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Sinônimo de happy hour, confraternização, aquela hora de relaxar em meio ao dia a dia, a correria. Sinônimo de Jovanete aqui em Campinas, um espaço tradicional. E essa história começou aqui na unidade do Largo do Rosário e você vai conhecer com a gente um pouquinho mais da história do Giovanete aqui no Campinas que deu certo. Vem com a gente. A unidade original na rua General Osório, em frente ao Largo do Rosário, aberta em 1937 pelo italiano Henrique Giovanete, mantém o seu charme clássico e é patrimônio cultural de Campinas. Em 1981, o Giovanete se juntou ao grupo da famosa choperia Pinguim de Ribeirão Preto. Hoje, com unidades no Cambuí e no Parque Dom Pedro, é referência em gastronomia com petiscos tradicionais que conquistam gerações. Em maio desse ano, o Giovanete completa 89 anos de história e desses quase 90 anos, o Genilson, que está ao meu lado, é o gerente aqui da unidade Rosário, faz parte de 32 anos dessa história. Genilson, muito obrigada por falar com a gente. Obrigado. Agradeço. Bom, Genilson, como é que você chegou aqui na unidade do Rosário do Giovanete? conta um pouquinho pra gente do início, né, dessa história. Ah, eu meu tio trabalhava na na na empresa, eu vim da Bahia, me trouxe para cá e eu comecei com ajudante de cozinha aqui na unidade do Rosário mesmo. E aqui como geral sempre foi assim, a gente tem a oportunidade de aprender fazer de tudo um pouco. Aí eu consegui passar todos os setores até aqui. É, a gente conhece um pouco de desde a cozinha, desde o bar também conhece aí os nossos clientes. Eh, somos uma família aqui. E aí o senhor chegou hoje a gerência, né, da unidade, ou seja, uma história que se mistura ao seu crescimento também, né, pessoal e profissional. Com certeza. Até hoje não é não quer dizer que você não não atua certa trabalho em todos os setores até hoje porque é importante a gente conhecer de tudo um pouco porque foge um pouquinho da só só apenas na teoria tem que ter um pouco de prática também né porque é interessante isso aí agora essa unidade é a primeira né do Gvanet então muitas histórias inclusive relacionadas à marca nasceram aqui né aliás algo que é muito conhecido nacionalmente foi criado em Campinas. É o lanche Boquinha de Anjo. Nasceu aqui, né? Nasceu aqui no início dos anos 60. Nasceu lá atrás. Bem, antes o o lanche era cortado só ao meio e os funcionários da casa fazia os lanches para ser compartilhado na noite, para no final da noite fazer expediente para eles comer. E aí o chapeiro da casa muito famoso, moleza, ele teve abrir antide inventar o lanchinho portadinho aperitivo, deu origem a boca de anjo. Com passar do tempo, ele foi aprimorando um pouco mais com a chegada das mulheres na casa. Naquela época as mulheres não frequentavam bar, eu não sei por razão, mas era um bar, se falar que é bar de homens, era mais boteca, era mais em restaurantes mais como era boteco. Sim. E elas a presença da mulher, com a presença da mulher eles eh pegou esse lanche portado que era funcionário, lançou no cardápio que hoje é sucesso, foi criado aqui e todo mundo copiou. Hoje é nacional, é maninha nacional, né? de Campinas pro Brasil. Pro Brasil com certeza. E ainda é o carro chefe, porque é claro que hoje o cardápio ele foi muito ampliado também. Tem aquela comida de botecos salgados, mas tem os pratos também, né? Mas dá para dizer que o Boquinha de Anjo é ainda um dos carros chefes. É o carro chefe, com certeza. Boquinho de anjo na verdade é um estilo do corte. Nós temos mais de 20 sanduíches no cardápio. Às vezes até o cliente confunde. Eu quero com boca de anjo. Aí a gente pergunta qual? Porque todos é boca de anjo. É o estilo do porte. Sim. O esporte é que foi a inovação, né, desse lanche. Com certeza. Nós temos uma variedade de lanche no cardápio com o principal da casa que é o psicodélico. É que é o mais antigo da casa. Tem uma história curiosa também por trás do psicodélico, né? Tem sim. Aí tem outros como casalv, casquilho, Charp, um lanche lanche de marca registrada da casa. E ele nasceu a partir das sobras que eram utilizadas na cozinha, né? Por isso a história do psicodélico que hoje foi claro adaptado, né? Sim. O psicodélico era assim, foi assim. É só tinha a sobra da ponta de rosbif, ponta de presunto, ponta de queijo e o funcionário pegava e colocava no recipiente, cortava, picava ele e fazia o lanche às vezes até pro funcionário consumir. E aí alguns clientes começou a experimentar, provar esse lanche e achou interessante, saboroso e a mistura de cores ali deu o nome psicodélico. Até vem veio a lançar no cardápio. Ele é um dos principais, eh, junto com Boquinho de Diante, claro. Agora a gente tava até conversando aqui nos bastidores, né, falando um pouquinho dessa sua história com Giovanete. Tem momentos marcantes da sua vida que aconteceram aqui, né? Inclusive o nascimento da sua filha, você se lembra do dia? Tava trabalhando, saiu correndo, né? É do meu filho. Seu filho, desculpa, o nosso grande Geraldo, que é um dos nossos melhores, que ele da casa, tá sempre, tá sempre todos os dias aí, é mais velho da casa assim. Eu tava trabalhando, saí correndo, encontrei ele com ele na esquina. Ele falou: "Onde você tá indo?" Acabou de nascer meu filho. E aí até hoje você fica marcando. Todas vezes pergunta: "O ser teu filho? Tem 25 anos. História linda. Momentos marcantes, né, que são vividos aqui. E tem também essa amizade que acaba se criando ali com os clientes, principalmente os mais antigos, né? Como é que é essa relação? Qual que é a importância também dessas relações hoje na sua história, na sua vida? Ah, é muito bom a gente ter, os nossos clientes são nossos amigos, né? Eles eles chama conhece tod maioria pelos pelo nome e tal. E é uma história bonita porque eles acaba entrando na nossa vida todos os dias. A gente tá na presente, tá aqui, estamos aqui com eles e acaba sendo uma família. E tem cliente que vem todo dia mesmo, né? Com certeza. Tem cliente que vem todo dia, três vezes na semana. É interessante. E aqui é bom a gente trabalha no boteco. Por quê? Eh, você interage, você brinca, você dá risada, você conta piada e tem algumas casas que mais requintad, você não tem, é meio cheio de etiqueta, você tem que ter um certo eh ter certa posição para chegar, conversar com o cliente, né? Aqui não, como é boteco, a gente fala alto mesmo, ó, sai um show, dá uma rolha que os nossos são nossos nossos ícones da casa, né? E é muito gostoso trabalhar num barco assim se tratando do jogo do Rosário. E aqui no Rosário tem essa característica de ser meio que um refúgio ali no centro com acesso fácil, só que essa região do centro ela se transformou muito, né, ao longo dos anos e o Jovanete persistiu com essa tradição aqui. Por que que você acha que o Giovanete ele sobreviveu a tantas mudanças aqui do entorno, né, do Rosá? É, o Jovanete é tradição. Nós temos histórias lindas com os nossos clientes que tem clientes aqui que são senhores que vem aqui pela primeira vez com seu pai, com o seu avô. E por isso que o Reonete hoje, como você falou, sobreviveu a tantas mudanças e continuamos aqui firme por conta desta tradição. Nossos clientes é raízes, sabe? Vem de trás lá, desde os avós, os pais e assim que Jovenete sobrevive. E um dos clientes mais antigos e mais assíduos também aqui do Giovanete Rosário é o seu Geraldo, que tem até um prato com o nome em homenagem a ele. Seu Geraldo, obrigada por falar com a gente. Chegando uma aguinha aqui também pra gente conversar. Muito obrigada. E o senhor já tá acostumado até aqui com o pessoal, já é amigo, né, dos garçons, de toda a equipe, né, seu Geraldo? Sim, aqui nós somos amigos há muito tempo, né? Obrigada. Eu eu eu sou limerense. Eu vim paraa Campinas para estudar eh em 1971, 1974 eu me formei. 2 anos depois eu montei um escritório aqui no edifício Guernell aqui ao lado. Então eu conheço o Giovanete há exatamente 50 anos, né? E eu frequento bem aqui, eu venho sempre. Nós fizemos muitos amigos aqui, especialmente aos sábados tinha um mesão que se formava ali, vinha muita gente, né? E como eu ainda continuo com o escritório aqui na região, eu almoço aqui quase todos os dias. Daí a minha a minha relação com eles é uma relação de amizade mesmo. A gente se conhece, eu conheço aí o nome de todos eles aí. É muito bacana, muito legal. E o senhor tem até um prato, então, em homenagem ao senhor, né, com o camarão do Geraldo. Conta pra gente história desse prato. Experimentar. camarão do Geraldo. Eu eu pedi pro o Xavier, é o é o é o é o chefe aí, é o cozinheiro chefe aí e conversando com ele, ele fez esse prato. Não é um prato, não é uma inovação, né? Mas é um é um fetutine com camarão puxado no alho e óleo. Deu certo. Muita gente experimentou e gostou. Hoje ele foi incluído no cardápio do Giovanete. Quer dizer, eu posso dizer que eu faço parte da história do Giovanete. E o que que o Giovanete ele representa pro senhor quando chega esse momento, né, do almoço ou do hour, essa hora do dia, o senhor passa esse tempo aqui? Que que representa no seu cotidiano? Sempre vai encontrar aqui alguns amigos. Você vi agora mesmo tava sentado ali com o professor, ele também vem almoçar aqui quase todos os dias, tá? Então a gente e preserva isso além da qualidade, né, do da comida, da bebida do pessoal daí o próprio Genilson, né, que é o que é o gerente. Para você ter uma ideia, há uns anos atrás eu eu tava chegando e o Genilson saindo correndo, dizendo que tinha nascido o filho dele, né? Ele foi embora quando ele voltou. Hoje o Vinícius tá com 26 anos. Veja quanto tempo faz que que a gente é amigo, né? frequenta mesmo. Então a gente, eu já eh quando minha filha casou há 12 anos atrás, 12 foi em 2012, eu levei o Giovaneto para participar na festa. Então eu fiquei realmente eu conheço todo mundo aqui, os frequentadores antigos, como Onã. Não é uma figura folclórica que é falecido, né? Já, mas ela eh era pessoa que ajudava muito muito. Ou seja, o senhor faz parte do Giovanete. O Giovanete também faz parte da sua história de momentos importantes, né, como o casamento da sua filha. Agora prato favorito, não vale falar que é o camarão do Geraldo, tirando o camarão, que mais gosta aqui do cardápio. Ah, eu eu acabo agora tem o prato executivo, né? Então tudo que ele serve aqui é bom. Eles fala que vai vou vou escolher um. É, não há necessidade. Todos são bons. É difícil escolher um. É difícil escolher um só. Porque eu conheço esse cardápio aí de de cor. no card eu venho, eu gosto, eu venho a pé, caminho um pouco, fico aqui perto e espero continuar vindo por muito tempo. Agora o senhor frequenta aqui essa unidade do Rosário que é a primeira do Giovanete, que hoje expandiu bastante, né? O senhor acha que essa unidade aqui mantém ainda aquele ar, né, daquela época senor começou a frequentar, tem essa pegada mais tradicional mesmo assim, um espaço que você entra no centro e tem aquela cara mais tradicional, né? já foi modernizado. Antigamente ele era conhecido como sujinho e aqui era o era a cozinha, o banheiro era ali na frente. Então ele sofreu uma um processo de modernização. Mas o espírito é o mesmo. Quem vem aqui gosta de vir, gosta de encontrar as pessoas, dificilmente alguém fica sozinho, especialmente as pessoas mais antigas, os frequentadores mais antigos. Como você vê, eu cheguei sozinho aqui, logo depois veio o professor, sentou comigo. Nós vamos almoçar ainda hoje, tá? É esse ponto de encontro, esse momento mesmo de dar uma respirada, uma relaxada nessas braços? Dá, dá. É bom, é bom, é bom. e outra, mantém viva, né, o o a amizade entre a gente. Muitas dessas pessoas a gente se eh eu conheci aqui, quer dizer, não é que eu trouxe amigos de alguns uns ou uns ou outros tem, mas foram são amigos que se foram amizades se formaram aqui no barco, como eu sou muito amigo do Genilson, mas por ali onde ele tá passaram vários, como o Pinheiro, o Moreira, são antigos, né, que não estão mais aqui. Uns faleceram, outros tão tão se aposentaram, mas é um aqui faz é é natural, eu venho espontaneamente. E a gente vai acompanhar agora o preparo de um dos lanches mais tradicionais aqui da casa, que é o psicodélico. Bom, conta pra gente um pouquinho do passo a passo, né? Como é que esse lanche é feito tão tradicional, acho que o mais da casa, né? Com certeza. Ele é feito, ó, um pãozinho pão de baguete. Uhum. Não pode ser um pão muito seco, porque senão ele não tem, tem que levar o forno. É o lanche mais vendido da casa e ele nasceu junto com corte de boca de anjo, ser um lanche mais velho. Acompanha azeitonas, é tomate, mortadela, lombo defumado, salsichão leonês, salsichão com picles, presunto. É queijo mussarela. caprichado, né? E rosbef caseiro. A gente leva o forno agora deixar 5 minutinhos e aí já tá pronto para mostrar como corta, como é que é o corte boca de anjo. Então primeiro vai ao forno, depois vem o corte, que é a inovação, né? Com certeza. E embora o psicodélico seja o carro chefe aqui da casa, são mais de 20 lanches no cardápio, né? Qual que é o seu favorito? É o psicodélico ou é outro? Ó, tem vários sanduíches. Eh, um que dos que eu mais gosto é o Sharp. Esse é um sanduíche marca registrada da casa também. Foi inventado eh por um diretor da Sharpa, antiga TV Sharp. E ele vinha aqui e pediu um sanduíche do seu jeito. Aí pedi esses ingredientes que é arroz bife, queijo reino, cebola, tomate e azeitonas. E aí com o passar do tempo nós colocamos no cardápio e até tem até o tem que ser chave com dois p não ter conflito com a marca. Sim, mas é um sanduíche tradicional bem pedido pela pela clientela aqui. Ou seja, vocês se adaptaram a um pedido de um cliente que virou sucesso, né, com outros clientes também. Com certeza. Você pode montar aqui pra gente então? Posso. Claro. Aí aquele corte tradicional vem depois que o lanche é aquecido, né? Com certeza. Depois que cedo até ajuda a cortar porque o derrete o queijo, os ingredientes fica o pão fica mais crocante crocante, né? Com certeza. Fica mais fácil pra gente fazer o o corte. Então nesse a gente tem azeitona, tomate também, né? Azeitona, tomate, ros bife, queijo reino, queijo palmira. Queijo também dá um diferencial, né? Com certeza d diferencial. E a cebola que eu vou grelhar depois eu coloco. Esse é o chá, um dos anos mais vendidos da casa também. Ele acompanha o molho do chefe, um pouquinho de azeite e tá pronto para ser degustado. Bom, tudo finalizado. Agora chegou a hora boa, né? Que é a hora de provar aqui os lanches. Vou começar pelo psicodélico, que é o carro chefe, né? Vou pegar aqui um pedacinho aí, ó. Tamanho fácil para abocanhar, né? Tá explicado o sucesso aqui do Boquinha de Anjo. Vamos lá, vamos provar. Olha, tá aprovadíssimo, viu? Tá explicado porque a Juvanete é Campinas que deu certo, né? Com certeza. Deu certo e muito certo. Deu certo. Certo. Isso aí.