observar como a criança vai se desenvolver na leitura e na escrita nas etapas acadêmicas seguintes.

Outubro é mês de conscientização sobre o TDL

Juliana Bertoncelo também citou o Transtorno de Desenvolvimento de Linguagem (TDL), tema do mês de conscientização lembrado em outubro. De acordo com a especialista, trata-se de uma alteração neurológica que não é identificada por exame de sangue, radiografia ou ressonância isoladamente.

O programa Saúde é Vida tem 37 minutos de duração e orienta pais e educadores sobre os sinais de alerta dos transtornos de aprendizagem e sobre o momento adequado para buscar avaliação especializada.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no SAÚDE É VIDA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Saúde é Vida | Transtornos de Aprendizagem.

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Saúde é Vida | Transtornos de Aprendizagem

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