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Meu Bairro na TV | Vila Padre Manoel da nóbrega parte ii
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Meu Bairro na TV | Vila Padre Manoel da nóbrega parte ii

213 views Publicado 01/09/2025 HD · 32:48

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No Meu Bairro na TV – na Vila Padre Manoel da Nóbrega - Parte II , você vai conhecer de perto a transformação cultural, esportiva e gastronômica que marcou a história dessa comunidade de Campinas. 👉 Nesta edição, mostramos a trajetória da Casa de Cultura Tainã, fundada em 1989 como associação de moradores e que hoje é um espaço de produção de saberes, arte e resistência cultural. Também visitamos o Centro Esportivo do Trabalhador “Brasil de Oliveira”, onde acontecem jogos de futebol amador, aulas de ginástica para a terceira idade, atividades na pista de skate e práticas esportivas que unem gerações. 🏃‍♀️ O programa também destaca o papel da Praça de Esportes da Vila, coordenada por moradores locais, que se tornou referência em atividades físicas e convivência comunitária. Adultos, crianças e idosos encontram ali um espaço seguro e saudável para lazer, prática de esportes e até festivais de pipa. 🥟 E para fechar com sabor, você vai se deliciar com a receita de pastel de carne da família Sousa, que há 25 anos mantém a tradição no comércio local. No quadro culinário, aprendemos juntos o preparo do recheio especial e acompanhamos o passo a passo da fritura que conquistou toda a região. ✨ Participações especiais: TC Silva – coordenador da Casa de Cultura Tainã Carlos Henrique Bernardino – professor de Educação Física Sheila Mara de Albuquerque Bernardes – aposentada Ana Cândida Machado – aposentada Eduardo Paulino – coordenador da Praça de Esportes David Sousa Rosa – capoeirista e morador Érica Sousa da Silva – pasteleira e comerciante (@pasteldodito) Benedita Aguiar de Sousa – aposentada Benedito Carlos de Sousa – aposentado 📺 Uma verdadeira mistura de história, cultura, esporte e gastronomia, que mostra como a Vila Padre Manoel da Nóbrega mantém vivas suas raízes e se reinventa para o futuro. 🔔 Inscreva-se no canal, curta o vídeo, compartilhe e deixe nos comentários suas memórias ou experiências com o Nóbrega e outros conjuntos habitacionais da cidade. Sua participação fortalece nossa comunidade! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Esta é uma das entradas do Nóbrega, um exemplo de como são muitos bairros conurbados de Campinas. Subindo aqui é a rua Papagaio, já vila Padre Manuel da Nóbrega. A minha direita, o Jardim Londres. A minha esquerda, a rua Inhambu, que também é do Nóbrega, e a minha frente a Vila Castelo Branco. As imagens de 1984, o anúncio de uma construção que seria a opção de esporte e lazer da comunidade da região. É nesse miolo que fica a Casa de Cultura Tainã e o Centro Esportivo do Trabalhador Brasil de Oliveira. Com entrada pela rua Inhambu, a Tainã foi fundada por moradores da Vila Castelo Branco e região em 1989, como o nome de Associação de Moradores da Vila Castelo Branco. E mais tarde, por meio de um concurso, foi escolhido o nome da casa de cultura como Tainã, que hoje fica na Vila Padre Manuel da Nóbrega. Nasceu pela iniciativa primeiro da Toninha, Antônia Frutuosa Felispino. A Toninha era uma liderança aqui comunitária, sabe assim, entendeu? Muito focada na no na articulação do trabalho das mulheres, né? Elas fizeram muitas atividades aí, assim, no sentido de trazer políticas aqui, né, pra comunidade, inclusive para facilitar a vida de muitas mães solos que a gente tinha aqui na comunidade, né, pessoal de baixa renda, muita criança, sabe, assim, situação de risco, né, por risco social assim, né, por não ter, não tinham creches aqui ainda, né, elas lutaram para implantar as creches daqui, entendeu? E aí eu vim passar umas férias aqui, sabe? Final dos anos 80, eu tava vivendo de música lá em São Paulo, né? Tava meio distante de movimento e a Toninha me pegou para dar aula de violão por umas crianças, porque ela tá preocupada, não tem criança na rua e ela tinha combinado com eles que ia me encontrar, ia tentar me convencer a dar aula de violão pras crianças e tal, né? E eu já não queria mais São Paulo, aquela ideia de loucura, chiclete som que São Paulo era. Vivi aquele tempo foi da efervescência musical em São Paulo, né, os anos 80, entendeu, né? E convivi com grandes nomes da da música popular daquela época, Itamar Assunção, Língua de Trapo Meditando Breck, o Trajé Rigor que vi nascer, o paralama de sucesso, tal Vila Madalena, que ira paulistana, eu vivi esse momento em São Paulo, foi muito rico, né? para minha vida assim, né, artística, né, mas eu queria, meu espírito gosta de movimento mesmo assim social, eu sou disso, né? Aí a Toninha me pegou para dar aula. Eu não queria, eu tava a fim de andar pro Nordeste um pouco. Aí ela falou: "Não, mas eu falei com os meninos que eu ia falar com você, se você não dava umas aulas, né?" Aí começou a aparecer uns umas crianças, ó ele aqui, ó. Não falei que eu ia falar com ele, ele tá aqui, ó. e tal. Ele que eu falei que ia dar aula de violão. Aí os molequ, ah, pera aí, vou buscar um violão ali, tal. Pô, me envolveram de um jeito sem escapatória, né? Então, a Toninha é a grande responsável pela Tainã nascer. A Tainã, pelo trânsito que tem, né, ela uma referência em muitas coisas, né? Por exemplo, assim, no programa do Ministério da Cultura, Cultura Viva, quando é ministro, a Tainã foi a referência da construção do programa nacional. A gente aqui recebeu da presidência da República em 2006 a ordem do mérito cultural. Só tem três em Campinas, uma é nossa, sabe? Então você vê que assim a gente transpôs os limites da parada porque a nossa luta é afrodiaspórica, então é geograficamente a gente tá aqui, ó, tem uma horta que é comunitária, porque a gente trabalha junto com o pessoal da saúde mental há 20 anos. A gente é referência no processo de luta antimanicomial. As pessoas à vezes não sabem disso, sabe? Mas a gente tá envolvendo muitas universidades para discutir extensão comunitária, porque os territórios também produzem conhecimento. Isso tem que ser respeitado. Esses territórios tem que ter direito de acesso aos recursos e aos bens que esse país tem para manter a sua a sua autonomia e a sua produção de de saberes. Nós estamos fazendo um tambor. Isso aqui vai virar um tambor, um tambco de umbigado. Quem canta na beira do mar tem que a sereia, sabe? Porque uma você mesmo tá confeccionando. Eu tô fazendo um tambor para sabe preservar uma cultura que tá em risco de desaparecer. Então nós estamos no centro da Vila Bela, do Nóbrega, do Garcia e do Londres. Cada rua é de um bairro. Nós estamos no centro geográfico desse conflito ou dessa união. É que a gente pensa a união, tá? A gente pensa o ponto de conexão, porque aqui é a nossa base, aqui é onde a gente já é um sonho. Aqui é um Mas é daqui pro mundo, né? daqui pro mundo. [Música] No conhecido como clube, que é o centro esportivo do trabalhador, onde antes já foi a piscina, o campo onde hoje acontecem os jogos do esporte amador, pista de skate, quadra poliesportiva. E mesmo com a temperatura abaixo de 10º, essa turma vem na aula de ginástica da terceira idade, uma das atividades da principal praça esportiva do bairro. O espaço aqui é muito lindo e elas vêm para cá com fazer atividade gratuita e tem qualidade de vida, né? Porque as meninas que estão comigo aqui há anos e frequenta muito pouco o centro de saúde. Isso é muito bom. reflete diretamente. Então, muito a qualidade de vida que elas ganham é muito grande, né? Disposição, menos dor na coluna, menos pressão alta, menos estress. Esse espaço aqui é maravilhoso. Eu agradeço bastante a Deus e a prefeitura de ter esse espaço aqui pra gente. Poderia ter mais espaços, mais tipos de ginástica, natação, porque realmente é fundamental pra gente, né, estar fazer exercício, principalmente na terceira idade, né, que as coisas começam a piorar um pouco mais, né, a os músculos, joelhos, essas coisas assim. E a ginástica é fundamental. Melhorou bastante a sua qualidade de vida. Nossa, 1000%. E principalmente a mente, né, também a gente tá interação com as pessoas, né, com outras mulheres, compartilhar experiências assim, é fundamental pro nosso bem viver, né? E mesmo com esse frio, você não desiste. Nossa, muito bom. Eu faço atividade aqui desde quando eu mudei ali. Faz 42 anos que eu moro aqui na Castelo Branco. Eu amo vir aqui. Outra coisa, hoje a gente viu que tem menos pessoas porque tá bem frio, mas a senhora mesmo assim veio. Vi, vi. Quando vem todo mundo é muito bom. Tem umas 20 pessoas hoje. Tá porque tá frio, né? Sim, mas eu vi. Eu faço caminhada também. Adoro caminhar. Tá. Essa atividade aqui ajuda muito na sua qualidade de vida. Ajuda, ajuda muito. Não vejo chegar o dia de terça e quinta para eu vir aqui. [Música] Essa é uma das mais de 30 praças esportivas mantidas pela Prefeitura de Campinas. O coordenador é um morador da vila Castelo Branco, a Vila Bela, um dos bairros que faz divisa com Nóbrega. A gente tá tentando agora acoplar, né? a gente fala Praça dos Trabalhadores, Brasil de Oliveira, para est associando. A maioria chama aqui, na verdade a parte do bairro chama de clube. Ó, vamos no clube. O pessoal por causa da piscina mais antigo fala pinicão porque era uma piscina muito grande, era muita gente e hoje em dia é mais conhecida como praça dos trabalhadores. O Brasil de Oliveira um ou outro sabe. Quando você lembra que um dia você foi aluno inclusive nessa quadra de esportes e hoje você tem tanta responsabilidade em coordenar os trabalhos aqui? Então tudo começou em 1996. Na época a professora era Cris, fui aluno, depois fui pro exército, rodei e voltei pra Praça de Esportes, que me qualificou como atleta na época. Até hoje pratico o esporte por causa da praça de esporte dos trabalhadores e hoje estamos aí na luta, na batalha para continuar mantendo o padrão e aumentar. Daquela memória afetiva que você tem, a gente até conversou um pouquinho que tinha uma piscina, que quem era criança aqui na época aprendeu a nadar naquela piscina. E hoje a gente tem uma outra estrutura que que o que é oferecido pra comunidade? Pra comunidade, as terças e quintas-feiras tem a aula para terceira idade. Período da tarde a gente recebe muito a visita do Progém, do pessoal do CAPS. Final de semana o futebol pega o amador sub50, sub-40 e também Taça das Favelas, que também tem a gente tem o time daqui que é o o Vila Bela. E quando a gente pensa nesse campo, que hoje é uma das referências, inclusive quando a gente fala no futebol amador, ah, vou jogar lá, tal, como que é para você também pensar que tem que cuidar de tudo isso para esse grande espetáculo? É, a responsabilidade é grande. Não é só a responsabilidade do campo, é a responsabilidade também de quem utiliza o espaço, mas a gente tá aí com apoio da guarda, com apoio da da Secretaria de Esportes e tem dado certo. Tem também desafios, né? Porque a gente lida com a comunidade, um lugar aberto. Você já teve que lidar com questões, por exemplo, depois da praça fechada, o pessoal tentando ficar aqui, como que você consegue resolver também, já que você é da comunidade, inclusive constante, isso é uma constante, né? Primeiro que a praça é aberta e a gente tenta num período que não tem funcionário, a gente tá tomando conta dos horários. À noite, os horários são pré-agendados para a utilização da quadra pola esportiva e o campo de futebol só os sábados e domingos. Sim. E você tem essa interlocução com a comunidade? Ó, gente, aquilo lá é nosso, vamos cuidar. Como que é isso? Sim. O que a gente tenta passar pra comunidade que o proprietário da praça é a comunidade, então quem tem que ter mais cuidado além dos funcionários é a própria comunidade, que o espaço é deles e tem dado certo. É. E o que você pensa daquele Eduardo que vim aqui, que aprendeu a jogar vôlei aqui, que aprendeu a nadar aqui e que hoje, né, é um homem que acaba sendo exemplo para para essa molecada que vem aqui, que vai curtir a praça. Como que é isso para você? Eu vem curtir a praça, praticar esporte, ser feliz e tentar galgar uma carreira, né? O que a gente tenta, que quando eu comecei aqui, nunca imaginei que eu ia trabalhar na Prefeitura Municipal de Campinas. Minha minha visão era totalmente outra, mas hoje a gente tá aqui com a graça de Deus e tocando em frente. Na mesma rua perto dali, o que já foi um dia chamado de buracão, dá espaço para um campo, sede do Nóbrega Futebol Clube e onde acontece muitos jogos do futebol amador de Campinas. Tem parcão, academia de ginástica para terceira idade, pista de skate e quadra de futebol society. É aqui que adultos e crianças se reúnem aos finais de semana em festivais de soltura de pipas, espaço que representa muitas histórias de quem não deixa as raízes para trás. O Nobrig era praticamente o último bairro da dessa região noroeste, né? E tinha PUC, hospital da PUC. E depois para lá tinha que o resto era tudo fazenda. fazenda, como aqui era fazenda também antes, né? E aí na década de 70, no início da década de 70, eh a COAB, né, junto com a prefeitura, eles eles constróem esse bairro, são em três etapas, né? Lá em cima, primeira etapa, aqui segunda etapa e lá embaixo terceira etapa. Porém, não ficou isso não ficou tipo Nóbriga um, Nóbriga dois, não ficou só Vila Padre Manuel de Nóbrica. Eu tive acesso a um a uns documentos via internet que eu pesquisando de um foi no Sul, uma faculdade no Sul, foi um acho que foi um pós pós-graduação ou mestrado. Ele contando a história da verticalização do bairro, né? É porque os prédios eram depois das casas, né? E depois das casas, correto. Que que foi isso? Foi um projeto igual o Jardim Bassolle, onde eu tenho um projeto também no Jardim Bassole lá, que foi a mesma ideia, eu não não sabia, né? Passei, aí eu passei a conhecer. Qual que era a ideia? era eh era eh famílias de área de risco tirar para trazer para cá. E eu sou fruto disso, né? Porque eu eu nasci na HT, não sei se já ouvi falar, não existe muito tempo. A HT era habitação transitória, onde você esperava sair os apartamentos da Coab. Eu vim para cá com dois anos de idade. Sim. Então assim, eh foi interessante porque eu não não conhecia essa história, né? Hum. E aí o bairro vem com essa com essa proposta, tirar aquela história que 11 horas tocava a sirene da pedreira, que a pedreira no Jardim Garcia, mas tem uma parte aqui e que depois acabou sendo desativada justamente porque os apartamentos foram os mais prejudicados por conta dessas explosões. É engraçado, Mila, que essa questão de Pedreira do Garcia tem essa briga não é do Nobrega. A gente que, né, nós que somos do Nobrega, não é do Nóbrega. Mas enfim, é realmente meu pai também, meu pai, meu pai trabalhou na pedreira, né, como servente. E assim, eram os estrondos, eu era pequeno até, mas eu lembro até hoje, era os estrondas, tinha essa preocupação de antes da alarmar para não ter, né, nenhum risco. Porém, até hoje você vê que os prédios próximos de lá, eles são todos, tem todas aquelas rachaduras e parou por causa disso, senão ia acabar caindo tudo ali, né? Ela já foi construída com asfalto, porém ela é uma periferia. Lá onde hoje tem arena, tem campo. Já nadou lá quando tinha nadei. Eh, tinha argila em frente humano que a gente pegava argila para para fazer os bonequinhas coisas. O buracão onde já hoje é o arena do nobre era o buracão. Sim, né? Eu tenho cicatrizes do buracão, inclusive, né? de tinha um riaçoinho lá de você vai colocar a mão e machuca a mão, enfim, pina pipa. E a nosa diversão era essa. Você já mudou daqui alguma vez e voltou? Mudei, mudei. Eu mudei, acho que foi 2000, sou ruim pra data. Enfim, fiquei 10 anos não morando no bairro, mas eu ficava mais aqui do que onde eu morava. Sim. Entendeu? Então tava mais aqui. Tanto que no bairro onde eu morava não conhecia muita gente. Conheci por causa da escola de samba, porque escola tem bastante gente na escola de samba, mas assim igual aqui não. E voltou para cá. E voltei para cá. Já faz 10 anos também eu moro. Botei pr pra minha raiz. [Música] No próximo bloco tem receita no meu bairro na TV. Vamos mostrar como fazer um saboroso recheio de pastel com essa família que há 25 anos tem um comércio no Nóbrega. Não saia daí. [Música] O pastel do dito da Dita e da Érica, que começou há muitos anos como pastel do seu dito e hoje a Érica quem toca. É a receita do meu bairro na TV. Mas antes da gente mostrar a receita, a gente vai conversar um pouquinho com ela. Eu que já bati um papo. Você então começou nesse negócio, parece que era um castigo para adolescente. É isso? Isso. Comecei com 15 anos como castigo, porque fica ficava aprontando, né? Meu pai falou: "Então você vai trabalhar para dar valor no dinheiro". Desde então passei a trabalhar com os meus pais com 15 anos. Já era nesse lugar ou era? Não era uma banquinha bem pequenininha que tinha na porta do mercado. Tudo começou lá. Lá a gente ficou 19 anos. Depois a gente foi pra porta do lado do mercado. E aqui quando pediram lá a gente passou a construir aqui. Aqui a gente vai fazer uns 8 anos que a gente tá aqui sempre no bairro. E desde então o comecinho você foi como castigo. Como que era a Érica lá com seus 15 anos ajudando os pais? Olha, eu acho que meu pai e minha mãe tinha mais vontade de bater em mim do que qualquer coisa, né? Mas assim, eh, fui aprendendo com eles, fui aprendendo com os clientes. Hoje se trazse agora que um cliente antigo podia falar que eu era sem educação, que eu era chato, mas hoje não. Hoje eu tenho carinho de todos. Eh, eh, ganhou até uma caricatura. Ganhei uma caricatura ali na parede que fizeram para mim, que eu entro na internet e falo: "Bom dia seus lindos, para animar o dia de todo mundo." Estamos aqui um dia de cada vez, mas como eu falo pasteleira com orgulho. E como foi esse processo de ir aos poucos assumindo que hoje seus pais já vem aqui para te visitar praticamente, né? Como é isso para você tomar conta desse negócio? Olha, foi para para amadurecer a ideia foi difícil, mas assim de do do dos meus irmãos, né, sempre é que teve mais à frente, ficou mais aqui. Aí quando chegou a hora do meu pai parar, que na época que a gente começou não existia maquininha, não existia nada de tão burocrático. Meu pai falou assim: "Não, já começa abrir no seu nome, já começa a fazer tudo no seu, é isso mesmo que você quer?" Eu falei: "Pai, eu vou continuar aquilo que o senhor começou. O senhor começou, o senhor tem tanto carinho, eu vou dar continuidade do jeitinho que o senhor me ensinou. Pode deixar." E aqui estamos só eu de parceleira há 24 anos. Olha só. E a receita da dona Dita aprendeu? Ah, a gente tem que aprender, né? Senão até os próprios clientes brigam com a gente, né? Temos clientes bem antigos que sabe do nosso nosso do jeito da gente trabalhar, do jeito da gente servir, né? Que é da minha família, pra família deles. Então tem que prestar muita atenção tudo que a minha velinha dit ensina para fazer igualzinho, senão ela chama eu na xincha. E hoje os pais da Érica, né? seu Dito e a dona Dita, eles também estão aqui para participar. Dona Dito, inclusive, é quem vai mostrar pra gente essa receita do pastel. Hoje vai ser pastel do quê? Pastel de carne. Vamos mostrar como a gente a preparação do nosso recheio de carne para vocês. Mas além do recheio, já tô sabendo que tem alguns segredos que é a maionese, molho de pimenta, que é a receita da casa. Isso, isso a gente, infelizmente não pode mostrar, que é o nosso segredinho que todos os clientes amam, família inteira ama e quem sabe daqui uns anos agora não. Quem vem aqui tem para comer e quem e quem pede em casa também mandamos o nosso kit cortesia, né? Tem opção de compra também de maionese, de não a pimenta nossa, mas de sachê, ketchup, o nosso vinagrete. Preparamos tudo durante a semana bonitinho, tudo fresquinho, com carinho, com amor. E funciona de que horas? A que horas aqui? Aqui funcionamos de terça a sexta, das 8 da manhã às 18 horas. De sábado das 8 da manhã até às 16 horas. E de domingo das 7 a meio-dia. Só não funcionamos as segundas-feiras. Tá certo. Tem que descansar um pouquinho. Ah, uma descansinho, né? Tá certo. Então, olha, hoje além da Érica, o marido dela também ajuda. Que que ele faz? Qual que é a sua parte? Qual que é dele? Sim. Olha, eu fico mais no balcão, a parte da frente, parte de compras, de abordar o cliente, de servir, de preparar o pastel. Eu tenho uma ajudante hoje, ela não se encontra no momento, mas assim, eh, meu marido é ele cozinha, eu com vou falar em rede nacional, ele cozinha melhor que eu, sim, meu marido faz uma comidinha, ele faz um almoço pra gente, ele que ele, na verdade, eu auxilio ele na cozinha, ele que faz os recheios, ele que também é o nosso braço, nossas pernas também aqui. E agora você de casa vai aprender a fazer o recheio do pastel. A gente tá acostumado a falar em pastel de carne, mas o da dona Dita é especial, tanto que conquistou muitos clientes aqui, não só no Nóbrega, como de toda a região. E como a Érica falou, vem gente até de longe, viu? Conta para mim, eh, desde o início a senhora fazia sua receita ou depois a senhora foi fazendo diferente, mudando como desde o início. Primeiramente a gente ferventa ela, tá? E mexe para ela não empelotar. Aí ferveu. Aí a gente vai coar ela, escorrer bem essa. Ah, a senhora não espera, por exemplo, a água ir secando na própria panela? É minha, ela é bem light minha carne, porque sai o processo dela que a gente não ferventar ela, sai tudo a gordura, sai tudo. Por isso que coa. Então, então a gente coa ela, tá? Aí depois que a gente vai preparar ela, refogar ela com os temperos, tá? Os temperos da gente são todos caseiros, são todo a gente prepara. É aquilo que alguém tem em casa, cebola. É, é um tempero que eu faço próprio para nós, para nós cozinhar em casa e pra gente trabalhar aqui. Então tá. Mas basicamente ele tem o que pra gente ensinar quem tá lá em casa? Ah, é cebola, alho, vai no meu tempero, a cenoura, põe um pedacinho de cenoura, alho porão. A cenoura a senhora coloca ralada. Tudo vai passar tudo pelo processador. Ah, tá. Como se fizesse um grande temperão para colocar depois aqui. Isso. Isso. A gente prepara o tempero antes. Olha o meu tempero. Pera aí. Vamos pegar aqui, ó, que a Érica já mostrou. A, esse é, esses são nossos temperos, tá? Aquele tempero caseiro. E a senhora dá esse toque especial. Casiro. É o toque especial. com alho, cebola, cenoura, cebola, cenoura, alho poró, pimentinha de cheiro, pimentão e pimentão vermelho, amarelo e verde. Processador. Tudo no processador. Tudo no processador. Aí vai depois nessa depois que eu ferventar ela que eu vou fazer o refogar ela. Então ela é bem light, sabe? Para refogar também a gente não põe muito óleo, tá? Ela bem bem light. Minha carne mesmo. Tem que ficar mexendo para não empelotar. Ah, porque às vezes a gente vai fazer em casa, a gente coloca lá em casa, dona Benedita, e vai fazer outra coisa. Quando ver, tá tudo empelotado. Ah, não, não pode. Tem que ficar olhando, viu, gente? Tem que ficar olhando. E e tem que ser uma carne boa também, tá? Qual que é a carne mais indicada? A gente usa o miolo do acé. Miolo do aém, que ele não é muito seco também. muito che fica aí, fica soltinho. É uma carne, eu acho que é mais a melhor que a gente achou para fazer o recheio. Agora então, dona Benedita, tá tudo pronto, temperado. Agora só ficar um pouco mais refogado para chegar nesse ponto que a senhora deixou a prontinha, sequinha. É sequinha para chegar nesse ponto, tá? A gente já chega esse ponto, ela começar a grudar na panela que ela já tá boa. Ah, entendi. E aí, por exemplo, quem fala: "Ah, eu quero pastel de carne com queijo, carne com alguma outra coisa." Vocês fazem também? Fazem carne com queijo, carne com azeitona, carne com bacon e aí mistura na hora os outros ingredientes montagem. Na hora na hora ela aí é montado na hora. Mas a base tá pronta. A base tá pronta. Aqui é o QG da pastelaria. Você viu como a dona Benedita prepara a carne? Lá na cozinha nasce todos os temperos que precisam passar pelo fogão. E a Érica é a responsável aqui. Ela explicou pra gente, vocês vão ver daqui a pouquinho como é feita toda a separação. Érica, a partir do pedido que é feito aqui, que vocês lançam, que você então começa essa montagem. A dona Benedita disse que você é super rápida nessa montagem, né? Vamos ver. Ela vai montar um de carne com tempero da dona Benedita e um que é pedido do Marco Aurélio vai ser carne com ovo. Vamos ver aqui. Tem que ser rapidinho. Aqui é o coração. Você já tem as marcas. Imagina você chegar com fome e a gente demorar para fazer o pastel, né? Você já tem as marcas certas aí nessa? Você mandou fazer essa tábua? Isso mar. Sim. Tudo meu velinho. Ah, o seu dito. Quem fez? Seu dito é maravilhoso. Aí é nosso pastelzinho de carne com temperinho da velinha. Todos os pastéis são com medidas. Você quer só o ovo mesmo? Põe uma azeitona. Pode ser. Olha, Marco Aurélio pediu uma azeitona. E quem tá em casa pode, tem essas opções. Eu gosto de carne com ovo, com azeitona, com queijo. Tem. Estamos no Insta, no Instagram, no Insta delivery, @pasteldudito, Dita e Érica. E é só, você tava conversando antes que não é só o pessoal aqui do Nobrega que compra, não, né? Não, temos clientes longes, fazemos entrega, a gente vai pro Sul Spark, Campo Grande, atendemos bastante regiões aqui de Campinas. Se procurar, não achar nos canais digitais, é só ligar aqui no telefone que a gente dá um jeito, tá certo? Então aí para diferenciar sempre quando tem muito pastel, né? Aí sempre a gente faz esses cortinhos assim, ó, para diferenciar. Às vezes chega o pastelzinho faltando um pedaço, não é porque a gente comeu, não. É porque é essa? Isso aqui é a carretilha com amortecedor profissional mesmo. [Música] E seu dito foi quem começou essa história há mais de 25 anos. Seu dito, conta para nós como tudo isso começou. É o o começo o começo da do da nossa entrada no no pastel. Eh, construiu, a minha cunhada construiu uma coisa chamou eu para para para trabalhar de sócio com ela. Senhor tava desempregado na época. Já tinha tava aposentado, mas tava desempregado. É, mas muito novo, né? Eu aposentei muito novo. Aí eu falei: "Não, tem que fazer alguma coisa". Porque eu tava ficando vagabundo, sabe? Fazer nada, né? Sim. O senhor aposentou com quantos anos? 42 anos de idade. Ah, 42. É bem novo. Antigamente eu perguntava, né? Nossa senhora, molecão de tudo, né? Aí começou, comecei, fui trabalhar lá com ela lá de de de sócio. Aí chegou chegou um ponto, ela tinha um ponto, ela vendeu o ponto e veio para cá porque era dela, né? Que era dela. E aí ela começou a procurar serviço para mim. Eu falei: "Mas procurando serviço para mim por quê? Eu não tô, não quero trabalhar assim empregado". Aí pegou ela, ficou com a banca, eu fui passear com a mulher, tava na praia, começou a ligar. Ah, naquele momento o senhor saiu do negócio? Saí, saí. Aí, aí cheg t indo embora, um abraço, né? É dela, né? Vou fazer o quê? Aí f praia. Ela começou a ligar lá, mas o dono do mercado que falou assim, ó, traz seu dia de volta porque os freguesa rejeição, sabe? Eh, os fregues que eu já tinha conquistado a freguesia, entendeu? Porque ol, há uma diferença de de no no comércio, aquele comércio de pessoas que que de passagem e tem o aquele comércio que são freguesos e amigo. No caso meu, eu tive eu manti, eu eu mantive tudo a qualidade, quantidade, atendimento. Eh, por quê? Porque ali era são é fregues até hoje são freguesos nossos são freguesos. Não é aquela pessoa que vai passa aqui, come, não gosta, vem outro, come, não gosta não. O meu era todo dia. Tinha um bate-papo, é aquele papinho de mineirinho. Bom dia, seu Dieu D. Eu chegava aí, filho, eu chegava aqui nisso aqui 4:30 da manhã e até 8 horas da noite direto, sabe? Mas muito gratificante. Por quê? Porque o fregueiro gostava muito de mim e gosto até hoje. Mas senhor voltou, então? Gosto até hoje. Mas quando o senhor voltou, o senhor foi ainda trabalhar para ela ou em que momento o senhor virou o dono da banca? Não, eu virei o ban, eu virei o dono em abril, eu fui trabalhei até março, ela pegou, ela ficou dois meses em abril, peguei e comprei dela. Aí fiquei, começou a trabalhar eu e a mulher, coitado, ela ia, me ajudava a abrir. Aí ela, ela saía dali fazer recheio e fazer e fazer salgado pr pra gente vender, sabe? E aí aí foi foi fazendo, dando sucesso, foi fazendo sucesso, graças ao bom Deus. Você sabe, a coisa mais difícil que tem, isso eu tenho orgulho dizer, é você formar, fazer um ponto. Fazer um ponto não é fácil, é a coisa mais difícil que tem você fazer um ponto, sabe? E graças a Deus deu muito certo. Hoje todo mundo, até hoje todo mundo saiu do mercado e depois veio para esse ponto. A gente tá bem, gente, no final do ponto, né, na no ponto final da linha 249. É o início do Jardim Londres. início do Jardim Londres, bem no entroncamento com Nóbrega também aqui, que é referência. O maior o maior transtorno nosso foi quando o o mercado, esse mercado aqui comprou o outro lá, comprou aí onde a gente vai, eu não podia sair daqui e não posso. Mercado virou outra coisa. É, eu não posso sair daqui, sabe? Aí ficamos igual desesperado para procurar. Pronto. Aí essa mulher aqui, Veranderl, essa mulher aqui, ela é ela ela é a dona daqui do prédio, sabe? É ela sem falar não, professor Dida, eu vou construir uma coisa para você construir. Aí pegou, construiu, construiu aqui. É, é, construiu sem para nós, para nós montar viemos, montamos. Tá aqui há quanto tempo? Ah, eu não tenho, não tem, eu não sou o anos, acho que é mais ou menos. Não tô sou de guardar muita data não, sabe? E como que foi passar o bastão pra Érica? Ah, aí como ditado, aí foi fácil demais, né? Porque ela já tava já eh já tinha já já tava com experiência e ela sabe tratar muito bem os freguês também, sabe? Eh, hoje ela hoje ela tá sos fregueios, então o comunitado tá em boas mãos. Ela ele e o marido dela, o Wilson tá tá em boas mãos. Eu fico sossegado em casa até hoje v coisas dou umas carcadinha nela. Bem, ó filho do freguês. Sabe que eu falar com você? Ol, às vezes o senhor vem aqui então a vira e mexe vem aí freguez vem a gente aí. Senhor Dido, mas senor Did vaií para brincar com ela fal assim: "Senhor, preciso voltar, o senhor tá fazendo falta aqui, sabe?" Mas é brincadeira, né? É muito bem tratado. Ela trata muito bem os fregues também, sabe? E valeu a pena tudo isso? Valeu, valeu, valeu. Passei uns anos muito bom. E agora que você viu um pouco do que tem aqui na Vila Padre Manuel da Nóbrega, que fica na região noroeste de Campinas, claro, eu vou encerrar o meu bairro na TV experimentando essa receita do pastel aqui do dito, Dita e da Érica, que promete ser uma delícia. Você anotou aí os ingredientes? Então agora é só saborear. O meu já tá aqui e o do Marco Aurélio também. Vamos lá, hein? [Música] Vou usar a maionese, gente. [Música] О. [Música] เฮ [Música]
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