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Estádio Brinco de Ouro da Princesa aqui em Campinas não é só a casa do Guarani, mas também do Indians, o time de futebol americano da equipe que desde 2017 conquista [música] vários títulos e coloca Campinas no mapa nacional quando o assunto é futebol americano. E é essa história que você conhece hoje aqui no Campinas que deu certo. O Ricardo Jaquini aqui ao meu lado é o vice-presidente do Indians e vai contar um pouco dessa história aqui em Campinas. Ricardo, muito obrigada por falar conosco. E como é que começou, né, essa sua história então com o Indians, com a equipe aqui em Campinas? Vamos lá. Eh, minha história no futebol americano começou em 2014, na Grande São Paulo, por onde passei por alguns times. Eh, em 2021 eu volto a morar em Campinas e alguns colegas, né, já do meio, né, do futebol americano, acabam sabendo que eu vim para cá, a gente entra em contato, toda a família bugrina, né? E falei, agora eu quero devolver um pouco do que o futebol americano me agregou pra minha cidade, né, pra minha turma. E desde então faço parte do Guarani Índias. Eh, tinha uma passagem curta dentro dos gramados, eh, já na fase final de aposentadoria, com algumas lesões e comecei a somar na parte dos bastidores, né? Então, hoje o Guarani Indias eh conta com aproximadamente 150 atletas, eh mais comissão técnica. Eh, temos é o Fullpad, que é o time de futebol americano equipado. Quem quem assiste televisão aí NFL acompanha o futebol americano dos Estados Unidos e com capacete todo equipado. Temos o flag feminino, o flag masculino, eh o Academy, que são nossas crianças ali, nossa base que vem crescendo forte, eh, e o desenvolvimento, né? Quem quer aprender, quero começar o futebol americano, já sou adulto, nunca joguei, vem para lá, começa a aprender fundamento até conseguir ingressar na na equipe principal. E acho como é que esses atletas eles chegam, né, até vocês, tanto os das categorias ali de base quanto os adultos também. Vamos lá. Eh, hoje a o maior contato com nós é através do Instagram, né? lá, divulga seletiva, todo toda a agenda de campeonatos do Guarani Indians. Eh, vai tá lá, né? Quem quiser segue a gente lá, @guaraniindiians e fa, eh, vamos tá lá. Eh, seletivas costuma acontecer duas a três vezes ao ano. Então, a pessoa se inscreve, vai passar para um processo seletivo de aptidão física, eh, ver o o porte, qual, porque o futebol americano é um dos países é um dos esportes mais democráticos, né? Ele comporta todo tipo de biotipo, né? Cada setor necessita de um biotipo específico. Então, acaba, a gente vê para cada onde cada um se encaixa melhor de acordo com o seu biotipo e começa a praticar. O Guarani Indians, mesmo jovem, já é bicampeão da Taça 9 de julho em 2023 e 2024. O time também conquistou o paulista de flag em 2022 e no mesmo ano chegou à elite estadual, a [música] SPFL. O projeto é independente e mantido por atletas e apoiadores. Dentro e fora de campo, o Indians se consolida como o principal da modalidade no interior de São Paulo. Muitos torcedores nos procuram, né? Eh, hoje o Guarani também e trabalha com a marca do Guarani Indians, né, na na loja da daqui do próprio Brinco de Ouro. Eh, e os torcedores usam nossa camisa durante o os jogos. Os nossos atletas eh frequentam os jogos do Guarani, né? Eh, então essa relação tá é muito positiva, muito sadia. E é através disso eles nos procuram, entram no Instagram, fazem a seletiva e começam a praticar. E como é que é hoje ter o apoio do Guarani, né, pr pra equipe de vocês, até em relação aos treinos, a forma como vocês se organizam, como é que é hoje [música] esse apoio do Guarani? Sim, o Guarani e sendo bem claro, o foco principal do Guarani é o futebol, né? Eh, mas eles nos acolhem de uma forma muito positiva. Eh, a gente tem até alinhado alguns horários, né, noturnos para para poder treinar dentro do do CT aqui do do Guarani, eh, tentando conciliar as agendas, né, de treinos, porque o Guarani tem diversas modalidades no futebol, desde a base até o profissional. Então, a essa essa disputa por horários em campo é muito muito difícil, mas da da forma que eles podem, eles sempre estão nos acolhendo, né? eh oportunidades de apresentar um pouco do nosso trabalho nos intervalos de jogos, eh mandos de jogos do do Guarani Indias dentro de Campinas, junto com a diretoria do Guarani, sempre tá nos fortalecendo a conseguir um campo em Campinas para para est sediando jogos. Então hoje a nossa maior parceria é essa. Bom, e hoje [limpando a garganta] também então além da parceria do Guarani, vocês têm alguns patrocínios, né? A gente vai falar melhor depois desse apoio, mas como que você sente que é a receptividade aqui na região pela equipe? Porque a gente comentava que o futebol americano ele tem ganhado cada vez mais espaço, né? E hoje vem com muita força já no Brasil. Vem com muita força. Em 2024 tivemos uma final aqui no Brinco de Ouro, eh, onde tivemos praticamente uma semana de divulgação. Nessa semana de divulgação, nós tivemos mais de 1000 pessoas no estádio, né? acompanhando, torcendo, vibrando quem tava presente aí, quem assistir e e lembrar e e esteve presente nessa data. Eh, viu a emoção, o calor que é o futebol americano, né? Eh, quem assiste a primeira vez, nossa, é complicado, mas tem uns videozinhos curtinhos ali que explica um pouquinho da regra, rapidinho você você pega. E o interesse também das mulheres, né, pelo futebol americano, inclusive com a equipe de vocês aqui feminina, né? muito grande. Eh, hoje no mundo o Brasil é o segundo país que mais compra futebol americano, que mais compra NFL, PPV. Eh, o o público feminino é o primeiro no mundo dentro do Brasil que mais compra NFL, né? Então, as mulheres são muito presentes, são muito fortes. A nossa modalidade feminina tem crescido muito, né? Elas são extremamente unidas, comprometidas, né? Eh, e isso aí fortalece muito o crescimento da modalidade em Campinas e Indians. O Daniel que está ao meu lado é secretário do Indians, atleta também da equipe. Daniel, a gente falava aqui das competições, são várias, né, das quais vocês participam para tudo isso acontecer. Patrocínios são necessários também, né? Exatamente. Ã, hoje hoje nós temos uma uma rede de parceiros, patrocínios. Eh, uma delas foi, como foi mencionado, o Guarani, que no que nós na grande valia, na qual nós nós nós utilizamos a influência do Guarani para para que é um nome muito forte no cenário nacional, na qual nos ajuda bastante, no qual a gente é é uma relação que a gente fala que hoje Guarani Indias e o Guarani é uma relação de ganha ganha na qual nós temos a visibilidade da usando a marca Guarani para apresentar o nosso projeto e da qual a NFL é um esporte que que tá em ampla ascensão no Brasil, inclusive nesse último ano, foi pela primeira vez na história, onde nós tivemos jogos de futebol americano em cinco dias da semana, ou seja, nós tivemos transmissões especiais do do Thanksgiving do Natal, que são programações locais lá aqui, inclusive várias emissoras transmitindo e o Guarani nessa daí acabou engajando no no sistema NFL, inclusive Inc apresentação que nós fizemos aqui pro pra torcida, foi numa véspera de super ball, ou seja, juntou, como nós dizemos, o Jgão juntou a fome com a vontade de comer. E a gente foi foi super bacana. a gente trouxe a torcida, da torcida pro nosso lado, a o a o nosso impulsionamento em redes, em redes sociais, devido isso daí teve uma ampla, uma ampla divulgação. Nós tivemos a a torcida compartilhando os nossos vídeos, fazendo, tecendo comentários. as pessoas que não conheciam o projeto passaram a conhecer, passaram a nos procurar perguntando sobre como que funciona, como como ingressar, eh eh quando são as as seletivas, ou seja, foi um negócio muito muito bacana. Foi muito bacana mesmo. E e é bacana falar disso também, que é um ambiente seguro, né, inclusive para as famílias, né? Muitas vezes quando a gente fala de outros esportes, existe ali aquele receio de que a mulher esteja nos estádios, por exemplo. Isso não acontece com a modalidade de vocês, não. Porque o a a nossa premissa aqui do do futebol americano é divulga a divulgação do esporte. é uma filosofia completamente completamente diferente, na qual a gente fala que o futebol americano é um esporte de selvagem jogado por cavalheiros e o soccer, como a gente se refere ao futebol, é um esporte de cavaleiro jogado por por selvagens. E tanto que dentro do campo tem a provocação, tem lá um um se atraca com o outro, só que no final do jogo nós fazemos uma fileira, cada um se cumprimenta, tem a confraternização. Ah, é interessante ver as famílias nas arquibancadas, lógico, cada cada familiar torcendo pro seu time, mas todo mundo junto. Aí de repente um começa a falar de um lado, começa do outro, aí do nada já começa, já cria uma amizade, já troca telefone, ou seja, rivalidade ela fica ali. Exatamente. Já já já fica no campo. Às vezes, principalmente as crianças, que as crianças que são esse elo de que criança não tem essa de história de preconceito de ah de diferença. Criança tá junto ali, ah, vamos brincar, vamos e acaba até contagia até os adultos. Às vezes começa numa conversa, um filho brincando com o filho do outro, vai, vai, vai, acaba às vezes criando vínculos de amizade, como já acontece de amizades duradoras, inclusive relacionamentos de pessoas que se conheceram por conta do esporte do do esporte. E você diz que seus filhos participam também, a gente vai conversar daqui a pouquinho com eles, como é que foi também despertar esse interesse neles por esse esporte? Foi algo muito natural? Então, na na verdade eu sempre vivi ensaiando sobre os índios. Eh, eu falo que a história da da minha vida se confunde com a história do Guarani, porque ah, se não fosse eu, você bem franco, os meus pais se conheceram na nas piscinas do clube. Ou seja, desde que eu me conheço por gente, eu tô aqui dentro, família de bugrinos. E eu, ou seja, por de por fora, eu eu vi o nascimento do do Guarani Índias por quando o pessoal começou no primeiro na primeira seletiva, que vieram aqui na no na porta do no do do brinco de ouro num jogo entregando panfletinho. Eu vi aquilo ali, eu falei: "Pô, será, será?" Aí fiquei nessa enrolação. A a minha irmã foi a primeira a ingressar no esporte, inclusive ela joga no flag feminino atualmente e e por consequência ela trouxe meus filhos. Nessa traz trazer meus filhos, eu vim junto no pacote. Então foi ao contrário, na verdade, exatamente. Eu vim junto no pacote, mas para para acompanhar eles. Aí eu falei: "Pô, que legal, vou querer participar também". Aí eu conversei com com o nosso head coach, o Auror, ele falou que não, tudo bem, aparece num num treino, apareceu num treino que que tava rolando a seletiva, fiz o o desenvolvimento, passei por todo o desenvolvimento na parte de fundamentação do esporte. Ah, e depois hoje eu tô tô integrado no no time principal, inclusive a gente inicia um e a gente vai disputar o o Campeonato Paulista. Eu tô no tô tô integrando o time. Luís Felipe e João Vittor, filhos do Daniel, já competem pelas categorias de base e contam como toda a família passou a fazer parte do Indians. E por que que você gosta mais do futebol americano do que do futebol mesmo? Como é que surgiu aí essa paixão? Foi conhecendo a equipe? Sim, foi conhecendo porque o futebol é muito bom. Eu gostava. Aí começou a ter muita palhaçada, tipo assim, não era falta e acabou, eu gostei mais do futebol americano, eu acho bem mais organizado. E também é a diferença é que lá no futebol americano é tem muito, é muito mais silencioso, não tem tanto é faltas, não tem tantas coisas assim de erro e também o pessoal de lá é bem gente boa. E uma coisa que no futebol, né, não tem, não tem o que falar. Entendi. Você pretende continuar jogando? pretende se tornar atleta? Que que você espera aí pro futuro? Eu pretendo continuar jogando até conseguir para uma universidade. O futebol americano traz de benefício, a saúde, a forma, entre outros. É um momento também para você ali de tá em contato, né, com com os amigos, com a família também que participa. Sim, porque o futebol americano aproxima muita família, muitos amigos e também consegue conceder novo, novas amizades de crianças, adultos, mães, pais e parentes. O Anderson Souza é diretor do Academy, que são as categorias de base aqui do Indians. Anderson, a sua história também tem envolvimento de toda a família com a equipe. É isso. Conta pra gente. É isso mesmo. A a ideia de entrar no esporte foi que a gente pudesse ter a família toda junta, né? Usar ali o sábado, domingo para todo mundo estar todo mundo junto. Então a gente escolheu o futebol americano, né? A gente escolheu o flag. Eh, a gente foi lá no Taquaral, viu o pessoal treinando um dia, achou super legal. Já tinha pesquisado no Instagram, né? O o time tem uma uma identidade super legal no Instagram. E a gente perguntou: "E aí, a gente pode começar?" fez a seletiva, igual o Ricardo falou, passamos a seletiva, então cada um hoje tá na sua na sua categoria. Eu jogo full pads, as crianças estão na academy e minha esposa, a Natália tá no tá no feminino. E aí, como é que esse interesse de praticar ali um esporte com a família, ele se tornou em algo até vocacional, né? Hoje você na diretoria das categorias de base, como é que foi essa trajetória? Foi muito legal, a gente foi vai de interesse, né? Eu sempre tive interesse de ajudar o pessoal. Eh, nós não somos profissionais, né? Então, cada um que se ajuda do jeito que pode, né? Hoje a gente tem vários grupos, a gente vai se ajudando e a ideia foi de a família estar junto. E aí o Alaor, que é um dos treinadores, falou assim: "Poxa, vem vem compor essa banca junto com a gente, cuidar das crianças aqui junto com a gente e fazer o esporte crescer cada vez mais, né? como é um esporte olímpico agora, então a nossa ideia é trazer a luz de Campinas, primeiramente através das redes sociais e fazer com que ele seja mais conhecido ainda. E hoje para as categorias de base, os meninos começam com qual idade? Como é que funciona essa esse ingresso, né, nas equipes aqui? Olha, eu já vi crianças bem pequenas que é muito engraçado ali a partir de 5, se anos já brincando com a bola, né? bem pequenininho mesmo e aí vai até os 16, 17 anos hoje. Claro que pro esporte isso vai até 18, 20 anos, mas aqui a gente controla um pouquinho mais. E aí, como é que são os treinos, né, para as crianças e pros jovens também? São taquaral? Como é que isso se divide? Conta pra gente. Isso mesmo. Nossos treinos são no taquaral, começam ali por volta de 8:30, 9 horas e vão por volta de 11:30, meio-dia todos os sábados. Ou seja, bastante treino aí, uma rotina mais intensa, né? Quais são os benefícios inclusive dessa prática pros pequenos, né, que estão chegando agora? Sim, eles viram pequenos atletas, né? Eles têm uma força de vontade, tem uma hora de tomar um lanchinho, come ali, toma um suco, uma maçã, eles param pouquinho, mas estão ali de volta. Isso eu vendo em casa, né? Eles dormem melhor, eles saem um pouquinho mais da tela. Então o esporte traz essa coisa da criança ficar mais ativa, né? sair, que é o que a gente quer, ter mais qualidade de vida e tirar eles do celular um pouquinho. A participação feminina também ganha destaque no flag futebol 5x5, uma modalidade dinâmica e olímpica marcada pela agilidade e pela estratégia. Elas são ganhadoras de vários prêmios, né? No Instagram tem lá, elas são eh ganhadoras de bols de campeonatos paulistas também. Então elas têm uma uma competitividade muito grande. É super legal ver o jogo delas. Você acredita então que esse projeto Indians é um projeto de Campinas que deu certo? Com certeza. Esse deu muito certo e a gente tá trabalhando cada dia mais para levar o flag, levar o futebol americano para mais campineiros ainda. เฮ [música] [música] [música]