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Campinas que Deu Certo | Instituto biológico e fazenda mato dentro
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Campinas que Deu Certo | Instituto biológico e fazenda mato dentro

121 views Publicado 18/03/2026 HD · 15:45
Resumo editorial

O quadro Campinas que Deu Certo visita o Instituto Biológico em Campinas, instituição centenária com unidade campineira instalada na histórica Fazenda Mato Dentro, que completa 220 anos em 2026. A reportagem conversa com uma pesquisadora especialista em bacteriologia vegetal sobre a UTI das plantas operada pelo IB, espaço onde cientistas combatem pragas e doenças que ameaçam frutas, grãos e hortaliças que chegam à mesa dos brasileiros. A entrevistada conta a fundação do Instituto Biológico em 1927 com sede em São Paulo, criado para enfrentar uma praga grave do café que ameaçava a economia brasileira da época. Pesquisadores foram até Uganda, descobriram um parasitoide capaz de controlar a doença e salvaram a cafeicultura paulista. O sucesso da abordagem levou à expansão do IB, com a aquisição da Fazenda Mato Dentro em 1937 para instalar a unidade campineira dedicada a pesquisas aplicadas. A reportagem mostra como o trabalho do Instituto contribui para a segurança alimentar nacional, a sanidade vegetal e a competitividade do agronegócio brasileiro, com Campinas como polo estratégico que articula ciência, agricultura e desenvolvimento rural em escala que beneficia o Brasil inteiro.

Descrição do vídeo

O quadro Campinas que Deu Certo visita o Instituto Biológico (IB), criado em 1927 contra praga cafeeira (parasitoide Uganda), com unidade em Campinas desde 1937 na histórica Fazenda Mato Dentro (220 anos em 2026). Pesquisadoras Dra. Suzete A. L. Destefano (bacteriologia vegetal) e Dr. Cláudio M. G. Oliveira (nematologia) destacam "UTI das plantas" para sanidade vegetal sustentável. História Fazenda Mato Dentro 🏛️ Sesmaria 1806 (Joaquim Aranha); café pioneiro região Campinas (Maria Luíza/Francisco Egídio); comprada 1937 para IB; Parque Ecológico 1988. Prédios tombados (estábulo vira lab moderno); reflorestamento 120 mil mudas. Pesquisas e Laboratórios 🔬 Especialidades: acarologia, micologia, entomologia, nematologia, bacteriologia, plantas daninhas, bioprocessos (bactérias/nematoides/fungos controle biológico). Culturas: café, citros, soja, feijão, hortaliças, milho, trigo. Pós-graduação CAPES desde 2007. ​ Impactos Recentes 🌾 Café resistente nematoide (parceria IAC); batata contra perdas 80-90%; agricultura sustentável/alimentos saudáveis. APTA Portas Abertas outubro 2026: visitas públicas. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Pouca gente sabe, mas por trás das frutas, grãos e hortaliças que chegam à nossa mesa todos os dias, existe um trabalho intenso de pesquisa científica para garantir a segurança e qualidade dos alimentos. [música] Aqui no Instituto Biológico em Campinas funciona uma verdadeira UTI das plantas, onde os pesquisadores combatem pragas e doenças. E é esse trabalho que é referência nacional, que você conhece hoje aqui no Campinas, que deu certo. A Dra. Susete aqui ao meu lado vai contar um pouquinho dessa história pra gente. Doutora, o Instituto Biológico ele tem já uma longa tradição, né, em pesquisa, mas qual que é a importância dessa unidade aqui em Campinas? bem-vinda. Muito obrigada por falar com a gente. Obrigada pelo convite e eu gostaria, inclusive de poder agradecer especialmente a oportunidade de divulgar o que a nossa instituição tem feito para Campinas e para o estado e mais ainda para o Brasil. Eh, na agricultura. Ah, o Instituto Biológico, na realidade, ele tem a sede em São Paulo, né? né? Então, ele foi criado em 1927. Eh, essa criação veio justamente por necessidade de uma doença muito importante no café, porque na época o Brasil era um, ele fornecia para o mundo todo o café e uma praga acometeu a cultura. E aí resolveram então formar uma comissão de pesquisadores para estudar essa doença. Os pesquisadores foram era uma doença que eh existiam suspeitas de vir da África do Sul. Então os pesquisadores foram até Uganda, descobriram um parasitoide, voltaram e conseguiram controlar essa doença. Então o estado de São Paulo, vendo essa importância, né, criou o Instituto Biológico que fica na Vila Mariana e com as pesquisas avançando, porque a necessidade é sempre de atender ao agricultor. Então foi criado em 1937, foi comprada essa fazenda que é a fazenda Mato Dentro e aqui foi instalado, então foram instalados os laboratórios eh que tem como foco a sanidade vegetal. Então o Instituto Biológico como sede, ele é especialista em sanidade animal, vegetal e meio ambiente, né, e mais recentemente de pragas urbanas. Mas aqui em Campinas fica a parte de sanidade vegetal. Então hoje aqui na fazenda nós temos laboratórios. Cada laboratório é um é especialista numa determinada área. Então nós temos a acarologia para estudar os ácaros, micologia, os fungos, entomologia econômica para estudar os insetos, plantas daninhas, nematologia e bacteriologia vegetal, que é a minha área. Então são laboratórios que não são especialistas numa única cultura. Nós aqui em Campinas nós eh funcionamos como uma UTI de plantas. Então não existe uma cultura, nós somos especialistas em café, citros, hortaliças, não. Quando o agricultor tem um problema, ele traz a planta doente, os especialistas vão verificar qual é o tipo de patógeno e encaminhar para esses laboratórios. Então, a nossa função é de fazer a identificação, né, dentre esses laboratórios, eh, hoje eu esqueci de citar o de controle biológico, né? Então, hoje a gente vê que o o agricultor, a sociedade busca o quê? agricultura sustentável, alimento saudável, produtor com condições que não que vão poupar esses danos à saúde com a aplicação de vários químicos, né? Então, hoje, eh, a busca dos pesquisadores da fazenda não só fica na questão de fazer identificação e isolamento, mas nós também temos temos a missão de procurar um controle para essa doença. Então, hoje, por exemplo, a gente tá num laboratório de bioprocessos de bactérias e nematoides. Então são bactérias e nematoides que estão sendo produzidos para tentar controlar doenças no campo. Então visando sempre, o nosso foco sempre vai ser o quê? O benefício do agricultor. Com isso, nós teremos o quê? Um alimento mais saudável na nossa mesa. E hoje quais são as principais culturas agrícolas que vocês atendem aqui nas divisões de pesquisa, doutora, para trazer o exemplo para quem nos assiste. Bom, eu vou citar algumas, né? Sim. Então, nós temos café, citros, feijão, soja, hortaliças, ornamentais, eh milho, trigo. Então, na realidade é isso. A gente acaba, quando existe um problema naquela cultura, a gente não só faz esse trabalho de identificação, mas muitas das vezes por sermos um uma instituição de pesquisa, a gente acaba fazendo pesquisas em cima daquilo. Então, é um problema que a gente tem no dia a dia e em contato direto com esse problema, a gente já coloca as pesquisas para tentar resolver esse problema. Uma das coisas que alavancou isso tudo foi que o Instituto Biológico desde 2007 ele tem um programa de pós-graduação que é reconhecido pela CAPS. Então, hoje nós temos alunos de mestrado e de doutorado que estão sendo formados para ir justamente para o mercado de trabalho com uma formação nessa área de segurança, seja na área animal, vegetal ou do meio ambiente. E é um trabalho, né, doutora, que muitas vezes ele acontece nos bastidores. A pessoa em casa que consome aquele alimento nem imagina, né, todo o trabalho ali, toda a pesquisa que foi feita para que esse alimento chegue até a mesa. E aí, no caso, quais pesquisas recentes tiveram um impacto grande, né, para resolver esses problemas que a gente pode trazer aqui de exemplo? Então, nós temos, por exemplo, grandes eh perdas, por exemplo, na cultura da batata. Então, hoje a gente já fez um estudo grande, né, de tentar de já identificamos o patógeno e estamos com produto com microrganismos que estão tentando minimizar uma perda que chega a mais de 80 a 90% no campo, né? Outra coisa é um outro trabalho que foi desenvolvido por um outro pesquisador daqui, Dr. Cláudio Marcelo, da animatologia, que em parceria com o IAC eh desenvolveu eh ajudou nas pesquisas a ter uma planta de café resistente a um determinado nematoide, né? Então isso são pesquisas que geraram um resultado para a sociedade. Bom, e esse espaço que a gente tá agora, doutora, ele é um espaço de contrastes, né? A gente tá em um prédio que tem 100 anos, mas que no interior traz equipamentos ultramodernos. É isso. Exatamente. Então, por exemplo, hoje nós estamos num laboratório de bioprocessos, né? a gente resolveu preservar essa estrutura antiga. Nós temos ali a plaquinha, ele foi construído em 1926, mas hoje a própria imagem vai mostrar que são equipamentos de última geração, são biofermentadores, né, que estão sendo utilizados justamente para levar essa solução pro campo. Então, produção de microorganismos, não só aqui, mas a gente tem uma outra biofábrica que são de fungos. Então, além das bactérias inematoides, nós também temos fungos que fazem essa esse trabalho todo de tentar controlar doenças no campo, sejam doenças causadas por bactérias, fungos ou pragas mesmo insetos, a partir de uma coisa mais saudável, mais natural. Ou seja, a gente tá buscando inimigos naturais para controlar o os patógenos do mal, né, que estão causando problemas na agricultura. E nós estamos agora aqui do lado externo desse prédio histórico da Fazenda Mato Dentro. Dr. Cláudio, que trabalha há 29 anos aqui no instituto, vai contar um pouco pra gente da história desse prédio, doutor. Um espaço que era vinculado inclusive ao Parque Ecológico, né? Fala um pouquinho pra gente dessa história da Fazenda Mato Dentro. Tá certo? Taila, você veio fazer essa entrevista aqui num momento especial, que ele é bem propício. Essa fazenda, fazenda Mato Dentro, ela é de 180. Então, esse ano, né, 2026, nós estamos completando 220 anos dessa fazenda, da fazenda Mato Dentro. A história dela, ela se confunde até com a própria história de de Campinas, porque essa fazenda foi concedida dentro daquele regime de ces marias a Joaquim de Camargo. E e ele, né, foi o primeiro proprietário dessa fazenda. Ele se casou, ele teve três filhos. Uma das filhas é Maria Luía. Em 1817 ela casou com Francisco Egídio. E essa fazenda, desde o início, ela teve, como era uma fazenda particular, ela explorava a cultura da cana de açúcar. Mas com o casamento da Maria Luía com Francisco Egídio, a fazenda passou a investir em café, no cultivo do café, sendo considerada a primeira fazenda comercial de café da região de Campinas. E isso foi se desenvolvendo ao longo do tempo, né? Eh, pela época utilizava-se muito da mão de obra escrava. Aqui tinha muitos escravos que que viviam na nessas nas casas, que depois você pode até mostrar na na com as suas imagens. E em 1937 o estado comprou essa fazenda porque em 1927, então 10 anos antes, foi criado o Instituto Biológico em 1937. Então, o estado precisava de um centro experimental para dar apoio às pesquisas desenvolvidas pelo biológico na cidade de São Paulo. Então, foi criado esse centro experimental que passou por diversos nomes, né, e hoje tem o nome de divisão avançada de pesquisa em desenvolvimento em sanidade agropecuária. Eh, além disso, na década de 80, então toda essa área aqui pertencia ao Instituto Biológico. Na década de 80, uma parte da área foi desmembrada, metade dela pra criação do parque ecológico. Então, hoje coexistem aqui nesse mesmo espaço dentro da fazenda Mato Dento, o Parque Ecológico e o Centro Experimental do Instituto Biológico. E essa área que pertence hoje ao Instituto Biológico, né, doutor, ela foi inclusive bem cuidada, alguns prédios restaurados e aqui hoje tem o que há de mais moderno em pesquisa e inclusive alguns prédios transformados em alojamento, né, pros pesquisadores, estudantes também do instituto. É isso. Exato. Taila. Eh, nós nunca podemos deixar de pensar em no pilar histórico. Então, a fazenda tem essa responsabilidade de preservar esse patrimônio histórico. Um exemplo é o é o prédio que a gente vê aqui ao fundo. Esse esse prédio era um antigo estábulo. Ele estava em ruínas, ele não estava sendo utilizado, mas numa ação, né, dentro da filosofia de recuperação da da administração do Instituto Biológico. Esse prédio foi recuperado e transformado num laboratório moderno de de bioprocessos. Ah, outros prédios também estão sendo preservados. antigas moradias dos dos colonos. Hoje elas servem como moradia dos funcionários aqui do do instituto ou mesmo como alojamento para os nossos estudantes da pós-graduação. Então, há essa preocupação da história e também de utilizar o mesmo espaço paraa inovação científica. Mas ao mesmo lá, ao mesmo tempo, nós também pensamos na preservação ambiental. Então, desde a criação do parque ecológico, então o parque ele preserva alguns prédios históricos, mas também a parte ambiental. Nós temos um um parque belíssimo aqui na cidade de Campinas e esta parte ambiental também se estende aqui pro lado do Instituto Biológico, que nós temos um projeto enorme de reflorestamento. Ele envolve em torno de do plantil de 120.000 1 mudas que vai se transformar talvez um dos maiores parques lineares aqui da cidade de Campinas. E muita gente aqui de Campinas da região também, né, doutora? Não imagina que todo esse trabalho é desenvolvido nesse espaço aqui da fazenda. A ideia é aproximar mais esse trabalho hoje da sociedade. Certamente. Então, nós estamos trabalhando desde o ano passado. Nós começamos a participar do programa APTA de Portas Abertas. A APTA é a agência que coordena todos os institutos de pesquisa no estado de São Paulo. Por exemplo, nós temos o Instituto Agronômico, Instituto de Tecnologia de Alimentos, que é o ITAL, de Zootecnia, Instituto de Pesca, Economia Agrícola e o Instituto Biológico, então e fora os laboratórios regionais. Então essa APTA ela coordena esses institutos e existe então há 4 anos o programa APTA de Portas Abertas. Esse vai ser o quinto ano e eu convido a todos que em outubro desse ano nós iremos abrir aqui a nossa divisão justamente para que a sociedade venha conhecer um pouco do nosso trabalho, né? Tenha consciência de que, é o que você falou, que aquele alimento saudável na mesa, de repente tem uma pontinha do nosso trabalho ali para que ele chegue saudável à mesa dele. O trabalho do Instituto Biológico aqui em Campinas é um trabalho de Campinas, um projeto que deu certo. Eu acredito que sim. Nós batalhamos muito por isso e trabalhamos todo dia para isso. Muito obrigada, viu, doutora, por nos receber aqui, contar também um pouco desse trabalho, dessa história. Obrigada. Bom, e eu espero você no próximo Campinas que deu certo. Até lá. [música] [música] [música]
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