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Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional
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Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

27 views Publicado há 3 semanas HD · 1:00:26
Resumo editorial

Quem nunca atingiu uma meta importante e sentiu que faltava algo logo depois? O programa Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas, discute a psicologia da ambição e da inquietação humana. Por que o desejo parece funcionar como uma esteira em que a gente corre, corre, corre e muitas vezes continua no mesmo lugar da insatisfação? A conversa procura entender quando a ambição impulsiona uma vida com propósito e quando começa a virar prisão emocional, comprometendo a saúde mental e os vínculos afetivos.

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com Estúdio Câmara ao vivo hoje, quarta-feira, metade da semana, dia 13 de maio. E olha, hoje nós vamos falar sobre um [música] tema que move escolhas, carreira, relação e também inquietações internas. A gente fala hoje sobre a ambição. Conta aí, você é ambicioso? Pois é, ela é comum, [música] mas difícil de explicar. Não é sobre ser ambicioso apenas, é sobre entender porque o desejo humano parece funcionar como uma esteira [música] onde a gente corre, corre, corre e muitas vezes [música] continua no mesmo lugar da insatisfação. A gente vai discutir a psicologia da inquietação e responder perguntas [música] como: "Por que nunca estamos satisfeitos? A ambição nos impulsiona ou nos aprisiona?" e até que ponto o desejo de crescer é saudável. Então, participe conosco. Nosso WhatsApp na tela para você, conta pra gente. Você tem alguma experiência [música] de ambição, né? Você conseguiu realizar o seu objetivo, a sua meta e mesmo assim você continua querendo realizar [música] algo. Por que isso acontece? Porque nós nunca estamos satisfeitos. É a ambição que nos move? Até que ponto essa ambição ela nos faz [música] bem? E a partir de que momento precisamos acender um alerta para entender que essa ambição não está [música] fazendo bem a nossa saúde mental, né? E e o que acontece quando a gente tem aquela ambição [música] que não cessa nunca, a gente nunca está satisfeito. Participe com a gente o 1997829377. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho apresento o convidado para você que vai interagir com a gente e fazer com que a gente possa entender o que é a ambição, [música] como ela funciona e até que ponto ela é saudável na nossa vida. Combinado? Esperamos a sua participação. [música] Agora vamos com informações. A Câmara de Campinas realiza hoje uma série de reuniões e votações envolvendo mobilidade urbana, combate a enchentes e projetos do executivo. [música] Às 3:30 da tarde, a Comissão de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário promove a quarta reunião ordinária deste ano para analisar dois projetos. o projeto de lei complementar 12 de 2025 [música] do vereador Guilherme Teixeira, que cria a campanha permanente de conscientização [música] sobre assentos preferenciais no transporte público e o projeto de lei complementar 37 [música] de 2023, vereador Igor Diego, que amplia para até 60 meses a validade dos créditos [música] do transporte coletivo. Ambos projetos t parecer favorável do vereador Marroncunha. [música] A reunião será no plenário da Câmara, é aberta ao público e você é convidado [música] especial. Também às 3:30 da tarde, a Comissão Especial de Estudos e Acompanhamento das Obras e Ações anti-enchentes [música] se reúne no plenarinho para discutir o andamento dos piscinões da cidade. [música] O secretário municipal de infraestrutura, Carlos José Barreiro, foi convidado para apresentar informações sobre o reservatório RP1 no Jardim Paranapanema, cuja entrega foi adiada para o o ano de [música] 202. A obra com cerca de 60% executada terá capacidade para armazenar 120 [música] milhões de litros e integra aí o plano antienchente de Campinas. Às 18 horas, a Câmara realiza a 28ª reunião ordinária deste ano. [música] Entre os destaques de pauta estão a votação em segundo turno do projeto de lei complementar 2 de 2026, [música] que institui a gratificação de proteção e defesa civil para agentes da área e a primeira discussão do projeto de lei complementar 3 de 2026 que altera regras do estudo de impacto de vizinhança. A sessão também inclui projetos de homenagens e denominação de vias públicas. E você é convidado a participar presencialmente no plenário pelo YouTube da TV Câmara Campinas. E a gente tem transmissão ao vivo [música] também aqui para você de todos os eventos, reuniões que acontecem no legislativo. Vamos com a previsão do tempo para hoje, gente, que temos dia de sol, né? Céu azul de brigadeiro, sol brilhando lá em cima. E olha [música] só, eh, nós tivemos aí a mínima de 9, a máxima de 24º. Lembrando você que é preciso hidratação. Por mais que nós estejamos já no outono, né? É importante que você se hidrate. É importante também que você leve a sua capa de chuva, porque a qualquer momento podemos ter [música] chuva hoje à tarde, eh, algumas chuvas isoladas, tá? E à noite temos a previsão de muitas nuvens sem chuva. Então é essa a previsão para você. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. E agora a gente vai então para o [música] nosso tema principal do programa. A gente fala de ambição. Pois é, a ambição, gente, ela pode ser entendida como desejo de crescimento, [música] sucesso, reconhecimento, realização pessoal, mas também pode se confundir com algo mais intenso, como a hiperambição, onde nada parece suficiente. Existe também um conceito importante aqui, a chamada histeria edônica, que explica porque mesmo após conquistas, a sensação de felicidade tende a voltar ao ponto inicial, gerando aí uma busca constante por mais e mais e mais. E no limite dessa lógica, surge a grande pergunta do programa de hoje. Nós estamos crescendo ou apenas repetindo um ciclo infinito de insatisfação? Como é que é para você? Trabalha, trabalha, trabalha, quer mais, quer mais, quer mais. Conquista o objetivo, quero outro, quero o outro, quero o outro. E aí, como é que fica? A gente precisa entender o que acontece, né? Então, para isso, a gente recebe aqui no estúdio hoje Guilherme Vital, psicólogo clínico e especialista em terapia cognitivo comportamental. Muito bom dia, seja muito bem-vindo, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rúbia, obrigado pelo convite. É um prazer tá aqui no estúdio Câmara, né, falando de um de um tema tão relevante, né, e tão atual na nossa sociedade, né? Espero que a gente possa ter uma conversa bem produtiva hoje. Muito bem. Para completar a nossa dupla de hoje, nós convidamos também Camila Valinha. Ela é psicóloga clínica, também é mestre em neurociências do comportamento, é professora da UNIFA. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Bom dia. Obrigada. Eu que agradeço o convite. Muito bem, gente. Então, vamos lá. A gente começa do ponto inicial. a gente precisa entender o que que é o a ambição. Então, a gente começa com Guilherme, no ponto de vista psicológico, o que que é a ambição e porque que ela é tão presente no nosso comportamento, no dia a dia. Eh, explica pra gente o que que a psicologia traz referente à ambição. Perfeito, Rúbia. A a ambição, Rúbia, ela é uma uma força, né? É algo que que que motiva a gente, né? Ela tem raízes evolutivas, né? ela ela é muito importante pro nosso desenvolvimento, né? E hoje ela é ela entra como um debate, né? Porque ela ela ela acaba hoje se confundindo muito, né? Eh, principalmente no na no no na opinião popular, né? Tem pessoas que encaram a ambição eh como a motivação necessária, né, para alcançar os objetivos, né, eh realizar os sonhos, né, mas ela também tem uma faceta, né, que ela ela ela também é sinônimo de ganância, né, de avareza, né, eh eh mas ela é indiferente a isso, né, não é que ela tenha uma uma um lado específico, né? A ambição é uma força, né, que eh tem o sentido, né, de deixar a gente mais próximo do que a gente eh precisa e a gente necessita, né? É uma força que que eh eh faz a gente eh alcançar aquilo que é que é importante, que a gente considera que é importante, que é essencial, né? e que, como eu havia dito, né, hoje ela acaba se confundindo e virando uma vilã se a gente não souber manejar ela da maneira adequada, né? Excelente. Muito bom. Ótima explicação, porque a gente precisa entender essa ambição, porque todos nós temos, será essa ambição? Eu pergunto pra nossa professora, né, Camila Valim, quando a ambição deixa de ser saudável e passa a se aproximar da hiperambição, todo mundo tem ambição, o que que a neurociência traz pra gente referente eh à ambição? É um sentimento? O que que é, afinal de contas? Na realidade, a ambição é um fenômeno que a gente poderia dizer que é um fenômeno complexo, né? Então, na psicologia a gente tem diferentes abordagens teóricas, pressupostos, né? Então, a gente pode olhar um mesmo fenômeno de diferentes perspectivas. Eh, hoje, né, a gente poderia trazer aqui uma perspectiva mais cognitiva, né, dentro aqui da nosso do nosso escopo aqui que a gente tem para discutir. Então, como é que a gente entende a ambição? Um fenômeno complexo que envolve emoção, mas é mais do que emoção, porque a emoção ela é um fenômeno pontual. A ambição é um estado afetivo mais prolongado, né? Então você se mantém motivado, né? Que é de fato eh, como ele comentou, uma força, né? Uma que nos motiva, que nos conduz ao crescimento especificamente. Então, olhando nessa perspectiva, a ambição ela tem um lado positivo bastante grande, né? Então, no momento em que a gente se mantém motivado a buscar os nossos objetivos, né? No momento em que essa emoção, esse estado afetivo, nos conduz para atingir eh objetivos e orienta o nosso comportamento em direção a esses objetivos, eh ela é positiva, né? Então, a gente não não pode trazer também só somente a faceta negativa da emoção, da da ambição, mas ela tem sim, né, uma dose ali de negatividade, mais precisamente no momento em que ela se torna diferente da realidade, né? Então, eu desejo algo que eu não posso atingir, né? Eu desejo algo que eu não tenho traçado objetivos e comportamentos na direção daquilo que eu tô desejando, né, que eu tô eh eh querendo alcançar, né? Ou eu desejo alguma coisa que é completamente ali fora da minha realidade, né? Então isso gera um sentimento num primeiro momento, de frustração, sim, né? E a frustração daí ela ela traz, né, uma série de outros comportamentos que podem ser negativos, né, inclusive para saúde mental e emocional da pessoa, né? Perfeito. Muito bom. Agora, tem uma diferença clara aí, Guilherme, que você trouxe também da ambição e da ganância, né? Na prática, como que a gente identifica essa linha no dia a dia, né? Eh, o que que é ambição, o que que é ganância? Quando a gente começa a separar a ambição da ganância, aparece uma questão aí que a gente precisa entender. Nem sempre o problema é crescer, né? Porque a ambição a gente pode alinhar com crescimento, né? Mas a gente precisa entender que a gente pode abrir o espaço aí paraa ganância dentro dessa ambição de crescer. E a ganância ela pode eh nos podar esse crescimento. Então, explica pra gente ambição, ganância e até que ponto essa ganância faz parte da vida também ou não? Sim, sim. Não, perfeito. Exatamente. É um grande questionamento aí, né? Eh, uma linha muito tênue, né? de do que que é uma ambição que faz sentido, que pode trazer o que é o que é essencial pra gente e e quando que ela que ela extrapola esse limite, que ela passa a ser ganância, né? E eu vou eu vou puxar um pouquinho antes pra gente compreender sempre eh que que é essa ambição. Será que ela ela tá voltada eh ao que a gente tá conquistando de fato ou ao processo de uma busca incessante, sem fim, né, que não tem limite, né? Eh eh eh eh será que a gente tá realmente buscando aquilo que a gente tá necessitando? O que que é essencial pra gente, né? o que que é o conforto, né? Porque a ganância, aliás, é a ambição, né? Ela ela ela surgiu de uma necessidade que a gente tem de adquirir recursos, né? Eh, a nossa mente ela ela foi formada num período de muita escassez, então é natural que a gente tenha essa esse instinto por buscar recursos e acumular recursos, né? Eh, no entanto, hoje a sociedade é muito diferente do que era quando nossa mente eh eh foi formada. a gente tem recursos a a a muito fácil acesso hoje, né? E e a gente precisa entender que o limite ele tá ele tá ele tá sempre perto do que é essencial pra gente. Quando a gente extrapola o que a busca do que é essencial pra gente, eh isso demonstra que talvez a nossa eh ambição ela esteja voltada apenas no fato de do querer, da ânsia de ter e não na necessidade, né, de possuir. Então aí pode ser uma tendência a um ser ganancioso, né? Você já ouviu isso? Você é ganancioso, né? De repente você tá buscando algo que você não precisa, você quer mais, quer mais, quer mais. Mas daí a gente para e pensa assim: "Poxa, mas querer mais não é bom, né? Se eu tenho um objetivo, eu conquistei ele, eu quero mais, eu quero mais". Olha só, gente, a análise do comportamento humano, né, das da nossa mente, de como a gente funciona, é bem complexa. Porque, um exemplo, você começa ganhando um salário, daqui a pouco você ganha dois, daqui a pouco você ganha três, daqui a pouco você ganha quatro, daqui a pouco você tá com um salário que você nem imaginou. Só que aí os brinquedinhos começam a ficar mais caros. Você tinha um, vamos lá, você tinha um Fusca, aí você foi já e comprou um um Fiat Uno e daí de repente você quer ter uma BMW, mas você precisa disso, né? Por essa sensação de vazio que nós temos, Camila, é é uma sensação de vazio ã ininterrupta, né? Porque você sempre tá querendo mais, mais, mais. E parece que mesmo você conquistando aquilo, você ainda continua com esse vazio interno. Como explicar isso, né? E e a gente, se a gente trazer pros dias de hoje, que ele muito bem pontuou, que a nossa mente foi criada num tempo de escassez, hoje já não é assim. E se a gente parar para analisar, nós temos uma sociedade de comparação constante por conta das redes sociais, é status, é performance. Isso influ influencia a nossa a nossa sensação de nunca ser suficiente. Olha só que complexidade. Explica pra gente, professora. Com certeza. Influencia, na verdade nos ilude, né? Então, a gente cria ali um uma realidade distorcida, né? eh baseado nessa comparação, eu acho interessante também pontuar uma questão que tem relação com o que você comentou, né, de do salário, daquilo que a gente vai conquistando, que são as recompensas, né? Então, a ambição ela, o conceito de ambição tá muito ligado ao conceito de motivação. E a gente tem dois tipos de motivação, que é a motivação intrínseca. você sente prazer naquilo que você faz no processo. E a motivação extrínseca, você sente prazer associado a uma recompensa que você recebe, olha, né? Então, a satisfação associada a um a um ganho, certo? Eh, é equivocado a gente sentir prazer de ganhar uma recompensa externa? Não é, mas é perigoso o nosso prazer estar ligado somente naquilo que a gente pode receber. Uhum. Então, a motivação num processo, por exemplo, num trabalho, né, falando mais especificamente, ela também tem que tá relacionada ao ato que você realiza, né, a sua função, né, ao valor que você tem naquele naquele trabalho específico, aquilo que você produz, mais nesse, nesse processo intrínseco do que somente na recompensa externa. Porque o que que acontece com a gente? A gente se acostuma com essas recompensas, né? É verdade. É como se a gente ficasse viciado em receber gratificações, né, bônus e e, né, eh, recompensas externas ali, o parabéns, o elogio, né? Então, é como se aquilo depois que a gente vai recebendo, recebendo, recebendo, perde o seu valor, né? Então, se a nossa motivação não tá ligada no processo e só tá associada a uma recompensa externa, isso vai trazer pra gente um desequilíbrio, né? e também essa essa eterna insatisfação com a nossa vida, né? Então a gente deixa de reconhecer as recompensas que a gente tem, né? Os privilégios que a gente tem, aquilo que a gente recebe, a gente deixa de reconhecer isso, essa realidade, né? Porque o prazer ali no processo ele se perdeu em função das recompensas externas. Nossa, gente, olha que maravilha de explicação, né? É tão gostoso a gente começar a entender como funciona eh o nosso cérebro, nosso comportamento. E a gente falando aqui de ambição, eu acho que todo mundo tem essa ambição, né? Tem gente que tem pouco, tem gente que tem muito. Não sei se tem gente que tem pouco, não, porque ah, analisa, você é em casa, você conquista seu objetivo, você para por aí, não. Você quer conquistar mais, conquistar mais, conquistar mais. Só que quando a gente fala em ambição, tem uma outra situação que é a hiperambição. Aí a gente para e volta para si, tô sobrecarregada, né? Aí eu acabo dizendo sim para tudo. A minha agenda tá lá, eu tenho a agenda e vou trabalhar até 5 horas da tarde. OK. OK. Então vou tirar um tempo para mim depois das 5, beleza? Tá tudo correto, tudo alinhado, né? Aí de repente vem uma oportunidade aí, outra oportunidade que me faz trabalhar até às 10 da noite. Eu não preciso disso, né? Mas a minha ambição vai lá falar: "Opa, vamos lá, vamos capturar, vamos captar recursos aí e vamos trabalhar." E aí a gente acaba fechando uma agenda das 8 da manhã até às 10 da noite, sem que a gente precise e acaba ficando sobrecarregada, porque a gente fica dizendo sim para tudo. Aí eu pergunto para você, eh, Guilherme, isso é algo que pode ser um sinal de alerta psicológico? Isso está alinhado, associado à ambição, esse movimento da gente eh dizer sim para tudo, alterar a agenda e estar sobrecarregado sem perceber, a gente fala: "Puxa vida, mas eu tô trabalhando de até 10 da noite, mas eu preciso disso". Não, só que eu não consegui falar não, porque é um recurso a mais que tá vindo e de repente, claro que a gente sempre é bom vir um recurso a mais, mas de repente você compensaria mais você descansar do que você trabalhar, mas mesmo assim você acaba se sobrecarregando. Isso eh acende um alerta psicológico? É algum sinal ou faz parte? Não, imagina. Com certeza acende um sinal de alerta sim, né? E como minha colega professora falou, eh hoje a ambição ela tem ela tem muitos reforçadores sociais, né? Então eh é bom, né? Poxa, se eu tiver mais um horário na minha agenda, poxa, um dinheiro a mais que eu tenho no final do mês, né? Dinheiro recompensa muito, um dos maiores recompensadores que a gente tem, né? Então é um grande desafio pra gente ter que lidar com isso, né? Então até mesmo com nossos psicólogos, né? A gente tem essa questão, como você citou, da agenda, né? Então a gente acaba às vezes esticando agenda, às vezes na necessidade, às vezes, né, eh, na oportunidade, né, mas sem dúvidas e não deixa de ser um sinal de alerta, né, hoje em dia, né, os casos na clínica, né, são muito são muito comuns, né, casos de sobrecarga mental devido ao trabalho, né, e e e nem sempre é porque o trabalho é um ambiente é um ambiente e negativo, né? né? As sim também, né? Eh, mas principalmente o ritmo, ele é totalmente incompatível com a nossa natureza, né? Então, eh eh eh a ambição ela sempre motiva a gente, como eu falei, o que é recompensador e nem sempre o que é necessário pra gente vai ser recompensador, como, por exemplo, tirar uma hora de eh de descanso, né? Então, limitar a nossa agenda, né? Então, eh eh quando a gente eh eh eh se pega nesse, nesse ritmo, né, de eh querer sempre aproveitar as oportunidades, eh encher a agenda, né? Então isso com certeza eh eh eh eh eh eh é um ponto que silenciosamente, né, pode acabar eh minando a nossa energia, né, e e como eu costumo falar, eh trazer um efeito inverso do que a a a ambição inicial eh traria pra gente, que é de conquistar algo, né, que é de nos deixar próximo aos nossos objetivos, né, e isso gera um efeito contrário, né, porque o desgaste, né, né, em um momento ele vai limitar a gente, né, e não deixar a gente mais próximo do que a gente gostaria de ser, né? É. E como que a gente faz, Camila, para eh colocar um freio, né, nessa ambição exacerbada? Eh, eu citei o exemplo da agenda e eu acho que a gente pode eh colocar isso pra maioria das pessoas, porque a gente vive hoje eh no mundo frenético, todo mundo correndo, ninguém tem tempo para nada, né? E aí quando você tem um tempo, de repente a ambição não deixa você usufruir desse tempo e faz você ficar sobrecarregado, né? Então como é que a gente, qual que é o impacto emocional disso tudo e como é que a gente faz para poder equilibrar tudo isso no nosso dia a dia? Uhum. eh entender, na verdade, né, assim, acreditar que esse tempo livre pode ser aproveitado eh eh para que você faça alguma coisa em prol da sua ambição, na realidade é uma ilusão também, né? Também é uma distorção da realidade. Por quê? Porque você aproveitar um tempo de descanso para não descansar, então, né? Na realidade, assim, você tá sendo contra, né? Eh, a a sua própria natureza. exatamente como o Guilherme pontuou. Eh, e aí a gente vê inúmeros casos na atualidade de burnout, olha aí, né, que é esse esgotamento físico e mental, né, eh, justamente por conta dessa sobrecarga e desse excesso de trabalho, mais especificamente, né? E aí, como a gente tá falando de ambição, tá falando da questão de dinheiro, eu acho que encaixa bem a gente falar disso, né, da nossa relação com o trabalho. Então, é um gerenciamento que a gente vai ter que fazer, é um gerenciamento pessoal, né? Então, é difícil a gente esperar que venha esse gerenciamento de fora, né? Que alguém chega em você e fala para, né? você mesmo precisa gerenciar o seu tempo e entender que o tempo de descanso e o tempo de lazer não é um tempo perdido, né? É um tempo de investimento na sua saúde mental, né? Então, de fato, como o Guilherme pontou, a gente recebe no consultório inúmeras pessoas eh e assim, inúmeras mesmo, né? relatando esse esgotamento mental, esse esgotamento físico por conta dessa agenda lotada, dessa demanda excessiva e que às vezes não vem de fora, né? É uma demanda que a gente mesmo coloca querendo atingir alguma coisa que não que nós que nós não vamos atingir, né? Então, como equilibrar? Eh, eu costumo dizer assim, a gente precisa criar objetivos que são primeiro atingíveis, né, que são reais, eh, e a curto prazo. Então, criar ali um objetivo a longo prazo deixa a gente muito perdido em relação ao processo e com essa falsa sensação de que, de fato, a gente precisa lotar a nossa agenda, lotar os nossos dias para alcançar um objetivo que tá muito distante, né? Então, criar objetivos mais próximos. Uhum. né, a curto prazo e mais [limpando a garganta] factíveis com a realidade. Eh, é uma uma estratégia, talvez de gerenciamento, né, próprio pessoal, que pode ser positiva paraa nossa saúde mental. Olha aí, muito bom, né? eh eh celebrar as pequenas conquistas, né, e criar objetivos mais próximos da nossa realidade. Um ponto bem interessante para de repente a gente respirar um pouquinho, ter mais alívio. Agora, o nosso cérebro ele gosta de recompensas, né, de conquistas e tal. Quando a gente falar de ambição, a gente, claro, a gente tem ambição. Por quê? Porque você quer conquistar alguma coisa, você quer ter alguma coisa, você aí você vai lá e conquista isso, tá OK? Mas daqui a pouco você quer conquistar de novo. Você quer conquistar de novo. Por que que é tão passageiro essa essa sensação? Não sei se é sensação a palavra certa, mas essa essa questão a a conquista, né? Conquistei agora. O prazer já é o prazer já passou. Poxa vida, demorei tanto para conquistar, eu conquistei. OK, agora eu vou caminhar para outra conquista. Por que que é tão passageiro? O que que acontece com a nossa cabecinha que não deixa a gente de repente demorou lá 5 se anos para conquistar alguma coisa? Conquistou gente 5 minutos, ótimo, tá OK? O que que acontece? Por que que é tão passageiro assim? Não, exatamente. Tira a nossa paz, né? Porque a gente nunca tá satisfeito, né? Com as nossas conquistas, né? A gente vive nesse eterno looping, né? De buscar, buscar, buscar. E isso é um é um é uma é uma uma grande um grande fator paraa nossa insatisfação, né? A busca incessante, sem limites, né? E como eu havia dito, né? Eu sempre gosto de trazer o o o nosso eh viés de evolução, né? Então, um dos motivos, ô Rúbia, eh dessa dessa insatisfação constante é porque o nosso instinto ele é sempre de de de busca, de sempre buscar mais, né? a gente sempre eh conquistar algo, porque eh quando a gente, né, se desenvolveu, né, eh o recurso era sinônimo de segurança, né, de sobrevivência, né, então a gente precisava sobreviver com esses recursos, né? Então, a gente eh fazia sentido que essa ambição ela fosse frenética, né, que a gente sempre buscasse algo, né, e a gente acumulasse, né, eh, o máximo de recurso que a gente gostaria de ter, né? Então, ter o recurso não não era mais um objetivo, né? O objetivo sempre era conquistar algo mais, né? Eh, eh, mas justamente, né, a questão hoje, né, eh, como eu já mencionei antes, é a disponibilidade, né, de de recursos, né, e a facilidade da comparação, né, já vou trazer aqui, talvez a gente comete um pouquinho mais para frente, né? Eh, eh, eh, eh, eh, mas hoje a nossa ambição, né, inclusive, como a professora falou, eh a nossa ambição ela acaba fugindo da nossa realidade, né, ela se desvia do que do que é o nosso contexto, né, porque eh muito por conta das redes sociais, né, a gente deixou de ter do nosso grupo ele ser restrito ao a nosso local físico, as pessoas da nossa convivência e e ele passou a ser o mundo todo. né, com as redes sociais, né? Então, a gente tem a a opção de se comparar com qualquer pessoa de qualquer lugar, né? Infelizmente a gente acaba fazendo isso, né? a gente se compara com pessoas de de realidades totalmente diferentes e a gente vê cenários totalmente diferentes todos os dias, oportunidades diferentes e isso aumenta ainda mais esse desejo pela gente conquistar algo e e e faz com que a gente eh fique cada vez mais insatisfeito com aquilo que a gente tem, mesmo que isso seja o essencial. Muito bem. Um looping infinito, né, professora? a a questão da rede social, a a internet, enfim, tudo assim muito rápido e e visível, né, paraa gente a qualquer momento. Isso impacta nesse nessa ambição, nesse nosso nessa nossa busca inconstante e incessante por algo que às vezes a gente nem sabe o que é. Uhum. Uhum. Impacta, com certeza, né? Acho que tem um um conceito da neurociência que é interessante da gente trazer. eh, que é o circuito dopaminérgico no cérebro, né? Então, hoje em dia tá super em alta, na verdade, falar da dopamina, do papel da dopamina e que é de fato uma realidade. A dopamina é um neurotransmissor que é liberado no nosso cérebro quando a gente se envolve eh em eh situações prazerosas, né? Então, quando a gente recebe uma recompensa, esse circuito ele é ativado, né? Tem esse neurotransmissor é liberado no cérebro, né? Isso é muito positivo, porque de fato induz o nosso comportamento, né? Motiva o nosso comportamento, é importante, é evolutivo, como o Guilherme contou aqui, né? Mas ele é é é viciante porque é o mesmo circuito, é a mesma circuitaria, por exemplo, ativada no uso de substância, olha aí, né? Psicotrópica, por exemplo, uma substância química, né? Ativa essa mesma securtaria no cérebro. Então, as redes sociais, elas e não só a rede social, mas a internet, de uma forma geral, a forma como a gente agora eh recebe eh estímulos que são prazerosos, que afetam essa via dopaminérgica, a gente recebe muito mais estímulo do que antigamente, né? Muito mais. É o tempo todo, né? Então a gente vai da do da nosso do nosso quarto até o banheiro mexendo no celular, né? a gente acorda, a primeira coisa que a gente faz é ligar o celular. Por que que a gente faz isso? Porque as redes sociais, o celular, a tecnologia libera, né, eh, dopamina. A gente tem, a gente consegue acessar, por exemplo, vídeos que são prazerosos de assistir, né, que nos dão prazer ou então eh, [roncando] né, outras outros comportamentos que não são ligados à tecnologia também. Então, conforme a gente vai eh tendo essa liberação constante de dopamina no cérebro, essa via ela vai ficando mais densibilizada, vamos dizer assim. Então, de fato, as recompensas vão perdendo o seu brilho, olha só, vão perdendo o seu valor, né? E aí a gente precisa sempre, de fato, de mais e demais e demais, assim como acontece com uma droga, né? a gente precisa de mais e mais e mais para atingir aquele prazer inicial que a gente sentiu uma vez, né? [roncando] Então é importante entender que a frustração, o momento onde a gente não sente prazer, né? A angústia faz parte da nossa vida, né? Fugir o tempo todo disso, de lidar com as nossas frustrações, né? Com o silêncio que é do nosso quarto até o banheiro, sem usar uma rede social ali que tá estimulando esse, né, esse prazer, essa dopamina. entender que a gente pode ficar nessa angústia e nessa dor por algum por alguns minutos, por um tempo, é positivo pra gente também. Então é como se a gente tivesse que, né, eh se autoeducar em relação a a essa frustração, né? Nossa, gente, interessante demais a nossa conversa aqui, né? a gente vai aprendendo como a nossa mente funciona e a gente precisa aprender porque nós precisamos eh dominar a nossa mente. Eu acho que é mais ou menos isso, né, Guilherme? Porque se a gente não domina a nossa mente, ela nos domina. E aí quando a gente fala de ambição, você imagina uma mente ambiciosa dominando um corpo, né? Então é perigoso, não é não? Sim, sim, perfeitamente. Exatamente, né? Eh, é é muito perigoso e e é um perigo que a gente a gente subestima, né? Quando e eh quando tem algo que a gente tem a noção que é muito desto da da nossa realidade, é fácil a gente eh conseguir perceber que aquilo que aquilo pode nos prejudicar, né? Eh, eu sempre uso um exemplo de eh eh eh eh assim, né? Pensa no seguinte, de você ter um pote de veneno dentro da sua casa, né? que ele tá lá com uma com uma etiqueta escrito veneno, com uma caveira, né? [limpando a garganta] Você sabe que é veneno, tá lá num quartinho, né, específico, né? E eh eh eh eh só que também você tem um tempero lá que ele pode te intoxicar dependendo da dose, né? E ele tá lá do ladinho lá da sua da sua cozinha lá, né? Que você usa às vezes todos os dias, né? É muito mais fácil que a gente se intoxique, né? com isso que tá próximo da gente, com algo que tá dentro da realidade, que às vezes é benéfico, como a própria ambição é, ela traz muita coisa pra gente, ela ela ajuda muito a gente, né? Eh, mas em determinado momento ela ela pode ser prejudicial, justamente isso que torna ela difícil eh eh às vezes a gente perceber ela e das vezes a gente manejar, né, eh a a a essa ambição negativa, né, e de fato, né, eh eh a ambição quando ela ela extrapola os limites eh eh eh eh da nossa realidade, ela traz eh inúmeros eh eh malefícios, né, como a a gente citou hoje, né, a própria ganância, né, é algo que eh eh eh eh eh com que eh em vez de ajudar a gente a ter uma vida mais funcional, mais saudável, né, ela ela coloca um filtro na nossa mente, né, eh que só mostra aquilo que eh nos reforçou em algum momento, né, que é funcional para para determinado ambiente, né, mas que pra nossa vida de uma maneira geral, né, eh traz prejuízo né? E pode inclusive trazer prejuízo para outras pessoas, né? Uma pessoa que é ganadanciosa, né? Ela ela ela ela se usa de artifícios, né? Da trapaça, né? Eh, da da da não honestidade, né? Para conseguir aquilo que ela quer, né? E isso não prejudica somente ela, mas como todas as pessoas ao redor, né? Impressionante o caminho, né? que a gente percorreu, vocês explicando, nos ensinando o que é ambição, a diferença entre ambição e ganância. E o ponto que a gente chega agora é do resultado, de repente, de uma mente gananciosa e o impacto que isso causa, não só paraa pessoa, mas para quem convive, né, paraas pessoas do entorno. Então, Camila, eh, como que a gente consegue, eh, nos fazer um uma análise nossa referente à ambição e se existe de repente um tratamento, a terapia ela ajuda nessa questão quando a ambição ela passa eh do limite e ela começa a ser uma ambição exacerbada que vai nos eh conduzir em um caminho eh que de repente o final seja um impacto devastador, a terapia ela ajuda, como que a gente se autoanalisa e acende um alerta e vai buscar ajuda referente à questão da ambição? Uhum. Certamente a terapia auxilia, né? E a terapia de fato e não atividades que são consideradas ali terapêuticas, né? Porque é muito diferente, né? Eh eh das as duas coisas. Então, de fato, a terapia ela pode auxiliar, porque a terapia ela tem um papel, e aqui falando mais especificamente da terapia cognitiva comportamental, que, né, é a nossa abordagem aqui, tanto a minha quanto do Guilherme, eh ela tem um papel eh de fato de auxiliar, nos auxiliar a perceber os nossos pensamentos, porque os nossos, a ambição, na verdade, ela envolve ali um toda uma um aparato cognitivo, né, toda uma um repertório ali de pensamentos, um conjunto de pensamentos em prol ali dos objetivos e do crescimento. Então, entender se esses pensamentos estão alinhados com a realidade, se se são pensamentos que a gente costuma falar da terapia cognitiva, que são adaptativos, auxiliam a nossa adaptação ao ambiente, né? Não só uma sensação de satisfação, porque de novo é pode ser uma sensação passageira, pode ser uma sensação ilusória, então tem que ir além do prazer, né? Tem que ir além da satisfação, é entender se essa ambição tá alinhada ali com a realidade, com os objetivos que são alcançáveis, né? Então, a terapia ela auxilia nessa eh observação, nessa análise em relação a esses pensamentos, em relação a esses esquemas mentais, esses vieses cognitivos que a gente fala, que a gente tem, que nos conduzem ali, né, que orientam o nosso comportamento. Então, a terapia ajuda nessa observação, porque a gente mesmo muitas vezes não consegue fazer essa análise, né? Essa autoanálise, na verdade, [limpando a garganta] eh eh ela ela pode estar comprometida, inclusive se essa ambição tá exacerbada. Então, ter o auxílio profissional é muito importante nesse sentido, né? Alguém que vai, de fato, conseguir eh ter essa visão de fora, a visão técnica, teórica e técnica, né? eh para entender se de fato esses pensamentos ambiciosos estão alinhados com a realidade, são pensamentos positivos para você, positivos para as pessoas que convivem com você, né? Então o terapeuta, de fato, a terapia, né, eh eh não tem dúvida que é ali a gente, né, é o melhor caminho, né, a gente é suspeito para falar aqui, [risadas] mas é o melhor [limpando a garganta] caminho mesmo. É, eu acredito que eu sempre falo aqui que a terapia ela é é algo que nos orienta, né, que nos ensina. Olha o que a gente tá fazendo aqui hoje. Isso aqui é uma é uma psicoeducação, né? Porque a gente tá entendendo o que é ambição, o que ela eh nos proporciona e quando essa ambição ela sai do limite, qual o impacto na nossa vida? Então, a a terapia é algo para nos ensinar a conduzir a nossa vida, de repente para um caminho de uma forma mais leve, né? E é importante a terapia. Muitas pessoas às vezes dizem assim: "Ah, mas terapia você fala assim, não é não é acessível para todo mundo". Sim, a gente sabe, mas é importante a gente salientar, já que a gente tá aqui com uma professora, né? É importante a gente salientar que escolas também t eh eh espaços terapêuticos, né, que que são mais acessíveis e até às vezes gratuitos, né, Camila? Gostaria que você pontuasse isso e pra gente poder, de repente também eh levar esse conhecimento pro público de casa. Perfeito. Isso é muito importante, né? Na verdade, assim, eh a questão eh dos recursos financeiros, isso não pode, na nossa realidade, na nossa sociedade, ser um impeditivo. Por mais que a gente entenda que em alguns contextos de fato é, né, mas a gente tem, né, mesmo eh essa oferta, esse serviço que acontece de forma gratuita. Então, primeiro no SUS, então a gente tem o CAPS, por exemplo, né, que é eh o sistema ali é uma rede de eh assistência, né, eh psicológica que é gratuita, que é do SUS. Então, é um recurso que pode ser eh que pode ser utilizado e também de fato as universidades, né, que têm o curso de psicologia, eh, tem clínica escola que a gente fala, né? Na UNIFAG a gente tem ali a interclínicas que a gente chama. E ali, não só na UNIFAG, mas em outras eh, universidades também, eh, a gente tem clínicas escola, que são então eh ambientes onde o aluno atende, né? com a supervisão e orientação de um de um professor que é, né, um psicólogo eh ativo, é um psicólogo clínico, né, que dá essa supervisão. Eh, e aí o aluno, então, no último ano da graduação, ele tá apto ali para atender com essa supervisão e esse atendimento ocorre de forma gratuita. tem ali, né, em alguns eh momentos, em alguns contextos, uma fila de espera, né, ali, mas que, né, enfim, vale a pena entrar, né, vale a pena procurar e não não consumir somente aquilo que tem na internet de informação, né, porque eh a gente também pode ter eh algumas ilusões nesse sentido, algumas distorções, né? Então, buscar realmente o auxílio profissional, eh, assim, não esperar, né, um outro momento para fazer isso. Ah, não cabe na minha agenda, também pode ser um impeditivo, não tenho tempo para fazer, né? São 50 minutos por semana. Olha aí, gente, uma sessão ali em média, ela dura 50 minutos, então vale a pena. É um grande ensinamento, né, Guilherme? é um grande ensinamento, é algo que a gente precisa eh aprender a conviver com isso, né? E e saber que existe terapia de forma mais acessível é algo que conforta o nosso coração e a gente sempre fala aqui disso e é importante a gente trazer, né, essa acessibilidade para você que tá em casa. Vamos lá. 8:53 tem algumas perguntas e a gente vai colocar na tela agora. A produção tá avisando que nós temos os telespectadores que estão participando e vamos ver que que pessoal de casa tá falando de ambição. Você é ambicioso? Todo mundo é, eu acho, né? Mas eh a gente precisa nos eh fazer nos entender o que é uma ambição saudável. Tem pergunta, produção? Se tiver pode colocar na tela, por favor. Vamos lá. A Sandra Ramos do Castelo. Como separar a vontade boa de melhorar de vida daquela ganância que cega a gente? Existe algum exercício para valorizar mais o que eu já conquistei hoje? Então, né, Guilherme, a gente precisa valorizar as nossas conquistas, né, que a gente também conquista, não é? Perfeitamente, com certeza, né? Essencial que a gente reconheça essas conquistas, né, como algo importante na nossa vida, né? E e e e uma das maneiras da gente fazer isso, né, eh assim como a professora falou, né, eu quero focar bastante nos objetivos. É importante que gente eh tem eh ter uma boa relação com a ambição é a gente ter objetivos claros na vida, né? E objetivos realistas, né? Precisam ser eh objetivos, né? Que estejam de acordo com a nossa vida, com a nossa realidade, né? Precisam ser eh eh objetivos justos com a gente, né? Então a gente não pode pensar em compensar alguma coisa que a gente não teve durante a nossa vida, né? Então, assumir responsabilidades que não foram nossas, né? Traçar objetivos, né? Eh, e eh pensando em em conquistas, né, que que não são do nosso dever, né? E e e objetivos que estão localizados no tempo, né? Como a professora também falou, né? São objetivos que a gente consiga enxergar algo a nossa a nossa execução deles, né? Então, tudo isso, né? a gente, a gente organizando muito bem os nossos objetivos, né, isso isso proporciona, né, uma relação eh eh muito mais saudável com eh eh a nossa ambição. A gente vai saber o limite, porque a gente vai buscar aquilo que é importante para pra gente. E quando a gente conquistar, a gente vai saber que aquilo é importante pra gente, que aquilo é relevante, tá? a gente não vai simplesmente eh olhar para aquilo e pensar só na próxima coisa que a gente tem que conquistar. A gente vai saber que aquilo era fundamental porque a gente sabe aquilo que a gente queria, a gente sabe aonde a gente queria chegar. Então a gente vai dar valor quando a gente conquistar isso, né? Eh, então acho que seria uma das boas ferramentas da gente, né? Lar comção. Muito bem. Muito bem, Guilherme. 8:56. Mais uma pergunta. Agora a gente direciona para a professora Camila. Eh, Thiago Souza de Barão, Geraldo, existe uma pressão enorme para ser o melhor em tudo. É possível ser uma pessoa tranquila e satisfeita com a vida atual, sem ser vista como alguém sem futuro [risadas] ou preguiçosa. Ai, Thaago, é aí, ó. Tá vendo? É a pressão, né? Aquele negócio sempre, né? Todo mundo correndo, todo mundo entregando e todo mundo performando. Que impressão é essa? Que impressão é essa, Thaago? Que você tá podo em você. [risadas] Na verdade assim, né? Eh, não tem como a gente ser o melhor em tudo, não tem. Tudo bem, né? Então, existe um processo também importante que é o processo assim da aceitação, né? A gente precisa aceitar algumas realidades. E a primeira é essa, a gente não vai ser o melhor em tudo, nem vai ser bom em tudo, né? Aceitar isso traz um pouco de alívio pra gente, né? E aí a gente vai focar então naqueles objetivos que a gente pode alcançar. a gente vai eh desejar, né, o resultado que a gente tem recursos no processo para atingir, né, então que são factíveis. Eh, então basear de fato esse nosso pensamento, essa nossa ambição, né, eh, na realidade, é a melhor estratégia. E uma outra estratégia também que eu acho muito interessante é o foco no presente. Isso, né? conquistei isso hoje. Então eu vou valorizar o que eu conquistei hoje, né? Não vou ficar sempre sob controle do que eu deixei de conquistar no passado ou do que eu ainda não conquistei no futuro, mas também ficar satisfeito com o que eu tenho no presente. É verdade. E olha, hein? Tá tudo bem, né? A gente não é melhor em tudo, né? E tá tudo certo. Para com essa autocobrança aí, Thaago. Vamos lá. 8:57. Mais uma pergunta pra gente, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco. Pode colocar na tela, por gentileza. Produção, Paulo Víor do Jardim Eulina. Perder o sono pensando em trabalho e em ganhar dinheiro já é passar do limite. O que devemos priorizar para não adoecer por causa de metas tão pesadas? Olha só, gente, como isso faz parte do nosso dia a dia, né? Vamos lá, Guilherme. Eh, fala com o Paulo aí que ele tá querendo saber o que fazer para não adoecer por conta das metas. Olha só, metas pesadas, né? Sim, sim, sim. É. Pois é. E o Paulo tá perdendo uma noite de sono. Pois é. Pois é. Não, exatamente. Com certeza, né? Perder noite de sono, né? Eh, eh, já é sim passado eh de um limite, né? Então, porque isso é uma grande evidência de que talvez essa ambição ela ela não esteja sendo saudável, né? Porque eh foge do nosso conceito, como eu falei na pergunta anterior, né, de ser uma uma uma ambição justa pra gente, né, e que esteja dentro da realidade, né, eh, até porque o nosso corpo é a ferramenta pra gente conseguir isso, né? Então, quando a gente extrapola o limite, a gente eh eh a gente acaba alcançando efeito contrário do que a gente gostaria com ambição, né, que é se desenvolver, que é crescer. E para crescer a gente precisa ter a noção de que eh eh a vida ela é feita de equilíbrio, né? a gente não vai conseguir eh eh eh trabalhar trabalhar trabalhar trabalhar e ter aquilo que a gente gostaria na vida, mesmo que isso for recurso financeiro, porque às vezes o próprio recurso financeiro, ele vai se esvaziar para ter que compensar eh essa essa esse dano que o próprio trabalho causou, né? Seja um dano físico, às vezes até um dano emocional, né? Então, de você ter que eh arcar recursos para eh curar uma doença ou de você não ter capacidade para aproveitar esse recurso no futuro, tá? De nada faz sentido, ô Paulo, eh você conquistar muitas coisas se você não vai conseguir eh eh ter a paz de usufruir deles, tá? Então, eh os objetivos, né, o qual ele eles eles precisam estar ser realistas, né, e paciência, tá? hoje, né, a o mundo, a sociedade, ela coloca uma pressa na gente para conseguir as coisas, tá? É muito importante a gente pensar nesse ponto também, né, da pressa, né, do momento, né, as coisas acontecem muito rápidas hoje, né, a gente vê muita coisa, mas é que a realidade eh ela não é rápida, né, as coisas demoram para acontecer, tá? Então, além dos objetivos, claros, a gente precisa ter muita paciência nesse sentido, tá? Mesmo que a gente conquiste, né, mesmo que nossos objetivos sejam realistas, né, eles eles sejam eh objetivos que que que não passem do limite, né, a gente precisa ainda assim ter paciência com eles, né, porque eh o nosso tempo ele roda muito mais devagar do que hoje em dia, né? Hoje em dia as coisas estão muito rápidas, né? Então a gente tem informação o tempo todo, né? A gente tem muitas opções, isso acelera a nossa mente, né? Então a gente tem que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tá? E isso às vezes cria às vezes com com os nossos objetivos a mesma noção que o tempo vai correr do mesmo jeito, mas na verdade não. Nem sempre, né? A gente precisa ter paciência porque as conquistas elas envolvem tempo. É isso. Paciência, né? Paciência. Vamos lá. 91. A última pergunta. A gente direciona paraa Camila e a gente já vai paraas considerações finais. Quanto ensinamento no programa de hoje, né? Todos os o os estúdio câmaras, gente, são os programas, aliás, eles são assim, né, cheios de ensinamento, de conhecimento. E hoje a gente falando aqui sobre esse negócio, né, que todo mundo tem. Será? Você tem ambição? Você tem ambição ou ganância? Eh, aprendeu hoje a diferenciar, né? Então, bora, ó, e gerenciar isso aí. André Santos, Nova Europa. Tem gente feliz com pouco e gente infeliz com muito. A satisfação é algo que já nasce com a gente ou aprendemos a lidar com o que a vida nos oferece? Um ponto bem interessante que o André tocou agora, né, Camila? É verdade. É verdade. De fato, assim, a gente eh desenvolve os nossos, cria, né, os nossos parâmetros de satisfação no contexto que a gente vive. Uhum. Né? Então, aquilo que a gente consome nas redes sociais, aquilo que a gente eh acessa na nossa vida de uma forma geral, impacta muito os critérios que a gente vai criando, os parâmetros que a gente vai criando, eh, mentais, né, eh, em relação à satisfação. Então, mais uma vez, a gente reforça aqui, né, é importante a gente alinhar até aquilo que a gente consome com a nossa realidade, né? você já deu uma olhada nas suas redes sociais aí, o que que você tem seguido, o que que você tem curtido, o que que você tem acessado, né, assim, eh, será que que condiz com aquilo que você, né, deseja para você ou com aquilo que você pode, né, de fato, eh, conquistar. Então, a satisfação, a gente se se sentir satisfeito com algo, de fato, é um fator que, né, eh nasce com a gente a tendência a ser satisfeito, mas a forma como a gente vai sentir essa satisfação e esse prazer tá muito associado aí com o nosso contexto, né, com os nossos parâmetros. Então, é uma questão de fato particular, por isso que tem gente eh feliz com pouco, infeliz com muito, né? Eh, mas assim, eu acho que a a regra, a receita talvez que a gente poderia passar assim, né, a dica que a gente poderia dar eh se motive no processo também. Uhum. Não só com a conquista em si, mas no processo, a motivação intrínseca, aquela motivação própria do processo que você eh está, né, da atividade que você está que você está fazendo, né? Então são algumas estratégias também para conseguir equilibrar esses parâmetros de satisfação. Muito bem, né? Motivação, dá valor na conquista, eh eh o caminho, né? Olha pro caminho que você tá percorrendo e fica feliz com ele, né? acredita nele, coloca potencial nele e aí quando você conquistar você acho que eh vai demorar um pouquinho para você ter aquela sensação da conquista para que essa sensação demore passar, porque tem gente que conquista algo hoje, quer conquistar algo amanhã, a gente tem que eh, né, usufruir da nossa conquista, né? E acredito que também tem aquela questão da da satisfação, né? Você tem que ficar satisfeito, você tem que se dar parabéns. E isso que possa perdurar por um tempo, né? Porque você conquistar hoje, já querer conquistar amanhã, gente, aí você fica igual ratinho correndo na rodinha, né? É um loop infinito e a gente precisa eh nos olhar com mais carinho de repente, né? E o que fica evidente nesse nesse debate, nesse nosso programa, é que a ambição ela não é inimiga do crescimento, ela faz parte. né, essencial do movimento da vida, do movimento humano. Mas, eh, se a gente perder o equilíbrio, essa ambição pode deixar de ser a força que nos move e transformar em desgaste. E talvez o desafio não seja deixar de querer mais, mas sim aprender a reconhecer o que nós já conquistamos e o que é suficiente pra gente, né? Porque entre o desejo de crescer eh e a necessidade de viver o presente, existe como os nossos convidados trouxeram o ponto do equilíbrio que define não só o sucesso, mas também a nossa qualidade de vida. Então a gente termina por aqui o nosso programa, a gente agradece os nossos convidados. Considerações finais, por favor. A gente começa então com a professora Camila. Muito obrigada pela sua participação, pela sua presença, pelos seus ensinamentos, por dividir um pouquinho com a gente esse conhecimento aí sobre a ambição. Obrigada. Ah, eu agradeço muito o convite, a oportunidade é sempre bom, né, a gente poder trocar, eh, informar e aprender, né? Então, fiquei super feliz de estar aqui essa manhã com vocês. Nós que ficamos felizes com a presença de vocês e com os ensinamentos que recebemos hoje. A gente agradece o Guilherme. Obrigada, Guilherme, pela sua presença, pela sua participação, pela sua entrega, tanto conhecimento, né? Em uma hora falei para você, passa rapidinho. A gente queria ficar falando mais aqui, mas a gente precisa encerrar. Então, gratidão pela sua participação. E eu que agradeço a oportunidade, tá? Então é muito importante a gente tá eh debatendo esse tema aqui, né? É é muito relevante pra nossa vida. A ambição ela não é algo ruim, né? Assim como outras características, né? Ela tá com a gente e a gente só tem que adaptar, né? A palavra que fica é adaptação, né? Talvez hoje em alguns contextos ela prejudique a gente, mas a gente tem diversas características que não não não estão adaptadas ao nosso contexto, né? Então, a gente eh sabendo manejar e e e trazendo ela pra realidade, ela pode ser uma grande aliada, nosso crescimento. Muito bem. Administrar, né? Administrar então a nossa ambição. Gente, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Daqui a pouquinho a Iria tá chegando, trazendo informações direto da Central IA com atualizações atualizações eh de de informações aqui de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil, mundo, ao meio-dia, Câmara Notícia com Gabriel Castro. E lembrando, gente, que nós temos aí eh um dia bem cheio de pautas, eventos, reuniões na Câmara de Campinas e tudo será transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Amanhã, a partir das 8 da manhã, a gente volta com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. E olha só que legal, a gente vai falar sobre as decisões. Você chega em casa, aí você tem que escolher o que você tem que fazer pro jantar, aí você tá cansado. Já percebeu isso? Tomada de decisões. 35.000. Esse é o número de decisões que a gente toma em média todos os dias. São 2000 por hora. Não é à toa que ao chegar em casa até escolher o que comer parece um desafio impossível. O nome disso é fadiga de decisão. É isso mesmo. Quando o seu córtex pré-frontal fica sem combustível, isso acontece. E amanhã a gente vai mostrar como reconhecer os sinais desse esgotamento e estratégias para práticas que vão simplificar a sua rotina. Quando a gente cansa de ter que escolher. Já passou por isso aí? Então, amanhã a gente conversa sobre isso, tá bom? Te esperamos aqui no estúdio Câmara, na TV Câmara Campinas, a partir das 8 da manhã ao vivo. [música] Um grande abraço, uma ótima quarta-feira, se cuide e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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