TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

64 views Publicado há 2 semanas HD · 56:39
Resumo editorial

O Estúdio Câmara discute como a convivência com animais de estimação transforma a vida na terceira idade. Estudos mostram que cães e gatos reduzem o estresse, estimulam a memória, incentivam atividades físicas e fortalecem vínculos afetivos e sociais em uma fase frequentemente marcada por solidão, mudanças de rotina e isolamento. O programa também discute os cuidados necessários para que essa relação seja segura tanto para o idoso quanto para o animal. No bloco do legislativo: inscrições para aulas gratuitas de ginástica artística (56 vagas, meninas 6-10 anos) e inscrições para ambulantes na 22ª Parada do Orgulho LGBT de Campinas.

Bairros mencionados

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

50 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] Olá, muito bom dia. Seja bem-vindo você que tá aí ligadinho, né, na TV Câmara Campinas. Nós estamos aqui ao vivo chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Estamos hoje, dia 15 de maio, sexta-feira. [música] Hoje nós vamos falar sobre uma relação que transforma vidas. A gente fala da convivência entre idosos e animais de estimação. Em uma fase marcada muitas vezes pela solidão, mudanças na rotina e até pelo isolamento social, [música] os pets têm se tornado companheiros fundamentais. para a saúde [música] física e emocional dos idosos. Estudos mostram que cães e gatos ajudam a reduzir estresse, estimulam a memória, incentivam atividades físicas e ainda fortalecem os vínculos afetivos e sociais. [música] Mas essa convivência também exige cuidados, adaptações [música] e escolhas as responsáveis. A gente vai entender como os pets ajudam no combate à solidão e até na prevenção de doenças emocionais. na terceira idade e [música] ainda quais são os cuidados necessários para que essa convivência seja segura tanto para o idoso [música] quanto para o animalzinho, tá bom? Então participe conosco. O WhatsApp tá na tela para você, converse com a gente, você tem seu pet aí, então conta para nós, né? e na sua família, avó, o vô, a tia, o tio, tem um pet de [música] estimação e que é a companhia para eles, é aquela aquele serzinho mais importante, tem essa experiência, [música] tem alguma dúvida eh relacionado a essa convivência entre PET e idosos? Manda pra gente. O WhatsApp tá na sua tela. Vamos lá, 199729377. [música] Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que já estão [música] aqui no estúdio paraa gente falar sobre o relacionamento entre idosos e pets. Vamos com informação. A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Campinas abriu hoje as inscrições online para aulas de ginástica artística. Nesta primeira etapa serão oferecidas 56 vagas [música] para meninas de 6 a 10 anos residentes em Campinas. As inscrições seguem até o dia 22 e devem ser feitas pela internet. Você deve [música] acessar o link e requerimentos.ccampinas.sp.gov.br. Aí lá você vai fazer o login na sua conta GOV, tá? O responsável deve anexar RG da aluna e comprovante de endereço em Campinas. As aulas serão realizadas no ginásio do Taquaral, no período [música] da manhã. A confirmação da vaga ocorre após a análise dos documentos enviados. Segundo a prefeitura, essa medida busca facilitar o acesso às vagas e reduzir a necessidade de atendimento presencial. [música] E mais informação chegando para você que é ambulante e está interessado em trabalhar na 22ª Parada do Orgulho LGBT de Campinas. você já pode se inscrever eh entre os dias 15 de maio e 3 de junho na sede da CETEC, tá? na praça eh voluntariados eh no Swift. Isso, [música] das 9 às 4 da tarde. O evento ele será realizado no dia 28 de junho na região central aqui da cidade. Serão autorizadas vendas de bebidas como água, refrigerante, cervejas e energéticos, [música] além de adereços, pipoca e batata frita. Bebidas em e recipiente [música] de vidro e conteúdo alcoólico acima de 8% estão proibidas, assim como produtos em spray. [música] Para a inscrição, as pessoas físicas devem apresentar documentos pessoais e comprovantes de residência. Já as pessoas jurídicas precisam levar documentação da empresa, CNPJ ativo e certidões. Então, mais informações. Você é [música] ambulante e quer participar de mais este evento, entre no site da CETEC, converse com o pessoal lá. Boa sorte, faça a sua inscrição e bom trabalho. Previsão do tempo para hoje. Vamos lá para ver como é que fica o tempo neste final de semana na cidade de Campinas. Olha só, teve uma chuva essa madrugada, pouquinha, mas teve, né? E hoje nós temos aí eh um dia nublado, sol aumentos de nuvens também, pancadas de chuva. Então tudo em um dia só, tá bom? Mínima 14, máxima 24º. Para sábado também a mesma coisa. Temos sol, nuvens e pancadas isoladas de chuva. Então, tudo em um único dia, mínima 15, máxima 27. E domingo nós temos, claro, muitas nuvens pancadas de chuva à tarde e tem previsão de temporal para a noite de domingo. Tá bom, gente? Então, assim fica o nosso final de semana. Domingo mínima 17, máxima 25º. Nosso final de semana se resume a sol, nuvens e chuva. Então, aproveite o final de semana, aproveite sua sexta-feira, a gente pode fazer que o nosso dia [música] seja um bom dia. Agora sim, vamos voltando ao nosso tema central. Estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, estúdio Câmara para você. Agora 8:11 a gente fala sobre o relacionamento entre pets e idosos, né? Em uma sociedade que envelhece cada vez mais. Cresce também a preocupação com a qualidade de vida, a saúde mental e bem-estar emocional dos idosos. E nesse cenário, os animais de estimação, eles passam a ocupar um papel muito além da companhia. Hoje, médicos, psicólogos e veterinários reconhecem que o vínculo afetivo entre idosos e pets pode estimular a memória, combater a depressão, reduzir o sedentarismo e até melhorar indicadores físicos como pressão arterial e frequência cardíaca. Mas especialistas também alertam que essa relação precisa respeitar limites físicos, respeitar também os limites emocionais e cognitivos de cada pessoa. Afinal, o animal ele precisa representar acolhimento e alegria e não gerar sobrecarga ou risco. Mas o animal também precisa ter um cuidado especial. Então, pra gente saber sobre esses impactos positivos nessa relação, a gente recebe hoje a médica veterinária comportamental, Camila Voloc. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada mais uma vez pelo convite. Obrigada. Para completar o nosso time, a gente tem a psicogeriatra Isabela Brito. Seja bem-vinda. Bom dia, Isa. Bom dia, Rúbia. Muito obrigada por estar aqui hoje falar desse assunto super interessante. Maravilha, gente, que legal. Vamos conversar então sobre os nossos pets e os idosos. A gente começa eh perguntando pra Isabela, né? Eh, a solidão é uma das maiores questões emocionais enfrentadas pelos idosos atualmente. Então, na sua avaliação, como que a convivência de um pet pode ajudar no combate ao isolamento e até a depressão? Não, com certeza, Rúbia. Eh, é um assunto muito em alta hoje, né, principalmente essa relação do PET dos idosos e já tem muitos estudos, tem um último estudo agora, né, de 2023, 2026, que entrevistou, né, idosos acima de 75 anos e praticamente a maioria deles, 81% desses idosos, eh, adquirem um pet companhia, né? E lembrando tanto que a solidão, né, é um problema de saúde pública, principalmente em relação aos idosos, porque é um aumento da morb mortalidade. Então esses idosos, eles praticamente eles buscam, né, um pet para ter uma melhora, né, da sua qualidade de vida. E além disso, o que é muito importante além, né, que nós vamos decorrer aqui em relação a esse assunto, melhora da saúde mental, melhora da saúde física, mas a gente tem muitas ressalvas. primeiro é qual é são as condições desse pet para esse idoso ter, né, para esse idoso poder cuidar e também esse idoso, a gente também precisa muito bem avaliar as condições desse idoso para ter esse pet. Então, sim, ajuda muito e principalmente na solidão, mas temos ressalvas em relação ao pet, em relação às condições desse idoso para acolher esse animal. Perfeito. É um acolhimento duplo aí, né? Eh, é é uma via dupla. Por quê? Porque o pet, o, o idoso busca o pet para que ele tenha eh uma sensação eh eh de bem-estar, companhia, saúde mental, eh bem-estar, saúde física. Só que a gente não pode esquecer que o pet também precisa de cuidados e aí precisa de um equilíbrio de ambas as partes. E também a família é importante nesse momento, na hora da ajuda, da escolha do pet, né, Camila, traga pra gente, por gentileza, todos os cuidados e o impacto que isso pode ter, tanto na vida do pet quanto na vida da pessoa idosa. Claro, né? Tava antes de iniciarmos conversando com a Dra. Isabela, sobre essa questão, né, de a gente também avaliar pro pet quais serão os benefícios dessa relação, né? Então, hoje a gente sabe que eles sentem, eles sentem dor, eles têm emoções, eles têm necessidades básicas, eles têm essas questões, né, de exigir algumas coisas dessa família, né, desse tutor, que nem sempre essa pessoa idosa vai ter condição, né, de de saciar todas essas questões. E assim como na escolha desse animal, essa família também vai precisar ter essa consciência, né, de que muitas vezes vai precisar ser esse suporte, né? Então, e se esse animal adoecer? Quem dará conta, né, de fazer esses cuidados da melhor maneira possível, né? Então, o estudo que a doutora trouxe avalia essa relação com pessoas de média de 75 anos, né, considerando a expectativa média de vida no Brasil, né, essa pessoa viveria mais quantos anos e isso seria suficiente para eh que essas vidas, né, se encerrem ali no mesmo período ou aí esse pet vai ficar e aí para onde ele vai, quem vai manter esses cuidados. Então, tem um grupo de estudos na Inglaterra que avalia muito essa relação da perspectiva do PET, né? Então, é um grupo de estudos de médicos veterinários, psiquiatras e comportamentalistas eh que avalia essa relação no sentido de será mesmo que são só vantagens, que são só benefícios? E se esse pet desenvolve um problema comportamental? E se esse pet desenvolve uma agressividade? E se esse pet desenvolve medo fobia, né? Esse esse idoso que já tem as suas demandas vai dar conta de arcar com mais essas demandas? vai ter condição de fazer esse cuidado. Então, é muito é muito perigoso quando a gente não avalia, né, as duas perspectivas. Perfeito, né? A gente precisa sim avaliar as duas perspectivas, porque são duas vidas muito importantes, a vida do idoso e a vida do petezinho. Agora, Dra. Isabela, eh a rotina de cuidados com o animal pode, ajudar nesse estímulo cognitivo, na preservação da autonomia, né? eh, dos idosos, como é que isso acontece na prática quando a família tem a assertividade na hora da adoção, né, na hora do do de buscar o pet ideal para aquele idoso. Aí o idoso vai ter que desenvolver todo esse trabalho no dia a dia. O que qual que é o impacto que isso traz pra vida dessa pessoa que se tornou cuidadora? Eh, Rúbia, isso da família conseguir, né, ajudar, né, e até o idoso ter essa autonomia de escolher um pet que seja mais apropriado para ele também é extremamente importante. E a rotina de cuidado também auxilia muito a desenvolver uma sensação de pertencimento, de criar uma rotina com esse idoso. Então, né, vai ser ou cachorro, né, um gato, geralmente cachorros de pequeno porte, dependendo, né, da da situação, né, daquele idoso. Então a gente precisa muito ver isso, tá? Vamos ter um pet, sim, mas a gente precisa dessa interação e dessa conexão. E essa interação e essa conexão é extremamente importante porque também existem, né, estudos, né, eu tava me preparando para vir aqui hoje que auxilia muito na lentificação dessa parte do declínio cognitivo, mas para isso a gente não tem que ter somente um pet, a gente precisa ter essa interação e esse componente de afetividade que é extremamente importante, né? Então ajuda e muito, principalmente em relação aos cuidados, né, que você trouxe, a estabelecer uma rotina, né? Então a rotina é extremamente importante pro idoso, principalmente do sono. E observou-se que idosos com pet tem um sono um melhor do que o idosos com pet ou sem pet. E isso também é fundamental, né, paraa nossa capacidade de atenção e também, né, desenvolver a rotina, né, a capacidade de você levar o cachorro também para passear, de você ter um esforço físico, né, em relação a isso, que vai contribuir também para menores índices de hipertensão arterial, como você disse, né, no início do programa. eh, menos IMC também, né, o índice de massa corpórea. Nós temos muitos benefícios, mas a gente também precisa pensar em relação às capacidades do pet que vai ter, né, com esse idoso também e a capacidade dele se conectar. Essa conexão e essa interação é fundamental. Não basta ter um pet, a gente precisa desse cuidado, o estabelecimento desse carinho e dessa reciprocidade. Exatamente. Eu concordo, né, que os benefícios eles são inúmeros. Uhum. Mas de novo, né, até no início, Rubé, você trouxe a questão da responsabilidade, né, de fazer essa escolha de forma responsável e não como uma regra ou algo que eh de fato vai ajudar em qualquer situação, em qualquer caso, na questão de qualquer indivíduo, né? Então a gente precisa prezar muito também pela saúde mental e emocional desse animal envolvido nessa relação, né? Então, às vezes, a gente acredita que aquele animal, ele é uma fonte inesgotável de amor e carinho, né? Mas nem sempre isso ocorre. Então, às vezes o animal tem uma sensibilidade ao toque. Às vezes o animal, né, pensando no passeio, é um animal que sente medo no passeio, é reativo no passeio. Aí, na verdade, o passeio, ao invés de ser uma uma condição de uma interação saudável, se torna um caos, né? E aí a gente fica sem saber o que fazer. a gente nem sabe que existe a psiquiatria veterinária que dá conta disso, que cuida disso. Então assim, a partir de uma reflexão, né, responsável para fazer essa escolha de forma responsável, eu acho que tem sim tudo para dar certo, desde que os envolvidos humanos tenham essa consciência, né, e prezem também pelo bem-estar desse animal. Muito bom. Agora, eh, Dra. Camila, Dra. Camila é psiquiatra de pets, né? Olha só, gente, que interessante. Psiquiatra dos petezinhos. Eh, os animais eles percebem as mudanças emocionais, né, dos tutores. Eh, e aí quando esses animais estão com idosos, eles são sensíveis a essa questão? Eles vão perceber quando o idoso tá mais ansioso, eh, quando o idoso tá triste e isso vai impactar também na saúde do animalzinho, vai precisar ter o equilíbrio. Tá vendo só como não é tão fácil quanto parece? a gente tem que ter muito discernimento, muita responsabilidade na hora de fazer eh essa essa associação, essa conexão, porque o pet vai perceber e vai sentir também, com certeza, né? Então eles são exí os leitores de linguagem corporal, né? Que é a principal meio de comunicação entre eles. Então, a partir das nossas expressões faciais, das nossas expressões corporais, né? né? A partir da liberação de determinados hormônios, a depender da condição emocional, eles fazem todas essas leituras e todas essas percepções, né? E eles entendem o que tá acontecendo ao redor e se colocam diante disso de uma forma boa ou de uma forma ruim, né? Então também precisamos pensar nessa nesse sentido, né? Esse idoso é um idoso que tá numa condição que exige que ele saia de casa muitas vezes ou permaneça internado em algumas situações para fazer um determinado cuidado de saúde, né? Ou tenha essas essa rotina desses compromissos relacionados a ao cuidado dessa saúde de se ausentar por muito tempo, muitas vezes. E esse pet tem condição de ficar sozinho esperando essa pessoa voltar, né? Ou ele vai sofrer na ausência dessa pessoa? Então são muitas variáveis, né? né? São muitas questões que a gente pode, inclusive, né, pensar que o veterinário comportamentalista ou psiquiatra, eh, ele pode fazer se fazer presente, né, no momento dessa tomada de decisão, né, de fazer todas essas análises, trazer todos esses pontos para essa família, né, para esses responsáveis, tanto pelo idoso quanto por esse pet, pra gente fazer isso da melhor maneira possível. Muito bem, Isabela. A a Camila pontuou algo bem interessante, que é um momento de decisão, porque realmente é uma decisão que precisa ser tomada. E na maioria das vezes, vamos lá, né? Vamos, vamos ser realista. Às vezes a gente age por impulso, né? Eh, a avó tá lá, a tia tá lá, se sentindo um pouco sozinha, fala assim: "Ah, não, vamos buscar um pet para poder animar sua vida. Aí você vai passear com ele". E simplesmente vão lá, adotam e eh um petezinho, trazem para casa, mas sem essa preparação, né? Então, eu gostaria que a doutora pontuasse a importância dessa preparação do ambiente, da preparação psicológica, que muitas vezes a gente, por agir na impulsividade a gente não presta atenção nisso, mas é importante. Sim. E é importante também considerar a vontade do idoso porque às vezes o que é a vontade da família não vai ser a vontade daquele idoso. Então tem idosos que não gostam, que se sentem incomodados e tá tudo bem. Não é porque a família quer que ele tenha que ele que ele precisa aceitar isso. Então a gente precisa ver qual é a vontade, quais são as expectativas da família e principalmente do idoloso, porque o idoso ele tá ali uma pessoa e ele é capaz de decidir por ele. Isso. Então é muito importante levar isso em consideração, não a gente também fazer algo porque tem uma família por trás que deseja isso. Eu acredito que tenha que ser o idoso, quais são as expectativas dele, se ele vai conseguir, vamos supor, levar o cachorro para passear, se ele vai conseguir ofertar todos os cuidados necessários nesse momento de vida dele, porque nossos idosos hoje a expectativa de vida aumentou, né, bastante. Então, a a o envelhecimento, né, se a gente consegue nos preparar para esse envelhecimento com exercício físico, né, com um estilo de vida adequado, ele vai conseguir cuidar, mas desde que isso seja uma vontade dele, eu acho que isso é extremamente importante. R, isso, só te interrompendo rapidamente, Rúbia, eu gosto muito da palavra expectativa. Sim. Então, alinhamento de expectativas é fundamental, porque às vezes, como eu disse, né, a gente cria essa expectativa de que o pet vai ser uma fonte inesgotável de amor e carinho e coisas boas, né? Mas tem um limite para isso, tem um lugar onde isso acaba e aí as necessidades desse animal vem, tomam a frente, né? Então, e se ele não é extremamente carinhoso? E se ele tem uma questão emocional? E se ele fica doente, fisicamente falando, né, adquire uma doença contagiosa, como, né, a gente tava conversando. E aí, quem vai dar conta, né, esse idoso daria conta? Porque, afinal de contas, vai exigir muito, né? Vai exigir, família vai estar disposta, vai estar disposta e essa família conhece as necessidades básicas daquela espécie, sabe do que que um gato precisa, né? Porque não é apenas água, comida e caixinha de areia. Caixinha de areia. E o cachorro não é só passeada, água e comida. Exatamente. Eles precisam de muito mais do que isso. Então acho que sentar, colocar isso no papel, né, e determinar, vai ser possível, vai ser viável, vamos conseguir ajudar caso seja necessário. Eu acho que isso vai ser muito importante. Gente, uma coisa eu tenho certeza que petos. Eu sou suspeita, né, de falar que desde criança eu convivo com animaizinhos, com petezinhos. Hoje tem o meu pet também, só que a gente precisa assim de muita responsabilidade. Ter um pet não é só ter aí aqueles momentos de lazer e brincadeira, não. A gente precisa cuidar porque são são gente eh são bichinhos que precisam de uma atenção. E aí, se a gente for parar para analisar, dependendo da situação da saúde, né, desse idoso, o pet não ser o a melhor companhia nesse momento. Então, é preciso e um planejamento para que esse pet seja inserido na vida dessa pessoa idosa. Aí eu pergunto o seguinte, tem um um animal assim que é indicado, né? Olha só que estranho falar, mas né? Eh, um animal indicado para uma pessoa idosa, vamos lá, um gato, um cachorro, a gente adota, tem uma idade para essa adoção, tipo um um bebezinho, um cachorro já de 2, 3 anos ou um cachorro já mais adulto. Tá vendo só como é difícil tomar a decisão? E aí faz como, doutora? É muito difícil, né? Então, eh, nós da área, né, da psiquiatria, a gente avalia esses animais pelo perfil individual de cada um. A gente já deixou de separá-los por espécie, como se todos aqueles daquela espécie tivessem aquelas mesmas características. Isso não existe mais, né? Ou todos aqueles daquela mesma faixa etária t as mesmas características, ou todos aqueles da mesma raça tem a mesma característica. Isso simplesmente não existe, né? Então, é um indivíduo e a gente só vai ter noção de quem é esse indivíduo a partir do momento que ele tá aqui convivendo com a gente, né? Então, existe ainda, né, essa essa esse erro, né, que se comete muito eh eh muito comumente, que é, ah, tá, eu vou pegar um cachorro de uma raça que eu vi que é uma raça de companhia, uma raça carinhosa, é uma raça isso e aquilo. E aí eu sou chamada para atender esse indivíduo dessa raça, porque ele não deu cheque em tudo isso que foi avaliado previamente na internet, né? Então, de novo, é um indivíduo. Quais são as experiências prévias desse indivíduo, né? Quais foram as experiências que ele que ele viveu antes de estar ali naquela família? Tudo isso vai determinar quem ele vai ser dentro daquele contexto, né? E aí, de novo, muitas vezes a expectativa vai ser quebrada, porque apesar de ser daquela raça que foi escolhida tão a dedo, né, e tão planejadamente, chega ali é um indivíduo que passou por uma situação traumática naquele canil. Sim. E aí ele chega extremamente ansioso, extremamente agitado, com comportamentos agressivos, com comportamentos de medo e passa a ser um problema naquela família e naquela convivência. Então é muito sobre isso, né? Sobre eh determinarmos que não há uma regra, não há melhor indicação de melhor espécie, melhor porte, melhor raça. Não há. Há de fato esse planejamento de entender que a depender das experiências passadas desse indivíduo, ele vai exigir um cuidado que não vai ser tão simples assim, né? E aí se a gente tiver essa consciência, ótimo, daremos conta, mas se a gente não tem essa consciência, esse alinhamento, a gente vai pecar e a gente vai falhar nesse processo. Muito bem. Eh, e só acrescentando, né, Ruby, em relação à aqueles idosos que eles não podem eh ofertar esse cuidado, existe a terapia assistida por animais. também isso que é bastante frequente, principalmente, né, em instituição de longa permanência, né, para idosos. E eles auxiliam muito naqueles casos em que idosos têm, né, um quadro demencial, eh, ou avançado, né, que eles ajudam também na parte de agitação. Então, essas terapias, né, dependendo da frequência, da equipe, isso pode auxiliar em alguns sintomas comportamentais dentro dos quadros demenciais, principalmente sintomas depressivos e também agitação. Então assim, quando aquele idoso ele não consegue ofertar o cuidado, vamos supor, está numa casa, a gente também tem a possibilidade da terapia, né, de assistência para animais, como também nas instituições de longa permanência. Ai é verdade. A gente vê, né? Eu acho a coisa mais linda do mundo, né? Os petzinhos aguardando para poder fazer a visita. Percebe como é tanto amor? E será que a gente cuida com, a gente devolve o mesmo amor, né, que eles eh eh oferecem pra gente? Então, quando a gente fala dessa convivência de pets e idosos, são eh momentos assim tão marcantes que eles precisam ser marcados realmente com coisas boas. Então, precisa do planejamento para que não dê errado, né, essa convivência. É por isso que a gente traz aqui eh esse tema hoje. Você que tá assistindo tem seu petzinho aí. É, que bom, né, que ele te faz companhia. Mas será que você também faz companhia para ele, né? É, é, é troca, gente. Não tem como. A minha mãe, ela tem um pet, ela escolheu ter um pet e o pet dela é desse tamanhozinho, sabe? Pequenininho. E aí quando eu falo com ela, mãe, tá tudo bem? Ela diz: "Tá tudo bem, tô um pouco cansada, mas por que que aconteceu?" A Julie me deu trabalho o dia todo, né? Então assim, um petezinho desse tamanhozinho, mas que eh traz para ela uma é uma sensação de pertencimento, de cuidado, coisas que ela que vão a a ajudar na rotina do dia a dia, passeio. Só que ela escolheu, né? Quando a gente viu, ela já estava com pet, então tá tudo bem. Aí quando a família escolhe para o idoso, não é tão legal assim. A gente precisa lembrar que animal de estimação não é presente, não é? Doutor Camil, por favor, lembre, né? Traga isso à tona, porque realmente é um presente muito perigoso de ser dado, né? Então a pessoa não tava esperando, talvez a pessoa nem quisesse. E aí os problemas já começam naquele princípio de criação de relacionamento e de vínculo, né? Hum. E isso vai comprometer essa relação até o final dela muitas das vezes. Então é muito importante, né, a gente ter essa esse tipo de consciência, esse tipo de empatia, né, de olhar para ambos os lados envolvidos nessa nessa relação, né, tanto o lado dessa pessoa idosa, das necessidades dessa pessoa idosa, das limitações dessa pessoa idosa, né, quanto limitações, lado e necessidades desse pet que vai fazer parte dessa convivência, né? E e complementando, né, Camila, eh ver a necessidade desse idoso inteiro animal e não colocar todas as expectativas no animal que vai resolver a vida do idoso, não. Ele vai chegar para complementar isso, né? Então, e também ver se esse idoso realmente quer ter um pet. Então, a gente precisa ter ambos os lados, ter um equilíbrio pra gente depois não se frustrar lá na frente, né? Verdade, Dra. Isabela. É, muitos idosos acabam e criando vínculos muito fortes com os seus pets. No caso da minha mãe, é impressionante o vínculo que ela tem com a Julie. Isso preocupa. Preocupa por quê? Porque parece que se esse animal adoecer ou esse esse animal chegar a faltar, esse idoso também vai sofrer o impacto. E aí, como faz? É, e a gente precisa ter um equilíbrio muito grande com isso, né? Porque a gente não está preparado, na maioria das vezes para uma perda. Sim, né? Então é difícil. A gente tem que ver o quanto também esse animal ele está responsável, o quanto que ele pertence à nossa vida, qual é o espaço que ele toma, né, no nosso dia a dia. Mas é muito difícil essa pergunta porque muitas vezes a gente não está preparado, né? Mas eu acredito que seria importante ela viver a cada dia, né, ofertando esse cuidado, ofertando esse amor, porque a gente não sabe como vai ser lá na frente. Então, eh, ela aproveitar o máximo, né, o eh o dia a dia, né, desse pet, esse carinho, essa relação de amor. Mas a gente não pode esquecer também que todo excesso também esconde uma falta. Então, eh, precisa avaliar muito bem todas as situações, eh, o quanto que o pet ele está tomando o lugar às vezes de um convívio social, dela conseguir fazer, né, outra outras atividades e o quanto ela está apegada nele. Então, assim, eu acho que é uma questão da gente ser estudado, né, de ser avaliado muito bem para também não ter esse excesso, né? Então a gente precisa desse equilíbrio, muitas vezes é difícil, mas eu acredito que vai ser, né, assim, ao longo dessa convivência, né, e desse aprendizado, né, com o pet, é uma resposta difícil, é bem difícil e e a gente trabalha muito também com a questão do hipervínculo, né, da perspectiva do pet. Então, a famosa ansiedade por separação, né, é uma é um distúrbio psicoemocional que eles podem desenvolver, tanto cães quanto gatos. E tá intimamente associado a esse essa exacerbação do vínculo, né? Então, o vínculo ele é saudável até um determinado ponto. A partir daquele ponto, a gente chama isso de hiper vínculo. Isso pode causar problemas de ordem emocional, de ordem cognitiva, né? Então, acho que é a mesma condição quando esse hiper vínculo ele é desenvolvido pelo humano da relação, né? E aí essa falta, essa perda, esse óbito ou essa separação por longos períodos pode causar sofrimento. Então de fato, a gente precisa tomar bastante cuidado. Ambos exatamente, até porque o idoso, de repente pode precisar se ausentar para tratamento, enfim, e aí o pet vai ficar sozinho e se ele tem esse hiper vínculo, o pet também pode adoecer e vice-versa, né? É algo que precisa de muito equilíbrio, não é? Sim, com certeza. E também o pet pode adoecer, né? Você me perguntou sobre idade. Ah, é melhor um filhote? melhor um adulto, melhor um idoso. Então, depende. O o filhote tem algumas doenças que podem acometê-lo, que vão fazer com que ele precise de um período longo de internação, por exemplo. E o idoso, a mesma coisa, tem outras doenças, né, principalmente relacionadas a essa degeneração, né, desse envelhecimento, que também podem exigir que esse pet se ausente por longos períodos para um tratamento. E aí, como que vai ficar, né? como que esse idoso que criou um hiper vínculo em relação a esse pet vai ficar na ausência dele? Então, tudo exige o quê? Equilíbrio, tudo exige o quê? Preparação e avaliações de forma individual. Não existe regra para nenhum dos lados, né? Para se criar uma relação totalmente saudável, né? Então, existe sim o pet, mas também existe a vida fora desse idoso. Então, precisa continuar sua vida. A gente vai ter esse cuidado, né? Mas não somente criar esse hipervínculo, como a Dra. Camila falou. Exato. Agora, quando a gente fala de de benefícios para físico, né, pro corpo, a gente pensa logo na caminhada, né? Então vamos lá, vamos levar o pet para passear, gente. Precisamos ter cuidados, né? os nossos idosos, eh, levando o pet para passear, tem que ter um olhar mais, eh, com com mais detalhado nesse movimento, doutora, porque isso pode causar um problema também, não é? É, existe o risco de queda, mas também a gente tem que pensar que também tem idosos que eles têm uma uma capacidade física boa também, né? Porque geralmente quando a gente pensa em idosos, a gente pensa naquele idoso frágil, mas também a gente também tem que pensar no outro lado, né? Mas lógico, né? Evitar lugares que sejam bastante aglomerados, que às vezes tenham um muito, né, uma quantidade maior de cachorros. A gente não sabe qual vai ser a reação daquele cachorro também, se aquele idoso vai estar preparado para sair na rua com aquele pet, né? Então sim, a gente precisa ter muito cuidado, principalmente em relação ao risco de queda quando vai sair para passear com esse animal e também aonde ele vai sair. Exatamente. Então a gente precisa pensar nessas duas possibilidades também, né? Mas aí vai depender de você ver o lugar, se é um lugar adequado, qual vai ser o horário que você vai sair, se vai ter grande movimentação ou não, tanto pro cuidado com o pet também, quanto pro idoso, né? pra gente poder evitar aí qualquer risco. Então, a gente precisa ver um lugar seguro pros dois. Não é somente sair, tá? Vai para onde? Quais são as condições daquele lugar? É um lugar que consegue ter uma uma rua mais ampla, né? Consegue ter um calçamento adequado para não ter nem risco de queda. Mas em relação a ao pet também, quais são as condições do pet para aquele local? Então assim, eh, a gente pensa, vai, ah, é só ir passear, não, mas quais são as condições que estão envolvidas pro pro pé, pro idoso, né, conseguir sair com o pet, né? Exatamente. Até porque, né, de vez em quando o meu me arrasta, [risadas] então a gente precisa cuidar. E não é só isso, também tem a questão de outros pets que estão ali no no local que podem avançar e o idoso não tá preparado para eh eh cuidar daquele momento, né? Claro, com certeza. Então, assim, acho que o primeiro ponto é o passeio que é ruim, né? O passeio do pet que arrasta ou do pet que late o tempo todo, ele não tá sendo saudável para o pet. Então nós podemos cuidar dessas questões que levam o pet a não conseguir passear bem, né? Ao invés de só aceitar, não é assim mesmo, ele passeia assim mesmo, ele é assim, não. Ele tem uma questão, ele tem uma necessidade, ele tem uma dificuldade e ele precisa de ajuda, né? Então aí vem a psiquiatria veterinária para cuidar desse animal para que ele tenha condição de passear de forma adequada, né? E aí super concordo com os apontamentos da Dra. Isabela no sentido de entender, né? Esse pet tá preparado para estar naquele local, cheio de outros pets que talvez também não estejam preparados e pets de humanos que os deixam livres e soltos da coleira, né, que é um risco e que a gente sabe que não é o ideal. Então assim, e se acontecer um problema, e se acontecer uma briga? E se, né, a gente vai dar conta de sair daquela situação da melhor maneira possível, né? Porque eu sempre falo, quando a briga acontece entre cães, todo mundo tá em risco, tanto os próprios cães envolvidos na briga, quanto os humanos ao redor, porque vai pôr a mão para querer separar, vai acabar levando uma mordida, vai acabar, então assim, vira um caos. Por isso a importância de haver esse planejamento desde o princípio, né? Mas se a gente planejar, não tem por dar errado, né? Se a gente planejar e tiver preparado, não tem por dar errado. Exatamente. E isso às vezes não acontece. Quer dizer, na maioria das vezes não acontece, né? Quando você vai adotar um pet, no caso, eh, da pessoa idosa, eh, a família, né, chega e traz, ah, trouxe um presente para você, né, daí tá lá um petzinho o idoso pode ser que não goste muito de pet, mas, né, vamos lá. E aí começa a criar um vínculo, mas como não teve um planejamento, aí ah, podem podem surgir alguns problemas. Então, importante que a gente preste atenção nas dicas, né, das doutoras aqui para que possa ser um convívio saudável tanto para o idoso quanto para o pet. Lembrando que é muito importante também que a família esteja inserida, né? Não vai pegar o pet, oferecer pro idoso e abandonar os dois, porque o pet não é responsável pelo idoso, né? Porque às vezes querem eh eh algumas situações são de transferência de responsabilidade, né, Dra. Isabela. E aí não é assim que funciona. Sim. E precisa, né, existir esse cuidado, precisa existir tudo isso que a gente conversou, mas não é simplesmente o pet suprir uma falta, vamos supor, do cuidado e do carinho da família. Uhum. A gente precisa tomar muito cuidado em relação a isso de simplesmente transferir, né? Isso pro pet. Não tem o vínculo ali dos dois, né? Mas a gente precisa dessa família, né? Estando ali do lado, né? De ter essa interação social que é extremamente importante pros familiares também e não simplesmente deixar o pet ali, né? Responsável, né? O pet responsável pela pessoa idosa que de repente tá morando sozinha e precisa de uma companhia. E a família não tem tempo e aí insere um pet na rotina do idoso. Olha só que complexo, né, que responsabilidade, né, pro pet, né? Então a gente faz muito essa associação também, inclusive temos algumas evidências, né, dessa associação entre a condição cognitiva e emocional de um pet relacionada à condição cognitiva de uma criança, né? Então, exige nesses, né, cuidados, exige essa essa responsabilidade, porque é como se fosse uma criança. Então, colocar a responsabilidade, né, pela vida do idoso, pelos cuidados do idoso num pet, é o mesmo que colocar essa responsabilidade em uma criança, né? A criança vai dar conta de saciar essas demandas daquele idoso. É, é a mesma coisa, é o mesmo raciocínio, é a mesma linha de pensamento, né? E eu gosto muito também de quando você colocou o abandono, né? Uhum. A gente sabe, tem tem um estudo importante foi feito nos Estados Unidos, que quase 80% dos pets abandonados são abandonados por questões de comportamentos ruins. Então, problemas comportamentais são o grande motivo e o grande fator que leva um pet a ser abandonado. Então, esse pet pode sim desenvolver comportamentos ruins ao longo dessa convivência. E a gente vai fazer o que com ele? a gente vai deixar ele isolado no lavabo. Então ele veio para ser uma fonte de inesgotável de carinho e amor. Ele passa a se comportar mal e aí ele vai ser deixado no fundo da casa, numa edícula, num canil fechado, trancado, ou ele vai ser abandonado, ou vai ser dado para não sei quem que não sei quem que doa doa para lá até ir parar numa chácara completamente isolado, porque ele tem um comportamento ruim. Hum. Então aí de novo a importância, né, das pessoas saberem que existe a psiquiatria veterinária que cuida de questões relacionadas a comportamentos ruins. E aí se a gente tá cuidando, né, pensando em saúde do da pessoa idosa e aí a gente também cuida das questões de saúde do pet, de novo, não tem por dar errado, né? Então eu acho que é mais para esse caminho. Exato. Ah, é verdade, gente. Olha só, 8:45 é uma convivência gostosa, né? mas precisa de muita responsabilidade. A gente tem algumas perguntas, a produção tá avisando que nós temos perguntas, os nossos telespectadores participando com a gente. Então vamos lá, vamos ver quem é que tá conosco. Pode colocar na tela, produção, por favor. Sandra Gomes do Castelo. Quero adotar um cachorro de rua, mas tenho medo dele vir traumatizado ou bravo. Como avaliar o temperamento do animal antes de levar para casa? Ô Sandra, vamos lá então. Damila, fala com você. Oi, Sandra. Obrigada pela pergunta. Eh, de fato, a gente consegue fazer determinadas avaliações, né? Eu faço atendimentos prévios, né? Pré-adoão, pré-compra, pra gente poder fazer esse entendimento. Mas, eh, para além disso, Sandra, ainda que ele tenha, ainda que ele tenha sido traumatizado, ainda que ele seja bravo, né, ou agressivo, nesse momento, a gente consegue fazer o quê? trabalhar essas questões emocionais e cognitivas para resolver esses problemas, né, e fazer com que ele fique apto a ser adotado pela sua família, tá? Então, ainda que ele tenha essas questões, a gente consegue tratar todas elas, porque aí eu fico pensando, né, o cão, o cão bravo ou o cão traumatizado, se não existisse a psiquiatria veterinária, ele nunca teria uma chance, né, de ter uma família e de sair dessa situação de rua. Então, de fato, Sandr, a gente consegue sim avaliar e caso tenha um problema, a gente consegue tratar. Muito bem. Isso é bom, né? Bom saber que que tem profissionais hoje aptos para fazer esse manejo, né? Que que que traz aí o cão com saúde mental também, né, pra nossa convivência. Muito bom. 8:47. Mais uma pergunta na tela. Vamos lá ver quem é que tá conosco. Aline Souza do Jardim Nilópolis. Meu avô se recusa a ter um bicho porque diz que não quer passar pelo sofrimento de perder outro amigo na vida. Olha isso. Ah, como ajudar ele a vencer esse bloqueio emocional e ter companhia? Então, Dr. Isabela, olha só, né? Um bloqueio emocional, ele não quer, já pensa em na perda, né? Como é que faz? É, preciso saber como que foi essa perda. Primeiro agradeço pela pergunta. Eh, o que que ele passou? Quais foram os traumas que aconteceu, né? E por que que ele tá dessa forma? Eh, não não sei, né, o que que houve, mas acredito que seria interessante até uma terapia, né, com um profissional capacitado para entender o porquê, né, que isso aconteceu e posteriormente ver se ele está apto a receber esse cachorro, né, a receber esse pet ou esse gato. Então, eh, é bastante importante ter uma avaliação correta, uma avaliação adequada, ver quais são as expectativas também desse idoso em relação ao animal e também tentar entender como que se deu. Poxa, será que ele está em luto ainda? O que que tá acontecendo, né? Então, eu acredito que passando uma psicoterapia poderia ajudar muito ele, principalmente a entender todas essas questões, porque não é fácil. você teve uma perda e você também ter, né, esse pet, mas também a gente tem que pensar de uma outra forma, eh, que a gente já tá pensando lá na frente, né, o que que vai acontecer com esse pet lá na frente, mas acho que seria interessante uma avaliação, né, passar para um processo terapêutico para ver também quais são as expectativas e o que eh o por que esse idoso agora não consegue ter, né, um pet novamente, né? Então é muito importante a gente conseguir tratar isso. E acho que agora acredito que o profissional mais indicado seria mesmo psicólogo para poder tá avaliando toda essa situação para ele conseguir, né, ter um pet novamente, conseguir restabelecer esse vínculo. Muito bem. Sempre, né, a terapia faz parte da nossa vida para que a gente possa entender, ressignificar, alinhar e continuar seguindo, né? Agora 8:50. Eh, dá tempo para mais duas, produção, daí a gente já vai encerrar, tá bom? Então, vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, por favor. A gente tá aqui falando do relacionamento entre pets e idosos, que precisa de muita responsabilidade. É muito amor, mas com muita responsabilidade também. A Patrícia Ramos do Jardim Guanabara. Nosso gato se esconde sempre que a casa fica cheia de visitas. Ohô, meu Deus. É melhor deixar ele quieto ou tentar fazer ele acostumar com a bagunça. Ô Patrícia, tudo bem com você? Obrigada pela sua pergunta. Vamos lá, doutora Camila, o gato tá fugindo da casa cheia de visita, né? Tá ficando incomodado, né? Com a bagunça. Oi, Patrícia, obrigada pela pergunta. Então, o primeiro ponto é a gente entender, né, quem é essa esse indivíduo, né? Então, tem gatos que são extremamente sociáveis e tem gatos que se colocam, né, nesse lugar de serem fóbicos e sentirem medo de muitos ruídos, de movimentação, de vários estímulos, né? Então, a ideia é a gente entender que se ele se ausenta, se ele se esconde, ele tá fazendo aquela escolha porque é o que o deixa mais confortável. Então, expor esse gato a bagunça, né, forçar uma situação, forçar que ele se acostume, né, o impedi-lo de acessar aquela toquinha que a gente sabe que é a preferida, pode causar ainda mais problema. Então, se a gente quer um gato sociável, a gente precisa de um tratamento adequado, personalizado, individualizado para aquele indivíduo. Eu tenho pacientes gatos que a gente fez o tratamento, né, para esse tipo de fobia social e hoje ele é extremamente sociável, mas ele precisou passar por esse processo eh medicamentoso, por esse processo terapêutico para ter essa condição, né? Dada a circunstância que você trouxe, o ideal de fato não é expor sem nenhum respaldo médico, tá? Então, permitir que ele se esconda, permitir que ali naquela toquinha ele não seja incomodado, por enquanto é o melhor caminho. Muito bem. Tem que respeitar, né? Respeitar aí o o que o pet tá sentindo. Eu acho que é isso. É isso, né? Limite, né, do pet. Então, para esse gatinho, o limite é a casa com mais de três visitas. Exatamente. Ele se ausenta, né? E ali ele sente mais seguro. Se a gente fica insistindo e forçando ele a uma situação, a gente tende a piorar esse quadro de medo, né? Mas de novo, Patrícia, a gente consegue tratar essa questão e fazer com que ele se torne um gato minimamente mais sociável. Muito bom, gente. Olha que interessante, né? A vida dos nossos petezinhos e o cuidado com especialistas que podem ajustar situações para que ambas as partes possam conviver com mais harmonia. Eu acho que é isso. 8:52, a última pergunta e a gente já vai pro encerramento. Produção, fica tranquilo, a gente entrega às 9. Vamos lá. Fernanda Lima do Jardim Proença. Meus filhos casaram e a casa ficou vazia. Meu marido e eu estamos pensando em ter um cão. O pet ajuda a superar essa fase de ninho vazio. Olha lá, Fernanda. Ninho vazio. Quem nunca, né? É, é a gente passa por isso e aí às vezes a gente quer colocar ah mais movimento nesse ninho. E aí, Dr. Isabela, agradeço pela pergunta, Fernanda. Eh, a gente tem que tomar muito cuidado para não transferir toda essa responsabilidade pro pet, né? Então, é muito importante trabalhar isso, né? É uma fase que os filhos saem de casa, isso é natural e isso é bom, né? porque eles também foram criados para isso. Mas a gente tem que tomar muito cuidado em relação às expectativas que a gente vai transferir para esse pet. Poxa, tá, vou ter um pet para ter uma maior movimentação, tudo bem, mas também é muito importante trabalhar isso consigo, né? Porque é uma fase da vida de vocês, né? Da vida do casal e também da vida dos filhos. Mas eu acredito que transferir essa responsabilidade pro pet acaba sendo muito grande e muitas vezes pode se frustrar lá na frente por por pet não conseguir eh suprir todas essas expectativas. Então assim, eh o pet é extremamente importante, com certeza, né? Tanto para receber, né? Tanto pro pet que vai receber o carinho, tanto também pra família que vai acolher esse pet. Mas a gente tem que tomar muito cuidado para não misturar as coisas e não transferir toda a responsabilidade para ele, tá? Então é importante, são duas coisas diferentes que precisam ser trabalhadas. O pet pode ajudar sim, mas não transferir toda essa responsabilidade para ele também. Muito bem. Que pontuar, doutora? Concordo plenamente, né? Eu acho que é, na verdade, é uma conclusão de toda a conversa que a gente teve aqui, né? Será que vale a pena? Será que eu estou preparado para isso? Será que eu conheço essa espécie e as necessidades básicas essenciais para que ele viva bem, né? Então, o cão, quais as demandas de um cachorro de novo? Não é por água, comida e passear. É muito mais do que isso, né? E de fato não colocar, sabe, o alinhamento de expectativas que a gente falou bastante é sobre isso, né? Alinhar expectativas. Esse cachorro pode vir com alguma questão comportamental. Esse cachorro pode adoecer, esse cachorro pode demandar, pode exigir muito da gente. Estamos preparados para enfrentar isso? Temos consciência, né, desses riscos, desses prós, mas também desses contras? Se a resposta for sim, eu acho que vai somar, vai vir para ajudar. Com certeza. E também eh tem muitas demandas nossas que a gente não vai conseguir resolver tendo PET. Então é justamente isso, alinhar as expectativas, o quanto eu estou preparada para acolher, né, esse animal e o quanto também eu estou preparada para resolver as nossas questões internas, né? Então acho que tem que ter um equilíbrio aí, ter essa conexão que é extremamente importante e o que é bastante efetivo, né, pra gente concluir em idosos, precisa ter uma relação de afetividade. Se não construir essa relação de afetividade, a gente não vai conseguir ter todos os benefícios que nós falamos aqui. Uhum. Né? Então, acredito que que seja isso, Rubê, maravilhosas vocês, né? Obrigada pela participação das duas. Você acho que alinhou bem aí os eh os conhecimentos eh eh quanta informação, né, numa manhã, final de semana, tá aí um final de semana chuvoso, com um pouquinho de frio, daí você pensa, né, ah, ficar em casa com meu petzinho, cuida do bichinho, dá carinho para ele, porque a gente fica muito na expectativa de receber, né, e oferecer o carinho também é terapêutico, né, também faz bem. Então a gente precisa cuidar desses bichinhos tão importantes que só oferecem amor pra gente e tomara que a gente consiga retribuir pelo menos um pouquinho. A gente vai encerrando por aqui. Eh, só lembrando que os animais de estimação realmente eles podem sim transformar o envelhecimento em uma fase mais ativa, mais acolhedora, mais cheia de significado. Isso quando existe responsabilidade e cuidado, que aí essa convivência ela vai fortalecer os vínculos, vai reduzir a solidão e vai melhorar a qualidade de vida de ambos. a gente não pode esquecer disso. Então, quero agradecer eh as nossas entrevistadas por compartilhar conosco conhecimentos e dicas tão preciosas quando a gente fala de convivência entre pets e humanos, seja na terceira idade, seja lá quando for quando é criança que que quer adotar um cachorro ou na vida adulta ou no ninho vazio, responsabilidade e equilíbrio. Vamos lá, Dra. Camila, obrigada pela sua participação mais uma vez. Considerações finais. Eu agradeço demais o convite. Eu amo a o que eu faço, eu amo o meu trabalho e poder trazer, né, todas essas informações que são tão novas, né, e curiosas, né, trazer isso de forma responsável, com evidência científica, é muito importante e ajuda demais essas famílias, né, tanto nesse processo da escolha, né, de tomar essa decisão, como também no processo da manutenção desse vínculo, né? Então, agradeço demais. A gente, a gente que agradece, Dra. Isabela, obrigada pela sua participação, pela troca e pela contribuição aí com informações necessárias pro nosso dia a dia. Porque olha, eu acho que vamos colocar 90% das pessoas que estão assistindo a gente deve ter peto de carinhos. Muito obrigada. Eu agradeço muito pelo convite. Foi muito importante essa troca. me fez pensar aqui muitas coisas, principalmente em relação à orientação, né, dos meus pacientes. Eh, gosto muito de trabalhar, né, com essa idade paraa gente conseguir desmistificar até algumas coisas em relação ao envelhecimento. Eh, muito grata e espero que a gente possa aí ter contribuído de alguma forma pras pessoas que estão assistindo a gente. Super contribuição de vocês, a gente agradece demais. Muito obrigada mais uma vez. E você aí de casa, gratidão, né, por estar conosco, fechando a semana de Estúdio Câmara, sempre fazendo uma psicoeducação, trazendo informações valiosas que a gente leva pro nosso dia a dia. E na segunda-feira, o estúdio Câmara volta a partir das 8 da manhã ao vivo. A gente traz um debate importante. Nós vamos falar sobre a suplementação infantil e os riscos da banalização de produtos voltados ao universo fitness entre crianças. uso eh do consumo do ei para criança, creatina, suplementos para crianças, para menores de idade. Você já viu isso? Isso está acontecendo, gente. E tem preocupado especialistas em saúde, principalmente diante dessa influência das redes sociais e dessa cultura do desempenho físico cada vez mais precoce. Mas afinal, será que as crianças precisam desse tipo de suplementação? Quais os riscos do consumo sem orientação médica e até que ponto hábitos alimentares podem ser impactados por essa pressão estética e esportiva desde a infância? Ô gente, será que as nossas crianças precisam mesmo de suplementação ou protein e creatina pra criança? Hum, vamos falar sobre isso na segunda-feira a partir das 8 da manhã. A gente vai encerrando aqui. Aí tá chegando. Tem eh programação de final de semana com estreias maravilhosas aqui na TV Câmara Campinas, dos programas e quadros produzidos pela nossa equipe de jornalistas e toda a nossa redação, né, produtores, editores, todo mundo trabalhando com muita responsabilidade, muito carinho para entregar para você o melhor aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço, fique bem, um ótimo final de semana e, se Deus quiser, a gente se vê na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. [música] Beijo. A ÍRa tá chegando por aí, atualizando informações para você e Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro. Valeu, gente. Fique bem. Bom fim de semana. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

56:14

Estúdio Câmara | Dia das Mães: luto, ausência emocional e autocuidado

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo