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Campinas que Deu Certo | Casa do Pavão: arte, cultura e transformação social em Campinas
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Campinas que Deu Certo | Casa do Pavão: arte, cultura e transformação social em Campinas

266 views Publicado 06/01/2026 HD · 15:43

Descrição do vídeo

Na região sul de Campinas, um espaço vem transformando vidas por meio da arte, da cultura e do acolhimento comunitário 🎭✨. Fundada em 2014, a Casa do Pavão é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins econômicos que nasceu do legado familiar, do engajamento social e da escuta ativa da comunidade. Mantida por recursos próprios, trabalho voluntário e eventuais subsídios públicos, a Casa do Pavão tem como missão democratizar o acesso à arte, oferecendo atividades culturais, esportivas e educativas para pessoas de todas as idades — muitas delas gratuitas 💛. Nesta reportagem especial, a repórter Mirna Abreu conversa com Nilza Batista, presidente da instituição, e Marisa Batista, vice-presidente, que contam como a história de envolvimento comunitário da família deu origem ao espaço. Inspiradas pelo trabalho social dos pais e pela atuação em movimentos comunitários e religiosos, elas decidiram criar um lugar onde a cultura fosse ferramenta de transformação social e desenvolvimento humano. 🎨 A Casa do Pavão é um espaço vivo, em constante construção. Seus projetos surgem a partir da escuta da comunidade, das trocas cotidianas e das necessidades reais do território. Assim nasceram iniciativas como: ☕ Café com as Vizinhas – encontros simples, mas potentes, que fortalecem vínculos 📚 Café com Literatura 🎤 Saraus culturais 🛍️ Bazar comunitário 🎬 Cine Pipoca 🥋 Capoeira, Karatê e atividades corporais 🎨 Oficinas de arte para diferentes idades Um dos projetos mais emblemáticos é o “Muros. Para quê?”, que leva arte para fora dos limites físicos do espaço. Por meio de grafites, intervenções urbanas e ocupações artísticas, vielas do bairro se transformam em galerias a céu aberto 🎨🧱. A iniciativa já contou com dezenas de artistas e apoio de programas como o FIC – Fundo de Investimentos Culturais e Cultura Viva, promovendo acesso à arte e ressignificação dos espaços públicos. A reportagem também acompanha uma das atividades que mais fazem sucesso: a capoeira 🥁🤸🏾‍♀️. Ministrada pela professora Larissa Carvalho, a modalidade atende crianças, adolescentes, adultos e até a terceira idade, promovendo disciplina, convivência, autoestima e inclusão social. Os depoimentos dos alunos mostram como a capoeira e outras atividades da Casa do Pavão ajudam a tirar crianças da ociosidade, fortalecer vínculos familiares e ampliar horizontes. 👧🏽👦🏽 Participam das atividades estudantes como Heloíza Rocha, Alice Novaes e Emanuelle Rocha, exemplos de como o acesso à cultura pode impactar positivamente a infância e a juventude. 👉 A Casa do Pavão é prova de que a cultura transforma, aproxima e constrói cidadania. Um espaço onde arte não é privilégio, mas direito. Assista à reportagem completa, compartilhe com quem acredita na força da cultura e deixe seu comentário contando o que achou desse projeto inspirador 💬❤️. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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A Casa do Pavão fica na região sul de Campinas e surgiu em 2014. É uma OSC que tem como objetivo democratizar o acesso à arte. Sem fins econômicos. é mantido com recursos próprios, colaboração de voluntariado e eventuais subsídios governamentais e fontes de financiamento. Bom, e a repórter Mirna Abreu bateu um papo bem bacana com a Nilsa e a Marisa. As duas falaram como tudo começou. Ela é fruto de uma e história de vida, né? Porque os nossos pais sempre foram líderes comunitários aqui da região, eh, fundadores de vários pontos, né, [música] aqui, né, do bairro. Então, foi assim, nossa família sempre foi envolvida com movimentos sociais, né? Então, é, em 2014, eu acredito que em função de uma busca mesmo de propósito de vida, de continuar, né, com esse legado de de compartilhar com a comunidade, eh surgiu a ideia eh de estar eh criando, né, um espaço onde a comunidade pudesse ser acolhida. Então, surgiu [música] a casa do pavão. Mas até então, eh, vocês também já atuavam junto com seus pais nessas atividades culturais, sociais ou não? A partir do de que momento vocês disseram, [música] a gente precisa fazer essa mobilização social partindo do pressuposto de que vamos oferecer cultura às pessoas dessa comunidade. Como que foi essa construção, tá? eh junta acho que vários pontos, né? Eh, a atividade dos nossos pais era ela era ligada assim com o movimento social, mas também bastante com a igreja. Bastante com a igreja. Qual Igreja Católica? Católica. Isso. Com a igreja católica aqui do bairro, né? É. Embora assim, ele ele era uma pessoa muito popular, ele circulava por todos os espaços e isso foi assim riquíssimo, né? foi foi riquíssimo pra gente. Eh, então e tem assim, a, eu também sou psicóloga, né? [música] E dentro do meu trabalho, eu senti a necessidade de estar usando eh um outro elemento de comunicação que não fosse só a palavra. Então, no meu próprio trabalho, eu já eh introduzi arte terapia, tá? Né? Então, eh, quando a gente pensou em estar formando esse espaço, [música] a gente pensou em estar assim, eh, utilizando a cultura [música] por ser uma área carente, né, da nossa região, da região, acho que da maioria das regiões periféricas, né, de não ter o espaço de expressão, né, de cultura. [música] E pela por a gente entender que a cultura ela abrange eh todas as pessoas, todas as religiões. Então é um instrumento muito democrático desde o início, nesse local, né, eh foi escolhido para ser o espaço cultural Casa do Pavão. E nós adquirimos esse espaço, na verdade, em 2012, né? Nós adquirimos o espaço e ele estava assim totalmente eh degradado, digamos assim, com muita arte e cultura, a ideia é contribuir com a comunidade por meio das ações, possibilidades de crescimento e transformações pessoal e social, colaborar com a sociedade para a formação de cidadãos. A gente sempre gosta de dizer que é um espaço que está constantemente em construção, tá, né? Eh, quando nós pensamos, eh, nós assim, lógico, a gente já tinha um desejo, lógic de trabalhar com [música] arte, cultura, temos os nossos projetos assim mais, talvez mais ambiciosos, que exige talvez mais recursos, né? Mas assim, eh, nós pensamos em oferecer aquilo que estava ao nosso alcance, né? Aquilo que estava a nosso, ao nosso alcance. Então, a gente foi montando as atividades todas, ouvindo eh as coisas que iam surgindo dos nossos encontros, né? Eu vou te dar um exemplo. Eh, um dos nossos, uma das nossas atividades são saraus, tá? O saral ele surgiu em um momento que nós nos a nossa primeira festa de confraternização, né, foi o Saral e deu certo. Então hoje ele faz parte da nossa agenda da nossa agenda, né? Então a gente faz um bazar, que nós abrimos aqui o espaço com bazar, [música] né, que é alguma coisa bem popular e era uma maneira que nós encontramos de trazer a comunidade para literalmente ocupar o espaço. Sim, [música] né? Aí num desses bazares, uma das três vizinhas, coincidentemente falou assim: "Nossa, eu tenho vontade de vir nessa casa tomar um café". Opa. Então a gente já colocou um café com as vizinhas. Então nós temos essa programação, um projeto chamado café com as vizinhas porque parece que é uma coisa simples, mas é muito importante, porque eh é é uma maneira de estar resgatando, né, esses momentos que são simples, mas que fazem uma uma diferença muito grande, né, na vida de cada um. Ainda mais nessa correria do dia a dia, as pessoas mal se falam, né, gente? Isso, isso, exatamente. [música] Então, assim, todos os nossos projetos eles foram surgindo dessa comunicação e dessa escuta atenta, certo? E tem uma outra característica que eu acho que é bem legal aqui do nosso espaço, é, é, é que assim, a nossa formação acadêmica não é ligado a artes, né? Eu sou psicóloga, ela ela é bióloga, tem outra que é auxiliar administrativo, tem outra que é costureira, tem outra que é professora de educação física. E isso pra gente é muito bom, né? Porque isso favorece com que a gente abra o espaço, né, para outras pessoas eh ocuparem literalmente, né, um espaço. Isso favorece com com que a gente [música] tenha parcerias com vários artistas, eh, de teatro, enfim, artista plástico, né? Então o espaço ele ele é bem poroso, né, para essas para essas parcerias mesmo. Então os nossos projetos eles foram surgindo de conversas e de escuta. Bom, pessoal, são muitas atividades por aqui. Café com literatura. Pois é, assim mesmo o que fala. Também tem o C pipoca, Karatê, oficina com arte para quase todas as idades. E olha só, quase tudo de graça, vale a pena conferir. Nós temos as nossas atividades que são fixas, né, que é que acontece durante a semana, que é o liancum, que são duas vezes por semana, tem a capoeira, [música] que são três vezes por semana, e tem o karatê, que são três [música] vezes por semana. São três vezes por semana, né? Agora as outras atividades, assim, [música] o Saral, o café com literatura, o café com as vizinhas, algumas oficinas, eh, o dia mundial, né, da criatividade. Nós também temos atividades aqui que agora é em março, né, abril, abril, é abril, [música] né? Então assim, eh, parcerias com com as universidades, que nem o ano passado teve parceria com o Instituto de Artes da [música] Unicamp, eles vieram para cá, vieram para cá, fizeram aqui um dia de intervenção, ocuparam todos os comodos, que foi bem legal. esse ano que vem já tem uma proposta de vir defender uma tese, defesa de tese aqui. Então assim, [música] eh aí tem assim, nós temos um projeto que é muito legal que chama muros para quê, né? Que são é que a nossa proposta de est fazendo atividade extra muros, né? [música] Tá? E assim uma das coisas já teve alguma edição? Sim, tivemos, tivemos três. Conta como foi. É, a primeira foi foi [música] a grafitagem desse muro, do nosso muro aqui, né? Aí daí que surgiu o nome. Vou falar rapidinho assim porque eu acho bem legal [música] porque teve que derrubar todo o muro. Ficou a casa ficou nua. Ficou a casa nua. Ficou assim. A gente falou: [música] "E agora que que a gente vai fazer? O que que a gente vai fazer? É usa, coloca tapume. Mas se colocar tapum não vai adiantar nada. O dinheiro não vai dar. que não tinha dinheiro, né? E aí não ia adiantar nada cobrir aqui. E aí foi muito legal porque [música] em cima disso nós fizemos um café com literatura para questionar isso, para qual que é a função do muro, qual a necessidade de um muro, qual que é a necessidade de um muro, né? Então nós discutimos a respeito disso e aí surgiu o número, aliás, o nome desse projeto Mouros para quê, né? E foi bem legal. Então [música] o primeiro projeto foi esse, foi em 2003, 2000 21 [música] foi na saída da pandemia, sabe, quando tava abrindo assim. Então foi bem legal porque a partir disso nós fizemos [música] uma exposição, mas não aqui fizemos a exposição aberta [música] no bairro, depois foi para Unicamp e aí você pode falar das outras, né, dos outros dois para dividir a então é é aí aí essa essa atividade, né, do muros para [música] que, né, que é é muros ponto final para quê, tá? Então tem que, né, não é muros para quê? muros. Ponto para qu Então aí dando continuidade eh a esse projeto, nós grafitamos uma viela, nós ganhamos um fique, né? Ganhamos um projeto FIC, [música] grafitamos uma viela eh de 300 m aqui no Jardim São Pedro. E essa viela teve 26 [música] eh artistas, né? eh, um dia inteiro. Daí tem um staff, a gente a gente faz questão de receber os nossos artistas de uma maneira assim, [música] a gente gosta, né? Eh, então esse foi o primeiro. Agora nós terminamos a a uma agora, né? Ela tá fresquinha aqui. Eh, que outro muros para aqui é outra viela que ela dá aqui. Vai pro posto de saúde, aqui atrás, pertinho. Vai pro posto de saúde que teve 20 artistas também, né? [música] Eh, e esses projetos são financiados pela pelo cultura viva, pelo FIC, cultura viva. Bom, e agora a gente vai voltar com a Mirna Breu, porque ela vai mostrar pra gente uma atividade que faz muito sucesso por aqui, que é a capoeira. Fala, Mirna. E como prometido, a gente vai conversar agora com quem participa de uma das atividades do espaço Casa do Pavão, a Larissa, que é a chitara, que é o nome dela na capoeira, vai falar pra gente um pouquinho dessa atividade, como que é desenvolver então essa atividade com a criançada, quem é esse público. Hoje a gente tá com uma pequena amra, que eu já tô sabendo que tem muita participação, mas quem é esse público que desenvolve junto com você essa atividade aqui? Esse público é maravilhoso. Eu trabalho com crianças de 4 a 10 anos, adolescentes [música] de 11 a 16 e adultos. E aí eu vou até a terceira idade. Soube que inclusive a Nilsa, que tá acompanhando aqui a nossa gravação e a gente já mostrou a entrevista com ela também, joga capoeira. Sim, a Nilsa, nossa anfitriã aqui da casa, participa de todas as rodas e toca e joga. É uma maravilha. E como é para você como profissional trazer esse projeto para cá, envolver a comunidade independente da idade, nessa no esporte, eh, como que é esse aluno? Você percebe quando ele chega aqui pela primeira vez um pouco mais tímido, depois ele vai se soltando. Como que é isso? Essa introdução dos alunos na capoeira, ela acontece sempre de forma íntegra, né? Nunca é aos pouquinhos. E o aluno chega, ele percebe ali o espaço e aí ele vai ganhando espaço, ele vai se soltando. Eu costumo deixar os alunos bem à vontade sempre, [música] né? Às vezes tem aluno que chega e fala: "Professor, eu não quero entrar na roda". Tudo bem? Aí na outra na outra aula ali já vem: "Professor, eu quero participar, [música] eu quero estar, eu quero". Tudo bem também. E para mim é muito maravilhoso trazer esse projeto para dentro da casa do pavão, porque eu acredito na capoeira em forma de transformação e educação. Então a capoeira em qualquer faixa etária, ela vai desenvolver o ser humano de forma íntegra. Quem pratica capoeira por aqui adora. Maravilhoso. É muito legal. Tá gostando? Sim, bastante. E o quando você veio, ai vou fazer capoeira. Por que que você escolheu fazer capoeira? Que eu achei que isso daí ia melhorar muito minha vida assim. E tá melhorando muito. É, eu comecei há pouco tempo. Eu gosto bastante de fazer capoeira. É muito legal também. E como você se interessou pela capoeira? Porque eu achei que ia ser mais legal, porque eu ficava em casa e não fazia quase nada. Aí eu decidi fazer a capoeira. E além da capoeira, você faz alguma outra atividade? Já vem alguma outra atividade aqui na casa do pavão? Sim, karatê. Então hoje você faz capoeira e karatê? Sim. Gosta? Sim. Faz dois meses, eu acho, que eu entrei aqui e eu me entrei interessei por causa da minha prima, que ela que me trouxe aqui para mim fazer a capoeira [música] e tal, e me ensinar. Primeiro você veio assistir ou você já veio direto aprender? Primeiro eu vim [música] jogar, é, aprender já. Tá. Já sabe fazer alguma coisa? Uhum. Pode mostrar para mim? Uhum, pode. Ah, então mostra aí. Uhu! Uh, muito bem, parabéns. [música] [música] [música]
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