Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Música No Campinas que deu certo de hoje você conhece o trabalho da Adacamp, uma instituição que nasceu da necessidade de famílias de pessoas com autismo que não encontravam atendimento especializado aqui na região. Hoje esse trabalho cresceu e atende centenas de crianças, jovens e adultos. e ao impacto desse trabalho que você conhece a partir de agora. E a Daniele, que está aqui ao meu lado, é a Coordenadora-Geral aqui da Adacamp e vai contar para a gente um pouco desse trabalho realizado aqui. Daniele, muito obrigada por nos receber aqui na Adacamp e queria que você começasse contando para a gente o que é a Adacamp e como é que surgiu esse trabalho aqui em Campinas. Olá, nós que agradecemos vocês de se abrir para estar conosco para que nós possamos levar um pouquinho mais ainda o nome da Adacamp. Então a ADACAMP é a Associação para o Desenvolvimento dos Autistas em Campinas. A ADACAMP nasceu em 89 por nove pais que não tinham atendimento especializado para os seus filhos. Então esses pais se uniram, agariavam ali fundos e eles mesmos pagavam para que tivesse atendimento que iniciou de forma pedagógica. E ao longo dos anos, no início de 2000, então fecha-se a parceria para ser uma política pública. Então é onde que inicia os atendimentos e foi-se aumentando cada vez mais até que a da Campus se tornou especialista no autismo. E aí passa a ser atendimento terapêutico, onde firma parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, com atendimento multidisciplinar, que foi, iniciou-se ali com menos de 100 atendidos, que não é o nome que nós falamos, pacientes ou atendidos, e atualmente nós atendemos 302 pessoas autistas. e dentro desse montante aí temos vários programas e diversos agentes financiadores, né? Então, atualmente nós temos parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, temos parceria também com a Secretaria Municipal de Educação, onde atendemos atendimento AEE, que é atendimento educacional especializado, temos também parceria com a Assistência, onde nós damos também o suporte não só para os atendidos, mas também para as famílias e atualmente agora, em fevereiro, nós iniciamos uma parceria com o Estado, onde nós, eu falo que a Adacamp está voltando à essência, ela também agora é a escola de educação especial, onde nós também atendemos 60 alunos. E nesse meio, o nosso, eu falo que sempre o nosso objetivo geral é o quê? É trazer a comunicação, a socialização e a autonomia para todos, independente de ser saúde, escola, para todos os atendidos que frequentam a Adacamp. E o respeito, ele está sempre dentro da missão e da visão e do valor da Adacamp. Bom, então é um trabalho que cresceu muito, né, Daniela? E hoje também a gente tem adultos, inclusive, que são atendidos, não só crianças e adolescentes, né? Sim, sim, os adultos também, eles são atendidos através da parceria com a Saúde Estadual. Nós temos 50 adultos, né, que eles são atendidos no contraturno, né, uma turminha no período da manhã, uma turma no período da tarde. E a idade deles é de 18 e atualmente o que tem a maior idade é 52 anos. E aí quais são os principais programas desenvolvidos aqui? Tem o reforço escolar no contraturno para os pequenos, para os jovens, para os adultos também tem programas específicos? Como é que é esse trabalho? O AE, que é o Atendimento Educacional Especializado, o carro-chefe dele é o pedagogo, então não é para alfabetizar, mas é para dar um reforço escolar. Agora já a escola é alfabetização, então a escola vem mesmo para poder realmente alfabetizar cada aluno que está aqui na Adacamp. E é importante também dizer que nós estamos iniciando com o ensino fundamental 1, então são crianças de 6 a 12 anos, que seria do primeiro até o quinto ano. E por ser uma escola de educação especial, tem também alguns critérios aí onde faz todo um multisseriado, onde faz uma organização que enquadra a idade, perfil, e essa criança pode se estender a uma idade um pouco mais avançada devido à quantidade que ela pode ser, entre aspas, reprovada. Bom, e aí claro que esse trabalho todo, ele tem parceria do Poder Público Mas como é que sobrevive também esse trabalho da Dacamp Além dessas parcerias de recursos públicos? É importante dizer que eu acabei nem falando mesmo Que nós temos também a parceria com o Convênio Santa Tereza Essa parceria que nos traz a contrapartida Para que nós possamos dar a manutenção nos atendimentos ofertados Desde comprar um brinquedo pedagógico, fazer uma pintura, entre outros Então, atualmente, são 20 pacientes que vêm no método ABA, que é atendimento diferente do SUS. Os SUS todos são em grupos, agora o ABA é atendimento individual. Temos também psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além do supervisor e os aplicadores nesse programa ABA. E que para as famílias é um trabalho que faz muita diferença. Qualquer transformação que vocês notam, inclusive, desse paciente que chega aqui, passa por essa terapia, e até em contato também com essas famílias, o que vocês recebem de relato em relação a isso. Sim, sim. O que nós recebemos ao longo dos anos, principalmente das famílias dos adultos, muitos iniciaram aqui criança, pequena, e hoje já está com 30, 40 anos. Então, a fala das próprias famílias, que a da CAMP é o suporte onde elas confiam, onde elas não têm só o atendimento terapêutico para os filhos, mas também têm o suporte para as famílias, onde elas podem, nós sempre até colocamos que aqui é um espaço para elas chorarem, para elas conversarem, para que elas sejam acolhidas, que elas também precisam de ser vistas, as famílias precisam de ser respeitadas. E é uma fala das próprias mães, que a Adacamp, além dos atendimentos, nós temos também as festas típicas que nós fazemos ao longo dos dois anos, e muitas falam que são os únicos momentos que elas têm uma vida de interação social, onde elas podem sentar, comer, beber, sem julgamento. Então, a Adacamp vai para além do atendimento terapêutico. E uma dessas histórias de transformação é a do Luca, de 10 anos, que está aqui ao meu lado, com o Wesley, pai dele, que vai falar conosco. Wesley, obrigada também por falar com a gente. Queria que você contasse como é que o Luca chegou aqui na instituição, o que mudou também a partir desse atendimento. Sim, ele chegou aqui na instituição, através de um trabalho que eu fazia, Passei na frente e peguei o número na secretaria daqui E com isso eu fui ligando Foi cerca de três anos para poder conseguir a vaga Assim que a gente conseguiu, a gente veio, fez os atendimentos com ele E esse um ano que ele ficou aqui foi muito importante O desenvolvimento dele, na comunicação social dele Na interação com outras crianças Foi a interação social na escola também, desenvolveu bastante na escola, as atividades da escola, a lição. Foi algo que esse ano foi, vamos dizer assim, transformador para ele. Na escola ele desenvolveu muito, em vista de quando ele ia no começo, sem a terapia aqui, Ele ficava um certo tempo E a escola ligava O Luca não está conseguindo desenvolver A sala está atrapalhando Então tinha que buscar ele Então com a atividade aqui Trabalhou bastante essa questão dele Da escrita De lição, que nem ele comentou Ele gosta bastante de desenhar Isso, de desenhar também Então teve um desenvolvimento rápido por meio desse projeto. Vamos dizer assim que rápido, mas foi bem incisivo, bem constante, que acabou ajudando. Para vocês, é uma dificuldade, vocês enquanto família de uma pessoa com autismo, conseguir essas terapias, esse atendimento de forma gratuita aqui na região? Sim, fica bem à mercê dos órgãos públicos por essa questão, que não é fácil conseguir, tem bastante demanda, é algo que nos últimos anos a gente vem acompanhando, Recentemente tivemos a caminhada em prol da conscientização do autismo E a gente vê cada dia mais, são diversos casos que tem na região E não tem demanda para todas essas crianças que necessitam Igual o Luca, o Luca é grau 1 de suporte Mas para ele chegar nesse grau 1 de suporte hoje de estar aqui do meu lado está conseguindo desenvolver aqui, foi toda essa terapia que foi incorporada nele para ele ter essa tranquilidade de poder ficar aqui, de desenvolver, igual eu falei, na escola. Então, isso ajudou bastante. E acredito que se outras crianças tivessem essa oportunidade, desenvolveriam mais. então até deixo aqui um apelo para os órgãos públicos conseguir mais lugares, espaço, profissionais capacitados igual a gente encontrou aqui para que isso dê continuidade não só para o meu filho mas para outras crianças que eu acho que isso daí é bom por mais que lá atrás quando a gente descobriu o autismo Ele não tivesse feito terapia Ou que ele não tivesse o autismo e fez a terapia Acredito que pra ele teria sido essencial E com o autismo ajudou muito mais, entendeu? Então hoje em dia a gente vê essa melhora nele O comportamento, a interação social Antigamente a gente não conseguia ir num shopping Por conta dele, barulho Não se adaptava Tudo era muita informação para ele. Hoje em dia a gente consegue sair, consegue ter relação familiar na casa de parentes. Antes a gente não tinha isso. Então isso globalizou toda essa interação dele. Lucas já está se despedindo da instituição e vai sentir saudade principalmente dos amigos feitos na Adacamp e de desenhar sua maior paixão. Ah, é? Mas por quê? Ah, entendi. Você vai sentir saudade daqui. Vou sentir saudade. O que você mais gosta daqui? Eu gosto muito de desenhar, de brincar e também de fazer um pouquinho de lição. A gente até viu o pessoal ali ensaiando já para a festa junina de vocês. Quer dizer, tem toda a parte lúdica também, né? De amizades, de convivência que acontece nesse espaço. Sim, sim, vai para além. Já estamos aí na Quinerra, já estamos aí decidindo o tema. Então, em breve, nós vamos aí fazendo as postagens do tema, convidando as pessoas, porque a festa vai acontecer dia 11 de julho. Então, vai ser um sábado onde é aberto para que a população, a comunidade venha prestigiar, vai ter apresentações. Então, realmente passa também para além, como eu já coloquei, do terapeuta, que é uma forma também de socializar, de interagir e de comer muitas comidas gostosas, né? Bom, e claro que é um atendimento de muita qualidade que acontece aqui, né, Daniela? Para as famílias que nos assistem, tem uma pessoa com autismo, tem o desejo de receber esse atendimento, como é que é feito esse contato aqui com a Adacamp? Bom, a primeira porta de entrada é entrar em contato no nosso WhatsApp da recepção. Então, a recepção vai agendar um acolhimento com as nossas equipes do serviço social. Essa família vai ser, geralmente é por via remota mesmo, para facilitar mesmo esse acesso do ir e vir da família. E a pessoa precisa de já ter o laudo concluído do autismo, para que ela possa ser inserida aqui na Adacamp. Esse primeiro momento é para inserir na lista de espera. Aí assim que surge a possível vaga, então essa família é chamada a trazer essa criança, esse adolescente, para que ele possa ser avaliado e para ver se está dentro do perfil daquela vaga que surgiu. Aí após ser feito todo esse estudo, essa avaliação, aí faz a matrícula, toda essa primeira parte é feita pelas duplas, né, psicossocial, e logo em seguida insere para os atendimentos terapêuticos. Bom, e para as pessoas que nos assistem também, como ajudar hoje esse trabalho feito pela Adacamp? Bom, a Adacamp, como acho que todas as OSCs de Campinas, região, necessita de doações para continuar com as manutenções dos nossos trabalhos, então a Adacamp também não é diferente, então empresário, você que está nos vendo, se quiser conhecer um pouco mais a Adacamp, nós estamos abertos também a receber doação, seja doação de recurso financeiro, seja uma doação até braçal, porque também tem as doações de uma pessoa que já consegue fazer uma atividade de artesanato, ou uma atividade que dá para englobar em conjunto e vir ser um voluntário também. Dessa forma, você também ajuda a Dacamp e não é só com recurso. Então, tem várias, tem diversas formas que você pode nos ajudar a dar continuidade nesse trabalho que faz diferença na vida de tantas pessoas. Daniel, o trabalho da Dacamp é um projeto de Campinas que deu certo. Sim, e assim, como é o preço maior que é o saúde estadual, então nós atendemos Campinas e região metropolitana. Então, nós temos algumas famílias de Aguariúna, de Portolândia, Sumaré, tínhamos de Pedreira, agora atualmente não, mas nós atendemos aí Campinas e região. Daniele, muito obrigada por nos receber aqui, por contar um pouquinho também desse trabalho. Nós que agradecemos. Bom, eu já agradeço também a você que nos acompanha aqui no Campinas, que deu certo. Muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia e até a próxima semana. Legenda Adriana Zanotto