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Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?
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Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

52 views Publicado há 2 semanas HD · 1:01:16
Resumo editorial

Estúdio Câmara debate o caso, repercutido nacionalmente, de uma influenciadora que revelou oferecer whey protein e creatina à filha de 3 anos. A discussão amplia para questões mais profundas: até que ponto estamos transformando crianças em pequenos adultos? A busca por saúde e performance está chegando cedo demais à infância? O programa discute o impacto da pressão estética e da suplementação alimentar precoce na relação das crianças com a comida, o corpo e a autoestima.

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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Olá, [música] muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Segundamos, ótima semana pra gente. Estamos chegando ao vivo com o Estúdio Câmara. Hoje, segunda-feira, 18 de maio. Hoje vamos falar sobre um tema, gente, que começou nas redes sociais, ganhou uma repercussão nacional e abriu uma discussão importante dentro de muitas famílias brasileiras. Só para posicionar vocês, a gente fala eh sobre o caso de uma influenciadora que revelou recentemente que ela oferece protein e creatina para a filha de apenas 3 anos. E aí essa declaração dividiu opiniões e levantou um debate que vai muito além dos suplementos. Até que ponto nós estamos transformando crianças em pequenos adultos, né? Será que a busca por saúde, performance está chegando cedo demais na infância? E qual que é o impacto disso na relação das crianças com a comida, com o corpo e até com a própria autoestima? Estamos incentivando a saúde ou antecipando preocupações que não pertencem [música] às crianças? Então, participe conosco. O que que você acha aí? Você acha que a pressão estética tá chegando cedo demais nas crianças? Será que as crianças devem tomar alguma suplementação [música] alimentar do tipo de way e creatina? Então, hoje nós vamos conversar com as nossas entrevistadas [música] que já estão aqui no estúdio. Você pode mandar a sua dúvida sobre suplementação infantil. Existe, precisa, não precisa, [música] né? Conhece alguém que faça isso? Então, o WhatsApp tá na tela, 199729377. [música] Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo e daqui a pouquinho vamos apresentar as nossas entrevistadas [música] que fazem parte do estúdio Câmara desta segunda-feira. Bom, gente, vamos lá. Informação do [música] legislativo. Hoje acontece a 29ª reunião ordinária e na primeira parte tem um debate promovido pelo fórum LGBTQI APN de [música] Campinas em alusão ao dia internacional e ao dia municipal de combate à LGBT Fobia instituído pela lei municipal 13285 de 2008 da de autoria da ex-vereadora Marcela [música] Moreira. A atividade foi articulada pelo fórum LGBTQN+, a pedido da vereadora Paula Miguel, [música] com apoio do mandato da vereadora Mariana Conte e parlamentares da bancada de esquerda. Participam do encontro Marcela Moreira, a coordenadora da casa [música] sem Preconceitos, a Suzi Santos e a advogada Patrícia Solara Dias Ferre, conselheira do Conselho Municipal de [música] Saúde. E depois, na ordem do dia, a partir das 18 horas, os vereadores votam em primeira discussão dois projetos do executivo ligados à saúde pública. Tem o projeto de lei complementar 19 de26 que autoriza a destinação da área no conjunto residencial Padre Anchieta para a implantação do CAPS J Norte, que é voltado ao atendimento de crianças e adolescentes [música] com demandas da saúde mental. Já o projeto de lei complementar 28 de26 prevê a desafetação da área no Jardim Chapadão para a construção de uma nova unidade básica de saúde ou centro de saúde com expectativa de ampliar o atendimento na região norte da cidade. [música] A sessão começa às 18 horas às 6 da tarde no plenário da Câmara. Você pode participar presencialmente lá no plenário. Nós também vamos transmitir ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e no [música] YouTube. Você também pode participar mandando seu comentário eh pela pelas mensagens e com certeza o pessoal vai responder [música] você. Sua presença é muito bem-vinda. Previsão do tempo para hoje. Como é que fica o tempo hoje, né? A semana, de acordo com a previsão, a gente vai ter chuva aí durante toda a semana, temperaturas baixas. Nós estamos no outono, então para hoje sol com algumas nuvens, pancadas de chuva à tarde e à noite. Mínima de 16, máxima de 20º. [música] Essa é a previsão do tempo para esta segunda-feira. que a segunda-feira seja linda, maravilhosa. Vamos fazer do nosso dia um ótimo dia. E agora vamos ao nosso tema central, falando eh dessa infância que tem sido cada vez mais atravessada por hábitos, discursos, preocupações que são típicas do universo adulto. A alimentação deixou de ser apenas um cuidado e a nutrição, em muitos casos, para se transformar em um símbolo, né, um símbolo de performance estética, controle corporal. Mas gente, a gente tá falando de crianças, né? E isso aparece cedo demais nas redes sociais, nas propagandas e até mesmo dentro de casa. Então, vamos falar sobre adultização alimentar. Olha só, um fenômeno em que crianças passam a consumir conteúdos, produtos e comportamentos ligado ao corpo perfeito, musculação, suplementação, antes mesmo de entenderem as necessidades do próprio organismo. Mas afinal, qual que é o limite entre incentivar hábitos saudáveis e antecipar pressões que pertencem ao universo adulto? Então, para esse bate-papo, a gente recebe hoje duas profissionais que entendem do assunto. Eu dou as boas-vindas a Dra. Lívia Franco, ela é pediatra, está com a gente aqui no estúdio. Doutora, seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço pelo convite. Um bom dia. É muito bom ter esse espaço pra gente conversar um pouco mais sobre as crianças para além da alimentação, olhar para adotização também. Exatamente, né? Adultização alimentar, gente. E quando a gente fala de alimentar, né, de nutrir o nosso corpo, claro que a gente precisava de uma nutricionista. Então, a gente dá as boas-vindas à nutricionista Adriana Passos. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada, Rúbia. Obrigada pelo convite. É, como a Dra. Lívia falou, é um assunto que permeia, acho que todas as famílias esse cuidado com as crianças. A gente tem hoje estatísticas, índices muito preocupantes em relação ao que norteia a alimentação das crianças, né? E vocês estão de parabéns pela escolha aí do da pauta de hoje. Ai, que maravilha. Tudo isso só é possível com o aceite de vocês. Muito obrigada desde já. E a gente já começa então perguntando paraa nossa pediatra quando uma declaração como essa de uma mãe que vai às redes sociais e diz que está inserindo o ei protein e um a creatina na alimentação dessa criança, né, de uma criança, essa declaração ganhou uma repercussão nacional. O que mais preocupa a pediatria, doutora? o suplemento em si, né, ou a ideia de transformar a criança em uma extensão de de rotina fitness de um adulto. Qual que é a avaliação da pediatria e da doutora referente à inserção desses produtos na alimentação das nossas crianças? Eu acho que foi um marco importante o que aconteceu. Uhum. Há um ano eu estive num programa de televisão falando sobre isso, por encontrar pacientes meus já em uso de suplementação para as crianças. Mas eu acho que isso que aconteceu trouxe à tona esse tema que é tão importante e que realmente entra dentro da casa dessas famílias. Então, foi bom, de certa forma que ela demonstrou que isso acontece porque de fato acontece. Uhum. Então, que bom que podemos falar sobre isso e que ruim, de certa forma, que a gente não tem esse controle do que chega até as famílias, porque para muitas famílias, na bolha que elas estão inseridas, vai chegar a informação de que eu influencio, eu dou pros meus filhos, não faz mal para eles, então dê pro seu filho também. Então é uma linha tênue dentro disso pra gente poder conversar. E por isso que é tão importante esse espaço de debate. A preocupação, ela ela traz um olhar primeiro pra alimentação em si, pro consumo de uma proteína excessiva que pode levar alguns danos, que a gente vai conversar sobre isso. E para além disso, essa questão comportamental, a gente tem uma questão que é a cultura alimentar que nossa casa traz para essas crianças. A gente olha para as crianças os primeiros 1000 dias que vai desde a concepção. Então os hábitos dessa mulher gestante, quais são? Já vai levar algum impacto para as crianças? A introdução alimentar, ela vem com esse olhar de vamos ter uma cultura alimentar positiva. Então tem muita coisa pra gente conversar. Esse bate-papo pode ser infinito se a gente quiser. Uau, doutora. É verdade, né? A, se a gente para para analisar eh o consumo, né, a nutrição que a mãe faz, eh, estando grávida, isso vai impactar sim no desenvolvimento dessa criança. Muito bem pontuado. Agora a gente pergunta pra nossa nutricionista, né? Muitos pais associam o protein diretamente à saúde, né? A creatina também, mas na prática, uma criança saudável, ela realmente precisa desse tipo de suplementação para melhorar o quê? Se a criança está saudável, né? É, é necessário isso? Olha, uma criança saudável, ela não, dificilmente ela vai precisar de algum tipo de suplemento. Uhum. A gente tem sim no, né, no mercado hoje alguns suplementos voltados pra criança, mas eles são usados em situações muito específicas. por exemplo, no caso de uma desnutrição, quando a criança desenvolve alguma doença rara, situações muito específicas e sempre com acompanhamento do seu pediatra, do nutricionista, uma criança saudável, mesmo que a gente sabe que às vezes existe uma dificuldade na introdução alimentar, às vezes a criança passa por períodos de seletividade ali temporária, mesmo nessas situações, eh, a gente precisa trabalhar com alimento, né? a gente tá fazendo uma educação alimentar desde ali da do nascimento. Então, é muito difícil uma criança, principalmente nessa idade, precisar de alguma suplementação. E a gente pode até pensar que eh tem muitos adultos que fazem uso sem necessidade também. O suplemento, pela sua definição, ele só vai ser necessário quando a alimentação tem alguma deficiência. Então, se no que eh naquilo que a gente ingere todos os dias existe algum défic e a gente não consegue complementar com alimento, aí a gente lança a mão de alguma suplementação. Então, pensando nesse papel do suplemento, dificilmente uma criança vai precisar de algum recurso desse. Muito bem. Agora, se a gente for parar para pensar, a infância, ela sempre foi associada à descoberta de sabores, né? [limpando a garganta] Perdão, porque a criança ela ela vai aprender a comer aquilo que a gente oferecer. E aí hoje, eh, se a gente para para analisar algumas crianças ouvindo os termos shape, ganho muscular, performance, isso mesmo antes da alfabetização, né? Então, quais os riscos existem para uma criança que já começa a crescer exposta a esse tipo de preocupação, estética funcional ou estética corporal? Enfim, a criança ela tá inserida no inserida no ambiente e ela vai aprender tudo porque é espelho, né? tudo que a gente faz, eles copiam. E aí, né, qual que é o tipo de preocupação que a pediatria traz quando a criança ela está inserida nesse movimento, né, o pai e a mãe ou enfim, os cuidadores, eles são fitness, eles eh consomem produtos da linha fitness e essa criança. E aí, como que a gente precisa trabalhar pra questão da alimentação dessa criança para inserir, para ensinar a gostar? Como é que funciona, doutora? É um desafio muito grande a gente ensinar alguém a gostar de algo se a família não tem esse consumo. Uhum. Então, dentro desses lares que t essa performance mais voltada para essa questão mais esportiva e com uma alimentação muito diferente, o nosso cuidado ele é ainda maior, ele é multiprofissional, então envolve a nutrição. Em alguns casos a gente precisa até de outros profissionais para nos apoiar em relação a isso, mas como você bem colocou, as crianças elas são esponjas, elas absorvem o ambiente em que elas estão. Então, é muito sério a gente olhar para isso e tentar desde a introdução alimentar associar o prazer de comer como algo que a gente faz o tempo todo pro nosso bem. a gente tem uma questão social, principalmente nesses países mais desenvolvidos, que tem os alimentos com com acesso aos alimentos que são diferentes, as crianças se atraem por esses alimentos, associar a recompensa à alimentação. E aí me parece que a gente vê o movimento de que você é obrigada a olhar pro seu shape e usar o fitness, mas vamos supor, vou coletar um sangue dessa criança ou ela foi bem numa prova da escola, a gente comemora com uma besteirinha e aí a gente começa a atribuir que isso é gostoso, isso é melhor. Então tem várias nuances para olhar para isso. A gente tem que cuidar para que não gere com essa história toda distúrbios de imagem que são cada vez mais comuns na pediatria. a gente enfrenta um lado que é esse extremo de vamos ter uma um cuidado excessivo para evitar o ganho de peso. E o outro lado a gente também vive uma epidemia de obesidade no nosso país e no mundo, né? Então tem muita coisa pra gente olhar e o mais importante é essa família estar perto dos profissionais e seguir as recomendações. Então o seu filho, ele ainda é criança, ele tem que ser saudável, a gente tem que estimular a atividade física, a comida de verdade. A SDP ela traz esse conceito, a criança precisa consumir comida de verdade. Se os pais optarem por não ter esse consumo e aí como bem colocado aqui não é para ser com eles assim também tem esses erros também do dos adultos pr as crianças a gente tem que olhar com uma com um olhar de proteção. Precisamos proteger e assegurar que elas vão receber comida de verdade. Ótimo. Agora, tem uma diferença aí entre ensinar a alimentação saudável, né, e transformar a comida em um instrumento de controle e cobrança paraa criança, né? Eu gostaria que você trouxesse pra gente, por favor, eh, nossa nutricionista, a questão da inserção, eh, paraa criança desde pequenininho, né? É difícil a gente fazer as crianças, tipo, vamos lá, comer um legume, né? né? Seria uma fruta, os sabores são diferentes e muitas vezes não tão palatáveis assim, mas a necessidade e a forma ã adequada da gente poder tratar essa criança e incentivar ela pelo gosto, pela comida de verdade. Uhum. É, Rubia, assim, eu falo pros pros meus pacientes, para pros pais, né, que a criança ela vai consumir aquilo que lhe é oferecido, né? Então, quando a gente começa essa introdução alimentar e você tem essa preocupação e você deseja que seu filho coma bem, os pais eles são responsáveis por ter em casa aquilo que a criança pode comer. Uhum. Preparar os alimentos nos horários que a criança precisa comer e oferecer. Então é, são três responsabilidades, né, que que a família precisa assumir, a aquisição dos alimentos que a criança e no geral é que toda a família possa comer, o preparo, né, eh ter horários regulares para essa criança e oferecer. A partir do momento em que a gente oferece, por exemplo, no no horário do almoço, eu monto o prato paraa minha filha, eu vou deixar ela livre para comer. A criança ela nasce com um, eu falo que ela nasce com um limite muito sensível da dessa capacidade de saber o quanto ingerir de alimento. E ela vai passar por fases de maior consumo, menor consumo. Então, muitas vezes a Dra. Lívia depois pode né, explicar até com mais detalhe do que eu, mas você tem às vezes uma aceleração do crescimento, a criança vai comer mais da ela desacelera ela. E isso às vezes é bem nítido, dependendo da faixa etária. Então, saber disso, respeitar a criança. Eh, eu tive um pediatra que falava sempre Briana, né? Eu tenho duas meninas, eh, casa que tem comida, criança não morre de fome, né? Então, por favor, ofereça, ofereça o que é saudável, mantenha uma alimentação. E o exemplo, isso que a Dra. Lívia falou, eh, a criança ela vai ela vai repetir, ela vai copiar modelo. Então, eu tenho também às vezes que trabalhar muito com os pais, porque se eu tenho pai e mãe que não comem verdura, legumes, frutas, a criança também ela vai falar: "Opa, não, né, não vou comer". Eh, e a e deixar a criança livre mesmo para ingerir, ela parou de comer, não insistir muito e respeitar essas fases. É claro que a gente vai acompanhar o desenvolvimento, crescimento, peso dessa criança. Às vezes um desinteresse muito grande por comida tem que ser olhado se ela é muito seletiva, mas não transformar o momento da refeição num momento de estress. a gente entra num círculo vicioso que daí parece que toda a família fica já tensa no momento da refeição e a criança sente isso e ela vai se recusar a comer porque aquele momento não é agradável, né? Por outro lado também não ter muita distração. Às vezes naquela necessidade da gente fazer a criança comer, a gente põe brinquedo, a gente põe tela, né? E a distração hoje, tanto pra criança quanto pros adultos, é muito ruim. a gente não tem a percepção do que a gente tá comendo. Então, a gente, a criança não percebe o que ela, não vê o que ela tá comendo. Ela, ela perde essa sensação, a, o controle da quantidade quando a gente vê, a gente já comeu mais do que deveria. E um erro muito comum, né, na no momento em que a gente tá fazendo essa introdução alimentar, eh, a criança parou de comer, você tá ali naquela fase que você tá oferecendo às vezes a comida pra criança com a colher, né, ajudando ela a se alimentar e a criança empurra, né, você tá oferecendo, ela faz esse movimento uma vez, duas vezes. Então, ela tá te sinalizando que ela tá saciada. E que que a gente faz? Mais um pouquinho, só mais um pouquinho. Vamos limpar o prato. Então, nesse momento, você tá dizendo para ela, coma mais do que você precisa, como além do que você tá saciada. Muitas vezes isso já é um início lá, né, na infância de a gente começa, eu falo que a gente começa a atrapalhar esse e essa essa sensação e esse controle que a criança nasce muito fino de saber a hora de parar de comer. Interessante, né, doutora? Porque isso vem é algo cultural. vem lá de trás, se a gente para para analisar, lembra que a mãe falava assim: "Tem que comer tudo, né? Vai limpar esse prato". E aí, às vezes, a criança ela não quer comer. Muito interessante e importante a sua pontuação. Agora, doutora, a Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que suplementos como e creatina não são indicados, né, para crianças pequenas saudáveis. E tem um uma dose de que pode ter, aliás, a dose de pode ter mais proteína do que uma criança pequena precisa consumir no dia inteiro. Olha só que coisa, né? Esse dado a gente pegou eh lá do site, né? E por que que esse excesso de proteína ou suplementação eh sem necessidade, ele ele vem trazer o quê para pro organismo da criança? Porque se uma dose de contém uma proteína, um tanto de proteína absurda que não é compatível com o organismo da criança, é óbvio que isso vai trazer algum ponto negativo. Então eu gostaria que a doutora pontuasse e trouxesse pra gente a questão dos suplementos. A gente tá falando aqui do ei e da creatina, mas tem outros suplementos também que de repente por uma falta de informação, os pais acabam inserindo na na alimentação dessa criança. E o que que pode acontecer? Eu gostaria de ir até além de só olhar pro ei e pra creatina. A gente também tem esse problema na pediatria hoje em dia com os suplementos vitamínicos. Sim. Então, as famílias acham que é mais fácil dar uma cápsa, uma gotinha ali para resolver o problema do que de fato o consumo da comida de verdade. Quando a gente olha pra proteína em si, existe uma recomendação da quantidade diária de consumo para cada faixa etária, pro adulto vai variar de acordo com esse adulto leva a vida, se ele é um atleta, se ele não é. Pra criança é mais da idade mesmo. A gente faz uma conta das gramas de proteína pelo peso da criança. E quando a gente olha pro todo, quantidade total para consumir em 24 horas da criança vai ser muito inferior a de um adulto. Sim. Então, com a alimentação que a criança tem diariamente, por exemplo, uma criança, sei lá, uns 10 kg, exemplo, se ela comer dois ovos e mais alguma coisinha, já dá a quantidade do dia. Por isso que a gente traz o e não é para demonizar o, não é sobre isso, mas é falando assim, eu tô dando um tantão de proteína para essa criança consumir, sendo que ela já consome alimentos proteicos. E se não consome, aí entra no que ela falou. A gente tem que olhar qual é o problema ali antes de não consumir e passar a consumir ao invés de dar o o o atalho ali, né? Ah, eu vou dar tampar o sol com a peneira. Sim. Então, quando a gente passa a consumir em excesso, tudo que é em excesso na nossa vida gera um desequilíbrio. A proteína em excesso, primeiro, ela vai precisar do rim para fazer a filtração disso. O rim ele é uma peneira. Se ele começa a ter que filtrar coisas demais, ele começa a se sobrecarregar. Eu tenho que aumentar a taxa de filtração desse desse rim e isso vai acarretar. Pode acarretar. Não quer dizer que se eu dei pro meu filho um dia já acarretou. Não é sobre isso. Mas tem que vir esse alerta de que esse rim vai trabalhar demais. Ele pode ficar cansado. Eu posso fazer um uma doença renal por conta do excesso de proteínas. Para além disso também o fígado também trabalha nessa metabolização proteica. Então o fígado também começa a ter que trabalhar demais e ele pode falar: "Ó, chega, não tô aguentando". Lembrando que os órgãos das crianças ainda sempre estão em desenvolvimento, então são ainda mais sensíveis do que dos adultos. Então, as principais complicações que a gente pode trazer essa questão, pensando na parte orgânica da criança, rim e fígado, para além disso, a questão comportamental alimentar. Eu deixo a criança longe dos alimentos, eu falo: "Ó, não precisa gostar de comer, tá aqui, eu te dou essa esse atalho". E aí eu eu vou acabo gerando uma cultura em relação a isso, que também é um problema ao nosso ver. Foi legal que a SBP se posicionou. O fato desse vídeo ter viralizado fez a SBP parar e falar: "Vou criar um documento para poder orientar os pediatras para todo mundo falar a mesma língua". Olha aí, interessante, né? E aí, como a doutora pontuou no início do programa, né? tem o lado bom dessa exposição toda, porque a conseguiram ter a noção, a certeza de que realmente eh podem existir casas que estejam eh inserindo esses produtos na alimentação das crianças, né? E com as redes sociais, a gente sabe que rede social hoje ela é acessada por acho que 100% da população. E aí a a as redes têm a questão dos influenciadores. Então você para e pensa assim: "Poxa, mas se ela tá fazendo e deu certo, vou fazer com a minha também. É um atalho, ela não quer comer, mas ela sentiu que é palatável esse outro produto, bora! Tô inserindo proteína na alimentação dessa criança também." E acende um alerta. E é por isso que a gente traz esse tema aqui com duas profissionais, uma nutricionista e uma pediatra, para explicar pra gente eh se tem prós, se tem contras e como a gente deve fazer para ter uma alimentação equilibrada paraas nossas crianças. Agora, Adriana, alimentação equilibrada, leite, ovos, carne, legumes. A criança, ela já consegue atingir naturalmente as necessidades nutricionais para o dia a dia. Como é que é? A doutora falou, né? a criança come ovo lá, então para para ela a nutricional, a questão nutricional, ela já se nutriu de repente com uma alimentação dessa, ovos, carne e leite, tá OK para uma criança saudável durante 24 horas? Olha, eu vou dar um exemplo de uma criança aí de 3 anos, né, que é o que, né, foi gerou toda a polêmica. Eh, assim, normalmente, né, uma criança saudável com essa idade, ela vai precisar de quase 1 g de proteína por kilo. Então, a gente tá falando em 12, 13 g por dia. Um ovo tem 6 g. Se ela ingerir dois ovos, né, um, a gente tô falando aqui de um ovo de galinha, eh, e mais um pedacinho de carne, ela já, olha isso, né? E dois ovos dão 12 g. Então, às vezes isso já é suficiente. Um ovo no almoço, um ovo no jantar. Hum. Né? Se ela consumir um pouquinho da carne moída, um bifinho no jantar, uma sopa, ovinho de codorna que a criança, né? Cinco ovinhos de codorna equivale a um ovo de galinha. Então a gente começa a colocar isso na mais numa situação assim palpável pra família. Olha, essa é a quantidade que o seu filho precisa. Aí a gente lanchinho da escola, às vezes vai um queijinho. Então, eh, o que acontece? As crianças saudáveis que têm uma alimentação bem variada, a gente precisa se preocupar com qualidade, né? Ofertar alimentos de qualidade eh variedade paraa criança, expor a criança a diferentes alimentos. Essa criança vai ter uma alimentação saudável, equilibrada, né? Ela vai ter, provavelmente ela vai ter curiosidade para provar algumas coisas, ela vai provar uma fruta de, pode ser que de início ela, né, rejeite, não goste, aí daqui a meses você oferta de novo e ela vai gostar. Então, dificilmente essa criança vai ter algum desequilíbrio alimentar. A proteína ela virou um uma moda, né, em geral. Então, hoje você tem inclusive um apelo muito grande de mercado, né, e a proteína ela é cara. Tá? Então os produtos proteicos são caros e se você tem tem a tal da metaproteica, bater metaproteica, né? No geral o brasileiro consome mais proteína do que deveria e as crianças, como repetem o padrão da família, acabam consumindo mais proteína também. Então uma criança que toma leite, às vezes uma criança de 3 anos, às vezes até toma uma mamadeira ainda, não é? Uhum. Então ela toma um leite, ela vai comer a carne no almoço, às vezes um ovinho no jantar, provavelmente ela até já passa um pouco dessa ingestão proteica, tá? Então a a família garantindo uma oferta de alimentos de qualidade. Quando a gente fala isso, qual a maior preocupação hoje em dia? A oferta de ultraprocessados, né? tudo que a gente tem que desembalar, vamos dizer assim, ou que na hora que você vai ler lá a lista de ingredientes, você não identifica muito coisas da natureza ali, sabe? Eu falo que tudo que que vem da natureza, teoricamente a gente poderia ingerir, mas aquilo que é que vem de um laboratório, eu falo pras minhas filhas, o que é muito artificial, a gente tem que começar eh a desconfiar. Então, a partir do momento que você garante essa essa oferta de qualidade, né, até sendo um pouco repetitiva, mas garantindo os horários adequados, dificilmente essa criança não vai ter uma uma ingestão inadequada. Ela vai passar por sazonalidades em relação à idade, crescimento, mas ela ela vai ter uma alimentação saudável. Ela vai trazer às vezes uma necessidade. Olha, mãe, eu vi na escola, né, o amiguinho comendo tal coisa, vai querer provar, né, algo muito industrializado. Ela vai, como provavelmente essa criança fez com a mãe, ela pode ver, né, repetidas às vezes a mãe ingerindo algo que a mãe eh, fala: "Olha, isso é bom, por que que eu não posso tomar, né?" Mas se é algo que a criança não deve ingerir, a gente não vai dar. Eu acho, Rúbia, aqui se Dra. para concordar também que isso eh esbarra um pouco na questão de limite, né? O limite que a gente dá paraas crianças, né? De tudo, né? E isso vem trazendo, né, Lívia, a questão da alimentação. Então, se você deve ter isso na sua rotina, no consultório, os pais não conseguem dizer não, né? Dizer não pro doce todo dia, dizer não pra bolachinha de pacote, dizer não. E aí não diz não quando a criança fala: "Quero mãe, quero tomar o seu protein, não é?" É sobre comportamento. É muito além de alimentação, né? É muito maior do que isso. É porque eu não vou dar, né? Não, como é que eu vou falar não para ele? Eu falo: "Olha o tamanho dele, olha o seu, não é possível que você não consiga, [risadas] eu vou te ajudar". É, então eu vejo muito isso, né? Dificuldade dos pais de dizerem: "Não, não, isso, isso você não pode." E aí a gente pode estalar extrapolar isso para muitas coisas, mas eu como nutricionista, assim, às vezes a minha abordagem às vezes é fazer consultas com os pais. primeiro. Daí depois você trata a criança e e vai falar com a criança, porque às vezes a criança muito pequena, ela não vai entender o que é saudável, que não é, porque que ela vai tem que comer uma maçã no lugar de um chocolate, não é porque que ela não pode tomar o pro tem da mãe, mas as famílias, os pais precisam pensar nessa questão dos limites, né? Eu acho que só complementando, para além dos pais também lembrar de trazer os cuidadores para as consultas, porque muitas vezes eu vejo uma mãe e um pai tentando fazer tudo certo, mas quem passa o dia com a criança, às vezes é uma avó, uma tia que tá ali para ajudar e que culturalmente a gente tem essa coisa de, ah, eu vou compensar com a comida. Sim. Então a gente precisa trazer essas pessoas para perto também. E aí, só também complementando, quando a gente inicia a introdução alimentar, eu particularmente eu converso antes da introdução com a família, meses antes. Como é que é o ambiente alimentar dessa família? Vamos arrumar primeiro isso para depois a criança começar a consumir. E aí lembrando que tem estudos que mostram pra gente que a modulação do paladar é até os dois anos. Então, quando a gente fala assim, muito bem colocado pela Adriana, ah, olha, tem uma coisa que a gente dá e a criança não aceita, dali mesa eu ofereço de novo. Porque não existe nada que uma criança menor de 2 anos não goste. Só existe aquilo que ela não foi adaptada ao paladar ainda. Então, é muito legal, você pode experimentar muitas coisas e aí trazer pra família esse olhar cuidadoso pra alimentação. Vamos melhorar a alimentação da casa toda. Agora quando eu falo do aí vai entrar muito essa questão do comportamento, do não, porque não é que é uma coisa que não é saudável pros pais se eles pararem de consumir. Às vezes eles precisam consumir, eles são fitness, eles têm um uso disso. Mas e aí como é que eu sustento e falo pro meu filho: "Isso aqui é de adulto, isso aqui não é para você". E eu acho que é o maior desafio humano hoje em dia na criação de uma criança é você conseguir colocar esses limites. Limites, né? impor limites, dizer não. Aí a gente coloca lá e algumas questões, nossa, mas eu trabalho o tempo todo, ele nunca me pede nada, nunca tem, não estou presente o tanto que que seria necessário. E aí é só um pouquinho, né? Vamos deixar experimentada, experimentar hoje, aí amanhã de novo, amanhã de novo, quando você vê a criança tá consumindo aquele aquele produto que não é indicado para ela. E aí vem a questão da adultização alimentar. Isso existe mesmo, doutora? É algo assim, para mim é muito novo a adultização alimentar da criança, né? É, é muito novo, mas isso existe, tá provado, né? Que que existe, mas depende muito ah das mães, dos pais, dos cuidadores, quem cuida dessa criança para poder inserir o alimento que realmente, como eh ela falou, Adriana falou, vem da natureza, né? A gente precisa cuidar com as nossas crianças, porque qual que é o impacto que isso pode trazer? uma criança que de repente eh utiliza, né, vitaminas, as cápsulas, o protein, a creatina, enfim, tudo que a família entende que seja bom. E claro, isso é bom, mas não para a faixa etária de que nós estamos trabalhando aqui hoje. Qual qual qual que é o impacto na questão alimentar também dessa criança? Porque se ela entende que se ela tomar eh um protein, ela tá alimentada, então ela não vai inserir nenhum tipo de outra alimentação, principalmente os que vem da natureza. Então qual que é o impacto para essa criança lá na frente? É o excessivo nesse no que a gente tá oferecendo a mais, por exemplo, a proteína quando a gente fala do ei Uhum. E a a fragilidade em outros nutrientes que ela também precisa. Humum. Então, a gente deixa de consumir, por exemplo, legumes, uma verdura que também é extremamente importante, o prato da criança, o nosso também tem que ser balanceado, ele tem que ter um pouco de cada alimento, de grupos alimentares diferentes. Tanto que hoje em dia na introdução alimentar nós não misturamos mais para as crianças conseguirem conhecer e consumir texturas, alimentos diferentes e modulando. Eu brinco com eles que a gente vai modulando a língua. Eu até brinco com as crianças mais velhas, eu falo assim: "Gente, você sabia que sua língua faz aniversário?" Eles ficam assim: "Como assim?" Eu falo: "É, todo ano ela muda de ideia, tem coisa que ela não gostava e passa a gostar. E a gente tem que experimentar pra gente poder ver se gosta". E eu tiro isso da criança, esse olhar de ter relação com a comida, ter prazer comendo. E quando eu penso na palavra adultização, é muito injusto, porque a infância é muito curta. a gente tem o menor pedaço da vida é criança na da vida infantil. Por que eu vou tirar isso dele? E isso vai muito além quando a gente traz as redes sociais. Não é só adotização alimentar, tem adotização com os cosméticos, com as coreografias que não são próprias paraa idade, com essa essa relação com as mídias sociais. Tem uma questão também de contar coisas paraas crianças que são de adultos. Então, vai muito além dos alimentos. E e também quero trazer porque eu imagino essa mãe que postou na maior da boa vontade assim, ah, que eu faço com os meus filhos aqui em casa é assim e isso virou um turbilhão. Nem uma mãe faz pro seu filho algo pensando em prejudicá-la. A ideia sempre é positiva. Por isso que é tão importante se cercar de bons profissionais, porque inclusive nas redes sociais também a gente encontra profissionais indo nesse sentido de não faça, tá certo? Então a gente tá vivendo esse momento ter uma linha têno e aí entre ouço 100%, não ouço, então encontrar pessoas que vocês confiam para seguir, procurar bons profissionais para além da rede social para atendê-los mesmo, acompanhar essas crianças de perto e influenciar essas famílias no modelo mais coerente de atenção à saúde. Excelente, porque a rede social ela impacta, né, no dia a dia das famílias. Não tem nem que que discutir muito sobre isso, mas nem tudo que tá na rede social é é correto, é verdade e vai fazer bem para você, né, Adriana? né? Mais ou menos isso, principalmente quando a gente fala de nutrição, porque tem tanta gente ensinando tanta coisa nessa tal de rede social aí que às vezes a pessoa acha assim: "Ah, não, mas é, tá aqui, não vou precisar eh procurar um profissional porque tá aqui, eu vou testar essa receitinha em casa mesmo." É o, eu falo que o atendimento ali de nutrição mudou muito nos últimos anos. a gente vem, né, os os profissionais que trabalham com alimentação, a gente vem muitas vezes tendo que no começo ali do atendimento desconstruir muito dos conceitos, né, das crenças que os pacientes chegam em consultório, eh, afirmando, ah, eu quero, eu, eu tive uma situação de um, de uma jovem que chegou e ela trouxe uma foto de uma influenciadora, eu quero ficar com esse corpo, né? E aí, né, então trabalhar isso. Olha, nem essa imagem pode não ser real, ela, né, pode ter sido trabalhada e e trazer, né, e aí com com a alimentação é isso. Eu quero seguir a dieta tal, tal dieta, eu quero porque isso daqui vai me emagrecer tantos quilos em tantos meses, né, o tal do detox, não são tantas coisas. Aí a gente vai, então, hoje um atendimento ali de nutrição, a gente sempre começa trabalhando essas questões, essas crenças, né, esses mitos que hoje eh você falou 100% das famílias elas são eh abordadas, né, com esse tipo de informação. E tomar muito cuidado porque tem informações distorcidas, tem informações muito equivocadas. Eu um conselho que eu dou, né, paraas pessoas que quiserem informações eh com segurança é buscar os órgãos oficiais, a sociedades. A gente tem documentos que são elaborados por especialistas, então você pode, os as pessoas podem entrar, por exemplo, eh, em sociedades das categorias, né, da pediatria, como agora, né, a sociedade de pediatria se manifestou, é um órgão extremamente sério. a gente tem as sociedades de nutrição, buscar os profissionais que são associados, né, a essas entidades, eh, que e olhar mesmo o currículo, né, olhar, eh, para ter bons profissionais que te orientem de verdade. E tudo que é muito milagroso, né, Rúbia, a gente tem que ter um pouco de desconfiança. Eu vou tomar isso aqui, eu vou ficar com abdômen de tanquinho, eu vou emagrecer 20 kg. Toda promessa que te traz uma uma um resultado muito rápido, ninguém vai emagrecer 20 kg em um mês com uma dieta, né, milagrosa ou ficar super musculoso, eh, comendo frango e batata doce, né? Eu acho que a gente tem que sempre alertar essas questões. Exatamente. E quando a gente fala da criança, doutora, precisa ter um cuidado redobrado, triplicado, né? alimentação, crianças, rede social, influência e falta de orientação de um profissional, né? Muito por isso que é tão importante seguir nas consultas regulares com o seu pediatra. A gente fala, a gente chama isso de puericultura, que é o acompanhamento estando saudável. não vou só no médico quando eu tenho alguma doença. Na pediatria a gente foca muito nisso, porque a pediatria trabalha com prevenção e também com antecipação de patologias. Então, por exemplo, às vezes você olha pra criança, tá tudo certo, aí o pediatra começa a conversar e aí vê um hábito que não é legal e aí já consegue mudar isso dentro da consulta médica. vai checar vacina, que às vezes os pais esquecem, crescimento, desenvolvimento, hábitos intestinais, hábitos urinários. Então, é muito importante esse esse acompanhamento que é contínuo sobre a saúde da criança com alguém que vocês realmente confiam. Exatamente. E quando a gente fala de alimentação, aí vai, é algo que a gente tá inserindo, né, na vida dessa criança e que vai perdurar ao longo da vida dela, tá? Então é o início e a gente pode fazer diferente. Agora 8:49, a produção tá avisando que nós temos algumas perguntas. Então vamos lá, vamos ver quem é que tá com a gente. Perguntas sobre essa questão da alimentação das crianças, né? E se de repente você vai inserir um suplemento, será, né? Tem orientação do pediatra, tem orientação do seu médico de confiança. Tome cuidado com isso, viu? Vamos lá. Pode colocar na tela, produção, por favor. Eh, Renata Lima de Barão Geraldo. Meu filho de 10 anos viu um vídeo e agora seis smoke quer fazer jejum de manhã para limpar o organismo. Criança pode ficar sem comer para desintoxicar ou isso é perigoso. Ai, ai, ai. E agora? Vamos lá, nutri. [risadas] As duas, né? A nutri e a doutora, porque gente, exatamente. Olha aí a rede social, olha o peso que isso traz. Primeiro, acho que é um assim, a gente tem que alertar que não existe essa desintoxicação pelo organismo por conta do jejum. A gente tem o rim, a gente tem o fígado, a gente tem órgãos que vão trabalhar para isso no nosso dia a dia. Então, comeu alguma coisa que teve ali que não foi legal, o nosso organismo que tá ali saudável, trabalhando direitinho, ele vai, né, eh, ter essa função. Eh, o jejum, ele vai trazer alguns prejuízos, na verdade, pra saúde, né? você pode desidratar e ingerir menos alimentos do que necessário, perder massa muscular, né? Eh, eu aconselharia essa mãe a tentar entender o por que ele tem essa preocupação, né? Chegou essa mensagem para ele aí pela internet, por que que chamou isso, por que isso chamou atenção dele? O que será que ele tá querendo, né? É uma preocupação estética, não é? Uh, tomar cuidado então com que ele tá ali, né, acessando. Mas, eh, o jejum é muito prejudicial. A gente tem bem estabelecido, né, que uma dieta equilibrada, saudável, a gente precisa ter refeições regulares. Então, é muito legal quando a gente tem um certo rigor de horário, né, café da manhã, almoço, jantar, às vezes lanches intermediários, dependendo da necessidade de cada pessoa. Então, isso é fundamental. Eh, e o jejum, a não ser que seja por algo necessário, como fazer um exame de sangue, eh, um jejum religioso, né? O jejum indicado. Ex, houve a moda do jejum intermitente, né? Talvez seja até essa informação que pode ter chegado para ele também, é que muitos adultos fizeram. Eu tive muitos pacientes que eu acompanhei e nenhum teve um sucesso com o jejum intermitente. Eh, às vezes, há muitas vezes, a perda de peso, a pessoa busca esse jejum intermitente devido a para promover uma perda de peso. E a perda de peso, ela acontece muito às custas da massa muscular. E depois de algum tempo, quando a pessoa ela tem um reganho, né, que a gente fala, ela volta no peso que ela tinha antes, ela vai ganhar a gordura, mas ela tem massa muscular, menos massa muscular, então ela fica pior do que ela tava antes. O ideal é aprender a comer, né? Aprender a ter uma alimentação equilibrada. Então, a não ser que numa necessidade de submeter a um exame, um jejum religioso, eh, a gente não vê uma situação em que o jejum seja indicado, ou seja, por uma desintoxicação ou até mesmo um emagrecimento. Muito bem. Quer completar, doutora? 10 anos, né, vendo lá, vendo os vídeos, jejum para desintoxicar. Poxa vida, é, é, é influência, né? Muita influência lembrar que essa idade é a transição pra adolescência. Uhum. Então, o maior cuidado, ao meu ao meu ver, é entender porquê disso tudo, porque que ele foi buscar essa informação, se tem algum distúrbio de imagem já envolvido nessa busca dele e qual a relação dessa família com isso, porque às vezes também vamos supor que ele esteja preocupado com uma questão de estar acima do peso, deixar sempre claro que não é questão de estética, é questão de saúde, que fazer jejum a relação que ele tem com os alimentos, tem que mudar a estrutura. ura alimentar dessa casa. O ambiente obesogênico leva a obesidade. Então, trazer essa mãe para perto dele e falar: "Vamos juntos". Então, melhorar a atividade física, aumentar o consumo de água, rever os alimentos que ele consome, não apenas olhar pro jejum e querer um milagre. É muito bem, 8:53. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente na tela, por favor, produção. Bora que bora. Segunda-feira, começo de semana. Roberto Nunes da Vila Marieta. Existe uma onda de trocar leite de vaca tradicional por leites vegetais caríssimos na alimentação infantil. O leite comum realmente faz mal ou é apenas um modismo da internet? De novo a internet, doutora. Vamos lá. [risadas] Ajuda a gente trocar o leite de vaca por leites vegetais. E aí a gente só não deve consumir aquilo que pra gente não faz bem. Por exemplo, eu sou intolerante à lactose, aí eu não vou consumir o leite com lactose, eu tenho alergia à proteína do leite, eu não vou consumir o leite de vaca. Mas de fato veio esse modismo na internet, os leites vegetais, eles também, maior parte deles têm um índice glicêmico alto também. Então você acaba olhando para essa substituição e não vendo com tantos bons olhos. Claro que temos as alimentações que levam pro veganismo, né? A gente pode encontrar pessoas que não consomem o leite de vaca por uma questão pessoal mesmo de escolha. Lembrar que nós não somos bezerros, então o leite da vaca não é o alimento ideal pro nosso bebê, nosso filhote. Então lá no no início da da introdução alimentar, no início da vida, a gente não consome o leite de vaca em Natura. a gente utiliza as fórmulas infantis à base de leite de vaca e modifica, mas ficamos mais fortes, vamos passando por uma uma readequação do organismo e podemos sim consumir o leite de vaca, que inclusive é uma fonte rica de cálcio, de proteína, o leite derivados, mas também sem o excesso. Tudo que é em excesso não vai ser legal. Agora demonizaram o leite, eu não sei por cada hora eles demonizam o alimento, né? [risadas] E a gente precisa sair disso. Mas acho que a Adriana pode complementar, por favor. É, existe essa esse mito, né, de que o leite é inflamatório, né, e isso não é verdade, né? A gente, na verdade, não tem nenhum alimento inflamatório, né? Nenhum alimento. É o que a Dra. Lívia falou, se você, a gente pode ter algumas intolerâncias, algumas aversões. Ah, eu tenho pacientes que falam: "Nossa, Adriana, como eu como alguns certos eh tipos de vegetais, eu tenho muita flatulência, eu me sinto mal, que são os crucíferos, que a gente chama". Então a gente vai adequando, né? Eu sempre falo assim: "Nossa, a gente tem no Brasil uma riqueza de vegetais, de frutas". Eh, você não vai comer 100% das frutas, você vai gostar de uma, de outra não, mas eh de boa parte talvez você se adapte. Então, eh, é isso. Às vezes você vai deixar, vai selecionar alimentos e deixar de ingerir aquilo que não te agrada, seja o paladar ou que não te faz bem. Porém, não existe alimentos que causam uma inflamação, né? Pelo contrário, dependendo do que você escolhe comer, você vai eh melhorar questões vasculares, do do coração, né? O perfil metabólico geral, a glicemia, né? Então o leite ficou muito nessa nessa questão de ser o vilão, não pode tomar leite derivados, porque se associava a ser algo que inflamava. Mas isso é um mito completo. Muito bem. A gente vai aprendendo, né, todos os dias. Agora 8:57. Bora mais uma perguntinha na tela, por favor. Já já a gente vai para as considerações finais. agradecendo você que tá em casa participando conosco aqui estúdio Câmara ao vivo. Estamos falando da adultização alimentar. Olha só que coisa. A Leandra Souza do Cambuí. Minha sobrinha não quer mais comer arroz e a mandioca que eu faço sem com medo de engordar. Olha só, como explicar que essas comidas são essenciais para ela ter energia para estudar. E agora vamos lá, doutora. Como é que vai conversar com uma criança que não quer comer um arroz, uma mandioquinha, né, da tia Aleandra e fala para ela: "Você precisa comer, é essencial, vai te fazer bem". Como é que é esse manejo? É uma dificuldade assim que está presente na maioria das famílias, né? Quando a gente fala de inserção alimentar na criança, a comunicação é o maior desafio que a gente tem para tudo, né? Na vida. Então, conseguir convencer é difícil, mas eu acredito que o melhor maneira é entender primeiro por estar com medo de engordar. Acho que esse é o ponto central da conversa. E aí, para além disso, explicar para ela, pegar, tem exemplos à internet, o Ministério da Saúde tem cartilhas de alimentação, explicar qual é a contribuição de cada grupo alimentar paraa nossa vida, quais nutrientes que isso leva e o quanto isso nos ajuda. Lembrando que o carboidrato ele é uma fonte de energia também. Então, a tia tem razão quando ela fala que para estudar vai ser importante esse consumo, mas eu vejo essa história, essa essa fala dessa menina como uma preocupação estética, que isso me preocupa mais do que o consumo ou não do alimento em si. Então, entender da onde vem isso, se há algum tipo de bullying na escola, se é a própria família que dentro de casa reproduz esse tipo de comportamento e fala. Uhum. E aí, para além disso, explicar para ela que ela vai ter o corpo que ela deseja, mas para além disso, a saúde que ela precisa com o equilíbrio dos alimentos. É exatamente, porque a gente para para pensar, o arroz e e a mandioca é verdade, é o carboidrato. Então, de repente, essa criança pode estar eh assistindo ouvindo coisas que o carboidrato não faz bem. É, é mais uma vez o alimento pagando o pato, né, de ser algo prejudicial e o carboidrato também. Tem isso, ah, tem a história de, ah, vou tirar o carboidrato à noite porque eu quero, né, perder peso. Então, com certeza chegou alguma mensagem, né, para para essa menina. Mas é, a gente, a base da nossa alimentação, existe uma figura na nutrição que é a pirâmide alimentar, que é o nosso guia paraa alimentação. Então, nessa pirâmide, se vocês buscarem na internet, vocês vão achar f com facilidade essa imagem. A base dessa pirâmide é o alimento que a gente tem que consumir em maior quantidade no dia. E ali tá o carboidrato, né? O pão, arroz, a batata, mandioca, porque ele fornece energia. Nosso cérebro precisa de glicose exclusivamente para funcionar. Então a gente precisa desses alimentos. E voltando, é o equilíbrio. A gente, principalmente num num programa de emagrecimento, a gente vai buscar o melhor do equilíbrio. Eh, o ideal é você não não fazer essas dietas de exclusão. Vou tirar o carboidrato, vou tirar o leite, vou tirar, vou tirar o glúten, vou tirar a lactose, sem necessidade. você eh existem várias publicações científicas muito bem eh escritas, né, de de cientistas muito renomados que já afirmam, as dietas não funcionam. As dietas elas propagam a obesidade, na verdade, porque você faz a dieta, você emagrece, você não sustenta aquela rotina que você criou durante aquela dieta, aí uma hora você para e você volta a engordar. Então, o caminho é reeducação alimentar, onde você, eu falo pros pacientes, não tem nada mais gostoso do que você se sentir livre para comer o que você quiser, só que saber a dosar, né? Aquela história do do veneno e do remédio, né? Eu faço às vezes pros adolescentes uma uma comparação assim: "Você pode atravessar a rua sem olhar?" Aí eles falam: "Não, né?" Eu falo: "Não, poder, você pode, você é livre para fazer o que você quiser, mas você deve." Ah, não, não devo. Então, com a alimentação é a mesma coisa. Você vai se proteger comendo o que é melhor para você. Você pode comer o que você quiser, comer hambúrguer todo dia, né? Sorveja. Sim, pode, mas você deve então trazer um pouco dessa consciência do quando ele se sente livre, não, eu posso e aí ele assume essa responsabilidade, mas eu não devo. Acho que fica mais fácil eh não não dizer não, isso eu não devo, né? Não, eu eu posso, né? Mas não devo muito bem. 92. A última pergunta, então, produção. É isso. A última pergunta do estúdio Câmara de hoje. Nós estamos aqui falando sobre alimentação infantil, né? adultização da alimentação infantil ali rocha do castelo. Tem gente que só faz receita fit, compra doce zero açúcar para criança. Esses produtos industriais e de dieta são mesmo melhores que, por exemplo, um pão francês com manteiga tradicional. Ai, que delícia pão francês, hein, doutora? Olha lá. Ô, doutora, vamos lá, vai. Esse negócio de é zero açúcar pra criança, né? Zero açúcar. Será que é zero açúcar mesmo, né? Será que isso funciona, doutora? Traz pra gente, por favor. Neste caso, entra o que a gente falou dos ultraprocessados, quanto menos o alimento a gente pega na natureza, colheu ali, né, começa a mexer nesse alimento. Quanto mais a gente mexer, mais química tem ali e mais compostos que não são adequados paraa saúde, a gente vai ter nesses alimentos. Então, o açúcar, depois a Adriana pode explicar melhor, mas na pediatria a gente olha até os dois anos como zero açúcar. Uau! é zero e é zero mesmo. Então não é algo que tirou e trocou por outro adulcificante, né? É, é, é zero. Por quê? Porque a gente tá modulando o paladar. A gente tem dois anos para modular esse paladar. Então é ideal a gente zerar esse açúcar e depois a gente pode comer, pode, mas deve essa história que ela trouxe. De vez em quando, tudo bem. Agora, trocar para quê? Por que que eu vou dar um negócio pro meu filho que é super industrializado, só sem o açúcar? Qual o intuito de consumir isso? Tem que pensar, eu acho que mais por esse lado. Não era, melhor comer uma fruta que tem o açúcar natural, que é a frutose, que vai ser palatável, vai ser uma sobremesa e vai ser nutritivo? Esses alimentos que são muito remexidos aí, Uhum. Não vão ter nada de bom para essa criança. É, pode completar pra gente, Adriana. Zero açúcar, né? A a doutora falou até 2 anos zero açúcar, mas é sem e ingerir, inserir açúcar, né? Porque esse zero açúcar não funciona para criança assim não é muito bom, né? É o os adoçantes, então os alimentos que são zero açúcar, a indústria pensa assim: "Eu preciso fazer algo sem açúcar para atender um público que é são, por exemplo, os diabéticos e também para atender esse público que quer uma, né, uma ingestão menor de açúcar. Então ele vai fazer um chocolate, um doce de leite com menos açúcar. Vamos pegar o exemplo do chocolate. Ele tem o chocolate sem açúcar é não é palatável, a gente fala. Ele não é gostoso. Então a indústria vai pôr o quê? Mais gordura. Hum. Para ele ficar gostoso. Outra coisa. É. Então o o chocolate, por exemplo, que eu tô usando aqui como exemplo, die ou zero açúcar, ele é para um público específico, pro diabético. Tudo que é di é para um público que tem uma doença, né? que assim que não pode ingerir o açúcar. Então, inclusive pros adultos, eu sempre desestimulo esse tipo de consumo. Eu falo assim: "Você gosta de chocolate?" "Eu gosto. Qual chocolate que você gosta muito?" "Ah, é aquele ao leite. Então, come menos, mas come chocolate que você gosta. Quando você for comer, você vai matar à vontade. Agora a gente fica driblando aquela vontade, aí come um, né? um nem gosta muito, é um fit [risadas] e parece que nem sacia mesmo aquela vontade que eu tenho lá. Na verdade, eu tô querendo comer aquele lá, o leite cheio de açúcar, né? Então tem tem essas questões. Então, eh, os adoçantes têm essa função. Então, não é recomendado, como Dra. Lívia falou, a gente fornecer pra criança, acho que em qualquer idade. Eh, eu até reforço assim, precisa doçar alguma coisa, é dosar o açúcar, n? Hum. Põe, põe menos, mas não põe o adoçante, né? Sim. Mas também acostumar com azedo, né? Exatamente. É, tem crianças que tomam limonada, um suco bem bem azedo e gostam, né? Eh, e realmente assim, tomar muito cuidado com esse apelo do fit, produto fit, receitinha fit, porque elas não têm um, não significa que são saudáveis. É, exatamente. Principalmente quando a gente fala das nossas crianças, né, doutora? Ô, gente, 96 eh, a gente precisa encerrar o programa. Eu quero agradecer imensamente você que tá em casa. Eh, e no fim das contas a gente entende que a alimentação infantil ela não deveria ser sobre performance estética, produtividade, né, como eh nós falamos aqui. Ela precisa de um equilíbrio, da descoberta, como a doutora pontuou, um vínculo afetivo, um desenvolvimento saudável. E talvez o maior exemplo que os adultos possam dar para as crianças, né, não esteja no suplemento, na vitamina, na cápsula e tal, né? Eh, a gente precisa estar junto, de repente produzir junto o alimento em casa, eh fazer uma horta, né, ensinar que o que vem da natureza é saudável, né? A gente sabe que tem a correria do dia a dia, mas a gente sabe também que os nossos, as nossas crianças, eles dependem do que a gente ensina para que eles possam eh seguir a vida. E se de repente você ensina algo que não é benéfico hoje, com certeza essa vida ela vai lá na frente vai dar um alerta e está nas nossas mãos. Então é por isso que a gente agradece as nossas convidadas de hoje pelo ensinamento, pela troca, né, por compartilhar informações tão preciosas com a gente. Adriana, obrigada pela sua participação. Considerações finais. Obada. Eh, eu agradeço mais uma vez o convite, assim, a importância desse assunto, né, super relevante e atual, e que as famílias realmente, né, procurem ter o mais natural possível aí nas suas casas, oferecendo paraas suas crianças. Exato, dout. Lívia, nossa pediatra, nos ensinando, nos orientando. Muito obrigada pela sua participação, pela presença, pela sua troca com a gente. Eu é que agradeço. Eu quero trazer paraas mães sempre, a gente sabe que vocês fazem o melhor pros seus filhos, então sempre sigam as recomendações que são confiáveis para conseguir seguir essa relação com os alimentos da melhor forma possível. Muito obrigada pelo convite. É muito bom poder falar sobre isso. A gente que agradece eh as nossas convidadas e você de casa também. Lembrando que amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e a gente vai discutir um tema que acontece dentro de muitas casas novamente e relações. Você já gritou em casa? [música] Você grita dentro de casa assim com alguém? Então por será que a gente grita com quem a gente ama? essa explosão que acontece, de repente você nem quer gritar e quando você vê já foi. A gente vai entender como o estress acumulado no trabalho, no trânsito e na rotina acaba sendo descarregado justamente [música] nas pessoas mais próximas da gente. Não deveria ser assim, mas vamos falar sobre isso. É um debate sobre inteligência emocional, autocontrole, comunicação não violenta e os impactos desse comportamento nas relações familiares. Já já deu um grito aí em casa hoje, né? [música] Aí você parou e falou: "Poxa vida, mas por que que eu gritei?" Vamos entender sobre isso juntos amanhã a partir das 8 da manhã e mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Gente, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Aí tá chegando aí trazendo informações atualizadas para você. [música] Nós temos também Câmara Notícia ao meio-dia com informações do legislativo e também da Metrópole. E a programação da TV Câmara Campinas transmitindo ao vivo tudo que acontece na Câmara de Campinas às 18 horas tem reunião [música] ordinária, então fique com a gente. Não perca você sempre muito bem informado por aqui. Beijo grande, se cuide e até amanhã se Deus quiser. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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