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Campinas que Deu Certo | Feijão cariquinha: a história do grão que conquistou o Brasil
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Campinas que Deu Certo | Feijão cariquinha: a história do grão que conquistou o Brasil

72 views Publicado 31/03/2026 HD · 19:12
Resumo editorial

O quadro Campinas que Deu Certo traz a história do feijão carioquinha, grão presente na mesa da maioria dos brasileiros e desenvolvido pelo IAC, Instituto Agronômico de Campinas, em uma trajetória pouco conhecida pelo grande público. A reportagem visita o IAC e conversa com o pesquisador atualmente responsável pela linhagem, que explica que o feijão carioca surgiu em 1966 em Birarema, próximo a Palmital, com um agricultor que comparou as listras do grão com a pelagem de uma criação de porcos chamados carioca. O feijão chegou ao IAC em 1968 e foi entregue a um pesquisador recém-contratado que inicialmente resistiu à pesquisa por considerar o feijão de duas cores fora do padrão de mercado, mas o departamento solicitou continuidade do estudo ao perceber que o grão era mais produtivo e tinha tempo menor de cozimento. A parceria entre o IAC e a CATI levou o feijão carioquinha a ser difundido por todo o Brasil, transformando radicalmente o consumo nacional e consolidando Campinas como centro de inovação agronômica que alimenta milhões de famílias brasileiras todos os dias.

Descrição do vídeo

No quadro “Campinas que Deu Certo”, você acompanha a trajetória do feijão carioquinha, o grão que hoje está no prato da maioria dos brasileiros, ao lado do arroz. 🍚✨ Apesar do nome, o feijão carioca (ou carioquinha) não veio do Rio de Janeiro: ele foi desenvolvido e amplamente difundido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), tornando‑se um símbolo da pesquisa campineira e paulista. 🌾🏛️ Neste episódio, a apresentadora recebe o pesquisador Alisson Fernando Chiorato, do Programa de Feijão do IAC, que conta, em detalhes, como a história do carioquinha começou em 1966, em uma fazenda próxima a Ibirarema/Palmital (SP), e chegou ao IAC em 1968. 🌱🔬 Você vai conhecer a curiosa origem do nome “carioca”, que na verdade surgiu por causa de uma raça de porco carioca listrado, e não por referência à praia ou à calçada de Copacabana. 🐖🥢 Alisson explica como o feijão carioquinha foi inicialmente recebido com desconfiança pelo então pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, considerado o “pai do carioquinha”, que faleceu no início deste ano, deixando um legado marcante na pesquisa agrícola brasileira. ⚰️📚 O público acompanha a evolução da variedade, dos primeiros testes de produtividade e cozimento até o planejamento de difusão, que envolveu divulgações em rádio, carros de alto‑falante e campanhas direcionadas a donas de casa para criar uma nova cultura de consumo. 📻📣 O quadro mostra também como o feijão carioquinha substituiu, pouco a pouco, os tradicionais feijões bola, rosinha, mulatinho, preto e vermelho, que dominavam a mesa antes de 1970. 🥘⚫🔴 Hoje, o feijão carioca responde por cerca de 60% a 66% do consumo nacional de feijão, consolidando‑se como o tipo mais consumido no Brasil. 📊🇧🇷 O vídeo destaca ainda o trabalho contínuo do IAC, que desde 1970 vem lançando novas cultivares de feijão carioca, como o IAC Nelório (2560) e o IAC 2051, melhorando características como porte da planta, facilidade de colheita mecânica, resistência ao escurecimento e rendimento na peneira. 🌾📉 Esse avanço é essencial para o agricultor, pois permite armazenar o feijão por mais tempo sem perda de cor e de valor comercial, importante em um mercado de preço bastante volátil. ⚖️💰 O programa ainda aborda a nova fase da pesquisa no IAC, com o lançamento de alternativas ao carioquinha para ampliar a exportação e diversificar a rentabilidade do produtor. 🌐🗂️ O pesquisador apresenta o feijão Tiger (pinto beans), cultivar com grãos pontilhados semelhantes ao feijão tigre consumido nos EUA e em outros mercados, além de variedades brancas, vermelhas e rajadas, hoje consideradas “feijões gourmet” e já exportadas para Europa e outros países. 🌍📦 Alisson explica também por que o brasileiro ainda se liga muito ao carioquinha: além do trabalho de difusão da década de 1970, o grão oferece boa produtividade, cozimento mais rápido e um perfil de mercado consolidado. 🔥⏰ Ao mesmo tempo, o episódio convida o espectador a enxergar outras opções de feijão, hoje mais presentes em supermercados, mas que ainda enfrentam o desafio de preço mais alto em relação ao carioquinha. 🛒💳 Assista ao episódio completo de “Campinas que Deu Certo” e descubra como uma simples mutação em um grão listrado, desenvolvida em Campinas, mudou os hábitos alimentares de milhões de brasileiros e ajudou a estruturar o mercado de feijão no país. 📺🤗 Se você gostou dessa história da ciência aplicada ao cotidiano, deixe seu comentário, de um “gostei”, compartilhe o vídeo e ajude a divulgar o legado do IAC e de pesquisadores como Luiz D’Artagnan e Alisson Chiorato. 👍💬 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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Ele é a estrela do prato de todo brasileiro junto com o arroz. Estamos falando do feijão carioquinha. Mais que de carioquinha não tem nada. Ele foi desenvolvido aqui em Campinas, no IAC, onde foi também amplamente difundido para todo o Brasil. [música] E é essa história que você conhece hoje no Campinas que deu certo. E a gente vai conversar agora com o Alisson, que é pesquisadora aqui do IAC de Campinas, que vai contar um pouco de toda essa história. Alisson Luiz D'Artanhan, pesquisador que é considerado pai do feijão carioquinha aqui do IAC de Campinas. Então, ao contrário do que muita gente pensa, essa história começou aqui em Campinas. É isso, exatamente. Ah, essa história, na verdade, o feijão carioca ele iniciou aqui em 1966. Eh, ele surgiu em Birarema por um agricultor próximo lá à região de Palmital, que ele nomeou o feijão devido a uma criação de [música] porcos que ele tinha, né, que os porcos tinham listras. Então, ele começou a chamar aquele grão que ele identificou como carioca. E esse eh esse feijão ele entrou aqui no IAC em primeiro de agosto de 1968. E o Dr. D'Artanha na época ele tinha acabado de ser contratado pelo IAC. Na época que entregaram esse feijão para ele, ele ficou meio assim, ele não queria trabalhar, né? Porque ele viu que o feijão, pô, feijão com duas cores, né? O mercado em si era um feijão de apenas uma cor. Na época ele não teve muito interesse, mas, né, assim, a o departamento solicitou que ele desse início a esse trabalho porque eles perceberam que era um feijão mais produtivo. Ele ele cozinhava num tempo menor, né, tinha uma redução menor no tempo de cozimento. Então, o o Dr. Dartanha assumiu essa pesquisa juntamente com os colegas da CAT, né, [música] que é o Centro de Assistência Técnica Integral do Estado de São Paulo. Eles começaram uma difusão com esse com esse feijão pelo estado de São Paulo e e hoje é o feijão que nós conhecemos aí no prato, não só do paulista, como de maioria dos brasileiros que ocupam aí uma fatia em torno de 66% de mercado. Dá para dizer que é uma história que nasceu praticamente aqui em Campinas no IAC, né? Não, ela nasceu aqui em Campinas. A pesquisa em si, né? O feijão ele foi introduzido em 1968, mas a pesquisa foi toda desenvolvida aqui em Campinas. E o próprio Dr. Artanhá, ele comentava, até quando ele comentava, ele dava muita risada, que eles chegaram a usar até eh anúncios na rádio para difundir o o novo feijão, né? Novo feijão consumo, o novo feijão carioca, carros na rua com altofalante falando, né, pro pro consumidor, que na época se falava muito para dona de casa, né? Se falava muito assim, para dona de casa adquirir o novo feijão carioca. Então é uma pesquisa campineira que deu muito certo, que hoje tá expandida aí por todo o Brasil, de Campinas pro Brasil. Então, né? Exatamente. E o Dr. Luiz Dartanhan faleceu, né, infelizmente, recentemente, no início desse ano, né? Recentemente, [limpando a garganta] o início desse ano, nós perdemos o Dr. Artan que foi um excelente pesquisador que [música] nós tivemos aqui no IAC. Ele deixou um grande legado em termos de pesquisa, né, a exemplo do do feijão carioca. E nós como pesquisadores, né, estamos dando continuidade essa esse trabalho desenvolvido em 1970, procurando cada vez mais a atribuir qualidades ao feijão carioca que venha atender corretamente não só o consumidor, como também o apicultor. [música] Bom, a gente tá aqui agora com vários tipos de feijão para entender como é que foi essa evolução no consumo aqui no Brasil. E a revolução, né, que o carioquinha trouxe também para esse consumo. Alisson vai explicar aqui pra gente. Então, Alisson, antes do carioquinha, a gente tinha outros tipos, né, que eram mais consumidos no país. É isso, exatamente. Antes de 1970, com a entrada do feijão carioca ou carioquinha, o brasileiro, basicamente, ele conhecia feijão de apenas uma cor que nós falamos. [música] E quais eram os mais consumidos a época? Era o bolinha, né, que até hoje ele tem um nicho de mercado muito importante. Feijão rosinha era muito procurado, talvez pode ser até que era um dos mais é consumidos também. [música] Tinha um muito semelhante a ele que era conhecido como feijão mulatinho, que é um feijão mais escuro. Alguns chamavam de cara suja, né? Mas o o rosinha ele tinha [música] uma uma predominância muito importante no mercado. O feijão vermelho, muitas vezes chamado como vinagrinho, né? O estado de Minas Gerais até hoje consome muito desse feijão. Esse feijão em si aqui, na verdade, é o bolinha vermelho. Por exemplo, o litoral catarinense adora esse feijão até hoje. Ele tem um nicho de mercado muito bom. E o preto também que na época era muito trabalhado, eh, muito consumido, até porque também era um feijão que escurecia menos. Então, em termos de qualidade, antes de 1970, vamos supor de da década de 80 para cá, se tinha-se muito o consumo do feijão, mas de forma nós tínhamos [música] menos safras, então se guardava muito feijão às vezes em geladeira, em garrafas, né? O feijão na era muito consumido às vezes em feiras, comprado a granel. Então as pessoas, né, às vezes até davam e atenção pro feijão preto em relação a isso, porque ele durava mais que os outros. É isso. Exato. Exato. Em termos de coloração, sim. Tá, mas basicamente antes de 1970 nós tínhamos a predominância por esses tipos de feijões desses quatro aqui. Algum deles é mais semelhante ao carioquinha em termos de sabor, de aparência, né? Esse aqui, por exemplo, é mais parecido. Talvez aparência. Talvezinho. Talvez o rosinha. Talvez o rosinha ele é ele é ele vai daqui é o que talvez se vai se aproximar mais ao feijão carioca. Em 1966, né, foi identificado por um agricultor ali em Birarema, próximo a Palmital, esse feijão com duas cores, que ele tinha um fundo creme com listras, né, de coloração marrom. E na época, quando eles viram esse feijão, eles por devido ele ter essa listra marrom, ele começou a chamar de carioca. Por quê? Ele criava o porco carioca. O porco carioca é um porco que tem listras, né? Então não tem nada a ver com a calçada de Copacabana no Rio de Janeiro. [risadas] Ao contrário do que todo mundo pensa, não tem nada a ver. Exatamente. Então é por causa da raça do porco carioca, verdade, certo? Esse feijão, então, eh, ele foi repassado aos colegas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento em 68, né, na qual o pessoal aqui do IAC recebeu uma amostra e começou a trabalhar esse feijão. E quando eles começaram a trabalhar esse feijão, eles viram que era um feijão mais produtivo do que esses daqui. Quando comparado esses outros, ele tinha um um cozimento mais rápido, só que na época eles falavam que era um feijão que que [música] cozinhava em torno de 1 hora e meia. Hoje é inadmissível, né? Hoje nós estamos trabalhando na casa dos 20 a 30 minutos no máximo. Então veja a evolução que teve também. Mas sim, ele era na época um feijão mais produtivo. O sabor era diferenciado desses daqui. Eles sabiam, né, que eles teriam que ensinar, no caso, primeiramente, [música] o paulista a consumir esse tipo de feijão para depois, né, virou todo o Brasil. E eles começaram a fazer propagandas. Então, em 1970 foi iniciado os primeiros lotes de sementes genéticas de feijão, que foi dado início à sua multiplicação e eles começaram a fazer divulgações. A Secretaria de Agricultura do Estado, a CAT, junto com seus técnicos, também começaram a divulgar e repassavam amostra pros agricultores, né, semearem, né, para eles colherem, consumirem. E aos poucos esse trabalho que eles foram fazendo foi criando a a predominância do feijão carioca que nós conhecemos hoje, que praticamente 66 por 66% de todo o mercado hoje eh corresponde a feijão carioca. Então veja o quão importante foi esse trabalho de fusão que eles fizeram. E por que que você acha que ele conquistou tanto o paladar do brasileiro? Além claro, da questão dele ter uma durabilidade maior, né? Ter essa produção que foi ampliada pelos pesquisadores, mas claro, teve essa conquista de paladar, né? como você explicou, por que que você acha que isso aconteceu? Basicamente, isso aí pode, isso aí aconteceu devido questões de pesquisa mesmo, né? A secretaria, assim que eles desenvolveram o feijão carioca, eles começaram um trabalho de difusão em cima dele. Então essa essa difusão ocorreu em rádios, carros na rua saíam falando consumo, feijão carioca é mais nutritivo, cozinha mais rápido. Então foi feito um trabalho todo estipulado em cima disso. E essa difusão, ela foi também repassada ao agricultor, então fornecendo [música] sementes, coisa que não se tinha muito desses feijões na época, que era muito consumo de, né, de às vezes muita gente de subsistência, era aquela semente de quintal que o cara multiplicava, replantava, então não tinha se uma difusão tão efetiva em termos de semente. com o carioca começa de certa forma uma qualificação do mercado, basicamente em termos de semente, sendo repassado ao agricultor. Só que a partir de 1970 a indústria empacotadora, com o aumento do consumo desse feijão, ela começou também a a estabelecer as marcas, o tipo um, o tipo dois. Então, a com a indústria empacotadora, e como ela começou, né, esse trabalho, então ela foi o quê? direcionando seus pedidos para feijões de melhor qualidade. E o carioca ele atendia essa, né, o aspecto no na embalagem, né, na da sua coloração, tudo. Então isso foi fazendo com que o mercado também crescesse, né, juntamente com a difusão de plantil. Então foi ocorrendo uma estruturação melhor do mercado. Então isso acabou difundindo por todo o Brasil, tá? Então, é isso que fez que o carioca ocupasse eh essa margem de mercado que nós temos hoje. E o próprio feijão carioca evoluiu também. Hoje o que a gente consome não é igual aquele lá de 1970, né, Alisson? Não. Exatamente. Então, a partir de 1970 que surge o carioquinha, começam os trabalhos de melhoramento em cima dele. Então, a pesquisa ela nunca para, a pesquisa ela é dinâmica. Então, a pesquisa ela sempre tá procurando, né, melhorar [música] eh qualidades, aumentar a quantidade, né, a produtividade. Então, em cima do carioquinha, começou-se o trabalhos melhorando o quê? A questão grão para você ter um feijão com grão mais arredondado, um feijão de melhor qualidade para cozimento, características da planta em relação à porte, né? Facilitar [música] principalmente a colheita mecânica, porque da na década de 90 pro pro ano 2000, né, uma característica que foi muito exigida no feijão foi a questão de colheita, colheita direta, devido problemas de mão de obra. Então as cultivares elas evoluíram para essa característica também. Então hoje aqui agora em 2026 o que que nós temos aqui? Nós temos o feijão IAC Nelório, que foi o nosso último lançamento. Por que ia ser 2560 [música] Neló? Hoje a a nomenclatura das nossas cultivares, o 25 foi o ano de lançamento e o 60 é a 6agª cultivar lançada desde 1932, quando data o início [música] do nosso programa. Por exemplo, o carioca, ele foi o número 10. Nessa, [música] né, nessa cronologia, né, de lançamento. Ele foi a 10ª cultivar desenvolvido pelo programa, que até então antes eram [música] outros tipos de grãos, igual nós mostramos aqui. Então, a qualidade desses feijões hoje em relação ao carioca, o que que mudou? Eles são primeiramente tolerantes ao escurecimento, [música] coisa que o carioca na época não é. Então, nós temos aqui um feijão que foi colhido em agosto do ano passado, ele [música] mantém a cor ainda da sua colheita. E o carioca, esse cultivar que nós temos aqui, ele foi colhido há pouco tempo, já escureceu. Então, com o dinamismo do mercado hoje, [música] eh, esse tipo de feijão, ele é importante porque ele permite o agricultor colher e armazenar para esperar preços, que isso é uma característica muito importante do carioca, que ele tem um mercado muito volátil em termos de preço alto, preço baixo. Por que que ocorre muito com isso [música] com o carioca? Porque o único país que consome o feijão carioca é o Brasil. Então, quando nós temos uma um excesso de oferta, né, e uma baixa demanda, não, nós não temos como exportar esse feijão, nós temos que consumir aqui. Então, e ocorre essa volatilidade em termos de preço, tá? Então, devido essa volatilidade de preços, o muitas vezes o agricultor ele armazena o feijão para poder comercializar em seguida. Então hoje isso é uma característica muito importante nas cultivares e um grão mais espesso, um grão mais arredondado, porque a a indústria impacutadora ela qualifica pelo rendimento de peneira. Então o grão mais espesso, mais cheio, [música] ele tem um rendimento melhor de peneira, né? Temos o IAC 2051 aqui que foi lançado em 2020 que foi aqui em 41ª cultivar, né? O Nelore vem da evolução do 2051, né? Que desde lá de trás dos seus antecedentes vem do carioca. Então, quando a gente pega aqui hoje o IAC Nelore, ele corresponde à 14ª geração de feijão carioca aqui dentro do IAC, após o lançamento do carioquinha em 1970. Então nós estamos na 14ª geração já de feijão carioca. Já evoluiu bastante, né? E a gente nota na aparência, né, algumas diferenças, né, do carioquinha de 1970. Tem menos listrinhas, é um pouco mais claro o grama. Exatamente. Você falou uma coisa importante. Hoje, por exemplo, o carioca antigo, se nós formos, se a gente perceber na amostra, ele ele ele tem bastante listras, né? É importante que hoje, quando você compara aqui, que o feijão tenha menos listras, [música] que apareça um pouco mais o fundo, porque isso é a qualidade de embalagem. De embalagem ela é muito importante. E o que que nós estamos fazendo além do carioca? Assim como foi feito um trabalho em 1970 no desenvolvimento do carioquinha, nós atualmente nós estamos trabalhando o mercado hoje pensando nessa questão de exportação do feijão carioca. O que que seria? Se nós tentarmos exportar o feijão carioca hoje, nós não iremos conseguir, porque somente o Brasil consome esse feijão. Então, nós desenvolvemos o feijão Tiger, que na verdade ele é conhecido como feijão tigre, lá fora também conhecido como feijão pinto beans, né? Aqui no Brasil ele é conhecido como tigre, que ao invés de listras ele tem pontuações. Conclusão, esse feijão aqui ele já é exportável. Lá fora ele é aceito e já há mercado. Então para ele há mercado lá fora e e o sabor dele é semelhante até melhor que o feijão carioca desse feijão. Então hoje o trabalho do IAC que nós iniciamos e recentemente, nós est assim como nós fizemos 1970, nós estamos começando campos desse feijão, obtendo amostras com indústrias empacotadoras. Ele irá paraa gôndola do supermercado, lado a lado do carioca, com o mesmo preço. Nós não iremos falar qual que feijão que é, tá? Nós vamos eh apenas apresentar ao consumidor para saber qual que vai ser a o retorno, né? como que vai ser a procura desse feijão. Então, logo logo, eh, nós teremos esse feijão aqui já, o tigre, na gunda do supermercado, com mesmo preço do carioca, pra gente entender como que tá sendo o consumo, que a nossa intenção é fazer com que esse feijão seja cultivado também, caso ocorra uma alta, uma alta oferta, né, com uma baixa demanda, que a gente possa exportar. Então isso pro agricultor é muito importante porque você começa de certa forma estabilizar um pouco mais o mercado e sai um pouco dessa volatilização que é o preço do feijão carioca. Bom, e hoje além do Tiger, né, que é esse primo próximo, podemos dizer assim, do carioquinha, a gente tem também outras evoluções, como esses dois aqui que a gente vai mostrar agora, são feijões para exportação. É isso que mais mercado serve. Na verdade, na verdade nós podemos, né? A gente pode trabal esses cinco tipos de feijões hoje que a gente pode destacar, que de certa forma é um trabalho que o IAC vem fazendo também ao longo do tempo. Por quê? Assim como eu falei do feijão Tiger, que é o tigre, a nossa intenção é criar uma variabilidade por agricultor, então fazer com que o agricultor ele tenha mais opções de cultivo além do feijão. O feijão pro agricultor ele é muito importante porque ele é rápido. Então, em termos de rotação de cultura entre um milho e uma soja que ele vai fazer, né, nos seus trabalhos, o feijão ele é muito importante pro agricultor, principalmente em áreas irrigadas. Então, muitas fazendas que hoje estão trabalhando com a irrigação, elas têm o feijão no seu na sua rotação. Então, lógico, se tá aumentando a área irrigada, certamente vai aumentar as áreas de feijões. Então, isso pode gerar muitas vezes excesso de oferta, né? Então, por isso que nós temos que diversificar outros tipos para que seja possível a exportação. Então, dele, o que que eu posso citar aqui? Quais são os feijões hoje que estão sendo mais exportados hoje, procurados? É o a Lúbia, né? também conhecido como alub argentino. Esse feijão branco aqui, ele é muito bom. É igual o feijão branco que a gente costuma consumir no Brasil. Na dobradinha, é o mesmo, na salada, é o mesmo feijão, tá? Só que nós não tínhamos cultivares assim que apresentasse uma qualidade exigida lá fora, que é o quê? Tamanho do grão, que eles falam que é o calibre. Quanto maior o grão, melhor. Por quê? É feijão que vai pra salada. O consumo lá fora é diferente. Então, se for um branco muito pequeno, ele não tem um mercado aceito lá fora, então a gente não consegue exportar ou será exportado com preço baixo. O Dark Head Kidney, que é um feijão vermelho, que esses dois aqui eles alternam de ano a ano um pro outro na Europa, né? Tem ano que eles querem mais esse aqui, tem ano que eles querem esse daqui, mas é importante nós termos as cultivares para poder atender os aos agricultores. Um feijão rajado que aqui no Brasil também antes do carioca consumia esse feijão e até um pouco parecido a aparência, né? Parecido. É só que no passado era conhecido como feijão carnaval, feijão cavalo, sabe? É assim que ele era chamado esse feijão. Mas era bastante também de fundo de quintal, cultura de subsistência, não se tinha um trabalho de exportação, né? Não era nada exportável. Hoje ele é um feijão exportado. Tanto é que esses feijões aqui são conhecidos como feijões gourmet. E e muitas vezes o brasileiro, até é um questionamento que nós fazemos, [música] o brasileiro muitas vezes não consome muito esse feijão porque ele vai na Gondas no mercado com um preço maior que o carioca. Por isso que muitas vezes a gente não consegue ensinar o brasileiro a comer outro tipo de feijão além do carioca, que o trabalho 1970 foi muito bem feito, né? Perfeito. Alisson. Muito obrigada, viu, por contar pra gente toda essa jornada do feijão carioquinha, falar também desse trabalho tão amplo do IAC. Parabéns pelo trabalho, muito obrigada por falar conosco. Nós aqui do Instituto Agronômico IAC, né, do programa Feijão, que agradecemos por poder eh demonstrar o trabalho desenvolvido aqui na na no IAC. Muito obrigada e eu espero você no próximo Campinas que deu certo. Até a próxima. [música] [música] [música]
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