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[música] [música] Olá, muito bom dia. Dia para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas, [música] nós estamos chegando com o estúdio Câmara ao vivo, manhã de quinta-feira, dia 14 de maio. O tema do programa de hoje, gente, parece [música] bem simples, mas tem provocado aí um desgaste silencioso em muita gente. Hoje nós vamos falar sobre o cansaço de ter que escolher o tempo todo. [música] É, nunca tivemos tantas possibilidades, tantos caminhos, tantas telas e tantas opções. [música] E talvez isso, né, esteja cada vez mais difícil as nossas escolhas. É isso mesmo, porque tem tanta opção e a gente tem que escolher sempre escolher profissionais, afetivas, [música] financeiras. A gente escolhe o que assistir no streaming, a gente escolhe qual canal de TV [música] a gente assiste, o que pedir para jantar, qual mensagem responder primeiro. Pequenas decisões que se acumulam e deixam a nossa mente em estado permanente de alerta. Já percebeu isso? E quando tudo exige uma escolha, [música] chega uma hora em que o nosso cérebro simplesmente pede descanso. [música] A fadiga da decisão é o tema do programa de hoje. É um desgaste mental provocado pelo [música] excesso de escolhas e essa vontade cada vez mais comum de apertar o modo off e apenas [música] existir por alguns minutos sem precisar decidir nada. Será que estamos adoecendo pela pressão de acertar o [música] tempo todo? O excesso de possibilidades virou uma prisão emocional? [música] E como proteger a saúde mental em uma sociedade acelerada e hiperconectada e [música] constantemente cansada? Hoje a gente fala das nossas decisões, das nossas escolhas. Você também chega em casa depois de um dia inteiro de trabalho e sente preguiça de escolher o que fazer ou assistir ou até o que [música] comer? Manda sua mensagem pra gente, participa conosco. Os nossos convidados já estão aqui no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-los. [música] Conta pra gente aí, você tem preguiça de escolher quando você chega em casa depois de um dia inteirinho de escolhas? Então, às vezes a gente sente isso e nem sabe o porquê disso estar acontecendo. E hoje a gente vai ter a resposta 1997829377. [música] Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo. Daqui a pouquinho, então, a gente apresenta os nossos convidados [música] para você. Também tem a previsão do tempo. Fica conosco. Vamos seguindo. Estúdio Câmara ao vivo para você. Só estamos [música] começando. Hoje a gente fala das nossas escolhas. Vamos de informação. Olha, a Câmara Municipal de Campinas realiza [música] hoje, quinta-feira, às 10 da manhã, uma audiência pública para discutir o projeto de lei complementar [música] 29 de 2026, que altera regras da Lei 12.989 de 2007. Essa lei é responsável pelo quadro da Orquestra Sinfônica [música] Municipal. O projeto reorganiza a composição da banda avaliadora dos concursos [música] da orquestra, define regras para a substituição do regente titular e retira a exigência de registro na Ordem [música] dos Músicos do Brasil, passando a exigir formação superior reconhecida pelo MEC. Segundo o executivo, a mudança segue entendimento do Supremo Tribunal [música] Federal que considera inconstitucional a obrigatoriedade de inscrição [música] na OMB para o exercício da profissão de músico. O texto também atualiza atribuições técnicas dos cargos da orquestra, sem criação de cargos ou aumento de despesas, [música] segundo a prefeitura, a audiência será realizada no plenarinho da Câmara com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manj 66, [música] no bairro Ponte Preta. Também será transmitido ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo [música] canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Você pode participar. Mais informação chegando, gente. A Câmara de Campinas está recebendo doações para a campanha do agasalho 2026 com o tema se não tô usando, tô doando. E você pode ajudar quem mais [música] precisa neste período de frio. As caixas de arrecadação estão na sede da Câmara, na Avenida da Saudade, tá? Eh, [música] 1004 e também com entrada pelo plenário na eh Avenida Engenheiro Roberto Mane. Tá? Então, [música] a campanha arrecada roupas, calçados, cobertores e acessórios de inverno em bom estado até [música] o dia 31 de julho. O dia da campanha será no dia 23 de maio, das 9 da manhã às 2 da tarde, em sistema drivethrough no Passo [música] Municipal, lá na prefeitura. Todas as doações passam por triagem antes da distribuição. [música] As peças arrecadadas, gente, são destinadas prioritariamente aos abrigos municipais e [música] a população em situação de rua, além de entidades parceiras e programas sociais da cidade, como o Varal Solidário [música] e o programa Próximo Passo. A ideia é bem simples, separar aquilo que você não usa mais, [música] mas que ainda pode aquecer alguém neste inverno. Então você pode ir na Câmara para fazer a sua doação. Você pode entrar tanto lá pela Avenida da Saudade quanto [música] pela Avenida Engenheiro Roberto Man. Combinado? Então tá certo. Vamos com a previsão do tempo para hoje. O dia começou [música] aí com sol entre algumas nuvens. De acordo com a previsão, teremos pancadas isoladas de chuva no fim da tarde. Mas olha agora de manhã tá lindo, né? Céu azul de brigadeiro. Coisa linda de viver. Olha, a mínima foi de 10, a máxima de 26º. [música] Hidrate-se, cuide-se e vamos embora para mais um dia maravilhoso. A gente pode fazer desse sim, um ótimo dia. Olha, gente, vamos ao nosso tema central, apresentação dos nossos convidados. A gente precisa falar que pesquisas em psicologia e neurociência mostram que um adulto toma milhares de decisões ao longo de um único dia. Algumas parecem pequenas e automáticas, né? como responder uma mensagem ou escolher uma roupa. Outras envolvem trabalho, dinheiro, relacionamento, futuro. O problema é que o cérebro humano não funciona com energia infinita, não. O córtex pré-frontal, que é a área responsável pelo nosso raciocínio, planejamento e autocontrole, ele vai se desgastando conforme a gente é exposto a estímulos, cobranças e escolhas, né? E esse desgaste, ele pode provocar irritação, ansiedade, procrastinação, impulsividade e até uma sensação de paralisia mental. Sabe quando você não consegue nem pensar mais assim, você fala: "Uau, preciso descansar". Então, fadiga de decisão. É, isso já é visto por especialistas como um fenômeno típico da vida moderna, marcada pelo excesso de informação, notificações, multitarefa. Ufa, eu cansei de tanto falar, tá vendo só quantas escolhas, né? Muitas vezes no fim do dia parece que a gente não tem mais energia para nada aí, muito menos para escolher, né? De repente você não quer escolher nem o que você vai jantar. Bom, a gente precisa falar sobre isso. E é por esse motivo que a gente convidou duas pessoas que são especialistas e podem nos explicar o que que acontece com essa fadiga que a gente sente às vezes de ter que escolher. A gente recebe aqui no estúdio a neuropsicóloga clínica Beatriz Vale. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação mais uma vez. Eu agradeço a oportunidade, fico muito contente que esse tema tem sido eh evidenciado no canal, porque realmente a gente percebe que essa população precisa ter um pouco mais de informação sobre esse conteúdo. Muito bem, Bia, obrigada pela sua participação e a gente vai seguir aqui falando sobre as escolhas. E quem participa com a gente pelo Zoom do interior de São Paulo é o nosso psicoterapeuta, né, o Paulo Henrique Castro. Paulo, seja muito bem-vindo. Paulo também é filósofo. Satisfação receber você. Bom dia. Bom dia. Muito obrigado pela pelo convite, pela presença. Eh, esse é um tema fundamental. As pessoas estão cada vez mais travadas, imobilizadas, né, paralisadas com a exaustão da escolha. Exatamente. Gente, você teve que escolher quantas coisas hoje já agora pela manhã? Você já parou para pensar nisso, né? A gente escolhe tudo desde sempre. E aí quando a gente fala em fadiga de decisão, Beatriz, a gente tá falando apenas do cansaço mental ou de um fenômeno psicológico mais profundo que pode estar ligado à forma com que a gente vive atualmente. Hoje, pelo fluxo, pelo fluxo de informações que nós absorvemos, isso tem sobrecarregado a nosso sistema neurológico. Então, ele tem um sistema em que ele busca o mínimo possível. Uhum. no nosso cérebro faz essa recompensa para gastar o mínimo possível para armazenar energia. Por isso que no final do dia daquele chantidal onde você fala: "Nossa, estou cansado, eu tô cansado, não quero fazer nada". justamente por conta desse volume de informações que passou internamente e que muitas vezes foi selecionado ali sem você ter essa consciência, mas a quantidade energética que isso foi absorvido vai drenando até o final do dia. Nossa, e como drena, né? O nosso cérebro também eh faz o nosso corpo ficar cansado. Você sabia disso? Tem uma diferença, Paulo, entre estar cansado fisicamente e estar emocionalmente esgotado pelas escolhas do dia a dia. Esse movimento de ter que escolher faz com que a gente fique cansado fisicamente? Como que funciona, hein? é essa quantidade enorme de opções, né, de alternativas que levam a esse esgotamento mental realmente repercute no corpo, né? podemos somatizar, ou seja, o corpo pode apresentar os efeitos dessa exaustão mental, dores estomacais, dores pelo corpo, dor de cabeça, cansaço, de um modo geral físico, é um efeito possível desse desse cansaço mental, né? Exatamente. A sensação de exaustão hoje parece invisível, porque muitas pessoas a gente chega, eu até me coloco e eh eh nesse eh nesse parâmetro também, porque a gente chega ao fim do dia sem ter feito tanto esforço físico intenso, porque às vezes a gente trabalha eh de uma forma que a gente não movimenta muito o físico, mas a cabeça, gente, tá drenada totalmente. É como se o cérebro nunca tivesse autorização de desligar, né? Talvez isso pode explicar, porque decisões simples como responder uma mensagem no fim do dia, escolher o que jantar, isso começa a parecer ai tão desgastante, tão estressante, né? Tão grande diante de tudo que a gente viveu no dia, né? Você fala assim: "Pô, vou jantar o quê? Eu não quero nem saber o que que eu vou jantar. Tô cansada de escolher". E aí, Beatriz, esse excesso de possibilidades que a gente tem durante o dia pode gerar uma ansiedade justamente porque acaba criando uma sensação de que sempre existe uma escolha melhor esperando pela gente. Então, a ansiedade é algo que tem a ansiedade boa, né, do nosso dia a dia, que a gente precisa sentir, mas tem aquela ansiedade que acaba eh trazendo malefícios pra gente. essa eh possibilidade de muitas escolhas pode gerar uma ansiedade? Você fala da ansiedade aquela que prejudica, né? E lembrando que normalmente os sintomas vem iniciam subtil, né? igual eh o nosso colega falou, eh vem com uma dor de cabeça, vem com uma constante dor no estômago, começa a acentuar essa dor no estômago que às vezes parecia uma vez por semana, cada 15 dias, ela vem encurtando essa quantidade de sintomas, né, que vem sendo apresentado. muitas vezes começa uma dor de cabeça, né, uma questão, por exemplo, do intestino, a questão, né, ali do estômago. Dali começa uma dor e na perna, começa a questão de começar a suar frio, uma questão de você olhar para para situações e se perguntar por que que eu tô fazendo isso? Normalmente a gente não faz essa pergunta. Muitas vezes escolhemos ali na hora fluxo, na parte automática. Para nós automático, mas pro nosso cérebro não é bem assim automático. Porém isso vai gerando muitos sintomas, né? Então, além muitas vezes de conseguir se expressar de forma corporal, começa a viurógica e aí vem esse cansaço mental, aí vem essa fadiga extrema, né, que não, não quero atender ninguém, final de semana, não quero atender ninguém, eu quero a demanda, eu quero ficar em casa, eu quero assistir filmes que eu não tenha que absorver muitas coisas, né? Eh, conheço pessoas que fala assim: "Nossa, Bia, eu gosto de assistir desenhos na hora de dormir um pouquinho, mas gosto de assistir desenhos." Por quê? porque ela já sabe que ali vai ter uma lição de moral, algo do tipo, e é um assunto leve, ou seja, ela não vai ter que ficar refletindo eh sobre esse estímulo. Então esse contato com esses estímulos em excesso, principalmente na questão do celular, do tablet, isso vem esse acúmulo em excesso, né, pro nosso cérebro. E ele vira e fala: "Opa, vamos dar uma parada, vamos parar um pouquinho, vamos refletir sobre o que muitas vezes a gente não tem mais curiosidade dos livros, justamente porque ele faz a gente pensar mais, focar mais e você refletir sobre. Então, de certa forma, apesar de nós termos tantas informações, estamos eh negligenciando essa questão da decisão, porque para tomar uma decisão consciente, você tem que estar ali atrelado ao que aquilo tem gerado, o que aquilo agrega, o que ele quis dizer com aquilo. Então isso realmente a gente tá perdendo apesar desse excesso de estímulos de informações. Olha só, né? tomada de decisões. Você sabe que, eh, de acordo com informações, estudos, né, eh de pessoas que trabalham com a neurociência, nós tomamos cerca de 35.000 decisões por dia. Escolhas, 35.000 escolhas por dia. Aí chega no final do dia, você não quer escolher nada mesmo, né? Agora, Paulo, a gente coloca essas 35.000 1 escolhas que a gente toma por dia, que a gente faz por dia, atrelada às redes sociais, a a estímulos constantes. Eu pergunto para você, essas redes sociais, elas também estimulam essa alimentam essa pressão da gente ter que decidir o tempo inteiro? Porque a rede social tá na nossa vida e isso alimenta a comparação. E quando a gente fala em decidir, eu gostaria que você trouxesse pra gente a sua visão sobre eh o impacto que as redes têm eh ness nesse nosso sistema de ter que decidir o tempo inteiro, de ter que escolher o tempo inteiro. Olha só, são 35.000 já natural do ser humano. Aí a gente alia com a rede social, isso fica chega a dar um um nervoso quando a gente pensa no número de decisões e na pressão da escolha também. É, é assustador. Começa com as notificações, né? Eh, uma recomendação fundamental é que as pessoas desabilitem as notificações do celular. havia uma recomendação muito antiga quando os Correios começaram Uhum que era o seguinte, recomendações muito particulares, né? Eh, deixe para receber as cartas eh apenas uma vez a eh no final da semana, porque se você parar o que você está fazendo para atender o carteiro, você não vai terminar de fazer nada. Veja isso já no século XIX. Então hoje, se você é bombardeado por muitas notificações, você já começa a dispersar a atenção. as redes sociais elas têm promovido eh, exatamente uma opção, né, opções enormes de conteúdo, né, os apps de relacionamentos também, né? Então, eh, bombardeados por tantas opções, por tantas alternativas, realmente o que sobra é a sobrecarga eh assustadora da mente humana, né? não somos desenhados para esse tipo de coisa. Então, eu acho que uma boa recomendação diante das redes sociais seria desabilitar as as notificações. Cada luzinha, cada sonzinho que nos chama a atenção também nos convida a eh escolher que tipo de coisa eu vou destinar a minha atenção, né? E isso, essa dispersão gera desgaste, gera exaustão mental. E às vezes a gente nem percebe, né, que o que que está acontecendo conosco, o porquê de tanto cansaço no fim do dia, né? Ter que escolher. A gente já tem as nossas escolhas, as 35.000 escolhas. E aí com a tecnologia, essas 35.000 Viu? Escolhas dobraram porque a gente precisa escolher o que a gente vai fazer, quem a gente vai atender primeiro, o que que a gente vai responder, como vai ser a resposta, o que que a gente vai absorver, qual o conteúdo que a gente vai eh eh querer eh ver no celular, gente, olha, é muita coisa. E aí o Paulo trouxe essa questão dos carteiros, que eu achei interessante demais. te confesso que não sabia disso, mas assim, era preconizado, então que você recebesse carta uma vez, né, eh eh pelas na semana para você não dispersar os seus sentidos da dos seus afazeres. Agora você imagina a se antes você recebia carta uma vez por semana, porque se você começasse a fazer alguma coisa, você não ia terminar. se você eh levasse a sua atenção para o recebimento da carta. E agora então qual que é a analogia que você faz? A gente não tá conseguindo fazer nada mais, então porque a gente tá sendo bombardeado de coisas o tempo todo. Qual que é a analogia que você faz? O que que você a comparação, né, desse, dessa época que você trouxe pra gente com os dias de hoje? É, [limpando a garganta] o e-mail não deixa de ser, né, como nós chamamos uma eh um veículo de recebimento de cartas, vamos dizer assim, né? Os aplicativos de comunicação, é a mesma coisa. Então, eh quando nós somos, eh, bombardeados por essas notificações, aliás, são notificações de qualquer coisa dentro do celular, né, que está ali, é uma parte do nosso corpo, né? Eh, então era muito interessante eh pensar exatamente nisso. Se cada dia que você recebe uma carta, você para as suas tarefas, né, para receber o carteiro, você realmente não termina nada. E hoje em dia essas cartas, né, esses sinais, essas notificações, elas funcionam exatamente dessa maneira. Toda hora é um sinal, toda hora é uma campainha. Antigamente era campainha, hoje em dia é a luz no celular, é o o som, né? É a expectativa. Ora, nós somos importantes, mas nem tanto, né? Então, podemos olhar o nosso celular, se eu preciso falar com alguém, se eu sei que tem uma informação importante, eu posso procurar essa informação. Eh, assim, deveria ser, eh, mais saudável, ao invés de do aparelho nos acionar toda hora, né? Isso realmente sobrecarrega e a mente humana. Muito bem, Paulo. Agora, antigamente muitas escolhas eram limitadas pela realidade, né? Hoje o problema parece ser justamente ao contrário. Excesso de caminhos, excesso de opiniões, excesso de estímulos, excesso de informações. E no meio disso tudo cresce uma sensação silenciosa de culpa porque a gente não tá conseguindo dar conta de tudo ou então a gente não tá conseguindo aproveitar as oportunidades. E aí tem pessoas que sentem vontade de sumir um pouquinho, de desligar o celular, de evitar qualquer decisão, seja ela: "O que que eu vou fazer quando eu chegar do trabalho lá em casa? Vou fazer o quê? Vou limpar casa, vou lavar roupa? Vou passear com o cachorro? Vou escolher o que eu vou comer? Ou eu literalmente não vou fazer nada, vou deitar, vou esquecer do mundo e vou tirar uma soneca, né? né? Então assim, eh, Beatriz, que explicação neurológica a gente pode trazer para isso? Eh, as pessoas, você na sua avaliação, né? Ah, as pessoas elas realmente sentem essa vontade do modo off, tá acontecendo isso ou a gente ainda não entendeu que a gente precisa parar e desligar? Eh, eu percebo que existe sim eh essa população que tem eh olhado de certa forma, não tem a consciência de que precisa parar, mas ela tem sentido nesse corpo e ela tem buscado informações sobre isso. E o que eu tenho eh observado que muitas vezes eh tem buscado muito a questão do nome, né, do nome do transtorno ou algo do tipo. Hoje nós estamos falando bastante da questão do déficit de dos transtornos, do déficit de atenção. Sim. E muitas vezes essa esses sintomas tá muito mais atrelado ao orgânico, falta de uma B12 ou algo do tipo, né? Eh, e também tem sim a parte do transtorno também, tá? Porém, antes de começar uma avaliação, eu justamente falo muito sobre isso. Olha, vamos ver o clínico primeiro, vamos tirar toda a parte orgânica. Então, procura fazer os exames para ver se tem uma questão ali orgânica, né, do corpo, qualquer vitamina, hormônio, algo que possa estar interferindo. Descartando isso, vamos lá pra parte cognitiva. E isso é importante também, né? Esse cansaço, esse excesso, é uma questão de que o corpo não tá absorvendo aquela vitamina necessária, não bió, tá OK? Então é um volume cognitivo, por exemplo, de informações que vem atrelando. Sim. E hoje é muito difícil fazer a nossa prioridade. Quando você fala um pouquinho mais da ou antiga geração, eles tinham umas questões muito padronizadas. Então eles saíam cedo para ir trabalhar, chegava em casa, fazia uma tarefa ou outra e ali a maioria dos familiares ali julva com a casa ou quando a esposa, né, ou a mulher ficava ali cuidando da casa. Hoje nós temos uma inversão de papéis muito grande, né, e temos ali muitas pessoas ali no lar, porém quando você olha, você percebe que a dinâmica hoje é muito aqui no celular. Sim. Hoje muito mais fácil a gente conseguir falar com alguém pelo WhatsApp do que pela ligação. Muitas dos nossos celulares fica ali no silencioso. Por quê? Porque se a pessoa quiser falar comigo, ela manda pelo WhatsApp que eu consigo visualizar muitas vezes por conta do trabalho. Mas se fosse só a questão do trabalho, quando chegava em casa, a gente tirava. Então, [risadas] né? É verdade. A gente acostumou a ter esse silêncio. Então, a gente percebe que de certa forma o nosso próprio corpo vai dizendo: "Olha, eu preciso do silêncio. Eu preciso de um tempo de prioridade, eu preciso reenergizar essa energia". E quando nós falamos dessa reenergizar essa energia, selecionar aquilo que me agrada se torna muito difícil. É escolher de novo, né? Vou ter que escolher aquilo que me agrada. Mas o que será que me agrada nesse mundo tão frenético com tudo, tudo, tudo piscando, né? Tudo ligado, tudo piscando. E aí, como é que eu vou fazer? E é o custo disso. Uhum. Porque se eu escolho tirar duas horas para ler um livro ou ir paraa academia ou algo do tipo, eu não vou fazer uma atividade em casa. Então, escolher. E isso gera uma ansiedade, porque, por exemplo, ah, eu queria ter lavado a louça, se eu sou uma pessoa que eu preciso que a louça esteja limpa, eh, todos os dias à noite antes de dormir, e esse tempo eu não consegui fazer, e isso vem gerar uma, de certa forma, um sofrimento. Então, essa escolha inicial vai me gerar uma não escolha de outra. Nossa. E tá vendo? Tudo se resume no quê? De novo? Na escolha, gente, é muito, são muitas escolhas pra gente fazer no dia a dia, né? Só que daí as pessoas acabam confundindo esse esgotamento, eh, por conta de muitas escolhas, com preguiça, com falta de motivação. E aí a gente precisa aprender a diferenciar, como a Beatriz tá trazendo aqui, de repente até uma baixa de vitamina, né, pode deixar você um pouco mais cansado. E aí, se você descarta é essa questão aí das vitaminas, dos hormônios, ah, precisa parar e dar uma olhadinha, porque a gente tem que diminuir as escolhas, né? Mas tem escolhas que a gente não pode parar de fazer. Agora, tem escolhas que a gente consegue, ó, não precisar escolher, não é, Paulo? por gentileza, eh, as escolhas que de repente a gente decide não fazer mais, elas trazem um impacto na nossa vida. A gente, o nosso cérebro é acostumado, ele acostumou a fazer escolhas. Quando a gente decide não escolher mais, a gente vai sentir uma falta de ter que escolher? Qual que é a avaliação que você traz pra gente sobre? Eu não quero mais escolher. Então, agora eu vou deixar a vida fluir sem precisar fazer tanta escolha. É, essa pluralidade de opções, de alternativas gera um problema muito grave. As pessoas travam, elas eh têm uma imensa dificuldade em analisar, avaliar, né, eh qual tipo de de caminho tomar, né? E isso é muito trágico, porque dependendo do que temos que escolher, eh, são coisas extremamente relevantes paraa vida, coisas que nós não podemos abandonar ao não escolher, curiosamente, isso já é uma escolha, porque a vida vai escolher pele. Eu atendo eh acima de tudo, isso ocorre com homens que cada vez, por exemplo, eh o cara e trai no relacionamento, no casamento, então ele tem uma amante. Cada vez mais eu escuto narrativas do tipo: "Olha, eu eu amo a minha amante, mas eu simplesmente não consigo eh deixar a minha esposa, eu não consigo escolher, a pessoa fica travada". Eu pergunto, mas por que por que que você não consegue escolher? E o sujeito não consegue eh apresentar uma avaliação equilibrada, sustentada do por ele não consegue sair daquela situação? Então, dependendo do tipo de assunto, de tema, tem coisas que se você não escolher, a vida vai escolher por você. Uhum. E como são temas como esse importantíssimo, a vida das pessoas, com quem você está, que envolve questões éticas, né? Você tem que escolher. E as pessoas estão travando exatamente nesses elementos fundamentais paraa vida, substanciais paraa vida, aquilo que tem um impacto significativo na nossa vida. Então, não é somente escolher uma série para o final de semana ou para a noite, né, um filme, né? Agora nós estamos estamos travando, paralisando para coisas fundamentais, escolher uma profissão. Jovens que não conseguem mais eh avaliar de uma forma mais equilibrada que tipo de caminho eu vou percorrer na minha carreira. Isso tudo vai se tornando uma tragédia, um drama para o indivíduo. E é muito perigoso, dependendo do tempo, porque mais uma vez, se você não escolhe, posto que está travado, a vida escolhe por você. Muito bem. Pertinente demais essa fala, né, do Paulo, porque a vida vai escolher. Então, a gente tem que escolher, continuar escolhendo ou deixar que a vida escolha pela gente. Agora, se a gente fizer uma análise, talvez uma das maiores violências emocionais, violências emocionais da atualidade seja a obrigação constante de performar bem. A gente precisa ser produtivo, interessante, eficiente, atualizado, equilibrado, gente. Só que o cérebro ele não foi preparado para processar tanta informação simultaneamente sem consequências. E aí vem essa questão de ser multitarefas, né? multitarefas, multiescolhas. Isso, Beatriz, prejudica a capacidade do nosso cérebro de tomar boas decisões durante o dia, porque a gente às vezes vai escolhendo no automático, né? Tá bom, sim, não, aqui vai, vamos lá, vamos por aqui. Mas quando chega o momento de tomar aquela decisão assertiva, poxa, eu tô tão cansado de decidir, de escolher. E aí era para dar o pulo do gato, mas eu acabo errando na decisão e na escolha. Isso e essa esse ter que escolher, ter que decidir muitas coisas prejudica o nosso cérebro em uma decisão que precisa ser assertiva. Sim, isso gera muito desconforto, como o Paulo evidenciou e como você tem falado também, eh essa prioridade, isso, eh tem sido bastante negligenciada pelo excesso de estímulos, tanto pela rede ou pelas informações ou pela próprio desempenho, né, que nós precisamos hoje para estar aí no mundo sendo evidenciados. E isso faz com que revemos muitas vezes prioridades. Uhum. Como Paulo falou, eh, às vezes uma decisão que é muito importante, seja para um jovem tomar ali uma carreira, seja para uma questão familiar, aquilo se torna fadigante. Por quê? Porque eu Nós perdemos a autocrítica, nós perdemos a questão de olhar para aquilo e poder criticar. Uhum. Mas na modo reflexivo, não modo de julgar o outro, mas olhar para aquilo. Será que aquilo me cabe? Será que me serve? Será que isso tem agregado ou não a minha vida? Quais são as consequências disso? Normalmente nós não paramos para pensar nas consequências. olhamos, ah, precisa ser feito ou algo, não, não quero, não quero lidar com isso. Porém, as consequências, igual Paulo falou, tá lá, se você não escolher, você vai ser escolhido. Uma decisão vai acontecer, mesmo que você escolha não escolher, ali já é uma escolha por si só. Então, essas prioridades que nós precisamos ter eh no nosso cotidiano. Eh, muitas pessoas falam sobre planejar o dia, né, no na noite ali, fazer essa pensamento. Olha, amanhã eu vou ter que fazer isso, isso, isso, isso. É uma seletividade de prioridade. Então, quando eu acordar amanhã, já tem menos excessos dali de pensamentos, porque eu já sei o que eu terei que fazer. Porém, quando eu preciso ter essa energia paraa noite para poder planejar isso, então essa fadiga e quando nós falamos aí de excesso de pensamentos, excesso de volume de estímulos, isso realmente é sentido pelo corpo, né? Quando nós falamos aí de parte neurológica, né? Estamos falando ali das decisões préfrontal, né? responsável ali pelas decisões, responsáveis pela atenção, né, planejamento, organização. Então isso faz com que nós eh precisamos ter mais tempo para refletir sobre e realmente, igual o Paulo falou, priorizar esse silêncio, priorizar esse tempo pra gente refletir sobre uau, que muitas vezes o livro contribui com isso. Exatamente, né? De repente, uma leitura começa a fazer um manejo diferente no nosso cérebro e se você não escolher, você vai ser escolhido. Ai ai ai. Decisão de escolha. 35.000 escolhas. Mas com todos esses estímulos isso pode dobrar e a gente fica sempre meio perdido, né? De repente tá na hora de parar, dá uma respirada e escolher ler um livro para poder dar uma equilibrada no nosso cérebro. 8:45 nós temos algumas perguntas, estamos ao vivo, estúdio Câmara. Hoje a gente falando de escolhas, né? Quantas escolhas você já fez hoje? Parou para pensar e as escolhas automáticas que a gente faz e nem percebe porque nosso cérebro já acostumou. Ah, bem delicada essa situação de escolhas. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela pra gente, por favor. Nós queremos falar com você que tá em casa. O Marcos Oliveira do Jardim Proça tá conosco. Vamos ver o que ele diz aqui. No fim do dia, o cérebro parece que trava. Olha aí, ó. Fica difícil pensar em coisas simples. O esgotamento mental pode causar falhas de memória ou falta de foco real no trabalho diário? Vamos lá, Paulo. O Marcos Oliveira do Proça tá com a gente e perguntando sobre essa questão aí do fim do dia, esse esgotamento. É, com certeza sim, né? o nosso cérebro eh trava, a qualidade da das nossas avaliações, elas diminuem, né? os a expectativa ao contrário, aumenta. A gente cria expectativa para a solução daquilo que a gente pretende escolher, ao passo que a qualidade da da escolha acaba sobrecarregando profundamente a nossa capacidade de avaliar as coisas, né? Eu acho que um exemplo muito bom são os aplicativos de relacionamento. Então, as pessoas começam a olhar para aquele catálogo imenso e não conseguem simplesmente escolher porque estão na expectativa de algo melhor. Isso cria uma angústia terrível e prejudica, sim, a nossa capacidade de avaliar sensatamente, né, de de fazer boas decisões. a tensão começa a falhar, a memória começa a não reter informações preciosas. Então, é um comprometimento geral em razão dessas grandes eh alternativas ao longo da e de informações, né, ao longo do dia. Impressionante. Quando você fala de aplicativos de namoro, nós até fizemos um programa, né, eh, falando sobre esse tema e realmente, né, eh, são muitas escolhas e aí você acaba não conseguindo escolher nada. A gente pode aliar também e colocar, trazer paraa nossa roda aqui a questão eh de filmes, né? Quando você abre lá eh o aplicativo para você assistir um filme, uma série, você já parou para perceber quanto tempo você fica pulando de filme em filme? Esse não, esse não, esse sim, esse não, esse não. Aí acabou os filmes, você fala: "Pô, mas é só isso aí. Você quer mais e mais e mais". Já parou para analisar, gente? Eh, eh, é impressionante como a gente de repente perdeu o senso, né? Porque como tem muitas opções, você acaba ficando sem saber o que escolher. É isso mesmo. Esses aplicativos de filme também são impressionantes, né, Bia? Sim. E isso nos nos eh faz olhar sobre a questão da escolha, né? Eh, se você pegar um pouquinho lá atrás, as crianças pequenas, eh, não tínhamos essa opção de escolha. Eh, o desenho era passado ali na TV e tínhamos que esperar o comercial. Exatamente. Para retornar. E tinha um período do desenho. Uhum. Então elas iam, viam um desenho ali e ficavam, gente, exposição de tela, as crianças ficavam em torno de 4, 5 horas ali no desenho, porém almoçava ou contraturno da escola e depois ia brincar. É, então isso, esse brincar, então trabalhava atenção, trabalhava interação, trabalhava o foco atencional, motricidade fina, motricidade grossa e aquilo promovia esse desenvolvimento em todos os contextos da criança. Então, quando nós falamos nessa exposição, esse estímulos, né, hoje a criança está muito mais atrelada às telas, porém nós não temos as outras, né, habilidades sendo ali eh, sendo estimuladas, ou seja, tensão, foco tensional, interação social. Então, essa nova geração que vem chegando, né, a gente percebe que já tem muita dificuldade nas interações. Uhum. E aí vem a questão da escolha. Eles fazem muito mais escolhas que nós, porque tá muito mais atrelado aos estímulos por conta das redes, por conta do contexto vivenciado. Então, quando Paulo fala que esse jovem já tem dificuldade em escolher a carreira, justamente isso, ele não tem tanta expressões e essa interação para compartilhar com os amigos ou colegas ou algo do tipo experiências para que ele consiga formar o senso crítico, para que ele consiga ter uma decisão mais assertiva na vida dele. Então eu percebo que além desse excesso de informações através aí das redes, temos perdido muito essa interação e o poder da escolha, porque se eu prefiro conversar 2 horas com uma amiga ou num café ou eu vou, por exemplo, para casa e faço minha tarefa ou entrego um projeto que eu preciso. Então, essas escolhas precisam ser alinhadas à questão da prioridade e nós muitas vezes estamos negligenciando. Então, esse excesso de pensamento é justamente isso. coisas que precisam ser feitas no dia a dia, na questão da performance, porém muitas vezes estamos eh nos anulando como pessoas também e trazendo estímulos que dá prazer para nós no final do dia. Olha issó. Olha isso. Tá vendo? Olha, ser humaninho é algo bem delicado que sempre estudado constantemente e a gente sempre se eh eh vem novas tecnologias, novos estímulos e a gente precisa entender e a gente precisa escolher. E tem uma questão bem importante aqui, gente, que a gente precisa descansar também, né? A gente, quando a gente fala quantas escolhas nós fazemos durante o dia, 35.000, 1 aliada a todos esses estímulos do celular que tá na palma da nossa mão. E aí isso essas escolhas podem dobrar de tamanho. Agora a gente precisa descansar, a gente precisa parar. Ô Paulo, quando o corpo para e o cérebro continuativo, né, absorvendo a informação, isso pode, ã, impedir uma recuperação emocional? A gente pode, quando a gente tá descansando o corpo, o nosso cérebro ele continua a lembrando das escolhas que a gente precisa fazer eh durante o dia. Eh eh lembrando de repente que eu não atendi, que eu não respondi aquela mensagem. Isso impacta no nosso descanso, no nosso na nossa pausa. A gente precisa fazer uma pausa e se a gente não pausa literalmente, né, a gente continua cansado. Tad é demais, né? A cabeça não para, né? O pensamento acelera, né? a pessoa fica, ela não desliga. E como diz a moçada, a gente buga a mente, a a mente buga. O sujeito não consegue mais travar esse fluxo contínuo do que tem que escolher, né? A roupa pro dia seguinte, as coisas que ficaram para trás. Então, compromete muito, como a Beatriz falou, o senso crítico, essa capacidade de avaliar, porque escolher supõe essa capacidade de avaliar e avaliar bem, avaliar criteriosamente. Agora, temos aí dois caminhos. O sujeito com esse bombardeamento de informações passa a ser extremamente exigente, o que também trava a decisão, trava a escolha. Por outro lado, nós podemos com esse bombardeamento exatamente prejudicar a capacidade de escolher no eh e podemos escolher impulsivamente, ou seja, sem esse senso crítico, sem uma boa avaliação. Então o corpo ele pode até parar naquele momento para dormir, mas a mente vai provocar esse esse aceleramento de pensamentos vai provocar um não relaxamento, vai provocar exatamente coisas terríveis como insônia, a ansiedade, né? E eh uma das coisas muito terríveis que é o sentimento de culpa, porque eu não escolhi e me sinto em dívida. Essencialmente culpa é dívida. Eu devo algo a alguém, eu deixei de fazer algo. E isso é extremamente corrosivo. Então veja, a decisão, a escolha, ela envolve e mobiliza toda essa gama de sentimentos e emoções. Uau! Nossa, gente. Escolhas. Escolhas. E agora 8:55. Eu escolho colocar uma pergunta do telespectador na tela. Vamos lá. Tá vendo? É uma escolha, né? A gente vai escolhendo durante todo o tempo, o tempo todo, mais de 35.000 escolhas e decisões a gente precisa fazer durante o nosso dia. Roberto Dias do Jardim Garcia dizem que as decisões mais importantes devem ser tomadas logo cedo com a mente descansada. Isso faz sentido ou o cérebro funciona da mesma forma às 24 horas, Beatriz? Eh, faz sentido sim. E é importante porque é através do sono, mas do sono bem descansado. Não aquele sono que você acorda cansado, aquele sono que regenera toda aquela energia. E quando você acorda, você consegue ter um pouco mais de clareza. essa sensação de clareza mental, isso fica evidente na parte da manhã quando você eh coloca essa questão. Porém, eh, eu queria falar, ressaltar aqui um pouquinho sobre a importância da higiene do sono. Exatamente, né? Eh, o que que é a higiene do sono? é você se preparar eh para dormir, tirar a questão do celular, tirar luzes, trazer com que o seu corpo entenda que é hora de dormir e essa hora de dormir também no mínimo aí 8 horas para que você o seu corpo sinta essa tranquilidade, que ele sinta essa absorção, esse retorno dessas energias para que ele consiga ter um bom desempenho. E durante os di o a metade do dia, isso você percebe na carga energética que nós vamos desempenhando ali, que vai derenando, né? Porém, eh, essa retomada à noite de buscar essa higiene do sono, eh, ajuda bastante a depois limitar um pouco mais, estender um pouquinho mais essa essas energias aí da tarde pra noite, depois das 4:30 até 7:30, 8 horas. Se você consegue fazer uma higiene do sono consequentes, né, diariamente ali, você consegue ter um pouquinho dessa energia estendida para que você consiga desempenhar essa essas atividades. A gente percebe que hoje há tem tá muito alterado o padrão do sono das pessoas, então vão dormir muito mais tardes e às vezes acorda mais tarde também. Então isso também interfere muito no desempenho e isso realmente dá uma diferença na qualidade de vida significativa e vai interferir nas nossas escolhas assertivas, né? De repente você precisa tomar uma decisão aí e que essa decisão vai fazer diferença na sua vida. Você tá lá com fadiga, você não dormiu bem, você tá totalmente travado, sem poder de decisão e acaba fazendo uma má escolha. Aí vem a culpa, aí vem a ansiedade, gente. Tá vendo só como isso influencia, né, na nossa qualidade de vida, a nossa saúde mental, a nossa saúde física também. Agora 8:58. Mais perguntas pra gente, produção, pode colocar na tela. Daqui a pouquinho a gente já vai para as considerações finais. E agradecendo você que tá participando conosco. Estamos ao vivo Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas falando sobre as escolhas. 35.000 escolhas diárias. É muita coisa para uma pessoa só, né? Fernanda Souza do Nova Europa. Muitas vezes a pessoa prefere que o outro decida o filme ou o lugar do passeio, só para não ter que pensar. Vamos lá, Paulo. Esse comportamento de tanto faz é um sintoma claro de esgotamento. Olha só que interessante. Que que você traz pra gente sobre essa pergunta da Fernanda? Esse é um sintoma clássico de esgotamento, né, de exaustão. Quando nós transferimos a responsabilidade da escolha ao outro, né? Isso começa exatamente com coisas pequenas, com esse tanto faz, né, para onde, que restaurante nós vamos, que filme nós vamos assistir e passa a coisas muito sérias, né, como eh a decisões sobre o casamento, decisões sobre filhos, decisões sobre carreiras, decisões sobre moradias. E uma das coisas mais dramáticas nesse caso é exatamente isso. Eh, responsabilidade significa responder pelos atos e pelas nossas escolhas. Então, quando eu digo tanto faz, eu transfiro esse poder de decisão ao outro. E muitas vezes nós estamos fazendo nesse momento, eh, nós estamos abdicando da nossa própria vida, da nossa própria felicidade, do nosso próprio bem-estar. Então, é fundamental que nós tenhamos uma eh visão crítica, uma avaliação criteriosa, mas não tão criteriosa, e que possamos eh ser senhores, né, das nossas decisões, né, das nossas escolhas para não transferir para o outro a responsabilidade sobre coisas fundamentais. interessante, né? A responsabilidade e o poder de decisão, né, Bia? Porque quando essa palavrinha aí tanto faz, é algo que incomoda muita gente, né? E às vezes eh quando você recebe um tanto faz, você avalia e analisa de forma diferente. Você, poxa, tanto faz, mas não tá nem aí para nada, né? E de repente aquela pessoa, ela tá cansada, mas até que ponto tanto faz, faz bem, não é assim? É importante também ressaltar que esse tanto faz. Temos também uma outra vertente de que eu confio tanto no outro que o que ele escolher por mim também eu vou encarar aquilo. Seno. Então temos essas opções. Depende muito da sincronia da relação, né? Para entender. Tanto faz, não, tanto faz. Eu não quero escolher nada, tudo bem. Uhum. E aí a gente reformula essa questão que o Paulo tem evidenciado e também tem essa questão do tanto faz. Não importa o que nós vamos fazer desde que estamos juntos e eu entendo a escolha dele e para mim o que ele fechar fechou. Porém a gente também tem que olhar esse outro fala assim: "Olha, o que você quer é por conta que ele não quer decidir ou porque ele quer agradar para que o outro perceba também?" [risadas] E isso tá muito trelado às vezes ali a relação, né, complexo, a relação que as pessoas têm, cada um com, né, por si. Hum. Porém, a gente percebe, igual o Paulo falou, que muitas vezes a questão do tanto faz para relações que não é tão íntima, né, que não tem ali no contexto emocional mais íntimo, eh, é justamente esse ponto, ah, que escolher tá bom, porque eu não quero ter essa questão dessa decisão. Então, eu coloco ao outro essa decisão e às vezes chega até a criticar depois, né? Ah, mas não gostei de tal coisa. Mas você tinha o poder de decisão, né? Ele falou: "Olha, vamos fazer". Não, tanto faz. E aí falou: "Não, mas eu não gostei." Mas você tinha o poder da decisão de falar: "Vamos para tal lugar ou não". Enfim, ser o senhor da sua decisão, né? Como Paulo falou. Então, isso é importante ressaltar daqui, que nós, todos nós somos responsáveis pelas nossas decisões ou não. [risadas] As decisões também há, né? As escolhas também é uma não escolha. Nossa gente, vamos lá. 93, a última pergunta do nosso programa e a gente já vai para as considerações finais. Pode ser, produção. Estamos ao vivo. Estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas falando aí sobre as escolhas. Sérgio Ramos de Barão Geraldo. Vamos lá, Paulo. Olha só, às vezes eu não consigo dormir porque fico repassando tudo do meu dia na cabeça. Não é só você não. Esse hábito de remoer escolhas passadas é sinal de que a mente não está descansando. Olha isso, Paulo. Vamos responder o Sérgio Ramos aí de Barão, Geraldo, por favor. É, é, é um cinema, um filme, melhor dizendo, que a gente fica ali retomando na cabeça, né, preso no passado, nas coisas passadas, né, tentando recuperar o que podia ter feito. Esse remoer é extremamente desastroso, né? É claro que a gente pode pensar eh se vai repetir amanhã eh a mesma situação, nós podemos repensar no momento adequado se poderíamos fazer melhor. Isso é até extremamente saudável. Agora, permanecer demasiadamente no passado, né, demoradamente, eh, sobre o que fez, retomando cada ponto, revisando cada etapa. É um sintoma clássico de um indivíduo paralisado. Olha isso, né? É uma situação, mais uma das situações, né? Você vai deitar para dormir, você fica remoendo, remoendo, remoendo. Por que que eu não escolhi diferente? E aí você tem que escolher entre remoer ou descansar para poder ter uma escolha assertiva no próximo dia, né, Beatriz? Sim. E aí entra de novo a importância da higiene do sono. Exato, né? Porque às vezes escolhemos cotidianos ali, tem algumas escolhas que nós precisamos, que erramos, que precisam revisar para que não ocorra novamente, mas também tem essa compaixão de olhar para si e falar: "Olha, eu fiz o melhor com o que eu tinha naquele momento". Para que esse remorço não fique sobrecarregando ainda mais o sistema que você não vai mudar. Uhum. Então, quando você fala, revisei, aprendi o que não foi legal, vou tentar fazer de outra forma, porém e eu vou escolher fazer a higiene do sono para que eu possa ter escolhas mais assertivas aí no cotidiano da trajetória do próximo dia. Eh, não perder tanto tempo com o que ficou lá atrás, que você não pode mudar. E isso te impulsiona a fazer novas eh escolhas muito boas, assertivas aí para pro seu cotidiano, paraa sua pra sua vida. E escolher a qualidade de vida hoje é prioridade. Temos muitas questões, muita tecnologia, muitas informações, interações muito volátil. Hoje nós conversamos com pessoas fora do Brasil e etc, porém a escolher cuidar de si, a qualidade de vida tá trazendo muita prioridade pra vida da gente. Precisamos, né? Precisamos escolher. Então, que você se escolha, né? É isso. Porque se você não escolher, a vida vai escolher por você e de repente pode não ser uma escolha tão assertiva assim. Agora 96. É isso, gente. Eh, talvez uma das grandes questões do nosso tempo seja justamente essa. Em uma sociedade onde tudo é possibilidade. Talvez o verdadeiro luxo esteja em desacelerar, poder descansar, né, depois de uma escolha, sem culpa, se desligar do medo e entender que não escolher o tempo inteiro também pode ser uma forma de cuidado emocional, né? Então, de repente desliga, fica tranquilo, dá uma equilibrada no seu cérebro para voltar novamente com o poder de decisão que a gente precisa dele. Então é sobre isso que nós falamos no programa de hoje. Eu quero agradecer muito a presença da Beatriz. Obrigada, nossa neuropsicóloga nos orientando sobre as nossas escolhas. Bia, gratidão. Muito obrigada. agradeço e é isso que eu quero muito que vocês façam, né? A qualidade de vida, como a própria eh Rúbia diz, né? Eh, trazer essa qualidade de vida hoje é um luxo no cotidiano que nós vivenciamos, mas a prioridade é importante, porque se você não se priorizar, o seu corpo vai trazer lá na frente coisas que vão fazer você parar. Muito bem, Bia. Obrigada, viu? estar com a gente. E a gente agradece também o nosso filósofo, psicoterapeuta Paulo Henrique Castro, que contribuiu bastante conosco hoje. Muito obrigada pela sua participação. Gratidão, viu, Paulo? Eu que agradeço. Eh, é um tema fundamental. Eu espero que as pessoas reflitam exatamente sobre a questão da dessa importância, né, de uma vida mais simples, exatamente para que as escolhas não sejam pesadas, né, e as nossas exigências não sejam em relação nesses momentos de escolha não sejam demasiadas. Então, talvez diante desse mundo tão complexo, o fundamental é buscar eh uma vida mais simples, na medida do possível, né? Uma vida que retorne para uma diminuição dessa quantidade de escolhas ao longo do dia. Excelente, muito bom. A gente agradece você também que tá aí do outro lado. Grande abraço. Obrigada pelo carinho da audiência por participar com a gente. Lembrando que a ÍRa tá chegando aí, trazendo informação atualizada aqui da nossa cidade de [música] Campinas, do legislativo, do estado de São Paulo, Brasil e Mundo. Depois também tem Câmara Notícia com Gabriel Castro, atualizando as informações da Câmara de Campinas. Ontem teve reunião ordinária, então tudo que aconteceu na reunião ordinária você confere hoje no Câmara Notícia ao meio-dia. E a programação da TV Câmara Campinas, sempre feita com muita responsabilidade, com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. E amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã ao vivo. E olha só que interessante, amanhã a gente vai falar de uma relação [música] que transforma vidas, especialmente na terceira idade. A gente [música] fala dos idosos e dos pets. Como cães e gatos podem ajudar a combater a solidão, reduzir os sintomas de depressão, estimular a memória e desenvolver aí um sentido a à rotina [música] de pessoas idosas, né? até que ponto um animal pode funcionar como companhia emocional, incentivo físico e até um apoio terapêutico. E quando eh os cuidados, né, precisam ser mais intensos, será que um animalzinho também pode estar ao lado do seu tutor e ajudar nessa recuperação? Vamos falar sobre isso amanhã. Idosos e pets, aqui no Estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. E claro, a gente espera por você. Grande abraço. Se escolha e até amanhã. Ciao. Ciao. [música] [música] [música] [música] [música] Oi, Paulo. Você tá conosco? Tô sim.